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ARQUITETURA DA PAISAGEM Parque Ecológico e Paisagístico do Rio Jundiaí Daniel Mantecon de Souza Leme Profª Orientadora Priscila Machado Meireles

Trabalho de Conclusão de Curso | Arquitetura e Urbanismo Universidade São Francisco Itatiba/SP - 2018


Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte. ______________________________________________________________________

ASSINATURA

Email |danielmantecon@hotmail.com


“Fora da sua casa (o homem urbano) se abre ao espaço público e à experiência da pluralidade humana” Olivier Mongin


DEDICATÓRIA Eu dedico esse trabalho a minha amada Timãe Eliana Mantecon Pereira, graças a ela eu tive apoio para começar e concluir minha graduação. Com seus incentivos, ensinamentos e exemplo eu tive a força para enfrentar as batalhas. Obrigado por ser uma mulher forte e inspiradora. A ti meu eterno agradecimento. Ps: eu sinto muito orgulho e honrado por ser seu filho. Eu te amo!


AGRADECIMENTOS Eu começo a agradecer a Deus, ao universo e as energias do mundo que me fizeram chegar até aqui rodeado por pessoas incríveis e especiais. Em seguida agradeço imensamente a minha mãe Eliana Mantecon, minhas irmãs Felipa Mantecon e Talitha Mantecon que nessa jornada se dedicaram em todos os momentos bons e corridos para a minha conclusão do curso, ajudaram não apenas nas palavras, mas também nas maquetes, nos croquis, nas plotagens e principalmente no apoio psicológico, me enchendo de amor e carinho. Agradeço imensamente a minha orientadora Prof Priscila Machado Meireles que graças ao apoio dela eu consegui concluir um projeto do qual sinto orgulho de ter realizado. Me lembro das aulas de desenho técnico, das assessorias em Projeto de Urbanismo I e III e dos conhecidos nas aulas de Planejamento Urbano, esses ensinamentos ao longo do curso me fizeram admirar e escolher qual orientadora eu gostaria que participasse dessa jornada. Pri muito obrigado por ter me escolhido como orientando, agradeço pelo apoio, conhecimento e pelo carinho ao longo do curso, em especial desse último ano. Ao Prof Décio Luiz Pinheiro Pradella, agradeço pelos aprendizados ao longo da graduação, por me instruir em todas a aulas na busca em desenvolver projetos que façam a diferença, obrigado por me acompanhar nesse último ano e por contribuir no meu projeto de conclusão. A coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo Glacir Flicker e a todos os Profº e Profª eu agradeço pelos ensinamentos, carinho, apoio e aprendizado ao longo desses 5 anos. Gostaria de agradecer as minhas amigas ícones chapahall’s and sereias da arquitetura (segue listão): Amanda C, Amanda S, Ana, Camila, Carol, Cinthia, Iza, Ju e Tha, que me ensinaram, alegraram e apoiaram nas loucuras da faculdade. Serei eternamente grato pelos momentos dentro e fora do ambiente acadêmico. Muito obrigado meninas, vocês são incríveis!

Agradeço também aos amigos do CACAU (Centro Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo - gestão 2016 e 2017), que ao longo desses dois anos compartilharam comigo ideais políticos, sociais e culturais que fizeram toda a diferença em minha graduação e crescimento pessoal. Nossas lutas, batalhas, viagens acadêmicas e vendas de salgado para arrecadar dinheiro, contribuíram para minha formação. É justo e importante agradecer também as mães e familiares das minhas amigas de graduação citadas acima, que ao longo desses 5 anos nos alimentaram em véspera de entrega, torceram e puxaram nossas orelhas quando faltavam 5 min para entregar e estávamos rindo na cara do perigo. Muito obrigado mães, vocês foram essenciais para nossa formação. Obrigado a todos que ao longo dessa jornada esteve presente ao meu lado, perto de mim ou simplesmente passaram, com certeza eu aprendi muita coisa com vocês. Por fim obrigado a você que escolheu meu trabalho para conhecê-lo. Boa leitura.


Desenhos capa e pรกginas 4 e 6 realizados pelo autor


SUMÁRIO INTRODUÇÃO 11 SOBRE

Tema Justificativa Objetivos

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SÍTIO 26 REFERÊNCIAS 42 PROJETUAIS ESTUDO 56 PRELIMINAR PROJETO 64 REFERÊNCIAS 96 BIBLIOGRAFICAS


INTRODUÇÃO

Jardim Museu de Arte da Pampulha Fonte: Foto realizada pelo autor - 2017

Uma das possibilidades da arquitetura da paisagem é desenvolver lugares e paisagens, que direcionam da melhor forma o olhar do espectador a um determinado local, fazendo com que se crie uma identificação do usuário com o espaço, por meio de uma composição harmoniosa dos elementos no local. Somado a elementos da natureza, técnicas construtivas e estratégias, tem como objetivo ordenar o espaço e reconstituir a paisagem, esses princípios são os pontos de partida para o início desse trabalho. A área de estudo esta situada no município de Jundiaí, cidade do interior paulista e faz parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), sendo essa AU a primeira do Estado de São Paulo e formada por um conjunto de 7 municípios, estando em um eixo de urbanização entre as regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas. Se destaca por ser um polo industrial no cenário estadual, devido sua logística de distribuição e potencial. O recorte do projeto acontece no vetor oeste do município, uma área de periferia que abriga favelas e diversos loteamentos, compreendendo os bairros Novo Horizonte, Parque Res. Almerinda Chaves e Parque Res. Jundiaí, esse recorte ainda possui conexões com o bairro Jardim das Tulipas. O bairro com maior destaque no projeto proposto é o Novo Horizonte, bairro plano e próximo ao Rio Jundiaí, o mesmo se localiza em um eixo sobre o qual passava a antiga linha férrea. A partir das análises urbanas desenvolvidas e a busca pela compreensão das relações do usuário com o espaço e com a cidade, o projeto tem como objetivo trabalhar a arquitetura da paisagem no vetor oeste de Jundiaí, tendo como premissa a preservação ambiental das áreas de vegetação nativa e do Rio Jundiaí, proporcionando aos moradores e transeuntes áreas de respiro, permanência e lazer a partir de um parque ecológico. Esse projeto visa uma melhor organização e valorização espacial, que contribua na identificação da população com o espaço, a implantação de um parque nessa região, é de grande importância, visto que o mesmo propõe uma conexão com as paisagens ao redor e principalmente com a Serra do Japi, se tornando um elemento estruturador da paisagem. 13


SOBRE Tema Justificativa Objetivos Vista da Av. 9 de Julho Buenos Aires Fonte: 44 Arquitetura Facebook


1.1 BENEFÍCIOS DO PAISAGISMO NOS CENTROS URBANOS A arquitetura da paisagem ou paisagismo, segundo Rosa Kliass em entrevista para a revista AU - ano 2012, define que “...a arquitetura paisagística é o desenho do vazio. Digo que o arquiteto paisagista tem síndrome de Deus, porque cria lugares, cria paisagens”. O desenho na paisagem irá estabelecer e desenvolver uma composição harmoniosa no espaço, somado aos elementos da natureza e com técnicas introduzidas pelo homem, tem como o objetivo ordenar o local, aliando estratégias construtivas à sensibilidade de reconstituir a paisagem. Alguns municípios não apresentam características do “pensar a cidade”, do exercício de observar os pontos fortes e frágeis e desenvolver espaços harmoniosos e que incluam a todos. Muitos menos exercem a introdução de um paisagismo acolhedor nas áreas públicas, quando projetados para atender as necessidades, esses espaços paisagísticos colaboram na organização espacial, além de trazer diversas melhorias aos usuários de passagem ou da comunidade da região. Os benefícios da requalificação da paisagem, inseridos na vida em comunidade já é discutido em diversas áreas. A contribuição desses espaços com árvores ou zonas verdes trazem uma proteção e equilíbrio, reduzindo o calor, diminuindo a velocidade dos ventos e dos ruídos, além de ampliar a umidade do ar. Em 2016, segundo a revista Época, com o aumento de calor gerado nas cidades, pela ausência de vegetação, o metabolismo humano é afetado, já que busca uma compensação térmica, que gera transtornos, desidratação entre outros sintomas, além desses, outro malefício à saúde vem da poluição do ar, se tornando um dos fatores ambientais que mais causa mortes no mundo. Com a introdução de coberturas vegetais nos espaços urbanos, essas massas 16

arbóreas irão absorver e filtrar grande parte desses elementos tóxicos, sendo uma proteção a nossa saúde. A mesma reportagem apresenta estudos onde comprovam os benefícios físicos, psicológicos e mentais, quando se tem convívio diário em áreas com vegetação, seja ela em forma de parques, praças ou caminhos. Esses locais contribuem para a saúde do indivíduo e proporcionam o convívio social da comunidade com o espaço. As árvores inseridas nos núcleos urbanos refrescam o ambiente, modificando o grau de umidade do local, a partir da liberação do vapor d’água, além de suas copas repletas de folhagens, refletirem a radiação solar que seria transformada em calor. A importância dos conceitos paisagísticos e ambientais mencionados possui forte relação no desenvolvimento do projeto, visto que é necessário o exercício sobre a paisagem, por meio de análises, croquis e projetos, pois com esses documentos gerados, é possível desenvolver áreas que contribuam nas relações entre o meio urbano com a população, além de fortalecer a conexão da sociedade com a natureza.

High Line Nova Iorque Fonte: Strelka


TEMA 1.2 ESPAÇOS URBANOS LIVRES Segundo Fabio Robba e Silvio Soares de Macedo, no livro Praças Brasileiras, o arquiteto paisagista ou urbanista deve desenvolver espaços urbanos agradáveis e funcionais, tendo como premissa alguns fatores importantes, sendo eles ambientais, funcionais, simbólicos e estéticos. Os valores ambientais devem servir como justificativa para a existência desses espaços urbanos livres e com massa de vegetação, começando pela poluição, pois com a implantação desses espaços temos uma melhora na ventilação e aeração urbana, não apenas os espaços livres públicos, mas todo e qualquer espaço livre, é de extrema importância para contribuir na circulação do ar, facilitando a dispersão de poluentes. Com a implantação desses espaços, temos uma melhora contra a insolação urbana em áreas muito adensadas, ajudando na temperatura do espaço, na maioria das vezes por meio da vegetação arbórea, que contribui no sombreamento das ruas e praças, outros benefícios são que esses espaços são utilizados como áreas de drenos das águas pluviais, devido a existências de áreas com superfícies permeáveis que absorvem parte das águas e diminuem a velocidade do escoamento. Quando temos locais de encosta, as superfícies vegetadas atuam contra a erosão, podendo ser um agente que evite os deslizamentos e desmoronamentos de terra, não deixando o solo exposto à ação das chuvas, esses espaços ainda atuam como principal agente quando tratamos da proteção de valorização dos mananciais de abastecimentos, dos cursos d’águas, lagos e represas, contra a contaminação e a poluição. Sobre os valores funcionais desses espaços, podemos compreender uma grande importância na participação da vida da comunidade, em alguns bairros uma singela praça pode ser a única opção de espaço recreativo para os habitantes, embora exista outras opções como shoppings centers, parques de diversões, estádios de futebol, esses espaços livres públicos estão na vida diária da

comunidade, sendo uma extensão de suas casas, onde o acesso acontece de forma mais rápida. Alguns desses espaços ainda carregam fatores simbólicos, pois são marcos de acontecimentos passados e históricos do local, se tornando objetos referencias e cênicos da paisagem e exercendo grande papel na identidade do bairro ou da rua, contribuindo na valorização da cultura do local. Quando bem trabalhados, esses espaços urbanos atuam como referência para indicar caminhos ou trajetos para quem desconhece a área, sendo uma forma de sinalização, muitas vezes utilizando-se de grandes árvores floridas, contribuindo também para o embelezamento urbano, resgatando a imagem da natureza na cidade, por meio de espaços verdes e ajardinados, podendo ser associado a um oásis em meio a urbanização maciça.

Parque Ibirapuera São Paulo Fonte: Mutum Noticias

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1.3 PARQUES URBANOS Quando pensamos em parques urbanos, a primeira imagem que nos vem na cabeça é de um espaço bucólico, com um extenso gramado somado a um grande lago, se excluirmos essa visão estereotipada de nossas mentes, temos um espaço livre e estruturado, na maioria das vezes com uma densa vegetação que funciona como pulmão para a cidade, além de ser um local dedicado ao lazer da população. Segundo Silvio Soares de Macedo e Francine Gramacho Sakata no livro Parques Urbanos no Brasil, o conceito de parque urbano nasce em um momento de necessidade de dotar as cidades de espaços que atendam a uma nova demanda social, a busca por áreas de lazer para serem usadas nos tempos livres e que ao mesmo tempo seja um espaço que contraponha com o ambiente urbano. Frederick Law Olmsted, arquiteto paisagista do séc XIX, definiu em um de seus relatórios sobre o projeto do Central Park de Nova York, a seguinte frase “Duas classes de melhorias deveriam ser planejadas com este propósito: uma dirigida para assegurar o ar puro e saudável, para atuar através dos pulmões; a outra para assegurar uma antítese de objetos visuais àqueles das ruas e casas que pudessem agir como terapia, através de impressões na mente e de sugestões para a imaginação”. As evoluções urbanísticas dos parques nas cidades mudaram nesses últimos dois séculos, sendo um testemunho de valores sociais e culturais dos usuários, atualmente com as requalificações nos espaços urbanos em áreas centrais das cidades, se tem um aumento na demanda desses espaços de recreação e lazer, neles se tem a introdução das dimensões ambiental e paisagística no planejamento.

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1.4 COR NA PAISAGEM Segundo o site Significados, entendemos como cor a reprodução da luz refletida ou absorvida pelos corpos quando produzida nos olhos do indivíduo, todas as cores apresentam diferentes significados, variando entre os meios culturais e assumindo diferentes funções. Segundo a mesma reportagem, todos os objetos não possuem uma cor definida, é a partir da nossa visualização sobre o mesmo que mandamos informações para nosso cérebro sobre a determinada cor, sendo definida pelos fatores físicos e naturais. A cor predominante em parques urbanos é o verde, que remete a esperança, liberdade, saúde e vitalidade, na maioria das vezes simbolizando a natureza viva e a juventude, sendo também relacionada ao crescimento, renovação e plenitude. Em algumas situações esses tons esverdeados levam aos usuários, calma e equilíbrio, tanto no corpo como na mente, sendo uma ferramenta de auxílio no cuidado da depressão e tristeza, como elemento de conforto e estímulo. O verde ainda é associado aos movimentos ecológicos e de preservação do meio ambiente, nas cidades é utilizado em semáforos como sinal indicativo para seguir em frente ou de trânsito livre. Além da cor, as vegetações possuem diferentes tipos de folhagens e texturas contribuindo na criação de um local sensorial, somado a luz natural ou artificial do ambiente cria-se uma atmosfera única, com uma aparência particular em diferentes horas do dia, visto que todos os jardins atravessam processos regulares de mudanças e que algumas espécies de flores se abrem e se fecham em inúmeros períodos. Outro artificio que os projetos urbanos utilizam para realçar as cores naturais, é o desenvolvimento de espaços em que as vegetações coloridas sejam colocadas bem juntas, aumentando a saturação das cores, buscando transparecer um local harmonioso e um ambiente que transmita boas energias.


TEMA

Central Park Nova Iorque Fonte: Gazeta do Povo

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1.1 PRESERVAÇÃO DAS NASCENTES E DOS REMANESCENTES FLORESTAIS DA MATA ATLÂNTICA E DO CERRADO De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil apresenta um dos mais complexos sistemas ecológicos do planeta, devido a sua grande extensão territorial o país possui cerca de nove biomas principais sendo eles a Caatinga, Campos, Cerrado, Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata de Araucária, Mata de Cocais, Pantanal e Zonas Litorâneas. O projeto desenvolvido esta em uma área de transição entre dois biomas, essa área é chamada de ecótonos (ambientes de transição entre dois ecossistemas vizinhos). No recorte temos a presença de remanescentes da Mata Atlântica e do Cerrado, junto com esse dado soma-se o fato de estar dentro da Bacia do Rio Jundiaí e em sua várzea, além de possuir dezenas de nascentes dentro da malha urbana. A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos do mundo em espécies de flora e fauna, já foi a segunda maior floresta tropical da América do Sul. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontrase reduzida a apenas 12,4% da vegetação original, esses dados foram divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica em pesquisa realizada no ano de 2016 e 2017, embora seja um dos biomas mais ricos do mundo, isso não a protege de ser a floresta mais ameaçada do planeta e o bioma mais devastado do país. O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, é caracterizado por possuir árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas sendo a savana brasileira. Cobre cerca de 197 milhões de hectares do território brasileiro, sendo o segundo bioma mais produtivo do Brasil e o terceiro mais devastado do país. Segundo o

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Ministério do Meio Ambiente o bioma apresenta apenas 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação, desse total apenas 2,85% são unidades de conservação de proteção integral. Abaixo é citado o primeiro artigo do Código Florestal – Lei 4.771/65, podemos compreender que toda floresta ou forma de vegetação dentro do território nacional são bens de interesse comum a todos os habitantes do país, entende-se então que preserva-los é um dever de todos os brasileiros. Art. 1º - As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendose os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem.


JUSTIFICATIVA

Mapa Biomas e Nascentes Fonte: Prefeitura de Jundiaí Editado pelo Autor Localizaçãodo Projeto

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Bioma Cerrado Bioma Mata Atlântica Nascentes

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1.2 ZEPAM E RECARGA HÍDRICA O município de Jundiaí em seu Plano Diretor Participativo realizado no ano de 2016 exemplifica e determina ações referentes ao tratamento adequado para a Zona Especial de Proteção Ambiental – ZEPAM. Essas zonas são porções de áreas do território do município destinadas à preservação e proteção do patrimônio ambiental. Segundo o plano diretor, tem como principais atributos a preservação da Mata Atlântica e outras formações vegetais, além de abordar a arborização ambiental, permeabilidade, existência de nascentes e diversos serviços ambientais que contribuam para a conservação da biodiversidade. Com a presença de construções urbanas, como edificações e pavimentação, ocorre um aumento da impermeabilização das superfícies, alterando o ciclo hidrológico, diminuindo a infiltração do solo, gerando um dos problemas que muitas cidade enfrentam, que é o aumento do escoamento das águas pluviais através das sarjetas, bocas de lobo, canalizações e galerias, contribuindo para alagamentos e inundações.

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Apoiado no plano diretor do município e nos mapas realizados pelo mesmo, a implantação do projeto visa desenvolver a preservação ambiental em áreas que Jundiaí já destinou para essa função. O projeto propõe aumentar essa área de proteção, pensando no futuro no município, em especial no vetor oeste que possui rica diversidade de fauna e flora, a transição de biomas, as dezenas de nascentes e recargas hídricas, além do Rio Jundiaí e a Serra do Japi como protagonistas.

Rio Jundiaí e ZEPAM Fonte: Realizado pelo autor em levantamento de campo - 2018


JUSTIFICATIVA

Mapa ZEPAM e Recarga Hídrica Fonte: Prefeitura de Jundiaí Editado pelo Autor

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Localizaçãodo Projeto Recarga Hídrica ZEPAM - Zonas Especiais de Proteção Ambiental

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1.3 PARQUES EM JUNDIAÍ Os parques urbanos apresentam inúmeros benefícios físicos, psicológicos e mentais para a comunidade, associado a um desenho paisagístico as áreas verdes inseridas na cidade trazem frescor ao ambiente modificado pelo homem, alterando o grau de umidade, na criação de micro climas e despoluindo o ar, funcionando como pulmões nos centros urbanos. O projeto desenvolvido busca estabelecer e desenvolver uma composição harmoniosa no espaço urbano, por meio de elementos da natureza, aliando estratégias de conforto e técnicas construtivas. Atualmente o Plano Diretor Participativo de Jundiaí, desenvolvido em 2016, tem em sua Politica de Desenvolvimento Urbano e Rural do Município, o princípio do direito do cidadão a cidade e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a efetivação desses direitos se dá por meio de uma distribuição e pela busca da proteção e recuperação do patrimônio ambiental, de modo a promover um meio ambiente equilibrado e saudável para todos os cidadãos e cidadãs. Tendo as premissas do plano diretor como base, foi possível analisar o recorte por meio de um novo ponto de vista. Na área em estudo não foi levantado nenhum local que atenda a politica estabelecida no plano diretor, porém foi observado que existem inúmeros espaços urbanos, onde é possível implantar essa diretrizes e desenvolver espaços que promovam um desenvolvimento urbano mais ecológico. Conforme imagem área do município, é possível observar o déficit de parques no vetor oeste de Jundiaí, vemos uma concentração no centro da cidade e outra na região norte. Essas localizações distantes no objeto de estudo reforçam o conceito de desenvolver espaços de lazer que atendam a população da região. 24

A falta de oferta desses espaços urbanos de qualidade no recorte faz com que alguns moradores tenham que atravessar a cidade para buscar um lazer aos finais de semana, porém se fosse planejado e construído um parque na região a população poderia aproveitá-los diariamente, beneficiando os moradores na criação de um espaço que promova a saúde, o bem estar e consciência ambiental.

1 - Parque Botânico Tulipas 2 - Parque do Engordadouro - Professor Aziz Ab’Saber Ângelo Costa

4 - Parque da Cidade 3 - Parque Comendador Antônio Carbonari - Parque da Uva

5 - Jardim Botânico de Jundiaít

6 - Parque do Trabalhador - Corrupira


JUSTIFICATIVA

Mapa dos Princípais Parques de Jundiaí Fonte: Desenvolvido pelo Autor - Área do projeto 1 - Parque Botânico Tulipas - Professor Aziz Ab’Saber 2 - Parque do Engordadouro Ângelo Costa 3 - Parque Comendador Antônio Carbonari - Parque da Uva 4 - Parque da cidade 5 - Jardim Botânico de Jundiaí 6 - Parque do Trabalhador – Corrupira - Serra do Japi

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JUSTIFICATIVA 1.4 PROGRAMA VERDE E AZUL A cidade de Jundiaí participa do Programa Município Verde e Azul – PMVA lançado em 2007 pelo Governo Federal de São Paulo, tendo como objetivo estimular e auxiliar as prefeituras paulistanas na elaboração e execução do desenvolvimento sustentável do estado. A participação do município no programa é um dos critérios para a preferência na liberação de recursos públicos no controle da poluição. O ranking resulta de uma avaliação técnica das informações fornecidas pelos municípios com critérios pré-estabelecidos. Com essa avaliação o Indicador de Avaliação Ambiental – IAA publica resultados para que o poder público e toda a população possam utilizá-los como norteador no desenvolver de políticas públicas e ações sustentáveis. Com base nos gráficos, é possível ver a posição do município no resultado final do ano de 2017 além de sua posição em outras duas categorias como “Qualidade do Ar” e “Arborização Urbana”, esse ranking contou com 589 municípios paulistas. É possível observar que no ranking final Jundiaí ficou em uma posição relativamente boa, comparado ao número de municípios participantes, porém o resultado oscila conforme o tema. Quando o assunto é sobre a qualidade do ar, o município sobe para 7º lugar, vemos que não acontece o mesmo quando o tema é arborização urbana, nessa categoria o município tem uma grande queda, indo ocupar a posição de 68º lugar. A requalificação urbana no vetor Oeste de Jundiaí proposta nesse trabalho, tem como foco a arborização, o reflorestamento e a preservação da APP (Área de Preservação Permanente), buscando contribuir para que o município aumente sua categoria no Programa Verde e Azul quando o assunto é arborização urbana, com isso Jundiaí receberá mais recursos para investir em um desenvolvimento sustentável. 26

Programa Verde Azul - Todas Categorias Juntas Final Fonte: Verde e Azul Digital (Editado pelo autor)

Programa Verde Azul - Qualidade do Ar Fonte: Verde Azul Digital (Editado pelo autor)

Programa Verde Azul - Arborização Urbana Fonte: Verde Azul Digital (editado pelo autor)


OJETIVOS 1. OBJETIVO GERAL Tem como objetivo geral a requalificação na paisagem, partindo do desenvolvimento de áreas de preservação ambiental, desenvolvendo espaços de respiro, permanência e de passagem agradáveis para os moradores e transeuntes do vetor oeste do município de Jundiaí. A implantação desses espaços visam uma melhor organização espacial, que fortaleça a identificação da população com o local, visto que segundo diagnóstico, já ocorre essa apropriação do espaço urbano, porém sem equipamentos adequados que promovam essas relações. O desenho urbano fortalecera à ligação entre os bairros Novo Horizonte, Parque Res. Jundiaí, Parque Res. Almerinda Chaves e Jardim das Tulipas, abrindo novas perspectivas para um uso diversificado do espaço urbano, criando espaços que atraiam todas as tribos em locais que promovam as relações e igualdade em áreas lazer contemplativo, esportivo, cultural e educativo. 2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Diversificação dos elementos nas áreas públicas Fonte: BIG

-..Preservação ambiental do Rio Jundiaí e remanescentes florestais; -..Desenvolvimento de espaços que tenham como premissa a consciência ambiental, levando aos usuários áreas verdes, de lazer e de respiro; -..Buscar contribuir no desenvolvimento e na criação de espaços que proporcionem aos moradores do recorte estudado, áreas que ajam como extensões de suas residências, para uma maior e melhor apropriação do espaço público. - .Criação de equipamentos urbanos que atendam a diversidade do público, para sempre haver uma rotação de usuários, buscando deixar os espaços sempre ativos. -..Utilizar técnicas paisagísticas na configuração dos espaços, levando aos usuários estética e conhecimento da fauna e flora da região. - Estimular a saúde física e mental, para uma melhora qualidade de vida dos residentes e transeuntes. 27


SĂ?TIO Serra do Japi - Imagem realizada na visita ao recorte Fonte: Realizado Pelo Autor - 1 Semestre de 2018


MUNICÍPIO

1.1 MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ Jundiaí é um município localizado no interior do estado de São Paulo, estando a 57,6 km da capital e 38,9 km da cidade de Campinas. Segundo Emplasa (Empresa paulista de Planejamento metropolitano), o município faz parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí – AUJ formada por sete municípios, abrigando cerca de 790 mil habitantes segundo estimativa do IBGE em 2017 e gerou 3,4% do Produto Interno Bruto – PIB no ano de 2015. É formada por um eixo de urbanização quase continuo entre as regiões de Campinas e São Paulo, servida por um complexo viário que permite acesso aos principais aeroportos do Estado, sendo uma região intensamente industrializada e destacando-se no cenário estadual pela sua relevância na logística de distribuição e potencial industrial.

Localização do Estado de São Paulo no país Fonte: KissPNG/Editado pelo autor

1.2 IBGE Segundo dados do IBGE o município de Jundiaí possui: ..População estimada 2017: 409.497 ..População no último censo 2010: 370.126 ..Densidade Demográfica 2010 (hab /km²): 858,42 ..Área de unidade territorial 2016: 431,207 km² ..Arborização de vias públicas 2010: 81,60 % ..Urbanização de vias públicas 2010: 69,20 %

AUJ São Paulo

Localização da AUJ (Aglomeração Urbana de Jundiaí) e distância com a capital São Paulo Fonte: KissPNG/Editado pelo autor

Louveira Jarinu

Itupeva Jundiaí

Campo Limpo Várzea Paulista Paulista

Cabreúva

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Mapa Arborização de Vias Públicas Fonte: IBGE

Mapa de Aglomeração Urbana de Jundiaí Fonte: Fonte Emplasa - Editado pelo autor


Rodovia Anhanguera Rodovia dos Bandeirantes Rod. Vice Presidente hermenegildo Tonoli Rod. Dom Gabriel P. Bueno Couto Rod. JoĂŁo Cereser Ă rea do Projeto

Mapa Principais Rodovias Fonte: Realizado pelo Autor

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HISTÓRICO

Inaugurada a Ferrovia Santos-Jundiaí Inaugurada a Cia. Paulista de Estradas de Ferro Inaugurada a Cia. Ituana Inaugurada a Cia. Itatibense Inaugurada a Cia. Bragantina Chegada de equipamentos públicos como a energia elétrica e telefone, além da estruturação do abastecimento de água.Nos anos de 1930 e 1940 ocorreu o impulso industrial, principalmente relacionado a metalúrgia

Linha do Tempo Fonte: Desenvolvido Pelo Autor

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Melhores casas eram de Taipa e terra, as mais simples de pau a pique, cobertas por sapé

Século XX

Economia se limitava a pequenas lavouras de subsistência

Chegada dos primeiros colonizadores

1890 1890 1873 1872 1867 Século XVIII Século XIX

1615

Habitada por povos indígenas que se dedicavam a produção de milho

Século XVII

1.3 LINHA DO TEMPO DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ

Produção cafeeira ganhou força promovendo o crescimento da cidade


HISTÓRICO 1.4 OCUPAÇÃO DO VARJÃO O Varjão esta localizado próximo ao leito do Rio Jundiaí, configurando uma área de várzea e alagadiça, o solo fértil e a abundancia em água são algumas condições presentes nessa área. Segundo Natália Pereira de Oliveira em sua tese “Da resistência sobre os trilhos à luta no processo de urbanização: o ‘Novo Horizonte’ do Varjão, Jundiaí-SP” ano 2014, ela explica que conforme registros da história do local os primeiros moradores da área de várzea, entre a ferrovia e o Rio Jundiaí foram os japoneses no período do pós Guerra Mundial, em meados de 1920, nessa área eles cultivavam hortaliças, morango e arroz. Em meados de 1960 e 1970 a região é marcada pela decadência nas atividades realizadas ali, em especial as atividades agrícolas, uma das explicações é a inovação técnica produtiva implantada em outras regiões do estado, esse fator foi visto como uma possibilidade atrativa para os imigrantes que mudaram do município em busca de prosperar. Com a modernização do campo e industrialização acelerada, muitas ferrovias foram substituídas por rodovias, esse processo de falência aconteceu com a Ferrovia Paulista S.A - FEPASA. No trecho em estudo é o trecho da antiga Sorocabana, esse abandono criou condições para a formação do varjão. Com o aumento da imigração das populações de regiões vizinhas para Jundiaí, e o fato do município não ser planejado para receber e acomodar a toda essa população, esses trabalhadores se viram forçados a buscar espaços onde poderiam sobreviver, partindo então para as áreas periféricas da cidade.

Assim se inicia as autoconstruções em mutirão dos barracos sobre os trilhos, essa ocupação gerou inúmeros conflitos, de um lado os “invasores” que construíam suas casas ao longo da madrugada, e do outro os funcionários da Cia ferroviária que desmanchavam as construções durante o dia. Com o declínio e desativação das ferrovias acarretou a falência das empresas que cuidavam dos trilhos, gerando abandono. Com o rápido crescimento da região os moradores começaram a se organizar em prol de reivindicações para o bairro, em meados de 1980 os moradores criam uma associação que busca conquistar elementos como água encanada e energia elétrica. Nesse mesmo período solicitaram asfalto para a avenida, porem conquistaram esse recurso apenas na primeira década do século XXI. Atualmente a população do Novo Horizonte luta pela posse de terra e regularização dos lotes. A avenida do Varjão é um eixo estruturador do bairro e possui extenso comprimento, cerca de 7km de extensão, seus lotes são pequenos e suas quadras estreitas, devido a apropriação irregular ao longo da história.

Morfologia das ocupações Fonte: Realizado Pelo Autor - 1 Semestre de 2018

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MACROZONEAMENTO

Mapa de Macrozoneamento Fonte: Prefeitura de Jundiaí Editado pelo Autor Localizaçãodo Projeto Macorozona de Estruturação e Qualificação Urbana Macrozona de proteção Ambiental, Hídrica e Desenvolvimento Rural

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Mapa Perimetro Fonte: Prefeitura de Jundiaí Editado pelo Autor Localizaçãodo Projeto

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Perimetro Urbano Perimetro Rural

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1.5 ZONEAMENTO O projeto desenvolvido está apoiado sobre o Plano Diretor Participativo - Ano 2016 e vai de encontro com as diretrizes propostas pelo mesmo. O recorte esta entre duas zonas, a primeira é a Zona de Expansão e Estruturação Urbana, a segunda é a Zona de Produção Agrícola e Desenvolvimento do Turismo Rural e Cultural. Abaixo está descrito de forma sucinta os objetivos de cada zona. Sobre a Subseção V – Zona de Expansão e Estruturação Urbana podemos dizer que seus principais objetivos são estimular a urbanização e o adensamento populacional nas áreas vazias, com diversidade social, infraestrutura, implantando novos equipamentos sociais e respeitando as condicionantes geológico-geotécnicas e de relevo. Incentivando uma centralidade e melhorando as ofertas de serviços, comércios e equipamentos comunitários, promovendo uma urbanização e regularização fundiária dos assentamentos. É de extrema importância destacar na subseção V- Zona de Expansão e Estruturação Urbana, Art. 27, Inciso VI o seguinte objetivo: “VI - efetivação da implantação do Parque Linear do Rio Jundiaí, a fim de garantir a recuperação e preservação ambiental da calha do Rio e revegetação da Área de Preservação Permanente (APP)”

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A outra zona existente no projeto é a Zona de Produção Agrícola e Desenvolvimento do Turismo Rural e Cultural, podemos citar alguns de seus objetivos principais, sendo eles a promoção e desenvolvimento rural com sustentabilidade ambiental e promoção do desenvolvimento do turismo rural, entre outros. Sobre essa zona vale destacar o Art.39, Inciso V que se refere as condicionantes ambientas, abaixo esta a descrição da lei: “V - conservação, preservação e recuperação dos fragmentos de vegetação nativa e das áreas de preservação permanente, viabilizando a configuração de corredores ecológicos;” Apoiado pelo zoneamento do plano diretor a implantação do projeto visa oferecer o que o mesmo descreve como lei, as diretrizes projetuais partiram de normas e leis que o próprio município descreve.


ZONEAMENTO

Mapa de Zoneamento Fonte: Prefeitura de Jundiaí Editado pelo Autor

0

500

1000

2000m

Localização do Projeto Zona De Expansão e Estruturação Urbana Zona de Produção Agrícola e Desenvolvimento do Turismo Rural e Cultural Zona de Desenvolvimento Periurbano 1 Zona de Desenvolvimento Periurbano 2 Zona Especial de Regularização Fundiária de Interesse Específico Zona Industrial e de Desenvolvimento Regional Urbano

37


Mapa aspectos do Sítio Fonte: Realizado pelo autor 0

500

1000m

Vias Arteriais Vias Coletoras Vias Locais Eixos Visuais da Serra do Japi Cia Saneamento Básico de Jundiaí (Mau cheiro proximo as residências) Apropriaçãodo Espaço Áreas com potencial paisagistico para implantação do projeto e Reflorestamento Área de Proteção Permanente

38

Cia de Saneamento Básico


ASPECTOS DO SÍTIO

39


Mapa de levantamento Fonte: Realizado pelo autor 0

500

1000m

Localizaçãodo Projeto Predominância do uso residencial (cerca de 90% sendo casas e 5% comércio informal) Zona Industrial Vazios Urbanos Maciços de vegetação Áreas passiveis de Intervenção Uso educacional Fazendas, chácaras e sítios Companhia de Saneamento básico Cteep - Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista Rio Jundiaí Rodovia dos Bandeirantes

40


LEVANTAMENTO

41


1.7 TEXTO LEVANTAMENTO No Novo Horizonte, a predominância do uso e ocupação é residencial, com algumas casas com comércios informais em sua entrada principal, geralmente esses comércios ocorrem dentro das garagens dos moradores. O bairro é carente de equipamentos públicos, fazendo com que seus moradores utilizem os bairros próximos, que prestam uma maior variedade de atividades e serviços. Uma característica levantada foi a grande apropriação da rua nos finais de semana, devido a carência de áreas de lazer as pessoas apropriam do espaço público, como se fossem extensões de suas casas. No recorte existe dois locais de grande influência na área, sendo eles o Linhão Elétrico e a Companhia de Saneamento Básico próxima ao rio. A segunda gera algumas problemáticas, como o cheiro forte do tratamento de esgoto, no qual foi levantado que embora a Cia de Saneamento cause problemas de odor, a mesma possui uma boa relação com os moradores, chegando a desenvolver atividades educacionais e serviços em todo o bairro.

Apropriação do espaço público - Clube do Pantera Fonte: Realizado pelo autor - 1 Semestre de 2018

42

Outra problemática levantada no diagnóstico, foi a relação dos usuários com o rio, em alguns locais existem concentrações de lixos e recicláveis que geram risco ambiental ao Rio Jundiaí e a saúde da população. É relevante informar que por se tratar de uma área de várzea, é comum ocorrências de enchentes, no entanto o bairro não possui infraestrutura adequada que suporte a alagamentos, fazendo com que ocorra um acúmulo de água nas residências.


ComĂŠrcios informais Fonte: Realizado pelo autor - 1 Semestre de 2018

Morfologia da residĂŞncias Fonte: Realizado pelo autor - 1 Semestre de 2018

LinhĂŁo presente em todo o recorte Fonte: Realizado pelo autor - 1 Semestre de 2018

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REFERÊNCIAS PROJETUAIS

Jardim de Transição Fonte: realizado pelo autor - Viagem de estudos 2017

Arte Simbolismo Ressignificação Contemplação Multifuncionalidade Liberdade Diversidade Conexão


ARTE

INHOTIM Local: Brumadinho, Minas Gerais - Brasil Data: Idealizado em meados da década de 1980, aberto ao grande público em 2006 Fundador: Bernardo de Mello Paz Inhotim é um imenso complexo cultural que exibe um misto de Jardim Botânico e Centro de Arte Contemporânea, sendo um museu a céu aberto onde começou a ser estruturado em meados da década de 1980 pelo empresário Bernardo Paz. Com o tempo a propriedade privada se tornou um lugar singular. Todo o acervo de Inhotim é mobilizado para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para diversos públicos de distintas faixas etárias, construindo uma interlocução com a comunidade e seu entorno, gerando uma atuação multidisciplinar, sendo um agente propulsor de desenvolvimento social, econômico, educativo e cultural agindo de forma sustentável com a comunidade de Brumadinho e seus arredores. O instituto abriga um complexo museológico com uma serie de pavilhões e galerias com obras de arte e escultura, algumas expostas ao ar livre, oferecendo um novo modelo distante daquele dos museus urbanos, uma experiência associada ao desenvolvimento de uma relação espacial entre arte e natureza. Seu acervo possui trabalhos de Adriana Varejão, Elisa Bracher, Cildo Meireles, Tunga, Cristina Iglesias, Vik Muniz, Hélio Oiticica entre outros artistas. A excepcionalidade das obras de arte é marcada pela diversidade de propostas, o acervo de Inhotim abrange escultura, instalação, pintura, desenho, fotografia, filme vídeo, e está em permanente expansão. É composto por cerca de 700 obras, desenvolvidas por artistas de 30 nacionalidades. Em Inhotim os jardins são singulares, partindo de uma rara beleza e de um paisagismo que explora todas as possibilidades estéticas da botânica, para além da contemplação, funcionando como um campo para estudos 46

Obra: Beam Drop Inhotim Artista: Chris Burden Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

florísticos, catalogação de novas espécies, conservação in situ (seu ambiente) e ex situ (fora desse ambiente) e ações de educação ambiental. A introdução de espécies poucos conhecidas de forma paisagística é uma das estratégias utilizadas para divulgar e sensibilizar os visitantes sobre a importância da biodiversidade e estabelece uma vivencia ativa no espaço. Possuindo a maior coleção de espécies de plantas vivas entre os jardins botânicos brasileiros, nele existe aproximadamente 5.000 espécies que representam cerca de 28% das famílias botânicas conhecidas no planeta, dessas 1400 são só de palmeiras, tamanha diversidade faz de Inhotim um local único, transformando em um excelente ambiente para difusão de valores ambientais.

Vista do Lago de Inhotim Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

Obra: Sem título, 2000; Sem título, 2002; Sem título (Bronze 5), 2005, 2000 - 2005 Artista: Edgard de Souza Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017


ANÁLISE: Local que celebra e discute a vida, com obras capazes de trazer inúmeras questões e indagações, proporcionando a força e a inquietação da cultura contemporânea. Seu acervo botânico faz brotar um contato profundo entre o usuário e o espaço, sendo um agente transformador da difusão entre arte e natureza.

RELEVÂNCIA: Inhotim convida oespectador a percorrer seus jardins, mesclando suas apisagens e ambientes a arte contemporânea.

Jardim Desértico Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

Obra: Narcissus Garden Artistas: Yayoi Kusana Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

Lago de Inhotim Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

Obra: Invenção da cor, penetrável Magic Square # 5, De Luxe Artista: Hélio Oiticica Fonte: Autor - Viagem de estudos 2017

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SIMB OLISMO

SUPERKILEN Local: Noreboro, Copenhague - Dinamarca Data: 2012 Artistas/Paisagistas/Arquitetos: Superflex– Topotek1-Bjarke Ingels Group(BIG) Superkilen é um parque urbano de passagem que celebra a diversidade através das formas, cores e objetos, sendo um resultado da parceria do escritório BIG-Bjarke Ingels Group, com os arquitetos paisagistas da Topotek1 e dos artistas visuais da Superflex. A área se estende por 1 km e foi construída em Noreboro, um bairro boêmio de Copenhague onde se tem um uma rica diversidade cultural de etnias (cerca de 60 nacionalidades), que por meio de alguns itens distribuídos pelo parque foi sendo representada. Superkilen é um exercício colorido de construção comunitária e uma colagem das diversas histórias vindas de diferentes partes do planeta, que reconhecem o espaço e o utilizam da maneira que se sintam em casa. Os itens foram escolhidos com idéias locais e reuniões com a comunidade, alguns são objetos originais, enquanto outros são réplicas que seguem a regulamentação dinamarquesa. Todos os objetos são carregados de simbolismos, significados e são distribuídos conforme sua função. O envolvimento da comunidade contribuiu na criação dos itens, para que seu designer seja único e que não leve em conta idéias de um banco já existente de Copenhague.

Materiais do Piso Fonte: Topotek1

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Desenhos do Espaço Fonte: CNN

O parque é dividido em três seções sendo uma delas a “Praça Vermelha” bem colorida em tons de rosa e vermelho, onde nela ocorre atividades esportivas. Para uma maior apropriação do espaço algumas paredes dos prédios adjacentes foram pintadas com a mesma cor do piso. Ja a área central do parque é chamada de “O Mercado Negro”, local de convivência com bancos, mesas para jogos e churrasqueiras, tendo uma ligação com os mercados alimentícios do entorno, o ultimo local do Superkilen é o “Parque Verde” espaço que possui um extenso gramado, com parquinhos infantis e outras atividades que contribuem para uma integração social.

Quadra apartir de um novo olhar Fonte: CNN


Implantação Fonte: BIG

ANÁLISE: Os espaços e suas ligações, somado aos objetos culturais inseridos, levam o usuário uma sensação de pertencimento do local, se pensarmos que muitas dessas famílias deixaram seus países em busca de condições melhores, proporcionar a elas um ambiente que retome suas origens culturais é colaborar para uma apropriação do espaço, dando suporte para a qualidade de vida do indivíduo, favorecendo o respeito a diversidade étnica, além de estabelecer laços afetivos com a comunidade que ocupa o área. RELEVÂNCIA: Um ataque multicultural que explode de simbolismos espalhados em uma área que busca uma integração do usúario como espaço.

Distribuição no espaço Fonte: BIG

Placas com simbolismo Fonte: CNN

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RESSIGNIFICAÇÃO PARQUE DA JUVENTUDE Local: Av. Zachi Narchi – São Paulo – Brasil Data: 2003 - 2005 Arquiteta: Rosa Grena Kliass

O Parque da Juventude é um espaço de lazer para os moradores e visitantes da cidade de São Paulo, localizado em frente a estação de metrô Carandiru e a algumas quadras do Terminal Rodoviário Tietê (o maior da América Latina), o parque é de fácil acesso para toda população. O projeto é uma significativa e simbólica operação de reconversão de usos de um espaço, visto que em outro tempo a área era servida por um complexo penitenciário. O projeto e sua construção teve três fases de implantação e obra, sendo o Parque Esportivo, o Parque Central e o Parque Institucional, o primeiro foi implantado em uma área antes bem degradada e que era constituída pela ocupação do Hospital Penitenciário, atualmente suas quadras esportivas são cercadas por biombos metálicos descontínuos e transparentes, possui uma extensa pista de skate e uma marquise que o separa do restante do parque, para que esse setor seja utilizado noturnamente. O segundo setor é o Parque Central, tendo características naturalísticas com grande predominância de cobertura vegetal, além de grandes massas de porte arbóreo e extensos gramados, nessa área a presença de remanescentes estruturais das muralhas que cercava a antiga penitenciária ainda estão no local. Por último, o setor Parque Institucional possibilita uma diversificação do uso no parque, seus elementos principais são a ressignificação dos antigos edifícios da casa de detenção convertidos em edifícios culturais, além de uma grande praça que faz a ligação e da suporte ao uso dessas atividades educacionais, de cultura, formação profissional e abrigo de instituições que acontecem nesses edifícios. Alguns elementos ressignificam a paisagem no parque, o primeiro é presença dos morrotes gramados que conferem à área um caráter dinâmico e ao mesmo tempo bucólico, a paisagem 50

convida o visitante a percorrê-la, esses morrotes foram construídos com o entulho produzido na demolição da penitenciária. Outro elemento são as estruturas abandonadas do Carandiru II, preservadas como referencial histórico, se perdem em meio à massa arbórea que cresceu ao seu redor espontaneamente, tornando-se um local de reflexão e introspecção. Um último elemento é o passeio pela muralha, sendo erguido sobre os trechos inacabados dos muros de vigia da antiga penitenciaria, suas dimensões atingem quase 300 m de extensão, com aproximadamente 1 m de largura e 7 m de altura, criando um diálogo entre o usuário e a copa das árvores, para acessar esse passeio foram projetados grandes estruturas em madeira e aço corten, cuja cor vermelha e forte contrasta com o verde da vegetação e traz simbolismos da história do local.


ANÁLISE: O projeto é um ressignificador espacial, visto que seu local foi marcado por tragédias em seu passado e que graças ao olhar cuidadoso da Arquiteta Rosa Grena Kliass foi possível criar espaços que buscam valorizar sua história por meio de equipamentos culturais, de educação, esporte e lazer que intensificam as relações dos usuários. RELEVÂNCIA: Oportunidade de preservar a memória cultural e histórica, por meio de novos equipamentos antes nunca imaginados para aquele local.

As imagens dessa pagina e da seguinte, foram realizadas para a disciplina de Paisagismo, por um grupo de trabalho pelo qual eu fazia parte, o intuito era analisar o parque e apresentar em sala de aula. As fotos foram realizadas no segundo semestre de 2017.

51


C ONTEMPL AÇÃO PARQUE BURLE MARX Local: R. D. Helena Pereira de Moraes, Bairro Vila Andrade – São Paulo – Brasil Data: Núcleo original (ano 1956) – Parque (ano 1995) Autor: Núcleo Original - Roberto Burle Marx / Parque – Rosa Kliass e Luciano Fiaschi

O Parque Burle Marx foi inaugurado em 1995, porém o início de sua construção foi em meados de 1950, o mesmo foi planejado para ser o jardim da casa do empresário Francisco Pignatari e sua noiva Ira Von Furstenberg, devido alguns problemas o projeto realizado por Burle Marx não chegou a ser concluído, fazendo com que a propriedade ficasse abandonada durante décadas. Na década de 1980 a propriedade foi leiloada e vendida para uma empresa privada, por estar em uma região que passava pela expansão imobiliária, os atuais proprietários tinham o desejo de erguer um hotel e alguns prédios comerciais, porém a área é um dos poucos lugares de São Paulo em que possui remanescentes de Mata Atlântica, sendo uma região de proteção ambiental, com isso uma série de grupos ambientalistas junto com a população realizaram manifestações. O resultado foi que a empresa doou cerca de 30% da área para ser destinada a preservação e parque. Com o parque inauguração em 1995, a Prefeitura de São Paulo testou uma nova forma de gerenciamento, em que a iniciativa privada cuidasse do parque, porém o mesmo deveria

Diversidade e novas possibilidades Fonte: Foursquare

52

Diversidade nos caminhos e percursos Fonte: Foursquare

Extensos gramados Fonte: Foursquare

Jardim projetado por Burle Marx Fonte: Foursquare


ser um espaço público e de acesso a todos. A prefeitura então destinaria essa verba, em que cuidaria do parque para outros setores públicos como saúde e educação. Graças a essa iniciativa foi possível restaurar o projeto original de Burle Marx, quase 40 anos depois. Com esse investimento a empresa atraiu novos moradores para seus luxuosos edifícios da região, graças seu comprometimento em cuidar do parque. O Parque Burle Marx é um local essencialmente contemplativo, em que suas relações com a natureza exuberante é estimulada a todo tempo, suas atividades não incluem equipamentos esportivos e passeios com animais de estimação, porém o parque é um sucesso, pois investe em outras atividades, como festivais gastronômicos e trilhas na mata nativa. Seus mirantes, espelhos d’águas e murais criam relações entre os usuários e os espaços em momentos de caminhada ou corrida. Em seus 138 mil m² existem áreas que foram tombadas pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), além de espaços para relaxar e curtir a natureza, como gramados para deitar, ler e descansar. Suas atividades mensais oferecem aulas de Tai Chi Chuan, pilates e aulas de aquarela.

Playground Fonte: Sãopaulosaocom.br

Detalhe Pergolado Fonte: Pinterest

ANÁLISE: Planejar um parque a partir de algo existente foi um grande triunfo nesse projeto, o espaço trata de questões patrimoniais e ambientais, onde a contemplação, admiração e valorização da cultura brasileira é o ponto principal do projeto. Outra característica é a relação da iniciativa privada com o poder público, em que o espaço é mantido por empresas e seu uso é destinado a população. RELEVÂNCIA: Espaço de contemplação e valorização paisagística e ambiental, ao mesmo tempo que se torna pioneiro nas relações público-privada.

Food park Fonte: Sãopaulosaocom.br

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MULTIFUNCIONALIDADE

IBIRAPUERA Local: Bairro Ibirapuera – São Paulo/SP - Brasil Data: 1954 Autor: Diversos arquitetos, paisagistas, entre outros profissionais Referências para o projeto: - Marquise como elemento de conexão e diversidade de atividades em seu interior; - Traçado informal dos caminhos; - Extensos gramados; - Grandes áreas de massas arbóreas – Pulmão da cidade; - Diversificação nas atividades oferecidas no parque.

Vista áerea do Parque Ibirapuera Fonte: Turismo ETC

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Atividades do Museu de Arte Moderna de São Paulo em baixo da marquise do parque Fonte: MAM


LIBERDADE

PARQUE DO FLAMENGO (Parque brigadeiro Eduardo Gomes) Local: Av. Infante Dom Henrique – Bairro Flamengo – Rio de Janeiro/RJ - Brasil Data: 1961 Autor: Grupo de trabalho presidido pela Arquiteta Paisagista e Urbanista autodidata Maria Carlota de Macedo Soares (Lota de Macedo) Referências para o projeto: - Utilização de um parque como instrumento de planejamento urbano, em que orienta a administração pública e particular; - Tem como premissa projetual, contribuir para a qualidade de vida, contendo a especulação imobiliária e possibilitando a reconciliação dos cidadãos com a cidade; - Conceito de “Parque vivo” definindo espaços específicos para crianças, adolescentes, adultos e idosos, favorecendo o uso em diversos horários; - Áreas sem atividades pré-definidas para que os próprios usuários deem o uso e possam sentir-se livres; - Parque como um símbolo para a cidade.

Caminho dos pedestres sobre os carros Fonte: Pinterest Vista áerea do Parque Fonte: Arq. Futuro

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DIVERSIDADE

PRAÇA ROOSEVELT Local: Praça Franklin Roosevelt – Bairro Bela Vista – São Paulo/SP - Brasil Data: 1970 – Projeto de referência sendo de 2012 Arquitetos: Borelli & Merigo Referências para o projeto: - Convivência entre grupos diferentes no mesmo espaço; - Integração com as ruas e calçadas do entorno, eliminando as barreiras visuais, além da atenção para a acessibilidade; - Participação da sociedade nas tomadas de decisões, ocorrida por meio de audiências publicas entre a Prefeitura e representantes dos moradores da região; - Valorização da diversidade do local, vinda pela busca em atender os diversos públicos; - Premissa de uma identidade plural e diversa.

CONEXÃO EMERALD NECKLACE Local: Boston - EUA Data: Entre 1878 e 1895 Arquiteto: Frederick Law Olmsted Referências para o projeto: - O projeto é fruto de um trabalho coletivo, partindo da resposta dos cidadãos para o desenvolvimento de projetos e ideias para melhorar a cidade. - Uso de faixa vegetada que atravessa todos os bairros periféricos de Boston para orientar o crescimento; - Ligação do centro da cidade ao campo através de parkways (via larga densamente arborizada); - Criação de cinturões-verdes circundando a cidade; - Projeto da paisagem a partir da construção coletiva e fusão entre infraestrutura e paisagem.

Mapa atual do Emerald Necklace Fonte: Greening the gray

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Espaço da Praça Rosevelt Fonte: Estadão


Variedade de Espaços da Praça Roosevelt Fonte: G1 Globo

Vista áerea da Praça Roosevelt Fonte: Notícias da Paulicéia

57


ESTUDO PRELIMINAR

Estudos do projeto Fonte: Realizado pelo Autor


CONCEITO O projeto tem como conceito a arquitetura da paisagem e o paisagismo urbano, assumindo a função de preservação do meio ambiente no vetor oeste de Jundiaí, implementando um parque de proteção ambiental que dê condições para a recuperação do espaço. Além disso, o projeto deve ser observado como um elemento que oferece condições para uma vida mais saudável dentro da cidade. Para os moradores é pensado o fortalecimento da apropriação do espaço, criando conexões do parque com as casas dos mesmos, desenvolvendo um vínculo que une os sentidos do corpo do usuário com o projeto.

60


PARTIDO Partido 1 – Paisagismo de Reflorestamento: Para as áreas pré-definidas para o reflorestamento é realizado uma seleção de espécies nativas dos biomas presentes na região e distribuídos de forma a desenhar a paisagem, gerando cenários que mudam de tamanho e cor ao longo das estações. A ideia é desenvolver um reflorestamento que converse com o espaço e com a população e que a mesma sinta que aquele espaço pertence a todos. Partido 2 – Paisagismo Tropical: Para as demais áreas do parque é aplicado um paisagismo tropical, utilizando de palmeiras diversas e folhagens que tragam frescor e muita cor para os ambientes, também é pensado em espelhos d’águas com espécies aquáticas para trazer esse clima fresco para dentro do parque. Partido 3 – Conexões: Serão utilizados dois tipos de conexões a primeira é a criação de um calçadão ao longo da Av. do Varjão, a ideia é ser uma conexão com ciclovia, pista de corrida entre outros equipamentos, que convide as pessoas a entrarem no parque. A segunda conexão é realizada dentro do parque por uma ciclovia e por trilhas na mata, gerando novas opções de trajetos para o público.

Croquis pag 58/59 - Propostas de paisagens Fonte: Realizado pelo Autor

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IDÉIAS LEVANTADAS

ARQUITETURA DA PAISAGEM Natureza Projetar com o Rio

Rio Jundiaí

Desenho de piso convidativo

Diversos Caminhos

Paisagismo

Água

Contato

Proteção Ambiental

Transporte Alternativo

Espaços Atrativos

Diversos Públicos Diversas Atividades

Reestruturação das vias

Urbano

Moradores

Pedestre

Apropriação do espaço

Espaço Público como extensão de suas casas

Contemplação Esportes

Social

Eixos

Planos de visão

Paisagem muda a cada estação

Serra do Japi Caminhos Sensoriais 5 sentidos Visão Olfato Tato Audição

62

Ciclovia

Paladar


PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO Ao longo do desenvolvimento projetual foram sendo realizados exercícios de observação da paisagem, na busca da compreensão do espaço, aprimorando o olhar de diferentes formas de representação, realizando croquis de diversas maneiras e materiais. Alguns demandaram maior tempo, pois a proposta era compreender a paisagem em seus mínimos detalhes, outros partiram da praticidade, realizando croquis de forma mais rápida e desconstruída, tentando representar apenas os elementos mais marcantes.

Paisagem Serra - Lápis de cor sobre vegetal e base papel milimetrado Fonte: Realizado pelo Autor

Croqui de estudo em nanquim preto Fonte: Realizado pelo Autor

Croqui de estudo da Paisagem - Lago dos Padres Bragança Paulista - Grafite Fonte: Realizado pelo Autor

63


PRIMEIRAS PROPOSTAS A direita (pag 63) proposta de espaço para o parque Fonte: Realizado pelo Autor

A imagem acima é uma das propostas de conexões do parque. A ideia é que se projete caminhos com diferentes texturas de espécies vegetais para que o usuário tenha uma experiência nova cada vez que passar pelo local Fonte: Realizado pelo Autor

64

Ao lado (pag 63) Estudo volumetrico e proposta das formações vegetais Fonte: Realizado pelo Autor


65


PROJETO

Proposta de espaรงos Fonte: Realizado pelo Autor


Mapa de diretrizes Fonte: Realizado pelo autor Rio Jundiaí Maciços de Vegetação

68

Projeto a micro prazo: Reflorestamento

Rodovia dos Bandeirantes

Implantação do Parque Ecológio e Paisagístico do Rio Jundiaí

Rodovia Anhanguera

Estruturação da Via Conexão dentro do parque por ciclovias e trilhas

Projeto a curto prazo: Implantar um corredor ecológico em áreas com maciços de vegetação e conectar o projeto ao Parque Botânico Tulipas


DIRETRIZES

0

Projeto a médio prazo: Reflorestar a margem do Rio Jundiaí em áreas já urbanizadas, inserir vegetações nas principais avenidas e conectar todo o projeto ao Parque do Engordadouro.

500

1000m

Projeto a longo prazo: Reflorestar as margens do Rio Jundiaí em áreas já urbanizadas, conectar os maciços de vegetação para a continuação do corredor ecológico e conectar o projeto ao Parque da Cidade e ao Jardim Botânico de Jundiaí

69


Mapa Distribuição do Programa Fonte: Realizado pelo autor 0

250

9

O projeto apresentado adiante se trata apenas do proj. a micro prazo. Os proj. a curto, médio e longo prazo são apenas diretrizes para o futuro.

11

42

500m

43 25 33 19

18 20

39

11

38 16

28 29

5 10

13

44 26 32 6 8 12 39 22

29 5

42

5

42

42

42

42

42 URBANO: 1 - Novas quadras 2 - Reestruturação das vias 3 - Novo zoneamento 4 - Calçadões 5 - Pontos de ônibus

70

ESPORTE: RELAÇÕES: 6 - Pista de skate 17 - Espaço para feira/Foodtruck 7 - Quadras de futebol 18 - Playground 8 - Equipamentos de ginastica 19- Marquise 9 - Trilha ( ) 20 - Churrasqueiras + Quiosques 10 - Ciclovia térrea 21 - Fogueira de Chão 11 - Ciclovia áerea 22 - Pomar 12 - Pista de patinação 23 - Palco 13 - Pista de Corrida 24 - Praia Urbana 14 - Quadras de vôlei 25 - Mesa para jogos 16 - Arborismo 26 - Horta


PROGRAMA

9 38 14 7 17 1

42

35 41

42

30 46 3

39

36

9

10 24

46 11 5 45

42 28

27 21 37 40 31 34 17 29

23

38

39 COMTEMPLATIVO: 27 - Deck de contemplação 28 - Espelhos d’águas 29 - Gramados 30 - Jardins 31 - Eixos Serra do Japi + Mirante 32 - Orquidário 33 - Rede de Caminhos 34 - Recantos Sinuosos 35 - Pérgula 36 - Relógio de Sol

EQUIPAMENTOS: AMBIENTAL: 37 - Ponte 42 - Reflorestamento 38 - Estacionamentos 43 - Área alagável 39 - Sanitários + Fraldário + 44 - Viveiro de Mudas Lactário 45 - Bicas 40 - Muretas 46 - Nascentes 41 - Talude 47 - Faixa de Proteção do Rio Jundiaí

71


MACIÇOS DE VEGETAÇÃO SETOR I - PROTEÇÃO SETOR II - FAMÍLIA SETOR III -EDUCACIONAL SETOR IV - MOVIMENTO 72

SETOR V - ZEN


SETORIZAÇÃO

0

250

500m

Mapa setorização Fonte: Realizado pelo autor

73


Implantação Setor II - Família Fonte: Realizado pelo autor 0 10

50m

1 - Mata Nativa

1

2 - Reflorestamento

5

3 - Gramados

2

4 - Rede de Caminhos 5 - Ciclovia Áerea + Trilha 6 - Ciclovia Térrea 7 - Playground 8 - Mesas para jogos 9 - Quiosques + Churrasqueiras

2 1

10 - Marquise 11 - Sanitários + Fraldário + Lactário 12 - Ponto de ônibus 13 - Estacionamento

1

74

6


IMPLANTAÇÃO SETOR II - FAMILIA

1 1 6 2 8 3

12

4

9 11 7

13

10

75


Ligação do setor com a E.E Alessandra Cristina Rodrigues De Oliveira Pezzato

E.E Alessandra Cristina Rodrigues De Oliveira Pezzato

1 - Pomar 2 - Horta 3 - Viveiro de mudas 4 - Orquidário 5 - Academia ao arlivre 6 - Pista de patinação 7 - Pista de Skate 8- Sanitários + Fraldário + Lactário 9 - Ponto de ônibus 76

1

2

3


IMPLANTAÇÃO SETOR III - EDUCACIONAL

Ligação do setor com a Av. do Varjão

9 4

8

5

6

Implantação Setor III - Educacional Fonte: Realizado pelo autor

7

0 10

50m

77


Implantação Setor IV - Movimento Fonte: Realizado pelo autor 0 10

50m

1 1 - Mata Nativa 2 - Reflorestamento 3 - Gramados 4 - Jardins 5 - Ciclovia Áerea + Trilha 6 - Ciclovia Térrea

5

2

7 - Quadras de Futebeol 8 - Quadras de vôlei 9 - Espaço para feira/Foodtruck 10 - Pergolado

4 3

11 - Sanitários + Fraldário + Lactário 12 - Ponto de ônibus 13 - Estacionamento

6

Nascentes + Área de Proteção

7

8

Novas Quadras Relógio de sol

12 78

10


IMPLANTAÇÃO SETOR IV - MOVIMENTO

9 11

13

79


Implantação Setor V - Zen Fonte: Realizado pelo autor 0 10

50m

1 - Mata Nativa

1

2

2 - Reflorestamento 3 - Gramados 4 - Recantos sinuosos 5 - Bicas 6 - Ciclovia Térrea 7 - Espaço para feira/Foodtruck

1

8 - Palco 9 - Ponte 10 - Fogueira de chão

2

11 - Deck de Contemplação 12 - Sanitários + Fraldário + Lactário 13 - Ponto de ônibus 14 - Estacionamento Nascentes + Área de Proteção Clube do Pantera

80

13


IMPLANTAÇÃO SETOR V - ZEN

Ligação com o bairro Jardim das Tulipas

11 9 6 8 3 5

10

1

4 7 12

14

Bairro Novo Horizonte

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PROPOSTA DE REESTRUTURAÇÃO NA AVENIDA DO VARJÃO

Proposta de reestruturação da avenida. Fonte: Realizado pelo autor

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Mapa de localização da via Fonte: Google Maps - Editado pelo autor

Parque

Calçadão 4,00m

Ciclovia 2,00m

Via 2 3,50m

Canteiro 2,00m

Via 1 3,50m

Faixa exclusiva ônibus 3,50m

Dimensões da proposta Fonte: Realizado pelo autor

Estacionamento 2,50m

Calçada 2,50m

Lotes

Situação atual da Avenida do Varjão Fonte: Google Maps - Editado pelo autor

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Tabela de espécies árboreas utilizadas no projeto e para reflorestamento Nome

Dimensões

Caesalpinia leiostachya – Pau ferro

10m 12 - 28m

Caesalpinia peltophoroides – Sibipiruna

Nativas da Mata Atlântica

8m até 28m Lecythis pisonis - Sapucaia

No inverno a sapucaia perde suas folhas permitindo a passagem de luz, aquecendo o espaço.

10m 5 - 15m

Foto

Uso

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

pode chegar até50m

Paubrasilia echinata - Pau brasil

Projeto e Reflorestamento

9m acima de 12m

Projeto e Reflorestamento

Schinus molle Aroeira salsa

16 m 4 - 8m

Tibouchina granulosa Quaresmeira

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6 m 7 - 12m

Projeto e Reflorestamento

Detalhe

Curiosidade - O pau-ferro é muito visado para o paisagismo por suas características ornamentais e de sombreamento. - A floração ocorre de setembro a novembro; - Possui características ecológicas e facilidade de germinação, contribuindo para reflorestamento. - Floração emmeados de setembro; - Flores nascem em cachos e são andróginas, ou seja, possuem os 2 sexos separadamente na mesma flor. - Floração ocorre na primavera; - Atualmente o pau-brasil é uma espécie ameaçada de extinção, que é dificilmente encontrada em seu habitat natural - Os frutos são muito usados na culinária com nome de pimenta rosa, mas não são pimentas verdadeiras, seu sabor não é picante, podendo ser usados para aromatizar peixes e decorar sorvetes. - A floração ocorre duas vezes por ano, no outono e na primavera; - Originária da mata atlântica.


Tabela de espécies árboreas utilizadas no projeto e para reflorestamento Nome

Dimensões

Anadenanthera colubrina – Angico

5m 10 - 15 m

Nativas do Cerrado

Cecropia pachystachya – Embaúba

5m 8 - 16 m

Cordia glabrata - Louro preto

5m até 16 m

Dipteryx alata - Baru Nativa do cerrado e zonas de transição deste com a mata atlântica.

8m até 20 m

Uso

Detalhe

Curiosidade

Projeto e Reflorestamento

- Fruto atrai insetos que são procurados pelos pássaros; - Floresce em Setembro.

Projeto e Reflorestamento

- Considerada por muitos a árvore mais atraente para fauna, por esse motivos, é procurada por ambientalistas e observadores de aves, já que tem um papel fundamental para o ecossistema local.

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

- Floração de Julho a setembro; -Árvore ornamental, que perde totalmente as flolhas no período de floração, quando se cobre inteira de pequenas e alvas flores.

- Espécie ameaçada de extinção devido à extração predatória da madeira; - A inflorescências surge em meados da primavera até o início do verão.

- Excelente efeito paisagís-

Erythrina speciosa – Molungo

4m 2-5m

Erythrina verna – Canivete

Foto

8m até 14 m

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

tico, pois além da beleza, produz boa sombra no verão e permite a passagem de luz no inverno.

- Floresce a partir do final do mês de agosto prolongando-se até dezembro. - Os frutos amadurecem em janeiro e fevereiro.

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Tabela de espécies árboreas utilizadas no projeto e para reflorestamento Nome

Dimensões

Humiria balsamifera Umiri bálsamo

6m 10 - 15 m

Jacaranda caroba – Caroba

Nativas do Cerrado

5m 5 - 10 m

Physocalymma scaberrimum Cega machado

Pseudobombax longiflorum – Embiriçu

5m 5 - 10 m

4m até 25m

Tabebuia aurea - Ipê amarelo

5m até 10m

Tabebuia roseoalba - Ipê branco

5m 6- 12m

86

Foto

Uso

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Projeto e Reflorestamento

Detalhe

Curiosidade - Produz repelente natural de alta eficiência; - Cientistas comprovaram que o composto natural do umiri evita as picadas dos mosquitos Aedes aegypti e Anopheles stephens. - A infusão das folhas é usada contra a sífilis e a decocção em banhos nas ulcerações dérmicas

- Crescimento rápido, com um espetáculo florido duradouro nos finais de inverno.

- Flor muito atrativa para aves, em especial para o Beija-Flor, que a visita várias vezes ao dia.

- Considerado simbolo nacional pois floresce na semana da patria, 7 de setembro; - Citado na obra Macunaíma de Mário de Andrade o ipê é consagrado como símbolo de força e resistência. - A floração do ipê branco dura, em média, quatro dias (quando não, menos), enquanto as espécies de outras cores (roxa e amarela, sobretudo), vão de uma semana a 10 dias.


Tabela de espécies árboreas utilizadas no projeto Nome

Dimensões

Delonix regia – Flamboyant

Foto

Uso

Projeto

Projeto

- O segredo por trás do colorido está na forma como ela vai se descascando e revelando as partes coloridas.

Estacionamento

- É uma árvore apropriada para o paisagismo urbano, em estacionamentos, rodovias, praças e parques.

Outros tipos de árvores

8m acima de 12m

Hovenia dulcis - Uva do japão

5m 6 - 12m

Schizolobium parahyba Guapuruvu

Projeto

8m acima de 12m

Tabebuia impetiginosa – Ipê roxo

Projeto

5m 6 - 9m

Curiosidade - A floração ocorre na primavera e verão; - Seu crescimento é bastante rápido, chegando a 1,5 metros por ano.

10m 6 - 12 m

Eucalyptus deglupta Eucalipto Arco-íris

Detalhe

- Sua floração é atrativa para as abelhas; - As inflorescências surgem de agosto a novembro; - Rápido crescimento.

- A floração inicia-se no fim do inverno e no início da primavera; - Sua floração atrai atrai polinizadores, como beija-flores e abelhas.

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Tabela de palmeiras utilizadas no projeto e reflorestamento Dimensões

Euterpe edulis - Juçara

5m 8 - 15m

Lytocaryum weddellianum - Palmeira de petropolis

2m 1 - 3m

Outros tipos de palmeiras

Areca vestiaria – Areca dourada

Uso

Nome

Projeto e Reflorestamento

Ravenala madagascariensis - Árvore do viajante

Projeto e Reflorestamento

Rhapis excelsa – Palmeira ráfia

Projeto 3m 3 - 6m

Bismarckia nobilis Palmeira azul

Projeto 6m acima de 12m

Phoenix roebelenii – Tamareira de jardim

Projeto 4m 1 - 4m

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Foto

Outros tipos de palmeiras

Nativas da Mata Atlântica

Nome

Roystonea oleracea Palmeira imperial

Washingtonia filifera – Palmeira de saia da Califórnia

Wodyetia bifurcata Palmeira rabo de raposa

Dimensões

Foto

Uso

Projeto 6m - acima de 12m

Projeto 1m 1 - 3m

6m ac ima de 12m

Projeto

Projeto 4m 12 - 20m

Projeto 4m 6 - 9m


Tabela de forrações do projeto. Nome Acalypha reptans – Rabo de gato Alternanthera brasiliana ‘little ruby’ – Lutiela

Forrações naturais

Arachis repens – Grama amendoim Festuca glauca Festuca azul

Dimensões

cresce: 15 - 20cm

cresce: 30 - 50cm

cresce: 10 - 20 cm

cresce: até 15 cm

Hedera Canariensis cresce: 4 m de

Foto

Uso

Época de floração

Detalhe

Forrações ao longo Durante o ano do projeto todo

Forrações ao longo do projeto

Forrações ao longo do projeto

Forrações ao longo do projeto

Não se aplica

Primavera e verão

Não de aplica

Forrações ao longo Não se aplica do projeto

comprimento

Ophiopogon japonicus – Grama preta Tradescantia pallida Trapoeraba roxa Tradescantia zebrina – Lambari Zoysia japonica - Grama esmeralda

cresce: 20 - 30cm

cresce: 30 - 40cm

cresce: 15 - 20cm

cresce: até 15cm

Forrações ao longo Não se aplica do projeto

Forrações ao longo Durante o ano do projeto todo

Forrações ao longo Durante o ano do projeto todo

Forrações ao longo do projeto

Não se aplica

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Tabela de espécies utilizadas nos jardins e reflorestamento Nome

Dimensões

Foto

Uso

Jardins e Reflorestamento

Aechmea blanchetiana Porto seguro

Nativas da Mata Atlântica

40 - 90 cm

Clusia fluminensis – Clusia

Curiosidade - Suas folhas são laminares formando um vaso capaz de acumular até um litro de água; - Possuindo espinhos em toda margem.

Jardins e Reflorestamento

- A clúsia pode ter o porte de arbusto ou arvoreta, podendo atingir 6 metros de altura se não for podada; - Floresce no verão atraindo diversos polinizadores.

Jardins e Reflorestamento

- Nativa da Mata Atlântica - Espécie rústica, que exige tratos culturais mínimos.

1-6m

Justicia scheidweileri Camarão rosa

Detalhe

30 - 60 cm

Jardins e Reflorestamento

Philodendron bipinnatifidum - Guaimbé 3 - 4,7 m

90

- Suas folhas são gigantes e recortadas, o que a torna uma planta escultural.


Tabela de espécies utilizadas nos jardins e reflorestamento Nome

Dimensões

Aristida longiseta Capim Barba de bode

Foto

Uso

Jardins e Reflorestamento

Nativas do Cerrado

20 - 80cm

Lychnophora ericoides Arnica do cerrado

Jardins e Reflorestamento até 3m

Jardins e Reflorestamento

Pterandra pyroidea

Detalhe

Curiosidade - Crescimento no final da primavera; - Potencial ornamental devido ao seu aspecto entouceirado, porte baixo e extrema resistência à seca. - Espécie quase ameaçada de extinção; - Planta medicinal e aromática; - Devido seu porte e forma pode ser utilizada como planta ornamental. - Subarbusto

até 2m

Jardins e Reflorestamento

Vriesea atra até 1m

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Tabela de espécies utilizadas nos jardins Nome

Dimensões

Agapanthus africanusAgapanto

Foto

Uso

Jardins

Outros tipos de espécies

60 - 90cm

Agave attenuata – Agave dragão

Agave attenuata – Agave dragão Berberis thunbergii - Berbére japonês

Jardins 1,2 - 1,8m

Jardins 1,2 - 1,8m

Sansevieria trifasciata Espada-de são jorge

- Ideal para maciços e bordaduras a pleno sol crescimento no final da primavera. - Muito utilizada no paisagismo, em composição com outras plantas ou em maciços; - Inflorescência longa e cilíndrica com muitas florezinha. - Deve ocupar uma posição de destaque no jardim; - Caráter escultural; - Sua flor pode chegar até 7m de altura.

0,40 - 1,80m

1,2 - 3,6m

- Se bem adubada e irrigada, produz flores durante o ano todo, mas principalmente nos meses mais quentes

Jardins

Jardins

Jardins

- Planta trepadeira; - Pode ser usada no chão ou abraçando uma árvore ou palmeira.

6 - 12 m

Jardins 0,4 - 0,9cm

Tradescantia spathacea – Abacaxi Roxo

Jardins 0,3 - 0,6cm

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Curiosidade

- Os frutos se formam no outono; - A floração começa na primavera; - Excelente para a formação de cercas vivas

Heliconia rostrata Helicônia

Monstera deliciosa – Costela de adão

Detalhe

- Resistência extrema e excelente planta para jardins de baixa manutenção; - Utilizada na cultura popular como excelente protetor espiritual. - Floresce na primavera e verão; - O colorido e a textura da sua folhagem riam contrastes interessantes; - Perfeito para jardins rochosos


Tabela de espécies frutíferas utilizadas no Pomar e Reflorestamento Nome Campomanesia guaviroba Gabiroba

Campomanesia phaea Cambuci

Nativas da Mata Atlântica

Eugenia brasiliensis Lam – Grumixama

Eugenia candolleana Cambuí roxo Eugenia involucrata Cereja do rio grande Eugenia neonitida Sobral – Pitangatuba Eugenia pyriformis Cambess – Uvaia

Eugenia uniflora - Pitangueira

Psidium cattleianum Sabine – Araçá

Dimensões

5m 5 - 8m

4m 3 - 5m

5m 6 - 20m

2m 2 - 4m

3m 5 - 15m

1m 1 - 2m

3m 3 - 12m

3m 2 - 10m

3m 1 - 9m

Foto

Uso

J

Messes de Floração e Frutificação F M A M J J A S O N D

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

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Tabela de espécies frutíferas utilizadas no Pomar e Reflorestamento Nome Brosimum gaudichaudii Mama cadela

Byrsonima crassifólia Murici

Nativas do Cerrado

Caryocar brasiliense – Pequi Eugenia calycina Cereja do cerrado Eugenia dysenterica – Cagaita Eugenia klotzschiana Pêra do campo

Mauritia flexuosa Buriti

Salacia elliptica - Bacupari do Cerrado

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Dimensões

2m 2 - 8m

2m 1 - 5m

4m 3 - 12m

1m 0,80 - 2m

5m 4 - 11m

5m 0,5 - 1,5m

4m até 30m

2m 0,8m - 4m

Foto

Uso Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

Pomar e Reflorestamento

J

Messes de Floração e Frutificação F M A M J J A S O N D


Tabela de espécies frutíferas utilizadas no Pomar Nome

Citrus limon Limão Citrus reticulata blanco Tangerina Ponkan

Outros tipos de árvores frutíferas

Citrus sinensis – Laranja

Diospyros kaki Caqui

Mangifera indica - Manga

Morus nigra Amoreira negra

Musa acuminata ‘Dwarf Cavendish – Banana nanica Persea americana – Abacate

Psidium guajava – Goiaba

Dimensões

Foto

Uso

J

Messes de Floração e Frutificação F M A M J J A S O N D

Pomar 2m 3 - 6m Pomar 2m até 4m Pomar 4m 6 - 9m Pomar 9m 9 - 12m Pomar 10m 12 -30m Pomar 4m 3 - 12m Pomar 2m 2 - 4m Pomar 8m 12 - 30 m Pomar 3m 3 - 4m

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Tabela de espécies utilizadas no Orquidário e Reflorestamento

Nativas da Mata Atlântica

Nome

Brasiliorchis schunkea na Orquídea negra

Gomesa crispa Micro orquídea Gomesa crispa

Foto

Uso

Curiosidade

- Floresce no verão e a floração dura em torno de 20 dias, normalmente florescem Orquidário mais de uma vez por ano; e refloresta- A orquídea negra é um mito, não mento existe nenhuma orquídea em que a cor predominante seja preta. - Floresce nos messes de inverno;

Orquidário - É uma micro orquídea brasileira; e refloresta- - Encontrada na região sudeste do Brasil, presa às úmidas e sombreadas árvores da mento

Mata Atlântica.

Miltonia spectabilis

- Época de floração na Primavera; - Durante a floração normalmente ela gera Orquidário uma flor, com um tamanho que pode variar e reflorestaentre 8 e 10cm de diâmetro; mento - Em latim spectabilis significa espetacular; - Flores levemente perfumadas.

Acianthera ochreata

Orquidário - Planta de fácil cultivo; e refloresta- - Inflorescências mais curtas e flores mais curtas. mento

Nativas do Cerrado

- Encontrada em diversas áreas do cerrado;

Cyrtopodium eugenii

Epidendrum cristatum

- Erva terrestre; Orquidário - Ocorre em ambientes de meia-sombra e refloresta- sobre campos arenosos, cerrado ralos e ambiente rupestre mento

Orquidário - Floresce no verão; e refloresta- - Crescimento entouceirado; mento

- Prefere um ambiente de mata sombreada

Zygopetalum sincoranum

Orquidário pela intensa folhagem da copa das arvores e e refloresta- em locais saturados de umidade; mento - Também vegeta em frestas de rochas onde

acumulam-se detritos vegetais.

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Tabela de espécies aquáticas utilizadas nos espelhos d’água

Espécies aquáticas utilizadas por Roberto Burle Marx

Nome

Nelumbo nucifera Lótus

Pistia Stratiotes - Alface d’água

Thalia geniculata

Victoria amazonica

Foto

Uso

Espelhos d’água

Espelhos d’água

Espelhos d’água

Espelhos d’água

Detalhe

Curiosidade - Conhecida pela longevidade das suas sementes, que podem germinar após 13 séculos; - Repleta de significados religiosos e míticos. No budismo, devido ao seu ciclo de vida, simboliza a vida eterna e a renovação.

- Rústica e pouco exigente; - Utilizada como folha sagrada nos rituais da cultura afro brasileira, principalmente no preparo de água sagrada.

- Partes da planta são utilizadas na medicina popular.

- Suas folhas são circulares, enormes, podendo alcançar 2,5 metros de diâmetro, e flutuantes, com bordos elevados em até 10 cm, que revelam a página inferior espinhenta e avermelhada; - As flores são lindas, grandes e perfumadas e surgem no verão, durando apenas 48 horas.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SIQUEIRA, VERA BEATRIZ. Burle Marx espaços da arte brasileira. 1 ed. São Paulo: Editora Cosac Naify, 2006


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA - ABBUD, BENEDITO. Criando Paisagens Guia de Trabalho em arquitetura paisagistica. 4 ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2006. - ASCHER, FRANÇOIS. Os novos princípios do urbanismo. 1 ed. São Paulo: Editora Romano Guerra, 2010. - FRASER, Tom; BANKS, Adam. O guia completo da cor. 2 ed. São Paulo: Editora Senac, 2007. - HUTCHISON, Edward. O desenho no projeto da paisagem. 1 ed. Editora: Gustavo Gili, 2012. - JACOBS, JANE. Morte e vida de grandes cidades. 3 ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fonstes Ltda. - LEENHARDT, Jacques (ORG.). Nos Jardins de Burle Marx. 1 ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 2018. - LORENZI, Harri; FILHO, Luiz Emygdio de Mello. As plantas Tropicais de R. Burle Marx. 1 ed. São Paulo: Editora Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2001. - MACEDO, Silvio Soares Macedo; SAKATA, Francine Gramacho. Parques Urbanos no Brasil. 3 ed. São Paulo Editora: Editora da Universidade de São Paulo, 2010. - ROBBA, Fabio; MACEDO, Silvio Soares. Praças Brasileiras. 3 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2010. FILMES Flores Raras (Brasil) Direção: Bruno Barreto Ano de produção: 2012 Oscar Niemeyer - A Vida É Um Sopro(Brasil) Direção: Fabiano Maciel Ano de produção: 2006 TED Amanda Burden: Como os espaços públicos fazem as cidades funcionarem Direção: TED Ideas Worth Spreading Ano de Produção: 2014

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MEIOS ELETRÔNICOS - ÁREAS VERDES - https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ blog-do-Planeta/noticia/2015/11/como-areas-verdes-nascidades-geram-beneficios-para-saude.html; ultimo acesso em 16/03/2018 - ÁRVORES FRUTIFERAS DA MATA ATLÂNTICA- http:// nodeoito.com/11-frutas-da-mata-atlantica-que-todo-brasileirodeveria-conhecer/ último acesso em 15/11/2018 - ÁRVORES FRUTIFERAS DA MATA ATLÂNTICA - http:// somosverdes.com.br/07-frutas-da-mata-atlantica-que-todobrasileiro-deveria-conhecer/ último acesso em 05/10/2018 - ÁRVORES FRUTIFERAS DA MATA ATLÂNTICA - https:// www.todafruta.com.br último acesso em 26/10/2018 - BIOMA MATA ATLÂNTICA - https://www.sosma.org.br/ último acesso em 14/09/2018 - BIOMAS - http://www.mma.gov.br/biomas último acesso em 25/11/2018 - BIOMAS BRASILEIROS - https://guiadoestudante.abril. com.br/estudo/resumo-de-geografia-biomas-brasileirosfloresta-amazonica-cerrado-e-mata-atlantica/ último acesso em 12/11/2018 - COR - https://www.significadosbr.com.br/cores; último acesso em 23/08/2018 - COR VERDE - https://www.significados.com.br/cor-verde/; último acesso em 23/03/2018 - ESPÉCIES DE ÁRVORES, PALMEIRAS E PLANTAS - http:// www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=597 último acesso em 20/11/2018 - ESPÉCIES DE ÁRVORES, PALMEIRAS E PLANTAS - https:// www.jardineiro.net/ último acesso em 09/10/2018 - FRUTAS DO CERRADO - http://nodeoito.com/11-frutas-docerrado-que-todo-brasileiro-deveria-conhecer/ último acesso em 21/11/2018 - HISTÓRIA JUNDIAÍ - https://jundiai.sp.gov.br/a-cidade/ historia/; último acesso em 06/04/2018 http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/ arquitextos/07.079/288; último acesso em 09/10/2018 - INHOTIM - http://tvbrasil.ebc.com.br/conhecendomuseus/ episodio/instituto-inhotim; último acesso em 23/03/2018 101


- INHOTIM - http://www.areasverdesdascidades.com.br/2015/12/ fundacao-do-instituto-cultural-inhotim.html; último acesso em 23/03/2018 - INHOTIM - http://www.inhotim.org.br/inhotim/jardimbotanico/jardim-botanico/; último acesso em 23/03/2028 - INHOTIM - http://www.inhotim.org.br/inhotim/sobre/historico/; último acesso em 23/03/2018 - INHOTIM - https://artmotiv.org/2015/06/29/inhotim-profundarelevancia-para-a-arte-contemporanea-brasileira/; último acesso em 23/03/2018 - INHOTIM - https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/ Mundo/noticia/2014/12/o-que-voce-precisa-saber-sobre-oinhotim.html; último acesso em 23/03/2018 - INHOTIM - https://www.historiadasartes.com/sala-dosprofessores/instituto-inhotim/; último acesso em 23/03/2018 - MAPA JUNDIAÍ - https://jundiai.sp.gov.br/assistencia-edesenvolvimento-social/wp-content/uploads/sites/5/2017/05/ MAPA_0.1.pdf; último acesso em 06/04/2018 - MATA ATLÂNTICA - https://www.sosma.org.br/projeto/atlasda-mata-atlantica/; último acesso em 06/04/2018 - MEIO AMBIENTE - http://www.ambiente.sp.gov.br/sifesp/; último acesso em 06/04/2018 - PAISAGISMO - http://au17.pini.com.br/arquiteturaurbanismo/223/artigo271204-2.aspx; último acesso em 23/03/2018 - PARQUE BURLE MARX - https://passeiosbaratosemsp.com.br/6motivos-para-visitar-o-parque-burle-marx-na-zona-sul-de-saopaulo/; último acesso em 03/09/2018 - PARQUE DA JUVENTUDE - http://www.vitruvius.com.br/ revistas/read/projetos/14.162/5213; último acesso em 15/08/2018 - PARQUE DO FLAMENGO - http://www.vitruvius.com.br/ revistas/read/minhacidade/13.147/4504; último acesso em 09/10/2018 - PLANO DIRETOR - https://jundiai.sp.gov.br/planejamento-emeio-ambiente/plano-diretor-e-zoneamento/ último acesso em 15/03/2018 - PLANTAS DA MATA ATLÂNTICA - https://www.climatempo. com.br/noticia/2017/07/07/5-plantas-da-mata-atlantica-parapaisagismo-em-apartamentos-6016 último acesso em 12/11/2018 - PROGRAMA VERDE E AZUL - http://verdeazuldigital.sp.gov.br/ site/pontuacoes/; último acesso em 06/04/2018 102


- SUPERKILEN - http://novoambiente.com/blog/superkilenprojeto-urbano-e-projeto-humano/; ultimo acesso em 21/03/2018 - SUPERKILEN - https://edition.cnn.com/travel/article/ copenhagen-surreal-park/index.html; último acesso em 21/03/2018 - SUPERKILEN - https://www.architonic.com/en/story/valentinaciuffi-the-park-of-parks-copenhagen-s-superkilen/7000731; último acesso em 21/03/2018 PERIÓDICOS - BONZI, Ramón Stock. Emerald Necklace - Infraestrutura Urbana Projetada como Paisagem. Revista LABVERDE n°9, Pag 107 - 127. Dezembro de 2014 ANAIS - OLIVEIRA, Natália Pereira de, Da resistência sobre os trilhos à luta no processo de urbanização: o ‘Novo Horizonte’ do Varjão, Jundiaí-SP. Apresentado no VII Congresso Brasileiro de Geógrafos. Vitória/ES - Ano 2014.

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Obrigado.


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Arquitetura da Paisagem - Parque Ecológico e Paisagístico do Rio Jundiaí  

Uma das possibilidades da arquitetura da paisagem é desenvolver lugares e paisagens, que direcionam da melhor forma o olhar do espectador a...

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