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ESPORTES

Galo aposta na juventude de Bruno, Lima, Leandro Castan, Zé Antônio e Rafael Miranda para desbancar o experiente Brasiliense, quarta-feira, em Taguatinga

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Sem medo dos

medalhões DANIEL CAMARGOS

O zagueiro Lima, de 20 anos, gosta de enfrentar jogadores que até pouco tempo eram seus ídolos

O eterno contraste entre experiência e juventude será reeditado quarta-feira, quando o Atlético enfrenta o Brasiliense, em Taguatinga, pela terceira rodada do returno do Campeonato Brasileiro. Do lado do time do Distrito Federal, jogadores com vasto currículo e muitos títulos, como Marcelinho Carioca, Oséas e o pentacampeão mundial Vampeta. Já o Atlético aposta na juventude de Bruno, Lima, Leandro Castan, Zé Antônio e Rafael Miranda, que substituirá Amaral. “Respeito os jogadores do Brasiliense, mas dentro de campo cada um defende o seu”, afirma o zagueiro Lima, de 20 anos. O zagueiro, cuja família é palmeirense, reconhece que admirava o futebol de Marcelinho Carioca, que atuou pelo Corinthians, e de Oséas que fez gols importantes quando jogou no time do Parque Antártica. Lima diz que fica feliz ao encontrar com jogadores que há pouco tempo eram apenas ídolos. “No jogo com o Figueirense foi legal enfrentar o Edmundo”, cita. O armador Zé Antônio, de 21, também respeita o passado dos jogadores adversários, mas diz encarar a situação com naturalidade. “O respeito vai até certo ponto. Mas não podemos ficar observando e deixar eles fazerem o que quiser”, afirma. O armador diz estar ciente das dificuldades de enfrentar jogadores que já tiveram sua qualidade reconhecida, porém, acredita que o Atléti-

co não deve se preocupar apenas com os medalhões. “Várias equipes que estão no topo da classificação contam com diversos jogadores que vieram das categorias de base”, afirma. Zé Antônio acredita que só a vitória pode tirar o time da zona de rebaixamento e o objetivo é repetir as vitórias das últimas três partidas. “Se continuarmos ganhando uma hora sairemos de lá”, calcula. Tanto o Atlético quanto o Brasiliense brigam para sair da zona de rebaixamento. O Atlético

Várias equipes que estão no topo da classificação contam com diversos jogadores que vieram das categorias de base

■ Zé Antônio, volante atleticano

ocupa a 20ª posição, com 22 pontos e o adversário de quarta-feira está em 17º lugar, com 28 pontos. Além de afastar o iminente risco de cair para segunda divisão, as vitórias proporcionam um melhor futebol para o time, segundo o lateral-direito George, de 21 “O time está se encaixando e, assim, as individualidades aparecem”, analisa. Para George, a experiência não decide partida e sim a raça: “O que faz a diferença é aquele time que quer sempre mais, que tem atitude”, explica. Ele conhece bem a briga para escapar do rebaixamento, já que em 2003, jogando pelo Grêmio, conseguiu fugir do descenso, mas no ano passado, também pelo Grêmio, foi rebaixado para a segunda divisão. “Quando o Grêmio caiu faltou união para recuperar. No Atlético, o Marco Aurélio soube resgatar a confiança do grupo e todos estão unidos”, compreende o lateral, acreditando na reação e na vitória contra o Brasiliense.

PORTÕES FECHADOS A CBF aceitou o pedido do Atlético de jogar contra o Botafogo, no Independência, e diante do Santos, no Mineirão. As duas partidas serão com os portões fechados devido à punição imposta pelo STJD por causa da briga entre jogadores do Galo e um torcedor atleticano, na derrota por 2 a 1 para o Vasco, em São Januário. Para o atacante Catanha, a torcida tem de se concentrar do lado de fora dos estádios. “Tem de marcar presença. Só o ruído já é importante para motivar os jogadores”, afirma.

Coelho anuncia hoje quem sai IVAN DRUMMOND Em busca do tempo perdido e procurando refazer o seu destino, o América vai fazer mudanças bruscas. As dispensas são inevitáveis, daqueles que foram contratados e não corresponderam. Ontem, um dia depois da eliminação na Série C do Campeonato Brasileiro, houve uma reunião entre o presidente Antônio Baltazar, o vice-presidente Francisco Santiago; o gerente de futebol, Oscacir de Morais; e o técnico José Maria Pena. Foi o início do que se chamou de plano B, ou seja, a disputa da Taça Minas Gerais, em busca da quinta vaga do futebol mineiro na Copa do Brasil de 2006. Sábado, após o empate por 2 a 2 com a Cabofriense, no Independência, Zé Maria Pena disse que as mudanças são necessárias e urgentes. “É preciso contratar e ajustar algumas coisas na equipe. Do jeito que está não pode.” Mas a dispensa de jogadores não é tarefa tão simples e o

presidente Baltazar tem consciência disso. “Vamos receber mais nove jogadores que estavam no Uberaba. Temos de analisar como foi o desempenho deles e se eles se encaixam dentro dos novos planos. Não podemos simplesmente mandar jogadores embora, pois não podemos criar outro problema, que são os passivos trabalhistas. Hoje, por qualquer coisa, o jogador entra na Justiça e deixa o clube em dificuldade. Muitos jogadores têm contratos até o final do Campeonato Mineiro do ano que vem.” A lista dos jogadores que deixarão o clube deve ser anunciada hoje, assim como uma definição sobre a transferência do lateral-direito Marcelinho para o Flamengo. O armador Adãozinho, que fez apenas dois jogos pelo clube, deve continuar. Já o caso do atacante Júnior Ferrim, que se machucou antes do início da Série C, será estudado, mas a diretoria pretende contar com o jogador. O América vai estrear

na Taça Minas Gerais sábado, no Independência, contra o Ideal, de Sete Lagoas.

FIM DE UM SONHO Um dos jogadores que mais sentiu a eliminação na Série C foi o volante Renato Dracena, que confessa ter visto ruir todos os sonhos que alimentava desde a chegada ao Coelho: “É uma grande decepção. Quando cheguei, estava cheio de esperança, de levar o América novamente à Série B, de ser campeão.” Ele fez uma análise realista da situação. “Não soubemos aproveitar os jogos em casa. Não ganhamos nenhum jogo no nosso estádio. Pagamos um preço alto por isso. Quem quer ser campeão não pode nem empatar em casa.” Renato Dracena ainda acredita num grande futuro no clube. “Quero fazer de uma história bonita no América. Vou trabalhar forte para darmos a volta por cima. A oportunidade de começar isso está aí, conquistando a Taça Minas Gerais.”

Decepcionado com a eliminação na Série C, o técnico Zé Maria Pena diz que muita coisa tem de mudar no América e conversou com a diretoria sobre os jogadores que serão dispensados

É preciso contratar e ajustar algumas coisas na equipe. Do jeito que está não pode ■ José Maria Pena, técnico americano

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