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Rogério no País dos Sonhos

Ilustrado e escrito por

Danilo Rogério Sanches No ano de 1981 aos 11 anos

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ra uma vez um menino chamado Rogério. Rogério era sapeca e bagunceiro, porém inteligente. Ele fazia de tudo: jogava bole, andava de bicicleta, patins, skate, etc. Certo dia ele foi para sua cama “tentar” dormir, pois estava sem sono. Ele chamou sua mãe e lhe perguntou p que fazer: -Conte carneirinhos, isso sempre dá certo. – respondeu sua mãe. Obedecendo, ele fechou os olhos e começou a pensar: - Um carneirinho pilou a cerca, dois carneirinhos pularam a cerca. No terceiro carneirinho ele teve uma surpresa. O terceiro carneirinho havia desaparecido.

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Então Rogério parou, olhou para a janela e falou consigo mesmo: - Já sei! Vou procurá-lo no País Dos Sonhos! Falando isso, pegou sua bicicleta e seguiu pelo caminho das estrelas.

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Chegando lá, encontrou os carneirinhos a alguns personagens de seus sonhos. Estavam todos preocupados com o desaparecimento do 3º carneirinho, mas nem por isso deixaram a alegria de lado. Estavam todos alegres, e ainda mais alegres com a chegada de Rogério. A alegria foi tanta que resolveram mostrar a cidade dos sonhos para ele.


Eram ruas de chocolate, casa de sorvetes, carros de Milk Sheik e muitas outras coisas gostosas. Depois de mostrarem tudo, levaram Rogério para conhecer sua majestade, o rei Sonho. O rei Sonho estava muito triste... Quando Rogério entrou, logo sentiu que o rei estava triste e disse consolando: - Calma Majestade... - Pode me chamar de Sonho. - Sim senhor, senhor Sonho. Mas como ia dizendo, o senhor pode ficar tranqüilo que eu investigarei este caso. N ao posso garantir nada, mas afirmarei que tentarei com toda a minha inteligência e minha força de vontade. - Ah! Escutando isso já fico mais aliviado. Se você conseguir pegar este ladrão, eu lhe darei os sonhos mais bonitos que existem.

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Assim que o rei acabou de falar, Rogério pediu licença e saiu do palácio. Rogério pegou sua bicicleta, que estava no estacionamento do palácio, e saiu. Começou a investigação passando na casa dos carneirinhos para ver se tinha alguma pista importante. Saindo de lá, Rogério foi a casa de seu personagem de sonho que mais gostava, o Louquinho.

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Rogério perguntou se Louquinho tinha alguma pista, mas nada. Louquinho não sabia de nada, não tinha pista nenhuma, mas queria ajudar e então se ofereceu para acompanhar Rogério. Rogério aceito e lá foram eles perguntando de porta em porta se sabiam de alguma coisa, mas não descobriram nenhuma pista. Foram até nas casas dos maus feitores e nada. Foi aí que desconfiaram de uma bruxa que morava ali por perto das casas dos maus feitores e resolveram fazer uma armadilha para poderem interrogá-la.

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Enquanto ela foi participar de um sonho, eles executaram o seu plano: Colocaram uma grade de aço em cima da porta, para quando a bruxa entrasse, a grade caísse em cima dela deixando-a presa. Algumas horas depois a bruxa chegou, abriu a porta e foi entrando. Com seu super ouvido ela escutou o barulho da grade e, antes que a grade caísse, pegou sua vassoura e voou escapando da armadilha.

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- Isso não pode ficar assim... – disse o Louquinho. - Calma Louquinho, não fique nervoso. Na próxima chance nós a pegaremos. Rogério sugeriu para Louquinho que fossem novamente até o esconderijo da bruxa montar outra armadilha para pega-lá. Chegando lá, comeram a cavar um grande alçapão. Mal tinha acabado de cavar quando a bruxa chegou. Ela foi descendo, descendo e pousou bem em cima do alçapão ficando presa. No mesmo instante Rogério gritou: -Deu certo Louquinho!!! Mal acabou de gritar e saiu correndo para o alçapão com Louquinho atrás. Chegaram perguntando:

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- Você é a raptora? – perguntou Louquinho. - Por que você está fazendo isso sua bruxa? – disse Rogério Fazendo o que? – respondeu a bruxa. - Raptando os personagens dos sonhos das crianças. – respondeu Louquinho irritado. - Mas eu não estava raptando ninguém. - Então porque fugiu lá na sua casa? – perguntou Louquinho mais irritado ainda. A bruxa olhou para a cara do Rogério, que estava só assistindo e julgando a situação e respondeu com um pouco de receio: - Eu pensei que fosse o raptor! O Louquinho olhou com cara de bobo para Rogério como se estivesse perguntando o que ele achava. Rogério percebeu e então respondeu: - Ela está falando a verdade. - Mas se não é ela, então quem é o raptor? - Não sei, mas é o que eu quero descobrir. Vamos até sua casa para podermos pensar melhor.

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No caminho da casa do Louquinho ele deu um pulo e gritou: - Xiiii!!! Estão sonhando comigo! - Ah, Louquinho, posso assistir? Só se você prometer ficar quietinho. - Prometo! – respondeu Rogério com um grito de alegria. E então La foram eles. Era um garoto, e no sonho eles estavam jogando bola. Der repente, no meio do sonho, Rogério escutou um barulho: - Pluft! Ele olhou para o lado e não viu nada, mas quando se virou novamente, o Louquinho havia desaparecido.

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Rogério ficou desesperado e começou a procurar Louquinho por todos os cantos da cidade dos sonhos. Como não o encontrou resolveu voltar ao palácio e contar sobre o sumiço para o Rei Sonho. Após ter contado tudo ao Rei, que o ouvira atentamente, ele perguntou? - O que o senhor acha? - Acho que tenho uma idéia! Você já foi até o vulcão do Bicho Papão? - Não! E nem poderia, afinal eu nem sei onde fica. O rei o chamou até a janela e disse: - É ali, naquele vulcão, é só você seguir pela floresta que chega lá. - Agora que já sei onde é vou investigar esse vulcão. Pediu licença e saiu com sua bicicleta floresta adentro em direção ao vulcão do Bicho Papão.

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Quando chegou lá. Rogério foi entrando de fininho, bem devagar. Afinal, se ele desse de cara com o Bicho Papão, o que ele faria? Enquanto pensava na desgraça que seria se encontrasse o Bicho Papão, Rogério olhava para os lados e descobriu que ele não estava no vulcão. Mas em lugar do Bicho Papão, Rogério achou alguns personagens dos sonhos, inclusive o 3º carneirinho e Louquinho. Eles estavam todos enjaulados e Rogério teve que soltar a todos. Rogério pediu a todos que fossem para casa que não atrapalhassem na captura do Bicho Papão. Louquinho insistiu tanto para ficar que ele concordou.

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Os personagens mal acabaram de sair quando o Bicho Papão chegou e Rogério e Louquinho não tiveram tempo de montar uma armadilha. Só tiveram tempo de se esconder atrás de uma pedra grande que testava no vulcão. O Bicho Papão entrou e deu de cara com todas as selas vazias. Querendo saber o que tinha acontecido ele entrou em uma das selas para ver se existia alguma pista do que havia acontecido. No momento que ele entrou -Zoopt!!!

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Rogério e Louquinho fecharam o Bicho Papão lá dentro. Com o Bicho Papão estava preso, Rogério e Louquinho o levaram para o Palácio para que oi Rei Sonho pudesse interrogá-lo. Lá no palácio estavam todos contentes dando uma festa em homenagem ao Rogério e ao Louquinho por terem capturado o raptor. O interrogatório começou assim que chegaram: - Porque você estava raptando os personagens dos sonhos das crianças? – perguntou o Rei Sonho. - Porque assim as crianças não poderiam mais sonhar e eu cobraria para que elas sonhassem. Cada personagem teria um preço. Isso me deixaria rico. Eu não precisaria mais participar de nenhum sonho bobo. E se esse garoto intrometido não tivesse aparecido para estragar meus planos, eu teria conseguido enriquecer. Após esse depoimento, o Bicho Papão foi preso e castigado.

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Rogério ganhou como recompensa os sonhos mais bonitos para o resto de sua vida. Rogério teve que ir logo embora, antes que o sol nascesse e o caminho das Estrelas desaparecesse, ou que seus pais dessem falta dele. Após despedir-se de todos os personagens de sonhos, Rogério pegou sua bicicleta e segui de volta para sua casa pelo Caminho das Estrelas.

FIM..

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Rogerio no pais dos sonhos  
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