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O AVESSO Jornal do CAVH - maio 2010 - nº 3 •http://blogcavh.wordpress.com/ • twitter.com/ca_casper • ca_vh@yahoo.com.br • ca_vh@yahoogrupos.com.br

Centro Acadêmico

Vladimir Herzog Centro Acadêmico Vladimir Herzog

Eleições para diretoria da Faculdade no 2º semestre: falta de democracia

A falta de autonomia pedagógica da Faculdade em relação à Fundação e a falta de democracia para decidir os rumos da Cásper estão por trás dos problemas de mensalidades, estrutura, grade curricular e mercantilização do ensino Nesse ano teremos um acontecimento de muita importância, que irá influenciar a Cásper pelos próximos 4 anos: eleições para a diretoria da Faculdade. Essa eleição, que poderia ser uma chance para mudar os rumos que nossa faculdade vem tomando, na verdade, é mais um acontecimento de fachada do que uma oportunidade para reflexões e mudanças. Eleições ou “governos biônicos” Além das eleições acontecerem apenas de quatro em quatro anos - o que faz com que os estudantes só vejam uma eleição em sua vida acadêmica (na USP, por exemplo, há eleições a cada 3 anos para reitor), os diretores são escolhidos diretamente pela Fundação, que é a Mantenedora da Cásper. Na realidade, é eleita uma lista tríplice para cada cargo (diretor e vice), e depois a Fundação escolhe os dois que achar melhor. Mas esses são apenas alguns dos problemas do funcionamento da Cásper. Além dessa falta de democracia, existe a questão da autonomia pedagógico-financeira. Esse tipo de autonomia, que existe na maior parte das universidades públicas, serve para que ela não fique refém de algum governo de turno ou gestor, no caso das faculdades particulares. A autonomia serve para que os próprios debates na comunidade acadêmica ditem seu funcionamento. Só que aqui na Cásper, o que seria uma aparente abertura para os estudantes nos órgãos de deliberação se transforma em... Nada. Veja o que diz o regimento interno da Faculdade no artigo nº 92, o que demonstra que na prática a Fundação comanda tudo: “Dependem da aprovação da Mantenedora as decisões dos órgãos colegiados e complementares que importem aumento de despesas”. Representação de verdade

Teoricamente os representantes discentes participam das decisões da faculdade, apesar de que seja numa proporção totalmente desigual. O órgão máximo de decisões da Instituição é a Congregação: ela é composta por todos os professores da faculdade, pelo diretor e o vice, mas apenas 2 funcionários da Faculdade e 8 alunos - que participam também das 4 coordenadorias de curso. Por isso, temos que lutar por uma real mudança no regimento da Cásper que conquiste a autonomia pedagógico-financeira e democracia através desses órgãos de representação. Esses órgãos devem funcionar através da paridade (participação equitativa) dos 3 setores da faculdade: professores, funcionários e estudantes. Muito dinheiro... No ano passado, veio à tona um escândalo de enormes proporções: a Fundação Cásper Líbero era uma das dez maiores devedoras de IPTU para a prefeitura: R$ 24 milhões. Uma CPI feita na Câmara dos vereadores foi montada e o CAVH esteve presente em algumas dessas reuniões. Na Câmara, soubemos que a Fundação Cásper Líbero perdeu seu caráter de filantropia entre outros motivos porque “verificou-se a distribuição disfarçada de lucros através dos altos salários dos diretores”. A situação é ainda mais agravante se observarmos o argumento de que a Faculdade traz prejuízos para a Fundação. De acordo com os dados dessa CPI, a Fundação fatura R$ 120 milhões anuais, com receitas da Faculdade, TV, rádio, site e locação de imóveis. Isso demonstra que a Fundação está indo na contramão de seu próprio fundador, Cásper Líbero, que especificou em seu testamento que a Faculdade deveria ser mantida pela Fundação. A própria faculdade já chegou a ser gratuita antigamente. Mensalidades

Nos últimos anos, ocorreram aumentos sucessivos de mensaliades acima da inflação. Só nos últimos dois anos, as mensalidades chegaram a subir 15% como reflexo da crise econômica. Se observarmos os índices de reajustes anuais e a inflação do período (de acordo com o regimento, os aumentos são balizados pelo índice IGP-M), pode-se observar que nos últimos 4 anos as mensalidades subiram 7%, o que significa, ao final de um ano, aproximadamente R$821 a mais por aluno. Se pegarmos um período um pouco mais longo, poderemos ver como a situação é problemática. Desde 2000 a inflação subiu 87,60% e nossa mensalidade subiu 150,77%. Hoje as mensalidades de PP, RP e Jo, que custam R$978,02, poderiam custar R$875. Ou seja, cada aluno perde cerca de R$1236 por ano! Isso sem falar dos preços do curso de RTV que hoje é o mais caro da faculdade, R$1261,75 e não possui estrutura suficiente. Muitos alunos têm que procurar cursos fora da Cásper para poder entrar no

mercado de trabalho. O problema não é só o aumento das mensalidades. Estamos perdendo cada vez mais qualidade e estrutura. As nossas salas de aula estão cada vez mais cheias e sem estrutura para acomodar a todos com conforto, até mesmo porque aumentou o número de alunos em sala de aula. Nem todas as salas têm equipamentos necessários para atender às necessidades dos professores. E ainda perdemos a lanchonete do 6º andar e o vestiário! Por isso tudo, nós queremos: Audiência Pública com a Fundação; Democracia e autonomia na Faculdade; Por uma representação paritária entre professores, funcionários e estudantes; Melhoria de estrutura na Faculdade; Transparência nas contas e controle das finanças pela própria Faculdade; Por reformas no regimento; Pela união dos estudantes da Cásper Líbero!

Governo Lula repete FHC e privilegia empresários da Educação As notícias que vimos dos últimos anos apontam que Lula está fazendo grandes investimentos na área da Educação. Mas essa aparência se desfaz quando vemos seus projetos mais de perto. Uma das principais políticas do governo Lula para a educação privada é o PROUNI, sistema que concede bolsas em universidades particulares em troca de isenção de impostos. Acontece que essa política é feita para privilegiar os empresários da educação (apelidados de tubarões do ensino). Como o ensino privado estava enfrentando uma grande crise devido à expansão desenfreada, com vagas ociosas e inadimplência de estudantes, o governo

encontrou essa “jeitinho” de repassar dinheiro para esses empresários. De quebra, Lula ainda retira investimentos das universidades públicas. De acordo com o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e expresidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES), Roberto Leher, “o PROUNI é uma bóia de salvação do Ensino Pago”. Lula poderia muito bem investir de fato em Educação de qualidade. Ao invés disso, precariza as universidades públicas e privilegia as particulares, que sabemos serem bastante inferiores em relação à qualidade de ensino e de acesso.

Conselho de Representantes dia 17, às 20h40, no CAVH Reunião na 2ª feira, dia 17, irá deliberar sobre eleições de representantes, participação estudantil no Congresso da Conlutas e eleição do Centro Acadêmico, entre outros assuntos O CAVH está convocando reuniões de estudantes que podem fazer com que o movimento avance Casper. Nesta segunda-feira, dia 17, os estudantes se reunirão no Conselho de Representantes para discutir e deliberar sobre os problemas e dificuldades sentidos nas salas de aula e na faculdade, tais como laboratórios, grade cur-

ricular, estrutura, alimentação, xerox e biblioteca, além de temas mais gerais, tais como democracia, eleições para a diretoria e mensalidades. Esperamos que todos os representantes de sala e candidatos à representação nos órgãos colegiados que apareçam para discutirmos juntos os rumos da Cásper.


Cásper: a luta em todos os cursos Jô: estrutura para conseguir estudar Os alunos de Jornalismo já começaram a se movimentar para discutir os problemas do curso. Além de problemas na grade curricular, encontram problemas na estrutura. Por isso, elaboraram uma carta/ abaixo-assinado pedindo mudanças na ventilação, xerox, laboratórios e wireless. À Fundação Cásper Líbero Esta carta tem como intuito enumerar algumas recorrentes falhas na estrutura da Faculdade Cásper Líbero que prejudicam o curso e o aprendizado. Nós, enquanto alunos de jornalismo, nos sentimos lesados com a falta de  aparelhagem técnica disponível. Entre os muitos defeitos que podem ser apontados, três nos incomodam de forma mais direta e precisam ser resolvidos com mais rapidez. O primeiro trata-se da falta de ventilação no quinto andar. Algumas salas são insuportavelmente quentes, impossibilitando a própria aula. Compreendemos que a fiação muito antiga impede que aparelhos de arcondicionado sejam instalados, mas nos reunimos e elencamos algumas possibilidades que nos parecem viáveis para contornar este impasse. Há salas, como as 3, 4 e 5 que têm suas janelas lacradas, o que dificulta a circulação de ar e potencializa o calor. Além disso, os poucos ventiladores instalados nas salas de aula se

O abaixo-assinado será passado nas salas de aula e pode ser feito também por outros cursos. A ideia é fortalecer o movimento no Conselho de Representantes desta segunda-feira. Cada sala deve eleger seu representante para a reunião. Força Cásper!

encontram em estado precário, sendo muitos deles ineficientes. Desta forma, não só a manutenção, mas também a aquisição de mais ventiladores para as salas do quinto andar são soluções viáveis e alternativas ao problema da fiação antiga. O segundo é a falta de internet sem fio no quinto andar. Sendo uma faculdade voltada para o estudo de Comunicação, é impensável e incoerente o fato de não disponibilizarem internet wireless para os alunos em todo o quinto andar. Para evitar congestionamentos nos laboratórios de redação, muitos já preferem levar o próprio notebook, mas esbarram na dificuldade de falta de conexão. O número de computadores disponíveis para os alunos não supre a demanda, e aqueles que tentam “contribuir” (trazendo o próprio laptop de casa) não conseguem realizar as tarefas por um problema de fácil resolução. O terceiro refere-se à precária situação em que se encontram as impressoras / máquinas de xerox do 5o.

RTv: mais mensalidade, mesmos problemas Também no ano passado, os alunos de RTv se reuniram para tentar resolver alguns problemas da Cásper. Tudo começou quando o pessoal ficou sem poder usar laboratórios porque o pessoal de Jô estava usando para fazer o curso da NBC, que tem todo fim de ano. Nada contra o pessoal, mas já temos falta de material suficiente no dia-a-dia. Tem uma galera que tem até que fazer cursos em outros lugares para poder entrar no mercado de trabalho. Aí fica difícil! Chega dessa história de “RTv se vira, faz em casa, edita em casa, tem câmera própria”. Não são todos que têm condições para realizar seus trabalhos com equipamentos próprios, e mesmo se fossem, não pagamos esta pequena mensalidade pelas aulas teóricas.

andar. Nos dias em que precisamos fazer trabalhos que precisam ser impressos para que sejam entregues, é certo que se formará uma fila enorme que demora a andar por conta de defeitos que toda hora acontecem nessas máquinas. Muitas vezes os alunos esperam por muito tempo na fila para chegar a certo ponto em que são avisados que preciso reenviar o trabalho para ser impresso, pois ele foi perdido. A impressora deu defeito. Isso é inaceitável diante do preço da mensalidade, aliás, anualidade. É preciso atentar que estes não são os nossos únicos argumentos ou exemplos e, caso seja necessária uma reunião para que este assunto seja discutido com mais profundidade, estamos à disposição. Temos um único objetivo com essa carta: a melhoria no ensino desta faculdade, o que acreditamos ser uma meta em comum.

PP: braço de ferro Em publicidade temos uma curiosa disputa física com a Fundação. Até o ano de 2007 tínhamos uma lanchonete no nosso andar! Sim, o rápido intervalo de dez minutos até que nos permitia menos correria e menos filas para nos alimentarmos. Para quem tem curiosidade de saber onde ficava a cantina basta olhar para o escritório do BestShop TV, programa que traz bons lucros para a Fundação e para a Gazeta. Além da lanchonete, perdemos outro espaço importante: os vestiários dos atletas que treinam na quadra. O que aconteceu com esse vestiário? Tornou-se um banheiro exclusivo para os funcionários desse mesmo escritório de Telemarketing do BestShop TV. E também existe um pequeno problema que traz incômodos durante as aulas que é a falta de equipamentos como um simples datashow que na Kalunga custa apenas 10x de R$ 239,90 s/ juros no cartão.

Censura casperiana I: a catraca

Censura casperiana II: a missão

A primeira impressão que a Cásper passa para os alunos assim que estes começam o primeiro ano é de que, por ser esta uma faculdade de comunicação, existe um diálogo entre a diretoria e os alunos. Mas não é isso o que acontece. Na questão das catracas, há um impedimento muito rigoroso para a entrada de não-alunos na faculdade. Qualquer estudante que tenta entrar com um amigo que se interesse pela estrutura da Cásper é punido sem nenhuma chance de explicar o ocorrido. O tal “delito” está previsto no Manual do Aluno. Mas basta uma

É impressionante: parece que a cada semana a Cásper se esforça mais para atrapalhar a vida dos estudantes. Depois de acabar com o acúmulo de cotas para xerox, que a galera usava no TCC, agora censuraram o acesso a blogs. Quem quiser fazer uma pesquisa, utilizar os blogs dos professores ou mesmo procurar alguma coisa interessante nessa ferramenta, utilizada por todos os comunicadores, tem uma cota de 3 acessos de 10 minutos.

leitura na parte do documento referente às carteirinhas para invalidar a atitude da faculdade, que suspende os alunos por três dias atomaticamente: “Será PASSIVEL de punição o aluno que ceder sua carteira de estudante ou tomar emprestada a carteira de terceiros para ingressar no edifício da Fundação.” E temos que ficar espertos porque em outras Faculs isso também está acontecendo. Já querem colocar catraca no Mackenzie e na PUC. Nós que sabemos como isso é ruim temos que levar esse debate!

Ou seja, você entra em 3 blogs por 10 minutos e já era. Depois a gente até consegue dar uma “muquiada” e achar um jeito de logar de novo ou em alguma ferramenta do google. Mas o que eles ganham com isso? Parece que só querem prejudicar os alunos a qualquer preço. Ou melhor, será que com essa medida eles não querem restringir o acesso para que diminua a quantidade de pessoas no laboratório, já que a oferta de computadores é insuficiente?

PP RP


Semana democrática

Como a gente pode presenciar aqui na faculdade, sem a democracia não podemos modificar nada do que achamos importante. E na sociedade isso não é diferente! O aprofundamento desse tema é bastante importante, principalmente para futuros comunicadores sociais.

Faremos, através do CAVH, a “Semana Democrática”, que serão alguns dias voltados para discussões sobre o que está acontecendo no mundo. De abertura, teremos uma palestra com um antigo professor da casa, Arbex, que falará sobre “Democracia na Co-

municação”, além de palestras sobre a Palestina, com uma refugiada de lá, além de uma estudante da Cásper que estuda sobre o tema. Também discutiremos sobre o Haiti, com um estudante da Unicamp que esteve lá no dia do terremoto. Para finalizar com chave de

ouro passaremos um documentário sobre Vladmir Herzog com o diretor do filme Vlado! Divulgaremos as datas e o lugar das palestras nos murais do CAVH e dos cursos em breve. Não percam!

Em debate: reorganização dos movimentos sociais

Movimento Estudantil nacional

JO RTv

Desde os anos 30, o movimento estudantil brasileiro teve a União Nacional dos Estudantes (UNE) como sua principal representante. Lutas importantes foram encabeçadas pela entidade, como nos anos de chumbo da ditadura e na campanha “O Petróleo é nosso”. Porém, com a ascensão do Governo Lula, a entidade que já vinha de um processo de burocratização, vinculou-se ao governo, colocando todo e qualquer projeto do governo acima dos interesses reais dos estudantes. Contudo, apesar deste cenário, os estudantes continuaram suas lutas e aprofundaram debates sobre a necessidade de uma alternativa nacional que pudesse lutar de fato pelos interesses dos estudantes. Assim, os estudantes organizaram um Congresso Nacional de Estudantes, em julho do ano passado, para que pudésssemos fundar uma nova ferramenta de luta. Surgiu, então, a Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre, a ANEL. Com a necessidade da criação de uma alternativa à UNE, que já não cumpre mais o papel de realizar as lutas do movimento, a ANEL busca edificarse como uma entidade representativa e independente na organização das lutas do estudante e de suas reivindicações. Livre de vínculos com o governo e partidos políticos (apesar da participação destes), a ANEL vem sendo construída de forma heterogênea, o que confere uma pluralidade fundamental no movimento estudantil.

Manifestação pelo fora Sarney (esq.) e Assembleia Nacional da Anel, realizada no campus da UFRJ(dir.). Enquanto a UNE e a CUT se atrelaram ao governo, essas entidades continuaram dos lados dos trabalhadores e juventude Apesar de recente, a entidade já soma uma significativa experiência nas lutas dos estudantes e em apoio aos trabalhadores, resgatando o caráter combativo e reivindicatório que o movimento estudantil precisa. Além dos muros da universidade A ANEL é filiada à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), entidade sindical que nasceu em oposição à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sua cooptação pelo governo petista, num porocesso análogo ao da UNE com o governo. Nos últimos 4 ou 5 anos, a Conlutas esteve presente em praticamente todas as lutas e greves de trabalhadores que defendiam seus direitos contra ataques do governo ou mesmo de empresários. Entre os dias 3 e 6 de junho, em Santos, ocorrerá mais um importante passo para o processo de reorganização dos trabalhadores e estudantes: haverá o 2º Congresso da Conlutas (dias 3 e 4) e logo em seguida um ou-

tro, de Unificação (nos dias 5 e 6), para que a Conlutas se unifique com outras centrais sindicais e movimentos que se mantiveram do lado dos trabalhadores após o governo Lula. Participarão desse Congresso de Unificação a Intersindical, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), a Pastoral Operária, entre outros movimentos. A unificação é fundamental para estancar a fragmentação da esquerda que se opõe ao governo Lula e potencializar as lutas populares. A participação dos estudantes é um tema recorrente e as entidades divergem quanto à questão. Porém é inegável a importância do movimento estudantil como movimento social, enquanto ferramenta de luta combativa e vinculada aos interesses da classe trabalhadora, o que pode fortalecer ainda mais a nova central. O debate sobre o movimento estudantil, bem como os movimentos sociais em geral, é de fundamental importância para o CAVH,

pois as lutas dos estudantes têm que se fundamentar em bases políticas sólidas e não podem se restringir às pautas da Faculdade. O CAVH, que está aberto a todos para a discussão desses temas, almeja ampliar a compreensão crítica dos estudantes em relação à sociedade e à política e fomentar o debate nesses eixos, o que é essencial para a formação humana e social em uma universidade. O CAVH enviará observadores a esses dois Cogressos como forma de fortalecer a unidade entre estudantes e trabalhadores. Além disso, no dia 5, haverá uma plenária chamada pela ANEL e pela esquerda da UNE. Nela pretendemos debater as lutas e a reorganização. Não há momento melhor para isso, já que estaremos todos presentes no Congresso de Unificação. Assim como a Anel, a esquerda da UNE também dispõe de 120 vagas de observadores a esse congresso. É hora de ir para base discutir o congresso e preparar a Plenária de Santos.


LibertaCult A seção de cultura do Avesso é um espaço para todo o tipo de discussões. Nessa primeira edição do LibertaCult, trazemos poesias, fotos e pinturas. Não esqueça que no blogcavh.wordpress.com você pode ver mais discussões. O nosso email é: cultura.cavh@gmail.com O “Liberta Cult” é a coluna dedicada a assuntos sobre cultura geral e como ela está difundida socialmente. É o lugar das idéias, das críticas culturais, poesias, imagens e manifestações artísticas do mundo e dos próprios estudantes. Incentivar a integração artístico-cultural, entre

os alunos que se interessam por cultura, e que são favoráveis a publicação dos trabalhos feitos por artistas e escritores, por enquanto amadores, é o nosso foco principal. O CAVH acredita que o estudante de hoje apresenta uma necessidade muito grande de

Gigante

poder se expressar livremente e encontrar um lugar ideal para que isso ocorra sem ser reprimido ou usufruir de vandalismo para tal. As portas estão abertas aos mais diversos manifestos culturais-Lutamos pela Liberdade de Expressão!

Reversos

Nesta edição você encontra:

-“Reversos”- poema; -“Gigante”- pastel em tela; - “Homenagem à Vlado” - fotografia.

Homenagem à VLADO

I Poesia se faz da vontade de quebrar palavra de comer e cuspir palavra manchando o branco do papel. De água minha palavra desfaz a fibra e a forma só não tinge de carmim a imaculada alva folha.

 II   Poesia se faz da vontade de juntar palavras aleatoriamente no espaço a ver se formam asas. Costurar palavra, tecer cada ponto tramando um pano ultra-planando.   Só não me alça do simples (a intocada, alta asa) chão. (ou seria o contrário?)

“Gigante” – Fernanda Coppedê estudante de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero.

CineCAVH O CineCAVH está chegando com mais filmes. Agora, trazemos Sacco e Vanzetti, sobre o julgamento de anarquistas dos EUA e A Batalha do Chile, excelente documentário sobre o processo de revolução chilena, a organização dos trabalhadores e o golpe de Pinochet

Calendário de lutas 16/05 - Conselho de Representantes 18/05 - Eleições para Representantes Discentes

“REversos”- Livia Galeote e Tiago Bentivoglio; estudantes de Letras da Universidade de São Paulo 

Homenagem à Vlado – Lee Petrus estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.

Teatro Nosso grupo está ficando cada vez mais fortalecido e com mais pessoas interessadas aparecendo nas reuniões! As aulas acontecem de terça-feira ao meio dia e às 17h na sala 6 do 6º andar. Requisito: ser um amante do teatro! Email para contato: teatrocavh@yahoo.com te_coutinho@hotmail.com

22/05 - Sarau do CAVH 27/05 - Festa reabertura do CAVH! 3 a 6/06 - Congresso da Conlutas e de Unificação


Jornal CAVH