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Diagramação e edição: Daniella Barreto; Textos: Victor Anselme, Nayara Gouvêa e Thais Carvalho; Fotos: Daniella Barreto e Thais Carvalho; Pesquisa: Nayara Gouvêa; Revisão: Victor Anselme.


CONHEÇA A HISTÓRIA DE MADUREIRA

Fotos: Daniella Barreto

A quadra da Escola de Samba Império Serrano, uma das “crias” do bairro, fica na esquina da Rua Ministro Edgar Romero com Estrada do Portela

No século XIX, o Rio de Janeiro, sede do reino, era composto basicamente por propriedades rurais. Uma dessas fazendas, situada na Freguesia do Irajá, tinha como proprietário o capitão Francisco Ignácio do Canto e arrendatário o boiadeiro Lourenço Madureira. Com a morte de Francisco, houve uma disputa judicial entre sua viúva e Lourenço, na qual a viúva saiu perdedora. O boiadeiro

ficou sendo proprietário das terras até falecer, em 1851. Do desenvolvimento desta fazenda, nasceu o que é hoje o bairro Madureira. Nessa época, só dava pra chegar em Madureira a cavalo. Em 1858, chegaram os trilhos da Central do Brasil, mas a estação mais próxima era a do bairro vizinho, Cascadura. Somente em 1856 o bairro ganhou sua própria estação e o nome em 02


homenagem ao seu antigo proprietário: Madureira. Em 1914 nasceu o primeiro time de futebol da região, o Fidalgo Futebol Clube, que mais tarde, em 1971, se tornou Madureira Futebol Clube. Já em 1916 os bondes, que eram de tração animal, foram substituídos por bondes elétricos. Essa substituição só foi concluída em 1937. Nesse meio tempo, foram criados blocos carnavalescos que deram origem as escolas da samba da região. Em 1959, o Presidente Juscelino Kubitschek transformou o já

existente Mercado de Madureira (inaugurado em 1914, utilizado para venda de produtos agrícolas) no que conhecemos hoje como Mercadão de Madureira, que passou a vender uma maior variedade de produtos graças a concorrência com o CEASA. Na década de 60 foi construído o Viaduto Negrão de Lima, que na época era considerado o maior do município. Hoje, Madureira é a casa de cerca de 50 mil habitantes, mas diariamente, o número de pessoas circulando pelo bairro é bem maior que isso. Foto: Autor Desconhecido

Estação de Madureira, anos 1940. 03


O MERCADÃO ESTÁ VERDE E AMARELO

Foto: Daniella Barreto

Festival de cores na decoração temática do Mercadão de Madureira

O mercadão de Madureira, maior mercado popular do Rio de Janeiro, está em clima de Copa, todo decorado com bandeirinhas, faixas e outros acessórios verdes e amarelos. Lá você encontra muitas opções de roupas e complementos, que vão de bandanas à aneis e pulseiras, para entrar no clima e torcer pela seleção brasileira. 04


RUAS DE MADUREIRA JÁ ESTÃO EM CLIMA DE COPA

Foto: Daniella Barreto

As ruas do bairro estão sendo pintadas pelos moradores, para as comemorações da Copa da África do Sul, que estreia dia 11 deste mês. As cores da bandeira, os mascotes e símbolos que lembram futebol estampam o asfalto e as paredes de quase toda Madureira. Com a ajuda de políticos locais, os moradores compraram tintas e fitas, que têm como cores principais o verde e o amarelo.

Rua Tapajos, inspirada na Copa de 66

RESPONSABILIDADE SOCIAL NA PORTELA

A Portela não se importa só com o carnaval. Desde 2006 existe uma parceria com a Petrobrás para a realização do projeto “Juventude que samba, trabalha e é feliz”. Coordenado por Val Carvalho, primeira dama da escola, o projeto tem como principal intuito capacitar os jovens da comunidade para trabalhos artisticos, por meio de oficinas.

Foto: Divulgação/Portela

Alunos aprendem uma profissão 05


FALTA DE SEGURANÇA NA LINHA DO TREM

Foto: Daniella Barreto

Ambulantes trabalham sem nenhuma segurança ao lado dos trilhos

Um dos pontos críticos da desordem urbana de Madureira é na estação de trem de Magno/ Mercadão de Madureira, a linha auxiliar da SuperVia. Mesmo tendo uma passarela, as pessoas se arriscam atravessando os trilhos que ligam os dois lados do bairro: o do Mercadão e o do Madureira Shopping. Segundo os ambulantes que trabalham no local, apesar da SuperVia fechar o buraco, a passagem é reaberta pela própria população. “Dá muito trabalho para usar

a passarela, por isso prefiro ir por baixo. Vou rapidinho, e se vier o trem, é só esperar ele passar e seguir caminho”, diz a estudante Fernanda Vasconcelos , de 18 anos. “Realmente é um risco que a gente corre, tem gente que tem medo, mas acaba indo, pois demora muito tempo se for pela passarela e muitas das vezes as pessoas estão com pressa e acabam escolhendo atravessar pela linha do trem”, finaliza o comerciante Paulo Vieira, de 45 anos. 06


MENINOS DO MADUREIRA FAZEM BONITO NO BH

Foto: Thais Carvalho

Treino dos juniores no gramado do Madureira Futebol Clube

O time dos juniores do Madureira disputou a Taça BH de Juniores e encerrou a sua participação no Grupo C com 11 pontos. E por conta disso foi o único time do Rio de Janeiro que avançou na competição. Chegou as oitavas de final e enfrentou o Internacional, clube com muita tradição nas categorias de base, e Frederico fez um gol que acabou dando a vitória para os gaúchos. Mesmo sendo eliminado, o

time do subúrbio carioca foi bem na partida e jogou de igual para igual com o Colorado. O desempenho da equipe na competição agradou o técnico Luiz Cláudio: “São meninos muito jovens, mas que mostraram que tem talento. Nossa campanha foi muito boa se analisarmos o nível de nossos adversários e como o time se portou diante deles, voltamos para casa de cabeça erguida”, disse o técnico. 07



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