Issuu on Google+

Vida e Obra de Manuel António Pina Disciplina: Literatura Infanto Juvenil Docente: Lúcia Barros Educação Básica 2º Ano Turma B

Discentes • Ana Mendes nº4620 •Daniela Reis nº 4560 •Elsa Silva nº 4579 • Lúcia Silva nº4546

Ano lectivo 2010/2011


2


01/12/13

Free template from www.brainybetty.com

3


Biografia Natural do Sabugal, Beira Alta, Manuel António Pina (n. 1943) é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo sido como jornalista do Jornal de Notícias que, desde 1971, exerceu a sua actividade profissional. Após um período inicial em que a sua Obra Poética visita o Surrealismo pela pena de, entre outros, Clóvis da Silva, um falso heterónimo, o seu trabalho poético ganha renovado fôlego e assume-se como uma escrita rica, irónica, de forte cariz reflexivo e filosofante, tendo no provocado cotejo de contrários - identificação e negação, - e, principalmente, na Morte, ou na pequena morte quotidiana, temáticas recorrentes. Granjeando de grande admiração entre os seus pares, a actividade literária de Manuel António Pina não se tem confinado à Poesia, como género literário único, prolongando-se na Crónica, no Teatro, e particularmente, na Literatura Infantil, uma escrita de irreversível notoriedade.

4


Obras de Literatura Infantojuvenil • • • • • • • • • • •

1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" 1974 - "Gigões & anantes" 1976 - "O têpluquê" 1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" 1985 – “A guerra do tabuleiro de xadrez” 1993 - "O tesouro" 1995 – “O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro” 1999 - "Histórias que me contaste tu" 2001 - "Pequeno livro de desmatemática" 2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" 2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego"

5


Obras de Poesia • • • • • • • • • • • • • • •

1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" 1978 – “Aquele que quer morrer “ 1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" 1983 - "O pássaro da cabeça" 1984 - "Nenhum sítio" 1989 - "O caminho de casa" 1991 - Um sítio onde pousar a cabeça 1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" 1993 - "Farewell happy fields" 1994 - "Cuidados intensivos" 1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança 2001 - "Atropelamento e fuga" 2002 - "Poesia reunida" 2003 – “Os livros” 2008 - "Gatos"

6


Obras de Teatro • • • • • •

1983 - "Os dois ladrões" 1987 - "O inventão" 1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" 2001 - "A noite" 2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos cães" 2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca"

7


Obras de Ficção • • •

1986 – “Os piratas” 2003 - "Os papéis de K." 2005 - "Queres Bordalo?“

Crónicas • •

2002 - "Porto, modo de dizer" 1994 - "O anacronista"

Entravista •

2007 - "Dito em voz alta"

8


Prémios • • • • • • • • • •

1978 - Prémio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”); 1987 - Prémio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”); 1988 - Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão); 1988 - Prémio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil); 1993 - Prémio Nacional de Crónica Press Club/ Clube de Jornalistas; 2002 - Prémio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga"); 2004 - Prémio de Crónica 2004 da Casa da Imprensa (crónicas publicadas na imprensa em 2004); 2004 – Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2003(Os livros); 2005 - Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros); 2011 – Prémio Camões.

9


Algumas capas‌

10


11


12


13


01/12/13

Free template from www.brainybetty.com

14


01/12/13

Free template from www.brainybetty.com

15


Não o Sonho Talvez sejas a breve recordação de um sonho de que alguém (talvez tu) acordou (não o sonho, mas a recordação dele), um sonho parado de que restam apenas imagens desfeitas, pressentimentos. Também eu não me lembro, também eu estou preso nos meus sentidos sem poder sair. Se pudesses ouvir, aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos, animais acossados e perdidos tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim, desamarraram-me de mim e agora só me lembro pelo lado de fora. Manuel António Pina, in "Atropelamento e Fuga"


Vida e Obra de Manuela Antonio Pina