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DISCIPLINA:

TEOLOGIA DA GRAÇA


LOCALIZAÇÃO DA TEOLOGIA DA GRAÇA  A Teologia é dividida em três

grupos:


1

Teologia Bíblica:

 Estuda:  ANTIGO TESTAMENTO  NOVO TESTAMENTO


2 Teologia Sistemática  Prolegômenos (T. Fundamental)  Teontologia, Cristologia, Pneumatologia,

Santíssima Trindade, Antropologia Teológica, Teologia da Graça (Soteriologia), Eclesiologia, Escatologia, Mariologia, Teologia dos Sacramentos  (Angeologia, Demonologia, Hamartiologia


3 Teologia

Prática

 Teologia Litúrgica, Teologia do

Direito Canônico, Teologia Pastoral, Teologia Espiritual


O que é graça?  Tudo é Graça (Santa Terezinha)  A palavra “graça” possui uma linda conotação    

linguistica: Os franceses traduziram por charme=beleza. No sânscrito antigo: elegância, que significa “andar vestido do divino”. Graça é o amor incondicional de Deus por todas as coisas na criação... É o auxilio de Deus imputado em nossa natureza...”


I. INTRODUÇÃO  O tratado da Graça nos mostra qual é a nossa

real vocação: Santidade.


O homem é essencialmente chamado por Deus no amor a tornar-se filho em J.C., o Filho único. O homem é chamado, pela graça, por puro favor de Deus à filiação divina, a participação no Espírito Santo, da filiação do Filho único.


Um tal chamado e uma tal graça pressupõem a nossa existência como CRIATURAS LIVRES: por um lado não temos em nós mesmos a última razão de ser da nossa existência, dada gratuitamente (somos criaturas referidas a um Criador), por outro lado, o homem tem uma sua consistência (o homem é livre). Tal consistência é necessária para que o homem possa responder ao chamado divino. Este homem, criado por Deus, na liberdade, existe concretamente debaixo do pecado (pecado original), da infidelidade a si mesmo, aos outros e a Deus.


II. A NOÇÃO DE GRAÇA NA BÍBLIA  A Bíblia fala da “graça” quando nos

apresenta o amor de Deus pelos humanos, fidelidade, misericórdia...


1. Terminologia da graça no A.T.  Os termos hebraicos que mais se

aproximam do significado literal de GRAÇA, são a forma hebraica HANAN. Que designa a relação de um superior com um subalterno, portanto um inclinar-se no sentido de dedicação... Essa inclinação é precedida de solicitação por parte de quem busca auxílio.


Neste sentido “ter graça para com” quer dizer conceder ajuda concreta a alguém. No A.T Deus aparece como sujeito da forma verbal hanan: Cf.: (Sl 4,2; 6,3) Com mais frequencia aparece o termo HESED, aplicado ao modo de comportarse de Deus na sua fidelidade à Aliança e ao amor pelos homens. O termo que dizer bondade, amizade...


Trata-se da atitude concreta de um a pessoa, que se manifesta em gestos atuantes: Gn 19,19: O teu servo encontrou teu favor (hen) e foi grande a tua bondade (hesed) comigo, salvando-me a vida. O termo HESED possui uma forte conotação de gratuidade! O hesed divino vai além da ação para com o ser humano, ele transcende o cosmo: o hesed de Deus enche toda a terra (cf. Sl 33, 5; 119, 64) e dura eternamente (cf Sl 89, 3; 103, 17; 138, 8). Os eventos salvificos que o povo... Graça e misericórdia designam antes de tudo um modo de comportar-se de Deus para com o homem... A graça não é primariamente alguma que o homem possua...


2. A Graça no Segundo Testamento.  O termo que mais diretamente corresponde

ao “nosso” graça , é “cáris”.  Graça é aquilo que se dá gratuitamente, pelo favor de Deus,a máxima gratuidade imaginável que o homem não pode jamais merecer porquanto possa esforçar-se.


TEXTOS QUE MOSTRAM A GRATUIDADE DA GRAÇA  Rm 3,23s  Rm 4, 3s  Rm 5,15.17

Para Paulo, a graça significa poder de Deus que comunicado ao homem o torna forte, apesar da sua fraqueza. (cf. 1Cor 12, 9). Para Paulo, há um aspecto ligado a esse já citado: A missão recebida é graça, porque ele se ver como indigno de recebê-la. (cf. Rm 1, 5; 12,3; 15,15ss; Gl 1, 15). A Graça é JESUS CRISTO...


A TEOLOGIA DA GRAÇA NA HISTÓRIA  A DIVINIZAÇÃO A graça é Deus criando-nos e nos salvando... A graça é universal e tudo abraça. Os padres gregos acentuaram a ideia da “divinização” do homem... A base bíblica da doutrina da divinização é o Sl 82, 6; Jo 10, 34s e 2Pd 1, 4). O objetivo principal da encarnação é particularmente a divinização do homem... As heresias: Cristológicas Trinitárias Arianismo


O ser humano é chamado a comunhão com Deus, à participação da sua Vida em Jesus Cristo. Pelo fato de ser criado através de Cristo, o homem participa do Verbo Eterno, de modo que a filiação adotiva e a plena imagem e semelhança de Cristo coincidem: Cristo assumindo toda a humanidade, elevou-a a si, doando-lhe a sua vida de ressurreição. Contudo, a obra de Jesus só é completa mediante a ação do Espírito Santo. É justamente na força do Espírito recebido mediante a fé no momento do batismo, que o homem pode viver a existência de Filho de Deus e participa da salvação de Cristo.


Argumentos sobre a Graça Santo Agostinho

Pelágio 

O pecado de Adão prejudicou somente a ele só e não a todo o gênero humano; (não existiu pecado original)

As crianças recém-nascidas encontram-se nas condições em que se achava Adão antes do pecado;

A queda de Adão não acarretou a morte para todo gênero humano, como a ressurreição de Cristo não é causa da ressurreição dos demais homens;

As crianças conseguem a vida eterna mesmo sem o batismo; (o batismo não é necessário, mas oportuno)

Houve também antes de Cristo homens sem pecado.

Pelagio dispensa qualquer intervenção de Deus...

O favor gratuito de Deus que se manifesta na encarnação do Verbo é graça;

Todos os homens estão unidos em Cristo;

O destino de cada homem é visto em relação com Cristo e com a Igreja - Christus totus

Agostinho conhece o mistério da presença de Deus no homem como o mais íntimo de nosso ser;

O batismo de crianças é necessário, por que nas crianças a natureza humana está corrompida por herança.


O Concílio de Cartago (Norte da África-418)  Esse Concílio de Cartago combateu a

doutrina de Pelágio.  Aqui não se trata sobre a essência da graça, mas dos seus efeitos: justificação do pecador e nos ajuda a permanecer no bem.  O Concílio afirmou a radical necessidade da graça, ela nos é dada para ajudar-nos a caminhar


SEMIPELAGIANOS  Resolvido o problema do pelagianismo, apareceu um

outro: os semipelagianos.  Esse movimento surgiu no séc. V na França.  Principal expoente: João Cassiano.  O que pregam: o homem não pode salvar-se sem a graça que Deus nos dá, mas é necessário que dá nossa parte haja uma iniciativa, um pedido.  Assim todo homem tem a mesma oportunidade

diante de Deus: depende de cada um dar o primeiro passo, a fim de que Deus, depois, opere nele a salvação por meio de sua graça.


A ESCOLÁSTICA  Nos teólogos medievais apareceu a preocupação

em determinar o que significa para o homem a presença da graça.  O que a graça opera no homem?  Qual o substrato ontológico da graça no homem que a recebe? Expoente brilhante: Tomás de Aquino. Ele defende que o homem é um ser criado por Deus e chamado à comunhão com Deus...


O homem não pode chegar a esse fim, somente com as suas forças naturais, logo ele tem necessidade de uma ajuda proporcional para chegar a esse fim comunional, tal ajuda é graça. A isto se acrescente que a mesma natureza não se acha em estado de integridade, mas experimenta as consequencias do pecado. Por esse motivo o homem tem necessidade do efeito sanante da graça...sem esta graça o homem não poderia permanecer muito tempo sem pecar...


O amor , fonte da graça, não somente existe em Deus, mas também no homem. A graça é a presença do amor criador de Deus no próprio homem, renovando-o no mais profundo do seu ser...


LUTERO 

O ponto de partida de Lutero era a sua experiência de fé da graça transbordante, na qual tudo o que o home tem e faz por si mesmo parece-lhe pecado.

Para Lutero o homem perdeu a liberdade. Sempre pecamos e somos sempre impuros. Com isso ele afirma que onde está o homem está também o pecado, o que vê como CONDICIONAMENTE, e não primeiramente como algo que faz.

Lutero não vê diferença entre CONCUPISCÊNCIA e pecado pessoal

Reagiu contra a ideia gratia creata...

Os bons trabalhos feitos pelo homem antes que ele esteja justificado são pecados dignos de danação

Ninguém está justificado a menos que acredite que está justificado

O homem justificado tem de acreditar que é destinado a vida eterna

Todos os homens, exceto estes, são predestinados para o inferno

Os dez mandamentos de Deus não tem nada a ver com os cristãos

U m homem, uma vez justificado, não pode cair em peca do


O Concílio de Trento 1545  Paulo III convocou o Concílio de Trento em 1545,

com muitas dificuldades.  Esse Concílio afirma que todos os homens necessitam da graça de Cristo.  Trento vê a graça como ação de Deus que move o homem à justificação e o faz perseverar no bem;  Favor de Deus manifestado na redenção de Cristo;


CONTROVÉRSIA DE AUXILIIS DOMINGO BAÑEZ Dominicano

 Partia da primazia

de Deus e de seu designio salvífico

LUIZ MOLINA Jesuíta

 Partia da liberdade

do homem. Deus só dá a graça ao homem se ele dê o seu sim.


AS PERSPECTIVAS ATUAIS DA T. DA GRAÇA  O amor de Deus aos homens manifestado em

Jesus, a participação à vida na qual consiste a única salvação do homem.


III. JUSTIFICAÇÃO  Favor de Deus para com o homem  Justificação de Deus no Antigo Testamento:

agir de Deus.  Justificação de Deus no Novo Testamento:  Cartas Paulinas: domina a ideia de justiça como posse deste bem por parte do homem.  Textos: 1Cor 1, 30; 2Cor 5, 21; Rm 1, 17; Rm 3, 21-31


JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ/SÃO PAULO  É o resultado do acolhimento da

justiça de Deus, pela fé em Cristo Jesus  Para Paulo a fé se opõe às obras, evita a auto-justificação


JUSTIFICAÇÃO NA CARTA DE TIAGO  Oposição a Paulo?  Em Tiago o termo “obras” designa obras do

amor.


A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ NA REFORMA  O maior pecado par a Lutero é a

falta de fé, manifestada na ingratidão, no egoísmo e no orgulho.


A JUSTIFICAÇÃO/CONCÍLIO DE TRENTO  Cap. I se tornaram escravos e não podem sair    

por si mesmos... Cap. II E III trata da redenção de CRISTO. Cap. IV Justificação mediante a passagem/batismo. Cap. V E VI necessidade absoluta da graça... Cap. VII O mais importante. Trata da essência e das causas da justificação: santificação e renovação interior...


JUSTO E PECADOR  Nascemos em meio ao mistério da

iniquidade...  Antes de Cristo já existia a graça... 7 milhões de anos que a raça humana começou a sua história...  Depois que Ele veio não foi eliminada a realidade do pecado...


Aula de teologia da gra a ppt  
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