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ÃO

EDIÇ

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OD

NH | JU

Entrevista

Gabriel Soares

Agua

Dia Mundial

Click!

R$ 7,90 | BLEND SKATE MAGANIZE

Visão Fotográfica

Skate Guitar | Vintage | Os Ribeiras | Long Play

Art

SKATE Design

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Expediente

Christine Wengrzynek Illustração 3D Entrevista c.wengrzynek@ blend.com.br

Blend 4

Daniela Gatti

Marlon Henrique Rafael de Souza Raphael Oliveira

Pesquisa de Texto Tratamento d.gatti@blend.com.br de Imagem e Entrevista m.henrique@blend. com.br

Diagramação Illustração r.souza@blend. com.br

Illustração Illustração 3D r.oliveira@blend. com.br


Editorial

Na primeira edição da revista “Blend” iremos abordar sobre os assuntos relacionados a Skate, Música, Arte e Design. Podemos dizer que, nosso principal objetivo é passar conhecimento a respeito do que estamos aprendendo ao longo do curso de Design Gráfico. Na seção “Arte, Skate e Design”, teremos três matérias relacionadas ao tema da seção. Teremos também uma seção chamada “Click! Visão Fotográfica”, que são fotos em espaços públicos onde os skatistas Marlon Henrique, Gabriel Soares e Wilson Sakata sabem fazer bem. E ao longo da revista iremos mostrar matérias sobre música com “Os Ribeiras” e a Homenagem com o titulo de “Música, skate e saudade” matéria com Chorão Charlie Brown Jr. E muito mais.

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Foto e Texto: Wilson Sakata

A

cordar cedo em sábado geralmente não é muito vagradável, mas quando conversamos nas redes sociais, todos ficaram empolgados, esperando o grande dia. São Pedro nos ajudou e deixou a chuva de lado, e o sol logo apareceu bem tímido ainda quando chegamos, trombamos com o Marlon grande rapaz bem tímido como o sol da manhã, mas muito humilde e já começamos a pensar onde começaríamos a sessão, mas antes, comer uma coxinha e um suco faz bem né? Após o café da manhã, Marlon já começou se aquecendo e nós preparando os equipamentos para iniciar a sessão tão esperada por todos. Ah, me esqueci de falar da Praça Roosevelt revitalizada há pouco tempo quase que uma skate Plaza. Skatista aquecido, fotógrafos preparados, escolhemos o primeiro pico da Praça para começar a sessão, a 45 natural onde Marlon já mandou um shovit heel flip na base, o que rendeu uma boa foto também, e com o gás todo logo soltou um belo nollie flip,

assim começando bem nossa sessão, mas logo após a manobra Marlon mandou um flip e trincou seu shape, para nossa tristeza. Mas Marlon só nos avisou e continuou a sessão sem choro, um exemplo de quem tem skate no pé. Fomos procurar outro pico e vimos um gap com a entrada bem apertada, mas Marlon mesmo com o shape

“ Mas Marlon só nos avisou e continuou a sessão sem choro, um exemplo de quem tem skate no pé ”. trincado após uma tentativa se jogou sem medo sobre o gap acertando um belo ollie que deu uma foto regular em minha opinião como fotógrafo, não achei o momento certo, mas seguimos em frente, e “colamos” na escadaria com uma borda e Marlon mandou um bs noseslide apenas para aquecer, e eu achando um ângulo legal para compor a foto, mas logo depois Marlon manda um belo b/s crooked com o shape trinca-

do um belo momento registrado. Vimos uma borda onde daria uma boa foto sequência para nossa sessão da Praça, “colamos” e Marlon manda um 50-50 e logo depois um 5-0 arrancando da borda dando uma bela sequência registrada. E sem choro fomos à escadaria da Roosevelt pra quem já foi sabe que é “Cabrera”, e isso o sol já estava bem mais forte do que da manhã, pois era em torno do meio dia já e Marlon se jogou sem medo e com a vontade de voltar à manobra como ninguém. Tentou mais umas vezes, mas infelizmente não conclui a manobra da escadaria, e comentamos que da próxima vez fecharíamos a escada. Essa foi a sessão de sábado de manhã com o Marlon um skatista humilde, gente boa, calmo, dedicado (pois não é todo mundo que trinca shape e pula gap, desce borda, vara escada de 10 degraus) um ótimo cara para a sessão, sem frescuras, espero encontrá-lo mais vezes e registrar mais desse moleque gente boa. Por: Wilson Sakata

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Sumário

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4 Expediente 6 Editorial 10 Por Frente e por trás das lentes 12 Arte Skate Design | Vintage 14 Click! Visão Fotográfica 16 Dia internacional da Água 18 Arte Skate Design | Skate Guitar 20 Click! Visão Fotográfica 22 Arte Skate Design | Arte e Design 23 Portfólio 24 Os Ribeiras 26 Música, Skate e Saudade 28 Long Play


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ENTREVISTA: MARLON HENRIQUE FOTO: CAIO FISCHER

Gabriel Soares, nascido em Birigui interior de São Paulo, o Skatista de 19 anos teve seu primeiro filme de skate Lançado na casa da cultura de sua cidade. Conta sua historia e fala um pouco de seu trabalho de fotografia e audiovisual que vem evoluindo cada vez mais para o esporte. Gostaríamos de saber de onde veio a sua paixão pelo skate? Foi a pratica, quanto mais eu ando mais eu me apaixono por ele. (Risos)

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O que te levou a praticar? Meu tio me levou a praticar, eu tinha uns 10 anos e brincava com skate dele, eu fui gostando, fui andando até que meu pai me deu um skate na mesma época no mesmo ano e ando até hoje. De onde partiu a ideia do filme Primeiro Plano? O nome Primeiro Plano foi o primeiro video, primeira ideia e resolvi escolher esse nome Primeiro plano o primeiro trabalho que fiz assim tipo um video de skate, meus amigos que eu gosto estou sempre andando com eles quando estou em Birigui.


Como foi o processo criativo do filme – Primeiro Plano – lançado na Casa de Cultura em Birigui? Então, o processo do filme foi... Levamos mais de dois anos e a ideia surgiu que escolhi esse nome escolhi achei legal, por ser o primeiro video começamos a gravar pensando no video, mas teve aquele processo demorado que os caras tem outras coisas pra fazer, não vive só do skate, e a gente saia as vezes nos finais de semana para gravar, mais foi bom uma experiencia muito legal. Conte-nos como foi à experiência de ver um filme de sua criação sendo exibido na casa de cultura? Então na real, esse filme era para ser passado no Sesi, eu levei um mês para editar o filme, e só depois que terminei ele, Não, uma semana antes de terminar fui atrás de um cara chamado Agras de Birigui, ele faz parte da A.B.E.A., Associação Biriguiense de Esporte ele que me ajudou a passar o video, nessa casa de cultura de Birigui, foi muito legal (colo) uma galera, foi legal. Oque você tem a dizer para as pessoas que estão iniciando a carreira tanto no skate quanto na fotografia ou audiovisual? Ao pessoal que esta começando pé no chão, um passo de cada vez, tentem buscar referencias, busquem ver um pouco mais sobre fotos, videos, assistam mais e pratiquem e tudo vai dar certo.

Confira a entrevista na integra com Gabriel Soares no link: www.4shared.com/ video/2WC3JgKY/Entrevista_ Gabriel_Soares_-_Re.html flickr.com/gabrielsoaresdesouza vimeo.com/skateb

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ARTE

Skate Design

Vintage

Discos de Vinil ou LP conhecido como uma mídia para escutar suas músicas preferidas em tempos mais antigos – ainda encontram-se muitas pessoas apaixonadas e colecionadoras por LP, hoje surge numa nova tendência de reaproveitamento de material. Como? Em decorações de quarto, ou até mesmo em outros ambientes. Confere aí!

Tipos de Decoração de Quarto com Vinil

Como fazer a decoração de quarto com vinil

Se antes os vinis eram usados como mídia para reprodução de música, os discos de vinil agora são objetos de decoração, com aquele toque especial dos anos 70 e 80, fazendo qualquer decoração simples, algo mais que incrível, eles estão super na moda, e assim fazendo o maior sucesso, existem milhares de tipos de decoração de quarto com vinil, e com a gente você vai conhecer muita coisa bacana e assim poder fazer a sua própria decoração e ficar com um quarto maravilhoso. Sendo o quarto um lugar em que você passa a maior parte do tempo, não tem nada melhor do que poder decorar do seu jeito não é mesmo? E é por isso que se você gosta de decoração de quarto com vinil você deve fazê-la.

Para fazer a decoração de quarto com vinil é mais fácil do que você pode imaginar você pode fazer no estilo em que só se usa esta peça, ou ainda você pode usar livros, folhas de revistas, fotos, CDs, e muitas outras coisas para acompanhar a decoração de quarto com vinil e assim fazer uma decoração mais que perfeita. E ainda, se os vinis que você tem, são aqueles bem velhos da tua mãe e do teu pai, com cantores e bandas que há de se combinar, não dá pra deixar a mostra, você pode pintalos assim como da foto.

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mixdicas.com/dicas-de-decoracao-de-quarto-com-vinil


Click! Visรฃo Fotogrรกfica

Marlon Henrique, Backside Crooked Foto: Wilson Sakata

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Wilson Sakata, Backside Rockslide Foto: Raphael Oliveira

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Dia Internacional da Água! Os recursos hídricos e seus temas!

1994 - “Cuidar de nossos recursos hídricos é um assunto de todos” foi o tema de 1994.

1995 - Ano em que deram enfase na discussão sobre assuntos como a degradação ambiental e a poluição da água.

1996 - ano marcado por crises em várias cidades do mundo, ameaçando a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico. 1997 - Como tudo que era relacionado a palavra Água era de muita preocupação, o tema deste ano foi: “Há o suficiente?” 1998 - Conforme as recomendações do comitê de recursos hídricos, houve uma organização na liderança do Dia Internacional da Água deste ano.

1999 - Inundações excessivas e catastróficas resultaram em milhares de mortes na China, Bangladesh e Índia. Isso não era só o excesso de chuva mas também era a ação do homem. 2000 - Água cada vez mais escassa e a população crescendo rapidamente. Grande parte do mundo entra em crise por conta da água. 2001 - O governo aumenta os esforços para fornecer água potável melhorarando a saúde da população, analisando e agindo com todas as soluções possíveis. 2002 - “Água para o Desenvolvimento” foi o tema de 2002, mesmo assim em grande parte do mundo os recursos hídricos estavam sendo deteriorados. 2003 - “Água para o futuro”. A ONU foi com o objetivo de inspirar a ação política e comunitária a incentivar o uso responsável da água.

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2004 - Água e Desastre! Este ano foram feitas estratégias para redução de desastres e o impacto negativo de desenvolvimento socio econômico.

2005 - Água para a Vida! A ONU definiu foco maior nas questoes hídricas e proclamou os anos de 2005 a 2015 como a Década Internacional para a ação “Água para a vida”.

2006 - A UNESCO liderou o tema deste ano que foi “Água e Cultura”, visto que a Água é sagrada em diferentes regiões, e, é usada de varias formas.

2007 - A escasses da água chamou a atenção e era necessário uma integração e uma cooperação sustentável.

2008 - Neste ano, coincidiu com o Dia Internacional do Saneamento. A cada 20 segundos uma criança morre devivo o mal saneamento básico.

2009 - O foco era o respeito mútuo, compreensão, e confiança para os paises promoverem a segurança e crescimento econômico sustentável.

2010 - Ano dedicado a qualidade da água, ecossistema e o bem estar humano.

2011 - O alerta para as mudanças climáticas, crescimento urbano e as catastrofes mundiais.

2012 - A agricultura é a maior usuária de água potavel e se não usarmos a água com sabedoria, abriremos portas para a seca, fome e instabilidade poliítica.

2013 - Ano dedicado a cooperação em torno da água. Milhõses de pessoas no mundo ainda não tem instalações sanitarias seguras e nem acesso a água potável.

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ARTE

Skate Design

Skate Guitar SKATE GUITTAR

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zequiel Galasso e Gianfranco De Gennaro no Skate Guitarra quer jogar Frankenstein e alguns Led Zeppelin. A concessão de uma segunda vida para skates agredidos e espancados, Skate Guitarra compromete um processo que molda as sobras de Gen-X em instrumentos elétricos shreddable. Utilizando dois ex-decks, um corpo violão completa e pescoço é criado, totalmente funcional como qualquer outro e não há duas guitarras vai ser o mesmo ou levar o mesmo trilho de moagem história, especialmente devido à riqueza de tipos de skate e tamanhos. Skate Guitarra está respondendo a ofertas para vários desses eixos verdadeiramente originais em seu grupo no Facebook, onde você também pode ouvir como o som elegante cordas contra cada deck. blog.gessato.com/2013/03/29/skate-guitar/ # ixzz2T6IiArey

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Click!

Visรฃo Fotogrรกfica

Marlon Henrique, Flip Foto: Gabriel Soares

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Gabriel Soares, Backside Lipslide Foto: Caio Fischer


Click!

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SequĂŞncia Marlon Henrique, Frontside Grind Foto: Wilson Sakata


ARTE

Skate Design

Arte e Design

Menção honrosa 09477 André Cruz, Eric Duran e Renato Saes – André Cruz Design & Ideias

Menção honrosa 09554 Casemiro Estanislau Grabias Junior, Gabriela Mombach

Prêmio Design Museu da Casa Brasileira

Cartaz

Produto

Revelação de talentos, consagração de profissionais. O Prêmio Design MCB é a mais renomada e prestigiada premiação de design do país. É uma realização anual independente, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por meio do Museu da Casa Brasileira. Existente há 27 anos, remete à própria história do design no Brasil. É uma referência no desenvolvimento do segmento e selo de qualidade.

No primeiro semestre é realizado o Concurso do Cartaz, que desafia participantes de todo o Brasil, profissionais ou não, a criar a principal peça de divulgação do Prêmio. O cartaz eleito pelo júri percorre o país e inspira toda a identidade visual da edição. Seu autor vencedor recebe prêmio pela criação e é contratado para a elaboração posterior de outras peças gráficas que fazem parte da comunicação visual do Prêmio.

No segundo semestre são abertas as inscrições para a premiação, que recebe criações (protótipos ou em produção) em categorias que abrangem o design de produto e a produção teórica ligada a design gráfico, design de produto, arquitetura, urbanismo e paisagismo. Os trabalhos são analisados por uma comissão julgadora que é modificada a cada ano. As peças aprovadas fazem parte da exposição 27º Prêmio Design MCB, que fica em cartaz no Museu da Casa Brasileira. Os vencedores são homenageados na noite da cerimônia de premiação/abertura de exposição.  

Mariana Chama

1º lugar – Diego Silva Ribeiro, Diogo Damasio Gomes da Silva, com colaboração de Camila Picolo e Marcella Aquila

www.mcb.org.br/premiodesign

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PORTFÓLIO

Rafael de Souza DR. IZA

Wilson SaKata KAZU

Marlon Henrique AUTOPOPART

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Os Ribeiras

Leonardo Augusto (vocalista/guitarrista), Kleber Gomes (guitarrista), José Henrique (baixista) e Marcio Alves (baterista).

BLEND: Como e quando foi a criação da banda? Sempre foi a mesma formação? Leonardo: A banda ela tem várias etapas, é a conclusão de um projeto antigo já, que desde 2003 eu criei a minha primeira banda, aí de lá pra cá eu sempre tive banda, aí o Kleber teve uma banda também em 2006 e, de repente, a gente começou a perder integrante e a gente teve que se juntar, aí juntou, eu que era de uma banda o Kleber e o ET (José Henrique) que era de outra banda e fizemos essa formação dos Os Ribeiras com o bateirista Zé Luis, aí o Zé Luis teve que sair dessa formação e eu chamei o Marcio que foi um cara que tocou comigo em 2006 numa outra banda grunge chamada Mudól e aí ele veio e agora a gente tá nessa formação.

BLEND: De onde veio o nome Os Ribeiras? Leonardo: Os Ribeiras é devido... É meio polêmico assim porque tem gente que fala que Juquitiba não é do Vale do Ribeira, mas Juquitiba segundo que eu li... Kleber: Eu acho que Juquitiba é Grande São Paulo, cara. Leonardo: Segundo que eu li é do Vale do Ribeira e por ser do Vale do Ribeira aqui e essas outras cidades aí pra baixo, eu decidi colocar Os Ribeiras. BLEND: Quais bandas e cantores que mais influenciaram e ainda influenciam vocês? Leonardo: Então... No som. No som diretamente a gente não sabe dizer o que realmente influencia, mas todo mundo tem influência própria. A gente tem muita influência do grunge, eu, o ET e o Marcio, o Kleber também ouve, acho que um pouco menos.

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Kleber: todo mundo ouve... Leonardo: Muito Alice In Chains, Mudhoney, Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam pra caramba, e nosso som a gente tem muita influência de rock Brasil de anos 90 e 80 que é Barão Vermelho, Cazuza, Nação Zumbi... Hoje em dia a gente tem uma mistura de tudo isso aí. BLEND: Esse primeiro CD, vocês mesmos que estão produzindo? Como está sendo essa produção? Leonardo: Então, na verdade é um DEMO né, desde que a gente tem a banda a gente sempre gravou, sempre foi em estúdio e gravou ensaio, nunca gravamos profissionalmente, esse é o primeiro que a gente faz, nós mesmos, a gente pegou se juntou microfonou tudo, programinhas de computador e gravamos instrumento por instrumento.


BLEND: E vocês vão lançar esse CD? Leonardo: Vamos, a gente pretende... Esse vai ser um Pré-DEMO, a gente pretende fazer uma outra gravação em estúdio, uma profissional e lançar e divulgar isso aí nos nossos shows. BLEND: As letras das músicas são todas de autoria própria? Leonardo: Tudo nosso. BLEND: Quem é o compõe as letras da banda? Leonardo: Eu e o Kleber. Kleber: A maioria é o Leo, dessa nova eu tenho só uma. BLEND: Qual é o significado da palma estampada na capa do CD? Do logo de vocês, na verdade? Kleber: O significado da palma? Na verdade, o objetivo do logo que a gente tava pensando, é demonstrar uma coisa... Fazer um logo limpo, sem nada atrás, fundo, essas coisas... Mas mostrar a identidade da banda, uma coisa suja, como posso dizer... Você coloca ali a sua mão e estampa em qualquer lugar e fica ali a sua marca.

BLEND: Vocês pretendem ir pra “grande mídia” e sair do circuito independente? Leonardo: E aí? Kleber: Quem sabe. Leonardo: Quem sabe né, juntar, fazer o que gosta... E ganhar dinheiro. (risos) Kleber: Objetivo, objetivo a gente não tem né, a gente faz porque a gente gosta, mas... Marcio: A gente planta, e se um dia for pra gente ir para mídia, a gente vai com a nosso estilo “cara”. Leonardo: Sem mudar nada. BLEND: E shows? Pretendem sair por aí divulgando o som de vocês ou é só exclusividade do povo Juquitibense? Leonardo: Então, a nossa meta agora, depois dessa formação, ficou mais concreta agora, todo mundo tá pensando igual, nossa meta agora é tocar em outros lugares. Kleber: O objetivo da banda inclusive é esse, é divulgar, pra gente conseguir outros lugares pra tocar também e não só aqui, é claro que a gente não

vai esquecer, não vai deixar de tocar aqui também, mas o objetivo é fazer isso chegar ao máximo de ouvidos possíveis. BLEND: O que pra vocês é mais importante nesse mundo da música? Kleber: Tocar. Leonardo: Tocar. Tocar e se expressar. Isso aqui pra gente é remédio, qualquer coisa que acontece, principalmente quando é ruim, a melhor maneira de canalizar é escrever e cantar e gritar isso aí. E é isso que a gente faz. Marcio: E cada um faz no seu instrumento. Leonardo: Todo mundo tem a sua voz, seja na guitarra, no baixo. soundcloud.com/leornardo-augusto-20

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Música, Skate e Saudade

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lexandre Magno Abrão, mais conhecido pelo seu nome artístico Chorão foi um cantor, compositor, poeta, roteirista e empresário brasileiro. Foi o vocalista, principal letrista e cofundador da banda santista Charlie Brown Jr., formada em 1992 junto com Renato Pelado, Marcão, Champignon e Thiago Castanho; foi o único integrante da banda a participar de todas as formações, junto com o Charlie Brown lançou dez discos e já vendeu mais de cinco milhões de discos. O apelido de Chorão veio quando ele estava vendo os amigos andando de skate, e um deles passou por ele e, para zombar, dizia “não chora!”, já que Chorão ainda não sabia andar. E nisso o apelido pegou. dz

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Outras atividades Além do sucesso no mundo da música, Chorão também se aventurava em outras áreas: no dia 06 de novembro de 2006, inaugurou o Chorão Skate Park em Santos, que tem como destaque uma das melhores pistas de skate do Brasil. Em 2007, o cantor se aventurou no cinema, com o filme O Magnata, dirigido pelo videomaker Johnny Araújo. Chorão foi escritor e roteirista, além de participar do filme junto com o Charlie Brown Jr e integrar a trilha sonora do mesmo. Recentemente anunciou um novo filme “O Cobrador” do qual ele mesmo escreveu o roteiro, ainda pretendia lançar um livro contando a história da banda desde o início. Em janeiro de 2009, o músico lançou sua grife de roupas, intitulada DO.CE (Dose Certa). pt.wikipedia.org/wiki/Chorão

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Long Play Quem nunca pegou um disco e ficou olhando e se perguntando o porquê daquela imagem na capa? Então, chegou a hora de descobrir o significado de algumas das capas mais clássicas, dentre elas “Abbey Road” e “Nevermind”.

The Final Cut As pequenas faixas de tecido colorido da capa do The Final Cut do Pink Floyd tratam-se de condecorações de guerra. As distinções são quatro. A maior branca com listras roxas inclinadas é ganha por atos de coragem e valor em combatentes aéreos. A dourada (com

Rage Against The Machine Olhando rapidamente para essa foto é difícil identificar logo de cara do que se trata, mas há muita história contida nela. Essa é a capa do disco de estréia da banda Rage Against The Machine, – conhecida por seu ativismo político e letras ácidas – que traz uma foto tirada em 1963, pelo fotógrafo Malcolm Browne. A imagem chocante é do monge

Abbey Road Uma das capas de discos mais conhecidas dos Beatles é, sem dúvida, a do álbum Abbey Road. A famosa foto dos quatro rapazes de Liverpool atravessando a faixa de pedestres foi tirada em 1969 e idealizada por Paul McCartney. Na época, a polícia teve que parar o trânsito da rua por 10 minutos para que a foto fosse feita. Ninguém imaginava que essa imagem entraria para a história e seria exaustivamente copiada até os dias de hoje. Mas não acaba por aí, essa imagem esconde muito mais

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listras preta, vermelha e azul) bem como a verde (com listras preta e vermelha) são ganhas por tempo de serviço. A outra dourada (com listras vermelha, azul e preta) é ganha por serviços prestados na África. São todas medalhas da Segunda Guerra Mundial.

budista Tchich Quang Duc, que, em protesto contra campanha religiosa feita pelo Governo do Vietnã do Sul, ateou fogo em seu próprio corpo. Duc morreu em silêncio e em posição de lótus nas ruas de Saingnon, no Vietnã do Sul, seu coração permaneceu intacto e até hoje está em exposição em um museu erguido em sua homenagem.

do que podemos imaginar. Abbey Road é quase uma teoria da conspiração. Dizem que Paul havia morrido e que seu representante na capa seria um sósia. E acredite, há muitos elementos que contribuem para esta teoria – Paul está descalço, de olhos fechados, com o cigarro na mão direita (Paul é canhoto), etc. A verdade é que Paul não morreu – ainda bem – e continua fazendo shows até hoje. Mesmo que fantasiosa, a história desta capa continua fascinante.


Dangerous O Rei do Pop não poderia ficar de fora dessa lista. Além dos clipes super elaborados que mais parecem filmes e inspiram artistas até hoje, Michael Jackson sempre caprichou nas capas de seus discos. Caprichou tanto que ficou difícil de escolher uma só, mas, por conta de sua atmosfera subliminar, Dangerous foi o escolhido. O criador da clássica capa é o desenhista Mark Ryden, que demorou 6 meses para terminar o trabalho. Segundo ele, Michael pediu coisas muito específicas e o resultado deveria ser algo misterioso, para que cada pessoa interpretasse os símbolos de

Nevermind Lançado em 1991, o segundo álbum da banda norteamericana Nirvana se tornou mundialmente conhecido pelas músicas e também pela inesquecível foto de um bebê de três meses com uma nota de um dólar em um anzol. A capa de Nevermind, eleita como a melhor de todos os tempos pela revista Rolling Stone, marcou a ascensão da era grunge. Originalmente, a idéia surgiu quando Kurt Cobain assistia a um programa de televisão sobre partos realizados na água. Kurt demonstrou a intenção de utilizar fotos desses partos em seu novo álbum para o diretor de arte da banda, Robert Fisher. Por serem um pouco chocantes e também pelo alto preço estipulado para utilização dessas imagens, Fisher optou por fotografar bebês na-

um jeito diferente. São diversos elementos intrigantes. Animais, crianças, ocultismos, números, imagens bizarras, etc. E ainda dizem que muitas imagens contidas nessa capa dizem muito sobre a história de vida de Michael, envolvendo seus traumas de infância, suas músicas e até sobre a sua morte. Resolvi não falar sobre os tais elementos – pois já existem muitas dissertações sobre o assunto – muitas coisas fazem sentido, outras nem tanto. Assim como o próprio Michael queria, com a proposta da capa, vou deixar você, que está lendo essa matéria, tirar suas próprias conclusões.

dando em uma piscina. Para a referida tarefa, contratou o fotógrafo submarino Kirk Weddle e o bebê Spencer Elder. Na época, os pais do bebê, que eram amigos do fotógrafo, receberam 200 dólares pela foto. De acordo com relatos, o fotógrafo soltou o bebê na água apenas três vezes e registrou esta antológica imagem em alguns poucos cliques. O dinheiro e o anzol foram inseridos posteriormente por idéia do próprio Kurt Cobain. A era grunge trouxe valores como alienação social e o desejo pela liberdade. A capa do álbum, acompanhada das letras das canções, assim como a maneira de agir e vestir da banda demonstravam uma apatia pelo consumismo e uma crítica sarcástica à materialidade humana. www.fotografianaweb.com.br whiplash.net bestyle.com.br

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Click!

Marlon Henrique, Parque Villa Lobos Foto: Rodrigo Luiz

Marlon Henrique, Pista Fco Morato Foto: Vagner Ramos



Revista BLEND | UNIP | PIM 2013/1