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NANOARTE A ciência ainda é vista como estandarte e seus produtos verdadeiras caixas pretas de difícil acesso do senso comum. Dentre as áreas do conhecimento das Ciências Exatas e Naturais como a Física, Matemática, Biologia, a Química ainda é motivo de temor e de frustação para aqueles (as) que acreditam ser um conhecimento muitas vezes inatingível. Contudo, a sociedade lança mão de diversas ferramentas extraordinárias e produtos quase mágicos, porém não se dão conta que aquele conhecimento Químico considerado inatingível, contribuiu para melhoria do bem estar da população e da qualidade de vida. No entanto, assim como nossos sentidos, o conhecimento se harmoniza, permitindo que o conhecimento inatingível possa ser ao menos admirado, tornando-o cada vez mais próximo de nossas sensações. Isso é possível através da NNANOARTE.

(foto: Ricardo Tranquilin e Rorivaldo Camargo/ INCTMN/ CDMF/ UFSCar/ Unesp Araraquara) A nanoarte é uma categoria recente da arte e faz parte de uma corrente de manifestações artísticas contemporâneas, na qual arte, ciência e tecnologia confluem. Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/308/nanoarte-em-debate


As imagens da nanoarte são de materiais inorgânicos produzidos com técnicas especiais de síntese química, para as mais variadas aplicações — a nanotecnologia tem revolucionado áreas tão variadas como a exploração espacial e a medicina. O zirconato de bário desta página, por exemplo, tem sido testado para a decomposição de água para geração de energia. Depois de fabricados, esses produtos são analisados em microscópios eletrônicos de alta resolução — equipamentos que custam US$ 5 a 6 milhões. Apesar de caros, eles só produzem imagens em preto e branco. Toda nanoarte é colorida artificialmente. Estes "chicletes", por exemplo, levaram mais de um dia para ficarem prontos.

GOMA DE MASCAR, Ricardo Tranquilin

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI307128-18544,00NANOARTE+RETRATA+OBJETOS+DO+TAMANHO+DE+MILIONESIMOS+DE+MILIMETRO.html


MAÇÃ DO AMOR, Rorivaldo Camargo De uma mesma foto, eles recortam trechos familiares ou especialmente atraentes — muitas vezes um pequeno detalhe de uma foto maior —, pintam e colocam na moldura. Assim, um mesmo material pode render mais de um trabalho. Do óxido de índio e titânio, testado como semicondutor em chips da indústria eletrônica, a equipe do Projeto Nanoarte fez as obras Maçã do Amor (acima) e Pólen (abaixo).

PÓLEN, Rorivaldo Camargo


ESPIRAIS, Rorivaldo Camargo Embora apareça apenas em 25º em um ranking global de produção em nanotecnologia divulgado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o Brasil já faz bonito no lado artístico: somos presença constante em mostras internacionais. Este ano, por exemplo, as duas imagens desta página participaram na Nanoart Israel, uma das principais da área. A do alto, Espirais, é uma forma nanométrica de hematita (óxido de ferro), usada para gerar energia em células fotovoltaicas. A imagem abaixo, Bolas de Tênis, é óxido de prata, material bactericida já usado em componentes de bebedouros e de secadores de cabelo.

BOLA DE TÊNIS, Ricardo Tranquilin


Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI307128-18544,00NANOARTE+RETRATA+OBJETOS+DO+TAMANHO+DE+MILIONESIMOS+DE+MILIMETRO.html

Segundo Albert Einstein “imaginação é mais importante que o conhecimento.” imaginar a consonância simbiótica da Ciência com a Arte, considerando que Arte mobiliza de forma diversa os nossos sentidos, é compreender que o conhecimento talvez não seja inatingível, mas que ele sempre está dentro da gente.


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