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Circular pocket #3

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Circular pocket #3 // Maio // 2013

E aqui estamos nós em mais uma madrugada, com o deadline beliscando o cérebro. Sobrevivemos a mais um fechamento da revista e como de costume, com festinha para comemorar e recuperar as energias! Obrigada a todos que vêm acompanhando e participando para que a Circular Pocket seja um projeto bacana e longo – se Deus quiser (e ele quer, amém!). Cada crítica, elogio e opinião, é um motivo a mais pra gente continuar batalhando em mostrar a cada bimestre, um pedacinho da riqueza cultural existente em Maringá. Para quem ainda não conhece o nosso trabalho: Muito prazer... Somos a Circular Pocket! Uma revista de bolso, bimestral e gratuita, que existe pra te informar sobre o que acontece no meio cultural da Cidade Canção. Para saber mais, curta a nossa página no facebook: /CircularPocket Sem mais delongas, vire a página e consuma – de graça e quantas vezes quiser - o que há de bom nesse cantinho verde do interior do Paraná! E até a próxima.

Daniela Giannini | Karen Gomes

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EU|TU|ELES


“Pois pode crer, que teu irmão aqui, não vai te deixar...” Nevilton


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Houve uma época em que a cena alternativa de Maringá era alavancada especialmente por um estilo: o hardcore! Nao faz tanto tempo assim... Lá pelos meados de 1999, início dos anos 2000, foi que a coisa começou. Difícil dizer ao certo, ja que nessa época, a internet e as redes sociais não eram ferramentas tão presentes para registrar os eventos e a história curta – mas valiosa – que se escreveu na cidade. Os registros que se tem, são as memórias da galera que viveu esse momento. 10

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Ritmos Som pra todos os ouvidos Enquanto o cenário hardcore já tinha representantes nacionais e internacionais de peso, surgiu em Maringá, o que podemos classificar como a primeira banda de hardcore melódico da cidade, a Why Not?!. A banda era formada por Rodrigo Pipi no baixo, Júnior na bateria – que depois foi substituído por André Black –, Mario na guitarra – posteriormente substituído por Fábio e Zóio nos vocais. A Why Not?! produziu duas fitas demo e fez turnê pelo Paraná, tocando com bandas grandes do cenário internacional – como a sueca Millencolin – e outras bandas que se destacavam nacionalmente, como o Street Bulldogs, Holly Tree e Sugar Kane. Além de ajudar a movimentar a cena - trazendo bandas nacionais com as quais tocavam em Maringá – os caras da Why Not?! acabaram influenciando muitas das bandas que surgiram na sequência. A banda acabou em 2003, mas nesse pouco tempo de duração, já havia plantado uma semente que duraria por mais alguns anos na cidade. Foi por volta de 2002, que começou a surgir diversas bandas autorais no cenário hardcore maringaense.

Pode-se dizer que, dos últimos anos, essa foi a época mais produtiva para a produção autoral independente de Maringá. Bandas como Havana 55, Losti, Please Wait, Jazie, Hi-Fi Kids, Letters to You, Perfect Dream, Mind Shine, No Cass, Relief e Decisões são algumas das que existiram e deixaram sua marca na história da cidade. Nesse momento, no Brasil, cresciam as gravadoras independentes de hardcore, como a carioca Urubuz Records – que lançou bandas como Sugar Kane e Reffer –, a Oba Records, de Jundiaí e a Terceiro Mundo Records, da banda Dead Fish. Da mesma forma, a cena aqui nunca ficou parada.

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O hardcore maringaense sempre fez acontecer. Com o Tribo’s Bar - que ainda ficava no antigo endereço, na famosa ‘casinha’ – e o extinto Asterisco Bar como palco principal de shows com bandas de fora, pequenos festivais com bandas locais e ingressos que custavam entre 3 e 8 reais, mantinham a cena funcionando. Garage Fuzz, Dead Fish, Fistt, Noção de Nada, Sugar Kane, foram algumas das bandas nacionais que passaram por Maringá e dividiram o palco com bandas locais, como o Relief. Nos meados de 2006, essa cena começou a perder o fôlego... o hardcore nacional enfraqueceu e isso acabou refletindo por aqui. Hoje, o último suspiro do hardcore em Maringá, são as bandas Comsequência e Draw The Line, que está na ativa e com planos de lançar CD em breve.

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Colaboração: Eduardo Augusto Giannini Filho Rafael Pallone Favretto


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EU|TU|ELES

"Me perco na sua mente colorida que me amarra por ondas cerebrais...�

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Foto: Francisco Junior / Cedida por Natural One


Praça Pedro Álvares Cabral, conhecida como Praça de Patinação - por ter espaço para praticar esporte. É o bom e velho “Banks”, a segunda casa dos skatistas e jogadores de basquete da Cidade Canção!


“Eu chego calmo, sigo sem cessar

Em pé, descalço na trilha que já tracei...” Sollado Brazilian Groove


EU|TU|ELES


De Rolê

Rapadura

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Passou por Maringá

Foto: Isa Angiole

tto statura baixa, chapéu de palha, sandália de couro, sorriso acolhedor e uma sonora mistura de rap com baião. Esse é Francisco Igor Almeida dos Santos, conhecido como Rapadura, MC que mistura rap com a cultura tradicional nordestina. Natural do Ceará, Rapadura cantava músicas regionais com o pai, que sempre tocou violão. Mudou-se com a família para Brasília, em 1997, onde teve o primeiro contato com o rap. E foi lá, na capital do país, que viu que sua vida seria traçada no rap. Ainda assim, nunca abandonou as origens e influências cearenses. No início, o público estranhou a mistura, mas aos poucos, ele foi ganhando o espaço e reconhecimento merecido. “No começo, tive rejeição e estranhamento. Mas hoje em dia, até os pais levam suas crianças para o show. Casais dançam com o meu rap!”. Rapadura deu um show de talento e simplicidade quando passou por Maringá e Sarandi, em março deste ano. A passagem pelo interior do Paraná foi breve, mas suficiente para encantar muitos dos que estavam presentes. O MC tem duas mixtapes, lançadas em 2008, mas já está produzindo seu cd oficial com 15 faixas e, esperamos que ele passe novamente por aqui.

‘‘Imagina se cada estado mostrasse a sua cultura dentro do rap, como seria bonito?”


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Foto: Rafael Saes


Paulinho Schoffen

Persona Quem faz a diferença

A paixão pela música surgiu ainda quando criança. Paulinho Schoffen começou a tocar aos 10 anos e há 19, tem a música como profissão. Acreditando que todo artista precisa colocar a mão na massa para conquistar seu espaço, Paulinho passou a produzir o próprio trabalho e assim, começou a carreira de produtor artístico. Além de produzir o próprio som, também abriu espaço para outros artistas com os quais se identificava. “Nunca fechando a porta para nenhum tipo de expressão artística”. Tudo começou no Japão, em 2003, onde foi se aventurar por três anos e notou que, quem queria viver de arte, tinha mais iniciativa para correr atrás dos objetivos. “Percebi que no Japão, quem quer se expressar artisticamente tem que arregaçar as mangas. Por lá, além de alguns shows de bossa nova e MPB, produzi o ‘The balacubacoProject’, no Big Sight, em Odaiba-Tokyo. O The balacubacoProject é apelidado – por ele mesmo - de o embrião do Cottonet-Clube, e foi um trabalho feito em parceria com outros dois artistas brasileiros. O Projeto misturava música, fotografia e desenho. Foi a inspiração que faltava para que Paulinho voltasse para Maringá cheio de ideias e vontade de fazer a cidade canção se movimentar – culturalmente falando. Foi assim que surgiu a produtora Cottonet-Clube, que tem como missão ressignificar o valor da música e da arte, conectando a arte e as pessoas. Defendendo sempre o valor artístico e cultural, Paulinho produz o que considera realmente significativo e afirma não ser fã do puro entretenimento. Quanto à cultural local, ele acredita que muita coisa ainda pode ser feita para que o maringaense tenha mais interesse pelo o que é produzido na cidade. “Arte e cultura se faz com ações – na maior parte, independente – e a partir disso, muita coisa pode mudar. Sonho um dia em ver uma classe artística unida na cidade”. Para ele, é mostrando a cara que se pode mudar essa realidade. Para esse ano, o Cottonet-Clube tem muitos eventos agendados. Já rolou muita coisa boa recentemente, como: O evento Barbada, com a banda Gentileza, um tributo à Elis Regina no Teatro Barracão, o Teatro Mágico e muita coisa legal ainda está por vir! Inclusive, o seu trabalho autoral que está em “stand by” desde 2009, com novas músicas sendo produzidas. Então fique ligado, “limpe seus ouvidos” e aguarde as novidades de Paulinho Schoffen e seu Cottonet – cultural - Clube!


Larica de Hashi O sushi é um dos pratos mais tradicionais da culinária oriental e o açaí, um fruto da região amazônica, tipicamente brasileiro. Já imaginou misturar esses dois sabores? Faz algum tempo que o sushi saiu do Ja24

pão e conquistou o outro lado do mundo. Hoje, é um dos pratos preferidos de muita gente por aqui. O açaí também já não é restrito a terras brasileiras e ganhou seu espaço pelo mundo. E em algum lugar dessa importação e exportação culinária, mais especificamente na Zona 7 em Maringá, essas duas iguarias se encontraram. Bem em frente à UEM, em um dos pontos mais movimentados da cidade, um

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Larica De comer ou de beber

letreiro luminoso chama a atenção e já denuncia a mistura da tradição oriental – presente no cuidado com o preparo e apresentação dos pratos – com uma pegada rock’n’roll. Rock and Honda é o nome da temakeria e sushi bar e, de um prato que é exclusividade da casa. O sushi de açaí, acompanhado de banana, granola e mel, chama a atenção no cardápio. O Honda, que faz parte do nome do prato e do restaurante, é o sobrenome do sushiman responsável pela criação inusitada, - e que vale a pena provar! Carlos Eduardo Honda, criador dessa mistura, é um dos três sócios do restaurante e o responsável pela cozinha. O conceito do sushi Rock and Honda

Maki, que é uma fusão entre a culinária oriental e a típica brasileira, vai de encontro com o conceito do lugar. O Rock and Honda abriu em dezembro de 2012, como a primeira temakeria da cidade. Honda, Robson Dolberth Filho e Leonardo Gohara, comandam o restaurante que consegue harmonizar a decoração temática oriental e as referências mais contemporâneas, com exposições de quadros, fotos de artistas locais e claro, uma ótima trilha sonora!

Rock and Honda Temakeria e Sushi Bar Rua Professor Lauro Eduardo Werneck, 923 Seg a Sáb - 11h00 às 14h00 17h30 às 23h00

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Maringá Exporta Da cidade natal para o mundo

Superando a crise com bom humor

ICibele sempre quis trabalhar com tirinhas de lustradora há 22 anos e cartunista há 10,

humor, só lhe faltava uma boa ideia. Até que ela completou 30 anos e, junto com o aniversário, veio a inspiração. Surgiu assim, a Mulher de 30. A Mulher de 30 fala, por meio de tirinhas de humor, sobre a realidade da mulherada que acabou de completar três décadas de vida – mas as histórias são tão ‘vida-real’ que, na maioria das vezes, acabam atingindo um público de todas as idades. O site é super acessado e a página, tem 164 mil seguidores de todo o país. As tirinhas existem há 10 anos e surgem do cotidiano da Cibele. Seja ouvindo as amigas, assistindo a algum filme ou lendo por aí. “Até no elevador do trabalho já surgiram boas ideias. O importante é ficar antenada em tudo que acontece ao redor”. O processo de criação de seu trabalho é feito em frente à prancheta. Mas as ideias estão sempre aparecendo em sua cabeça, nas horas de folga. Na verdade, Cibele pensa o tempo todo em algo que possa ser transformado em tirinha.

“Imagino e anoto tudo para não esquecer. Faço um pequeno “banco de idéias” para desenhar quando surgir uma oportunidade. A parte mais fácil é colocar no papel, por incrível que pareça”.


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a cartunista ainda faz o papel de conselheira amorosa. Por falar muito sobre relacionamentos - mesmo não se considerando nada romântica - Cibele recebe e-mails pedindo conselhos, inclusive de homens. Na maioria dos casos, pedindo o contato de alguma leitora de 30 que esteja procurando um namorado... Não faz muito tempo que Cibele Santos começou a ganhar reconhecimento em Maringá, já que começou a trabalhar com ilustrações no Rio de Janeiro e São Paulo – motivo, inclusive, para acreditarem que ela veio de alguma capital. Mas a Mulher de 30 é da Cidade Canção! E anda fazendo tanto sucesso, que ela pretende ainda esse ano, traduzir as tirinhas para inglês. O sucesso nacional já está sendo exportado!

Mas, qual a sensação de ser admirada e ter o trabalho reconhecido internacionalmente? Sobre a admiração dos leitores e o reconhecimento do seu trabalho fora do país, Cibele diz que é o que faz o trabalho valer a pena. “As pessoas reconhecem quando um trabalho é feito com dedicação e amor”. Ela acredita que é essa paixão que faz com que as pessoas se identifiquem e compartilhem suas tiras.

“Minha ambição profissional sempre foi ter um trabalho que me agradasse e alegrasse um pouquinho a vida das pessoas. Isso me traz boas energias e motivação”.

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Reconstruindo scultor há cerca de 40 Fotos: Marília Ganassin anos, Nivaldo Tonon é um exemplo de amor à arte. Em passos curtos, e muitas vezes confusos, conseguiu conquistar o poder de dizer – orgulhosamente – que vive trabalhando com o que ama. Conversar com Tonon é uma experiência singular. A figura do homem grisalho, marcado pelo trabalho de quem mexe com materiais pesados, como a madeira e o ferro, está ligada a imagem das suas obras e do seu local de trabalho. Encontramos Tonon de surpresa, no barracão onde ele trabalha – e onde fica o trailer em que mora – localizado em um terreno que é de propriedade da Associação Maringaense de Saúde Mental.

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Sua história com a arte começou com seus 20 e poucos anos, entre muitas ideias e indecisões, quando viajou para o Rio de Janeiro. Foi para estudar, mas não sabia exatamente o quê. Enquanto decidia, precisava de dinheiro para sobreviver na cidade. Tinha curso de torneiro mecânico, mas ouviu dizer que ser cabeleireiro renderia mais. E passou alguns anos da sua vida trabalhando em um salão de ‘madames’.


Singular Histórias únicas

As histórias de Nivaldo aparecem sempre sem uma data definida e até sem uma ordem muito certa dos acontecimentos. Isso porque, Tonon sofre de dislexia e transtorno bipolar – daí o terreno em que ele vive, da Associação Maringaense de Saúde Mental. Nesse tempo em que morou no Rio de Janeiro, descobriu seu amor pela arte por acaso, como se o talento estivesse esperando uma oportunidade para ser descoberto. E assim decidiu o quê iria estudar. Foi para a faculdade de Artes Plásticas, mas nunca tirou o diploma. Ele diz que, por causa da dislexia, assistia às aulas apenas como um espectador. Tonon ainda diz que, como era bom aluno, acabou se tornando professor na Sociedade Brasileira de Belas Artes e na Escola de Artes Visuais do Parque Lages. Mas além dos problemas com a dislexia e a bipolaridade, foi nessa fase da vida que ele começou a ter problemas com o álcool. E no meio de toda essa tempestade, voltar a morar em Maringá parecia a única solução. “No Rio de Janeiro eles diziam que todos esses meus problemas eram “coisa de artista”. Seguindo um instinto e sem muita certeza do que estava fazendo, ele voltou à cidade natal. Foi aqui que procurou tratamento e é aqui que se estabeleceu. No terreno da AMSM, montou o galpão que usa como ateliê. O trailer em que mora, foi presente de um amigo e é onde vive há 10 anos, desde que se separou da ex-mulher. Desde então, a arte é a sua vida. E também, o que o lhe salvou. “A necessidade me obrigou a criar”.

“Todo trabalho que eu faço, é um pedacinho meu que fica. É parte de uma vida, de experiência que eu vivi. Cada movimento de ferro, é uma emoção”.


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Vou de bike, ce^ sabe... Por muito tempo, as bicicletas deixaram de ser um meio de transporte e passaram a ser ´ usadas apenas para lazer ou pratica esportiva. Mas, com as ruas sendo dominadas por ^ ´ ´ do transito automoveis e o caos inevitavel ~ nas grandes cidades - e em outras nem tao grandes assim - , a necessidade de resgatar o uso da bike diariamente, voltou.

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e...

Completo Um pouco mais sobre alguma coisa

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vitar o congestionamento, diminuir problemas com poluição, segurança e saúde pública: esses são alguns dos problemas minimizados com o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte. Ainda assim, no Brasil, a bike é o quarto meio de transporte mais usado pela população. Mas para Leonardo Gealh, educador físico, a bicicleta é o principal meio de transporte. Leonardo percorre cerca de 30km por dia para ir e voltar do trabalho. A distância é grande, mas vale a pena. Ele garante que chega muito mais rápido do que chegaria de carro, ônibus ou moto; não tem gastos com combustível ou com manutenção do veículo; além de colaborar para a não poluição do meio ambiente e para manter o trânsito da cidade mais organizado. Além de, é claro, já ir praticando um exercício físico no caminho (afinal, esse é o trabalho dele!). Mas nem tudo são flores... Apesar de todas essas vantagens, quem anda de bike sabe muito bem que sempre existem algumas dificuldades no caminho. Leonardo aponta a falta de respeito dos motoristas como um dos maiores problemas. De acordo com ele, é difícil achar motoristas que cumpram a lei de diminuir a velocidade e se afastar 1,5m das bicicletas ao passar do lado de ciclistas. E ainda falta apoio do governo municipal no incentivo da população para o uso da bike, através da conscientização e melhora da estrutura. Foi pensando justamente nisso que, Thiago Botion Neri, arquiteto e mestre em engenharia urbana pela Universidade Estadual de Maringá, desenvolveu em sua dissertação de mestrado, uma proposta para a criação de uma rede de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Thiago sempre usou a bike como meio de transporte e, sentia na pele, a necessidade de melhorar a estrutura para os ciclistas de Maringá. Não só para os ciclistas, mas, para todo mundo que dirige e caminha por Maringá. Hoje, Maringá tem 17 km de malha cicloviária, distribuídas de forma não contínua. Em sua pesquisa, que foi orientada pela Professora Doutora Fernanda Antonio Simões, ele concluiu que seriam necessários 95 km – entre ciclovias e ciclofaixas – para que a cidade fosse atendida. Assim, 44 das 50 zonas urbanas de Maringá estariam integradas por vias cicláveis.

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Além das melhorias na infraestrutura para o ciclista, Thiago levanta outro ponto importante sobre o motivo da bike não ser mais tão usada por aqui. “Nossa cultura rotula a bicicleta como veículo para pessoas de baixa renda, ou apenas para lazer.” O interessante é que, embora esse pensamento ainda esteja presente em alguns lugares por aqui, é nas grandes capitais - chamados países de primeiro mundo - que o uso das bicicletas se destaca como meio de transporte. Em Amsterdã, na Holanda, 40% do tráfego de veículos são de bicicletas e em Berlim, na Alemanha, cerca de 400 mil pessoas usam as “magrelas” para ir ao trabalho todos os dias. Apesar de terem mais suporte na estrutura, essas cidades europeias perdem no fator climático. O frio, presente na maior parte do ano, não é tão convidativo para os ciclistas. Em compensação, Maringá tem o clima e relevo ideais para sair pedalando por aí. De acordo com a pesquisa realizada por Thiago, a cidade é em sua maioria plana, tem média de temperaturas amenas, e uma quantidade de chuvas que não chegam a atrapalhar o transporte sobre duas rodas.

~ E por que o maringaense ainda anda tao pouco de bike? Nenhuma mudança de hábito acontece da noite pro dia. Incluir a bicicleta no cotidiano requer, além de uma mudança de hábito pessoal, uma transformação cultural da sociedade. E isso só acontece – de forma completa – com a ajuda de algumas alterações na estrutura da cidade. Além da falta do hábito, a segurança é um dos principais fatores que inibem as pessoas a usarem a bicicleta no dia a dia. Para a mudança começar, incentivar o uso recreativo da bike, por meio de ciclofaixas temporárias em finais de semana, próximas a parques urbanos, é uma forma de fazer a bicicleta voltar a ser parte do hábito do maringaense.

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Em Maringá... A câmara de vereadores convidou Thiago Botion Neri, autor da proposta de criação de uma rede cicloviária para a cidade, junto de outro pessoal que é engajado com o tema – como o Bicicultura Maringá – para a criação de uma comissão. O objetivo é cobrar, junto ao poder executivo, a inclusão das bicicletas como um modal urbano e a realização de iniciativas como a implantação de ciclofaixas educativas e recreativas nos fins de semana.

Sabe a diferença entre ciclovia e ciclofaixa? Ciclovia

Ciclofaixa

Espaço isolado para o uso das bicicletas. A separação pode ser feita através de muretas, grades, meio fio, blocos de concreto ou qualquer outro tipo de isolamento fixo, que mantenha o ciclista fora de contato com os outros veículos. Por ser mais segura, é a via mais indicada para avenidas movimentadas e vias expressas.

Não existe separação física. É identificada por meio de faixas pintadas no chão ou cores de asfalto diferenciado. Muito mais barata que a ciclovia – já que utiliza a estrutura já existente da rua - , é indicada para locais com fluxo de veículo mais calmo.

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1+1 Para somar

A história única de todo o amor

para Felipe

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uando você volta para mim, eu ligo o rádio de manhã bem cedo para deixar a casa perfumada. Mesmo que Waldick chore suas mágoas, o cheiro é tão feliz quanto o das rosas que roubei naquele jardim da rua de trás. E pelas janelas parece o mundo a adentrar. Já sinto teu cheiro nas curvas do meu corpo. Vou tirando a poeira ajuntada nas quinas, no tapete da sala, nos nossos retratos dependurados que roubam (tantas vezes) a atenção dos meus olhos esguios. Preparo a casa para a tua chegada, e meu corpo para teu amor – que o coração parece ter nascido pronto. E espero defronte ao relógio. Com um café amargo, com uns poucos cigarros e qualquer coisa a mais por viver. Daí que você chega e meu sorriso se faz vivo. Te espero ansioso encolhido na poltrona azul, de regata e cueca, mesmo nesse frio. Você se despe do que desimporta e me aperta entre teus braços e boca. Te dou um sabor de amor guardado e tu me dás o sabor do mundo que és. E não me importa que estejas marcado por outras bocas, que na tua pele eu sinta o gosto de outros homens, porque no instante de agora é sobre meu corpo – e dentre mim – que tu se deita e se conforta. É o próprio gosto de tua pele. E minha carne pede para estar entre teus dentes. Bruno Vinícius

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Guto Stresser facebook.com/gstresser


A editoria 1+1 é colaborativa! Quer somar com a gente você também? Envie seu trabalho! Desenhos, crônicas, textos, poesias, artes digitais... enfim, qualquer ~ manifestaçao cultural que caiba em uma página da revista. Lembrando que as imagens devem ~ ter boa resoluçao e, os textos, até 1300 caracteres. revistacircular@gmail.com


EU|TU|ELES

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om “Foi aí que eu encontrei a melodia positiva, Encara frente a frente, cicatriza a ferida...” Mama Quilla


Olhadela Quem colabora com a cultura

Cozinha do Rock

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o que acontece quando se mistura gastronomia, entrevista e boa música! Comandado por Digu Hang, Guilherme Silva (Nabo), Poliana Bolqui e Thiago Guglielmi (Jimi), eles descobrem os “bastidores culinários” e a influência dessa galera que movimenta o cenário cultural independente de Maringá e estrada a fora. As gravações rolam esporadicamente, e vocês podem conferir os vídeos na página facebook.com/elevaaudiovisual ou direto no canal: youtube.com/elevaaudiovisual e ter acesso à pratos undergrounds de muita informação!

Patrimônio Histórico

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ara quem precisa pesquisar algum assunto escolar ou acadêmico, encontrar um título de eleitor antigo – feito em Maringá até 1986 – para fins de aposentadoria, doar fotos e objetos em bom estado de conservação ou simplesmente, conhecer a história da Cidade Canção, o Patrimônio Histórico de Maringá é o lugar certo! Fica no Teatro Calil Haddad, na Av. Dr.Luiz Teixeira Mendes, 2500, zona 5. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

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Quem faz?

Daniela Giannini danigiannini@gmail.com (44)8815-4225

Karen Gomes gomes.karen88@gmail.com (44)9911-2505

Tem alguma crĂ­tica ou sugestĂŁo? Quer anunciar com a gente? Entre em contato: www.facebook.com/circularpocket revistacircular@gmail.com

Nosso muito obrigada a todos os anunciantes que confiam em nosso trabalho e investem na revista – e dessa forma, cooperam com o progresso cultural da cidade. Aos colaboradores da nossa nova editoria, 1+1 e claro, a todos os amigos, familiares e apreciadores da Circular Pocket. Valeu mesmo! 44


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PUBLICIDADE Felipe Halison felipehalison@gmail.com

Capa Caroline Morello

FOTOS Isa Angioletto www.facebook.com/isangioletto.fotografia www.flickr.com/isangioletto Fábio Dias www.fabiodiasfotografia.blogspot.com www.flickr.com/photos/fabio-dias Isadora Machado www.facebook.com/isamchado Rafael Saes www.rafaelsaes.com Marilia Ganassin http://www.facebook.com/marilia.ganassin

Eu, Tu, Eles: Kubistcheck Bar, Zombie Walk Maringá, Dionísio 45 Bar, Praça da Catedral


O Aeroporto Regional de Maringá - Silvio Name Junior foi fundado em 2007, quando o Aeroporto Dr. Gastão Vidigal foi desativado. Recebeu o nome em homenagem ao político Silvio Name Junior, filho de pioneiros de Maringá e, que morreu aos 33 anos num acidente aéreo em 2000. 46

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