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Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco

EDIÇÃO 01 | SETEMBRO DE 2017

Profissional de Farmácia Importância, conquistas e mercado de trabalho

ATUAÇÃO FORTALECIDA Entrevista com o presidente do CFF, Walter Jorge João

Em defesa da sociedade Iniciativas do CRF-PE trazem benefícios para a população


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O Aché ampliará sua atuação neste mercado em ascensão e de grande relevância. Mais do que crescimento econômico, a chegada do Aché na região metropolitana de Recife trará impacto social e ambiental positivos à região com as contratações, parcerias acadêmicas e científicas e outras alianças que valorizem as necessidades das comunidades.

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CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO DIRETORIA Dra. Gisêlda Castro Lemos de Freitas | PRESIDENTE Dra. Joyce Nunes dos Santos | VICE-PRESIDENTE Dr. Leandro de Albuquerque Medeiros | SECRETÁRIO GERAL PLENÁRIO CONSELHEIROS REGIONAIS EFETIVOS MANDATO 2016/2019 Dra. Sarah Christine Cavalcanti Ximenes Dra. Aexalgina de Aguiar Tavares Rocha Dr. Flávio Henrique Lago Guimarães Dr. Aldo César Passilongo da Silva Dr. Samuel Daniel de Sousa Filho Dra. Sheila Elcielle D’almeida Arruda Dr. Ricardo Eugênio de Oliveira Cabral Dr. André Santos da Silva Dr. Marcos André Cunha de Oliveira Dr. Leandro de Albuquerque Medeiros Dr. Everton Guedes de Brito CONSELHEIROS REGIONAIS EFETIVOS MANDATO 2014/2017 Dr. Olavo Barbosa Bandeira Dra. Joyce Nunes dos Santos Dra. Gisêlda Castro Lemos de Freitas Dra. Veridiana Ribeiro da Silva CONSELHEIRO REGIONAl SUPLENTE 2016/2019 Dr. Vohnson Francisco Machado de Miranda CONSELHEIRO FEDERAL E SUPLENTE MANDATO 2016/2019 Dr. Bráulio César de Sousa (titular) Dr. Carlos Eugênio Muniz de Holanda Cavalcante (suplente)

VIP Comunicação Direção Geral: Carmen de Queiroz Estagiária: Maria Clara Souto Maior Projeto Gráfico e Diagramação: Daniel Ferreira Fotógrafo: Paulo Fonseca Rua Quarenta e Oito, nº244, sl 103 Espinheiro, Recife/PE CEP 52020-060 F. (81) 3033-4194 viprevista@viprevista.com.br

DUPLA COMUNICAÇÃO Textos produzidos pelo Núcleo de Branded Content da Dupla Comunicação Av. Agamenon Magalhães, 2936, 10º andar Espinheiro, Recife/PE CEP 52020-000 F. (81) 32423207 contato@duplacom.com.br www.duplacom.com.br Impressão: CCS Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Francisco Libório L. Brito (Jornalista - DRT-PE 2.192) Éwerton Oliveira (estagiário)

CONTEÚDO / SEÇÕES 10 CARTA AO LEITOR 12 ENTREVISTA 18 NA PRÁTICA

28 ESPECIAL CAPA 36 CONSELHO ATIVO 56 ARTIGO


Unimed Recife Diretora Técnica Médica: Drª. Mª. de Lourdes C. de Araújo | Cremepe: 3367

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CARTA AO LEITOR Ressaltar a responsabilidade social do farmacêutico e seu papel estratégico na saúde. Esse é um dos propósitos que impulsionam a nossa atuação. E a disseminação de informações relevantes é uma importante ferramenta para continuarmos seguindo tal propósito. Pensando nisso, lançamos a Farma News PE, publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco (CRF-PE) que, além de ter o objetivo de levar informações ao farmacêutico, também tem o intuito de mostrar a atuação e importância desse profissional para a sociedade. Com uma linguagem de fácil entendimento e temas variados, as reportagens desta revista pretendem alcançar um público leitor que vai além do profissional farmacêutico. Nosso intuito é também promover, cada vez mais, os cuidados com a saúde. Assim, esta edição conta com uma reportagem sobre as atribuições clínicas do farmacêutico, destacando a farmácia clínica como aliada no tratamento do paciente. Em função do Dia Internacional do Farmacêutico, comemorado em setembro, trazemos também uma reportagem especial abordando a profissão, sua importância, atribuições, conquistas e mercado de trabalho. Mas o assunto mercado de trabalho também nos leva à discussão sobre o setor farmacêutico diante da instabilidade econômica e esse também é assunto de uma das matérias desta edição da Farma News PE. Outros temas abordados ressaltam as ações e atuação do CRF-PE em defesa do farmacêutico e da sociedade. Você também vai poder conferir uma entrevista com o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. Ele falou com exclusividade à Farma News PE sobre as mudanças e a relevância da atuação profissional do farmacêutico. Boa Leitura! Até a próxima edição. Gisêlda Castro Lemos de Freitas Presidente do CRF-PE


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ENTREVISTA

Pelo fortalecimento da atuação farmacêutica Em todo o país, existem cerca de 195 mil farmacêuticos regularmente inscritos nos conselhos regionais de Farmácia. A Farmácia é uma das dez profissões com as maiores taxas de ocupação do Brasil. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 94,3% dos profissionais que atuam na área estão no mercado atualmente. Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF) desde 2012, o farmacêutico Walter Jorge João acredita que o índice é resultado de uma série de conquistas obtidas pela categoria nos últimos anos, entre elas a aprovação da Lei nº 13.021/14, que regulamenta o serviço de assistência farmacêutica em todo o país. Na entrevista a seguir, o gestor fala sobre as ações promovidas pelo Conselho, que buscou a atualização da legislação, os diversos papéis que os farmacêuticos desempenham no trabalho de promoção da saúde e os desafios para os próximos anos.


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Como a atuação do CFF vem permitindo a valorização da carreira e a presença dele no mercado? Conseguimos, junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, a atualização da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), de duas para oito ocupações e de 19 para 117 especialidades. Além disso, aprovação de novas resoluções viabilizou o respaldo normativo e legal de que os farmacêuticos precisavam para atuar profissionalmente em áreas nunca antes imaginadas, como a floralterapia, a estética, a perfusão sanguínea, entre outras. Mas, sem dúvida, entre as mais de 90 resoluções publicadas, as que desencadearam as maiores transformações no cenário profissional foram as de números 585 e 586, ambas de 2013, que dispõem sobre as atribuições clínicas e a prescrição farmacêutica. Neste mesmo ano, o CFF coordenou o processo de criação do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, que participou ativamente da mobilização pela aprovação da Lei nº 13.021/14, outra grande conquista. Essa lei recuperou a autoridade do farmacêutico nas farmácias e colocou a enorme capacidade técnica do profissional a serviço da população brasileira no cuidado com a sua saúde.

Como está o mercado de trabalho para o farmacêutico no Brasil? A maior empregabilidade é uma consequência dessa ampliação do rol de especialidades e da transformação das farmácias em estabelecimentos de saúde, propiciada pela aprovação da Lei 13.021/14. Como a lei é recente, não temos ainda como mensurar, mas, para se ter uma ideia, as associadas da Abrafarma, entidade que reúne grandes redes de farmácia, possuem 670 consultórios farmacêuticos em funcionamento. A meta é chegar a 3 mil até 2018.

Farmacêutico Walter Jorge João, Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF)

Qual a contribuição do profissional nas farmácias? Já há bastante tempo, os farmacêuticos que atuam nas farmácias estão autorizados a prestar serviços como acompanhamento do tratamento e educação em saúde e a realizar procedimentos como aplicação de injetáveis, testes para dosagem de glicemia capilar, verificação de temperatura e de pressão arterial. Mas, com a publicação da Lei nº 13.021/14, a assistência farmacêutica passou a ser definida como um conjunto de ações e serviços


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FARMAnewsPE voltados a uma assistência terapêutica integral, e à promoção, proteção e recuperação da saúde, além do acesso aos medicamentos e o seu uso racional. A farmácia tornou-se um lugar para cuidar da saúde, e nesse estabelecimento, a autoridade técnica é o farmacêutico, que deve estar presente durante todo o período de funcionamento do estabelecimento.

Quais os limites de sua atuação? Para realizar a assistência farmacêutica plena, o farmacêutico pode proceder à consulta farmacêutica, solicitar exames e prescrever medicamentos. A consulta farmacêutica tem a finalidade de obter os melhores resultados com a farmacoterapia e promover o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde. Ela também visa à prevenção de doenças e à promoção da saúde. Quanto à prescrição, de forma independente, o farmacêutico pode prescrever medicamentos isentos de prescrição médica, para problemas de saúde autolimitados. A prescrição de medicamentos tarjados ou cuja dispensação exija a prescrição médica é permitida ao farmacêutico especialista, desde que existam diagnóstico prévio e protocolos ou acordos de colaboração com outros prescritores. Em relação aos exames, o farmacêutico somente pode solicitar e avaliar resultados de exames com a finalidade de promover o rastreamento em saúde ou acompanhar os resultados do tratamento ao qual o paciente está sendo submetido.

Como continuar difundindo essa prática da farmácia clínica na sociedade? A Farmácia é uma ciência milenar, mas à medida que a sociedade foi se modernizando, esses profissionais foram se distanciando da prática clínica, para assumir um perfil tecnicista. Hoje, no mundo inteiro, há um movimento de resgate do papel do farmacêutico como profissional da saúde e aqui nós seguimos nessa direção, de acordo com o resultado

“A farmácia tornou-se um lugar para cuidar da saúde, e nesse estabelecimento, a autoridade técnica é o farmacêutico, que deve estar presente durante todo o período de funcionamento do estabelecimento.”

da pesquisa O Perfil do Farmacêutico no Brasil, desenvolvida pelo CFF em 2015. Para incentivar ainda mais esse movimento, estamos sempre promovendo cursos de capacitação e campanhas de sensibilização voltadas aos profissionais e à sociedade.

A expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e trouxe novas demandas da sociedade. Como o CFF age para manter sua rede de profissionais atualizados? O envelhecimento da população interfere diretamente nas necessidades de saúde das pessoas. E os serviços farmacêuticos prestados


FARMAnewsPE 15 no âmbito da atenção primária são o grande trunfo que o Brasil tem para promover a saúde e controlar as doenças crônicas não transmissíveis. Aproximadamente 19% das admissões hospitalares entre pacientes idosos têm origem nas reações adversas a medicamentos. Em sintonia com essa realidade, o CFF lançou, em 2016, o Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar), por meio do qual foi disponibilizado o curso online “Prescrição Farmacêutica no Manejo de Problemas de Saúde Autolimitados” e estão sendo publicados guias de prática clínica. O CFF ainda mantém outros programas de capacitação e apoia e promove eventos técnico-científicos, como o Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, que será realizado em novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

A estética é bem-estar e saúde. Como o CFF busca levar essa informação para as ruas? A estética é um conceito amplo e nós, como profissionais da Saúde, atuamos para promover também a Saúde Estética das pessoas. Isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Os farmacêuticos atuam e desenvolvem de maneira interdisciplinar e participativa de ações e serviços de saúde, até mesmo as que tratam das disfunções metabólicas, dermatológicas e fisiológicas e que são soluções alternativas aos interesses da população. Por isso, por meio da Resolução CFF nº 573/13, regulamentamos a atuação dos farmacêuticos em procedimentos invasivos não cirúrgicos na área de estética. Assim, o profissional passou a poder ser o responsável técnico por estabelecimentos nos quais se utilizam técnicas de natureza estética e recursos terapêuticos com esses fins, desde que não haja a prática de intervenções de cirurgia

plástica, devendo estar regularmente inscrito no Conselho Regional de Farmácia de sua jurisdição.

Quais são as grandes metas do CFF para o ano? Atualmente, a clínica é a área que mais atrai os farmacêuticos para a qualificação, quer ele atue nas farmácias particulares ou nas da rede pública. O CFF conseguiu, junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inclusão do consultório farmacêutico e dos serviços prestados por farmacêuticos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). A inserção na CNAE regulariza a atuação do farmacêutico clínico em ambiente apropriado ao cuidado farmacêutico, com a privacidade e o conforto de que os profissionais e os pacientes necessitam. Assim, os farmacêuticos têm, agora, o respaldo burocrático e legal que faltava para a instalação de seus consultórios e a prestação de seus serviços.

O senhor esteve recentemente no Recife para o I Simpósio Pernambucano de Farmácia Magistral e Estética. Como avalia sua participação no evento? A iniciativa foi, sem dúvida, um grande momento para a Farmácia Magistral e, mais especificamente, para esta recém-conquistada área de atuação, a Estética. A gestão do CRF-PE é competente e realizou um belo trabalho em prol da nossa profissão. Fiquei muito satisfeito ao ver a adesão dos pernambucanos a este evento, que conseguiu reunir duas áreas importantes para nossa profissão. A atuação local vem ampliando as competências da atividade e, consequentemente, criando novos postos de trabalho e fortalecendo ainda mais o mercado.


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NA PRÁTICA

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Farmácia Clínica:

uma aliada no tratamento médico A atuação clínica do farmacêutico traz diversos benefícios para a população no que se refere a melhorias na qualidade de vida

Além das habilidades de preparo e dispensação de medicamentos os farmacêuticos clínicos podem auxiliar nos cuidados dos pacientes e prover outros serviços, como a educação em saúde, verificação de parâmetros clínicos e a administração de medicamentos. Essas atribuições, regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 2013, são um marco para a Farmácia Clínica, tornando os profissionais da área um instrumento de colaboração com os outros profissionais de saúde. A farmacêutica Ítala Nóbrega, membro da Comissão de Farmácia Clínica do Conselho Regional de Farmácias de Pernambuco (CRF-PE) pontua que a Farmácia Clínica “propicia aos pacientes não apenas


FARMAnewsPE 19 em qualquer ambiente. Portanto, é uma prática que pode ser desenvolvida em hospitais, ambulatórios, unidades de atenção primária à saúde, farmácias comunitárias, instituições de longa permanência e domicílios de pacientes; serviços públicos ou privados”, complementa Ítala. E os benefícios das Farmácias Clínicas para a população são muitos. “Diversos estudos mostram que a atuação clínica do farmacêutico melhora a adesão ao tratamento, diminui reações adversas, interações, tempo de internação, morbidade, mortalidade e custos do tratamento e melhora a qualidade de vida. Isso não é pouca coisa em um país em que a população carece de cuidados com a saúde e tem dificuldades em conseguir atendimento”, finaliza a farmacêutica. Ítala Nóbrega, farmacêutica, membro da Comissão de Farmácia Clínica do CRF-PE

o acesso aos medicamentos em condições seguras de uso, mas também a otimização dos resultados da farmacoterapia, com vistas a melhorar o controle das suas condições de saúde”. Nelas, é possível realizar conciliação de medicamentos, monitorização terapêutica, acompanhamento farmacoterapêutico, atrelados à capacidade desse profissional em identificar, prevenir e resolver problemas relacionados à farmacoterapia. De acordo com o CFF, no caso dos farmacêuticos, a prescrição de determinados medicamentos é autorizada aos profissionais legalmente habilitados e registrados nos conselhos regionais de Farmácia. E a prescrição farmacêutica não se restringe à prescrição de medicamentos, podendo envolver outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente. Desde que dentro das normas estabelecidas pelo CFF, qualquer farmácia pode se certificar a oferecer os serviços. “O profissional que está voltado para o exercício da clínica age como farmacêutico clínico

Farmácia de manipulação com serviços clínicos farmacêuticos Desde setembro de 2016, o município de Escada, na Mata Sul de Pernambuco, tem a primeira farmácia de manipulação certificada para ofertar serviços clínicos de Pernambuco, a Pharma Clinic. Acompanhamento farmacoterapêutico, nebulização e pequenos curativos são alguns dos serviços prestados pela farmacêutica Glória Cabral, proprietária da empresa. Glória explica que o investimento na área foi motivado pela vontade de levar o atendimento clínico farmacêutico ao interior do Estado, em função da carência da população em relação a atendimentos básicos, e, principalmente, em relação a dúvidas sobre a farmacoterapia e o uso racional de medicamentos. Com as mudanças necessárias para atendimentos clínicos, além dos espaços e equipamentos específicos para a manipulação, a unidade


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passou a dispor de uma sala de atendimento farmacêutico (onde são realizadas as consultas) e uma sala de serviços farmacêuticos para a realização dos procedimentos. “Nesse consultório os clientes podem tirar dúvidas sobre medicamentos e/ou patologias. Caso o quadro clínico se encaixe em algum tipo de transtorno autolimitado, ali mesmo é feito o atendimento primário com o devido acompanhamento. Caso o problema de saúde do cliente não se encaixe nesse quadro ou se ele persiste, fazemos o encaminhamento documentado ao especialista”, complementa. Além do consultório farmacêutico, a Clinic Pharma conta também com uma sala de serviços onde são realizadas aplicação de injetáveis, perfuração do lóbulo auricular em recémnascidos e, além disso, aferição da pressão arterial e glicemia capilar que servem como parâmetros de triagem. “É gratificante demais

Glória Cabral, proprietária da Pharma Clinic e membro da Comissão de Farmácia Magistral do CRF-PE

ver o quanto o farmacêutico clínico tem a oferecer em sua comunidade. Essa proximidade com as pessoas e o reconhecimento pelos bons serviços prestados nos conduz à certeza de que a farmácia clínica comunitária dá seus primeiros passos no Brasil de forma exitosa e que isso culminará a partir de então, em um novo modelo de atendimento que preza por maior acessibilidade da população junto ao profissional farmacêutico”, finaliza Glória.


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O laço rosa está firme

Comissão de Oncologia do CRF-PE debate ações com o objetivo de incentivar exames para combater o câncer de mama em Pernambuco O câncer de mama segue deixando rastros na população mundial e se mantendo entre os tipos mais comuns da doença, perdendo apenas para o câncer de pele. Responsável por 28% dos novos casos, ele apareceu na vida de 57.960 brasileiros em 2016, segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Diante dessa realidade, as pessoas abraçam movimentos populares como, por exemplo, o Outubro Rosa, que é simbolizado por um laço da mesma cor, como uma forma de alerta sobre os riscos da doença e incentivo ao diagnóstico precoce. Apesar desses números, especialistas estão otimistas e não hesitam em afirmar: o laço rosa está cada vez mais firme. O Outubro Rosa ganhou popularidade em meados dos anos 1990, nas edições da Corrida da Cura, em Nova York, onde os participantes usavam o laço como forma de propagar o movimento. O adereço passou a ser item

indispensável em eventos esportivos, desfiles e várias outras aparições públicas, assim como a iluminação rosada em monumentos, prédios e pontes, consolidando o símbolo como uma leitura mundial. No Brasil, o Cristo Redentor é o grande foco da luz rosa no mês de outubro. A farmacêutica Sandra Hazin, membro da Comissão de Oncologia do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) e representante do Estado na Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (SOBRAFO-PE) vê com bons olhos a popularização do Outubro Rosa. “É importante que as pessoas mantenham uma frequência de exames. Adultos de qualquer idade já podem fazer a ultrassonografia, enquanto os maiores de 40 anos devem iniciar a mamografia. Alguns anos atrás, a recomendação era para mulheres acima de 50, mas os tempos mudaram. Hoje, temos pessoas com 20 e poucos anos que já sofrem deste mal, tanto homens


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“O farmacêutico, muitas vezes, é o primeiro profissional de saúde procurado pela população em caso de alguma enfermidade”

Sandra Hazin, farmacêutica, membro da Comissão de Oncologia do CRF-PE e representante do Estado na SOBRAFO-PE

quanto mulheres. Por isso, a sociedade tem falado mais no assunto: ela está cada vez mais consciente”, comenta. De acordo com a profissional, o chamado exame de rastreamento deve ser feito pelo menos uma vez ao ano. “Não existe prevenção para o câncer, que é uma doença inevitável, mas o diagnóstico precoce é de extrema importância para o seu combate. Quanto mais cedo o paciente descobrir, maiores são as chances de cura”, alerta Sandra. No entanto, a falta de estrutura no sistema público de saúde brasileiro acaba dificultando esse processo. “A fila do SUS é muito grande e, às vezes, equipamentos apresentam problemas, por isso as pessoas acabam desistindo”, lamenta a farmacêutica. Não por acaso, a Comissão de Oncologia do CRF-PE vem realizando ações para atender o público de baixa renda do Estado. O grupo iniciou este ano uma série de cursos de aperfeiçoamento voltados para farmacêuticos,

no objetivo de ampliar o atendimento e suprir a demanda. “É muito mais fácil as pessoas irem à farmácia do que ao médico. Já realizamos três cursos no Recife em 2017. Até o final do ano vamos realizar mais três, desta vez no interior do Estado, adianta Sandra, citando que profissionais de Caruaru, Petrolina e Serra Talhada devem ser os próximos a receber o aprimoramento. “A Comissão de Oncologia tem o papel de realizar suporte técnico e cientifico à comunidade farmacêutica e à Diretoria, com ações voltadas à capacitação e ao aprimoramento do profissional. Dessa forma, a Comissão trabalha para que o farmacêutico atue diretamente junto à população, na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama. O farmacêutico, muitas vezes, é o primeiro profissional de saúde procurado pela população em caso de alguma enfermidade”, acrescenta Liziane França, que também faz parte da Comissão de Oncologia do CRF-PE. Com quatro anos de existência, o grupo tem projetos inovadores para um futuro não tão distante. “Se tudo der certo, pretendemos instalar um mamógrafo público, com técnicos capacitados para o manuseio do serviço, para atender a população de classe mais baixa da sociedade, que, pela falta de estrutura, acaba sendo a camada da sociedade mais atingida por essa doença”, afirma Sandra. O equipamento deve ser instalado em um local estratégico da RMR, nos próximos anos.


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Imunidade à crise

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O setor farmacêutico é um dos poucos que vêm conseguindo ficar na contramão na atual instabilidade econômica Crise. Os brasileiros já estão saturados dessa palavra. Mas, mesmo diante do cenário de incertezas na economia, o segmento farmacêutico vem mostrando resistência e mantém crescimento nos últimos anos. Dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA) mostram que a indústria farmacêutica driblou a crise econômica e cresceu aproximadamente 12,55% no ano passado. O setor farmacêutico faturou cerca de 66 bilhões de reais entre abril de 2015 e março de 2016, um crescimento de 10% comparado com o mesmo período um ano antes, segundo dados do IMS Health

compilados pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Ao contrário de outras indústrias, as contratações na área farmacêutica aumentaram quase 20% no último ano. De janeiro a abril de 2016, essas empresas faturaram 5,18 bilhões de reais com a comercialização de 304,9 milhões de unidades de remédios, um aumento de 21,7% no faturamento e de 16% em medicamentos vendidos, em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com José Homero de Souza, membro da Comissão de Empreendedorismo do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE),


FARMAnewsPE 25 o mercado farmacêutico é composto por itens de primeira necessidade e que, por essa razão, não sofre tanto com a crise como os demais segmentos. “Quando as contas apertam no momento de crise, as pessoas deixam de comer fora, de ir ao cinema, de comprar produtos de marcas mais caras, mas dificilmente deixam de comprar seus medicamentos, podem no máximo deixar de comprar um medicamento de referência e comprar um genérico”, ressalta José Homero. Considerando os produtos que são importados, nem mesmo a mudança do dólar pode mudar o cenário. “O risco é mínimo de ocorrer uma ruptura, pois o mercado farmacêutico é muito estruturado e nem os economistas mais críticos preveem um aumento significativo no valor do dólar. Mesmo que o Brasil troque novamente de presidente, não haverá mudança na equipe ou política econômica tão drástica que possa gerar ruptura do mercado farmacêutico”, afirma.

O setor farmacêutico faturou cerca de 66 bilhões de reais entre abril de 2015 e março de 2016

José Homero de Souza destaca ainda que, só nos primeiros seis meses de 2016, foram abertas 72 novas farmácias em Pernambuco e nesse mesmo período a vendas aumentaram 3,5%. Nos últimos três anos, Pernambuco presenciou a chegada de várias redes de farmácias; como a Extrafarma, que dispôs 120 milhões de reais para abrir 20 lojas, a Raia Drogasil, que inaugurou em Jaboatão o seu primeiro centro de distribuição do Nordeste e a Drogaria São Paulo, que abriu diversas lojas na região metropolitana.

As pequenas podem sentir Mesmo com a boa colocação do setor no mercado, esse caminho para o sucesso econômico pode se tornar um pouco mais árduo de percorrer para algumas farmácias, sobretudo as pequenas ou independentes. Elas sentem mais os efeitos da crise e enfrentam

José Homero de Souza, membro da Comissão de Empreendedorismo do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE)


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dificuldades diferentes das que vivem as grandes redes em um momento de cautela na economia. Muitas farmácias pequenas estão sofrendo com chegada das grandes redes, algumas inclusive fecharam suas portas. “As pequenas farmácias não apresentam poder de barganha para realização de negociação com seus distribuidores e acabam comprando medicamentos mais caros que as redes. Além disso, muitas apresentam problemas graves de gestão, se tornam pouco competitivas e perdem a briga com as redes”, disse José Homero. A negociação de prazos com os fornecedores também podem trazer ganhos significativos para farmácia. Não é porque o setor está sobrevivendo que não precisa de uma atenção especial. Os

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empresários precisam de criatividade, muito trabalho e atenção diante das concorrências. Para Jose Homero, o ponto crucial está na boa gestão, através da implantação de políticas de negociação de preços, gestão de estoque e eliminação dos desperdícios. “Não estamos na era da fartura, mas da escassez. As principais perdas no setor de farmácia são decorrentes da má negociação nas compras, na gestão de estoque e política de pagamento. O medicamento é um produto bastante perecível e precisa ser vendido bem antes do prazo de validade, aí entra a questão de gerir bem o sistema de compras e estoque. A inclusão de alimentos especiais, higiene pessoal e aumento da variedade de produtos gera um ganho extra e promove um aumento de clientes da farmácia”, conclui.

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ESPECIAL

PROFISSÃO:

Far ma cêu tico


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A atuação do profissional Farmacêutico vai além do contexto da “farmácia comercial”. Ele está cada vez mais próximo ao paciente e pode contribuir diretamente no seu tratamento

Gisêlda Lemos, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE)

O fascínio do ser humano por substâncias que podem curar é milenar. Sucessores dos boticários, os farmacêuticos são muito mais do que aquela pessoa de roupa branca que fica por trás dos balcões das drogarias. No Brasil, eles podem ser encontrados em hospitais, indústrias, laboratórios e clínicas e exercer atividades diferentes em mais de 70 áreas de atuação. É função do profissional manipular formulações farmacêuticas, combater a produção falsificada de medicamentos, realizar análise e identificação das reações e substâncias e, ainda, formular cosméticos e produtos de higiene. Para reforçar a importância da categoria, a Federação Internacional Farmacêutica instituiu 25 de setembro como o Dia Internacional do Farmacêutico. Para a presidente do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE), Gisêlda Lemos, duas leis simbolizam um marco para a profissão; a lei 5.991 de 1973, que diz respeito ao controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos e a lei 13.021 de 2014, que reconhece a Farmácia como estabelecimento de saúde e dá ao farmacêutico mais autonomia em sua atuação. “As duas leis são importantíssimas e resultam na evolução da profissão. Com a nova lei, o profissional agora, tem o olhar da população e o foco do próprio farmacêutico é outro. Hoje ele se sente, de


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fato, como profissional da saúde e voltado aos cuidados farmacêuticos”, disse. Dessa forma, o farmacêutico tem autonomia para estar cuidando do paciente, podendo inclusive fazer prescrições de alguns medicamentos. Assim, esse profissional pode acompanhar o tratamento do paciente de perto, realizando um monitoramento da doença e solucionando problemas de saúde considerados autolimitados, que são enfermidades agudas de baixa gravidade como diarreia simples, dores de cabeça, crise alérgica, etc. Se o paciente é hipertenso, por exemplo, ele pode ir à farmácia verificar a pressão arterial e descobrir se o medicamento está surtindo efeito ou quais os efeitos colaterais. O mesmo tem acontecido com o controle da obesidade e diabetes. Hoje o farmacêutico se volta para a população com prestação de serviços antes não permitidos, como a aplicação de medicamentos injetáveis, aferição da pressão arterial, da glicemia capilar e acompanhamento do paciente em alguns tratamentos. Outra importante função do farmacêutico é conhecer a fundo os medicamentos e suas fórmulas, para assegurar que causarão benefícios e não danos ao organismo do paciente. De acordo com dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 27 mil brasileiros foram intoxicados pelo mal uso de medicamentos. Entende-se que os medicamentos são produzidos para beneficiar as pessoas, mas o uso inadequado da droga durante um tratamento pode se transformar em extremo risco ao paciente. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), cerca de 40% dos enfermos que circulam nas emergências dos hospitais é resultado da utilização incorreta das medicações durante o tratamento. E o farmacêutico deve entrar em ação justamente nesse processo, como um profissional especializado em minimizar os riscos a quem está doente.

Hoje o farmacêutico se volta para a população com prestação de serviços antes não permitidos, como a aplicação de injetáveis, aferição da pressão, da glicemia capilar e acompanhamento do paciente em alguns tratamentos.

O autocuidado é importantíssimo para a boa saúde, mas a população deve entender que o medicamento que foi indicado para o vizinho pode não servir para outro paciente. “O tratamento deve ser específico para cada um”, como afirma a presidente do CRF-PE, Gisêlda Lemos, “O mesmo medicamento que é bom para um paciente pode fazer mal para outro. Para ser benéfico, ele precisa ser utilizado de forma segura, com horário, dose e orientações corretas”, destaca. A presença do farmacêutico na farmácia favorece a quebra da cultura da automedicação, uma vez que ele é o profissional capacitado a dar segurança ao paciente e garantir que ele não vá prejudicar a saúde.


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O CRF-PE direciona suas ações através de três diretrizes: a fiscalização, para garantir que os estabelecimentos permaneçam adequados perante as leis; a capacitação, cooperando para a formação do profissional através de palestras, cursos e simpósios, e as campanhas, que consistem no contato direto com a população através de ações de conscientização sobre o uso racional dos medicamentos e prevenção de doenças. “Infelizmente, em nosso Estado ainda não temos farmacêuticos presentes durante todo o horário de funcionamento das farmácias. Mas, através do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), isso vem

melhorado gradativamente”, afirma Gisêlda. O TAC condiciona os estabelecimentos, de forma paulatina, a disporem de farmacêuticos tantos quantos forem necessários para que esteja garantida a assistência farmacêutica plena, durante todo o horário de funcionamento dos estabelecimentos. “A evolução está acontecendo. Esperamos que até 2018, ou no mais tardar em 2019, com a chegada dos novos profissionais que estão sendo formados, em Pernambuco, teremos todas as condições para chegarmos à assistência farmacêutica plena. ” Completa a presidente do CRF-PE.


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Um mercado amplo As mudanças no âmbito da saúde referentes à tecnologia e inovação estão ocorrendo em alta velocidade. Um farmacêutico integrado é tudo que um sistema de saúde quer e isso vem desde pensar no medicamento, por exemplo, até a sua dispensação orientada e racional. “É necessário acompanhar todo esse movimento de mudanças e de nos resgatar junto a outros profissionais de saúde, de sermos mola essencial na execução de muitas atividades, isso requer um resultado rápido em prol do paciente, acho isso fantástico na profissão”, afirma a coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Flávia Morais. A abrangência de mercado aumenta as possibilidades de emprego para o farmacêutico e, por essa razão, vários farmacêuticos já conseguem sair das instituições de ensino com o emprego garantido. Apesar de a notícia ser boa, isso preocupa a coordenadora porque, para ela, a garantia do emprego pode refletir

Com mais de 70 áreas de atuação, o farmacêutico hoje pode ser encontrado também fora de farmácias e drogarias


FARMAnewsPE 33 numa acomodação que impede o profissional de investir em si próprio, ficando no limbo no que diz respeito aos avanços da profissão e às novas possibilidades de crescimento. Quando o tema é empregabilidade e futuro, Flávia costuma dizer aos seus alunos que “Os primeiros anos de salários devem ser investimento na profissão, caso contrário, daqui a cinco anos, ele será somente mais um farmacêutico. É importante buscar alguma formação que traga esse diferencial e que agregue outros conhecimentos.” Para ela, é um fascínio perceber que um profissional é, acima de tudo um empreendedor. Apesar da diversidade no campo da atuação, todas as áreas são integradas e saber construir bem o percurso é o que garante sucesso. “Hoje, tenho muito orgulho de ter formado farmacêuticos empreendedores, que possuem um novo olhar diante do mercado”, afirma. Com mais de 70 áreas de atuação, o farmacêutico hoje pode ser encontrado também fora de farmácias e drogarias, eles estão cada vez mais presentes em hospitais, distribuidoras, indústrias, laboratórios e clínicas especializadas como exemplos, de nefrologia e de oncologia. E, à medida que vai se especializando, mais oportunidades surgem. A qualidade na formação é essencial para atender bem todas as demandas do mercado. “Em Pernambuco, observo que o farmacêutico tem um mercado amplo a explorar, e algumas dessas áreas parecem esquecidas ou negligenciadas pelo profissional, mas têm grande potencial e com remuneração que deve ser compatível com a sua formação e com seu desempenho”, explana Flávia Morais. Dentro dessas diversas áreas estão as privativas, atividades que dizem respeito somente ao profissional de farmácia (produção, manipulação, etc.) e as compartilhadas, que como o nome já indica, são áreas em que outros profissionais atuam, como a da estética, por exemplo.

HOMENAGEM Os farmacêuticos que se destacam na profissão são homenageados anualmente por meio da Comenda do Mérito Farmacêutico, maior honraria concedida pelo Sistema Conselho Federal de Farmácia e Conselhos Regionais de Farmácia. Ela é entregue a profissionais das 27 unidades da federação, em comemoração ao Dia do Farmacêutico. Em nosso Estado, o CRF-PE instituiu, em 2008, a Comenda do Mérito Farmacêutico de Pernambuco. A honraria destinase a condecorar farmacêuticos, autoridades e cidadãos que prestem ou tenham prestado relevantes serviços à profissão farmacêutica e/ou sejam merecedores da homenagem do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco. Desde a sua criação, 70 farmacêuticos e autoridades já foram homenageadas. Na edição deste ano serão homenageados mais oito profissionais. Como homenageado especial foi escolhido o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João, pelos relevantes serviços prestados e pela busca incessante da valorização da profissão farmacêutica.


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CONSELHO ATIVO Em defesa da sociedade

Além da fiscalização para uma atuação segura e ética por parte dos farmacêuticos, o CRF-PE vem se destacando na defesa do direito da população à assistência farmacêutica O profissional de farmácia pode atuar em diversos locais, como farmácias e hospitais, e tem responsabilidade direta com a sociedade a partir do momento em que o trabalho dele interfere na saúde da população. Por isso, uma grande preocupação do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) é lutar pelos direitos, não só da classe profissional, mas também da sociedade. De acordo com o presidente da Comissão de Saúde Pública do CRF-PE, Hermias Veloso, o Conselho desenvolve vários trabalhos com vista à atuação ética do farmacêutico quanto na defesa e proteção da população. Uma das ações de destaque foi a criação de serviços que captem as reclamações da sociedade, como a ouvidoria do CRF-PE, para cobrar aos entes responsáveis que solucionem os problemas. “Por exemplo, no caso de não haver farmacêuticos nos hospitais, o conselho, junto com o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco


FARMAnewsPE 37 (SINFARPE), deve cobrar ao poder público, seja na esfera estadual ou municipal. Se não há profissionais, não tem como dar suporte à questão fundamental que é a do acesso ao medicamento”, explica Hermias, ressaltando que esse tipo de problema afeta diretamente a população. Na prática, o conselho regulamenta a profissão e, juntamente com o sindicato, busca condições de trabalho para a classe farmacêutica, o que resulta também em ganhos para a sociedade.

Outra causa que o CRF-PE trabalha para buscar soluções diz respeito à falta de medicamentos em hospitais e postos de saúde. De acordo com Hermias, a responsabilidade de fornecer os medicamentos é do Governo do Estado, ou das prefeituras de determinados municípios. Quando esse medicamento não é fornecido, cabe ao conselho questionar o porquê do déficit, já que isso interfere diretamente no trabalho dos farmacêuticos. “Os órgãos de classe, principalmente o conselho, devem ouvir a população e os gestores, propor soluções ou convocar os órgãos competentes para resolver o problema”, reforça Hermias. Apesar da atuação do CRF-PE para garantir os direitos da classe farmacêutica e a defesa das necessidades da sociedade, Hermias admite que o conselho pode ajudar ainda mais por meio de denúncias das irregularidades. “Nós também pedimos para que o profissional faça as reclamações, pois assim podemos solucionar os problemas ou cobrar das pessoas responsáveis. Essas denúncias podem ser feitas tanto pelo canal de ouvidoria no site do CRF-PE quanto na sede e subsedes do órgão.

Como denunciar irregularidades Hermias Veloso, presidente da Comissão de Saúde Pública do CRF-PE

Em relação a isso, o CRF-PE tem três processos judiciais abertos para cobrar a integração de profissionais de concursos públicos realizados: um no Estado, sobre a seleção de 2013 para farmacêuticos na Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (HEMOPE); e dois no município do Recife, referentes aos concursos de 2012 e 2014 para lotações de profissionais do executivo municipal. “Enquanto os processos não são concluídos, a sociedade sofre com a falta de farmacêuticos nos hospitais e demais serviços”, lamenta o presidente da comissão.

Digital – Ouvidoria: www.crfpe.org.br Presencial: Sede do CRF - Rua Amélia, 50 - Espinheiro - Recife PE | CEP: 52020-150 Subsede Caruaru - Empresarial Difusora - Av. Agamenon Magalhaes, 444 - Loja 2Mauricio de Nassau - Caruaru - PE CEP: 55012-290 Subsede Garanhuns - Praça Dom Moura, 334 Centro - Garanhuns - PE | CEP- 55293-550 Subsede Petrolina - Av. Presidente Tancredo Neves, 1064 - Térreo, Loja 03 - Edifício São Francisco Centro - Petrolina – PE | CEP: 56304-190 Subsede Serra Talhada - Rua Dep. Afrânio de Godoy, 915 – Loja 01 - Serra Talhada – PE | CEP: 56903-390


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Descentralização e eficiência Para atender aos farmacêuticos pernambucanos e à população, o CRF-PE pensa em alternativas que vão do litoral ao sertão Atuando numa área de mais de 98 mil km² o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) desenvolveu uma estratégia de prestação de serviço descentralizada. Além da sede, localizada no Recife, o CRF-PE oferece atendimento em quatro subsedes instaladas em Caruaru e Garanhuns, no Agreste de Pernambuco; Serra Talhada e Petrolina, no Sertão do Estado. Também foi ampliado o projeto CRF Itinerante e montada uma plataforma de atendimento online no site do Conselho (www.crfpe. org.br). Dessa forma, passou-se a atender o maior número de pessoas e com mais eficiência. Esse processo de descentralização foi ampliado em 2014, com a criação das coordenadorias das

subsedes do Conselho. Mesmo desenvolvendo uma função não remunerada, os coordenadores exercem um papel de grande relevância para a categoria. Eles são, na prática, o primeiro elo entre os farmacêuticos de suas respectivas regiões e a diretoria do CRFPE. “Somos facilitadores da atividade dos colegas nessa área do Sertão. Por estarmos mais próximos, escutamos as necessidades deles e intermediamos com a sede e com a Diretoria o atendimento da demanda”, explicou o coordenador da subsede de Serra Talhada, Anderson Lucier Barros. Além de serem um elo entre a categoria e a sede, os coordenadores supervisionam as atividades da subsede, encaminham reclamações e as sugestões dos


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FARMAnewsPE farmacêuticos, proprietários de estabelecimentos e da população à diretoria do CRF-PE instalada no Recife; sugerem melhorias nos serviços administrativos; e apresentam relatórios. “Estamos sempre atentos às nossas atribuições e às necessidades dos colegas, que podem nos procurar sempre”, disse Anderson Barros. Na subsede de Caruaru, desde o ano passado são realizadas rodadas de conversas com os farmacêuticos da região. A atividade vem dando resultados

positivos, segundo o coordenador Vohnson Miranda. “Essa atividade é feita em um determinado período do ano. Em 2016, realizamos cerca de dez encontros. Em 2017 continuaremos a realizar a atividade neste segundo semestre. São discussões semanais com os profissionais. Eles trazem sugestões e reclamações e nós as levamos à diretoria, que também se reune semanalmente para discutir essas demandas e nos dar uma resposta adequada a cada necessidade”, explicou o gestor da unidade.

CRF-PE percorre o Estado Junto com a criação das coordenadorias das subsedes foi ampliado o Projeto CRF-PE Itinerante, ferramenta de prestação de serviço que atende à demanda dos farmacêuticos e proprietários de estabelecimentos do interior de Pernambuco. Periodicamente, diretores e funcionários do Conselho se deslocam do Recife para uma das cidades-polo, onde existe uma subsede. Durante dois ou três dias, a equipe mantém plantão no local para o despacho de necessidades administrativas e de processos de profissionais farmacêuticos e de empresas da região.

Além de atendimentos administrativos que só poderiam ser feitos na sede, no Recife, também são incluídas nas atividades da comitiva a realização de solenidades de juramento e de entrega de carteiras aos profissionais. “O projeto é uma ‘mão na roda’ para profissionais farmacêuticos e proprietários de estabelecimentos do interior do Estado, dispensando o seu deslocamento até a capital para solução de pendências”, explicou a presidente do CRF-PE, Gisêlda Lemos.


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Conselho conectado Mesmo sem sair de casa, é possível resolver questões administrativas de qualquer parte do Estado. Isso porque o CRF-PE disponibiliza em seu site (www.crfpe.org.br) a opção de ter acesso a vários serviços on-line. Por essa ferramenta é possível emitir segunda via de boletos, os farmacêuticos podem atualizar os dados pessoais, fazer comunicado prévio de ausência, consultar o andamento de protocolos, solicitar declaração de inscrição, além de consultar vínculos e quadros de profissionais, isso para as empresas. A ferramenta é de fácil utilização e pode ser acessada de diferentes ferramentas, segundo o responsável pelo setor de Tecnologia da Informação (TI) do CRFPE, Rui Gomes. “O nosso site se adapta a qualquer dispositivo, pode ser visto no computador, celular ou tablete. Com esse serviço on-line, conseguimos encurtar o caminho entre o Concelho e a sociedade”, explicou Gisêlda Lemos.

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Projeto prevê ampliação e modernização da sede do CRF-PE O Conselho Regional de Farmácia do Estado de Pernambuco contará, em breve, com uma sede mais ampla, moderna e mais acessível. Isso é o que prevê o projeto de reforma e readequação da sede e do anexo do órgão, no Recife. O projeto foi apresentado recentemente à Diretoria do CRF-PE pela empresa Norma Engenharia, escolhida através de licitação, e prevê a reestruturação geral dos dois imóveis localizados na Rua Amélia, no bairro do Espinheiro. A sede do Conselho é composta hoje por dois prédios distintos, sendo que o imóvel anexo encontrava-se fechado há mais de dez anos, sendo utilizado apenas como depósito. Uma reforma emergencial foi executada recentemente no anexo, permitindo a sua utilização parcial. Com a nova planta, haverá a interligação das duas edificações através de uma passarela, priorizando a funcionalidade, fluidez e melhor aproveitamento do espaço. Além da unificação, o projeto prevê reforma em toda a estrutura,

com construção de salas e áreas de atendimento mais amplas e mais confortáveis, auditório com maior capacidade e com acessibilidade, além da destinação de área para estacionamento de veículos, hoje um dos grandes problemas enfrentados pelos visitantes e usuários. “A Sede do CRF foi adquirida no início da década de 1980. Na época, tratava-se de um imóvel residencial e, como tal, já não dispõe de estrutura física e nem de instalações elétricas e hidráulicas adequadas que atendam à demanda”. Explica Gisêlda Lemos, presidente do órgão. RECURSOS - Para a execução do projeto, o CRF-PE contará com apoio financeiro do Conselho Federal de Farmácia. “O presidente do CFF, Dr. Walter Jorge, se mostrou sensível à nossa solicitação e já garantiu no orçamento do órgão a doação de 1 milhão de reais para custeio da reforma da nossa sede”, comemora Gisêlda. A dirigente destaca o papel desempenhado pelo conselheiro federal Bráulio César de Sousa junto ao CFF para que a solicitação fosse incluída no orçamento.


Contar com um FarmacĂŞutico faz bem.... FARMAnewsPE 43


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Informação em tempo real nas inspeções Mais ágil e segura, a Fiscalização Eletrônica Móvel completa três anos em Pernambuco Desperdício e utilização em excesso de papel, coleta de informações manualmente, erros de digitação e atraso no retorno as instituições. Até setembro de 2014, esse era o cenário do cotidiano dos farmacêuticos fiscais no Estado. Com a implantação da Fiscalização Eletrônica Móvel (FEM), que completa em 2017 três anos de cumprimento, a realidade agora é outra. Com um tablet e uma mini-impressora portátil na mão, os fiscais farmacêuticos podem ter acesso às informações em tempo real dos mais de cinco mil estabelecimentos cadastrados ao Conselho Regional de Farmácias (CRF-PE) durante as inspeções.

Principais vantagens Dados atualizados e em tempo real Agilidade Consulta aos dados do estabelecimento Segurança Inspeção enviada eletronicamente ao CRF

“Na semana de fiscalização externa, quando os fiscais estão o tempo todo na rua, mesmo que o cadastro do estabelecimento farmacêutico tenha sido alterado há pouco tempo, as informações ficam disponíveis para a consulta online no dispositivo móvel. Essa é uma das principais diferenças em relação à inspeção manual, onde tudo era impresso antecipadamente”, explica a vice-presidente do CRF-PE, Joyce Nunes dos Santos. De acordo com ela, o acesso a esses dados torna o processo de trabalho mais rápido, eficiente e fidedigno e, além disso, evita a emissão de auto infração e transtornos aos estabelecimentos e aos farmacêuticos. Iniciado em Pernambuco em 11 de setembro de 2014, a FEM é regulamentada pela Resolução nº 600 de 25 de julho de 2014 do Conselho Federal de Farmácias (CFF). Da implantação até


FARMAnewsPE 45 o mês de julho de 2017, foram registrados 3.974 termos de inspeção, 364 intimações e 1.069 autos de infração. “Estamos inserindo dentro da fiscalização eletrônica a ficha de Verificação do Exercício Profissional, que contemplará ainda dados sobre as condições de trabalhos dos farmacêuticos. A coleta dessas informações não seria possível de ser realizada no papel”, defende Joyce Nunes. Para o desenvolvedor do sistema utilizado na FEM, Rui Gomes, a vistoria eletrônica é mais segura. “A plataforma é usada por todos os fiscais em atividade e as inspeções são enviadas diretamente ao CRF, não havendo a necessidade de intermediários”, afirma. Criado para operação em Android, a interface

da ferramenta é objetiva, de fácil acesso, e as suas funcionalidades ficam visíveis para o manuseio. Equipe – Hoje, o quadro de profissionais do Conselho Regional de Farmácias de Pernambuco é composto por uma supervisora da fiscalização, responsável pelas atividades internas na sede, no Recife, pelo atendimento aos farmacêuticos e estabelecimentos. Os outros quatro fiscais fazem a vistoria in loco na capital e no interior. “Estamos trabalhando para realizar um concurso público ainda este ano. Pretendemos abrir mais seis vagas de fiscais para o serviço. A ampliação da equipe vai fortalecer o setor e melhorar o serviço prestado por nós”, afirma Nunes.

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Qualificar é preciso

Programa de Capacitação do CRF-PE oferece cursos, seminários, simpósios e palestras gratuitos para os farmacêuticos.

Além de sua atribuição como órgão fiscalizador do exercício profissional, os Conselhos Regionais de Farmácia podem e devem exercer ações no sentido de manter os profissionais atualizados, de forma que esses possam atender melhor a população, com responsabilidade e competência. Com foco nesse princípio, o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco instituiu, em 2014, o Programa de Capacitação do CRF-PE, que é responsável por oferecer cursos para os farmacêuticos a fim de contribuir na formação desses profissionais. De acordo com o diretor secretário geral do CRF-PE, Leandro Medeiros, há um cronograma anual de cursos gratuitos que são oferecidos para todos os farmacêuticos inscritos no órgão

Leandro Medeiros, diretor secretário geral do CRF-PE


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em Pernambuco e para estudantes da área. “As capacitações são idealizadas pelas Comissões Técnicas Assessoras do CRF-PE de acordo com as demandas das diversas áreas em cada região do Estado. Alguns minicursos, como o de Aplicação de Medicamentos Injetáveis, são oferecidos todos os anos, por causa da alta procura. Já outras capacitações são pontuais”, explica. Somente neste ano já foram realizados 21 eventos com caráter de formação, entre minicursos, cursos, palestras, simpósios e seminários, beneficiando cerca de 1.200 profissionais da Região Metropolitana do Recife e do interior do Estado.

“O objetivo de oferecer essas capacitações é contribuir com a formação dos profissionais, qualificando-os para que possam prestar um serviço de excelência à população”. Pontuou Leandro. De acordo com a farmacêutica Gersica Rodrigues, participante do curso de Farmacologia dos Antineoplásticos, esse tipo de capacitação é muito importante para o crescimento profissional. “É sempre bom o farmacêutico estar atualizado em relação a todos os temas que o CRF-PE propõe. Gosto muito de participar”, ressalata.


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CURSOS E EVENTOS REALIZADOS

EVENTO

LOCAL

MÊS

MINICURSO ATUALIZAÇÃO EM HEMATOLOGIA

GARANHUNS

FEVEREIRO

PALESTRAS SOBRE EMPREENDEDORISMO FARMACÊUTICO

RECIFE

MARÇO

PALESTRAS SOBRE EMPREENDEDORISMO FARMACÊUTICO

CARUARU

ABRIL

MINICURSO GESTÃO FINANCEIRA DE LABORATÓRIO

GARANHUNS

ABRIL

MESA REDONDA “PANORAMA ATUAL E FUTURO DA FARMÁCIA COMUNITÁRIA”

LIMOEIRO

MAIO

MINI CURSO INTERFERÊNCIA DE MEDICAMENTOS EM EXAMES LABORATORIAIS

CARUARU

MAIO

MINICURSO DE ATUALIZAÇÃO EM FARMACOLOGIA DOS ANTINEOPLÁSICOS

RECIFE

MAIO

MINICURSO APLICAÇÃO DE INJETÁVEIS

RECIFE

MAIO

MINICURSO GESTÃO DA QUALIDADE E SERGURANÇA DO PACIENTE NA ACREDITAÇÃO HOSPITALAR

RECIFE

JUNHO

MINICURSO “O PAPEL DO FARMACÊUTICO GESTOR NA ACREDITAÇÃO HOSPITALAR

RECIFE

RECIFE

MINICURSO - FARMACOTERAPIA DERMATOLÓGICA: UMA ABORDAGEM DO FARMACÊUTICO CLÍNICO COMUNITÁRIO

GARANHUS

JULHO

MINICURSO - FARMACOTERAPIA DERMATOLÓGICA: UMA ABORDAGEM DO FARMACÊUTICO CLÍNICO COMUNITÁRIO

CARUARU

JULHO

MINICURSO BIOLOGIA MOLECULAR DO CÂNCER

RECIFE

JULHO

I SIMPÓSIO PERNAMBUCANO DE FARMÁCIA MAGISTRAL E ESTÉTICA

RECIFE

AGOSTO

MINICURSO - INTRODUÇÃO À GESTÃO FARMACÊUTICA

RECIFE

AGOSTO

MINICURSO FUNDAMENTOS BÁSICOS DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA APLICADA A ÁREA DE MEDICAMENTOS

SERRA TALHADA

AGOSTO

IV SEMINÁRIO NO/NE DE FARMÁCIA HOSPITALAR

RECIFE

AGOSTO

CURSO DE EXCELÊNCIA FARMACÊUTICA

RECIFE

JULHO/AGO

CURSO DE EXCELÊNCIA FARMACÊUTICA

LIMOEIRO

JUN/JUL/AGO

MINICURSO FUNDAMENTOS BÁSICOS DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA APLICADA A ÁREA DE MEDICAMENTOS

RECIFE

SETEMBRO

MINICURSO APLICAÇÃO DE INJETÁVEIS

PALMARES

SETEMBRO

Acompanhe em nosso site www.crfpe.org.br as capacitações programadas.


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Farmacêuticos em ação O intuito do projeto é oferecer conscientização, informações e serviços gratuitos à população


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O Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE) desenvolveu uma série de ações durante o primeiro semestre de 2017 e atuou junto à população através de conscientização a respeito do uso racional de medicamentos, prevenção das arboviroses e orientações sobre fotoproteção. Ao todo, foram quatro ações realizadas pelo CRFPE nos últimos meses. No mês de abril, ocorreu uma ação educativa para alertar a população sobre os riscos da exposição excessiva aos raios solares. Durante toda manhã, farmacêuticos e estudantes do curso de Farmácia prestaram orientações sobre os tipos de protetores solares,

uso corretos desses produtos e cuidados gerais com a pele. Houve também aplicação gratuita de protetor solar, distribuição de material didático e aferição de pressão arterial. A atividade aconteceu na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e contou com a participação dos diretores do CRFPE, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) e dos estudantes da FAESC, Faculdade Estácio, Faculdade São Miguel e UNINASSAU. No mês seguinte, houve a terceira edição da Corrida e Caminhada pelo Uso Racional dos Medicamentos no intuito de alertar a


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população sobre o grave problema do uso incorreto e indiscriminado de medicamentos no Brasil. Cerca de 100 atletas profissionais e amadores participaram da corrida no Campus da UFPE, que teve um percurso de 5km. A ação foi promovida pelo Diretório Acadêmico de Farmácia, Carl Scheele (DAFARCS) e o Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco (CRF-PE), com apoio do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Pernambuco.


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Ainda em prol do uso racional de medicamentos, outra ação foi realizada e desta vez foi no bairro da várzea, na zona leste do Recife. Foram 304 atendimentos com aferição de pressão arterial, glicemia e orientação farmacêutica a respeito da prevenção e tratamento sobre o uso racional de medicamentos. O tratamento das arboviroses (dengue, zika e Chikungunya) e fotoproteção também fez parte da programação. Além de cuidar da saúde e gerar economia para os sistemas de saúde, a iniciativa teve o objetivo de evidenciar o cinco de maio, dia Nacional pelo uso Racional de Medicamentos.


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Além dessas, o CRF-PE apoiou iniciativas semelhantes, como a do Centro de Informações Sobre Medicamentos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (CIM-UNIVASF), realizada nas cidades de Petrolina e Juazeiro e a da Faculdade Osman Lins (FACOL) na cidade de Limoeiro. O programa “Farmacêuticos em Ação” tem como objetivo levar informações à população relacionadas aos medicamentos, além de evidenciar o importante papel do profissional farmacêutico na prevenção e tratamento das doenças.

FARMACÊUTICO O princípio ativo da saúde.

Amor, cuidado e atenção não tem contra-indicação e o farmacêutico com dedicação acerta na dosagem. Uma homenagem das Farmácias Cavalcante a todos os profissionais que assumem essa função essencial para a saúde e bem-estar da população.

25 de Setembro Dia Internacional do Farmacêutico.

Belo Jardim | Caruaru | Pesqueira | São Bento do Una


ARTIGO Farmacêutico: essencial para a saúde da população Por: Carlos Eugênio Muniz de Holanda Cavalcanti e Bráulio César de Sousa A importância do trabalho do profissional farmacêutico consolidase cada vez mais em nosso país. Esse fato decorre justamente das mudanças positivas pelas quais a profissão vem passando nos últimos anos. Diferentemente de dácadas atrás, o farmacêutico hoje está próximo da população, garantindo uma maior eficácia nos serviços prestados à mesma. Muito além do esclarecimento da técnica medicamentosa, ele faz um acompanhamento dos clientes/pacientes, aconselhamentos sobre o uso racional dos medicamentos, interações medicamentosas, o uso de alimentos x medicamentos, contraindicações, reações adversas, acondicionamento, mitos sobre o uso e administrão dos fármacos e a esclarecimento de dúvidas técnicas sobre os medicamentos prescritos. A presença do farmacêutico vai muito além da simplens prestação de serviço e da dispensação dos medicamentos no balcão das farmácias. Na farmácia comunitária, ele credibiliza a importância da mudança do estilo de vida do paciente, mostrando outras terapêuticas complementares que ajudam na eficácia da ação medicamentosa, como: mudança nos hábitos


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alimentares, prática de excercícios físicos com acompanhamento do Médico e do profissional de Educação Física e orienta a ida ao especialista Médico correto quando há sinais patológicos aparentes, gerando fidelização e, por consequência, aumento no faturamento destas unidades. Além das atribuições descritas acima, o profissional farmacêutico deve cuidar para que o estabelecimento sob sua responsabilidade cumpra todas as exigências legais. Da mesma forma, o farmacêutico também precisa seguir normas que regem a sua atuação, conforme previsto no Código de Ética Farmacêutica, regulamentado pela Resolução 596/14 do CFF. “A farmácia é uma instituição de saúde, de acesso fácil e gratuito, onde o usuário, muitas vezes, procura, em primeiro lugar, o conselho amigo, desinteressado, mas seguro do Farmacêutico. Torna-se imprescindível para o farmacêutico ter a noção exata de sua competência e dos limites de sua intervenção no processo saúde-doença.” Destaca o professor Arnaldo Zubioli, autor de vários livros sobre a atuação farmacêutica.

CARLOS EUGENIO MUNIZ DE HOLANDA CAVALCANTE é Farmacêutico, Conselheiro Suplente do CFF, membro da Comissão de Farmácia Comunitária do CFF, Professor e Diretor

O mercado farmacêutico passa por grandes mudanças no Brasil e no mundo, por esse motivo faz-se necessária a presença do farmacêutico para evitar que prevaleça a comercial em detrimento a visão voltada para saúde. A sociedade não mais aceita que os medicamentos tenham tratamento semelhante a qualquer mercadoria, pois as consequências vêm de forma silenciosa, contudo, destruidora e quem sabe irrevessível. A profissão de farmacêutico está, pois, a serviço da vida e anda lado a lado com as novas tecnologias medicamentosas impostas

BRÁULIO CÉSAR DE SOUSA é Farmacêutico, Conselheiro do Conselho Federal de Farmácia, ex-presidente do CRF-PE


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FARMAnewsPE por uma sociedade mais exigente e ávida pelo conhecimento, onde o direito à saúde é fundamental para a qualidade de vida da humanidade. A ausência do profissional farmacêutico dentro da cadeia de saúde gera um desequilíbrio, o qual foi percebido pelo Estado e pela sociedade, que atualmente se sente confortável em frequentar estabelecimentos que possuem o farmacêutico em tempo integral, prestando uma atenção farmacêutica efetiva e eficaz. Não esqueçamos de que o farmacêutico é o último profissional de saúde a estar em contato com o doente antes que este tome o medicamento prescrito. Por isso, a sua intervenção é crucial e evita práticas perigosas e inadequadas, garantindo a eficácia e a segurança do medicamento.

Executivo do ICTQ – Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Fonte: ICTQ/Datafolha

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Farma News PE - Edição 01  

Revista do Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco - Edição Setembro de 2017

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