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Jornal Oficial da Associação Académica da Universidade do Minho Director: Vasco Leão Distribuição Gratuita

116 Theatro Circo enche para ver XVI edição do Celta Azeituna

http://academico.rum.pt

Ano: V Série: III Ter 15.Dez.09

Luís Rodrigues é o novo presidente da AAUM

Isabel Ferreira

P. 6

Sob a temática “Cabaret”, o público que se deslocou à sala principal do Theatro Circo assistiu à 16ª edição do CELTA, organizado pela Azeituna. Foi diante de uma sala repleta que as tunas vindas de todos os pontos do país se apresentaram envolvendo os presentes num burlesco.

“Fúria espanhola” Presidente da República presente na cerimónia de no Europeu de encerramento do projecto “Democracia Viva” Taekwondo Dicas/Nuno Gonçalves

P. 18

Chegou ao fim o 1º Europeu Universitário de Taekwondo. A prova foi dominada por atletas espanhóis que soltaram a sua fúria nos tatamis minhotos. Porém, ficaram medalhas em casa, e Pedro Póvoa arrecadou o ouro numa final entre atletas da Universidade do Minho.

Presidência


02 Ter 15.Dez.09

2º Página Por DVS

Editorial Daniel Vieira da Silva daniel.silva@rum.pt

Como já tinha mencionado neste espaço, a passada semana foi ímpar na história da Associação Académica. A visita do Presidente da República abrilhantou o culminar do projecto “Democracia Viva”. A presença da mais alta figura do Estado é prova clara do trabalho desenvolvido até aqui pelas entidades organizadoras (AAUM e RUM). O momento foi um dos mais altos da história da Associação e, apesar de ainda faltar cerca de um mês para a tomada de posse da nova direcção, marca a passagem de Pedro Soares pela direcção da instituição. Com isto lanço o tema das eleições na passada quinta-feira. A vitória foi incontestável. 84% é um valor que traduz uma clara vontade dos estudantes que acreditaram no programa da lista A. Luís Rodrigues é o próximo presidente da Associação Académica da Universidade do Minho. A oposição afirmou sair reforçada e apontou, uma vez mais, a abstenção como vencedora. A abstenção foi alta, concordo plenamente, mas daí que tenha sido a vencedora das eleições, desculpem mas não consigo concordar. É dar crédito a todos os que se alheiam da vida académica e retirar mérito aos que se informaram, aos que interagiram, aos que opinaram... Aos que votaram neste acto eleitoral. Ao Luís Rodrigues e a toda a direcção da Associação Académica, desejolhes todo o sucesso na sua caminhada de defesa intransigente pelos interesses dos estudantes. Para finalizar, o ACADÉMICO vai parar. A informação semanal chega às vossas mãos fruto de um trabalho incansável de um conjunto de colaboradores que se juntam neste projecto. O período de exames aproxima-se e os mesmos estão empenhados na sua actividade lectiva, daí que, durante este período de exames, o ACADÉMICO esteja a recuperar forças para arrancar a todo o gás em Fevereiro. Queria desejar a todos uma óptimas festas e esperar que o melhor de 2009 seja o pior do próximo ano de 2010. Em nome do ACADÉMICO despeçome por este ano. Podem continuar a acompanhar-nos na versão online, actualizada diariamente. Até para o ano e Boas Festas!

No ponto

A descer

A subir

Momento único. A visita do PR, a convite da Associação Académica, é sinónimo de reconhecimento de trabalho feito. Dia em cheio para a AAUM que fica gravado como um dos mais importantes da sua história.

Abstenção nas eleições para a AAUM. As expectativas confirmamse. 87% é um valor demasiado alto para umas eleições na academia. Os estudantes voltaram a ficar alheados das decisões.

Balanço positivo. Chega o período de férias. O ACADÉMICO entra numa pausa durante o período de exames e faz, até ao momento, um balanço positivo do trabalho desenvolvido. Em Fevereiro voltamos... E vocês?

ELEIÇÕES AAUM Resultados

10 de Dezembro de 2009

DIRECÇÃO Lista A Lista B Lista C Nulos Brancos TOTAL

Gualtar 863 101 66 17 32 1079

Azurém 659 85 22 6 31 803

Medicina 88 15 8 2 18 131

Congregados TOTAL 63 1673 7 208 5 101 2 27 0 81 2090 77

% 84,41 10,49 5,10

MESA DA REUNIÃO GERAL DE ALUNOS Lista D Lista E Lista F Nulos Brancos TOTAL

Gualtar 574 185 98 27 195 1079

Azurém 463 123 48 22 147 803

Medicina 26 19 11 4 71 131

Congregados TOTAL 43 1106 19 346 3 160 3 56 9 422 77 2090

% 68,61 21,46 9,93

CONSELHO FISCAL E JURISDICIONAL Lista G Lista H Nulos Brancos TOTAL

Gualtar 662 197 33 187 1079

Azurém 528 132 16 127 803

Medicina 78 15 2 36 131

Congregados TOTAL 44 1312 22 366 4 55 7 357 2090 77

% M 78,19 7 21,81 2

Eleitores Inscritos: 16502 Abstenção: 87,33% Comissão Eleitoral 2009/10

Jornal Oficial da Associação Académica da Universidade do Minho nº 116 Ano:V Série:III Ter 15.Dez.09

Correio do Leitor

Director: Vasco Leão Editor Executivo: Daniel Vieira da Silva Redacção: Ana Cristina Silva, Carlos Rebelo, Cátia Alves, Catarina Correia, Cláudia Fernandes, Cláudia Rêgo, Diana Sousa, Eduardo Rodrigues, Eduarda Fernandes, Elsa Moura, Filipa Cardoso, Filipa Barros, Helena Sofia Costa, Isabel Ferreira, Joana Gramoso, João Pedro Mendes, Letícia de Sousa, Luciana Silva, Matilde Rodrigues, Melanie Rijo, Sandra Fernandes, zSónia Ribeiro, Sónia Silva e Tânia Ramôa Colaboradores: Ana MacKay, Asli Ince, Aslihan Sekerci, Bárbara Santos, Cátia Castro, Edite Zazerska, Elyn Monatin, Francisco Vieira, José Reis, Nuno Cerqueira, Sandra Pimenta, Sara Eberle e Teresa Medeiros Grafismo: Daniel Vieira da Silva Impressão: Gráfica Amares Morada: Rua Francisco Machado Owen, 4710 Braga E-mail: jornalacademico@rum.pt e semanarioacademico@gmail.com Tiragem: 2000 exemplares

Para publicares a tua opinião no ACADÉMICO, envia o texto para jornalacademico@rum.pt, com uma semana de antecedência à publicação do jornal. O conteúdo dos textos é da inteira responsabilidade do seu autor, e por isso, o mesmo deve identificar-se com o primeiro e último nome, e número de aluno. Esta rubrica pretende ser um espaço aberto para que todos possam interagir com o jornal, através da exposição de questões relativas à Universidade do Minho e o meio envolvente. Os textos serão publicados por ordem de chegada.

Ficha técnica


Região

Ter 15.Dez.09

03

Nova loja Apple abre em Braga DR

Melanie Rijo melanierijo_cc@hotmail.com

Foi no passado Sábado, dia 5 de Dezembro que abriu, no Braga Parque a ILook, loja da Apple. Nesta encontram-se todos os produtos disponíveis da marca e criará oito postos de trabalho directo. A crescente procura por produtos da marca Apple, juntamente com a localização próxima da Universidade do Minho, é um dos factores muito importantes na aposta desta ideia por parte de Jorge Costa e João Gomes. O local apresenta-se com um largo à internet e é considerado o hot-spot mais movimentado do país, mais um factor que pode conduzir ao sucesso da loja. No entanto, os empresários bracarenses têm como objectivo a expansão. “Temos descontos especiais para professores e alunos, acompanhamento

Nova loja concede descontos especiais à comunidade académica da Universidade do Minho

técnico para demonstrações do modo de funcionamento, mas também pretendemos realizar seminários sobre os produtos Apple” foca Jorge Costa, fazendo já referência à primeira demonstração especializada, que será realizada em Janeiro, e onde serão abordados programas como IMovie, IWeb e IPhoto.

João Gomes afirma ainda que a gerência da loja está preparada “para o choque tecnológico que será enorme nos próximos tempos”, referindo o sistema Unix que não é tolerante a vírus. Por outro lado, Jorge Costa refere que a conquista do mercado se encontra, na sua grande maioria, nas mãos do Win-

dows. “A Apple tem 5% de mercado, mas estamos a competir, com a oferta de muitos produtos e serviços, para alcançar uma maior preferência dos consumidores”. Na loja ILook poderá encontrar-se adaptadores Apple e vários programas, como por exemplo os que começam ser de escolha de dj’s. Contando como parceiro técnico com a Apple Financial Service, a nova loja Apple oferece soluções que passam pelo “One to One”. Estas consistem em explicações personalizadas para problemas que o cliente apresente, ou seja, após a apresentação da situação o técnico irá analisar e procurar a melhor resolução para o problema identificado. Os sócios deste recente investimento em Braga afirmam que estão “entusiasmados com a abertura da primeira loja Apple Premium Reseller, um sonho tornado realidade na cidade de Braga. Aqui, os clientes podem comprar ou simplesmente experimentar a gama completa de produtos Apple”.

Leoni anuncia encerramento da fábrica em Viana do Castelo Sónia Ribeiro

DR

Norte e do Centro (STIENC).

sonia_cc@live.com.pt

Dificuldades já existiam

A Leoni anunciou que vai fechar a fábrica de Viana do Castelo em 2010, deixando 599 trabalhadores no desemprego. O primeiro despedimento de 210 empregados começa já em Março do próximo ano. “Entre Junho e Julho de 2010 saem 254 trabalhadores directos (ligados à produção) e 79 indirectos (que fazem a ligação com a produção)”, explicou à Agência Lusa, José Simões, dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA). Em Outubro saem mais 45 trabalhadores, ficando a fábrica a funcionar apenas com 11 funcionários até Dezembro, altura em que encerra funções. A multinacional alemã de componentes para automóveis justifica o encerramento da fábrica de Viana do Castelo com a “falta de encomendas e custo da mão-de-obra”, contou Miguel Moreira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do

Em meados deste ano, a Leoni de Viana do Castelo efectuou um despedimento colectivo de 120 trabalhadores. A demissão foi justificada pela redução dos pedidos de encomendas para a empresa. Anteriormente, a fábrica de cablagem do sector automóvel já havia recorrido ao ‘lay off’, reduzindo a semana de trabalho de cinco para quatro dias. A intenção inicial seria que a medida vigorasse entre Fevereiro e Julho, mas acabou por ser suspensa antes do previsto. Preocupação do Governo O Ministro da Economia, Vieira da Silva, revelou que o Governo está analisar a situação da Leoni de Viana do Castelo, para tentar minimizar as consequências do encerramento. “Estamos a trabalhar no sentido de perceber quais são as alternativas que podem existir para essa localização”, disse Vieira da Silva, em Bruxelas. O Governo já conhecia a situação delicada da empresa, mas não

Leoni em Viana do Castelo já chegou a empregar 2600 trabalhadores em 1991

esperava um encerramento tão próximo. O Ministro da Economia reconhece ainda que o contexto mundial não é favorável para a evolução da empresa: “Na situação em que a economia vive, as alternativas são difíceis, em particular porque são pessoas que estão a trabalhar num segmento particularmente crítico da indústria europeia e mundial que é o segmento automóvel”. Leoni em Portugal A Leoni abriu a fábrica de Viana do Cas-

telo em 1991, com a criação da Cablinal Portuguesa. Nessa altura, a empresa empregava 2600 trabalhadores. Ainda no país, a Leoni detém uma unidade em Guimarães, que se dedica a outro ramo de actividade. A empresa vimaranense emprega mais de 200 trabalhadores e não está em risco de fechar. O grupo Leoni tem como principal actividade o fabrico de fios, cabos e sistemas para automóveis. Sediado em 36 países, emprega cerca de 48 mil trabalhadores. Em 2008, obteve receitas de 2,9 milhões de euros. Publicidade


04 Ter 15.Dez.09

Democracia Viva

“ Os jovens de hoje são os decisores políticos de amanhã” Presidente da República apelou à participação dos jovens no encerramento do projecto Democracia Viva Presidência

Diana Sousa diana_sous@hotmail.com

Tânia Ramôa tania_ramoa@hotmail.com

No passado dia 11 de Dezembro, no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho (UM), decorreu a cerimónia de encerramento do projecto Democracia Viva. As conclusões da iniciativa foram apresentadas pelos seus coordenadores e participantes. O Presidente da República valorizou a importância da participação política juvenil, aplaudindo, por isso, todo o trabalho desenvolvido pela Associação Académica da Universidade do Minho e Rádio Universitária do Minho. Num espaço solene e repleto de convidados, o ainda Presidente da AAUM, Pedro Soares protagonizou o discurso de abertura da celebração do Democracia Viva. Foi seguido pelo administrador da Rádio Universitária do Minho (RUM), Vasco Leão e pelo Director da Agência Nacional para o Programa Juventude em Acção, Dr. Pompeu Martins. Num tom optimista, proferiram agradecimentos e salientaram o facto da iniciativa ter dado provas daquilo que deve ser um esforço colectivo de emancipação juvenil. O Reitor da UM, António Cunha, foi o último a discursar neste momento inicial da cerimónia, tendo apontado o conhecimento como a essência da academia e como fundamental a todo o sistema democrático. Fez também questão de prestar um

Presidente da República e esposa entregaram donativos recolhidos pela campanha “Pintar um Mundo melhor” promovido pela AAUM

agradecimento público a Pedro Soares, oferecendo-lhe uma medalha pelos três anos à frente da presidência da AAUM. “Pedro Soares é o exemplo dos agentes que precisamos para construir democracia viva”, afirmou. A formalidade prosseguiu com a apresentação das conclusões do projecto pelo coordenador deste na RUM, Carlos Santos e pelos representantes dos núcleos de alunos participantes. A AAUM, através da RUM, pretendeu, com o Democracia Viva, estimular a discussão sobre o processo democrático e incrementar a participação activa e democrática em estruturas sociais e OrPresidência

Presidente da República ficou sensibilizado pelas actividades realizadas pela AAUM

ganizações Juvenis, nomeadamente nas 20 estruturas estudantis da UM e Escolas Secundárias de Região do Minho. Estiveram envolvidos 560 participantes activos. Tal como reforçou Carlos Santos, o objectivo era dotar os jovens, através de workshops e de debates com 26 decisores políticos nacionais convidados, de uma percepção sobre a democracia, as Organizações Europeias e de como podem envolver-se se enquanto cidadãos na construção democrática e em projectos de Programas Europeus de Juventude. Ao longo de sete meses de sessões de trabalho, foram discutidos os seguintes temas: Europa, Passado e Presente; Europa e Cidadania; Europa e Alargamento; Europa e Juventude; Europa e Educação; Europa e Economia; Europa e Energia; Europa e Ambiente; Europa e o Mundo; Europa e Segurança; Europa e Tecnologia; Europa e Saúde; Europa Social; Europa e Cultura; Europa Informação e Media. Procurou-se assim evidenciar um sinal de atenção, de participação, de vida relativamente a cada uma das temáticas. Um sinal de Democracia Viva. Na segunda parte do evento, já na presença do Presidente da República (PR), Aníbal Cavaco Silva, o coro académico da UM, interpretou o hino da academia. Seguiu-se Pedro Soares que saudou a presença do PR e reforçou a

importância de existirem iniciativas que encorajem os jovens à participação cívica porque é necessário “ouvir e debater”. Realça que foram sete meses a contribuir para isso e é importante que a internet sirva de aliada para a abertura de novos públicos à vida política. O ponto alto da tarde, deu-se aquando do discurso de Cavaco Silva que se mostrou bastante satisfeito por estar no salão medieval da Reitoria com uma motivação especial – a de encerrar o projecto Democracia Viva. Para o PR, a participação e intervenção política dos jovens é fundamental para o futuro colectivo do país. “Os jovens são os decisores políticos de amanhã que garantirão o rejuvenescimento e vitalidade do sistema político”, afirmou Cavaco. Acrescentou ainda que a energia, irreverência e exigência dos mais novos forçará os agentes políticos a uma informação mais verdadeira e levará os mesmos a preocuparem-se com os problemas reais da sociedade. A orquestra de cordas da UM encerrou os discursos na sala medieval. Por último, já no salão nobre da reitoria foram entregues a várias entidades sociais, um contributo que resultou da acção solidária da AAUM que constitui na venda de quadros elaborados por artistas que passaram pelo palco do Enterro da Gata em Maio de 2009. Publicidade


Campus

Ter 15.Dez.09

05

UM vai lançar cursos em horário pós-laboral para combater a crise económica da região

Cursos pós-laborais para dinamizar a região Norte Luciana Silva luciianasilva_cc@hotmail.com

A Universidade do Minho vai abrir no ano lectivo 2010/11 cursos em horário pós-laboral dirigidos a pessoas que nunca puderam frequentar o ensino superior ou não concluíram a licenciatura. Esta informação foi adiantada na semana passada pelo reitor da instituição, António Cunha. Esta iniciativa pretende responder ao apelo do Ministério da Ciência e Ensino Superior no sentido de criar “uma universidade para todos” e aumentar o número de cidadãos portugueses que concluíram o ensino superior. O objectivo primordial desta medida é tentar travar a crise económica, e o consequente desemprego, que afecta a região. O reitor avançou que esta medida pretende também fomentar o desenvolvimento socioeconómico da região norte e mais particularmente da região de Braga. “Vamos arrancar com licenciaturas já existentes e prevemos ter, dentro de quatro anos, dois mil alunos

Psicominuto Ana Mackay, Bárbara Santos e Teresa Medeiros psicominuto@gmail.com

Eles estão aí...não te deixes levar!!! Os exames estão à porta e para alguns estudantes esta é uma fase de grande tensão e aumento de ansiedade de tal forma perturbadora que pode influenciar o seu desempenho académico. A ansiedade nos testes/exames está associada aos pensamentos, sentimentos e reacções emocionais experimentados pelos alunos nesta situação. Acontece-te? Antes das avaliações sentes o coração acelerado? Tens dificuldade em adormecer e quando, finalmente, adormeces

a frequentá-los”, acrescentou. Formação para combater o desemprego António Cunha defende que as universidades “não podem ficar indiferentes ao problema do desemprego, sobretudo daquele que afecta mão-de-obra não qualificada, em idade próxima da reforma e que dificilmente encontrarão um emprego alternativo”. O reitor assinala

que em termos lectivos as universidades pouco podem fazer para formar esses cidadãos, mas salienta que “podem intervir do ponto de vista económico, nomeadamente contribuindo para o aumento da produtividade, o principal problema do país e da zona norte”. Defendeu ainda que as universidades da região norte podem ajudar à evolução da economia para “nichos de actividade industrial e comercial na área da saúde e dos dispositivos médicos e na DR

Universidade do Minho vai criar cursos pós-laborais no próximo ano lectivo

estás sempre a acordar durante a noite? Tens as mãos suadas antes do exame? Estes são alguns indicadores dos (teus) níveis elevados de ansiedade. E porque sentes isto? Porque associas aos exames pensamentos e sentimentos negativos ao resultado que podes ter na prova. Contudo, a ansiedade nem sempre é perturbadora para o estudante, desde que esteja no domínio do seu autocontrolo e leve-o a preparar-se melhor. É também para estes alunos que apresentamos algumas pistas relativamente a duas etapas decisivas, o antes e o durante, ou seja, a preparação e sua realização. Dicas para te ajudar... Antes Organiza um plano de estudo, tendo em conta as tuas necessidades e prazos de avaliação. Conhece especificamente os critérios definidos para avaliação; Revê a matéria das disciplinas de for-

ma progressiva e contínua; Não deixes para a última da hora; Faz pausas no estudo, realizando actividades que te dão prazer e que te ajudam a relaxar, tais como: ouvir música, conversar com os amigos, tomar um banho de imersão, dar um passeio, namorar, fazer desporto. Porquê enfiares-te em casa? Diverte-te, há tempo para tudo... Partilha com amigos ou familiares os teus medos e ansiedades, pois o falar sobre o assunto pode ajudar-te a baixar essa mesma ansiedade. Na véspera Tem uma boa noite de sono. Se não dormes o suficiente, terás dificuldades em raciocinar e memorizar. O cansaço, para além de afectar o rendimento intelectual, afecta também a estabilidade psicológica. Quem não dorme o suficiente, fica mais tenso e mais nervoso. Cria expectativas positivas acerca do exame. Pensa “Vai correr bem, estudei, estou preparado(a)”. Confia em ti e nas tuas capacidades.

da mobilidade eléctrica ou componentes para veículos eléctricos”. António Cunha acrescentou que as universidades podem dar um novo fôlego a uma das regiões do país mais afectadas pela crise porque pode estar mais exposta à exportação e à mão-de-obra industrial. O reitor da UM garantiu, ainda, que o Norte tem universidades e centros investigação capazes de ajudar a criar um modelo de desenvolvimento comum e um padrão de especialização próprio. António Cunha alerta, no entanto, que a região Norte “tem várias centralidades e vários pólos de lógica”, pelo que não pode agir numa lógica centralizada e não só a partir de um único sítio, conforme é defendido por alguns estrategas”. Para o reitor esta tentativa de progresso económico deve partir de uma estrutura integrada entre as várias cidades de influência da região. Os cursos destinam-se a licenciados que fizeram cursos que têm hoje menor saída profissional ao mesmo tempo que permitem reciclar, em termos de funções lectivas, alguns docentes da Universidade, nomeadamente os de ensino de cursos que deixaram de ter tanta procura. Antes e Durante a prova Chega um pouco antes da hora marcada; Leva para a prova todo o material necessário; Lê bem os enunciados antes de responder; Começa a responder pelas questões mais fáceis, controlando o tempo; Faz um esquema mental antes de começar a responder ou escrever os tópicos no rascunho. Esta sugestão é mais importante para perguntas de desenvolvimento. Se houver tempo, relê as respostas para corrigir algum erro. Se bloqueares, põe de parte o teste e pensa noutra coisa. Por vezes, basta mudar de questão para desbloquear.

E, lembra-te... “Uma chave importante para o sucesso é a auto-confiança. Uma chave importante para a auto-confiança é a preparação.” (Arthur Ashe) Publicidade


06 Ter 15.Dez.09

Campus

XVI Celta decorreu sob o tema do “Cabaret”

Estudantina de Lisboa arrecada o prémio de Melhor Tuna Ana Cristina Silva ana_quaresma7@hotmail.com

Sob a temática “Cabaret”, o público que encheu a sala principal do Theatro Circo nos passados dias 11 e 12 de Dezembro assistiu à 16ª edição do CELTA – Certame Lusitano de Tunas Académicas – organizado pela Azeituna. Foi diante de um Theatro Circo repleto que tunas vindas de todos os pontos do país se apresentaram envolvendo os presentes num ambiente de burlesco. No primeiro dia subiram ao palco a TEUP (Tuna de Engenharia da Universidade do Porto), a Tunadão 1998 (Tuna do Instituto Politécnico de Viseu), a Hinoportuna (Tuna Académica do Instituto Politécnico de Viana do Castelo) e a Magna Tuna Cartola de Aveiro. Para o fim da primeira noite ficou ainda a participação extra-concurso da Tuna Universitária do Minho. Entre as actuações das Tunas presentes, o XVI Celta contou com momentos de humor a cargo de João Seabra e do “Cuoiso”, actual apresentador da Azeituna. Também o grupo “Cais do Sodré Cabaret!” presenteou o público ao longo das duas noites com momentos repletos de dança, música e coreografias sensuais que entusiasmaram o público. Na segunda noite do certame actuaram a Estudan-

tina Universitária de Coimbra, a Estudantina Universitária de Lisboa, a Tuna da Universidade Católica Portuguesa do Porto e a TUIST (Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico). Segundo Miguel Teibão, coordenador da organização do festival, as expectativas foram superadas, “os bilhetes esgotaram logo na tarde de sexta-feira”. Em termos de espectáculo, o azeituno assegura que “o tema deste ano foi um sucesso, as tunas entraram no espírito do “Cabaret”. Mas não foi só o festival a ter casa cheia, “todas as festas no Populum e mesmo o banquete no Insólito Bar foram muito concorridos”. Como já é habitual, o CELTA contou também com algumas surpresas, de destacar um pedido de casamento em pleno palco. Quando questionada sobre a sua presença no festival, Ana Neto, aluna do Instituto Superior Técnico de Tomar, afirma “já ter vindo muitas vezes ao CELTA porque é dos melhores festivais de tunas do país”. Em relação ao tema deste ano, a estudante de Tomar considera que “as tunas conseguiram adaptar as suas actuações ao ambiente do Cabaret”. Por entre a actuação final da Azeituna, foram sendo entregues os prémios do XVI CELTA. O prémio Cabaret atribuído à Tuna mais burlesca foi para a Tunadão 1998. O prémio de Melhor Porta-estandarte foi entregue à TUCP do Porto. A TUIST arrecadou três prémios, o de Melhor Pandeireta, de Melhor Solista e o de

Azeituna

XVI edição do Celta lotou sala principal do Theatro Circo

3ª Melhor Tuna. A Estudantina Universitária de Coimbra foi considerada pelo júri a 2ª Melhor Tuna a concurso. A grande vencedora da noite foi a Estudantina Universitária de Lisboa que para além do prémio de Melhor Instru-

mental, arrecadou o prémio de Melhor Tuna do certame. As duas noites de música no Theatro Circo terminaram na discoteca Populum para todos aqueles para quem a noite ainda era uma criança.

UM cria dispositivo para medir sinais vitais Sónia Ribeiro

nome de ‘Mobile Health Living Lab’.

sonia_cc@live.com.pt

Sistema inovador

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho e a Assistência Médica Integral (AMI) estão a desenvolver um projecto científico sobre a monitorização remota sem fios de pacientes. Este projecto é pioneiro no país e tem o

Através da utilização de novas tecnologias de comunicação e sensorização, o projecto tem como objectivo aumentar a capacidade de mobilização dos pacientes internados. O sistema garante uma maior liberdade ao paciente e permite o acesso à informação por parte dos pacientes e também dos profissionais de saúde. A confidencialidade e fiabilidade dos dados são asseguradas. O desenvolvimento de sensores sem fios baseados em tecnologia Zigbee, como alternativa ao WIFI e ao Bluetoo-

th, é a grande novidade do projecto. A tecnologia garante maiores índices de fiabilidade e segurança, para além de um menor gasto de energia. Equipa de investigação forte

Industrial e do Departamento de Sistemas da Informação da Universidade do Minho, para além de profissionais da Casa de Saúde de Guimarães. Esta parceria estende-se a outros projectos aplicados à saúde. DR

O projecto ‘Mobile Health Living Lab’ enquadra-se no ‘Protocolo de Cooperação para o Desenvolvimento de Novas Soluções na área do Diagnóstico e Tratamento’, estabelecido entre a Universidade do Minho e a Casa de Saúde de Guimarães. A equipa é liderada pelo Instituto de Polímeros e Compósitos, investigadores do Departamento de Electrónica

Mobile Health Living Lab é projecto pioneiro

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Ter 15.Dez.09

Inquérito

07

És sensível ao tema das alterações climáticas discutido na Cimeira de Copenhaga?

Tânia Azevedo 1º ano Ciências da Comunicação Eu não estou muito a par desta cimeira, mas acho que as alterações climáticas são um assunto que interessa a toda a gente (não só de agora, mas deste sempre). Acho que desde o acordo de Quioto que existem muitos objectivos que supostamente deviam ser alcançados, mas que não foram. Acho que vão voltar a “bater na mesma tecla” e talvez desta vez resulte em alguma coisa. Eu já tenho alguns cuidados com o ambiente, como, por exemplo, não gastar demasiada água, tomar conta das “plantinhas”, etc., mas acho que ainda há muita coisa a melhorar. É tudo uma questão de hábito.

Carlos Sá 1º ano Engenharia Sistemas

Paulo Carvalho 2º Ciclo Finanças

António Teixeira 2º ano Engenharia Biológica

Não estou muito a par do que se está a discutir na cimeira, mas sou sensível ao tema das alterações climáticas. Presumo que depois dela haja, pelo menos, um alerta em relação aos cuidados a ter em relação às questões climáticas e que se procure cuidar mais do ambiente. O tema das alterações climáticas já foi muito falado e as pessoas (umas mais do que outras) já estão sensibilizadas para isso. Dependendo de como a cimeira correr espero que sirva para mudar hábitos.

Na cimeira estão a ser discutidas as quotas de emissão de gases poluentes, pagamento de quotas extraordinárias e tudo mais que envolve utilização de recursos mais amigos do ambiente. Acho que neste momento não se vai chegar a grandes conclusões porque devido ao ambiente de crise económica em que estamos, para recuperarmos vamos ter de utilizar combustíveis fósseis em grande escala e todos têm noção que para sairmos da crise vamos ter de os utilizar. A cimeira vai levar a uma maior sensibilidade para o ambiente. Já mudei os meus hábitos antes, reciclo e respeito o ambiente. Para além disso, tento incentivar o meu grupo de amigos a fazê-lo também.

Na cimeira de Copenhaga estão a discutir-se as emissões de CO2 de forma e evitar o aumento da temperatura e o efeito de estufa. Acho que as decisões desta cimeira vão ser aquém do que era desejado para resolver os problemas. Espera-se que se consiga reduzir a emissão de CO2 para que não haja uma subida de dois graus na temperatura, mas não se vai conseguir porque os países industrializados não estão dispostos a cortar o suficiente. Com esta cimeira pode haver uma maior consciencialização das pessoas da sociedade civil porque chama um bocado à atenção… Mas quem decide acho que normalmente não se esforça o suficiente. Eu tento mudar alguns hábitos, mas eles são difíceis de mudar, mas não é a cimeira que me faz mudá-los.

Inquérito Matilde Rodrigues

matilde.rodriges@hotmail.com

Sandra Fernandes

sandrafernandes_23@msn.com

Alterações climáticas? Cimeira de Copenhaga? Desde o dia 7 até ao dia 18 de Dezembro, os ministros do Ambiente estarão reunidos em Copenhaga para a conferência do clima das Nações Unidas. O objectivo é encontrar um substituto para o Protocolo de Quioto. As alterações climáticas afectam-nos a todos, todos nos preocupamos, mas poucos são aqueles que fazem realmente algo para as combater. Esta semana o ACADÉMICO tentou perceber os hábitos pró-ambientalistas dos alunos da Universidade do Minho e até que ponto estão informados sobre os assuntos tratados na Cimeira de Copenhaga.


08 Ter 15.Dez.09

Especial Eleições AAUM

Eleições para os Órgãos de Governo da AAUM

Luís Rodrigues vence com grande margem e é o novo presidente da AAUM A lista A, encabeçada por Luís Rodrigues, aluno do 2º Ciclo de Ciências da Comunicação, foi a vencedora das eleições para a direcção da AAUM, realizadas na passada quinta-feira. O candidato obteve 84, 41% dos votos, contra 10,44% da lista B (de Eduardo Velosa, aluno de Engenharia Biológica) e 5,10% da lista C (Bárbara Seco, estudante de Ciências da Comunicação). Este resultado expressivo apenas foi manchado pelos elevados valores da abstenção que, este ano, se fixaram nos 87,33%. Isabel Ferreira

Ana Cristina Silva ana_quaresma7@hotmail.com

Cláudia Fernandes alaufernandes@hotmail.com

O grande vencedor da noite mostrouse bastante satisfeito com a votação, salientando que era algo já aguardado, apesar de não se esperar uma vantagem tão grande. “Vencer por números tão expressivos como 84%, com quase 1700 votos na lista A é sempre significativo e motivador e dá alento a uma equipa que desempenhou um trabalho fantástico ao longo desta campanha no sentido de esclarecer todos os estudantes, e de não fazer promessas irresponsáveis mas compromissos de futuro”, referiu, acrescentando que a nova direcção vai cumprir tudo aquilo a que se propôs, uma vez que a lista efectuou “um programa coerente, sério e responsável”. Luís Rodrigues, em momento de vitória, não se coibiu de agradecer à equipa que, com ele, se aventurou nesta candidatura. “O meu agradecimento a toda esta lista que trabalhou incessantemente para esclarecer todos os estudantes”, afirmou. Assegurando que a AAUM se encontra aberta a todos os estudantes, o presidente eleito quer “construir um programa ainda mais heterogéneo e abrangente”. “Trabalhamos para todos os estudantes e não somos eleitos por nenhum movimento nem grupo sectário”, acrescentou. Assim, garante que para a AAUM “todos os contributos são

Luís Rodrigues mostra total satisfação pelos resultados obtidos

bem-vindos, caso sejam construtivos”. Eduardo Velosa, que alcançou a segunda maior votação, ficou contente com os resultados, dado que conseguiu um aumento “tanto em número de votos como em percentagens em relação ao ano passado”. O candidato, que representa o Movimento AGIR, considerou ter feito uma “excelente campanha”, na qual chegou ao maior número de estudantes. Assim, apresentaram-se “como alternativa mobilizadora na defesa dos estudantes”. No entanto, o candidato ainda lançou algumas críticas: “Infelizmente o caciquismo continua em grande alta. As pessoas vêm em fila, alinhadas para votar”. Afirmando ter saído reforçado das eleições, Eduardo garantiu que “o papel do AGIR vai continuar”, no que toca a “denunciar

e defender os estudantes no seu diaa-dia”. “Nós, infelizmente, somos dos poucos que não nos lembramos só dos problemas dos estudantes na altura de eleições”, acrescentou. A outra aspirante, em representação do movimento ELO Estudantil, Bárbara Seco, achou que a votação ficou aquém das suas expectativas ainda que tenha cumprido o objectivo: “chegar a um maior número de estudantes”. Assim, Bárbara assegurou que a intervenção do movimento que representa “continuará a ser a mesma, aproveitando as novas pessoas que se juntaram ao ELO”. Apesar dos resultados, a candidata sente que a sua lista saiu reforçada. “Ainda que não se seja um resultado excepcional, traduz-se num novo ânimo para nós”, explicou. Bárbara Seco deixou,

contudo, uma mensagem para o presidente eleito. “Que avalie as propostas e promessas que fez da melhor forma e que ponha algumas em prática, pois serão com certeza um passo muito importante para a Universidade”, salientando que partilha de algumas das ideias da lista A. Confrontado com as declarações dos rivais no sentido de terem saído reforçados do acto eleitoral, Luís Rodrigues não se mostrou da mesma opinião. “Se manter a faixa de apoiantes dos anos anteriores é sair reforçado, então as outras listas saíram reforçadas. Apresentar os mesmos projectos, as mesmas ideias e as mesmas promessas vagas e irresponsáveis para mim não é um reforço e acho que os estudantes souberam perfeitamente avaliar isso”, argumentou. Publicidade


Especial Eleições AAUM

Ter 15.Dez.09

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Luís Rodrigues: “Se manter a faixa de apoiantes dos anos anteriores é sair reforçado, então as outras listas saíram reforçadas” Isabel Ferreira

A festa e alegria foram imensas na hora da divulgação dos resultados finais... Luís Rodrigues foi erguido pelos companheiros

Lista D vence para a Mesa RGA Sérgio Moura, representante da lista D, foi vencedor para a Mesa da RGA, com 68,6% dos votos. Numa primeira reacção aos números, Sérgio afirmou que os estudantes “desejam um bocado de mudança, uma Mesa mais activa que faça a voz deles chegar ao processo deliberativo da AAUM”. Neste sentido, o candidato afirma que uma das suas principais inovações vai estar centrada na comunicação. “A Mesa vai apostar por uma postura de divulgação e de abertura”, ressalvou, tentando fazer com que os estudantes “votem, saibam, sejam conscientes e participem no que se faz na Academia”.

Lista G elege 7 em 9 mandatos Quanto ao Conselho Fiscal e Jurisdicional, a lista G, liderada por Iolando Sequeira, conseguiu 7 dos 9 mandatos, para este órgão, arrecadando 78,1% dos votos. Os outros dois mandatos foram para a lista H encabeçada por Nuno Geraldes. Nas primeiras declarações, o candidato vencedor definiu-se triste por não ter conseguido eleger os nove elementos da sua lista, dado se considerarem “uma mais-valia”. No ano transacto, o resultado foi idêntico. Segundo Iolando isso deve-se ao facto de “nem toda a gente estar informada”. “Se estivessem informados, mais gente vinha votar e tinha votado lista G”, afiançou. Neste mandato, o candidato propõe-se a “acompanhar o máximo de actividades possível da Associação e confrontar depois os alunos, para perceber se estão ao corrente das actividades”. Em

suma, “ uma acção de fiscalização mais permanente”.

dantes, com delegados”, afirmou. Apesar disso, o recém-eleito presidente da

AAUM optou por dar mais relevo à expressiva vitória da sua lista. “Quando há 84% dos votantes a decidir que este projecto da lista A é, sem dúvida, o melhor para a Academia e para a Universidade do Minho, para mim os números da abstenção são sempre relegados para o segundo plano”, finalizou. Já Eduardo Velosa justificou a abstenção com uma “descrença muito grande de toda a comunidade académica no que é a associação e, infelizmente, na actual direcção que a AAUM tem”. De acordo com o candidato derrotado, “os alunos não se revêem nesta associação e não sentem que valha a pena vir votar numa associação que é deles”. Bárbara Seco mostrou-se desiludida porque, “apesar dos esforços que foram feitos por parte das listas e da Comissão Eleitoral, os números da abstenção subiram”. Para a candidata da lista C a situação deriva de “vários factores, nomeadamente o calendário eleitoral, o dia das eleições e outros factores que o ELO Estudantil tem vindo a denunciar, aliados a um certo afastamento dos estudantes da Associação Académica”. Na opinião de Sérgio Moura, a Mesa deverá adoptar um papel mais activo no combate à abstenção. “Se a Mesa traIsabel Ferreira

A habitual abstenção Tal como o sucedido nos últimos anos, a abstenção voltou a atingir valores muito altos. Num universo de cerca de 16 mil alunos, apenas 2090 foram votar, correspondendo este valor a 12,77%. Pedro Almeida, o presidente da Comissão Eleitoral, explicou esta situação com o facto de os cadernos e Universo eleitoral englobarem “todas as áreas da Universidade”, 1º, 2º e 3º Ciclos. “A maior parte dos estudantes não vem cá à Universidade e são pessoas, por vezes, totalmente desligadas da vida académica”, explicou. Aliado a isto, poderá estar o facto de as eleições se terem realizado numa quinta-feira. De forma a combater estes números, “ uma das ambições do presidente da mesa da RGA recém-eleito é fazer uma revisão estatutária”, afirmou, acrescentando que uma das suas últimas acções enquanto presidente da Comissão Eleitoral será fazer algumas recomendações a pôr em prática no próximo período de eleições: “o aumento de pessoas afectas à Comissão eleitoral, o aumento do número de dias de votação, passando a ser como em Coimbra, onde há dois dias de votação”. Luís Rodrigues mostrou-se triste pelos valores da abstenção, uma vez que a sua lista tinha trabalhado para combater essa situação. “A lista A desempenhou um papel importante ao longo destas semanas no sentido de esclarecer todos os estudantes, de promover espaços de debate com todos os alunos, com os grupos culturais, com núcleos de estu-

Sérgio Moura venceu a corrida para a Mesa da RGA


10 Ter 15.Dez.09

Especial Eleições AAUM

Luís Rodrigues: “O meu agradecimento é para toda esta lista que trabalhou incessantemente para esclarecer todos os estudantes”

Isabel Ferreira

Equipa vencedora posou para o ACADÉMICO... Pedro Soares, mandatário da Lista A, também se juntou ao grupo

balhar bem e fizer os estudantes participar nas RGA, penso que quando chegar à altura do processo eleitoral, eles terão Isabel Ferreira

Isabel Ferreira

mais vontade de eleger aqueles que os vão ajudar a decidir”, destacou. Para Iolando Sequeira os níveis de abstenção verificados são “tristes”, sendo consequência de um “comodismo”. “O que as pessoas pensam é que não adianta, que ninguém vai fazer nada e que é preferível ir para o bar na noite anterior. É a realidade”, finalizou. Alunos invisuais votam pela primeira vez

Pedro Almeida presidente da Comissão Eleitoral

Para este acto eleitoral, a Comissão Eleitoral reactivou o portal electrónico, ferramenta que se tornou “um método para os estudantes terem mais informação”. Aliado a isto, foram enviados e-mails a todos os estudantes com essa informação e ainda com uma mensagem de apelo ao voto. No entanto, houve algo que se destacou em todo o processo. Assim, foi criada uma “matriz em Braille”, em parceria com o Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência da Universidade do Minho, que permitiu a votação de estudantes invisuais. “Neste momento são quatro [estudantes com deficiência visual], mas nem que fosse um, teria o direito de votar, sozinho, independente, de modo a não ter uma pessoa a ajudá-lo e ter um anonimato garantido”,

Iolando Sequeira é o próximo presidente do CFJ

explicou Pedro Almeida, ressalvando que votaram dois invisuais. Esta medida é única a nível nacional, fazendo

parte dos objectivos da Comissão Eleitoral enviá-lo à Comissão Nacional de Eleições.


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Ter 15.Dez.09

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12 Ter 15.Dez.09

Mundo Universitário

Universidades lusas entre as mais ineficientes Joana Gramoso juana_cs8@hotmail.com

Segundo um estudo que a Comissão Europeia (CE) encomendou a quatro investigadores do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), foi concluído, entre muitos outros aspectos, que as universidades públicas portuguesas gerem mal os seus recursos, havendo pouca produção científica e alunos com maus resultados. Apesar do cenário actual não ser tão “decepcionante”, como adjectivou Miguel St. Aubyn, coordenador da investigação, o certo é que o estudo utilizou dados dos anos 1998 e 2005, analisando a eficiência do Ensino Superior em todos os países da União Europeia. Desta feita, as universidades portuguesas estão mesmo entre as mais ineficientes da Europa, a par da Grécia, Espanha e alguns países do Leste. Em entrevista à TSF, o coordenador, docente no ISEG, acredita que esta nota negativa para Portugal se deve, essencialmente, “à pouca produção científica dos académicos nacionais (menos publicações e menos citações do que a média europeia) e ao facto de que poucos estudantes acabam o curso,

muitas vezes, abandonando até os estudos”. Foi destacado ainda o facto de Portugal ter um conjunto de universidades e cursos que não correspondem às necessidades da economia, nem aos desejos do Governo, havendo uma notória idiossincrasia entre as aplicações das universidades e os programas de estudo considerados prioritários pelo mesmo. Perante toda esta situação, Seabra Santos, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas

(CRUP), refutou que o ensino superior público em Portugal seja dos menos eficientes do mundo ocidental em termos financeiros, frisando as queixas sobre o financiamento do sector: “Dizse que as universidades podiam fazer melhor com os recursos que têm, isso é uma verdade universal, válida para as empresas, para os hospitais, para os governos, para os tribunais. Estamos sempre a tentar fazer melhor”, afirmou num protocolo de cooperação celebrado entre a Universidade de Coimbra e a

Católica. Seabra Santos, refutava mais intensamente o facto apontado aquando a discussão dos resultados, acerca da conclusão de que as universidades deveriam gastar metade do dinheiro que gastam. “As universidades têm-se queixado (da falta de financiamento), e com razão, e o próximo mês há-de dar indicações claras da razão que lhes assiste”, frisou o presidente do CRUP, lamentando uma das várias precariedades com que o ensino superior se defronta. DR

Universidades lusas desiludem na avaliação da Comissão Europeia

Curso apetecido, nem sempre obtido Filipa Barros pipasgoth11@hotmail.com

les acabou por não conseguir entrar na sua opção preferencial, já que as vagas são limitadas, obrigando muitos estu-

dantes a contentarem-se com cursos não tão satisfatórios à partida. Exemplos claros foram os cursos de Direito DR

De entre todo um leque de ofertas pelas diferentes universidades do país, o “top 30” dos cursos mais populares tiveram 12 mil candidatos, cerca de um quinto do total de inscritos para o ensino superior. Porém, apenas 5600 conseguiram atingir o objectivo de entrar nos cursos ou mestrados desejados. As estatísticas confirmam que os candidatos continuam a mostrar interesses conservadores, não apenas quanto a estabelecimentos de ensino, mas também em termos de área de formação. Deste modo, as cidades que os alunos demonstraram ter preferência foram Coimbra, Porto e Lisboa. Relativamente às áreas de formação, aqueles que obtiveram mais candidaturas foram Direito, Saúde (nomeadamente nos cursos de Medicina, Enfermagem e Ciências Farmacêuticas), Gestão e Economia, sem deixar de fora as diversas Engenharias, com a “novidade” do curso de Ciências da Comunicação. Apesar das vontades dos candidatos, a verdade é que uma grande parte de-

Universidade de Lisboa continua no top da lista de preferências

e Medicina, nas universidades de Lisboa, que acabaram por não admitir, nas múltiplas fases de acesso, nem perto da metade e da terça parte dos candidatos, respectivamente. Porém, o curso que mais desapontou os candidatos foi o de Ciências da Comunicação, em que unicamente 85 se conseguiram matricular dos quase 400 que se inscreveram. Em termos generalizados ao território nacional, este ano houve um recorde de admissões com perto de 60 mil colocados nas primeiras e segundas fases, tanto em universidades como em politécnicos. Para a terceira fase ainda sobraram 3000 lugares que, muito provavelmente, não foram completamente ocupados. Considerando todos os dilemas que este assunto tem causado, o secretário de Estado do Ensino Superior, Manuel Heitor afirma que a oferta não tem sido suficiente para satisfazer a procura, sobretudo no Porto e em Lisboa. Contudo, o aumento de vagas teria um impacto substancialmente negativo, visto que “conduziria ao abandono da rede de ensino superior instalada em todas as regiões”, o que originaria um impacto grave no equilíbrio regional do país, desarmonizando uma positiva distribuição de estudantes pelas diversas entidades de ensino superior, sendo que seria perfeitamente visível um “desperdício dos investimentos já feitos em instalações, equipamentos e pessoas”, reiterou.


Internacional

Ter 15.Dez.09

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Climategate arrefece Cimeira de Copenhaga Copenhaga, a capital da Dinamarca, é o palco do debate sobre a diminuição das emissões de gases poluentes, entre as 192 nações mundiais que participam na conferência da ONU sobre o clima Cátia Alves catia_gomes_alves@hotmail.com

DR

cer com a subida do nível dos oceanos, Vanuatu, Cook ou as Fidji. Redução de um documento aumenta hipóteses

Ondas de calor, tempestades, cheias, degelo, água parca, extinção de espécies, vítimas humanas, fome, refugiados, doenças, destruição… é este o cenário apresentado por Rajendra Pachauri para o que sucederá caso nada se faça no combate ao aquecimento global. Dez anos passados desde a ratificação do Tratado de Quioto, os líderes mundiais propõe-se à celebração de um novo pacto ambiental que entrará em vigor logo após o término do actual tratado, em 2012. Entre 7 e 18 de Dezembro, pretende-se chegar a um novo acordo legalmente vinculativo, mundial, mais abrangente e claramente mais ambicioso, que ponha cobro ao flagelo das alterações climáticas. Limitar o aquecimento global a menos de 2ºC O objectivo central é o de limitar o aquecimento global a menos de 2º C acima da temperatura pré-industrial. Isto porque existem fortes indícios científicos de que as alterações climáticas constituirão um sério perigo para além daquele limiar. Não só no estabelecimento de metas mundiais para a redução das emissões se prendem os pontos centrais a debater, também importa proporcionar uma base para o reforço da capacidade de adaptação de cada país às alterações climáticas. Para tal, torna-se necessário tomar sérias medidas, não apenas ao nível dos países desenvolvidos, mas também dos países em desenvolvimento. Investimento poderá atingir os 175 milhões por ano Consequentemente, o investimento adicional líquido à escala mundial poderá ter de subir para cerca de 175 milhões de euros por ano até 2020. Assim sendo, os países em desenvolvimento necessitam de um financiamento substancialmente superior que os ajude a contribuir para a resolução do problema das alterações climáticas.

Em cima da mesa de negociações está agora um documento com sete páginas que devolve alguma concretização à hipótese de se alcançar um acordo ecuménico. Este documento vem substituir um anterior, com 200 páginas, com o qual seria difícil trabalhar e obter um consenso no período restante. O documento em questão é uma proposta de protocolo que, a ser discutida, corrigida e aceite, pode vir a tornar-se juridicamente vinculativa. Entre os mais obstinados ao texto estão os gigantes EUA e Japão, sendo que os primeiros estão em segundo lugar na lista dos países que emitem mais gases causadores do efeito de estufa, precedidos da China. Presumível pacto secreto consterna alguns líderes mundiais A divulgação de um alegado pacto secreto entre os EUA, Reino Unido e Dinamarca, logo no segundo dia da cimeira, tornou o clima bastante tenso entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Este previa limitar as emissões poluentes dos países pobres a metade daquela permitida às nações mais desenvolvidas, previa ainda retirar à ONU a gestão dos fundos ambientais, entregando-os a um comité a cargo do Banco Mundial. O representante da delegação da Arábia Saudita, afirma temer “o fracasso das negociações”, depois da divulgação deste pacto. Justiça Climática Milhares de pessoas juntaram-se em Copenhaga no passado sábado, a meio do decurso da cimeira do clima, numa manifestação onde a expressão mais ouvida foi “Justiça Climática”. Organizações não governamentais de ambiente ou desenvolvimento, agricultores, jovens, grupos de cidadãos, atingiram-se números nunca antes vistos para exercer pressão junto dos governantes e líderes mundiais na busca de um acordo climático justo e ambicioso. O protesto terminou com algumas detenções.

Cimeira de Copenhaga pode mudar o Mundo

1996 por alguns dos mais prestigiados cientistas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. Os referidos ficheiros encontravam-se num servidor da CRU e a sua autenticidade não foi contestada, até ao momento. Os e-mails denunciam a manipulação de dados das temperaturas para exagerar o aquecimento global. Referem ainda uma série de esforços concertados dos seus autores, junto de editores de algumas das mais prestigiadas revistas científicas, para não publicarem estudos que pusessem em causa as suas teses ou os dados por eles utilizados. Para tal, recorreram amiúde a ameaças de várias ordens. Procuraram, no fundo, subverter em seu benefício toda a opinião científica e as demais, com um qualquer efeito perverso. A Universidade acabou por suspender Phil Jones, o cientista que dirige a CRU até que se dê por concluída a investigação. Esta situação causou grande polémica na comunidade científica mundial e inclusive por detrás do pano da cimeira das negociações climáticas que, de certa forma, poderia ter perdido todo o seu sentido. Também o motor de busca Google revela que houve mais de 10.600.000 referências em menos de uma semana após ter vindo a público. É, porém, surpreendente que a comunicação social portuguesa tenha abafado o caso durante quase um mês.

Não existe aquecimento global desde 1998 O que é facto é que a temperatura global do planeta terra não aumenta desde 1998, apesar do crescimento das emissões de CO2. Na verdade, olhando afincadamente para alguns desastres climáticos, conseguimos tirar certas conclusões. Em 1967, Lisboa sofreu terríveis inundações, um dos maiores desastres climáticos em Portugal. Daí resultaram centenas de mortes e imensos prejuízos materiais. As emissões de CO2 ou o aquecimento global em nada influenciaram a situação. Na altura, aliás, a imprensa internacional denunciava o receio de uma nova idade do gelo motivada pelo arrefecimento que se fazia sentir. Relatos comprovam ainda que, em séculos passados, alguns dos rios europeus podiam ser atravessados a pé por estarem completamente gelados. Recuando mais um pouco na História, os vikings colonizaram a Gronelândia durante o óptimo climático. O nome “Gronelândia” significa “terra verde”, porque na altura era efectivamente verde. Mais tarde, a progressão dos gelos em direcção ao litoral tornou a agricultura impraticável e os colonos acabaram por morrer, muitos sub nutridos. Trata-se de eras climáticas a que o planeta Terra tem vindo a assistir desde a sua formação. Todavia, os mais cépticos que defendem e propagam o Climategate não sugerem que se possa agir de forma desbravada na emissão de CO2, ou na poluição atmosférica em geral, apenas comprovam que a acção humana não é bode expiatório onde recaia toda a culpa na matéria. Temos influência sim, mas esta talvez não seja tão intensa quanto nos fizeram crer. Somos, aliás, demasiado pequenos neste planeta, bem mais pequenos do que nós supomos. DR

O escândalo “Climategate” “A nossa sobrevivência não é negociável” A sessão inaugural da Conferência sobre alterações climáticas resultou num autêntico apelo ao consenso mundial para que a acção humana recue na poluição atmosférica; “a nossa sobrevivência não é negociável”, apelaram dramaticamente os líderes de alguns dos países que poderão vir a desapare-

Durante o mês de Novembro, rebentou um dos maiores escândalos científicos da História, o qual foi apelidado de Climategate – uma alusão ao Watergate, um escândalo político ocorrido nos EUA, nos anos 70. Hackers descobriram ficheiros, como e-mails ou programas informáticos, nas redes da CRU (Unidade de Investigação do Clima) trocados e utilizados desde

Informações acerca do aquecimento global podem ter sido manipuladas por investigadores e cientistas


14 Ter 15.Dez.09 Twittadas

Por Sofia Costa

Tecnologia e Inovação

Twitter em Portugal: A análise da evolução João pedro Mendes

iPhone permitido na sala de aula? Com a instalação de uma aplicação no iPhone, já é possível interligar o gadget da Apple aos quadros interactivos que se encontram em quase todas as salas de aulas. Depois de devidamente configurada a aplicação permite arrastar e largar objectos, esconder e mostrar, escrever com o teclado do iphone, activar ferramentas de matemática, etc.

Rival para ferramenta da Google Street view, a ferramenta da Google que permite a visualização de mapas ao nível das ruas, já tem rival. A Microsoft lança uma ferramenta idêntica com o nome de Streetside. Outra novidade é a aplicação desenvolvida em parceria com o Twitter que permite ver no mapa os locais de onde foram enviados tweets.

Facebook e MySpace bloqueiam predadores sexuais Uma lei aprovada no final de 2008 obriga que indivíduos com registo de crimes de índole sexual cedam todos os dados que respeitem a contas em sites e endereços de email às autoridades. Estes dados são enviados para os responsáveis das redes sociais que então bloqueiam as contas existentes. Sites como o Facebook e MySpace já bloquearam 3500 predadores sexuais.

Apple compra Lala O gigante Americano comprou uma pequena empresa de streaming. Lala é um serviço que permite ouvir música sem a descarregar. Para ouvir a faixa mais do que uma vez, pode-se descarregar a música por um preço simbólico abaixo de 1 dólar. Este site tem mais de milhões de músicas e vários acordos com redes sociais. Os termos e objectivos da compra não foram revelados.

jpm_9@hotmail.com

Em 2006, Jack Dorsey criou aquilo a que, hoje, já se apelida de “SMS da Internet”: o twitter. Trata-se, portanto, de uma rede social baseada no microblogging, onde os utilizadores têm a possibilidade recíproca de enviar e receber actualizações pessoais em tempo real, os tweets. Em Portugal, estima-se que existam perto de 100 mil contas de utilizador, mas, deste total, apenas 40 por cento registaram actividade no último mês, demonstrando uma elevada taxa de desistência. Aliás, este parece ser o padrão no que toca aos fenómenos sociais que têm vindo a emergir online, já que o mesmo se verificou, por exemplo, aquando do surgimento dos blogues. Desta forma, ainda que, no início, a evolução do twitter, em território nacional, se tenha assemelhado ao dos restantes países, a partir do Verão de 2009, o abrandamento foi notório, acontecendo de forma súbita e acentuada, e causando um desvio evolutivo em relação ao padrão global. De facto, desde Agosto a Outubro de 2009, o total de tweets tem rondado, em média, os 760 milhares, produzidos por escassas (em média) 6800 contas. Ou

seja, apenas uma percentagem inferior a 7 por cento das contas de utilizador permanecem em real actividade, sendo que esta não é, sequer, necessariamente, um processo de continuidade. Destes dados, diz Paulo Querido, relevam-se três causas essenciais para o abrandamento registado no twitter, que se prendem, em primeiro lugar, pela rarefacção de celebridades que adoptaram este meio para o contacto com os fãs, ao contrário de países como o Brasil e os Estados Unidos da América. Em segundo lugar, uma falta de “apoio”

dos media portugueses em geral e, por fim, um terceiro aspecto tem que ver, com a fraca cultura de empreendedorismo Web que assola a grande maioria do povo português, apesar das tentativas vãs do governo nacional para imprimila na nossa sociedade. Assim, embora o fenómeno twitter continue a demonstrar, no resto do mundo, uma evolução progressivamente favorável, em Portugal o caso parece ser atípico, acabando por cair no marasmo da novidade que deixou de o ser e que vai, agora, definhando paulatinamente. DR

Twitter em Portugal tem tendência a ser um fenómeno efémero

Análise do jogo: Guitar Hero: Van Halen

Consegues tornar-te num Van Halen? Francisco Vieira dmvieira04@hotmail.com

Jogo - Guitar Hero: Van Halen Género - Música Plataforma - PS2, PS3, Wii e Xbox 360 Data Lançamento - 22/12/2009 Classificação - 82/100

Guitar Hero: Van Halen é o terceiro jogo da série Guitar Hero que se foca principalmente numa só banda. Como os seus antecessores Guitar Hero: Aerosmith e Guitar Hero: Metallica, este novo título traz 25 músicas dos Van Halen e mais 19 que inspiraram e/ou trabalharam com a banda. Guitar Hero: Van Halen tem suporte para quatro jogadores, formando uma banda, com um guitarrista, um baixista, um baterista e um vocalista (com os seus respectivos instrumentos). São os actuais membros da banda que estão presentes no jogo, Eddie Van Halen, Alex Van Halen, Wolfgang Van Halen e David Lee Roth, sendo representados pelo seu aspecto actual. No entanto, os seus antigos aspectos, de grandes cabeleiras e calças apertadas, podem ser desbloqueados através da

evolução no jogo. Curioso é o facto de Wolfgang Van Halen ainda não ser nascido – é filho de Eddie Van Halen e nasceu em 1991 – aquando do auge musical de Van Halen e, efectivamente, não ter passado pela “fase das cabeleiras”. Mesmo assim, a Activision fez questão de inventar uma fatiota para Wolfgang, representativa da melhor fase da banda, os finais dos anos 70 e inícios dos 80. Além das 25 músicas de Van Halen presentes no jogo, há também três solos de guitarra de Eddie. Grandes êxitos como “You Really Got Me” e “Jump”

não podiam deixar de faltar. Das 19 músicas não pertencentes aos Van Halen, são de destacar “Best of You” dos Foo Fighters, “I Want It All” dos Queen, “Pretty Fly (for a White Guy)” dos The Offspring e “Rock and Roll is Dead” de Lenny Kravitz. Não fugindo muito à regra de Guitar Hero, este novo título da série apenas se apresenta de “cara lavada”, não havendo nenhuma particularidade diferente de qualquer predecessor. Para quem gosta de Van Halen, ou simplesmente se divertir, é uma aquisição obrigatória. DR

Site Oficial: http://hub.guitarhero.com/games/ghvh


Cultura

Ter 15.Dez.09

“Preocupo-me em fazer um trabalho de que fique orgulhoso”

Cláudia Fernandes

Cláudia Fernandes alaufernandes@hotmail.com

Que conselhos davas a essas pessoas que sonham ter uma carreira nesta área? Aquilo que eu posso dizer é que tudo é possível, mas não é fácil. É como tudo na vida. É muita gente ao molho, a lutar pelo mesmo e não há vaga para todos. Prevalecem sempre aqueles que têm mais qualidade… Nem sempre… Às vezes também há aqueles que têm sorte, mas depois desaparecem logo. Acho que, sobretudo, tem a ver com consistência e com a qualidade. Apesar de ter tido sorte, não foi só sorte, senão, depois podia ter desaparecido. Portanto, é preciso tudo: trabalho, persistência, acreditar no nosso valor e também ter sorte e oportunidades. Quando compões em que é que te inspiras? Um bocado em tudo! Eu não penso naquilo que escrevo. Há umas músicas que são mais felizes que outras e surge tudo de forma espontânea. Ponho-me a tocar à viola e aquilo é tipo lotaria. Pode surgir uma música espectacular ou uma que não vale nada. Eu falo um pouco sobre tudo o que me vem à cabeça, mas tento falar sobre coisas positivas. Mas, eu falo um pouco sobre tudo. Às vezes, ao escrever também tento, de uma forma consciente,

Agenda Braga Música 16 de Dezembro Paco Hunter FNAC - BragaParque

Ficou conhecido do público por ingressar nos EZ Special, em 2002. No entanto, a vontade de se lançar a solo e cantar em Português falou mais alto e fê-lo sair do grupo. Lançou “Prefácio”, em 2007, que incluía os êxitos “Pequeno T2” e “Entre o sol e a lua”, este último, o single de música portuguesa mais tocado nas rádios no ano passado. Este ano, voltou com “O manual do amor” que, segundo o próprio Ricardo Azevedo, “não pretende ensinar nada a ninguém, mas sim que cada um faça o seu próprio manual”. O ACADÉMICO esteve à conversa com ele. Consideras-te um exemplo para os que começam agora a dar os primeiros passos na música? Não sei, nunca penso nisso. Mas qualquer pessoa que chega às pessoas, que tem exposição, que aparece na televisão pode ser um exemplo.

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17 de Dezembro At Freddy’s house FNAC - BragaParque 18 de Dezembro Legendary Tigerman FNAC - BragaParque 18 de Dezembro Monstro Mau Theatro Circo

Ricardo Azevedo esteve em Braga e sentou-se à conversa com o ACADÉMICO

fugir ao “mais do mesmo”. Parece que estou sempre a falar sobre a mesma coisa, sobre relações e tento, às vezes, fugir um pouco disso. Quando estou a analisar as minhas canções penso “Vou mudar esta palavra” e, depois, mudo já o sentido da música. És muito crítico com o teu trabalho? Claro que sou. Há muitas coisas que escrevo e digo logo que nem vale a pena sequer registar aquilo que fiz agora. Gosto sobretudo de ouvir as minhas canções e de perceber que elas soam e que possa ser uma música que vá agradar às pessoas e que me agrade a mim também. À partida, se me agrada a mim terá mais hipóteses de agradar às pessoas. Tento ser sempre o primeiro crítico, apesar de às vezes ter dúvidas. Então, pergunto a algumas pessoas o que é que elas acham. Às vezes tenho surpresas, músicas que não dava nada por elas e são as favoritas de muitas pessoas. O “Pequeno T2” era uma música que eu não dava muito por ela, que esteve para não entrar no primeiro disco e as pessoas diziam que estava gira. Apesar de gostar dela, do tipo de ritmo dela, que era tipo anos 60. A música acabou por ter um êxito surpreendente para mim também e essas coisas acontecem. Há outras, também, que acho que vão ser um sucesso, porque gosto mesmo delas e não são. O que é que é mais difícil na carreira artística? É o equilíbrio. Nunca estar muito lá

em cima e depois vir muito para baixo. Uma pessoa conseguir não desaparecer totalmente, o que é natural porque uma pessoa não consegue estar sempre lá em cima. Há sempre coisas novas a surgir e é natural que o artista se afaste um pouco. Esta é a parte mais complicada, porque não somos nós que controlamos isso. Mas isso tem sido bom para mim. Desde que comecei em 2002 que tenho conseguido fazer músicas que têm sido êxitos, mas não controlo essas coisas, simplesmente acontecem. Este trabalho ainda está no início, mas apesar de ainda não estar a correr como o outro, até certo ponto, poderá vir a correr, porque estas coisas acontecem com tempo. E de qualquer forma, também não é isso que eu procuro. Eu preocupo-me em fazer um trabalho de que fique orgulhoso, um conjunto de canções que, depois, mais tarde eu possa ouvir e que possa dizer que fiz ali uma coisa que sinto que é bom de ouvir. Tenho a certeza de que quando ouvir este disco, lá para a frente, vai haver coisas que eu vou gostar. É sempre importante e é sempre imprevisível. Por isso estou bastante optimista. E há artistas que têm carreiras longas, mas ficam afastados durante anos. Tenho de me preparar psicologicamente que isso possa acontecer algum dia, apesar de ser um bocado doloroso porque não estou habituado a isso e não é por isso que vou lutar. Dou sempre o meu melhor e esforço-me por ter reconhecimento por tudo o que faço, mas isso acontece e espero que não aconteça comigo. Publicidade

19 de Dezembro Duet a cantora Sofia Ribeiro e o pianista Florin Weber Espaço Cultural Pedro Remy 20 de Dezembro Um capucho, dois lobos e um porco vezes três Theatro Circo

Fotografia Até 31 de Dezembro Retratos de uma cidade Museu da Imagem

Exposições Até 30 de Dezembro “Novas de Sombra Negra” Museu Nogueira da Universidade do Minho

Silva/

Guimarães Música 18 de Dezembro Tributo a Joseph Haydn Centro Cultural Vila Flor 18 de Dezembro António Zambujo Centro Cultural Vila Flor 18 de Dezembro Disco Disco São Mamede

Famalicão Música 19 e 20 de Dezembro Cantata de Natal Casa das Artes

Exposições 1 a 31 de Dezembro Mulheres de Camilo Centro de Estudos Camilianos


16 Ter 15.Dez.09

Cultura

Artigo de Opinião: Estreia de “Les Beaux Gosses ”

A adolescência é um lugar estranho Cátia Castro

DR

catia.castro@rum.pt

RUM BOX

Cumpriu

Dura, bizarra, mas ao mesmo tempo maravilhosa. É assim a adolescência que volta ao grande ecrã, desta vez pela mão de um conhecido autor de banda desenhada Riad Satouff, em “Uns Belos Rapazes” no título original «Les Beaux Gosses». Hervé é o nosso protagonista. Um adolescente de 14 anos, que vive com a mãe e que é rejeitado constantemente pelas miúdas, muito por causa do seu aspecto pouco atraente e do seu intelecto que também deixa muito a desejar. Há ainda o melhor amigo Camel. Um árabe heavy-metal que tal como Hervé é obcecado pelo sexo feminino (não importa a idade) e sonha dormir com uma rapariga. O cliché da adolescência é completo, mas necessário. Dois amigos feiosos, com borbulhas no rosto, de ar esgrouviado e com sérias dificuldades em controlar as hormonas. Só que apesar de ser um estreante, o Riad consegue transformar tudo isto numa comédia brilhante e afastar-se de registos

Top RUM – 50/2009 11 de Dezembro

A adolescência masculina que se move num ambiente realista ora burlesco

como American Pie. Aqui reinventa-se toda uma linguagem jovem e as cenas previsíveis deixam de o ser, passando a hilariantes. A acção deste teenage movie, onde os adolescentes são todos actores amadores, começa quando Aurore, a rapariga mais gira da turma, começa a aproximar-se de Hervé de uma forma que nem ele sabe. O que se segue é uma jornada no mínimo violenta de beijos, de corpos imperfeitos e de diálogos idiotas ao som da música de Flairs.

Vicent Lacoste e Anthony Sonigo, são os “Belos rapazes”, que nos conduzem por esta viagem tortuosa que é a adolescência, onde experienciamos diferentes identidades, até encontrar alguma que nos sirva. O filme apresentado na Quinzena do Realizadores do Festival de Cannes em Maio passado e que passou pelo Estoril Film Festival deste ano, dá aos adolescentes técnicas inovadoras para não fazerem figuras de parvos (no bom sentido). Ensina-os, como diz a crítica, a atar os atacadores.

CD RUM : Sigh No More / Mumford ans the Sons

Folk tradicional chega-nos de Londres Paulo Sousa paulo.sousa@rum.pt

missor, lançado na melhor altura, depois de os Fleet Foxes terem aberto o caminho das vendas. «Sigh No More»

dos Mumford and the Sons é o álbum que será radiografado esta semana no CD-RUM. DR

Mais um disco de estreia em destaque no CD-RUM. Mumford and the Sons editaram, bem recentemente, «Sigh No More» pela Island Records. Chegamnos de Londres e abordam a folk na sua vertente mais tradicional. Marcus Mumford, Country Winston, Ted Dwayne e Ben Lovett são os quatro britânicos que compõem este colectivo. Juntaram-se no final de 2007 depois de se aperceberem que tinham em comum uma paixão quase doentia pela folk, pelo blue grass e pelo country. Antes disso, tinham já trabalhado com Laura Marling e os Noah and the Whale, aventurando-se pelos caminhos da cena anti-folk, que teve a sua génese em Nova Iorque. Mas este «Sigh No More» pouco ou nada funde a folk com outras sonoridades; os banjos, os bandolins e as harmónicas tocam da mesma forma de há décadas. Este é um disco de estreia bastante pro-

1 PACO HUNTER - Pensacola 2 RODRIGO LEÃO & CINEMA ENSEMBLE - Vida tão estranha 3 GOSSIP, THE - Heavy cross 4 CLÃ - Golden skans 5 XX, THE - Basic space 6 AIR - Sing sang sung 7 LEGENDARY TIGER MAN, THE Life ain’t enough for you 8 DEAD WEATHER, THE - Hang you from the heavens 9 NOUVELLE VAGUE - Master and servant 10 BEACH HOUSE - Norway 11 ESSER - Headlock 12 D3Ö - Wanna hold you 13 ANDREW THORN - Me jane 14 ARCTIC MONKEYS - Crying lightning 15 BUILT TO SPILL - Hindsight 16 RADIOHEAD - These are my twisted words 17 TEMPER TRAP, THE - Science of fear 18 BAD LIEUTENANT - Sink or swim 19 DINOSAUR JR - Pieces 20 FELIX DA HOUSECAT - We all wanna be prince

Premiados c/ cheques-disco na Louie Louie Bernardo Vasconcelos Letícia Ferreira

Post It 14 a 18 de Dezembro B FACHADA Estar à espera ou procurar WAVE MACHINES I go, i go, i go

«Sigh No More» pouco ou nada funde a folk com outras sonoridades

E V E R Y T H I N G EVERYTHING Photoshop handsome


Erasmus

Ter 15.Dez.09

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1st European Universities Taekwondo Championship DR

Newsletter 1 www.taekwondo09.aaum.pt

Taekwondo is an empty-hand combat form that entails the use of the whole body. It is a martial art that in nowadays form of self-defence has developed by combining many different styles of martial arts that existed in Korea, and Korea’s neighbours countries, over the last 2000 years. Tae means “to Kick” or “Smash with the feet,”Kwon implies “punching” or “destroying with the hand or fist,” and Do means “way” or “method”. Taekwondo is the technique of unarmed combat for self-defence that involves the skilful application of techniques that include punching, jumping kicks, blocks, dodges, parrying actions with hands and feet. It is a system of training body and mind, with more emphasis on the development of the trainee’s moral character. A few of the earlier martial arts styles that contributed to Taekwondo are: T’ang-su,Taek Kyon, also known as Subak, Tae Kwon,Kwonpup and Tae Kwonpup. There are also influences from Judo, Karate, and Kung fu. The earliest records of Taekwondo practice date back to about 50 B.C. During this time, Korea was divided into three kingdoms: Silla, Koguryo and Paekche. Tae Kyon (also called Subak) is considered the earliest known form of Taekwondo. The first widely distributed book on

Taekwondo was during the Yi dynasty (1397 to 1907). This was the first time that Subak was intended to be taught to the general public. In previous years, the knowledge was limited to the military. On April 11, 1955, at a conference of kwan masters, historians, and Taek Kyon promoters, most of the kwan masters decided to merge their various styles for mutual benefit of all schools. The name “Tae Soo Do” was accepted by the majority of the kwan masters, but, two years later, the name was changed to Taekwondo. On March of 1966, the International Taekwondo Federation was created. But a new international governing body called World Taekwondo Federation (WTF) was created on May 28, 1973. That coincided with the first World Taekwondo Championships that was held in Seoul, Korea. The WTF is, in fact, the only official organization recognized by the Korean government as an international regulating body for Taekwondo. One of their major efforts [WTF] is to standardize tournament rules and organize world class competitions. In Portugal, Taekwond was introduced in 1974 for Chung Sun Yong. The first dojang had place in Sporting Clube de Portugal. Taekwondo was contested as an official sport at the Olympic Games for the first time at the 2000 Summer Olympics in

Nuno Gonçalves/UMDicas

The earliest records of Taekwondo practice date back to about 50 B.C

Sydney. Since Modern-day Taekwondo’s official birth on April 11, 1955, its devel-

opment as a sport has been rapid. Over 30 million people practice Taekwondo in more than 156 countries. Nuno Gonçalves/UMDicas

In Portugal, Taekwond was introduced in 1974 for Chung Sun Yong


18 Ter 15.Dez.09 desporto.ZIP Por Nuno FC e DVS

Nadadores Salvadores: Projecto de Primeira Associação em Braga

Está lançada a primeira pedra para a Associação de Nadadores Salvadores em Braga. A apresentação do projecto irá realizar-se no próximo Sábado, dia 19 de Dezembro, pelas 15h na junta de freguesia da Sé. A organização convida todos os interessados e abre as portas aqueles que quiserem dar um contributo e novas ideias a um projecto embrionário mas com pernas para andar na cidade de Braga. Para mais informações contactar: Jaime Camacho - Tel.: 916081728 Email: jaimestuart@hotmail.com

ATLETISMO: Europeus crosse - Portugal revalida título colectivo feminino A selecção portuguesa feminina de corta-mato revalidou o título continental da especialidade, nos Campeonatos Europeus, disputados em Dublin no passado fim de semana, alcançando o feito pela sétima vez. Jéssica Augusto e Inês Monteiro, respectivamente vicecampeã e terceira classificada há um ano, em Bruxelas, ficaram-se pela quarta e quinta posições na capital irlandesa, enquanto Dulce Félix e Sara Moreira, completaram o quarteto contabilizado na tabela por equipas, com o sexto e o 10º lugares - 25 pontos, face a 51 da Grã-Bretanha e 58 da Espanha.

NATAÇÃO: Europeus Diogo Carvalho melhora recorde nacional dos 50 metros mariposa O nadador Diogo Carvalho bateu o recorde nacional absoluto dos 50 metros mariposa, em Istambul, no último dia dos campeonatos europeus de piscina curta, e aumentou para 11 as melhores marcas alcançadas por Portugal na competição. O nadador luso, que alcançou o 32.º lugar nas eliminatórias, terminou a prova em 23,63 segundos e melhorou o registo de 23,75 que já lhe pertencia. Nos 200 metros livres, Adriano Niz foi o melhor português na 26.ª posição, com 1.46,05 minutos.

Desporto Apesar de rubricarem uma excelente exibição, a sorte sorriu aos gaienses e o SCBraga/AAUM saiu derrotado pela margem mínima

Bracarenses derrotados em duelo de candidatos Eduardo Rodrigues e_du_rodrigues@yahoo.com.br

A 9ª jornada do Campeonato Nacional colocou frente a frente dois dos maiores candidatos à subida ao escalão máximo do futsal português. De um lado, o então líder Módicus, contando com um plantel “recheado” de experiência e qualidade e, já visto por muitos, com o seu lugar assegurado na 1ª divisão no próximo ano. Do outro lado, o SCBraga/AAUM que, apesar de um início de época algo atribulado, já não sentia o sabor da derrota à quase dois meses e que, ao longo das jornadas, tem vindo a provar o seu verdadeiro potencial. Desta feita, os treinadores bracarenses optaram por não convocar o guardaredes Skat, José Magalhães, Luís Resende e Serginho. Quanto à partida em si, os cinco escolhidos para iniciarem o encontro foram Pli na baliza, Fabrício, André Machado, Ferrugem e Faria. Perante um pavilhão bem composto, o jogo foi electrizante do início ao fim e a vitória poderia ter recaído para qual-

quer um dos lados. Com posturas semelhantes, as equipas mantiveram as suas linhas defensivas altas, demonstraram muita agressividade nas marcações e o equilíbrio acabou por ser nota dominante. As oportunidades de golo foram sendo criadas desde cedo, porém, o activo abriu somente aos 15 minutos. O SCBraga/AAUM chegou à vantagem na sequência de uma perfeita saída de pressão, a dois toques, que culminou com um passe de Faria para Coroas concluir. Perto do fim da primeira parte, Pli ainda defendeu um livre de 10 metros, o que também permitiu que o marcador não sofresse mais alterações até ao intervalo. Segunda parte de grande emoção Na segunda metade, como era esperado, os gaienses assumiram o controlo do jogo, procurando dar a volta ao resultado adverso. Porém, foram os pupilos de Palas que ampliaram a vantagem. Aos 23 minutos, numa rápida transição defensiva, Faria colocou a bola em André Machado e este fez o 2-0. Entretanto, os jogadores do Módicus

não baixaram os braços e tiveram uma óptima reacção. Conseguiram o empate, com dois golos em apenas dois minutos e, no minuto 30´, colocaram-se pela primeira vez à frente do marcador (3-2). Esta vantagem não durou muito tempo já que, aos 33 minutos, após um pontapé de linha lateral, a bola desviou num atleta da casa e ludibriou o guardião de Gaia. O final do encontro ainda reservou muitas emoções. A dois minutos do fim, o Módicus fez o 4-3 e, alguns jogadores excederam-se nas comemorações, dirigindo palavras menos próprias aos bracarenses. Esta situação desencadeou uma pequena confusão e, o resultado desta, foi a expulsão do guarda-redes Pli e de um jogador gaiense. Apesar de ter sido quebrado o ciclo vitorioso do SCBraga/AAUM, os minhotos podem sair desta jornada com a cabeça erguida. Rubricaram uma excelente exibição e demonstraram que possuem todas as condições para terminar a competição no topo da classificação. Mesmo com a derrota, permanecem na terceira posição e no próximo sábado, às 17h30, recebem em Braga a equipa da Farlab, actual sexta colocada.

Pedro Póvoa, atleta da AAUM também arrecadou o ouro numa final minhota

Espanhóis em fúria conquistam tatamis minhotos Carlos Rebelo c.covasr@gmail.com

Realizou-se do dia 10 a 12 de Dezembro no Complexo Desportivo de Gualtar em Braga, o 1º Campeonato Europeu Universitário de Taekwondo. Nesta prova de nível internacional elevado, participaram sete estudantes da Universidade do Minho, assim como vários atletas campeões mundiais, europeus e olímpicos. A competição teve início com a cerimónia de abertura, na sexta-feira dia 11 Dezembro que contou com a presença de várias personalidades, entre as quais o reitor da Universidade do Minho, António Cunha. Em discurso oficial da cerimónia, o reitor deu as boas vindas a todos os participantes e respectivas delegações, desejando a todos uma boa

competição. Também referiu que é com satisfação que um evento deste nível ocorresse na Universidade do Minho. “A Universidade do Minho honra-se por receber mais uma vez um evento internacional. Espero que tudo corra pelo melhor. É sempre um orgulho ter desportistas de topo entre nós” , citou António Cunha no discurso oficial. Após a cerimónia de abertura e algumas horas para o almoço e descanso, começaram as partidas no tatami. Na competição feminina, “nuestras hermanas” dominaram toda a prova, tendo vencido cinco das oito finais nas respectivas categorias. Nas outras três categorias, duas russas e uma alemã triunfaram. Na categoria de 53-57kg, a russa Yulia Kochetova venceu Ana Lopes, atleta minhota, por (8-3), tendo a única atleta portuguesa na competição alcançado a medalha de prata, um prestígio para a Universidade do Minho. Na competição masculina , tal como a feminina, foi dominada por atletas espanhóis, que arrecadaram quatro medalhas de ouro em oito possíveis. Os Nuno Gonçalves/UMDicas

Em prova dominada pela “fúria espanhola”, a final minhota foi um dos momentos marcantes do Europeu

russos foram por duas vezes ao lugar mais alto do pódio e Portugal e Alemanha uma. Categoria 54-58kg : A final desta categoria foi uma final minhota que opunha Pedro Póvoa frente a frente com Rui Bragança. Uma luta muito disputada, com um empate no tempo regulamentar mas no tempo extra Pedro Póvoa levou a melhor, conseguindo alcançar o ouro. Ambos os atletas tiveram uma performance excepcional. Na classe 58kg-63kg , Nuno Costa da U.Minho perdeu nas meias-finais com o alemão Konstantinidis por uns escassos (12-11). Na categoria 63kg-68kg, José Fernandes nas meias-finais, não conseguiu levar a melhor sobre David Benitez da Universidade de Vigo e perdeu por (17-14).O português teve perto de vencer a luta mas nos segundos finais David Benitez conseguiu passar para a frente e com alguns pontos de avanço. Escalão 68-74kg, o minhoto Eduardo Rodrigues não conseguiu vencer o russo Norotkvo nas meias-finais perdendo por 12-3. Em 74-80kg, João Fernandes da U. Minho perdeu com o finalista vencido Dario Brutcher da U. Vigo. O alemão Sebastian Lehmann da Universidade de Frankfurt conseguiu a vitória na final frente ao espanhol Dario por (13-5). O europeu terminou com a cerimónia de encerramento com grupos de dança, percussão e os habituais discursos oficiais. Espera-se que a Universidade do Minho tenha sido a rampa de lançamento para a continuação de Europeus Universitários de Taekwondo já para o ano em local a definir.


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Edição 116 - Jornal Académico