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Para cada mulher que tem a coragem de lutar com seus demônios. Sua força é surpreendente, mesma quando você luta em silêncio.


Primeiros Momentos ─ Todo mundo está procurando por você. Viro minha cabeça, tirando meu cabelo do meu rosto enquanto assisto a um menino que eu nunca vi antes, subir as escadas e entrar na minha casa na árvore. ─ Quem é você? ─ Pergunto-lhe quando ele se senta na minha frente. ─ Kai. ─ ele sorri, olhando ao redor. Ele parece muito diferente das outras crianças que eu conheço. Seu cabelo é longo, e sua pele é muito mais escura do que o minha. ─ Por que você está se escondendo? Dou de ombros e olho para longe dele. Papai estava gritando mais cedo, ele estava tão louco que estava ficando vermelho. Então, mamãe começou a chorar, e papai começou a gritar mais alto. Ouvi mamãe dizer para o papai, que ele teve de me mandar embora. Eu não quero ir embora. Eu tento ser boa, mas às vezes, esqueço de ouvir. ─ Por que está chorando? Olho para ele e limpo meu rosto. ─ Estou com medo. ─ sussurro, limpando meu nariz. ─ Vamos. Eu te protejo. ─ diz ele, esticando sua mão para mim. Então minha mãe chama meu nome novamente. Olho para a mão, mudo o Sr. Urso para debaixo do braço, e coloco minha mão na dele. ─ Myla! ─ Mamãe grita, correndo em minha direção. Eu posso dizer que ela estava chorando de novo. ─ Aonde você foi? ─ Suas mãos agarram meus ombros e ela me sacode duro. ─ É minha culpa. Pedi-lhe para me mostrar a casa na árvore. ─ Kai diz a ela. Ela para de me sacudir, em seguida, olha para ele. ─ Você não deveria ter feito isso. Você sabia que estávamos procurando por ela. ─ diz ela balançando furiosamente sua cabeça. ─ Sinto muito. Eu não estava pensando. ─ Kai diz suavemente, colocando as mãos nos bolsos e olhando para o chão.


Olho de volta para mamãe, e ela balança a cabeça antes de pegar minha mão e me puxar com ela. Quando olho por cima do meu ombro para Kai, ele sorri, me fazendo sorrir de volta.


Prólogo ─ Hora de dormir, Zvyozdochka.1," Papa diz enquanto entra no meu quarto. Corro para a minha cama e pulo, fazendo com que todos os meus bichos de pelúcia voem para fora da cama antes de me levantar, pular uma vez, e cair de costas, o que o faz rir. ─ Sua mãe já lhe disse sobre pular na cama, Svezda2." Eu sei que mamãe não gosta quando eu pulo na cama, mas isso sempre faz Papa dar risada. ─ Você vai cantar minha música? ─ Pergunto-lhe enquanto ele vem em direção à cama. ─ Você escovou os dentes? ─ Da3. ─ respondo afirmativamente em russo, fazendo-o sorrir. ─ Será que você lavou o rosto? ─ Da. ─ repito, rindo. ─ Você lavou os pés fedorentos? ─ Ele pergunta ao trazer meus pés em direção ao seu rosto. ─ Nyet4. ─ rio com mais força, mexendo os dedos dos pés. ─ Ah, Zvyozdochka, o que devo fazer com você? ─ Ele pergunta, me chamando de sua "pequena estrela", enquanto me faz cócegas. Rolo na cama, tentando ficar longe dele enquanto eu choro de tanto rir. Quando ele para de me fazer cócegas e eu paro de rir, ele me pega e puxa minhas cobertas antes de me deitar de novo. ─ Agora você vai cantar minha música? ─ Pergunto-lhe novamente, colocando o Sr. Urso debaixo do meu queixo, sentindo meus olhos começarem a fechar. ─ Da. ─ Ele beija minha testa antes de se sentar ao lado da cama. Seus dedos passam pelas minhas pálpebras, levando-os a fechar completamente antes dele começar a cantar baixinho. ─ Zvyozdochka, Zvyozdochka, você ofusca o sol. Zvyozdochka, Zvyozdochka, nada se compara a você. Zvyozdochka,

1

Pequena estrela ou asterisco.

2

Estrela.

3

Sim em russo.

4

Não em russo.


Zvyozdochka, a dona do meu tesouro. Zvyozdochka, Zvyozdochka, eu sempre vou te amar muito, pois você é a minha estrela, que me guia de longe e sempre vai me levar para casa. Então eu adormeço. ─ Você sabe onde levá-la. ─ Papa diz à Filipe, que me carrega para fora. Me agarro mais apertado em Papa. Mama correu para fora do escritório do Papa logo depois que ela me acordou, me dizendo para me vestir, e, em seguida, levou-me a ele. ─ Eu não quero ir! ─ Grito, chutando minhas pernas e passando os braços apertados em torno do pescoço do Papa, enquanto ele tenta me entregar para Philip. Eu não quero ir embora. Eu quero ficar com ele e mamãe. ─ Zvyozdochka, você deve ser uma menina grande e ir com Philip. ─ Eu não vou mais ser má! ─ Choro, gritando enquanto ele puxa minhas mãos de seu pescoço. As mãos de Philip envolvem em torno da minha cintura, me puxando do meu pai. ─ Você é o nosso maior tesouro, Svezda. Nós amamos você. ─ meu pai diz quando ele abre a porta para Philip, que se senta na parte de trás da limusine, segurando-me em seu colo. ─ Eu amo você, papai! ─ Choro e vejo que meu papai está chorando muito, antes dele virar as costas para mim. ─ Vá idiota! ─ Philip diz, e a limusine começa a se mover. Viro-me nos braços de Philip e olho pela janela de trás, vendo como Papa abre a porta da frente da casa. Então eu vejo Mama no chão. Papa pega-a, e eu ouço-a gritar o meu nome enquanto a porta se fecha.


Capítulo 1 Meu Marido Sinto o sol em minhas pálpebras fechadas e algo afiado me cutucando no rosto. Movendo minha mão, tentando fugir da dor, e choramingando quando raspa contra a minha bochecha. Ergo minha cabeça e corro meus dedos na lateral do meu rosto, sentindo a umidade. Abrindo os olhos para ver uma leve mancha de sangue em meus dedos. Sacudo minha mão, e então vejo o anel berrante que agora está residindo no meu dedo anelar. ─ Ótimo. ─ sussurro, fechando os olhos e colocando a minha cabeça para baixo novamente. Rezei mais cedo, antes de ir dormir, que quando acordasse, o anel que estou usando agora, e o homem que o colocou lá, seriam nada mais que um sonho ruim. Não tive essa sorte. Rolei e respirei fundo, querendo fechar os olhos por mais alguns segundos, desejando que eu poderia apenas dormir até que tudo voltasse ao normal. ─ Hora de acordar. Viro a cabeça e olho nos olhos do meu novo marido enquanto ele olha para mim através da porta do quarto aberta. Ele se parece com um antigo guerreiro havaiano. Seu cabelo longo, ondulado está amarrado em um rabo de cavalo na parte de trás do seu pescoço com um pedaço de cordão de couro. Seu nariz largo e queixo quadrado fazem seus lábios cheios e cílios longos, de alguma forma, parecerem masculinos. Tenho 1,76m, nunca me senti baixinha, mas ao lado dele, me sinto minúscula. Ele deve ter, pelo menos, 2m. Seus ombros são tão largos, que eu não ficaria surpresa se ele tivesse que se curvar ligeiramente para passar através da maioria das portas. ─ Se nós não tivéssemos que encontrar com meu advogado, eu iria deixá-la dormir ─ diz ele, trazendo-me para fora da minha análise. Uma coisa que eu tenho que ser grata é que, desde o momento em que ele me salvou, ele foi gentil e surpreendentemente suave comigo. ─ Estou levantando. ─ digo em silêncio e começo a sentar, mas a dor desliza pela minha lateral, me fazendo inalar bruscamente. ─ Eu pensei que você tinha dito que não estava ferida? ─ Ele rosna.


Eu gentilmente levanto à uma posição sentada ao lado na cama. Estou tão focada em tentar respirar, que eu nem sequer noto sua proximidade até que eu sinto a sua mão sobre a pele nua de meu ombro. ─ Eu estou bem. ─ murmuro, tentando respirar através da dor e os sentimentos que estão nadando ao redor em meu estômago. ─ Você vai ao médico. ─ Eu não vou. ─ digo, levantando minha cabeça e encontrando seus olhos. ─ Myla. ─ Seus olhos ficam suaves quando o meu nome sai de sua boca, e sua mão vem para cima, fazendo-me recuar e sua mandíbula endurecer. ─ Desculpe. ─ sussurro enquanto levanto. ─ Nós precisamos conversar sobre o que aconteceu. ─ ele fala enquanto sua mão cai para seu colo. ─ Quanto tempo eu tenho para ficar pronta? ─ pergunto, caminhando em direção ao banheiro. ─ Trinta minutos. ─ ele responde enquanto eu me viro para encará-lo. Quando nossos olhos se conectam novamente, um flash de aborrecimento acende em seus olhos enquanto ele levanta. ─ Vamos conversar. ─ declara ele, caminhando para fora do quarto, fechando a porta atrás dele, sem dizer uma palavra. Encaro a porta por um momento antes de me virar e caminhar até o banheiro, onde abro a torneira, coloco minhas mãos sobre o balcão, e olho para mim mesma no espelho, observando enquanto as lágrimas começam a encher meus olhos. ─ Você é forte, Myla. Você pode fazer isso. ─ sussurro para mim mesma, respirando profundamente, trêmula e expirando enquanto jogo água fria no meu rosto. Quando olho para mim mesma novamente, as lágrimas foram lavadas com a água, nenhum traço deixado para trás. Pego uma toalha de uma prateleira e enterro meu rosto, abafando o som do soluço que sobe em minha garganta. Minha alma parece que enegreceu, não só pelo que testemunhei, mas pelo que fiz. Não tenho nenhuma ideia de como eu devo superar ver pessoas morrerem na minha frente ou saber que sou a razão do porquê elas estão mortas.


Limpo o meu rosto na toalha e vou para a porta de vidro do chuveiro, deslizando-a aberta antes de ligar a água. Uma vez que sinto que a água está quente o suficiente, retiro cuidadosamente as minhas roupas e entro no chuveiro, deixando a água derramar sobre mim. Eu realmente quero sentar no chão do box e chorar, mas agora, não é uma opção. Molho meu cabelo, em seguida olho ao redor e encontrando uma prateleira cheia de garrafas de diferentes sabonetes corporais. Procuro rapidamente entre eles e encontrando um para as mulheres, despejo uma grande quantidade na minha mão e ensaboo-me. Eu não sei ao certo se este é o banheiro de Kai, mas se por acaso for, eu não quero usar algo com seu cheiro e cheirar como ele, o resto do dia. Assim como está, é difícil estar perto dele. Enxaguo e saio do chuveiro antes de me secar e pego minhas roupas do chão. Quando eu volto para o quarto, observo-o pela primeira vez desde que cheguei aqui ontem à noite. O quarto é enorme, com grandes portas de vidro que dão para o oceano. Ando para as portas e olho para a água. Em Seattle, eu vivo em um belo apartamento de dois quartos. Escolhi o meu apartamento por causa da vista para o mar, mas a vista que tenho em casa não é nada como isto. Outros corpos de terra bloqueiam minha vista, e a água é tão escura que parece quase preta. Aqui, a água é um azul que eu nunca vi antes. Tão azul que quase parece o céu em um dia claro como cristal. Meus olhos viajam da visão lá de fora, para a cama gigante que está coberta com um conjunto de lençóis puro-branco. É ainda maior do que a King Califórnia5 que um amigo meu tem, e seria um ajuste perfeito para um homem do tamanho de Kai. Em cada lado da cama, há uma mesa com um abajur que parece com um pedaço de madeira. O abajur coincide com a cômoda no quarto, que é grande e tem algumas miudezas nela. Há outro armário, mas está completamente vazio. O quarto não tem pinturas ou qualquer outra coisa para dar vida ao ambiente ou dizer de quem é o quarto. Balanço minha cabeça afastando meus pensamento e olho para as roupas que eu usava antes, amassando meu nariz. Mesma que eu estivesse exausta o suficiente para adormecer nelas ontem à noite, não me sinto bem em colocá-las novamente hoje. Caminho até a longa cômoda, puxo a gaveta aberta, e encontro cuecas boxes. Pego uma e deslizo-a por debaixo da minha toalha. Quando eu abro a próxima gaveta, acho meias e coloco-as antes de procurar pelo resto da cômoda e, finalmente, encontro uma camisa, tomando cuidado com as feridas na minha lateral.

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Tipo de cama.


Uma vez que eu estou vestida, eu levo a toalha até o banheiro e penduro-a. Encontro pasta de dentes e uso o meu dedo para escovar meus dentes antes de respirar fundo, me preparando para enfrentar Kai e seu advogado. Ontem, quando nos casamos, não assinei um acordo pré-nupcial mesma que os homens com Kai tenham insistido. Eu realmente não entendo por que eles estavam tão inflexíveis até depois que nos casamos e no aeroporto. Eu esperava só pegar um voo. Fiquei chocada quando fomos escoltados para um avião particular. Fiquei mais surpresa, quando o nome no avião era do meu novo marido. Levei um tempo para me controlar até o momento em que chegamos no Havaí, mas eu fiquei chocada novamente quando um Bentley nos pegou no aeroporto e nos levou à uma mansão. Tenho estado em torno de pessoas que têm dinheiro, mas eu nunca estive próximo de alguém com a quantidade de dinheiro que, obviamente, Kai tem. Vou até a porta e corro os dedos pelo meu cabelo molhado antes de virar a maçaneta e abri-la uma polegada espreitando lá fora. Leva um segundo para os meus olhos ajustarem a escuridão da sala, mas quando o fazem, eles se conectam com um conjunto de olhos castanhos cercados por cílios escuros. ─ Myla ─ diz o homem. Pisco duas vezes e analiso suas feições. Seu cabelo é castanho escuro, o nariz é largo, e sua cor de pele é semelhante a de Kai. Meus olhos caem em sua boca, e ele sorri, fazendo meus olhos apertarem antes de levantar para encontrar o seu novamente. ─ Quem é você? ─ Pergunto, abrindo a porta totalmente e cruzando os braços sobre meu peito. Seus olhos se movem para meus braços e, em seguida, voltam, e seu sorriso se alarga. ─ Aye. ─ O quê? ─ Franzo a testa quando ele ri. ─ Meu nome é Aye. ─ Como quando um pirata diz que sim? ─ Pergunto. Então rosno. ─ O que é tão engraçado? ─ Quando ele se inclina, segurando o estômago e rindo. É preciso um momento, mas eventualmente, ele se recompõe e está de volta até sua altura completa. ─ Aye é meu nome, mas meus amigos me chamam de papai. Que tal você ficar com isso? ─ Ele ergunta estendendo a mão.


─ Eu não estou te chamando de papai. ─ Franzo a testa, observando seus lábios se contorcerem. ─ Você não tem que me chamar de papai. ─ Ele sorri, lembrando-me de um menino. ─ Você pode me chamar de Aye. Minha carranca cresce ainda mais. ─ As pessoas realmente te chamam de papai? ─ Estreito meus olhos, desafiando-o a mentir. ─ Claro que sim. ─ ele sorri, envolvendo a mão que ele tinha esticado para me cumprimentar em volta do meu braço. Então ele me puxa para fora da porta fechando-a antes de colocar o braço em volta dos meus ombros e me levar pelo corredor. ─ O que você está fazendo? ─ dou um passo para fora de seu domínio. Suas sobrancelhas unem-se e ele olha para o corredor por onde estamos indo. ─ Kai não disse que eu serei seu segurança? ─ Ele questiona, e eu balanço minha cabeça. ─ Bem, eu e Pika vamos ser, mas ele não está aqui agora, então é só eu até ele voltar. ─ Pensei que estava segura agora. ─ Murmuro, passando meus braços em volta de mim. ─ Você está segura. ─ diz ele, preocupado, me olhando por cima. ─ Ninguém vai chegar até você. ─ Você pode me levar até o Kai? ─ Pergunto baixinho, sentindo-me ansiosa. Mesma que eu realmente não conheça Kai, ele é a única pessoa que eu confio no momento. ─ É claro. ─ diz ele calmamente, pegando a minha mão e me levando pelo corredor. Quando ele abre a porta do salão, estamos no terceiro andar. Um corrimão de vidro que dá uma visão clara de uma grande escadaria de madeira está na nossa frente. As escadas levam até um andar com piso de madeira. Em seguida, um outro conjunto leva à praia abaixo. Eu nunca vi algo tão incrível. O oceano está há apenas metros de distância, mas a praia está literalmente dentro. ─ Deve ser caro manter este lugar limpo. ─ murmuro para mim mesma, olhando para o mar e a areia que está espalhada por todo o andar inferior da casa. Ouço a risada de Aye novamente antes que ele puxa minha mão e começa levando-me sobre uma ponte, outro corredor, e em uma grande sala de jantar, onde Kai e outro homem estão sentados com papéis espalhados na frente deles. Assim que entramos no quarto, as duas cabeças se voltam para nós. Os olhos de Kai viajam do meu cabelo ainda molhado para os meus pés cobertos de meias, antes que ele estique a mão na minha direção, acenando com o queixo levemente. Eu não quero ir com ele, mas algo no olhar que ele está me dando me diz para fazê-lo. Vou até ele e tomo sua mão, nem mesma vacilando quando ele me puxa para seu colo.


─ Makamae6. ─ ele sussurra contra a curva da minha orelha, colocando um beijo lá. Meu estômago vira em nós e eu cavo minhas unhas na palma da minha mão quando eu viro minha cabeça para olhar para ele. Quando nossos olhos se conectam, eu tento entender silenciosamente o que ele está fazendo. ─ Você encontrou algumas roupas. ─ diz ele calmamente enquanto seus dedos brincam ao longo da borda do meu short. ─ Espero que você não se importe. ─ murmuro, pegando sua mão e parando seus movimentos. ─ Nunca negaria nada à minha esposa. ─ ele resmunga, segurando meus olhos. Luto para não desviar o olhar, para não me encolher. No momento em que eu o conheci, eu sabia que ele era alguém que eu jamais iria querer cruzar, mas ele foi o meu salvador. Mesma sabendo que ele prometeu não me machucar, ainda sinto o desejo de afastar-me dele e da energia que está envolvendo em torno de mim. ─ Você está se sentindo melhor, agora que você tomou banho? ─ Ele procura meu rosto enquanto seus dedos correm ao longo da parte inferior da minha mandíbula. ─ Sim. ─ murmuro enquanto o nó no meu estômago solta e outro sentimento começa a criar raízes. ─ Bom. ─ ele murmura, inclinando-se e passa os lábios levemente sobre os meus. Minha mão vai para o seu peito, sentindo o calor de sua pele e as batidas do seu coração através do tecido da camisa. Quando ele se inclina para trás, seus olhos procuram os meus por um momento antes de olhar para longe. No momento em que a conexão é quebrada, puxo a respiração e me movo em seu colo para enfrentar o homem do outro lado da mesa. ─ Myla, eu gostaria que você conhecesse o detetive, Nero Wolfe. Nero, esta é minha esposa, Myla Kauwe. ─ Ele aperta minha coxa quando minhas unhas cavam nele. ─ Prazer em conhecê-la, Myla. ─ Ele sorri, mostrando uma covinha na bochecha esquerda, que se destaca por sua pele bronzeada. Seus olhos castanho-escuros olham entre Kai e eu enquanto ele balança a cabeça, fazendo com que seu desgrenhado cabelo loiro-sujo deslize contra o colarinho da camisa. Se ele não estivesse vestindo um terno, eu teria imaginado que ele é um surfista, não um detetive.

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Amada em havaiano.


─ Prazer em conhecê-lo. ─ murmuro, mudando um pouco sob o seu olhar. Eu sabia que acabaria por precisar falar com a polícia sobre o que aconteceu, mas esperava que eu tivesse alguns dias para aceitar tudo. ─ Kai contou-me sobre a maioria do que ocorreu, mas eu tenho algumas perguntas para você. Se estiver tudo bem? ─ Ele pergunta baixinho. Guerreio comigo mesma se olho para o Kai para pedir permissão. Eu não estava preparada para isso, e eu sinto como se tivesse sido posta em um holofote. ─ Claro. ─ aceno e me afasto de Kai, mudando-me para o meu próprio assento. Preciso lembrar que tudo isso é uma mentira; podemos estar casados, mas não é por escolha, é por necessidade. Não posso deixar minhas vulnerabilidades pessoais afetarem esta situação. E tanto quanto eu odeio admitir isso, Kai tem um enorme efeito sobre mim. ─ Bem, vamos começar, então, ─ diz Nero, reorganizando alguns papéis em cima da mesa. ─ Eu sei que você e Kai se casaram ontem em Las Vegas, mas você pode me dizer o que aconteceu no dia anterior? Envolvo meus braços em volta de mim e olho por cima do ombro em direção à porta, onde eu quero fugir, mas meus olhos pousar em Aye, que balança a cabeça e me dá um pequeno sorriso. Então, sinto um aperto na minha coxa e a aspereza da palma da mão de Kai quando ele a passa ao longo da minha pele. Viro a cabeça para Nero sem reconhecer Kai. ─ O que você gostaria de saber? ─ Inicie a partir do começo. ─ Ele dá um leve sorriso, pegando uma caneta. Concordo com a cabeça novamente e puxo os pés para cima na cadeira, tentando colocar meus pensamentos em ordem antes de começar. ─ Eu tenho uma padaria no centro de Seattle chamada Raining Sprinkles. ─ Engulo, lembrando que minha padaria é nada além de cinzas e escombros agora. ─ Leve o seu tempo. ─ diz Nero confortavelmente. ─ Como eu disse, tenho uma padaria, e aos domingos, abro a padaria sozinha e dou às minhas meninas o dia de folga porque o movimento na loja é normalmente muito fraco. Realmente, o dia começou como qualquer outro dia. Cheguei por volta das cinco horas, fiz um bule de café, e cuidei de algumas coisas no escritório até por volta das seis. As seis, fui para a cozinha e misturei alguns lotes de


muffins e coloquei-os no forno, depois sai para começar a arrumar as vitrines. As oito, troquei o sinal de fechado para aberto, e não muito tempo depois, o meu primeiro cliente entrou. Faço uma pausa, respirando enquanto envolvo meus braços um pouco mais apertado em volta de mim. ─ O resto do dia foi sem ocorrências. Não havia nada fora do comum. Eu estava ocupada, porque eu estava sozinha, mas eu esperava isso. Por volta das duas e meia, fui para a parte de trás e coloquei os pratos na máquina de lavar louça, e quando voltei lá na frente, percebi que o homem que entrou de manhã ainda estava sentado na mesma mesa desde quando abri. Fecho meus olhos e abra-os lentamente. ─ Me certifiquei de que ele estava bem e que ele não queria nada. Então disse a ele que fechava as três. Quando deram três horas, ele tinha ido embora. Atendi um casal de clientes que estavam esperando por mim para embalar seus itens e os acompanhei até a porta de saída. Assim que eles se foram, fechei a porta, estava mudando o sinal para fechado quando o homem de mais cedo veio correndo até a porta, falando através do vidro que ele achava que tinha deixado seu telefone no banheiro. Mordo meu lábio e, sem pensar, olho para Kai e depois de volta para Nero antes de falar novamente: ─ Tive um sentimento estranho, então fiquei perto da porta enquanto ele procurava ao redor pelo seu telefone. Eu estava olhando para ele quando a porta foi aberta e tropecei para trás. Pensei que era um cliente, mas só até quando eu olhei para cima e vi meu irmão, Thad. ─ Tremo enquanto a bile rasteja pela minha garganta e náuseas rolam no meu estômago. ─ Você está bem? ─ Nero pergunta enquanto respiro profundamente. ─ Tudo bem. ─ Sussurro, colocando meus pés no chão, enquanto me afasto do toque de Kai. ─ Fiquei surpresa quando percebi quem era. Eu não o tinha visto desde que tinha dezoito anos e mudeime para longe de casa. Ele abre caminho por mim e, em seguida, deixou mais alguns outros homens entrarem. ─ digo, e sinto a mão de Kai nas minhas costas quando ele levanta minha camisa ligeiramente. Em seguida, os dedos começam a se mover sobre a minha pele. Eu me pergunto se ele está tentando me lembrar das coisas que eu não devo falar. ─ Então o que aconteceu? ─ Nero pergunta suavemente, e eu encosto levemente na mão de Kai, que faz uma pausa antes de retomar seu movimento.


─ Meu irmão me levou para a sala dos fundos e disse que devia algum dinheiro à alguns homens e que eu precisava dar para ele. Eu não sei se ele estava drogado ou o quê, mas ele parecia realmente com medo. Eu lhe disse que não tinha a quantidade de dinheiro que ele estava pedindo, e ele começou a me amarrar a uma cadeira. ─ Então o que? ─ Eu não sei. ─ digo fracamente. ─ Fui atingida na cabeça, e quando acordei, Kai estava me puxando para fora do prédio em chamas. ─ Olho para Kai, e mesmo se eu nunca contar a ninguém todos os detalhes do que realmente ocorreu, eu sei que essa parte não é uma mentira, e eu serei para sempre grata a ele. ─ Então você foi para Vegas e se casou? Puxo meus olhos de Kai olhar para Nero. ─ Sim. Bem... nós estávamos planejando nos casar. ─ minto. A mão de Kai faz uma pausa nas minhas costas. Nós nunca discutimos o que exatamente aconteceu comigo ou o que diria se alguém me perguntasse sobre isso, então eu estava pisando na ponta dos pés. ─ Depois do que aconteceu, eu percebi o quão curta é a vida, e eu disse à Kai que eu não quero viver mais um dia sem ele e que eu estava cansada de adiar o nosso relacionamento. Por isso, paramos em Las Vegas no caminho para cá e nos casamos. ─ digo a ele. Nero pesquisa meu rosto. Então seus olhos caem para os papeis na frente dele, onde começa a escrever novamente. Mordo meu lábio, sentindo como se eu tivesse feito algo errado. Eu não tenho nenhuma ideia do que eu deveria ter dito. Eu não acho que, "eu o conheci pela primeira vez ontem, e me casei com ele porque ele me disse que era a única maneira que ele poderia me manter a salvo neste momento," teria sido melhor. ─ E você não se lembra de mais alguma coisa? ─ Ele pergunta, levantando a cabeça para olhar para mim. Balanço minha cabeça e puxo meus pés para debaixo de mim. ─ Nada. ─ murmuro, pressionando meus lábios. ─ Você pode me dizer um pouco sobre o seu irmão? Meu corpo estremece e sinto todo o sangue escorrer do meu rosto.


─ Não há nada a dizer. ─ sussurro, me odiando um pouco por ser tão fraca quando se trata dele. ─ Você está bem? ─ Nero pergunta, lendo meu rosto. ─ Bem. Apenas cansada. ─ Sento-me, colocando os cotovelos sobre a mesa, segurando meu cabelo para trás do rosto enquanto imagens do meu passado passam pela minha cabeça. Sendo tirada dos meus pais quando eu era pequena e dizendo que eles estavam mortos. Morar com Modesto e Ida Akskvo e seus dois filhos, Thad e Royce. Sendo dito que, se eu alguma vez falar de onde eu realmente vim, eu morreria. Tendo memórias felizes da minha vida com minha nova família. Trabalhar na padaria do meu pai Modesto. Compras com a minha mãe Ida. Sair com meu irmão Royce. Mas então tudo mudou quando eu fiz dezesseis anos e Thad começou a se esgueirar em meu quarto à noite, me mostrando que o inferno pode existir na Terra. As lembranças das coisas que ele fez para mim, as coisas que ele tirou de mim, me fazem querer vomitar. Levanto da cadeira e corro para fora da sala de jantar. Eu não tenho ideia para onde estou indo e começo a abrir e fechar portas ao longo do caminho até que eu finalmente encontro uma que me leva a um banheiro. Bato a porta atrás de mim, me atrapalho com a fechadura da porta até que eu ouço um clique, em seguida apalpo pela parede, até encontrar o interruptor e ligá-lo. No momento que meus olhos se acostumam com a luz, vejo meu reflexo olhando de volta para mim. Meu rosto está pálido, meu cabelo loiro parece fibroso, e os meus lábios estão um rosa mais escuro do que o normal. Outra onda de náusea me bate, e agacho na privada. Demoro alguns minutos para me controlar, e quando faço, percebo que alguém está batendo na porta com tanta força que a pintura na parede está tremendo. ─ Vou derrubá-la! ─ Kai grita do outro lado. Estou prestes a dizer que eu estou abrindo-a quando a porta quebra abrindo e batendo contra a parede, madeira voando por toda parte. Kai aparece na porta do banheiro. Nossos olhares travam, e eu vejo algo de passar dentro de seus olhos quando ele vem em minha direção. ─ Vou carregá-la para que você não tenha qualquer coisa presa em seus pés ─ diz ele em voz baixa me pegando. ─ Aye, diga ao detetive Nero que vamos ter que remarcar. Minha esposa não está se sentindo bem. ─ murmura Kai, me levando para o quarto que eu estava nesta manhã e fechando a


porta com o pé antes de me levar para a cama, onde ele gentilmente me coloca. ─ Deixe-me pegar uma toalha para você. ─ diz ele, caminhando para o banheiro. Ouço a água ligar, e um momento depois, ele volta carregando um pano. ─ Você precisa me dizer o que aconteceu na padaria antes de eu aparecer. Ele senta-se no lado da cama e segura o pano molhado para mim. O pego de sua mão, tentando controlar o quanto eu estou tremendo. O que aconteceu começa a passar na minha cabeça como um filme antigo. “ ─ Myla, senti sua falta. ─ disse Thad, envolvendo um braço em volta da minha cintura, me levando para o fundo da loja. Seu corpo curvou-se, o rosto foi para o meu pescoço, e senti sua língua tocar minha pele. Meu corpo congela e eu me odiava instantaneamente para não gritar, por não lutar todos aqueles anos atrás, meu corpo tinha se enrijecido de medo. ─ O que você está fazendo aqui? ─ sussurrei enquanto mais dois homens entraram. Meu estômago caiu quando assisti um dos homens fechar a porta e trancá-la. ─ É o seu aniversário. ─ disse ele quando ele começou a me puxar com ele para a parte traseira da loja. Eu gritei e tentei me afastar, e ele sorriu maldosamente e começou a rir. Seus dedos cavaram em minha pele tão duro que eu sabia que seria ferida. ─ Por favor, deixe-me ir. ─ Tentei me afastar novamente, mas seu aperto aumentou, e ele me arrastou para a sala de volta, empurrando-me em uma cadeira. ─ Cale a boca. ─ ele ordenou com um dedo na minha cara. Então ele olhou para um dos homens que tinha acabado de entrar. ─ Vá para a casa dela e pegue todas as suas merdas. Em seguida, encontre-nos aqui. ─ disse ele, jogando minha bolsa para o cara. ─ Entendi. ─ disse ele, cavando minhas chaves da minha bolsa e saindo do quarto. ─ O que está acontecendo? Por que você está aqui? ─ sussurrei. Thad virou para mim. Sua mão foi na minha mandíbula, seu polegar e o dedo médio de cada lado, onde ele apertou com força. ─ Vou levá-la para casa e você vai se casar. Mamãe vai ficar tão feliz ─ ele sorriu. Senti a bile subir na minha garganta, tornando difícil respirar. ─ Do que você está falando? ─ finalmente falo pelo meu medo.


─ Oh, princesa, há tanta coisa que você não sabe. ─ Suas mãos foram para cada braço da cadeira e seu corpo me enjaulou. ─ Não se preocupe. Nós vamos ter muito tempo para falar sobre isso. ─ Ele lambeu meu pescoço, fazendo meu estômago rolar. Quando ele se afastou, meus olhos fixaram no homem do outro lado da sala, o homem que tinha estado em minha loja o dia todo. Algo brilhou em seus olhos, mas ele virou o rosto para longe de mim antes que eu pudesse pegá-lo. ─ Temos um longo dia pela frente. ─ disse Thad. Olhei em volta, tentando planejar minha fuga. ─ Myla? Myla? Percebo que estou sendo sacudida. Meus olhos se concentram no rosto de Kai acima de mim, e eu rapidamente recuo de volta na cama, batendo a cabeça na cabeceira da cama no processo. ─ Cuidado. ─ ele reclama enquanto esfrego o topo da minha cabeça. ─ Desculpa. ─ Não se desculpe. ─ Ele olha para longe de mim para vista lá de fora. ─ Você quer falar sobre o que aconteceu? Balanço minha cabeça e, em seguida, percebo que ele ainda está olhando para fora da janela. ─ Não. ─ inclino a cabeça para trás e fecho os olhos. ─ Eu sinto muito por dizer ao detetive que estávamos namorando. Ele me pegou de surpresa e eu já estava perturbada, e honestamente, eu não tinha ideia do que dizer. Nós provavelmente deveríamos ter falado sobre isso. Quer dizer, eu não sei nem mesmo se você tem uma namorada. ─ Meus olhos se abrem e se conectam com o seu, e eu posso ver rugas de expressão ao redor dos olhos e um sorriso nos lábios. ─ Você tem namorada? ─ assobio, observando como seu sorriso se torna maior. ─ Você fala muito. ─ ele ri, balançando a cabeça. ─ Bem, você tem? ─ Pergunto. Eu nunca pensei sobre isso nem por um momento, e algo sobre o pensamento dele ter uma namorada me faz sentir um tipo diferente de náuseas. ─ Não. ─ Bom. ─ aceno com a cabeça, e seu sorriso se torna maior. ─ Eu só quero dizer bom porque eu me sentiria horrível se você estivesse namorando alguém e, em seguida, casou-se com outra pessoa. ─ Myla, eu sei. ─ Ele esfrega meu joelho, e uma sensação de formigamento começa a encher meu baixo ventre.


─ Quão mal eu baguncei as coisas com o Nero? ─ questiono, sentando-me mais longe e me afastando do seu toque. ─ Você fez bem. Falamos antes de você entrar, então ele entende que você ainda está tentando lidar com o que aconteceu. Mordo o lábio enquanto passo os braços em volta de mim. Então eu olho para fora da janela. ─ Então, e agora? ─ E agora? ─ Ele repete, e meus olhos viajam de volta para ele. ─ Sim. Agora o que vamos fazer? Você disse que precisava falar com o seu advogado. ─ Você não faz nada. Cancelei a reunião com o meu advogado quando Nero apareceu, e agora, eu tenho negócios para cuidar. Se os deuses estão trabalhando em meu favor, podemos ter tudo resolvido e as coisas podem voltar ao normal. ─ diz ele em voz baixa. Mergulho minha cabeça ligeiramente de acordo, mesma se o meu normal foi perdido há muito tempo.


Capítulo 2 Eu conheço você. Olho sobre meu ombro para a casa atrás de mim quando eu ouço Kai gritando. Ponho meus óculos de sol até o topo da minha cabeça e coloco meu Kindle na mesa ao lado da minha espreguiçadeira. ─ Fique aqui. ─ diz Aye, decolando em direção à casa. Quando as vozes começam a ficar mais altas, me levanto e entro. Ando suavemente pelo corredor e espreito ao virar a esquina, vejo o cara que deixou Thad entrar na padaria. Ele está de pé na cozinha sozinho, seu corpo pressionado próximo à parede, com a cabeça inclinada para trás como se estivesse esperando o momento para atacar. Meu intestino dá voltas com ansiedade, mas eu combato-a de volta, desço o corredor, e abro a porta do banheiro, à procura de qualquer coisa para usar como arma. É um lavabo com pia de pedestal e um espelho; não há gavetas ou armários. Estou prestes a desistir e ir procurar em outro lugar quando o desentupidor me chama atenção. O pego e testo o peso em minha mão. É pesado, de madeira, e no fim com uma grande parte de borracha preta. Levo-o comigo pelo corredor e espero do lado de fora da cozinha. O cara não está mais lá, mas Aye está de pé ao lado do balcão. Começo a caminhar em direção a ele, mas o cara começa a deslocar-se até Aye. Sem pensar, ergo o desentupidor sobre a minha cabeça e trago-o para baixo com força na sua cabeça. O fim de borracha voa e salta pelo chão da cozinha enquanto o cara desaba no chão. ─ O q... ─ Aye olha para o cara, que agora está desmaiado, em seguida, olha para mim com os olhos arregalados. ─ Por que você fez isso? ─ Ele toma o desentupidor da minha mão e olha para ele, em seguida, olha para o cara. ─ Ele ia aprontar com você. ─ eu digo-lhe, virando o indivíduo em seu estômago, em seguida, puxando as mãos atrás das costas, usando as habilidades que aprendi em uma classe de autodefesa que eu tomei, para me certificar de que ele está imobilizado. ─ Você tem algemas ou algo assim? ─ pergunto, olhando para Aye da minha posição dobrada.


─ Nós não estamos algemando Pika. ─ ele murmura, sacudindo a cabeça enquanto olha para mim como se ele não tivesse ideia de quem eu sou. ─ Este é um dos caras da padaria. ─ digo a ele. Seus olhos piscam com compreensão, e Pika começa a gemer, então pego o desentupidor da mão de Aye e começo a bater no cara de novo, mas então é arrancado de mim. ─ Myla? Viro minha cabeça para a abertura da cozinha quando Kai diz meu nome. Seus olhos percorrem meu corpo, sobre o biquíni que estou vestindo, fazendo arrepios saírem ao longo da minha pele. Quando seus olhos alcançam os dedos dos pés, eles ampliam com a visão do cara deitado aos meus pés. ─ O que está acontecendo? ─ Ele dá um passo para a cozinha e para o meu lado. Minha barriga mergulha quando seu cheiro me rodeia. Ele tem cheiro de especiarias, coco, e o sol quente. Toda vez que ele está próximo, eu tenho que parar de inclinar-me para mais perto. ─ Esse é o cara que deixou Thad entrar na minha padaria. O que disse que deixou seu telefone. ─ digo a ele. Seus olhos ficam suaves e ele desabotoa a camisa assim ele está vestindo nada além de um par de calças pretas e sapatos. Assisto enquanto seus abdomens flexionam. Em seguida, ele abre a camisa e desliza-a em volta dos meus ombros. Me afasto ligeiramente e empurro meus braços através dos furos, prendendo a respiração por um momento, mantendo o cheiro dele em meus pulmões enquanto puder. ─ Este é um dos meus rapazes. ─ ele me diz, agachando e rolando o cara de volta. ─ Ele estava na minha padaria. Ele... ele é a razão que Thad entrou. ─ repito gaguejando, observando como os olhos do cara abrem e, em seguida, se concentram em mim. ─ Ele era minha fonte para os homens que Thad estava trabalhando. ─ diz Kai, ajudando Pika a sentar-se. ─ O que você quer dizer com ele estava trabalhando para você? ─ Eu olho para o homem ferido, em seguida, para Kai. ─ Por que você não vem comigo? ─ Aye sugere suavemente, agarrando minha mão. ─ Não. ─ balanço seu toque fora e cruzo os braços sobre o peito. ─ Por que você não me disse isso antes? ─ olho para Kai.


─ Não havia nenhuma razão. ─ diz ele, olhando para mim como se eu fosse louca para sequer perguntar. ─ Não havia razão? ─ balanço minha cabeça em descrença. Sua audácia é absolutamente ridícula. ─ Ele estava fazendo um trabalho. ─ Aye cantarola. Minha cabeça balança em seu caminho e suas mãos levantam-se em rendição. ─ Eu sinto muito. ─ diz Pika quando Kai ajuda-o a se levantar. ─ Você sente muito? Você sente muito que você permitiu que os homens o seguiram em minha loja, ou você está arrependido que você assistiu quando Thad me chutou nas costelas enquanto eu estava enrolada em uma bola implorando-lhe para parar? Ou você sente muito que você botou fogo na minha padaria? Por favor, esclareça qual a parte que você sente muito! ─ grito, e meu peito arfa enquanto tento respirar. ─ Tudo isso. ─ ele sussurra, inseguro, olhando para mim, então para Kai. ─ Obrigado. Eu me sinto muito melhor agora que sei que está arrependido. ─ eu digo, passando através deles três e andando pelo corredor em direção à sala de estar. Preciso limpar a minha cabeça. Não posso dizer que superei o que aconteceu, mas desde que estou aqui, achei fácil fingir que estou segura. Agora, vê-lo me faz perceber o quanto eu baixei minha guarda, e isso é algo que eu nunca quero arriscar que aconteça novamente. Corro para fora da casa e caminho até a beira da água até que as ondas correm sobre os meus pés. ─ Se ele pudesse ter ajudado você, ele teria ajudado. Olho por cima do meu ombro, em direção ao som da voz de Kai, e vejo-o caminhando até mim vestindo uma outra camisa. ─ Ele teria, mas ele sabia que não podia arriscar-se de deixar-lhes descobrirem que ele trabalha para mim. Sinto minha garganta entupir, viro meu rosto e olho de volta para o oceano, não querendo reconhecer suas palavras. ─ Ele assistiu. ─ Respiro fundo, deixando o cheiro da água salgada limpar a minha cabeça. ─ Ele viu e não fez nada. ─ murmuro, passando os braços em volta de mim enquanto minhas palavras se perdem no som das ondas batendo contra a costa.


─ Eu o conheço desde que eu tinha dezessete anos. ─ diz Kai mais perto de mim do que eu esperava, me surpreendendo envolvendo um braço em volta dos meus ombros. ─ Se ele pudesse ter parado, ele teria. Endureço um pouco antes de forçar o meu corpo relaxar e inclinar em seu abraço. No fundo da minha alma, eu sei que ele está certo, mas ainda estou com raiva. Estou com raiva que Pika me viu em um momento de fraqueza, com raiva que eu não podia fazer nada, mesma quando eu tinha feito tudo para me tornar mais forte. Irritada que eu nunca levei em consideração a quantidade de medo que eu sentiria quando eu viesse cara a cara com uma parte do meu passado que tinha me aterrorizado por tantos anos. ─ Eu esqueci. ─ sussurro, balançando a cabeça, observando como o sol transforma o céu em alaranjado e vermelho. ─ Esqueceu o quê? ─ Ele pergunta suavemente, seus dedos enviando arrepios pelo meu braço através do tecido de sua camisa. ─ Que eu estou em perigo. Que eu preciso cuidar das minhas costas. ─ digo, e seu braço aperta ao meu redor. ─ Você está segura aqui. Inclino minha cabeça para trás e olho para ele enquanto ele paira sobre mim. Seu queixo mergulha, e nossos olhos se conectam. ─ Prometi que iria protegê-la. Confie em mim para fazer isso. ─ diz ele baixinho enquanto seus olhos procuram meu rosto. Meus olhos se concentram aos seus, e noto pela primeira vez que ele tem um anel escuro na cor marrom no exterior e uma cor quase-cobre no centro. ─ Confie em mim para fazer isso. ─ ele repete. Sinto seu hálito quente contra a minha pele. E queria naquele momento que eu fosse alguém digna o suficiente de alguém como ele. ─ Estou tentando. ─ Meus olhos se fecham. Me afasto dele e depois passo mais longe pela água. ─ Preciso ir encontrar alguém. ─ ele diz com pesar após um momento. ─ Claro. ─ murmuro, sem tirar os olhos do mar. ─ Gostaria que você fosse comigo.


Viro minha cabeça para olhar para ele. Suas mãos estão nos bolsos e seus ombros estão para frente. A vulnerabilidade que vejo em seu rosto me faz acenar concordando imediatamente. O único tempo que passamos juntos foi quando nos encontramos às refeições ou quando ele precisava de mim para falar com alguém junto com ele. Descobri apenas recentemente que o quarto que estou hospedada é dele. Ele alegou que a cama é muito melhor do que as outras na casa e se recusou a tomar o quarto de volta, mesma depois que eu insisti. Algo sobre dormir em sua cama me fez sentir mais perto dele e mais segura de uma forma estranha. ─ Para onde estamos indo? ─ Pergunto depois de um momento. ─ Você vai ver. Vista-se casual. ─ Ele sorri, e um pouco de cabelo sopra em seu lábio. Luto contra o desejo de fechar o espaço entre nós e removê-lo com o meu dedo, usando isso como desculpa para ver se seus lábios são tão suaves como eles parecem. ─ Você me ouviu? ─ Ele pergunta. Meus olhos se concentram nos seus. Sinto meu rosto ficar cor de rosa quando noto o pequeno sorriso em seu rosto bonito. ─ Desculpa. Não. ─ admito. ─ Eu perguntei se você poderia ficar pronta na próxima hora. ─ Oh, sim... Claro. ─ digo, esperando não transparecer muito ansiosa como me sinto. Ele me olha por um momento antes de assentir uma vez, virando-se, e caminha de volta para a casa. Vejo-o ir, me perguntando o que exatamente estou sentindo. Desde o momento que conheci Kai, senti uma espécie de puxão estranho para ele. Mas tanto quanto ele me seduz, ele me assusta. Os únicos homens com quem eu já estive, eram magros e de fala mansa. Homens que eu sabia que poderia ficar longe se eu precisasse. Odeio dizer isso, mas eu fui muito promíscua por um tempo. Era como se algo em mim tinha mudado e percebi o poder que tinha. Percebi que tinha a capacidade de dizer sim ou não quando se tratava de sexo, e eu queria provar a mim mesma que eu poderia ter intimidade com alguém, e talvez não apreciar completamente o ato, mas que seria a minha escolha. Não estou orgulhosa da maneira como agi ou o jeito que eu costumava usar os homens. Mas como a maioria das coisas na vida, é algo que eu aprendi, e isso me ajudou a crescer e me tornar uma pessoa melhor.


Kai é como nenhum dos homens com quem estive. Ele é grande e intimidador. Embora ele é suave comigo, eu o vi falar com algumas das pessoas que trabalham para ele, então eu sei que sua gentileza não é sempre o seu caminho. Também não posso imaginá-lo deixar-me estar no comando do jeito que estou acostumada. Eu não tenho estado intimamente com um homem desde a minha última relação, e que foi há alguns anos. Depois que Fredrick terminou comigo, fiquei confusa. Ele era a pessoa que eu tinha planejado passar o resto da minha vida. Nós tínhamos nos conhecido quando eu comprei minha padaria, e ele me ajudou a conseguir meu empréstimo. Ele era tão engraçado e tinha a habilidade de me fazer rir de nada. Ele não era muito mais alto do que eu e bonito nesse estilo nerd. Ele era afável e gentil, e ele dizia todas as coisas certas. Depois de seis meses de namoro, ele me pediu para casar com ele. Eu, é claro, disse que sim. Nosso casamento foi marcado para o outono, e nós estávamos pensando em ter um bebê logo de cara, esperando que a concepção ocorresse durante a lua de mel. Tudo estava perfeito. Eu estava tendo a única coisa que eu ansiava desde que me mudei para longe de casa: minha própria família, pessoas que me amassem, e algum lugar que eu pertencesse. Então, tudo na minha vida desabou ao meu redor. Fredrick tinha estado afastado por uma semana em uma conferência, e quando ele chegou de volta em Seattle, ele me pediu para encontrá-lo para o jantar. Me vesti, embalei uma bolsa para a noite, e encontrei com ele em um de meus restaurantes favoritos de marisco. No momento em que o vi, eu sabia que algo estava errado. Ele não me cumprimentou com o seu beijo e abraço normal. Ele pegou minha mão e me ajudou a sentar em frente a ele. Sem uma palavra dele, eu sabia que estávamos acabados. Lembro de estar sentada ali, olhando para ele sentado na minha frente, perguntando: Por quê? Foi quando ele me disse que acreditava que nossas vidas estavam indo em duas direções diferentes e ele não estava pronto para se estabelecer. Eu disse a ele que iria esperar por ele, que não tínhamos necessidade de casar, que poderíamos adiar o casamento até que ele estivesse pronto, e foi quando pareceu que eu estava implorando para estar com ele. Esse foi o momento que eu percebi que ele não me amava do jeito que eu o amava, então levantei meu queixo, deslizei a cadeira para longe da mesa, e sai do restaurante, e nunca olhei para trás.


Eu o amava, mas não havia nenhuma maneira que iria sentir como se eu estivesse implorando a alguém para ficar comigo novamente. Eu não nunca deixaria alguém ter tanto poder sobre mim. Afasto meus pensamentos quando os sons de gaivotas enchem meus ouvidos. Levanto o meu rosto em direção ao sol, deixando os raios aquecerem minha pele por um momento antes de me virar e ir para casa para ficar pronta. ─ Vamos. ─ olho para Kai, que está inclinando contra a lateral de um conversível preto, vestido mais casualmente do que eu já vi. Mesma quando ele vem para o café da manhã, ele está normalmente vestindo um terno, então vê-lo em um par de shorts cáqui e uma camisa branca de linho com os dois primeiros botões desabotoados e as mangas arregaçadas, ─ mostrando uma tatuagem que nunca tinha notado antes ─ envolvendo em torno de seu antebraço me deixou atordoada. Começo a descer os degraus, meus olhos encontrando os seus, e meu passo vacila um pouco quando seus olhos me varrem da cabeça aos pés antes de olhar no meu. ─ Você está bonito ─ digo, imediatamente me sentindo uma tola quando ele me dá um leve sorriso e abre a porta do carro sem me dizer o mesmo. Eu sei que isto não é um encontro, mas eu tomei cuidado extra me arrumando. Eu não tenho ideia para onde estamos indo, mas eu queria ter certeza que eu parecia bem. Escolhi um vestido que tinha comprado em uma das poucas lojas na cidade. O vestido sem alças de algodão coberto de brilhantes e flores tropicais, o vestido parece bem contra a cor da minha pele cremosa, e as sandálias que escolhi são pretas e enroladas em meus dedões e em torno de meus tornozelos. Eu pensei que eu estava atraente, mas quando Kai senta-se atrás do banco do motorista, começo a ter dúvidas sobre a minha escolha. ─ É cerca de uma hora dirigindo. ─ ele murmura quando o carro ruge para a vida. Concordo com a cabeça, em seguida, percebo que ele não pode me ver, então limpo minha garganta e murmuro um tranquilo: “Tudo bem", enquanto nos afastamos da casa. ─ Pika está bem? ─ pergunto, querendo preencher o silêncio. Viro minha cabeça para olhar para Kai. Seus olhos vêm a mim por um momento antes dele se concentrar na estrada novamente. ─ Ele está bem. Ele teve um inchaço, mas ele já teve pior.


─ Oh. ─ murmuro enquanto meus olhos caem para o meu colo, e começo a mexer com o anel no meu dedo, observando como a luz brilha nos diamantes. ─ Por que você tinha-o trabalhando com Thad? ─ Pergunto quando ele não diz mais nada. ─ Seu pai era um bom amigo do meu pai. ─ ele suspira, e sua mão toca o volante. ─ Antes de seu pai falecer, ele disse ao meu pai seus planos para mantê-la segura. ─ Ele puxa seus óculos de sol sobre os olhos, vira a cabeça e olha para mim antes de virar para a estrada. ─ Seu pai pediu ao meu para ajudar a manter um olho em você. Ele sabia que, mesmo com todos acreditando que você também tinha sido morta, ainda haveria alguns que estariam procurando por você. ─ O que você quer dizer que eles acreditavam que eu estava morta? ─ sussurro. ─ Os restos mortais dos seus pais e os restos mortais de uma criança foram encontrados depois de apagarem um incêndio na casa dos seus pais. ─ ele diz, e viro minha cabeça para olhar para fora da janela enquanto uma lágrima desliza para baixo em minha bochecha. Tenho pequenas lembranças dos meus pais verdadeiros. Toda vez que tiro um lote de biscoitos do forno e o cheiro de baunilha, canela e açúcar bate no meu nariz, penso em minha mãe. Lembro-me de ela assá-los muitas vezes quando eu era pequena e do jeito que ela iria gritar com o meu pai quando ele entrasse na cozinha para roubá-los do balcão quando estavam recém-saídos do forno. Lembro de rir quando ele iria acalmar minha mãe com palavras suaves e alguns beijos antes de sair e voltar para seu escritório. Lembro da maneira que meu pai era tão grande e todos pareciam ter tanto medo dele, mas para mim, ele era tão gentil. Ele sempre cheirava a hortelã, e se eu fosse ao redor, ele iria puxar-me contra seu peito e beijar meu cabelo não importava o que estivesse fazendo. Eu sei que minha mãe e eu éramos todo o seu mundo. Mesma se eu não me lembro muito da minha infância, a memória de meus pais sempre me traz conforto. Então, mesmo que eu tenha sabido há anos que eles se foram, ao ouvir que seus corpos foram encontrados tem as peças já quebradas do meu coração em ruínas um pouco mais. ─ Quem era a criança? ─ me pergunto em voz alta enquanto assisto um grupo de gaivotas voando longe. ─ Acho que eles pegaram um corpo de um necrotério. ─ diz ele facilmente, e meu estômago vira enquanto eu me pergunto que tipo de gente iria fazer algo assim.


─ Meu pai era um cara mau, certo? ─ Pergunto quando algumas peças do quebra-cabeça começam a se encaixar. O carro fica mais lento e de repente vira para o lado da estrada. Minha cabeça gira e eu olho para Kai, que agora tem seus óculos de sol em cima de sua cabeça e seus olhos em mim. ─ Seu pai era um bom homem. Ele era um homem de honra e um homem que amava a sua única filha o suficiente para se certificar de que ela teria um futuro. Ele pode não ter sido um homem que vivia no lado direito da lei, mas ele não era um homem mau. ─ diz ele com firmeza, fazendo-me sentir instantaneamente aliviada. ─ Por que isso está acontecendo agora, então? ─ não percebo que perguntei em voz alta até que os olhos de Kai amolecem, a mão vem para o meu rosto, e seu polegar passa sobre minha bochecha e desliza afastando outra lágrima. ─ Há tanta coisa que você não sabe, Myla. ─ Como o quê? ─ sussurro. ─ Quando for a hora certa, eu lhe digo. Uma parte de mim quer exigir que ele me diga o que sabe, mas há uma outra parte de mim que quer ignorar tudo o que acontece ao meu redor e deixar tudo isso para trás. ─ Quão difícil é obter uma nova identidade? ─ murmuro, surpresa quando ouço uma risada vir de Kai. ─ Estou falando sério. ─ me queixo, virando a cabeça para pegar um sorriso que faz meu coração se contrair de como é bonito no rosto de Kai. Engulo em seco e olho de volta para fora da janela, tentando ignorar o sentimento que eu tenho de saber que o fiz sorrir. Depois de um momento, o carro se enche de música, e meu corpo relaxa em meu assento quando The Fugees "Killing Me Softly"7 enche o ar. Quando espio Kai com o canto do meu olho, me pergunto se ele está ouvindo a canção como eu estou nesse momento e se ele sabe que a letra dessa canção diz muito mais do que eu jamais poderia.

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https://youtu.be/oKOtzIo-uYw


Capítulo 3 Olhando no espelho ─ Myla. Meu ombro é cutucado. Levanto a cabeça bem a tempo de ver um grupo de crianças rindo e correndo na frente do carro. ─ Onde estamos? ─ Um luau. Viro e olho para Kai, que está olhando pela janela frontal do carro. Quando a cabeça se vira e seus olhos encontram os meus, ele sorri, e então ele levanta sua mão e seus dedos correm pela minha bochecha. ─ Você precisa aprender a não dormir em sua mão. Toda vez que você acorda, o seu anel está impresso em seu rosto. ─ ele murmura. Minha mão vai para o meu rosto, meus dedos correndo sobre a pele. Eu juro que eu ainda posso sentir o formigamento de seu toque. ─ É um grande anel. ─ indico e olho para ele quando ele não diz nada. Seus olhos estão voltados para o anel na minha mão, e arrependimento brilha como o dia em seus olhos. Puxo meus olhos dele, puxando a viseira para baixo, e olho para mim mesma no espelho, querendo ignorar os sentimentos que aquele olhar em seu rosto causou. Pensei a princípio que o anel era apenas algo que ele tinha pego em Vegas, mas então eu notei uma inscrição no seu interior que se lê: “Nesta vida e na próxima”, com as iniciais B e N. Depois que eu vi a gravura, eu sabia que o anel que agora está em meu dedo tinha uma vez significado muito para alguém, e mesma que eu tenha odiado em um primeiro momento, havia algo bonito sobre isso agora. Eu também entendi por que Kai odeia que eu tenha o anel. Antes de mim, o anel era uma representação do amor, e agora, é o símbolo de uma mentira. ─ Você está pronta? Sem olhar para ele, aceno e desato o cinto de segurança, e uma vez que eu estou fora do carro, olho em volta. As crianças estão brincando na areia, construindo castelos de areia, ou perseguindo um


ao outro perto da borda da água. Há adolescentes em pequenos grupos espalhados ao longo da areia, alguns tomando banhos de sol, outros falando em grupos, enquanto os adultos estão ao redor conversando e rindo. Corro minhas mãos pelo meu vestido, me sentindo um pouco vestida demais, pois muitas das mulheres estão apenas em seus trajes de banho, enquanto os homens se vestem semelhante ao Kai. ─ Pronta? ─ Kai pergunta novamente quando ele chega a meu lado. ─ Sim. ─ digo com mais certeza na minha voz do que eu realmente sinto, chocada quando ele pega a minha mão. ─ O que você está fazendo? ─ pergunto, tentando puxar minha mão livre de seu alcance. ─ Segurando sua mão. ─ ele responde, entrelaçando nossos dedos. ─ Nós estamos em público. ─ assobio. Sua cabeça mergulha, os olhos cobertos de óculos de sol encontram os meus, e energia muda, batendo contra mim. ─ O que isso tem a ver com alguma coisa? Olho para ele como se ele fosse louco e, em seguida, olho de volta para as pessoas na praia. ─ Todas essas pessoas podem nos ver. Sua carranca aprofunda. Em seguida, ele deixa cair a minha mão, levanta os óculos de sol para o topo da sua cabeça mais uma vez, e move seu corpo de modo que ele está em pé bem na minha frente. ─ Você é minha esposa. ─ Esposa de mentira. ─ lembro-o calmamente. Seus olhos piscam com algo que eu não tinha visto antes e sua mandíbula endurece, fazendo minha respiração parar. Seu rosto se aproxima e ele sussurra em meu ouvido: ─ Nenhuma dessas pessoas sabe que estamos fingindo. Não seria tão ruim se o efeito que ele tem em mim também fosse fingimento, mas quando ele me toca de alguma forma, é difícil manter as coisas separadas. Solto a respiração que eu estava segurando e puxo de volta para que eu possa olhar em seus olhos. ─ Você está certo. ─ reconheço, esperando que ele vá me deixar ir.


Ele procura o meu rosto, e sem outra palavra ou dar-me qualquer outra opção senão andar com ele, ele pega a minha mão, entrelaça os dedos, e me leva para um fogo gigante que está no meio da praia. Quando nos aproximamos da fogueira, observo os homens que levantam seus queixos para Kai. Ele faz o mesmo em troca. Também noto as mulheres que passam, todas devoram-no com os olhos antes de atirar adagas para mim. Estou tão presa em assistir as pessoas que passam que não noto que Kai parou, até que minha mão puxa. Viro a cabeça para ver o que está segurando-o. ─ Kai! ─ Uma bela mulher vestindo um biquíni dourado grita, correndo até nós, parecendo que acabou de sair de um episódio de Baywatch. Seu cabelo é castanho escuro e solto em torno de seus ombros. Seu corpo parece que ela passa os dias contando calorias e malhando. Apenas olhando para ela, me sinto insegura. Quando ela se aproxima de nós, um sorriso ilumina o rosto de Kai, e ele deixa cair a minha mão bem a tempo de pegá-la quando ela se joga em seus braços. Ciúme como nunca senti antes se inflama em meu estômago quando vejo-os se abraçando. Ela é a primeira a soltá-lo, mas, mesma assim, o braço fica em torno dela. Nunca fui violenta, mas a vontade de rasgar o braço dele fora e bater nele com isso, me faz enrolar minhas mãos em punhos. ─ Myla. ─ Kai diz meu nome e o rosto da mulher se ilumina novamente. Ela me pega de surpresa quando ela pisa longe de Kai e joga seus braços em volta de mim. Minhas mãos vão para os meus lados, e eu fico sem jeito, sem saber o que devo fazer. ─ Estou tão feliz por finalmente conhecê-la. ─ a mulher diz quando ela me solta e vai ficar perto de Kai. ─ Eu ─ olho para Kai quando eu não tenho ideia do que eu deveria dizer ou quem é esta mulher. ─ Meka. ─ diz Kai em advertência, agarrando minha mão de novo e me puxando para mais perto dele. A mulher olha para ele, e eu percebo que ela não é tão velha quanto eu primeiro pensei que ela fosse. E ela tem os mesmas lábios e olhos de Kai. ─ Myla, essa nanica aqui é minha irmã, Meka. Meka, minha esposa, Myla. ─ diz Kai, fazendo-me sentir instantaneamente náuseas.


Não sabia que encontraríamos sua família, muito menos conhecê-los como sua esposa. Não posso imaginar que isso vai ser fácil de explicar ou fácil de desfazer quando chegar a hora, e ter outras pessoas envolvidas só vai torná-lo muito mais difícil. ─ É bom conhecer você, Meka. ─ finalmente falo. Outro sorriso ilumina a cara bonita de Meka quando ela olha para seu irmão, em seguida, de volta para mim e balança a cabeça. ─ Você disse que ela era bonita, mas você não me disse o quão bonita. ─ diz Meka, fazendo irromper borboletas no meu estômago enquanto os dedos de Kai flexionam em torno da minha mão. Ela dá um passo para trás, em seguida, mantém as mãos na frente dela, formando uma caixa com os dedos antes de piscar fechando um olho. ─ Vocês parecem perfeitos juntos: ela com todo esse cabelo loiro e você com o cabelo longo, feminino e escuro. ─ Ela ri, e eu cubro minha boca quando uma risada inesperada explode. ─ Não a incentive. ─ Kai resmunga do meu lado, mas eu posso ver o lado de sua boca apontando ligeiramente para cima em um sorriso. ─ Sério, vocês ficam bem juntos. ─ diz ela quando olha para seu irmão, seus olhos ficando suaves. ─ Tudo bem, criança, se você terminou de me aborrecer, me diga onde Kale está. ─ Você nunca é divertido. ─ Ela faz beicinho, colocando as mãos nos quadris. ─ E você é sempre um moleque. ─ ele diz a ela, mas seu tom é amoroso. Tinha visto Kai ser suave antes, mas eu nunca o vi da maneira como ele está com ela. ─ Ele estava perto da churrasqueira a última vez que o vi. ─ Ela encolhe os ombros, em seguida, acena quando alguém chama seu nome. ─ Obrigado, nanica. ─ Qualquer coisa que você queira saber, Myla, você me língua. Eu sei todos os seus segredos sujos. ─ diz Meka, me fazendo sorrir antes dela se afastar em direção à água. ─ Talvez eu faça isso. ─ digo sob a minha respiração quando Kai começa a andar novamente. ─ Eu não sabia que eu iria conhecer sua família. ─ Digo à Kai enquanto meus pés levam o dobro do tempo para me manter ao lado dele através da areia grossa. ─ Não é um grande negócio. ─ Ele dá de ombros. Eu franzo a testa ao ouvir suas palavras. Não tenho nenhuma ideia de como ele pode dizer que não é um grande negócio quando, para mim, é enorme.


─ Eles sabem que somos casados. Nós não vamos ficar casados, então eu acho que é um grande negócio. ─ digo, puxando sua mão forçando-o a parar. ─ Myla, eu lhe disse desde o início que eu não iria deixar nada acontecer com você. Eu sei o que estou fazendo. ─ Isto não é sobre você me manter segura, Kai. Isto é sobre você estar mentindo para sua família. ─ Minha família me conhece. Eles confiam em mim para sempre tomar as decisões corretas. Então, não, não vai ser fácil, mas no final, todo mundo vai saber que fiz o que tinha que fazer. ─ diz ele com firmeza. ─ Por que você apenas não lhe diz a verdade agora? Seja honesto sobre isso. Dessa forma, eles não ficarão surpresos. ─ Eu não posso. Se essa informação cai em mãos erradas, então essa coisa toda foi para nada. Nosso casamento precisa parecer o mais real possível. Só os meus homens mais próximos sabem a verdade. ─ ele me informa. ─ Mas é a sua família. Você não confia neles? ─ pergunto, sentindo minhas sobrancelhas reunirem-se em confusão. ─ Confio, mas eu também sei que eles não são os meus funcionários. Eu não posso matá-los se eles me desobedecerem. ─ sinto meus olhos se arregalarem e minha boca cair aberta com o choque ao ouvir suas palavras. ─ Eu estou brincando, Myla. ─ Ele balança a cabeça. Procuro seu rosto, mas ele não parece estar brincando, e de repente, sinto como Alice quando ela caiu no buraco do coelho. ─ Tudo o que você precisa saber é que você está segura. Confie em mim para mantê-la dessa forma. ─ Tudo bem. ─ murmuro, revirando os olhos. ─ Já terminamos? ─ Pergunta ele, impaciente, mas posso dizer que, se eu quisesse falar mais, ele iria deixar de lado tudo o que ele precisa fazer e levar algum tempo para falar comigo. Eu estaria mentindo se não admitisse que faz meu coração aliviar em sua direção. ─ Bem, é a sua alma, com certeza. ─ dou de ombros.


Seus lábios se contorcem, e noto uma pequena cicatriz que corta pelo meio de seu lábio inferior. Também noto como seus lábios parecem macios. Nunca fui aquela que realmente gosta de beijar, mas poderia imaginar-me realmente gostando de beijá-lo. ─ Myla? ─ Ele fala. Meus olhos levantam até os dele, vendo que eles escureceram. Engulo e dou um passo para trás, necessitando colocar algum espaço entre nós. Ele limpa a garganta e levanta a mão para o topo da sua cabeça, puxando seus óculos de sol sobre os olhos, e eu sinto como se eu imediatamente fosse bloqueada. Sem outra palavra, ele pega a minha mão de novo e começa a me levar através da praia. Desta vez, seu ritmo é mais lento, como se ele fosse mais consciente de mim. Assim que chega à fogueira, ele faz uma pausa e começa a olhar ao redor. Eu não sei o que ele está procurando, mas meu corpo enrola apertado e as borboletas que eclodiram no meu estômago antes não diminuíram. Além disso, não está ajudando o polegar que está continuamente se movendo em círculos sobre a minha pele, fazendo com que minha consciência dele nunca acalme. ─ Kale! ─ Kai grita, e sigo a direção de seu olhar. Meus olhos pousam em um homem com o cabelo curto que é quase tão bonito quanto Kai. Ele está vestindo um par de calções de banho impressos com grandes flores havaianas sobre ele. Ele vem em nossa direção, seus olhos focados em nossas mãos entrelaçadas, e eu posso ver a trepidação em seu olhar quando ele para na nossa frente. ─ Mamãe e papai estão aqui. ─ o cara chamado Kale diz. Sinto meu corpo congelar, e começo a olhar em volta, tentando pegar pessoas que também poderiam estar relacionadas com Kai fora da multidão. ─ Eu pensei que eles não estariam em casa por mais uma semana. ─ Kai resmunga, segurando minha mão um pouco mais apertado. ─ Você realmente acredita que você poderia ligar para mamãe com a notícia de que você se casou e ela não iria correr para casa para conhecer sua nova filha? ─ O cara zomba, como Kai é um idiota, e eu estou começando a acreditar que esse poderia ser o caso. ─ Eles estavam na Austrália. ─ diz Kai.


Torço minha mão ligeiramente para beliscar a pele entre os dedos tão duro quanto eu posso, necessitando tirar um pouco da minha frustração. Se eu pudesse dar joelhada em suas bolas sem causar uma cena, eu faria isso sem pensar duas vezes. ─ Você se casou. ─ Kale repete. Paro de beliscar e começo a cavar minhas unhas na palma de Kai. Estou com tanta raiva que eu poderia cuspir fogo. Não posso acreditar que ele me trouxe aqui sabendo que sua família estaria aqui, e realmente não posso acreditar que ele, não disse que contou à sua família que nos casamos. ─ Onde eles estão agora? ─ Kai pergunta, obrigando-me a ficar na sua frente, envolvendo os braços em volta de mim, e me deixando imóvel. Tento me afastar, mas Kale olha entre nós, franzindo a testa, então embrulho instantaneamente meus braços em torno de Kai, fazendo com que pareça que estamos abraçados. ─ Não tenho certeza. ─ ele murmura, olhando em volta, e faço o mesmo, embora eu não tenha nenhuma ideia de como sua mãe e meu pai se parecem. ─ Bem, antes de eles chegarem aqui, deixe-me apresentar minha mulher. ─ diz Kai quando volto meu olhar para Kale. ─ Prazer em conhecê-lo. ─ digo em voz baixa. ─ Você também. ─ ele resmunga, em seguida, olha para trás, um sorriso aparecendo em seu rosto. ─ Boa sorte. Você vai precisar. ─ diz ele, olhando para Kai antes de desaparecer. Estou prestes a abrir minha boca e gritar com Kai sobre quão grande idiota ele é, quando eu ouço alguém tomar uma inspiração afiada. Viro minha cabeça para olhar por cima do ombro e vejo uma mulher mais velha que está vestindo um maiô com um sarong amarrado em volta da cintura e um homem mais velho e bonito vestindo uma camisa de linho e calções. ─ Porra. ─ Kai geme baixinho enquanto gira-me em seus braços envolvendo as mãos em volta da minha cintura. ─ Svezda. ─ A mulher sussurra, olhando para mim. Então, confusão enche seus olhos enquanto ela olha para Kai. ─ Mãe, eu gostaria que você conhecesse Myla. Myla, minha mãe e meu pai, Leia e Bane Jr. Os olhos da mãe de Kai viajam de Kai para mim então de volta, e eu posso ver mágoa em seus olhos, o que eu não entendo. ─ Prazer em conhecê-los. ─ digo a ela, esticando a mão na nossa frente.


Seus olhos caem na minha mão, em seguida, levantam para encontrar os meus novamente. ─ Bane? ─ Ela suspira baixinho, olhando da minha mão ao marido. Tiro os olhos dela e olho-o, assim enquanto ele está tirando os olhos de mim, mas eu ainda pego o olhar de tristeza. ─ Kai? ─ Pergunto enquanto seu pai enfia sua esposa em seu peito quando ela começa a soluçar. ─ Minha mãe e a sua eram muito boas amigas. ─ ele diz baixinho no meu ouvido ─ e você parece muito com ela, então eu acho que é apenas um choque para ela ver você aqui. ─ Minha mãe? ─ sussurro de volta. Não tenho nenhuma foto da minha família. Lembro-me de minha mãe ter cabelo comprido, loiro, mas isso é tudo que eu posso recordar sobre sua aparência. Assim, pensar sobre o fato de que eu poderia ter visto minha mãe todos os dias quando olhei no espelho é chocante. É preciso um momento para a mãe de Kai se recompor, mas quando faz, sua cabeça se vira para mim, e ela respira fundo antes de pisar longe de seu marido e parar na minha frente. Suas mãos se levantam e ela pega nas minhas bochechas enquanto lágrimas enchem seus olhos. ─ Eu não sabia. ─ Ela inala e fecha os olhos quando seu olhar encontra o meu de novo. Estou confusa com o olhar no rosto dela até que ela fala. ─ Sua mãe teria ficado emocionada. Nós fizemos piadas muitas vezes, quando você era jovem que você e Kai iriam se casar. Na época, era apenas uma ilusão, mas vendo que o seu desejo se tornou realidade, eu sei que ela ainda está cuidando de você. ─ Ela sussurra a última parte, e eu me odeio um pouco mais. Engulo sobre o repentino nó na minha garganta e percebo que as mãos de Kai apertaram em torno de mim tanto que eu posso sentir cada um de seus músculos contra minhas costas. Tento falar, mas não há palavras para descrever as emoções que estou sentindo agora. Não posso acreditar que sua mãe e os meus pais eram amigos, e eu não posso acreditar que ele sabia o tipo de efeito que esta situação teria sobre todo mundo e ainda assim seguiu até o fim. Ele nem sequer me deu uma escolha no assunto, e eu me sinto pior agora do que eu já me sentia. ─ Você conhecia meus pais? ─ É a primeira coisa que sai da minha boca, e então me sinto horrível quando lágrimas silenciosas começam a cair de seus olhos.


─ Conhecia. Nós conhecíamos. Eu pensei... ─ Ela faz uma pausa e olha por cima do ombro de seu marido, em seguida, traz o olhar de volta para mim. ─ Eu acreditei que você estava morta. Se eu soubesse, eu teria ─ ─ Leia. ─ o pai de Kai diz, cortando-a, e vem para ficar ao lado dela. ─ Maxim não queria isso. ─ Mas... ─ ela tenta argumentar. ─ Não, amor. Não seria seguro. ─ Bane diz com firmeza, e Léia mergulha o queixo, em seguida, olha para Kai através de seus longos cílios. ─ Como você sabia? ─ Ela pergunta em voz baixa. Inclino minha cabeça para trás para olhar para Kai. Seus óculos de sol estão agora sentados em cima de sua cabeça novamente, seus olhos focados em sua mãe. ─ Nós sempre soubemos. ─ Kai diz a ela. Instantaneamente imagino o que mais ele pode estar escondendo de mim. Primeiramente acreditei que ele estava fazendo isso para me ajudar, mas uma sensação incômoda na boca do meu estômago está me levando a acreditar que isso tem mais a ver com ele do que comigo. Simplesmente não consigo descobrir o porquê. ─ Eu sei que você tem um monte de perguntas, mas vamos deixá-las para outra hora. Myla não comeu. ─ Eu estou bem. ─ digo a ele, esperando que ele se arrependerá. Tenho um monte de perguntas e talvez sua mãe seja capaz de respondê-las para mim. ─ Você precisa comer. ─ ele me diz em um aperto. ─ Ele está certo, querida. E nós vamos ter muito tempo para conversar quando planejarmos o seu casamento real. ─ Em suas palavras, a náusea que eu estava sentindo mais cedo volta com força total, o que torna difícil respirar. ─ Isso não é necessário. ─ eu bufo ─ Claro que é. Não entendo as crianças nos dias de hoje, todos vocês com tanta pressa para fazer as coisas, que esquecem que precisam lembrar dos pequenos momentos. Não me interpretem mal. Estou feliz de ter se apaixonado pelo meu filho, mas como uma amiga da sua mãe, sei que ela gostaria de ter um grande casamento, com você em um vestido. Quero fazer isso acontecer para ela. ─ aceno com a cabeça, porque eu não posso dizer nada.


─ Devemos encontrar sua irmã. Sei que ela vai estar animada para conhecer Myla ─ murmura a mãe de Kai, olhando ao redor. ─ Ela conheceu Myla mais cedo. ─ afirma Kai, envolvendo um braço em volta dos meus ombros. Seus olhos voltam para nós e suavizam quando ela vê Kai beijar na lateral da minha cabeça, que estupidamente senti todo o caminho até os dedos dos pés. ─ Nós dois estamos felizes por você estar aqui, Myla. ─ Bane diz, olhando entre Kai e eu. ─ Tenho certeza que estaremos nos vendo bastante. ─ Nós vamos. ─ concordo, e ele coloca o braço em torno de sua esposa. ─ Estou feliz que você está aqui, Myla. Irei te visitar em breve. ─ Léia promete. ─ Eu iria gostar muito disso. ─ digo a ela, sentindo meu rosto iluminar. Sem pensar, dou um passo em direção a ela e dou-lhe um abraço. Quando seus braços se fecham ao meu redor, sinto que ela é de alguma forma um link para meus pais, e eu serei capaz de descobrir tudo o que preciso saber. Esse sentimento vale mais do que qualquer porcaria confusa que possa acontecer. ─ Você tem fotos da minha mãe? ─ calmamente pergunto a ela quando eu me afasto. O rosto dela fica suave novamente, e ela desliza suavemente seu dedo na minha testa, movendo um pouco do meu cabelo. ─ Tenho. Vou levá-las quando for visitá-la. ─ Ela sorri levemente, em seguida, olha para Kai. ─ Cuide dela. ─ Você sabe que eu vou. ─ ele diz a ela, e eu posso ouvir a sinceridade em seu tom. ─ Vocês vão ficar por aqui por um tempo? ─ Sim. Seu tio Frank está aqui. ─ diz sua mãe. Kai murmura, "ótimo", sob sua respiração. ─ Eu ouvi isso. ─ ela repreende, em seguida, olha para mim. ─ Você vai gostar de Frank. ─ Ela sorri. ─ Sua mãe o amava. Ele é engraçado. ─ Ninguém pensa que Frank é tão engraçado como Frank pensa que ele é. ─ o pai de Kai diz, balançando a cabeça. ─ Ele é engraçado. ─ sua mãe diz-me com uma piscadela. ─ Vamos ver vocês antes de ir para casa.


─ Claro. ─ concordo, observando-os ir embora. Uma vez que eles estão fora do alcance da voz, viro-me nos braços de Kai, levanto-me na ponta dos pés, e puxo sua cabeça para baixo para que eu possa sussurrar em seu ouvido: ─ Você tem um monte de explicações a dar. Ele inclina a cabeça para trás e olha para mim. Seus braços envolvem em torno de minha cintura, e ele me arrasta com força contra ele, fazendo-me inalar bruscamente na sensação que inflama entre as minhas pernas. ─ Você me disse que iria confiar em mim. ─ Você continua fazendo essa tarefa muito difícil. ─ digo com sinceridade. ─ Às vezes, as coisas que parecem mais difíceis terminam sendo as mais extraordinárias. ─ ele me diz em voz baixa, mergulhando o rosto e correndo o nariz através do meu. Minha respiração para enquanto seus lábios quase roçam o meu. ─ Por favor, pare. ─ murmuro, deixando cair a minha testa contra seu peito. Ele está fazendo ser tão difícil separar a realidade da mentira, e eu não posso me deixar ser puxada para baixo ainda mais do que eu já tenho sido. Independentemente do quanto eu quero ficar perdida nesta coisa com ele, eu sei que não posso. ─ Myla? ─ Não, Kai, por favor. Isso já é difícil o suficiente. ─ Tudo bem, Makamae. ─ diz ele gentilmente, me deixando ir, mas não antes de sentir sua excitação contra a minha barriga, o que faz meu estômago mergulhar. ─ O que Makamae quer dizer? ─ questiono quando ele pega a minha mão de novo, fazendo uma sensação de formigamento corre meu braço. ─ Um dia, eu vou te dizer. ─ diz ele, levando-me pela areia de volta para a fogueira. ─ Por que não agora? ─ Agora, você precisa comer. ─ diz ele, dando à minha mão um puxão quando meus pés param de se mover, porque na minha frente, sobre uma mesa, está um porco que parece que foi cozido inteiro. O exterior é dourado e brilhante, e em sua boca tem uma maçã vermelho-vivo. ─ Eu não estou com fome. ─ digo imediatamente. Eu amo carne; inferno, eu amo bacon, tanto quanto a próxima pessoa. Mas ver um porco inteiro na minha frente faz meu estômago virar. ─ Você precisa experimentá-lo.


─ Eu não posso. ─ choramingo. ─ Eu sei que você come carne. Eu vi você comer carne, incluindo bacon. ─ Eu sei. ─ engulo quando saliva enche minha boca. ─ Eu vou fazer um prato para mim e um para você sem a kalua8, e se você sentir que gosta, você pode pegar alguns dos meus. ─ ele me diz, o que faz meu corpo relaxar. Eu não quero que ninguém pense que estou sendo desrespeitosa com sua cultura, mas eu não consigo me imaginar comendo isso. Depois de fazer os nossos pratos, ele me leva por um pequeno caminho até a praia, longe da maioria da multidão. Ele se senta na areia, e sigo a sua liderança, tirando minhas sandálias antes de me sentar ao lado dele. Uma vez que eu estou sentada, ele me dá o meu prato e começo a comer, desfrutando de tudo o que ele escolheu para mim. ─ É realmente lindo. ─ digo, olhando para o oceano. ─ É. ─ ele concorda. Viro a cabeça e vejo que ele não está olhando para a água, mas para mim, e há um olhar sombrio em seus olhos que faz meu pulso acelerar. ─ Será que você tentaria algo comigo? ─ Como o quê? ─ pergunto, virando ligeiramente em sua direção. ─ Eu quero que você feche os olhos e eu vou alimentá-la. ─ Kai. ─ balanço minha cabeça, mas, em seguida, percebo que esta pode ser a oportunidade perfeita para mim obter algumas respostas. ─ Se eu fizer isso, então você tem que fazer alguma coisa por mim. ─ digo. ─ Como o quê? ─ Responda uma pergunta para mim. Sua expressão fecha, e posso dizer que ele vai dizer não. ─ Uma pergunta, Kai. ─ imploro, sentando um pouco mais alto. Seus olhos procuram meu rosto, e então ele balança a cabeça, fazendo-me sentir como se eu tivesse conseguido uma grande façanha. ─ Vire para mim e feche os olhos. ─ ele ordena pegando meu prato.

8

Kalua é um método de cozimento típico havaiano, onde você coloca a carne em um forno subterrâneo.

https://en.wikipedia.org/wiki/Kalua#/media/File:Roasted_puaa.jpg


Desloco-me um pouco e sento de pernas cruzadas na frente dele. Seus olhos caem para o meu peito e, em seguida, minhas pernas, e puxo meu vestido ligeiramente para baixo para que fique sobre minhas coxas. ─ Feche os olhos. O tom áspero, profundo de sua voz faz as borboletas entrarem em erupção mais uma vez, e meu pulso acelerar. Mordo meu lábio e fecho os olhos, sentindo a intimidade do momento envolvendo em torno de mim. Quando eu ouço um rosnado baixo dele, meus olhos se abrem e vejo que seu olhar está trancado em minha boca. ─ Feche os olhos. Fecho e inalo bruscamente quando sinto o toque de um de seus dedos no meu lábio inferior. ─ Abra. ─ diz ele, puxando meu queixo um pouco para baixo. Meus lábios abrem, há um sabor frio e doce em minha língua, e o sabor de abacaxi maduro enche minha boca. ─ Você gostou? ─ Ele pergunta, e eu aceno. Sempre gostei de abacaxi, mas desde que cheguei ao Havaí, descobri que não é nada parecido com o que eu costumava comprar na loja perto de casa. Aqui, é mais doce, e há momentos em que eu juro que eu posso provar o sol quando mordo um pedaço. ─ Abra novamente. ─ ele diz assim que engulo. Abro, e desta vez, o sabor de gengibre e frango atingem minhas papilas gustativas. Mastigo devagar, apreciando a textura. ─ Você gosta disso? ─ Ele pergunta. ─ Sim. ─ sussurro, logo que engulo. ─ Mais uma vez. ─ ele instrui, puxando para baixo no meu lábio inferior. Meus lábios abrem, e o sabor da carne defumada enche minha boca. Bloqueio o que eu vi e apenas desfruto o sabor. ─ Isso é o gosto de anos de tradição. Homens são ensinados em uma idade jovem como preparar adequadamente e cozinhar o porco Kalua. Sinto o dedo no meu lábio inferior novamente, e meus olhos abrem. Olho para ele e respiro profundamente. Seu rosto está a polegadas do meu e seus olhos escuros estão em minha boca.


─ Vou te beijar. Não posso dizer nada. Não posso sequer respirar. Seus lábios escovam levemente sobre os meus em primeiro lugar. Viro a cabeça ligeiramente, não querendo que termine, e ele geme enquanto sua mão emaranha nos meus cabelos na lateral da minha cabeça, me fazendo ofegar. Então, sinto sua língua no meu lábio inferior, e abro minha boca, me perdendo em seu gosto e cheiro. Ele me empurra para trás na areia, seu corpo deitando por cima de mim. Sua outra mão vai até minha cintura, seu polegar perto da borda do meu peito. ─ Kai. ─ gemo em sua boca enquanto minhas mãos encontram a pele dura e lisa das suas costas sob a camisa. Minhas unhas cavam e meus quadris levantam enquanto ele desliza uma de suas coxas grandes entre as minhas pernas. ─ TU Kai. ─ ele geme quando puxa a boca da minha e pressiona a testa contra meu ombro, terminando o que foi uma das mais quentes sessões de amassos da minha vida. ─ Faça sua pergunta. ─ diz ele enquanto seu peito se move rapidamente contra o meu. Minha mente está em tal neblina, que leva um momento para decifrar o que ele disse. Meu cérebro vai sobre todas as perguntas que eu tenho que perguntar, tentando identificar aquela que vai me ajudar mais. ─ Por que você está fazendo isso? ─ sussurro, não percebendo que falei em voz alta até que seu corpo enrijece e seu rosto se eleva acima do meu. ─ Quando você era pequena, eu te encontrei chorando em sua casa na árvore. Eu não era muito velho, mas no momento em que te vi com lágrimas nos seus olhos grandes e azuis, eu sabia que você era algo que precisava ser protegido. ─ Ele olha por cima de mim para a água antes de trazer seu olhar de volta para mim, puxando sua mão para fora do meu cabelo, e passando no meu couro cabeludo. ─ Eu sempre preciso protegê-la. ─ diz ele em voz baixa. Sinto meu mundo inclinando mais uma vez. Sem pensar, levanto minha cabeça e pressiono a boca na dele. Ele geme, e sua mão desliza pelas minhas costas, me puxando mais profundo em seu abraço. O som do mar ao longe e a sensação do sol quente na minha pele exposta, faz com que o momento pareça ainda mais surreal. Ele lentamente se afasta, colocando um último beijo em meus lábios antes de levantar a cabeça e olhar para mim. Há algo em seus olhos agora que eu não percebi antes, mas antes que eu possa lêlo, ele olha para o lado e se senta, puxando-me com ele.


─ Não acho que possamos comer isso. ─ digo rindo quando vejo que nossos pratos foram polvilhados com areia. ─ Acho que nós deveríamos ir para casa. ─ diz ele, ignorando o meu comentário. Enquanto assisto-o levantar, de repente me sinto estranha quando ele não olha para mim. Me levanto, espanando a areia, e em seguida, pego minhas sandálias e meu prato, caminhando para uma lata de lixo. Não tenho nenhuma ideia de como ele pôde criar tal furacão de sentimentos dentro de mim. Não gosto que ele tenha a habilidade de me fazer derreter com um beijo ou tornar-me tão louca que juro que poderia cuspir fogo. Com ele, sinto como se me tornasse duas pessoas diferentes. E eu nem sei se eu gosto de uma dessas pessoas. ─ Você está pronta? ─ Ele pergunta quando sua mão segura a minha assim que jogo meu prato no lixo. Olho em volta e percebo mais uma vez que as pessoas estão nos observando, então meu estômago cai quando eu percebo que, para ele, isto tudo era provavelmente apenas um show. ─ Claro. ─ balanço minha cabeça e gostaria de ter um par de óculos de sol para que eu pudesse bloqueá-lo para fora. Eu sei que, se fosse para olhar nos meus olhos, ele iria ver muito mais do que eu gostaria.


Capítulo 4 Pipoca ─ Quanto tempo você vai fazer beicinho? ─ Aye pergunta. Olho para ele e encaro. Tem sido uma semana desde que eu fui com Kai à praia e conheci sua família. Alguém poderia pensar que as coisas teriam sido diferentes após o nosso momento embaraçoso, mas elas não são. O homem confunde o inferno em mim. Um momento, ele está beijando-me sem sentido, e no próximo, ele está distante, fazendo-me sentir como se eu tivesse cometido um erro gigante. Mas depois ele voltou ao seu normal, encantador, enquanto age como se ele não sacudisse meu mundo. ─ Eu não estou fazendo beicinho. ─ suspiro. ─ Seu lábio inferior conta uma história diferente. Agora seja uma grande garota e diga ao Papai o que está errado. ─ diz ele, sentando-se ao meu lado em uma das espreguiçadeiras enquanto luto contra o sorriso ameaçando tomar meu rosto. ─ Por favor, pare de se referir a você como papai. ─ digo, mas eu acabo rindo no final, o que o faz sorrir. ─ Por favor, pare de dizer à minha mulher para chamá-lo de papai. ─ Kai fala, andando atrás de nós, o que me faz pular. ─ Sim, senhor. ─ diz Aye, levantando rapidamente enquanto inclino minha cabeça para trás e coloco minha mão sobre os olhos para bloquear o sol para que eu possa olhar para Kai. ─ Você ainda está chateada? ─ Ele pergunta, em seguida, olha para Aye e acena com a cabeça em um sinal para ele nos deixar. ─ Não. ─ digo a ele, observando Aye ir, mesma que ainda sinto uma pequena quantidade de raiva sobre a notícia de que ele me deu esta manhã. ─ É melhor. ─ Kai me assegura. ─ É? ─ pergunto, inclinando minha cabeça quando ele vem sentar-se ao meu lado. ─ Sim. Sua mãe e seu pai estão preocupados, Myla.


─ Então você ─ pressiono o meu dedo em seu peito ─ tomou sobre si mesmo dizer-lhes que eu fugi e me casei, e então você paga os seus bilhetes de avião para vir me visitar. Então, agora, não só sou forçada a mentir para sua família, mas tenho que mentir para as pessoas que me criaram desde que me lembro. Para não mencionar, Thad é filho deles, então, você apenas lhe disse onde estou. ─ digo, tentando manter o medo da minha voz durante a última parte. ─ Thad não vai chegar perto de você. ─ ele rosna, agarrando minha coxa. ─ Ok, Kai. Você sabe tudo. ─ balanço minha cabeça e olho para o mar, tentando ignorar os sentimentos que sua mão na minha pele está me dando. ─ São poucos dias, Myla. ─ diz ele suavemente. ─ São poucos dias mentindo em seus rostos. ─ esclareço. ─ Como é que vamos explicar dormir em quartos separados? ─ questiono, levantando uma sobrancelha. ─ Nós vamos dormir no mesmo quarto, enquanto eles estão aqui. ─ Ele dá de ombros como se não fosse grande coisa. ─O quê? ─ sussurro, sentindo a cor fugir do meu rosto. É bastante difícil vê-lo todos os dias. Não tenho nenhuma ideia de como vou lidar com ele dormindo no mesmo quarto que eu, muito menos na mesma cama. ─ Vai tudo ficar bem. Você vai ver. ─ Você está iludido. ─ respiro. ─ Perdão? ─ Ele pergunta, no mesmo tom que eu ouvi quando ele está falando com seus homens. Reúno alguma coragem necessária e olho-o direto nos olhos antes de repetir lentamente. ─ Eu disse que você está delirando. Você realmente acredita que isto vai ficar bem, quando eu sei que não vai. Você nunca assistiu a um filme antes? Há sempre alguma grande mentira que está sendo mantida escondida, e no final, a verdade vem à tona. ─ respiro fundo. ─ Não quero estar lá quando esse buraco cair. ─ A diferença é que não é um filme, Myla, e eu sei o que estou fazendo. ─ Se você diz. ─ balanço minha cabeça novamente e olho para longe dele. Quando estávamos mentindo para nós mesmos, eu era capaz de lidar com tudo isso, mas agora que envolvemos pessoas que ambos nos preocupamos, sei que isso será algo que eu vou acabar lamentando. Eu só espero que eu não me arrependa pelo resto da minha vida ou que a minha escolha não tenha um efeito negativo sobre as pessoas que são inocentes nesta coisa toda.


─ Sua mãe sente sua falta. ─ diz Kai, interrompendo meus pensamentos. ─ Eu sei, e eu sinto falta dela também, Kai, mas este não é o momento nem o lugar para uma reunião de família. ─ Você precisa aprender a confiar em mim. ─ E você precisa aprender a falar comigo antes de tomar para si a responsabilidade de fazer coisas que você não tem o direito de fazer. ─ argumento. ─ Você está certa. ─ diz ele, e eu estou completamente chocada com suas palavras e com o fato de que ele apenas concordou comigo. ─ Você está certa, mas eu também estou certo. Deixo escapar um suspiro derrotado, percebendo mais uma vez que ele simplesmente não entendeu. ─ Tanta coisa para isso. ─ penso e não percebo que disse isso em voz alta até que eu veja seu lábio contrair. ─ Tudo vai dar certo. ─ Você continua dizendo isso, Kai, mas você e eu sabemos que sua mãe construiu em sua cabeça que o desejo de minha mãe se tornou realidade. Ela está tão feliz que ela tem essa relação para reconectá-la com sua amiga que está muito longe, que ela não vai ter de entender o fato de que temos mentido para ela e todos os outros. Seus olhos procuram meu rosto, e pela primeira vez, fico com a sensação de que ele finalmente entendeu o que eu tenho dito o tempo todo. ─ Então tentamos transformar isso em um relacionamento real. Meus pulmões congelam e minha boca fica seca enquanto me sento em um silêncio atordoado, olhando para ele tentando pensar em uma maneira de voltar a partir daí. Depois de um momento, me sento na espreguiçadeira. ─ Você está louco? ─ Pergunto. ─ Você está atraída por mim. ─ ele afirma. ─ Eu... eu estou atra-atraída por você? ─ gaguejo. ─ E eu me sinto atraído por você. ─ diz ele, enquanto seus olhos percorrem meu corpo, e eu sinto meus mamilos perfurar o material fino do meu biquíni. ─ Seja sério. ─ cruzo meus braços sobre o peito. ─ Estou sendo muito sério.


─ Isso não vai funcionar. ─ argumento. ─ Por que não? Todo relacionamento começa com atração. Você está atraída por mim, e eu me sinto atraído por você. ─ Pare de me dizer que me sinto atraída por você. ─ rosno, tentando me levantar, mas antes que eu possa, estou para baixo na espreguiçadeira e Kai está inclinando-se sobre mim com rosto a polegadas do meu. ─ Por que não tentar, Myla? ─ Porque é uma ideia muito, muito estúpida, Kai. ─ rolo meus olhos. ─ Nós não temos sequer que ter relações sexuais até que esteja pronta. ─ diz ele, ignorando o que eu disse e movendo seu rosto mais perto do meu. ─ Vamos tentar, enquanto sua família está na cidade. Depois que saírem, vamos reavaliar tudo e, em seguida, decidirmos se queremos seguir em frente na nossa relação. ─ Eu não posso acreditar que estou mesmo considerando isso. ─ digo. Um pequeno sorriso aparece em seu rosto logo antes dele abaixar a cabeça e pegar a minha boca em um beijo tão quente que sinto todo o caminho até os dedos dos pés. Quando ele puxa a boca da minha, os lábios vão para a minha testa, meu nariz, em seguida, meu queixo. Estou surpresa com a súbita sensação que inflama no meu peito de seu show de afeto. ─ Precisamos ter um primeiro encontro. ─ ele me diz, e eu nem sequer tento lutar contra meu sorriso desta vez. ─ O quê? ─ Ele questiona enquanto as sobrancelhas se juntam. ─ Eu escolho nosso primeiro encontro. ─ digo a ele e, em seguida, mordo o lábio quando seus olhos apertam. ─ Tudo bem, Myla. Você começa escolhendo o primeiro encontro. ─ ele concorda. Posso dizer que ele está tentando descobrir o que eu estou fazendo, e forço tudo em mim para não sorrir ou dizer ele. ─ Nesse meio tempo, você gostaria de assistir a um filme? ─ Pergunta ele, pegando-me desprevenida. ─ Eu... ─ Faço uma pausa e procuro seu rosto antes de abaixar minha voz e perguntar: ─ Um filme? Sim, Pika, e eu assistimos a filmes com frequência, mas Kai nunca sequer pediu para assistir a um conosco. E ele honestamente parece irritado quando ele encontra todos nós espreguiçando no sofá juntos.


─ É sábado. Não tem muita coisa acontecendo, e eu não preciso de trabalhar, então uh... ─ Ok. ─ concordo, interrompendo, vendo o quão desconfortável ele está por apenas perguntar. ─ mas eu escolho. ─ Não! ─ Ele balança a cabeça. ─ Não assistirei a um filme para mulheres. ─ Nunca disse nada sobre assistir a um filme para mulheres. Eu disse que eu escolho o filme. ─ Não. Eu escolho. ─ diz ele com firmeza. Rolo meus olhos e desço da espreguiçadeira antes que ele possa me parar novamente. Olho por cima do meu ombro quando percebo que ele não está me seguindo. ─ Você vem? ─ Sim. ─ ele murmura, com os olhos grudados na cintura do meu biquíni. ─ O que há de errado? ─ pergunto, olhando para baixo para onde seus olhos estão travados. ─ Sua cor está mudando. ─ diz ele, seus olhos viajando pelo meu corpo, fazendo-me sentir como se eu não estivesse vestindo nada. ─ Tenho usado protetor solar. ─ digo a ele quando o olhar em seus olhos não muda. ─ Posso ver isso. ─ ele diz tão baixinho que eu quase não ouvi. Estou prestes a perguntar qual é o problema dele, mas, em seguida, sua mão vai para a minha cintura e ele puxa o lado do meu biquíni para baixo. ─ O que você está fazendo? ─ pergunto, afastando-me do seu toque. ─ Suas marcas de biquíni... ─ Ele balança a cabeça como se estivesse saindo de algum tipo de transe. ─ O quê? ─ pergunto confusa. ─ Nada. Você está pronta? ─ Claro. ─ mordo meu lábio e caminho para dentro da casa na frente dele. O caminho todo, eu juro que eu posso sentir seus olhos vagando sobre minha pele exposta. ─ Eu já volto. ─ murmuro, subindo as escadas e indo para o meu quarto, onde pego rapidamente uma camisa de grandes dimensões e coloco-a antes de correr de volta para a sala de cinema. ─ O que você escolheu? ─ pergunto, sentando em um dos sofás. ─ Você vai ver. ─ Ele sorri para mim por cima do ombro, e a imagem por si só é suficiente para me fazer querer ir até ele e beijar o sorriso do seu rosto.


Para um homem que não sorri muitas vezes, quando o faz, é sempre impressionante. Isso me surpreende que alguém que passa a energia de uma pessoa que você não gostaria de cruzar, é o mesmo homem que você rezaria para passar um momento, só para ver se você poderia levá-lo a sorrir para você. ─ Myla? ─ Hmm? ─ Pergunto. ─ Perguntei se você gostaria de algo para beber? Sinto o meu rosto esquentar, percebendo que eu estava olhando para ele, e sei que eu preciso de um momento para reunir meu juízo antes de me sentar sozinha com ele em uma sala silenciosa. ─ Oh, eu posso ir pegar. ─ levanto do sofá e vou até a borda da sala de cinema antes de me virar e perguntar: ─ Você gostaria de algo? ─ Uma cerveja. ─ Ele sorri e eu sinto o meu rosto já quente, tornar-se ainda mais quente. ─ Entendi. Cerveja. ─ digo baixinho, indo rapidamente para a cozinha. Até o momento que volto para a sala de cinema, passou uns bons quinze minutos. Peguei as bebidas, fiz um pouco de pipoca, e vasculhei os armários até que eu encontrei algumas balas de goma e chocolates. Eu estava matando o tempo, mas eu sabia que, se estava indo ficar perto dele, eu precisaria ter certeza que iria manter minha boca e minhas mãos ocupadas enquanto estivesse em tal proximidade do Kai. ─ Então, o que você escolheu? ─ Pergunto novamente antes de pegar um punhado de pipoca e pôr em minha boca. ─ Você vai ver. ─ diz ele, mais uma vez, chegando e sentando ao meu lado. Tento não olhar para ele, mas não posso evitar. Juro que meus olhos têm uma mente própria. Quando viro minha cabeça, ele tem o que parece ser um iPad em suas mãos e está pressionando a tela. Estudo-o por um momento quando sei que ele está completamente concentrado no que está fazendo. Seu cabelo está amarrado para trás como geralmente está, e sua mandíbula está travada em concentração. O ligeiro solavanco no centro do nariz está mais pronunciado com a inclinação do seu queixo. Meus olhos bloqueiam em seus lábios, e até mesmo de perfil, eles parecem plenos e completamente adoráveis. ─ Você está olhando para mim. ─ Não estou. ─ digo, colocando pipoca na minha boca enquanto viro meu rosto para a TV.


─ Eu disse que você está atraída por mim. ─ ele resmunga. ─ Que seja. ─ sorrio, em seguida, olho para ele quando sinto seus olhos em mim. ─ O quê? ─ Nada. ─ Ele sorri, fazendo minha barriga mergulhar. ─ Então, com o que você vai me torturar? ─ Pergunto. Seus olhos esquentam com minhas palavras, me fazendo contorcer em meu lugar. Sem responder, ele pressiona outro botão. Em seguida, a TV acende e Die Hard9 começa a tocar. ─ Oh meu Deus! Eu amo este filme. ─ sorrio para ele, e sua mão vem para cima, correndo o dedo sobre meus lábios antes que ele deixa cair sua mão e vira o rosto para a televisão novamente. Respiro profundamente, expirando lentamente antes de voltar a enfrentar a tela. Passamos o resto do dia assistindo filmes e relaxando, e pelo tempo que ambos estamos prontos para a cama, descobri algo sobre Kai que eu nunca esperava: ele é definitivamente alguém que eu posso me ver apaixonada. Também percebi que, com ele, nunca seria tão fácil como apenas amor. O amor parece uma emoção muito simples para descrever o que eu sinto por ele, se eu me permitir ir para lá.

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Duro de Matar.


Capítulo 5 Nadando com tubarões. ─ Você está certa disso? Não, eu não tenho certeza, agora que estamos no meio do oceano, mas não há nenhuma maneira que eu estou recuando. Quando acordei esta manhã, fiquei surpresa ao encontrar Kai sentado ao lado da cama, me observando. Fiquei ainda mais surpresa quando ele me disse que íamos ter o nosso encontro hoje, porque meus pais estariam aqui em dois dias e ele não teria muito tempo para fugir durante a semana. Embora, esteja animada para ver meus pais, ainda tenho uma boa quantidade de ansiedade sobre a sua visita. Mesma que eu e Kai vermos aonde isso vai, não tenho nenhuma ideia de como ele driblar duas pessoas que me conhecem, tendo um lugar na primeira fila no início do nosso relacionamento. Olho do oceano, onde uma gaiola acaba de ser colocada na água, para Kai e dou um aceno trêmulo. Quando eu tinha uns dez anos, assisti Jaws10 pela primeira vez e instantaneamente tornei-me obcecada com o mar e todas as criaturas que vivem nele. Uma das coisas que mais amava sobre o oceano eram tubarões, e eu prometi a mim mesma que, se eu tivesse a chance, iria nadar com eles. Este plano sempre me pareceu uma boa ideia. Isso foi antes de estar sentada em um grande barco, vestindo um traje de mergulho, preparando-me para ser baixada no oceano em uma gaiola, onde sangue de peixe e partes do corpo iriam ser jogados na água comigo, no mesmo momento em que eu estiver cara-a-cara com um dos maiores predadores do mundo. ─ Prometo que você vai amar. ─ ele me diz, agarrando minha mão, correndo os dedos sobre a minha pele. ─ Eu quero fazer isso. ─ engulo densamente. Quando eu disse à Kai qual era o meu plano para o nosso primeiro encontro, seu rosto se iluminou e parecia que eu havia lhe dado algum tipo de presente. Ele me disse que o mergulho com

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Tubarão ─ Filme de 1975.


tubarões é uma de suas coisas favoritas para fazer, ao lado do surf. Ele disse que não consegue ir muitas vezes, mas seu amigo estaria disposto a levar-nos em seu barco. Não posso acreditar o quão rápido tudo aconteceu. Parecia que tudo o que eu tinha feito foi estralar meus dedos, e então estava em um barco, vestindo uma roupa de mergulho. ─ Você se lembra do que fazer uma vez que estamos na gaiola? ─ Ele pergunta. Concordo com a cabeça novamente, minha voz parecendo estar perdida. Felizmente para mim, tive aulas de mergulho um par de anos atrás, e quando Kai e seu amigo revisaram tudo comigo e me fizeram perguntas, eu ainda sabia todas as respostas certas e o que fazer em caso de uma emergência. ─ Tudo certo. Vamos vestir o resto do seu equipamento, Makamae. Ele pega a minha mão e me leva para a borda, onde visto a máscara de respiração e o resto do meu equipamento. Depois de Kai me deixar pronta e verificar-me pelo menos três vezes, ele coloca rapidamente seu traje e dá um polegar para cima, e depois me sinaliza para colocar o aparelho de respiração na minha boca. Imediatamente sinto o fluxo de ar que me permite respirar debaixo d'água. Assim que estou pronta, Kai me puxa para o lado do barco, onde um conjunto de escadas leva para a água e para dentro da gaiola. Ele vai na frente e espera na parte inferior das escadas para mim segui-lo para baixo. Quando eu chego ao degrau onde metade do meu corpo alcança a água, me torno plenamente consciente de que ele está lá, seu corpo me enjaulando. Sua mão dá à minha cintura um aperto de tranquilidade antes dele submergir totalmente na água. Sigo-o e estou instantaneamente atordoada pela serenidade. O mar é tão azul de cima, e a água é tão clara embaixo, que eu juro que posso ver por milhas. O silêncio é como nada que eu já conheci. O único som que posso ouvir é o barulho da minha própria respiração concentrada. Giro lentamente e fico face a face com Kai, que aponta para os olhos, em seguida, até o topo da água. De repente, a água fica vermelho e há manchas de branco e sei que são pedaços de peixes que enchem a área que nos rodeia. Mesmo que eu saiba o que está vindo, ainda estou em êxtase quando os peixes pequenos nadam perto da gaiola e começa a comer os pedaços menores de peixe. Enquanto assisto, percebo que eles estão quase se movendo em câmera lenta até o momento que suas bocas abrem, e então eles se movem de repente, pegando a comida que eles estavam atrás. Não sei quanto tempo leva, ─ poderia ter sido minutos ou talvez até mesmo horas ─ mas Kai me bate no ombro. Quando olho para ele, ele está apontando para o canto mais longe da gaiola, onde há uma grande massa preta vindo em nossa direção. Pego a mão de Kai e tento manter a minha respiração,


mesmo quando a imagem difusa se apura e a massa negra torna-se um grande tubarão. Sei imediatamente que é um tubarão tigre, um dos animais mais mortais na Terra. Seguro a mão de Kai mais apertado enquanto o tubarão nada ao redor da gaiola um par de vezes. O momento parece quase suspenso no tempo, mas antes de realmente ter um segundo para apreciar a beleza da criatura magnífica na minha frente, ele se foi. Nós flutuamos ao redor da gaiola por mais alguns minutos, mas quando Kai bate o pulso, eu sei que é hora subir à tona. Assim que chegamos à superfície, o amigo de Kai me ajuda a subir no barco e começa tirando meu equipamento. Quando minha máscara sai, respiro profundamente o ar salgado do mar e olho para Kai. Quando nossos olhares se conectam, tento transmitir com meus olhos o quanto este momento significa para mim. Não é todo dia que você começa a viver um de seus sonhos de infância, e eu não poderia ser mais grata que ele é o único que me deu isso. Termino de tirar tudo e ponho de lado enquanto tento entender o sentimento que tenho no meu peito. Não até que Kai vem e me arrasta de onde estava sentada em um sofá grande na parte de trás do barco que percebo o que é: Felicidade. Sempre me considerei uma pessoa feliz, mas eu não sabia que, no fundo, eu realmente não era, e desde o momento que cheguei no Havaí, tenho sido verdadeiramente feliz. Sinto falta da minha loja e minhas meninas, mas para mim, eu estava apenas chegando perto. E agora que a minha vida evoluiu, fui forçada a fazer algo que eu nunca teria feito antes, e quando deixei o que tinha pensado como a segurança da minha casa, estou finalmente, realmente e verdadeiramente feliz. Com esse pensamento, enrolo ao lado de Kai, colocando minha cabeça no peito dele, e caio no sono com o cheiro do mar e o balanço do barco me embalando na terra dos sonhos. *** Acordo e tento rolar, apenas para encontrar-me amarrada à cama por um braço sobre minha cintura e musculosas pernas peludas emaranhadas com as minhas. E então, me lembro que meus pais estão no Havaí, dormindo a alguns metros do nosso quarto. ─ Volte a dormir. ─ Kai murmura contra o meu pescoço, causando arrepios por todo o meu corpo. ─ Pensei que você ficaria em seu lado da cama. ─ sussurro, esfregando as pernas juntas, que de repente se tornaram inquietas. ─ Ficou frio. Eu precisava do calor do seu corpo para manter-me aquecido.


Sorrio para sua resposta e viro-me em seus braços para enfrentá-lo, notando que está muito mais frio no quarto do que normalmente. Assim que estou enfrentando-o, ele envolve o braço de volta ao redor da minha cintura, coloca seu quadril sobre o meu, e começa a brincar com o meu cabelo. Ficou mais fácil ao longo dos últimos dois dias estar tão perto dele, e se sou honesta comigo mesma, vim a almejar seu toque e presença. Ele é como uma droga, sei que é ruim para mim, mas não posso deixar de querer mais. Depois de um segundo apreciando a facilidade do momento, inclino minha cabeça para trás e pergunto: ─ Você acha que vai ser estranho hoje, ter minha mãe e meu pai e seus pais aqui? Seu olhar viaja do pedaço de cabelo ele está caindo para os meus olhos, e, em seguida, ele olha sobre a minha cabeça antes de responder: ─ Não. Minha mãe e eu conversamos. Ela não vai trazer à tona o fato de que ela conhecia sua mãe. ─ Ele enfia o rosto sob o queixo, obrigando-me a inalar uma baforada de seu cheiro. ─ Ainda acho que vai ser um pouco estranho. ─ Estarei com você na maior parte do dia. Tenho que sair por um par de horas em torno do meiodia, mas depois disso, eu sou todo seu. ─ ele me diz, e ignoro o sentimento que tenho dele me dizendo que é meu e puxo meu rosto de seu peito assim posso olhar para ele. ─ Você sabe, se sua mãe comenta que estar planejando um casamento, enquanto minha mãe está aqui, nós estamos completamente ferrados. ─ suspiro. ─ Se isso acontecer, vamos lidar com isso quando chegar a hora. ─ Você age como se não fosse grande coisa, Kai. Já é ruim o suficiente que me casei uma vez e não era real. Eu não quero fazer isso de novo, só que desta vez usando um vestido branco e na frente dos meus pais. ─ Não se preocupe com isso agora. Basta aproveitar o tempo que você tem com seus pais enquanto eles estão aqui. ─ ele incentiva. Mordo o interior da minha bochecha para não dizer mais. Parece que, não importa o que eu diga, ele não está entendendo que isso, para mim, é muito mais do que eu posso lidar agora. Nunca fui uma boa mentirosa, e isto não é algo que quero me tornar boa. ─ Nós provavelmente devemos nos levantar. ─ me afasto, tiro o cobertor, e tremo quando o ar frio atinge a minha pele. ─ Será que você ligou o ar condicionado?


Olho por cima do meu ombro, e embora ele esteja de costas, ouço-o murmurar: "Não" sob sua respiração enquanto ele se levanta. Tento tirar meus olhos dele, mas vendo os músculos de suas costas flexionarem quando ele levanta os braços acima da cabeça, mantém meus olhos no lugar. ─ Você precisa tomar banho? ─ Ele pergunta sorrindo quando me pega olhando para ele. ─ Sim. ─ um frio, penso, mas não digo enquanto levanto e vou ao banheiro. Fecho a porta, vou até a pia, pego minha escova de dentes e vejo que a escova de Kai está ao lado da minha no suporte. Ignoro a sensação que me dá, espremo o creme dental na escova de dente, e escovo os dentes antes de ir para o chuveiro. ─ O que você está fazendo? ─ Pergunto quando ele entra no banheiro, assim quando estou ligando o chuveiro. Ele ignora a minha pergunta, caminha até a pia, e começa a pôr pasta de dentes em sua escova. ─ Eu vou tomar banho. ─ digo, olhando para ele através do espelho e franzindo a testa quando ele começa a escovar os dentes. ─ Você precisa fazer isso neste exato momento? Nossos olhos se conectam e ele tira a escova de dente da boca. ─ Sinta-se livre para sair. ─ ele diz, e eu posso ouvir o desafio em sua voz. Algo em mim se encaixa, e eu retiro a calça junto coma calcinha que estou vestindo, puxo meu pijama sobre a minha cabeça e entro no chuveiro, mantendo as costas para ele. As portas de vidro estão quase embaçadas, mas eu sei que ele ainda pode me ver. Honestamente não posso acreditar que fiz algo tão corajoso, mas sinto que ele está constantemente empurrando-me, talvez até me testando. Espreito por cima do ombro e encontro o olhar fixo em mim através do espelho. Meus mamilos endurecem e sinto minha boceta contrair pelo olhar em seus olhos. Começo a pensar que sou uma idiota quando tudo o que ele faz, é olhar fixo, mas quando seu corpo se vira para mim, ele começa a dar um passo em minha direção. Em vez disso, ele para e balança a cabeça, ajustando a protuberância em suas calças e, em seguida, sai do banheiro, fechando a porta atrás de si. Solto a respiração que estava trancada no meu peito e viro a temperatura da água para fria por um momento, necessitando esfriar antes de voltar ao quente, lavando-me rapidamente, e saindo. Quando volto para o quarto, Kai se foi, mas o cheiro de seu perfume ainda está persistente no ar. Coloco um shorts azul-marinho que se dobram na bainha e uma camisa branca de botão por cima do meu biquíni azul-marinho antes de calçar um par de chinelos brancos que têm strass em todas as tiras e faço trança rápida no cabelo. Então, saio.


─ Hey, Pika. ─ digo, quando abro a porta do nosso quarto e encontro-o encostado na parede em frente ao hall. ─ Kai me pediu para levá-la para a sala de jantar. Concordo com a cabeça e começo a segui-lo pelo corredor. As coisas ficaram um pouco mais fácil entre Pika e eu, mas ainda odeio o olhar de piedade que às vezes, vejo em seu rosto quando ele está olhando para mim. Eu acho que ajuda que ele não fala muito, e honestamente, metade do tempo, esqueço que ele está ao redor. ─ Você teve uma boa noite de folga? ─ pergunto, tentando preencher o silêncio entre nós. Seus olhos viram para mim por cima do ombro, e ele dá de ombros. ─ Não fiz muito. ─ ele resmunga então vira e continua andando. ─ Parece divertido. ─ murmuro, em seguida, mordo o interior da minha bochecha, me perguntando por que diabos eu disse isso. Normalmente, Aye está conosco, por isso é mais fácil lidar com Pika e seu comportamento frio. Ele parece ser um cara legal, se você gosta do tipo silencioso e meditativo que estaria mais inclinado a assistir tinta secar do que falar com você. Andamos o resto do caminho em silêncio, e assim que chegamos na entrada da sala de jantar, ouço minha mãe perguntar se estou vindo e Kai dizer a ela que eu estava saindo do chuveiro quando ele saiu do quarto. Balanço minha cabeça e luto contra o calor que está se preparando para assumir o meu rosto, lembrando-me do que fiz. Quando entro na sala de jantar, olho para minha mãe, que está sentada ao lado das grandes portas abertas que levam para uma varanda. Se você não soubesse melhor, pensaria que sou sua filha biológica. Temos o mesmo cabelo loiro e olhos azuis, e ela também é alta e magra. Meu pai está sentado à mesa com um jornal aberto na frente dele. Ele raspou seu cabelo quando eu tinha quinze anos e não tem crescido desde então. Ele também é alto, mas seu corpo é maior, e onde ele costumava estar em forma, seu corpo começou a ficar macio com a idade. Seus olhos castanho-escuros encontram os meus e ele sorri, levanta trás da mesa e vem em minha direção. ─ Aí está a nossa menina. ─ diz ele em voz baixa, me envolvendo em um abraço. ─ Ei, pai. ─ respondo tão suavemente, passando os braços em torno dele, enquanto mergulho em um de seus maravilhosos abraços ─ uma das minhas coisas favoritas no mundo. ─ Você está bem esta manhã?


─ Estou. ─ me inclino para trás e sorrio para ele. Seu rosto suaviza, e ele se inclina e beija minha testa. ─ Não posso acreditar em como linda você se tornou. ─ minha mãe sussurra. Viro para ela que me envolve em um abraço. Falando a mesma coisa que ela disse ontem, quando os pegamos no aeroporto, minha cabeça sobe quando ouço suas palavras. Eu não tinha percebido o quanto sentia falta deles. Eles são os únicos pais que eu já conheci, e nunca houve um momento em que eles não me fizeram sentir bem-vinda e amada. ─ Estou feliz que você está aqui. ─ sussurro honestamente. ─ Você sabe que onde quer que você esteja no mundo, se você precisar de mim, querida, eu iria passar pelo inferno para fazê-lo para você. Um soluço sobe minha garganta. Eu sei que ela está dizendo a verdade, e é por isso que eu sempre tentei proteger os meus pais. O pensamento de algo acontecendo com eles por causa do que o seu filho faz, sempre me fez ter medo. ─ Não chore. Nós estamos aqui agora. ─ Ela me segura mais apertado e sussurra em meu ouvido: ─ Seu marido parece que vai matar alguém. Eu não acho que ele gosta quando você chora. Tiro meu rosto de seu peito, e meu olhar colide com o de Kai. ─ Eu estou bem. ─ Limpo o meu rosto com um lenço que meu pai me entrega. Kai vem até mim e envolve um braço em volta da minha cintura antes de beijar o lado da minha cabeça. ─ Eu estava dizendo à sua mãe sobre a nossa viagem e o mergulho com tubarões. ─ Ele olha para mim e sorri. ─ Eu disse a ele sobre quando você era pequena e você estava fascinada com o oceano, mas o mais próximo que você esteve da vida marinha foi no aquário. ─ diz papai. ─ Papai costumava me aporrinhar sobre ele ter que trabalhar mais horas só para pagar a minha obsessão com o aquário. ─ sorri com a memória. ─ Eu adorava ter esse tempo com você. ─ meu pai diz, em seguida, olha para Kai. ─ Meus filhos sempre fizeram um esporte ou outro, e a vida era sempre agitada. Foi agradável passar uma tarde tranquila, uma vez por mês com uma menina que não queria nada mais do que sentar no observatório do aquário, observando os peixes nadarem ao redor.


─ Eu amava esse tempo com você também, tanto quanto eu gostava de ajudar você na padaria aos sábados, quando fiquei mais velha. ─ digo a ele. ─ Você sempre foi uma boa garota. ─ Ele olha para mim com os olhos cheios de tristeza, em seguida, pega a mão da minha mãe. ─ Eu não sei o que fizemos, mas o que quer que seja, pedimos desculpa. Nós tentamos ser bons pais. ─ Oh Deus, ─ sufoco. ─ Você não fez nada, ─ engulo o caroço na minha garganta. ─ Vocês são pais incríveis, os melhores. Eu só... Eu só... ─ Faço uma pausa, sem saber o que dizer. Não há maneira de explicar porque saí de casa e nunca olhei para trás sem ter de chamar seu filho, e não estou disposta a arriscar dizendo o que ele fez para mim. ─ Eu sei que há muito o que falar, mas se pudéssemos colocar tudo isso para fora em outro momento, eu ficaria grato. Myla se estressou muito desde que nos casamos, e eu realmente não quero que minha esposa passe as primeiras semanas do nosso casamento, deprimida. ─ diz Kai. Meu rosto suaviza, e me inclino mais para seu lado. ─ Este deve ser um momento feliz para nós, Makamae. ─ acrescenta ele, inclinando a cabeça para baixo para mim. Olho para ele com admiração e sei que isso é mais uma razão pela qual eu poderia me apaixonar por ele tão facilmente. Ele tem uma maneira de me ler como ninguém jamais fez. ─ Concordo, ─ minha mãe diz calmamente, e meus olhos vão para ela. Ela está olhando para Kai com os olhos brilhando. ─ Temos muito tempo para falar sobre tudo. Vamos apenas ter um bom tempo, enquanto nós estamos aqui. ─ Obrigado, mãe. ─ sussurro. Ela sorri para mim e estende a mão para segurar suavemente meu rosto antes de deixar cair a mão para o lado dela. ─ Eu, por exemplo, estou morrendo de fome. ─ meu pai entra na conversa, e a energia na sala se torna mais leve. Kai pressiona outro beijo no lado da minha cabeça, em seguida, leva-me até a mesa e puxa uma cadeira para mim antes de sentar ao meu lado. ─ Obrigado. ─ sussurro, olhando para ele quando os empregados vêm com o café da manhã. ─ Disponha.


Ele se inclina e me inclino sem pensar, aceitando seu beijo. Quando nossos lábios se separam, seus olhos ficam trancados no meu; e o olhar que tenho tentado decifrar aparece em seu rosto novamente antes de ele se afastar, não me dando uma chance para descobrir. *** ─ Estou feliz que você encontrou um bom homem. ─ Meu pai sorri para mim enquanto nós caminhamos até a praia. Depois do almoço, decidimos dar um passeio enquanto minha mãe foi deitar no sol. ─ Você sempre coloca todo mundo antes de você. Estou feliz que você encontrou um homem que se certifica de que você está cuidada. ─ Ele é bom para mim. ─ digo, enquanto aprecio a brisa do oceano. ─ Quando ele olha para você, você pode ver o quanto ele te adora. ─ Sério? ─ questiono, em seguida, me pergunto se eu deveria ter dito algo diferente. ─ Quando você nos pegou no aeroporto ontem, sua mãe e eu paramos no momento em que a vimos na esteira de bagagens. Estávamos, francamente, em reverência. Kai é ... bem, intimidante. ─ Não, ele não é. ─ balanço minha cabeça. Kai é lindo para mim. ─ Ele é, mas estava olhando para você com uma suavidade em seus olhos, que só vi uma vez antes, e era seu pai quando ele olhava para você ou para sua mãe. ─ meu pai sussurra. Minha cabeça vira para ele. Estou em choque, porque nunca tínhamos, nem mesma uma vez, falado sobre o meu pai antes. ─ Você era a sua estrela. ─ Ele balança a cabeça antes de olhar para a água e, em seguida, voltar a olhar para mim com uma profunda tristeza em seus olhos. ─ Quando ele me pediu para levá-la, eu sabia como foi difícil para ele fazer isso. Sua mãe e ele te amavam. Você foi a razão pela qual eles foram colocados nesta Terra. ─ Odeio que eu não me lembro deles. ─ digo em meio a lágrimas. ─ Você lembra... ─ Ele faz uma pausa, pega a minha mão e coloca-a sobre o meu coração. ─ Aqui, você se lembra deles. Eles têm estado sempre com você, sempre estarão com você. ─ Eu sei que eles me amavam. ─ digo a ele depois de um momento, quando eu finalmente encontro a minha voz novamente. ─ Eu sei que eles a amaram também. ─ ele diz enquanto seu rosto suaviza. ─ Não, eu sei, porque deram você e mamãe para mim.


─ Oh, Myla. ─ Ele balança a cabeça e me puxa para um abraço. ─ Nós sentimos falta da nossa menina. ─ posso ouvir as lágrimas em sua voz, e isso me mata que eu tenha feito isso com ele. ─ Sinto falta de vocês também. ─ choro, passando os braços apertados em torno dele. ─ Vamos fazer desta a última vez que esperamos tanto tempo entre as visitas. ─ Ok. ─ concordo, segurando-o apertado. Ficamos assim por um longo momento. Senti falta dos meus pais, mas meu pai e eu temos estado sempre perto, por isso não o ter em minha vida ao longo dos últimos anos, realmente me machucou. ─ Te amo pai. ─ Eu também te amo. ─ Ele se afasta, em seguida, olha para o meu rosto molhado de lágrimas. ─ Você precisa parar de chorar antes de voltar para casa e seu marido vê-la. ─ Parei. ─ sorri para ele com os olhos lacrimejantes. Ele envolve o braço em volta dos meus ombros, e nós andamos o resto do caminho de volta para casa em silêncio. Sinto que, ao longo das últimas semanas, tenho sido bombardeada com as coisas do meu passado, algumas boas, e algumas más. Mas eu também sou grata pelo encerramento que estou recebendo a partir disso.


Capítulo 6 Amarrada a Ele ─ Eu disse que o momento em que os colocássemos juntos, ia ser ruim. ─ digo para Kai, que tem a coragem de sorrir para mim. Depois que meu pai e eu voltamos de nossa caminhada na praia, a mãe de Kai apareceu e imediatamente começou a falar com minha mãe sobre casamentos e como ela acredita que devemos ter outra cerimônia onde todos podem ver e testemunhar nós trocando os votos. Então minha mãe começou a dizer-lhe que só seria capaz de ficar até o fim de semana, mas ela gostaria de ter algum tipo de comemoração antes que ela fosse para casa. Então, agora, a minha mãe e a mãe de Kai acabam de nos dizer o que está acontecendo e como vamos ter uma festa com mais de cento e cinquenta pessoas. Ele dá de ombros. ─ É só uma festa. ─ Você os ouviu? ─ praticamente grito. ─ Eles disseram cento e cinquenta pessoas. Cento e cinquenta pessoas é mais do que só uma festa. Isso é como... um concerto ou algo assim. Sua sobrancelha se ergue, e ele balança a cabeça. ─ Que tipo de concerto você tem ido? ─ Isso não importa. ─ rolo meus olhos, completamente exasperada. ─ Eu sei que você não quer fazer isso, mas olhe o quão feliz nossas mães estão agora. E isso vai ser bom para que todos possam conhecer a minha esposa. Eu deveria ter feito algo assim que chegamos em casa, mas com tudo o que aconteceu, não quis colocar muita pressão sobre você. ─ Não preciso conhecer todo mundo, Kai. ─ digo a ele, sentindo-me nervosa de sequer pensar nisso. ─ Nós nem sequer sabemos o que estamos fazendo. As coisas entre nós ainda estão no ar. ─ Pare. ─ ele rosna, virando para me encarar. ─ Toda vez que você fala sobre nós, você faz parecer que temos uma data de validade. Nós concordamos em tentar fazer isso funcionar, mas para que isso aconteça, nós dois temos que estar envolvidos. Você não pode ter um pé para fora da porta, Myla. Engulo, fecho meus olhos, e encosto a minha testa contra seu peito, ao perceber que ele está certo. Concordei em ver aonde as coisas vão com ele, e, ao mesmo tempo, fui contando conosco chegando ao fim.


─ Você está certo. ─ Abro meus olhos e olho para ele. ─ Sinto muito. Você está certo. Suas mãos vêm para cima, e ele detém suavemente meu rosto entre as mãos. ─ Vamos nos preocupar com uma coisa de cada vez. ─ Ele me beija suavemente, em seguida, se inclina para trás apenas o suficiente para que ele possa me olhar nos olhos. ─ Vamos dar a nossas mães esta festa. Eu sei que vai significar muito para as duas. ─ aceno com a cabeça e inclinar para seu toque. ─ Vou ficar com você a noite toda. ─ Ele me beija novamente, mas desta vez, antes que ele possa se afastar, mordo seu lábio inferior. Ele rosna profundamente em sua garganta e sua mão enrosca em meu cabelo, forçando minha cabeça para o lado. Minha boca se abre sob a sua, e no momento que sua língua toca a minha, choramingo. Nunca estive com alguém como ele, e por mais que isso me assusta, ainda o quero mais do que queria alguma coisa em um tempo muito longo. Ele retarda o beijo e se afasta, descansando sua testa contra a minha. ─ Você está certo. ─ Estou certo? ─ Pergunta ele, surpreso. ─ Bem, isso significaria muito para minha mãe estar envolvida, mesma que seja apenas uma festa. ─ E nós? ─ Questiona. Debato por um momento como responder a ele antes de pressionar meu peito contra o dele. ─ Sei que você não acha que estou dando uma chance, mas estou. Nunca estive com alguém como você antes. Você me assusta. ─ Myla.. ─ ─ Oh, querida, estou tão animada! ─ Minha mãe diz, interrompendo Kai. ─ Você acha que nós deveríamos ter um fotógrafo? ─ Não acho que é necessário. ─ murmuro, ganhando um aperto na minha cintura por Kai. ─ Tenho certeza que seus irmãos gostariam de ver algumas fotos sua. Meu corpo congela e sinto o sangue fugir do meu rosto enquanto os braços de Kai vão em torno de mim. ─ Você não parece tão bem. Você está bem, querida? ─ Minha mãe perguntou. Concordo com a cabeça, incapaz de falar. ─ Ela teve um longo dia. Vou levá-la para cama. Amanhã vai ser um dia muito ocupado. ─ diz Kai. ─ É claro. ─ murmura minha mãe, olhando-me.


Dou um sorriso trêmulo e um abraço antes de Kai me levar de volta para o nosso quarto. Uma vez que entramos e ouço a porta fechar atrás de nós, ando até a cama, sento-me e, em seguida, tiro meus sapatos antes de puxar os meus pés para cima da cama e me enrolo em uma bola. ─ Você sabe que Rory uma vez foi o meu melhor amigo? ─ Pergunto à Kai enquanto vejo-o tirar a camisa sobre a cabeça, em seguida, puxar as calças, ficando apenas em sua cueca boxer, que mostra a tatuagem em seu quadril direito desaparecendo em sua roupa de baixo, terminando logo acima do joelho. Gostaria de poder ver toda a extensão da obra de arte e chegar perto do trabalho muito detalhado. ─ O irmão de Thad? ─ Ele questiona, me puxando para fora dos meus pensamentos enquanto ele caminha em minha direção, segurando uma camisa em sua mão. Concordo com a cabeça, enquanto assisto os músculos em seu estômago flexionarem. ─ Você ainda mantém contato com ele? ─ Pergunta ele. Balanço minha cabeça. ─ Não. Quando me mudei para longe de Nevada, deixei tudo para trás. ─ digo, sentando ao lado da cama. Quando ele murmura um tranquilo, "Up", suas mãos vão para o meu estômago. Em seguida, ele tira minha camisa sobre minha cabeça e então rapidamente veste a outra. Desengancho o sutiã nas minhas costas, e tiro-o por uma das mangas da camisa. ─ Por que você fugiu após a graduação? ─ Ele pergunta. Olho para ele, e ele procura o meu rosto. Parte de mim se pergunta como ele poderia saber sobre isso, mas estou começando a entender que Kai sabe muito mais do que eu poderia até começar a perceber. E eu me pergunto se a sua pergunta agora é mais um teste do que apenas sanando sua curiosidade. ─ Fui aceita na escola de culinária. ─ digo baixinho, olhando o flash de decepção em seus olhos. Rapidamente tiro meu short, observando enquanto ele caminha ao redor da cama e fica atrás de mim. Eu não sei por que, mas espero que ele me ignore, apenas vire as costas para mim e vá dormir, mas em vez disso, ele vem até mim, me puxando, minhas costas em seu peito. Em seguida, ele desliza um braço sob meu pescoço e envolve o outro ao redor do meu estômago. ─ Então, vocês eram amigos? ─ Ele pergunta baixinho depois de um momento.


Sinto sua respiração no meu pescoço, então fecho meus olhos por um momento, memorizando a sensação. ─ Nós tivemos os mesmos amigos, e quando estávamos em casa, era como viver com o meu melhor amigo. Eu acho que foi mais difícil deixá-lo para trás mais do que qualquer outra coisa. ─ Huh, ─ ele resmunga, e uma pequena emoção enche-me que talvez ele esteja com ciúmes, mas esmago-a imediatamente, sabendo que ele nunca sentiria ciúmes. ─ Recebi um anúncio de noivado dele cerca de um ano atrás, e enviei um cartão de parabéns em troca, mas eu simplesmente não poderia me encontrar pegando o telefone para ligar para ele. ─ Algo deve ter acontecido para fazer você cortar todos os laços com as pessoas que você considerava família. ─ Acho que eu só estava tentando encontrar meu próprio caminho no mundo. ─ minto, ganhando um aperto dele. ─ Eu queria que você falasse comigo. ─ diz ele em voz baixa. Me viro para encará-lo e enterro meu rosto em seu peito, desejando que eu tivesse a coragem de compartilhar o que aconteceu com ele. ─ Estou tão cansada. ─ digo a ele em vez disso, respirando profundamente. ─ Durma, Makamae. ─ diz ele, envolvendo os braços em volta de mim mais apertado. Mesmo que tente me convencer do contrário, e mesmo sabendo que é um grande erro, adormeço me sentido segura e querida. O rosto de Kai está entre as minhas pernas, seus grandes braços me segurando no lugar, suas mãos seguram as minhas contra minhas coxas, tornando impossível tocá-lo. Grito em frustração quando sinto meu clitóris pulsar em sua boca. Acordei respirando pesadamente, e me lembro do sonho que estava tendo. Estava implorandolhe para fazer amor comigo, mas ele apenas me manteve na borda. Tento me levantar e percebo a mão de Kai dentro da minha calcinha, e posso sentir o comprimento duro dele contra minhas costas. ─ Oh, Deus. ─ gemo baixinho, apertando os olhos fechados. Sei que tudo que preciso é a menor pincelada contra o meu clitóris e vou explodir. Tento me mover novamente e seus dedos, pressionam novamente. ─ Kai. ─ sussurro, sem querer revirando os quadris para frente em sua mão. ─ TU Kai. ─ ele rosna, se pressionando em minhas costas.


Minha mão vai para sua coxa e minhas unhas cavam em sua pele enquanto seus dedos deslizam minha calcinha para o lado e seu dedo médio circunda o meu clitóris. ─ Encharcada. ─ ele rosna contra meu pescoço enquanto seu dedo faz um outro círculo. Minha mão em sua coxa vai atrás das costas e para baixo em sua boxer, meus dedos tentando dar a volta à sua largura, sem chegar perto. A partir da sensação dele na minha mão, posso imaginar o quão grande e bonito ele é. Deslizo para baixo, em seguida, para cima, e ele rosna, seus dentes beliscando meu pescoço. Ele parece como aço coberto de seda suave. Meu polegar passa sobre a ponta, pegando a gota de pré-semem antes de fazer outro curso descendente. ─ Makamae. ─ diz ele, e sem aviso, dois dedos rapidamente entram em mim. ─ Kai! ─ grito e viro minha cabeça sobre o meu ombro a tempo para capturar sua boca em um beijo que me tira o fôlego. Seus dedos se movem em sincronia com a mão que eu estou bombeando-o. Puxo minha boca da dele e grito novamente quando ele rola o polegar sobre meu clitóris, fazendo com que o orgasmo que vinha crescendo desde que acordei exploda através do meu corpo. Aperto meus olhos fechados enquanto minha boceta convulsiona em torno de seus dedos, e seus dentes seguram a pele do meu pescoço enquanto minha mão enche de gozo de sua libertação. Depois de um momento, começo a voltar a mim mesma, e posso sentir meu rosto ficando vermelho de vergonha. Nunca esperei que isso acontecesse. Normalmente leva um tempo para me sentir bem com qualquer tipo de intimidade, mas como tudo sobre Kai, ele traz isso de mim tão facilmente. ─ Eu poderia ir de novo. ─ diz ele. Sinto que seu pênis ainda está semiduro. Solto-o quando percebo que ainda está na minha mão. Ele me vira de costas, e seus dedos afundam mais profundo dentro de mim, fazendo-me gemer alto enquanto réplicas de meu orgasmo enchem meu baixo ventre. ─ Você é minha esposa, Myla. ─ Eu sei. ─ aperto meus olhos fechados. ─ Isso é natural. ─ Eu não estou pronta para isso. ─ digo, em seguida, sento a cama começa a tremer. ─ Você está rindo? ─ Pergunto, incrédula, abrindo os olhos.


─ Você pode não achar que está pronta, mas você estava me implorando por isso... mesmo em seu sono. ─ Não. ─ sussurro, sentindo meus olhos ficarem grandes e meu rosto ficar ainda mais vermelho. ─ Não gozei de uma punheta desde que tinha treze anos. Estou tão surpreso com o que aconteceu como você. Mas não me arrependo. Não me arrependo de nada que aconteceu entre nós. Sinto meu rosto suavizar, e me inclino para cima, pressionando um beijo em sua boca. Então gemo em sua garganta enquanto seus dedos começam a deslizar para dentro e para fora de mim novamente. Ele puxa a boca da minha, em seguida, olha em meus olhos. ─ Desta vez, quero ver você quando você gozar. Imaginei isso uma centena de vezes, mas agora, vou ter a memória de como você se parece, o seu cheiro e o seu sabor. ─ diz ele, abaixando o rosto para o meu estômago, e, em seguida, puxando minha camisa para cima com os dentes, expondo meus seios. ─ Acho que estou obcecado com suas marcas de biquíni. ─ diz ele, lambendo meu peito e me fazendo choramingar. ─ Um dia, vou despi-la e rastrear cada polegada delas com a minha língua e dentes. Sua boca se move ao meu outro seio, e sinto-o lambê-lo, sua boca evitando meu mamilo com cada golpe de sua língua. ─ Kai! ─ grito, meus dedos enfiando através de seu cabelo quando seus lábios bloqueiam em meu mamilo. Sua língua movimenta sobre a ponta enquanto seus dedos entram em mim mais e mais rápido, seu polegar passando em meu clitóris. Minha cabeça cai de volta no travesseiro. Meus olhos espremem fechados, mas depois eles se abrem quando ele exige: ─ Abra os olhos. Quando nossos olhares bloqueiam, desmorono em suas mãos, minhas entranhas se tornando líquidas quando outro orgasmo explode através de meu corpo. Meus olhos ficam trancados nos seus enquanto flutuo antes de lentamente voltar a mim mesma. ─ Agora entendo como a beleza realmente se parece. ─ diz ele, puxando a mão da minha calcinha e enrolando-se em torno de mim. ─ Obrigado. ─ sussurro, e ele se afasta para que possa olhar para mim. ─ Vou fazer isso por você a qualquer momento você pedir.


Sinto meus lábios se contorcerem, e estou prestes a dizer algo, quando há um grande estrondo na porta do quarto. ─ Kai! ─ Uma mulher grita. ─ Deixe Myla levantar! Tenho ordens estritas para levá-la de você, mesmo que seja pela força. Preciso deixá-la pronta para a festa de hoje à noite. ─ Você vai ter que voltar depois. ─ Kai grunhe, rolando-nos de forma que estou esparramada em cima dele. ─ Vou dizer à mamãe! ─ Ela grita de forma dramática. Começo a rir, então, rapidamente suspiro quando uma de suas mãos desliza para cima debaixo da camisa, em seguida, para baixo em minha calcinha antes de fechar em concha sobre a bochecha da minha bunda. ─ Eu deveria me levantar. ─ digo baixinho, olhando para ele. Sua mão vai para o lado do meu rosto, em seguida, desliza em torno enquanto seus dedos circundam a parte de trás do meu pescoço. Ele puxa suavemente, forçando minha boca na sua. Seus dentes mordem meu lábio inferior. Em seguida, ele acalma com um golpe de sua língua. ─ Você deve passar o dia na cama comigo. ─ diz ele, causando um formigamento direto para o meu núcleo. ─ Myla, se você pode me ouvir, realmente preciso que você venha aqui fora. ─ Meka grita, e eu começo a rir contra a boca de Kai. ─ Te vejo mais tarde. ─ digo a ele. Sua mão dá um aperto em minha bunda enquanto seus quadris levantam. Sinto o comprimento duro dele contra a minha barriga antes que eu esteja rolando novamente e ele está sobre mim, seu cabelo como uma cortina, tornando o momento ainda mais íntimo. Seu rosto abaixa e ele pega a minha boca em um beijo profundo, então, rapidamente se afasta. Em seguida, ele pula para fora da cama. Seus olhos me olham antes que ele vá até o armário, pega um moletom, veste-os, e, em seguida, abre a porta do quarto, onde Meka entra voando. ─ Oh, graças a Deus. Pensei que estava interrompendo. ─ diz ela, e mordo o interior da minha bochecha, porque ela está, obviamente, alheia. ─ Você nos interrompeu. ─ Kai rosna, em seguida, olha para mim na cama de novo, e posso ver a promessa silenciosa em seus olhos.


─ Você está saindo? ─ Ela questiona, ignorando o último comentário, vindo para a cama, e se jogando ao meu lado. Kai grunhe para ela, em seguida, olha para mim, e seus olhos mudam, parecendo mais suaves. ─ Vejo você na festa. ─ Vejo você na festa. ─ respondo suavemente. Seus olhos ficam presos nos meus por um momento, em seguida, viajam para sua irmã. ─ Cuide de minha esposa. ─ Vou cuidar. ─ ela diz em um sussurro. Vejo-o sair e não tiro os olhos da porta até Meka dar um tapinha na minha perna. ─ Vai levar algum tempo para me acostumar a ele estar apaixonado. ─ diz ela. Meu olhar vai para ela. ─ Perdão? ─ Nunca o vi olhar para ninguém do jeito que ele olha para você. Encaro-a, sem saber o que dizer e não querendo levantar minhas esperanças. Mas o sentimento que tive em meu intestino desde o momento em que conheci Kai, está causando uma sensação de calor se espalhando por todo meu corpo. ─ De qualquer forma, você já sabe que ele está apaixonado por você. ─ Ela sorri, em seguida, salta para fora da cama. ─ Ok, vá tomar banho, temos muito que fazer. Saio da cama, vou ao banheiro e tomo banho rapidamente. Quando eu saio, o quarto tem não só Meka esperando, mas também a minha mãe, a mãe de Kai, e uma grande mulher usando um vestido floral muito brilhante que acentua sua pele escura e figura mais cheia. ─ Você está aqui! Vamos começar. Começo a dar um passo para trás da mulher quando ela vem para mim, segurando um saco em suas mãos. ─ Vamos, filha. Não temos o dia todo. ─ Ela revira os olhos. Olho para a mãe de Kai, mas ela apenas sorri. ─ Marcy vai vestir você e se certificar que seu vestido sirva. Ela pode ajustá-la a fazer seu cabelo e sua maquiagem enquanto nós saímos. ─ Hum... pensei que nós estávamos apenas fazendo uma pequena confraternização.


─ Nós estamos, mas haverá um fotógrafo e eu gostaria de ter algumas fotos de você e Kai. ─ minha mãe diz, fazendo-me sentir culpada. Engulo meus próprios sentimentos pessoais e caminho em direção à mulher. ─ Onde você gostaria que eu ficasse? ─ Aqui está muito bem. ─ Ela para diante de mim, me medindo, e em seguida, abre o saco de roupa, tirando um vestido branco. ─ Você é muito menor do que ele normalmente gosta. ─ ela murmura para si mesma. Sacudo o sentimento que tenho a partir de suas palavras e olho para a minha mãe. ─ Você vai ficar linda. ─ Minha mãe sorri, em seguida, começa a falar com a mãe e a irmã de Kai. Mesma que eu esteja em uma sala cheia de pessoas, sinto-me sozinha. Fecho meus olhos e desejo que eu estivesse de volta na cama com Kai.

***

─ Makamae. Ergo minha cabeça e meus olhos deparam com Kai. Seus olhos correm em meu cabelo e meu corpo, então pousam em meus pés antes de encontrar o meu olhar novamente. Quando olhei no espelho depois que sua irmã e Marcy terminarem comigo, fiquei chocada. Eu parecia uma modelo, nada como eu mesma em tudo. Meu cabelo comprido e loiro tinha sido destacado, com luzes caramelo e cortado em linha reta para que caísse pelo meio das minhas costas. Minha pele, que ficou mais escura do sol havaiano, agora brilha de loção que elas usaram. O vestido que visto, mostra minha figura e levanta tanto meus seios que faz parecerem falsos, e os saltos fazem minhas pernas parecerem ter uma milha de comprimento. Seus olhos me olham outra vez, e quando eles encontram os meus novamente, posso sentir o calor em seu olhar. Respiro profundamente e reparo nele pela primeira vez. Seu cabelo está para trás e sua mandíbula está sombreada, fazendo-o parecer ainda mais guerreiro do que ele normalmente parece. Suas mãos flexionam em seus lados, e noto que ele não está vestindo seu traje típico, mas um par de calças leves e uma camisa de botão branca com os dois primeiros botões abertos. Suas sobrancelhas puxam juntos, e ele caminha para mim, quando ele percebe que eu não estou indo para ele.


─ O que há de errado? ─ Pergunta dando um passo para mim. ─ Eu... bem... ─ Faço uma pausa e olho de volta para a porta fechada. Quando decidi fazer isso mais cedo, parecia uma ideia boa, mas agora que estou no momento, não tenho tanta certeza. ─ Se você não quiser ir, podemos tirar a roupa, colocar um filme, trancar a porta, e colocar Aye e Pika de segurança. ─ diz ele, parecendo preocupado. Sinto esse sentimento em meu intestino ampliando ainda mais, fazendo-me aquecer. ─ Você faria isso, não é? ─ me inclino para ele, coloco minhas mãos sobre seu peito, olhando em seus olhos. ─ Claro. Engulo e deixo a sensação percorrendo antes de começar a me inclinar para trás. ─ Onde você está indo? ─ Ele questiona, serpenteando um braço em volta de mim enquanto sua outra mão fecha em concha em minha bochecha e seu polegar acaricia meu lábio inferior. ─ Você vai estragar meu gloss. ─ reclamo. Ele sorri, em seguida, inclina sua boca, beijando-me profundamente antes de se afastar lentamente, deixando-me ofegante. ─ Agora, o que você ia dizer? ─ Ele inclina para trás, e os meus dedos vão para sua boca, onde limpo meu brilho labial de seus lábios. ─ Eu... ─ limpo minha garganta, sentindo-me nervosa de repente. ─ Tenho algo para você. ─ digo, dando um passo para trás, a necessidade de ter um pouco de espaço entre nós. ─ Só quero que você saiba que você sempre pode dizer não ou que é est.. ─ Myla ─ ele me corta, me puxando para mais perto. ─ O que foi? Mordo meu lábio e vou para longe dele novamente. Desta vez, vou até a cômoda e abro a gaveta de cima, puxando a pequena caixa preta que coloquei lá mais cedo. Percebi esta manhã que o anel que Kai me deu, me amarrou a ele. Eu tinha um lembrete constante dele comigo, e quanto mais pensava nisso, mais queria que ele fosse amarrado a mim de uma forma que poderia ser visto por qualquer um que estivesse em sua presença. Eu poderia mentir e dizer que não iria ficar desapontada se ele me dissesse que não usaria o anel que estou prestes a dar a ele, mas no fundo sabia que este ia ser um dos momentos que nós definiríamos onde estamos indo.


Me viro para ele, e seus olhos caem para a caixa na minha mão. Quando seu olhar volta para o meu, seus olhos estão cheios de confusão. Quando finalmente estou de pé na frente dele, entrego a caixa e ele abre a tampa. ─ Está tudo bem se você não usá-lo. ─ sussurro, sem saber o que dizer, porque eu não posso ler seu rosto enquanto ele tira o anel da caixa. ─ Coloque-o em mim. ─ diz ele, levantando os olhos para encontrar os meus. Respiro fundo, em seguida, pego o anel dele, sentindo os cumes e o peso do metal pesado entre meus dedos enquanto tomo sua mão e deslizo o anel em seu dedo. Quando a ideia sobre comprar um anel para Kai veio a mim, não tinha certeza do que eu ia fazer. Eu fui até a loja de joias e fui escoltada para as alianças de casamento de ouro que a maioria dos homens usam, mas nenhum deles parecia com Kai. Desisti e já ia saindo da loja quando notei um anel em uma das caixas de exposição que tinha algumas peças de joalheria tradicional havaiana. A banda larga, prata com um design preto gravado no metal parecia a tatuagem em seu braço, e eu sabia que era algo que eu poderia ver nele. Estava tão presa em minha própria cabeça que não percebi que estou em movimento até que as costas dos joelhos batem na cama e estou deitado com Kai me cobrindo. ─ Você me comprou um anel ─ ele rosna. Não posso ler a expressão em seu rosto, então apenas aceno. ─ Obrigado. ─ ele sussurra, beijando-me nos lábios, em seguida, no meu pescoço até o topo dos meus seios. ─ Kai. ─ choramingo. ─ Sim, Makamae? ─ Ele lambe de volta até minha boca, me beijando novamente. ─ A festa. ─ sussurro, pois sinto-me cair mais profundamente no momento. ─ Vou fazer amor com minha esposa. ─ ele resmunga, fazendo com que a umidade inunde meu centro. ─ Ok. ─ sussurro, em seguida, ouço-o rir enquanto suas mãos vão para a parte de trás do meu vestido. ─ Saiam daí agora! ─ Gritou alguém enquanto bate na porta do quarto. ─ Foda-se! ─ Ele ruge. Ouço risadas lá fora, e, em seguida, os olhos suaves de Kai olham para mim.


─ Depois disso, você é minha. ─ diz ele em voz baixa, colocando um beijo suave na minha mandíbula. ─ Sim. ─ concordo imediatamente. Ele sorri, me beija suavemente, sai da cama, e em seguida, puxa-me com ele. ─ Então, está tudo bem com o anel? ─ pergunto a ele, olhando para o chão, sentindo-me insegura. Seus dedos vão para o meu queixo e ele levanta o meu rosto para o dele. ─ Está perfeito. ─ Ele me beija de novo em seguida, procura o meu rosto. ─ Você é perfeita. Mordo o interior da minha bochecha para evitar dizer algo estúpido ou empurrá-lo de volta para cama. ─ Só preciso corrigir o meu brilho labial. ─ digo e um sorriso aparece em seu rosto. ─ Não vai durar muito. ─ Ele me beija de novo, me fazendo rir. ─ Ainda bem que tenho todo um tubo disso. ─ digo, afastando-me dele e indo para o banheiro. Ouço a porta do nosso quarto abrir e sua irmã entrar, sorrio, olhando para mim mesma no espelho, vendo um olhar de felicidade quase cega em meus olhos. ─ Pronta? ─ Kai pergunta, caminhando para o banheiro depois de um momento. ─ Sim. ─ sorrio quando ele pega a minha mão e me leva para fora do quarto. Quando chegamos na festa, fico surpresa pelo número de pessoas que apareceram. Cento e cinquenta pessoas soa como muito, mas vendo essas pessoas é esmagador. ─ Nós queríamos saber se vocês iriam aparecer. ─ meu pai diz, caminhando até nós, trazendo um copo de vinho em uma mão e uma cerveja na outra. ─ Não acho que mamãe me deixaria ignorar isto mesmo que eu quisesse. ─ sorri, pegando o copo de vinho que ele trouxe para mim. Então lhe dou um abraço. ─ Você está linda, querida. ─ Obrigado, pai. ─ sussurro, em seguida, me inclino contra Kai quando ele me puxa de volta para seu lado. ─ Kai. ─ meu pai sorri, aperta a mão de Kai, e, em seguida, entrega-lhe a cerveja. ─ Você vai precisar disso. ─ meu pai diz a ele. Os lábios de Kai inclinam para cima enquanto ele murmura: ─ Obrigado.


─ Estou indo encontrar sua mãe. Vejo vocês em breve. ─ diz papai e sai no meio da multidão. Tomo um gole de vinho e olho em volta depois para Kai. ─ Vai ser uma longa noite. ─ Diga-me sobre isso. ─ ele murmura enquanto seus olhos caem para meus seios. Não posso evitar a risada que escapa, e me inclino para beijar sua bochecha. Não demora muito tempo para que todos percebam que chegamos, e eles começam a vir nos oferecer parabéns. Parece que estamos no mesmo lugar para sempre, tendo apenas um momento de paz, quando minha mãe traz o fotógrafo para tirar algumas fotos. Quando noto uma calmaria no meio da multidão e vejo que Kai foi pego falando com um grupo de pessoas que eu não conheço, digo que eu vou estar de volta e faço uma fuga rápida para o banheiro. Dentro da casa, há pessoas em todos os lugares, e há longas filas em ambos os banheiros, assim faço o meu caminho para o nosso quarto e rapidamente uso o banheiro lá, então saio. ─ Você gostaria de um copo de vinho? ─ Um dos garçons pergunta, dando um passo na minha frente. Debato por um momento, em seguida, decido que sim e pego o copo da sua bandeja, dando um agradecimento antes de tomar um gole. Começar a voltar em direção à Kai então desvio quando vejo sua mãe, esperando até que ela termine de falar com a pessoa na sua frente antes de dizer baixinho: ─ Obrigado por fazer isso por nós. Ela vira para mim e seus olhos suavizam quando ela os corre pela minha bochecha. ─ Eu deveria estar agradecendo a você. Como mãe, você sempre quer o que é melhor para os seus filhos, e estive preocupada por alguns anos que Kai não ia encontrar alguém digno dele. Fico feliz que ele encontrou você. ─ ela sussurra, e sinto as lágrimas começarem a encher meus olhos. ─ Não chore. ─ ela repreende, inclinando para a frente me dando um abraço enquanto acidentalmente bate na bebida da minha mão. ─ Está tudo bem. ─ sorrio quando ela pede desculpas. ─ Graças a Deus não derramei em seu vestido. ─ Ela murmura, pegando o copo de plástico e entregando-o a um garçom que passava. ─ Você vai encontrar o seu marido enquanto vou pegar outra taça de vinho. ─ Talvez fosse um sinal de que não deveria beber mais vinho. ─ ri, e seu rosto suaviza novamente. ─ Você me lembra tanto dela. ─ ela diz baixinho, em seguida, olha em volta.


Sei que isto está fazendo-a desconfortável, mas ainda tenho um monte de perguntas para lhe fazer sobre meus pais. Apenas... agora não é o momento, nem o lugar. ─ Vou encontrar Kai, mas gostaria que nós almoçássemos quando minha mãe for embora. Se estiver tudo bem? ─ pergunto, colocando a mão no meu estômago quando ele começa a girar. ─ Gostaria de aproveitar isso. Vamos trabalhar os detalhes mais tarde. Basta ir desfrutar da sua noite. ─ Obrigado. Ela sorri, em seguida, sai enquanto uma onda de tontura me bate. Respiro profundamente, em seguida, sigo para Kai. Quando chego ao seu lado, seus olhos vêm até mim e um pequeno sorriso ilumina seu rosto antes que ele se inclina e dá um beijo em meus lábios. ─ Senti sua falta. ─ ele murmura contra a minha boca. Como começo a responder, sinto como se fosse desmaiar. ─ O que está errado? Olho para o seu rosto embaçado e tudo se inclina enquanto caio contra seu peito. ─ Que porra é essa? ─ Ele rosna, sinto que estou sendo levantada, então carregada. Ouço a comoção acontecendo ao meu redor, e quero perguntar o que aconteceu, mas tudo fica preto.

***

O som longe do apito começa a irritar meus nervos. Quando finalmente abro um olho, posso dizer que estou na casa de Kai e no meu quarto. ─ Desligue o alarme. ─ digo e minha mão vai para a minha garganta quando eu sinto queimar. Tento sentar e, de repente, braços fortes estão me amparando. ─ Devagar. ─ a voz áspera de Kai comanda. Olho para ele, e há círculos escuros sob seus olhos e parece que ele não tem dormido em dias. Minha mente titubeia enquanto tento me lembrar algo.


─ O que aconteceu? ─ Pergunto enquanto ele me ajuda a sentar contra a cabeceira da cama antes de sentar na minha frente e pegar um copo d’água na mesa de cabeceira. Quando levanto minhas mãos para pegar o copo dele, noto uma IV11. Olho para Kai e tento entender o que está acontecendo, e ele apenas balança a cabeça e levanta o copo mais perto da minha boca. Sinto lágrimas entupindo meu nariz enquanto pego o copo dele e seguro entre as mãos trêmulas. Lentamente tomo um gole de água e olho ao redor do quarto. Tudo parece o mesmo, exceto que há agora um suporte IV e uma grande máquina ao lado da cama, que reconheço de imediato de onde o sinal sonoro está vindo. ─ Sinto muito. ─ diz Kai, e meu olhar vai de volta para ele. ─ O que aconteceu? ─ Repito com dor na minha garganta. ─ Você foi envenenada. ─ Ele esfrega a parte de trás do seu pescoço. ─ Foi uma pequena quantidade, mas ainda assim o suficiente para fazer você ficar muito doente. ─ Oh, Deus. ─ respiro. ─ Eles lavaram seu estômago. É por isso que sua garganta está tão dolorida. O médico me garantiu que iria ficar melhor depois de alguns dias. ─ Como? ─ sussurro, ainda em choque. ─ Mamãe disse que você tinha um copo de vinho na festa, e não era nenhum que alguém lembrasse de ter lhe dado. ─ Ele esfrega a ponte de seu nariz. ─ Ela disse que acidentalmente bateu fora de sua mão quando ainda estava cheio. ─ Tomei um gole. ─ Isso é o que nós achamos. Você se lembra de algo sobre o garçom que deu a você? ─ Não. ─ balanço minha cabeça, não lembrando nada sobre ele. ─ Havia muitas pessoas lá. ─ Eu sei. ─ Ele soa irritado quando balança a cabeça. ─ Você está bem? ─ sussurro quando ele não olha para mim. ─ Bem. Apenas feliz que você está acordada. ─ Ele se inclina e coloca um beijo na minha bochecha. ─ Por que você não deita e eu vou buscar seus pais? ─ Meus pais? ─ Pergunto.

11

Intravenosa.


─ Eles estavam preocupados que não iriam vê-la acordada antes de irem embora, e eu queria ser capaz de falar com você, dizer o que está acontecendo antes que você tenha visitantes. ─ ele murmura, e posso dizer a partir de seu comportamento e tom, que ele está esgotado. ─ Você devia deitar aqui comigo. Você parece cansado. Eles podem esperar um pouco mais. ─ digo, não gostando da sensação na boca do estômago. Ele balança a cabeça e pega a água da minha mão, colocando sobre a mesa perto de mim antes de me ajudar a deitar. ─ Kai. ─ sussurro, notando que ele está evitando olhar para mim. Seus olhos vêm aos meus e vejo um flash de dor através deles antes que desapareça, quando seu rosto abaixa e ele murmura: “Eu sinto muito. ”, contra a minha boca. Ele descansa sua testa contra a minha por um momento. Em seguida, ele se levanta e sai do quarto sem olhar para trás. Vejo-o ir e as lágrimas enchem meus olhos, porque eu sei que era o nosso fim. ─ Oh, querida, não chore. ─ minha mãe diz quando ela me encontra enrolada em uma bola no meu lado, com lágrimas escorrendo no travesseiro, poucos minutos mais tarde. Ela empurra o meu cabelo longe do meu rosto, em seguida, me dá um lencinho. ─ Estamos tão aliviados que você está bem. ─ Apenas um caso de má intoxicação alimentar. ─ cuspo outra mentira, sabendo que não há nenhuma maneira que eu possa possivelmente dizer aos meus pais que alguém tentou me matar. ─ Ainda bem que seu marido pensa rápido sob pressão. ─ diz meu pai. Inclino minha cabeça para trás para olhar em seus olhos, em seguida, aceno com a cabeça em concordância. ─ Você se sente bem? ─ minha mãe pergunta, olhando para a máquina ao lado da cama. ─ Cansada, mas bem. ─ garanto-lhe. ─ Estamos felizes por você acordar antes de sairmos. ─ Vocês estão saindo? ─ Queríamos poder ficar, mas a padaria tem estado cheia e não temos muita ajuda agora. ─ murmura o meu pai, parecendo culpado. ─ Claro. ─ sussurro, pegando sua mão. ─ Verei vocês em breve. ─ prometo a ele e realmente quero dizer isso.


─ Talvez a gente estará de volta antes disso. Talvez para um chá de bebê. ─ Minha mãe sorri, e novas lágrimas começam a picar meu nariz, mas luto contra. ─ Nós amamos você, querida. ─ Eu também te amo, mãe. ─ sussurro enquanto um nó de emoção entope minha garganta. Ela se move para fora do caminho, e meu pai toma seu lugar, inclinando-se e beijando minha testa. ─ Lembre-se que você sempre tem um lugar seguro para ficar. ─ ele me diz antes de beijar a minha testa novamente e se levantar à sua altura máxima. ─ Vamos ligar assim que pousarmos em Nevada. Apenas certifique-se de descansar e que seu marido descanse também. ─ Eu vou, mãe. ─ respondo e depois beijo a bochecha dela, quando ela inclina para me dar outro abraço. ─ Tchau, querida. ─ meu pai diz quando pega a mão da minha mãe, e eles saem do quarto. Fico olhando para a porta fechada por um momento antes de me virar para o meu lado e puxar cuidadosamente as cobertas sobre meu ombro. *** Acordo e o quarto está escuro, mas sinto o peso do braço de Kai em torno de mim e seu calor nas minhas costas, então me empurro mais fundo dentro dele. Ele aperta seu poder sobre mim enquanto sussurra algo que não consigo entender. Tento me puxar para fora do meu estado sonolento o suficiente para perguntar o que significa, mas a exaustão me leva embora antes de ter a chance.

*** Acordo com o sol brilhando sobre mim e a cama atrás de mim completamente fria. Levanto minha mão, e o IV que estava lá se foi junto com as máquinas. Rolo e olho para o relógio que mostra que é depois de duas da tarde. Quase acho que ontem foi um sonho ruim, mas então meus olhos pousam em um pedaço de papel dobrado sobre o travesseiro ao meu lado. Rapidamente me sento na cama, e com as mãos trêmulas, desdobro a nota.

Eu estava errado. Não pude mantê-la segura. Meu advogado entrará em contato com os papéis do divórcio, e os meus homens vão cuidar de você até que eu saiba que é seguro você ir para casa. XX Kai


Meus pulmões comprimem e luto para tomar um fôlego, enquanto sinto meu coração ser arrancado do meu peito. Mesmo sabendo que isto estava chegando, ainda me mata. Cuidadosamente sento no lado da cama, e a porta se abre. Viro minha cabeça e meus olhos colidem com Pika. ─ Você precisa de ajuda? ─ Ele pergunta baixinho. Quero gritar para ele ir embora, mas em vez disso, balanço minha cabeça e levanto lentamente. ─ Deixe-me ajudá-la. ─ diz ele, me ignorando e entrando na sala. As lágrimas começam a cair de novo e limpo-as com a palma da minha mão. ─ Vai ficar tudo bem. ─ ele me consola em voz baixa. A pena que ouço em sua voz faz com que uma bola de raiva se construa no meu estômago. Ele envolve o braço em volta dos meus ombros, e afasto-o, tropeçando um pouco. ─ Cuidado. ─ ele rosna, soando como Kai, fazendo a fúria explodir através de mim. ─ Vá embora! ─ grito, empurrando-o novamente. ─ Saia do meu quarto! Seus braços vêm em torno de mim, e bato contra seu peito com a parte de trás do meu punho enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto. ─ Shhhhh. ─ ele me cala, forçando-me mais perto de seu corpo, onde meus punhos embrulham em sua camisa e enterro meu rosto em seu peito chorando ainda mais. ─ Vai ficar tudo bem. ─ Ele esfrega minhas costas enquanto minhas pernas dobram debaixo de mim. Ele me pega antes de eu cair no chão, me leva para a cama e me colocando de volta. ─ Você quer que eu fique com você? ─ Pergunta ele, puxando as cobertas sobre o meu ombro. ─ Não. Eu só quero ficar sozinha. ─ respiro através das minhas lágrimas e tento me recompor. ─ Eu não me importo. ─ ele sussurra. Olho para ele e balanço minha cabeça. Ele balança a cabeça, olhando em volta e depois de volta para mim. Posso dizer que ele quer dizer algo mais, mas em vez disso, ele beija minha testa e levanta. Ouço a porta fechar, mas meus olhos ficar trancados no céu que posso ver pela janela. Myla, isso é estúpido. Você não estava mesma apaixonada por ele. Pare de agir como uma idiota apaixonada, minto para mim mesma, em seguida, enterro meu rosto no travesseiro e choro mais.


Capítulo 7 Limbo ─ Agora, o que você está assando? Olho para a porta da cozinha aberta e estreito os olhos para Aye. ─ Nada para você, e nem sequer pense em vir aqui. ─ aceno com a colher para ele, tentando soar firme. Nunca falha quando ele aparece no meio do cozimento. ─ Você realmente vai fazer isso com o papai? ─ Ele pergunta, e não posso deixar de sorrir para ele. ─ Bem. Você pode pegar um, mas, primeiro, você tem que prometer que vai me levar a algum lugar. ─ Eu vou levá-la. ─ diz Pika, juntando-se a nós. ─ Você não tem que fazer isso. ─ respondo suavemente, observando quando ele vem e mergulha o dedo na tigela de massa de biscoito, e passa na borda antes de lamber seu dedo. ─ Você sabe que não me importo. ─ Seus olhos suavizam, fazendo-me contorcer desconfortavelmente. Desde que Kai foi embora, Pika e Aye têm estado constantemente ao meu lado. Honestamente, eu estaria perdida sem qualquer um deles, mas ao longo da última semana, comecei a ver uma mudança na forma como Pika olha para mim. ─ Vou levá-la, diz Aye, me salvando. ─ Obrigado. ─ digo voltando a colocar um pouco mais de massa na forma, ignorando o calor que sinto vindo de Pika, que está de pé muito perto de mim. ─ Onde vocês estão indo? ─ Ele pergunta depois de um momento. Olho por cima do meu ombro para ele e debato como responder. ─ Tenho ainda que receber os documentos de divórcio do advogado de Kai, e vocês não me dizem nada, então estou indo falar com um advogado. ─ Myla. ─ diz Aye. Rapidamente balanço minha cabeça para ele.


─ Não. Eu sei que você é amigo dele, e entendo totalmente que isso coloca vocês em uma situação embaraçosa, mas tenho que fazer isso. Eu não vou estar no limbo. ─ Eu vou levá-la se Aye se recusar. ─ diz Pika. Olho para ele novamente, em seguida, empurro a cabeça para cima e para baixo uma vez. ─ Pika. ─ Aye joga seus braços acima no ar. ─ Vou levá-la. ─ Pika responde uniformemente. ─ Foda-se! ─ Aye grita e sai da cozinha. ─ Venha me encontrar quando estiver pronta ─ Pika murmura. Concordo com a cabeça e deixo escapar um longo suspiro enquanto escuto Pika e Aye brigando em algum lugar da casa. Odeio que estou causando uma rixa entre eles, mas não posso mais fazer isso. Mudei do quarto de Kai no dia que ele foi embora e não voltei lá desde então. Eu não poderia acordar em sua cama novamente, com seu cheiro me cercando. Odeio que, toda vez que penso sobre Kai, ainda sinto a dor no meu peito que senti quando li sua nota pela primeira vez. Odeio que ele fez o que fez, mas não posso odiá-lo. Não percebi até que fosse tarde demais que Kai tinha ficado sob a minha pele. Ele entrou na minha vida, me fez acreditar que íamos dar em algo bonito, e, em seguida, foi para longe de mim sem qualquer aviso. Olho para a tigela de massa de biscoito e meus olhos pegam o anel que não tive a coragem de tirar. Deixo escapar uma respiração irregular e sei exatamente o que preciso fazer. Só preciso ser forte o suficiente para fazê-lo.

Kai Olhar para fora sobre a água por um momento e, em seguida, viro a cabeça de volta para enfrentar o meu computador. Meus olhos pousam na imagem que agora é o protetor de tela no meu laptop pessoal. É uma das fotos tiradas na noite da festa que minha mãe fez para nós. Myla estava ao meu lado, a frente de seu corpo grudado contra mim. Minha mão estava no topo da bunda dela, sua cabeça estava inclinada para trás, e ela estava sorrindo para mim, meu rosto inclinado para baixo olhando para


ela. Você não pode vê-lo na imagem por causa de como a foto foi tirada, mas lembro de olhar em seus olhos, sem entender o olhar de admiração que vi lá. Myla é a mulher mais bonita que já vi na minha vida. Agora, lamento em nunca lhe dizer como ela é linda a cada chance que tive, mas quando a conheci, presumi que, como com a maioria das mulheres que se parecem como ela, ela sabia disso e sabia como fazer os homens rastejarem aos seus pés. Percebi que ela não entende o poder que tem sobre os homens só com sua aparência. Ela não sabe que um sorriso seu poderia colocar um homem em sua bunda. Olho para a minha mão e tiro o anel do meu dedo, colocando-o de volta no bolso. Só uso quando sei que vou ficar sozinho por um período de tempo. Preciso que todos acreditem que Myla e eu terminamos, mesma que sei dentro de mim que não é o caso. Quando deixei Myla para trás, eu sabia que ia ser difícil, mas também sabia que, se eu ficasse com ela no Havaí, estava colocando-a em risco de ser prejudicada novamente. Descobri depois que ela foi envenenada que o culpado era um inimigo meu, e rumores de que agora eu tinha uma fraqueza, foram espalhados. Antes de Myla, eu nunca tinha estado vulnerável. Nunca me preocupei com meus irmãos, porque sabia que eles estavam sob o radar e sempre protegidos. E eu sabia que era a mesma coisa com os meus pais. Não levei em conta que Myla seria vista como uma maneira de me empurrar do meu trono até que eu estava segurando-a em meus braços enquanto ela lutava para respirar. Naquele momento, sabia que não poderia colocá-la em risco. Não seria capaz de viver comigo mesma se algo acontecesse com ela, e embora tivesse casado com ela por minhas próprias razões egoístas, essas razões já não se aplicavam, e a única coisa que importa para mim agora é a sua segurança e bem-estar. Também sei que deixá-la não é suficiente para impedir as ameaças contra ela, e, a fim de garantir que ela permaneça segura, preciso fazer um exemplo dos homens que a ameaçaram. Enquanto estou vivo e respirando, ninguém nunca vai ter a capacidade de prejudicá-la de qualquer forma. Ergo minha cabeça e olho para a porta quando há uma batida na porta do escritório. ─ Entre. ─ chamo ao rolar a cadeira para trás. Meu irmão me informou que momentos atrás, Snider estava a caminho com apenas um de seus homens. Isso me irritou; ele está basicamente dizendo que não acredita que sou uma ameaça.


Desde que assumi para o meu pai, tenho estado quieto, ficando de fora de todo o bate-e-volta entre as famílias, e apenas concentrado em transformar o negócio da família em algo que meus filhos poderiam herdar. Devido a isso, o meu palpite é que algumas das pessoas que fiz negócios, começaram a acreditar que sou fraco. Eles parecem ter esquecido que minha família detém um poder que remonta em gerações. No passado, não havia muitas pessoas estúpidas o suficiente para mexer com a gente. No dia que Myla foi envenenada, tudo isso mudou. Assim que a porta se abre, Snider entra com seu guarda-costas ao lado. Me levanto e recebo-o perguntando-me como diabos ele tem a capacidade de causar medo nas pessoas. Ao longo dos anos, ele se deixou ir. Não mais preocupado com sua aparência ou saúde, agora ele carrega em torno de, pelo menos, vinte e dois quilos extras em sua barriga. Ele está careca na parte superior, com longas mechas que se encontram sobre sua cabeça, uma triste tentativa em parecer cabelo. O agasalho azulmarinho de veludo, joias de ouro, e tênis fazem-no parecer como se tivesse visto muitos episódios de Os Sopranos12. ─ Sala legal. ─ diz ele, sentando na frente de minha mesa. ─ A que devo o prazer desta reunião? ─ Ele se senta para trás e enlaça as mãos na frente dele, parecendo que não tem uma preocupação no mundo. Me sento e deslizo a arma de seu suporte sob minha mesa, tirando a trava. ─ Minha esposa foi envenenada há um mês. E eu soube que você foi o único a instigar isso. ─ Ex-esposa, você quer dizer? ─ Ele pergunta, e o cara ao lado dele ri. ─ Ela foi falar com um advogado de divórcio hoje. ─ Ele sorri. ─ Oh, você não sabia disso, não é? Eu sabia que você iria pensar que somos idiotas quando você a deixou, mas eu tinha a sensação de que você estava cheio de merda quando você disse que estava feito com ela. ─ Ele olha de mim para o homem ao lado dele e começa a falar em russo: ─ Um pedaço como aquele, você poderia foder para o resto de sua vida e ainda encontrar novas maneiras de preenchê-la com sua porra.

12

Os Sopranos é uma premiada série de televisão dramática americana criada por David Chase e

produzida pela HBO, nos anos de 1999 até 2007.


─ Iria me cansar dela rapidamente quando ela ficasse gorda de ter meus filhos. ─ seu homem responde em russo. Vejo vermelho, levanto a minha arma, coloco uma bala na cabeça, e depois viro a arma para Snider enquanto o corpo de seu guarda-costas desaba no chão. ─ Quem você tem sobre ela? ─ rosno, pronto para colocar uma bala através do seu crânio também. ─ Você não pode me matar, Kai, e você sabe disso. ─ diz ele, tirando um lenço de papel do bolso e limpando os respingos de sangue de seu rosto. ─ Você deve ter esquecido quem eu sou, quem minha família é. ─ balanço minha cabeça em desgosto. ─ Não esqueci nada. Só porque você herdou o assento do seu pai não faz de você tão poderoso como ele era. Sorrio e puxo o gatilho, colocando uma bala em seu ombro. ─ Você esquece que, durante anos, eu era observador do meu pai. Seus olhos ficam grandes e ele grita enquanto olha para o ombro depois de volta para mim novamente. ─ Você não pode fazer isso! ─ Ele geme. ─ Você acha que tenho medo de você ou deles? ─ balanço minha cabeça e fico de pé. ─ Não temo ninguém, exceto os deuses, e quando chegar a minha hora, são eles para quem vou responder. Agora me diga. Quem você tem assistindo minha esposa? ─ Me mata e estará melhor morto. ─ diz ele pateticamente, ignorando a minha pergunta. ─ Ah. ─ balanço minha cabeça, levanto, e ando ao redor até sentar na frente de minha mesa. ─ Você é estúpido, Snider. Você sempre foi precipitado, e esta situação não é diferente. Você não pensou antes de fazer o que fez. ─ Se me matar, haverá guerra. ─ No momento em que você colocou Myla no radar, você começou uma guerra comigo! ─ rosno, e disparo uma bala no outro ombro. Seu corpo despenca mais baixo em sua cadeira, e ele luta para levantar a cabeça para olhar para mim. ─ Vou ter certeza que pedaços seus serão divididos uniformemente entre os seus amigos.


─ Todo mundo sabe quem ela é. Paulie Jr. quer ela para ele mesmo. ─ ele bufa. Medo gelado inunda minhas veias, mas empurro esse sentimento de lado. ─ Ele vai ter que passar por mim. ─ puxo o gatilho e a bala acerta entre os olhos. Um momento depois, a porta do meu escritório abre e meu irmão entra. ─ Será que Myla foi e pediu o divórcio hoje? ─ pergunto a ele. Ele olha para os caras no chão depois para mim. ─ Sim. Aye disse à Pika para não levá-la, mas ele não quis ouvir. Ele acha que Pika tem sentimentos por ela. ─ ele responde. ─ Ela é minha mulher! ─ digo e empurro tudo da minha mesa com um gesto da minha mão. ─ Não por muito tempo. ─ diz ele calmamente, sacudindo a cabeça. Quando deixei o Havaí, deixei todos os meus homens com Myla e trouxe meu irmão comigo. Eu também disse a ele o que tinha acontecido com Myla e que, embora as coisas entre nós tinham começado em uma mentira, que não era mais o caso agora. ─ Que advogado ela foi? Quando ele olha para mim, posso dizer que ele não quer responder, e eu sei exatamente o porquê. ─ Foda-se. ─ rosno. Existem apenas dois advogados de divórcio que conheço que estariam por aí nesta época do ano, e um deles estaria mais do que disposto a ajudar Myla a divorciar da minha bunda. O advogado também iria fazê-lo rapidamente e desfrutar de cada momento. ─ Nós estamos indo para casa? ─ Pergunta ele, puxando seu telefone do bolso. ─ Sim, e chame os limpadores. ─ digo a ele, puxando o telefone de Snider fora bolso do casaco e olhando através de seu registro de chamadas até encontrar o número que estou procurando. Pressiono enviar no número de Paulie Jr. e, em seguida, seguro o telefone na minha orelha. ─ O quê? ─ Paulie responde depois de um momento. ─ Ouvi que você está interessado em minha esposa. ─ Foda-se. ─ ele respira, e posso ouvir embaralhar através da linha. ─ Deixe-me dizer a mensagem que Snider, infelizmente, não será capaz de entregar. Se você até mesmo pense sobre a minha esposa e estou vindo atrás de você. ─ Kai. ─ diz ele, e posso ouvir o medo em sua voz.


Tenho conhecido Paulie Jr. desde que nós dois tínhamos dez anos e nossos pais começaram a moldar-nos para assumir os negócios da família. Foi durante a nossa primeira reunião que aprendi a diferença nas maneiras que nossos pais estavam criando cada um de nós. Onde meu pai tinha me criado com uma mão firme e uma grande quantidade de respeito, Paulie Sr. tinha ensinado seu filho a temê-lo, e ao longo dos anos, o medo lentamente causou a seu filho ressentir-se dele e desejar o poder que ele tinha sobre sua cabeça. Mas só porque ele quer destronar o pai, não significa que ele quer que seu pai saiba que ele está atrás do seu lugar. Se seu pai desconfiar o que seu filho estava fazendo, Paulie Sr. mataria seu próprio filho, sem um segundo pensamento. ─ Seja esperto. Esqueça que você sabe alguma coisa sobre a minha esposa. ─ desligo então olho para o meu irmão, que está apenas desligando o telefone também. ─ Os limpadores estão a caminho, e o avião estará pronto quando nós estivermos. ─ Obrigado. ─ murmuro, caminhando para o meu laptop, desligando-o, e vendo a imagem de Myla e eu desaparecer. Mesma com a guerra que está se formando, sei que a luta mais importante que eu já estive, estará me esperando em casa.


Capítulo 8 Querida, estou em casa Myla Caminho através da casa procurando por Pika e Aye. Desde que acordei esta manhã, eles têm sido uma incógnita. Ontem, Pika me levou para começar o processo de pedido de divórcio. Quando chegamos ao escritório do advogado, eu estava uma pilha de nervos. O edifício de tijolo velho parecia como todos os outros da área, mas havia algo sobre ele que pôs medo em mim. ─ Você tem certeza que quer fazer isso? ─ Perguntou Pika. Olhei para ele e, em seguida, de volta para o prédio. ─ Tenho certeza. ─ abri a porta do carro e saí. ─ Volto logo. ─ Vou estar aqui. ─ Obrigado. ─ murmuro antes de fechar a porta e me dirigir para o edifício. Quando estava no meio do caminho, me impedi de virar, voltar para o carro, e dizer à Pika me levar para casa. Eu sabia que não poderia fazer isso. Eu sabia que não podia deixar Kai decidir meu futuro, e esperar que ele me enviasse os papéis do divórcio estava fazendo exatamente isso. Assim que abri a porta do prédio, o sino sobre a porta tocou e uma bela mulher vestindo um terno saiu do escritório e me cumprimentou no saguão. ─ Myla? ─ Ela perguntou, dando-me um pequeno sorriso e esticando a mão. ─ Oi. ─ respondi, colocando minha mão na dela, surpresa com a firmeza de seu aperto. ─ Sou Tammy. Minha recepcionista saiu à tarde de folga, então espero que você não se importe de apenas começarmos a trabalhar? ─ Ela perguntou. ─ Não, isso é bom. ─ Você gostaria de uma garrafa de água ou um refrigerante? ─ Ela perguntou. Balanço a cabeça e aperto minhas mãos juntas. ─ Vai ficar tudo bem. ─ Ela sorri novamente. ─ Apenas siga-me e nós podemos começar.


─ Claro. ─ concordei e segui para um grande escritório, onde ela acenou para mim sentar em uma cadeira na frente de sua mesa. ─ Quando falamos ontem, você disse que estava querendo pedir o divórcio. Está certo? ─ Sim. ─ sussurro, e então olho para a porta, querendo correr por ela. ─ Posso te perguntar por quê? ─ ela sonda. Olhei para ela e depois para a porta. ─ Acho que cometi um erro. ─ sussurro. ─ Acho que um monte de mulheres se sentem assim. ─ ela murmurou. Começo a rir histericamente até que as lágrimas caem pelo meu rosto. Demorou um minuto para me controlar, mas quando fiz, olhei para ela e encontrei um sorriso no seu rosto. ─ Eu precisava disso. ─ eu disse a ela, enxugando meus olhos e relaxo em meu assento. Depois disso, o resto da reunião passou rapidamente, e quando saí, senti como se tivesse não só tomado a decisão certa, mas que tinha feito a coisa certa parando todas as mentiras. Tammy me disse que ela iria preparar os documentos e entregá-los à Kai. Ela também explicou que, se Kai não concordar em assiná-los, poderíamos prosseguir sem ele, porque eu não estava solicitando os seus ativos que tinha legalmente se tornado metade meu, quando tínhamos nos casado sem um acordo pré-nupcial. Saio dos meus pensamentos quando ouço vozes vindo do escritório de Kai. Desde que ele foi embora, ninguém foi nesta parte da casa, por isso estou surpresa de ouvir os sussurros de homens falando atrás da porta fechada. Ando na ponta dos pés em frente ao hall, cuidando para não fazer qualquer barulho. Lentamente coloco o ouvido na porta e minhas mãos em volta do meu ouvido para que eu possa ouvir. Peso e calor me pressionam com força contra a porta. ─ O que estamos ouvindo? ─ é sussurrado em meu ouvido. Grito quando braços fortes me envolvem. ─ Calma. ─ diz uma voz muito familiar, fazendo com que o meu corpo reaja instantaneamente e dor comprime o meu peito. ─ Não. ─ sussurro quando a porta do escritório de Kai é aberta e Pika e Aye pousam seus olhos em mim. Inclino minha cabeça para trás, rezando que estou errada, que Kai não está em casa, mas os meus olhos se chocam com os dele.


─ Solte-me. ─ sussurro, resistindo contra a seu aperto. Seus olhos suavizam quando ele sussurra, "Makamae", apertando seus braços ao meu redor quase como se ele não quisesse me liberar. ─ Solte-me. ─ repito um pouco mais alto desta vez. ─ Precisamos conversar. ─ diz ele com calma. ─ Ha! ─ inclino a cabeça para trás e grito no topo dos meus pulmões. ─ Bem, então, se você diz que temos de conversar, Kai, por todos os meios, vamos conversar. ─ Eu sei que você está chateada. ─ Não, Kai, eu não estou chateada. ─ balanço minha cabeça freneticamente para frente e para trás, sabendo que eu provavelmente pareço insana. ─ Se você apenas me ouvir por um momento, posso explicar tudo. Meu corpo congela e me forço a relaxar enquanto seu domínio sobre mim aperta-se quase dolorosamente. ─ Ok. ─ respiro, querendo ouvir o que ele vai dizer. Eu quero tanto que ele faça isso direito, para me fazer compreender, então a dor no meu peito vai embora. ─ Eu precisava que as pessoas que estavam tentando machucá-la acreditassem que não estávamos mais juntos. Minhas entranhas torcem e eu sei que, mesmo se esse fosse o caso, mesmo se o que ele estava fazendo era uma maneira de me proteger, ninguém teria sabido que ele tinha me deixado um bilhete. Ninguém saberia que ele me disse que seu advogado entraria em contato. Ninguém teria sabido que chorei durante horas, sozinha, em nossa cama, cercada pelo seu cheiro. Ele poderia ter falado comigo, poderia ter me dito o que ele queria fazer, mas ele nem sequer me deu uma escolha. Ele me deixou com um "foda-se." ─ Você fez um bom trabalho. ─ digo sarcasticamente. ─ Você tem que entender. ─ diz ele em voz baixa, dando à minha cintura um apertão. Empurro-o longe e me volto para encará-lo. ─ Entendo que eu lhe disse antes que precisava de você para estar na frente comigo sobre tudo. ─ acentuo a última palavra. ─ Entendo que você poderia ter falado comigo, mas você não escolheu. E eu também entendo que o que tínhamos nunca foi real, de modo que o fato de que acabou não deve realmente machucar. ─ Empurro passando por dele e indo direto à cozinha.


─ Myla, eu não vou a lugar nenhum! ─ Ele grita para o corredor. Viro-me para olhar para ele. Palavras ficam presas em minha garganta, assim, sem mais uma palavra, me viro e vou direto à cozinha. Lá, pego um copo de água antes de fazer meu caminho até a praia, onde me sento olhando para o oceano até que um frio enche o ar e sou forçada a ir para dentro.

***

Saio da cama, puxando um short e um casaco de capuz antes de ir para a cozinha, finalmente desistindo de conseguir dormir. Tenho virado e revirado pela última hora, incapaz de desligar o meu cérebro. Finalmente decidi que iria apenas me levantar e assar alguma coisa. Desde que eu era jovem, cozinhar tem sido um escape para mim e eu sei que é a única coisa que posso fazer agora que vai me ajudar a limpar a minha cabeça. Chego na cozinha e acendo a luz. Então pego todos os ingredientes que preciso para fazer cupcakes de abacaxi com rum e creme glacê. Assim que começo a quebrar os ovos na tigela, vejo um movimento com o canto do meu olho. Minha barriga sacode esperando ver Kai, mas em vez disso, meus olhos se conectam com Pika. ─ Eu vejo você ─ digo, voltando a colocar os ingredientes na tigela. ─ Como está se sentindo? ─ Pergunta ele, chegando e sentar no balcão ao meu lado. Penso sobre a sua pergunta por um momento e depois penso sobre como meu estômago fica toda vez que pensava em Kai e eu sinceramente não sabia como responder. ─ Eu não sei. ─ dou de ombros, puxando a forma, e preenchendo os buracos com a massa para cupcake. ─ Conheço Kai por um longo tempo. ─ engulo, mas não olho para ele. ─ Eu sei que você não quer ouvir isso agora, mas ele estava certo em suas ações. Minha cabeça levanta e nossos olhos se encontram. ─ Você não acha que ele deveria ter me dito alguma coisa? Qualquer coisa? Pelo menos me dado algum tipo de pista que ele estava voltando para casa e nós não estávamos acabados? ─ sinto a dor no meu peito se expandir. ─ Me desculpe, mas não posso imaginar estar com alguém, se preocupar com ele, e, em seguida, deixá-lo sem olhar para trás ... sem sequer um adeus apropriado. ─ Myla, pense sobre de onde ele está vindo. Você conhece essa garota, e do nada, sua vida muda e ela se torna alguém que vale a pena lutar, que vale a pena proteger. Pense sobre o tipo de cara que você sabe que ele é e depois me diga se ele não estava fazendo a coisa certa.


─ Ele não fez isso, Pika. Ele não lutou. Não por mim. ─ sussurro e depois olho para a tigela em minhas mãos. ─ Então, se você vai ficar aqui e tentar me convencer de que o que ele fez foi certo, você pode muito bem ir. ─ Estou aqui para você como seu amigo. ─ diz ele, em seguida, puxa meu braço até eu ir até ele. Minha cintura vai entre as pernas dele, minha cabeça se inclina em seu peito, meus braços envolvem em torno dele e sinto seus lábios no topo da minha cabeça. ─ Um dia, Myla, você vai ver que ele estava certo.

***

Olho pela janela, para baixo, para a chuva que cai no oceano, que parece tão turbulenta como as minhas emoções. Kai veio ao meu quarto uma hora atrás e bateu na porta, gritando que sua mãe estaria aqui ao meio-dia. O ignorei e tive uma sensação estranha quando ele não disse mais nada ou tentou chutar a porta para chegar a mim. Odeio que estou me sentindo tão confusa. Não consigo descobrir o que quero que ele faça. Quero que ele lute por mim, ou quero que ele me deixe em paz? Balanço minha cabeça em meus próprios pensamentos estúpidos e viro para me olhar no espelho. Quero parecer decente para a mãe de Kai. Não acho que ela iria entender se eu aparecesse em uma calças de moletom com bolsas escuras sob meus olhos por não ser capaz de dormir adequadamente durante o mês passado. Na verdade, sei que, se eu aparecesse assim, ela teria um milhão de perguntas que simplesmente não estou pronta para responder. Assim, em vez de moletom, coloco meu jeans favorito. Eles já viram melhores dias e esses dias foram há cerca de dez anos. É um jeans de média-lavagem com buracos ao longo da frente. Compreio dessa forma, mas ao longo dos anos, esses buracos ficaram maiores e maiores, alguns por desgaste normal e outros por mim cutucando o tecido enquanto estou usando-o. Coloco uma simples regata branca e uma vez que está chovendo, coloco meu casaco laranja favorito que tem mangas sino e pequenas bolinhas brancas. Então, amarrei meu cabelo em um coque no topo da minha cabeça e passei corretivo, um pouco de blush e rímel. Suspiro, deslizando em meus chinelos e vou para a porta.


Se você tivesse me pedido há um mês, para me sentar com a melhor amiga da minha mãe verdadeira e falar com ela sobre o tipo de pessoa que ela foi quando estava viva, eu teria aproveitado a chance, mas hoje, não me sinto fazendo isso. Não quero falar sobre meu passado. Não quero falar sobre qualquer coisa. Quero deitar na cama e sentir pena de mim mesma. Ou talvez me deitar na cama, ligar o ar condicionado no máximo, me enterrar sob um milhão de cobertores, assistir filmes e comer sorvete. Abro a porta e minhas sobrancelhas franzem quando fico cara-a-cara com um homem que nunca vi antes. Ele é grande, pelo menos, 136 kg e 1.88m. Acho que ele está em seus quarenta e poucos anos. Sua pele é da mesma cor que a de Kai, e o seu cabelo é longo e penteado para trás de seu rosto. Ele está vestindo uma camisa floral brilhante com os dois primeiros botões desabotoados, mostrando a massa de cabelo no peito e uma grossa corrente de ouro. Meus olhos viajam mais longe para baixo e pegam suas calças cáqui bege e um par de sandálias de couro em seus pés, que têm solas pretas grossas e grandes cintas que envolvem os seus pés, em seguida, em torno de seus tornozelos. ─ Quem é você? ─ Pergunto, dando um passo para trás. ─ Frank. ─ Ele sorri, exibindo um conjunto de dentes perfeitamente retos, brancos com um dos dois da frente de ouro. ─ Hum... ─ olho para ele, confusa, e seu sorriso se torna maior. ─ Tio Frank. ─ ele diz como se eu devesse saber exatamente quem ele é. ─ Ahhh, vamos lá! ─ Ele joga as mãos para cima e noto que cada um de seus dedos tem um anel de ouro. ─ Esse menino maldito nunca me dá qualquer crédito. ─ Ele balança a cabeça. ─ Kai é meu sobrinho. Sua mãe é minha irmã. ─ Oh! ─ murmuro, ainda confusa o porquê ele está de pé fora da minha porta do quarto. ─ Ele me enviou para cuidar de você. ─ O quê? Onde está Aye ou Pika? ─ questiono e seu rosto muda um pouco. ─ Eles eram necessários em outros lugares. ─ Onde está Kai? ─ Não sei. ─ Ele dá de ombros e sorri novamente. ─ Você está pronta para fazer esta coisa? ─ Que coisa seria essa? ─ Vá até a biblioteca. ─ ele explica como se fôssemos fazer algo muito mais emocionante do que apenas ir à biblioteca. ─ Claro. ─ murmuro, ainda confusa.


Seu sorriso aumenta então puxa uma arma de atrás das suas costas. Quando vejo em sua mão, grito, em seguida, volto para o quarto e fecho rapidamente a porta. Meu coração está batendo forte enquanto desço no chão e rastejo até a janela, não querendo ser baleada se ele decidir atirar pela porta. ─ Ah, caramba. Eu não vou atirar em você, garota! Estou aqui para protegê-la! ─ Ele grita através da porta fechada. ─ Vá embora! Eu tenho uma arma e não tenho medo de usá-la! ─ grito de volta, sabendo muito bem que não tenho uma arma. Nem sei como disparar uma arma e Deus não permita que eu pegue uma arma. Provavelmente me mato por acidente. ─ Caralho. ─ ele murmura e então bate na porta. ─ Por favor, venha para fora. Guardei a arma. ─ Vá embora! ─ grito, em seguida, abro a janela e olho para baixo para o chão, percebendo que estou presa. Se eu saltar pela da janela, provavelmente vou cair para a morte, mas se for para a porta, poderia ser morta por um homem louco. ─ Vou buscar minha irmã. ─ diz ele, batendo na porta novamente. ─ Você poderia, por favor, não dizer a ela ou à Kai sobre a coisa toda da arma? ─ Ele pergunta e eu começo a me perguntar se ele é louco. ─ Vou tomar isso como um sim. ─ diz ele e então há silêncio. Olho ao redor do quarto. É enorme, com uma cama king-size, duas mesinhas de cabeceira, dois armários, um armário grande e o banheiro. Mas o que ele não tem é um lugar para se esconder. Olho para a porta novamente e sei que "Frank" poderia estar tentando me enganar e ainda estar de pé na porta, esperando que eu seja igual aquelas garotas estúpidas em cada filme de terror já feito que saia do quarto, direto ao seu alcance. ─ Myla. ─ a voz familiar da mãe de Kai, Leia, chama através da porta e meu estômago pula, porque agora, ela está em perigo. ─ Myla, querida, por favor, abra a porta. Meu irmão é um idiota. Ele não queria assustá-la. ─ diz ela, e juro que posso ouvir o sorriso em sua voz. ─ Eu disse a você, menina. Estou aqui para protegê-la. ─ diz Frank, e ouço uma paulada alta. ─ Você pode, por favor, parar até que eu a traga aqui? ─ Só quero que ela saiba que sou seu guarda-costas. ─ ele lamenta. ─ Você já disse isso, Frank, e você obviamente assustou a pobre menina à morte. Então, por que você não me deixa levar daqui? ─ Ok, ok.


─ Myla, querida, por favor, venha para fora. Olho ao redor da sala para algum tipo de arma, e a única coisa que encontro é um dos abajures da mesa de cabeceira. Pego, desligo, desconecto e levo-o até a porta. Se eu precisar, posso tentar, pelo menos, salvar a mãe de Kai. Abro a porta devagar e meus olhos bloqueiam com Léia. ─ Ah, obrigado, caralho. ─ Frank murmura, jogando as mãos no ar e olhando para o teto. ─ Você vai ter que perdoar o meu irmão. Ele pode ser um pouco ─ ela faz uma pausa, procurando a palavra correta. ─ excitável. Olho para ela, em seguida, para Frank e balanço a cabeça, pensando "um pouco excitável" é um eufemismo gigante. ─ Desculpe, menina. ─ diz Frank, em seguida, sorri, jogando seu braço em volta dos ombros de sua irmã. ─ Ela é bonita. ─ ele diz a ela, e, em seguida, seu rosto fica sério. ─ Não diga à Kai sobre isso. ─ Ugh... com certeza. ─ mordo meu lábio para não rir ao ver a expressão no rosto de Leia. Não posso acreditar que alguém tão elegante como ela, está relacionada com esse cara. ─ Você vai aprender a amá-lo. ─ ela murmura, pegando o abajur da minha mão e colocando-o dentro do quarto. Então ela pega a minha mão e me leva pelo corredor. ─ Espera. ─ Frank diz, e nós paramos em nosso caminho. Ele vai à nossa frente e começa a caminhar pelo corredor, olhando à direita e à esquerda enquanto ele se certifica que o caminho está livre. A mãe de Kai envolve seu braço ao redor do meu e se inclina para o meu lado e sinto sua risada silenciosa enquanto vemos o irmão dela ir todo o caminho para a biblioteca. Olho para a foto que acabou de ser entregue a mim, e não posso acreditar o quão absolutamente deslumbrante minha mãe era. Parecia que ela poderia ter estado na capa da Vogue. Sua figura de ampulheta, pele de porcelana e cabelos loiros, bonitos, longos e grossos, era perfeito de uma forma que as pessoas hoje pagam muito dinheiro para ter igual. ─ Você parece com ela. Olho para cima a partir da imagem e para no rosto sorridente de mãe de Kai e balanço a cabeça. ─ Você parece. Você tem o nariz do seu pai, mas todo o resto é a sua mãe. Olho para a foto novamente e observo que meus lábios são os mesmos que os dela, a parte inferior cheio e a parte superior um pouco mais fino. As maçãs do rosto eram pronunciadas, como as minhas e seus olhos eram amendoados, também como o meu.


─ Vê? Seu nariz é de seu pai. ─ Ela sorri, entregando-me uma outra imagem, desta vez de um belo homem vestindo um terno que se encaixa bem, mostrando seu físico tonificado. Posso dizer, até mesmo através da fotografia, que ele cuidava de si mesmo. Seu cabelo era castanho escuro e no estilo que parecia que levava tempo para arrumá-lo e sua pele era naturalmente bronzeada. Olho para o rosto, meus olhos analisam seu nariz e posso ver que nós temos o mesmo. ─ Quantos anos eles tinham nestas imagens? ─ pergunto, ainda olhando para as fotos. ─ Isso foi logo depois que eles se casaram, então eu diria vinte e poucos anos. Sua mãe estava cerca de um mês grávida de você quando esta foto foi tirada. Ela havia se queixado de que parecia terrível, porque tinha enjoado pela manhã. Eu disse a ela que estava louca. Eu nunca tinha visto sua mãe parecer nada, mas perfeita. ─ diz ela com uma risadinha. ─ Ela era muito bonita. ─ sussurro, pegando outra foto quando é entregue a mim, essa da minha mãe e meu pai juntos, minha mãe com uma barriga grande, redonda que se parece perfeitamente com uma bola de basquete sob seu vestido. ─ Ela era bonita. Olho para cima da minha posição no chão e vejo uma tristeza em seus olhos que faz meu coração doer. ─ Nós não temos que fazer isso. ─ sussurro, não querendo causar-lhe mais dor. ─ Oh, querida. ─ Ela balança a cabeça, a mão descendo, correndo sobre o meu cabelo. ─ Mesmo que isso doa, me sinto bem. Sua mãe era minha melhor amiga. Ela era alguém que poderia entrar em uma sala e todo mundo parava para tomando conhecimento de que ela estava lá. Não era sua beleza que fazia isso. Seu espírito chamava para você, fazia você querer estar perto dela. Estou triste que você nunca vai saber o que era estar em sua presença, tê-la brilhando sua luz em você. Portanto, se esta é a única parte dela que você vai ser capaz de experimentar, então estou tão feliz de ser a única a compartilhar com você. ─ Uau, acho que estou amando Leia apenas um pouco mais do que eu já amava. ─ Obrigada. ─ limpo minha garganta enquanto as lágrimas começam a entupi-la. Ela sorri, em seguida, me dá uma outra foto, essa de minha mãe sentada em uma cama com meu pai ao seu lado com um braço ao redor dela, o outro envolvido em torno de um pequeno bebê. ─ Você vê o que eu quero dizer? Sua mãe tinha acabado de dar à luz, mas ela parecia absolutamente perfeita. ─ diz Leia, e ela não está errada.


O cabelo da minha mãe estava no topo de sua cabeça em um coque apertado e sua maquiagem ainda estava perfeitamente no lugar. Parecia que ela tinha acabado de sair de um dia no spa e não apenas acabado de dar à luz. ─ Eles se parecem com um casal perfeito. ─ digo melancolicamente. Ela ri e seu rosto se ilumina. ─ Eles eram loucos um pelo outro. Sua mãe me disse que ia se casar com ele na primeira noite eles que se encontraram. ─ Sério? ─ pergunto, olhando para a foto novamente. ─ Oh sim. Nós duas éramos calouras na faculdade e tínhamos acabado de passar os nossos primeiros exames semestrais, por isso, decidimos sair para jantar e comemorar. No momento em que entramos no restaurante, sua mãe parou, fazendo-me parar atrás dela. Olhei em volta para ver por que ela parou, mas então notei uma mesa cheia de homens. Todos eles eram bonitos. Eu disse que ela estava olhando e ela sussurrou que ela não poderia evitar ─ seu futuro estava sentado bem na frente dela. Neste ponto, jurei que ela era louca. Honestamente, quem vê um homem e diz algo como isso? Mas, em seguida, a cabeça do seu pai virou em nossa direção e com os olhos fixos em sua mãe, e sem outra palavra para os homens na mesa, ele se aproximou de nós, parou na frente de sua mãe, tomou sua mão, e levou-a para o bar. ─ De jeito nenhum. ─ sorrio. Meu pai tinha bolas. Ela ri muito e seus olhos suavizam. ─ Sim. Fiquei ali por alguns minutos, me perguntando se estava vendo coisas, mas não estava. Poucos minutos depois, seu pai trouxe sua mãe de volta para mim, se apresentou e depois voltou para sua mesa. ─ O que aconteceu a seguir? ─ É como você diz, o resto é história. Seu pai fez planos com sua mãe para a próxima noite e, a partir desse momento, eram inseparáveis. ─ Tão rápido? ─ pergunto, correndo o dedo sobre outra imagem dos meus pais, esta deles rindo enquanto olham um ao outro. ─ Tão rápido. Às vezes, você só sabe, e sua mãe e seu pai, ambos sabiam. Foi quase como se no momento em que um viu o outro, suas almas haviam reconhecido o outro como seu par perfeito. ─ Isso realmente parece loucura. ─ murmuro, mas uma imagem de Kai pisca pela minha cabeça e como algo profundo em mim o reconheceu e foi até ele, sem lutar, no momento em que o vi. Penso


em como, cada vez que estive com ele, tem sido fácil, sobre como ele me faz sentir. Sacudi esse pensamento, não querendo sentir a dor que sinto cada vez que penso sobre ele agora. Não agora, quando tenho a oportunidade de aprender sobre meus pais. ─ Às vezes, você só sabe. ─ ela repete e sorri, em seguida, puxa outra pilha de fotos. Pelo o resto do dia, me sento no chão, enquanto ela se senta no sofá e compartilha fotos e histórias dos meus pais comigo. No momento em que ela sai me sinto como se um peso foi tirado dos meus ombros. Ela inconscientemente ajudou a colar alguns pedaços do meu coração novamente.


Capítulo 9 Um Dia de Cada Vez ─ Onde está Pika? ─ Pergunto à Aye. Ele olha para mim, aperta os lábios juntos e depois olha de volta para a TV. ─ O que significa isso? ─ questiono, confusa com essa resposta. ─ Ele não está aqui. ─ Eu, obviamente, sei disso. Ele não esteve aqui em dois dias, mas estou perguntando a você onde ele está. ─ Você vai ter que falar com Kai sobre isso. ─ ele murmura, sem tirar os olhos da TV, sabendo muito bem que não há nenhuma maneira no inferno de falar com Kai sobre nada, muito menos onde Pika está. Não falei com Kai desde o dia em que ele chegou em casa, e neste momento, não tenho certeza de quem tem evitado quem. ─ Acho que você não quer saber tanto assim. ─ ele murmura. Sinto meu pulso começar a bater quando me lembro como conheci Pika pela primeira vez. ─ Ele está bem? ─ sussurro. Pika tornou-se um amigo e a ideia de ele ser ferido não me faz bem. ─ Ele está bem. ─ ouço um rosnado, me fazendo pular, virar a cabeça e olhar sobre a parte de trás do sofá para o Kai. Sinto meu estômago cair. Eu vi Kai com raiva antes, mas nunca tive essa raiva dirigida a mim. Me encolho no sofá, mas não posso quebrar o contato visual. ─ Aye, vá. Myla estará comigo pelo resto do dia. Vou chamá-lo se você for necessário. ─ diz ele, e seus olhos nunca deixam os meus enquanto sua energia pulsa contra a minha pele. ─ Claro. ─ diz Aye. Quero dizer-lhe para não me deixar, mas não posso fazer nada, além de olhar para os olhos frios que estão perfurando os meus. Assim que Aye sai, Kai passa a mão sobre seu cabelo, em seguida, olha para mim e balança a cabeça. Em seguida, ele olha para mim novamente e rosna no fundo da garganta: ─ Nós vamos sair.


─ Hum... ─ murmuro sob minha respiração enquanto assisto seu peito expandir-se em uma inspiração profunda. ─ Esteja pronta em dez minutos. ─ Eu... ─ balanço minha cabeça. Não há nenhuma maneira que vou ser capaz de ficar pronta em dez minutos. Ainda estou usando meu pijama. Levo mais tempo que isso apenas para tomar banho. ─ Dez minutos. ─ ele repete então se vira e sai da sala. Olho para a porta, balanço a cabeça, saio do sofá e vou direto para o meu quarto. Duvido que eu possa ficar pronta tão rapidamente, mas com certeza vou tentar. Kai nunca me assustou antes, nem mesma um pouco. Mesma quando eu o vi matar alguém, ele nunca tinha parecido tão irritado como ele fez há poucos momentos atrás.

Kai Deixo a sala de estar e vou direto para o meu escritório, batendo a porta atrás de mim. Tento respirar, mas isso não corta a loucura que vem construindo e expandindo desde a nossa luta e depois vê-la na cozinha no meio da noite, com os braços em volta de outro homem enquanto ele a beija, mesma que não foi um beijo íntimo, era demais para mim lidar. Cada dia tem sido uma batalha interna de autocontrole, e o peso constante no meu intestino e a porra irritante sob a minha pele não tem ajudado. Quando me casei com Myla, não tinha ideia de que isso ia acontecer comigo. Não entendia o que estava sentindo quando olhei em seus olhos enquanto dissemos nossos votos um ao outro. Não poderia ter esperado esses sentimentos quando me casei com ela, mas tenho agora, então não há nenhuma maneira do caralho que vou ficar à margem e deixar que alguém ─ que conheço desde que era criança ─ vir e roubar a mulher que pertence a mim, uma mulher que sei, se eu admitir para mim mesma, estou apaixonado. Uma mulher que sei que estava sentindo a mesma coisa que estou agora, antes de eu sair. Tomo outro fôlego e depois outro. Pika tem sorte que ainda está vivo. Depois do que vi, queria matá-lo, porra, mas eu sabia que, se eu entrasse na cozinha e fizesse isso, só iria fazê-la acreditar que estava certa sobre mim.


Não era como se me sentasse e esperasse, mas eu tinha que fazer isso. Mas isso não significava que tinha que deixar Pika ficar por aqui. Mandei-o embora há dois dias. Ele estava de volta ao continente, ajudando meus outros homens a manter o controle em Thad e Paulie Jr. Quando confrontei-o sobre seu relacionamento com Myla, ele me disse que tinha sentimentos por ela. Enfrentei-o e ele não recuou. Ele até me disse que eu era um idiota por tê-la deixado sem lhe dizer nada. Então ele me disse que não importava o que ele sentia por ela, porque ela não podia ver além de mim e ele suspeitava que ela jamais faria. Suas palavras me deram uma margem de esperança de ganhar Myla de volta, mas não sou um homem estúpido. Sei que vou ter trabalho. Sei que vou ter que ir devagar. Mas devagar com ela parece impossível. Porra. No momento que eu a trouxe para minha casa, eu a tinha em minha cama, mesma se eu não estivesse dormindo lá com ela. Eu só sabia que a queria no meu espaço, queria saber que ela estava em uma cama que eu iria compartilhar com ela eventualmente. Dormir com ela aquelas poucas noites que seus pais estavam na cidade também mudou as coisas. Dormi com minha quota de mulheres, mas nunca senti uma conexão com qualquer uma delas. Mesma apenas abraçando Myla, aliviou algo dentro de mim, trouxe a paz que pensei que estava muito longe para minha alma. Ela era minha paz em um mundo que eu sabia que estava fodido além da compreensão da maioria das pessoas. Olho para a porta e solto um último suspiro. Provavelmente só a assustei. Ela provavelmente está correndo para as montanhas, mas o nome de Pika deixando sua boca, o tom suave de preocupação em sua voz por causa dele, me detonou. Mesmo sabendo que ela não o vê como algo mais do que um amigo, sei que ele não sente o mesmo. Sei também que Pika é um jogador. Ele tem uma garota em cada cidade que visita e muitas vezes duas, se ele está no clima para esse tipo de jogo. Mulheres lançam-se para ele e tendo Myla em torno dele agora, não é um risco que estou disposto a tomar. Vou até a porta, abrindo-a, em seguida, indo pelo corredor até o quarto que Myla se hospedou, antes de bater uma vez. ─ Sim? ─ ouço sua voz calma através da porta. ─ Posso entrar?


Ela não responde por um momento, mas quando o faz, sua voz é suave e insegura. Empurro a porta e vejo que ela está sentada na beira da cama com um par de sandálias na mão. ─ Estou quase pronta. ─ ela murmura, abaixando a cabeça para olhar seus pés enquanto desliza as sandálias uma de cada vez. ─ Queria te dizer que você pode ter mais tempo se você precisar. ─ Estou pronta agora. Eu me apressei. ─ ela sussurra e meu intestino aperta quando ouço o medo em sua voz. Vivo desligado. Tenho toda a minha vida. No meu negócio, o medo é poder. Você pode controlar a maioria das pessoas usando o medo. Com Myla, não quero isso. Não quero pensar que ela está comigo por medo de repercussão. ─ Leve o seu tempo. ─ digo a ela. Sua cabeça levanta, seu olhar encontra o meu e ela parece confusa. ─ Pensei que você disse que estávamos indo para algum lugar. ─ Nós vamos, mas pode esperar. Leve o seu tempo. ─ Estou pronta agora. ─ ela levanta. Meus olhos viajam pelo vestido preto simples, que é solto com tiras finas que mostram o fato de que ela não está usando um sutiã. Em seguida, eles vagam até os pés. ─ Não sei o que devo vestir. ─ ela murmura, parecendo desconfortável. Balanço minha cabeça, em seguida, digo-lhe o que deveria ter dito a ela um milhão de vezes antes: ─ Você está bonita. Sua cabeça levanta e seu olhar encontra o meu. ─ Eu... ─ Ela faz uma pausa e as sobrancelhas se unem. ─ O quê? ─ Ela pergunta, parecendo completamente confusa e bonita para caralho. ─ Você está bonita. ─ Ok. ─ Ela olha para mim novamente, em seguida, endireita os ombros quase como se estivesse se preparando para a guerra. ─ Estamos indo? ─ Ela aponta em direção à porta.


─ Estamos. ─ sorrio, pegando a mão dela e segurando mais apertado quando ela tenta se afastar. Levo-a para fora da casa e ajudando-a a subir no Jeep, antes de correr ao redor e ficar atrás do volante. Não tenho absolutamente nenhum plano definido para hoje, então vou ter que fazer alguma merda.

Myla Observo Kai com o canto do meu olho e sento minhas sobrancelhas franzindo em confusão. Não tenho nenhuma ideia do que ele está fazendo, mas sei que é alguma coisa. ─ Para onde estamos indo? ─ Pergunto depois de alguns minutos de silêncio. ─ Jantar. ─ Suas mãos apertam o volante, e me pergunto se isso é algum tipo de jantar de negócios. Em seguida, borboletas entram em erupção no meu estômago mais uma vez. As possibilidades são: se estamos jantando, vou ter que desempenhar o papel de sua esposa e por mais que isso me irrita, estou secretamente animada sobre isso. Nós só dirigimos por cerca de dez minutos e quando chegamos ao nosso destino, estou ainda mais confusa. Olho pela janela da frente e pisco duas vezes. Não é um restaurante que ele normalmente teria uma reunião no jantar. Nem sequer é realmente um restaurante. É um pequeno trailer com algumas mesas do lado de fora. A placa na frente diz Marés em letras grandes e a pequena placa debaixo dela, afirma que o restaurante tem os melhores tacos de peixe no Havaí. ─ Pensei que estávamos indo jantar. ─ Estamos. ─ Ele desliga o jipe, abre a porta, pula fora, e vejo-o correr para o meu lado. Quando ele abre a porta, viro para sair, mas ele murmura um tranquilo. ─ Só um momento. ─ Ele tira o paletó e, em seguida, a gravata e abotoaduras antes de desabotoar os dois primeiros botões de sua camisa e arregaçar as mangas. Uma vez que sua aparência é mais casual, ele toma posse da minha cintura e me ajuda a sair do jipe. Então ele se vira comigo em seus braços e fecha a porta antes de tomar minha mão de novo e me conduzir para o trailer. ─ Aloha, irmão.


─ Aloha, amigo. ─ Kai retorna para o cara grande, cuja cabeça está saindo da pequena janela. ─ Quem é que temos aqui? ─ Pergunta ele, me olhando por cima. ─ Minha esposa, Myla. Myla, esse cara aqui é Derek. Ele e sua esposa são os proprietários do Marés. ─ Esposa? ─ O cara diz, parecendo chocado. ─ Prazer em conhecê-lo. ─ sorrio através da ansiedade que estou sentindo. ─ Não sabia que você tinha se casado. Querida, você sabia que Kai se casou? ─ Ele grita, e uma mulher pequena vem à janela e sorri para nós. ─ Não fazia ideia. Já era tempo. ─ Ela sorri mais largo ao envolver sua pequena mão em torno dos grandes bíceps de seu marido. ─ Tem esse direito. Esperei anos para você se acalmar. ─ diz Derek. Sua esposa vem para ficar na frente dele. ─ Você quer que o habitual? ─ Pergunta ela, inclinando-se ligeiramente para fora da janela, olhando para nós. ─ Você gosta de peixe? ─ Kai pergunta baixinho. Olho para ele e sinto o peso de Derek e sua esposa nos observando. ─ Gosto. ─ respondo suavemente. ─ Faça pedido duplo, Derek, e você tem algum suco de abacaxi fresco? Myla ama. ─ acrescenta Kai, envolvendo o braço em volta dos meus ombros. Inconscientemente me inclino contra ele e tento me inclinar para longe, quando percebo o que estou fazendo, mas ele me aperta, me impedindo de me mover. ─ Isso eu faço. Sentem-se e nós vamos trazer seu pedido quando estiver pronto. ─ Ele acena. Kai nos vira, levando-me até uma das mesas de piquenique que estão arrumadas. Sento e olho ao redor, evitando olhar para Kai. Mais uma vez, as minhas emoções estão em crise e é tudo culpa dele ou pelo menos vou culpá-lo por isso. ─ O que você está pensando, Makamae? ─ Sua mão segura a minha. Parte de mim quer se afastar, mas a outra parte de mim, a parte que está presa a ele, quer agarrálo e nunca deixar ir. ─ Estou tão confusa. ─ balanço minha cabeça, em seguida, volto a olhar para ele. ─ Eu realmente odeio que você me faz sentir como se eu fosse duas pessoas completamente diferentes.


─ O que você quer dizer? Deixo escapar um bufo irritado antes de responder-lhe: ─ Existe esse lado de mim que realmente não gosta de você e as coisas que você faz. Então, há esse outro lado de mim que não se importa com a parte que não gosta de você. Ela só gosta de você, todo você. ─ deixei escapar um suspiro, em seguida, o encaro quando vejo seu sorriso. ─ Você devia saber que acho que a parte de mim que gosta de você é uma idiota. Ele aperta os lábios, em seguida, deixa sua cabeça cair para trás, e gargalhadas saem de sua boca. Eu o vi rir antes, e como todas essas vezes, meu estômago vibra. ─ Não é engraçado. ─ reviro meus olhos. ─ Sim, é engraçado. ─ Ele continua rindo. Forma-se um sorriso em meus lábios ao observá-lo. Seus olhos caem na minha boca e sua expressão suaviza. ─ Todas as partes de mim gostam de você, Makamae. ─ ele me diz com tanta sinceridade que a sensação de calor começa infiltrar na minha barriga. ─ O que Makamae quer dizer? Sua mão se aproxima e ele acaricia minha bochecha, seu polegar corre sobre meu lábio inferior. Não esperava que ele me respondesse, mas ao contrário de todas as outras vezes, seu rosto se aproxima do meu tão perto que posso sentir seus lábios escovando os meus enquanto ele sussurra. ─ Preciosa. Puta merda! Empurro a cabeça para trás em choque e procuro seu rosto. ─ Hora do rango! ─ Derek gritado, quebra o momento e olho para frente, assim quando Derek coloca um prato na minha frente e outro na frente de Kai. ─ Obrigada. ─ digo à Derek enquanto meu interior se agita. Kai me chama de preciosa? Olho para ele e seu olhar ainda está em mim. ─ Deixe-nos saber se você precisa de qualquer outra coisa. ─ murmura Derek e tenho certeza que ele pode sentir a energia estranha que está flutuando ao nosso redor. ─ Faremos. ─ Kai assegura, seu olhar nunca deixando os meus. Assim que Derek está fora do alcance, Kai fala novamente. Desta vez, sua voz é suave de uma forma que envolve em torno e dentro de mim.


─ Sei que isso é difícil para você, Myla. Sei o que fiz de errado, mas quero que você entenda uma coisa. Sou um homem que foi criado para fazer o que precisa ser feito, não levando em consideração qualquer outra pessoa. Sei que os resultados disso a magoaram, mas como já lhe disse desde o início, vou dizer-lhe novamente. Farei o que tiver que fazer, a fim de protegê-la. Assim, no final do dia, mesmo se você estiver chateada comigo, funciona, porque isso significa que você ainda está respirando. Ele olha por cima do ombro, em seguida, volta para mim novamente, deixando escapar um longo suspiro antes de continuar. ─ Não vou desistir da existência de um nós, porque sei que vale a pena lutar. Assim, você pode ficar puta e segurar seu chão, mas vou fazer o mesmo e enquanto estou fazendo isso, espero que você nos dê outra chance. ─ Você é realmente bom nesta coisa de desculpas... quando você não está sendo um idiota. ─ murmuro. Ele sorri, em seguida, pega a minha mão colocando um beijo sobre o anel que ainda não tirei. É quase como se ele estivesse me dizendo que ele vê e sabe que, tão chateada como estou, ainda não desisti de nós. Olho para sua mão e percebo que o anel que lhe dei ainda está em seu dedo. ─ Um dia de cada vez, Kai. Isso é tudo o que posso lhe oferecer. ─ sussurro. ─ Vou aceitar, Makamae. ─ Ele coloca outro beijo na minha mão, então acena com a cabeça para o meu prato. ─ Coma. Eles realmente são os melhores tacos de peixe no Havaí. ─ ele diz. Ele não está errado, embora não tenho certeza se é os tacos ou a sensação de calor que tenho, que os torna tão gostoso.

***

Vejo o nascer do sol e aprecio a beleza do momento. Do som do oceano ao cheiro que está nos cercando, não consigo descobrir o que é, mas sei que é perfeito. Me inclino para trás contra Kai e os seus braços envolvem mais apertado em volta de mim, suas coxas apertando contra os meus lados. Desde o nosso jantar de deliciosos tacos de peixe há duas semanas, temos vindo a trabalhar em nós e isso está muito melhor do que anteriormente. Baixei minha guarda um pouco e estou apenas curtindo o tempo do dia-a-dia que passamos juntos.


Não é tanto que o perdoei por ter me deixado do jeito que ele fez, mas estou tentando entender o homem que ele é e como ele me disse, ele é um homem que não está acostumado a responder a alguém. Ele é um homem acostumado a fazer o que precisa ser feito, que se danem as consequências. Não posso dizer que concordo completamente com esta maneira de pensar, mas tenho tentado e posso dizer que ele também está tentando se importar quando se trata de mim e o que preciso dele. ─ Esta é minha hora favorita do dia. ─ ele sussurra, colocando um beijo suave na lateral do meu pescoço. Também aprendi outra coisa sobre Kai; ele é realmente romântico, mesma se ele não estiver tentando ser. Ainda esta manhã, quando ele me acordou, ele me entregou um casaco e me levou para a praia para que eu pudesse experimentar meu primeiro nascer do sol havaiano. Ele, muitas vezes, faz pequenas coisas que me deixa saber que ele está pensando em mim. ─ É tão calmo. ─ digo a ele, rolando um pouco para o meu lado, deixando meu rosto descansar em seu peito nu enquanto envolvo meus braços em torno dele. ─ É por isso que é o meu favorito. Tenho um momento para pensar. Sem telefone, ninguém me dizendo que sou necessário, só eu e a natureza. ─ Ele beija o topo da minha cabeça. ─ E agora, você. Ok, isso foi doce... realmente doce. Veja o que quero dizer quando disse que ele é realmente romântico? Inclino minha cabeça e dou um beijo em sua pele, deixando-o sem dizer nada, o quanto isso significa para mim. Nós nos sentamos aqui por um longo tempo, observando o sol subir até o céu. Não sei o que ele está pensando, mas sei que estou em silêncio esperando que nós tenhamos centenas mais de momentos como este.


Capítulo 10 Consumação Entro no escritório de Kai quando o ouço me chamando. Não tenho nenhuma ideia do que aconteceu, mas a julgar pelo bramido do meu nome, estou supondo que não é uma coisa boa. ─ O que está acontecendo? ─ Pergunto assim que passo pela porta. ─ Que porra é essa? ─ Ele ruge, empurrando uma pilha de papéis para mim. Pego os papéis e instantaneamente me sinto culpada. Não tive a chance de falar com Tammy sobre o divórcio. Estive tão envolvida com Kai e eu passando um tempo juntos, conhecendo um ao outro, que não me passou pela cabeça. Nem sequer uma vez. ─ Os papéis do divórcio. ─ sussurro quando li a primeira página. ─ Eu vejo isso, Myla. Por que diabos acabei de ser intimidado com papéis do divórcio? ─ Oh, merda. ─ Eu queria um divórcio? ─ sussurro, em seguida, olho para cima a tempo de vê-lo me reprovar. Eu, naturalmente, ando para trás até que sinto a parede atrás de mim. Seu rosto vem a polegadas do meu e meu pulso dispara. ─ Eu disse que não vou a lugar nenhum. ─ ele rosna, me enjaulando. ─ Eu sei. ─ fecho os olhos e viro a cabeça para o lado. ─ Eu disse a você que nós vamos resolver isso. ─ ele rosna e sinto a mão no meu lado. ─ Eu disse que nós nunca vamos terminar. ─ Sua mão se aproxima e ele pega meu peito através do material do meu top enquanto seus dentes mordem o lóbulo da minha orelha. ─ Kai. ─ ofego e então estou virando e andando para trás. Minha bunda atinge sua mesa e ele se inclina sobre mim um pouco enquanto ele empurra todos os documentos e itens em cima da sua mesa para o chão. ─ Kai. ─ repito nervosamente enquanto suas mãos vão para o meu short. Ele rapidamente desabotoa-o, deslizando-o para baixo sobre meus quadris junto com minha calcinha. Ele pega os papéis que não sabia ainda estar segurando da minha mão, colocando-os sobre a mesa. Então ele me levanta para me sentar em cima deles, espalha minhas pernas bem abertas, abaixa a cabeça e enterra o rosto entre as minhas coxas.


─ Oh, Deus. ─ gemo, segurando seu cabelo. ─ Nenhum Deus, Myla. ─ ele rosna contra minha boceta, seus dentes e língua me trazendo para mais perto do orgasmo. ─ Kai! ─ grito, apertando os olhos fechados. ─ Quem é seu marido, Myla? ─ Ele rosna, enterrando dois dedos dentro de mim. ─ Oh, Deus. Um som alto de tapa é ouvido no quarto quando sinto uma picada na pele da minha coxa. Meus olhos se abrem e olho para ele. ─ Nenhum Deus. Quem é o seu marido? ─ Você é. ─ Qual é o meu nome? ─ Ele exige. ─ Kai. ─ choramingo enquanto seus dedos se movem mais rapidamente, curvando-se para atingir meu ponto G. ─ Oh sim. ─ Sua boca trava no meu clitóris, e sinto meu corpo leve enquanto meu orgasmo rasga através de mim. Meu clitóris pulsa no ritmo da minha rápida frequência cardíaca. Aperto as pernas juntas quando minhas coxas começam a tremer com a intensidade de cada sentimento espalhando através de meu corpo. Olho para ele quando ele levanta a cabeça. Em seguida, ele limpa o queixo sobre o interior da minha coxa. Tomo uma respiração trêmula e meu corpo relaxa na mesa, incapaz de conter-me por mais tempo. ─ Você está bem? ─ Pergunta ele, inclinando-se sobre mim, levando a minha boca em um beijo profundo antes de eu ter a chance de responder. ─ Fantástica. ─ sussurro quando ele se afasta. Ele me ajuda a sentar, puxa minha camisa sobre a minha cabeça e, em seguida, desabotoa meu sutiã, jogando-o no chão. Em seguida, ele ri, me recostando contra a mesa quando ele percebe que meu corpo é inútil para mim agora. Ouço o barulho suave de tecido e abro os olhos bem a tempo de ver sua camisa cair no chão. Olho de volta para ele e sua mão abaixa a calça, desfazendo o cinto e botão e depois deslizando-os para baixo. Pela primeira vez, vejo como verdadeiramente bonito tudo dele é, quando seu pau salta e balança em sua barriga.


Ele envolve sua mão ao redor de sua circunferência e bomba para cima e para baixo, com os olhos fixos em mim. ─ Abra. ─ ele resmunga, enquanto sua mão corre até a parte de trás de minha perna, em seguida, por cima do meu joelho, puxando minhas pernas. Abro minhas pernas e ele conecta os braços sob meus joelhos, puxando a minha bunda para a borda da mesa. Minhas pernas envolvem em torno de seus quadris enquanto meu polegar corre sobre meu clitóris sensível, fazendo-me saltar. ─ Calma, amor ─ ele sussurra enquanto sinto a cabeça de seu pau deslizar sobre o meu clitóris, em seguida, para baixo, e sinto a coroa pressionando, enquanto ele levanta a cabeça e seus olhos trancam nos meus. Ele desliza lentamente dentro de mim. ─ TU Kai. ─ ele ronca, deslizando para fora, em seguida, de volta. Minhas coxas envolvem mais apertado em torno dele e meus quadris levantam da mesa para que eu possa levá-lo mais profundo. ─ Sim. ─ assobio enquanto suas mãos vão sob a minha bunda e me levantam com cada um de seus impulsos. Movo minhas mãos por cima do seu abdômen, sentindo a força sob as palmas das mãos, em seguida, deslizando mais para cima sobre o peito e pescoço. Suas mãos envolvem em torno de minha cintura, me segurando no lugar enquanto suas estocadas aceleram. ─ Vou gozar de novo. ─ choramingo. Sua boca toma a minha, sua língua deslizando. Beijo de volta, em seguida, sinto as ondas de outro orgasmo aproximando, então viro minha cabeça e, sem pensar, afundo meus dentes em seu ombro. Ele ruge enquanto seus quadris empurram antes de plantar-se dentro de mim. Envolvo minhas pernas e braços mais apertados ao redor dele, não querendo perder a conexão. Ainda não. ─ Você está bem? ─ sussurro depois de um momento. Sua cabeça vem longe de meu pescoço e seus olhos encontram os meus. ─ Não tinha ideia. ─ diz ele depois de outro momento de silêncio. ─ Não tinha ideia do quê? ─ Não tenho ideia de que, quando me casei com você, ia acabar assim. ─ Ele empurra mais profundo em mim. ─ Eu sabia que quando disse que deveríamos tentar fazer isso funcionar, eu queria


também, mas não percebi o quão importante isso ia se tornar para mim. A ideia de estar sem você é quase insuportável. Sua confissão de fala mansa faz com que o calor se espalhe mais profundo, mas então percebo o que ele disse. ─ Esqueci tudo sobre você ser intimado. Estive tão envolvida com a gente, que eu nem sequer pensei em nada. ─ confesso, observando quando a compreensão enche seus olhos. ─ Eles estão agora destruídos. ─ ele sorri e percebo que os papéis ainda estão sob mim e coberto de nós. ─ Ewww. ─ faço careta. ─ Nós apenas consumamos nosso casamento em nossos papéis do divórcio. ─ Isso é muito homem das cavernas. ─ balanço minha cabeça. Seu sorriso suaviza e seus olhos procuram os meus. ─ Como está se sentindo? ─ Feliz. ─ Corro os dedos pelos seus cabelos e seus olhos ficam preguiçosos. ─ Precisamos colocas roupas suficientes apenas para voltar para o nosso quarto. ─ Por quê? ─ pergunto, sentindo minhas sobrancelhas reunirem-se. ─ Porque nós vamos passar o resto do dia compensando o tempo perdido. ─ ele abaixa a cabeça e lambe meu pescoço. ─ Eu realmente preciso conhecer melhor o corpo da minha esposa. ─ Ok. ─ respiro, pressionando minhas coxas mais apertadas em torno de seus quadris. ─ Espere um pouco, amor. ─ Ele belisca meu pescoço e se inclina para trás, vendo meu rosto quando ele desliza para fora. O carinho faz com que fitas quentes amarrem apertado ao meu redor. ─ Oh, não. ─ fecho meus olhos e cubro o meu rosto. ─ Não, não, não... ─ balanço minha cabeça. Não posso acreditar o quão estúpido fomos. ─ Myla, o que foi? ─ Ele puxa minhas mãos longe do meu rosto e olha para mim, franzindo a testa. ─ Nós não usamos proteção e meu controle de natalidade venceu. ─ Nós usamos proteção. ─ Ele sorri antes de se retirar completamente. Vejo-o tirar o preservativo, amarrar o fim, envolvê-lo em um tecido e jogá-lo fora. Deixo escapar um silencioso, graças a Deus. Esta situação entre nós é complicada o suficiente e não consigo imaginar a adição de crianças como um fator.


Suspiro e me sento, vendo como ele abotoa as calças antes de voltar para mim com sua camisa. Ele abre-a, ajudando-me a colocá-la. Ele se inclina e seus dedos vão embaixo do meu queixo, inclinando minha cabeça para trás, olhando nos meus olhos. ─ Gostaria que você voltasse ao controle de natalidade. Quase não lembrei de usar o preservativo e tenho a sensação de que vai ser difícil ficar preparado. ─ Suas mãos correm até a parte interna das minhas coxas antes de enrolar em volta da minha cintura. Penso sobre o quão incrível foi senti-lo dentro de mim e quanto melhor seria se nós não tivéssemos nada entre nós e minhas pernas apertam. ─ Oh sim. ─ ele respira. ─ Posso imaginar isso também, deslizando para dentro de você, sentindo o seu calor quente, molhado, estrangulando meu pau enquanto suas unhas cavam em minhas costas. ─ Kai. ─ choramingo na imagem então grito quando ele me levanta. Meus braços vão ao redor de seu pescoço, minhas pernas envolvem em torno de seus quadris e suas mãos vão para minha bunda. ─ Segura firme. ─ Ele abre a porta de seu escritório, em seguida, rapidamente caminha para seu quarto, levando-me para o banheiro. ─ Vamos ficar limpos e então dar uma olhada mais atenta em suas marcas de bronzeado. ─ Ele me põe sobre a pia. ─ Você está obcecado. ─ ri, lembrando todas às vezes que ele falou sobre elas antes e quão estranho pensei que era na época. Ele caminha até o chuveiro, em seguida, olha para mim por cima do ombro. ─ Durante meses, tive que olhar para elas de longe, ver sua pele escurecer sabendo que partes de você seriam para sempre brancas e cremosas e essas partes são as melhores. Então, sim, estou obcecado para caralho com suas marcas de bronzeado porque sei que ninguém nunca vai ser capaz de vê-las, a não ser eu. Ele liga o chuveiro, em seguida, volta para mim, seus quadris vão entre as minhas pernas. Minha respiração ainda está em pausa a partir de suas palavras e deixo escapar uma exalação dura quando sua mão se aproxima e os dedos correm na parte inferior da minha mandíbula. Em seguida, eles se movem para baixo para traçar minha clavícula e mais para baixo entre meu peito antes de desfazer os botões de sua camisa deixando-a aberta. Olho para mim mesma, vendo o que ele está vendo. Meus seios estão pálidos, juntamente com o meu estômago e quadris. Seu dedo traça o contorno, onde o escuro encontra o claro antes de ir mais


baixo e fazer o mesmo ao longo do meu estômago, fazendo meus músculos contraírem enquanto seus dedos correm sobre a minha pele. Coloco minha mão sobre a sua, admirando o contraste em nossas peles. Ele resmunga, puxandome do balcão da pia, com as mãos sob a minha bunda, me levando para o chuveiro. Assim que entramos, o spray de água quente nos engole, fazendo um gemido de prazer deixar minha boca. ─ Você não pode fazer esses barulhos agora, não quando não tenho um preservativo aqui e meu pau está tão perto do calor que posso sentir saindo da sua boceta. ─ Ele me desliza para baixo de seu corpo, seu pau duro contra a minha barriga enquanto meus pés tocam o chão. ─ Passo para trás. Eu faço e inclino a cabeça para trás sob o spray, molhando meus cabelos enquanto seus dedos passam por eles. Então, inclino meu rosto para a frente, o meu olhar colidindo com o dele enquanto ele pega um frasco de xampu da prateleira. Ele põe um pouco no meu cabelo antes de inclinar minha cabeça para trás novamente, enxaguando a espuma. Quando dou um passo à frente desta vez, ele coloca algum condicionador no meu cabelo e começa a me inclinar para trás novamente, mas impeçoo. ─ É a minha vez. ─ viro-nos e fico na frente dele, pegando o frasco de xampu. Olho para ele, querendo saber como vou ser capaz de chegar ao topo de sua cabeça. Ele sorri, em seguida, murmura: ─ Suba. Coloco minhas mãos em seus ombros e salto, envolvendo minhas pernas em torno dele. Como nossos corpos estão escorregadios, ele me segura apertado, então eu não deslizo para baixo. Alcanço a garrafa que coloquei de lado momentos atrás, esguichando um pouco na minha mão, em seguida, massageando seu cabelo, usando as unhas para raspar sobre seu couro cabeludo. ─ Inferno. ─ ele murmura, fechando os olhos. Sorrio e pressiono um beijo rápido em seus lábios, sussurrando: ─ Encoste-se. Ele faz, e lavo o xampu de seu cabelo, em seguida, pego o condicionador, seguindo os mesmos passos, só que desta vez, seus olhos estão presos nos meus enquanto meus dedos se movem através do seu cabelo, fazendo com que o momento pareça ainda mais íntimo. Quando termino com o cabelo, as mãos apertam minha bunda uma vez, sinalizando para eu descer. Quando meus pés tocam o chão, ele me vira em seus braços e pega uma barra de sabão preto


da prateleira. Segurando na mão, ele começa em meus braços e se move lentamente para o meu peito. Em seguida, ele vai sobre o meu estômago e mais para baixo deslizando entre as minhas pernas, onde ele cuidadosamente me lava. Quando ele termina, meu corpo está em chamas. Pego o sabão dele e ensaboou minhas mãos antes de passá-las em seu peito, sobre sua pele lisa, que é quente e dura ao toque. Quando minhas mãos viajam sobre seu abdômen, fico fascinada como seus músculos se contorcem sob o meu toque. Meus olhos viajam mais abaixo, percebendo a gota de pré-sêmen na ponta do seu pau. Sem pensar, me inclino mais baixo e lambo a cabeça, o gosto salgado dele explodindo na ponta da minha língua. ─ TU Kai. ─ ele geme, tomando conta do meu queixo, forçando meu rosto para ele. ─ Não teste minha força de vontade agora, Makamae. Estou pendurado por um fio fino. A emoção de suas palavras faz com que meus olhos fechem. Amo que posso fazer isso com ele. Juro que sinto meu corpo se alimentando do poder que tenho sobre ele, sabendo que ele me quer tanto que ele pode estalar. Isso me faz afundar até os joelhos, colocar meus lábios sobre a cabeça de seu pênis e agitar minha língua em torno dele uma vez. Então embrulho minha mão nele, usando o meu punho e boca ao mesmo tempo. Minha cabeça se inclina para trás quando sua mão puxa meu cabelo. ─ Vou puni-la por isso. ─ ele rosna, fazendo com que minha boceta convulsione e um gemido suba na minha garganta. Levo-o tão profundo quanto posso enquanto ele empurra em minha boca. Sem aviso, ele me puxa para cima, o pop do membro saindo da minha boca ecoando através do espaço fechado de vidro. ─ Eu... ─ começo a dizer que não tinha terminado, mas sua boca vem na minha e ele me levanta, espalhando as minhas pernas e me empalando sobre ele. Eu grito, minhas mãos nos seus ombros, e minhas unhas cavando em sua pele enquanto ele me fode duro e rápido, meu corpo deslizando facilmente contra o seu com água e sabão revestindo nossa pele. ─ Goze! ─ Ele ruge. Meu corpo assume, ouvindo seu comando, minha boceta convulsionando enquanto seus quadris ainda empurram. Sua testa abaixa na minha. ─ Sim, você vai ser punida. Naquela hora, não usei um preservativo. ─ diz ele, mas não ouço nenhuma raiva.


Meus olhos lentamente abrem, meu orgasmo ainda flutuando através do meu sistema, tornando difícil de me concentrar. Sua mão vem para cima, correndo da minha testa para baixo ao longo da minha mandíbula. Me inclino em direção ao seu toque e suspiro quando ele me puxa para longe da parede e de volta sob a água. ─ Estou limpa. ─ murmuro quando a névoa se esvai. Seu abraço aperta e meus braços deslizam mais ao redor de seus ombros enquanto meus tornozelos trancam atrás dele. ─ Não se preocupe com isso. ─ Vamos ter mais cuidado. Ele balança a cabeça, puxando para fora de mim e me colocando suavemente no chão mais uma vez. ─ A primeira chance que eu tiver, eu vou ficar no controle de natalidade. ─ Temos muito a aprender um com o outro. ─ Ele acaricia minha bochecha. Em seguida, ele abaixa a cabeça, colocando um beijo em meus lábios. ─ E se os deuses estão a nosso favor, uma vida inteira para fazer isto. Gosto muito disso. Gosto que ele queira que essa coisa entre nós funcione. ─ Você é incrível. ─ digo sinceramente, sentindo o calor que está sempre no meu estômago me engolindo. ─ Significa muito que você acreditar nisso. Suas palavras me pegam desprevenida e procuro seus olhos para entender. Ele carrega-se com um ar de confiança que é quase intimidador. Desde que o conheci, ele já parecia tão seguro de cada coisa que ele tem feito, até mesmo coisas que colocaram uma pressão sobre o nosso relacionamento. ─ Você não acredita nisso? ─ questiono quando ele começa a lavar-me de novo. Suas mãos fazem uma pausa e posso ver que ele está realmente pensando em como responder. ─ Como já disse antes, nunca levei a opinião de ninguém em consideração, bom, ruim ou indiferente. No meu negócio, é sobre como você responde a toda e qualquer situação. Nunca houve um tempo em que considerei a opinião de alguém a meu respeito. ─ E quando você tem namorada? ─ Pergunto mesma que o pensamento dele com alguém me faz sentir desconfortável.


─ Você é a primeira mulher cuja opinião sobre mim me preocupa. Nunca me preocupei com uma avaliação do tipo de homem que sou das mulheres que já estive antes de você. ─ Parece que você se fechou para todos. ─ sussurro tristemente. ─ Vem com o território. Não estou falando sobre a minha família ou mesma alguns dos meus homens, mas com os outros, você nunca sabe quem poderia se voltar contra você. Você nunca sabe se o homem que está rindo, mostrando fotos de seus filhos, está envenenando a sua bebida atrás de suas costas. Suas palavras provocam uma onda de tristeza em cima de mim. Eu não posso imaginar viver minha vida em um estado constante de preocupação, tendo que estar em guarda em todos os momentos. Sem sequer pensar, envolvo meus braços em torno dele e enterro meu rosto em seu peito. ─ Eu sinto muito. ─ digo e seus braços, que estão envolvidos em torno de mim, apertam. ─ Não vai ser para sempre, Myla. Tenho vindo trabalhando para ter certeza de que não terei anos assim. Quando meus filhos vierem a este mundo, eles serão capazes de viver vidas normais, sem nunca saber sobre a vida que seu pai levou antes deles. É importante para mim que você entenda isso também. Isso não vai ser para sempre. Chegará um momento em que a casa será apenas nossa, e não teremos outros em volta em uma base constante. Eu odiava ter guardas quando estava crescendo. Não era uma boa sensação quando ia falar com meu pai só para ter um de seus homens me parando. Não quero isso para os meus filhos e não quero isso para você. ─ Nunca pensei sobre isso. Desde que estou com Kai, houve sempre alguém por perto, e eu sabia desde o primeiro dia que eles estavam aqui, mas sinceramente nunca realmente pensei sobre o qual eram seus papéis estando ao redor, nunca se deve colocar muito pensamento em por que exatamente eles estavam aqui. E agora que ele me fez pensar sobre isso, não quero que meus filhos cresçam com guardas constantes. Beijo seu peito, em seguida, dou um passo atrás. Ele desliga a água e abre a porta do chuveiro. Então, sigo-o e ele envolve uma toalha ao meu redor. Vejo enquanto ele se seca e vira a cabeça para olhar para mim. ─ Normalmente acho chato quando há pessoas ao redor o tempo todo. Mas acho que poderia achá-los úteis essa noite. ─ ele murmura. ─ Perdão? ─ Eu só tenho alguns preservativos e eles podem correr para a farmácia.


─ Você não iria. ─ suspiro. Ele beija a carranca do meu rosto, em seguida, me aperta em seus braços, fazendo-me gritar e agarrar seus ombros. ─ Eu faria. ─ Ele sorri e me joga na cama antes se deitar comigo. ─ Você não vai. ─ digo enquanto ele espalha minha toalha aberta. ─ Eu irei. E ele faz. É depois da meia noite, estou morrendo de fome, só temos um preservativo sobrando, e eu sei que, no ritmo que está indo, estamos com a necessidade de estocar. Neste ponto, sou grata por ter pessoas ao redor. Isso significa que monto Kai até terminarmos bem antes da comida chinesa e preservativos serem entregues na porta por um de seus homens.


Capítulo 11 Novos Sonhos Vou até a água e mergulho, necessitando esquecer as últimas duas horas. Minha mente está cambaleando sobre as informações que Kai acaba de compartilhar comigo. Não quero estar zangada com ele por que ele ainda manteve um outro pedaço de informação de mim, mas sinto que estou me repetindo mais e mais. ─ Fale comigo. ─ Seja honesto comigo. ─ Diga-me o que está acontecendo e não me surpreenda com coisas. Por que isso é tão difícil de entender?! Grito na minha cabeça, mergulhando mais fundo. Eu e Kai tivemos a manhã perfeita. Ele me acordou com a boca entre minhas pernas. Adoro acordar com Kai, mas amo ainda mais do jeito que ele me acorda quase todas as manhãs, como se eu fosse seu café da manhã e ele está morrendo de fome. Eu tenho aprendido ao longo da última semana que Kai gosta de mim em minhas mãos e joelhos na frente dele, e, normalmente, depois que ele está saciado de mim, ele me vira em meu estômago e bate em mim até que seu próprio orgasmo estoura. Mas esta manhã, ele não fez isso. Ele me levou lentamente, seu rosto perto do meu, enquanto ele balançava suavemente em mim. Adorei cada momento e quando eu estava olhando em seus olhos quando as ondas do meu orgasmo me atingiram, poderia jurar que vi o amor lá quando ele olhou para mim. Quando finalmente saímos da cama e tomamos banho, desfrutamos do café da manhã em uma das varandas antes de ir para seu escritório. Eu não tinha um emprego e tinha chegado ao ponto que estava pronta para saltar pela janela, se eu não encontrar algo para fazer com meus dias, então Kai tinha me dito que eu poderia ajudá-lo a se organizar. Seu escritório era uma bagunça. Havia papéis e pastas em todos os lugares, e ele nem sequer parece ter um sistema. Então, há alguns dias, comecei a separar as coisas e colocá-las em um armário de arquivamento que encontrei, e depois fiz a varredura de outras coisas que poderiam ir direto para o computador. Hoje, encontrei um papel com meu nome. Fiquei confusa pelo texto e realmente não entendendo o


que estava olhando, por isso, dei para Kai, que tinha acabado de desligar o telefone. Quando ele viu o papel na minha mão, seu rosto fechou e meu estômago caiu. Ele me sentou na mesa em frente a ele para explicar. Meu pai tinha deixado imóveis em meu nome antes de falecer, e o pai de Kai ─ e agora o próprio Kai ─ guardam os documentos dessas propriedades. Não só os terrenos valem milhões de dólares, mas os cassinos que agora tem construídos nesses terrenos que já foram de propriedade do meu pai, produzem renda extra. Nado mais forte, cortando a água, e, em seguida, subo à tona, inalando profundamente. Essa coisa toda não seria tão ruim se eu não tivesse me apaixonando por Kai. Ele tem feito tudo ao seu alcance para me fazer sentir como se ele precisasse de mim tanto quanto preciso dele, mas isso me fez duvidar de seus verdadeiros motivos. Milhões de dólares estão ligados a mim, fazendo-me saber porquê Thad estava tentando me sequestrar. Quem quer que seja que me casei teria acesso a essa propriedade e, por sua vez, acesso a todo o dinheiro que agora é meu. E é por isso que meu coração dói. Me casei com Kai sem realmente questionar seus motivos. Não questionei por que ele iria insistir que era a única maneira para ele para me manter segura. Você é uma idiota, Myla, e sua autopreservação é basicamente inexistente, me repreendo, olhando para o horizonte. É tão lindo, quase tão bonito quanto o homem que eu apenas corri em direção. A vida que ele tem me dado, tem todos os ingredientes de um conto de fadas ─ belo cavaleiro perfeito salvando o dia, vivendo em um belo castelo e se apaixonando. ─ Contos de fadas não existem. ─ sussurro no ar salgado, em seguida, viro e nado de volta à costa. Quando saio da água, vejo Kai sentado em uma das cadeiras que estão mais próximas à praia. Seus olhos estão cobertos por seus óculos de sol, mas mesma através deles, posso sentir a queimadura de seu olhar na minha pele. ─ Nós não terminamos de conversar, Myla. ─ ele rosna, se levantando e andando em minha direção. Ignoro-o e caminho para dentro de casa, não me importando que as roupas que uso são as que mergulhei no oceano, e estão pingando água em todos os lugares. ─ Nós precisamos conversar. Contorno-o e sei que, se ele simplesmente me desse um pouco de tempo, eu compreenderia melhor como estou me sentindo, mas, como sempre, quando ele quer falar, temos que falar, e agora não é diferente. Tudo isso serve apenas para me irritar ainda mais.


─ Pare. ─ Ergo minha mão quando ele começa a vir para mim. Ele tira os óculos escuros e seu olhar cai para a minha mão, em seguida, levanta para encontrar meus olhos novamente. ─ Nunca quis isso, nada disso. ─ aceno minha mão ao redor. ─ Não queria que meus pais morressem, não queria que a minha infância fosse escurecida por alguém que eu confiava e não pedi para me apaixonar por um homem que nem tenho certeza que realmente conheço. Então, se você pudesse apenas me dar cinco malditos minutos para lidar com o que sinto, vou voltar para você! ─ grito e começo a atacar novamente, mas desta vez, paro quando estou, de repente, presa à parede por Kai, que está respirando pesadamente, seu rosto a polegadas do meu. ─ O que você acabou de dizer para mim? ─ Ele rosna. Empurro contra o peito dele, querendo fugir. ─ O que foi que você disse?! ─ ele ruge. Estremeço e me inclino para longe dele. ─ Eu disse que não queria nada disso. ─ sussurro, fechando os olhos. ─ Não, Myla. Você disse que não pediu para se apaixonar. ─ Eu nunca disse isso. ─ abro meus olhos e, em seguida, fecho-os quando percebo que ele está certo. Eu disse isso. Merda, isso não era bom. Nada bom. ─ Você acha que você é a única pessoa com merda na linha aqui? Você acha que é fácil para mim saber que a mulher que casei – a mulher que amo – tem a porra de um alvo em suas costas? Um que se torna maior a cada maldito dia que passo com ela? Eu torno essa merda pior. Sabendo que poderia ser a razão pela qual ela está ferida, ou pior, mas não ter as malditas bolas para ficar longe dela, porque sabia que ela ia ser minha a partir do momento em que a conheci quando eu tinha dez anos... ─ Ele faz uma pausa, tomando uma respiração. ─ Isto não é fácil porra, mas nada bom nunca é Myla. Sua mão envolve em torno do meu pescoço e seu rosto vem mais perto do meu. ─ Eu entendo que você precisa que eu seja honesto com você, mas sei, eu sei porra, que há uma merda que você está escondendo de mim também. Merda grande. Tão grande que forçou você ficar longe de sua família. ─ inspiro, sentindo meu pulso disparar. ─ Deixei você ter isso, estive esperando você descobrir quando você estaria pronta para falar comigo sobre isso, não querendo empurrá-la muito duro. ─ Ele faz uma pausa novamente.


Minhas entranhas parecem que vão entrar em colapso com o peso de suas palavras. ─ Eu devia ter lhe contado sobre a merda que seu pai lhe deixou, mas realmente não vi o ponto em fazer isso. Você nunca vai tocar no dinheiro que vem daquelas propriedades, mesma se não estivéssemos juntos. Não vou permitir que você o toque, porque é dinheiro sujo. Os homens que querem não são bons, e quero dizer que eles não são bons homens de uma maneira que eles vão matála, sem sequer pensar duas vezes sobre isso. Não é isso que quero para você, e com a certeza da porra, não é o que quero para qualquer criança que trouxermos a este mundo. Sua mão me deixa ir e ele dá um passo atrás. ─ Assim, você pode ficar brava que nós não falamos sobre isso, mas você precisa superar e confiar em mim. ─ Sua mandíbula aperta e suas mãos fecham em punhos antes que sua voz suaviza a um tom que nunca ouvi antes. Aquele que faz meu interior parecer que secou e morreu. ─ Isto é o que fui criado para fazer, e ninguém, nem mesma você, vai me impedir de fazer isso. ─ Ele rosna as últimas palavras, em seguida, sai como uma tempestade do hall. Eu fico lá atordoada por um momento enquanto lágrimas caem pelo meu rosto antes de caminhar para o nosso quarto, onde ligo o chuveiro, tiro minhas roupas molhadas, e entro. Então deslizo para o chão, deixando todas as suas palavras penetrarem. Ele me ama. Ele disse que me ama de uma maneira que sei que ele realmente quis dizer isso e não tenho nenhuma dúvida se é verdade. Também acredito nele. Ele não quer que eu lide com qualquer coisa que vêm do dinheiro do cassino, e se eu fosse honesta comigo mesma, não quero ter nada a ver com esse dinheiro também. Meus pais morreram e antes que eles morressem, eles tinham me mandado embora, nunca querendo o que aconteceu com eles chegando a mim. Odeio que não os tenho, mas para mim, a ideia de crescer sabendo que as coisas que tinha em torno de mim, tinham sido compradas com dinheiro sujo não se sente bem comigo. Eu nunca iria querer isso. E eu entendo porque Kai tem trabalhado tão duro para tirar sua família do negócio que estão. Envolvo meus braços em torno das minhas pernas, coloco minha testa em meus braços e deixo as lágrimas caírem. Não sei quanto tempo estou no chão do chuveiro, mas quando me sento, meu corpo está duro e as lágrimas finalmente começaram a diminuir. Levanto-me e me lavo, não querendo enfrentar as consequências das minhas ações. É tão difícil confiar em alguém. E mesma que Kai nunca me deu uma razão para duvidar dele, eu duvido. Saio do chuveiro, vou para o quarto, e rastejo debaixo das cobertas, mesma sem me secar. Sei


que preciso encontrar Kai e pedir desculpas por brigar com ele sem lhe dar a oportunidade de se explicar, e então preciso pedir desculpas por agir como uma mulher louca. Então, preciso dizer-lhe que eu o amo e esperar que ele me perdoe. Mais lágrimas começam a cair enquanto penso sobre o olhar em seus olhos quando ele falou suas últimas palavras para mim. Odeio que fiz isso com ele. Odeio que estou tão ferrada que nem sequer tenho um momento para pensar sobre o que eu aprendi sobre Kai ao longo dos últimos meses. Apenas concluí que ele queria me machucar e peguei o trem para a Cidade Dos Loucos. Pressiono o meu rosto mais fundo no travesseiro, apenas querendo esquecer tudo o que aconteceu. Acordo e o quarto está escuro, exceto pela luz da lua que está brilhando através da janela. Rolo e percebo que a cama está vazia e o meu pulso dispara com o pensamento de que Kai não veio para a cama. Sentando tiro meu cabelo do meu rosto. Recolho minha coragem e saio da cama, caminhando para a cômoda e encontrando uma calcinha e uma blusa para vestir antes de puxar meu capuz em cima da minha cabeça. Coloco um moletom e saio do quarto. ─ Você sabe onde Kai está? ─ Pergunto à Aye assim que abro a porta e saio para o corredor. ─ Não. Ele não veio por aqui ainda. ─ Ele se move ao meu lado. ─ E aí? Está se sentindo bem? ─ Ele pergunta baixinho. Tenho certeza de que pareço horrível. Nem sequer tenho que olhar no espelho para saber que meus olhos estão vermelhos e inchados de tanto chorar. ─ Estou bem. Só preciso encontrar Kai. ─ murmuro. Ele começa a dizer algo, mas balanço minha cabeça e começo a caminhar. Vou primeiro para o escritório de Kai. A porta está aberta, e o quarto está escuro e vazio. Continuo no meu caminho, e com cada sala vazia, minha ansiedade começa a crescer. Paro no corredor principal e olho para fora para o oceano e para o luar que lança um brilho sobre a água. Inalo uma respiração frustrada depois vejo Kai na praia com as mãos nos bolsos. Juro que posso sentir sua dor, mesma de tão longe. Desço as escadas correndo, fora de casa, e para a praia. Ouço Aye gritar atrás de mim, mas ignoroo e vou direto para Kai, cujo corpo se virou para mim. Seus braços abrem e salto em seu abraço, mas ao contrário dos filmes, onde ele deveria ter me pegado no ar, derrubo-o, seu corpo batendo no chão em um baque enquanto o ar é batido para fora de seus pulmões.


─ Me desculpe. ─ digo a ele, montando sua cintura e beijando seu rosto. ─ Sinto muito. ─ sussurro, olhando em seus olhos. ─ Prometo, de agora em diante, vou tentar dar-lhe uma chance de se explicar em vez de ficar brava. Não tive a intenção de te machucar. Eu nunca iria querer machucar você. ─ Eu sei, amor. ─ diz ele asperamente, empurrando meu cabelo para fora do meu rosto. Fecho meus olhos, em seguida, abro-os lentamente, olhando para ele. ─ Eu te amo. Sei que não fiz um bom trabalho demonstrando isso, mas eu te amo. Seus olhos se fecham e ele puxa minha cabeça para baixo contra seu peito. ─ Nós dois temos muito a aprender. ─ ele repete, algo que ele me disse algumas vezes no passado. ─ Se os deuses estão sorrindo para nós, teremos uma vida para fazê-lo, certo? ─ questiono calmamente. ─ Os deuses estão sorrindo para mim desde que eu tinha dez anos de idade e encontrei uma linda garotinha chorando em sua casa na árvore. Lágrimas começam a encher meus olhos e eu coloco meu queixo em seu peito para que eu possa olhar para ele. ─ Você me salvou. ─ sussurro. ─ Não quero dizer apenas o que aconteceu em Seattle. Você me salvou de mim mesma. Você me mostrou que às vezes, as coisas que são um pouco assustadoras e novas podem ser as melhores coisas possíveis para você. Você me mostrou que posso confiar de novo e você me deu minha família de volta. Você me salvou de mim e eu estaria perdida sem você. ─ soluço, enterrando meu rosto em seu peito. Ele me segura mais apertado, minhas lágrimas continuam a cair. Eu choro até que não posso chorar mais, até que Kai me desloca em seus braços e me carrega para dentro. Em seguida, ele deitase comigo na cama, segurando-me perto dele, deixando seu carinho e amor escoar através dos anos de sofrimento. Rolo na cama e Kai aperta os braços ao meu redor, enquanto me viro para encará-lo. Uma vez que estou confortável, estudo seu rosto enquanto ele dorme. Quase parece que todo o poder que normalmente se agita em torno dele está desligado. Nunca teria acreditado que ia acabar me apaixonando por um homem como ele. Levanto minha mão e passo meu dedo na barba rala em seu queixo. ─ Por que você está acordada? ─ Sua voz sonolenta, áspera pergunta quando sua cabeça se inclina para baixo e seus olhos encontram os meus.


─ Simplesmente não conseguia dormir. ─ me aconchego mais perto dele. ─ Você sente falta de Seattle? Ele me pega de surpresa com a pergunta e penso por um momento sobre o que deixei para trás. Sinto falta dos poucos amigos que tinha e sinto falta da minha padaria, mas não sinto falta de Seattle. ─ Não sinto falta de Seattle. Sinto falta da minha padaria e alguns dos meus amigos, mas é só isso. ─ digo. ─ Quando as coisas se acalmem, você poderia abrir uma padaria aqui. ─ diz ele em voz baixa. ─ Poderia chamá-la de “Sunshine e Sprinkles13”. ─ sorrio com o pensamento. Tenho estado tão apanhada em tudo o que aconteceu, que realmente não tenho pensado sobre o que quero fazer quando a vida voltar ao normal. ─ Você poderia. Quero que você faça uma vida aqui comigo. Quero que você seja feliz. ─ Estou feliz. ─ franzo a testa para ele. ─ Você está feliz agora, mas vi você cozinhando. Você sorri quando está cozinhando. ─ Minha mãe verdadeira costumava cozinhar. Não me lembro muito sobre isso, mas sei que era algo que adorava fazer, e quando me mudei, meu pai adotivo me ensinou. Eu costumava adorar esse tempo tranquilo com ele. Então, quando saí de casa, foi algo que me fez sentir conectada com um tempo quando me sentia amada. ─ digo, sussurrando a última parte. ─ Você quer falar comigo? ─ Pergunta ele com cautela. ─ Ainda não. ─ respondo com o mesmo cuidado, esperando que, um dia, vou ter a coragem de me abrir para ele. Ele tem razão. Não é justo para mim esperar muito dele quando ainda não fui totalmente honesta. Ele rola para o lado dele e coloca seu rosto perto do meu. ─ Quando estiver pronta, amor, estou aqui. ─ Eu sei. ─ E sei que preciso falar com ele sobre isso, mas me odeio um pouco pelo que foi feito para mim. Mesma com o aconselhamento que recebi e sabendo que não era minha culpa, ainda odeio que não era mais forte, que não lutei mais.

13

Luz do Sol e Confeitos


Seu braço desliza em volta da minha cintura e sua mão passa por baixo do meu pescoço, em seguida, até a linha através do meu cabelo na parte de trás da minha cabeça, puxando meu rosto mais perto de seu peito. Embrulho um braço em torno dele, em troca, em seguida, volto a dormir. Quando acordo um par de horas mais tarde, ouço Aye falar com Kai na porta e quando o nome de Pika vêm à tona, meus ouvidos animam. Tenho estado preocupada com meu amigo e Aye parece estar mantendo os lábios fechados sobre onde ele está, então a única coisa que posso imaginar é que onde quer que ele tenha ido, não é seguro. Kai vira-se para me encarar então, diz algo fora da porta antes de caminhar até onde ainda estou deitada. ─ O que está acontecendo? ─ Murmuro quando ele vem para se sentar ao lado da cama. ─ Nada. ─ Ele se inclina e me beija, mas posso dizer que algo está errado. ─ Por favor, fale comigo. ─ imploro. ─ Tenho que ir embora por alguns dias. ─ Por quê? ─ sento, puxando os cobertores e me encostando na cabeceira da cama. Não sei o que vou fazer se ele me disser que terminamos, agora. ─ Há alguns negócios que preciso atender em Las Vegas. ─ Ok. ─ digo lentamente, esperando ele continuar. Mas em vez disso, ele olha ao redor da sala, em qualquer lugar, menos para mim. ─ O que foi? Ele estende o pescoço, em seguida, olha para mim de novo. ─ Pika está na cadeia. ─ Ele está na cadeia? ─ sinto meus olhos ficarem arregalados. ─ O que ele fez? ─ Não sei. Ninguém sabe. Os policiais não estão deixando ele falar com ninguém. ─ Isso é ilegal. ─ digo a ele. Ele sorri, em seguida, franze a testa. ─ Realmente não quero deixá-la. ─ Posso ir com você, se você quiser. ─ sugiro. ─ Você não virá comigo. Você está mais segura aqui. Ele tem razão. Aqui, todos os vôos e barcos que vêm para a ilha são monitorados, então os homens de Kai saberão se alguém aparecer. Além disso, a casa é totalmente segura. Sinto-me segura aqui e sei que não seria capaz de dizer a mesma coisa se fosse à Las Vegas, mesmo com Kai.


─ Não tenho certeza de quanto tempo vou ficar fora, mas preciso ir e certificar-me que ele está bem. ─ Eu entendo. Vou ficar bem. Aye vai ficar comigo? ─ Aye e Frank. ─ ele responde. ─ Então, basicamente, Aye vai ter de vigiar Frank e eu enquanto você estiver fora? ─ Basicamente. ─ Ele sorri e eu ri. ─ Isso faz meu tio se sentir útil. ─ Gosto muito dele, e, sua mãe está certa. Ele é engraçado, mesma sendo louco. ─ Ele gosta de você também. Toda a minha família gosta. ─ diz ele em um tom que me fez desejálo. Algo sobre como a sua voz fica macia, faz esse calor infiltrar em cada célula do meu corpo. ─ Quem está levando com você? ─ Meu irmão. Tenho meu primo e alguns homens em Vegas, então sei que, quando chegar lá, nós estaremos bem. ─ Espero Pika esteja bem. Ele nem sequer me disse adeus antes de sair. ─ sussurro. ─ Ele vai ficar bem. ─ diz ele com a voz rouca, e eu aceno. Eu sei que Kai irá certificar-se de que Pika está bem. Só quero saber por que a polícia está mantendo-o quieto. ─ Quando você precisa sair? ─ Pergunto. ─ Depois que me preparar. O avião está sendo preparado enquanto nós falamos. ─ Você quer que eu faça alguma coisa? Posso embalar algumas roupas enquanto toma banho, se quiser. ─ Tenho um apartamento em Las Vegas. Mantenho roupas lá. Claro que ele tem um apartamento em Las Vegas, penso, e então suspiro enquanto seu dedo corre sobre meu mamilo. ─ Há algo que você pode fazer. ─ O que? ─ Pergunto. ─ Preciso que você venha para o chuveiro comigo. Forma-se um sorriso em minha boca e cresce cada vez mais assim como o calor de seus olhos. ─ Você quer que eu vá com você para o chuveiro? ─ fico de joelhos sobre a cama para que eu possa me aproximar dele.


─ Preciso. ─ ele rosna enquanto sua mão envolve a parte de trás do meu pescoço, puxando a minha boca para a dele. Suas mãos vão para minha cintura e viajam até os meus lados, empurrando minha blusa para cima e sobre a cabeça, sua boca deixando a minha apenas por um breve momento. Suas mãos puxam em minha calça e ele tira-as rapidamente, colocando a mão entre minhas pernas, seus dedos acariciando meu clitóris. ─ Oh. ─ gemo e ele me puxa para o seu colo. Minhas mãos vão para seus ombros e minha cabeça cai para trás enquanto sua boca sai da minha trilhando meu pescoço. Ele amplia suas coxas abrindo para seu toque. Seus lábios se trancam em volta do meu mamilo enquanto um dedo entra em mim por um momento antes de arrastar sobre o meu clitóris, circulando-o novamente. Pego seu cabelo enquanto sua boca segue para meu outro mamilo e suga duro. ─ Kai. ─ choramingo enquanto minhas unhas raspam em seu couro cabeludo e meus quadris ondulam contra sua mão. Passo minhas mãos sobre seu peito arranhando seu abdômen, em seguida, passo os dedos na borda de suas boxers, sobre a cabeça de seu pau. ─ Você quer isso? ─ Ele rosna. Minha cabeça levanta e meus olhos encontram os dele. ─ Quero isso. ─ Sim? ─ Sim. Minha cabeça voa de volta enquanto ele me penetra com dois dedos. A outra mão segura minha bunda, me ajudando a balançar contra sua mão. Gozo com um gemido, meu rosto indo ao seu pescoço. Volto para mim mesma enquanto seus dedos me deixam. Puxo o meu rosto para longe de sua pele e me inclino para trás o suficiente para olhar em seus olhos. ─ Levante. Levanto meus quadris ao mesmo tempo em que ele tira o pau para fora de suas calças de pijamas. Ele chega até a mesa de cabeceira e pega um preservativo. Em seguida, ele usa os dentes para rasgar a embalagem, deslizando rapidamente pelo seu comprimento. ─ Venha aqui. ─ Sua mão envolve em torno de meu quadril e ele me puxa para mais perto enquanto ele se mantém no lugar.


Lentamente deslizo para baixo, sentindo cada polegada dele me alongando e me enchendo. Paro meus movimentos quando ele entra totalmente. Suas mãos sobem para enquadrar meu rosto, e não há palavras que precisem ser ditas. Posso ver tudo o que ele quer dizer ali mesma em seus olhos. Seguro seus ombros, utilizando-os como alavanca enquanto me levanto e reviro os quadris. Nossos olhos se trancam, apenas nossas mãos se movendo. Suas mãos vão em meu peito e rolam meus mamilos, em seguida, deslizam para baixo da minha cintura, seu polegar acariciando meu clitóris. Minha mão cai e vai para a nossa conexão, sentindo seu pênis me penetrar. ─ Você sente isso? ─ Sim. ─ respiro quando seu polegar passa sobre meu clitóris. ─ Tão cheia. ─ TU Kai. ─ Seus olhos se fecham e quando abrem, ele leva o seu lábio inferior entre os dentes e começa a puxar-me para cima e para baixo sobre ele com força. Choramingo quando ele chega a um lugar dentro de mim que nunca foi tocado antes. A dor misturada com prazer traz-me mais próximo ao orgasmo. Inclino para frente e mordo seu queixo, em seguida, puxe o lábio entre meus dentes, mordiscando antes de lamber a boca até que sua língua emaranha com a minha e o gosto dele que amo tanto, se infiltra em meus poros. Seus quadris começam a ondular, e sigo-o, gritando em sua boca enquanto meu orgasmo irrompe através de mim, causando uma onda de prazer rolando ao longo de cada célula do meu corpo. Distante ouço Kai rugir o meu nome enquanto lentamente volto a mim mesma. Sinto seus braços me envolverem e ele enterrar seu rosto no meu ombro. Nossa respiração é difícil e meu corpo sente como se pesasse um milhão de quilos enquanto caio contra seu peito. ─ Você vai ficar bem enquanto eu estiver fora? Preguiçosamente levanto a cabeça e olho em seus olhos. ─ Se eu disser não, você ficaria comigo? ─ Absolutamente. Pisco na certeza de seu tom e engulo minhas emoções. ─ Eu vou ficar bem. ─ não quero que ele se preocupe comigo. Sei que ele tem seu amigo para pensar. E espero que ele possa resolver as coisas com Pika para que possa voltar para casa rapidamente, mas realmente não quero que ele se preocupe comigo quando ele estiver longe. ─ Enquanto eu estiver fora, mamãe vai vir e ir com você olhar alguns imóveis. ─ Imóveis?


─ Apenas alguns pontos em que você possa abrir uma padaria. Absorvo suas palavras e inclino-me para frente, beijando-o novamente. ─ Devo receber o dinheiro do fogo nas próximas semanas. ─ Então é um timing perfeito ─ Ele sorri e meu coração sobe. ─ Embora eu estarei pagando. ─ Pagar pelo quê? ─ Sua nova padaria. ─ Não. ─ balanço minha cabeça. ─ Você já fez muito por mim. Ele estuda o meu rosto por um momento antes de olhar para longe e tenho uma sensação de que ele apenas apagou da sua mente tudo o que acabei de dizer. ─ Vamos para o chuveiro para que eu possa chegar ao aeroporto. ─ Ele me tira dele e me coloca de pé, antes de cuidar do preservativo, envolvê-lo em um lenço de papel, e em seguida, jogá-lo no lixo. Coloco minhas mãos em meus quadris. ─ Estou falando sério, Kai. Seus olhos avaliam minha postura antes dele murmurar: ─ Vamos falar sobre isso quando eu chegar em casa. Mordo meu lábio inferior para tentar manter a calma. Realmente não quero lutar com ele logo antes de ele sair, mas sei que falaremos quando ele chegar em casa. Quando cheguei pela primeira vez no Havaí, tentei dar-lhe dinheiro para algumas coisas que eu precisava da loja, mas Kai absolutamente se recusou a sequer discutir o assunto. Na época, eu estava em um lugar tão ruim na minha cabeça que não lutei com ele duramente para poder pagar por minhas coisas. Ele coloca a mão nas minhas costas, me levando para o chuveiro e me empurrando para dentro antes de seguir-me. Depois do banho, ambos nos vestimos, Kai em seu terno de costume e eu em um par de calças de moletom e uma camiseta regata. ─ Eu sei que você quer parar de trabalhar como você trabalha agora, mas isso significa que você vai parar de usar ternos? ─ questiono, encarando-o. O terno azul-escuro com a camisa branca e gravata, cabem como uma segunda pele, mostrando o cone de seus quadris e a vasta extensão de seu peito. Nunca coloquei muito pensamento em roupas masculinas, mas ele sabe a sério como se vestir e faz bem, então o pensamento de nunca mais vê-lo vestido agora é um pouco decepcionante. ─ Não olhe para mim desse jeito, quando sabe que tenho que sair. ─ ele rosna, envolvendo um braço em volta da minha cintura, puxando meu corpo junto com o dele.


─ Eu estava apenas fazendo uma pergunta. ─ murmuro contra seus lábios quando a boca se conecta com a minha. ─ Fique bem enquanto eu estiver fora. ─ Tenha cuidado. ─ sussurro delicadamente, arrastando meus dedos em seu pescoço. Seus olhos suavizam enquanto ele balança a cabeça, me beija mais uma vez, e, em seguida, me puxa para fora do quarto. Ando de mãos dadas com ele até a porta da frente, onde ele me beija uma última vez antes de pisar fora e ir em direção a seu carro, que alguém já parou em frente da casa. Uma vez que ele está atrás do volante, ele acena com o queixo e mando beijos para ele.


Capítulo 12 Uma bala e um curativo. ─ Então o que você quer fazer? Viro, ficando cara-a-cara com Frank, e sorrio. ─ Ir para a praia. ─ Ah. ─ ele diz, parecendo desapontado. ─ O que você tem em mente? ─ pergunto a ele, e seu rosto se transforma e seus olhos brilham. ─ Alguma vez você já disparou uma arma? ─ Ele pergunta. Balanço minha cabeça antes de responder: ─ Tive aulas de autodefesa e fiz algum treinamento de artes marciais, mas nunca disparei uma arma. ─ Bem, não há dia melhor do que hoje. ─ Seu sorriso se alarga e ele coloca o braço em volta dos meus ombros. ─ O que está acontecendo? ─ Aye pergunta quando nós caminhamos para a cozinha. ─ Estou levando Myla para aprender a atirar. ─ diz Frank. Aye olha para mim, em seguida, para Frank e franze a testa. ─ Myla não vai estar em qualquer lugar perto de uma arma. Ela iria acabar matando a si mesma ... ou um de nós. ─ Hey! ─ faço um beicinho. Ele olha para mim e encolhe os ombros. ─ Você sabe que é verdade. ─ Ele levanta uma sobrancelha. Rolo meus olhos. ─ E se a gente entrar em um tiroteio? ─ Frank pergunta. Olho para ele como se ele estivesse louco. ─ Poderia acontecer. ─ acrescenta Frank. Sinto o sangue fugir da minha cara, porque sei que ele está certo. Poderia acontecer. ─ Não vai acontecer. ─ Aye assegura-me quando ele percebe minha aparência pálida.


Engulo e penso sobre o que Frank disse. Tão nervosa quanto ele me faz, sei que ele está certo. Preciso aprender a atirar. ─ Quero aprender. ─ digo. ─ Sério? ─ Frank diz. ─ Não vai acontecer. ─ Aye diz ao mesmo tempo. Ignoro ambos e sigo em frente. ─ Acho que seria bom saber... só no caso. ─ Kai não vai gostar, Myla. ─ Aye argumenta. ─ Kai não está em casa e nunca vai saber. ─ asseguro-lhe. Ele parece duvidoso, mas também posso ver que ele sabe que estou certa, mesmo que ele não quer admitir isso. ─ Tudo bem, vamos lá, mas você tem que jurar fazer tudo o que lhe disserem para fazer. ─ Aye negocia. ─ Eu juro. ─ cruzo meus dedos sobre o meu coração. Ele resmunga algo baixinho, em seguida, olha para Frank. ─ Se ela se machucar, vou culpar você. ─ Ele aponta para o peito de Frank. ─ Claro. ─ diz Frank então sorri para mim e pisca. ─ Isto vai ser ruim. Vou pegar o carro. ─ Aye resmunga, deixando a cozinha. ─ Vai dar tudo certo. ─ Frank declara. Espero que sim.

***

─ Eu não acredito que você atirou em mim. ─ Frank geme, deitado na maca. ─ É apenas um arranhão. ─ Aye revira os olhos. Aperto a mão de Frank, porque mesmo que seja apenas um arranhão, ele está certo. Eu só atirei nele. ─ Uma bala me atingiu. ─ Frank rosna. Aye apenas balança a cabeça. ─ Tudo certo. Você está livre para ir. ─ diz o enfermeiro depois de colocar um Band-Aid sobre a pequena ferida.


─ Você tem certeza que é seguro? E se eu tiver uma concussão? ─ Frank pergunta. O enfermeiro olha para ele como se ele tivesse perdido a cabeça. ─ Vamos, Frank. Vamos para casa, assim você pode deitar e descansar. ─ digo. ─ Isso é provavelmente inteligente. Estou um pouco cansado. ─ ele me diz, e luto para não rir dele. ─ E você deve me chamar de tio Frank. ─ Seu braço vai ao redor dos meus ombros e tropeço um pouco com seu peso. ─ Ok, tio Frank. ─ inclino minha cabeça para olhar para ele. Ele sorri, mas, em seguida, seu rosto fica sério. ─ Não diga à Kai sobre isso. ─ ele implora. Pressiono meus lábios para não rir e aceno com a cabeça uma vez. Então ajudo-o o resto do caminho até o carro. De jeito nenhum que direi à Kai sobre isso. Só posso imaginar sua reação.

Kai Assim que saio do avião em Las Vegas, vou direto para o carro que está esperando por mim. Frank Jr., filho de meu tio, está do lado de fora com os braços cruzados sobre o peito e um olhar de desgosto em seu rosto. Ele se parece com meu tio, mas onde Frank Sr. é um pouco louco, Junior é sério e tem sido o meu braço direito desde que éramos crianças. ─ Irmão. ─ ele diz, me cumprimentando com um aperto de mão e um meio abraço. ─ Como está indo? ─ Poderia ser melhor, mas então você saberia disso ou não estaria aqui. ─ diz ele. ─ Será que você entrou em contato com Rosenblum? ─ Pergunto a ele, abrindo a porta do carro e jogando minha bolsa dentro antes de ir para o banco do motorista. ─ Ele nos encontrará lá. ─ ele murmura uma vez que nós dois estamos sentados. Ligo o carro, mas pego meu telefone do bolso e envio de um texto rápido para Aye para que ele saiba que estou no chão e perguntar o que Myla está fazendo. Seu texto, “Bem. Ela está na cozinha cozinhando”, vem quase que imediatamente. Relaxei de volta na minha cadeira, coloquei o carro na rua e fui direto para a delegacia de polícia do centro.


─ Meu pai telefonou esta tarde quando você estava no ar. Disse que ele foi baleado hoje. ─ diz Júnior indiferente. Minhas sobrancelhas se reúnem. Se algo acontecesse, eu teria sido notificado no momento. ─ Será que ele atirou em si mesmo? ─ Eu meio que brinco. ─ Disse que sua esposa atirou nele. Piso no freio, olho para o meu primo e pego meu telefone, discando o número do meu tio antes de colocá-lo ao meu ouvido. ─ Você pousou? ─ Ele pergunta ao primeiro toque, soando normal. ─ Cerca de dez minutos atrás. ─ Bom. Myla está segura e em minha linha direta de visão. Vou mantê-lo atualizado sobre o seu paradeiro. Cerro os dentes e rosno: ─ Ouvi dizer que você foi baleado hoje. ─ Droga, mulher. Eu lhe disse para não contar a ele que você atirou em mim. ─ ele reclama. Ouço a resposta de Myla ao fundo: ─ Eu nem sequer falei com ele! ─ Como diabos Myla atirou em você, Frank? ─ ladro. ─ Ela queria aprender a atirar com uma arma. ─ diz ele e ouço Myla perguntando a ele o que estou dizendo. ─ Maldição, Frank! Que porra você estava pensando? ─ grito. ─ Como eu ia saber que ela atira tão mal assim? ─ Ele protesta. ─ Eu vou matar você, Frank. Juro por Cristo, quando chegar em casa, vou matar você. ─ Hey, agora. Eu deveria ser o único reclamando. Afinal, tomei um tiro hoje. ─ Onde está Aye? ─ Exijo, e o telefone fica em silêncio por um momento. ─ Você não precisa nem dizer. ─ Aye suspira. ─ Aparentemente, preciso. Que merda vocês estavam fazendo? ─ Frank disse que seria bom Myla aprender a atirar, ela concordou e concordei com eles. O plano era bom, cara. Apenas a situação ficou fodida. ─ Não... sob nenhuma circunstância... deixe Myla aos cuidados de Frank. Você entendeu? ─ Você sabe que não deixaria. ─ ele me assegurou.


─ Bom. Agora, o quão ruim ele estava ferido? ─ Arranhão. ─ ele sussurra e só posso imaginar o meu tio reclamando como se fosse uma ferida quase fatal. ─ Coloque Myla no telefone. ─ Olá. ─ ela diz baixinho. ─ Nenhuma arma, Makamae. ─ digo com firmeza e ouço-a se remexendo por um momento. Em seguida, sua voz suave e doce desliza pela linha, envolvendo em torno de mim. ─ Pensei que seria bom saber como usar uma arma... apenas no caso. ─ Se você ainda se sentir assim quando eu chegar em casa, vou ensiná-la a usar uma em segurança. ─ prometo. ─ Não fique com raiva de Tio Frank. Ele só estava tentando ajudar. ─ Você atirou nele, o que significa que você poderia ter atirado em si mesma, então ele pode ter tentado ajudar, mas ele não estava pensando claramente. ─ Com toda a justiça, não sabia que a arma pularia como fez. ─ ela confidencia. Não quero nem imaginar o tipo de arma que ela estava usando que pularia a maneira como ela descreveu. ─ Sem mais armas. ─ Não há mais armas. ─ ela repete. ─ Amo você. ─ ela sussurra depois de um momento. Deixo essas duas palavras me lavar antes de responder calmamente. ─ Também amo você, Makamae. Seja boa e te ligo quando eu puder. ─ Prometo. ─ diz ela antes de eu desligar o telefone. ─ Vou matar o seu pai um dia desses. ─ digo a meu primo. ─ Ele tenta. ─ Ele balança a cabeça. ─ Ele é louco. ─ É verdade. ─ ele resmunga. Meu tio é um homem bom, mas foda-se ele não está constantemente fazendo drama. Paro em um sinal vermelho e esfrego minhas mãos sobre o meu rosto, pensando em tudo o que aconteceu e a batalha que ainda tenho em minhas mãos. ─ Como está Myla?


─ Bem. ─ digo, dizendo a verdade. Ela colocou tudo em perspectiva para mim e sei que, um dia, quando estivermos sentados na praia, assistindo nossos bebês brincar no oceano, vou olhar para trás nesses momentos e saber que todas as besteiras que tive que lidar valeram a pena. ─ Então, vocês são de verdade? Olho para o meu primo, um homem que amo como meu irmão, e falo a única verdade que eu sei. ─ Nunca houve uma época em que não era real. Mesma quando eu estava lutando contra isso, ainda sabia que iria lutar por ela. ─ Ele resmunga e balança a cabeça enquanto a luz fica verde e eu decolo novamente. Ao chegar na delegacia, vejo Richard Rosenblum, meu advogado, que está perto das portas da frente com seu telefone no ouvido. Estacionamos, saímos do carro e subimos as escadas. ─ Acabei de desligar o telefone com o juiz Connell e expliquei que eles têm mantido um cliente aqui, sem qualquer explicação. Ele disse que estaria chamando o chefe agora, por isso espero que, no momento em que chegar lá em cima, eles vão ter essa merda resolvida. ─ É bom ver você também, Rich. ─ murmuro, mas sinto meus lábios se contorcerem. Rich e seu pai, tem trabalhado com a minha família desde que me lembro. ─ Sim, Sim. Podemos conversar com uma cerveja após tirarmos seu homem daqui. ─ Ele sorri quando Júnior abre a porta e todos nós entramos. Rich nos leva a um elevador, em seguida, a um outro conjunto de escadas que dá a uma grande sala de espera. ─ Espere aqui. ─ ele nos diz. Concordo com a cabeça e vejo ele ir para a mesa e começar a falar com a mulher sentada lá. Quando ela pega o telefone, ele balança a cabeça e diz algo a fazendo ela endireitar-se na cadeira e encará-lo. Vejo sua boca se mover, mas não posso entender quaisquer palavras que ela fala com alguém na linha antes de desligar e dizer algo à Rich. Ele balança a cabeça e caminha de volta para nós. ─ O chefe está em uma reunião. ─ Sério? ─ Diz Junior, expressando a minha própria pergunta. ─ Meu palpite é que ele está no telefone com o juiz. Vamos dar alguns minutos. Depois disso, vou fazer outra chamada. Nós nos sentamos lá por mais cinco minutos e, em seguida, uma das portas se abre e Pika vem saindo parecendo um pouco desgastado. Suas roupas estão enrugadas e seu cabelo está em desordem,


mas ele não parece estar ferido de alguma forma. Ele caminha até nós enquanto Rich caminha para o lado para questionar o oficial que o levou para fora. ─ Fico feliz em ver você, cara. Uma cela de prisão não é o meu local ideal para pegar no sono. ─ ele resmunga, apertando minha mão, em seguida, faz o mesmo com Júnior. ─ Eles disseram alguma coisa para você? ─ Pergunto. Ele olha por cima do ombro, em seguida, volta para mim. Posso dizer que ele não quer entrar nisso aqui. ─ Falaremos uma vez que estamos fora do prédio. Concordo com a cabeça enquanto Rich vem até nós. ─ Me disseram que não podem falar comigo. ─ Ele balança a cabeça e olha para Pika. ─ Nós precisamos ter uma palavra uma vez que saímos. Pika acena com a cabeça, e todos nós saímos, indo para o grande SUV que chegamos. ─ Você quer me dizer o que foi tudo isso? ─ Rich pergunta. Pika rola a cabeça ao redor de seus ombros e olha para mim. ─ Parece que alguém sabia que eu estava mantendo um olho em Paulie e Thad. ─ O que significa isso? ─ Rich pergunta, ignorando o peso da situação. Pika olha para Rich, em seguida para mim para que eu dê permissão, então aceno para ele continuar. ─ Eu estava seguindo Thad em seu caminho para a casa de Paulie quando, no meio do caminho, a polícia me parou. Não pensei muito sobre isso até que eles me disseram que eu estava preso como suspeito de um roubo que aconteceu na área. ─ Ele faz uma pausa, sacudindo a cabeça. ─ Expliquei a eles que não estava em nenhum lugar ao redor da área até aquele momento e eles pegaram o cara errado. Eles explicaram que eu me encaixava na descrição do suspeito que teria sido visto na área e eu precisaria ir até a delegacia. ─ Agora, eu posso não ser negro, mas a minha cor de pele está no lado escuro do espectro de cores, então fiz o que pediram e fui com eles. Não achei que alguma coisa estava estranha, até que me manterão preso sem sequer um telefonema. ─ Isso é besteira. ─ diz Rich. ─ Isso só prova que há um monte de policiais corruptos nesta cidade e os poucos que não estão sujos, têm medo do que vai acontecer se tentam ir contra a corrente. ─ diz Pika.


─ Você quer atualizar sobre o que está acontecendo? ─ Rich pergunta. Olho em volta, em seguida, de volta para ele. ─ Não aqui. ─ respondo. ─ Vamos nos encontrar no escritório do meu pai em uma hora. ─ ele oferece. ─ Pika pode tomar um banho e comer alguma coisa antes de encontrá-lo lá. ─ concordo. ─ Vejo você depois. ─ diz Rich, andando até o carro quando todos nós entramos no SUV. ─ Obrigado por ter vindo me soltado. Olho no espelho retrovisor em Pika e balanço a cabeça. Não é sua culpa que ele tenha sentimentos por Myla; não há qualquer ajuda. Se você estiver em sua presença por um mero momento, você se sentirá limpo e para homens como nós, isso faz algo para a sua alma. ─ Nós somos uma família. ─ digo a ele simplesmente. Ele balança a cabeça e olho de volta para a estrada. Uma vez que chegamos ao meu apartamento, Pika sobe e vai tomar banho. Quando ele vem para baixo, estou no telefone com Kenton Mayson. ─ Você tem certeza que Amidio é aquele que foi autorizado a dar o golpe? ─ questiono, porque se assim for, não é bom em tudo. Alguns anos atrás, teria dito que isso não importava, mas agora, importa. O homem ficou louco. Há rumores de que ele começou a usar metanfetamina e é por isso que ele teve uma súbita mudança de personalidade, mas apenas pensei que todos esses demônios que ele tinha carregado ao redor, tinham começado a esmiuçar sua consciência e o que restava de sua alma. ─ Essa é a palavra na rua, então é isso que vou acreditar. Eles dizem que houve algum grande negócio imobiliário prestes a ir para baixo e nem todos os jogadores pensaram que era uma boa ideia. Quando eles não recuaram e configuraram a reunião de qualquer forma, eles decidiram levar a ameaça indefinidamente. ─ Kenton explica. Isso soa certo. O mercado imobiliário é enorme, não só para o valor de mercado, mas também para o valor de rua. Se você tem um pedaço de propriedade em uma localização privilegiada, onde você pode colocar meninas, armas ou drogas, você poderia tomar sobre uma cidade. Essa é a razão exata pela qual nunca vou deixar Myla tocar na propriedade que seus pais deixaram para ela. ─ Vou fazer algumas chamadas e ver o que posso fazer. Por enquanto, apenas mantenha sua mulher perto.


─ Você sabe que eu vou. ─ respondo. Ele desliga, e olho para Júnior, em seguida, Pika. ─ Podemos ter que voltar para o continente por um tempo. Vou precisar de vocês para começar a arrumar tudo para Myla aqui em Vegas. Quero encontrar uma casa perto da cidade, mas longe o suficiente para termos, pelo menos, quinze acres. Preciso que vocês tenham certeza de que é seguro. Façam as reformas necessárias que precisam ser feitas, antes que eu a traga para cá do Havaí. ─ O que está acontecendo? ─ Pika pergunta. ─ Acredito que a relação entre Paulie e seu filho está prestes a mudar drasticamente. Flashes de compreensão passam através dos olhos de Pika antes dele perguntar: ─ Quanto tempo você acha que nós temos? ─ Não tenho certeza. Sei que vai levar um par de meses para arrumar tudo e eu não vou trazê-la aqui até que eu saiba que a nova casa é segura. Esta situação vai funcionar por um tempo, por isso temos tempo, mas preciso estar aqui quando a merda for para baixo. ─ Honestamente, estou surpreso que ele esperou tanto tempo. ─ murmura Júnior e sai da sala com seu telefone na mão. ─ O que precisamos fazer? ─ Perguntas Pika. ─ Precisamos descobrir quem são todos os jogadores antes de fazer nosso movimento. Pelo que entendi, Thad disse à Paulie Jr. que sabia quem eram os pais de Myla. Paulie, sendo quem ele é, sabia que, se ele pudesse se casar com ela, ele iria ter acesso a todas as terras e propriedades que seu pai tinha. Por sua vez, ele se tornaria mais poderoso do que seu pai, finalmente conseguindo o que ele queria desde que ele tinha dezesseis anos. ─ Por que Thad está envolvido? O que ele tem a ganhar com a situação? ─ Isso é o que eu quero saber. ─ murmuro, passando a mão sobre a minha mandíbula. ─ Ela tem medo dele. ─ Pika diz calmamente. ─ Ela tem. Ela não falou comigo sobre o porquê de ela temê-lo, mas eu sei que ela teme. Ela se mudou para morar com sua família quando era jovem. Ela não era nem mesmo velha o suficiente para construir memórias reais de seus pais biológicos nessa época, então tudo o que posso pensar é que ele a assustou e ela nunca superou isso. ─ digo, mas alguma coisa no meu instinto me diz que seu medo tem uma base muito maior do que isso. ─ Eu não sei, cara. ─ Pika balança a cabeça.


Eu sei que ele viu o medo que vem em seus olhos até mesma quando citamos apenas o nome do seu irmão. Minha mandíbula estala e eu rosno: ─ Deixe que eu me preocupe com Myla. ─ Feito. ─ ele resmunga, segurando as mãos, ouvindo o aviso na minha voz. ─ Precisamos encontrar Rich. ─ diz Júnior, voltando para a sala. ─ Vamos. ─ digo. Nós saímos para o carro, e desta vez, Júnior fica atrás do volante e Pika pula no banco de trás. Quando chegamos ao escritório de advocacia, Rich e seu pai estão ambos esperando. Deixei-os saber o máximo que posso. O pai de Rich cuida da minha família desde antes de eu nascer, mas não confio em ninguém esse tanto. ─ Você está indo para casa? ─ Rich pergunta. Olho para ele e balanço minha cabeça. ─ Não, preciso encontrar uma casa aqui em Vegas antes de sair. ─ Você tem seu condomínio. ─ diz ele, confuso. Nos próximos dois dias, olho para mais de duas dúzias de casas e estou prestes a desistir e ir para casa, para minha esposa quando finalmente encontro uma casa. Eu sei que Myla vai adorar. É uma casa de dois andares em estilo de tijolo em vinte acres. A casa é muito menor do que a nossa casa no Havaí, mas o seu piso plano aberto e acomodações são perfeitos para o que precisamos, e sei que meus homens podem torná-la segura o suficiente para vivermos lá confortavelmente durante a sua estada em Las Vegas.

***

Entro em casa e vou para a cozinha, querendo pegar uma garrafa de água antes de ir encontrar Myla. Ela não sabe que estou em casa ainda. Falamos no início da tarde e eu disse a ela que iria vê-la amanhã, mas após a assinatura do contrato com a nova casa, entrei no avião para voltar para casa. Meu corpo parecia que estava passando por retratação por estar longe dela. Abro a geladeira, e estou pegando uma garrafa de água quando algo me chama a atenção pelo canto do meu olho. Eu estou na minha altura total e acendo a luz do teto. Meus olhos caem em um


bolo que poderia aparecer na capa de um livro de receitas. Ando em direção a ele e reparo em todos os detalhes. A cobertura branca parece suave, mas cremosa. Três andares de camadas, cada camada exibindo uma única flor tão perfeita que, se você não olhasse de perto, você acreditaria que elas eram reais. ─ Você não me disse que era seu aniversário. Tio Frank mencionou, e eu não podia acreditar que não sabia. Olho do bolo para à minha mulher, minha esposa, que está vestindo uma calça clara de pijama e uma regata. O ombro está descansando contra o batente da porta, com os braços cruzados sob os seios, levantando-os e a massa de cabelo que ela normalmente mantém amarrado, está solto em torno de seus ombros, emoldurando seu rosto. ─ Nunca comemorei. ─ digo a ela, e honestamente não me lembrava que era meu aniversário até este momento. ─ Isso é o que eles disseram, mas eu queria fazer um bolo de qualquer maneira. ─ Ela encolhe os ombros. Eu gosto disso. Eu podia imaginá-la flutuando em torno da cozinha, fazendo um bolo com um sorriso no rosto, o sorriso que só vejo nela quando ela está fazendo algo que ama. ─ Você vai alimentar-me com um pedaço? Seus olhos nublam e esse olhar faz meu pau repuxar em minhas calças. Dou um passo em direção a ela, colocando a mão em seu quadril, então olho por cima do ombro, vendo meu tio em pé no corredor. ─ Frank, você está dispensado. Ele sorri e balança a cabeça, sabendo exatamente por que estou sendo tão curto com ele. ─ Obrigado, tio Frank. ─ Myla diz, em seguida, fica vermelha quando ele dá uma piscadela. Uma vez que sei que ele está fora do alcance da voz, uso minha mão em seu quadril para puxála para perto de mim. ─ Senti sua falta, Makamae. ─ sussurro contra sua boca antes de beijar e lamber a costura de seus lábios. Sua boca abre e seu corpo derrete contra o meu enquanto o gosto dela inunda meu sistema. Suas unhas cavam em minha pele através do material da camisa. Com a minha boca ainda na dela,


levo-a para trás, para o balcão, levantando-a, espalhando suas coxas e abrindo espaço para os meus quadris. ─ Senti sua falta também. ─ ela fala quando belisco a pele em seu pescoço e faço o meu caminho pelos seus seios. Ela agarra meu cabelo, fazendo-me rosnar quando ela puxa minha boca longe de sua pele. ─ Espere. ─ ela choraminga. Levanto a cabeça para olhar em seus olhos. ─ O quê? ─ pergunto, respirando pesadamente. Ela empurra meu peito e eu infelizmente ajudo-a a pular fora do balcão e vejo quando ela vai até a geladeira. Então ela puxa uma pequena caixa antes de apagar as luzes. Me pergunto o que ela está fazendo, e então vejo uma centelha de luz como uma única vela no topo do bolo é acesa. ─ Você tem que fazer o seu desejo. ─ ela diz timidamente. Olho para o rosto bonito, que só está iluminado pela pequena vela, e me pergunto, não pela primeira vez, o que diabos fiz para agradar aos deuses por isso. ─ Eu já tenho meu desejo. ─ digo rispidamente. Seus olhos suavizam e seu cabelo se move ligeiramente enquanto ela balança a cabeça. ─ Você sabe a razão que sopramos uma vela em um bolo de aniversário? ─ Pergunta ela, levando o bolo para mim. Balanço minha cabeça. ─ Na Grécia antiga, eles fizeram isso para prestar homenagem à deusa Artemis. Eles fizeram um bolo redondo para representar a forma da lua e acrescentaram velas para representar a luz da lua. Mais tarde, as pessoas acreditavam que, quando a vela era apagada, o seu desejo iria para os deuses concederem. Algumas pessoas acreditavam que a fumaça das velas afugentaria os maus espíritos por mais um ano. É a tradição em tudo, cada evento, cada feriado, e esta é uma tradição que eu quero compartilhar com você e, um dia, partilhar com os nossos filhos. Oh yeah, eu gosto disso. Não sei o que fiz para merecer ter isso para o resto da minha vida, mas sei que vou encontrar uma maneira de ser digno. Ando em direção a ela, nem mesmo pensando sobre o meu desejo, sabendo o que é antes de passar na frente dela e apagar a vela. Pego o bolo de suas mãos e gentilmente coloco sobre o balcão antes de voltar a encará-la. Então puxo-a pela cintura, deslizando minhas mãos sob sua blusa, ao seu redor, para baixo sobre sua bunda e dentro de sua calça.


Lentamente puxo o material fino de suas calças de pijamas sobre seus quadris e traseiro, em seguida, para baixo em suas coxas até que a gravidade faz com que elas caiam no chão. Então viajo minha mão sobre a curva de seus quadris e na sua cintura até minhas mãos encontrarem o tecido do seu top, puxando pelos lados e sobre sua cabeça. ─ Isto é como você deve sempre cumprimentar-me. ─ digo, dobrando e rosando meus lábios contra seu ouvido, sentindo-a tremer. ─ Há muitas pessoas por aí. ─ ela geme quando minha mão desliza ao redor e para baixo em sua barriga. Meus dedos deslizam entre suas dobras, então circulam seu clitóris. Ela está certa; há sempre muita gente ao redor, porra, mas sei que nós estamos sozinhos agora. Levanto-a no balcão e ouço seu suspiro quando sua pele toca o granito gelado. ─ Que tipo de bolo você me fez? ─ inclino para trás e deslizo o dedo através da cobertura branca cremosa. ─ Baunilha francesa com recheio de manga. Levanto meu dedo em direção à sua boca e sua língua sai. Seus olhos travam com os meus enquanto ela lambe a cobertura lentamente. ─ Você não quer? ─ Ela pergunta. Sorrio e me inclino para trás, pegando mais um pouco de cobertura. Desta vez, gentilmente passo nas pontas dos seus seios antes de abaixar a cabeça e puxar o primeiro, em seguida, o outro mamilo em minha boca. Seu corpo arqueia debaixo de mim, e seus pés cavam minhas costas. Tiro minha boca de seu peito e beijo até seu umbigo. ─ É bom. ─ sussurro contra seu estômago. Seu estômago treme, e belisco a pele sobre seu baixo ventre antes de bloquear o meu olhar com o dela. ─ Mas eu tive melhor. ─ passo minha língua sobre seu clitóris antes de puxá-lo em minha boca com um puxão suave. Seu corpo começa a tremer e me afasto, respirando contra seu núcleo perfeito. Seus olhos travam com o meu e esquentam. Levanto e, lentamente, tiro minha gravata e camisa antes de deixálos cair no chão. Seus calcanhares vão para o balcão, deixando-a aberta para mim. Rosno em aprovação, rapidamente desprendendo o cinto, o suficiente para soltar meu pau dos limites de minhas


calças, e, em seguida, deslizo a cabeça através de suas dobras molhadas duas vezes antes de lentamente enfiar dentro dela. ─ Kai. ─ sibila seus lábios. Suas costas arqueiam e seu peito sobe, fazendo meus quadris pularem e meu comprimento deslizar ainda mais profundamente. Sonhei com ela desde que fui embora, e ainda não usei minha mão para aliviar a tensão que tem construído por acordar sem ela, então sei que não vou ser capaz de reter a liberação. Já sinto-a vir. Rolo meus quadris para a frente, e suas mãos seguram meus ombros. Porra. Ela parece com algum tipo de sacrifício pagão espalhada aberta diante de mim, as pernas abertas, a cabeça para trás, o comprimento de seu cabelo tocando no balcão, e a luz da lua banhando suas feições. Coloco a mão na bunda dela para mantê-la no lugar, enquanto meu polegar vai para seu clitóris, circulando-o. Sua cabeça levanta e seus olhos encontram os meus quando começo estocar com força, cada impulso fazendo-a apertar-se em torno de mim. ─ Você precisa gozar. ─ Dou um tapa em sua coxa, fazendo-a ficar mais úmida enquanto sua cabeça cai para trás e suas mãos escorregam dos meus ombros. Ela se deita no balcão, suas costas arqueiam e suas mãos percorrem até seu estômago para segurar os seios, seus dedos puxando seus mamilos. Linda para caralho. Nunca vi nada mais erótico do que ela se contorcendo sobre o balcão, se perdendo na maneira que estou transando com ela. Meus golpes aceleram e sua mão viaja até onde a minha está rolando sobre seu clitóris. Suas pernas embrulham apertado em torno de meus quadris enquanto sua boceta começa a convulsionar, seu orgasmo ordenhando o meu. Coloco minha cabeça no seu peito, tentando recuperar o fôlego enquanto escuto o som de sua respiração pesada e desfruto a sensação de seu coração. Sinto-a tremer, e me pergunto se ela está chorando. Quando olho para ela, sua cabeça está de volta e tem um sorriso deslumbrante em seu rosto, que posso ver, mesma à luz do luar. ─ Vou ficar ofendido em um minuto. ─ digo a ela. Sua cabeça se inclina para baixo e nossos olhos se encontram. ─ Não faça isso. Isso foi incrível. Sorrio e tiro meu peso de cima dela, ajudando-a a sentar-se ao deslizar simultaneamente fora dela. ─ Por que você está rindo?


─ Não é nada. ─ Ela fecha os olhos. Olho para baixo, vendo que mais uma vez fodi e não usei um preservativo. Nunca tive esse problema antes dela, e não entendo o que isto diz sobre ela que tem a capacidade de me fazer tão imprudente. Não que eu me importaria dela acabar grávida, mas sei que isso não é algo que ela está confortável neste momento, e respeito e amo-a o suficiente para dar isso a ela, pelo menos por enquanto. ─ Diga-me? ─ pego minha camisa e ajudo-a a vestir. ─ Só... no ritmo que estamos indo, nunca vou ser capaz de começar o controle da natalidade. ─ Perdão? Ela morde o lábio, em seguida, olha em volta antes de olhar para mim. ─ O médico disse que não poderia começar até depois que tiver o meu período. ─ sua testa franze e, em seguida, seus olhos ficam grandes. ─ O quê? ─ Oh, não. ─ ela sussurra, cobrindo a boca. ─ Myla, o quê? ─ Eu estou atrasada. ─ ela respira quando toda a cor drena de seu rosto. ─ Atrasada para quê? ─ questiono, ainda confuso. ─ Oh não, oh não, oh não... ─ ela canta, seus olhos ainda trancados com os meus. Em seguida, me bate. Atrasada. Ela está atrasada com seu período. Sinto meu corpo leve, mas então vejo sua expressão pálida e fico instantaneamente preocupado. ─ Fale comigo. ─ digo a ela suavemente, enquanto visto minhas calças. ─ É muito cedo. Nós não estamos prontos. ─ Não é muito cedo. ─ coloco delicadamente minha mão em seu estômago, oprimido pelo pensamento de que meu filho poderia estar crescendo lá agora. ─ Precisamos ir até a loja. ─ diz ela, movendo minha mão e pulando fora do balcão. ─ Vou mandar alguém. ─ Não. ─ ela implora, me agarrando com as duas mãos. ─ Se eu estou, não quero que ninguém saiba. ─ Nós, Makamae. ─ rosno.


─ O que? ─ Ela balança a cabeça, olhando ao redor da cozinha. ─ Esse é o meu filho crescendo dentro de você. Você não está sozinha neste barco, nem nunca vai estar. ─ Kai. ─ Ela balança a cabeça e as lágrimas começam a encher seus olhos. ─ Este é o nosso momento e não vamos compartilhá-lo com ninguém, mas isso é sobre nós dois. ─ digo a ela com firmeza. ─ Você está certo. ─ ela sussurra. ─ Eu só... eu só nunca planejei isso. Nada disso. Pego uma lágrima que cai e lembro-a suavemente. ─ Nunca planejei nada disso, também. ─ Eu sei. ─ Ela fecha os olhos, em seguida, abre de volta. ─ Preciso saber se estou. ─ Vou levá-la à farmácia. Nós nem sequer sabemos se você está, então você ainda pode obter o seu desejo. ─ ouço o amortecimento no meu tom, quando a conduzo de volta ao nosso quarto. Pego uma camisa limpa enquanto ela rapidamente se veste. A viagem de ida e volta para a loja é silenciosa. Estou tentando não ficar chateado com esta situação. Entendo que há muito que levar em consideração, mas estou com raiva que ela age como se fosse o fim do mundo ter o meu filho. ─ Deixe-me fazer isso. ─ digo a ela, notando que ela está tremendo. Tomo a caixa da mão dela e abro. ─ E se for negativo? ─ Ela sussurra, olhando para o teste. Luto contra as palavras que estão na ponta da minha língua, e quando ela fala, estou feliz que fiz. ─ No caminho para a loja, imaginei o que seria saber que estou grávida. Ainda estava assustada, mas também havia emoção misturado lá dentro. Agora, se eu ir e fazer o teste e for negativo, acho que posso ficar desapontada. A raiva que estava construindo desaparece. Inclino o queixo para que eu possa olhá-la nos olhos. ─ Há sempre o algum dia, Myla. Ela balança a cabeça e caminha para o banheiro, fazendo uma pausa para me olhar por cima do ombro antes de entrar e fechar a porta. Parece para sempre que ela está fora da minha vista, por isso, quando a porta se abre e ela sai, puxo-a para um abraço. ─ Você tem um relógio? ─ Ela pergunta em voz baixa. ─ Sim.


─ Nós temos que esperar três minutos. ─ ela sussurra antes de enterrar o rosto no meu peito. Olho para o meu relógio, defino o timer, envolvo meus braços em torno dela e depois espero. Quando o alarme dispara, pressiono um beijo no topo de sua cabeça antes que ela se afaste. Ela volta um segundo depois, segurando o teste na mão. Não posso ler a expressão em seu rosto, então estendo minha mão para pegar o teste dela. ─ O que significa isso? ─ pergunto, vendo duas linhas cor-de-rosa. ─ Estou grávida. Olho do teste para ela e sorrio. ─ Sim? ─ questiono, meu sorriso cada vez maior. Seu rosto suaviza e ela se inclina para frente, pegando o teste da minha mão e olhando para ele novamente. ─ Você está feliz com isso? ─ Sim. ─ digo a ela, nem mesmo um único pingo de dúvida na minha cabeça. Sei que isto é o certo. ─ Estou grávida. ─ ela repete, em seguida, olha para cima, seu olhar encontrando o meu. ─ Sinto-me animada. Isso é estranho? Exalo um suspiro, o estresse que estava sentindo imediatamente deixando meu peito. ─ Não é estranho. ─ asseguro, em seguida, sorrio quando ela salta para cima, envolvendo suas pernas em volta da minha cintura. ─ Isso é loucura. Ela está certa sobre isso, mas desde o momento em que a vi em Seattle, a nossa relação tem sido uma loucura. ─ Agora vamos comer um pouco de bolo desde que você já me deu o meu desejo. ─ digo a ela, e seu rosto suaviza e suas mãos vêm até cada lado do meu rosto. ─ Vamos comer bolo. ─ ela sussurra, apertando um beijo suave nos meus lábios.


Capítulo 13 Oh Baby Myla Desde que descobri que estou grávida, todos os planos para ir à Las Vegas foram colocados em espera. Kai não quis arriscar que alguma coisa aconteça com o bebê ou a mim, e para ser honesta, foi uma coisa a menos para me preocupar. Odiava a ideia de estar em um lugar desconhecido, onde não tinha ninguém para me apoiar. A família de Kai tornou-se minha desde o momento que me mudei para o Havaí, e sua mãe está animada para ser uma avó. Mesma que estou apenas de algumas semanas, não quero tirar isso dela. Especialmente quando nós não sabemos quanto tempo ficaremos em Vegas. Agora, enquanto olho para a água e vejo Kai sair do oceano parecendo um guerreiro pronto para a batalha, o meu interior se torna líquido. Nunca em meus sonhos mais selvagens teria acreditado que alguém como ele seria meu marido e o pai do meu filho, mas as coisas sempre têm uma maneira de acontecer, assim como elas são supostas. Ele anda em minha direção, a água do oceano ainda correndo ao longo dos contornos de sua pele, e não para até que está me enjaulando, uma mão em cada lado da espreguiçadeira que estou deitada. ─ Você deveria ir para dentro. ─ Ele beija meu nariz, em seguida, os meus lábios enquanto sua mão ao meu lado se move para pousar sobre meu estômago. ─ Estou confortável. ─ sorrio, esticando e beijando-o. ─ Você andou bebendo água? ─ Ele murmura enquanto seus dedos brincam ao longo da costura do meu biquíni. ─ Sim. ─ rolo meus olhos quando seus olhos ficam parados onde seus dedos estão me tocando. ─ Está quente hoje. ─ Ele finalmente olha para mim e noto que eles estão mais escuros do que o normal. ─ Querido, estamos no Havaí. É sempre quente. Seus olhos suavizam, e ele pressiona um beijo em meus lábios. ─ Comprarei uma cadeira que tem um guarda-sol sobre ela.


─ Eu gosto do sol. ─ me queixo. Eu amo que ele se preocupa comigo, mas juro, desde que descobrimos sobre o bebê, ele está tenso e fazendo tudo em seu poder para deixar-me absolutamente louca. ─ Não é bom para você, Makamae. ─ Kai. ─ balanço minha cabeça. Ele traz a mão, os dedos traçando a borda do topo do meu biquíni, puxando ligeiramente para baixo assim a pele que ainda está intocada pelo sol é exposta. ─ Vamos entrar. ─ Seu dedo corre sob o tecido e sobre o meu mamilo, fazendo-me ofegar. ─ Eu estou com fome. ─ Ele lambe os lábios, e os meus olhos seguem a língua. Esse calor líquido na minha barriga se expande e se espalha entre as minhas pernas. ─ Myla. ─ Meu nome sai como um aviso quando levanto a minha mão do meu colo, correndo-a sobre o seu abdômen e ao longo do elástico da sua cueca. É tão difícil manter as mãos longe dele, e ao longo do último par de semanas, a minha necessidade por ele só tem piorado. Felizmente para mim, Kai nunca me nega nada. ─ Posso ver que você está molhada. ─ ele sussurra perto da minha orelha. Me afasto para olhar em seus olhos. Seu olhar está parado entre as minhas pernas e noto a mancha de umidade sobre o pedaço de tecido. Ele puxa seu lábio inferior em sua boca, e flexiona os dedos em minha pele. Seu rosto abaixa para a minha barriga e ele coloca um beijo lá. Então, ele chupa, fazendo minha barriga apertar e mais umidade espalhar entre as minhas pernas. ─ Posso sentir seu cheiro. ─ Ele belisca abaixo do meu estômago, logo acima do meu monte. Minha mão emaranha em seu cabelo e tento afastá-lo. ─ TU Kai. ─ ele ronca, fazendo-me contorcer. ─ Levante. Diz ele. Eu nem sequer percebo que ele está me erguendo até que minha bunda está fora da espreguiçadeira e meus braços são forçados a envolver em torno de seu pescoço para que eu não caia no chão. Me agarro nele enquanto ele me leva para dentro do quarto. Ele chuta a porta com o pé e me leva para a cama, me deitando gentilmente, antes de pisar para trás e puxar o calção fora. Molho meus lábios quando seu pênis sacode contra seu estômago quando ele pisa na minha frente. Ele puxa a corda


em cada lado da minha cintura, a calcinha do biquíni cai na cama, e, em seguida, suas mãos rapidamente removem meu top. ─ Hum. ─ sussurro quando ele fica na cama e me ajusta, de modo que, estou enfrentando a cabeceira da cama e minha boceta está diretamente sobre sua boca. ─ Alimente-me, Makamae. Olho para ele e minha mão pressiona contra à parede enquanto expiro lentamente antes de abaixar meus quadris. Seus olhos, que estão presos nos meus, esquentam, e faço uma pausa, inclinando para trás para que eu possa ver completamente seu rosto e não apenas seus olhos. Suas mãos vão em torno de minhas coxas, e ele me puxa para baixo em sua boca esperando. Ao primeiro toque de sua língua, vejo seus olhos se fecharem como se ele apenas tivesse provado a coisa mais incrível que ele já comeu. Quando ele me lambe novamente, sua língua gira em torno de meu clitóris e seus dedos escavam em minhas coxas, me puxando mais profundo em sua boca. ─ Kai. ─ choramingo. ─ Cavalgue a minha língua, baby. ─ ele rosna, fazendo minha boceta contrair e meus quadris balançarem contra sua boca. Minhas mãos vão para os meus seios e puxo meus mamilos, que se tornaram mais sensíveis. Estou tão perdida no modo como meu corpo está sentindo que me assusto quando a boca de Kai me deixa. ─ Vira ao contrário. Leva um tempo para me ajustar, mas quando faço, minhas mãos vão para seu estômago e acariciam seu abdômen. Uma mão envolve em torno de seu pênis e o outra segura seu pesado saco enquanto abaixo meu rosto e lambo a cabeça de seu pênis, saboreando o sabor salgado dele na minha língua. Seus quadris levantam, e de repente me sinto poderosa. Mesma com a boca me devorando, estou no controle na maneira como ele se sente. Abaixo minha boca apenas o suficiente para rodar a minha língua ao redor da cabeça de seu eixo, não indo mais longe para baixo, mesma quando seus quadris levantam como se ele estivesse me implorando. Removo minha boca e deslizo lentamente minha mão para cima e para baixo, apreciando a sensação dele na minha mão, a maneira como ele se sente liso e duro.


Lambo a cabeça novamente, só que desta vez, levo até o fundo da minha garganta e gemo quando ele me recompensa com os dedos entrando em mim. Levanto e abaixo a minha boca; cada ação é recompensada com um chupão ou um puxão de sua boca. Estou chegando perto e sei que, quando finalmente cair sobre a borda, estarei perdida. Quando seus dedos começam a se mover mais rápidos, choramingo em torno dele e começo a me mover mais rápido. Sei que, quando ele gozar, eu vou também. Começo a usar a minha mão em sincronia com a minha boca, em seguida, delicadamente seguro suas bolas. Isso é quando acontece. Sua boca trava em mim, rapidamente sacudindo meu clitóris. Choro ao redor de seu pênis, e o gosto dele irrompe na minha língua. Engulo enquanto luzes piscam atrás de minhas pálpebras fechadas, e meu corpo explode no orgasmo mais alucinante que já tive. É como nada que já senti antes. Deito minha cabeça em sua coxa, respiro profundamente tentando manter meu corpo sob controle. Ele rola para o meu lado, em seguida, gira em torno deitando de frente para mim, envolvendo os braços em volta de mim, me puxando para o seu peito, e passando a mão para cima e para baixo em minhas costas enquanto as nossas respirações volta ao normal. ─ Isso foi uma loucura. ─ digo a ele, erguendo a cabeça e descansando meu queixo em seu peito. Sua cabeça se inclina para baixo, de modo que seus olhos encontram os meus, e um olhar que eu nunca vi antes enche seus olhos. ─ Você goza com força, Makamae, cada vez que te chupo, mas dessa vez, você molhou meu rosto. Abaixo meu rosto para que ele não pode ver como estou vermelha, mas sua mão pega meu maxilar, levantando meu rosto até nossos olhos bloquearem novamente. ─ É lindo saber que tenho esse tipo de controle sobre você. ─ diz ele em voz baixa. Ele tem razão. Quando estamos juntos, acho que é fácil de entregar tudo a ele. Eu amo saber que ele vai cuidar de mim, penso enquanto caio no sono.

***


─ Tammy! ─ chamo, quando vejo minha advogada, ─ ou, penso, ex-advogada ─ de pé do outro da rua. Sua cabeça se vira, ela olha entre Kai e eu, e vejo algo nos olhos dela, mas com distância entre nós, não posso saber o quê. ─ Myla. ─ Ela sorri, um sorriso em seu rosto, caminhando em nossa direção. Olho para Kai para ver se ele percebeu algo estranho. Sua mandíbula está apertada, e a veia que tenho visto ocasionalmente pulsando em seu pescoço quando ele está bravo é exibida acima do colarinho de sua camisa branca. ─ Como você está, Myla? Balanço minha cabeça para Tammy e sorrio, afastando-me de Kai para abraçá-la. ─ Bem. Como você está? ─ pergunto, dando um passo para trás. Seus olhos vão de mim para Kai, e ela engole então sorri. ─ Muito bom. Estou saindo com alguém. ─ diz ela, em seguida, olha para Kai antes de trazer seus olhos de volta para mim. ─ Desculpe por ser tão rude. Este é o meu marido, Kai. Kai, esta é Tammy. ─ digo. Tammy sorri, mas Kai não diz nada. ─ Então, você está vendo alguém? Isso é bom. ─ sorrio sem jeito e sinto Kai mover ligeiramente atrás de mim. ─ Desculpe, Makamae, mas precisamos nos apressar. ─ diz Kai. Olho para ele e aceno com a cabeça antes de olhar para Tammy mais uma vez. ─ Desculpa. Temos uma consulta médica hoje para saber o que vamos ter. Ele está um pouco ansioso. ─ sorrio, colocando uma mão em meu estômago. Você tem que olhar de perto para perceber que estou grávida, mas há uma circularidade que não estava lá antes, e hoje, chegamos à nossa 15ª semana, por isso vamos finalmente saber ao certo o que vamos ter. Embora Kai jura que é um menino. ─ Você está grávida. ─ Tammy sussurra, olhando para Kai, para mim, e, em seguida, minha barriga. ─ É por isso que você não seguiu com o divórcio. ─ diz ela, e sinto-me ficando vermelha. Sua mão cobre a boca. ─ Desculpa. Eu não quis dizer isso. Meu intestino aperta e meu estômago está começando a se sentir doente.


─ Nós não sabíamos naquele momento. ─ balanço minha cabeça, me sentindo como se precisasse deixar claro que tínhamos concordado ficar juntos, antes de descobrirmos que estávamos tendo um bebê. ─ Eu tenho que ir. ─ diz ela, e vejo-a sair com pressa. Me viro para enfrentar Kai e procuro seu rosto por um momento antes de deixar meus olhos caírem no chão. ─ Essa é a sua ex-namorada, não é? ─ sussurro, sentindo-me como uma completa idiota. E uma vadia – uma vadia idiota. ─ Ela é. ─ ele confirma, fazendo-me sentir pior. ─ Sinto muito. ─ sussurro, vendo como minhas lágrimas caem no concreto aos meus pés. ─ Você não tem nada que se desculpar, Myla. ─ ele inclina minha cabeça para trás para encontrar seus olhos. ─ Nós terminamos antes de você entrar em cena. ─ Ela ainda ama você. ─ digo, mas ele balança a cabeça. ─ Ela gostou da ideia de estar com alguém mais do que a parte real sobre ter um relacionamento. ─ O quê? ─ pergunto, sentindo minha testa franzir. ─ Ela é uma das únicas advogadas da cidade. Ela tem um trabalho importante, e que sempre foi mais importante para ela do que construir um relacionamento comigo. Eu aceito isso, e eu também aceito que ela não era o meu futuro. Ela é uma mulher doce, bonita, mas ela é casada com seu trabalho. ─ Você a amava. ─ Não, Makamae. ─ Ele corre o dedo para baixo sobre a ponte do meu nariz. ─ Eu gostava dela. Ela é uma boa pessoa, mas nunca a amei. O amor é uma obsessão que, não importa o quão duro você tente, você não pode lutar. Eu te amo. ─ Espero que ela ache isso. ─ digo a ele. Seu rosto suaviza e seus dedos roçam ao longo da minha mandíbula. ─ Também espero. Ele pega a minha mão de novo e me leva até a rua para o consultório médico. Uma vez lá dentro, nós vamos direto para a recepção, onde nos dão um formulário para preencher antes ir para uma das salas de exame. Assim que estou deitada sobre a mesa, a médica chega com um sorriso no rosto. Ela é baixinha, cerca 1,55m, com cabelos negros que alcançam sua mandíbula, fazendo suas, já impressionantes feições asiáticas, se destacarem ainda mais.


─ Myla. ─ Ela dá um tapinha na minha perna, em seguida, olha para Kai e murmura: ─ Oi. Mencionei que ela odeia o meu marido? Ok, ódio é uma palavra forte; ela não gosta dele fortemente. Durante a minha primeira visita, Kai surtou quando comecei a sangrar após o exame interno. Ele ameaçou fechar a clínica. Isso não foi bom em tudo. Juro que pensei que a pequena mulher iria matá-lo. Demorou dez minutos completos para Kai acalmar o suficiente para ouvir que eu estava bem e era normal. ─ Como você está? ─ pergunto. Ela sorri, em seguida, olha para Kai e encara. ─ Vou bem. ─ Isso é bom. ─ murmuro, apertando a mão de Kai duro o suficiente para ver sua pele virar uma sombra de cor mais clara. ─ Deixe-me arrumar tudo para o ultrassom. ─ ela diz baixinho, caminhando até a pia para lavar as mãos. ─ Parece ótimo. ─ digo com minha voz alegre, e seu rosto suaviza um pouco, mas então endurece quando Kai se move e lhe lembra que ele ainda está na sala com a gente. Quando ela volta, ela olha em torno da minha barriga por um momento, em seguida, esguicha o gel na minha pele e começa a mover o dispositivo que se parece com um controle remoto em torno do meu estômago. O som chiado vem antes do ritmo de uma batida de coração rápida encher a sala. A mão de Kai aperta a minha. Esta não é a primeira vez que ele ouve os batimentos cardíacos do nosso bebê, mas mesma agora, posso ver o olhar de admiração em sua expressão enquanto ele procura a tela na frente da médica. Estava assustada quando percebi que estava atrasada para o meu período, mas quanto mais pensava sobre isso, e quanto mais pensava sobre quem é o pai do meu filho, mais animada eu ficava. Eu sabia que Kai e eu ainda tínhamos muito a aprender um com o outro, mas também sabia que não havia ninguém mais que eu gostaria de ter como família. Eu sabia que Kai sempre faria tudo em seu poder para proteger a mim e todas as crianças que tivermos juntos, e realmente, quando você está à procura de alguém para ser o pai de seu filho, acho que é a qualidade mais importante que existe. ─ Preciso que você se sente um pouco para mim. ─ diz ela. Minhas costas vem um pouco fora da mesa. Sua mão aperta em torno de meu estômago antes de me ajudar a deitar.


─ Vamos ver se isso ajudou. ─ Ela começa rolando o dispositivo em torno do meu abdômen novamente antes de olhar para mim e sorrir. ─ Lá está você. ─ Ela coloca um estranho sorriso em seu rosto, em seguida, olha para Kai. ─ Você está tendo um menino. ─ Eu sei. ─ Kai diz a ela. Ela estreita os olhos, em seguida, olha para mim como: “Que diabos você está fazendo com um idiota como ele?” Tudo o que posso fazer é dar de ombros, porque a maneira que vejo como Kai é com todos os outros não é nada como ele é para mim. Posso contar em uma mão a quantidade de vezes que ele ligeiramente levantou a voz para mim. ─ Ele vem dizendo há semanas que é um menino. ─ sorrio, olhando para ele. Seus olhos vêm a mim e seu rosto abaixa enquanto ele pressiona um beijo nos meus lábios antes de levanta novamente. ─ Você gostaria de algumas fotos para levar para casa com você? ─ Ela pergunta, ignorando o meu último comentário. ─ Sim, por favor. ─ sussurro. Ela começa a clicar na tela enquanto tento ver mais. Uma vez que ela fez, ela imprime algumas das imagens e as entrega para mim antes de fazer seu caminho para fora da sala sem sequer dizer adeus. ─ Acho que nós vamos ter que encontrar um novo médico, ou você vai ter que encontrar uma maneira de pedir desculpas a ela de alguma forma, para que ela não torne desconfortável para mim estar aqui. ─ Você está desconfortável? ─ ele pergunta. Olho para ele e pergunto se ele está alheio ao que aconteceu. ─ Sim, estou desconfortável! É estranho estar na mesma sala com vocês dois. ─ Vou pedir desculpas. ─ ele promete, pegando a toalha que eu estava usando para limpar o gel do meu abdômen e me limpar. ─ Eu nem sequer pude desfrutar do momento. ─ amuo. Quando seus olhos mudam um pouco, lamento imediatamente ter dito algo. ─ Você quer que ela volte e faça isso de novo? ─ Não. ─ balanço minha cabeça freneticamente. ─ Basta pedir desculpas a ela. ─ Eu disse que faria. ─ ele resmunga, mas posso ver em seus olhos que ele não quer.


─ Bom. ─ escorrego para fora da mesa e visto minha calça, minha mente finalmente focada no que a médica disse. ─ Nós estamos tendo um menino. ─ suspiro, ajustando minhas roupas. ─ Você realmente não está surpreso que nós estamos tendo um menino, não é? ─ Não. Eu sabia. ─ Ele beija o topo da minha cabeça e abre a porta. ─ Como? ─ Pergunto, fazendo uma pausa na sala para procurar o seu rosto. ─ Não sei. Só sabia que era um menino. ─ Estranho. ─ dou de ombros e começo a andar novamente. Seu braço vai ao redor dos meus ombros, e nós fazemos uma parada rápida para agendar nossa próxima consulta antes de sair para o carro. Nós não falamos no caminho de volta para a casa, mas nossas mãos ficam juntas no meu colo, os dedos da minha mão livre, correndo sobre sua pele. ─ Obrigada. ─ digo, olhando para os nossos dedos entrelaçados quando ele chega em casa e para o carro. ─ Por quê? ─ Ele questiona, confuso. Ergo minha cabeça e olho para ele, pensando em todas as coisas que quero dizer. ─ Por me dar tudo. Suas sobrancelhas retorcem, e suavizo minha voz. ─ Por casar comigo, por me amar, por me dar um filho. Mesma que eu nunca esperei nada disso, ainda sou grata por tudo. ─ Os deuses escreveram você no meu destino há muito tempo, Makamae. ─ diz ele em voz baixa. Seu rosto suaviza enquanto ele levanta nossas mãos à boca, onde ele coloca um beijo no meu anel.


Capítulo 14 Explosão ─ Pika! ─ grito lá de cima quando vejo o meu amigo sentado na sala de estar, com vista para o oceano. Sua cabeça se vira para mim, e eu cuidadosamente desço as escadas correndo e me jogo em seus braços. Ele me pega em um humph e me dá um aperto antes de se afastar e retirar as mãos de mim. ─ Como você está? ─ sorrio, feliz em vê-lo. ─ Bem. ─ Ele sorri de volta, então me olha, seus olhos se estabelecem na minha barriga redonda por um momento. ─ Você parece feliz. ─ diz ele, enquanto seus olhos encontram os meus novamente. ─ Estou tão feliz. ─ sussurro, e ele balança a cabeça enquanto seu rosto suaviza. ─ Myla. Viro minha cabeça para olhar para Kai e sorrio, colocando a mão no meu quadril, dando-lhe um olhar bravo. ─ Você não me disse que Pika estava voltando para casa. ─ Esqueci. Por favor, posso ver você em meu escritório por um momento? ─ Ele pergunta, e eu noto a agitação em sua voz quando ele fala. ─ Hum... ─ olho para Pika então de volta para Kai, perguntando por que os caras estão agindo tão estranhos. ─ Claro. ─ digo, em seguida, viro e dou à Pika outro abraço, sussurrando que estou feliz que ele está de volta antes de me afastar, mas não sem perceber que o abraço não é compartilhado e suas mãos ficam ao seu lado. Antes de Kai voltar para casa todos aqueles meses, muitas vezes me apoiei em Pika, então a distância que ele está colocando entre nós é um pouco inquietante. ─ Myla. ─ Kai rosna. Aceno, então sigo para seu escritório, perguntando o que diabos aconteceu. Ele está de pé em sua porta quando chego lá, e tudo o que posso fazer é rezar para que algo ruim não aconteceu. As coisas têm estado calmas ultimamente, e eu gostaria que elas ficassem assim. Assim que cruzo o limiar, ele fecha a porta atrás de mim e começa a andar para trás e para frente.


─ Está tudo bem? ─ sussurro, sentando na cadeira e olhando para ele. ─ Não toque em Pika novamente. De todas as coisas que pensei que ele pudesse querer falar comigo, isso nunca foi uma delas. Estudo seu rosto e percebo que a mandíbula está apertada e há uma pequena marca na bochecha, o tique que ele tem quando ele está chateado. ─ Posso te perguntar por quê? ─ questiono suavemente, inclinando para trás na cadeira. ─ Por que não gosto disso. ─ Kai. ─ Não, Myla. Tudo que preciso é que você diga que você não vai tocá-lo novamente. ─ Você age como se eu tivesse dado uns amassos nele. ─ resmungo. ─ Você se jogou para ele. ─ ele rosna, passando a mão pelos cabelos, seu olhar indo para fora da janela. ─ Eu senti falta dele. Ele é meu amigo. ─ digo baixinho, olhando para ele. Ele anda em minha direção até que seu rosto está há polegadas do meu. ─ Não faça isso de novo. Entendeu? Me inclino para trás, atingida por suas palavras e pela intensidade em sua voz. ─ Não me diga o que fazer, e não fique no meu rosto assim de novo. ─ vou me levantar, mas suas mãos vão aos lados da cadeira, me enjaulando e me forçando a ficar sentada. ─ Faça novamente, Myla, e vou mandá-lo embora. E desta vez, será para sempre. ─ Seu tom é tão mortal que um frio desliza para baixo na minha espinha. Nunca, nem uma vez, tive medo de Kai, mas esse cara na minha frente agora não é o homem que me apaixonei. Esse cara é alguém completamente diferente, alguém que não gosto muito. Quero perguntar a ele o que aconteceu e por que ele está agindo assim, mas em vez disso, aceno e engulo a dor para que eu possa ficar longe dele. ─ Não vou fazer isso de novo. ─ sussurro. Sua posição na minha frente não muda, e ele procura o meu rosto por um momento, então inclina. Quando vejo sua intenção, viro minha cabeça apenas a tempo de sua boca perder a minha e seus lábios tocarem minha bochecha. ─ Myla. ─ diz ele em voz baixa, e sua suavidade só ajuda a me irritar ainda mais.


─ Não me sinto bem. Acho que preciso ir deitar. ─ digo, olhando de volta em seus olhos. Preocupação transforma suas características e culpa se instala no meu intestino, mas não deixo me parar. ─ Deixe-me ajudá-la a ir para cama. ─ ele levanta, mas não dá um passo atrás. ─ Não. Eu vou ficar bem. ─ arrasto meus olhos dele e uso as rodas da cadeira para me afastar o suficiente para levantar. Ando em torno dele e faço uma pausa quando a minha mão toca a maçaneta. Viro meu corpo ao redor e endireito os ombros, sabendo que, se eu sair agora com as coisas que ele disse soando em meus ouvidos, não vou ser capaz de sequer olhar para ele ou para mim mesma no espelho. ─ Não sei o que aconteceu ou por que você está agindo do jeito que está, mas deixe-me esclarecer uma coisa para que isso não aconteça novamente. ─ inalo uma respiração profunda, soltando lentamente, certificando-me que as palavras estão bem definidas na minha cabeça antes de coloca-las para fora. ─ Não sou um de seus homens. Não sou alguém que você possa dar uma de chefe e dizer o que fazer. Sou sua esposa por opção, e como todas as escolhas na vida, elas sempre podem ser alteradas. Então, se você falar comigo assim de novo, vamos nos falar através de um advogado quando você terminar. Viro, abro a porta e saio, fechando-a atrás de mim antes de ir para o nosso quarto. Assim que chego à nossa porta, noto que Aye está em pé no corredor. Dou um aceno e entro no quarto, fecho a porta atrás de mim, e inclino a cabeça para trás contra a madeira enquanto as lágrimas começam a deslizar pelo meu rosto. Sei que o ciúme alimentou suas emoções, mas só não entendo o porquê. Então suas palavras filtram em minha mente. Ele disse que iria mandar Pika embora para sempre desta vez, o que significa que ele tinha mandado embora antes. Nunca tinha sequer pensado sobre Pika ou Aye, de uma forma sexual. Kai havia consumido todos os meus pensamentos a partir do momento que o conheci, e ele continua a fazê-lo. Me afasto da porta e começo a puxar minha roupa andando em direção à cama. Meu reflexo no espelho sobre a cômoda chama a minha atenção, e faço uma pausa, olhando para mim. Minha mão vai para o meu estômago e coloco minha mão sobre o nosso filho, sussurrando uma oração silenciosa para que seu pai e eu possamos encontrar uma maneira de resolver as coisas. Sinto uma vibração e pressiono minha mão em meu estômago, tentando sentir novamente. Nunca o senti se mover antes, e um sorriso se espalha em meus lábios quando há uma outra vibração,


está mais forte do que a última. Vou para a cama e deito de costas, colocando minhas mãos em minha barriga e sorrindo de novo quando há outro movimento. Parecem como se borboletas estivessem dançando no meu estômago, e posso imaginar meu pequeno bebê rolando e dando piruetas. ─ Por que você está sorrindo? ─ O bebê está se movendo. ─ sorrio, em seguida, pressiono meus lábios quando percebo que acabei de falar com Kai quando, momentos antes, eu tinha planos para dar-lhe o tratamento do silêncio por alguns dias, pelo menos. ─ Você pode senti-lo? ─ Ele pergunta, eu posso realmente senti-lo chegar mais perto de mim, com a sua energia movendo em torno de mim. Não quero responder-, mas não posso evitar. ─ Eu posso senti-lo. ─ digo, não abrindo os olhos. A cama afunda, e sua mão desliza debaixo da minha palma por sobre meu estômago. Coloco minha mão ao meu lado e silenciosamente repouso ali, ouvindo-o respirar. Não gosto de me sentir desconfortável em torno dele, mas agora, não quero nem que ele me toque. ─ Nunca ameace me deixar de novo. Meu peito comprime, e inalo pelo nariz em suas palavras. ─ Eu não deveria ter falado com você do jeito que falei. Acertou, idiota. ─ penso. ─ Olhe para mim, Myla. Fechos meus olhos apertados em recusa, e sua mão livre vem segurar minha mandíbula. ─ Ele me disse que estava apaixonado por você. ─ ele rosna, e meus olhos se abrem. ─ Você sabe como é saber que outro homem está apaixonado por sua esposa? ─ Seu dedo na minha mandíbula se move, assim o polegar corre sobre o meu lábio inferior. ─ Sabendo que, quando você não estava ao redor, aceitou o conforto dele? ─ Eu nun ─ Ele me corta, pressionando o polegar sobre meus lábios enquanto seu rosto mergulha mais perto do meu. ─ Não importa. Tentei dizer a mim mesmo que isto não queria dizer nada, que você não sente o mesmo. ─ Pika é um amigo, o mesmo que Aye. ─ sussurro.


─ Eu sei disto, Myla. ─ ele rosna. Me afasto dele encostando na cabeceira da cama. ─ Meu mundo é consumido por você e pensamentos sobre você. A ideia de alguém interessado em você me faz uma porra de um homicida. Sabendo que é alguém que eu considero um amigo, alguém que confio com o seu bem-estar, não me faz sentir melhor. Então vê-la feliz por vê-lo, observando seu rosto se iluminar quando você percebeu que ele estava de volta, era como uma maldita faca no meu intestino. ─ Ele se aproxima de mim e seu corpo se move de modo que suas mãos vão em ambos os lados em meus quadris. ─ Eu reagi mal, Makamae. ─ ele diz suavemente, e meu coração dói pela vulnerabilidade que vejo em seus olhos. Eu odeio isso. ─ Eu nem sei o que dizer agora. Você realmente me assustou. ─ fecho meus olhos, em seguida, sinto seus braços envolverem em torno da minha cintura e sua cabeça deitar suavemente no meu estômago. Nós vamos ter que encontrar uma maneira de resolver isso ou será algo que deixará ele e eu insanos. ─ Eu amo você e somente você. ─ digo a ele, erguendo as mãos para correr através de seu cabelo. ─ Você disse que eu te consumo. Bem, você me consume também, a partir do momento em que acordo de manhã até que eu vou para a cama à noite. ─ Inspiro e puxo o cabelo dele até que seus olhos vêm a mim. ─ Eu amo você, Kai. Quando você me deixa louca o suficiente que juro que poderia cuspir fogo ou feliz o suficiente para que me sinto andando no ar, serei sempre sua e de mais ninguém. ─ sussurro a última parte. Seus olhos procuram meu rosto por um momento antes de ele abaixar a cabeça, beijar meu estômago, e, em seguida, levanta, tomando a minha boca em um beijo que sinto por todo o meu corpo, que faz com que o calor se infiltre novamente. ─ Eu não sei como vou ser capaz de lidar com a sua amizade com Pika, mas por você, vou tentar. ─ ele diz, empurrando meu cabelo longe do meu rosto. ─ Se você tivesse me explicado o que estava acontecendo sem enlouquecer, eu teria respeitado os seus sentimentos. ─ asseguro-lhe, levantando minhas mãos para correr ao longo da parte inferior de sua mandíbula. ─ Você tem que aprender a falar comigo, não falar para mim. ─ Estou trabalhando nisso. ─ diz ele, inclinando para baixo e pressionando outro beijo nos meus lábios antes de rolar para o lado e colocar a mão na minha barriga. Então ele olha para mim. ─ Você realmente o sentiu mexer? ─ Ele questiona enquanto um olhar fascinado enche seus olhos. ─ Sim, foi mais uma vibração qualquer coisa assim, mas senti.


─ Eu perdi. ─ diz ele, e eu posso ver a decepção em seus olhos. Balanço minha cabeça. ─ Não, você não perdeu. Não acho que qualquer um pode senti-lo movendo-se ainda, a não ser eu. ─ digo a ele, correndo a mão sobre seu cabelo. ─ Da próxima vez, me diga quando isso acontecer assim posso tentar. ─ diz ele, antes de beija minha barriga novamente. Em seguida, ele rola para suas costas e me puxa para deitar ao seu lado, tendo o cuidado com minha barriga enquanto ele me ajusta até que meu corpo está envolto sobre o dele. Sua mão passa preguiçosamente sobre minhas costas, e antes de perceber, durmo apenas para acordar horas mais tarde em uma cama vazia. Levanto, visto uma camisa e um moletom, e, em seguida, faço meu caminho para fora do quarto. Silenciosamente ando em toda a casa até o escritório de Kai. Sua porta está entreaberta, então entro e encontro-o sentado em sua mesa, olhando para o telefone. ─ O que há de errado? ─ Pergunto-lhe. Sua cabeça levanta e seus olhos varrem em cima de mim antes que ele pega a minha mão e me puxa suavemente em seu colo. ─ Kai. ─ sussurro enquanto seu rosto vai para o meu pescoço e ele inala. ─ Fala comigo. ─ Eu preciso fazer um telefonema. ─ Tudo bem. ─ digo, confusa. ─ Um homem que conheço me disse que uma mulher ficou ferida na noite passada e ela está mal. ─ diz ele em voz baixa. ─ O que aconteceu? ─ pergunto, envolvendo meus braços em torno dele. Ele fica quieto por um longo tempo, e acho que ele não vai falar comigo. ─ Ela levou um tiro à queima-roupa. ─ diz ele. Cada músculo do meu corpo aperta. Isso não é o que pensei que ele ia dizer. ─ Felizmente, ela estava bem na frente do hospital quando aconteceu, e eles foram capazes de chegar a ela rápido o suficiente. Ela quase morreu. ─ ele sussurra a última parte enquanto seus braços ficam mais apertado em volta de mim. ─ Isso não era para acontecer. Os homens envolvidos concordaram que ela estava fora dos limites. ─ Sinto muito.


─ É por isso que vou trabalhar para caralho até a morte para que não tenhamos que nos preocupar com esse tipo de merda. Ela era inocente, apenas no lugar errado na hora errada. Eu posso dizer que ele está tendo um momento difícil em se manter junto, então fico tão perto dele como posso. ─ O que você vai fazer? ─ Pergunto em voz baixa, enquanto observo cada emoção em seu rosto. ─ Quando Kenton ligou há um tempo, ele perguntou se eu estaria disposto a colocá-la em uma chamada para ele. Eu fiz, e foi combinado naquela época que ela estaria fora dos limites. Eu arrumei esse encontro. ─ aceno com a cabeça e seguro seu rosto. ─ Meu palpite é que ele quer marcar outra reunião para que possa descobrir o que aconteceu e por que a ordem de deixá-la em paz foi ignorada. ─ Você sabe por quê? ─ Pergunto. ─ Ela testemunhou um ataque. Ela era a única testemunha viva. O homem que foi atrás dela é conhecido por não fazer sempre o que ele disse e seguir seu próprio caminho. Desta vez não foi diferente. ─ Oh meu Deus. ─ sussurro enquanto meu coração se parte por ela. ─ Eu sei que você está dividido sobre se envolver, mas você deve chamá-lo. ─ Eu sei, amor. Ele coloca sua testa contra a minha e sua mão sobre minha barriga antes de levantar a cabeça e me beijar. Então ele me ajusta em seu colo e pega o telefone, discando um número, em seguida, coloca o telefone no ouvido. ─ Fiquei sabendo que você precisa falar comigo. ─ diz ele, e estou surpresa pela frieza em sua voz após o momento tivemos. ─ Sinto muito sobre sua situação, mas... ─ ele responde depois de um momento, então fica quieto novamente por alguns segundos. ─ Você está me colocando em uma posição muito ruim. ─ ele rosna. Então sua mão em volta de mim aperta ainda mais antes que ele rosne. ─ Mate cada filho da puta que até mesmo pensou em machucá-la. ─ Eu sei que ele está falando de mim quando ele diz essas palavras. ─ Eu vou fazer a chamada, mas você me deve. ─ ele responde, e olho para ele, perguntando por que ele diria isso. Sua voz suaviza quando ele diz. ─ Estou muito triste com o que aconteceu. ─ antes de desligar. ─ Tenho que ir para Las Vegas. ─ ele me diz. ─ Eu sei.


Suas narinas se abrem e ele me puxa mais apertado contra seu corpo. ─ Eu sei que este é o lugar que você se sente mais segura, mas preciso que você venha comigo. ─ Claro. ─ asseguro, soando muito mais corajosa do que me sinto. ─ Nada vai acontecer com você. Você tem a minha palavra. ─ Eu sei. ─ sussurro, envolvendo-me mais apertado em torno dele. ─ Isso não vai ser sempre a nossa vida. Prometo a você. ─ ele promete. ─ Como isso se tornou sua vida? ─ Pergunto baixinho, afastando-me para que eu possa ver seu rosto. Ele exala, me tira para poder levantar, e, em seguida, pega a minha mão e começa me levar para fora de escritório. Acho que ele está me levando para a cama, mas em vez disso, ele me leva para fora, para baixo para uma das espreguiçadeiras que está perto da água, e senta diante de mim puxando-me para sentar entre suas pernas. ─ Minha família estava envolvida com a máfia desde que meu bisavô se mudou para os Estados Unidos de Fiji. Ele começou um negócio no Havaí e sabia que queria expandir, então ele precisaria de pessoas com dinheiro apoiando-o. Isto não foi fácil. Ninguém queria dar uma chance a ele e ninguém acreditava que seu negócio iria decolar, mas, em seguida, um dia, um homem veio a ele com uma oferta. Ele iria ajudá-lo se meu bisavô, em contrapartida, fizesse um favor. Todo mês, ele iria receber um carregamento que conteria drogas ou outros itens que seriam distribuídos no mercado negro no Havaí. Meu bisavô concordou, pensando que suas mãos ficariam limpas e que, se alguma coisa viesse à tona, ele poderia dizer que não estava, de modo algum, envolvido. Depois de um ano, ele ficou ganancioso e decidiu começar a transportar alguns dos seus próprios itens. Cinco anos, ele era um dos homens mais ricos do Havaí. Foi nessa época que ele conheceu uma jovem socialite, imediatamente se apaixonou por ela, e exigiu que ela se casasse com ele. ─ sorri e balancei minha cabeça. ─ Ela o fez perceber que era realmente importante, e ele começou a ficar preocupado com o seu negócio. Ele já não poderia dizer que suas mãos estavam limpas, então ele começou a cortar os seus fornecimentos e equilibrar suas encomendas. Ele e minha bisavó se casaram em uma cerimônia privada na praia e nove meses depois que disseram seus votos, o meu avô nasceu. Ele acreditava que tinha tudo o que poderia querer. No dia em que ele foi buscar sua esposa e filho no hospital, sua esposa foi assassinada. ─ Não. ─ sussurro.


─ Depois disso, meu bisavô perdeu toda a esperança e começou fazendo tudo em seu poder para assumir e se livrar dos homens envolvidos na morte de sua esposa. Ele prometeu que, um dia, ele iria assumir o controle de todos eles e, em seguida, esmagá-los. I Ulu não ka Lala i ke kumu. ─ O que significa isso? ─ Pergunto enquanto seus dedos deslizam em minhas lágrimas. ─ Os ramos crescem por causa do tronco. ─ Ele inclina a cabeça para que os nossos olhares se conectem. ─ Ele morreu antes de seu desejo ser realizado. Meu avô, meu pai e agora eu, tornamo-nos mais fortes do que eles são e temos lentamente cortado suas fontes, fazendo-os virarem uns contra os outros. Um dia, eles vão cair, e serei o único em pé. Rezo para que ele esteja certo, que, quando tudo isso acabar, vamos todos estar de pé. ─ Estou com medo. ─ digo, vocalizando meu medo. ─ Um monte de pensamento tem ido para isso, Myla. Isso não é algo que só vai acontecer. Isso é algo que foi planejado há anos. Eu não vou dizer que é fácil de fazer, mas a cada dia, estamos um passo mais perto. Ele se move e me ajuda a deitar ao lado dele com a minha cabeça na curva de seu braço e sua mão sobre minha barriga. Ficamos ali em silêncio, olhando para o céu à noite, em seguida, assistimos o nascer do sol sobre o oceano, e só então é que ele me leva para dentro e sobe na cama comigo.

***

─ Estamos pousando. ─ Kai diz, beijando meu cabelo. Ergo minha cabeça, olhando ao redor do avião, e me sinto mais leve. Depois que Kai disse à sua mãe e seu pai o que estava acontecendo, eles insistiram em vir conosco para Vegas. Nós não sabemos quanto tempo ficaremos em Vegas, então tê-los conosco coloca minha mente à vontade. Também acho que Kai ficou aliviado que seu pai estaria com sua mãe e eu, alguém que confia completamente, uma vez que, pelo que entendi, a maior parte do meu tempo seria gasto na casa enquanto Kai cuida dos negócios. Demora mais dez minutos para o avião pousar. Assim que tocamos o chão, Kai levanta e pega uma mala do compartimento de bagagem, que ele coloca no banco que estava sentado, e abre,


retirando um negócio de couro e vestindo-o como um colete. Noto que tem um coldre para uma arma debaixo de um braço e um lugar para uma faca debaixo do outro. Uma vez que ele tem o coldre no lugar, ele puxa uma faca grande para fora do saco, em seguida, uma arma, e coloca-as no lugar. Ele, então, pega seu o paletó e coloca, escondendo as armas. ─ Você sempre carrega armas como esta? ─ pergunto enquanto a sensação de desconforto volta. Seus olhos vêm até mim e suavizam enquanto ele agacha na minha frente. ─ Eu não planejo nada acontecendo, mas preciso ser cauteloso. ─ Cauteloso é bom. Ele sorri e inclina para tocar sua testa na minha. ─ Vocês são a minha vida, e eu morreria antes de algo acontecer com qualquer um de vocês. ─ diz ele enquanto sua mão vem segurar minha bochecha. ─ Não diga isso. ─ sussurro. Ele resmunga e pressiona um beijo na minha testa, em seguida, nos lábios. ─ Quero que você fique perto de Pika quando eu não estiver por perto. ─ Eu vou. ─ digo quando todos no avião começam a levantar e recuperar as suas coisas dos bagageiros. Ele balança a cabeça e me beija mais uma vez antes ficar em pé e me ajudar a pegar as minhas coisas para que possamos sair do avião. ─ Você tem certeza que não me quer com você? ─ Tio Frank pergunta à Kai, e viro minha cabeça longe deles para não rir. ─ Frank, eu lhe disse antes que seu filho vai estar comigo enquanto estou aqui. ─ Acho que você deveria me deixar ir com você. Você nunca sabe o que poderia dar errado. ─ Eu sei o que poderia dar errado. ─ murmura Aye e depois pisca para mim quando eu rio. Tio Frank é um bom rapaz, mas ele é seriamente um desastre esperando para acontecer. ─ Bem. Vou ajudar a cuidar de Myla. ─ ele resmunga, pegando sua bolsa e saindo do avião. ─ Esta vai ser uma longa viagem. ─ o pai de Kai diz, balançando a cabeça, observando como Frank desce as escadas do avião. ─ Ele tem boas intenções. ─ diz a mãe de Kai. ─ Ele ainda não está me ajudando. Ele vai acabar fazendo algo estúpido, e então vou ter que limpar sua bagunça. ─ Kai responde.


─ Ele acha que você ainda está bravo por ele ter ensinado Myla a disparar uma arma. ─ Léia diz. ─ Ainda estou bravo com isso e ele não ensinou nada à Myla, exceto que ela nunca deve concordar com qualquer coisa que Tio Frank diz. ─ Talvez você esteja certo. ─ ela concorda. ─ Eu estou certo. ─ Ele só quer sentir-se útil. ─ sua mãe murmura, e seu pai revira os olhos. ─ Ele não vai comigo, e não me importo se ele ficar bravo nos próximos dias. Não está acontecendo. ─ diz Kai. Sua mãe acena com a cabeça, em seguida, vira e sai do avião. ─ Ela está certa, você sabe. Tio Frank está apenas tentando ajudar. ─ digo em voz baixa. ─ Isso pode ser, mas agora, tenho as minhas mãos cheias e não posso tomar conta dele. ─ Eu sei. ─ murmuro, caminhando para fora do avião e para o sol. Assim que meus olhos se acostumam com a luz, noto dois grandes SUVs. ─ Estamos indo com Júnior. ─ Kai diz, levando-me para um dos SUVs, onde há um cara grande que se parece com o tio Frank de pé com os braços cruzados sobre o peito. ─ Irmão. ─ diz Kai. O cara descruza os braços e cumprimenta-o com um meio abraço antes de recuar e eu perceber que ele é um dos caras que estava lá quando nos casamos. ─ Você se lembra de Myla. ─ diz Kai, me apresentando. O cara inclina para beijar minha bochecha, dizendo. ─ Myla. ─ Calmamente antes de se afastar. ─ Como tem passado? ─ Pergunto enquanto Kai abre a porta. ─ Estou indo bem. ─ Ele dá de ombros e percebo o quão diferente ele é de seu pai. ─ Isso é bom. ─ murmuro quando ele não diz mais nada. Kai me ajuda a entrar no carro, e ele e o Júnior sentam no banco da frente conversando baixinho enquanto sento olhando pela janela no banco de trás. Quando chegamos na casa, estou chocada com como ela é bonita. Kai me disse que sabia que não era como a nossa casa no Havaí, mas era boa o suficiente para nós ficarmos enquanto estivéssemos em Las Vegas. Meu marido é louco, porque, obviamente, a casa não é apenas ok ─ é linda. O exterior é branco, e a textura me faz lembrar de cobertura de bolo. Em torno das janelas tem venezianas vermelhas que combinam com os feixes vermelhos que estão saindo do telhado. Quando chegamos lá


dentro, estou ainda mais deslumbrada com os pisos, que são todos de mármore branco que é frio na parte inferior dos meus pés descalços. Onde quer que eu olhe, há janelas que exibem a vasta paisagem do deserto. ─ É lindo. ─ sussurro enquanto Kai envolve seus braços em volta de mim. ─ Estou feliz que você pense assim. ─ Ele beija a parte de trás da minha cabeça, em seguida, me mantém assim até que me diz que é hora de sair.


Capítulo 15 Matador de demônios Beijo Kai e entro na parte de trás do SUV com Pika e Aye, observando como Kai caminha em direção a um grupo de homens. Mesma no escuro, posso ver um dos homens que estava andando em nossa direção, ele está lutando para manter-se sob controle, e sei que é Kenton. ─ Será que eles vão ficar bem? ─ pergunto, não tirando os olhos deles. ─ Você sabe que eles vão. ─ Aye responde. Concordo. Ele tem razão. Kai não estaria ajudando se pensasse por um momento que algo poderia dar errado. Coloco meu dedo no vidro enquanto nos afastamos, e então eu vejo-o. Meu intestino aperta e bile rasteja pela minha garganta, tornando difícil respirar. Eu sabia que ele estava em Vegas, mas a ideia de vê-lo nunca passou pela minha mente, nem sequer uma vez. Quando ele percebe que estou perto, sua cabeça vira e seus olhos travam em mim através do vidro fumê. Seu rosto endurece por um momento, mas, em seguida, um sorriso sinistro aparece em sua boca e ele pisca, erguendo o queixo. Engulo, afastando-me da janela enquanto minhas mãos começam a tremer. ─ Você está bem? ─ Pika pergunta. Concordo com a cabeça e abaixo meu rosto para o meu colo, tomando respirações profundas e silenciosas. Não quero que eles liguem para Kai e deixe-o preocupado comigo, não agora, não quando ele está lidando com algo que precisa de sua atenção. ─ Myla, fale comigo. ─ diz ele suavemente, movendo-se para sentar perto de mim. Balanço minha cabeça e fujo para longe dele. Não quero ser tocada por qualquer pessoa. Coloco minhas mãos em meu estômago e tento me acalmar. Uma coisa que sei é que pirar não será bom para o nosso filho, e eu nunca faria qualquer coisa para colocá-lo em perigo. ─ Você quer que eu chame Kai? ─ Ele pergunta. Meus olhos levantam para atender Pika, e sei que seria tão fácil ligar para o meu marido e tê-lo perto me fazer sentir melhor, mas não posso. ─ Não, eu só... ─ Faço uma pausa. ─ Eu só tenho um caso de má azia. ─ minto.


Ele procura o meu rosto, em seguida, acena com a cabeça uma vez, e sem outra palavra, nos leva de volta para a casa. Assim que chegamos em casa, vou diretamente para o nosso quarto, nem mesmo dizendo nada para os caras antes de colocar um pijama e rastejar na cama. Acordo quando a cama afunda e o cheiro de Kai enche meu nariz. ─ Myla, preciso que você acorde. Rolo ao som de dor na voz de Kai. Tento me sentar, mas a mão dele na minha cintura me mantém no lugar. ─ Está tudo bem? ─ pergunto, sonolenta, empurrando meu cabelo para fora do meu rosto. Ele balança a cabeça, e angústia aparece em seu rosto bonito. ─ O que aconteceu? ─ Preciso que você fale comigo, Myla. Pika me disse que você viu Thad hoje à noite e imediatamente se fechou. Sei que isso é algo que você não quer falar, mas preciso que você se abra para mim. Preciso de você para me fazer entender por que, mesmo com apenas seu nome sendo mencionado, o medo inunda seus olhos e seu corpo fica rígido. Sinceramente estou implorando para você falar comigo sobre isso, contar tudo o que aconteceu. Não quero que a nossa criança crescendo dentro de você sinta essa energia e não quero isso para você. ─ ele sussurra em voz baixa. Cada uma de suas palavras fez com que a dor expandisse em meu peito. A única pessoa que eu já falei sobre o que aconteceu foi a minha terapeuta na faculdade. Mas sei que preciso me abrir com Kai. Ele merece entender e isso não é justo, até mesmo manter as partes mais escuras da minha vida longe dele. ─ Por favor. ─ ele sussurra soando completamente destruído. ─ Você vai se deitar comigo? Ele balança a cabeça e tira a roupa, antes de vir para a cama comigo. Ele envolve seus braços em torno de mim e esse sentimento de segurança me dá a coragem que preciso. Engulo em seco e aperto meus olhos fechados. Odeio que isso seja algo que tenho que compartilhar com ele. Não quero que o que Thad fez para mim manche o que temos. Abro os olhos e olho para ele. ─ Minha vida foi incrível enquanto eu estava crescendo. Sei que meus pais verdadeiros sofreram, mas eles me deram a uma família que me amou e me queria. Seu rosto suaviza, e sua mão corre pelo meu cabelo e pelas minhas costas, me puxando para mais perto. ─ Você sabia que minha mãe não poderia ter mais filhos? ─ Pergunto.


Ele balança a cabeça negativamente e eu continuo. ─ Ela e meu pai tinham tentado ter mais crianças depois de ter Rory e Thad, mas apenas nunca aconteceu, então ela desistiu, apenas feliz por tê-los. Então, meu pai veio para ela um dia depois de falar com o meu pai e disse a ela sobre mim e a situação com meus pais. ─ Faço uma pausa e solto um suspiro. ─ Ela disse sim imediatamente. Ela estava animada para ter outro filho e ainda mais animada para ter uma filha. Minha vida era boa. Nunca houve um tempo em que senti que não era desejada ou como se não me amassem. ─ insisto, querendo que ele soubesse que isso não era culpa dos meus pais. Nada disso era culpa deles. Eles foram vítimas tanto quanto eu. ─ Entendo isso, Myla. Inspiro e expiro lentamente, reunindo a coragem para dizer o que tenho a dizer em seguida. ─ No meu décimo sexto aniversário, minha mãe e meu pai levou minhas amigas e eu para jantar. Aniversários eram sempre um grande negócio, mas era uma noite de escola e eu não teria minha festa até o fim de semana, de modo que eles queriam fazer algo pequeno até que chegasse o dia da festa. ─ levanto minha mão, traçando seu lábio inferior. ─ Lembro de me divertir muito naquela noite. Minhas amigas e eu estávamos todas loucas nesse ponto e meu pai sempre foi divertido, brincando que gostaria de convidar qualquer que um que fosse menino ali perto para a nossa mesa e nos apresentaria a ele. Meu pai era o melhor. Ainda é. ─ Ele é um bom homem. ─ ele concorda e me aconchego mais perto dele. ─ Essa foi a noite em que minha vida mudou... ou a vida que eu conhecia. Quando chegamos em casa, subi para o meu quarto, fiz a minha lição de casa e depois me preparei para dormir. Meu irmão Rory entrou e me contou sobre algum jogo que ele estaria nessa sexta-feira e confirmou que eu sabia o que estava acontecendo no fim de semana. Tínhamos todos os mesmos amigos, por isso a minha festa de aniversário ia acabar por ser mais do que apenas as meninas que eu convivia. Eu estava animada para ter a minha primeira festa de menino e menina, e Rory estava tão animado, porque ele tinha uma queda por uma das minhas amigas na época. ─ Não muito tempo depois que ele saiu, minha mãe e meu pai vieram e me beijaram dando boa noite como sempre fizeram. Eu estava deitada na cama pensando sobre como impressionante o meu dia foi, quando a porta se abriu e um pequeno feixe de luz brilhou mostrando apenas o contorno de uma figura. Eu nem estava com medo. ─ sinto as lágrimas encherem meus olhos e esfrego meu rosto contra seu peito.


─ Thad entrou, fechando a porta atrás dele, fazendo o quarto ficar totalmente escuro. Eu nem estava preocupada que ele não respondeu quando chamei seu nome, e nem sequer pensei em ficar nervosa quando ele veio e sentou na cama ao meu lado. ─ sussurro a última parte. ─ Pare! ─ Ele troveja, me fazendo pular. Mas não desisto. Eu não posso. Eu preciso que ele entenda. ─ Ele me estuprou durante três anos. ─ sussurro. ─ Não foi a cada noite, mas foram muitas vezes. ─ Ele está morto. Vou arrancar o fodido pau dele e alimentá-lo. Juro por Cristo, ele não vai estar vivo por muito tempo. ─ Ele disse que iria matar meus pais se eu lhes dissesse e acreditei nele. Eu odiava isso, mas eu não sabia o que fazer. Senti como se estivesse sozinha. ─ Sento e me afasto até que minhas costas atingem a cabeceira da cama. ─ Parei de ir bem na escola. Parei de me preocupar com a vida em geral. Tudo o que queria fazer era fugir. É por isso que, quando fui aceita na escola de culinária, aproveitei e corri. ─ Eu gostaria de ter sabido então. ─ ele rosna. ─ Me desculpe, não ter lhe dito. Simplesmente não podia, não importa quantas vezes eu tentei me convencer. ─ eu sussurro. ─ Agora eu sei. ─ ele sussurra de volta enquanto a mão na parte de trás da minha cabeça viaja para baixo sobre o meu cabelo e minhas costas para que ele possa me puxar para mais perto dele. Depois de alguns minutos, ele puxa meu rosto longe de seu peito e inclina a cabeça para trás para olhar para mim. ─ Vou buscar a minha mãe para que ela possa ficar com você enquanto eu estiver fora. ─ diz ele. Meu corpo imediatamente estremece. ─ Onde você está indo? ─ respiro em pânico. ─ Eu vou estar de volta. ─ Ele foge à minha pergunta enquanto tento agarrá-lo mais apertado. ─ Tenho que ir, Makamae. Eu estarei de volta. Prometo. ─ Ele beija meu cabelo, em seguida, me puxa para cima dele enquanto me esforço para manter minha posse sobre ele. Ele caminha até a porta, deixando-me na cama chorando. Poucos minutos depois, sua mãe entra, rasteja para a cama comigo e me segura até que eu durmo.


Kai

─ Levante-se e vista-se. ─ chuto a cama de Aye, em seguida, atravesso o quarto e faço o mesmo com a de Pika. Leva dois minutos para eles saírem de seus quartos vestidos e prontos para ir. Eu sabia no meu intestino o que estava acontecendo com Myla, mas não queria acreditar que algo tão fodido e horrível poderia ter acontecido com a minha linda menina. ─ O que está acontecendo? ─ Pika é o primeiro a perguntar enquanto ele enfia a arma na parte de trás de sua calça jeans. ─ Preciso que vocês dois me ajudem a rastrear Thad. ─ O que aconteceu? ─ Aye pergunta, mas quando meus olhos se encontram os de Pika, vejo entendimento. ─ Falaremos no carro. ─ murmuro, indo em direção à frente da casa. Sei onde Thad estava algumas horas atrás quando o vi e não quero perder a oportunidade de chegar a ele, enquanto puder. E desde que ele sai com Paulie Jr. há uma boa chance de que ele iria escondê-lo se ele descobrisse que eu estava procurando por ele. ─ Agora você quer me dizer o que está acontecendo? ─ Aye pergunta assim que estamos no carro indo em direção ao centro. ─ Foda-se! ─ grito, batendo no volante quando uma nova onda de raiva começa a bombear todo o meu corpo. ─ O que vou dizer a vocês nunca vai deixar esta merda de carro. Entenderam? ─ digo com os dentes cerrados. ─ Entendemos. ─ Aye diz suavemente. Vejo Pika acenando com o canto do meu olho. ─ Sei que cada um de vocês tem estado em torno desde quando Thad apareceu, e sei que vocês já viram a reação de Myla até mesmo com seu maldito nome. ─ começo, tentando tomar uma respiração calmante enquanto sinto minhas mãos agarrarem o volante com tanta força que a borracha compacta sob o meu toque. ─ Ele a estuprou.


Ouço minha voz falhar e sei que estou à beira de perder o controle. Sabendo que a minha mulher, a mulher que eu amo, a mãe dos meus filhos, sofreu nas mãos de alguém como ele, faz meu peito se abrir. ─ Você não pode estar falando sério, porra! ─ Aye grita, socando a parte de trás da minha cadeira com tanta força que vou para a frente a partir do golpe. ─ Ele está morto. ─ Pika range. Paro o carro no meio da estrada e viro para que possa olhar para ambos. ─ Ele é meu. A única maneira que vocês têm uma chance com ele é se algo der errado e eu não puder acabar com ele eu mesmo. ─ Nós dois nos preocupamos com ela. ─ diz Aye, mas balanço minha cabeça. ─ Ele é meu. ─ Reitero, e ambos acenam relutantes. Ligo o carro e sigo para o armazém em que estávamos quando encontrei Thad antes. O parque de estacionamento está vazio, exceto por uma grande van branca e sei imediatamente que eles estão aqui apenas para fazer a limpeza. Pego meu telefone e envio uma mensagem para Kenton para lhe dizer que estou descontando o marcador. Seu homem, Justin, será capaz de me conseguir o que preciso de informações quase que instantaneamente. Demora menos de um minuto para receber uma mensagem de volta de Kenton e menos de três para Justin enviar tudo o que preciso saber sobre Thad. Envio uma mensagem em resposta, deixando-o saber que a oferta que dei a ele um ano atrás, ainda vale. Tentei fazer o garoto vir trabalhar para mim, mas ele não se mexeu. Sua resposta de, Desculpe Charlie, quase me fez rir. Tenho que respeitar isso, porque a lealdade é rara nos dias de hoje. Ligo o carro e sigo para a Strip14. Thad usou seu cartão de crédito lá há vinte minutos e com base na quantidade que retirou, ele estava sentado em uma mesa. ─ Ele está no Bellagio.15 ─ digo, em seguida, olho no espelho retrovisor. ─ Aye, ele não conhece você, então preciso que você chegue perto dele, uma vez que estamos lá dentro. ─ Qual é o plano? ─ Pergunta ele, estalando os dedos. ─ Vou encontrar uma mulher que vai me ajudar a levá-lo para fora. ─ Onde você me quer? ─ Pika pergunta.

14

Rua de Las Vegas. Conhecida pelos seus cassinos.

15

Hotel e cassino de Las Vegas.


─ Preciso de você no carro. ─ digo e ele concorda. Nós dirigimos o resto do caminho em silêncio. Cada cenário está passando na minha cabeça. Não vai ser fácil tirá-lo sozinho, mas conheço homens como ele e se posso fazer uma oferta doce o suficiente, ele não será capaz de resistir. Quando estacionamos na frente do hotel, Pika chega e pula atrás do volante enquanto Aye e eu fazemos nosso caminho para dentro. ─ Mande uma mensagem quando você o avistar. ─ digo à Aye enquanto vou na direção do bar. Leva menos de dez minutos para encontrar duas mulheres que estão mais do que felizes em aceitar minha oferta. Digo que um dos meus amigos da fraternidade está na cidade e nós vamos brincar um pouco com ele. No início, elas estão um pouco inseguras, mas depois que eu pego um maço de dinheiro e elas estão mais do que dispostas a jogar junto. Demora mais dez minutos para receber uma mensagem de Aye sobre onde Thad está e assim como eu adivinhei, ele está sentado em uma das mesas de blackjack16. Envio as duas meninas para ele e elas fazem exatamente o que pedi, ambas flertando e sussurrando em seu ouvido. Mesmo do outro lado da sala, posso ver que ele está comendo essa merda. Eventualmente, elas convencem-no a ir para fora com elas e sei o momento exato em que isso acontece, porque ele puxa uma das meninas no colo dele e agarra a outra pela parte de trás da cabeça dela, beijando-a, em seguida, forçando a boca dela para a amiga. Todos eles encontraram seu caminho para fora do cassino enquanto Aye e eu seguimos atrás deles e garantimos que eles permaneçam no curso. Uma vez que estão fora, as meninas fazem exatamente como eu disse e levam-no para a parte de trás do SUV, fechando as portas. Depois de alguns segundos, faço o meu caminho e abro a porta traseira, entrando. ─ Que porra é essa? ─ Thad grita enquanto as duas meninas arrastam-se para fora pela outra porta. Aye entra para sentar do outro lado de Thad, que está no processo de puxar as calças para cima. ─ Onde? ─ Pika pergunta enquanto se afasta do meio-fio. ─ Casa de Dino. ─ digo a ele e ele balança a cabeça dirigindo para a estrada principal.

16

Jogo de cartas, conhecido no Brasil por 21.


─ Perguntei que porra é essa? ─ Thad grita. Aye coloca o braço em volta dos seus ombros e puxa-o de volta para ele. ─ Tire sua camisa. ─ digo a ele. Ele olha para mim como se eu fosse louco enquanto o peso da situação começa finalmente se estabelecer. ─ Eu disse... tire sua camisa! ─ rujo. Ele segura as mãos para cima na frente dele, desabotoa a camisa e desliza entregando-me. Coloco a camisa no meu colo e começo a tirar minhas abotoaduras. Então arregaço as mangas da minha para própria camisa. ─ Eu não tenho um fio. ─ ele me diz. Ri na cara dele. Então puxo minha faca, esfaqueio-o no estômago duas vezes antes de pressionar a camisa em seu estômago para estancar o fluxo de sangue. ─ Você acabou de me esfaquear. ─ ele sussurra. Levanto seu rosto para que ele esteja olhando para mim e não para o sangue que agora está manchando a camisa de vermelho. ─ Eu vou matar você esta noite. Vou te machucar até que você, eventualmente, desmaie da perda de sangue, mas então vou acordá-lo e alimentá-lo com seu próprio fodido pênis até sufocá-lo antes de levar seu corpo morto, sem vida, para o deserto onde as porras de animais selvagens vão lutar com o que sobrou de você! ─ rosno enquanto minha mão em sua mandíbula aperta a tal ponto que a dor e compreensão enchem seus olhos. ─ Ela disse a você. ─ diz ele. Inclino para frente até nossos narizes se tocarem. ─ Sim, ela me disse. ─ digo e, em seguida, inclino para trás o suficiente dar com o cotovelo na cara dele. Seu corpo despenca para a frente e limpo as mãos antes de girar para longe dele e olhar para fora da janela. Fui criado para fazer isso. Cada célula do meu corpo sabe exatamente o que precisa ser feito, todas elas preparadas para o que está por vir, e quando acabar, sei que vou para casa, para minha esposa e dizer que ela nunca tem que ter medo de novo, porque matei seu demônio.


Rolo minha janela para baixo assim que estacionamos na frente da casa de Dino. Sua porta da frente se abre e ele sai para a varanda. Dino tem cerca de 136 quilos, 2m, com uma cabeça careca. Assim que ele percebe quem é, ele põe a espingarda para descansar em seu ombro. ─ Não vi você em um tempo. ─ diz ele, olhando para os ocupantes do carro. ─ Tem sido um tempo. ─ confirmo. Dino tem uma casa no deserto de duas centenas de acres. Cerca de 15 anos atrás, ele havia construído abrigos no solo ao redor de sua propriedade. Esses abrigos são à prova de som e com segurança fechada, o lugar perfeito para matar alguém e levar o seu tempo fazendo isso. ─ Preciso de um quarto hoje à noite. ─ digo, saindo do SUV e caminhando até a varanda. ─ Claro que sim. ─ Ele me cumprimenta com um aperto de mão e acena para Pika segui-lo. ─ Vou levar vocês até lá. ─ ele murmura, entrando em um jipe, enquanto caminho de volta para o SUV e subo no banco da frente. ─ Este lugar é foda de assustador. ─ Aye murmura enquanto nós dirigimos através do deserto. De vez em quando, nós dirigimos passando por uma parte de areia que tem uma luz vermelha que pode ser vista saindo da terra, a luz significa que a sala está ocupada. Há apenas uma razão para vir aqui. Depois de dirigir por cerca de trinta minutos, chegamos a uma parada, e Dino sai de seu jipe e eu encontro-o na porta do abrigo. ─ Você conhece as regras. Você está trancado até me chamar. Há roupas e suprimentos lá dentro e certifique-se de deixar as chaves no carro para que eu possa mandar alguém vir buscá-lo. ─ Entendi. ─ resmungo. Ele abre a porta e o cheiro de materiais de limpeza bate no meu nariz. Inalo uma última lufada de ar limpo antes de entrar no quarto atrás de Pika e Aye, que estão transportando Thad. ─ Chame quando você terminar. ─ diz Dino, fechando a porta e trancando-a atrás de nós. Pelas próximas seis horas, o torturei até que ele não podia sequer levantar sua cabeça por conta própria. Então cortei seu pau e empurrei-o em sua garganta como eu disse a ele que faria. Chame-me de mal, mas quando andei longe de seu corpo sem vida, me senti mais limpo. Houve um último pedaço de merda no mundo predando os inocentes.


Quando chegamos em casa, fui para o nosso quarto e entrei no chuveiro antes de ir para a cama com Myla. No momento em que me deitei, seu corpo curvou-se contra o meu e ela olhou para mim com lágrimas nos olhos. ─ Está feito. ─ digo a ela. Seus belos olhos se fecham e ela se inclina para frente, pressionando um beijo no meu peito. Eu recolho-a mais perto de mim e com ela envolta em meus braços e minha mão em sua barriga, sinto meu filho mexendo pela primeira vez. ─ Ele se mexeu. ─ sussurro admirado, esperando ver se posso senti-lo novamente. ─ Ele vem fazendo isso a noite toda. É quase como se ele estivesse tentando me dizer que tudo vai ficar bem. ─ ela sussurra. Exalo um longo suspiro. ─ Você não tem nada a temer agora, Makamae. ─ digo a ela. Ela acena com a cabeça no meu peito, e espero, escutando enquanto sua respiração se equilibra antes de segui-la para dormir.


Capítulo 16 Redenção Estamos em casa de Las Vegas há três semanas e eu sei que pode me fazer uma pessoa horrível, mas sabendo que Thad está morto e nunca pode me machucar novamente ou qualquer outra pessoa, faz-me sentir mais leve. Ainda me senti mal pelos meus pais quando me ligaram para dizer que ele tinha desaparecido. Eu sei que eles estavam com o coração partido pela perda de seu filho. Eu queria dizer o tipo de monstro que ele era, para fazê-los entender que não deveriam chorar sua perda, mas sei que, no fim, isso não importa. Ele pagou com sua vida por seus crimes. Eu mesma tenho coragem suficiente para falar com o meu irmão Royce, e mesmo que a conversa foi um pouco estranha, me senti bem por falar com ele. Meu relacionamento com Kai também mudou desde que voltei para o Havaí. O muro que tinha estado nos mantendo separados finalmente desmoronou. Ele agora sabia tudo que havia para saber sobre mim e agora sei que ele vai estar lá para me ajudar a lutar contra todos os demônios que eu possa ter. Silenciosamente me deito aqui, olhando para o mar, desejando dormir, mas não consigo superar a sensação de que algo vai acontecer. Eu sei que algo está se formando. Não sei o que é, mas a energia ao longo dos últimos dias mudou e Kai está mais ansioso do que antes, mas cada vez que trago o assunto, ele explica que quando for a hora certa, ele vai compartilhá-lo comigo. ─ Preciso sair por um par de horas, amor. ─ diz Kai, entrando na sala, onde estou deitada, tentando tirar um cochilo. Viro a cabeça no travesseiro e olho, notando que ele parece preocupado. ─ Você quer que eu vá com você? ─ Pergunto. Ele balança a cabeça, inclina sobre mim e dá um beijo em meus lábios. Quando ele levanta, seus dedos acariciam minha bochecha. ─ Não vou demorar. ─ diz ele, mas a ansiedade que vejo em seus olhos faz a preocupação em meu peito expandir. ─ Está tudo bem?


─ Tudo Bem. Você simplesmente descanse. Estudo seu rosto e noto que sua mandíbula parece apertar. ─ Eu te amo. ─ digo a ele enquanto levanto minha mão para correr meus dedos por sua mandíbula. Seus olhos suavizam e seu rosto muda um pouco. ─ Eu também te amo. Eu estarei de volta. ─ ele diz, e desta vez, ouço a convicção em sua voz quando as palavras deixam sua boca. ─ Nós estaremos aqui esperando por você. ─ digo a ele em vez de fazer o que eu realmente quero fazer, que é unir-me a ele, dificultando para ele sair sem levar-me com ele. Seus lábios pressionam os meus enquanto sua mão se move para a minha barriga uma última vez antes dele sair da sala. Olho para o relógio e depois para Pika, que está comigo desde que saí da cama mais cedo. Quando percebo que ele está olhando para o relógio, bem, desisto e pego o telefone. Nunca tinha ligado para Kai quando ele diz que vai estar trabalhando, mas agora, preciso ter certeza de que ele está bem para que o sentimento em meu estômago, esperançosamente vá embora. Envolvo um braço em volta da minha cintura e, então usei a outra para discar seu número antes de colocar o telefone no meu ouvido. Meus olhos ficam parados em Pika, e posso ver que ele está esperando ter algum alívio também. ─ Kai. Meu coração voa e então cai no chão quando percebo que é apenas a mensagem para o seu correio de voz. ─ Ei, eu... eu só queria ter certeza que você está bem. ─ Faço uma pausa e solto um suspiro trêmulo enquanto minha cabeça cai para a frente e lágrimas enchem meus olhos. ─ Por favor, venha para casa. ─ sussurro e então desligo. ─ Ele não respondeu. ─ digo à Pika e coloco o telefone sobre o balcão. ─ Tenho certeza que ele está bem. ─ Eu também. ─ concordo com o coração quebrado. ─ Ele provavelmente está em algum lugar onde não pode responder. ─ diz ele, tentando convencer ambos, mas assim enquanto aceno, o poço no fundo do meu estômago fica maior.


Atendo telefone fixo da casa quando ele toca uma vez, na esperança de que é Kai me dizendo que está bem e a caminho de casa. ─ Alô? ─ Querida, Meka está a caminho até você agora, e Bane e eu estamos no nosso caminho. ─ diz Leia. ─ O que aconteceu? ─ Pergunto, enquanto as lágrimas começam a encherem meus olhos. Eu sei que tudo o que ela vai dizer vai me rasgar. ─ Eu não sei. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. Depois que você me ligou, fiquei preocupada, então pedi à Bane para investigar o que Kai estava fazendo. ─ ela sussurra. ─ Ele descobriu que Kai foi encontrar alguém no iate dessa pessoa. Bane fez Kai prometer que iria chamar em uma hora, e quando nós não ouvimos nada de volta dele, Bane chamou a guarda costeira. Disseram que um pedido de socorro foi enviado e quando a Guarda Costeira chegou no local, apenas pedaços do barco foram deixados. Eles acham que houve algum tipo de explosão. ─ Não. ─ fecho meus olhos e meu estômago mergulha enquanto tento evitar ficar doente. ─ Eles estavam procurando, mas até o momento, não foram encontrados quaisquer sobreviventes. ─ ela chora, e entro em colapso no sofá atrás de mim. ─ Nós estamos indo até a estação e ver se podemos obter quaisquer informações a mais. ─ diz ela, mas suas palavras começam a soar distorcidas, como se eu estivesse debaixo d'água. Sinto o telefone deslizando da minha palma e ouço Aye perguntar por Bane, mas depois disso, tudo se torna um borrão até eu ouvir o meu nome sendo gritado. ─ Myla! Levanto de onde estava sentada no sofá quando Meka vem correndo para a sala de estar. ─ Oh, Deus! ─ ela choraminga, correndo em direção a mim com lágrimas escorrendo pelo rosto. ─ Não. ─ respiro, mesmo depois que acabei de falar com a mãe de Kai. Não quero acreditar que é verdade, mas não há como negar o olhar nos olhos de Meka quando ela olha para mim. ─ Eu sinto muito. ─ ela chora mais e meu peito comprime sob o peso da devastação que sinto. Meus joelhos desistem e caio no chão quando um soluço rasga do meu peito. Sinto-a envolver os braços delgados em torno de mim e as lágrimas se infiltram através da camisa que estou vestindo. Não sei quanto tempo ficamos lá no meio da sala de estar chorando, mas depois de algum tempo, sinto Pika e Aye nos puxar para longe uma da outra.


Aye me ajuda a sentar no sofá, justamente quando a mãe e o pai de Kai entram e uma nova onda de lágrimas caem dos meus olhos. ─ Querida. ─ diz Leia, vindo sentar ao meu lado. Suas mãos vão em torno de mim e sei que ela não está aqui para me dar uma boa notícia. Leva tudo em mim para me concentrar na respiração, para me lembrar que tenho que respirar para o nosso filho. Não posso nem começar a pensar em como vou fazer isso sem Kai. Não sei como vou viver quando tenho que dizer adeus à minha alma. ─ Nós nem sequer escolhemos um nome. ─ sussurro olhando para o oceano, que está ficando laranja enquanto o sol começa a se definir. ─ O que, querida? ─ A mãe de Kai pergunta, usando sua mão no meu rosto para virar meu rosto em sua direção. ─ Nós nem sequer tivemos a chance de escolher um nome. ─ balanço minha cabeça. ─ Kai disse que queria esperar até depois que ele nascesse assim teríamos certeza ter um nome que lhe cabe, e agora, ele não vai estar aqui para dar o seu nome. ─ Oh, Myla. ─ ela sussurra. ─ Não pense nisso agora. Neste momento, apenas reze para que eles o encontrem. ─ Ela engasga na última parte e posso ver isso em seus olhos que ela nem sequer acredita que eles vão encontrá-lo. ─ Vou ficar doente. ─ levanto, saio correndo da sala e vou ao banheiro, o conteúdo do meu almoço subindo pela garganta. Espero até que a náusea passe antes de levantar e ir até a pia espirrar um pouco de água no meu rosto. O reflexo olhando para mim quando olho no espelho não é um que eu já vi antes, nem mesma durante os piores anos da minha vida. Não, a menina olhando para mim parece sem vida. ─ Posso entrar? ─ A voz vem do outro lado da porta, junto com uma batida silenciosa. ─ Estou indo. ─ digo num sussurro rouco. Sinto minha garganta como se estivesse pegando fogo de tanto chorar e a passagem de ar parece muito apertada até mesma para tomar uma respiração completa. Assim que abro a porta, fico cara a cara com Aye, que me olha da cabeça aos pés antes de me puxar para um abraço. ─ Ele é um lutador. ─ ele me diz.


Aceno, porque isso é verdade. Não sei o que aconteceu naquele barco, mas se houvesse uma maneira de Kai sair vivo, ele iria, mesma que isso significasse nadar até a costa. Aye me leva de volta para a sala de estar e me coloca em uma cadeira. Ele sai e depois volta, alguns minutos depois, com uma xícara de chá e algumas bolachas de água e sal antes de sair para estar com Pika. Olho para os meus dois rapazes e fecho meus olhos quando vejo não só eles me olhando com preocupação, mas também a dor que sinto refletida nos seus olhos ao pensar que eles perderam o seu amigo. Todos nós nos sentamos ao redor da sala até que a guarda costeira chama para dizer que eles estão encerrando as buscas à noite devido a uma tempestade que estava fazendo lentamente seu caminho para praia. Perco-me novamente. A ideia do meu lindo marido no meio do oceano, com a única ajuda disponível incapaz de alcançá-lo, me faz perder o pequeno fio de esperança que estava segurando. ─ Querida, por que você não tenta dormir um pouco? Olho do oceano para a mãe de Kai e balanço a cabeça. ─ Você precisa descansar. ─ diz ela suavemente enquanto seus olhos vão para a minha barriga. ─ Ok, mas venha me avisar se você ouvir qualquer coisa por favor. ─ digo a ela. Ela acena com a cabeça. Assim que chego ao nosso quarto e abro a porta, sou bombardeada com seu cheiro e uso toda minha força para não virar e correr. Fecho a porta atrás de mim, em seguida, vou até o armário e retiro uma de suas camisas, segurando-a contra nariz e percebo que, apesar de seu cheiro estar persistente no material, não cheira completamente como ele. Deixo cair a camisa no chão, vou até seu armário e encontro sua camisa de ontem, uma que ele colocou de lado para ser lavada a seco. Coloco-a no meu nariz e inalo uma baforada de seu cheiro, prendendo a respiração até que eu sinta a cabeça leve. Só deixo ir, quando tiro minha roupa e visto sua camisa. Vou até a nossa cama, puxo as cobertas para trás, ponho o telefone na mesa de cabeceira, então subo na cama, trazendo as cobertas para cima, sobre minha cabeça enquanto disco o seu número de telefone. Seu nome é a única coisa que ele diz, mas o som de sua voz, repetindo mais e mais, eventualmente, me acalma e durmo. ─ Makamae. ─ ouço o sussurro enquanto sinto um dedo correr pela minha bochecha. Aconchego-me mais perto do cheiro e do calor, não querendo acordar, se isto é um sonho.


─ Acorde. ─ Desta vez, a voz está perto do meu ouvido, o que provoca arrepios ao longo da minha pele. ─ Kai? ─ sussurro, não querendo abrir os olhos. ─ Myla. Sinto dedos correndo até minha coxa e uma mão grande curvando em torno da minha bunda. Meus olhos se abrem e uma mão cobre minha boca quando começo a gritar. ─ Shh. Está tudo bem. Eu estou aqui, mas preciso que você fique quieta. Concordo com a cabeça e ele tira a mão da minha boca. Olho para ele com apenas a ajuda da luz da lua. ─ Estou sonhando? ─ sussurro. Ele balança a cabeça e então vejo que ele tem alguns arranhões no rosto. ─ Oh meu Deus, você está machucado. ─ tento me sentar e acender a luz, mas ele me prende na cama. ─ Estou bem. Apenas alguns arranhões. ─ O que está acontecendo? ─ Pergunto quando percebo que ele está agindo de forma estranha. ─ Ninguém pode saber que estou vivo, Myla. Ainda não. ─ ele sussurra e sinto a dor cortar meu peito. ─ O quê? Por quê? ─ Tenho a oportunidade perfeita para fazer uma jogada. Todo mundo que estava envolvido no que aconteceu ontem, acredita que estou morto. Eles não estarão me esperando. ─ Sua mãe e sua família? ─ sussurro, enquanto as lágrimas começam a encher meus olhos novamente. ─ Sei que isso vai ser difícil para você fazer, mas preciso de sua ajuda. ─ diz ele em voz baixa. Eu sei que ele não pediria para fazer isso se ele não precisasse, mas isso não significa que vai ser fácil mentir para as pessoas que sei que estão completamente desoladas com o fato de que acham que seu filho, irmão e amigo está morto. ─ Eu tinha que te ver antes de sair, mas você não pode dizer a ninguém, Makamae. Ainda não. ─ ele sussurra. Eu sei que este é ele falando comigo. Este é ele sendo honesto. Esta é a coisa que eu precisava dele o tempo todo, então agora, tenho que provar que posso lidar com isso.


─ Não vou contar a ninguém. ─ dou um beijo em seu peito e a sensação quente de sua pele contra os meus lábios provoca uma sensação que pensei que nunca iria sentir novamente. Sua mão viaja para baixo sobre a curva da minha bunda e ele me puxa para mais perto dele, tão perto que posso sentir sua ereção contra a minha barriga. ─ Kai. ─ assobio. Ele me rola sobre minhas costas. Seus quadris se estabelecem entre as minhas coxas e seus braços vão para a cama em ambos os lados de mim, certificando-se de manter seu peso fora de minha barriga. ─ Eu te amo. ─ ele sussurra ferozmente, logo antes de sua boca tomar a minha e seu gosto explodir em minha língua. Levanto minhas mãos e corro meus dedos por seu cabelo enquanto beijo-o de volta com tudo o que tenho, tão grata que sou capaz de ter isso com ele, que ele está aqui comigo agora. Ele puxa a boca da minha e beija por meu queixo e pescoço antes de se afastar o suficiente para abrir os botões de sua camisa. Assim que estou exposta a ele, sua cabeça cai e sua língua lambe meu mamilo antes que ele o puxa em sua boca, chupando duro, então faz o mesmo com o outro. Meu corpo começa a murchar debaixo dele enquanto luto muito para não gritar seu nome. Ele lentamente lambe pelo meu corpo. Cada polegada de pele que ele toca parece que está diretamente ligado ao meu núcleo. Quando ele lambe toda a parte superior do meu osso púbico, mordo meu lábio com tanta força que sinto gosto de sangue na boca. ─ Você cheira tão bem, Makamae. Doce, como abacaxi. ─ ele geme. Em seguida, segura os dedos afastando os lábios de minha boceta deixando-a aberta e sua língua começa a lamber meu clitóris antes que ele o puxe entre os lábios. Meus quadris começam a moer enquanto ofego. ─ Por favor. ─ Por favor, o quê? ─ Ele pergunta. Então um dedo circula lentamente em volta da minha entrada, enquanto a língua continua a me atormentar. ─ Preciso de mais. ─ imploro, olhando para baixo em meu corpo para ele. Seus olhos encontram os meus e ele introduz dois dedos dentro de mim, apenas para retirá-los segundos depois.


─ Não pare! ─ grito. Sei que vou gozar no minuto em que os dedos tocarem aquele lugar dentro de mim que ele parece ser o mestre em encontrá-lo. Sua boca trava no meu clitóris e seus dedos na minha entrada mergulham e saem, a sensação começando com uma queimadura lenta. ─ Tão perto. ─ diz ele. Aceno, ou acho que aceno; tudo parece embaçado. Então explodo quando os dentes arranham meu clitóris e os dedos me enchem, ambos trabalhando em sincronia me levando a borda e no último segundo, cubro minha boca com a mão, abafando o grito que rasga do meu peito. Sinto-me tonta e leva um momento para voltar a mim, mas quando faço, Kai está nu e seus quadris estão entre as minhas pernas. No momento em que nossos olhos se encontram, ele força dentro de mim, me enchendo com um longo ataque. Minhas pernas levantam e enrolam em torno de sua cintura e minhas mãos viajam até suas costas. Vejo como seus olhos ficam mais escuros antes de sua cabeça cair e ele me beijar de novo, sua língua em torno da minha enquanto seus quadris giram, mudando o ângulo dentro de mim em cada estocada. Gemo em sua boca e pressiono os calcanhares em suas costas, levantando meus quadris para cima para encontrá-lo em cada impulso. Seu ritmo pega e sua boca deixa a minha, de modo que, ele pode lamber meu pescoço e então ele inclina e puxa um mamilo em sua boca, fazendo-me virar minha cabeça e morder o travesseiro para evitar gritar. Cavo minhas unhas em suas costas e uso como alavancagem para foder com ele, levando-o todo o caminho até o fim cada vez, cada impulso batendo esse ponto dentro de mim que me faz ver estrelas. ─ Vou gozar. ─ suspiro. ─ Deixe-me senti-la. Deixe-me sentir você me ordenhar. ─ ele geme e eu levanto a cabeça e mordo seu ombro quando meu orgasmo irrompe através de mim. Começo a voltar para mim mesma quando sinto seus quadris ondularem e seu rosto ficar no meu pescoço, onde ele geme sua libertação. Eu me envolvo mais apertada em torno dele e ele muda um pouco para o lado, puxando seu peso fora de mim. Deito lá admirada, sabendo que, mais cedo esta noite, pensei que nunca mais teria isso de novo. ─ Como você saiu do barco? ─ Pergunto quando minha mente começa a clarear. ─ Fodido Frank. Juro que ele não escuta, mas desta vez, estou feliz que ele ignorou minha ordem. Ele sabia com quem eu estava me reunido e insistiu em nos seguir em outro barco. Eu lhe disse:


'Absolutamente não', porque não queria que os caras com quem eu estava vissem-no e ficassem assustados, mas para minha sorte, ele me ignorou. ─ Ele faz uma pausa e passa a mão pelo meu rosto. ─ Quando saímos para o mar aberto, os rapazes pularam fora do barco, deixando-me sozinho no iate. Chamei por socorro, mas sabia que algo estava acontecendo, então tirei todas as minhas roupas e entrei na água logo antes do barco explodir. Poucos minutos depois que isso aconteceu, Frank apareceu em um pequeno barco, parecendo presunçoso. Eu disse-lhe, então, que ninguém poderia saber que estou vivo. O plano estúpido deles para me matar e Frank ignorando minhas ordens, me deu a oportunidade perfeita para finalmente limpar uma situação que tem precisado da minha atenção por um tempo. ─ diz ele com cuidado. ─ Você tem que voltar para mim quando isto acabar. Eu preciso que você esteja lá quando o nosso pequeno homem nascer para que você possa dar o seu nome. ─ digo, enquanto as lágrimas enchem meus olhos. ─ Vou estar aqui para isso. ─ ele promete, e seus quadris começam a girar enquanto ele sacode dentro e fora de mim lentamente. Ele deixa cair sua testa na minha até que ambos gozamos, meu orgasmo me bate lentamente enquanto o sentimento se espalha pelo meu corpo, fazendo com que todo o meu ser pareça pesado e fazendo com que meus olhos fechem bem antes de eu ouvir Kai sussurrar. ─ Eu te amo. Murmuro as palavras de volta para ele, e então sinto-o fechar o botão da minha camisa e me cobrir. Sinto algo deslizar em meu dedo antes de adormecer. Quando acordo de manhã, a noite anterior volta para mim e as lágrimas começam a encher meus olhos quando não vejo Kai comigo, mas então me torno consciente da umidade entre minhas pernas e puxo sua camisa longe do meu peito, vendo que ele deixou mordidas de amor ao redor dos meus mamilos. Deito de volta e rezo para que ele volte para mim em breve. Rolo e começo a dobrar minha mão debaixo da minha bochecha quando percebo que o anel que uso agora tem uma banda que não estava lá antes, escondida próxima a ele. Este é o mesmo de ouro como o original, mas em volta de toda a banda tem diamantes redondos. Deslizo o anel do meu dedo e fico observando-o, mas, então uma inscrição no interior chama a minha atenção.

M & K ─ Esta é a nossa história.


Lágrimas enchem meus olhos enquanto deslizo o anel de volta no lugar. Ele está certo. Esta é a nossa história; e nossa história está apenas começando.


Capítulo 17 Atirador Kai Saio do vôo e luto todo o caminho em direção à saída. Não tenho voado em voos comerciais em anos e tinha esquecido que é um pé no saco. Eu sabia que, se queria chegar a Vegas sem ser reconhecido, precisaria fazer algumas mudanças. A primeira mudança foi raspar o meu cabelo completamente e trocar meus ternos por jeans e camiseta para que eu pudesse combinar com a aparência do meu novo ID. O segundo estava voando como qualquer outro cidadão de classe média. Eu tinha que ter certeza que todo mundo que conheço ainda acredite que estou morto. Crescendo, aprendi desde cedo que, se a oportunidade se apresenta, você tem que aproveitá-la imediatamente, de modo que é exatamente o que fiz ontem. ─ Então, como é que vamos entrar? ─ Frank pergunta, puxando um par de óculos escuros sobre os olhos. Olho para ele e pergunto mais uma vez como diabos ele me convenceu a deixá-lo vir. ─ Eu disse que você está hospedado no hotel. ─ murmuro, andando no sol quente de Las Vegas. ─ Eu te salvei ontem. ─ ele me lembra, pela centésima vez, e rangi meus dentes juntos em aborrecimento. Ele me salvou. Ele também ajudou, sem saber, a orquestrar o plano perfeito, um que até que o navio que eu tinha estado explodiu fazendo todo mundo acreditar que eu estava morto, nunca teria sido possível. Paulie Jr. não tinha ideia de que os idiotas que ele tinha enviado para me matar iam ser os que me ajudarão na sua morte. ─ Você não está vindo. ─ digo, enquanto olho ao redor para Sven. ─ Você vai deixar um cara que você não conhece realmente ajudá-lo a fazer isso, mas não o homem que esteve com você toda a sua vida? ─ Ele balança a cabeça, resmungando algo sobre como minha mãe deveria ter me criado melhor. Ignoro e continuo caminhando. Então avisto Sven parado ao lado de um pequeno carro esporte.


─ E aí cara? Como tem passado? ─ Sven nos cumprimenta assim que estamos perto. ─ Bem. Como estão as coisas? ─ aperto sua mão e coloco minha pequena bolsa no banco de trás. Então, inclino para frente no assento para que o tio Frank possa entrar. ─ Você tem que estar brincando comigo. ─ Tio Frank se queixa, olhando para o banco, em seguida, de volta para mim. ─ Me desculpe, cara. Minha assistente está usando meu outro carro, então tive que vir com este. ─ Sven pede desculpas enquanto meu tio enfia-se no pequeno banco de trás, em seguida, compreende que coloquei o banco da frente na posição para que eu possa entrar. ─ Apenas a ignore-o. ─ digo a Sven uma vez que estamos todos no carro. ─ Nós ainda temos algum tempo para matar, então percebi que todos nós poderíamos ir para minha casa e falar sobre os detalhes antes de fazer o que você veio aqui fazer. ─ diz Sven. Concordo com a cabeça, em seguida, pergunto a ele sobre seu clube, que fica perto da área do centro da cidade que Paulie Sr. recentemente começou a correr com as drogas. Ele me diz que as drogas começaram recentemente a se infiltrar em seu clube e, algumas mulheres que estavam no clube ficaram viciadas. Quando ele foi à polícia, ele teve um corpo morto e uma nota dizendo-lhe para calar a boca na sua porta da frente. Quando estaciona em sua casa, estou um pouco surpreso com a normalidade da área e a casa. Eu sei que Sven tem dinheiro, e um monte, portanto, o fato de que ele está vivendo em um bairro me faz levantando uma sobrancelha. ─ Tenho uma cobertura, mas recentemente tenho ficado aqui. ─ resmunga, desligando o carro. Saio e então inclino o assento para frente para que Frank possa sair antes de pegar minha bolsa no banco de trás e seguir Sven nos degraus da frente e entrar na casa. A casa é grande. No momento que entro, estou em um grande foyer que tem uma escada circular levando até o andar de cima, depois há uma biblioteca para um lado e uma sala de estar para o outro. ─ Deixe-me ver se Mag está em casa. ─ murmura Sven. Nós seguimos atrás dele através da sala de estar depois chegamos a uma cozinha grande, aberta e que tem uma pequena sala de jantar ao lado. ─ Ah bom. Você está aqui. Tenho toda a porcaria que você pediu. ─ uma voz de mulher diz assim que caminhamos ao virar a esquina.


Imagino quem seja ela. Seu cabelo é castanho escuro e vai até o meio de suas costas. Ela é um pouco gordinha, mas ela tem curvas em todos os lugares certos. ─ Carne não é uma porcaria, Mag. ─ diz Sven, mas posso ver suavidade em seus olhos quando ele olha para ela. ─ Pare de me chamar de Mag. É Maggie, pela milionésima vez, e carne é nojenta. ─ Ela balança a cabeça, então gira em torno para olhar tio Frank e eu quando ela percebe que estamos parados lá. O rosto dela é suave e redondo, mas a cor de seus olhos é o que a faz ser linda. Eles são tão claros que se parecem com mel. ─ Você tem zero de boas maneiras. ─ Ela olha para Sven novamente enquanto o repreende, então olha para nós e seu rosto se transforma e um sorriso ilumina seu rosto. ─ Ele é rude. Me desculpem por isso. Eu sou Maggie, assistente desse cara. Prazer em conhecer vocês. ─ Ela aperta minha mão, em seguida, a de Frank, que segura a dela e a puxa mais perto. ─ Prazer em conhecê-la, Maggie. ─ meu tio diz, beijando-lhe a mão. ─ Ahhh, você é tão fofo. ─ Ela dá um tapinha em sua bochecha, então dá um passo a trás e olha para Sven. ─ Vou embora, tenho um encontro hoje à noite. Olho para Sven e sua mandíbula começa a assinalar conforme ele balança a cabeça. ─ Você precisa trabalhar esta noite. ─ ele diz a ela, mas sua mandíbula está tão apertada que estou surpreso que as palavras até mesmo saíram. ─ Eu não trabalho à noite. ─ Ela ri. ─ Tenham uma boa reunião. ─ diz ela enquanto caminha até o balcão, pegando sua bolsa antes de sair da cozinha com olhos de Sven colados à sua bunda. ─ Eu já volto. ─ ele rosna, então sai feito uma tempestade da cozinha atrás dela. Em seguida, ouvimos a porta da frente abrir e bater fechada. ─ Isso foi estranho. ─ diz Frank, mas tenho um sentimento de que sei o que está acontecendo. Sven parece o tipo de cara que poderia entrar em uma sala cheia de mulheres e escolher qualquer uma. Agora, a mulher que ele quer, não está caindo a seus pés, então ele não tem ideia do que fazer. Leva apenas alguns minutos para a porta da frente abrir de novo e ouvirmos o estrondo dele batendoa e Sven tempestear pela cozinha. ─ Ela me faz a porra de um débil mental. ─ ele rosna, caminhando até a geladeira e pegando uma cerveja. ─ Eu juro pela porra de Cristo que vou acabar sendo colocado em um hospital por causa do maldito estresse que ela me faz. ─ diz ele antes de inclinar a cerveja para trás e tomar um grande gole. ─ Você será capaz de lidar com esta noite? ─ Pergunto a ele depois de um momento.


Ele olha para mim e um olhar diferente enche seu olho. ─ Foda-se, sim. ─ ele murmura, e eu aceno uma vez. ─ Deixe-me mostrar seus quartos a vocês. ─ Ele caminha para fora da cozinha, em seguida, leva-nos lá em cima. ─ Vocês podem ficar nestes dois quartos. O quarto de Mag é no final do corredor ao lado do meu. ─ diz ele. Começo a rir porque ele está se preparando para ter problemas mentais, porra. ─ Você não tem que dizer. Já sei dessa porra! ─ Ele resmunga, em seguida, olha entre Frank e eu. ─ Vou tomar banho. Vamos nos encontrar lá embaixo em uma hora para falar qual é o plano para hoje a noite. ─ diz ele, passando a mão pelo cabelo antes de caminhar em direção ao seu quarto. ─ Esse garoto tem isso ruim. ─ murmura Frank, sacudindo a cabeça antes de entrar em seu quarto. Viro e vou para o meu quarto, fechando a porta atrás de mim. Quero ligar e verificar Myla, mas não posso até que isso seja feito. Eu iria deixá-la no escuro sobre o que aconteceu ontem, mas eu sabia que, se fizesse isso, ela iria ficar puta, não só sobre o que eu estava fazendo, mas que ela tinha sido forçada a acreditar que estava morto. Eu não poderia imaginar alguém me dizendo que ela estava morta e viver com essa notícia por até dez minutos. Ando até a janela, olho para fora e vejo Maggie em pé na calçada falando ao telefone enquanto olha para a casa. Meu primeiro instinto é que, de alguma forma, ela sabe quem eu sou, mas então vejoa limpar seu rosto e olhar para o céu, dizendo algo que só pode ser: "Ele é um idiota" antes de entrar em seu carro, bater à porta e sair da garagem. Deixo a janela e sento na cama, olhando para as minhas mãos e torcendo minha aliança de casamento em torno de meu dedo. Deslizo o anel do meu dedo e coloco-o no bolso. Em poucas horas, quando o colocar novamente na minha mão, todo o nosso futuro será diferente. Vai ser só nós. Espero mais alguns minutos, em seguida, vou lá para baixo, onde Sven e Tio Frank estão rindo na sala de estar assim que entro. Tio Frank tem essa qualidade sobre ele; ele sempre pode iluminar uma situação. E por mais irritado que ele me faz as vezes, ele é da família e ele realmente salvou minha bunda. ─ Pronto? ─ Pergunto. Sven levanta e nós caminhamos para a sala de jantar, onde ele tem alguns papéis espalhados sobre a mesa. ─ Justin fez algumas pesquisas e descobriu que Paulie está sempre na Steam às sextas-feiras. Acho que ele compra a seção VIP e ostenta quanto dinheiro ele tem. Ele está sempre com esses dois


caras. ─ Ele me dá uma imagem. ─ Esse cara está faltando, ─ aponta Thad ─ mas esse cara ainda está por aí. ─ Ele aponta para um homem que nunca vi antes. ─ Será que Justin encontrou qualquer informação sobre ele? ─ pergunto enquanto olho para a sua imagem. ─ Não. Acho que ele apareceu há um par de anos e ele e Júnior têm estado juntos desde então. Seu nome é Ivan. ─ Ele está disfarçado. ─ murmuro. ─ O quê? ─ Ele pega as imagens e segura para cima, olhando para elas. ─ Precisamos de outro plano, porque posso garantir que eles vão estar nesse clube juntos e se ele está disfarçado como você acha que está, não podemos arriscar que ele perceba nada. Sei que ele está certo. Sei também que o clube seria a melhor localização. Não só a sua guarda estará baixa, mas também, não haveria tantas pessoas em torno e o risco de ser visto seria mínimo. ─ O plano ainda está de pé. ─ digo a ele. Posso ver que ele não está convencido, mas é isso que fui criado para fazer. Muito antes de assumir para o meu pai, eu era o seu observador, os olhos na parte de trás de sua cabeça. Eu sabia exatamente o que alguém faria antes que eles fizessem isso, e esse tipo de condicionamento não vai embora. Falamos por mais alguns minutos antes de eu voltar para o quarto e me trocar. Coloco uma regata branca, uma camisa e mantenho o jeans que eu estava usando. Uma vez que estou pronto, Sven me encontra no térreo vestido semelhante a mim. ─ Tem certeza que não quer que eu vá? Posso esperar no carro. ─ Tio Frank murmura, acompanhando-nos até a porta. ─ Nós não estamos indo para o supermercado. ─ diz Sven. Balanço minha cabeça. ─ E se você precisar de apoio? ─ Não precisaremos. ─ asseguro enquanto saímos de casa, fechando a porta atrás de nós e deixando o meu tio fazendo beicinho. Nos dirigimos ao clube e estacionamos na rua. É depois da meia noite, mas as calçadas ainda são embaladas com as pessoas. ─ Onde está o seu clube? ─ Pergunto quando noto que este bloco tem clubes que alinham a rua.


─ Na outra quadra. Esta área é nova, mas a vida noturna aqui é uma das razões pelas quais as pessoas vêm para Vegas. ─ Esta área também está ligada a multidão. ─ digo a ele e seus olhos voltam para mim e ele passa a mão pelo cabelo. ─ Esta rua costumava ter nada além de antigos armazéns nela. Antigamente, um grupo de homens comprou esses lotes, sabendo que Vegas se expandiria. Eu não ficaria surpreso se Paulie realmente seja o dono do clube, vamos. ─ Justin não disse isso. ─ Só porque o seu nome não está nos documentos não significa nada, garoto. Assim que chegamos ao clube, nós vamos para a frente da fila, onde Sven conhece um dos seguranças na porta e eles nos permitem entrar sem uma palavra. Uma vez que passamos pela porta, verificamos onde as câmeras estão, portanto, as evitamos a cada turno. Pelas informações de Justin, nós sabemos que o clube tem três andares. A parte superior é toda VIP, com painéis de vidro esfumaçado e luzes de fundo vermelhas a cada 3m, fazendo com que pareça um chuveiro de vapor com a silhueta do povo dançando atrás do vidro. O segundo andar tem os mesmos painéis, mas estes são azuis e a música Techno está bombando alto. O primeiro andar é um grande bar que circunda todo o perímetro da sala, com uma pista de dança no meio. ─ Vamos subir e ver o layout. ─ digo. Caminhamos em direção à escada que nos levará para um andar acima. Nós sabemos onde Paulie estaria curtindo, mas vê-lo no papel e estar aqui em pessoa são duas coisas diferentes. ─ Sven? ─ Diz uma mulher na metade do primeiro lance de escadas. ─ Hey, Baby. Eu não tenho tempo agora. ─ Ele remove as mãos dele, em seguida, corre para me acompanhar. ─ Sven. ─ diz outra mulher. Olho para ele e franzo a testa quando ele diz a mesma coisa que disse acabou de dizer para a última. ─ Hey, estranho. ─ uma loira diz, dando um passo à frente dele. Balanço minha cabeça. Eu tive o meu quinhão de parceiras, mas isso é ridículo, porra. Não admira que Maggie está fugindo dele. ─ Não é normalmente tão ruim. ─ ele diz uma vez que está livre de outra mulher.


─ Eu deveria ter deixado você em casa com Frank. ─ murmuro, olhando em volta do segundo andar. ─ Foda-se. ─ ele resmunga, em seguida, aponta a área VIP, onde há um outro conjunto de escadas, esta bloqueada por uma corda de veludo vermelho e uma mulher parada com uma prancheta na mão. ─ Precisamos chegar lá em cima. ─ digo à Sven. Ele sorri e caminha em direção à corda. O rosto da mulher levanta e ela sorri quando ele chega perto. Sigo logo atrás dele e ouço-a dizer seu nome. A mão dele vai até a cintura dela e ele mergulha sua cabeça perto de seu ouvido. Ela olha para mim, então balança a cabeça e puxa a corda. Ele beija a bochecha dela, em seguida, diz outra coisa antes de fazermos o nosso caminho até o último conjunto de escadas. Nós caminhamos até a área VIP e olhamos ao redor. Há um bar ao lado com vapor saindo do vidro atrás do balcão. Sven dá um tapa no meu ombro e acena com a cabeça para a direita. Vejo o cara da foto, aquele que jurei estar disfarçado. Ele está de pé ao lado, com a cabeça abaixada enquanto fala ao telefone. ─ Onde está Paulie? ─ questiono, sabendo que ele tem de estar por perto. Ouço alguém gritar, “Fodido”. E vou em direção a comoção enquanto permaneço nas sombras. Paulie está de pé sobre um garoto, que está deitado, preso em cima de uma mesa de vidro. Suas mãos estão na frente de seu rosto e posso ver que ele está sangrando de feridas abertas em seus braços. Paulie inclina sobre ele e cospe, então ele começa a rir antes de olhar em volta para as pessoas que formaram um círculo, certificando-se que eles estão rindo muito. ─ Levante-se e saia daqui. ─ diz Paulie, chutando o cara, que rola em seu estômago antes de se esforçar em seus pés e sair. ─ Esse cara é um maldito pau. ─ diz Sven e eu não posso estar mais de acordo. Ele é uma porra de um ego maníaco. ─ Precisamos encontrar a nossa abertura. Você assiste Ivan e eu vou manter um olho em Paulie. Ele balança a cabeça e sai para o bar enquanto fico em segundo plano. De vez em quando, uma mulher tropeça, mas assim que elas se aproximam, dou um olhar que elas viram para encontrar um outro homem para foder.


Ainda não entendo como estar com Myla veio tão facilmente. É como se os deuses tivessem me enviado tudo o que eu poderia pedir em uma esposa, qualidades que eu nem sabia que estava procurando. Eu vejo como Paulie levanta, puxa a loira que tem estado sobre ele em seus pés e a leva para o bar. Meu pulso começa a acelerar, a adrenalina adicional começa a bombear através do meu sistema. Meus olhos travam nele enquanto ele leva a garota atrás do bar por um corredor que está quase escuro com luzes estroboscópicas que piscam em poucos segundos. Sigo atrás deles; é isso, a oportunidade que eu estava esperando. Assisto como ele pega a menina. Suas pernas vão ao redor de sua cintura e uma de suas mãos trabalha entre eles. Chego mais perto e faço uma pausa quando sinto um zumbido passar através da manga da minha camisa. Viro minha cabeça para ver de onde veio e quando olho ao redor, Paulie está no chão. A loira que ele estava prestes a foder contra a parede está gritando no topo de suas orelhas enquanto ela tenta parar o sangue que está fazendo uma poça em sua camisa. Atirador. Faço a varredura da área novamente e então meus olhos pousam em Sven. Não tenho ideia do que aconteceu, mas precisamos sair daqui. Uma comoção começa em torno de nós, enquanto a multidão se move em Paulie, que ainda está deitado, o sangue agora está borbulhando fora de sua boca. Levanto o meu queixo para Sven e nós dois fazemos o nosso caminho para fora. Eu o vejo se movendo rapidamente à minha frente. Assim quando chego na saída do clube, as luzes se acendem. Saio para a calçada e através da multidão que começou a sair do clube, então vou para a rua que estacionamos o carro. Quando chego lá, vejo Sven. ─ O que diabos aconteceu? ─ Ele pergunta enquanto nós entramos no carro. Ignoro-o, tiro minha camisa e olhar para a manga. Há um pequeno rasgo no tecido onde a bala que atingiu Paulie rasgou. ─ Havia um atirador lá. ─ digo quando ele para no semáforo. ─ Porra. Sabe quem foi? ─ Nenhuma pista. ─ penso, tentando lembrar de alguém que conheço com que tipo de cenário. ─ Onde estava Ivan? ─ Sven pergunta. ─ Ele ainda estava ao telefone e quando Paulie desceu, eu o vi sair. ─ E agora?


─ Vou para casa. ─ murmuro, sem saber se estou chateado ou aliviado. ─ Isso ainda não acabou. ─ ele me lembra. ─ Não, não acabou, mas agora, temos que esperar seu pai fazer sua jogada. ─ Quanto tempo isso vai levar? ─ Ele suspira. ─ Sem ideia. A primeira coisa que ele vai querer fazer é descobrir quem pegou seu filho... mesmo que ele saiba que o filho da puta estava tentando tomar o seu lugar. ─ Isso não me faz sentir melhor. ─ Alguma vez você brincou com blocos quando você era criança? ─ Pergunto. Ele olha para mim e encolhe os ombros. ─ Claro. ─ ele murmura, obviamente se perguntando onde estou indo com a minha pergunta. ─ O que acontece quando você tirar o bloco na parte inferior do edifício? ─ Cai? ─ Não, ele fica fraco e quando você tira outra e outra, a estrutura continua a enfraquecer até que finalmente cai aos pedaços. ─ Quantas peças mais até que isso acontece? ─ Uma. ─ digo a ele e o resto do passeio de carro é silencioso. Ao chegar de volta a casa, nós dizemos à Tio Frank o que aconteceu e ele tem as mesmas perguntas que nós, mas não tenho nenhuma resposta. Sven oferece para ficarmos, mas não há nenhuma razão para mim ficar em Vegas mais uma noite, então declino sua oferta, mas aceito usar seu avião para voltar para o Havaí. Enquanto nós estamos saindo de seu carro no aeroporto, ele recebe um texto e começa a rir. Não esperava que ele compartilhasse, mas ele inclina seu telefone para mim e não posso deixar de sorrir. Justin: Diga ao Hawaii que sinto muito sobre sua camisa. Balanço minha cabeça e entro no avião.

***

Entro em minha casa e todos sentados na sala de estar olham para mim, mas os meus olhos estão sobre Myla, cujos olhos se enchem de lágrimas instantaneamente. ─ Makamae.


Ela vem a mim, envolvendo os braços ao meu redor e no momento que a tenho em meus braços, um soluço dela rasga através de mim. ─ Estou em casa. Eu disse que estaria. ─ Eu sei! ─ Ela grita. Inclino a cabeça para trás e beijo-a, absorvendo seu gosto, deixando-o mergulhar de volta em meu sistema. ─ Eu estava tão preocupada. ─ Ela me segura mais apertado e eu faço o mesmo. ─ Nada poderia me manter longe de você. Nem mesma o próprio diabo. ─ sussurro em seu ouvido. Ela balança a cabeça, em seguida, levanta os olhos cheios de lágrimas para mim. ─ Eu te amo. ─ Eu também te amo. ─ mantenho seu rosto em minhas mãos e beijo-a novamente, o gosto salgado das lágrimas misturando com sua doçura natural. ─ Oh, Deus. ─ minha mãe geme. Myla enxuga seu rosto, em seguida, dá um passo atrás. ─ Você não está morto?! ─ minha irmã chora. Balanço minha cabeça. ─ Tive que cuidar de alguns negócios. ─ explico. ─ Eu deveria chutar sua bunda. ─ Pika grita, correndo em minha direção e me escoro, pronto para o impacto. ─ Pika eu sabia o tempo todo! ─ Myla chora. Pika para no meio do caminho e olha para ela. ─ Ele veio e me viu na noite em que desapareceu. Eu queria dizer a vocês, mas eu prometi não contar a ninguém. ─ ela sussurra. Aye olha para ela. ─ Você chorou e gritou sobre para manter a busca ativa. Você surtou quando falamos em desistir e fazer um funeral. Ela deixa cair sua cabeça, olhando para seus pés. ─ Eu não queria fazer um funeral. Eu não queria que vocês perdessem a esperança. ─ ela sussurra.


─ Isso não é culpa dela. É minha. Eu a fiz prometer não contar a ninguém. ─ Eu vou para ela e envolvo meus braços em torno dela. ─ Não queria que ninguém soubesse o que estava acontecendo, não podia arriscar que alguém descobrisse que eu não estava morto. ─ Eu sei que nós criamos você para sempre fazer o que precisa ser feito, mas isso foi longe demais. Sua mãe estava destruída, sua irmã e irmão estavam devastados. ─ meu pai repreende. ─ Desculpe pai, mas eu tinha que ter certeza de que quando meu filho tomar sua primeira respiração, nada, nem ninguém poderá prejudicá-lo. ─ eu explico e vejo um flash de compreensão nos olhos do meu pai. ─ Pensamos que você estivesse morto, acreditei que ia ter de planejar um funeral, então descobrir como fazer Myla passar por esta gravidez sem que ela tivesse um colapso! ─ Minha mãe grita. A culpa bate-me forte. Ela teria feito isso. Ela teria afastado sua própria dor para se certificar de que todos estivessem cuidados. ─ Eu te amo mãe. ─ digo a ela quando ela vem até mim, envolvendo os braços ao meu redor. ─ Faça algo assim novamente e realmente vou matar você. ─ diz ela. Ouço alguns grunhidos de acordo em torno da sala, mas ignoro. ─ Eu precisava deixar as coisas seguras para o meu filho. ─ repito e minha mãe balança a cabeça contra o meu peito. Desde que Myla se tornou minha esposa e descobrimos que estamos tendo um bebê, tenho trabalhado incansavelmente para garantir que ela possa ter uma vida normal e nosso garoto tem a chance de experimentar a normalidade. ─ Fui abençoado por ter vocês como meus pais, mas não quero que meus filhos cresçam em uma casa onde tem que haver homens com armas penduradas em torno todo o tempo. Quero aproveitar minha família. ─ Posso entender isso, querido. ─ Runt. ─ Olho para a minha irmã caçula e ela vem até mim, enrolando os braços ao redor de mamãe e eu. ─ Nunca mais faça isso de novo. ─ ela sussurra. ─ Eu não vou. ─ prometo, em seguida, olho para o meu irmão. Ele fecha os olhos, em seguida, vem até nós. Ele envolve seus braços em volta de todos nós, murmurando que vai chutar a minha bunda.


─ Sinto muito, rapazes, mas obrigado por cuidar de Myla para mim. ─ digo à Aye e Pika. ─ Sempre. ─ Pika diz, e por uma vez, não há nenhum sentimento de ciúme, apenas gratidão. ─ Você nem tem que me agradecer. ─ diz Aye. Concordo com a cabeça, em seguida, passo longe da minha mãe, minha irmã e meu irmão e passo para o meu pai. Então abraço-o como eu não tenho feito desde que era criança. ─ Eu amo você filho e estou orgulhoso do homem que você se tornou. ─ ele me diz. Dou um tapinha em suas costas, então me afasto e caminho direto até Myla e a pego. ─ O que você está fazendo? ─ ela grita. ─ Nós estamos indo para a cama. ─ digo a ela, olhando para seu rosto bonito. ─ Sua família está aqui e você acabou de chegar em casa. ─ Não me importo. ─ levanto a cabeça e olho para a minha família. ─ Sem ofensa, mas estou levando Myla para a cama. Vocês podem ficar ou ir. ─ digo, em seguida, viro e vou para o nosso quarto, onde cuidadosamente a coloco na cama, ajoelho na frente dela levantando a camisa para que eu possa pressionar minha boca em seu estômago. ─ Você raspou sua cabeça. ─ ela diz baixinho, passando as mãos sobre meu cabelo curto. Fecho meus olhos, saboreando a sensação dela me tocando. ─ Sim. ─ Vou sentir falta do seu cabelo. Abro os olhos e sorriso. ─ Sim? ─ Sim. ─ ela repete, descansando a testa contra a minha enquanto suas mãos curvam por cima do meu crânio. ─ Ele vai voltar a crescer. ─ Você parece bem de jeans. ─ ela brinca. ─ Sim? ─ sorrio. ─ Definitivamente. ─ ela sussurra, colocando sua boca na minha. Deixo-a assumir o controle por um momento, então, empurro-a deitada, tomando conta. Isto é pelo que eu mataria, a mulher debaixo de mim e meu filho que ela carrega. Eles fazem tudo valer a pena.


Epílogo Kai

─ Você pode fazer isso, Makamae. ─ digo à Myla, beijando o topo da cabeça dela enquanto ela suporta outra contração. ─ Oh, Deus, Kai! ─ Ela grita. Gostaria de poder tirar sua dor. Desde o momento em que chegamos cinco horas atrás, ela tem sentido dor. Deram-lhe a epidural logo que chegamos aqui porque ela já estava dilatada cinco centímetros, mas só anestesiou o lado esquerdo de seu corpo. ─ Você está indo muito bem. ─ pressiono minha testa na dela enquanto ela deita na cama, parecendo exausta. ─ Um pouco mais, Myla. ─ diz a médica. Quero dizer a ela para calar a boca, que minha esposa está esgotada, mas quando a enfermeira lhe entrega um cobertor, relaxo. ─ Ele está quase aqui. ─ digo a ela enquanto seu pé pressiona a minha mão e ela empurra novamente, seu rosto ficando tão vermelho que parece roxo. ─ Contagem cinco. ─ diz a médica. Todos nós começamos a contar. Assim que chegar a cinco, Myla cai de costas na cama, respirando pesadamente quando um grito enche o quarto. ─ Estou tão orgulhoso de você. ─ sussurro, beijando a pele acima de sua orelha enquanto nosso filho é colocado em seu peito. ─ Ele está realmente aqui. ─ ela sussurra, passando a mão sobre seu cabelo ainda molhado. ─ Ele é tão bonito. ─ Os olhos dela se levantam para encontrar os meus e a maravilha que vejo lá me tira o fôlego. Eu inclino e sussurro contra seus lábios: ─ Ele é lindo.


Sua pele é mais clara do que a minha, mas mais escura que a de Myla. Seu cabelo é preto e ele já tem uma pequena onda nele. Seu nariz é largo ─ igual ao meu e o resto dos homens na minha família. ─ Precisamos de um nome. ─ diz ela. Olho para ela, em seguida, para nosso filho. Desde o momento em que falamos sobre nomeá-lo, eu disse que queria esperar até que o conhecesse. Eu sabia que queria que o nosso filho tivesse um nome forte, que exigisse respeito, o nome que um bom homem, um homem de honra, teria. ─ O que você acha de Maxim? ─ pergunto. Lágrimas enchem seus olhos enquanto ela olha para ele novamente e sussurra. ─ Maxim. ─ então beija sua cabeça. ─ Está perfeito. ─ Vou levá-lo e trazê-lo limpo ─ uma enfermeira diz suavemente. Olho para ela, então para o meu filho e quero dizer que não, mas sei que ela tem um trabalho a fazer. ─ Eu vou trazê-lo de volta ─ ela me assegura. Aceno e Myla beija a cabeça dele mais uma vez antes que a enfermeira leve-o de seus braços. ─ Não posso acreditar que ele está aqui ─ diz ela enquanto vemos as enfermeiras limpá-lo. Eu sabia que no momento em que conheci Myla, que ela ia mudar minha vida. Eu só não tinha ideia do quão extremo seria. Ela não só me fez um marido e pai, mas ela me fez querer ser melhor, alguém que ela ficaria orgulhosa de dizer que era dela. ─ Amo você, Makamae ─ digo a ela. Ela balança a cabeça e levanta a mão para correr pela minha mandíbula. ─ Eu também te amo ─ ela sussurra.


Um ano depois

Myla ─ Kai! ─ grito enquanto minhas mãos vão até o topo de sua cabeça entre minhas pernas. Acordei com Kai atrás de mim na cama. Sua mão estava enrolada ao longo da minha cintura, sua perna por cima da minha, então eu não podia me mover quando seus dedos deslizaram dentro e fora de mim, me torturando. Quando eu estava quase gozando em seus dedos, ele me virou então atormentou meus seios, segurando minhas mãos contra o meu estômago. Agora, a cabeça dele está entre as minhas pernas e eu finalmente terei a capacidade de tocá-lo, mas isso não significa que ele está me dando o que eu quero. ─ Eu realmente queria gozar ─ digo a ele e seus dedos deslizam lentamente para dentro de mim, levantando quando chegam a esse belo local. ─ Kai, por favor ─ eu sussurro. Isso deve ser o que ele queria, porque sua boca trava no meu clitóris e os dedos bombeam rapidamente, fazendo com que o orgasmo que estava construindo detone. Minhas pernas começam a tremer e minhas mãos se agarram ao meu lado na cama, ajuntando os lençóis em meus punhos. Meus quadris levantam mais alto em sua boca enquanto ele bebe o meu orgasmo, o afago dos seus dedos e sua língua desacelerando. Tento por meu corpo de volta sob controle quando sinto sua boca na minha barriga. Então no meu peito enquanto ele se move para cima do meu corpo até que seus quadris estão confortavelmente entre as minhas coxas. ─ Bom dia. ─ Ele sorri enquanto sua mão envolve a parte de trás do meu pescoço. Sua boca toma a minha, roubando a última respiração enquanto ele me penetra com uma longa pressão. Nosso gosto está na minha boca, enquanto ele me consome. Levanto as minhas mãos até suas costas enquanto a mão percorre meu lado, por cima do meu quadril, e, em seguida, sob, levantando minha coxa superior quando ele vai mais fundo.


─ Bem ali ─ assobio quando ele atinge esse ponto dentro de mim que faz os meus dedos se curvarem e as minhas coxas apertarem sua cintura ainda mais. ─ Eu sinto. Aperte-me. Ele geme enquanto seus dedos escavam em minha pele e os quadris bombeiam mais rápido. Ergo minha outra perna e ele envolve seu braço sob ela, levantando-me para que ele possa bater com mais força. ─ Oh, Deus! ─ grito, colocando minhas mãos em cima da minha cabeça, pressionando os dedos contra a parede. Ele mergulha a cabeça e puxa meu mamilo em sua boca e sinto minha boceta começar a pulsar em torno dele, puxando-o mais profundo enquanto meu orgasmo me ultrapassa. Seus quadris ondulam. Em seguida, ele me penetra profundamente, sua testa caindo para a minha clavícula quando sinto seu peito movendo rapidamente e as batidas do seu coração batendo contra a minha pele encharcada de suor. ─ Isto tem que ser ─ ele respira, levantando a cabeça para olhar para mim. ─ Ser o que? ─ pergunto em um deslumbramento, meu orgasmo ainda persistente no meu sistema. ─ A hora que tenho a minha menina. Balanço minha cabeça e começo a rir. Decidimos há um tempo, que iríamos começar a tentar outro bebê, e desde então, Kai tem insistido que quer uma menina. Mas, ao contrário da primeira vez que fiquei grávida, desta vez pareceu dar um pouco mais de trabalho. Ontem, quando fiz um teste de ovulação, Kai enviou Maxim para casa de seus pais por alguns dias, quando deu positivo, a esperança de que faríamos muito sexo durante este tempo o quanto queríamos. ─ Vai acontecer ─ digo a ele. Ele repousa a cabeça no meu peito novamente.


Quatro anos depois O que nós não sabíamos, era que Kai estava certo. Aquele foi o momento em que ele teve a sua menina. Olho para baixo perto da costa enquanto Kai persegue Melanie, nossa mais nova. Seus gritos de alegria e risos enchem o ar conforme seu longo cabelo loiro e cacheado voa em torno de sua cabeça. ─ Não, papai! ─ Ela grita, me fazendo rir. Kai a tem perseguido pelos últimos minutos, tentando fazê-la colocar a parte inferior do seu maiô de novo, mas toda vez que ele fica perto de pegá-la, ela foge novamente. Reparo na gostosura que é meu marido quando ele faz uma pausa, cruzando os braços sobre o peito. Seu torso sem camisa é definido pelos músculos duros, coberto por pele suave e escura. Seu cabelo está solto e os shorts que ele veste, mostram o V de seus quadris. Seus olhos vêm até mim e ele balança a cabeça. Eu sei o que ele está pensando. Ela é linda, mas é uma dor. No momento em que ele a segurou em seus braços, na verdade, antes que ela o envolveu em torno de seu dedo mindinho. Eu acho que não é surpreendente, uma vez que ela é a única garota. Melanie faz uma pausa, olha por cima do ombro percebendo que seu pai não está perseguindoa, e então corre de volta para ele mas fora do alcance do seu braço antes de correr em minha direção, gritando. ─ Pegue-me, mamãe! Pego-a em meus braços, cuidadosa com minha barriga e dou uma palmada em sua fofa e pequena bundinha. ─ Calma, baby ─ digo a ela, calmamente puxando-a junto ao peito. ─ Sinto muito ─ diz ela, acariciando a minha barriga, onde seu irmão bebê está crescendo. ─ Você conseguiu. ─ Kai ri, puxando-a para fora dos meus braços e rapidamente colocando as calças antes que ela tenha a chance de mexer de novo. ─ Você sabe que ela vai apenas tirá-las de novo. ─ Eu sei ─ ele murmura, me puxando para mais perto, beijando minha testa primeiro depois meus lábios. ─ Você está animada para ver sua mãe e irmão? ─ Ele pergunta, puxando-me mais perto de seu lado.


─ Sim! Eu não posso esperar para ver todos os filhos juntos. E eu sei que a minha mãe está animada para estar aqui para o chá de bebê ─ digo a ele, inclinando mais profundamente em seu lado. Ele beija meu cabelo novamente. ─ O que você gostaria para o jantar? ─ Pergunto a ele depois de um momento. Seus olhos vêm até mim e suavizam. Isto é o que ele trabalhou tão duro para conseguir e mesmo que seja algo tão pequeno, eu sei que estes são os momentos em que ele é sempre grato. ─ O que você quiser. ─ Isso significa que eu estou cozinhando? ─ pergunto, levantando uma sobrancelha. ─ Está bem. Vou grelhar algo ─ ele murmura, beijando o olhar do meu rosto. ─ Yum. ─ sorrio, e ele balança a cabeça. ─ Você me deve um bolo ─ ele sussurra. Sinto-me contorcendo na palavra bolo. Uma vez que temos a casa para nós, Kai tem um monte de bolo e sorte minha, normalmente sou o prato que ele prefere. ─ Papai, vem brincar comigo! ─ nosso filho Maxim grita conforme agacha na areia na frente de um castelo que ele está trabalhando. ─ Sim, papai! Venha nos ajudar! ─ Melanie grita e percebo que ela está, mais uma vez, nua. ─ Vá em frente, papai ─ digo a ele, pressionando seu lado. Ele vira para mim, onde estou sentada no chão e fica de joelhos. Então ele envolve sua mão ao redor da parte de trás da minha cabeça enquanto ele me coloca de volta na areia, tomando a minha boca em um beijo que rouba minha respiração da mesma forma que ele roubou meu coração. ─ Amo você ─ ele sussurra em seguida, salta para cima, andando para as crianças antes que eu possa responder. Olho para o meu marido e meus bebês e agradeço a minha mãe e meu pai, onde quer que estejam. Eu sei que é por causa deles que tenho tudo isso.

Fim


Distração A História de Sven e Maggie

Acordei com minha cabeça batendo, a sensação de uma perna nua por cima do minha e uma mão em volta do meu peito. Abro um olho e fecho imediatamente quando vejo o cabelo escuro, dourado, um nariz, lábios que conheço muito bem. Sven. Tento recordar a noite passada, mas toda a minha memória está em branco. Meu coração começa a bater mais rapidamente quando percebo que estou completamente nua e assim está o homem dormindo em cima de mim. ─ O que eu fiz? ─ sussurro quando reconheço que o espaço entre as minhas pernas está dolorido e molhado. Lágrimas enchem meus olhos conforme percebo que a coisa que prometi a mim mesma que só daria para o meu marido, foi dado a um homem que teve mais parceiras dentro e fora de sua cama do que ele mesma pode contar. E a pior parte é que não me lembro de nada.

Aurora rose reynolds underground kings #2 obligation [revisado]  
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