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SALVADOR TERÇA-FEIRA 30/8/2011

Livro propõe reflexão sobre a relação entre labor e identidade

ENTREVISTA Ana Paula Maia, escritora

“ESCREVER É BUSCAR O LADO SOMBRIO DO SER HUMANO”

Nem sempre a vida é fácil, como este ou outros confortáveis clichês. Na literatura de Ana Paula Maia o desafio tem sido trabalhar, na pedra bruta da vida difícil, as feições de um rosto humano que fale. É assim que ela, escutando o que esculpe, vai construindo sua obra. Em Carvão Animal, livro com que encerra a trilogia A Saga dos Brutos, a autora carioca vai ainda mais fundo em mundos que pedem um olhar sem preconceito. Seus protagonistas não são heróis, mas sobrevivem à margem, em subempregos que lhes exigem, muitas vezes, a sublimação da delicadeza. Trabalhando a morte em seu aspecto culturalmente mais complexo – o da manipulação e destinação dos mortos –, Ana Paula Maia nos põe em contato com o universo dos crematórios, que oferecem a quem pode pagar a alternativa de transformar entes queridos em cinzas.

KÁTIA BORGES

Autora de narrativas consideradas sombrias, Ana Paula Maia está animada com a perspectiva de conhecer a ensolarada Salvador. A escritora carioca de 32 anos participa do Café Literário na Bienal do Livro da Bahia, que acontece entre 28 de outubro e 4 de novembro no Centro de Convenções. Traz na bagagem o novo romance, Carvão Animal, que fecha a trilogia A Saga dos Brutos, iniciada com as novelas Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos e O Trabalho Sujo dos Outros, e experiências criativas que pretende compartilhar. Como visitante em primeira viagem, quer passear também e “visitar o máximo de lugares que conseguir”. Admite estar cansada do rótulo de literatura pulp fiction, que acompanha seu trabalho desde o primeiro livro, O Habitante das Falhas Subterrâneas, lançado em 2003. Talentosa e autêntica, confessa que nem imagina o que vai escrever agora que a saga acabou: “Não costumo planejar”.

Em Carvão Animal, fogo e morte simbolizam certa brutalidade libertadora. Como esses temas entram em sua obra? O fogo está presente nas duas primeiras novelas que integram a trilogia A Saga dos Brutos. É um elemento poderoso, de força e purificação. A morte é outro elemento constante, e eu a trabalho em diferentes aspectos. Em Carvão Animal, ela é tratada de forma material, quase palpável, despida do glamour que, às vezes, a intervenção literária pode conferir. Em Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos, ela é banal, violenta e cotidiana. Já em O Trabalho Sujo dos Outros, ela tem uma função redentora. Mas, na morte, entra em jogo também uma carga emocional e cultural que torna a manipulação do corpo quase heresia, não é? Sim. A morte sublimada é mais suportável, pois permite um distanciamento, do qual a morte física, palpável, não. A ideia da morte no livro é tratá-la como fenômeno cotidiano, falar da vida de maneira objetiva. Quem lida com cadáveres, tendo que cremá-los ou enterrá-los, ou aqueles que os preparam para a cerimônia funesta, lidam com o término, com o último estado material. O que pede administrar os próprios fantasmas. A literatura cava buracos, segue em direção aos subterrâneos. No fim das contas, escrever é buscar o lado mais

Fogo e morte

Se há uma certa violência nos seus textos, juram que você é leitor fiel de Rubem Fonseca. Eu li três livros dele. Li muito mais Julio Verne. A violência dos meus textos está em mim. Acredite. Está em mim, não no que li sombrio do ser humano. Sombrio, neste caso, lê-se também, oculto, encoberto. É com essa finalidade que escrevo. Interesso-me pelo que há de oculto na alma; minha e na dos outros. E depois da trilogia? Ainda não sei o que vou publicar em seguida. Não costumo planejar. Você fala que sua interferência como narradora foi "muito pequena" em Carvão Animal. Mas a sensação de quem lê é de que há ali uma narração precisa. Os personagens me dão muito conteúdo ao longo da narrativa. Eu os observo e narro os seus feitos. Os diálogos também ajudam o leitor a entender melhor cada um dos personagens. E ajudam a

Editora Record / Divulgação

mim também. Sinto a minha interferência muito pequena em praticamente tudo o que escrevo, pois vejo o que escrevo, tenho a sensação de reportar. Pode ser estranho, mas sinto isso. É uma impressão interiorizada. Acredito, que para os outros, eu tenha um controle grande sobre a narrativa, provavelmente tenha mesmo, mas não tenho consciência ampla disso. Seus livros já viraram roteiro? Algumas sequências são bastante visuais. Há uma adaptação de dois dos meus livros em andamento, mas não sei em que pé as coisas estão. Não escrevi o roteiro, não o li ainda, não quero me envolver. A história eu já escrevi, o que eu tinha a dizer e como; a adap-

tação é uma responsabilidade que não é minha, está longe do meu alcance. Fiz uma adaptação para cinema do romance Santa Maria do Circo, do mexicano David Toscana. O projeto é do ator Guilherme Weber e está em fase de produção. Já está meio cansativa essa coisa de associarem sua literatura à pulp fiction? Sim. Muito. Lido de um jeito de quem já está saturada. Geralmente corto o assunto, pois realmente não dá mais. Se alguém realmente ler os meus textos verá que eles não se enquadram nessa comparação. Mas, se há uma certa violência nos seus textos, as pessoas juram que você é leitor fiel de Rubem Fonseca. Eu li três livros dele. Li

muito mais Julio Verne. A violência dos meus textos está em mim. Acredite. Está em mim, não no que li. Outra coisa meio cansativa é essa eterna discussão sobre literatura on line. Continua tudo quase na mesma, só que agora os livros podem ser compartilhados pela internet. Você pode publicá-lo num formato em PDF ou colocar em capítulos num site ou blog. Dá no mesmo.

Clipes

Dirigido por James Moll (diretor do documentário vencedor do Oscar Running The Sahara, The Last Days), o filme foi exibido no feriado junino nos cinemas brasileiros (e de Salvador também) e agora ganha sua versão na-

Editora Record/ 159 páginas/ R$ 29, 90/ www.record.com.br

1994 Kurt Cobain morre e chega ao fim o Nirvana, do qual Grohl era baterista 1995 É lançado o 1º disco a partir de uma demo gravada apenas por Grohl 1997 O baterista William Goldsmith deixa o grupo. Taylor Hawkins, ex-Alanis Morissette, entra na banda

SONY MUSIC BRASIL / R$ 39,90 (EM MÉDIA)

1998 Pat Smear, ex-Nirvana, pede para sair. Franz Stahl assume, mas acaba substituído no disco seguinte por Chris Shieflett Foo Fighters: documentário registra os 17 anos da banda, desde a estreia ao CD recente, Wasting Light

cional em DVD. Back And Forth é uma viagem no tempo, especialmente para quem acompanhou a carreira do grupo desde o início, por meio dos seus hilários e inventivos clipes exibidos pela MTV, principal canal de divulgação do grupo em todo o mundo. Não à toa, esta relação com a MTV é tão forte que, anteon-

tem, o grupo ganhou o prêmio de melhor videoclipe de rock por Walk, no Video Music Awards, maior premiação da emissora, atualmente dominada pelo pop e o hip-hop. De peito aberto, os integrantes (até aqueles que já deixaram o grupo) falam sobre as brigas, decepções, sucessos, os grandes shows e as relações internas.

Tudo aquilo que, nós sabemos, é apenas rock'n'roll. Mas isto parece estar tão em descrédito nos tempos atuais que é bom ver uma banda se mantendo íntegra a estes valores. CADERNO2MAIS.ATARDE.COM.BR

Veja trailer do documentário, vídeos e mais sobre a banda no blog do 2+

Seminário debate a alimentação como patrimônio imaterial

DANIELA CASTRO

Boa notícia para os que não se programaram com antecedência: ainda há vagas disponíveis para o Seminário de Gastronomia, que acontece hoje à tarde, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho. A quinta edição do evento coincide com a comemoração dos cinco anos do Museu da Gastronomia. Raul Lody, que assina a curadoria de ambos, acrescenta um adendo ao convite. “Com esse seminário vamos iniciar um projeto de longa duração para a criação de um banco de dados de receitas baianas”, avisa o antropólogo carioca radicado em Recife. Para dar forma ao projeto, que terá atualização permanente através da internet, o Senac espera contar com a colaboração do público. Qualquer pessoa poderá compartilhar receitas de família ou que possuam significado memorial, bastando entregar o material impresso ou gravado em CD.

PROGRAMAÇÃO 13H Credenciamento 14H Abertura 14H20 Conferência de abertura: Receitas, Memórias, Identidades (Lígia Amparo) 15H Conferência: Receitas de Matriz Africana (Ericivaldo da Veiga) 15H40 Intervalo 16H Mesa-redonda Receitas da Bahia: Acaçá de Leite (Elmo Alves); Doce Amoda (Rita Santos) e Ensopado de Palma (Revecca Cazenave Taple) 16H30 Debate com o público 17H Painel Receitas, Histórias e Atualidades (coordenação de Odilon Castro) 18H Encerramento

Século da comida

A iniciativa de criação do banco de receitas está alinhada com o tema do seminário, que desta vez irá focar Receitas Tradicionais da Bahia: Memória e Etnogastronomia. O tema estará presente em conferências, mesa-redonda e debate com o público, além de um painel que contará com participação de alunos do bacharelado de gastronomia da Uni-

versidade Federal da Bahia, sob a coordenação do professor Odilon Braga. A programação reunirá especialistas em áreas como nutrição, antropologia, sociologia, história, comunicação e turismo. Sinal de que a aposta é na multiplicidade de olhares. “Queremos criar um olhar valorativo sobre a comida, além de

2000 A banda ganha o Grammy de melhor disco de rock por There's Nothing Left To Lose 2002 Sai o CD One By One 2005 É lançado o disco duplo In Your Honor 2007 Sai o 6º cd: Echoes, Silence, Patience & Grace 2011 Wasting Light torna-se o 1º cd do grupo a ficar em 1º lugar nos EUA

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Detalhe do Museu da Gastronomia Baiana, primeiro dedicado ao tema comida na América Latina Jorge Sabino / Divulgação

motivar leituras e questionamentos. Na verdade, a vocação do seminário sempre foi essa: ser um grande palco de discussões”, reforça Lody, que comandará a solenidade de abertura a partir das 14 horas. O antropólogo, que se dedica ao estudo da alimentação há cerca de quatro décadas, faz suas apostas para os tempos de hoje. “O século XXI é o século da comida. Não só da perspectiva midiática, visto a quantidade de programas de televisão, livros e revistas sobre o tema, como também do ponto de vista profissional”, considera Lody, autor de livros como Santo Também Come (1979), Tem Dendê, Tem Axé (s/d) e À Mesa com Gilberto Freyre (2004).

Museu dedicado à gastronomia foca o valor cultural dos hábitos alimentares O seminário de hoje inclui as comemorações do aniversário do MGBA (Museu da Gastronomia Baiana), que em 2006 assumiu o título de primeiro na América Latina a se dedicar exclusivamente ao tema. A proposta é promover a valorização de ingredientes e hábitos alimentares locais como um patrimônio cultural tão relevante quanto artes cênicas, música ou artes visuais – não por acaso tem como vizinhos um teatro, uma loja de souvenir e um restaurante-escola.

Oficinas gratuitas

Voltado para profissionais e estudantes de gastronomia e áreas afins, o seminário contará com uma programação complementar amanhã. Serão realizadas três oficinas práticas com base em receitas que serão oferecidas ao público durante o evento de hoje. As inscrições para esta atividades são gratuitas e devem ser feitas no ato da inscrição para o seminário, mas as vagas são limitadas.

Visita virtual

“Nosso museu tem como missão integrar a gastronomia aos cenários culturais do Estado com projeções em âmbito nacional e internacional”, anota Raul Lody, no site da instituição. Além de artigos do curador, o canal oferece a opção de uma visita virtual ao museu, que abriga exposição de fotos e objetos, com direito a espaços especialmente reservados ao acarajé e à mandioca. Mas nada se compara a saboreá-lo ao vivo.

V SEMINÁRIO DE GASTRONOMIA / HOJE, DAS 13 ÀS 18H / TEATRO SESC-SENAC PELOURINHO / INSCRIÇÕES: R$ 30, NAS SEDES DO PELOURINHO, AQUIDABÃ OU CASA

MUSEU DA GASTRONOMIA BAIANA / LARGO

DO COMÉRCIO / INFORMAÇÕES: (71)

DO PELOURINHO / SEG A SAB, DAS 9H ÀS

3186-4000.

O antropólogo Raul Lody assina a curadoria do evento e do museu

11H E DAS 12 ÀS 17H / ENTRADA FRANCA

MÚSICA

NOVELA

Luiz Caldas revisa sua carreira no TCA

Delegados apontam suspeitos do assassinato de Salomão Hayalla

PEDRO FERNANDES

DESTAQUES DA CARREIRA DA BANDA AMERICANA

BACK AND FORTH / FOO FIGHTERS

GASTRONOMIA Senac reúne especialistas para lançar um olhar contemporâneo sobre as tradições em torno da comida baiana

Erik Salles / Ag. A TARDE / 6.4.2011

Você vem para a Bienal da Bahia este ano, o que traz na mala? Devo ler trechos de Carvão Animal, falar um pouco sobre o processo criativo da trilogia e bater um papo com a plateia. Quero visitar o máximo de lugares que conseguir. Acho que vou gostar.

Filme sobre a banda Foo Fighters é lançado no Brasil em DVD O rock anda mal das pernas. O gênero que sempre foi referência quando se pensa na música pop não é mais o preferido dos jovens no Brasil e no exterior. Por isso, é importante destacar aqueles poucos artistas que ainda conseguem se manter, com um bom trabalho, nas paradas de sucesso. Este é o caso dos Foo Fighters, banda norte-americana liderada pelo competente Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana. A história da banda ganha importante registro sobre os seus 17 anos de carreira no lançamento do documentário Back And Forth.

CARVÃO ANIMAL / ANA PAULA MAIA

Cedida pela Ciranda Comunica /Divulgação

MÚSICA

LUCAS CUNHA

Mas aqui não são urnas funerárias ornadas ou tristes rituais de despedida que interessam. Os cenários que o leitor é convidado a visitar incluem os sombrios e potentes fornos. Tanto horror não é gratuito ou artificial. O crematório e o personagem que nele trabalha compõem um todo, pois seu caráter é moldado pelo labor. “No fim o que resta são os dentes, eles permitem identificar quem você é”, avisa o narrador. E, se de um lado temos o funcionário do crematório, do outro temos seu irmão, bombeiro, que lida com os mesmos elementos – fogo e morte – mas possui outro status. Carvão Animal propõe uma reflexão sobre o modo como o que fazemos em vida pode nos relegar a um tipo bem cruel de morte social.

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SALVADOR TERÇA-FEIRA 30/8/2011

Os 48 anos de vida e quase 40 de carreira de Luiz Caldas, se contarmos o fato de que desde criança ele está no palco, serão passados a limpo hoje, em mais uma edição do Projeto Música Falada, que acontece na Sala Principal do Teatro Castro Alves, às 21h. Em paralelo à sua história, também será repassada parte considerável da história da música baiana produzida a partir dos anos 1980. A partir das suas canções, o músico lembrará, instigado pelo trio André Simões, Fernando Guerreiro e Jonga Cunha, histórias de sua vida e de momentos que foram cruciais para a formatação da axé music, gênero musical do qual ele é um dos principais criadores. “O tema principal será a minha história, vai ser uma síntese da minha vida, porque não teria tempo de fazer algo muito minucioso. Mas musicalmente será bem detalhado. Esse projeto é maravilhoso porque consegue desnudar o artista por meio do

sentadas em ordem cronológica, mas à medida em que as questões forem surgindo, cada uma delas ilustrará uma fase da vida do cantor.

Acordes Verdes

Cantor vai reviver sua trajetória e a música baiana dos anos 1980

seu trabalho”, diz Luiz Caldas. De acordo com ele, o público pode esperar a performance de clássicos de sua carreira como Nega do Cabelo Duro, Ajayô, Haja Amor e Beverly Hills, quanto canções do seus novos trabalhos, nos quais gravou desde heavy metal a canções em tupi, além de músicas inéditas. As canções não serão apre-

“Esse projeto é maravilhoso porque consegue desnudar o artista por meio do seu trabalho” LUIZ CALDAS, músico

Um momento esperado da noite é um possível reencontro da banda Acordes Verdes, banda que acompanhava Luiz Caldas nos anos 1980 e era formada por Alfredo Moura (teclados), Cezinha (bateria), Carlinhos Marques (contrabaixo), Silvinha Torres e Paulinho Caldas (vocais) e Tony Mola e Carlinhos Brown (percussão). O reencontro não está garantido, pois Carlinhos Brown ainda não confirmou sua presença, por um conflito de agendas, e Caldas faz questão de que a banda só volte a tocar com a formação original. “É uma questão de respeito à história. Não se deve apresentar a história incompleta”. MÚSICA FALADA COM LUIZ CALDAS, SALA PRINCIPAL DO TEATRO CASTRO ALVES, 21H, R$ 60 (INTEIRA) E R$ 30 (MEIA)

ISABELA ROSEMBACK E CAMILA BRANDALISE Folhapress

Na ficção, a investigação sobre a morte do empresário da novela das onze da Globo segue em ritmo lento. Mas delegados especializados em homicídios, em São Paulo, já apontam Magda (Rosamaria Murtinho) como a principal suspeita do crime. Com as pistas apresentadas e uma análise aprofundada da cena do crime, a tia de Clô (Regina Duarte), que era apaixonada por Salomão Hayalla, teria condições de ter provocado a morte do empresário. Sua motivação seria passional. "Ela aceitava o relacionamento dele com a sobrinha. Mas, quando o viu ao lado de Lili (Alinne Moraes), foi tomada por um ódio e pelo desespero de ser deixada”, arrisca Cesar Camargo, delegado da 5ª Delegacia Seccional Leste. Para ele, o mordomo Inácio (Pascoal da Conceição) pode ter

ajudado Magda. Entretanto, ele e os demais delegados ouvidos pela reportagem ressaltam que é preciso considerar que a ficção permite manobras do escritor. "O autor simula os acontecimentos e, aos poucos, acrescenta elementos que o público desconhece”, diz a delegada-assistente Ana Cristina Lutério Dias, da mesma seccional. Na versão original da novela de Janete Clair, o assassinato foi cometido por Felipe (Edwin Luisi). Na adaptação de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, o criminoso pode ser outro. "Estamos fazendo uma releitura, mas os ícones estão sendo preservados”, despista Nogueira. "Os autores, se quiserem causar impacto, devem fugir do óbvio. Eu começaria a investigar pelo jardineiro”, diz a delegada Elisabete Ferreira Sato Lei, da 5ª Seccional. Os delegados dizem, ainda, que os investigadores da ficção estão muito caricatos. A Globo se defende: “Uma novela é uma obra ficcional.

CURTAS Seu Bomfim comemora 11 anos O espetáculo Seu Bomfim, que comemora 11 anos este ano, sera reapresentado, de sexta a domingo, no Teatro Gamboa Nova, dentro do Projeto Conexões Vidal, que mostra peças do repertório do ator, autor e diretor, Fábio Vidal. A abertura da programação acontece amanhã, a partir das 14 horas, com o lançamento do site Território Sirius e abertura da exposição Rastros criativos. Até o dia 2 de outubro o público poderá conferir, no espaço, os solos de Vidal: Erê- Eterno Retorno, Velôsidade Máxima e Sebastião.

Zélia Uchôa / Divulgação

Seu Bomfim, com Fábio Vidal, integra o projeto Conexões Vidal

Funceb itinerante percorre municípios Dirigentes da Fundação Cultural do Estado da Bahia circulam por seis macroterritórios baianos para discutir políticas para as Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Cultura Digital, Dança, Literatura, Música e Teatro. Trata-se do projeto Funceb Itinerante. Domingo o projeto passou por Itaberaba, hoje estará em Barreiras, de onde segue para Vitória da Conquista (1/9) e Ilhéus (3/9), até o retorno a Salvador, no domingo, totalizando 11 dias de excursão. A equipe é formada pela diretora geral da Funceb, Nehle Franke, os coordenadores de lingua-

gens artísticas da entidade, além de assessores técnicos e da Assessoria para Juventude e Cultura Digital da SecultBA.

Os encontros são abertos ao público e acontecem das 8 às 18 horas, com intervalo de almoço entre 12h e 14h

Xangai e Margareth na Barroquinha Dando continuidade ao projeto Abençoada Terça – que segue em temporada no Espaço Cultural da Barroquinha todas as terças até 20 de dezembro – o cantor, compositor e intérprete Xangai recebe hoje Margareth Menezes, das 18h30 às 20 horas. A iniciativa, que busca proporcionar um happy hour diferente para os soteropolitanos, conta com um quiosque do bar Cantina da Lua, de Clarindo Silva. A bilheteria abre às 17h30 e o público poderá usufruir dos serviços do bar até às 21h30. Ingresso: R$ 20.

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