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Geral

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 18 a 24 de fevereiro de 2014

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Pastorais sociais e PUC-SP iniciam diálogo Próximo encontro será em 20 de março e iniciará conversa institucionalizada para mútua cooperação Edcarlos Bispo de Santana

redação

As pastorais sociais da Arquidiocese de São Paulo e a PUCSP estão desenvolvendo, ainda em fase inicial, um projeto de cooperação. Neste primeiro momento, o “diálogo pretende construir mesas de debates entre integrantes das pastorais sociais atuantes na Arquidiocese de São Paulo e membros da comunidade acadêmica”, descreve o projeto. Para o dia 20 de março, a partir das 9h, acontecerá um

diálogo entre os representantes das pastorais que compõem a Comissão Pastoral do Serviço da Caridade, Justiça e Paz com os professores do Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito da PUC-SP. À frente do projeto, dom Milton Kenan Junior, bispo referencial da Comissão Pastoral do Serviço da Caridade, Justiça e Paz, e o professor doutor Wagner Balera, titular de Direitos Humanos, coordenador do grupo de estudos de Doutrina Social e coordenador do programa de Pós-Graduação em Direito, conversaram com a reportagem do O SÃO PAULO e ressaltaram a importância deste diálogo que se inicia. Para o Bispo, o objetivo do projeto “é que a universidade não fique à margem da realidade social, é inserir o alunato na realidade social e ir de encontro à missão da PUC, que é conhecer e trabalhar as realidades da Igreja. Após o conhecimento dessa realidade, acredito que

Luciney Martins/O SÃO PAULO

a universidade poderá propor, contribuir e cooperar com as diversas pastorais sociais da Arquidiocese de São Paulo.” Já o professor Wagner, destaca que a ideia é que haja uma interação entre o trabalho das

pastorais e as diferentes linhas de pesquisa e extensão da Universidade. Para ele, os alunos serão beneficiados, pois terão em seu favor o conhecimento das realidades sociais, que, muitas vezes ou quase sempre,

aparece de modo distorcido para eles. “Poderão vivenciar os problemas essenciais da comunidade em seus diversos campos e carências, como o da população de rua, os encarcerados, os menores e portadores de necessidades especiais. Os alunos deverão adquirir uma consciência crítica da realidade e descobrirem o papel transformador que as estruturas jurídicas são chamadas a desempenhar em nossa sociedade.” O professor destaca que essa parceria será importante no campo acadêmico, pois pretende ampliar horizontes de pesquisa, de extensão (novas propostas de parcerias, de cursos e de formação especializada) e em perspectiva cultural. “A Universidade Católica, como afirma o Documento de Buga, é diálogo institucionalizado. A parceria pretende criar um canal permanente para que esse diálogo flua de maneira dinâmica e proveitosa”, afirma.

Com ação dos jovens em paróquias, a JMJ continua Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes Redação

“Ide, sem medo, para servir.” Sete meses depois, o mandato do papa Francisco aos jovens de todo o mundo, no encerramento da JMJ Rio-2013, tem sido vivenciado em paróquias da Arquidiocese de São Paulo, por grupos que se formaram após a Jornada. Na Paróquia São Francisco de Assis, na Região Lapa, o primeiro Encontro de Jovens com Cristo aconteceu em novembro, reunindo aqueles que se conheceram melhor ao longo da JMJ. “Através das palavras do Papa, a ação do Espírito Santo nos inflamou e fez com que não nos conformássemos com o pouco que fazíamos antes daquela semana”, comentou, ao O SÃO PAULO, Rebeca Tosta, 21, coordenadora do grupo, que aos domingos reúne, em média, 15 jovens. “A JMJ rendeu frutos a praticamente todas as pastorais da comunidade e trouxe novos membros para servir.” Na Região Brasilândia, a reArquivo pessoal

alização da JMJ também fortaleceu o projeto de formação de um grupo de jovens na Paróquia Espírito Santo. “Durante a Jornada, e nas semanas seguintes, um grupo de jovens iniciou um processo de amizade, se reuniu nas casas para assistir a filmes, conhecer as famílias, para partilhar a alegria. Após a Jornada, convocamos todos para um encontro, em setembro, e foi a parArquivo pessoal

tir daí que começou”, explicou o padre Jaime Estevão Gomes, 49, pároco, destacando que estão sendo capacitados futuros coordenadores do grupo, que reúne 40 jovens, para que articulem ações missionárias pelo Parque Bélem, bairro periférico da região noroeste. Visitar jovens que já receberam a Crisma, montar uma pastoral dos Coroinhas e dialo-

gar com a juventude que faz uso de drogas e bebidas alcoólicas na praça próxima à Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, na Região Belém, são metas do grupo Reconquista, fundado em agosto de 2013. “Assumimos a tarefa missionária, especialmente evangelizando outros jovens. A JMJ não foi um evento isolado de uma ou duas semanas. Na verdade, foi uma granArquivo pessoal

de oportunidade de aprimorarmos nossa opção preferencial pelos jovens”, comentou Eldino José Pereira, 27, seminarista da Arquidiocese e articulador do grupo. Na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, na Região Sé, dez jovens que participaram da Jornada foram capacitados para coordenar o grupo Divino Coração, iniciado em fevereiro, com média de 55 participantes. “Apesar do pouco tempo de JMJ e de não termos convivência anterior entre nós, formou-se uma família de pessoas com as mais diferentes características, mas com um desejo em comum: ir além do padrão, se envolver mais na missão de evangelização”, garantiu Rafael de Andrade, 33, coordenador. O grupo já tem como tarefas organizar uma via-sacra, um retiro de jovens e se preparar para uma missão no Amazonas. “As falas do Papa incendiaram os nossos corações para arregaçarmos as mangas, ‘nadarmos contra a maré’, ‘botarmos fé’ de que é possível mudar o mundo”, opinou. Arquivo pessoal


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