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Nossa equipe

Editorial A E aí? tem o objetivo de mostrar São Paulo de uma maneira que nem todos conhecem: através da arte. E seu surgimento veio da questão que muitos paulistanos vivem mas não conhecem sua cidade, sua história e sua cultura, por isso, a revista reúne os mais diversos temas e informações, retirados de livros, sites e das ruas de São Paulo. Equipe E aí?

Daniele Gama Designer Gráfica, Fotógrafa e Ilustradora.

Nesta edição Felipe Marciano Designer Gráfico, Fotógrafo e Ilustrador.

novembro de 2011 - volume 1

Arte urbana

Roteiros 4

8 Guilherme Silva Designer Gráfico, Fotógrafo e Ilustrador.

Um passeio por São Paulo. São Paulo tem muitas opções pra você curtir com a sua galera. Veja que o núcleo histórico da cidade oferece muitas atrações para qualquer tipo de pessoa.

Rhinomania. Uma iniciativa genial e bem humorada do grupo Wild in Art, especializados em promover a arte de rua onde o público possa interagir com as peças, em prol da conscientização.

Por Daniele Gama

Por Felipe Marciano

Acontece em Sampa

Projeto Interdisciplinar do curso Design Gráfico com ênfase em tipografia, 4º Semestre da Universidade Anhembi Morumbi.

Arte urbana 12

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Renan Maximiliano Designer Gráfico, Fotógrafo e Ilustrador.

Editora Interdesigners São Paulo, 2011. Os artigos publicados não refletem a opinião da revista. É proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização prévia da revista.

De dentro e de fora A arte existe apenas dentro dos museus e das galerias de arte? É essa questão que a exposição “De dentro e de fora” tenta responder no Masp até o dia 23 de Dezembro. Por Daniele Gama

Grafite. Das pinturas rupestres, passando pela Pompéia e chegando aos muros paulistas. Tudo que você precisa saber sobre a história do grafite! Por Guilherme Silva


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ROTEIROS

Um passeio por São Paulo

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Matéria de Daniele Gama Fotos por Daniele Gama e Felipe Marciano

S Núcleo Histórico

é formado pela região central da cidade e pelos bairros da Luz e Bela Vista. Foi o palco do surgimento de São Paulo.

ão Paulo é conhecida por grandes opções de diversão: boates, casas de shows, festivais, baladas, parques, restaurantes e outras opções de agito para as diversas tribos. Mas é só isso que a cidade oferece? Claro que não. Veja que o núcleo histórico da cidade oferece muitas atrações para qualquer tipo de pessoa. Gostou? É só continuar o caminho!

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Catedral da Sé

Apesar da demora para ser entregue, a Igreja da Sé não deixa a desejar: uma área de 6 mil m2² que inclui belos ornamentos, vitrais, esculturas e mosaicos.

Praça da Sé

Começamos pela Catedral da Sé, marco zero da cidade de São Paulo. A construção dessa Igreja possui um dado curioso: aproximados 54 anos foram necessários para ser finalizada. Em 1954, a catedral foi inaugurada, porém só 1967 suas torres foram entregues, mas não foi só isso, em 2002 a Igreja voltou a ser reformada. A Catedral da Sé foi idealizada e projetada em 1913 por Maximiliano Hehl. Foi criticada por descaracterizar o estilo dos templos góticos, já que possui uma enorme cúpula. Hehl adaptou cuidadosamente as disposições da catedral gótica com a tradição das igrejas luso-brasileiras.

Metrô Sé Aberta todos os dias

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Metrô São Bento Ao ar livre. Galeria Prestes Maia aberta no horário comercial.

Terça a domingo – 9h às 21h Metrô Sé Inaugurada em 29 de agosto de 1989, a Caixa Cultural São Paulo possui duas instalações. A primeira fica no Edifício Sé, erguido em 1939 para ser a sede da Caixa Econômica Federal de São Paulo. Trata-se de um prédio histórico, tombado, no qual funcionam, além da CAIXA Cultural, algumas áreas administrativas da CAIXA e a Agência Sé.

Caixa Cultural

Praça do Patriarca

Praça da Sé

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Praça do Patriarca

Seguindo o passeio, não muito distante, existe a Caixa Cultural, um espaço que oferece diversas exposições, palestras e um museu sobre a história da Caixa Econômica Federal. Um detalhe do interior do edifício que vale a pena reparar é a escada que possui réplicas de moedas antigas em sua extensão.

Caminhando mais cinco minutos, a nova pedida é a praça do Patriarca, a cobertura buscou revitalizar o centro e servir com uma passagem simbólica do centro velho para o centro novo. A área construída totaliza 200 m2² e serve de entrada para a Galeria Prestes Maia. b

Inaugurada em 1992, o projeto de realizado por Paulo Mendes da Rocha é mais do que uma simples cobertura. A construção pode ser entendida como um portal de passagem entre o centro velho (região da praça da Sé, largo São Bento e Viaduto do Chá) e o centro novo (região da praça da República e as avenidas Ipiranga, São João e São Luís).

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Mesmo porque, a própria construção da praça, ocorrida a menos de cem anos com a demolição de um quarteirão, foi realizada para abrir passagem para o viaduto do Chá – que transpôs o valor do Anhangabaú na direção do oeste, ligando os dois centros.


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Metrô Anhangabaú Seg-Sex – 9h às 21h Sábado – 9h às 20h Domingo – 11h às 18h

Metrô Anhangabaú Terça a Domingo – 10h às 18h teatromunicipal@prefeitura.sp.gov.br

Shopping Light

Theatro Municipal

Próximo à praça, seguindo pelo viaduto do chá, você vai encontrar o Shopping Light, local que abriga diversas lojas, restaurantes e um estacionamento para 250 carros.

O Theatro Municipal passou por uma reforma recente e voltou a ser aberto ao público, para visitá-lo, é necessário se cadastrar por email. Porém, a vista exterior do Theatro já é de tirar o fôlego devido à ornamentação luxuosa e cheia de detalhes, tornando sua fachada um dos mais belos locais de São Paulo.

Rua Coronel Xavier de Toledo, 23

O arquiteto

Ramos de Azevedo

Praça Ramos de Azevedo

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O Shopping está localizado em um prédio inaugurado em 1929, já foi por muitos anos, sede da empresa de energia Light. Em 1999, foi transformado em centro comercial.

e os italianos

Cláudio Rossi e Domiziano Rossi

em 1903 iniciaram a construção do futuro

Theatro Municipal

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que em 1911 foi ocupado por uma multidão de 20 mil pessoas. Pelo palco do Theatro Municipal passaram nomes como Maria Callas, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Claudio Arau, Nijinsky, Arthur Rubinstein, Ana Pawlova, Nureyev, Isadora Duncan, Margot Fonteyn, Duke Ellington, Baryshnikov, Ella Fitzgerald. Sem contar que ainda foi o cenário da

Semana de Arte Moderna de 22.


7 O Banespão, como é popularmente chamado, possui 35 andares, 14 elevadores, distribuídos em 161,22 metros de altura.

Metrô São Bento Segunga, Terça, Sexta 9h30 às 11h30 e 14h30 às 16h30 Sábado 9h30 às 13h.

Metrô São Bento Seg-Sex – 10h às 17h

O Edifício Martinelli impressiona por sua grandeza: 130 metros de altura, 30 andares, o primeiro arranha-céu da América Latina. Todas essas características em uma época em que a cidade de São Paulo ainda não havia presenciado obra semelhante. A princípio, o projeto do prédio, do húngaro

William Fillinger

martinelli

banespÃo

Rua João Brícola, 24

Rua São João , 35

O Edifício Altino Arantes, o Banespão, é o nosso novo destino. Lá, você pode ter a vista mais bonita da cidade graças ao mirante que fica na torre do prédio de 35 andares. É bom levar a câmera para registrar a visão de 360o°da cidade cinza. O intervalo entre as visitas é de 20 minutos e você pode ficar até 5 no mirante.

Saindo do Banespão, vamos para o Edifício Condomínio Martinelli. Esse prédio é aberto à visitação, sendo que cada visita monitorada é feita com intervalos de duas horas, contemplando o interior do edifício e termina na cobertura. O passeio dura cerca de 20 minutos.

O edifício de

previa a construção de doze andares, mais que o dobro do padrão da época que era de cinco andares, porém o italiano Giuseppe Martinelli, responsável pela obra, quebrou todos os paradigmas de construção, aumentando o número de andares durante a construção.

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Plínio Botelho Amaral

foi marco do progresso de São Paulo. A construção do edifício foi iniciada em 1939 no coração da cidade e demorou oito anos para sua finalização. A inspiração veio do Empire State Building, de Nova York.

aais im m a r e pa so sit ões! s o n sa Visite informaç curtir nos e e gens squeça d ook para as e b e E não no Face ões sobr s. a ç a n i rm atéria pág r info ções e m e b e rec edi imas próx


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Matéria de Felipe Marciano Fotos por Felipe Marciano

ARTE URBANA

RHINO Uma iniciativa genial e bem humorada do grupo Wild in Art (especializados em promover a arte de rua onde o público possa interagir com as peças), em prol da conscientização. Os rinocerontes foram escolhidos porque seu corpo possibilita aos artistas executarem seus trabalhos com liberdade, além de chamar a atenção para o perigo de extinção da espécie, que está ameaçada.

Conjunto Nacional

AVENIDA PAULISTA

Esse é o nosso primeiro destino, onde podemos encontrar o rinoceronte São Paulo Cinza, pintado por Locones. A obra encontra-se parada — obviamente andando que não seria —, em um ponto estratégico, em frente ao Conjunto Nacional. Esse Conjunto, é considerado o primeiro shopping center da América Latina e o maior da América do Sul, foi construído em 1955 por David Libeskind (arquiteto, artista gráfico, ilustrador, pintor) e inaugurado em 1956. Conta com uma área total de 124.277.61 m2, 716 vagas no estacionamento, 24 elevadores e o número de pessoas que circulam pelo edifício diariamente é de aproximadamente 30 mil. Depois de algumas fotos, poses, caras e bocas, que tal dar uma volta e conhecer o local? Previamente eu posso dizer que entre os estabelecimentos podemos encontrar: a Livraria Cultura, Cine Livraria Cultura, Bio Ritmo Academia, O Boticário, Casa do Pão de Queijo, Drogaria São Paulo, entre outros.

Depois do “mini-tour” pelo Conjunto Nacional seguiremos pela Avenida Paulista incessantemente, obtinados por nossos rinocerontes. Não muito longe já avistamos um, o Natu Rino (nº 1938), no cruzamento com a rua Frei Caneca, andando mais um pouco chegamos ao Masp (nº 1578), onde está o Rinovando e seu amigo, do outro lado da avenida, bem em frente ao portão do Parque Trianon, que vale a pena visitar.


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MANIA Gostou da idéia, não é? Então vamos em frente! Abaixo você verá um roteiro para encontrar alguns dos 75 rinocerontes espalhados pela cidade. Nós abordaremos a região chamada de Espigão Central ou Espigão da Paulista, — não interprete errado — que leva o nome por sua localização sobre o cume linear, dividindo as planícies do rio Pinheiros e Tietê, consequentemente dividindo a cidade em duas partes: sudoeste e nordeste, indo da Lapa até o Jabaquara.

Centro Cultural Fiesp Logo mais encontramos o Rinoceronte de Ionesco no Centro Cultural Fiesp (nº 1313), que conta com áreas para exposição, biblioteca e um teatro. Ele foi construído em 1968 pelo escritório Rino Levi Arquitetos, mas em 1970 ocorreu o alargamento da Avenida Paulista que dificultou a entrada de pedestres no prédio. Assim, foi necessária uma reorganização, feita por Paulo Mendes da Rocha, com direito até à raios-X dos pilares

existentes para comprovar a localização da armação de aço! Paralela ao acesso ao hall de elevadores do prédio, uma passarela de aço possibilita visualizar o desenho da cobertura do teatro, com jardins de Roberto Burle Marx. Um ótimo final de percurso, mas nada te impede de continuar seu caminho até a Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero (nº 900), e dar um “Oi!” para o Ian Curtis 31.

“– As vacas não foram o bastante?!” A Wild in Art

também foi responsável pela CowParade SP 2010


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acontece em sampa

De dentro e de fora A arte existe apenas dentro dos museus e das galerias de arte? É essa questão que a exposição “De dentro e de fora” tenta responder no Masp até o dia 23 de Dezembro. A mostra de arte urbana, que já foi vista em diversos países, chegou à São Paulo para mostrar ao espectador que a arte pertence a todos os lugares. Durante um mês, artistas de vários países residiram em São Paulo para espalhar suas intervenções dentro e fora do museu e assim criar um universo onde a arte pode estar onde você menos espera. Matéria de Daniele Gama/ Fotos por Daniele Gama e Felipe Marciano

Endereço conhecido da cidade, o Museu de Arte de São Paulo abriga desde 17 de Agosto, até 23 de Dezembro, a exposição “ De dentro e de fora”. Esta mostra tem o objetivo de apresentar a arte contemporânea dentro e fora do museu. Swoon (EUA), Jr , Space Invaders, Remed (França), Point (República Tcheca), Defi (Argentina), Chu (Argentina), Tec (Argentina) e Bijari (Brasil) são os nomes dos artistas convidados a residir em São Paulo para distribuir sua arte em diversos locais. As obras utilizadas na exposição vão de impressos, esculturas, pinturas, murais, instalações à colagens, fotografias, vídeos e animações mutimídia. A produção é coletiva, portanto nenhuma obra é isolada, todas “conversam entre si”, fazendo parte do mesmo conceito.

Swoon Artista norte-americana, utiliza as técnicas de xilogravura, stêncil e lambe-lambe em suas grandes instalações. Na exposição do Masp, foi responsável pela obra Iemanjá e o acampamento Ersília, presente no vão livre , onde acontecem palestras, conversas e uma biblioteca.


11 11 Remed

O muralista francês, que utiliza o desenho vetorial e a tipografia como referência em sua obras, foi responsável pelo mural O Ciclo que retrata as diversas fases da vida de um ser humano, que pode ser qualquer um, em contato com um universo, que pode ser qualquer lugar.

Jr

O artista francês é conhecido por distribuir retratos, impressos em grande escala, por vários lugares do mundo. Ele foi responsável por um documentário feito para a exposição, onde mostra a intervençao feita por ele em favelas do Rio de Janeiro de Paris.

Chu, Defi, Tec O trio argentino foi responsável por uma sala onde as paredes eram quadros negros, todos desenhados com giz. A obra, chamada Los niños salvarán el mundo é explicada por Tec: “É como se a professora tivesse saído da sala e os alunos tivessem tomado a lousa só para si”. O grupo foi responsável também pela instalação Workers, um cenário surreal, onde ursos de pelúcia fabricam pessoas, ironizando o processo de produção industrial, em especial, o da China.

Space Invaders Invaders é famoso por seus “invasores”, personagens, baseados no jogo de videogame Space Invaders, feitos com azulejos coloridos e que, depois de prontos, são fixados em pontos específicos das cidades por onde o artista passa. Em São Paulo, o artista deixou 50 invasores, espalhados por lugares movimentados e escondidos da capital. Na exposição De dentro e de fora existe um mapa com a localização de cada uma das peças, grande parte delas está próxima à área do Masp, necessitando apenas de atenção para descobrir onde estão.

E AÍ? Gostou da ideia? Tá esperando o que para visitar?

Point Nascido na República Tcheca, é considerado o precursor do grafite em seu país. A contribuição de Point à exposição foram 5 módulos tridimensionais, posicionados para formar o nome do artista.Em uma das instalações existe uma piscina de bolinhas onde o visitante pode interferir na obra.

17 de agosto - 23 de dezembro MASP: Avenida Paulista, 1578 Entrada:15 reais (inteira) e 7 reais (meia). Grátis às terças-feiras Informações: (11) 3251 5644

Links: Chu: http://www.studiochu.tv Defi: www.lindokiller.com Invader: www.space-invaders.com JR: www.jr-art.net/ Point: www.onepoint.cz Remed: www.remed.es Swoon: www.nola.com/arts/index. ssf/2011/06/street_artist_swoon_creates_ se.html TEC: www.tecalbum.com


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ARTE URBANA Matéria de Guilherme Silva

Os primeiros registros dessa arte são as paredes das cavernas cobertas de desenhos rupestres, feitas de ossos calcinados, ossos fossilizados, terra de diversas tonalidades e suco de planta. Essas pinturas representavam caças, animais, caçadores e etc. No Egito antigo os túmulos dos faraós também eram pintados de diversas formas, as pinturas mural, como eram conhecidas, retratavam acontecimentos com uma mistura de imagens e textos (Hieróglifos). A técnica de “Graffitar” também foi usada no Extremo Oriente, Índia, China e outros povos do mediterrâneo. Os romanos conseguiram aprimorar o graffiti usando uma técnica chamada Têmpera, que consistia em pintar sobre o gesso úmido.Foi aprimorada mais uma vez na Idade Média com as pinturas em perspectiva nos Palácios e Igrejas. Os cristãos também “graffitavam” símbolos da Igreja nas catacumbas onde se reuniam secretamente.

As Pinturas Murais, também conhecidas como Muralismo, ficaram registradas na história mexicana. Era comum ver edifícios públicos decorados por grandes pintores como Diego Rivera, Jozé Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros. No Brasil dos anos 50, pintores como Di Cavalcanti se destacaram por também pintar fachadas de edifícios. Sendo que uma das mais famosas foi a do Teatro Cultura Artística, no centro de São Paulo, com cerca de 15 metros de comprimento. O muralismo somado à pop art já começava a dar origem ao Graffiti Contemporâneo, representando a expressão artística e humana.

CONCEITUAIS - Subversivo, espontâneo, gratuito e efêmero; - Discute e denuncia valores sociais políticos e econômicos com muito humor e ironia; - Apropria-se do espaço urbano a fim de discutir, recriar e imprimir a interferência humana na arquitetura da metrópole; - Democratiza e desburocratiza a arte aproximando-a do homem, sem distinção de raça ou de credo; - Produz em espaço aberto sua galeria urbana, pois os espaços fechados dos museus e afins são quase sempre inacessíveis;

CONTRA

O graffiti, em geral, tem como “superfície” muros, postes, calçadas, viadutos e qualquer outra plataforma que tenha espaço suficiente para se deixar uma mensagem. Nessas mensagens podemos identificar algumas características herdadas da Pop Art. Um dos objetivos do graffiti é fazer contraposição aos outdoors, levando o espectador à uma posição além de mero consumidor, mas como participante. Os grafites tem duas divisões e elas são: estéticas e conceituais.

ESTÉTICAS - Expressão plástica figurativa e abstrata; - Utilização do traço e/ou da massa para definição de formas; - Natureza gráfica e pictórica; - Utilização, basicamente, de imagens do inconsciente coletivo, produzindo releituras de imagens já editadas e/ou criações do próprio artista; - Repetição de um mesmo original por meio de uma matriz, característica herdada da Pop Art; - Repetição de um mesmo estilo quando feito a mão livre;


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Alex Vallauri Alex (Alessandro) Vallauri

Grafiteiro; Artista gráfico; Gravador; Pintor; Desenhista; Cenógrafo 09/OUT/1949 (Asmara, Etiópia) 27/MAR/1987 (São Paulo, Brasil)

Alex Vallauri foi um Artista gráfico,

Grafiteiro, Gravador, Pintor, Desenhista e Cenógrafo de origem italiana. Ele veio para o Brasil com a família em 1965, e ficou hospedado em Santos, onde aprimorou a técnica de Gravura retratando pessoas no porto de Santos, mais tarde passou a treinar na capital paulista.Vallauri formou-se em Comunicação Visual pela Fundação Armando Álvares Penteado, onde deu aula de desenho mais tarde. Em 1975 foi para Estocolmo, na Su-

Coloque sua foto aqui!

écia, se especializar em Artes Gráficas no Litho Art Center. Quando voltou para o Brasil em 1977 deu continuidade aos seus grafites em espaços públicos de São Paulo. Foi o pioneiro na arte do grafite no Brasil, além de muros ele usou outros suportes para a sua arte como estampas de camisetas, bottons e adesivos. Um de seus hobbys foi fotografar painéis de azulejos pintados em 1950 e colar em restaurantes de São Paulo. Seus trabalhos renderam uma mostra na Bienal Internacional de São Paulo em 1977. Mais tarde ele também começou a observar e registrar embrulhos de papel de confeitarias, padarias e outros tipos de comércios. Alex colecionava carimbos de uma fábrica com desenhos da década de 1950. Chegou a totalizar 400 carimbos, mais tarde compôs uma obra com esses carimbos, em algumas outras técnicas experimentadas por ele. Alex também morou em Nova York, onde fez um curso

de artes gráficas entre 1982 e 83. Quando voltou para o Brasil, participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1971, 1977, 1981 e 1985, quando ele onde ele expôs a série A Rainha do Frango Assado, tema da instalação de 85. Em 1988, participou de outra exposição no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.

A Rainha do Frango Assado - Alex Vallauri


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Uma das características que diferem a Pichação do Graffiti é a valorização da escrita acima da imagem, onde o graffiti se concentra muito mais nas formas e no desenho, enquanto a pichação faz exatamente oposto. Existem muitos registros que apontam que a pichação não é uma atividade das sociedades atuais. Essa técnica vem sendo usada desde 79 D.C., na cidade de Pompéia, em Roma, onde as paredes eram cobertas por pichações, xingamentos,

cartazes eleitorais, anúncios, poesias e etc. Na idade média os padres pichavam as paredes de outras ordens com xingamentos e ofensas. Essa tecnica já foi usada como alerta para marcar as casas das pessoas que se desejava matar. Também foi usada para abalar a imagem de governantes. Com a chegada da II Guerra Mundial, os produtos em aerossol começaram a ser produzidos, tais quais, inseticidas, perfumes, desodorantes e etc. Foi então que a tinta spray substituiu as outras

formas de pintura, graças a sua maior liberdade de movimentos e velocidade. Em 1968, foi bastante usada na revolta dos estudantes para preencher os muros com protestos e reivindicações.

No Brasil

Além de ser utilizada como forma de expressão e protesto, as pichações também eram usadas para divulgações e como humor gratuíto. Como é uma prática considerada ilegal e não tolerada é sempre feita a noite nos grandes centros urbanos. E pode ser distinguida em quatro fases: Primeira fase: Consistia em carimbar o seu nome em grande escala e em qualquer superfície. Tinha o intuito de chamar a atenção para si, para o pichador. Segunda fase: Era a competição por espaço. Ao invés de nomes, eram escritos pseudônimos ou símbolos que identificavam os grupos. Quanto mais chamativa e diferente as formas das letras, melhor. Terceira fase: Os pichadores deviam se arriscar mais, pichando cada vez mais alto, valorizando menos a forma e mais a dificuldade do feito. Prédios e construções altas, quanto mais arriscado e desafiador mais valorizado era. Quarta fase: O auge. O objetivo era ser o mais inusitado possível, quanto maior a polêmica causada pelo seu desenho, maior o prestígio.


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Revista E ai?