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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER

Ele a deixou ir uma vez. Desta vez ele estรก jogando pra valer.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie Colter perseguiu o pôr do sol em todo o mundo uma vez. Até Max. Juntos, eles eram uma perfeita tempestade de desejo e ela se deleitava na beleza do fogo. Então, ele desapareceu sem nenhuma palavra, e a traição a levou de volta para casa, para lamber suas feridas. Quem diria que ele teria a ousadia de mostrar a cara no bar do seu irmão. Max Wilder imaginava que merecia o gancho de direita de Callie em sua mandíbula, mas isso não mudava nada. Ele teve suas razões para segui-la por toda a Europa e fazê-la se apaixonar por ele. Mas quando ela tomou tudo que lhe deu e ofereceu mais, ela mudou todas as regras e ele não teve escolha a não ser deixá-la. Mas agora está de volta e desta vez pelas razões certas. Callie está zangada, magoada e ainda impotente contra a investida implacável de Max. Ele não vai se contentar com nada menos que sua completa rendição — e seu amor. Só quando ela voltar para seus braços, ele será verdadeiramente feliz e a maldita verdade pode fcar guardada e a salvo. Exceto que a verdade tem um modo de rastejar para a superfície, e agora Max pode estar fora de uma segunda chance.

Disp. e Tradução: Rachael Revisoras Iniciais e Finais: Claudia, Lu Machado e Dyllan Formatação: Dyllan Logo/Arte: Dyllan

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Capítulo Um O Mountain Pass Bar e Grill, estava pulando como rãs durante a época do acasalamento. Era início do verão e a temporada de esqui tinha passado, mas a pequena cidade de Clyde ainda conseguia puxar os turistas das grandes cidades vizinhas. Sem mencionar, que sexta-feira era a noite local, quando todos os moradores de Clyde decidiam se soltarem e beber um pouco. Callie Colter deslizou outra bebida pelo bar onde um cliente esperava e em seguida carregou a bandeja da garçonete com uma rodada de cerveja e a enviou para a multidão. Aproveitando-se da calmaria momentânea, ela se encostou contra o balcão e examinou a massa de gente que se amontoava no Mountain Pass. A banda ao vivo tocava uma estridente música country, o que deixava a pista de dança lotada de pessoas dançando em linha. Uma habilidade que Callie nunca sentiu a necessidade de aprender. Nem se tivesse a habilidade, porque tinha o ritmo de uma lesma. E realmente, essa coisa toda de dançar em linha? Ela ainda estava marcada por ter que assistir a um flme realmente piegas de George Strait 1 — cortesia de seus irmãos. 1

George Strait - http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Strait

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Sua mãe jurava que Callie era a única multicultural da família. E ela esteve em todo o mundo, mas a realidade é que era uma pessoa caseira de coração e não existia nenhum lugar melhor que o santuário de sua família — tão esquisito quanto era. E então ali estava ela, lambendo suas feridas e pensando sobre os idiotas do sexo masculino. Muito divertido se você considerar que ela tinha três — sim, três — pais e três irmãos, e nenhum deles, caía sob o rótulo de idiota, e não, ela não estava sendo tendenciosa, embora isso não signifcasse que o resto da população masculina não sofresse da doença. Ela se inclinou para enxugar as mãos na toalha pendurada em sua cintura quando a música parou. Levantou o olhar para ver o movimento do baterista para ela, que eles tomariam cinco. Ela assentiu e foi pegar a rodada de cerveja para os membros da banda. “Oi, Callie.” A voz rouca sussurrou em seus ouvidos, lhe enviando calafrios pescoço abaixo. Ela congelou e sua mão fcou imóvel na torneira do barril de chope. Não podia ser. De jeito nenhum Max estava ali em sua pequena cidade, no bar de Dillon. Ela puxou a mão para trás e praguejou quando a cerveja espumou sobre o vidro. Então rapidamente ergueu a cabeça, certa que tinha imaginado aquela voz. Um par de olhos verdes de caçador, rodeado por um conjunto de cílios escuros que fariam uma mulher chorar de inveja, a encaravam de volta penetrantes. Ela arregalou os olhos e abriu a boca para Max Wilder, que estava arrogantemente do outro lado do bar como se esperasse que ela caísse aos seus pés ou gritasse de prazer por vê-lo. Seria um dia frio no inferno antes dela fazer qualquer dos dois. Ela estreitou os olhos, e ele devia ter visto alguma sugestão de boas vindas em sua recepção porque levantou a mão como se fosse para ela abaixar a guarda. “Nós precisamos conversar, Callie.” “Besteira.” Os olhos dele se arregalaram de surpresa e ela se debruçou para frente, entortando o dedo para que ele se aproximasse. Olhando-a cautelosamente, ele se curvou em direção a ela e pareceu como se fosse falar novamente. Ela embalou o punho e bateu tão forte quanto pôde, a cabeça dele estalou para trás e a dor explodiu em seus dedos. Ele levou a mão ao queixo e cambaleou para trás. “Filho da puta! Droga, Callie, dê-me uma chance de explicar.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você tem dois segundos para dar o fora do meu bar ou vou chamar os policiais. E mencionei que meu irmão é o xerife?” Carl, seu segurança, empurrou o corpo enorme entre Max e o bar, bloqueando a visão dela. “Você ouviu à senhora. Saia.” Callie se esticou para olhar ao redor de Carl. Ainda esfregando a mandíbula, Max deu um passo para trás, seus olhos brilhando enquanto a encaravam. Ele olhou para os lados da montanha que era Carl e em seguida de volta para ela e ergueu uma sobrancelha. “Você acha honestamente que ele vai me afastar de você?” Callie fez uma careta. Carl se eriçou e deu um passo em direção a Max e este não parecia tão preocupado — um fato que a preocupou bastante. Max era um cafajeste. Não que ele se parecesse com um. Não era tão musculoso e não tinha um tronco de árvore como pescoço como Carl, mas ele era rápido e destemido. Ele sabia que era um cafajeste, o que o fazia ainda mais aos olhos de Callie. Sua mandíbula estava apertada numa linha, o que o fazia parecer teimoso. Ela vira aquele olhar vezes o sufciente. Também provara aquele queixo forte e lambera o caminho de sua boca até sua orelha, mordiscando em toda parte entre eles. Ainda podia sentir a leve barba em sua língua, pelo amor de Deus. Ela também testemunhara o que acontecia quando ele fcava zangado. “Não me faça chamar meu irmão, Max. Não é possível que pense que vale à pena passar a noite na cadeia.” As narinas dele se dilataram por um momento enquanto seu olhar a perfurava. Ele devia saber que ela não fazia ameaças vazias e podia ser tão teimosa quanto ele. O senhor sabia que eles batiam cabeça com frequência o sufciente e, ela nunca voltava atrás. Exceto no quarto. Sempre no quarto. Um calor percorreu por seu corpo, e ela esperou como o inferno que a iluminação de neon em torno do bar disfarçasse seu rubor. A última coisa que queria fazer era mostrar qualquer sinal que estava agitada pela aparição súbita dele. “Isso não está acabado.” Ele rebateu. “O inferno que não está. Não tenho nada para dizer a você, Max.” Por um minuto ela realmente pensou que havia uma dor genuína em seus olhos que não tinha nada a ver com o fato de ter batido em seu rosto. O que era um absurdo, dado que ele tinha fodido com sua vida, não o contrário.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela fexionou os dedos e esfregou sua mão enquanto Carl escoltava Max até a porta da frente. “Estou começando a achar que você tem difculdades para controlar a raiva, Callie.” Paul Woodrow arrastou a voz enquanto se debruçava contra o bar próximo a ela. Callie olhou zangada para o bar tender que trabalhava meio período. Bom para ele aparecer agora. Se tivesse vindo trabalhar na hora certa, ela não estaria ali quando Max entrou. “Eu não o lancei pela janela.” Paul riu. “Boa coisa. Dillon não fcaria feliz se tivesse que repor mais vidros.” Ela agitou a mão dolorida e virou de lado para se controlar. Estava mais agitada pelo aparecimento de Max que gostaria de admitir. Vê-lo novamente depois de tanto tempo foi um completo choque. Por que ele apareceu agora? Ele nem mesmo rastejou. Praticamente a ordenou que conversasse com ele. Como se ela fosse. Max não gritava ordens. Nunca levantou sua voz e não tinha que fazê-lo. Ela foi mais do que feliz em fazer qualquer coisa que ele quisesse. Ela se sentiu constrangida e apertou os olhos, fechando-os. Sim, foi mais que feliz em servi-lo, e tudo que conseguiu foi uma dose saudável de estupidez. Abriu os olhos para ver Paul olhando-a curiosamente, enquanto fazia as bebidas. Ela fez uma careta e se virou. Alguns meses antes, logo depois de ter voltado sorrateiramente para casa para rastejar debaixo de uma pedra, ela lançou um garoto espertinho da faculdade pela janela da frente do bar. A vantagem era que aquelas pessoas fcavam relutantes em começar uma briga quando ela estava cuidando do bar. O lado ruim era que agora sua família a observava mais de perto por sinais que ela estivesse latindo para a lua ou espumando pela boca. “Você está bem, Callie?” Carl perguntou de repente. Ela olhou para cima. “Sim. Não é nada demais e já cuidei disso.” “Quer que eu chame Dillon?” Ela negou e fez uma careta. “Já cuidei disso. Não há razão para aborrecê-lo. Sou perfeitamente capaz de controlar o bar e a última coisa que preciso é dele ou de Seth em cima de mim quando eu estiver tentando trabalhar.” Carl grunhiu. “Ter o xerife por perto não é uma coisa ruim.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Oh, qual é.” Ela bufou. “Nada acontece por aqui e desde que Seth tomou o controle como xerife, tem sido chato como o inferno. Clyde esta noite foi tão empolgante, como quando viram que joguei o cara pela janela. Todo mundo vai me agradecer por quebrar a monotonia.” “Então quem ele era?” Os lábios de Callie se apertaram. “Ninguém importante.” Por vários longos minutos, ela fcou olhando fxamente para a porta onde Max tinha partido. Por que ele veio? Por que agora? Ela tinha desperdiçado bastante tempo lastimando sobre ele. Aprendera com a idade e a falta de experiência de sua parte, mas aquele não era um erro que planejava cometer novamente. Max Wilder podia arrastar-se de volta para a Itália ou a Grécia ou para o inferno pelo qual ele a abandonara. Ela estava envergonhada por lembrar quanto tempo esperou que ele voltasse antes de ter uma pista e perceber que ele a abandonara. “Você vai sair agora, Callie? Eu posso dar conta aqui.” Paul disse. “Sim, eu sei que você pode.” Ela murmurou. “Está ocupado, entretanto. Ficarei por aqui no caso de haver mais problemas.” Ela particularmente não queria estar ali, mas não queria sair por aquela porta com a chance de Max estar lá, esperando por ela. Uma coisa era dar conta dele dentro de um bar lotado. Cara a cara? Não que ele fosse machucá-la, mas ele não era um homem que aceitava como resposta um não quando queria alguma coisa. Callie não estava certa do que ele queria, exatamente, e seria uma idiota se fosse descobrir. Quando fechou o bar às duas da manhã, ela estava exausta e não tinha como subir a montanha para a cabana de seus pais. Também não queria ir cair no sofá dos seus irmãos. Eles todos estariam dormindo. Ela riu. Era de se espantar como sua mãe conseguia lidar com três homens. Lily, sua cunhada, fazia o mesmo com seus irmãos, enquanto ela não conseguia nem administrar uma relação com um só homem. Tinha certeza que as pessoas da cidade, inferno talvez até mesmo de sua própria família, se perguntavam se ela nutria o desejo de se casar com mais de um homem. Havia provavelmente uma aposta em algum lugar para se saber com quantos homens ela iria terminar. Amava seus pais e seus irmãos sinceramente, mas não tinha a mínima ideia de como sua mãe e Lily conseguiam aquilo. Ter mais de um homem em casa a deixaria louca, era excesso de testosterona. Muitos machos mal-humorados para ter que lidar. Egos demais. Também muito mais poses, brigas e toda a agravação.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER No entanto, sua mãe e Lily estavam felizes, então ela era toda para isso. Para eles. Desde que não lhe fosse esperado manter a bizarra tradição. Arrastou-se de volta para o escritório de Dillon depois de apagar as luzes. Ele tinha um sofá que às vezes ele mesmo dormia nele — bem, isso foi antes de Lily entrar em cena, porque atualmente ele corria para casa todas as tardes para passar um tempo com sua nova esposa. Uma ou duas noites por semana, ele vinha para trabalhar no bar e dar a Callie uma noite de folga, mas a verdade era que as noites de folga só serviam para lhe dar mais tempo para pensar besteiras e se fcasse ocupada, não inventava razões aceitáveis do porque Max a largou friamente em um país estrangeiro. Pegou uma garrafa de água do frigobar da mesa de Dillon e então se estabeleceu no sofá, sem nem mesmo se incomodar de se despir. Apoiou os pés em cima da borda, bebeu toda a água da garrafa e então se recostou para fechar os olhos. E tudo que pôde ver foi aquele momento onde olhou para cima e viu Max de pé do outro lado do bar parecendo para ela tão sensual como sempre. Foi totalmente fascinada por ele desde o dia em que o conheceu. Ele era mais velho, um pouco sério, mas possuía extremidades sufcientes ásperas para seu olhar polido fazê-la babar. Era forte e confante, e oh, mas confança em um homem é super sensual. Ele gostava das coisas do jeito dele e, na verdade, ela também. Agora, olhando para trás, ela fcou mortifcada por quanto controle desistiu em torno dele. Ninguém que a conhecia nunca acreditaria na mulher que ela se tornou nos braços dele. Isso era o que mais a incomodava. Ele fez dela outra pessoa, fez com que precisasse dele, e depois foi embora. E agora ele achava que eles tinham algo para conversar? Ela rosnou baixinho. “Vá dormir Callie. Você irá ver Lily amanhã e se sentirá melhor.” Infelizmente, ela se obedeceu tão bem quanto obedecia a todos os outros.

Max Wilder examinou o queixo no espelho e sacudiu a cabeça. Uma risada escapou e então ele estremeceu. A pequena puta acertou seu lábio inferior no soco.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele não devia ter esperado nada menos de Callie. Ela era ardente, impulsiva, agarrava a vida com as duas mãos, amava intensamente, mas também era capaz de guardar rancor para sempre. Com um suspiro, ele saiu do banheiro com uma toalha ao redor dos quadris. As acomodações eram medíocres no melhor de Clyde. Inferno, teve sorte por ter conseguido um quarto, dado que só havia um hotel. Havia cidades muito mais agradáveis e que tinham mais apelo para turistas, entretanto ele não estaria perto de Callie. Tinha muito chão para cobrir com ela, e a julgar por esta noite, aquilo ia se tornar uma conversa rápida. A mulher era letal. E estava tão malditamente linda, que fez o seu peito doer. Sentira a falta dela. Todo maldito dia em que eles estiveram separados, ele sentira a falta dela até que ela era tudo aquilo que consumia seus pensamentos. Esqueceu-se da razão pela qual a tinha perseguido inicialmente. Aquilo não mais importava. Não importou desde a primeira vez em que fez amor com ela e reconheceu sua outra metade. Aquilo era cafona, exagerado e ele não dava à mínima. Callie era dele. Ele cometeu erros. Erros que custaram aos dois mais do que ele podia imaginar, mas ela era sua, e ele tinha toda a intenção de reafrmar sua reivindicação sobre ela. Aquilo beirava a obsessão. Sua necessidade de possuí-la, para marcá-la. Para reivindicar seu direito — novamente. Desta vez… desta vez ele não a deixaria ir. Nunca mais. Ele simplesmente não era inteiro sem ela. Dor — e remorso — pesavam em seu coração. A ideia de que anteciparia uma promessa feita para o homem que o criou como seu próprio, aquilo que poria de lado a pedido de sua mãe ao morrer. Ela sussurrou um pedido de desculpas por não ter esperado pela herança que devia pertencer a ele, sua irmã e aos flhos deles. Ele se considerava um homem honrado. Um homem que colocava sua família acima de tudo. Mas o que fzera — o que considerou fazer — para Callie não fora honrado. Não importava o que ele não fez — ou não pôde — ir através disso. Quebrar sua palavra também não fora honrado, mas a partir do momento em que pôs os olhos nela, segurou-a em seus braços, que tomou o que ela tão docemente ofereceu, ele soube. Ele soube que não podia tê-la e também a sua honra quando aquilo vinha para sua família. Ele escolheu Callie. Sempre a escolheria.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Só tinha que convencê-la do fato, sem que ela nunca soubesse da verdadeira razão do ocasional encontro deles na Europa. Só a machucaria, e Max faria qualquer coisa no mundo para nunca mais machucá-la novamente como ele fez, indo embora. Mesmo que seus motivos fossem sólidos e ele tivera muito que considerar no tempo em que fcaram separados. Ela pensou que ele não a amava o sufciente. A maldita verdade era que ele a amava muito.

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Capítulo Dois Callie despertou com uma dor nas costas e mal humorada. Odiou dormir no sofá. O que era um tanto quanto engraçado quando pensou sobre alguns dos lugares que dormia quando viajava. Dormia nas estações de trem, albergues com camas que rangiam, e acampou bastante. Mas um sofá? Preferia dormir no chão. Cambaleou para fora do escritório de Dillon, consultou o relógio e decidiu que não era cedo demais para se dirigir até Lily. O que ela realmente precisava era de um lugar só seu. Não que se importasse de fcar com sua família. Ela os amava separadamente e seus pais gostavam dela descaradamente. Dividia seu tempo entre seus pais, Lily e a casa dos seus irmãos, mas eles realmente não podiam acomodá-la por tanto tempo. Não até que as reformas estivessem terminadas e até lá, esperava estar mais perto do seu próprio sonho. Prometera a si mesma, no entanto, que economizaria cada centavo que ganhava para construir sua casa dos sonhos no Prado da Callie, o pedaço de terra onde nasceu. A terra que lhe foi dada por seus pais. Ela viajou muito e sempre foi um espírito inquieto, mas viajou com muita economia, e sempre soube que um dia se estabeleceria ali na montanha, cercada por sua família. Nesse meio tempo, construiu sua poupança e sonhou com a casa que construiria em seu campo. Era uma disputa acirrada para saber se queria dirigir até seus pais para tomar um banho e se fazer mais apresentável antes de ir para a casa de Dillon ver Lily ou simplesmente aparecer na casa de seus irmãos e arriscar que eles lhe dessem o terceiro nível. Pelo menos lá tinha Lily para apoiá-la, e lidar com seus irmãos mais velhos e super protetores era muito melhor que uma mãe preocupada. Holly Colter era como uma leoa quando se tratava de seus flhos, não importava o quanto estavam crescidos, ainda eram seus flhotes e ela os tratava como tal. Callie sorriu quando pensou em sua mãe. Às vezes não havia nada mais doce que um abraço de mãe e realmente tornava tudo melhor. Subiria a montanha mais tarde para visitar sua mãe e dizer olá para seus pais, mas no momento tinha que ir ver Lily, tomar um banho e desabafar um pouco.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Lily era umas das pessoas mais doces que ela conhecia. Tinha aquele jeito de apenas olhar pra você e fazê-lo sentir que tudo fcaria bem. E ela passou o inferno na terra, Callie respeitava isso. Ela saberia exatamente de onde Callie estava vindo e a escutaria e, nesse exato momento, realmente precisava de alguém que a escutasse. Pulou em sua SVU, a mesmo que dirigia desde que conseguiu sua licença de motorista, e se afastou do bar. Seus pais fzeram barulho sobre lhe conseguirem uma SVU nova porque não gostavam do fato dela dirigir um veículo tão antigo, mas ele corria bem e a lataria estava em excelente condição. Não havia necessidade para uma nova. Ela não podia pagar por uma e não queria que seus pais pagassem a conta, mesmo que eles pudessem. Ela pagava por seu próprio caminho desde que se estabelecera sozinha. Isso não iria mudar. Sabia que seus pais estavam desapontados por ela não ter seguido os passos de seus irmãos e ido para a faculdade, mas sempre soube que a universidade não era para ela. Era simplesmente muito rebelde e inquieta demais para sobreviver a quatro anos na escola. O segundo grau foi ruim o sufciente. Era inteligente e não tinha medo do trabalho duro. Tudo que realmente precisava era de sua casa em sua terra, assim que tivesse o dinheiro para isso, podia continuar a viajar e pegando trabalhos aqui e ali, sempre teria seu refúgio para voltar. Se Dillon não pudesse lhe dar trabalho o sufciente, sempre podia ajudar Michael em sua clínica veterinária. Aquilo estava crescendo aos trancos e barrancos, e ele fcaria muito mais ocupado quando o único outro veterinário da cidade se aposentasse no próximo ano. Parecia que todo mundo em sua família estava estabelecido, exceto ela. Seth estava fnalmente em casa, onde ele pertencia, depois de trabalhar como ofcial de polícia em Denver. Depois que ele conheceu Lily, voltou para Clyde e assumiu a posição de xerife de Lacey England, que se aposentou por causa dos problemas de saúde do seu marido. Callie estava a caminho da cura. Tinha lambido as feridas por muito tempo quanto fora possível e fnalmente tinha alcançado um mínimo de paz, e agora, Max apareceu e levou tudo embora. Maldito! Ela puxou para a garagem da cabana de Dillon e estacionou entre as várias SVUs. Sequer tentou endireitar sua aparência, sabia que estava parecendo como se estivesse de ressaca, mas havia pouca coisa que pudesse fazer a respeito disso no momento. Arrastou-se para os degraus e bateu. Momentos depois, Dillon abriu a porta e a encarou com aquele olhar de irmão mais velho que sempre a fazia se contorcer.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Noite ruim no bar?” Ela passou por ele. “Sim, algo assim. Lily está aqui?” “Ela está pintando.” Dillon disse. “Mas você pode entrar. Ela sempre fca feliz em ver você.” Callie sorriu para isso. O sentimento era totalmente recíproco. Lily era apenas… especial. Ela começou a se afastar, mas ele a chamou. “Vai me dizer o que houve no bar?” “Não joguei ninguém pela janela, não quebrei nada e não tive que chamar Seth. Então não há nada que você precise se preocupar.” “Se é o que diz.” Ela o ignorou e voltou para o escritório que Dillon havia convertido em estúdio para Lily. Bateu na porta e em seguida, enfou a cabeça para ver Lily olhando fxamente para a tela, seu lábio inferior preso entre os dentes em determinada concentração. “Posso entrar?” Lily ergueu o olhar e um largo sorriso se rompeu em seu rosto. “Callie! Claro que pode. É maravilhoso ver você.” Então franziu o cenho. “O que diabos aconteceu com você?” Ela sorriu ironicamente. “Pode me emprestar seu chuveiro e talvez uma muda de roupas? Não tive vontade de dirigir aquele caminho todo até mamãe e passei a noite no escritório de Dillon e pareço e me sinto como um lixo.” A preocupação ondulou a fronte de Lily. “Claro que pode. Pegue o que quiser do meu armário.” “Obrigada. Voltarei em alguns minutos.” Callie caminhou para o quarto onde Lily mantinha suas roupas e achou seu irmão Michael esparramado na cama lendo um livro. “Ei garota.” Michael disse enquanto a olhava por sobre o livro. “O que está fazendo?” “Lily disse que eu podia pegar emprestado algumas roupas e usar o chuveiro.” Ele franziu o cenho e a estudou por um minuto. “Não que eu me importe por você vir aqui, mas por que na terra parece que você dormiu com essas roupas?” “Porque foi o que fz? Acabei fcando no escritório do Dillon ontem à noite. Estava tarde quando fechamos e não tive vontade de dirigir até em casa.” “Você devia ter arrastado seu traseiro até aqui.” ele rosnou. “Não há nenhuma razão para ter dormido no bar. E se alguém entrar e tentar roubar o lugar, pelo amor de Deus?” Ela revirou os olhos e foi para o banheiro, fechando a porta antes que pudesse realmente se chatear. Amava seus irmãos sinceramente, e sempre foi especialmente mais próxima de Seth, mas

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER havia algumas coisas que não podia conversar com eles a respeito, sendo Max uma delas, porque iam querer chutar-lhe o traseiro se soubessem que ele estava ali, e ela não teria como segurá-los. Não gastou muito tempo no chuveiro, só o sufciente para lavar o cabelo e remover a sensação de sujeira de sua pele. Álcool e fumaça de cigarro faziam aquilo para você. Depois de vestir calças de moletom — porque Lily era muito pequena para ela caber em seus jeans — e uma das camisetas de Seth, ela enrolou uma toalha na cabeça e voltou para o quarto, aliviada que Michael não estava mais lá. Claro que ele provavelmente foi procurar Dillon e Seth assim podiam se reunir com ela depois. Deslizou corredor abaixo para o estúdio e fechou a porta. Lily ergueu o olhar. “Sente-se melhor?” “Dez vezes mais.” Ela disse. “Obrigada.” Ela se aproximou e se sentou no chão na frente de onde Lily estava pintando e colocou as palmas das mãos para trás para se apoiar. “No que está trabalhando?” Lily franziu a testa e fez um som de exasperação. “Eu gostaria de saber. Parece como uma grande bolha de nada. Não estou certa do que diabos eu estava pensando.” “Tenho certeza que é bonito.” Lily sorriu. “Você é tão doce para mim e tão boa para meu ego. Entre você e os rapazes, estarei convencida que sou a próxima Picasso.” Callie se inclinou ainda mais para trás até que estivesse deitada no chão. Então pôs suas mãos atrás da cabeça e olhou fxamente para o teto. “Posso lhe perguntar algo?” Ela a ouviu pôr de lado seu pincel. “Claro.” “Quando você foi ver Charles… foi uma sensação boa dizer-lhe tudo? Ou isso a fez se sentir pior?” Callie levantou os olhos para ver o olhar surpreso de Lily. Charles era o ex-marido dela e um completo bastardo. Ele colocou a culpa nela pela perda da flha deles, e Callie nunca fcou mais orgulhosa de Lily que quando ela foi confrontá-lo e lhe dizer o quanto ele estava errado. As sobrancelhas de Lily se estreitaram e ela apertou os lábios, pensando. “Eu realmente não sei, para ser honesta. Foi um dia muito emocionante para mim. Lembro-me de ter me sentido traída quando vi que ele tinha uma nova esposa e novos flhos. Eu estava com raiva, mas com o tempo tudo acabou e fquei apenas triste. Suponho que estava mais aliviada que qualquer coisa. Por que pergunta?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie fechou os olhos. Não estava certa de como se sentia depois de dizer a Max o que pensava dele. O problema era que Lily não estava apaixonada por Charles — não foi por anos. Ela não podia dizer o mesmo sobre Max. Oh, queria odiá-lo e o fez em alguns aspectos, mas sua traição ainda cortava fundo. Ainda era fresca e, de certa forma, parecia que foi ontem mesmo. “Callie?” Lily suavemente solicitou. Ela suspirou. “Lembra que lhe falei sobre ter me apaixonado por alguém e que ele me largou depois de conseguir o que queria?” Lily fez uma careta. “Sim, eu lembro.” “Eu o conheci quando estava na Europa. Seu nome era Max e ele era… ele era perfeito. Ou foi o que pensei. Era bonito, confante e arrogante. Era forte e tão dominante que me fazia tremer só por estar no mesmo quarto com ele.” Lily levantou-se calmamente e se sentou no chão ao lado dela. Deitou-se de modo que fcaram lado a lado e estendeu a mão para tomar a sua. “Eu me apaixonei tão rápido. Ele parecia estar tão dentro de mim, tão em sintonia com minhas necessidades. Dei a ele o controle total no quarto.” ela falou calmamente. “Eu me sentia tão querida e ele cuidou tão bem de mim. Ele disse que queria que fcássemos juntos e pensei que ele era único, quero dizer, quase liguei para minha mãe para dizer-lhe que encontrei o homem com quem ia me casar. Eu sei que parece horrivelmente ingênuo agora e me envergonho quando penso o quanto fui estúpida e tola.” Lily apertou sua mão. “Não faça isso. Não tenha vergonha porque deu a ele seu coração.” Callie a apertou de volta e seu peito se apertava pelo conforto que Lily lhe dava sem mesmo percebê-lo. “Nós passamos três semanas maravilhosas juntos. Foi tudo como um borrão. Itália, Grécia, exploramos muito. Passamos todos os momentos juntos e cada noite na cama dele. Era como um conto de fadas e nunca estive mais feliz. Então um dia ele disse que tinha recebido um telefonema e tinha que voltar para os Estados Unidos para uma emergência. Não me deu detalhes. Estava com muita pressa para partir, mas antes de ir, disse que eu esperasse que ele voltaria em alguns dias, uma semana no máximo. Ele voltaria e então fcaríamos juntos. Queria que eu apreciasse o resto das minhas férias. Ele nunca mais voltou.” Lily agarrou sua mão e a apertou ainda mais. “Eu o odeio.” Callie riu até que a dor das lágrimas fez seu nariz entupir. “Você não odeia ninguém, nem mesmo Charles, e se houvesse mesmo uma razão para odiar alguém, ele seria essa.” Lily fungou. “Eu realmente odeio o Max. Ele é um canalha por machucar você e acho que devíamos contar para os rapazes assim eles podiam bater nele. Seth podia achá-lo para você.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Ele está aqui.” Ela sussurrou. Lily se sentou e a olhou, com os olhos arregalados. “Aqui? Onde?” “Ele entrou no bar ontem à noite.” Lily franziu o cenho ferozmente e ela pareceu tão bonita, Callie deu uma risadinha apesar da tensão no ar. “Então ele deixou você na Europa, nunca mais voltou — ele ligou?” Ela agitou sua cabeça. “Eu esperei. Esperei por um mês inteiro e cancelei o resto da minha viagem para as outras partes da Europa por onde ia com a mochila nas costas porque queria estar lá onde ele me pediu para esperar. Gastei cada centavo que tinha usando no hotel porque fquei preocupada no caso dele voltar e eu não estar lá. Ele nunca ligou. Quando fnalmente encarei o fato que ele não ia voltar e que tinha brincado comigo, fquei arrasada. Não podia nem mesmo fcar com raiva dele porque fz aquilo tão repugnantemente fácil para ele. Estava furiosa comigo mesma.” “Oh não, Callie.” As lágrimas brilharam nos olhos de Lily quando ela cruzou as pernas e juntou suas mãos nas delas. “Você não pode se culpar porque ele foi um cretino. Que diabos ele queria ontem à noite? Teve muita coragem de aparecer aqui depois do que fez.” Lily estava vibrando de indignação e ela queria se sentar e apertá-la. Era tão bom ter alguém em quem confar, alguém a oferecer-lhe apoio incondicional. “Eu não sei o que ele quer.” Ela admitiu. “Disse que queria conversar. Ele não pediu, só exigiu. Está acostumado a conseguir o que quer. Eu bati nele e disse para ir embora.” A mão de Lily voou para sua boca e seus olhos brilharam de alegria. “Você bateu nele? Sério?” Callie assentiu. Lily deu uma gargalhada. “Oh meu Deus, eu queria estar lá para ver isto!” Então seu riso morreu e a fúria entrou em seu olhar. “Ele não machucou você, não é? Ele a tocou de alguma forma? Juro que se ele fez, vou fazer com que Seth o prenda. Depois de Michael e Dillon baterem nele.” Ela riu. “Você é tão sanguinária, eu gosto disso. Não, ele não me machucou. Por mais que ele tenha feito por mim emocionalmente, fsicamente nunca me machucaria. Ele… Ele foi sempre extremamente cuidadoso em não me machucar. Quando estávamos juntos ele era tão… protetor. Estava sempre tão concentrado em mim.” Lily puxou-lhe o braço até que ela se sentasse e em seguida, abraçou-a ferozmente e Callie se agarrou a ela. “Eu sinto tanto, Callie. Ele não a merece.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie lentamente se afastou. “Não, ele não me merece. Eu mereço coisa melhor do que aquilo que ele fez, mas ainda dói e não sei como fazer isso ir embora. Não vou ser capaz de lidar com isso ao vê-lo. Pensei que tinha me recomposto, então o vi novamente e aquilo tudo voltou.” Lily a puxou de volta em um abraço e balançou de um lado para outro. “Não sei como fazer isso parar de doer, não é algo que você pode simplesmente desligar. Leva tempo.” “Lily? Callie? Algo errado?” Callie empurrou o olhar para a porta para ver Seth de pé lá, uma carranca gravada profundamente em seu rosto. Lily a apertou tranquilizando-a e então se virou para seu marido. “São coisas de garotas.” Seth não pareceu impressionado ou posto aquilo de lado pela explicação. “Que tipo de coisas?” “Eu só precisava conversar com Lily.” Callie disse. “Eu sabia que ela me faria sentir melhor e ela faz.” Seth não estava contente por ter sido dispensado e olhou para as duas. Lily levantou-se do chão e depois estendeu a mão para ajudá-la. “Estou disposta a apostar que Dillon fez o café da manhã e é por isso que Seth veio aqui para começar. Estou certa?” Lily perguntou enquanto se virava para seu marido. Ele deu um pequeno aceno com a cabeça. Lily tomou-lhe a mão e depois a puxou até seu lado assim ela podia envolver o braço ao redor de sua cintura. “Então vamos conseguir algo para comer. Estou morrendo de fome e aposto que você também, Callie. Você nunca come bem quando trabalha no bar.” Ela sorriu pela nota exigente que ouviu na voz de sua cunhada. Isso a aqueceu até as pontas dos pés. “Eu já lhe disse o quanto foi bom você escolher esta mulher, velho irmão?” ela perguntou enquanto passavam por ele. “Não pense que estou deixando isso passar.” Seth disse em uma voz concisa. “Quero saber que inferno está acontecendo com você, Callie.” Ela revirou os olhos e continuou a andar pelo corredor com Lily ao seu lado.

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Capítulo Três A refeição foi desconfortável apesar da presença calorosa e da maneira tranquilizadora de Lily. Seus três irmãos a perfuravam olhando através dela até que se sentiu desmontada peça por peça. Tudo que ela podia fazer era calmamente comer sua comida e fngir que seu mundo não tinha mudado de eixo na noite anterior. A meio caminho disso, Dillon suspirou e pousou seu garfo. “Acho que você devia tirar esta noite de folga, Callie. Se eu não puder achar um bar tender para cobri-la, eu mesmo irei.” “Tudo bem.” Ela imediatamente lamentou sua fácil aquiescência. O acordo escapou nascido de seu alívio por não ter que enfrentar uma noite quando Max podia muito bem aparecer novamente pensando em emboscá-la. Ao contrário, devia ter fngido um show discutindo e então relutantemente acabaria cedendo. Porque agora seus irmãos tinham certeza que algo estava terrivelmente errado. “Eu pensei em ir até a casa da mamãe.” ela disse numa tentativa de cobrir o silêncio repentino. “Ela tem reclamado sobre eu estar em casa para as refeições, mas tenho trabalhado tanto que não tive a chance.” Michael e Dillon devem ter fcado convencidos por sua explicação, mas Seth a estudou com total descrença. “Eu gostaria de ir com você, Dillon.” Lily falou mais alto. Dillon curvou uma sobrancelha e ela quase gemeu. Lily ferozmente leal queria ir porque seus instintos protetores tinham sido aborrecidos por conta da relação de Callie com Max. Agora Lily estaria procurando por Max, e inferno, ela provavelmente seria boa em sua ameaça em ter Seth prendendo-o se ela o visse no bar. “Não que eu me importe de ir com você para qualquer lugar, doçura, mas qual é a ocasião? Os sábados em Mountain Pass podem ser bem barulhentos e repulsivos. Não é realmente um lugar que eu gostaria que você estivesse.” Ela franziu o cenho e Callie ergueu o olhar, seus olhos implorando para que ela esquecesse o que tinha ouvido falar sobre Max Wilder. Lily a encarou de volta e então suspirou. “Foi só um pensamento.” Ela ergueu o ombro em um encolher de ombros. “Talvez alguma outra hora.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Dillon combinou com a carranca de Lily. “Não é porque não quero você comigo. Espero que saiba disso. Só queria que fcasse aqui com Michael e Seth onde sei que está segura.” Ela revirou os olhos. “Pelo amor de Deus, Dillon. O que você pensa que aconteceria se eu fosse ao bar? Eu costumava viver nas ruas, droga!” Todos os três homens fzeram uma careta ao lembrar que a mulher que amavam passou três dolorosos anos, desabrigada depois de sofrer uma perda devastadora. Isso fez o coração de Callie se contorcer também, e apenas à imagem que Lily fez, a invocou a estender a mão e apertar a dela na sua. Lily olhou para eles perplexa por um momento antes de parecer perceber porque eles reagiram. Sua expressão se suavizou e em seguida, ela sorriu para cada um deles. “Se eu não tivesse vivido nas ruas, se não tivesse experimentado toda aquela tristeza, nunca teria encontrado e amado todos vocês.” “Isso não signifca que queremos até mesmo pensar em você lá fora faminta e sozinha.” Michael murmurou. Callie simpatizava com seus irmãos. Muito do passado de Lily ela parecia ter progredido depressa. Ela foresceu de um pássaro ferido a uma águia feroz e parecia tão complacente e em paz com seu passado, e este ainda incomodava seus maridos imensamente. Não passava um dia que eles não faziam tudo que podiam para ela se sentir amada e querida. Ela suspirou. Observar seus pais com sua mãe e seus irmãos com Lily trazia para casa todas as coisas que ela queria em um homem. Todas as coisas que pensou que tinha encontrado em Max. Talvez tenha esperado demais. Talvez o molde fora quebrado quando os homens Colter foram formados. Talvez ninguém estivesse à altura do exemplo fxado por seus pais e irmãos. Era um pensamento deprimente porque depois de testemunhar o quanto sua mãe e Lily eram adoradas por seus maridos, ela sabia que podia nunca se conformar com nada menos do que elas encontraram. Seu peito doeu e ela teve o estranho desejo de chorar tudo de novo. Tinha jurado que suas lamentações por Max tinham acabado, mas se sentia pior hoje sabendo que ele estava só há alguns quilômetros longe de onde ela esteve, quando voltou primeiro para casa a fm de cuidar das feridas que ele tinha infigido. Ela se empurrou da mesa, não mais confante em manter isso na frente de seus irmãos. Fez questão de levar seu prato para a cozinha para que parecesse que simplesmente terminou sua refeição.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Raspou o restante de sua comida para o lixo e em seguida, abriu a torneira para enxaguar o prato na pia. Estava olhando fxamente para a água escorrendo quando Seth pôs uma mão em seu ombro. “O que a está aborrecendo, bebê?” Seu coração doeu pelo carinho. Seth a chamava de bebê desde que ela era uma criança e o tinha adorado enquanto crescia. Sempre o mais velho e sempre o mais responsável. Michael e Dillon o atormentaram incessantemente, mas ele sempre foi o único que ela podia correr quando as coisas não saiam bem. Ele segurara sua mão em seu primeiro dia no jardim de infância, apesar do fato de estar na idade onde ser visto com sua irmã caçula decididamente não era legal. Ele foi com ela até a sala de aula e esteve lá no fnal do dia para andar com ela na rua até o departamento do xerife onde sua mãe ia pegá-los. Nunca houve uma vez que ela tenha se contido dele. Ele tinha tratado de suas incontáveis paixonites, simpatizara com ela quando teve seu coração partido por seu acompanhante da formatura e até se oferecera a acompanhá-la na dança ele mesmo. Como se ela realmente tivesse que aparecer com seu irmão. Ao invés disso, eles baixaram flmes e passaram a noite comendo porcaria e rindo dos ridículos desastres do cinema. Mas agora ela simplesmente não podia falar da profundidade do seu sofrimento para ele. Não porque não confava nele e era difícil até mesmo confar em Lily. E ela só o fez porque sentiu que ia estourar se não desabafasse com alguém. Sua família lamentava o fato dela ser uma solitária e que sempre fzera tudo à sua maneira. Espírito livre foi à descrição mais amável que lhe atribuíram e ela tinha certeza que havia outras palavras menos corteses que murmuravam para eles mesmos. Volúvel. Indecisa. O simples fato era que mesmo em uma família tão grande e tão amorosa quanto a sua, uma parte dela sempre se sentiu como se estivesse do lado de fora. Até mais agora que seus irmãos fzeram como seus pais e se casaram com a mesma mulher. E ali estava ela, a esquisita. A única flha do meio. “Você me pediu para recuar antes.” Seth disse quando ela permaneceu em silêncio. “Respeitei sua vontade, mas você parece muito mais triste agora. Não pode me dizer o que está acontecendo?” Ela estremeceu pela sutil dor na voz dele. Forçou um sorriso e então se inclinou até roçar um beijo em sua bochecha. “Eu amo você, Seth. Não me pressione. Estou lidando com isso da melhor maneira que sei.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele não pareceu feliz e sim como se quisesse sacudi-la. Então ela fez uma careta. “E não vá apoiar-se em Lily para informações porque ela fcará numa posição terrível. Você sabe o quanto ela é leal. Ela sentiria como se não devesse esconder nada de você e então se chatearia por ter me traído.” Seth pareceu extremamente insatisfeito pelo modo como ela ordenadamente o impediu de fazer aquilo. “Você é uma manipuladora atrevida.” ele murmurou. Ela sorriu descaradamente. “E você me ama.” A expressão dele se tornou séria e ele estendeu a mão e segurou seu queixo. “Sim eu amo você, garota, e odeio vê-la sofrendo. Sabe que pode vir para mim com qualquer coisa.” “Você não pode consertar isso para mim, Seth. Sei que vai contra cada grama em mim lhe dizer isso porque em sua mente você faria o que fosse preciso. Isso é algo que tenho que lidar sozinha, e quer saber? Eu posso fazê-lo. Estive sobre meus próprios pés há anos.” Ele suspirou. “Sim e me orgulho de você, sabe disso.” A sobrancelha dele se ergueu. Ele a puxou para um abraço e ela deitou a cabeça em seu peito, aproveitando o conforto que seu irmão mais velho sempre conseguia lhe dar. Estar em casa era absolutamente melhor e a montanha era o seu refúgio. Seu único lugar seguro para onde podia retornar não importava a que distância viajava. Amava a constância da terra e de sua família. “Estou orgulhoso de você, Callie. Você é uma jovem inteligente e independente e todos nós nos orgulhamos de você.” “Não me faça chorar ou vou enxugar meu nariz em sua camisa.” ela ameaçou. Ele rapidamente se afastou e a olhou desconfado. “Então quais são seus planos para o dia?” “Honestamente? Acho que vou subir a montanha para ver mamãe e os pais e também pegar uma soneca. Não dormi tão bem no sofá ontem à noite. Vou jantar com eles e passarei a noite lá. Já faz um tempo desde que tive duas noites consecutivas de folga.” Ele franziu o cenho. “Você está trabalhando muito duro, menina Callie. Não há razão para isso, Dillon tem bastante empregados.” Ela o ignorou. “Vocês todos irão almoçar amanhã? Eu adoraria levar Lily para montar no prado. Já faz um tempo desde que estive lá.” O olhar de Seth se suavizou. Ele sabia quanto o Prado da Callie era especial para ela e para todos eles.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Sim, isso soa realmente bom e tenho certeza que os outros vão adorar ir. Já se passaram vários dias desde que vi mamãe ou os pais e se não formos, ela vai começar a chiar e então os pais estarão todos em nossos traseiros.” Callie riu. “É bom ver que meus irmãos grandes e malvados ainda estão intimidados por uma mãe com nada mais que um metro e sessenta.” Ele não parecia tão envergonhado por isso. “Posso usar seu celular?” Ela de repente perguntou. “O meu não funciona.” Seth suspirou e pegou seu telefone do bolso. “Pelo amor de Deus, Callie, quantas vezes tenho que dizer para manter esse carregador com você e o mais importante carregar esse maldito telefone? E se algo acontecer a você ao subir a montanha? Ou se fcar presa em algum lugar e o celular estiver descarregado?” Ela se virou do discurso porque Deus fez Seth amar fcar enrolando. Era o que fazia dele um policial tão bom. Ele podia discursar para qualquer um para sua submissão. Apertou o número de sua mãe e silenciou Seth com um dedo sobre os lábios enquanto esperava que alguém atendesse. Um momento depois, a voz do seu pai encheu seu ouvido e ela sorriu. Não podia evitá-lo, tinha vinte e três anos de idade, mas ainda era completamente a garotinha do papai. “Oi papai.” Ryan suspirou. “Seu telefone está descarregado novamente, Callie? É por isso que está usando o do seu irmão.” Ela revirou os olhos. “Você também não. Seth está aqui discursando em meus ouvidos.” “Alguém precisa.” “Mamãe está por aí? Eu queria perguntar se ela precisa que eu leve alguma coisa da cidade. Eu estava a caminho. Vou tirar a noite de folga hoje e pensei em ir jantar e fcar por aí, se vocês não se importarem.” “Claro que não nos importamos, esta é sua casa e sinto falta da minha menina. Você tem trabalhado pra caramba e está na hora de tirar algum tempo de folga. Espere e deixe-me perguntar a sua mãe se ela precisa de alguma coisa.” Um pouco do aperto em seu peito diminuiu enquanto ela esperava que seu pai voltasse. O amor incondicional era o presente mais doce que alguém podia oferecer e em sua família, isso era abundante. O amor e o apoio eram dados gratuitamente. Sem cordas, sem reservas, feroz e gratuito. Ela queria se envolver nos braços amorosos de sua família e nunca mais largar.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Callie, sua mãe quer saber se você pode correr para pegar um pedido no supermercado. Ela vai ligar pra lá e tudo que você tem que fazer é pegá-lo para ela. Ela estava planejando ir à cidade hoje, mas isso a salvará de uma viagem.” “Claro que posso. Diga a ela que a amo e a verei em uma hora ou mais.” “Ela te ama também. E eu te amo.” ele disse rispidamente. “Amo você também, papai.” ela disse com um aperto em sua voz. “Até mais.” Entregou o telefone de volta para Seth que voltava a observá-la como se ela fosse algum espécime desconhecido sob um microscópio. “Eu preciso correr.” ela disse. “Mamãe precisa que eu vá ao supermercado. Verei você amanhã para o almoço.” Ela deslizou por ele antes que ele pudesse começar com seu interrogatório novamente. Os outros ainda estavam sentados à mesa, não que eles não tivessem terminado ainda porque se ela tivesse que adivinhar, Seth tinha feito com que fcassem enquanto ele entrava para conversar com ela. Ela soprou beijos para Michael e Dillon, e em seguida, inclinou-se e abraçou Lily. “Obrigada.” Sussurrou em seu ouvido. Lily a apertou. “Não há de quê.” Ela endireitou-se e enviou a seus irmãos um sorriso e então se dirigiu ao seu carro.

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Capítulo Quatro Aquilo podia ser chamado de uma coincidência real quando ele passou a manhã inteira rondando a pequena cidade de Clyde na esperança de se chocar com Callie, para então fnalmente localizá-la quando ela saía de seu carro para o supermercado local? Max olhou para a rua, bebendo da visão da mulher que ele passara tantas noites doloridas. Ela era bonita. Espirituosa. Ela assombrava suas noites — e seus dias. Seus dedos formigavam pela lembrança da pele sedosa sob a palma de sua mão. Ele a teve de todo modo possível que um homem podia ter uma mulher. Ela confava nele, total e irrevogavelmente. Callie não fazia nada pela metade e tudo que fazia, ela se jogava inteiramente nisso sem reservas. Ele observou enquanto ela caminhava apressada de seu carro em direção às portas da loja. Pelo menos três pessoas a pararam e, ela respondeu com um pronto sorriso e uma paciência que ele sabia que ela não possuía. Para ela, fcar parada mesmo que fosse por um momento era como tentar pegar o vento. Ela simplesmente tinha coisas demais para fazer e ver para ser dissuadida de sua meta. Ele fcou de pé por um momento e pesou suas opções. Tinha bastante munição, mas a única variável sempre foi Callie. Ele nunca sabia bem o que esperar e isso era o que mais gostava nela. Finalmente decidiu esperar em seu carro até que ela terminasse. Ela teria os braços cheios — assim esperava, apesar de ter que se preocupar que ela jogasse os sacos nele. Ele nunca foi capaz de puni-la por sua impetuosidade, porque fazer isso seria acabar com o que a fazia ser tão bonita para ele. Por pouco tempo, ela foi sua e se submetera a ele, dando-lhe o presente de sua confança. E seu amor. Ele queria isso de volta. Ele a queria de volta. Em sua cama e em seus braços. Para seu comando e seu amor. Simplesmente não podia compreender sua existência sem ela. Ao contrário de Callie, ele era infnitamente paciente e nunca admitia a derrota. Não havia opção para ele, exceto o sucesso. Não teve que esperar muito. Mal havia chegado a se encostar contra a porta do sua SVU antes dela aparecer carregando duas sacolas de mantimentos. Ela não o viu, o que era muito bom da mesma maneira. Quanto mais longe ela estivesse dele, mais avenidas teria para escapar. Mas o fato dela estar tão alheia do que estava à sua volta,

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER mesmo em uma cidade tão pequena quanto Clyde e tão adorável quanto ela obviamente era, o irritou. Qualquer um podia tê-la como alvo, e seria fácil se aproximar o sufciente para roubá-la ou prejudicá-la. Ele queria escoltá-la e protegê-la, até quando ele mesmo era quem lhe causava dor. Enquanto ela se aproximava, sua respiração fcou presa em sua garganta. Havia sombras profundas sob os olhos dela, sombras que ele sabia sem arrogância que as tinha causado. Havia linhas de preocupação em sua boca, uma boca que ele provou várias vezes. E seus lindos olhos azuis estavam nublados como se ela estivesse a quilômetros de distância e sem saber de nada à sua volta. Bem, isso estava evidente porque ela ainda não o tinha visto e não que ele fosse um homem pequeno. “Callie.” O nome dela saiu mais rouco do que ele gostaria. Houve uma hesitação que o irritou e ele percebeu que ela fazia aquilo com ele. Ela o fazia indeciso quando ele vivia sua vida em completo controle e confança. Ela parou tão abruptamente que um dos sacos se deslizou do seu aperto. Tendo já antecipado essa possibilidade, ele foi rápido em pegá-lo evitando que este caísse no chão. Ela o encarou sem piscar, as mágoas se aglomerando nas profundidades de seus olhos azuis. “Saia, por favor. Eu gostaria de entrar em minha SVU.” Ele apertou os lábios. Ela não ia fazer aquilo fácil. Tudo bem, ele sabia disso, mas sua recusa até para permitir-lhe que se explicasse o irritou. “Não vou sair até que você concorde em me escutar.” Os olhos dela brilharam e ele se preparou para a tempestade. Seu corpo saltou faminto por atenção. Ele estava morrendo de fome por ela, uma admissão que lhe doía fazer, mas não era nada se não fosse honesto consigo mesmo. “Você fala como se eu lhe devesse alguma coisa.” A voz dela era rouca e tensa, como se tomasse muito para ela manter a compostura. “Você não me deve nada, Callie. Mas eu lhe devo alguma coisa.” Nisso, ela ergueu a cabeça e a emoção inundou seus olhos. “Sim, Max, você me deve algo. Infelizmente, não estou mais interessada em cobrar. Agora saía ou vou gritar pelas ruas.” Ele se endireitou e suas narinas se dilataram enquanto se empurrava para o espaço dela. Sua lendária paciência estava se esgotando. “Grite então, Callie, faça com que nos prendam. Talvez compartilhemos uma cela e pelo menos então você seria forçada a me ouvir. Agora, eu prefro ter nossa conversa em particular, mas se insiste com que nossos problemas pessoais sejam cogitados em público, então que assim seja.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Os olhos dela se estreitaram. “Não temos nenhum problema pessoal. Não mais.” “O inferno que não temos.” Não se importando que ela o alcançasse e batesse nele novamente — uma possibilidade distinta — ele envolveu a mão livre ao redor da nuca esbelta e lhe capturou a boca com a sua. Os mantimentos foram esmagados entre eles. Inferno, ele não se importava se estivessem arruinados. Ele lhe compraria mais, porque tudo que sabia era que se não a beijasse, iria explodir. O gosto dela encheu seus sentidos. Doce e picante, a combinação deliciosa que era Callie Colter. Ele saqueou sua boca, queria devorá-la inteira. Queria arrastá-la para o quarto do seu hotel de merda e passar os próximos três dias fazendo amor com ela até que não pudessem mais se mover. No início, ela respondeu tão faminta quanto ele. Sua boca se movia suavemente sobre a dele e ela respondeu ao roçar de sua língua como uma tentativa da sua própria. Era como se estivesse reagindo contra si mesma com o gosto dele. Bem, ele nunca se esqueceu do dela. Não era nada bom reagir contra si mesmo. Como podia haver quando não sonhara com nada mais nos últimos meses? Então o momento foi quebrado e ela se afastou para longe dele, as lágrimas se aglomerando nos lindos olhos. “Por que, Max? Você não vai fcar feliz até que me desnude de tudo? Tudo bem, você provou isso e é óbvio que ainda quero você. Vamos estabelecer que eu sou uma idiota. Está feliz agora? Não podia me deixar com um pouco do meu orgulho intacto?” Ele praguejou longo e amargo e passou a mão pelo cabelo. Queria abraçá-la e aliviar a dor e a raiva tão prevalecentes em sua voz. Mas agora não era o momento para gentilezas. Ele nunca se aproximaria dela a menos que forçasse sua entrada. Ela já pensava que ele era um canalha e não podia fcar mais baixo em sua estima. Ele deu um passo para trás, erguendo o saco restante de mantimentos de seus braços. “Está a caminho da casa de seus pais?” O olhar dela se aguçou. “Isso não é seu maldito problema.” “Eu vou aparecer lá em cima, Callie,” ele calmamente disse. “Você sabe que irei, eu não blefo. Você tem uma escolha. Venha para algum lugar onde podemos discutir as coisas em particular ou irei até a casa de seus pais e podemos fazê-lo na frente de todo mundo. De qualquer jeito, você vai me ouvir.” Uma fúria de impotência relampejou através de suas feições e seus olhos escureceram para uma tempestade de nuvens preta e azul. “Fique longe da minha família.” “Então venha comigo.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Tenho que levar mantimentos para minha mãe. Ela precisa deles para jantar e está me esperando lá. Eu disse que estaria lá e não vou voltar atrás.” “Não, imagino que você não vai porque é muito fel à sua palavra. Você mantém suas promessas, não é, Callie?” “Pelo menos um de nós mantém.” Ela disse com uma voz amarga. “Vou esperar. Leve os mantimentos para sua mãe. Você tem duas horas para retornar ou irei até você. Estou no hotel, quarto 102.” Os lábios dela se apertaram em uma linha fna e ela levantou a mão trêmula para empurrar seu cabelo para trás da orelha. Ele podia ver o quanto ela se sentia frustrada e impotente e odiou o que tinha feito para os dois. A última coisa que queria era magoá-la, mas também não ia permitir que ela lhe virasse as costas. Ainda que fosse isso o que ela pensava que ele lhe tinha feito. E foi isso o que ele lhe fez. Abriu a porta do passageiro de seu SUV e pôs os mantimentos no assento. Quando voltou, ela ainda permanecia de pé onde ele a deixou. Parecia cansada e abalada. Ele começou a correr a mão pelo cabelo dela, mas apertou seus dedos em punho ao seu lado. “Esteja avisada, Callie. Se não aparecer, irei atrás de você. Eu não dou a mínima para o que seu irmão é e não vou embora até que conversemos.” Sabendo que se não saísse agora, seu rígido controle seria quebrado, ele se virou e caminhou apressado rua abaixo em direção ao hotel. Todos seus instintos gritavam para que voltasse, para abraçá-la e oferecer-lhe toda a gentileza que tanto queria lhe dar. Para dizer-lhe o quanto estava arrependido por ter sido tão canalha. Mas ela não teria nada daquilo. Estava zangada e magoada, e não queria nada com ele. Se ele queria uma chance — qualquer chance — de conseguir com que o ouvisse, teria que ser agressivo quando a encontrasse. Então assim, e só assim ele podia se dispor a mostrar tudo que estava em seu coração.

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Capítulo Cinco A pulsação de Callie se acelerou durante toda a distância em que ela subia a montanha para a cabana dos seus pais. Alternava entre ferver de raiva e engolir o nó crescente em sua garganta. Ela tinha que segurar isso porque sua mãe saberia de imediato que algo a estava chateando, e como eles relutantemente afastaram-se na primeira vez quando ela retornou para casa, ela sabia que isso não duraria para sempre. No momento em que chegou à garagem de seus pais, ela tinha uma aparência de que seu controle voltara. Suas mãos não mais tremiam e seu queixo relaxou o sufciente para que a dor em seus dentes se dissipasse. Checou o relógio e percebeu que tinha no máximo uma hora com seus pais antes de ter que retornar à cidade. Max não fazia ameaças vazias, ela sabia que ele estava dizendo a absoluta verdade. Ele viria até a casa de seus pais e depois tudo no inferno se libertaria. Nunca tinha se irritado ao estar sob o domínio de Max, mas agora sua arrogância e a confança que ela faria como ele ordenara, era como ácido em seu estômago. Submeter-se de boa vontade e ser chantageada eram dois assuntos completamente diferentes. Ficou sentada um momento em seu carro como se quisesse conter suas emoções agredidas. Puxou o visor para baixo e verifcou sua aparência no espelho, então, convencida que parecia o melhor que podia, dadas as circunstâncias, ela abriu a porta do carro e saiu. Estava a meio caminho em cima da rampa com os sacos de mantimentos quando a porta da frente se abriu e Ethan Colter pisou na varanda. Um sorriso trabalhou sobre seu rosto quando ela viu sua forma alta e desengonçada que a idade não diminuiu nem um pouco. Além dos fos grisalhos em sua têmpora e as camadas superfciais da sobrancelha castanho-escura, o tempo tinha sido muito bom para ele e ele somente fcava mais bonito com a idade. Sua mãe sempre dizia que não achava ser possível que seus maridos conseguissem fca mais letais do que quando eles a conheceram, mas eles provavam que ela estava errada. “Oi papai.” Ela chamou. Ele foi ao seu encontro e a puxou para um abraço apertado em torno dos sacos.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Oi menina.” Ele apertou um beijo em sua têmpora e depois se afastou, levando os sacos com ele. Os dois juntos aumentaram os passos e foram para o lado de dentro. Como sempre fazia, mesmo que fosse um dia ou meses desde que estivera em casa pela última vez, ela inalou profundamente e permitiu que o cheiro de casa e o conforto a cercassem em um caloroso abraço. Adam estava na cozinha quando ela e Ethan entraram, e seu rosto se iluminou em um sorriso no momento em que a viu. Ele abriu os braços e ela correu para seu abraço. “Ei menina.” Ele disse, ecoando o carinho de Ethan. Era como à chamavam pelo tempo que ela podia se lembrar e, isso sempre trouxe um sorriso ao seu rosto. “Oi papai. Onde estão mamãe e Ryan?” “Sua mãe está em seu quarto. Eu a chamarei. Ryan provavelmente deve estar com ela.” ele adicionou secamente. Callie reprimiu uma risada com a insinuação. Seus pais ainda estavam tão apaixonados que isso lhe fez doer, e eles evidentemente ainda apreciavam uma vida sexual extremamente saudável. Não que ela quisesse se debruçar sobre isso, mas aqueceu seu coração saber que depois de tantos anos sua mãe ainda tinha seus maridos solidamente embrulhados ao redor do seu dedo mindinho. “Então, como você esteve?” Ethan perguntou enquanto começava a colocar as compras no lugar. “Não temos visto muito de você ultimamente.” Havia uma gentil censura na voz dele e ela suspirou. Tristeza e alívio guerreavam entre si. Alívio porque estava em casa onde se sentia segura e amada e tristeza por ter colocado alguma distância entre ela e as pessoas que mais amava no mundo. Olhou fxamente para dois de seus pais e sentiu algo se afrouxar do lado de dentro. “Já falei pra vocês o quanto estou feliz por estar em casa?” Os dois se viraram para olhá-la e o amor brilhava em suas expressões acaloradas. Ethan foi fcar ao lado de onde ela estava sentada na bancada, e envolveu um braço ao redor de seus ombros. Ele a apertou e ela inclinou a cabeça contra seu ombro. “Nós estamos felizes por você está em casa também. Sempre sentimos sua falta quando vai embora e nos preocupamos.” Ela riu. “Quando vocês não se preocupam?” Adam a olhou. “É uma prerrogativa do pai se preocupar com sua única flha.” “Callie!” Ela se virou para ver sua mãe entrar repentinamente na sala como um vendaval. Seu rosto estava em chamas e com um sorriso feliz enquanto se aproximava de sua flha.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ethan abriu mão dela e Holly Colter a envolveu em um abraço. Ela suspirou de prazer e deixou sua mãe cacarejar e afagá-la com seu amor. Realmente não havia sensação melhor. Quando Holly fnalmente a deixou, Callie ergueu o olhar e viu Ryan encostado no batente da cozinha, um sorriso de satisfação em seu rosto. “É sempre bom ver minhas duas meninas na mesma sala.” “Obrigada por trazer os mantimentos.” Holly disse enquanto andava ao redor do bar. “Não que eu vá ter muito uso para eles, mas seus pais precisarão do material para fazer o jantar desta noite.” Adam riu e balançou a cabeça. A habilidade de Holly para cozinhar, ou a falta dela, era uma lenda na família. Era geralmente aceito que ela fosse encorajada a fcar o mais longe possível de um fogão. O que era bom para seus maridos, porque não havia nada que eles gostassem mais que mimá-la descaradamente. Um hábito que continuaram com sua única flha. Ela não tinha vergonha do fato de estar irremediavelmente estragada por seus pais. E até certo ponto, por seus irmãos também. “Que hora as senhoras gostariam de comer?” Ethan perguntou. Ela hesitou e o medo apertou sua garganta. Por um momento ela foi capaz de deixar Max e sua reunião inevitável com ele, fora de sua mente. “Sei que falei que estava vindo para jantar, mas não poderei fcar afnal.” Ela disse suavemente. Sua mãe se virou bruscamente, o cenho franzido vincando suas bonitas feições. “Por que não?” “Esqueci completamente que falei a uns amigos meus que os encontraria na cidade hoje à noite. Mas virei para casa depois. Seth disse que todos virão almoçar amanhã e não quero faltar.” Ela notou o olhar que fuiu entre seus pais, mas reagiu. Sua mãe verifcou o relógio e depois disse: “É melhor você correr então. Eu me preocupo quando você está na estrada da montanha tarde da noite. Tente não fcar até tão tarde.” “Seu telefone está carregado?” Ryan perguntou com uma irritação suave. Callie balançou a cabeça. “Está carregando no carro agora.” Ela se levantou do banquinho e prendeu os joelhos para que não tremessem. Odiava que Max a fzesse, tão insegura de si mesma. O que ela realmente queria acabar com isso, para que pudesse seguir em frente e se recuperar dele. O que precisava era de um encontro bem quente. Infelizmente, havia uma escassez de rapazes quentes nas redondezas de Clyde, e os poucos que existiam ou já estavam comprometidos ou ela tinha crescido com eles.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Amo vocês. Até mais.” “Também de amamos, menina.” Ethan falou suavemente enquanto ela caminhava em direção à porta da frente.

Ela se preocupou durante todo o caminho para a cidade, então enquanto se dirigia ao estacionamento do pequeno hotel, a realidade a atingiu. Talvez um pouco mais dura. Precisava estar cara a cara com Max. Precisava de um encerramento e de vê-lo magoado. Muito. Muito mesmo. Mas pelo modo que eles se separaram, vê-lo novamente era a única maneira que ela realmente poderia superar. Sentindo-se um pouco melhor, ela enrijeceu, respirou fundo e caminhou apressada para o quarto dele, batendo decisivamente na porta. Teve apenas um momento para esperar. Max abriu a porta e fcou segurando a borda, o olhar acariciando seu corpo de cima abaixo como se quisesse memorizá-lo — ou reagindo a si mesmo com ela. Um pouco de sua coragem morreu quando ela percebeu o pequeno quarto em que teriam aquela conversa. “Entre.” Ele falou calmamente. Ela balançou a cabeça e a sobrancelha dele se ergueu pela surpresa. Não, não estava acostumado com ela dizendo não. Quando ela lhe recusou qualquer coisa? A dor estava de volta em sua garganta e ela engoliu desesperadamente contra ela. “Acho que devíamos ir para algum lugar público.” “Você quer que o que temos para dizer seja na frente dos outros?” “Podemos estar em público e ainda assim ter um lugar privado.” Ela disse com uma careta. A mão dele se apertou na madeira da porta e ele praguejou em voz baixa. “Você acha que eu ia te machucar? Por Deus, você acha honestamente que eu a machucaria?” Ela deu de ombros. “Você já me machucou.” A respiração dele sibilou por seus lábios e ela viu um pouco de sua compostura se deslizar enquanto a fúria crescia em seus olhos. “Fisicamente Callie. Fisicamente.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela não mentiria. “Não, não acho que me machucaria, mas não é disso que se trata. Só acho que um quarto de hotel não é o melhor lugar para conversarmos sobre qualquer coisa.” Os olhos dele se estreitaram e em seguida brilharam pela compreensão rápida. “Não é de mim que você tem medo, não é? É de você mesma.” “Deixe-me meu orgulho, pelo menos.” Ela sussurrou. “Quando foi que fui capaz de resistir a você? Você sabe disso, eu sei disso. Não há razão para que esteja tão satisfeito consigo mesmo sobre isso.” “Droga!” Ele praguejou. Então abriu a porta e apontou para o lado de dentro. “Não vou tocá-la se não quiser, tem a minha palavra sobre isso. É seu orgulho que estou tentando salvar tendo esta conversa em particular porque realmente não dou à mínima se as pessoas souberem como me sinto sobre você. Mas nunca a humilharia falando de nossos problemas em público.” Sentindo-se rebaixada, ela entrou no quarto e foi em direção a uma cadeira próxima a mesa. Não queria estar em nenhum lugar perto da cama dele. Esta ainda estava desfeita e o recuo onde ele dormira ainda estava delineado no colchão e no travesseiro. Ela podia apostar qualquer coisa que seu cheiro ainda persistia. Ele se sentou na beirada e a enfrentou, seus olhos ainda brilhando. Por um longo momento, simplesmente fcou lá, encarando-a. Então as sombras se arrastaram sobre seu rosto. “Senti sua falta.” Ela se encolheu e virou o rosto, determinada a não desabar na frente dele. “Olhe para mim, Callie.” O comando suave foi a sua perdição. Isso trouxe de volta muitas noites onde ele a comandara repetidas vezes. Ela se voltou para ver pesar nos olhos dele, o que a deixou inquieta. “Preciso explicar porque deixei você na Grécia.” Ela prendeu a respiração e esperou em silêncio. Realmente não importava porque ele tinha ido embora, o que importava era porque nunca mais voltou. Porque não ligou e porque não fez nada para fazê-la afastar-se do pensamento de ter sido abandonada. “Minha mãe estava doente há algum tempo. E mesmo ela estando doente, nenhum de nós esperava que ela tivesse uma reviravolta tão dramática para a pior. Ela ainda devia ter anos, mas não teve.” Ela continuou em silêncio, insegura do que deveria dizer. Então não disse absolutamente nada. “Minha irmã me procurou na Grécia. Era a primeira vez que de propósito fquei fora de contato com minha família, ou meus problemas no que dizia respeito a esse assunto. Não queria

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER que nada se intrometesse em meu tempo com você. Ela me disse que eu precisava voltar para… dizer adeus. Minha mãe estava morrendo e não havia uma maldita coisa que eu pudesse fazer sobre isso. Eu fui para casa e abracei minha irmã enquanto nossa mãe escapava de nós.” “Sinto muito.” Callie disse, não sabendo o que mais oferecer. “Eu sei que a magoei, Callie.” Ele falou calmamente, a dor ecoando em sua voz. Ela enrolou seus dedos em punhos apertados. “Você não podia me dizer nada disso, então? O que estava tão errado em me dizer por que teve que voltar para casa? O que o fez pensar que eu não ia entender?” Ele balançou a cabeça. “Não, nunca pensei algo tão mal de você. Eu sabia que se lhe dissesse, você iria querer ir comigo.” Aquela resposta a chocou em seu silêncio e ela o encarou como se a dor a atravessasse tudo de novo. “Droga, Callie, não olhe para mim assim.” “Assim como? Como se isso parecesse que você não desejava que eu conhecesse sua família? O que estava errado, Max? Tudo bem me foder por toda a Europa, mas Deus o livre de sua família se expor para mim?” Os olhos dele advertiam que ela estava indo longe demais, mas ela continuou a imprudência, a angústia cegando-a para tudo. “Eu amei você, Max, e pensei que você me amava. Claro que eu queria ter ido com você. Teria gostado de estar com você e apoiá-lo num momento tão horrível. Isso é que é o amor.” Ela estremeceu violentamente e envolveu os braços sobre seu peito, como se se abraçasse contra tanta dor. “Eu esperei.” Ela disse dolorosamente. “Eu esperei por um mês. Não queria ir a nenhum lugar porque tinha medo que você voltasse e eu não estivesse. Eu não queria me deixar acreditar que você me largou depois de tudo que compartilhamos. Depois que confei em você.” Max esfregou a mão sobre o rosto e fechou os olhos. “Finalmente não tive escolha, mas tive que ir embora porque fquei sem dinheiro. Você nunca ligou, sabia onde eu estava e sequer ligou para dizer o que aconteceu. Para me dizer que não voltaria mais.” “Eu estava errado.” Ele falou suavemente. “Estava arrasado e minha irmã inconsolável. Nós somos a única família um do outro e levou tempo ver os assuntos da minha mãe. Havia questões a resolver e tive que me certifcar do bem-estar da minha irmã. Eu sabia que nunca deixaria você. Sabia que logo que fosse capaz, eu a encontraria não importava quanto tempo isso ia levar.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Bem, aqui estou.” ela disse, abrindo os braços com as palmas das mãos para cima. “Como pode ver, estou bem e seu dever foi cumprido, pode ir embora agora.” “Você não está bem. Qualquer tolo pode ver isso. Você perdeu peso e está com manchas escuras sob seus olhos.” Ela deu de ombros. “Eu mudei. Aprecio que tenha vindo de tão longe para me deixar saber que realmente não signifcava e que você queria se livrar de mim e nunca pensou em mim durante a sua névoa de tristeza.” “Isso foi cruel, mesmo dadas às circunstâncias.” Ele rosnou. Ela ergueu o olhar e não fez nada para proteger suas emoções dele. Não que ele não pudesse vê-la por dentro. Ele sempre foi capaz de ver o seu coração. “Cruel? Se você me amasse, Max, teria pelo menos enviado uma maldita mensagem. Cinco segundos! Não tinha como me dizer que não podia se afastar de sua irmã e do problema da sua mãe por cinco segundos! Eu teria entendido e teria esperado, não importava quanto tempo teria levado.” “Eu não queria que você esperasse. Precisava de tempo para pensar!” “Ah, agora chegamos à verdade.” Ela desdenhou. “Você se assustou. Você pulou e eu pulei. Foi tudo tão rápido que você fcou assustado.” Os olhos dele brilhavam e a raiva rolava dele como ondas. “Você não tem o monopólio da dor, Callie. Sim, porra! Tudo entre nós aconteceu muito rápido. Nós queimamos um ao outro. Eu nunca tive uma relação que era tão volátil e tão apaixonada como a nossa. Eu me preocupei de têla pressionado demais, de ter ido muito longe e muito rápido. Você é jovem e sou mais velho que você. Eu precisei de um tempo fora para resolver todo esse inferno, inclusive nós.” “Então devia ter tido a decência de pelo menos me dizer isso por telefone.” Ela disse baixinho. “Porque de onde estou, você tomou a saída dos covardes.” “Olhe para mim e diga que estava certa sobre nós. Diga-me que não tinha nenhuma dúvida e que estava preparada para se submeter a mim por um longo tempo.” Ela encontrou seu olhar e calmamente aquiesceu. Não mais estremeceu e numa voz clara e frme, ela falou: “Eu não tinha nenhuma dúvida. Eu voltaria com você, teria fcado. Eu teria feito qualquer coisa que quisesse.” Os olhos dele nublaram e suas mãos se enrolaram e desenrolaram. Ele arrastou uma mão pelo cabelo escuro e ela notou que seus dedos tremiam. Sua reação a surpreendeu. Ele sempre foi muito tranquilo e controlado. Era um homem profundamente apaixonado, mas nada o abalava

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER muito, exceto eles dois quando estavam juntos. Eles eram explosivos, e sim, como ele disse, voláteis. “Eu cometi um erro, Callie. Mas serei um maldito se nós dois sofrermos o resto de nossas vidas por causa disso. Eu não dou à mínima se você acha que superou ou que mudou. Eu não superei e tenho a maldita certeza que não vou seguir em frente.” Ele a encarou diretamente nos olhos, seu rosto enrugado com uma determinação implacável. “Acostume-se a me ver, Callie. Porque não vou a lugar nenhum até que as coisas entre nós se resolvam. Para minha satisfação. E para minha satisfação signifca você de volta em minha cama onde você malditamente pertence.”

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Capítulo Seis “Por Deus, você honestamente acha que eu vou cair de volta em sua cama só porque chegou com alguma desculpa legítima para quebrar meu coração? Sim, isso parece ridículo e cafona, mas a verdade é que você destruiu algo dentro de mim, Max e não estou certa se você é quem pode consertá-lo.” Ele a pressionou mais perto e agarrou-lhe os ombros com suas mãos fortes. “Eu sou o único maldito que pode consertar isso, Callie. Eu. Ninguém mais. Você se entregou para mim e, bem, não vou deixar que se leve de volta. Você é minha e não a deixarei ir. Não posso deixá-la ir.” Ela o encarou impotente, sem saber o que deveria fazer ou dizer. Ainda estava com raiva e não estava pronta para deixar aquela raiva ir, porque a alternativa seria mais mágoa. “Você confou em mim uma vez.” Ele disse com frustração. “E confará novamente. Por mais que demore, mas você vai confar em mim.” Seus olhos se estreitaram e ela virou a cabeça de lado. “O que está dizendo? Está se mudando para Clyde? Vai estabelecer residência aqui? Porque esta é minha casa, este é meu santuário e meu refúgio. Não quero você aqui.” Ele a puxou para mais perto até que seu corpo ruborizou contra o dele e seu calor se infltrou nela até que a cercasse como um cobertor. “Eu era o seu refúgio. Eu era o seu santuário. E serei novamente porque vou fcar aqui o tempo que for preciso. Não sou tímido e não tenho nenhum problema em seguir algo que quero. Só esteja preparada para me ver. E muito.” “Você soa como um maldito perseguidor.” Ela disse com repugnância. As narinas dele se dilataram pelo desgosto. “Perseguidor, Callie? Realmente? É a isso que você está me rebaixando agora? Estou aqui porque não vou deixá-la e se isso faz de mim um perseguidor, então vou ter que concordar. Só estou lhe avisando. Planeje ver muito de mim de agora em diante.” Com isso, ele agarrou-lhe a nuca e a segurou enquanto sua boca se fechava sobre a dela. Não foi um beijo gentil que um homem poderia dar à sua amante como desculpa. Não, Max já tinha feito a pequena humilhação que tinha planejado fazer e não estava em sua natureza recuar. Nunca durante o sexo e nunca beijando ou tocando. Era exigente e forte, sempre empurrando, testando os limites e se afastando apenas na hora certa.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Seu gosto explodiu na boca dela. Ela sentiu falta daquilo. Deus, ela sentira a falta dele. Sua língua acariciava conscientemente sobre a dela, morna e ligeiramente áspera enquanto a boca tenra era explorada. Seu corpo veio para a vida, respondendo imediatamente ao toque, em reconhecimento de um companheiro perdido. Ele era uma parede dura de proteção e suas curvas suaves se derreteram contra ele à medida que a puxava mais frmemente em seus braços. Sem escapatória. Ele a forçava a reconhecêlo e à paixão que tudo consumia entre eles. Cru. Carnal. Eles sempre tinham sido uma força combustível e isso era uma coisa que ela não entendia. A atração entre eles a desnorteava pela sua intensidade. Ela esteve com outros homens, tinha-os beijado, fertado, sentido a chama fácil da atração, mas com Max, se via impotente para negar o fogo que queimava entre eles. Até pior que a onda de excitação desabrochando de dentro dela, era a dor intensa que forescia em seu coração e se espalhava com uma intensidade assustadora. Mágoa, remorso. Muito remorso. Deslizou suas mãos entre eles, na intenção de empurrá-lo para longe, mas no momento em que sentiu a ondulação dos músculos através de seus dedos, seu toque se tornou procurando. Ele se alimentava delicadamente em sua boca. Exigente e tenro. A língua percorria seus lábios, como se estivesse determinado a provar cada parte sua. O aperto em sua nuca se intensifcou e ele se dobrou, segurando-a enquanto corria a mão pelo seu lado para embalar seu seio. O polegar roçou-lhe um cume sensível através do fno tecido de sua blusa e ela fcou imóvel. Ela empurrou forte e tropeçou para longe, seus joelhos tremendo tanto que era uma maravilha que não caísse no chão. Limpou a boca com a parte de trás de sua mão como se tal gesto possivelmente pudesse apagar a impressão dele. Meses de separação não tinham começado a apagar sua marca nela e uma inefcaz esfregada de sua mão certamente não faria isto agora. “Olhe para mim e me diga que estamos acabados.” Ele rosnou. “Olhe em meus olhos, Callie. Diga-me que você quer que eu vá e que nunca mais vai querer me ver novamente.” As lágrimas inundaram seus olhos e ela fcou lá de pé, completamente vulnerável e perdida diante dele. Ele praguejou suavemente e se moveu na direção dela novamente. Desta vez ele cuidadosamente a tomou em seus braços e apenas a abraçou em sua alta estrutura. Apertou-lhe a

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER cabeça em seu peito e a segurou lá, enquanto esfregava a mão para cima e para baixo em suas costas. “Pedi para você olhar para mim.” Ele sussurrou. “Mas nunca assim, Callie, amor. Nunca assim, com tanta mágoa em seus olhos que faz meus dentes doerem. Eu que pus isso lá, eu sei, mas me dê uma chance de tirá-la, é tudo que estou pedindo. Dê-nos uma chance.” Ela fechou os olhos e se derreteu nele. Ele foi em direção à cama e se sentou, levando-a com ele, envolvendo-a em seu abraço até que estava enrolada sobre seu colo, a cabeça aninhada sob seu queixo. “Eu nunca quis machucá-la assim.” Ele disse em um tom carregado de desprezo por si mesmo. “Lidei muito mal com isso. Lidei muito mal com nós dois e você está certa, eu fugi, mas não pude ir longe. Você continuou a me puxar de volta. Sempre de volta para você.” Ela ergueu a cabeça para poder olhá-los nos olhos. Tudo o que viu foi uma intensidade ardente e nenhuma decepção. Ele não desviou o olhar. “O que você quer Max?” Perguntou suavemente. “Você não me ouviu? Eu quero você.” Ela brevemente afastou o olhar, no entanto os dedos dele empurraram seu queixo e a forçaram a olhá-lo de volta. “Por quanto tempo desta vez? Que tal quando chegar à hora de você partir? Ou a próxima emergência acontecer? Ou você decidir que não está talhado para um relacionamento? Esta é a minha casa, Max. Não vou foder com você por aí ou me dar ao luxo de ter um caso onde vive a minha família. Eles são importantes para mim. Eles são tudo para mim.” Ele suspirou e afastou uma mecha de cabelo de sua testa. “Eu sei que tenho muito chão para recuperar. Sua confança foi abalada, entendo isso, mas me dê uma chance, Callie. Você e eu. Vamos fazer isso direito desta vez.” “Defna o que seja direito.” “Eu a levo para jantar e você me leva para conhecer sua família. Vamos sair como namorados, você me mostra sua cidade, os lugares que você ama. Mostre o que faz de você: você.” Ela respirou profundamente. Seu coração palpitava tão loucamente que levou um tempo difícil para conseguir o ar dentro e fora de seus pulmões. “Tudo bem.” Disse ela calmamente. “Não, não tudo bem, como se tivesse acabado de receber uma sentença de morte. Faça isso porque você me quer como eu a quero. Mostre-me aquela mulher por quem me apaixonei de

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER cabeça. A mulher que não toma desaforo de ninguém. A que tem tanto fogo que me queima a cada toque. Essa é a mulher que quero de volta.” Os lábios dela se curvaram lentamente em um sorriso. “Senti sua falta, Max.” Ele a esmagou contra si, e foi então que ela pôde sentir que seu coração estava tão fora de controle quanto o dela. Aquilo bateu contra sua pele como as asas de um beija-for. “Senti sua falta também. Pra caramba. Havia um buraco em meu peito que estava me comendo vivo.” A esperança tremulava tentadora. E era tentador reprimi-la. Ela já foi machucada demais, mas mais que a dor, algo se tornou vivo dentro dela, borbulhando até esmagá-la. Alegria. Tinha se passado muito tempo desde que remotamente se sentiu feliz que a sensação era estranha. “Diga-me sim, Callie. Diga que você está nesta coisa comigo.” Ela estendeu a mão para ele desta vez, a primeira vez que fez um gesto para tocá-lo abertamente. Passou os dedos em seu rosto e sentiu a aspereza da barba em seu queixo, em seguida se inclinou e suavemente o beijou. “Sim.” Ele gemeu, mas permitiu seu livre acesso. Ela podia sentir a tensão que fuía de seus músculos ondulados. Como ele permaneceu tão quieto quando sua natureza exigia dominação, surpreendeu-a. Ela afastou-se, os dedos lentamente caindo de seu rosto. Ele pegou-lhe as mãos e as puxou entre eles para descansar em seu abdômen. “Há apenas outra coisa que precisamos chegar a um acordo.” Ela o olhou com cautela enquanto seu olhar vagava possessivamente sobre ela. “Nós estamos juntos, em todos os sentidos da palavra. O que signifca que quero você em minha cama, todas as noites, não importa o que aconteça. Estou disposto a fazer o que for preciso para nos construir novamente e isso nos inclui no quarto também.” Ela inalou bruscamente, seu corpo automaticamente respondendo ao domínio daquela voz. “As palavras. Eu quero as palavras.” Ela lambeu os lábios, nervosa, e então lentamente balançou a cabeça. “Tudo bem.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER

Capítulo Sete Callie cambaleou do quarto do hotel de Max, sua mente e sentidos vacilando. Ele não queria que ela fosse. Queria que fcasse com ele, mas ela precisava de tempo para processar o que tinha acabado de acontecer. E seus pais a estavam esperando. O almoço será amanhã e ela lhes disse que voltaria esta noite. Ela não o convidou. Talvez aquilo o tenha magoado, mas simplesmente não estava pronta para apresentá-lo à sua família. Primeiro tinha que chegar a um acordo e se resolver para a mudança abrupta que era sua relação com Max. Como poderia partir de profundamente ferida para tão feliz de repente? Sua família sentiria o cheiro do rato a um quilômetro de distância e depois iam querer uma explicação, e ela não estava pronta para derramar o que havia acontecido entre ela e Max. Eles fcariam zangados. Muito compreensivelmente, e a relação deles com Max seria manchada para sempre pelo fato que ele a magoou o bastante. Eles não o perdoariam tão facilmente. Ela entrou em sua SUV e dirigiu. Sem direção, nenhum destino claro. Circulou a cidade pequena e parou no bar. Dillon estaria trabalhando nesta noite já que a ordenara a tirar a noite de folga, o que signifcava que Lily estava em casa só com Michael e Seth. Prometera a sua mãe que voltaria, mas ainda não podia ir, não sem conversar com Lily. Sua mente estava para explodir e ela precisava desabafar. Sua cunhada era a única pessoa que sabia da história inteira. Deu a volta no estacionamento e virou na direção da cabana de Dillon. Esta não era longe da cidade, mas era por uma estrada sinuosa privada que fndava na casa deles. Suas mãos tremiam no volante, e ela se deu um tempo, não confando em si mesma para não acabar em uma vala. Quando fnalmente parou na cabana, ela deu um suspiro de alívio e desligou o motor. Antes que ela saísse completamente do carro, Seth apareceu na varanda da frente, encostando-se contra uma das colunas, seu olhar afado enquanto a observava sair. Ela sorriu ou pelo menos pensou que o tinha feito. Seu rosto inteiro parecia congelado e seus lábios ainda estavam inchados pelos beijos de Max. “Pensei que você estava com mamãe e os pais hoje à noite.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu estava. E estou. Tinha que encontrar um amigo na cidade e esqueci totalmente. Falei pra mamãe que estaria lá mais tarde.” A mentira caiu desajeitadamente de seus lábios e ela odiou aquilo. Nunca mentira para sua família e nunca escondera nada deles. Até agora. Até Max. Seth se desencostou da coluna e estendeu os braços. Ela entrou em seu abraço e o apertou frmemente. Quando se afastou, ergueu o olhar para ele. “O que foi isso?” “Pareceu que você precisava.” Foi tudo que ela pôde fazer para segurar as lágrimas. Mordeu o lábio e tentou juntar suas emoções misturadas. “Lily está ocupada? Gostaria de vê-la.” Se ele pensou que ela estava louca por voltar para ver Lily novamente, não comentou. “Ela nunca está muito ocupada para ver você. Ela está lá dentro, entre.” Ela empurrou a porta, deixando-o na varanda. Lily estava no sofá com os pés no colo de Michael enquanto assistiam a um flme. Quando ergueram o olhar e a viram, Lily jogou os pés para o chão e se sentou. “Callie! Pensei que estava na casa dos seus pais. Está tudo bem?” Ela sorriu. “Vou para lá mais tarde.” Ela olhou para Michael que de repente se levantou e deu um passo em direção à porta. “Vou sair para ver se Seth precisa de alguma… ajuda.” Agradecida que ambos seus irmãos pegaram a dica, ela se estatelou sobre o sofá ao lado de Lily, que a estava olhando com uma profunda preocupação em seus olhos. “É ele, não é?” Lily disse em uma voz baixa. “Max, ele está chateando você novamente. Eu realmente penso que devíamos dizer a Seth assim ele pode livrar-se dele.” Callie reclinou a cabeça contra o sofá e fechou os olhos. “Oh, Senhor, não sei o que pensar.” Lily se aproximou dela no sofá até que o joelho estava tocando em sua coxa. “O que aconteceu?” Ela abriu os olhos e girou a cabeça em direção à sua cunhada. “Eu o vi depois que saí daqui esta manhã. Do lado de fora do supermercado. Ele insistiu para que eu o visse e queria conversar, ameaçou aparecer na casa dos meus pais se fosse preciso.” A boca de Lily caiu aberta. “Ele não pode fazer isso! Não pode sair por aí lhe ameaçando. Eu gostaria de vê-lo tentar aparecer na casa dos seus pais. Eles chutariam o traseiro dele e se ele não fosse embora, Seth, Michael e Dillon terminariam o trabalho.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela levantou a mão. “Ele não estava ameaçando, como ameaças ou algo assim. Ele não me machucaria. Deus, eu o fz parecer como um perseguidor enlouquecido ou algo do tipo. É complicado. Falei para ele que o encontraria em seu quarto no hotel depois de entregar as compras à minha mãe. Então me desculpei com mamãe e os pais sobre porque não podia fcar para o jantar.” “Oh, Callie.” A boca de Lily se tornou uma careta simpática. “Diga que você não vai vê-lo.” “Eu fui.” “E?” Ela suspirou e passou uma mão por seu cabelo. Deus, ela estava cansada e emocionalmente exausta. “Ele quer que voltemos a fcar juntos.” “Por cima do meu cadáver!” Lily falou ferozmente. “Você falou pra ele que o navio já tinha partido?” Sabendo que sua cunhada precisava de todo o conto sórdido, ela contou tudo o que Max dissera no quarto do hotel. Do começo ao fm. E quando terminou, Lily se sentou, com um semblante pensativo em seu rosto. “Estou fazendo isto muito fácil?” Callie perguntou. “Não sei o que fazer. Eu o amo. Ainda o amo, mas estou caindo de volta em seus braços tão facilmente? Quero dizer, as razões pelas quais ele foi embora são válidas, mas a maneira como lidou com a situação inteira foi torcida. E se eu o aceitar de volta e ele fzer tudo de novo?” “Ele ama você?” Lily perguntou baixinho. Callie soltou outro suspiro. “Esta é a pergunta, não é? Não estou desesperada o sufciente para perguntar. Talvez eu seja muito orgulhosa, mas não vou me estabelecer para esse tipo de rejeição. Eu sabia que ele se importava comigo e pode me chamar de estúpida, mas ele não pode fngir aquele tipo de reação. Ele foi sincero. Zangado, frustrado e sincero. Toda vez que estamos juntos é como madeira seca para uma chama. Nós dois acendemos. Se ele não se importasse, então por que ter todos esses problemas? Por que simplesmente não deixou para lá? Quero dizer, ele fez o estrago. Estava feito e nunca teria que me ver novamente, eu certamente não saberia como encontrá-lo.” “Estas são boas perguntas.” Lily murmurou. “Eu me sinto como uma idiota. Quero dizer, eu volto pra casa e fco me lamentando por meses, e no minuto que ele chega à cidade eu deveria simplesmente esquecer o quanto estive magoada todo esse tempo e aceitá-lo de volta?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Bem, não.” “Mas por outro lado, isso faz de mim uma cadela mesquinha por querer que ele sofra ao dizer-lhe não, não, não, até que eu sinta que pagou sua penitência e então o deixe rastejar de volta para minha vida? Como isso me faz mais feliz?” “Não faz.” Lily suavemente disse. “Querida escute, tudo o que você precisa considerar é o que a faz feliz. Pare de se preocupar sobre o que você acha que devia fazer para salvar sua cara ou o orgulho ou qualquer coisa que acha que precisa fazer. Ao fnal, essas coisas não importarão. A verdadeira pergunta que você precisa fazer a si mesma é se confa nele e se está disposta a dar-lhe uma nova chance. Ele a machucou, isso não é sobre castigá-lo ou a si mesma, precisa ser sobre o que você quer e o que está disposta a perdoar.” Ela encarou sua cunhada e depois se inclinou para abraçá-la fortemente. “Eu amo você, você sabe. Sou tão feliz por ter você.” Lily riu e a apertou de volta. Elas fcaram abraçadas uma a outra por um longo tempo antes de Callie fnalmente se afastar. “Acho que talvez eu queira que ele sofra tanto quanto sofri assim ele perceberá o quanto me magoou.” “Quem disse que ele não sabe? Por tudo que você me disse, ele não tem sido mais feliz que você, e ainda teve que lidar com a perda da mãe além de tudo isso. Não estou dizendo que ele não mereça ser miserável pelo modo que a tratou, mas talvez você não seja a única que sofreu.” “Você é uma mulher sábia, Lily Colter. Sei que estou sendo mesquinha.” Lily lhe apertou a mão. “Não, querida, você é uma mulher que foi ferida pelo homem que ama.” “Não sei o que deveria fazer a seguir.” Callie admitiu. “Ele quer continuar de onde paramos, quer que eu esteja em sua cama toda noite e não tenho certeza se podemos superar a separação entre nós tão depressa.” “Ele pode querer, mas isso não signifca que vai conseguir.” Lily falou gentilmente. “Oh! Max sempre consegue o que quer.” Ela disse em resignação. “Não tenho nenhuma força de vontade quando aquele homem está envolvido. Ele é letal.” As sobrancelhas de Lily se ergueram. “Isso é bom, huh?” “Uh-huh.” Lily riu. “Callie, eu nunca soube que você esteve por baixo de alguém ou alguma coisa. Dado que o nosso conhecimento ainda é um pouco novo, mas seus irmãos têm me deliciado com

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER as histórias sobre sua infância e sobre a sua vida adulta também. Se alguém pode levantar-se para este Max, eu diria que é você.” “Acha que minha mãe me mataria se eu não voltasse a subir a montanha hoje à noite?” “Diga você. Vou ligar e dizer a ela que pedi que você fcasse mais um pouco. Então todos nós podemos ir amanhã para o almoço.” “Você é muito boa para mim, Lily, mas eu amo você sinceramente por isso.” Lily tocou em seu braço e sua expressão fcou séria. “Você uma vez me ajudou em um dos dias mais difíceis da minha vida, Callie. Eu diria que somos boas uma para a outra.” “Nós meninas temos que nos unir.” Ela disse solenemente. “Nesta família, nós estamos desvantagem!”

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Capítulo Oito Na manhã seguinte, Callie estava ainda dormindo quando Lily suavemente a agitou para que acordasse. Ela piscou confusa e soltou um gemido. “Já é de manhã?” Lily sorriu. “Sim. Não deixei os rapazes acordá-la e os fz andarem nas pontas dos pés pela sala. Eles foram na frente e eu lhes disse que ia subir com você. Isso lhe dará tempo para tomar banho e parecer humana antes de enfrentar a família inteira.” Callie estendeu a mão, emoldurou o rosto de sua cunhada e então a beijou ruidosamente na testa. “Deus, eu amo você.” Então se levantou e plantou os pés no chão. “Que horas são de qualquer maneira?” “Onze. Vai precisar se apressar se formos para o almoço.” Callie se empurrou para cima e cambaleou em direção ao banheiro. Vinte minutos mais tarde, sentindo-se um pouco humana novamente, voltou para a sala de estar onde Lily estava sentada na poltrona. “Pronta?” Ela perguntou. Callie assentiu. Lily a olhou duvidosamente. “Quer que eu dirija?” “Não, estou bem.” “Você dormiu ontem à noite?” Lily perguntou quando começaram a descer a estrada em direção à cidade. Callie fez uma careta. “Não muito, admito. Pensei demais.” “Chegou a alguma conclusão inovadora?” “Só que Max tem um poder sobre mim que os meses de separação e de raiva não conseguiram quebrar.” Ela disse desoladamente. “Você não parece feliz sobre isso.” As mãos dela se apertaram em torno do volante. Prendeu a respiração quando dobrou na avenida principal e passou em frente ao hotel onde Max estava hospedado. Só quando passaram é que ela tomou conhecimento da declaração de Lily. “Há uma parte de mim que está feliz. Realmente, muito feliz. Como uma sensação borbulhante e vertiginosa que você tem quando está realmente excitada sobre algo.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “E a outra parte?” “Como se estivesse preocupada de estar sobre os trilhos com um trem de carga vindo para cima de mim.” “Bem, essa é uma imagem.” Lily murmurou. Callie riu. “A melhor que pude apresentar em tão pouco tempo, mas ela se encaixa.” Dirigiram em silêncio por alguns momentos mais. Callie virou para a estrada que subia a montanha até a casa dos seus pais dirigindo primorosamente sobre os buracos, as vias em ziguezague e toda a sujeira ao redor. “É o meu orgulho.” Ela fnalmente admitiu. “Não posso ir além do meu orgulho. Soa tão estúpido. Eu me sinto estúpida.” “Não é estúpido, Callie. O orgulho é importante.” Lily estendeu a mão e lhe apertou o joelho. “Vai fcar tudo bem. Só lembre-se que você não tem que ser pressionada para nada que não queira. Este é o seu território e ele tem que vir até você. Você não está em desvantagem aqui, ele é que está.” Callie sorriu e dobrou a esquina para o desvio que levava à cabana dos seus pais. Disparou entre os altos pinheiros e rolou até parar atrás da SVU de Seth. Então verifcou o relógio. “Feito em quinze minutos de antecedência. Agora mamãe não vai reclamar porque a comida fcou fria.” “Como se ela soubesse.” Lily desdenhou. “Seus pais são os que colocam a comida na mesa.” Callie caiu na gargalhada. “Sim, é verdade.” As duas saíram e se apressaram a subir os degraus. Callie abriu a porta, enfou a cabeça para dentro e gritou: “Estamos aqui!” Para sua surpresa, quando ela entrou, seus pais — todos os quatro — e seus irmãos, estavam sentados na sala de estar, seus rostos rígidos de determinação. E todos fxaram os olhos nela. “Uh-oh,” Ela murmurou para Lily. Lily lançou um olhar de desculpas e virou as palmas das mãos para cima como quisesse dizer que não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo. Callie deixou escapar um pequeno gemido. O dia D o dia em que sua família não poderia mais adiar. Ela conhecia aqueles olhares. Via a preocupação nos olhos de sua mãe, via o sorriso sombrio nos lábios de seus irmãos e pais. Sim, ela estava conseguindo isso de todos os lados. Estava tentada a virar e correr como o inferno, mas não era uma covarde. Deu um passo à frente e enxugou as palmas das mãos na calça jeans. “Ei pessoal.” “Callie, venha se sentar.” Adam disse em uma voz baixa.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela estremeceu. Era aquele tom que não admitia nenhum argumento. Mesmo com vinte e três anos, ela não era muito velha para dar atenção às ordens do seu pai. Ele não as dava com muita frequência, mas quando fazia, falava sério. Com um suspiro, ela se deixou cair sobre o sofá próximo a Seth. Ele era seu aliado, sempre foi. Só que agora ele não parecia muito um aliado porque parecia tão determinado quanto os outros membros da família para fazê-la falar. Ryan inclinou para frente, descansando os antebraços em suas pernas. Ele a encarou com aqueles olhos azuis que tanto pareciam com os seus próprios. “O que está acontecendo, menina? Você não acha que é hora de nos dizer o que está errado?” “Você esteve deprimida por aqui há meses.” Ethan cortou a conversa. “Você voltou para casa como um animal ferido e não vejo isso fcando melhor.” Lágrimas arderam em suas pálpebras e as pessoas que ela tanto amava fcaram turvas na sua frente. Lily foi fcar ao seu lado e pôs uma mão suave em seu ombro como apoio. “Callie, nós estamos preocupados.” Sua mãe disse. “Você não é mais a mesma.” Ela esfregou uma mão sobre o rosto deu outro suspiro de resignação. “Conheci alguém enquanto estava na Europa.” Adam fez aquele olhar apertado em seu rosto, um que ele fazia quando queria chutar o traseiro de alguém. Senhor, aquele não era o jeito que ela queria apresentar Max para sua família. “O nome dele é Max. Nós tivemos um… mal-entendido.” Seth bufou ao lado dela. “Que tipo de mal-entendido? É do tipo que preciso localizar o flho da puta e matá-lo?” Ela torceu as mãos nervosamente no colo e olhou de volta para seus pais. “Ele está aqui. Em Clyde, quero dizer.” Você podia ter quebrado um tijolo em seus rostos. Os olhos de Ethan se estreitaram e Ryan fez uma careta. Ela levantou uma mão. “Eu quero que vocês o conheçam.” “Talvez você precise explicar esse desentendimento primeiro.” Adam disse. Holly levantou de sua posição entre Ryan e Ethan e moveu-se para onde Callie estava sentada, com um movimento de mão, ela acenou para Seth sair de sua cadeira e então se sentou próximo a sua flha. “O que aconteceu, bebê?” Oh, Senhor, ela queria que sua mãe tivesse fcado do outro lado da sala. Seus lábios tremiam e seu nariz ardia enquanto as lágrimas queimavam em seus olhos. Estavam por toda parte no

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER momento em que sua mãe a puxou em seus braços. Ela enterrou a cabeça contra o seio de sua mãe e permitiu que um pouco da sua miséria se derramasse. Holly a embalou para frente e para trás e passou uma mão por seu cabelo. Vários minutos mais tarde, ela recuperou o controle de si mesma e imediatamente sentiu-se como uma idiota. “Deus!” Ela gemeu contra sua mãe. “Faça-os irem embora, mãe. Isso é humilhante.” Holly riu. “Receio que você esteja travada com eles.” “Lily pode fcar.” Ela disse melancolicamente. “Callie.” A voz de Ryan alcançou seus ouvidos. Era um comando suave e cheio de amor e ela ergueu o olhar, incapaz de negar a seu pai. “Se você realmente quiser, nós iremos. Nós amamos você e tem sido difícil vê-la tão magoada e não podermos fazer uma maldita coisa sobre isso. Só queremos ajudar.” Ela sorriu e enxugou as trilhas úmidas em suas bochechas. “Não quero que vocês o odeiem.” “Não posso prometer gostar dele se ele machucou meu bebê.” Ryan disse uniformemente. “Ele quer que fquemos juntos.” Ela disse. “É o que você quer?” Adam perguntou. Ela respirou fundo. “Eu também quero que fquemos juntos e se posso perdoá-lo, quero que vocês sejam capazes de perdoá-lo também.” Holly apertou sua mão. “Estou certa que nós o amaremos.” Ela lançou um olhar de desafo na direção dos seus maridos. “Temos que conhecê-lo primeiro, claro. E tenho que ter certeza se ele é alguém que posso confar minha flha.” O tom afado de Holly fez seus flhos reprimirem uma risada e ela os silenciou com um olhar. “Max teve alguma coisa a ver com o que aconteceu na outra noite no bar?” Dillon perguntou. Callie cravou os olhos nele. “Quem te disse?” Dillon a encarou chocado. “É meu bar, Callie, você acha que ninguém me diria nada?” Ela franziu a testa e apertou os lábios. O suspiro coletivo dos seus pais ecoou pela sala. “Não foi nada.” Ela disse na defensiva. “Posso ter batido em Max quando ele apareceu no bar. Eu não o esperava e estava chateada.” “Como você talvez bateu em alguém?” Michael arrastou a voz.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Certo, então eu o acertei. Naquele momento ele mereceu.” “E ainda assim você está pronta para fcar com esse cara novamente.” Adam disse com uma carranca. “Olhe papai, é complicado. Ele teve que deixar a Europa porque sua mãe estava morrendo e eu pensei que ele tinha me abandonado.” Ela deixou de fora a parte que ele tinha feito justamente isso por todos os efeitos práticos. Aquilo não o poria em uma luz muito boa com seus pais já céticos. “Ele me encontrou aqui e se desculpou.” Ou o tanto que Max fora capaz de se desculpar porque era mais como se ele exigisse que ela o perdoasse. O que não era a mesma coisa depois de tudo. “Ele me... quer.” Ethan suspirou. “Nós vamos dar a ele uma chance, Callie. O que sabe sobre esse cara, afnal? O que ele faz? Ele não está planejando levá-la para longe daqui, não é?” Com aquela declaração, ela arrancou uma carranca de seus pais e de seus irmãos. Até mesmo Holly franziu o cenho e a olhou em questionamento. “Eu…” Inferno. Aquilo a fez parecer ridiculamente estúpida, mas a verdade era que não sabia muita coisa sobre o que Max fazia. Sabia que ele era rico, que tinha um trabalho ou talvez fosse dono do seu próprio negócio. Finanças? Verdade seja dita, ela não se importava se ele tinha dinheiro e também qual era o seu título no trabalho. “Callie?” Adam solicitou. “Ele está em fnanças.” Ela murmurou. “Acho que devíamos conhecê-lo antes de fazermos um julgamento.” Lily disse com sua doce e suave voz. “Não devíamos fazê-la se sentir pior do que já está. Ela tem passado por muita coisa e nosso apoio signifca muito para ela.” Oh, maldição. Ela ia chorar novamente. Ergueu o olhar e sorriu agradecida para sua cunhada, que ainda permanecia ao seu lado no sofá. Ryan pigarreou. “Convide-o para jantar. Quanto mais cedo melhor.” “Só não faça disto a Inquisição Espanhola.” Callie murmurou. “É ruim o sufciente ter tantos malditos machos nesta família. Diminua a testosterona para a noite se não se importar.” Dillon reprimiu uma risada e ela o olhou com raiva. “Seus pais vão fazer algo especial.” Holly disse serenamente. “Se ele aparecer e não gostarmos dele, eu farei a próxima comida para ele.” A sala inteira explodiu em riso. Um pouco da tensão no peito de Callie se dissipou e ela sorriu para o brilho malicioso nos olhos de sua mãe. Holly bateu levemente em sua perna.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Vai fcar tudo bem.” Ela sussurrou. “Você vai ver. Seus pais são resmungões, mas é porque você é o bebê deles, tem que se lembrar disso.” “Sim, eu sei.” Ela retornou. “Amo você, mãe.” “Amo você também, querida.” Holly a envolveu em outro abraço e quando a liberou, Adam levantou-se do sofá. “Agora que temos que sair do caminho, todos estão prontos para comer?” E então Callie foi cercada por seus pais, todos a abraçando e sendo rudes, e pela primeira vez desde que retornou para casa meses antes, ela sentiu uma leveza se deslizar por sua alma, o que lhe disse que tudo poderia dar certo.

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Capítulo Nove Callie estacionou na frente do hotel de Max e fcou lá sentada por um longo momento olhando para o pára-brisa. Estava exausta da tarde em que passou na casa de seus pais, mas seus sentidos estavam vivos, pelo pensamento de ver Max novamente. Desta vez sem dor e sem o mal entendido do passado entre eles. Eles realmente podiam começar de novo tão facilmente? Ela podia? Abriu a porta do carro e saiu, enxugando as mãos nervosamente na calça jeans. Seu estômago se agitava e seu peito se apertava a cada passo que dava em direção a porta do quarto de Max. Levantou a mão para bater e congelou antes de calmamente descansá-la contra a madeira envelhecida. Estava considerando se afastar quando a porta de repente se abriu e sua mão caiu. “Callie.” Ela deu um passo para trás e entrelaçou os dedos na sua frente. “Max.” Ele arqueou uma sobrancelha. “Você ia bater ou ia fcar aí a noite inteira?” “Como você…” “Eu vi você parar. Tenho esperado por você.” Quando ela não se moveu imediatamente, ele deu um passo atrás e abriu ainda mais a porta. “Entre.” Ela respirou profundamente e entrou na cova dos leões. Ou pelo menos era o que parecia. A porta se fechou atrás dela e ela parou no meio do quarto. Mãos frmes se deslizaram em seus braços para lhe agarrar os ombros e em seguida lábios quentes e sensuais pressionaram a curva de seu pescoço. Ela estremeceu e fechou os olhos enquanto o doce prazer cantarolava em suas veias. Uma canção de boas-vindas. “Você cheira exatamente como eu me lembro.” Ele murmurou. “Doce e um pouco exótica, como madressilvas em for.” Ele arrastou a língua por trás de sua orelha. “E você tem um gosto tão doce quanto cheira.” “Max!” Ela sussurrou. Lentamente ele a virou, as mãos nunca deixando seus braços. Então se aproximou mais até que ela foi pressionada contra seu peito e depois ergueu as mãos para embalar seu rosto e baixou a cabeça para beijá-la.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Um gemido se formou no fundo de sua garganta, se avolumou e então deslizou de seus lábios para sua boca. Ele comia delicadamente em seus lábios, beliscando e depois sugando, e em seguida traçando uma linha com a língua antes de mergulhar fundo. Não havia nada, de tentativa ou procura sobre seu beijo. Ele mostrava o mesmo domínio que a tinha atraído para ele em primeiro lugar. Forte, determinado e possessivo. Muito possessivo. Ele beijou sua boca e então apertou uma linha tenra de um lado de seu queixo e depois subiu para sua têmpora antes de passar para o outro lado e repetir tudo de novo. Beijou sua testa e pressionou a boca na linha de seus cabelos, deixando-a demorar. A tensão se enrolou apertada nos músculos dele. Sussurrou através de seu corpo para o dela até que os dois eram duas molas enroladas. Quando ele fnalmente se afastou, os dedos se enfaram no cabelo dela, acariciando distraidamente como se não pudesse deixar de tocá-la. “Vou fazer amor com você, Callie. Eu mal posso pensar direito por querê-la e Deus, eu não acho que posso ir devagar. Você merece que eu vá devagar, que seja gentil e amoroso. Merece que eu lide com você como um pedaço de vidro delicado e não acho que eu possa.” As palavras dele, tão roucas, sua necessidade era tão prevalecente como a luz do sol depois de um longo inverno. Ela o olhou e então tocou seu rosto com dedos trêmulos. “Então não seja.” Ela sussurrou. “Só me ame.” Com um gemido rouco ele a puxou em seus braços. Ela bateu em seu peito com sufciente força para lhe tirar o fôlego, e sua boca a devorou de novo. Ele caminhou com ela para trás enquanto arrancava sua blusa, puxando-a de sua calça jeans. Empurrou impacientemente, livrando-a da blusa, não perdeu tempo e foi para sua calça. Com uma mão, atrapalhou-se com o fecho enquanto que com a outra soltou seu sutiã. Com a calça jeans ainda presa nos joelhos dela, ele caiu em cima dela sobre a cama. Então lhe arrastou o jeans até que este saiu, e o tecido voou através do quarto para bater na porta com um baque. Então ele começou a trabalhar em sua própria roupa e ela fcou lá deitada, olhando através das pálpebras entreabertas enquanto ele revelava seu corpo musculoso e bronzeado. Estava mais magro. Um pouco mais magro que antes. O espiral de cabelo escuro em seu peito se afunilava para uma linha escura abaixo de seu umbigo onde desaparecia no cós de sua calça comprida. Um pouco de sua impaciência diminuiu quando a viu observando-o. Ele fez uma pausa em sua braguilha e começou uma lenta provocação que a deixou sem fôlego pela antecipação.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Centímetro por centímetro delicioso, despiu o tecido de seu corpo até que o pelo escuro em sua virilha fcou visível e em seguida seu pênis se deslizou para fora, dilatado e inchado. Quando fnalmente fcou nu, ele rastejou sobre a cama e escarranchou-se em seu corpo enquanto a olhava fxamente, como se tentasse memorizar cada centímetro dela de novo. “Você é tão bonita e tão perfeita. Perfeita para mim. Apenas na quantidade certa de suave e doce com um fo de aço em sua essência. Acho que nunca uma mulher mais perfeita já foi feita.” Sua respiração fcou presa e ela soluçou até que sua garganta queimou pela emoção. Ele sempre foi capaz de dizer a coisa certa e não soltava as palavras descuidadamente, tudo o que ele dizia era medido e pesado e, em seguida, delicadamente apresentado. Era um homem que quando falava, os outros escutavam. Havia algo em seu tom que comandava respeito. E obediência. “Você me quer, Callie? Você me quer como eu a quero?” Ela engoliu em seco e assentiu. “As palavras, eu quero as palavras.” “Sim, eu quero você, Max.” Ela disse em uma voz baixa. “Ponha os braços acima da cabeça.” Ela levantou as mãos e se inclinou para trás até que seus braços estavam acima de sua cabeça e seus dedos roçando a borda do colchão. Lentamente ele se afastou dela e saiu da cama até que fcou de pé entre suas coxas. Então deslizou os dedos subindo por suas pernas para enganchá-los no cós da calcinha de renda. Ele suavemente a puxou e o minúsculo pedaço de pano se arrastou sobre sua vagina e para baixo em suas pernas e joelhos. Suas pernas tremeram quando ele a puxou o resto do caminho e ela fcou nua e vulnerável para o olhar dele. “Abra suas pernas para mim.” Ele disse. “Quero ver você novamente e quero prová-la.” Ela mal foi capaz de obedecer, de tanto que seus joelhos tremiam. Sabia que estava molhada para ele, sabia do tanto que o queria. Seu toque, sua língua, sua boca. Tudo. Tinha se passado muito, muito tempo. Seu coração e seu corpo doíam por ele. Ele se inclinou para baixo e cuidadosamente passeou o dedo por suas dobras, testando sua suavidade. Então enfou um dedo em sua abertura e o deslizou para cima, fazendo sua carne lisa com seu desejo. Ele traçou um círculo ao redor do seu clitóris até que ela se contorceu e ergueu os quadris, querendo mais.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Mantenha os braços para cima.” Ele a lembrou quando ela teria abaixado as mãos para agarrá-lo. “Ou terei que amarrá-los.” Oh, Deus. Lembranças dela amarrada e completamente à mercê dele explodiram por sua mente. Ele amarrara suas mãos, suas pernas e tinha sua submissão completa. Tinha possuído seu corpo e sua alma repetidas vezes… Ele baixou a cabeça enquanto a separava com os dedos. O ar quente soprou sobre sua carne sensível quando ela lhe sentiu a respiração pouco antes da língua tocar em sua abertura. Ela se esforçou para cima só para lhe ser emitida uma repreensão afada que fcasse quieta. Ela ofegou, o peito arfante enquanto lutava para se controlar. Simplesmente tinha se passado muito tempo e ela não podia possivelmente se conter. Não podia fazer o que ele lhe pedia quando seu corpo gritava por ele. “Por favor!” Ela implorou. “Preciso de você.” Ele a olhou, seus olhos verdes queimando tão quentes que ela estremeceu. “Você quer fazer isso rude? Quer que eu a possua agora antes de estar pronta?” “Eu estou pronta,” ela ofegou. “Por favor, Max.” As mãos dele se colocaram ao redor de seus joelhos e a arrastou até que seu traseiro estivesse na beirada do colchão. Ele afastou suas pernas, posicionou o pênis e empurrou para frente. Sua invasão foi um choque. Não importava o quanto ela achava que estava pronta, ele era grande e inchado e tinha sido um longo tempo para ela. Seu corpo o abraçou tão apertado que ela se perguntou se seria até mesmo possível ele ir mais fundo. Ele se retirou e depois golpeou para frente, abrindo-a cruelmente com a força de sua estocada. Durante todo o tempo seu olhar estava preso ao dela e seus olhos brilhavam. Selvagens. Ao contrário do seu habitual olhar controlado e frio. O rosto dele estava desenhado com linhas duras, seus lábios eram fnos e apertados, suas narinas dilatadas enquanto ele forçava dentro dela novamente. Seu corpo estremeceu e ela se sentiu pequena e impotente, prisioneira do prazer que ele tirava do seu corpo. Ela fechou os olhos em êxtase quando sua vagina ondulou ao redor do pênis dele. Arqueou seu corpo, estirando-o, dando-lhe as boas-vindas. “Abra os olhos, Callie. Olhe para mim. Só para mim.” Suas pálpebras tremeram e ela fez como ele mandou. Os lábios dele se torciam selvagemente enquanto lhe agarrava os quadris, abrindo-a ainda mais e forçando-se a ir mais fundo. Empurrou tão forte contra ela que seu corpo se agitou. Seus

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER seios balançavam a cada movimento, e o golpe afado da virilha dele contra seu traseiro lhe enviava um choque de prazer agudo e afado através de sua barriga. Ele se inclinou sobre ela, prendendo-lhe o corpo no colchão enquanto seu corpo se forçava sobre o dela. Dentro e fora. Mais rude e mais duro até que ela mordeu o lábio inferior pelas sensações requintadas e esmagadoras que a bombardeavam a cada vez. Ela não ia durar. Não podia. Não contra seu ataque e não depois de tanto tempo. A pressão se construiu, enrolando-se em sua barriga e apertando todos os seus músculos até que ela fcou fraca pelo esforço. Seus mamilos se retesaram e se enrugaram, e mil pequenos calafrios percorreram por sua pele enquanto as chamas de seu orgasmo se espalhavam mais e mais. Ele era tão grande e ela tão apertada. Ela o sentia em toda parte de seu corpo, deslizando como veludo por seus tecidos mais delicados. Nem uma vez ele fez uma pausa. Empurrava mais duro e mais forte. Implacável. Sua mandíbula inchou e ele a encarou, o olhar piscando sobre seu rosto. “Goze.” A ordem em voz baixa foi como um pequeno fusível. Chicoteou sobre seu corpo e desbloqueou algo profundo dentro de sua alma. Sua liberação brilhou como um raio, ela soltou um grito agudo e gozou, desfazendo-se pedaço por pedaço irregulares. Sua visão escureceu, ele e o quarto fcaram como um borrão, mas apesar de tudo ela fcou presa a ele. Ele não exigia menos que isso. Era sua âncora, seu abrigo, sua força, sua alma. Ele caiu sobre ela, pegando-a em seus braços enquanto seus quadris balançavam espasmodicamente contra ela. Ela sentiu a umidade rápida entre suas pernas, e a facilidade com que ele deslizava dentro de seu corpo agora. Por um longo momento ele fcou deitado sobre seu corpo, cobrindo-a protetoramente, o peito pressionando o dela enquanto ele procurava recuperar o fôlego. Suas pernas estavam emaranhadas e ele roçou uma perna de pelo áspero para cima e para baixo em sua coxa antes de fnalmente rolar de lado, levando-a com ele. Retirou-se dela e o sêmen quente escorreu, então ele pressionou os lábios em sua testa. Ela enrijeceu e ele fcou imóvel. Sua pulsação ainda limitada enquanto a mão dele surgia para esfregar seu braço de cima abaixo. “Callie?” Ele perguntou numa voz baixa. “O que está errado? Machuquei você?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela virou as costas e encarou o teto enquanto a percepção se chocava com a névoa de euforia que os cercava. Ele a deixou ir, surpreendendo-a, embora se levantasse sobre um cotovelo para olhar para ela com olhos estreitos. “Você não usou um preservativo.” Ela rolou para longe dele e puxou as pernas para sua barriga, desejando desesperadamente que tivesse umas cobertas para puxá-las sobre ela. Ele lhe tocou o braço, mas ela não reconheceu o toque embora soubesse que este era um comando para que o olhasse. “Não usamos preservativos antes e não vi nenhuma utilidade para eles agora.” “Isso foi antes.” “Antes do quê, Callie?” Ela exalou longa e lentamente. “Isso foi há meses e você não estava com mais ninguém. Eu não sei com quem esteve desde que foi embora, não é justo para mim. Isso nem é seguro. Você devia ter usado um.” Desta vez ele não perguntou. Simplesmente a rolou para cima até que ela foi forçada a encontrar seu olhar bravo. “Você acha que estive com outras mulheres depois que a deixei?” Ela encolheu os ombros. “Eu não sei, esse é o ponto. Você devia ter usado a proteção até que pudéssemos conversar sobre isso.” Ele praguejou em voz baixa. “Não houve ninguém mais. Não desde você.” Ela o encarou por muito tempo, julgando a veracidade de suas palavras. Odiava que existissem dúvidas e antes ela teria abraçado aquelas palavras, não acreditava que ele fosse capaz de mentir para ela porque ele não era um homem que mentia. Mas do seu modo, tinha lhe dito que queria fcar com ela, e a deixou. Ele lhe afastou as pernas e, para sua surpresa, ela o sentiu cutucá-la com seu pênis duro e ereto novamente. Deslizou fundo, o sêmen fazendo sua entrada fácil desta vez. Estava bem fundo e duro dentro dela e a olhou, seu rosto tempestuoso enquanto empurrava nela novamente. “Só você, Callie. Você assombrou minhas noites e meus dias. Nunca parei de pensar em você. Como possivelmente eu podia ir para a cama com outra mulher que não era você?” A boca dela se arredondou em choque enquanto ele empurrava fundo e duro por seus tecidos inchados. Estava hipersensível após o orgasmo, a entrada dele era quase dolorosa, mas havia uma mordida crua e afada, o que provocou sua reação e a deixou se arqueando para ele, querendo, precisando de mais. “E você, Callie? Houve algum outro? Diga-me, preciso me preocupar em me proteger?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Os olhos dela se alargaram em choque e então ela franziu a testa, mas permaneceu em silêncio. As narinas dele se dilataram e ele plantou as palmas das mãos de cada lado de sua cabeça e balançou os quadris contra ela. “Responda, houve algum outro?” Ele estabeleceu um ritmo implacável, levando-a tão perto da borda, que ela torceu e implorou que a deixasse gozar. Mas ele parou, justo na borda, e a observou com indiferentes olhos verdes enquanto ela ia quase frenética, tentando conseguir com que ele se movesse novamente. “Max, por favor!” “Diga o que quero saber, droga! Diga e eu a deixarei gozar.” “Não!” Ela disse com voz entrecortada. “Nunca houve ninguém depois de você. Eu não poderia.” Ele baixou a cabeça e a beijou suavemente na boca. Engoliu seu soluço suave e então diminuiu a velocidade de suas estocadas, começando a fazer amor para ela, gentil e doce. Lenta e ternamente, deslizava dentro dela até a mordida ser substituída por ondas calorosas de prazer, escorrendo de seu corpo e espalhando como a luz do sol. “Goze dolcezza2.” Ele sussurrou, e desta vez sua liberação não foi uma explosão violenta, mas quase como um fuxo delicado de mel, doce através de suas veias. As lágrimas se deslizaram por seu rosto enquanto ela tentava bravamente recuperar sua compostura. Mas ele beijou cada uma delas, bebericando do gosto salgado e em seguida a beijou até que ela provou do gosto leve de sal. “Senti tanto a sua falta.” Ela disse entrecortada. “E eu senti a sua, muito. Você é minha, Callie, minha. Não vou deixá-la novamente.”

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Doçura, em italiano

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Capítulo Dez Callie estava deitada nos braços de Max quando os primeiros raios do amanhecer rastejaram pela janela. Ele a acariciou preguiçosamente, as mãos se movendo sobre as curvas de seu corpo até seu cabelo. Ele se inclinou e lhe beijou o ombro, enviando um arrepio de percepção sobre seu corpo dolorido. Ele lhe tinha feito amor, à noite inteira. Cru e insaciável. Levou-a aos seus limites e agora ela estava saciada e exausta, mas ciente de que, pela primeira vez em meses, sentia-se em paz. Ele não parecia conseguir o bastante dela e mesmo agora, seu toque era possessivo, como se estivesse reivindicando tudo de novo. “Cansada?” Ele murmurou, quebrando o silêncio. Ela assentiu contra ele quando a névoa morna do sono caía sobre ela. “Então durma.” Não era tão simples assim. Ela estava quase com medo de fechar os olhos, temendo que aquilo tudo fosse um sonho. Uma imaginação dos seus desejos mais sinceros. Quantas noites ela tinha fcado acordada, querendo-o tanto que lhe chegava a doer fsicamente? Ela se virou, enrolando-se em seu corpo quente. Colocou a cabeça debaixo do queixo dele e soltou um suspiro de satisfação. “Sabe quantas noites fquei acordado lembrando como você se sentia em meus braços?” Ele perguntou. “Ou como você costumava suspirar como uma gatinha feliz depois de termos feito amor?” Ela sorriu contra seu peito. “Se você não dormir, vamos sair para um café da manhã e pode me mostrar sua cidade.” “Eu gostaria disso.” Ela disse suavemente. Ele enroscou os dedos em seu cabelo e delicadamente lhe puxou os fos. “Amo seu cabelo. Nunca fui capaz de descobrir de que cor ele é, uma mistura fascinante de preto e castanho com todos estes tons quentes de marrom misturados. Faz-me lembrar de um pôr-do-sol sobre as ilhas gregas.” Ela beijou seu peito e deslizou a mão entre eles para deixar seus dedos escorregarem pelos cabelos de seu tórax.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você sempre foi as minhas melhores férias.” Ela ligeiramente brincou. “Estive em tantos lugares, mas a viagem onde o encontrei foi… mágica.” “Estou impressionado como sua família a deixou se arrastar por todo o mundo como você fez. Se você fosse minha, eu me preocuparia eternamente sobre no que você estava se metendo. Eu queria estar com você para compartilhar a alegria da descoberta.” Ela fez uma careta. “Eles se preocupam, sempre se preocuparam. Não acho que eles me entendam, eles me amam e apóiam, mas não acho que realmente já entenderam o que me faz vibrar ou porque sou um espírito tão inquieto.” Ele acariciou seu braço de cima a baixo e descansou o rosto contra o seu. “O que a faz tão inquieta, Callie?” Ela fcou em silêncio por um momento. “Eu amo perseguir o pôr do sol. Eles parecem diferentes em todos os lugares que vou e existe sempre algo novo para experimentar. Minha família é tão… resolvida. Talvez eu nunca sentisse que realmente me encaixava.” Ela podia senti-lo franzir o cenho contra sua bochecha. “Como assim?” Ela suspirou. “Minha família é diferente. Eu lhe disse que tenho três pais e o que você não sabe é que depois que voltei para casa, meus três irmãos se apaixonaram pela mesma mulher. Isso parece tão estranho quando digo em voz alta, mas funciona para eles. E funciona para minha mãe e meus pais. Talvez no fundo da minha mente eu tenha pensado, três flhos à frente de mim. É como uma espécie de tradição de família.” Ela brincou. “E então eu vim, a única flha na mistura. A única flha em gerações por onde eu sei. Aonde eu ia me encaixar? Inferno, todo mundo provavelmente pensa que vou me juntar com alguns homens também.” “Por cima do meu cadáver.” Max rosnou. Ela riu. “Não se preocupe porque realmente nunca entendi a atração. Amo meus pais e meus irmãos sinceramente, mas não gostaria de tolerar tanta testosterona em um relacionamento.” “Eu acho que sou muito possessivo quando você está envolvida.” Ele murmurou. Ela bufou. “Você é possessivo com tudo que considera seu.” Ele pareceu considerar aquilo por um momento antes de concordar. Aninhou-se em seu ouvido e então sussurrou: “Vamos lá, vamos tomar uma ducha e depois comer.” Meia hora mais tarde, eles saíram para o ar fresco da manhã na montanha e um calafrio subiu pela coluna de Callie. Max franziu o cenho e em seguida tirou a jaqueta e a colocou sobre os ombros dela. “Você devia ter vestido um casaco.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela sorriu enquanto ele colocava um braço ao redor de seus ombros e a puxava para seu lado. “Eu não estava pensando muito além de fcar com você. Além disso, vai esquentar em um par de horas e não haverá necessidade para uma jaqueta.” Ele beijou sua testa e então cruzaram a rua para o café lotado que estava instalado em Clyde pelo tempo que ela estava viva. Assim que entraram, Callie podia sentir os olhares os atravessando e por volta do meio-dia, estaria por toda parte na cidade, e sua mãe receberia não menos que uma dúzia de ligações, todos se perguntando quem era o homem que estava com ela. Não ajudava que Max não podia manter suas mãos longe dela. Ele a tinha confortavelmente, aconchegada contra seu corpo e sua mão estava espalmada sobre seu quadril. Qualquer um com olhos podia ver que Max tinha tudo, menos chateado-a e marcado-a. A campainha tilintou quando outro cliente entrou. “Droga!” Callie murmurou quando percebeu quem era. “O que foi?” Max perguntou. “Meu irmão.” “Qual?” “Seth. O xerife.” Max não fez nenhum movimento para soltá-la quando Seth se aproximou. Ela reconheceu o olhar no rosto de Seth como aquele malvado, intimidante e congelante que ele dava às pessoas que prendia. Não que ele prendesse muitas pessoas em Clyde. “Callie.” Ele disse em reconhecimento. “Bom dia, Seth.” Ela disse alegremente. “Onde está Lily?” “Em casa.” “Então o que você está fazendo aqui?” Ela perguntou intencionalmente. “Eu estava no escritório para despachar um pouco da papelada quando vi que você atravessou a rua.” A nota acusadora em sua voz lhe disse muito claramente que ele viu de onde ela saiu. Naquela hora da manhã e o fato que veio do quarto do hotel de Max, era óbvio onde tinha passado a noite. “Vai me apresentar, Callie?” Max suavemente interrompeu. Ela relampejou um sorriso em direção a ele. “Max, este é meu irmão, Seth. Seth, este é Max Wilder.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Seth estendeu a mão, mas sua expressão não era nada de boas-vindas. Ela queria chutar sua canela e teria feito se todo mundo no café não estivesse colado para a cena que se desenrolava. “Você se importaria de se juntar a nós?” Max perguntou enquanto agitava a mão de Seth. Callie disparou um olhar para seu irmão. “Não, talvez outra hora. Lily está me esperando em casa. Ela está fazendo o café da manhã. Claro que vocês dois podem se juntar a nós para tomar o café da manhã lá. ” Ele disse enfaticamente. “Ah não, obrigada mesmo assim.” Callie disse depressa. “Nós já temos planos.” Seth varreu seu olhar sobre Max mais uma vez, seu olhar fxo enviando um aviso claro. Era aquela coisa toda de homem que dizia estou de olho em você. Não foda com tudo. Callie revirou os olhos e arrastou Max para mais perto do balcão onde eles podiam fazer o pedido. “Dê a Lily meu amor.” Ela disse e então encarou incisivamente a porta. Seth lhe lançou um olhar descontente. “Prazer em conhecê-lo, Wilder.” Entretanto seu tom sugeriu que aquilo não era nada. Ele se virou e caminhou de volta para a porta da frente. Max e Callie esperaram em silêncio até que chegou a sua vez de pedir e então se sentaram em uma das cabines de frente para a rua. Callie pegou sua comida e olhou para Max, avaliando sua reação para a hostilidade óbvia de Seth. “Tenho um apartamento em Denver.” Max disse depois que tomou um longo gole de seu café. “Tanto quanto quero conhecer sua família e acalmar seus medos, acho que seria melhor se você e eu passarmos algum tempo sozinhos, então quando a encontrarmos, você estará feliz novamente e não terá estas sombras de feridas em seus olhos.” Ela quase levantou uma mão para seus olhos e deixou cair seu olhar culpada. “Callie, olhe para mim.” Ela o olhou de volta para vê-lo encarando-a atentamente. “Eu magoei você. Sua família sabe que a magoei e preciso fazê-la feliz novamente antes de encontrá-los ou eles nunca acreditarão em nossa relação. Você ainda está incerta e quero que tenha certeza antes de nós os enfrentarmos.” Ela lentamente assentiu seu acordo. “Eu gostaria de levá-la para Denver por uma semana. Não haverá nenhuma distração lá. Somente você e eu e tudo que quisermos fazer.” “Eu gostaria disso.” “Ótimo. Então iremos embora depois do café da manhã.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela piscou surpresa. “Mas vou precisar falar com minha mãe e meus pais. E preciso fazer as malas. Todas as minhas coisas estão na casa dos meus pais'.” Ele estendeu a mão e deslizou seus dedos sobre a dela. “Tudo de que precisa é você e eu cuidarei do resto. Pode ligar para seus pais a caminho de Denver e vou comprar tudo que você precisar.” Ela suspirou. Como Max adorava mimá-la e se ela fosse completamente honesta, admitia que amava ser mimada por ele. Ele pensava em tudo e em algumas coisas que ela não pensaria. Ele tinha visto cada necessidade sua enquanto eles estavam na Europa e sua única tarefa era agradá-lo. Todo o resto, ele cuidava. “Tudo bem.” Ela concordou. “Vou ligar para eles no caminho e deixá-los saber que estarei fora por uma semana. Eles estão acostumados que eu me retire por capricho, então não vão se surpreender.” Ele levantou sua mão para os lábios e apertou um beijo suave em sua palma. “Pela próxima semana vou amar você, Callie e quando voltarmos, não haverá qualquer dúvida em sua mente que eu a deixaria de novo.”

Capítulo Onze Prazer em Seduzir

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Max olhou para Callie enrolada no assento ao lado dele, enquanto dirigia pelo centro de Denver. Ela estava profundamente adormecida, os nós dos dedos dobrados à sua bochecha, e seus cabelos espalhados como um véu de seda. Ela parecia frágil e vulnerável durante o sono. Abaixo de seus olhos, sombras contundiam a pele suave. Ele cuidaria dela esta semana. Ela dormiria e descansaria, e recuperaria o brilho em seus olhos e o sorriso largo que iluminava seu mundo. Ele gastaria todos os momentos mimando-a e amando-a, até que ela se esquecesse de como era estar sem ele. Até que ele pudesse esquecer os longos meses que passou sem ela. Ele moveu-se debaixo do toldo do luxuoso edifício de apartamentos, e sua porta foi rapidamente aberta pelo manobrista. Max ergueu um dedo para que Callie não fosse acordada e o manobrista recuou para Max sair. Ele caminhou para o lado do passageiro, abriu a porta de Callie e então abaixou ao lado dela. Ele roçou os dedos sobre o rosto dela, e ela se mexeu sonolenta. “Acorde, dolcezza. Nós estamos aqui.” Suas pálpebras se abriram e seus olhos encontraram os nublados olhos azuis. Então ela olhou além dele e o nevoeiro desapareceu. Ela se atrapalhou com o cinto de segurança, mas ele permaneceu com as mãos, e o desafvelou ele mesmo. Ele a ajudou a sair do carro, gesticulado para o manobrista assumir o volante e, em seguida a colocou contra si, assim ela não fcaria fria, e passou pela portaria do edifício. Ela estava quieta quando eles entraram no elevador. Ela abafou um bocejo e então se inclinou nele, depois que ele inseriu seu cartão para o último andar. A ação foi tão natural, como se eles não tivessem se separado. Ela sempre fora abertamente afetuosa com ele. Tão espontânea. A princípio ele não soube como reagir. Não estava habituado a tal exuberância, mas ele depressa se viciou em suas exibições de afeto, e viveu para os tempos em que ela se aconchegou em seus braços, ou simplesmente se debruçava em seus toques, como estava fazendo agora. Ele a abraçou apertado contra si e beijou sua testa enquanto o elevador subia até o último andar. “Ainda cansada?” “Mmm-hmm,” ela murmurou. “Então vamos para a cama e você dormirá um pouco mais.” Ela sorriu. “Tão mandão. Eu estou bem. Se eu dormir mais, nunca irei para a cama hoje à noite.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER A porta do elevador abriu no hall de seu apartamento e ele persuadiu Callie adiante. Seus olhos estavam arregalados quando seus pés bateram no mármore italiano. “É magnífco, Max. Tão enorme!” Divertia-o em quão facilmente ela se impressionava. Ele sabia que sua família era rica, e ainda assim Callie era completamente afetada por ela. Irritava-o saber que seus pais tinham tanto dinheiro como ele e, ela ainda mochilava pela Europa, vivia e comia como uma estudante pobre, e o veículo que ela dirigia era uma antiguidade. “Estou pensando em fcarmos mais relaxados hoje, e então amanhã compraremos tudo que você precisar.” Ela limpou as mãos na calça jeans e, em seguida virou as palmas para cima. “É isso aí, Max. Você não me deixou trazer uma bolsa. Eu não tenho nada para vestir.” Ele sorriu. “Enquanto você estiver aqui, eu prefro que você não vista nada. Eu darei um telefonema e terei algo entregue hoje à noite para você vestir para as compras amanhã.” “Nada?” Ela arqueou uma sobrancelha e olhou para ele como se medindo se ele estava ou não sério. “Absolutamente nada,” ele murmurou. “De fato, eu gostaria muito se você se despisse agora.” Seu nariz enrugou. “Eu preciso de um banho. Viajar me faz sentir suja.” “Eu prepararei um banho para você, ou pode usar o chuveiro. Sua escolha.” “Ou você pode tomar banho comigo,” ela sugeriu ironicamente. “Ou eu podia tomar banho com você,” ele concordou. “Posteriormente, nós nos sentaremos na frente do fogo e eu pentearei seu cabelo para você.” “Oh, você vai me estragar, Max,” ela disse com um suspiro. “Ninguém jamais cuidou de mim como você.” Ele a puxou nos braços e beijou seu nariz. “Isso é uma coisa boa. Eu preferiria fazer tudo e cuidar de você.” Apenas a imagem dela debaixo do chuveiro totalmente escorregadia com a água o deixou tão duro que machucava. O que ele realmente queria fazer era fodê-la contra a parede de chuveiro e em seguida empurrá-la de joelhos, e tê-la chupando-o enquanto a água caia sobre eles.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Apenas pelo fato dela, parecer cansada e não haver dormido a noite anterior — para não mencionar que ele fez amor com ela incansavelmente, e ela estava provavelmente dolorida — o impediu de despi-la naquele momento, e em seguida arrastá-la para possuí-la no chuveiro. Um pouco de cuidados especiais carinhosos não seria negligenciar alguém. Ainda que o matasse. Ela se debruçou nele e o abraçou, enquanto aconchegava o rosto em seu peito. Ele adorava isso. Amava o quão quente e suave a sentia em seus braços, e como ela derretia contra ele. Ele circulou seu corpo com os braços e a apertou, satisfeito apenas por segurá-la. Finalmente ele se afastou e entrelaçou os dedos com os dela. Ele a arrastou para o quarto principal e o banheiro enorme com uma Jacuzzi e chuveiro separado. Ele a deixou tempo o sufciente para ligar a água e então retornou. Quando ela iria começar a se despir, ele suavemente capturou seu pulso. “Deixe-me.” Ela abaixou sua mão e frisou os dedos em punho em seu lado. Seus olhos azuis escurecidos com nuvens da tempestade, e fome queimando. Às vezes era doloroso estar ao redor dela. Eles nunca pareciam obter o sufciente. A paixão entre eles era uma coisa viva, que respirava. Ele nunca experimentou tal desespero cru por uma mulher e, certamente não houve uma mulher que respondesse a ele como Callie fazia. Eles eram a combinação de duas metades. A química era perfeita. Ela era perfeita. Bonita, submissa, tão faminta por agradar e ser feliz. Ele podia ser ele mesmo com ela. Não tinha que fngir. Ele não tinha que conter-se. Ela tomou tudo que ele lhe deu, e quis — não, exigiu — mais. Ela não era ofendida por sua precisão de controlar — dominar. Ela ofereceu-se tão docemente que doeu seus intestinos. Ninguém tinha se dado tão livremente. E ele tinha tentado seu melhor para foder isso. Tudo por causa de uma promessa. Ele sacudiu fora a intromissão indesejada de seus pensamentos mais escuros, e afrouxou a calça jeans de Callie. O vapor começou a subir do chuveiro e ele desceu a calça por suas pernas. Deixando-a junta em maço ao redor de seus tornozelos, ele puxou sua camisa até que ela vestia apenas sutiã e calcinha. Incapaz de resistir, ele se ajoelhou na frente dela e pressionou um beijo no V de sua calcinha de seda. Seu montículo era suave e ele provocava embaixo com seus lábios. Frustrado com a

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER barreira, Ele manuseou a renda e trabalhou em seus quadris até que o triângulo macio de pêlos foi exposto ao seu olhar. “Você é tão suave e feminina.” Ele levantou-se lambendo seu umbigo e então mordiscou um caminho ao redor. Ela enfou os dedos em seus cabelos e segurou sua cabeça contra seu corpo, enquanto ele a beijava amorosamente. “Afaste-se,” ordenou ele, fcando de pé. Ela chutou a calça jeans e calcinha, e então ele a puxou contra seu peito até que seus seios saíram dos bojos de seu sutiã. “Perfeito. Simplesmente perfeito.” Ele segurou um e ergueu até que seu mamilo espiou sobre a renda cor de pêssego de seu sutiã. O pico coral delicado acenou para ele, e ele abaixou sua cabeça. Ele agitou a língua e traçou o topo de sua aréola até que seu mamilo enrugou e empurrou rigidamente para fora. Outro pequeno empurrão e, seu seio estava livre do bojo. Ele esfregou sua língua no broto, e então o chupou entre os dentes. Ela ofegou e tropeçou. Ele colocou um braço ao redor de sua cintura e segurou-a frmemente enquanto lambia e arreliava o delicioso regalo. “O chuveiro está pronto.” “Provocador,” ela murmurou. Ele sorriu de tudo, mas a levou para trás através da porta aberta do chuveiro, e para o jato quente. Ela imediatamente deixou escapar um gemido de prazer quando o calor despejou sobre os dois. Ele empurrou até que sua cabeça caísse para trás, descobrindo seu pescoço em busca de sua boca. Apesar de sua determinação de não começar nada, descobriu que não podia parar. Ela era um vício. Um fogo em seu sangue que não tinha esperanças de extinguir. Respirando com difculdade, ele afastou-se do gosto de sua pele e fcou atrás por um momento para recuperar-se. Ela pegou o xampu, mas ele arrancou-o de suas mãos e esvaziou o líquido em sua mão. Ele começou na parte superior de sua cabeça e trabalhou o xampu em seu cabelo. Depois que ele enxaguou, agarrou uma toalha e atormentou tanto ensaboando cada centímetro de seu corpo deleitável da cabeça aos pés, com especial atenção nas partes do meio.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Quando terminou, ela pegou a toalha e, em seguida começou a espremer o sabonete em seu seio. Quando ela alcançou a barriga, ele estava duro como uma pedra e tão inchado que parecia que iria rasgar as costuras. Suas mãos doces trabalhavam ao redor de seu pênis até suas bolas, onde ela segurava e rolava, fazendo-o mais louco a cada minuto. Quando ela se afastou para lavar o sabão, ele gemeu. Ela lhe enviou um beicinho, e um olhar sensual que apenas o fez querer apertá-la contra a parede do chuveiro e fodê-la insensatamente. Enquanto a água escorria sobre ela, ela voltou e ajoelhou-se em frente dele. Ele adivinhoulhe a intenção e estendeu a mão para agarrar seu pênis e puxá-lo para longe de seu alcance. “Não, bebê. Você não precisa fazer isso. Você está cansada.” Ela suavemente arrastou sua mão longe de seu pênis e colocou seus dedos ao redor da base. “Eu quero,” ela disse em voz rouca. Sua respiração silvava de modo explosivo de sua garganta, enquanto ela lentamente deslizava a língua sobre seu comprimento. A água quente não se comparava com o calor de sua boca. Ela chupou-o profundamente, lambendo sobre a carne rígida, em seguida lentamente afastava-se até a ponta do pênis pendurado precariamente de seus lábios. Ela lambeu na fenda e fez um som de ronronar profundo em sua garganta, fbroso de satisfação. “Jesus, Callie.” “Ajude-me,” ela murmurou. “Mostre-me como você gosta, Max.” “Você sabe muito bem como eu gosto,” ele rosnou. Mas mesmo enquanto falava, suas mãos estavam nas laterais de seu rosto, segurando, segurando-a no lugar enquanto ele guiava seu pênis dentro, e então profundamente. Manteve-se lá por um longo momento e depois se retirou, deslizando através de sua língua. Ela era a visão mais erótica que ele já presenciou em sua vida. De joelhos, escorregadia, fletes de água escorrendo sobre seus seios, o rosto para cima e seu olhar preso nele. Aguardando seu comando. Ele acariciou-lhe as bochechas com os polegares e espalhou seus dedos suavemente de suas orelhas, para os cabelos lisos atrás delas. Sua boca era o fogo mais doce que ele já mergulhou dentro. Quente. Apertada. Molhada. Tão malditamente boa que ele iria perder sua mente, seu controle, sua própria alma.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela o cercava como veludo líquido. Doce. Ardente além de suas ideias mais selvagens. Cada golpe para o fundo de sua garganta o trouxe muito mais perto do absoluto abandono. Ela tragou ao redor de seu pau, sua garganta trabalhando em torno de sua carne com perversa destreza que o deixou incontrolavelmente trêmulo. “Deixe-me saborear você, Max. Eu quero tudo.” Seu apelo suave enlouqueceu-o. Ele acariciou profundamente quando sua liberação bombeou frmemente em suas bolas e subiu até seu pênis. A cabeça de seu pênis friccionou no céu de sua boca e nos tecidos macios do fundo de sua garganta. Ela engoliu o primeiro jorro de seu sêmen, e o movimento quebrou o último de seu controle. Ele agarrou sua cabeça e apunhalou. Duro. Seu orgasmo era doloroso. Rasgando dele, como se estivesse derramando sua pele. As intensas rajadas de êxtase estilhaçavam sua virilha e seus joelhos quase dobraram quando ele explodiu em sua boca. Ele jogou a cabeça para trás, fechou os olhos com força e cerrou os dentes com tanta força que a dor disparou por sua mandíbula. Ela continuou a golpeá-lo e acaricia-lo, persuadindo o último lançamento de seu pau ainda duro. Cada pequena carícia enviava outro tremor vertiginoso através de seu corpo. Pequenos impulsos elétricos o deixaram gemendo, quando onda após onda de infnito prazer silvavam por suas veias. Ele deslizou de sua boca, mas ela continuou a deslizar seus dedos sobre a carne hipersensível, suas mãos trabalhando sua magia deliciosa. De repente, ciente da água ainda fuindo acima de Callie, alcançou depressa para desligar o chuveiro. Sentia-se como um bêbado tentando cambalear para fora de um bar, quando deu um passo pela porta de chuveiro. Suas pernas estavam iguais à borracha e ainda estava tendo tremores por seu corpo, mas seu primeiro dever era com Callie. Ele pegou uma toalha da prateleira, trouxe-a para a mão de Callie, e a ajudou a sair do chuveiro. Quando ela se levantou, gotejando no chão, ele a envolveu na toalha e suavemente a esfregou da cabeça aos pés. Ela suspirou um pouco ansiosa, quando ele moveu-se para seu cabelo e começou a enxugar a umidade dos longos fos. “Eu devia estar secando você,” ela murmurou. Ele se inclinou para beijar o canto de sua boca.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Huh-uh, dolcezza. Você sabe o quanto amo cuidar de você. E você já cuidou tão bem de mim no chuveiro. Pelos próximos tempos, eu vou mimar e mimar você ridiculamente.” Ela sorriu. “Eu ridiculamente gostaria. Você me faz ridiculamente muito bem.” “Espero que sim.” Ele enrolou seu cabelo em uma toalha, em seguida pegou o roupão felpudo do gancho atrás da porta, e puxou-o ao redor de seu corpo até que ela foi envolvida pelo espesso tecido atoalhado. “Vá até a sala e espere por mim,” ele ordenou. “Só levará um minuto para me vestir.”

Capítulo Doze Callie entrou na sala, apertando o roupão mais em torno de si. Não era porque estava com frio. De fato, o apartamento estava em uma temperatura perfeita. O calor subia do piso e um fogo ardia na lareira, que suspeitava ser a gás. Ainda assim parecia convidativa e ela fcou na frente dela. Quando virou de costas para aquecer as mãos que mantinha para trás, olhou pela janela oposta à visão do centro de Denver e das montanhas distantes. Em muitas formas, isto lhe lembrou a viajem através da Grécia e da Itália com Max. Ela sempre excursionava e fcava em albergues ou dormia nas estações de trem. Max fcou horrorizado com a ideia de que uma mulher jovem, para todos os efeitos práticos, operava como uma pessoa desabrigada. Callie riu e disse que para todos os fns práticos, que ele estava certo. Ela tinha dinheiro, mas racionava rigidamente, e se conseguia fcar em acomodações baratas ou se pudesse acampar em algum lugar, então não teria que mexer em sua reserva de dinheiro, o que signifcava que poderia viajar ainda mais.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Max pôs fm a tudo naquele primeiro momento que Callie o deixou fazer amor com ela. Ele assumiu o comando — não em uma forma dominante, de forma estúpida — mas ele queria cuidar dela e começou a fazer exatamente isso. Ele era frme. Teimoso. Mas não era um idiota que saia dando ordens. Ela sorriu ao lembrar-se de uma particular conversa que eles compartilharam em um dos suntuosos quartos de hotel que ele reservou. Ela estava de joelhos num grosso tapete de veludo, não muito diferente daquele em seu apartamento agora. Max acariciou seu rosto com a mão em uma carícia afetuosa e perguntou: “Eu tenho sua obediência, Callie?” Ela franziu o nariz e enrolou os lábios em desgosto. “Eu não gosto dessa palavra. Não sou uma criança. Você não é meus pais. Eu não sou alguma idiota rebelde que precisa ser mantida na linha. Com certeza tem que haver um caminho melhor para conseguir seu ponto, Max. Você sabe que eu amo agradar você. Eu preciso agradar você. Mas por favor não use palavras como obediência, porque isto sugere algo que eu não gosto.” Ele sorriu e se inclinou para beijar sua testa franzida. “Você se preocupa demais, Dolcezza. Nunca vou querer deixá-la desconfortável, degradá-la ou fazer que se sinta menos do que é. Se um dia eu cruzar essa linha Callie, espero que você realmente chute meu traseiro que sempre te amou.” Ela sorriu de volta. “Pode apostar.” Seu rosto fcou sério mais uma vez e ele tocou em sua bochecha novamente. “Tenho a sua submissão?” Ela pensou por um momento longo sobre o que ele estava pedindo. Para alguns, obediência E submissão era provavelmente a mesma coisa. Não ela. A obediência sugeria cega lealdade. Nenhum livre arbítrio. A submissão sugeria uma escolha. A escolha de se colocar aos cuidados de outra pessoa. Mas com condições. Confança. Sempre confança. A obediência não é necessariamente sinônimo de confança. Se alguém estivesse em uma posição de autoridade acima do outro, eles podiam exigir obediência, e não seria muito diferente de Callie oferecendo sua submissão para Max. Para cuidar dela e confar neste homem. Finalmente ela o olhou, suas sobrancelhas retraídas de seriedade. “Sim, Max. Você tem minha submissão. De boa vontade e alegremente.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie suspirou com a recordação, e um calafrio de prazer deslizou sobre os ombros. Eles passaram tantas noites maravilhosas juntos. Ela submeteu-se sem remorso. Até o dia em que ele partiu e não retornou. Franzindo a testa com a virada infeliz de seus pensamentos, ela se abraçou e afastou-se do fogo. Desenrolou a toalha de seu cabelo e soltou-a no chão enquanto caminhava para a frente da janela. Ela não ouviu a aproximação de Max. Não soube que ele estava atrás dela até que mãos fecharam sobre seus ombros e ele roçou um beijo em sua têmpora. Ela virou-se instintivamente para o calor e o conforto de seu corpo. Ele a abraçou, envolvendo os braços fortes ao redor dela, e ela aninhou a cabeça debaixo de seu queixo. “Pergunto-me se você sabe o quão contente estou por tê-la de volta onde você pertence.” Ela sorriu, mas não disse nada por um momento. Era fácil fngir que eles nunca se separaram e que isso era só uma extensão do tempo que fcaram juntos na Europa. Talvez ele sentisse sua hesitação porque se afastou e olhou para ela com olhar intenso. “O que você está pensando?” Ela começou a responder, entretanto perguntava-se se devia realmente verbalizar o que havia pensado. Não queria arruinar o que foi uma tarde perfeita. Max franziu o cenho e, em seguida puxou-a para o sofá. Sentou-se na ponta e então a colocou no colo até que ela estivesse enrolada em seus braços, suas costas contra o braço do sofá. “Não faça rodeios, Callie. Não comigo. Seja lá o que estava prestes a dizer, diga. Nós não poderemos avançar até que nós esclareçamos.” Ela suspirou e debruçou a cabeça em seu ombro como um travesseiro. “Apenas pensava sobre a Europa. Era como uma fantasia, tal como um sonho quando estávamos juntos. Todo dia era tão perfeito, e eu me perguntava se era bom demais para ser verdade. Então quando você partiu e eu fnalmente voltei para casa, me convenci de que era tudo o que era. Apenas uma fantasia. Não foi feito para durar.” Ela se moveu para que pudesse olhar para ele. Sentia que devia isso a ele pelo que estava prestes a dizer. “Perguntei-me o que é isso. Outra fantasia. Algo muito bom para ser verdade, e se desaparecerá como antes. Pergunto-me se estou me iludindo, e pior, pergunto-me o quão estúpida sou para permitir que aconteça tudo de novo, quando sei que você tem tanto poder de me machucar.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela pensou que ele poderia estar bravo, mas não podia ser nada menos que honesta. Sua resposta a surpreendeu, entretanto. “Eu entendo por que você se sente assim,” ele disse asperamente. “Eu não culpo você. Sei que estou pedindo muito, especialmente porque não estou só pedindo outra chance, mas estou pedindo sua completa e absoluta confança. Estou lhe pedindo que outorgue poder a mim. Estou pedindo sua submissão — novamente.” Ela tragou e assentiu feliz por, pelo menos, ele ter compreendido seu confito. E seu medo. Ele passou os dedos em seus cabelos ainda úmidos, seu olhar tão determinado que ela não teve nenhuma dúvida de sua sinceridade. “Eu quero você, Callie. Quero nós. Quero ver onde isto nos leva. Eu tentei isso sem você. Eu estava miserável, e acho que você também. Acho que estamos melhores juntos.” “Eu nos quero também,” ela sussurrou. “No entanto, há para falar. Tanta coisa que não descobrimos na Europa. Nem mesmo sei o que você faz. Minha família perguntava, e eu me senti como o pior tipo de idiota. Eu não sei nada sobre você. E ainda assim você sabe tanto sobre mim.” Max pressionou os lábios em sua fronte, em um gesto tão tenro que seu peito apertou. “É para isso que serve essa semana, dolcezza. Nós. De forma que quando formos encontrar sua família, não haverá dúvida a ninguém que olhar para nós que você está feliz e confante.” Seu coração tremeu com o carinho que ele provocadoramente começou, quando eles estavam na Itália. Ele lhe ensinou palavras de amor e afeto em muitos idiomas, mas dolcezza foi sua favorita. Seus olhos sempre queimaram um pouco mais brilhantes quando ele a chamava assim. “E para começar a nossa semana, eu quero você nua. Adoro a sensação de sua pele. Adoro a beleza de seu corpo. Meu desejo é que quando estivermos em particular nunca me prive de sua doçura.” Ele puxou suavemente a gravata e então a ajuntou a seus pés. Ele fcou na frente dela e cuidadosamente retirou o roupão até que ela fcou nua a sua frente, sua pele suave e quente do chuveiro. “Belíssima,” ele murmurou. “Você é muito bela, dolcezza. Ainda mais porque é minha.” Ele pegou um pente na beira da mesa e, em seguida recostou-se no sofá, espalhando suas coxas. Ele deu um tapinha no espaço entre suas pernas. “Se sente, assim posso pentear seu cabelo enquanto ainda está úmido.” Ela virou e, em seguida sentou na borda do sofá. Suas mãos deslizaram sobre seus quadris, ele frmou-a, e então vagaram até a cintura e seguraram seus seios.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele brincou preguiçosamente com seus mamilos até que eles fcaram rígidos, e então ele deslizou suas mãos sobre seus ombros e juntou seus cabelos em sua nuca. “Eu adoro ter a liberdade de tocar em você, não o bastante sempre que eu quero.” “Você é um homem tão mimado,” ela brincou. “Quando se trata de você, eu sou.” “Você é um homem das cavernas.” “E isso é um problema?” Ele perguntou quando começou a trabalhar o pente pelas pontas de seu cabelo. “Evidentemente que não.” Ela suspirou. “Eu não posso resistir a você mesmo quando seus dedos estão me arrastando ao chão, e você grunhindo coisas como ‘minha mulher'.” “Maldição você é minha mulher. O que mais eu deveria dizer?” Ela riu. “Se eu tiver que dizer, então você exige mais trabalho do que estou disposta a fazer, em torná-lo civilizado.” “Admita, você ama que sou completamente selvagem.” “Sim, eu sei, e não quero saber o que isso diz sobre mim.” “Diz que você é uma mulher inteligente, mas exigente.” “Você é incorrigível!” “Você me ama.” Ela mordeu o lábio quando diria que realmente o amava. Ele disse isso em uma luz, de um modo brincalhão. Como alguém diria para um amigo. Oh, você me ama. Só que ela o amava. Tanto que machucava. Mas era uma parte de si mesma, e ela se contentava com isso. Apesar do fato que ela o perdoou. Estava disposta a tentar novamente. Daria a ele outra chance. Mas seria totalmente tola em se fazer vulnerável para ele. Não ainda. “Fale-me sobre você,” ela disse calmamente. “O que você faz e, quem você é, Max?” “Essa é uma pergunta carregada.” Ela encolheu os ombros. “Talvez. Mas não devia ser uma pergunta difícil. Não devia causar qualquer problema para responder.” Ela podia imaginar suas sobrancelhas trincadas, enquanto ele ponderava sobre o melhor caminho para responder. Ele parou por um momento, seus dedos emaranhando seus cabelos, o pente ainda na mão. Então começou a pentear novamente. Cursos longos, estáveis. Infnitamente gentil.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu fz minha fortuna ainda muito jovem. Para mim era necessidade, não tanto desejo. Não almejava coisas boas. Ou até mesmo dinheiro. Para mim o dinheiro não era para coisas luxuosas que poderia proporcionar, mas as necessidades, e o que eu poderia dar a minha mãe e minha irmã. “Eu queria que minha mãe não se preocupasse. Queria que ela tivesse o mesmo estilo de vida que tinha quando era casada com meu padrasto. Eu queria que minha irmã fosse ás melhores escolas, e tivesse tudo que precisasse.” “Como você fez tudo isso? Você faz parecer tão simples.” Ele pegou um emaranhado particularmente difícil e então cuidadosamente trabalhou o grunhido. “Eu trabalhei pra burro. Dois, e às vezes três trabalhos. Cada centavo que fz no inicio foi guardado para comprar minha primeira propriedade. Eu a vendi com um lucro de dez mil dólares, e você pensa que eu fui muito bom. Usei tudo para fazer meu próximo investimento e com a segunda venda, fz um lucro de seis números impressionantes. Parte foi sorte. Estava no lugar certo na hora certa, mas da mesma maneira muito foi da determinação para ter sucesso. O fracasso simplesmente não era uma opção.” Nisso ela podia acreditar. Não podia imaginar Max falhando em alguma coisa que ele defniu em sua mente. Ao ouvir sua história só confrmava o que já sabia. Max conduzia. Ele era cruel quando tinha que ser. Ela estremeceu com a súbita percepção. Ele deixou claro que ela era sua atual ambição. E se seu passado queria mostrar algo a ela, não tinha a menor chance de resistir a ele. Entretanto ela realmente não queria. Era um desafo temporário? Ele procurou outras mulheres como fez com ela? O silêncio caiu entre eles enquanto ele continuava a pentear cuidadosamente seu cabelo. Ele era meticuloso, separando cada uma das mechas, desmanchando o emaranhado. Ela perguntou-se quanta experiência ele tinha cuidando de outras mulheres. O pensamento era indesejável e doloroso. Também foi estúpido. Seu passado era só isso. Passado. Assim como ele não podia segurar algumas de suas amantes anteriores contra ela. Mas ainda a cortava de pensar em outras mulheres sob seus cuidados. Submetendo-se a ele como ela estava submetendo-se. Ela franziu a testa novamente. Ele teve tais relações no passado? Certamente teve. Ele simplesmente era muito confortável e muito perito em ver todas as suas necessidades. Ele era arrogante, mas não de uma forma petulante. Ele usava a arrogância como era seu dever. Tal como era seguro, não tentando convencer outros. E era extremamente confante e confortável como alguém sempre no controle.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você está tensa. O que você está pensando agora?” Ela corou. O calor rastejou sobre sua pele quando ele a pegou novamente. “Callie,” ele alertou. “É só que você é muito bom nisso,” ela murmurou. “Pergunto-me quantas outras mulheres você compartilhou deste tipo de relação.” “Você realmente quer saber?” Ele perguntou abruptamente. “Ou só está torturando a si mesma?” Ela estremeceu. “Ambos, eu acho. É natural fcar curiosa. E natural discutir as relações anteriores. Você não acha? Não é este tipo de coisa que todos os casais fazem depois de um tempo?” “Eu suponho que sim. É um assunto pegajoso, entretanto. Se você não estiver preparada para a resposta ou se machucar você, é melhor não perguntar.” “Sim, sim, eu sei. Nunca peça uma resposta se não está preparado para receber.” “Eu proponho terminar de pentear seu cabelo, e então preciso fazer alguns telefonemas de negócios. Já fz preparativos para o jantar ser entregue, bem como algo para você vestir amanhã. Essas coisas devem chegar logo. Então, se você ainda quiser ter essa conversa, falaremos sobre isso enquanto comemos.” Ela acenou concordando. “Relaxe,” ele murmurou. “Você deveria estar apreciando isso.” Ela fechou os olhos, recostou-se e mais uma vez permitiu o prazer de sua atenção penetrar de volta em suas veias. Mas, ainda sim, a imagem de outra mulher em seu lugar inquietou-a.

Capítulo Treze Prazer em Seduzir

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie se sentou no sofá com os pés enrolados embaixo dela enquanto escutava Max fazer as ligações. Mais cedo ele encomendou a roupa para ela. Ele não lhe pedira seus tamanhos. Nem mesmo para as coisas de garotas, e de alguma forma ela sabia que ele conseguiu acertar. O que confrmava ainda mais sua suspeita que ele esteve rodeando o quarteirão mais algumas vezes. E isso não a incomodava. Não realmente. Não no sentido que estava prestes a se tornar uma namorada louca doentiamente ciumenta. Mas ela se perguntava. Não era exatamente sobre suas relações. Mas Max era um homem que gostava das coisas a seu modo. Tornou-se enraizado. Gostava da rotina. Ele não gostava de mudanças. Então o que aconteceu com as outras mulheres? Será que as descartou como fez com ela? Certo, tecnicamente ele não a descartou, uma vez que veio a procura dela. Mas e se ele fcou entediado com seus outros relacionamentos? Ficaria aborrecido com ela? Ela odiava todas as dúvidas, mas a única coisa que percebeu nos meses depois que retornou para casa, pelo tempo que fcou com Max, pelo tanto de si que ele lhe dera, eles nunca discutiram o futuro. Sua relação foi totalmente no agora. Vivendo o momento. Nenhum passado. Nenhum futuro. Só o presente. Ela olhou para onde ele estava murmurando em voz baixa ao telefone. Apenas lhe oferecera um vislumbre de seu passado. Ele já falou do seu futuro. Isso devia tranquilizá-la. Não devia? Seu olhar o deixou, e seus lábios franziram enquanto ela contemplava a complexidade de sua relação com Max. De muitas formas, ele era um enigma, mas fnalmente estava começando a arranhar a superfície. Desta vez ela não iria se contentar apenas com o que ele oferecia a sua preferência. Ela queria o pacote inteiro. Estava tão cega por sua paixão e amor por ele, que cometeu o erro que tantas pessoas fazem quando uma relação é totalmente reluzente e nova. Não teve tempo de conhecê-lo em um nível muito mais profundo. “Você está com frio?” Callie olhou para cima e percebeu que enquanto estava perdida em pensamentos, Max terminara seus telefonemas e estava agora parado na frente dela. Ela olhou para seu corpo nu e então balançou a cabeça. “Ótimo. Se você fcará nua, e eu prefro você assim, quero ter certeza que o apartamento está mantido em uma temperatura confortável para você.” “E quando…” Ele levantou uma sobrancelha e esperou. “E quando as pessoas entrarem? Eu quero dizer como quando o jantar for entregue.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele abaixou-se na frente dela e deslizou sua mão na curva de seu quadril pelo seu joelho e então acima novamente. “Ninguém mais verá você, Callie. Eu sou ferozmente protetor do que é meu. Ninguém terá permissão para entrar no apartamento enquanto você está aqui, a menos que você esteja apropriadamente vestida.” “E eu vou comer nua?” Ela perguntou com um sorriso. “Oh sim,” ele murmurou. “Eu não posso imaginar uma comida melhor tendo você nua na minha frente. Você comerá de minha mão. Verei todas as suas necessidades.” Ela estremeceu com o encontro de sua voz rouca. Ela foi inteiramente dele na Europa, mas agora percebeu que só conseguira um gosto de seu domínio. Eles ainda estavam à beira de algo novo, ainda estavam encontrando sua forma, e ele provavelmente, seguraria um pouco de si mesmo em reserva, até que ela estivesse mais confortável com ele. “Diga-me algo, Max. É minha submissão contida só para o quarto ou você espera que eu outorgue controle a você em todos os aspectos de minha vida?” Ele esfregou o polegar sobre o mamilo, provocando-a até fcar um cume rígido. “Você está fazendo muitas perguntas, e eu não tenho certeza que você está preparada para as respostas.” “Eu quero sua honestidade,” ela disse. “Eu não sou uma pequena for frágil que murcha porque suas respostas não são todas bonitas e doces. Você me disse para não perguntar se não estivesse preparada para a resposta. Eu tenho muitas e quero perguntar.” “É justo.” Um zumbido soou e Max fcou de pé. Ele esfregou a mão sob seu queixo e deslizou seu dedo em sua bochecha. “Segure esse pensamento, enquanto recolho o jantar e as coisas que pedi para você. Vamos discutir o quer quiser enquanto comemos.” Callie esperou enquanto ele foi atender a campainha. Ela o ouviu fala em voz baixa que ele mesmo pegaria. Ela sorriu. Ele realmente não queria correr o risco dela ser vista por mais ninguém além dele. Alguns momentos depois, ele voltou à sala levando várias caixas. Ele jogou-as ao lado do sofá e então saiu mais uma vez apenas para retornar com um carrinho de serviço com vários pratos cobertos. Ele estacionou em frente ao sofá e começou a trabalhar tirando as tampas e preparando os pratos fumegantes de massa. O aroma a seduziu e seu estômago rosnou em resposta. Havia pão fresco, sua fraqueza. Parmesão fresco e uma garrafa gelada de vinho em um balde de gelo.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Max sentou no sofá próximo a ela, mas colocou o prato na mesa de café. “Eu a quero de joelhos na frente do sofá. Então poderei alimentá-la melhor.” Seus olhos arregalaram, e por um momento ela hesitou quando tentou imaginar o que ele lhe pedira para fazer. “Callie?” Lentamente ela se sentou adiante e, em seguida deslizou de joelhos no chão a seus pés. Ela se virou quando ele também se sentou a frente, sua coxa roçando o lado de seu rosto. “Perfeito,” disse ele, a aprovação ronronando em sua voz. Ele segurou uma taça de vinho em sua boca e cuidadosamente inclinou-a para que ela pudesse tomar um gole. Então ele estendeu a mão e dividiu o macarrão em uma porção pequena. Levantando-a para sua boca, ele suavemente soprou e tocou nos lábios antes de baixá-lo e oferecer a ela. Existia algo incrivelmente sedutor sobre o modo que ele se certifcou que a porção estava perfeita para ela. Ele teve o cuidado em manter as porções do tamanho certo e nunca ofereceu a ela sem testá-lo ele mesmo. Seu olhar segurou o dela, esfumaçado e sedutor, nunca deixando seu rosto enquanto colocava outra porção em seus lábios. Ele esperou enquanto ela saboreava o bocado decadente e, então ofereceu outro gole de vinho. Ele era extremamente paciente, nunca cansando enquanto segurava o garfo em sua boca. Em um ponto ela manchou um pouco do molho no canto de sua boca e quando teria lambido limpando-a, ele estendeu a mão para detê-la e depois baixou sua boca percorrendo o local com sua língua. Quente e áspera, sua língua deslizou por sua boca, parando no canto onde ele lambeu levemente e chupou até o molho sair. Um arrepio contornou-lhe a espinha. O corpo dela saltou a atenção, e seu pulso acelerou, saltando nos pontos de seu pulso. Quando ele se afastou, respirando bruscamente e suas narinas dilataram. Seus olhos brilhavam conscientes, e sua mão tremia um pouco quando ele tirou com o garfo outro pedaço do macarrão. Ele levantou a taça de vinho e pressionou os lábios no mesmo lugar onde sua boca esteve. Ele tomou um longo gole antes de baixá-lo para a mesa de café. “Mais?” Ela balançou a cabeça sem dizer nada.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele não tomou uma única porção até que ela esteve saciada. Ela estava tão fascinada com a experiência, que eles não falaram. Não fez quaisquer perguntas, nem ele teve que dar explicações. Só quando ela garantiu-lhe com um aceno de cabeça que estava satisfeita, ele encheu o prato e começou a comer. Depois de tomar apenas uma porção, ele largou o garfo e deslizou a mão pelo cabelo dela. Então suavemente a puxou até que seu rosto deitasse sobre seu colo e sua cabeça estava embalada contra ele. Ele massageava sua bochecha, um mudo comando para que ela permanecesse como ele a posicionou e, em seguida retomou sua comida. Eles não falaram, e ainda a conexão entre eles era poderosa. Em vez de ser estranho, o silêncio era reconfortante. Ela sentia-se perto dele. Como se eles compartilhassem uma intimidade tanto como a de fazer amor. Existia uma estranha tensão, que doía no peito e também existia ainda uma sensação de volta ao lar, como se estivesse certo depois de tanto tempo estando errado. Finalmente, ela voltava para onde mais precisava estar. Ela fechou seus olhos à medida que descansou contra sua coxa e deu um suspiro de satisfação. Um momento depois, com a mão curvada acariciou sua cabeça sobre seus cabelos. Então ele estendeu a mão e a ajudou a levantar-se. Ela levantou e fcou diante dele, um pouco autoconsciente, enquanto ele olhava para seu corpo nu. “Venha se sentar comigo,” ele disse enquanto a guiava em direção à cadeira estofada em frente ao sofá. Ele se sentou primeiro e então a puxou sobre seu colo até que ela foi abraçada contra seu peito. “Agora faça estas perguntas que você quer respostas,” ele disse. “Estamos cheios, e estou te abraçando. Eu sou um homem feliz.” Ela sorriu tristemente enquanto seus dedos deslizavam sobre seus seios e ele brincava com um mamilo enquanto aguardava sua resposta. O homem tornava difícil querer outra coisa, senão ele segurando-a e mantendo seu toque. “Existe outras mulheres como eu?” Ele sorriu brandamente. “Agora essa é uma pergunta fácil de responder. Não, nunca existiu outra mulher como você. Eu acho que é seguro dizer que você é única, Callie.” Ela se afastou apenas o sufciente para que pudesse examinar seus olhos.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu quis dizer mulheres que você teve uma relação dominante/submissa. Quando foi que você soube que isso era o que procurava, ou você sempre soube? O que aconteceu com as outras mulheres?” Max suspirou. “Já tive várias relações, nem todas foram como um dominante por uma mulher submissa. As que eu fui mais feliz e com mais conteúdo, porém, foram com uma mulher submissa. Descobri que eram as mais gratifcantes. Quanto ao que aconteceu com as mulheres, a relação simplesmente não deu certo.” “Por que não?” Ele pareceu aborrecido por sua pergunta. Por um longo momento ele olhou para longe e então, fnalmente, olhou para ela. Algo escuro brilhou em seus olhos, algo que enviou um pequeno arrepio picando sobre sua nuca. “Elas não estavam dispostas a ir até onde eu as queria. Mas mais que isso, acho que reconheci que eu tive razões egoístas para querer sua submissão. Era tudo sobre mim. Como elas poderiam me agradar. Não era de admirar que eu não encontrasse satisfação naquelas relações. E então você…” “E eu? Por que eu fui diferente? Por que eu sou diferente?” “Porque não era mais sobre mim, quando estava com você,” ele disse. “Não foi um jogo, algum prazer ocioso. Não era algo que eu queria. Era algo que eu precisava. Eu precisei de você. Precisei de sua submissão. Não simplesmente porque iria me agradar. Mas porque eu quis cuidar de você, apreciar você, protegê-la e amá-la. Eu quis agradar você mais do que eu quis ser feliz.” Sua resposta caiu pesada entre eles. Seu coração bateu mais vigorosamente contra seu peito. Ele soou tão… apaixonado. Como se cada palavra houvesse sido arrancada das profundezas de sua alma. Max tragou e soltou a respiração. “Nós conversamos sobre por que eu parti. Por que permaneci afastado. O fato de que nós nos apaixonamos tão duro e pesado e rápido. A verdade é que a partir do momento que a conheci, Callie, meus pensamentos sobre você eram escuros e todos consumiam. Empurrei-a duramente, e você tomou tudo que eu dei e quis mais. Aquilo me assustou como o inferno. Pareceu-me muito…” “Muito o quê?” “Perfeito. Muito malditamente perfeito.” As sobrancelhas dela se juntaram confusas.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu olhei para você e vi alguém que era perfeita para mim em todos os sentidos. Alguém que conhecia as minhas necessidades. Todas elas. Mas existia tanto mais que queria de você e, eu tinha que tomar uma decisão se confava que você era aquela pessoa perfeita para mim, ou se eu recuaria antes de me tornar muito emocionalmente envolvido com você.” Soou frio. Clínico. Áspero até. Ela olhou pensativa para ele por um longo tempo, refetindo sobre suas palavras. Apesar do modo árido que ele pôs para fora, ela sentiu vulnerabilidade. “Então você se afastou por auto-preservação.” Ele esfregou a mão em seu rosto e então por seu cabelo. “Sim. Suponho que você poderia chamá-lo assim. Eu precisava de tempo para avaliar. Precisava ter certeza que você seria feliz no relacionamento que eu exigiria.” “Você é um idiota, Max.” Ele piscou em surpresa e suas sobrancelhas juntaram enquanto olhava para ela. “Vocês homens nunca entendem direito. Metade do tempo você não pensa de forma alguma e, quando pensa, pensa demais.” “Se importa de explicar minha idiotice?” “Nunca te ocorreu conversar comigo? Eu não sei, talvez me perguntar se eu estava confortável em nossa relação? Colocar para fora o que mais você queria de mim, e avaliar minha reação?” “Eu estava preocupado que nós nos movíamos muito rápido, que saltamos sem pensar e fomos pegos pelo momento. Pensei que precisamos de distância, assim podíamos pensar com cabeças claras.” “Agora você está me chamando de idiota,” ela murmurou. Ele suspirou. “Eu não estou fazendo tal coisa, Callie. E se fzer você se sentir melhor, eu soube que cometi um engano enorme. Eu era miserável sem você, e a verdade é, mesmo que não estivesse confortável para me dar tudo que exigi de você, eu a queria muito o sufciente para me comprometer. Jurei a mim mesmo que pegaria qualquer coisa que estivesse disposta a dar.” Ela tocou seu rosto, roçando as pontas de seus dedos suavemente sobre seu queixo. “Eu teria dado a você qualquer coisa, Max.” “Já arruinei isso, então? Você nos castigará retendo a fonte do que nós dois queremos?” “Eu não sou vingativa. Eu tento não ser. Você me machucou. Ambos sabemos disso. Estou ainda lidando com isso, mas estou trabalhando nisso. Quero ser feliz. Estou cansada de parecer triste. Quero ser feliz com você.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu te farei feliz, Callie.” Ela ergueu sua boca para ele lhe dar um beijo suave. Sua mão deslizou até sua perna, ao longo das curvas de suas nádegas e sobre sua cintura até que cobriu seu seio. “Diga-me o que quer,” ela sussurrou. “Quanto de minha submissão você exige?” Seus olhos brilhavam enquanto ela se afastava. Ele a encarou de volta até que ela queimou sob o seu olhar. “Tudo. Eu quero tudo. Nada menos.”

Capítulo Quatorze Max nunca tirou os olhos de Callie enquanto ela digeria sua declaração contundente. Ela não vacilou. Não se afastou. Nem parecia ter tido ter uma reação extrema. Sua expressão não mudou, mas ela inclinou a cabeça para o lado e olhou para ele como se deslizasse em seus pensamentos e dando-lhes considerações sérias. “Defna tudo, Max. Você está sendo dramático para mostrar um ponto? Eu preciso que você seja exato aqui. Isto não é o tipo de coisa que podemos nos dar ao luxo de não entender.” Ele quase sorriu. Tão tipicamente Callie. Cego. Para o ponto. Ela não era uma mulher tímida. Ele teve medo de ter arruinado um pouco daquele espírito, mas estava lá. Talvez abatido, mas ele mexeu por baixo das sombras e lentamente cintilou para a vida. “O que eu quero dizer por tudo? É simples e ainda complicado. Perguntou-me antes se você se submeteria a mim apenas no quarto, então em essência estava perguntando se era estritamente ao sexo. Minha resposta é não.” Ele manuseava seu mamilo, incapaz de deixar de tocá-la. Ele nunca cansaria de senti-la contra ele. Depois de tantos meses, era como voltar para casa tê-la em seus braços. Ele poderia fcar aqui a noite toda e simplesmente tocá-la e cheirá-la. “Eu quero que você seja minha. Você será minha para proteger. Para apreciar. Para amar. Para cuidar. Para prover. Eu quero vesti-la, mimá-la, deleitá-la com boa comida. Viajar para a

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Europa, o mundo. Eu quero que você confe em mim o sufciente para me permitir tomar as decisões em nossa relação. Para me outorgar controle absoluto no quarto. Para dar seu corpo a mim e, somente a mim. Mas não é sobre você dando e eu tomando. Não é sobre me agradar para a exclusão total do outro. Talvez fosse assim, em meus outros relacionamentos. Quero que nós, seja sobre mim, agradando você, tanto quanto você me agrada. Eu quero lhe fazer coisas. Tudo para você. Eu quero lhe dar coisas. Quero o tipo de relacionamento que pode funcionar para você, como também para mim. Para as coisas que posso dar a você. “Então, não, eu não quero nos limitar ao quarto, mas quero que nossa relação seja onde você possa empurrar de volta quando eu for muito longe. Mas só então. Uma vez que estabelecemos completa confança, será mais fácil. Você saberá que eu não quererei fazer qualquer coisa que não estiver em seu melhor interesse.” As sobrancelhas dela se juntaram, e ela olhou atentamente para ele. Sua expressão era pensativa, e ele sabia que ela absorveu cada uma de suas palavras, e até agora estava transformando-as em sua mente. Ele podia ver as perguntas em seus olhos. Ele sorriu. Ela queria discutir. Protestar. Mas o protesto arrefecia enquanto ela continuava estudando-o. “É preciso uma mulher muito forte para se submeter a um homem,” ele disse enquanto seus dedos seguravam uma mecha de seu cabelo. “O que me atraía para você era sua beleza e seu sorriso. Eu nunca esquecerei a primeira vez que a vi na Itália. Você tirou meu fôlego. Porém depois, foi seu feroz espírito independente que me manteve com você. Até quando você se submeteu, ele permaneceu. Seu verdadeiro eu era inalterado. Você reteve todas as qualidades que eu mais admirava, e ainda me ofereceu a sua submissão tão docemente que me causou dor.” “Você parece tão certo que ambos podem coexistir a longo prazo,” ela disse. “É isso que aconteceu com suas outras mulheres? Será que elas se perderam no processo?” Sua pergunta intuitiva o pegou desprevenido. “Em parte, sim. Aconteceu em dois de meus relacionamentos. Elas estavam tão presas em agradar-me que se tornaram conchas das mulheres que fui atraído. Tornaram-se… o que acharam que eu queria. O que pensei que queria no que diz respeito a esse assunto. Soa tão contraditório, mas o que eu quero é uma mulher que possa me agradar e fcar contente por mim, mas que não se perca no processo. Alguém Forte. Alguém como você.” “Posso tê-lo julgado mal, Max,” ela ofereceu tranquilamente. “Tudo isso enquanto eu estava sofrendo e dolorida, e supus que você não estava pensando em mim, em tudo, que me deixou sem

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER pensar e nunca mais olhou para trás. Mas isso não é verdade, não é? Você tem pensado em mim — nós — um bom tempo.” “Nem um dia se passou que não pensei sobre nós.” Os olhos dela suavizaram e se tornaram úmidas piscinas azuis. Ela estendeu a mão e cobriu sua face e acariciou suavemente. “Você tem minha submissão, Max. Sem reservas. Eu quero tentar. Não sei se está certo, e sou a mulher que precisa, ou se acabarei sendo a mulher que quer, mas quero ser. Eu estou disposta a tentar. Estou disposta a dar uma chance a nós. Eu cometerei enganos. Nunca permiti a ninguém o tipo de controle que está pedindo.” Ele sorriu e se inclinou para beijá-la na fronte. “Não tenho dúvida que ninguém foi capaz de controlá-la. E não é isso que quero fazer. Eu amo muito seu espírito livre também. Eu sou a única pessoa que quero que se submeta, pois é a minha função valorizar o seu dom e não esmagar seu espírito, mas cultivá-lo em seu lugar.” Ela sorriu de volta. “Acho que posso lidar com isso.” “Ótimo. Agora que liquidamos esse assunto, quero estabelecer algumas regras básicas.” Ela começou a franzir a testa, mas se recuperou rapidamente e, ao invés olhou curiosamente para ele. “Quando nós estivermos sozinhos, se neste apartamento ou em outro lugar, você não vestirá a roupa a menos que eu diga o contrário.” Seus lábios se separaram e ele podia vê-la batalhando sobre a possibilidade de questioná-lo. “Eu a quero acessível para mim em todos os momentos. Se eu quiser fodê-la na cozinha, apenas quero ser capaz de incliná-la sobre a mesa e deslizar dentro de seu corpo doce.” Sua respiração soluçou e seus olhos fcaram um pouco nebulosos. “Posso querer que chupe meu pênis enquanto como, ou depois que alimente você. Prefro que esteja nua quando isso acontecer.” Seus lábios tremiam e ela se contorceu em seu colo. Ele quase sorriu. Ela estava fcando excitada pelas imagens que ele pintava. “Quando nós estivermos na sala, quero poder curvá-la sobre o braço do sofá e fodê-la por trás. Ou poderia querer me sentar no sofá e tê-la sentada em meu pau. O ponto é que quero você acessível a qualquer momento. Quero poder olhar para você sempre que quiser e tocar em você.” Ela assentiu com a cabeça bruscamente, mas manteve silêncio.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Amanhã quando nós fzermos compras, vou escolher uma jóia para você usar. Será um sinal de minha propriedade. Nunca, você removerá. Você só fará se não estivermos juntos.” Seus olhos arregalaram novamente. “Você quer dizer como uma… coleira?” Seu coração suavizou com o horror em sua voz. “Não, dolcezza. Nunca faria uma coleira para você. Seria humilhante. Você odiaria. E não gostaria de fazer tal coisa com você. O que tenho em mente são braceletes. Quero que sejam especialmente projetadas para você, e gravada com meu nome.” “Oh,” ela disse com um calmo suspiro. “Acho que não seria totalmente ruim.” Ele empurrou-lhe o queixo com os dedos. “Callie, é preciso esclarecer algo. Sim, eu espero sua submissão, porém, isso não é uma ditadura. Você tem que me dizer se em algum momento você se sentir desconfortável com alguma coisa. A última coisa que quero é que você seja infeliz. Nós conversaremos sobre isso e daremos um jeito.” Ela sorriu e iluminou seu rosto inteiro. “Quando estivermos em público, não espero que assuma o papel de minha submissa. A única coisa que será para os outros é a mulher que adoro e aprecio acima de tudo. Nossa vida privada é exatamente isso. Privada. Não preciso que o mundo veja você se submeter. Eu sou a única pessoa que precisa ver isso.” Ele circulou seu pulso com os dedos e sua pulsação acelerou, correndo contra sua mão. “Você está me seduzindo com meras palavras,” ela sussurrou. “Você sempre faz.” Ele pegou sua mão e pressionou seus lábios em seu pulso e então sua palma e, em seguida beijou cada ponta de dedo, até que fechou sua mão e roçou a boca por suas juntas. “Você dormirá em minha cama toda noite. A última coisa que sentirá antes de dormir será a mim dentro de você. A primeira coisa que sentirá quando acordar será a mim dentro de você.” Ela sacudiu e estremeceu contra ele, e sua respiração saiu em curtas e breves arfadas quando ela não conseguiu acompanhar. “Eu empurrarei seus limites,” ele disse em um tom sério. “Há muito que nós não fzemos, mas faremos. Seu corpo será meu e isso signifca que farei com você, como eu gosto. Eu não sou um masoquista. Não tenho nenhum interesse em levar as coisas tão longe que você me tema ou não aprecie o que faça com você. Mas alguns do que eu fzer será para meu prazer e meu prazer apenas, da mesma forma que haverá momentos que te darei prazer enquanto não tomarei em retorno.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “É só isso?” Ela perguntou enquanto lambia os lábios secos. Ele beijou aqueles lábios e passou a língua sobre a parte superior e inferior até brilharem. “Não. Há algo que gostaria de mencionar e deixar a campo aberto. Você me contou sobre seus pais. E agora seus irmãos. Não tenho a pretensão de entender o acordo. Você não disse a diferença de estarem em um relacionamento sério de polyamores. Eu não tenho certeza do que isso signifca no mundo real. Então só conseguirei esse. Não fco confortável com compartilhar você. Nunca.” Ele bufou. “Confortável é uma palavra muito suave para usar aqui. Você nunca insinuou que queria uma relação semelhante que sua mãe e cunhada têm, mas isso não vai acontecer. Por cima de meu cadáver. Vou desmontar qualquer flho da puta que alguma vez encontrar em sua cama e então chutarei seu bonito traseiro por todo o país.” Callie sacudiu com riso silencioso. Era óbvio que tentava duramente mantê-lo dentro. Então ela rachou e começou a gargalhar. Ele olhou para ela o tempo todo enquanto ela enxugava as lágrimas de suas bochechas. “Oh Deus, Max,” ela disse ofegante. “Você me faz rir. Essa é a coisa mais engraçada que já ouviu.” “O que é tão engraçado? Sua família inteira está envolvida em alguma relação estranha, onde as mulheres dormem com múltiplos homens. Estou só tentando salvar a todos nós de algum pesar dizendo agora que não vai acontecer, e se acontecer, alguém vai morrer.” Ela riu novamente e enxugou freneticamente os olhos. Então ela o segurou com ambas as mãos e o beijou calorosamente, duro e ofegante. “Eu não tenho nenhum desejo de dormir com mais de um homem,” ela disse. “Percebo que a situação de meus pais é… incomum.” Max ergueu uma sobrancelha. “Incomum?” Ela fez uma careta. “Certo talvez seja estranho, mas não a mim ou a eles. É como eu cresci. E a coisa é que meus pais amam minha mãe mais que qualquer coisa. Aquela mulher é paparicada, mimada e adorada mais que qualquer mulher que eu conheça, exceto minha cunhada. E todos eles me amam.” Max suavizou e a puxou mais perto dele até que estava aconchegada apertada contra seu peito e seus mamilos roçavam os pelos de seu peito. “Não duvido que eles te amem com todos os seus corações e almas, dolcezza. Como eles poderiam fazer outra coisa? Não quero menosprezá-los. Simplesmente não posso envolver minha

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER cabeça com a ideia de compartilhar você com dois outros homens. Eu quero você toda para mim, vinte quatro horas, sete dias da semana.” “Sorte sua que não estou procurando me conectar com dois outros homens,” ela disse alegremente. “Suponho que teremos que fazer.” Ele beijou-a no quadril. “Cuidado.” Ela olhou maliciosamente para ele. “Ou o quê? O que acontece quando eu for uma menina má e não fzer como você me disser?” “Depende de quão má você está querendo ser castigada,” disse ele secamente. “Se estiver apenas zombando de mim por querer ser espancada, eu apenas ignorarei você.” Ela esticou os lábios em um beicinho exagerado. “Você não é divertido.” “Não se preocupe,” ele disse preguiçosamente. “Encontrarei motivos de sobra para espancar essa linda bunda, nenhum dos quais terá nada a ver com castigo. Lembre-se que falei que farei coisas apenas para meu prazer e não o seu? Ver minha marca em sua doce e pequena bunda é um exemplo. Logo antes de fodê-la.” Ela estremeceu novamente e seus mamilos endureceram contra seu peito. Ele sorriu. De alguma forma imaginou que não seria o único a conseguir prazer espancando-a.

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Capítulo Quinze “Eu tenho um presente para você,” Max disse. Callie estava segurando ar pelo nariz, tão excitada que se agitava nos braços de Max. E agora ele casualmente mudou de assunto. Ela queria rosnar de frustração. Mas ainda sim, a menção de um presente a animou. “Antecipadamente admito que seja tanto um presente para mim como é para você.” Ela arqueou uma sobrancelha e nivelou seu olhar com o dele. “Ah?” Ele sorriu e então a levou ate o sofá. “Espere aqui enquanto eu o pego.” Ela viu enquanto ele revolvia nas bolsas que foram entregues mais cedo. Ele tirou uma caixa branca, indefnível e levou-a para onde ela se sentava. Estabeleceu-se ao lado dela e abriu a caixa. Ela franziu o cenho quando viu o material preto. Roupas? Ele não acabara de falar que a queria nua? Mas quando ele pegou, foi evidente que não era qualquer tipo de roupa que lhe fosse familiar. Parecia mais ou menos um corselete. “Levante-se,” ele ordenou quando desdobrou o artigo. Levantou-se e se pós diante dele. “Vire-se.” Obediente, ela virou até que suas costas foram apresentadas a ele. Ouviu-o sair do sofá e a próxima coisa que soube, foi ele ao seu redor e posicionando a faixa larga do material sobre sua cintura. Talvez fosse um espartilho. Era suave, porém frme, como se o material cobrisse um objeto mais duro. Mas era fexível e envolvia ao redor para proteger suas costas. Ajustou e puxou até que descansou sob seus seios e encaixou sobre sua cintura. Ela olhou abaixo, ainda insegura do que era, ou para qual propósito servia. Logo teve sua resposta.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Delicadamente, ele puxou um braço para trás, e seu cotovelo dobrou, de forma que seu pulso fcasse encostado em suas costas. Ela saltou quando uma faixa foi colocada ao redor de seu pulso, segurado pelo aparelho que usava. Seu pulso saltou e acelerou quando ele puxou o outro braço e prendeu-o da mesma forma. “Vire-se.” Lentamente ela virou e percebeu que o modo que seus braços estavam limitados pelo aparato forçava seus seios para frente. “Muito bonito. Acho que gostaria de você nisto quando comermos, assim você estará completamente dependente de minha mão para alimentá-la.” Sua face ruborizou sob seu escrutínio. Ela fechou o peito dos pés, mas libertá-los foi mais difícil quando viu que o olhar dele seguia o saltar de seus seios. Ele abaixou a cabeça, e ela fechou os olhos do mesmo modo que a língua dele agitava-se e lambia seu mamilo. Desejo a atravessou, sacudindo seus sentidos para a consciência imediata. Era como ser atropelada por um ônibus. Ela estava vulnerável nesta posição. Era um teste? Ou ele estava simplesmente tentando reconstruir sua confança? Não tinha certeza se gostava de ser empurrada. Ou ele estava simplesmente apreciando o que claramente, disse que queria? Lentamente ele se endireitou, suas sobrancelhas juntas enquanto estudava sua expressão. “O que você está pensando?” Ele perguntou baixinho. Ela tremia sob seu escrutínio e nervosamente tragou. Antes, ela teria pensado em nada de deixá-lo ir rápido demais. Nunca teria qualquer problema em falar o que pensava. Mas agora, ela não estava em uma posição de igualdade. Ela lambeu seus lábios e se forçou a encontrar seus olhos. “Isto é um teste?” Ele franziu a testa e confusão – genuína confusão

nublou seus olhos. Não, isso

obviamente não era um teste e agora ela estragou tudo de novo. Se isso fosse um teste de confança, ela falhou miseravelmente. Sem uma palavra, ele rodeou-a e libertou seus pulsos. Ele puxou no material até que ela ouviu o som do velcro separando. Deslizou de sua cintura e jogou-o de lado. Então ele se virou e saiu da sala, deixando-a sozinha e nua.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela estremeceu, subitamente fria. O silêncio penetrou ao redor dela até que pesava contra seus ouvidos. Ela fcou ciente de cada fôlego, até que de propósito diminuiu a respiração para que o som não fosse tão explosivo no silêncio. Ela o machucou. Não foi intencional. Não foi algum retorno vingativo para fazê-lo sofrer. Mas a verdade estava lá para ambos verem. Ela não confava mais nele. Não completamente. Não teria ela querido que ele sentisse pelo menos um pouco da dor que ela sentiu quando ele a deixou? Não queria voltar para ele só um pouco? Ela quis, se fosse honesta, mas agora a vitória — se pudesse chamar assim — era vazia e insatisfatória. Ela queria chorar, não por toda a dor que suportou, mas algo bonito que foi perdido. Seus ombros caíram e, se virou e caminhou lentamente para o sofá onde se afundou nas almofadas. Mas o couro que pareceu quente e confortável antes, agora estava frio e inóspito. Ela puxou o cobertor fno ao redor de seu corpo até seu queixo. Não choraria. Não agora. Ela conseguiu fcar muito tempo sem lágrimas. Suas pálpebras caíram e aconchegou a cabeça contra o braço do sofá. Seu coração doía, mas ia mais além. Profundamente em sua alma. Agora que realmente machucara Max, percebeu que não tinha estômago para a vingança. Intencional ou não, sabia que sofreria tanto quanto ele. Ela o queria de volta. Querias suas mãos nela. Sua boca. Queria que ele sorrisse para ela. Queria que ele a amasse. Quando Callie despertou, demorou um momento e olhou estupidamente em direção à lareira. O forno pareceu frio e vazio. Consideravelmente simbólico. Ela se mexeu e tencionou o pescoço torcendo-o. Quando olhou para o sofá, viu Max sentando na ponta, seu olhar fxo nela. “Max.” Ela apressadamente se sentou e o cobertor caiu em sua cintura. Ele inclinou a cabeça de lado enquanto seu olhar deslizava pelo corpo dela. “Por que não se vestiu?” Ela olhou para baixo, frisou a testa e então olhou para ele. “Você me disse para fcar nua.” “Hmmm.” “O que isso quer dizer?” Certo, ela soou defensiva. Inferno, ela era defensiva. Estava seriamente oscilando aqui e defnitivamente trabalhando sem uma rede de proteção.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Apenas que em algum nível você confa em mim. Não perdi isso completamente.” Ela suspirou. “Eu sinto muito, Max. Não queria fazê-lo se sentir mal.” Ele apressou-se adiante no sofá e pôs um dedo em sua boca. “Shhh. Você não irá se desculpar pelo modo que se sentia. É minha culpa. Eu empurrei muito duro, muito rápido. É fácil esquecer que nós fcamos separados por tantos meses. Adoraria nada mais, que esquecer isso e voltar atrás para o modo como as coisas eram antes de… antes de eu machucar você. Isso está em mim, entretanto. Não posso esperar ganhar de volta tudo que nós perdemos em um dia. Então sou eu que sinto muito, Callie. Sua vacilação me machucou mais do que esperei. Não posso aguentar o pensamento que você se preocupou que eu fosse machucar você.” Ela se debruçou adiante até que sua fronte descansou na boca dele. “Eu não acho que você me machucou, Max. Eu não acho. Quero que funcione.” Ele colocou a mão em sua nuca e então suavemente acariciou sobre seus cabelos enquanto a beijava na fronte. “Eu quero que funcione também, Callie. Não devia ter reagido da forma que fz. Você tem o direito de me questionar. Você tem o direito de me parar em qualquer hora se você se sentir desconfortável. Não quero que você se sinta como se devesse absorver cada negócio quando fcar assustada ou insegura, só porque não quer me machucar.” Ela fechou seus olhos e sorriu enquanto circundava seu pescoço com seus braços. “Eu realmente não queria machucar você, Max. Acho que você esta certo. Estou só um pouco insegura. Ainda desequilibrada com isso tudo. Alguns dias atrás eu estava sozinha e infeliz. Agora, pouco tempo depois, estou com você em Denver e nós estamos voando na brisa novamente.” Ele segurou seu rosto e roçou seus lábios com sua bochecha, e então a puxou contra ele embalando-a em seus braços. “Sinto muito, dolcezza,” ele murmurou contra seu cabelo. “Sinto muito por ter machucado você. Sinto muito que exagerei mais cedo.” Ela se aconchegou contra seu peito. “Acho que podemos começar a estudar onde paramos?” Ele sorriu brandamente. “Posso arrumar isso.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela deslizou de seu colo e fcou de joelhos diante dele. Colocou as coxas separadas, e lentamente estendeu as palmas das mãos sobre suas coxas. Seu nariz dilatou com seu infuxo rápido da respiração. “Tão bela você é, Callie. Ajoelhada, seus olhos e boca tão doces, que tira minha respiração.” Ela olhou para ele, seu coração apertando com tanta força em seu peito que ela tornou-se leviana. Pôs toda sua determinação em seu olhar, sua expressão, na posição de seu corpo. Queria que não houvesse dúvidas. Ela era sua. Desta vez… Desta vez teria certeza. Desta vez seria diferente. Pela primeira vez desde que Max invadira sua vida de novo, ela não se sentiu tola pensando que as coisas poderiam ser resolvidas entre eles. Foi capaz de olhar para ele com amor, e a tempo de saber que sua confança seria completa e inteira novamente. Talvez não durante a noite, mas viria. Ela tinha fé. Ela tinha amor. Ela tinha… esperança. Doce, esperança curadora.

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Capítulo Dezesseis Max absorveu o amor nos olhos de Callie como um homem sedento. Ela era um bálsamo para a dor de sua alma. Ele queria possuí-la. Queria a posse dela. A queria cintilante para ele — somente para ele. Mas também queria que ela fosse livre. Nunca esmagaria seu espírito e o sabor com o qual ela abraçava a vida. Ela era especial. Ela era sua. Levantou-se diante dela e olhou abaixo quando ela olhou em seus olhos. Queimavam com confança, onde antes existia uma sutil cautela no olhar. Sabia que não estava completamente lá ainda, mas ela queria confar nele, e isso era um passo enorme à frente. Lentamente ele deslizou o zíper da calça e empurrou-a pelos quadris até que seu pênis sobressaiu livre da prisão. Ele colocou a mão em torno da base e deu um pequeno puxão, porém, apertou a ponta quando descobriu que estava precariamente perto de gozar, desfazendo-se sob a carícia do olhar dela. Segurando seu pênis, guiou-o para a boca dela. “Abra.” Sua boca lentamente abriu, e ela lambeu os lábios antes de abri-los mais amplamente, com um pequeno suspiro ofegante, que o teve desejoso de enterrar-se tão rápido e profundo quanto pudesse. Sua mão tremeu e a cabeça de seu pau bateu desajeitadamente contra os lábios dela enquanto o guiou na sua quente e aveludada boca. Prazer explodia sobre seu corpo. Seus músculos pressionavam e seus joelhos quase fexionaram quando ela chupou molhando enquanto ele empurrou mais para dentro. Ela era um desejo que nunca pôde experimentar. Provocante. Quase doloroso. Sua pele estava desconfortável, como se precisasse expulsar. Inquietante. Viva. Quente.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Necessidade. Queimava por suas veias como plumas tingidas com ácido. Era suave, mas afado. Prazer misturado com dor. Satisfação misturada com impaciência de ascensão. “Mãos atrás de suas costas.” Ele queria vê-la ajoelhada, seus seios projetados para adiante. Ela prontamente concordou, projetando-se para cima quando jogou os braços para trás. “Agora se vire. Só um pouco. Perfeito, dolcezza. Apenas assim.” Agora ele podia ver a protuberância em sua garganta e o trabalho para cima e para baixo enquanto afundava mais em sua boca. Era uma visão erótica, uma boca e olhos tão doces. Ele estendeu a mão a mão na lateral de seu pescoço, Maravilhado com a pele de bebê macia. Os músculos saltavam e tremiam enquanto acariciava a parte de trás de sua garganta. Manteve-se lá por um longo momento, agradado com seu pescoço e ombros tensos. Mesmo assim ela nunca protestou. Nunca lhe pediu para parar. Calma aceitação cobria a ambos. Era como uma bela peça clássica tocando com perfeição. Ele recuou, permitindo-lhe respirar e relaxar por um momento. Ele estava sintonizado com o corpo dela. Sabia o momento exato que ela precisava de um alivio. Sabia quando ela queria mais, e quando devia se afastar. Sempre foi assim. Desde o começo sempre pôde ler sua mente e corpo. Eles estiveram em harmonia perfeita. Uma combinação perfeita. Até que ele foi embora. Até que ele teve dúvidas se podia ir em frente com a razão que procurava. Ele se afastou depressa quando percebeu que empurrou muito longe quando pensamentos escuros invadiram o momento. Ela respirou com difculdade pelo nariz, e ele retirou-se completamente de sua boca, irritado por ter se permitido fcar distraído mesmo por um momento. “Você me permitirá colocar seu presente de volta em você?” Perguntou enquanto acariciava sua ereção com uma mão. Ela assentiu com a cabeça sem vacilar, e ele sorriu aprovando. Ele estendeu a mão para ela, e ela deslizou seus dedos esbeltos sobre sua palma quando ele a puxou para fcar diante dele. Ele pegou a restrição de cintura do sofá, e colocou ao redor dela, prendendo-o em suas costas. Então puxou seus braços para trás e algemou seus pulsos. “Venha para a cadeira,” disse enquanto a guiava em direção ao grande pufe situado em frente à cadeira de couro maliciosamente estofada no canto do sofá. “No pufe. Ajoelhe.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Quando ela se posicionou de acordo com seus desejos, ele suavemente abaixou sua cabeça até que seu rosto descansou na extremidade da cadeira. Ele então espalhou seus joelhos de forma que ela estava aberta para ele e ele teve uma visão privilegiada da carne rosa suave de sua boceta e a enrugada roseta de sua abertura anal. “Bela. Tão linda e feminina.” Ele correu um dedo pela carne sedosa, úmida e provocou sua abertura antes de ir mais abaixo dançar sobre o broto tenso de seus clitóris. Seu corpo inteiro estava tenso e seus joelhos tremiam. Ele sorriu. Com a resposta. Tão fodidamente bela que fez seus dentes doerem. “Já volto dolcezza. Não mova esse bonito traseiro. Vou fodê-lo.” Ele sorriu novamente quando um tremor violento rolou por seu corpo. Ele deslizou seus dedos por sua boceta mais uma vez antes de se afastar, encantado dela ter fcado ainda mais molhada com sua promessa rouca. Ele andou para o quarto, mas levou um tempo localizando o lubrifcante de seu banheiro. Ele a queria ajoelhada lá, antecipando o momento quando ele voltasse. Quando lutaria com a resistência de sua abertura para impulsionar dentro de seu magnífco, traseiro e a indescritível sensação quando seu corpo se rendesse e lhe permitisse a entrada. Cristo, mas ele estava duro como uma pedra com a imagem — da memória — de como se sentiu. Não existia nada melhor que uma foda lenta, sensual dentro de seu traseiro. Ambos obtendo prazer. Abrindo-a, então se retirando antes de empurrar de volta, então reabri-la novamente. Ele fechou os olhos e espalmou seu pau dolorido, enquanto voltava para a sala. Quando os abriu e a viu onde a deixou, com o traseiro arrebitado deliciosamente para o ar, fez tudo que pôde para respirar. Quando ele voltou para ela, a visão de suas suaves dobras rosadas, era mais do que ele podia tomar. Segurando o lubrifcante em uma mão, ele guiou o pênis em sua vagina com a outra. Ela suspirou e apertou ao redor dele, sua boceta segurando seu pau como um punho. Por um momento ele simplesmente fechou seus olhos e deslizou para frente e para trás por seu calor aveludado. Enterrado ate o punho, destampou o lubrifcante e usou seus dedos para espalhar suas bochechas de forma que sua abertura foi descoberta. Ele espremeu uma quantia generosa do gel sobre a fenda de seu traseiro e, em seguida correu o polegar sobre a roseta enrugada.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele era paciente, deslizando seu dedo pela abertura apertada. Ela apertava ao redor dele, e ouviu seu fôlego silvar por seus lábios. Para frente e para trás, lentamente, enfou o dedo nela antes de, fnalmente, adicionar um segundo. Ele colocou sua outra mão em torno da base de seu pênis, e lentamente retirou de sua boceta e posicionou a cabeça em sua entrada lubrifcada. Ela representava um quadro erótico, traseiro no ar, as mãos garantiam impotência em torno de suas costas e seu rosto pressionado contra a almofada da cadeira. Não havia uma parte de seu corpo que não estava aberta e acessível para ele. Cuidadosamente ele empurrou para frente, forçando a coroa larga de seu pênis em sua minúscula abertura. A sensação do apertado anel apertando sua ereção quase lhe mandou sobre a extremidade. Ela o embainhou com tensão insuportável. Ela abriu-se para ele, mas seu corpo lutou com sua invasão. Ele seguiu adiante implacável, não dando um centímetro enquanto forçava mais seu comprimento em seu traseiro. Com um leve estalar, forçou a cabeça completamente, e ela ofegou e remexeu-se embaixo dele. “Demais?” “Não,” ela sussurrou com voz rouca. “Não o sufciente. Nunca o sufciente.” Em resposta, ele empurrou duro, forçando mais um centímetro dentro dela. Ele fcou hospedado a meio caminho dela. A visão dele penetrando a abertura entre suas bochechas disparou sua pulsação. Não parecia possível que ele poderia se ajustar em seu corpo deste modo, mas sabia que não só era possível, mas que ela o acomodou facilmente. Muitas, muitas vezes. Ele se retirou alguns centímetros e então agarrou em seus quadris, segurando-a frme, e empurrou duro. Ele afundou em seu corpo, seu pau deslizava pela abertura apertada até que seus quadris encontraram a curva de suas nádegas. Suas bolas pressionavam contra sua boceta e ele girou, roçando o saco sobre a maciez de sua entrada. “Sinto-a tão boa, dolcezza,” ele gemeu. “Eu sonhava em recuperar seu corpo. Em reclamar o que é meu.” Ele permaneceu ainda por mais um momento e então delicadamente retirou-se, observando seu pênis reaparecer quando sua abertura estirou e alargou ao redor dele. Quando somente a ponta permaneceu dentro de sua entrada, ele empurrou adiante novamente, assistindo mais uma vez como seu corpo dava-lhe acesso.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele pressionou seu traseiro, balançando seus quadris contra a bunda luxuriante. Ele fechou os olhos e esfregou de cima abaixo e depois para os lados, reaprendendo seu corpo, esforçando-se para ir mais fundo, até o coração dela. Ele tomou seu tempo, fazendo amor com ela muito docemente como se deslizasse em sua boceta quente. Seus dedos cavados em seus quadris, segurando-a frmemente para que pudesse empurrar dentro dela cada vez que se retirava. Finalmente ele alcançou debaixo e deslizou a mão até o topo de suas coxas, até que empurrou seus joelhos para fazê-la descer sobre sua barriga. Não mais sustentada por suas pernas, ela deitava plana sobre o pufe, que ele pressionava com seu corpo enquanto seus quadris trabalhavam contra seu traseiro. Ele beijava seu ombro e, em seguida, mordiscava a carne com os dentes. Ele adorava marcála. Amava deixar pequenas lembranças de sua posse. Ele chupou forte na curva de seu pescoço até que deixou um vergão vermelho claro, que enfraquecia rapidamente enquanto ele se afastava. “Minha dolcezza.” Ele arqueou sobre ela, e cuidadosamente se retirou. Abriu as nádegas para que pudesse ver a ampliação e a ligeiramente avermelhada abertura que seu pênis acabava de fazer. Mantendo-a ampla, ele fexionou seus quadris para que seu pênis se hospedasse dentro de sua abertura novamente e empurrou para frente. Então se retirou, segurando-a aberta novamente enquanto olhava para baixo, assistindo como seu corpo lentamente fechava. Ele se posicionou novamente e então apunhalou duro, produzindo um ofego dela quando ela se remexeu debaixo de sua estocada forte. Ele a manteve presa ao pufe, a satisfação apertando todos os músculos de seu corpo. Sua. Ela pertencia a ele. Ela era sua para fazer o que desejasse. Ele fexionou novamente e um arrepio de prazer sacudiu todo seu corpo até que ele sugou o ar violentamente por seu nariz em um esforço para se controlar. Ele começou a bombear com movimentos rápidos, curtos, fechando os olhos quando suas bolas lançavam mais duras. Ele manteve suas mãos em suas bochechas até que teve certeza que ela usaria suas impressões digitais em sua carne. Ele apertou, amassou e então se espalhou mais amplamente, querendo-a completamente aberta para ele quando atirou sêmen sobre e dentro de seu traseiro. Seus dedos fecharam em apertadas e pequenas bolas nas costas dela. Ele a agarrou mais duro enquanto lentamente começou a se desfazer.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Fios de seda ao redor de seu coração estalaram e desgastaram quando seu peito inchou de emoção. Ela o desfez. Sempre fez. Ninguém poderia fazê-lo perder o controle, como ela fez. Ele alternadamente amava e a odiava isso. Agora ele apenas permanecia em sua entrada, enquanto continuava o impulso rápido e furioso. Ainda segurando seu rosto em uma mão, ele alcançou freneticamente seu pau com a outra e começou a masturbar-se enquanto apontava para sua abertura. O primeiro fo de sêmen espirrou dentro dela e então um segundo, mais espesso, branco, a nata encheu a abertura e arrastou-se pelo interior de suas pernas. Ele gemeu com cada puxada, e mais líquido espirrou sobre seu traseiro e na entrada aberta. Ele adorou enche-la, abrindo-a para ele, marcando-a na forma mais primitiva que um homem poderia marcar uma mulher. Ele guiou-a para trás, para mais e mais seus punhos protegendo as costas dela. Seu traseiro brilhava enquanto o liquido reluzente deslizava na parte de trás de suas coxas. Então ele guiou sua ereção de volta para a abertura dela, deslizando por todo o caminho com um empurrão. Ele fechou os olhos quando os últimos lançamentos derramaram dentro dela. Por um longo momento fcou parado, simplesmente apreciando a sensação de ser acomodado tão profundamente em seu corpo. Então lentamente se retirou. Afastou-se, olhando-a com satisfação. Silenciosamente, voltou ao banheiro, onde passou alguns momentos limpando-se e, em seguida, molhou um pano com a água morna e retornou a Callie, onde ela ainda aguardava seu próximo comando. Suavemente, ele a limpou, limpando as trilhas de sêmen de sua pele. Então soltou suas mãos e as deixou cair molemente nas laterais. Depois a ajudou sentar-se e a puxou em seus braços. Erguendo-a facilmente, carregou-a para o sofá onde se sentou e a abraçou contra o peito. “Eu não machuquei você, não é?” Ela balançou a cabeça contra seu ombro. “Você tem um traseiro doce, Callie. Eu amo fodê-lo. Não existe uma parte de seu deleitável corpo que eu não amo foder.” Ela bocejou, cansada, mas quando olhou para cima, seus olhos resplandeciam e brilhavam como não fzeram desde que ele retornou. Ele tocou seu rosto, depois se inclinou para beijar cada pálpebra.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você precisa tomar banho?” Ela assentiu e ele levantou-se cuidadosamente, ainda segurando-a apertado contra ele. Ele a levou ao banheiro e a colocou no chão, segurando-a até que teve certeza que suas pernas estavam frmes o sufciente para que ela não caísse. “Tudo bem?” Ela sorriu e se virou. Enquanto esperava, ele ligou o chuveiro para aquecer a água. Alguns momentos depois, ela voltou, e ele a puxou para o box, sob a ducha com ele. Com mãos gentis, ele lavou seu corpo, dando atenção especial para as áreas mais difíceis. Ela estava quente e macia em suas mãos. E ainda muito disposta. Ele deslizou a boca através da marca em seu pescoço, em seguida a contornou com sua língua. “Você usará muitas lembranças de minha posse amanhã.” Ela sorriu e arqueou as costas, o jato saltando de seus seios e barriga enquanto ela colocava seus braços ao redor dele. “Eu ainda posso sentir suas marcas,” ela murmurou. “Seus dedos em minha pele. Sua boca em meu pescoço. Eu dormirei essa noite lembrando como me senti.” Seu corpo apertou com as palavras quentes, sedutoras. “Você irá dormir hoje à noite me sentindo, não se lembrando de mim,” ele corrigiu. Seu sorriso se ampliou, e ela fcou nas pontas dos pés, para assim poder beijá-lo no canto da boca. “Acho que não poderei caminhar quando voltamos para casa.” Ele deslizou a mão sobre a curva de suas nádegas e apertou levemente. “Se eu fzesse de meu modo, dolcezza, você nunca andaria novamente.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER

Capítulo Dezessete Max estava acordado ao amanhecer. Ele nunca possuíra um relógio de alarme em sua vida. Seu relógio interno nunca o desapontou. Mesmo com muitos fusos horários atravessando em suas viagens, tinha um dom incomum para saber que horas eram, e ele raramente dormia depois do amanhecer. Com exceção daqueles dias mágicos com Callie na Europa. Que se permitiu a liberdade que raramente se deu. Ficou preguiçoso e desmotivado. Ou melhor, sua motivação mudou desde o momento que a encontrou. Vestia-o como um cobertor quente, suas pernas entrelaçadas nas suas. Era um gesto muito possessivo. Um prazer que o encantava. Ele poderia ser o mais dominante em seu relacionamento, mas ela era poderosamente possessiva dele em seu próprio direito. Ele segurou com o dedo uma mecha de seu cabelo marrom escuro e a ouviu inspirar e respirar. Sua respiração soprou sobre seu pescoço, uma sensação que lhe agradava. Sim, sua motivação mudou quando ele fcou cara a cara com a mulher que acompanhou por três países. A sedução e namoro que deveria ter durado uma semana, se transformou em três semanas, que nunca esqueceria.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Antes de encontrar Callie, sua família era a coisa mais importante em sua vida. Não havia nada que não faria para cuidar deles, protegê-los, fazê-los felizes. Danem-se os custos ou as conseqüências. Callie mudou tudo. Como podia manter sua promessa com sua família e sua promessa com Callie que nunca iria machucá-la? A resposta simples era que não podia, e sabia disso desde o início. Ele escolheu Callie. Sua promessa seria cumprida, e ele estava fazendo as pazes com sua escolha. Seu intestino torceu e um pouco de sua satisfação se dissolveu. Ele não podia mudar o passado, ou como a certeza de sua principal motivação quando os caminhos dele e os de Callie se cruzaram, mas ele se certifcaria que ela nunca descobrisse. O que importava era que sua motivação estava indo adiante. Ela mexeu contra ele, e ele apertou seus braços ao redor dela, simplesmente querendo a certeza de seu calor. Ela levantou a cabeça e olhou para ele com sono, os olhos satisfeitos. “Bom dia,” ela disse em um suspiro. Ele a beijou. Mais selvagem do que o momento pedia, mas ainda a escuridão não retrocedeu. Ela passou suave contra ele, aceitando o calor carnal de sua boca. Ele a rolou por baixo dele, seu joelho entre suas coxas. Com um empurrão rápido, ela estava aberta e acessível. Ele estava dentro dela, antes dele respirar novamente. Ele fcou em paz imediatamente. Ela fazia isso com ele — para ele. Por um longo momento, ele permaneceu hospedado dentro dela, olhando em seus olhos, absorvendo sua aceitação. Imerso em seu amor. Ela levantou suas mãos curvadas e acariciou seu rosto, em seguida suas bochechas como a lhe dizer que tudo fcaria bem. Como se soubesse a virada escura de seus pensamentos. Ele fechou os olhos e respirou profundamente quando seus dedos acariciaram seu rosto. Depois se virou para sua mão, e deslizou sobre sua boca e ele beijou dentro de sua palma. Ela pulsou ao seu redor, seu calor o cercando, convidando-o mais profundamente — dentro de seu coração, de sua alma. Ele se retirou lentamente, abrindo os olhos para ver o jogo de emoções dançarem através de seu rosto. Seus olhos escureceram, e ela respirou rapidamente quando ele empurrou para frente novamente.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele pretendia que fosse uma foda rápida, áspera. Queria tomar. Ser egoísta. Mas agora enquanto a olhava, suavizou seus movimentos, indo lento e mais delicadamente do que imaginou que poderia. Ele queria envolvê-la em seda, protegê-la de todas as coisas ruins do mundo — inclusive ele mesmo. Lentamente, ele baixou a boca para a dela e a beijou com toda a ternura que foi capaz. “Sinto muito,” ele murmurou, quando empurrou dentro dela novamente. “Eu fui rude com você ontem à noite. Eu devia ter sido mais cuidadoso esta manhã. Você deve estar dolorida.” Ela sorriu e colocou os braços ao redor de seu pescoço. Ela beijou-o docemente, cobrindo cada minúscula parte de sua boca, antes de deslizar para sua mandíbula e então por sua orelha. Ele estremeceu quando ela beliscou delicadamente seu lóbulo, e depois o chupou entre seus dentes. “Estou bem,” ela sussurrou em seu ouvido. “Eu amo despertar com você dentro de mim. É uma bela maneira de lembrar que pertenço a você.” Querido Deus. Suas palavras deslizaram por sua pele e encharcaram profundamente seu coração. Seu peito doía e se tornou tão pesado que mal conseguia respirar. “Eu amo… você,” ele disse em uma voz que não reconheceu. “Só você.” Seus olhos se arregalaram em choque e, em seguida, se encheram de lágrimas. A visão quase o desfez. Como ela podia fcar tão surpresa? Ele conteve-se tanto? Teria ela duvidado… pergunta estúpida. Claro que ela tinha. Ele não lhe deu nenhuma razão para acreditar que era mais que uma aventura de ferias. Como ele odiou o que fez com sua confança. E não fez nada para dissipar esses temores quando retornou. Não voltou e disse, “eu amo você.” Ele voltou e disse, “eu quero você.” Ele beijou a lágrima que deslizou sobre sua bochecha. “Eu amo você, dolcezza. Sinto muito que seja a primeira vez que você ouviu as palavras. Sinto que seja a primeira vez que as falei para você.” Ela o apertou e ergueu seus quadris para tomar mais dele. Tão característico dela. Sempre dando. Sempre disposta a tomar mais dele. “Somente me importa que você falou,” disse ela em uma voz dolorida. “Eu amo você também, Max. Tanto. Eu perdi você…” Ela cessou bruscamente quando outra trilha prateada deslizou sobre sua bochecha. Ele a silenciou com outro beijo.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu perdi você também, Callie. Nunca duvide. Diga novamente. Deixe-me ter as palavras novamente.” “Eu amo você.” Ele nunca se considerou um homem muito sentimental. Estava sempre no controle total de si mesmo e suas ações — suas reações. Mas Callie… ela o amava, estava disposta a perdoar, disposta a dar a si tão livremente depois do modo que ele a machucou. O nó cresceu mais desconfortável em sua garganta. Ele a beijou novamente, não sabendo o que mais fazer. Não podia falar. Não confava em si para não ceder a maré de emoção construída em seu peito. Graças a Deus. Graças a Deus que ela ainda o amava. Que ela não estava guardando tudo o que ele fez. Ele não podia, não ia permitir que ela soubesse o quão longe esteve disposto a ir, para cumprir uma promessa a sua família. Seria destruí-la. “Você está comigo, dolcezza? Você está próxima? Diga-me o que precisa.” Ela suspirou novamente e seu sorriso era tão brilhante que derramou raios de sol sobre ele. “Você, Max. Só você. Ame-me. Estarei sempre com você.” Suas palavras desencadearam seu descontrole rigidamente controlado. Ele empurrou fundo e começou a gozar antes de estar totalmente profundo. Ela arqueou em seus braços e cruzou as pernas frmemente ao redor dele, seus corpos entrelaçados em uma bela tapeçaria. Max e Callie. Callie e Max. Ela enterrou o rosto em seu pescoço e então afundou os dentes na coluna de sua garganta enquanto se desfazia. Seu corpo arrastava-o implacavelmente, puxando-o mais profundo, e então diluiu-se ao redor dele, banhando-o com calor intenso, doce. Por um longo tempo ele fcou deitado sobre ela, às pernas e corpos fundidos enquanto pulsada dentro dela. Foi difícil não imaginar sua semente germinando. Por um momento ele fantasiou sobre ela grande e redonda com sua criança. Ele queria essas coisas. Ele a queria sem reservas. Sua submissão, seu amor. Queria tudo dela. Queria crianças. Muitas meninas com seu espírito indomável, seu sorriso atrevido e aqueles olhos azuis magnífcos. Ele queria que os meninos fossem tão fortes e tão resistentes quanto ela. “Você continua com controle de natalidade?” Ele perguntou um momento depois. “Sim.” Ele não conseguiu disfarçar a decepção gritante que percorreu por seu corpo. Ela se afastou, uma careta curvava sua boca para baixo. “Por quê?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele sorriu, querendo aliviar sua preocupação e não arrefecer o que foi contrariamente um momento incrível para ele. “Acabei de ter essa imagem de você. Grávida com minha criança. De sentir sua barriga, grande e redonda. Eu gostei. Eu gostei muito.” Ela relaxou e então sorriu. “Você vai ter que esperar um pouco para isso, estou com medo. Tem muitos caminhos que quero fazer e ver antes de começar a estalar uma ninhada de crianças.” Ele ergueu uma sobrancelha. “Uma ninhada?” Ele a estava provocando, porque de repente a ideia de ser cercado por um monte de crianças era completamente agradável para ele. “Eu sempre imaginei que teria muitas crianças,” ela disse pensativa. “Eventualmente. Não imediatamente. Mas quando eu estiver pronta. Eu adoro ter uma família grande. Eu amei crescer com três irmãos mais velhos.” Ele se moveu para cima e fora dela, cuidadosamente retirando-se do calor delicioso de seu corpo. Fixou-se ao lado dela e a puxou em seus braços até que seus narizes quase se tocaram. “Fale-me de todas estas coisas que você quer fazer antes de você se acomodar e ter bebês.” Ela se aconchegou contra ele até que suas pernas estavam mais uma vez entrelaçadas. “Eu amo viajar. Eu apenas gosto de… ir. Sempre que tenho vontade. Minha mãe sempre disse que nasci com minha cabeça nas nuvens, e meus olhos sempre olhando em direção a um lugar que nunca fui. Ela provavelmente está certa. Tenho desejo de viajar. Não há nada melhor que pegar as malas e ir. Ver novos lugares, encontrando novas pessoas, vendo o sol nascer e se pôr em um lugar diferente todo dia.” “Eu quero mostrar a você esses lugares. Quero ver eles com você. Eu mostrarei a você o mundo, Callie.” Seus olhos brilhavam e reluziam novamente, mas ele estava determinado a não fazê-la chorar. Não mais. Ele queria fazê-la feliz. “Eu amo você, Max. Muito.” Será que se cansaria de ouvir essas palavras? Não podia imaginar tal coisa. Se algo o preocupava, era que ela cansasse de sua necessidade de ouvi-las. “Eu amo você, dolcezza. Eu preciso que você saiba disso.” Ela sorriu. “Eu sei agora.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele a beijou novamente, longo e vagarosamente, como devia ter feito mais cedo quando ela estava despertando. Desculpou-se agora, quando suavemente alimentou-se em seus lábios e saboreou cada toque e sabor. E então a abraçou, até o suave ritmo de sua respiração sinalizar que ela insistia em voltar a dormir. Ele sorriu e deslizou a perna mais frmemente sobre a dela, até que seu corpo estava completamente protegido pelo dele. As compras podiam esperar.

Capítulo Dezoito As compras com Max era uma experiência decadente. Callie adorava fazer compras. Ela tinha todas as tendências femininas intactas. Mas as compras com Max? A partir do momento que entraram nas lojas luxuosas, Callie foi mimada, suprida, bajulada e envolvida da cabeça aos pés com roupas bonitas e caras. Por tudo isso, Max manteve uma vigilância apertada. Ele nunca parecia se cansar quando Callie experimentava roupa após roupa. Ele fcava atrás e estudava por um momento antes de simplesmente acenar ou balançar a cabeça, e então o vendedor rapidamente despia Callie das roupas e jogava-a na pilha de descarte, ou com movimentos rápidos na pilha que comprariam. E ele tinha um gosto impecável. Sabia exatamente o que parecia bom nela, o que a lisonjeava e o que não. Nenhuma despesa foi poupada. Ele ainda insistiu sobre o modelo de lingerie que escolheu, embora foi muito claro que ninguém alem dele precisava ver as sessões de desfle particular. Sentia-se… linda. Um pouco diabólica e muito sensual. Ela observou seus olhos, e viu o modo que olhava para ela, e ela comeu cada momento único.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela adorava ser mimada por Max. Ela adquiriu um gostinho dele na Europa, mas agora que ele esclareceu seus sentimentos para ela, seu tratamento generoso assumiu uma qualidade mais cativante. Atrás da tela de vestir, ela sorriu, enquanto puxava um par particularmente escasso de calcinha e sutiã combinados. Eles não deixavam muito para a imaginação, e a calcinha… tinha uma pequena surpresa que ela estava ávida para mostrar a Max. Ela colocou a cabeça para fora e seu olhar imediatamente fxou-se nela. Então ela saiu timidamente nos saltos altos ousados que usou somente para esse traje. Seus olhos ardiam em chamas escuras, enquanto seu olhar viajou por todo seu corpo. Ela desflou adiante e escarranchou-se em seu colo até que ele foi forçado a inclinar a cabeça para trás para examinar seus olhos. Incentivada por sua resposta, ela agarrou o zíper de sua calça e deslizou sua mão dentro quando o abriu. Seu pênis saltou em resposta quando seus dedos enroscaram ao redor de seu comprimento. “O que você está fazendo, pequena moça atrevida?” Continuando a acariciá-lo, ela se inclinou e tomou sua boca com a dela, beijando-o até que ambos estavam lutando para respirar. “Você pediu uma exibição de lingerie particular. Pretendo mostrar a você como funcionam exibições de lingerie particulares.” Antes de ele poder responder, ela arqueou sobre dele e colocou a cabeça de seu pau na fenda em sua calcinha. Ele chupou o fôlego em surpresa quando deslizou pelo material e profundamente em sua umidade. “Puta merda. Comprarei esta em todas as cores que eles possuírem.” Ela sorriu, arrumou sua posição e então afundou até que embainhou seu comprimento inteiro. Ele colocou as mãos ao redor de seus quadris para mantê-la no lugar, e acariciou borda rendilhada de seu sutiã até que teve o bojo baixo o sufciente para que seu mamilo penetrasse por cima. Ele lambeu a ponta rígida, persuadindo-a ainda mais apertado. Sua cabeça caiu para trás e ela fechou os olhos quando o tiro de prazer atravessou por suas veias. Para cima e para baixo ela saltou em seu colo, auxiliada por suas mãos ainda cravadas em seus quadris. A pura indecência de fazer sexo em uma loja de departamentos abastecia seu desejo para maiores alturas. Ela se sentia incrivelmente sensual, ousada, uma raposa do prazer de seu homem.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Sua cabeça balançava de volta, e ela fxou seu olhar no dele, quando ele se afastou lentamente de seu seio. “Você é uma sedutora inconvencional, travessa,” ele moeu fora. Ela ergueu-se de seu colo, e então lentamente se abaixou de volta para seu comprimento até que ele estava enterrado até as bolas. “Você fala como se fossem qualidades ruins,” ela disse travessamente. “Oh inferno não. Você já era minha garota de sonho. Hoje só cimenta isso. Eu amo cada osso inconvencional em seu corpo. Agora eu me pergunto o quão alto eu posso fazer você gritar.” O brilho perverso em seus olhos lhe disse que ele não teria nenhum problema sobre fazer apenas isso. Certo, então ela não se importava de ser uma garota safada quando sabia que ninguém estava olhando, mas não queria dizer que estava pronta para deixar a loja inteira saber que ela e Max estavam fodendo como coelhos atrás de uma cortina. Ele riu baixo. “Eu estou provocando você, dolcezza.” Ele levantou-a e fez sinal para ela permanecer. Confusa, ela fez como ele gesticulou e esperou pelo que ele queria. Ele fez um movimento circular com a mão, e ela virou-se até fcar de costas para ele. Então ele agarrou sua cintura e guiou-a para trás em direção ao seu esticado pênis. “Incline-se para frente.” Quando ela se fez sua licitação, suas mãos deixaram sua cintura e alisavam suas costas, sobre a coluna até seu cabelo. Então ele lentamente voltou, sobre seu traseiro e para a fenda na forquilha da calcinha. Colocou o dedo dentro dela e seus joelhos fraquejaram. Ela seria lançada adiante, mas ele a pegou com uma mão. A cabeça de seu pênis roçou pela calcinha, mas em vez de achar sua entrada, roçou sobre seu clitóris. Ele esfregava para frente e para trás em seu tremulo broto até sua entrada, e depois voltava, até que ela estava lisa e molhada e totalmente pronta para tê-lo de volta dentro dela. Ela tentou tomar o assunto em suas mãos, empurrando para trás quando ele friccionou ao redor de sua abertura. Sua resposta foi dar um tapa ruidoso em seu traseiro. Ela saltou mais surpreendida que afita. Brevemente a queimação virou um baixo zumbido de prazer que trabalhava sobre suas costas, e a teve se contorcendo para mais. “Sente-se agora.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ávida para fazer sua vontade, ela sentou-se e fechou os olhos quando seu comprimento deslizou facilmente em sua boceta. “Agora trabalhe-o. Me foda. Mas se observe no espelho à medida que faz.” Ela ofegou. Havia se esquecido do espelho triplo na frente dela. Agora que seu olhar ergueu e focou em seu refexo, fcou paralisada pela raposa malcriada encarando-a. Seus seios derramados do sutiã delicado. Suas pernas estavam separadas, e ela podia ver a malha de carne onde ela e Max uniam-se. Suas bochechas estavam vermelhas e seus olhos brilhavam. Seus cabelos… Seus cabelos estavam desgrenhados e despenteados, os lábios inchados. Ela parecia uma mulher bem amada. Ela puxou para frente apenas o sufciente para que seu pau deslizasse quase fora de sua vagina. Hipnotizada pela imagem que eles apresentavam, ela bateu para trás, gemendo no instante da sensação de abundância. “Segure seus seios. Role seus mamilos e deixe-me assisti-la no espelho.” Ela endireitou-se o sufciente para que ele tivesse uma boa visão e, em seguida alcançou o bojo de seu sutiã e o ergueu até que seus seios saltaram livres. Ele colocou as mãos atrás, ao redor de seus quadris e assumiu o comando da direção de seus movimentos, enquanto ela beliscava e rolava os mamilos entre seus dedos. “Você está linda. Selvagem e devassa. Minha doce raposa.” Ela olhou de volta nela mesma, viu Max assistindo por sobre seu ombro, como ele a puxava para baixo repetidas vezes. Sentia-se bonita. E como ele disse, devassa. Selvagem. Ousada. “Continue se tocando. Eu cuidarei do resto.” Necessidade crua rolava sobre ela. Quente e provocante. Sua pele arrepiada. O orgasmo foresceu, expandiu-se, até que ela remexia-se inquieta em suas mãos. Seus seios, tão mais sensíveis agora, os sentia pesados em suas palmas. Cada roçar de dedos em seus mamilos enviava fragmentos após fragmento de êxtase que cruzavam por seu abdômen, e mais baixo até que ela convulsionava ardentemente ao redor de seu pênis. “Use seus dedos em seu clitóris. Goze quando eu gozar, dolcezza.” Deixando um de seus seios, ela chupou o dedo em sua boca até que estava úmido. Então lentamente arrastou-o abaixo seu meio, ao longo de sua barriga e por baixo da renda da calcinha até que mergulhou em suas dobras para encontrar o clitóris inchado, hipersensibilizado. Assim que rolou seu dedo sobre o minúsculo músculo de carne, seu corpo inteiro apertou dolorosamente. Ele empurrou mais forte, seu agarre apertando mais em seus quadris.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela tentou chamar de volta o gemido que brotou em sua garganta, mas terminou em um baixo, zumbido rouco. “É isso ai, bebê. Venha para mim. Estou tão perto.” Ele estava tão apertado dentro dela, tão inchado e rígido, que fcou mais difícil para ele empurrar. Cada movimento enviou um espiral sempre mais próximo do lançamento. Ela ofegou quando ele se retirou e mergulhou — duro, — mandando-o para profundidades maiores. Existia uma mistura nervosa de dor e prazer alucinante que deixou suas vísceras contorcendo-se para ser libertada. E então ela simplesmente saltou para frente. A tensão insuportável rompeu, mandando-a para um milhão de pedaços minúsculos. Um arco-íris de cor cintilou em sua visão, e seu refexo desfocou enquanto ele bombeava cada vez mais forte e duro nela. Com um rugido ele puxou-a de volta sobre seu colo e a segurou tão ferozmente que seus dedos deixaram impressões em sua pele. Ele inundou quente e duro em seu ventre apertado. Ela caiu de costas nele, de repente, exausta e fácida. Max a recolheu em seus braços, suas costas pressionavam seu peito. Ele girou seu rosto em sua direção e acariciou sua bochecha enquanto sussurrava repetidamente que a amava. Sonolenta ela abriu os olhos para se ver no espelho. Esparramada grosseiramente no colo de Max, seu pau preso entre suas pernas. Ela estava molhada e pegajosa, e olhou tristemente abaixo para a calcinha caríssima que eles arruinaram. “Supostamente você comprará esta, com certeza.” Ele riu e mordiscou afetuosamente em seu ombro. “Essa e uma dúzia de outras.” Ela tentou levantar, mas vacilou ridiculamente nos saltos que usava combinando. Suas pernas estavam tão trêmulas quanto à de um potro recém-nascido. Max a segurou antes de ela dar um passo a frente e, em seguida levantou-se. “Se limpe e troque-se. Vou cuidar de juntar sua roupa. Ah, e vista um daqueles conjuntos de lingerie para sairmos da loja com a saia vermelha que nós escolhemos, e o top de seda.” “Eu vou congelar!” Ela protestou. O canto de sua boca ergueu em um sorriso. “Eu a manterei quente, dolcezza.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER

Capítulo Dezenove Callie se sentia em evidencia quando eles deixaram a loja, e Max a enfou no banco de trás de seu carro. Era tolo. Ninguém sabia o que ela estava usando debaixo de sua saia. A calcinha era perfeitamente respeitável… com exceção do astuto pequeno buraco que fazia sua vagina acessível. Max deu as instruções ao motorista, embora Callie não prestasse muita atenção para onde estavam indo. Em seguida, Max voltou sua atenção para ela, e a puxou sobre seu colo de forma que se sentou lateralmente através dele. A palma de sua mão descansava em seu joelho e ele avançou para cima, levantando o tecido diáfano de sua saia com ele. Ela prendeu sua respiração e lançou um olhar nervoso na direção do motorista, mas o vidro de isolamento estava levantado. Ele não podia olhar aqui de volta, não é? Ela prontamente esqueceu tudo sobre suas preocupações quando o dedo de Max mergulhou após a fenda em sua calcinha e achou seu calor úmido. Ela tinha acabado de ter o orgasmo dos orgasmos, e ainda quando ele a tocou, seu corpo saltou para a consciência imediata e sensibilizada. “Você está tão brincalhona hoje, dolcezza. E muito, muito malcriada. Terei que apresentar um castigo apropriado para seu comportamento irresponsável.” Seus olhos se arregalaram e ela olhou incrédula para ele. “Castigo? Você devia estar me agradecendo. Que sujeito não gostaria de uma mulher para foder seu cérebro durante uma amostra de lingerie? Por que na Terra você me castigaria?” Ele sorriu.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Porque me convém?” Ah, a resposta para tudo no mundo de Max. Porque lhe convinha. Ela deveria ter lembrado que os pequenos castigos aplicados tinham pouco a ver com infrações reais, e mais a ver com seus caprichos. Não que ela se importasse. Ainda assim, ela curvou o lábio inferior em um beicinho amuado, porque também sabia que ele adorava quando ela fazia beicinho. Ele se inclinou, pegou seu lábio inferior entre seus dentes e sugou na boca. “Tão bonita fazendo beicinho. Eu terei que puni-la por isso também.” Ela revirou os olhos, mas apertou-os fechados quando ele deslizou dois dedos em sua boceta. Ele continuou a brincar enquanto eles abriam a passagem. Ela esqueceu seu protesto de que congelaria em sua roupa atual. Estava corada da cabeça aos pés enquanto ele fazia sua mágica. Ele era paciente. Muito exigente. Trabalhando nela até o ponto do orgasmo, e então parando até que ela descia da borda. Então começaria novamente até que ela estava louca de desejo. Seu polegar acariciou delicadamente sobre seu clitóris enquanto seus dedos exploravam seus tecidos inchados. Ele adicionou um terceiro dedo e ela arqueou, sabendo que se ele não parasse neste preciso ponto, ela gozaria. Só que ele parou. Ele riu baixinho de sua expressão. Ela apenas podia imaginar o quanto parecia frustrada. Queria se lançar sobre ele, e foder seus miolos tudo novamente, e não podia se importar o menos se o motorista via e ouvia. “Você gostaria de gozar?” “Sim!” Ela silvou. Lentamente ele retirou seus dedos, e então lambeu cada um, chupando sua umidade das pontas, o tempo todo olhando para ela. “Eu a quero faminta. Eu a quero no limite. Planejo mantê-la lá a tarde toda. Então a levarei para casa e, irei espancar esse seu lindo traseiro, até que você implore que a tome. Então, e só então eu foderei você. Não será fácil, dolcezza. Eu irei possuir você. Não será uma tomada agradável, fácil. Você não terá nenhuma dúvida sobre minha posse. Foderei sua boca sensual. Foderei você aqui.” Ele deslizou seus dedos entre suas pernas novamente e a abriu enquanto corria um dedo ao redor da entrada. “Vou foder esse seu delicioso traseiro e então vou gozar em cima de você. Então acho que a espancarei novamente.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela tremeu dos pés a cabeça. Calor correu sobre sua pele, até que fcou lânguida. Ela oscilou em seu aperto, bombeando como uma garota festeira embriagada. Não conseguia falar, não poderia responder as imagens vívidas bombardeando seu cérebro. De repente não havia mais nada que quisesse fazer, do que ir para casa e deixá-lo fazer o que quisesse. E maldito homem, mas ele sabia disso. O sorriso satisfeito, predatório em seu rosto falou volumes. Ele sabia exatamente o que estava fazendo a ela, e adorou cada minuto. Ela caiu contra ele e aninhou a cabeça sob seu queixo enquanto olhava pela janela para a passagem do tráfego. “Você é mal, um homem muito mal, Max Wilder. Maldito seja, se eu não te amo mesmo assim.” Ele riu. “Você me ama porque eu sou mal, e você é minha parceira, dolcezza. Você é tão má quanto eu. Eu amo isso em você.” Ela levantou a cabeça e olhou para ele, todas as provocações se foram. “Estou tão feliz que você me ama.” Ele a encarou por um longo momento, antes de deslizar a mão sobre sua bochecha e então por cima de seu cabelo. Ele juntou os fos frmemente em seu punho, e a puxou em direção a sua boca, para levá-la em um selvagem, exigente beijo. Por vários segundos, ela pôde apenas respirar enquanto ele saqueava seus lábios, tomando posse de sua boca e saboreando cada centímetro dela. Quando ele se afastou, seus olhos estavam escurecidos intensamente. “Nunca duvide de meu amor por você, Callie.” “Eu não irei,” ela disse suavemente. “Não agora.” “Nunca.” Ela assentiu com a cabeça. Max olhou em frente e, então cuidadosamente arrumou a saia de forma que ela foi coberta. “Nós estamos aqui.” Ela deslizou de seu colo sobre o banco, e terminou de organizar sua roupa de forma que fcasse apresentável. “Onde é aqui?” Ele sorriu. “Você verá.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER O motorista abriu a porta e Max saiu. Ele voltou e pegou a mão de Callie e a ajudou na calçada. Ela piscou para tentar limpar as teias de aranha que turvavam sua mente. Isso também era culpa de Max. Seu cérebro virou mingau, e agora tudo o que conseguia pensar era no que estava por vir mais tarde. Max a puxou para seu lado quando um vento forte os rodeou. Ele correu na direção de uma joalheria de duas portas. Callie reconheceu o nome. Muito exclusiva. Muito cara. Não que não estivesse acostumada a estar ao redor do dinheiro. Seus pais tinham dinheiro. Era só que Callie não. Não que ela não pudesse, mas a partir do momento que estava com idade sufciente para entender que seus pais eram ricos, ela sempre foi determinada a pagar de seu próprio modo. Para o desânimo dos seus pais. Com três pais todos morrendo por mimar sua única pequena menina, Callie pôs uma torção nos seus planos, recusando a deixá-los pagar qualquer coisa. Estes tipos de lugares deixavam-na nervosa. Não que ela não esteve neles. Mas eles a faziam se sentir como uma fraude. Eles entraram, e um cavalheiro mais velho em um terno caro imediatamente veio adiante para saudar Max. “Bom ver você, Sr. Wilder.” Max tomou sua mão estendida e a agitou brevemente. “E você, Winston. Diga que os têm prontos para mim?” Winston acenou e fez sinal para Max e Callie segui-lo a uma pequena sala fora do salão principal. “Por favor, sentem-se.” Ele gesticulou em direção a duas poltronas em frente de uma mesa executiva polida. Ele então contornou e se sentou atrás da mesa e abriu uma das gavetas. Ele tirou um estojo aveludado, muito maior do que Callie teria imaginado. Ela levantou uma sobrancelha inquisitiva na direção de Max. Ele apenas sorriu e indicou a Winston para abrir a caixa. Winston concordou e virou a caixa ao redor, empurrando-a na direção de Max. Dentro, haviam dois braceletes primorosamente projetados. Apesar de serem muito mais largos que um típico bracelete. Eles mais pareciam algemas. Max puxou uma das peças de jóia da caixa e a segurou. Ele olhou para ela de lado a lado e, em seguida, fez um som de aprovação antes de pegar a segunda. “Levante seus braços, dolcezza.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela o fez sem hesitar. Max primeiro apertou um ao redor de seu pulso esquerdo e, depois colocou o outro em seu pulso direito. O metal fresco fechou ao redor de sua carne e para sua surpresa, ele tirou uma chave minúscula, inseriu-a no fecho e trancou. “Eu considerei ouro, mas platina parece mais bonito em você,” ele disse. “Combina com você.” Ele levantou ambas as mãos para visualizar as jóias em seus pulsos. A satisfação iluminou seus olhos e então ele olhou para ela. “Você gosta?” Ela afastou cuidadosamente suas mãos de Max, assim podia estudar os intrincados desenhos nas faixas. Ao longo da parte inferior do punho esquerdo estava era inscrita: Duas metades de um todo. Ela olhou no punho direito para ver inscrito: Nós somos um. E no interior da escritura forida: Max e Callie. Lagrimas brilhavam em sua visão e ela ergueu o olhar para Max. “São lindos.” Max levantou a mão com desdém, e Winston saiu correndo do escritório, deixando Max e Callie sozinhos. Max retornou sua atenção para ela e juntou suas mãos nas dele. “Você usará enquanto estivermos juntos. Você não os tirará. Nunca. Ambos teremos uma chave, mas saiba que se você voluntariamente retirá-los, signifcará que não mais quererá fcar comigo. Aos meus olhos, o vinculo disso, é maior do que um anel de casamento. Eles sinalizam minha posse. Minha propriedade e sua aceitação. Você entende?” Ela assentiu não confante para falar com o nó formado em sua garganta. Ele levantou suas mãos para a boca e pressionou um beijo em seus dedos. “Eu amo você, Callie. Isto mais que qualquer outra coisa é um símbolo de amor.” Ela sorriu resplandecente, até que suas bochechas doíam com o esforço. “Eu os amo, Max. Usarei para sempre.” Seus olhos se iluminaram e seu sorriso era tão amplo quanto o dela. A alegria em sua expressão apertou seu coração, e uma emoção vertiginosa correu por sua espinha. Ele a amava. Ela o fazia feliz. Era quase demais para ela contemplar. “Você está com fome? Está chegando o fm da tarde e ainda tenho que alimentá-la. Não negligenciarei minha dolcezza.” “Faminta,” ela admitiu. “Ser malcriada é um trabalho duro!” Seu sorriso encheu a sala e ele levantou-se, puxando-a para seu lado. Ele a pegou contra si e inclinou o queixo para receber seu beijo.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você é tão perfeita para mim, Callie.” Ele a abraçou uma última vez e então a conduziu do escritório e para fora para o carro os esperando.

Capítulo Vinte No caminho de volta ao apartamento de Max, Callie enfrentou a manta de letargia que se instalou sobre ela. Mas no momento que chegaram e tomaram o elevador para a cobertura, a antecipação substituiu as linhas de fadiga. Seu corpo zumbia com excitação quando ela se lembrou das promessas que ele havia feito para quando retornassem. O porteiro os acompanhou, levando as muitas sacolas com as extravagantes compras que Max fez. Max indicou-lhe para soltá-las por dentro da porta, e então o porteiro saiu discretamente, deixando Max e Callie de pé no hall. “Você pode deixar sua roupa aqui,” Max disse enquanto apontava para uma chapeleira e uma pequena cesta de vime colocada estrategicamente perto da porta. Callie rapidamente se despiu, pendurando sua camisa e saia no gancho. Deslizou de seu sutiã e calcinha, e deixou-os futuar de seus dedos na cesta. Quando ela iria descartou seus saltos, Max pôs uma mão em seu pulso para pará-la. “Mantenha os sapatos. Acho que gosto muito deles em você.” Ela sorriu. Eles eram sedutores. Totalmente sapatos foda-me. Vermelhos com salto agulha de sete centímetros e meio. Eles complementavam suas pernas, as fazendo parecer muito mais longas suaves e elegantes do que eram. Ele gesticulou para ela caminhar à frente dele na sala, e ela partiu, batendo os saltos no chão polido. Ela parou no meio da sala, insegura de onde ele a queria. Ela virou para encontrar seu olhar fxo solidamente sobre ela. Ele parecia estar contemplando… O que, ela não tinha certeza, mas

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER enviou um rastro de tremores frios sobre seus ombros, para baixo por seus seios, até que seus mamilos frisaram e enrugaram. Ele sorriu preguiçosamente. “Eu não sei se espero e a faço antecipar o que está por vir, ou se cedo a minha própria impaciência e começo agora.” Ela permaneceu em silencio, olhando-o e esperando. Ela era uma pessoa muito impaciente — sempre foi — mas descobriu com Max que estava perfeitamente disposta a aguardar seu prazer. “Diga-me, dolcezza, eu a cansei muito hoje? Você precisa descansar um pouco?” Confança em Max por ser sempre tão atencioso. Ele estava sempre preocupado com suas necessidades até quando as deles poderiam contradizer seu próprio querer. Ela tremia sobre o peso constante de seu olhar. Seu corpo estava vivo com antecipação. Não, ela não precisava de descanso. Precisava dele. “Não,” ela disse suavemente. “Eu preciso apenas do que você quer me dar.” O prazer nos olhos dela o aqueceu diretamente. “Vire-se.” Lentamente ela virou até que suas costas estavam para ele. Ela o ouviu fechar a distância entre eles e então a segurou por trás com a mão. Carinhosamente ele a acariciou, encobrindo uma nádega e então a outra. Ela mal teve tempo de prender a respiração antes de ele emitir um duro tapa com a palma de sua mão. Ela saltou, mas ele estava lá para acalmá-la. “Cuidado. Pedi-lhe para permanecer com os saltos, mas eu não farei muito para seu detrimento.” Um zumbido quente estendeu-se sobre seu traseiro enquanto a queimadura de prazer enfraquecia. Ele esfregou e acariciou o lugar que atingira, e então bateu na outra nádega. Desta vez, ela estava preparada e manteve a posição. Seus olhos fecharam-se enquanto ele continuou a acariciar as nádegas latejantes. Duas vezes mais ele esbofeteou seu traseiro e a cada vez ele aliviava a dor com gentis caricias. “Adoro ver a marca de minha mão em sua pele bonita, macia. Aprecio ver como a dor se transforma em prazer, como seu corpo relaxa e sua respiração muda. Você gosta da dor.” Ela assentiu. “Você também ama o prazer.” Ela assentiu novamente. Ele tomou seu cotovelo e a guiou em direção ao fm do sofá.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Incline-se e coloque as mãos na almofada. Deixe o suporte do braço em sua barriga.” Ela fez como ele pedia, e posicionou-se sobre a extremidade do sofá até que seu traseiro estava empoleirado no ar. “Começarei lentamente e trabalharei até ver o quão bem você tolera a dor. Não vou parar até que seu traseiro esteja completamente vermelho e você me implorando para fodê-la. Você pode aguentar, Callie? Atrevo-me a ver o quão longe posso empurrar você?” Oh sim. Deus sim. Ela estava ofegante e ele nem havia começado. “As palavras, Callie. Quero ouvir as palavras.” “Por favor, Max. Faça seu pior.” Ele gargalhou então. “Você não tem ideia do que é o meu pior. Você não está pronta para isso. Mas estará.” O fo escuro em sua voz contradizia completamente seu riso rouco. Ela estava tão no limite, tão tensa com o que estava por vir, que poderia ter um orgasmo agora apenas com um toque. E talvez por isso ele fosse tão cuidadoso para não fazê-lo. A primeira bofetada foi leve. Ela fechou seus olhos, apreciando a sensação da palma contra sua carne. Ele entregou na outra bochecha, e ela gemeu. Fiel a sua palavra ele começou lento. Medido. Nunca duas vezes no mesmo lugar. Ele metodicamente cobriu cada centímetro de seu traseiro, distribuindo os golpes com a mesma força. Sua boca estava aberta e ela ofegava baixinho, querendo, precisando. Estava na ponta da língua o implorar para fodê-la agora, mas somente o desapontaria. Ele queria que ela tomasse mais. Muito mais. Ela queria dar a ele o que ele desejava. E ela simplesmente queria ver o quanto conseguia tomar antes de ceder ao desejo de implorar. Ele aumentou o ritmo e os golpes fcaram mais duros e mais dolorosos. Mas com cada um, a queimadura foi rapidamente substituída pela euforia suave. Quase como se futuasse fora do corpo em uma nuvem de infnito prazer. Ela fechou os olhos e suspirou sonhadora, mesmo quando os golpes vieram mais rápidos. Mais duros. O som das palmadas ecoaram pela sala silenciosa. Seu corpo inteiro sacudia e balançava para frente, forçando o bracelete contra as almofadas. Não podia mais diferenciar entre os golpes. Tudo estava nebuloso, nervosa sensação que se misturava em um longo rastro de dor e prazer indescritíveis.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela futuou mais e mais alto. Sua mente não era mais sua. Tudo que conhecia era Max. As mãos de Max. Em seu corpo. Seu prazer. Sua posse. Seu corpo. Não dela. Ela era dele. “Gostaria que pudesse ver o quão bonita está sua bunda. Vermelho rosada. Tão vermelha que não se pode distinguir uma marca da outra. Ela brilha. Assim como você.” Ela gemeu quando ele começou novamente. Mais duro desta vez. Deliberadamente punindo. Ele a estava conduzindo mais e mais ao ponto de ruptura. Ela mordeu o lábio para não gritar. Ela não iria. Ainda não. “Dê-me as palavras,” ele exigiu. “Eu não pararei até que você me implore. E então vou fodêla até que ambos caiamos.” Foi sua ruína. Ela abriu a boca e as palavras se derramaram. “Por favor, Max. Por favor. Foda-me. Tome-me. Faça-me sua. Por favor,” ela disse entrecortadamente. Ele a deixou imediatamente. Antes que ela percebesse que ia parar, envolveu os dedos em seus cabelos e puxou sua cabeça para o lado. Ela ainda estava posicionada sobre o braço do sofá, seu traseiro palpitando, doía, impulsionada no ar, enquanto ele agarrava seus cabelos e empurrava o pênis em sua boca. Como prometeu, não foi gentil. Ele fodeu sua boca tão cruelmente quanto fodeu sua boceta e ânus no passado. Ela não podia se mover, não podia fazer nada, apenas fcar ali, a mão agarrada frmemente em seu cabelo enquanto ele empurrava profundamente na parte de trás de sua garganta. Ele se debruçou sobre o sofá para que seu ângulo fosse melhor. Seu corpo cobriu seu rosto e seus quadris bateram contra ela enquanto ele empurrava nela mais e mais, até que ela não estava ciente de respirar, só de recebê-lo. Ele estava mostrando seu domínio. Não existia nenhuma dúvida sobre o que ele estava fazendo. Ele não estava fazendo amor com ela. Estava possuindo-a. Mostrando que lhe pertencia. Que seu corpo lhe pertencia, e ele podia fazer como quisesse. Ela fcou lá, festejando aquela posse. Estava mais que disposta para que a marcasse, marcála com ferro, possuí-la. Ele nunca a machucaria. Ela sabia disso. Ele a levaria até onde ela poderia ir, mas pararia em uma batida de coração, se ela lhe pedisse. Ela era igualmente determinada que aquelas palavras nunca passassem por seus lábios. Com um gemido áspero, ele afastou-se, deixando-a lambendo seus lábios inchados, quase entorpecidos pela força de seu poder.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele caminhou para trás dela novamente e esfregou seu ainda latejante traseiro. Ela ofegou quando ele lançou vários golpes afados em sucessão. Apenas quando ele trabalhou ate a volta da névoa onde a linha entre dor e prazer estava turva, ele separou suas pernas amplamente, e bateu internamente. Era demais. Ela estava no limite. Assim que seu pênis afundou profundamente em seu corpo, seu orgasmo rolou por ela como uma onda. Ela gritou enquanto seu corpo apertava, atraia, dolorosamente em sua intensidade. Então como se uma faca afada cortasse completamente a corda tensa, presa em seu cativeiro, ela quebrou. Gritou, o som agudo através do silêncio. Seu corpo não era seu. Não conseguia controlar sua reação, não podia segurar a liberação descontrolada. Por isso tudo, Max martelava implacavelmente, empurrando, empurrando-a mais e mais sobre o precipício. Ela podia se ouvir pedindo, assim como ele prometeu que ela faria, mas não tinha ideia do pedia. Ela implorou, querendo mais, não querendo que ele parasse, mesmo quando sua respiração rasgou andrajosamente de seu nariz e boca. Ela queria tudo dele, tudo que ele tinha para dar a ela, tudo que escolhesse forçá-la a tomar. Ela o queria. Nada menos. Então ele rasgou-se de seu corpo ao mesmo tempo em que ela se contorcia, e ela soltou um gemido. Ela se sentiu tão vazia tão desolada de sua posse. Ela almejava mais. Só sentia-se completa quando ele estava dentro dela, seu corpo uma parte dela. Uma parte de sua alma. Novamente, os golpes choviam sobre sua bunda. Mais rápidos e mais furiosos este tempo como se ele estivesse impulsionado sobre a borda como ela. Ela ofegou. Lágrimas deslizaram por seu rosto. E ela ainda queria mais. “Por favor,” implorou baixinho, sua garganta crua, quase sem voz. Ele afastou suas nádegas e empurrou nela. Sem preâmbulos. Sem preparação. Seu comprimento espesso forçava em seu traseiro, e a queimação prazerosa voltou quando ele lutava para fazê-la acomodá-lo. Ela estirou ao seu redor e empurrou de volta, querendo tudo dele. Querendo o momento imediato de posse completa, quando seu corpo gritava não, mas seu coração clamava sim. Seus dedos agarraram suas nádegas doloridas, ele empurrou para frente com um grunhido e suas bolas vieram descansar contra sua boceta.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Agora, eu a possuo, Callie,” disse ele, sua voz cheia de satisfação sombria. “Não há uma parte de você que eu não possua, que não tem minha marca. Você é minha. Diga-me que você me pertence. Só a mim.” “Eu sou sua,” ela falou rouca. “Só sua, Max. Sempre sua. Por favor. Me tome. Eu te imploro. Termine.” Ele se retirou e então começou um ataque implacável contra seus sentidos, que mais tarde ela não encontraria comparação. Ele a fodeu brutalmente pelo que parecia uma eternidade. Ela estava ali, submissa, tomando o que ele infigia, nunca querendo o fm. Dentro e fora, sua ereção estava muito mais dura e mais espessa do que já pareceu antes. Ele a castigou, ele a amou, ele a possuiu. Ele arrastou seu pênis por todo o caminho até a cabeça descansar contra sua entrada. Então Ele golpeou novamente, abrindo-a e estirando-a para encontrar suas demandas. Uma e outra vez, ele repetiu a ação até que ela fcou mole, exausta demais para fazer mais do que fcar lá, enquanto ele tomou seu prazer. Então, ele abrandou, como se para impedir a sua própria liberação. Ele não estava tão desesperado quanto antes, e em vez disso, estabeleceu um ritmo constante destinado para mantêlo apenas à beira, pairando como ela pairou por muito tempo. “Eu quero outro,” ele rosnou. “Goze para mim novamente, Callie. Eu não a largarei até que você faça.” Suas palavras voltaram-na para a vida quando ela não acreditava que ainda possuía. Seus músculos aqueceram e vibraram, e desejo enroscou-se profundamente dentro e espalhou-se enquanto o fogo lambia mais alto. Cada punhalada empurrava seu corpo, e seu rosto esfregava abrasivamente contra a almofada do sofá. “Venha, Callie. Vamos juntos. A foderei a noite toda se tiver que fazer.” Oh Deus. Ela tremia. Suas pernas tremiam, bambas pela força de suas punhaladas e seus próprios sentidos despedaçando. Desta vez, o orgasmo aumentou acentuado e rápido, tão ousado que temia perder a consciência. E ainda ele empurrava, a fodendo com impiedosa disciplina, que ela não imaginava qualquer homem tendo. Como ele podia ter tanto controle sobre seu corpo?

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Por vários minutos ele empurrou, suas mãos segurando-a em um aperto doloroso. Então, golpeou sua nádega esquerda, dor abrasadora cortou através de seu traseiro enquanto ele a golpeava. Sua visão escureceu quando ela fnalmente, fnalmente chegou à borda. Repetidas vezes sua mão caiu enquanto seu pau castigava seu traseiro, empurrando profundamente, abrindo-a mais e mais amplamente com cada empurrão. Ela gritou novamente. Clamando seu nome por medo. O que estava acontecendo com ela a assustava. Não era ele. Seu próprio corpo. Sua própria perda completa de controle. Ela lutou desesperadamente para manter a consciência, mas a escuridão estava rapidamente fechando-se ao seu redor. Sua liberação brilhou como uma tempestade violenta, tão viciante, tão maravilhosamente prazerosa, como nunca experimentou em sua vida. Como pôde fazer isso com ela? Como pôde liberar uma resposta tão primitiva? No limite nebuloso de sua consciência, ela estava ciente dele puxando sua vagina apertada. Líquido quente jorrou em suas costas, sobre sua bunda, dentro de seu ânus. Por suas pernas. Então ele deslizou para dentro de seu ânus, forçando seu sêmen mais profundamente em seu corpo. Por um longo momento ele simplesmente deslizou para frente e para trás, sua entrada facilitada pelo líquido escorregadio. Ele parou e manteve-se profundamente. Ela podia senti-lo suavizar a dureza inchada de só um momento atrás. Ela fechou seus olhos, pouco disposta a continuar a batalha para permanecer consciente. Max estava lá. Max cuidaria dela.

Capítulo Vinte e Um

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Max cuidadosamente se afastou de Callie e se retirou do seu corpo trêmulo. Olhou fxamente para a mulher bonita que se dera sem reservas. Ela tomava tudo o que ele tinha para dar e pedia — não exigia — mais. O amor encheu seu peito, inchando em sua garganta, até que fcou incapaz de falar. Algo dentro dele se quebrou à vista dela deitada lá, de olhos fechados, exausta por tudo que tinha suportado. Ternura inundou seu coração. Ele caminhou ao redor do sofá e a recolheu suavemente em seus braços, então a ergueu e a levou em direção ao quarto. Deixou-a na cama apenas o sufciente para se apressar no banheiro e ligar a água. Ajustou a água quente e logo o vapor subiu enquanto esta caía da torneira. Deixando o banheiro, retornou ao quarto para encontrar Callie enrolada de lado, seus olhos ainda fechados. “Minha dolcezza.” Ele murmurou enquanto beijava sua têmpora. Ele alisou o cabelo longe de seu rosto, e então a juntou em seus braços mais uma vez. Levou-a ao banheiro e murmurou seu nome até que suas pálpebras tremularam e seus olhos azuis nublados o olharam fxamente de volta, quentes com amor e satisfação. “Preparei um banho para você e quero que aprecie uma longa e boa imersão.” “Mmm. Isso soa bem.” Ele a abaixou na água e ela soltou um suspiro de felicidade. Assim que estava submersa até os ombros, inclinou a cabeça para trás e fxou seu olhar sonolento sobre ele. Ele espalmou o topo de sua cabeça e em seguida, esfregou a mão para baixo até sua nuca. “Você está bem? Fui muito rude com você?” O sorriso dela foi deslumbrante e tirou-lhe o fôlego. Era como ser esmurrado no estômago. Tanto amor e… confança. Finalmente, confança. “Você foi maravilhoso, Max. Nunca senti nada parecido com isso. Não estou certa se tenho as palavras para descrevê-lo.” Ele se inclinou e apertou os lábios em sua testa. Por um longo momento, permaneceu lá, de olhos fechados, enquanto simplesmente saboreava sua doçura. “Tome banho, meu amor. Quero você bem cuidada. Vou preparar um lanche, um pouco de vinho e os trarei para você durante seu banho. Chame-me se a água esfriar e a deixarei mais quente.” Novamente ela o presenteou com um sorriso doce que apertou suas entranhas de novo. Não queria deixá-la, até mesmo pelo tempo que levaria para pegar algo para ela comer e beber.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Relutante, ele deixou o banheiro e entrou na cozinha para fazer os sanduíches. Cortou uma seleção de queijos e preparou uma pequena tigela de frutas. Tinha se certifcado que o apartamento estivesse abastecido com o vinho favorito dela, então puxou uma garrafa junto com duas taças. Organizou tudo em uma bandeja e voltou para o banheiro onde Callie estava cochilando na banheira. Apoiou a bandeja devagar e então se debruçou para correr os dedos pela água. Estava morna, mas não quente, então ligou a torneira mais uma vez e ela acordou, seus olhos surpreendidos e confusos. “Desculpe. A água esfriou e não quero que você pegue um resfriado.” Ela sorriu. “Obrigada, Max.” Quando estava satisfeito com a temperatura da água, ele lhe entregou uma taça de vinho e depois tomou o prato na mão, apoiando-o na borda da banheira. Carinhosamente ofereceu a ela uma mordida no sanduíche, e então o seguiu com um pedaço pequeno de queijo. Depois que ela tomou um gole de vinho, ele deslizou uma uva entre seus lábios e ouviu seu zumbido baixo de apreciação, conforme a fruta doce estourava em sua língua. Estava contente por suprir suas necessidades. Ele a queria bem descansada e satisfeita, procurando vê-la segura e fornecida, como se ela fosse a única mulher no mundo que importava para ele. Ela deu goles preguiçosamente no vinho e bocejou antes de balançar a cabeça quando ele ofereceu outro pedaço de fruta. “Teve o sufciente?” “Sim, obrigada. Eu me sinto incrivelmente mimada agora mesmo.” Ele sorriu e acariciou sua bochecha com a mão. “Isto é justamente como eu quero que se sinta. Sempre. Querida e mimada além da medida.” Ela suspirou e se reclinou de volta, fechando os olhos enquanto descansava a cabeça contra a borda. “Cansada?” “Mmm-hmm.” “Se terminar seu banho, secarei você e nós iremos para a cama.” Os olhos dela estalaram abertos. “Só se você estiver pronto. É cedo ainda.” A preocupação trouxe outro sorriso para o rosto dele.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Posso ver que está cansada, dolcezza. Não tenho nenhum desejo em exaurir você e não posso pensar sobre nada melhor do que ir para a cama e embrulhar seu doce corpo ao redor do meu.” Ele acariciou o dedo por seu braço e se demorou sobre o bracelete em seu pulso. Ver as marcas de possessão em seus pulsos deixou um cru e primitivo instinto no fundo de sua alma. Nenhum homem moderno devia se sentir tão possessivo de uma mulher. Mesmo assim ele sentia. E não podia mostrar um pouco de remorso por isso também. Ela era sua. Total e completamente sua. Ergueu o olhar até vê-la também olhando para a jóia em seus pulsos e continuou golpeando um dedo sobre o metal fresco. “Você gosta deles?” “Eu os amo.” Ela disse roucamente. “O sentimento é bonito, Max. Eu juro que você tem a alma de um poeta.” A óbvia apreciação em sua voz o esquentou. Amava enchê-la de coisas, qualquer uma que a fzesse feliz e a fzesse olhá-lo como se ele segurasse o mundo em suas mãos. Tinha tantos planos para eles. Queria levá-la em lugares que ela ainda não tinha ido, queria experimentar a alegria em seus olhos quando ela visse o pôr-do-sol em uma nova parte do mundo. Eles eram verdadeiramente duas metades de um todo. Dois errantes. Inquietos. Espíritos livres. Nunca contentes com a mesma rotina. “O que você está pensando?” Ele piscou e percebeu que ela o estava encarando pensativa. Então sorriu. “Estava imaginando levá-la a lugares que você nunca tenha ido e observarmos o pôr do sol juntos.” Os olhos dela imediatamente brilharam e seu sorriso foi tão radiante que iluminou o quarto inteiro. “Não existe ninguém com que eu preferiria estar além de você, Max.” “É uma maldita boa coisa.” Ele rosnou de brincadeira. Ela riu e agarrou o sabonete no fm da banheira. “Dê-me alguns minutos para me lavar, então sairei e você pode me arrastar para a cama. Não estou completamente certa se posso caminhar.” “Vou puxar os lençóis e depois volto com uma toalha. Não se apresse dolcezza. Não existe nenhuma pressa esta noite.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie o observou ir e então soltou um suspiro enorme de satisfação. Seu corpo doía, não havia dúvida sobre isso, músculos que ela nem mesmo sabia que tinha, estavam doloridos. Seu traseiro latejava. Estava tão cansada, que estava para cair, mas nunca se sentira mais feliz e viva em sua vida. Esfregou o sabonete sobre seu corpo, levantando-se da água para ensaboar todas as suas partes femininas e rapidamente afundando de novo na água quente, quando arrepios dançaram sobre sua pele. Quando Max retornou com uma enorme toalha aveludada, ela estava ávida para fcar seca e se esquentar novamente. Saiu da banheira e foi para a toalha que ele prontamente embrulhou-a ao seu redor, seus braços indo ao redor dela também. Por um longo momento ele abraçou-a apertado, enquanto a toalha absorvia toda a umidade. Então cuidadosamente esfregou sobre sua pele, secando cada polegada. Quando ele terminou, o frio era a última coisa que ela sentia. Estava aquecida por dentro. Corada. As chamas se alimentando. Até enquanto seus joelhos tremiam de cansaço, ela ansiava por Max. Queria seu toque, seu beijo, sua possessão e tudo de novo. Quando fcou seca, ele dobrou o braço debaixo de suas pernas e a ergueu nos braços, enquanto andava a passos largos em direção ao quarto. As cobertas estavam retiradas e ele a deslizou sobre o colchão, antes de puxá-las prontamente para seus ombros. Ele se demorou por um momento, despindo-se e apagando as luzes do banheiro. Deixou a luminária do lado acesa e então subiu na cama ao lado dela. Assim que se deitou, ela se aconchegou em seus braços e ele a abraçou, acariciando-a com as palmas das mãos, de cima abaixo por seus lados, sobre suas curvas, seus quadris, seus seios, como se não pudesse conseguir o sufciente ao tocá-la. Ela se aninhou em seu pescoço e o beijou logo abaixo da orelha. “Amo você.” “Amo você também, dolcezza.” “Existe tanta coisa que quero compartilhar com você.” Ela disse pensativa. Ele se afastou um pouco e a olhou curioso. “Como o quê?” “Minha casa. A montanha. Todos os lugares que são tão especiais para mim. Por mais que eu seja uma viajante, meu coração sempre estará naquela montanha. É um lugar que posso sempre retornar e saber que sou amada e aceita, não importa o quê.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Mal posso esperar por você compartilhar comigo. Estou esperando ansiosamente ver as coisas que você mais aprecia.” “Levarei você para o Prado de Callie. É onde nasci.” Ele ainda estava contra ela e a mão parou o progresso sobre a ondulação de seu quadril. “Parece como um lugar bonito.” “Oh é.” Ela respirou. “Sempre foi especial para a família, porque é onde minha mãe deu à luz a mim. Mas ao longo dos anos de alguma maneira se tornou meu. Meu refúgio, meu lugar de sonhos. Um dia vou construir minha própria casa lá. Eu projetei isto em minha cabeça tantas vezes, que se tornou real.” “E onde eu me encaixo neste sonho?” Ela se empurrou sobre o cotovelo, o cabelo caindo sobre seus seios enquanto ela o olhava seriamente. “Onde você quer se encaixar, Max? Estou voando aqui porque não tenho ideia de quais são seus planos. Você diz que me ama e eu amo você. Para a maioria das pessoas, isso signifca que elas vão tentar ter um relacionamento, uma relação séria, mas nós não conversamos sobre isso ainda e não tenho ideia do que você tem em mente.” “Você é minha.” Ele disse simplesmente. “O que signifca que vai estar comigo. Se isso quiser dizer um compromisso para a vida toda ou um casamento no papel, não me importo. Essas coisas não são tão importantes quanto sua promessa de pertencer a mim, submeter-se a mim, aceitar nossa relação e usar as marcas de minha possessão.” “Mas o que isso quer dizer?” Ela perguntou suavemente. Seu coração estava batendo tão forte, que ela temeu que bateria diretamente fora do seu peito. Odiava momentos como este. Não era versada em ser toda sutil e modesta. Ela estava muito cega, muito exigente e muito malditamente honesta para seu próprio bem. “Onde nós viveremos? Eu assumo que você quer que estejamos juntos. Não quero deixar minha vida e minha família porque eles são muito importantes para mim. Então diga Max, o que isto signifca para nós?” Ele a silenciou com um beijo e por vários longos segundos, nenhum deles falou enquanto ele a beijava repetidas vezes, até que ela quase esqueceu o que perguntou. “Quer dizer que você é minha e não vou deixá-la ir. Quer dizer que sua felicidade é a coisa mais importante em minha vida. Prometi cuidar de você, colocar suas necessidades acima das minhas para apreciar seu presente de submissão. Isso não signifca que voarei nos fns de semana para que possamos ter uma rápida foda antes de seguirmos nossos caminhos separados, quer

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER dizer que você vai passar cada maldito dia em meus braços, em minha cama, debaixo de mim, comigo dentro de você, tanto quanto eu possa chegar lá.” Ela mal podia respirar pela esperança que queimava como uma tocha em sua alma. “Nós fcaremos em sua maldita montanha, se é isso o que você quer, Callie. Não vou levá-la para longe do lugar e das pessoas que você ama.” “Oh, Max.” Ela lançou os braços ao redor dele, quase o enviando a rolar da cama, em sua exuberância. Aterrissou sobre ele, braços e pernas esparramados, enquanto o chovia de beijos. Ele riu e tentou desviá-la, mas ela persistiu até que ele levantou as mãos para o alto, implorando por clemência. “Senhor, mas você fca louca quando está feliz, Callie.” Ela sorriu, escarranchando nele, e o olhou fxamente enquanto suas mãos agarravam-lhe os ombros. “Você me faz feliz. Não acho que é possível ser mais feliz do que sou agora mesmo.” “Eu sinceramente espero que esteja errada.” Ele disse suavemente. “Para mim, posso só imaginar quão felizes nós estaremos no dia do nosso casamento, no dia que você der a luz ao nosso primeiro flho, nosso quarto flho ou o quinto. Ou talvez quando você olhar para mim em cinquenta anos, como está me olhando, agora mesmo.” “Você tem que parar.” Ela falou sufocada. “Vai me fazer chorar novamente.” Ele a agarrou e a puxou para baixo em seus braços. “Não podemos ter isso. Eu não gosto quando você chora. Faz-me sentir impotente e odeio me sentir impotente.” “Vamos para casa amanhã.” Ela persuadiu. “Sei que você queria que passássemos uma semana aqui, mas temos o tempo todo do mundo e quero que você conheça minha família, que veja todas as coisas que amo.” Ele hesitou um momento enquanto correu a mão por seu cabelo. Então seu peito se levantou quando suspirou. “Certo. Vamos voltar amanhã. Se vamos construir nosso futuro, é importante que eu conheça sua família e veja as coisas que são preciosas para você.” Callie embrulhou seus braços ao redor dele e o abraçou apertado. “Você gostará de minha família. Eles podem ser dominantes, mas me amam e eu os amo.” “Qualquer um que a ama tanto quanto eu, não pode ser de todo ruim.” Ele disse.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela levantou a cabeça para ver-lhe o sorriso e sorriu de volta, como se raios de sol despejassem sobre sua alma. Perfeito. As coisas eram perfeitas e não podiam fcar muito mais. Ela queria saltar da cama e ligar para sua mãe como quase fez na Europa, quando encontrou Max pela primeira vez. Queria dizer-lhe que realmente encontrou o homem com quem ia se casar. Mas estava muito confortável embrulhada ao redor de Max como um cobertor, e bocejou amplamente enquanto se aconchegava mais frmemente em seu abraço. O telefonema para sua mãe podia esperar até amanhã.

Capítulo Vinte e Dois “Estou pensando que devíamos deixar seu carro quando chegarmos a Clyde e pegar minha SVU para subir a montanha.” Ela disse quando eles passaram pela placa que sinalizava mais três milhas até que alcançassem seu destino. A boca de Max se curvou para baixo em uma careta. “Sua SVU está à beira da ruína, Callie e odeio que você ainda dirija aquilo. É esperar acontecer um acidente.” Ela revirou os olhos. “Você soa como meus pais e meus irmãos. Eles têm me perturbado para conseguir outra coisa. Meus pais estão morrendo para me comprar um novo veículo.” “Você não vai deixá-los comprar?” A expressão dele sugeria que ela estava louca, e sim, seu carro era velho e defnitivamente já tinha visto dias melhores. A ideia de passear em tal coisa provavelmente intimidava Max porque seus gostos corriam para o mais refnado. E caro. “Não posso pagar por um.” Ela disse. Quando ele continuou a olhá-la com uma expressão em branco, ela suspirou. “Nunca permiti que meus pais comprassem coisas para mim. Eles têm dinheiro, mas não é meu dinheiro e tudo que ganhei, guardei para minha casa dos sonhos. Enquanto meu carro funcionar, então é dinheiro que não tenho que investir em um novo carro, e estou mais perto do sonho do meu próprio lugar.” Ele fez uma careta.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Você está ainda pensando como alguém que não está em um relacionamento.” “Até alguns dias atrás eu não estava.” Ela disse ligeiramente. “É duro ajustar os pensamentos de toda a vida em alguns dias. Você tem que ser paciente comigo, Max, estou acostumada a ser independente. Sempre segui meu próprio caminho e meu sonho de construir minha casa não irá sumir só porque você e eu estamos juntos. É algo que continuarei a trabalhar.” Sua carranca se afundou e seus dedos enrolaram mais apertados em torno do volante. “Você honestamente pensa que vou permitir que continue a fazer trabalhos humilhantes — em um bar, pelo amor de Deus — Para fnanciar sua casa?” Os olhos dela se estreitaram, mas ele levantou a mão antes que ela pudesse falar. “Não é sobre sua submissão, ou meu desejo de controlá-la, Callie. Espero pelo inferno que você nunca pense que sou algum bastardo controlador que regula cada segundo de sua vida. Isto não tem nada a ver com controle. Estou preocupado coma sua segurança e não pode me dizer que trabalhar no bar do seu irmão é algo que quer fazer a longo prazo. Ou estes outros trabalhos que você aceita para dinheiro extra. Tenho mais dinheiro do que usarei em toda minha vida, mais que nossos flhos usarão em toda a vida deles. Você honestamente espera que eu fque de lado e não dê a você o dinheiro para construir sua casa?” Ela suspirou e esfregou a cabeça, cansada. Era um argumento que tinha tido muitas vezes com seus pais e ninguém parecia entender como sua mente trabalhava. Eles queriam cuidar dela, comprar coisas para ela e fazer sua vida mais fácil. Ela os amava por isto, verdadeiramente amava. Mas queria sua própria vida, queria poder olhar para as coisas que tinha e sentir uma sensação de realização. Seus irmãos todos forjaram seu próprio caminho, independente de seus pais. Seth era um policial — um maldito bom policial. Michael era um veterinário com uma clínica próspera e Dillon… Dillon tinha um toque de Midas quando se referia a negócios. Ele provavelmente possuía metade de Clyde. Seu bar era autossufciente, mas o bar era uma gota no oceano comparado às outras propriedades e negócios que ele possuía. E então havia Callie. Ela que não teve a disciplina para a universidade, que era muito inquieta e não podia fcar tempo o sufciente num lugar e estudar para uma carreira verdadeira. Cabeça nas nuvens, sonhadora Callie. Sua família a amava, mas ela sabia que era um enigma para eles. Alguém que eles adoravam, mas nunca verdadeiramente entendiam. Seus pais provavelmente se revezavam, culpando um ao outro por ser pai dela. Eles eram todos estáveis e trabalhadores. Como ela podia ter pulado fora de sua piscina genética?

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Suspirou novamente quando viu que Max ainda estava observando-a, esperando por uma resposta. “Não espero que você entenda, mas espero que aceite isso — a mim.” Ele se esticou e tomou a mão dela, puxando-a para seus lábios. Beijou cada junta e então baixou a mão para seu colo, onde entrelaçou seus dedos com os dele. “Não existe nada sobre você que eu não amo e aceito, Callie, mas isso não signifca que não vou lutar com você em certos assuntos. Não existe nenhum jeito que eu vá fcar bem com você trabalhando por um salário ridiculamente baixo, e trabalhos perigosos, enquanto eu tiver o sufciente para sustentar, mimar e cuidar de você. Isto é quem eu sou e não espero que entenda, mas espero que aceite.” Ela estremeceu. Como nitidamente ele voltou as palavras de volta para ela. Ela não podia nem discutir, o que a irritou ainda mais. Fez cara feia e ele meramente a atirou um sorriso satisfeito consigo mesmo. Sim, ele sabia que ganhou aquela rodada. Maldito homem! Normalmente achava sua arrogância atraente, mas hoje, achou… Irritante. A excitação substituiu seu aborrecimento assim que eles giraram sobre a Rua Principal em Clyde. Não importava aonde ela ia ou quanto tempo fcava fora, porque quando voltava para casa, fcava cheia de felicidade. Max virou no estacionamento do motel onde ele tinha fcado na última vez, e estacionou ao lado do seu SUV. Ela podia dizer que ele estava afito por dirigir o seu carro, mas não queria que ele levasse seu carro para subir a montanha. Ela sorriu e saltou do carro, abrindo a porta para sua SVU. Deslizou no banco do motorista, suspirando enquanto o tecido de couro abraçava suas costas como um amante. Sim, estava velho, mas ainda era um bom carro e ela o amava. Max subiu para o lado do passageiro com um olhar de exasperação, mas permaneceu mudo, enquanto ela começava a sair de sua vaga. Normalmente ela pararia e veria Lily, ou pararia na clínica de Michael, ou até colocaria a cabeça no escritório do xerife para dizer oi a Seth, mas estava ansiosa para subir à casa de seus pais, assim podia mostrar seu prado a Max. Haveria bastante tempo para visitar a família mais tarde. Sabendo que se fzesse sua rotina habitual de estacionar na casa dos seus pais e caminhar a pé até o prado, ela e Max seriam segurados por sua mãe e pais, Callie optou virar na velha estrada de lenha que os levaria para o prado ao invés disso, sem passar pelo caminho da casa de seus pais.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Lançou um olhar de esguelha para Max. Ele parecia tenso. Sua mandíbula fxada em uma linha apertada e seu olhar observando nitidamente o ambiente em volta deles. Quanto mais perto chegavam do prado, mais escura sua expressão fcava. “Algo errado?” Ele balançou a cabeça negando, mas permaneceu quieto. Com um encolher de ombros, ela dirigiu em torno da última curva e depois estacionou na frente da cerca velha que costumava separar a terra dos Colter do prado. “Aqui está.” Ela disse com uma nota de reverência que parecia nunca se libertar quando falava do seu prado. Max lentamente abriu a porta e saiu. Ela desceu e o encontrou na frente do carro. “Por que a cerca?” Ele perguntou. “Pensei que sua família possuía toda a propriedade aqui em cima.” Ela fez uma carranca por momento. Não se lembrou de entrar em detalhes, entretanto Max sabia que seus pais possuíam muita terra, assim era uma suposição natural. Deslizou sua mão na de Max e o persuadiu em direção à cerca de madeira. “Nós simplesmente nunca tiramos esta parte. Em algum dia eu chegarei a isto. Estava de pé quando os antigos donos possuíam o prado, meus pais tentaram comprá-lo por anos sem sucesso. Então quando minha mãe fcou grávida de mim, eles de repente quiseram vender e meus pais compraram como uma surpresa para ela e, bem, você sabe o resto.” Os lábios dele formaram uma linha fna. “Sim.” “Não é bonito?” Callie suspirou enquanto olhava fxamente ao longo do declive de terra onde o riacho corria ao meio. Flores cobriam a terra em um cobertor de cor vívida que tirou sua respiração. “É o lugar mais bonito que eu já vi.” Ela sorriu radiante para ele. “Eu acho também. Agora você pode ver porque quero construir minha casa dos sonhos aqui?” Ele concordou, mas ainda parecia… Fechado. Pensativo. Ela não podia imaginar o que ia por sua cabeça. Será que de alguma maneira ele achava que tomou o banco traseiro em seus sonhos? Ela deslizou os braços ao redor da cintura dele e o abraçou, entretanto se o fez para tranquilizar a ele ou a si mesma, não estava certa.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Ali á direita é onde eu nasci.” Disse suavemente, apontando à direita do riacho e mais atrás, perto de onde a propriedade juntava-se a dos seus pais, para o Sul. Max sorriu. “Imagino que você sempre foi uma criança impaciente. Até no começo. A confança em você para nascer aqui.” Ela sorriu. “Foi perfeito. Você sabia, que de nós quatro, só um nasceu em um hospital de verdade? Nós juramos que Dillon foi trocado no nascimento com um dos outros bebês. Ninguém pode compreender de onde ele veio.” “Só espero que você não tenha qualquer ideia louca de dar a luz no meio de lugar nenhum.” Ele disse com uma carranca. Ela riu e o apertou novamente. “Oh, não. Receio que sou muito afcionada pela tecnologia moderna. E analgésicos! Quero estar cercada por enfermeiras e médicos, e o cara dando a epidural.” Ele beijou-lhe a sobrancelha e sua expressão aliviou. “Isso é bom porque quero só o melhor para você e nosso flho quando o tempo vier.” Seu coração inteiro apertou ridiculamente, até que ela o sentiu perto de explodir. Como podia possivelmente estar tão feliz, quando apenas dias atrás, tinha estado miserável? Ela queria se beliscar, mas se aquilo era um sonho, então não estava pronta para acordar ainda. “Vamos.” Ela disse, puxando-lhe a mão. “Vamos caminhar até o fuxo, vou colher algumas fores para Lily, ela ama fores. Ela é um artista, sabe, uma vez me desenhou um retrato do prado e me deu. É tão incrível.” Max sorriu quando ela o arrastou para a cerca. “Você ama este lugar, não é, Callie?” Ela parou com uma perna sobre os sarrafos de madeira. “É meu lugar mais favorito no mundo.” Havia uma sugestão de tristeza nos olhos dele quando a olhou fxamente de volta. Entretanto, ele piscou e esta se foi. Ele colocou a mão para parar seu progresso e então pulou a cerca com facilidade, depois voltou atrás e a suspendeu, entrelaçando seus dedos com os dela uma vez mais. “Vamos ver seu prado, dolcezza. Fico feliz em passar tanto tempo aqui quanto você goste.” Ela subiu nas pontas dos pés para beijá-lo. “Obrigada, Max. Amo tanto você.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele pegou seu queixo e a girou em direção a sua boca. “E eu amo você.” Ela sorriu enquanto se afastava e então lhe soltou a mão e decolou em uma corrida. “Vamos!” Chamou por sobre o ombro. “O último a chegar lá ganha uma surra.” A risada dele a seguiu enquanto ela corria colina abaixo, em direção ao riacho borbulhante. Sabia que ele a pegaria — o que era o ponto. Max era um sujeito aventureiro, mas de nenhum modo permitiria que ela o espancasse. Ele a pegou a apenas alguns metros do fuxo, provavelmente se atrasou, só para dar a ela falsa esperança. Deu-lhe um tapa em seu traseiro e então acelerou, alcançando o fuxo a mero um metro dela. Ela parou e se curvou, respirando profundamente. Maldito homem, ele nem mesmo parecia estar sem fôlego e ela estava à beira de vomitar. “Você fez isto de propósito.” Ela acusou. “O quê?” Ele perguntou por ingenuidade. “Esperou até o último minuto para me pegar.” Ele sorriu. “Você não pensava seriamente que eu ia perder qualquer oportunidade de espancar esse seu lindo traseiro, não é?” “Não estaria rindo se tivesse perdido e eu fosse bater em você.” Ele riu novamente. “Se alguém pudesse mesmo conseguir me espancar, dolcezza, este seria você. Mas não, eu serei o único servindo surras nesta relação.” Ela apertou o lábio em um beicinho, sabendo que o encantaria. Ele a puxou para ele e mordiscou seu lábio inferior, como soube que ela faria. “Posso garantir que você apreciará as surras, tanto quanto irei apreciar em dá-las.”

Capítulo Vinte e Três Prazer em Seduzir

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Não posso acreditar que estamos fcando aqui novamente.” Max disse enquanto soltava suas bolsas no chão do mesmo quarto de motel, onde passara tantos dias. “Shhh!” Callie disse, silenciando-o com a mão. “Estou ligando para mamãe.” Max fechou a porta com um suspiro e se arrastou para a cama, estatelando-se na beirada. Então com um talento dramático, ele se jogou para trás, braços estendidos e olhos fechados. Callie riu e pôs o telefone de volta no ouvido. “Hei, Mãe!” “Callie! Onde você está? Estive tão preocupada. Não posso dizer que não é como você sumir a qualquer hora, mas tem que admitir, as circunstâncias eram diferentes desta vez.” “Eu estou bem, mãe. Juro. Quero informar que Max e eu voltamos à cidade e espero levá-lo para vocês conhecê-lo em breve.” “Claro. Nós não podemos esperar para conhecê-lo, doçura. Quando você quer subir? Onde estão hospedados? Você sabe que há bastante espaço aqui.” “Uhh.” Não que ela se importasse de estar com seus pais, mas de nenhum modo ia querer que ela e Max fcassem por lá, seria uma séria interferência em sua vida sexual. “A qualquer hora serve para nós, quanto mais cedo melhor. E nós estamos bem, realmente. Max tem um quarto no motel.” “Oh, Callie. O motel é horrível.” “Nós estamos bem, mãe. Agora quando você nos quer aí em cima?” “Amanhã. Defnitivamente amanhã. Farei com que seus pais preparem um bom jantar. Não, talvez almoço seja melhor. Vamos planejar o almoço e então podemos passara tarde para conhecer Max.” “Isso soa ótimo. Chegaremos por volta das onze.” “Maravilhoso. Veremos vocês então.” “Obrigada, mãe.” “Callie?” Callie colocou o telefone de volta em seu ouvido. “Sim?” “Você está feliz?” Ela sorriu até que seus dentes doeram. “Sim, mãe. Estou mais feliz do que já imaginei.” “Isto é tudo que me importa, então.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu amo você, mãe.” “Amo você também, bebê. Vejo você amanhã.” Ela desligou e girou para ver Max observando-a da cama. “Eles nos querem lá em cima para o almoço, amanhã. A família inteira estará lá. Não tenho dúvidas que minha mãe esteja agora mesmo no telefone reunindo o resto de sua ninhada e emitindo as ordens de esteja lá ou morra.” Max riu. “Ela soa como uma tirana. Eu me pergunto, onde na terra você conseguiu sua personalidade.” Callie caiu ao lado dele e o bateu com um travesseiro. “Minha mãe é a pessoa mais doce na terra, mas sim, ela ainda está no comando com um punho de veludo.” Max embrulhou seus braços ao redor dela e então a puxou para seu colo antes que ela tivesse tempo de responder. Sua mão lhe acariciou o traseiro coberto pela calça jeans e seu riso soou malvado no ouvido dela. “Agora, parece que lhe devo uma surra.” Ela fcou mole, e desejo quente chiou por seu corpo, picando sua pele. Aquilo a surpreendia como imediatamente ela se tornava ciente ao redor daquele homem. Uma palavra. Um toque. Só um olhar e virava uma massinha em suas mãos. “Melhor se certifcar que eu não grite.” Ela murmurou. “Meu irmão é o xerife, lembra? A última coisa que quero é ele derrubando nossa porta porque alguém reportou que eu estava sendo assassinada em um quarto de motel.” Max esfregou a mão por suas costas. “Oh você apreciará esta aqui, dolcezza. Sei que eu pretendo gostar.”

Callie estava em uma crise nervosa. O porquê, ela não sabia. Este era só um dos dias mais importantes de sua vida inteira. Sua família, que signifcava o mundo para ela, estava indo conhecer e formar um julgamento do homem que ela amava mais que qualquer coisa. Sim, boa razão para estar nervosa.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Se pelo menos não houvesse despejado sua dor para sua família. Se apenas tivesse esperado… Eles não estariam entrando na reunião com Max com preconceito. Ela suspirou. Desgraça caía para o homem que machucasse a garotinha dos seus pais e seus irmãos não eram muito melhores. Eles provavelmente fcariam encarando Max o tempo inteiro. “Deixe de morder o lábio, dolcezza. Você vai arruinar essa sua bonita boca.” Ela ergueu o olhar para ver Max estudando-a. Ele insistiu em tomar seu carro para a casa dos pais dela e ela não discutiu. Queria que ele se sentisse confortável e em pé de igualdade. “Estou apenas… nervosa.” “Sim, posso ver isto. Precisa parar de se preocupar tanto. Seus pais verão como sou loucamente apaixonado por você. Isso não é o que todo pai quer para seus flhos? Alguém para amar e cuidar deles?” Estava na ponta de sua língua dizer a ele que sua família sabia de tudo, mas isto apenas o deixaria tenso e não havia nenhuma razão para ambos estarem no limite. Além disso, ele provavelmente sabia. Sabia quão ligada ela era a sua família, e eles tinham estado separados por vários meses. Quem não teria voltado para casa e contado à sua família o quanto ele era desprezível? Quando pararam na entrada da casa de seus pais, o estômago dela estava dando nós. Esfregou as palmas úmidas de suas mãos nas pernas da calça, enquanto Max estacionava ao lado do SUV de sua mãe. Nem teve tempo para refetir se queria sair, porque sua mãe apareceu na varanda, com um sorriso largo no rosto. Antes de Callie ter sua porta aberta, Holly Colter descia os degraus se apressando em direção ao veículo. Ainda bem para Max. Ele estava fora com um sorriso caloroso e uma mão estendida enquanto Callie ainda se pendurava a meio caminho fora do carro. “Olá, Sra. Colter. Eu sou Max. É bom fnalmente conhecer você.” Callie tropeçou para fora enquanto sua mãe o envolvia em um abraço caloroso. “Olá, Max. E, por favor, chame-me de Holly. É maravilhoso conhecer você também.” “Oi Mãe.” Holly virou para Callie e ao mesmo tempo a puxou depressa em um abraço esmagador. “Mãe,” Callie disse com uma risada. “Você me viu há apenas alguns dias.” Holly se afastou com um murmurado hmph. “Não me importo se foi só há algumas horas. Tenho direito de fcar feliz em ver você. Tenho que compensar pelo tempo todo que você passa em casa.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Callie a abraçou novamente e todo seu desconforto se derreteu para longe, no abraço da sua mãe. Holly se afastou, então agarrou as mãos de Callie e Max. “Apareçam do lado de dentro, vocês dois. Seus pais estão esperando encontrar Max, Callie.” Callie sorriu para Max, que usava uma expressão que parecia com o cruzamento de temor e confusão. Holly arrastou ambos em direção à porta e praticamente os empurrou. Ethan estava de pé na sala de estar, entretanto abriu os braços para Callie, depois olhou para Max com uma expressão indecifrável em seu rosto. “Seja bom.” Ela sussurrou quando abraçou seu pai. Ethan beijou sua bochecha e em seguida estendeu a mão para Max. “Eu sou Ethan Colter, um dos pais de Callie.” “Max Wilder.” Max disse quando agitou a mão de Ethan. Um já foi, faltam dois. “Onde estão os outros pais?” Callie perguntou. “Na cozinha. Você e Max podem fcar à vontade que irei buscá-los.” Holly disse. Callie se empoleirou no sofá próximo a Max e entrelaçou os dedos com os dele. “Não sou eu quem devia estar nervoso?” Ele murmurou. “Relaxe, Callie. Tenho certeza que eles não ameaçarão chutar seu traseiro.” Ela soltou repentinamente uma risada, que fez Ethan erguer uma sobrancelha em sua direção. Só então Holly retornou com Adam e Ryan a reboque. Previsivelmente ambos os rostos dos seus pais pareciam de pedra. Callie levantou, e quando os olhares deles desceram sobre ela, eles suavizaram e o calor entrou em seus olhos. Ela abraçou Adam primeiro e depois entrou nos braços de Ryan. Ele a apertou forte e a puxou para seu lado, enquanto ambos os pais olhavam Max fxamente. “Pare!” Callie silvou. “Dê a ele uma chance.” Com um grunhido, Ryan se desembaraçou de Callie e fechou a distância entre ele e Max, esticando sua mão. “Ryan Colter. Estou feliz por conhecer você.” Max agitou sua mão e então a estendeu na direção de Adam. “Feliz por conhecer você, senhor.” “Onde estão todos os outros?” Callie perguntou, quebrando o silêncio. “Eles estão vindo?” Holly movimentou a cabeça. “Eles estão a caminho. Por que não vem me ajudar na cozinha um momento, Callie?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER A boca de Callie estalou aberta. Ethan tentou duramente reprimir um sorriso, mas falhou miseravelmente. Holly franziu o cenho para eles, e então dobrou a mão de Callie na sua e a puxou em direção à cozinha. “Então, Max, fale–nos sobre você.” Ryan disse. Holly empurrou Callie para a cozinha, assim ela não mais poderia ouvir. “Sutil, mãe. Realmente sutil.” Holly fez careta para sua flha. “Melhor deixar seus pais interrogarem Max sem você. Deixe-os fazer seus laços masculinos ou bater seus peitos, ou qualquer coisa que eles façam, e nós nos sentaremos aqui e tomamos uma xicara de chá.” “Pobre Max.” Callie suspirou. “Ele parece bastante capaz de lidar com qualquer coisa que seus pais lançarem sobre ele.” “Entãoooo, o que você acha?” Callie perguntou. Holly caiu em uma banqueta e seus olhos faiscaram quando a olhou de volta. “Ele é magnífco, Callie! E o modo que olha para você. Não existe nenhuma dúvida que se importa muito sobre você.” “Ele me ama.” Ela disse suavemente. “E eu o amo.” “Então vocês resolveram as coisas?” Callie assentiu. “Sim. Nós estamos chegando lá.” Holly agarrou seus pulsos e os virou enquanto olhava fxamente para as faixas de prata. “O que é isso? São bonitos. Tão femininos e delicados!” As bochechas de Callie se ruborizaram. Como podia possivelmente explicar o signifcado para sua mãe? “Max comprou para mim.” Ela disse em uma voz baixa. Holly se inclinou para mais perto e perscrutou a gravura. “Oh, isto é adorável. Um sentimento tão maravilhoso. Isto é engraçado porque ele não me parece como um tipo de homem expressivo.” Callie sorriu. “Oh? O que ele parece para você?” Holly franziu o cenho por um momento, seus lábios apertados em pensamento.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Ele parece…duro. Infexível. Como alguém acostumado a conseguir tudo do seu modo, que claro nunca daria certo com você, então claramente estou errada. Você é tão cabeça dura e sempre fez seu próprio caminho, muito para o meu desespero e também dos seus pais.” O riso borbulhou nela, quase a sufocando. Se sua mãe apenas soubesse. “Você está bem certa.” Ela disse. “Max está muito acostumado a conseguir tudo que quer.” “Até que ele encontrou você, de qualquer maneira.” Holly disse atrevidamente. Ela não iria corar. Não se entregaria. Mordeu a bochecha e permaneceu muda, contente em deixar sua mãe fazer de sua relação o que ela procurava. O que acontecia entre ela e Max era privado e não estava confortável com sua família conhecendo a dinâmica de sua relação porque só os causaria preocupação, nunca iriam imaginá-la feliz em uma situação onde ela desistia de tanto controle. “Oh, olhe, os meninos estão aqui com Lily.” Holly disse enquanto virava o pescoço para olhar pela janela da cozinha. Ansiosa para ver sua cunhada, Callie se apressou da cozinha e lançou um olhar rápido para ver seus pais numa conversa profunda com Max. Ninguém parecia estar pronto para matar ninguém, então tomou aquilo como um bom sinal. Dillon foi primeiro a entrar, ele a abraçou ferozmente e lançou um escuro olhar na direção de Max. Ele se moveu para o lado para abraçar sua mãe, mas não fez nenhum esforço para cumprimentar Max. Lily foi a próxima a entrar e Callie se lançou sobre ela imediatamente. Lily a abraçou e então sussurrou urgentemente em seu ouvido. “Há algo que tenho que lhe dizer.” Callie se afastou da confusão. “O que está errado?” A boca de Lily diminuiu em uma careta infeliz. “É Seth. Ele esteve fazendo algumas investigações.” Lily foi cortada quando Seth entrou apressado pela porta, seu rosto mais horrendo do que Callie já vira. Estava além do seu olhar de xerife, quando ele tentava ser todo intimidante. Ele parecia… bastante zangado. “Seth, o que está acontecendo?” Callie perguntou. Ele fez uma pausa e seu olhar se abrandou. Então a puxou em seus braços. “Sinto muito pelo o que estou para lhe dizer, bebê.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Seth Colter, o que isto signifca?” Holly exigiu, as mãos nos quadris como um verdadeiro não faça-bagunça-com-a-mamãe. Os pais de Callie levantaram de suas cadeiras, com expressões especulativas em seus rostos, enquanto Michael se arrastava para dentro atrás de Seth, não parecendo muito mais feliz do que seus dois irmãos. A barriga de Callie se apertou em pânico, até que ela se sentiu perto de vomitar. O que estava acontecendo? Por que eles estavam tão bravos? Por que estavam todos olhando para Max como se quisessem assassiná-lo? Ela instintivamente moveu-se de seus irmãos e foi para Max. Ele fcou lá, pondo seu braço ao redor dela e a puxando para seu lado. As narinas de Seth se dilataram, enquanto encarava Max furiosamente. “Vou matá-lo pelo o que você fez, flho de uma puta.”

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Capítulo Vinte e Quatro “Seth!” Callie ofegou. Seth a ignorou e avançou para Max. Max a empurrou na direção de seu pai, enquanto o enfrentava. Ele não fez nenhum esforço para defender a si mesmo, ou até para questionar o que diabos Seth estava falando. “O que quer que seja que você tem a me dizer, pode ser dito lá fora.” Max disse. “Não quero Callie envolvida ou machucada.” O lábio de Seth se curvou. “Ela precisa ouvir o que tenho a dizer. Você pode não querer que ela ouça isto, mas ela precisa saber o bastardo que você é.” Callie girou em direção a Max. “Max?” Max jogou suas mãos para cima. “Deixe-me lidar com isto, dolcezza.” “Você a usou.” Seth cuspiu. Adam avançou, seu rosto desenhado em uma nuvem tempestuosa. “Seth, que diabos você está insinuando aqui? Esta não é a hora ou o lugar. Não na frente de sua mãe, sua irmã e sua esposa.” Callie olhou em confusão. Todo mundo estava ou bravo ou confuso. Seus pais a circularam, enquanto seus irmãos permaneciam à frente, seus olhares perfurando Max. Michael avançou. “Deixe-o falar, papai. Isto é importante e Callie precisa ouvir, não importa quão doloroso possa ser.” Lily foi para o lado de Callie e a puxou longe de Max, antes de embrulhar um braço encorajador ao seu redor.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Lily, o que está acontecendo?” Callie sussurrou enquanto seu coração apertava dolorosamente em seu peito. De repente, sua mãe estava do seu outro lado, como se soubesse que ela precisaria que a apoiasse mais agora, do que em qualquer outro momento. Callie odiou a piedade que brilhava nos olhos de Dillon e Michael e odiou a raiva que eriçava de Seth em ondas pretas. Mas acima de tudo, odiou o olhar fatalista de inevitabilidade nos olhos de Max, como se ele esperasse isso e estivesse resignado pelo resultado. “O que está acontecendo?” Callie exigiu. “Isto é ridículo!” Dillon e Michael ladearam Lily e sua mãe, que abraçaram Callie apertada contra eles. Callie engoliu em seco enquanto esperava. Esperava em agonia, não sabendo o que fazer ou o que escutar. Queria ir para Max, queria gritar para Seth parar, mas a expressão no rosto de Max a parou. Havia algo terrível em seus olhos. O conhecimento de seu destino. E o dela. Nunca tirando seu olhar de Max, Seth começou em uma voz concisa e cortada. “Fiz uma investigação para o Wilder, aqui. Acontece que ele tem algumas conexões muito interessantes. Ele é dono da Capitol Investment Properties.” Adam respirou fundo. “Eu conheço o nome. Eles me abordaram inúmeras vezes sobre a venda do Prado de Callie.” Callie olhou para seu pai e depois para Seth em confusão. “Então?” “Existe mais, Callie.” Dillon disse em uma voz baixa. “Escute-o.” “A mãe de Max foi a pessoa que vendeu o Prado de Callie para nosso pais.” Seth continuou. “Você não quer dizer que ela foi coagida a vender.” Max retrucou. A cabeça de Ryan girou ao redor em surpresa. “Coagida? Não houve nenhuma coerção. Nós tentamos comprar a terra muitas vezes e o dono sempre recusou.” “Meu padrasto.” Max disse. “E não, ele não venderia. A propriedade esteve em nossa família por um século. Era um legado passado de geração a geração. Um legado que devia ter sido meu e da minha irmã.” Callie fcou entorpecida. Seu sangue gelou e ela simplesmente encarou Max, muito confusa para compreender o que estava acontecendo. Mas a raiva e a amargura na voz dele vieram altas e claras. Era inconfundível.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Depois que seu… Padrasto… Faleceu, sua mãe veio para mim.” Adam disse sucintamente. “Eu já havia desistido de tentar conseguir fazer seu padrasto vender. Ela disse que precisava do dinheiro e acredite, paguei mais do que a terra valia a pena porque nós a queríamos muito. Ela disse que tinha duas crianças para sustentar e que seu marido a deixou em pobres circunstâncias.” “Mentira.” Max jurou. “O fato é que ele foi atrás de você, Callie.” Seth interrompeu. “Ele a localizou e a seduziu por uma razão. Ele queria sua terra. A coincidência de vocês dois se encontrarem na Europa e caírem em uma relação é incrível. Depois que nossos pais recusaram a oferta da companhia dele, pela última vez, de repente ele aparece na Europa e encontra você?” Algo dentro de Callie se desintegrou. Ela olhou para Max, implorando para ele negar a acusação e o que viu a atordoou. Ela viu culpa. Remorso. Preocupação. E raiva. Ela avançou. “Diga que não é verdade. Diga que você não fez o que ele disse que você fez.” Max olhou para ela com morte em seus olhos. “Era verdade antes, mas não é a verdade agora.” O estômago dela se revoltou e a dor colidiu por seu peito, até que ela mal podia respirar. Quão estúpida ela era? Uma vez não tinha sido sufciente. Tinha sido crédula uma segunda vez e a fez tão fácil para Max. Ele a rasgou uma vez e ela o aceitou de volta com uma desculpa e palavras sussurradas de amor. Agora sua família inteira estava reunida para testemunhar sua vergonha e sua humilhação absolutas. Ela deu outro passo, suas pernas tremiam tanto que era um milagre permanecer de pé. “Você mentiu para mim. Você me manipulou e abusou do seu controle sobre mim. O que ia fazer Max, usar minha submissão para conseguir o que queria? Ia ordenar que eu assinasse a doação da minha terra? Ou talvez quando nos casássemos, você assumiria o comando de tudo. A pequena Callie submissa nunca diria não, certo?” “Isto é uma coisa podre para se dizer.” Max reclamou. “O que nós temos é real, Callie. Eu nunca usaria minha dominação para manipular você.” Atrás dela, seus pais praguejaram. Seus irmãos avançaram, mas ela levantou a mão. Não havia nada restando para ela perder naquele momento. Nenhum segredo a ser coberto, cada pequeno detalhe sujo de sua vida tinha sido exposto e nunca se sentira mais traída em sua vida. “Diga que você não fez isto.” Ela disse em prantos. “Diga que não planejou nosso encontro na Europa, diga que foi tudo uma enorme coincidência.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Não posso dizer isto a você, dolcezza. Não vou mentir para você, eu planejei o encontro. O que não planejei, foi o que aconteceu depois, o modo como me apaixonei por você.” “Oh, Deus, pare. Apenas pare.” As lágrimas derramaram por suas bochechas, enquanto seu mundo inteiro se quebrava em pedaços minúsculos e caia no chão como cacos de vidro. Max se moveu rapidamente para ela e pegou seus ombros enquanto a encarava atentamente nos olhos. “Não faça isto, Callie, me escute. Eu amo você.” “Pode me olhar nos olhos e dizer que nunca esperou me coagir para que eu desse o Prado da Callie a você? Pode fazer isso?” Ele fcou em silêncio por um momento e em seus olhos ela viu a horrível verdade. Um soluço brotou em sua garganta e inchou até que ela não podia fsicamente respirar. A sala se tornou um borrão na sua frente. Ao redor dela, sua família estourou em caos. Seus irmãos estavam gritando, seus pais pressionando com acusações indignadas, enquanto se empurravam entre ela e Max. Ela caiu de joelhos, o rosto nas mãos enquanto sons horríveis e terríveis rasgavam em sua garganta. Sua mãe ajoelhou ao seu lado e a puxou em seus braços enquanto ela balançava para frente e para trás. Mas era demais e muito doloroso. Não podia aguentar sua família vê-la tão devastada. Ela pulou fcando de pé e voou em direção à porta. O grito angustiado de Max a seguiu. “Callie!” Cobrindo seus ouvidos, ela correu para o Land Rover dos seus pais, rezando para que as chaves estivessem na ignição como eles frequentemente deixavam. Ryan gritou atrás dela, mas ela ignorou seu pai e se lançou no banco do motorista. Tinha que cair fora. Longe da dor, longe de Max e de sua traição. Longe da piedade que brilhava nos olhos da sua família. Dirigiu de forma imprudente na entrada, mas quando alcançou o fm, diminuiu a velocidade, determinada a não acrescentar mais estupidez à sua lista de crimes. Ela tomou respirações estabilizadoras e então partiu novamente descendo as rodovias sinuosas, sem direção clara em mente. Longe. Tudo o que sabia era que tinha que se afastar. As lágrimas escorriam silenciosamente por seu rosto e então o brilho da prata chamou a sua atenção e ela olhou fxamente entorpecida nos braceletes em seus pulsos.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Freou bruscamente e enterrou seu rosto contra o volante enquanto desmoronava e permitia que os soluços rasgassem dolorosamente de seu peito.

“Você é um bastardo por fazer isto com ela!” Max rangeu os dentes para o irmão dela. “Como pôde humilhá-la desse jeito? Como pôde tê-la transtornado tanto assim?” A boca de Seth se abriu e fúria refetiu em seus olhos. “Você é o flho de uma puta que a usou, Wilder. E não me venha com essa merda sobre como começou de um jeito e depois mudou. Você quebrou o coração dela uma vez, largou-a na Europa e esperou meses antes de vir rastejando de volta como um maldito verme.” “Você devia ter vindo para mim!” Max rugiu enquanto cutucava um dedo em seu próprio peito. “Nunca devia tê-la machucado jogando isto na frente das pessoas que ela mais ama. Tem alguma ideia de quão sortudos todos vocês são? Tudo o que ela fala é sobre o quanto adora sua família, o quão importantes vocês são para ela, como seu sonho é construir uma casa em seu prado, assim ela pode estar perto de vocês todos. E ainda você joga essa merda nela, soltando-a sem aviso prévio. Isto podia ter sido lidado de uma forma muito diferente, você podia ter sido homem o sufciente para me abordar longe dela e podia ter conversado com ela reservadamente, se sentisse absolutamente que tinha de dizer a ela você mesmo. Eu podia ter economizado um monte de problemas se você apenas tivesse vindo até mim. Eu amo aquela garota, amo mais que minha promessa para minha família, amo mais que o legado deixado para mim pelo homem que me criou como flho. Eu a amo o sufciente, que estava disposto a me mudar para esta cidade esquecida por Deus para que ela fosse feliz. Eu teria feito qualquer coisa por ela. Qualquer coisa no mundo, menos machucá-la do modo que você fez.” Max sentiu como se alguém o houvesse esfaqueado direto no intestino. Ele cessou bruscamente seu discurso comovido, ao mesmo tempo em que Seth entrava em seu rosto, seus olhos atirando fogo. “O modo que eu a machuquei? Eu não menti para ela, seu flho de uma puta, nunca menti para minha irmã. Eu não a usei e nem a manipulei. Quero saber que porra ela estava falando quando disse sobre sua dominância e controle. Que tipo de controle você tem sobre ela?” “Eu gostaria de saber, também.” Ethan falou mais alto, em uma voz calma e mortal.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Todos nós gostaríamos.” Adam disse ameaçadoramente. Max bateu a mão em seu rosto. “Foda-se isso. Não vou explicar minha relação com Callie para vocês. Não lhes devo nenhuma explicação. A única pessoa que devo qualquer coisa é a ela.” “Se você acha que vai sair por aquela porta, perdeu a cabeça.” Dillon Colter disse quando Max começou a passar por Seth. “É mesmo? Tente me parar.”

Capítulo Vinte e Cinco

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Então, aquilo não tinha sido a coisa mais esperta a fazer, enfrentar seis homens muito irritados com ele. Max deitou na cama em seu quarto no motel e fez uma careta quando tentou mover seu punho. Para sujeitos velhos, os pais de Callie ainda podiam se mover bem rápido e eles tinham punhos como martelos. Dillon era sozinho uma aberração da montanha, Seth e Michael eram magros e musculosos e eles defnitivamente conseguiram seus acertos. Max não caiu sem uma luta, no entanto. Ele deu tão bem quanto recebeu e os Colters estariam se sentindo da mesma maneira que ele atualmente. Rolou para o lado e respirou fundo quando uma área particularmente tenra de suas costelas apertou contra o colchão. Desviou a vista da janela, da mesma maneira que fez antes, várias horas, esperando que Callie aparecesse. Ela pelo menos viria por seu carro, não é? Não podia ausentar-se para sempre e quando viesse, ele estaria esperando e não a deixaria sair sem uma briga infernal. Ele se sentaria nela se precisasse. Ele discutiria. Ele lutaria. Cairia de quatro e imploraria. Qualquer coisa que a levasse a escutá-lo. Para fazê-la acreditar que ele a amava com tudo o que tinha. Fechou os olhos quando a lembrança da devastação dela relampejou por sua mente. Ela pareceu derrotada e terrivelmente magoada. Ele nunca esqueceria aquele olhar e viveria com ele pelo resto de sua vida. “Volte para mim, Callie.” Ele sussurrou. “Dê-me a chance de fazer isto direito.”

Callie não reagiu para o som do motor de um carro quando este se aproximou. Estava sentada na escuridão, os joelhos puxados para seu tórax enquanto olhava fxamente para o céu estrelado. A lua lançava um brilho pálido sobre o prado e, de longe, o som da água borbulhante alcançava seus ouvidos. Aquele era o seu lugar. Seu abrigo. Seu refúgio. O lugar que acima de tudo trazia-lhe paz.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Agora era seu inferno. Um braço envolveu seus ombros e ela foi puxada em um abraço caloroso. “Pensei que a encontraria aqui.” Ryan Colter disse. Ela se virou para o peito dele e enterrou seu rosto. “Oh, papai.” Era tudo o que ela podia dizer. Tudo para o que tinha força. Cessou bruscamente em um soluço, quando não pensou que ainda tinha lágrimas para derramar. Ele a abraçou e a balançou de um lado para outro, o tempo todo alisando uma mão gentil por seu cabelo. “Sua mãe está desesperada. Adam e Ethan estão compassando o chão. Seus irmãos querem montar uma festa para linchar Max e botá-lo para correr. Seth seriamente quer prendê-lo por forjar infração e trancá-lo na prisão por vários dias.” “Mas você está aqui.” Ela disse sufocada. “Eu estou aqui.” “Como você soube?” “Aqui é aonde você sempre veio quando estava magoada, bebezinha. Desde que você era pequena, este era seu lugar. Lembra quando tinha oito anos e ameaçou ir embora? Você até empacotou uma bolsa e deixou a casa. Sua mãe quase morreu, Adam quase teve um ataque cardíaco e nenhum deles achou que você realmente faria isto. Eu? Eu vim aqui porque soube que era onde você estaria. É para onde você sempre corre.” Ela embrulhou os braços ao redor da cintura dele e deitou a cabeça em seu tórax do mesmo modo que fez tantas vezes em sua vida. Seus pais sempre tinham estado lá para ela, nos momentos bons e ruins. Sua família sempre tinha sido constante em sua vida. “Sinto tanta dor.” Ela sussurrou. Ele beijou o topo de sua cabeça. “Eu sei, bebê, sei que você sente. Gostaria de poder tirar isso tudo para longe, gostaria de poder estalar meus dedos e fazer a dor desaparecer.” “Eu fui tão idiota e me sinto tão… Estúpida.” “Você nunca deve se sentir estúpida por amar alguém, Callie. Você deu a ele algo maravilhoso e ele estragou tudo em retorno. Isso está nele, não em você, nunca em você. Um dia ele olhará em volta e saberá que desistiu da melhor coisa que já aconteceu para ele. Ele terá que viver com essa perda pelo resto de sua vida.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu o amei tanto, papai. Confei nele até mesmo depois do que ele fez. Ele disse todas as coisas certas e era como se me conhecesse, e eu acho que ele conhecia porque certamente me estudou o sufciente. Eu me sinto tão idiota. Trouxe-o aqui e falei sobre minha casa dos sonhos, o quanto a terra signifcava para mim e o tempo todo ele esteve lá me odiando, se ressentindo de mim e de minha família por tomar seu direito inato, que ele planejava pegá-lo de volta.” Seu pai fcou quieto por um longo momento. Sua respiração terminou em um audível xingamento quando ele pareceu lutar com o que queria dizer a seguir. “Callie, querida, existe algo que preciso lhe perguntar. Você disse que… Você disse algumas coisas para Max que me preocupam. Falou sobre controle e dominação e esses são dois assuntos sérios. Preciso saber se ele já a machucou.” “Não!” Ela disse tristemente. “Não no modo que você quer dizer. Ele nunca me machucou fsicamente. Eu sei que você não entenderia —”. “Tente.” Ele desafou. “Deus!” Ela murmurou. “Esta não é uma conversa que quero ter com meu pai.” Ryan se afastou e ela podia ver sua seriedade absoluta refetida no luar. “Não existe nada que você não possa falar comigo, Callie, sabe disto. Agora se você se sentir melhor falando com sua mãe, fcarei muito feliz em levá-la para casa, assim pode ter esta conversa com ela, mas prefro que fale comigo sobre isto.” Callie suspirou. “Eu sei que pode ser duro de acreditar, mas eu sou uma submissa. Pelo menos com Max. Não posso dizer que seja algo que cresceu comigo, porque certamente nunca fui submissa em qualquer uma de minhas outras relações. Muito pelo contrário, na verdade. Eu provavelmente usava as calças na maior parte delas.” “Max… Ele é uma força dominante. Ele simplesmente exala esta aura de poder. Quando estou com ele, não quero nada além de deixá-lo feliz e não vou mentir, ele tomava muito cuidado de mim. Cuidava muito, muito bem. Ele olhava por cada necessidade minha. Antecipava minhas necessidades.” Ela corrigiu. “Ele frequentemente sabia o que eu queria ou precisava, antes de eu mesma saber.” Ryan levantou-lhe os pulsos de forma que as faixas de prata cintilaram no luar. “E esses? São os símbolos da propriedade dele?” Callie fcou muda por um longo tempo. “Sim.” Ela disse baixinho. “Eles são — eram.” Ryan suspirou.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Não posso dizer que gosto de ouvir qualquer coisa disto. Você é minha garotinha — sempre será minha garotinha. Você está em uma posição onde o poder é facilmente abusado e isso me preocupa. É necessário um homem muito especial para ter esse tipo de controle sobre uma mulher e verdadeiramente amar e cuidar dela.” “Sim, é verdade.” Ela retornou tristemente. “Eu pensei que Max fosse um deles.” Ryan a abraçou novamente. “Só quero que seja cuidadosa, querida. Nós amamos muito você. Muito.” “Eu amo você também, papai. Todos vocês.” “Seus irmãos estão preocupados, especialmente Seth. Ele está se sentindo bem terrível pelo modo que soltou aquilo em você. Ele estava irritado com Max e bravo pelo modo que ele a usou, você conhece o Seth, ele é intensamente protetor daqueles que ama e nem sempre pensa antes de agir.” “Eu gostaria que ele tivesse me dito em particular.” Ela admitiu. “Essa foi provavelmente a experiência mais humilhante da minha vida. Mas não estou brava com ele porque sei que ele fez isto porque me ama e quer me proteger.” “Não se sinta humilhada, bebê. Nós somos sua família e a amamos, queremos o que é melhor para você. Estávamos todos surpreendidos e zangados e não quero que se sinta tímida ao nosso redor agora. Isto é a última coisa que queremos. Estamos aqui por você. Sempre. Esta é sua casa.” “Eu só quero saber se vai parar de doer.” Apenas as palavras faziam seus olhos arderem e seu nariz se fechar. Ela fechou os olhos enquanto mais lágrimas quentes deslizaram por suas bochechas. “Não posso responder isso, bebezinha. Nós lhe contamos a história sobre quando sua mãe sumiu para proteger a mim e a seus outros pais e ela nos deixou, para nosso próprio bem.” Ele quase bufou quando chegou àquela parte. Callie realmente ouvira a história antes e isto nunca falhou em deixar seus pais aborrecidos, mas agora ela o escutou com nova compreensão. “Foi o momento mais doloroso da minha vida. Pensei que quando levei o tiro e o imbecil tentando matá-la e levá-la para longe, fosse o pior momento. Ou quando estava no hospital, não sabendo se ela viveria ou morreria, mas o pior foi ver que ela havia sumido do quarto do hospital e saber que não havia uma maldita coisa que eu podia fazer para trazê-la de volta. Seus pais e eu tivemos que retornar para casa e esperar como o inferno que ela fosse eventualmente voltar para nós.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Não sabia quando ia parar de sentir dor e foram os piores meses da minha vida. Mas quando ela entrou de volta por aquela porta da frente e estava toda redonda e grávida de Seth, foi o melhor momento e o tempo só melhorou depois disto. O nascimento de Seth, depois Michael e Dillon. E então você. Nós sempre acreditamos que nossa família estava completa, mas não sua mãe. Ela estava segura que existia mais um Colter ainda para nascer. Você. E quando você chegou, não pensei que a vida podia fcar melhor. Você nos completou, Callie.” “E falei tudo isso para fazer um ponto. Você sente dor como o inferno agora e eu sei o que senti quando sua mãe partiu. Mas não sentirá para sempre. Você tem muita felicidade à sua frente e seus melhores tempos estão ainda por vir.” “Eu acho que isto é o máximo que já ouvi de você em uma conversa de uma só vez.” Ela disse, sua voz amortizada contra o tórax dele. “Espertinha.” Ele repreendeu. “Eu falo quando tenho algo para dizer e tenho bastante a dizer quando minha flha única está magoada.” “Amo você, papai.” “Amo você também, bebezinha. Acho que podíamos voltar para que sua mãe possa mimar sua única flha durante algum tempo?” Ela suspirou. A última coisa que queria era voltar para a casa de seus pais. Mas sabia que tinha que voltar, ou eles fcariam preocupados. Tudo o que queria era estar sozinha e pensar. Absorver tudo o que aconteceu e se libertar da náusea que subia sobre sua alma. Como podia enfrentar sua família quando sentia que nada mais seria certo? Ela encarou o céu novamente e viu as estrelas dispersas como diamantes. Por que tinha que se apaixonar tão forte por Max? Por que ele mentira para ela? Por que fez com que ela se apaixonasse do jeito que ela fez? Por que ele tinha que ser tão… Perfeito? Mas ele não era. Não era real. Ele era o que queria que ela visse e iria muito primorosamente manipulá-la até que ela perdesse toda a fé em sua habilidade de ler as pessoas. Como podia confar em qualquer um depois disto? Seu julgamento era uma merda. Ela até sabia que havia caído nos braços dele muito depressa, e ainda assim, o fez de qualquer maneira. Era em parte culpada porque tinha estado muito disposta a perdoar, mas queria tanto o que ele oferecia que fez vista grossa para a dor que ele já havia causado. Tanto quanto não queria voltar para seus pais, não tinha uma escolha, porque sua única outra opção era ir para Lily, onde seus irmãos pairariam e fariam ameaças contra a humanidade. “Callie?”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela se afastou dele e arrastou uma mão por seu cabelo molhado. “Sim, nós podemos voltar. Não quero que mamãe se preocupe.” Ele a ajudou a fcar de pé e andou em direção ao SUV de sua mãe. “Você pode voltar comigo. Seus pais e eu voltaremos para buscar o Land Rover mais tarde.” Callie assentiu, porque era de longe mais fácil só aceitar qualquer coisa que ele pedisse. Ela não tinha energia para dirigir, de qualquer maneira.

Capítulo Vinte e Seis Callie estava deitada em sua cama, olhando fxamente o teto, da mesma maneira que tinha feito nas últimas vinte e quatro horas. Sua mãe estava preocupada, seus pais estavam preocupados e seus irmãos ligavam a cada hora. Não tinha força para enfrentar a piedade deles, ou seu desejo para consertar as coisas. Eles não podiam. Também não tinha dormido. Oh, ela queria. Não podia pensar sobre nada melhor do que escapar da sua realidade e só deixar sua mente em branco. Só por um pouco. Mas dormir tinha sido uma ilusão, e então ela fcou ali, de olhos abertos, coração doendo tanto e sua mente cheia de Max.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER A solução era reacionária — vamos ser honestas aqui — ela estava fugindo, como sempre fez. E tanto quanto gostaria de pensar que tinha vontade de se levantar e enfrentar Max e sua família, a verdade simples era que apenas queria cair fora disso tudo. Quanto mais pensava sobre isto, mais a ideia se enraizava até que foi tudo no que ela podia pensar. Ajudou a levar sua mente fora do sofrimento terrível e arrasador. A ação era preferível a fcar deitada ali com sua mãe a só alguns metros longe, do outro lado daquela porta, silenciosa e preocupada. Ela se sentou e balançou os pés acima da beira da cama. Quando levantou, sacudiu a cabeça um pouco e levantou um momento depois que recuperou seu equilíbrio. Então andou a passos largos até sua cômoda e se olhou no espelho. Parecia terrível. Nenhuma quantia de maquiagem cobriria o sofrimento cru e cauterizado em seu rosto. Ela não ia nem tentar. O que tinha que fazer não devia tomar muito tempo. Ela viajaria leve. Sempre foi assim. Uma viagem para o banco, depois para o escritório do agente imobiliário e podia estar a caminho do aeroporto. Agarrou-se ao seu plano com uma perseguição única em mente. Agora que havia planejado a ideia, simplesmente não ia embora e se tornou o que ela tinha que fazer, e não o que queria. Olhou ao redor, tentando compreender o que devia levar, mas tomava energia demais e não havia nada que precisasse que não pudesse ser comprado mais tarde. Agarrando sua bolsa, foi para a porta e a abriu, esperando ver sua mãe ou um dos pais no corredor. Felizmente este estava vazio. Sagrado entorpecimento a agarrou como gelo, enquanto caminhava em direção à sala de estar. Era tal alívio. Não mais dor. Não mais lágrimas. Caminhou como um robô e se apresentou como tal. Sua mente se desligara e agora só tinha um foco. “Callie!” Ela girou devagar, sabendo que seu olhar fxo estava provavelmente tão em branco quanto se sentia. Sua mãe estava de pé na sala de estar, parecendo pálida e preocupada. Ethan estava ao lado dela, seus olhos escuros acariciando suavemente sobre Callie, ameaçando quebrar a parede de gelo. Holly se apressou em direção a Callie. “Você está bem? Gostaria de algo para comer?” A mentira veio facilmente. Antes de Max, ela nunca mentira para seus pais. Fazendo isso agora, devia fazê-la parecer terrível, mas curiosamente, não sentiu nenhum remorso.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu vou ver Lily.” Holly franziu o cenho e olhou em direção a Ethan, um apelo mudo por ajuda. “Se você quiser ir ver Lily, eu dirigirei para você.” Ethan disse em uma voz suave. “Você não devia dirigir agora.” Ela agitou sua cabeça e até reuniu um sorriso. “Eu estou bem. Realmente. Posso pegar seu carro emprestado? O meu ainda está na cidade e pedirei a Dillon que se certifque de trazer o seu de volta.” Ethan olhou em Holly e então para Callie. “Bebê, você parece… Terrível. Eu acho que devia levá-la.” Ela não queria entrar em uma grande discussão com sua família, mas não viu uma saída daquilo. “Certo. Você pode me deixar no escritório do xerife. Eu quero conversar com Seth, de qualquer maneira.” Ambos, sua mãe e pai pareceram aliviados. “Ele vai fcar feliz. Está tão preocupado que você esteja brava com ele.” Holly disse. Callie administrou outro pequeno sorriso. “Por que eu estaria brava com ele, por me amar?” Holly envolveu Callie em seus braços e a abraçou apertado. “Você voltará hoje à noite para fcar? Seus pais estão cozinhando seu prato favorito.” Novamente a mentira escapou muito facilmente. “Claro. Subirei depois de pegar meu carro.” Ethan agarrou as chaves e pôs um braço ao redor de Callie para guiá-la porta a fora. Ela subiu no Land Rover e olhou fxamente a terra, a casa dos seus pais, todas as coisas que mais amava. Evitou o prado porque não podia nem olhar para aquilo agora. Seu pai estava quieto, enquanto eles desciam a calçada em direção à estrada da montanha. Ela enfocou sua atenção para frente, recusando vislumbrar a terra que havia signifcado tanto para ela. “Eu gostaria de saber o que dizer.” Seu pai disse. “Odeio ver você machucada, bebê.” Ela girou o olhar para ele. “Diga o que aconteceu. Eu preciso saber. Com o Prado, quero dizer.” Ele pareceu embaraçado, como se não tivesse nenhum desejo de causar mais angústia. Quando ela continuou a olhá-lo fxamente, ele suspirou.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “É verdade que tentamos comprar a terra por anos. O nome do dono era Jacob Hancock e também é verdadeiro que tinha sido a terra dos Hancock por muito mais tempo que nós temos estado aqui. Nós lentamente compramos a totalidade da terra ao nosso redor para expandir a nossa, mas ele sempre se recusou a vender. Disse que tinha sido parte de sua família por gerações e estava segurando para seu flho e sua flha.” Callie engoliu em seco, mas segurou frme sua mandíbula, determinada a não mostrar um pingo de emoção. “Sua mãe amava o prado, então nós persistimos e uma vez por ano, abordávamos Hancock sobre vender, mas ele nunca aceitava, fnalmente desistimos um ano antes de sua mãe descobrir que estava grávida de você. Nós imaginamos que nunca poríamos nossas mãos naquilo e então alguns meses antes de descobrirmos sobre você, a esposa de Hancock veio ver Adam. Disse que seu marido faleceu e ela tinha duas crianças pequenas para sustentar e precisava do dinheiro. Ela estava visivelmente chateada e preocupada. Eu tive a impressão que o falecimento tinha sido um choque, tanto emocionalmente… quanto fnanceiramente. Ela insinuou que ele escondera um pouco de sua difculdade fnanceira e que ela pensava que eles estavam em melhor situação do que estavam na realidade. Quando ele morreu, ela descobriu que basicamente não tinha nada.” “Nós conversamos sobre isto. Queríamos a terra e podíamos dispor mais que o preço justo. Pagamos duas vezes o que valia, porque ela tinha crianças para sustentar e nós a queríamos protegida. Você sabe o resto.” Callie balançou a cabeça. Sim, ela sabia. Eles surpreenderam sua mãe com a terra, quando ela estava grávida dela, e então ela nasceu lá. Todo esse tempo, Max odiou e se ressentiu de sua família para tomar o que ele considerava seu. Ele acreditou que os pais dela se aproveitaram de sua mãe depois que seu padrasto morreu. Aquilo a chocava. Seus pais eram os homens mais honestos que ela conhecia. Como alguém podia ser tão frio e calculista a ponto de localizá-la na Europa e executar uma sedução planejada? Era mais que uma simples sedução. Ele mentiu para ela. Exigiu sua submissão e isso tudo foi uma charada elaborada? Ele era alguém que almejava dominação e submissão, ou tinha visto simplesmente como um caminho para conseguir o que procurava? A pior mentira de todas. Ele disse a ela que a amava e falou sobre seus flhos, pelo amor de Deus! Ela engoliu a ira e o sofrimento, enrolando os dedos em punhos apertados.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu sinto tanto, bebê. Sinto tanto que você teve que ser envolvida em uma briga contra nós. Mata-me que alguém usou você por causa de um engano comigo e seus pais.” Ela agitou sua cabeça duramente. “Não é sua culpa, papai. É minha. Eu o deixei me usar, deixei que me manipulasse. Isto está em mim, nunca em você.” Ethan pareceu como se quisesse discutir mais, mas ela simplesmente girou sua cabeça e desviou a vista da janela, quando se aproximaram mais da cidade. Quando pararam no departamento do xerife, ela soltou um suspiro de alívio quando não viu o carro de Seth estacionado na frente. Ele estava fora em uma chamada. Virou-se para seu pai e se debruçou através do banco para abraçá-lo. “Obrigada. Vou esperar aqui que Seth volte, então pegarei meu carro e irei ver Lily por um tempo.” “Posso fcar com você.” “Não. Pode ir, estou bem.” Ele concordou relutante. Ela começou a sair, no entanto parou e se voltou. “Eu amo você, papai. Obrigada, por tudo.” Ele sorriu. “Amo você também, bebê. Vejo você mais tarde.” Ela acenou e então fechou a porta. Esperou até que seu pai descesse a rua, antes de partir em direção ao banco. Levou um pouco mais tempo do que ela teria gostado. Aparentemente, limpar totalmente uma poupança e converter em cheques de viagem, não era uma ocorrência diária. Ou pelo menos não em Clyde. Meia hora mais tarde, saiu e fcou tensa quando viu a SVU de Seth estacionada na rua, na frente do departamento do xerife. Até agora estava certa que ele saberia que ela havia vindo. Sua mãe e pais provavelmente tinham telefonado para avisá-lo. E ela ainda tinha que ver o agente imobiliário. Esperando que Seth fosse paciente e não fosse procurá-la, ela entrou no único escritório de imóveis de Clyde. Uma hora mais tarde, depois de muito discutir com Janice, Callie caminhou para fora do escritório com um envelope dobrado debaixo do braço. Encabeçou calçada abaixo para o escritório do xerife e entrou, onde foi saudada pela recepcionista que a acenou para o escritório de Seth. Ela hesitou do lado de fora da porta, entretanto bateu suavemente.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Está aberto.” Seth anunciou. Ela empurrou e Seth levantou quando a viu de pé na entrada. “Oi,” Ela disse baixinho. Ele se apressou e, sem uma palavra, envolveu-a em um abraço esmagador. “Estive tão preocupado.” Ela sorriu ao se afastar. “Apenas vim, porque queria que você soubesse que não estou brava com você.” Ele se afastou um pouco, o olhar assistindo sua aparência destroçada. “Você está horrível.” Confe em seu irmão mais velho para ser direto. “Eu me sinto como merda.” Ela disse honestamente. “Mas vou me recuperar.” Ele levantou a mão para tocar em sua bochecha. “Eu sinto muito, Callie. Por muitas coisas.” Ela agitou sua cabeça. “Não sinta. Apenas queria que você soubesse que amo você e sei que você fez o que pensou ser melhor. Estava tentando me proteger e não o odeio por isso.” “Eu estou contente. Lidei mal com isso, estava muito irritado. Só consegui meu relatório uma hora antes de subirmos para o almoço. Vi tudo vermelho. Agora eu gostaria de ter feito as coisas diferentemente.” “O resultado ainda seria o mesmo.” Ela disse suavemente. “Quer que eu o mate?” Ela agitou sua cabeça tristemente. “Não. Quero que esqueça que ele existe, pois é o que planejo fazer.” Ela começou a voltar em direção à porta. “Diga a Lily que eu a amo, está bem?” As sobrancelhas de Seth se juntaram. “Pode dizer a ela você mesma. Não está saindo para ir vê-la?” “Diga a ela de qualquer maneira.” Ela voltou pela porta da frente de Seth, sem poder fazer ou dizer qualquer outra coisa. Quando chegou do lado de fora, colocou o envelope entre os dentes e cavou em sua bolsa pela minúscula chave de prata que Max deu a ela quando colocou os braceletes ao redor de seus pulsos. Havia ainda mais uma pessoa que ela tinha que ver antes de deixar a cidade.

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Capítulo Vinte e Sete A batida na porta do quarto de hotel de Max o surpreendeu de seus pensamentos sombrios. Ele se arremessou para seus pés, sua pulsação correndo uma milha por minuto, enquanto se apressava para abri-la. Abriu a porta para ver Callie de pé lá, olhando fxamente para ele com olhos vazios e mortos. Sua aparência o chocou. Ela estava ainda vestindo as mesmas roupas que usava quando eles dirigiram juntos para a casa dos seus pais. O cabelo estava solto, meio cobrindo seu rosto e seu olhar era vazio. Seus olhos estavam com bordas vermelhas e seus lábios desenhados em uma pálida e fna linha. Ela parecia como a morte. Parecia exatamente como ele se sentia. “Callie.” Ele sussurrou através de lábios rachados. Oh, Deus, queria puxá-la em seus braços. Queria abraçá-la e beijá-la, dizer que nunca deixaria qualquer coisa ruim tocá-la novamente. Queria dizer que sentia muito, mas as palavras — as malditas palavras — eram desesperadamente inadequadas. Como podia possivelmente pôr em palavras o que estava sangrando de seu coração? Ela lhe ofereceu um grande envelope pardo que estava inchado na parte inferior. Seus dedos tremiam, fazendo a aba deste parecer uma folha soprada pela brisa. “Isto é para você.” Ela disse em uma voz baixa. “Callie, entre. Por favor.” Ele teria chegado até ela, mas ela recuou horrorizada como se antecipasse tal movimento. Ela pareceu tão infnitamente frágil, que ele tinha medo de exigir — ou perguntar — até mesmo, qualquer coisa. Então curvou os dedos em punhos apertados a seus lados, enquanto amenizava o desejo de arrastá-la em seus braços e nunca mais deixá-la.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela balançou a cabeça. “Não posso fcar. Tenho que ir. Mas eu queria que...” A voz dela falhou e ela engoliu visivelmente. Empurrou o envelope em direção a ele novamente, batendo-o em seu peito com ele, até que não teve nenhuma escolha, mas tomá-lo dela. “É seu. Eu não posso…” Lágrimas encheram seus olhos e ela perdeu o controle do que frmemente fazia do seu rosto um escudo inquebrável. Suas feições se enrugaram e lágrimas deslizaram interminavelmente por suas bochechas. “Não consigo… Está arruinado para mim. Não posso nem aguentar olhar para aquilo. Você o arruinou para mim. Não é meu e nunca pode ser meu, porque não posso nem fcar lá sem pensar em você nem no que fez, ele não é mais o meu lugar seguro. Sempre representará o inferno e o que perdi — O que nunca foi meu.” Ela deu um passo atrás e ele se apavorou. Seu peito estava tão apertado, que ele sentiu como se fosse explodir. Havia tanta dor e tanta fnalidade nas palavras e nas ações dela. Aquilo era um adeus e ele não podia deixá-la ir. Nunca. “Callie, por favor, você tem que me escutar.” Ela balançou a cabeça negando e se virou, fugindo em direção ao estacionamento. Ele soltou o envelope de lado e se apressou atrás dela, a pulsação explodindo em sua têmpora. Ela fugia como um cervo assustado. A porta do seu carro estava aberta, o motor ligado, como se ela antecipasse tal fuga. Ela entrou e estava saindo da vaga do estacionamento antes da porta ser fechada. Ele bateu o lado de sua porta com o corpo, suas mãos apertando contra a janela enquanto gritava o nome dela repetidas vezes. Ela fez uma pausa apenas para passar a marcha e o olhou. Uma vez só, seu rosto muito atormentado e a dor tão brilhante em seus olhos, que ele queria morrer ali mesmo. “Callie, por favor. Não faça isto!” Ela olhou para frente e acelerou, deixando-o de pé no estacionamento, gritando seu nome. Ele fcou olhando fxamente para ela, tão entorpecido, tão congelado que não podia processar o que acabara de acontecer. Ele não podia deixá-la ir. Não daquele jeito. Bateu nos bolsos de sua calça e praguejou, percebendo que as chaves estavam no quarto. Correu de volta, determinado a segui-la e fazê-la escutar. Implorar por perdão. Novamente.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Quando correu pela porta ainda aberta, o envelope que ela empurrou em seu peito estava caído no chão. Ele parou e o encarou, uma sensação de mal estar subindo por suas entranhas. O que ela quis dizer? O que ela fez? Ele lentamente se curvou para recuperar o envelope e foi para a cama onde suas chaves descansavam na mesa de cabeceira. Com mãos trêmulas, rasgou o selo e estendeu a mão para o maço de documentos. Tomou três tentativas antes de ele poder entender do teor. Na parte inferior, a assinatura dela, apenas um rabisco, fazia aquilo ofcial. “Oh, Deus!” Ele sussurrou. “Callie, não. Não.” Ela tinha lhe dado o Prado de Callie. Tudo o que faltava era sua assinatura para fazer legal. Na cama, onde o envelope tinha fcado, ainda havia a saliência na parte inferior. Com o coração doendo, ele desajeitadamente balançou para fora o conteúdo e lá, entre os papéis, cintilando na luz suave, estavam os dois braceletes que colocara ao redor dos pulsos dela. Ele cerrou os olhos. Eles queimavam como fogo. Crus e ásperos, como se suas pálpebras estivessem forradas com lixa. Lágrimas se juntaram, as lágrimas que não derramou quando seu padrasto morreu ou quando sua mãe faleceu muito inesperadamente. Tinha sido forte antes, primeiro por sua mãe e irmã. Uma rocha para elas se apoiarem. Ele as segurou enquanto elas choraram e depois quando sua mãe morreu, esteve lá para sua irmã. Não havia ninguém ali por ele agora. Callie se foi e ela o odiava. Ele destruiu algo infnitamente frágil e muito precioso. Olhou para o documento em sua mão. As palavras borraram e então uma lágrima caiu sobre a assinatura rabiscada dela. A terra era dele e sua promessa estava cumprida. E ele nunca se sentiu tão malditamente vazio em sua vida.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER

Capítulo Vinte e Oito Max não dormiu em duas noites. Ele estava mal-humorado. Estava irritado. Sentia tanta falta de Callie que doía. Ocorreu-lhe rondar pela cidade procurando por ela, agindo como um maldito perseguidor novamente. Mas não a viu, nem viu sua SVU. Nem mesmo viu um único maldito membro de sua família. Já era o sufciente. Iria subir aquela montanha e não dava uma merda se tivesse que enfrentar o clã Colter inteiro, não ia embora até que colocasse um pouco de razão nela. Ele tomou banho, se barbeou e se vestiu, para que assim não parecesse um foragido da prisão, e depois foi para seu carro. Agora mesmo não se importava se conseguisse seu traseiro chutado tão duro que acabasse no hospital, contanto que conseguisse segurar Callie em um lugar, longo o sufciente para enxugar aquele olhar horrível de dor e traição dos olhos dela. Deus, ele nunca queria ver tal expressão no rosto dela pelo resto de sua vida. Se ela apenas deixasse, se só desse a ele uma chance, a faria malditamente certa que nada — especialmente ele — a machucaria novamente.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Quando estava entrando em seu carro, ele ergueu o olhar e viu Lily Colter saindo do departamento do xerife e andando pela calçada em direção à pequena mercearia. Sua pulsação pulou. Ele bateu a porta e correu para o outro lado da rua para interceptar a cunhada de Callie. Quando ela olhou para cima e o viu, deu um passo atrás instintivamente. Seus olhos endureceram e seus lábios enrolaram em um grunhido. Para uma mulher tão pequena e delicada, ela podia parecer malditamente má. Ele levantou uma mão para acalmá-la. “Lily, por favor. Eu preciso de sua ajuda.” O olhar dela o congelou até as bolas. “Olhe, sei que você pensa que sou o maior imbecil na terra, mas tenho que conversar com Callie. Ela está com seus pais?” A raiva enfraqueceu nos olhos de Lily e o pesar cru que ele mesmo testemunhou nos olhos de Callie, agora olhava fxamente de volta para ele. “Ela foi embora.” As sobrancelhas dele se enrugaram. “Embora? O que quer dizer com foi embora?” Lily avançou, seu punho apertado como se ela adorasse nada além de bater nele. “Ela foi embora. Limpou totalmente sua conta bancária, todo o dinheiro que economizou para sua casa dos sonhos. Ela está aí fora em algum lugar e nós não sabemos onde. Está lá fora magoada, devastada e nós não podemos ajudá-la, porque ela se foi. Por causa de você. Por causa do que fez para ela.” O estômago dele se afundou e seu peito desmoronou, enquanto uma onda de desespero quase o incapacitou. Ele teve que se agarrar ao poste de luz para impedir seus joelhos de caírem. “Não!” Ele disse roucamente. “Oh, Deus, não. Eu tenho que encontrá-la.” As lágrimas vislumbraram no olhar de Lily. “Boa sorte com isso. Tudo que nós sabemos é que ela voou para fora de Denver em um voo ininterrupto para Londres. Ela pode estar em qualquer lugar agora mesmo. Callie não fca em hotéis e não viaja como a maioria das pessoas. Ela desaparece por semanas — Meses, algumas vezes. Então um dia ela voltará para casa. Eu espero e rezo que ela volte para casa desta vez. Sua família inteira está arrasada.” Ele olhou fxamente para a mulher e não tentou esconder a dor horrível que apodrecia em seu interior.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Lily, eu a amo. Eu a amo. Você entende isto? As coisas aconteceram tão rápido. Nunca tive a chance de explicar. Mas, Deus, eu a amo tanto.” Lily o olhou por um longo momento, até fnalmente sua expressão se suavizar. “Então por quê? Se a ama tanto, por quê?” “Eu nunca ia roubar-lhe o prado. Eu não podia. Não uma vez que a conheci — me apaixonei por ela — vi o quanto aquela terra signifca para ela. Mas foi por isso que eu a procurei. Eu sou maldito por minhas próprias ações, mas as coisas mudaram depois que a conheci. Eu juro para você que mudaram.” Lily pôs sua mão no braço de Max. Seu toque era tão gentil, que ele queria que sua mão fcasse lá. Era a única coisa suave em seu mundo agora mesmo. Seu único conforto, onde ele não tinha nenhum. “Então você tem que achá-la, Max. E tem que dizer a ela, tem que fazê-la escutar. Não será fácil e não estou certa que ela escutará desta vez.” Max tomou a mão de Lily e a levou até seus lábios para apertar um breve beijo em suas juntas. “Obrigado, Lily. Por me escutar. Signifca mais do que você pode saber.” Ela sorriu melancolicamente. “Meus maridos dirão que meu coração é mole demais para meu próprio bem. Callie dirá que tenho uma veia maligna que ela ama. Eu admitirei completamente, o que eu realmente queria fazer, era chutar suas bolas. Mas não posso culpá-lo por amá-la e acredito quando diz que a ama.” Max sorriu pela primeira vez desde que tudo foi para o inferno. “Eu acho que você é uma mulher especial, Lily.” “Só a encontre e a traga para sua casa, para nós.” Ela disse suavemente.

Pelas primeiras três semanas depois da partida de Callie, Max não economizou nenhuma despesa em seus esforços para localizá-la. O problema era, como Lily disse, Callie não era como a maioria das pessoas. Ela não se registrava em hotéis e não fcava frequentemente em um lugar por mais que um dia. Ele só tinha Londres como ponto de partida e tudo o que pôde determinar, era

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER que ela tomou um voo para Paris. Depois que alcançou o continente, literalmente podia estar em qualquer lugar. Ele não comeu e nem dormiu. Estava consumido em achar Callie, assim podia trazê-la para sua casa. Ou não trazê-la para sua casa, não importava, desde que pudesse achá-la e confrontá-la. Foi quase um mês antes de perceber que seus esforços eram em vão. Callie não seria achada se não quisesse ser. Mas eventualmente ela voltaria para casa, não ia? Ele não acreditou por um minuto que ela não retornaria para a família que amava mais que qualquer coisa. Foi então que ele percebeu que precisava enfocar seus esforços em fazer a volta dela ao lar especial. E isso precipitou uma viagem à montanha para ver sua família. Com um pouco de ajuda às escondidas de Lily, ele malditamente se assegurou que a família inteira estivesse reunida quando ele chegasse. Estava na hora de tomar o touro pelos chifres. Não seria bonito, mas não ia desistir sem um inferno de uma briga. Estacionou pela miríade de veículos e saiu, desejando uma briga. Caminhou apressado para a porta da frente e bateu rudemente. Não teve que esperar por muito tempo. A porta se abriu e Adam Colter estava lá de pé, seu olhar fxo fermentando de raiva. “Que diabos você está fazendo aqui?” Sabendo que não conseguiria passar pela porta sem um pouco de tratamento de choque, Max empurrou o documento que Callie assinou para seu pai. “Nós precisamos conversar sobre isso.” Adam tomou o papel e examinou o conteúdo. Sua expressão fcou ainda mais escura, até que ele se assemelhava a uma nuvem negra de fúria. “Seu flho da puta!” Adam ferveu. “Lutarei contra você nisso, nunca conseguirá no Tribunal. Ela assinou sob coerção e grande tensão emocional e quando eu terminar, o mundo inteiro saberá o bastardo calculista que você é.” Max levantou a mão. “Não dou a mínima para o que esse papel diz ou se ele irá se assegurar no tribunal. Eu pretendo nunca assiná-lo ou exercer a propriedade.” Adam fez uma pausa e em seguida olhou de volta para Max, especulação aberta em seu olhar.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Como eu disse, nós precisamos conversar. De preferência sem violência, embora depois de três semanas procurando sua flha por toda parte da Europa, eu esteja pronto para derramar algum sangue. O seu vai servir.” Adam continuou a ftá-lo por um longo momento e o vislumbre de um sorriso sombreou em seus lábios. “Você ama minha flha.” “Sim, qual foi sua primeira pista?” “Pode cortar o sarcasmo, flho. Suas ações não têm sido aquelas de um homem que ama uma mulher.” “Só me deixe entrar, assim podemos conversar sobre isso. Eu quero que as coisas sejam perfeitas se e quando Callie voltar para casa.” Adam hesitou um momento. “Não me aproveitei da sua mãe, Max, posso lhe mostrar a carta que ela me mandou e a nota de venda. Eu paguei a ela mais que um preço justo. A última coisa que eu e meus irmãos queríamos, era nos aproveitarmos de uma jovem viúva com duas crianças para sustentar.” Max engoliu em seco e então balançou lentamente a cabeça em aceitação. Ele tinha que deixar sua raiva ir embora. Aqueles eram os pais de Callie. O passado não podia ser mudado. Ele era um menino quando sua mãe vendeu e visualizou a transação pelos olhos de uma criança zangada. Era hora para considerar que tinha estado errado. Tinha estado errado sobre tantas outras coisas. “Eu devo a você e a seus irmãos uma desculpa.” Ele disse em uma voz baixa. “Se você fzer minha flha feliz novamente, esta é toda a desculpa que nós precisamos.” “Obrigado, senhor. Eu planejo fazer exatamente isto.” Adam recuou e em seguida gesticulou para que ele entrasse. Max passou por ele e entrou na sala de estar onde toda a família de Callie estava reunida. Lily encontrou seu olhar e o lançou um olhar de compaixão ao mesmo tempo em que o resto do cômodo explodia em caos. Levou cinco minutos inteiros para Adam acalmar todo mundo. Até Holly permaneceu de lado, seu rosto desenhado nas linhas apertadas de raiva — e pesar. Ele foi para ela primeiro, querendo aliviar seus medos, suas preocupações, até quando não tinha quaisquer informações para fazer isso. “Você a achou?” Lily perguntou ao mesmo tempo em que ele abordava Holly Colter. Max virou seu olhar para o rosto esperançoso de Lily, seu próprio desenhado em um gesto infeliz.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Não, não achei.” Então ele se voltou para a mãe de Callie. “Quero me desculpar com você por toda a dor que causei. Eu amo sua flha. Eu a amo mais do que já amei qualquer outra pessoa. Não tenho feito nada nas últimas três semanas, além de tentar encontrá-la. Eu percebi que ela voltará para casa quando estiver pronta e, quando voltar, quero que as coisas estejam… Certas.” Adam deu o documento para Holly. “Ele trouxe isto.” Holly examinou o papel e seus olhos se encheram de lágrimas. “Não. Diga que isto não é real.” Max tomou o papel da mão trêmula dela e então calmamente o rasgou em uma dúzia de minúsculos pedaços. “Não me importo se é real ou não. Não importa porque não vou assiná-lo.” “Graças a Deus.” Holly sussurrou. “Alguém quer nos dizer que droga está acontecendo?” Seth exigiu do outro lado da sala. Max se voltou para enfrentar os rostos ameaçadores dos homens Colter. “Callie tentou me dar seu prado, mas eu não o aceitarei. Eu a amo e não vou perdê-la sem lutar. Você precisa aceitar isso. Ela ama você, você a ama e eu a amo. Tem que ter espaço para todos nós na vida dela se ela escolher isto. Estou aqui para fazer as pazes com vocês, mas também estou aqui porque preciso de sua ajuda.” O silêncio caiu e olhares perplexos substituíram a raiva de apenas momentos antes. “O que você tem em mente?” Ryan Colter perguntou cautelosamente. “Tudo o que ela sempre quis foi construir sua casa dos sonhos e para isso, ela aceitou salários ridiculamente baixos, de trabalhos perigosos, e economizou. Ela dirige uma SVU que está para se quebrar e até mesmo não tem uma casa própria porque salva cada centavo para aquele sonho.” “Ela levou aquele dinheiro que tinha economizado e partiu. Desistiu daquele sonho, mas eu vou devolvê-lo para ela.” “Certo.” Ethan disse devagar. “Como propõe fazê-lo?” “Vou construir a casa dela naquele prado, de forma que ela a terá quando voltar. Quer ela me aceite ou não, quero que tenha aquele lugar seguro — um lugar de propriedade dela. Algo que ela sempre poderá voltar, não importa para onde viaje ou seu caminho a leve. Mas não posso fazer isto sem a ajuda de vocês.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Novamente o silêncio pesado desceu, enquanto eles pareciam lidar com o que ele disse. Relutante admiração e talvez até mesmo respeito entrou nos olhos deles. Os irmãos se aliviaram em suas cadeiras. Lily sorriu para Max e ele lhe sorriu de volta, murmurando um mudo obrigado. Os pais de Callie também se sentaram nos sofás e Holly andou para se sentar entre Adam e Ethan. “O que podemos fazer para ajudar?” Adam perguntou. “Preciso que vocês me ajudem a construir o sonho dela. Ela falou comigo um pouco sobre isso, então eu tenho uma ideia do que ela quer. Mas preciso de qualquer coisa que vocês tenham, qualquer coisa do que ela falou, o que ela gosta e como ela gostaria de construí-lo.” “Eu desenhei um retrato para ela.” Lily falou mais alto. “Desenhei pelas especifcações dela. Eu tenho uma cópia e posso dá-la a você.” “Isso seria fantástico, Lily. Obrigado.” “Você está falando sério sobre isso?” Seth perguntou. Havia um vislumbre de dúvida, um olhar de incredulidade gravado em sua sobrancelha. “Vai desistir do prado sem uma briga?” “O prado é de Callie.” Max disse em uma voz calma. “Eu nunca lutarei por isto, mas do que não vou desistir sem luta é… dela.” “Eu sou útil com ferramentas.” Dillon disse, falando pela primeira vez. “Eu construí minha própria casa e farei o que posso.” “Eu aprecio isso. Vou ter uma equipe de empreiteiros aqui e nenhuma despesa será poupada. Posso usar qualquer dado ou as informações que vocês todos tiverem.” “Você realmente a ama.” Holly disse em uma voz suave. Max olhou de um membro a outro da família, até fnalmente seu olhar descansar na mãe de Callie. “Ela é minha vida.” “Bem, vamos nos mexer.” Ryan disse. “Temos uma casa para construir.”

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Capítulo Vinte e Nove Callie colocou sua SVU em marcha e começou a subir a estrada para a montanha. O outono tinha chegado às montanhas e em todos os lugares ao seu redor, álamos estouravam com ouro tão vibrante que machucavam seus olhos ao olhar para o brilho das folhas. Já havia um frio no ar, o que evidenciava a chegada iminente do inverno. Ela aumentou o aquecedor e rezou para que ainda funcionasse. Os longos meses em que ela esteve longe tomaram seu trabalho. De certa forma, parecia que tinha estado fora toda a vida, mas em outros modos, parecia que fora ontem mesmo. Sentia falta de sua família e queria estar entre eles novamente. E de Max. Como ela queria que a passagem de tempo tivesse diminuído a dor, mas seu coração estava tão rasgado quanto tinha estado no dia em que partiu. Forçou o olhar adiante enquanto se aproximava do seu prado. Não, não era mais coisa alguma sua. Era de Max e esperava que aquilo tivesse dado paz a ele. Como não deu nenhuma a ela. Seus lábios tremeram quando passou pelo desvio onde o vento fazia seu caminho para o vale. Pelo canto do olho, viu algo que a fez frear no meio da estrada. Ela virou a cabeça e sua boca caiu aberta. Ele não podia. Não deveria. A dor cortou em tiras sua garganta e apunhalou no fundo de sua alma. Ele construiu uma casa no prado, não desperdiçou tempo assumindo o comando deste e fazendo seu. As lágrimas queimaram suas pálpebras e ela fechou os olhos, determinada a desviar o olhar. Era como um acidente de trem. Ela foi compelida a abrir os olhos e encarar a cabana aconchegante às margens do riacho. Deus! Era sua casa. Sua casa dos sonhos. Não havia fm para os modos em que ele podia fazê-la sangrar? Ela deu ré e acelerou até que voltou para o desvio do prado. Ela rugiu estrada abaixo, até que alcançou o lugar onde ela e Max pararam naquela noite, há tantos meses. Toda uma vida atrás. Saiu e lentamente andou alguns metros a frente de seu carro.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER A velha cerca de madeira havia sumido. Talvez ele planejasse pôr uma nova, uma separação da terra Wilder da terra dos Colter. Ela era uma idiota. Como podia voltar ali quando estaria se deparando com Max a cada esquina? Como podia a casa dos seus pais, que sempre foi um abrigo — um lar — ser um refúgio, quando seria forçada a enfrentar tanta dor e traição simplesmente olhando pela janela? Não, ela não podia voltar ali. “Callie!” Ela congelou quando a voz suave de Max deslizou sobre seus ouvidos como um caloroso e confortante cobertor. Fechou os olhos e apertou os dedos em pequenas bolas. Isso não, qualquer coisa, menos isso. Já não sangrara o sufciente? Ela não ouviu a aproximação dele. Tinha estado muito escondida na agonia de ver seu sonho pertencer à outra pessoa. “Callie, por favor. Olhe para mim.” A súplica suave quase a desfez. Apesar do fato que a última coisa que queria era confrontar Max novamente, ela lentamente se achou virando, respondendo ao comando mergulhado em seu pedido silencioso. Ele parecia diferente, extenuado, tinha perdido peso. Havia linhas de fadiga gravadas em sua testa e sombras escuras bordeavam seus olhos. Ele parecia… Terrível. “Graças a Deus, você está em casa.” “Como você soube?” Ela exigiu. “Como podia possivelmente me encontrar tão rápido? Eu acabei de entrar na cidade.” O lábio dele se curvou e uma chama de raiva relampejou em seus olhos. “Porque esperei cada maldito dia pelos últimos três meses por sua volta. Eu tinha a maldita cidade inteira em alerta. Todo mundo estava olhando por você — Esperando. Recebi um telefonema assim que seu carro foi visto em Clyde e vim tão logo o recebi. Estava apenas há uns metros atrás de você.” “Por quê?” Ela perguntou sem evitar. “Porque você é minha, Callie e não vou deixá-la ir.” Ela se virou de forma que suas costas estavam para ele e olhou para o prado novamente. “É linda.” Ela conseguiu pôr para fora. “Quero que você a veja.” Ele disse, mais perto desta vez, enquanto chegava atrás dela. Ela balançou a cabeça. Até mesmo Max não podia ser tão cruel.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Sim, Callie. Você vai vir comigo e vai ver a casa.” Ele tomou sua mão e a puxou em direção ao caminho, levando-a ladeira abaixo. Os dedos eram como dígitos de ferro ao redor dos seus. Nenhuma fuga. Nenhuma escolha, além de segui-lo. Ela caminhou duramente, cada passo fazendo-a querer gritar para ele parar. “Por que está fazendo isso?” Max fez uma pausa só por um momento, quando voltou a olhar fxamente para ela. “Isto é seu, Callie. É tudo para você. Cada último pedaço de madeira, cada prego, cada camada de pintura, cada for plantada na frente. É tudo seu, é o seu sonho. Justo do modo que você o queria.” Sua boca caiu e ela tropeçou atrás dele, enquanto ele continuava a arrastá-la mais perto da casa. Quando se aproximaram, ela olhou a cabana grande de troncos. Lágrimas inundaram seus olhos, fazendo a casa embaçar. Deus! Era exatamente o que tinha projetado em sua cabeça. Como ele poderia saber? Ela lhe dissera um pouco sobre sua casa, probabilidades e extremidades, mas como ele podia possivelmente construir algo que estava diretamente fora de seu coração? Eles pararam em frente aos degraus de pedra que levavam à porta da frente e ele acenou em direção à fachada. “Isso foi tirado diretamente do retrato que Lily desenhou para você. Cada centímetro, até os canteiros e a espécie de fores. O balanço de cedro na varanda e a placa de bem-vindo. Leia-a, Callie. Diga o que está escrito.” Seu olhar se moveu para as palavras revestidas no pedaço de madeira — da mesma maneira que ela imaginou — Preso em um poste velho ao lado dos degraus, pela varanda da frente. “Bem-vindo ao Prado de Callie.” Ela sussurrou. “Está certo, Callie. Seu prado.” Ela o olhou perplexa e totalmente desfeita, que não podia nem formar as palavras. “Eu não entendo.” “Venha para dentro.” Ele disse. Ele lhe puxou a mão e subiram os degraus. Destrancou a porta e a abriu em uma sala de estar grande, com uma lareira de pedra gigante e começou a estudar de volta a parede. Em todos os lugares ela sentia, ela via seus sonhos tomarem vida. Todo o sonho. Cada detalhe estava cuidadosamente reproduzido. Era sua casa dos sonhos. “É seu, Callie. A coisa toda. A terra, a casa. Isso tudo pertence a você.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ela engoliu o nó crescente em sua garganta, só para se sufocar e tossir quando a emoção inchou e a asfxiou. Como podia ser feliz com um sonho quando este não estava completo? Como podia ser feliz ali, sem o homem que imaginou ao seu lado, em sua cama, abraçando-a na frente daquela lareira gigantesca nas noites frias? Lágrimas deslizaram por suas bochechas. As lágrimas que ela não derramou em meses. As lágrimas que pensou que não tinha mais para derramar. “Por que, Max? Por que você fez isso?” Ele se voltou para enfrentá-la, seus olhos tão atormentados que ela segurou sua respiração. “Porque amo você, Callie. Amo tanto você, que não posso nem respirar, não posso comer, não posso dormir. Tudo que posso fazer é trabalhar nesta casa e esperar como o inferno que você volte, para ver o quanto eu a amo e me dê outra chance.” Ele lhe tomou as mãos e as segurou tão apertado que seus dedos entorpeceram. Mas ela não as puxou longe. Ela o ftou, com tanto medo de ter esperança, com tanto medo de acreditar, que sua cabeça doía. “Nunca consegui lhe dizer tudo, Callie. Nunca conseguir explicar. Eu disse a verdade — uma verdade que me amaldiçoou para sempre em seus olhos. Mas não cheguei a dizer o resto.” “E qual é o resto?” Ela sussurrou. “É verdade que a persegui pela Europa. Inferno, nem sei qual era meu plano. Eu estava frustrado porque não estava chegando a nenhum lugar com seus pais e então fui direto para a fonte. Encontrar você e deixá-la pôr um rosto para o nome, contar minha história e esperar como o inferno que você concordasse em vender. Era absolutamente minha intenção fazer o que precisasse para conseguir com que você concordasse.” Ela fechou os olhos e tentou virar seu olhar, mas as mãos de Max apertaram ao redor das suas e ele a puxou, assim ela o olharia de volta. “Entretanto eu a conheci, Callie. Conheci você e me apaixonei tão forte que nunca soube o que me bateu. Eu só sabia que queria fazê-la minha. Esqueci tudo sobre o prado, sobre minha promessa para meu padrasto que eu o manteria em nossa família e o declararia para meus flhos, então eles podiam declarar para os deles. Esqueci tudo sobre minha honra ou o que senti como minha obrigação para minha família.” Ele pausou e então respirou fundo antes de continuar. “Então recebi aquele telefonema da minha irmã, dizendo que minha mãe estava morrendo. Eu estava em estado de confito. Como podia permitir que me tornasse tão distraído, tão totalmente envolvido com você que ignorei tudo em minha vida? Eu me afastei de tudo. Não

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER liguei para você, não retornei. Minha mãe morreu e suas últimas palavras foram uma desculpa para mim e minha irmã, por vender nosso legado. Ela implorou que eu o pegasse de volta e eu me senti tão culpado porque fz a ela uma promessa que nunca tive qualquer intenção de manter.” “E então eu soube que tinha que encontrá-la novamente. Para mim não havia nenhuma outra opção. Eu ia fazer qualquer coisa que precisasse para consegui-la de volta e serei honesto, nunca pensei em lhe dizer a verdadeira razão, como nós nos encontramos. Eu nunca teria dito, porque nunca quis que você sofresse tanto.” Ele ergueu as mãos e olhou no fundo de seus olhos, ardendo com sinceridade. “Nunca tive a intenção de coagir você, ou até pedir para você vender a terra. Eu tive que fazer uma escolha entre ter você ou manter uma promessa que fz para minha família. Escolhi você, Callie. Eu escolhi você.” Ela o encarou, sua mente em tal tumulto que ela não sabia o que dizer. Como responder. Como podia dizer que queria acreditar nele? Oh Deus, Ela queria acreditar em tudo, mas como podia? Como podia arriscar tudo… Novamente? Max assistiu o confito óbvio cruzar seu rosto. Como ele podia ser cego para isso? Ele respirou fundo e então baixou suas mãos, suavemente soltando-as. Então ele se afastou, só alguns passos, sufciente para haver espaço entre eles. Em seguida ele lentamente caiu de joelhos no chão de madeira polida. Ela o ftou em choque — em horror absoluto — enquanto ele se ajoelhava na sua frente, suas mãos levantadas, descansando nos topos de suas coxas. Ele curvou a cabeça na frente dela e simplesmente esperou. Então ele falou e sua voz tremia. Havia tanta emoção entupindo sua garganta, que ela mal podia ouvi-lo. “Estou implorando, Callie. Dê-me outra chance. Nunca pedirei mais do que você esteja disposta a dar e tomarei qualquer coisa que seja capaz de me dar.” “Oh, Max. Não. Oh não, não, não.” Ela sussurrou. Ela caiu de joelhos na frente dele, empurrando-o com suas mãos, tentando forçá-lo de volta a fcar de pé. Max nunca foi um homem de se ajoelhar, se submeter, de implorar. Não este homem. Não seu Max. As lágrimas fuíram por suas bochechas e soluços rasgaram sua garganta, o som tão angustiado que a fez estremecer. “Não faça isso, Max. Levante-se, por favor. Não de joelhos, eu não quero isso, não faça isso com você. Com a gente.”

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER Ele ergueu seu olhar assustado para encontrar o dela. Então ele agarrou seus ombros e a puxou para ele. “Você não entende, Callie? Eu pertenço a você. Só você. Você se deu para mim antes, mas agora eu estou me dando a você. Eu só quero que diga que pode me amar novamente. Talvez não hoje ou mesmo amanhã. Mas um dia. Até então, eu a amarei o sufciente por nós dois.” Ela lançou seus braços ao redor dele, quase o derrubando no chão. Soluçou ruidosamente contra seu pescoço. Provavelmente respingou muco e Deus sabe o que mais por toda sua camisa. Não se importou. “Eu amo você hoje, Max. Hoje. E amanhã. E no dia seguinte. Um ano e uma década daqui pra frente. Quando estivermos os dois velhos, grisalhos e desdentados, ainda amarei você.” Ele a esmagou contra ele. Seus braços a segurando tão frmemente que não podia se mover — ela não queria. Seu corpo inteiro tremia e ele a abraçou enquanto ela chorava. “Graças a Deus!” Ele sussurrou. “Graças a Deus. Amo tanto você, Callie. Não sou nada sem você e, por favor, diga que viveremos juntos em sua casa dos sonhos. Era sua antes, mas de alguma maneira na construção dela, de fazer todo seu sonho uma realidade, se tornou meu sonho também. Eu quero vivê-lo com você.” Ela o apertou por um longo momento, porque não podia falar em torno dos soluços amarrando sua garganta. Ele esfregava as mãos para cima e para baixo em suas costas e a balançou para frente e para trás. “Só quero estar com você.” Ela sussurrou. “Este é meu sonho, Max. Não esta casa e nem esta terra. Só você.” Ele se afastou e alisou as ondas de cabelo de seu rosto. “E você é meu sonho, Callie. Sempre. Você me amando, eu a amando. Isto é sufciente. É tudo o que quero e é tudo o que vou querer.” Ela sorriu. Deus, parecia tão bom sorrir e saber que o mundo estava fnalmente certo. Então se inclinou para frente e o beijou. Seus lábios se derreteram juntos, como neve no meio de um descongelamento. Ele a beijou ferozmente. Sem ar. Com tanto amor e emoção, que seu peito doía com isto. Então ela meramente descansou sua testa contra a dele, enquanto lutavam para respirar. Ele a tocou e ela o tocou. Dois amantes reunidos depois de uma longa separação. “Sua família está preocupada. Nós precisamos ir vê-los.” Ele disse. Ela se afastou, surpreendida por sua declaração. Ele sorriu.

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MAYA BANKS O LEGADO DOS COLTER 03 A FILHA DOS COLTER “Eu penso que você achará que sua família e eu chegamos a um… entendimento. Eles amam você. Eu amo você. É a área de concordância que ninguém pode discutir.” Ela fechou os olhos, perigosamente perto de rasgar tudo de novo. A euforia pulou sobre ela. Depois de tanto tempo mal, por sofrimento e tristeza, o sacudir da felicidade surgiu por suas veias, como se estivesse intoxicando-a. Ela queria gritar. Queria saltar de cima abaixo. Queria dizer ao mundo inteiro que a vida era… Perfeita. “O que você diz de nós subirmos para a casa da sua família e os deixarmos abraçá-la e dar as boas-vindas em casa, então podemos voltar aqui e experimentar a nova cama da suíte máster?” Ela deslizou sua mão na dele e o deixou puxá-la para seus pés. Sorriu para ele, seu coração perto de estourar. “Eu gosto. Gosto muito.” “E só assim você sabe, Lily e sua mãe estão planejando nosso casamento, há dois meses agora. Eu acho que eles todos viram o quão determinado eu estava em não deixá-la.” Ela riu. “Estou certa disto. Estou muito certa disso.” Enquanto Max a puxou em direção à porta, ele virou para ela e sorriu. As sombras em seus olhos sumiram e foram substituídas por tanta alegria que tirou sua respiração. “Então como semana que vem se parece para você?”

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Maya banks o legado dos colters 03 a filha dos colter  

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