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Adriana Versiani Ana Caetano Carlos Augusto Novais Carlos Barroso Clô Paoliello diOli Flávio Boaventura Glória Campos Julio Dui Luciana Tonelli Márcio Almeida Marco Scarassatti Marcus Vinicius de Faria Mário Alex Rosa Rogério Barbosa Vera Casa Nova Wagner

Belo Horizonte agosto/setembro

fase

2011


nem entrada nem saída nem bandeiras nem brasões

expediente

editorial

Belo Horizonte, agosto/setembro de 2011 Editores Adriana Versiani, Camilo Lara, Carlos Augusto Novais. Revisão Carlos Augusto Novais. Capa Flor-de-cera (Hoya carnosa). Foto

nem o número um nem o último número nem o céu nem o inferno nem cemflores nem dazibao

de Alicineia Gama retirada de http://www. treklens.com/gallery/South_America/Brazil/ photo350260.htm. ELEGIA FRIA Um luto quase verdade uma dor quase certa um rosto quase cera uma flor quase murcha E entre os brancos folhos num cuidado frio fecharam-lhe os olhos Ficou na rígida posição de a boiar num rio um ponto de exclamação!

entenda o

Abdul Cadre

número da página número do fascículo total de fascículos número de página sequencial

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meu bem

Capa Dezfacinhas Flávia Neves Paoliello e Rodrigo Soares.

no fim

Projeto gráfico, capa, direção de arte e formatação Glória Campos e Clô Paoliello/ Mangá Ilustração e Design Gráfico.

a poesia é somente o editorial

Tiragem 1.000 exemplares Impresso na Gráfica Editora Jornal do Comércio. Contatos Adriana Versiani driarroba@gmail.com Camilo Lara camilara@uol.com.br Carlos Augusto Novais carlosanovais@yahoo.com.br


poĂŠtica #9

Novais | Carlos Augusto

ou durar ĂŠ esvaziar o vazio

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da janela de cronos

Caetano | Ana

olhar pelo avesso a sua vez passar devorar o fio e a meada mastigar o próprio tormento engolir o futuro e o pretérito na armadilha que eu invento: o agora não é mais parte desse presente momento ele é só a espessa agonia daquilo que se perdeu com o tempo.

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Casa Nova | Vera

auto-retrato

Penetrar pouco a pouco No turbilhão da procura. No labirinto das coisas da memória O espaço inquietante das sombras Ajuda a magia das palavras. Auto-retrato de luz Estampado no muro da cidade sombria. Os espelhos se saturam Conexões invisíveis de sombras Fazem o corpo dançar. Sou apenas a silhoueta dos meus desejos e Me projeto no espaço da Imagem refletida.

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Meu samba-canção Ainda escrevo. Ou quem sabe um rock? Vou mordendo os fios de arame farpado E desafio para um duelo de versos O marginal ao lado. Beijo o retrato de Pessoa E nunca desisto. Minha palavra de ordem: resistência Re-sisto para ex-istir E sobrevivo em cada nota tocada Pelas sensações que vivo no mínimo, Nas pequeníssimas percepções do mundo E nas intensidades da corda.

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Scarassatti | Marco

música experiência (5) diálogo com a improvisação smetakiana*

(continuação)

Smetak, como um alquimista ou mesmo um pitagórico, defende a trindade musical por considerar a música microscópica, uma influência do macrocosmo, relacionando a mecânica ao ritmo, o movimento do universo à melodia e à fala do macrocosmo e a harmonia ao campo magnético que penetra na matéria para transformá-la. Embora esse pensamento pareça tradicional, Smetak não falava de melodias, ritmos e harmonias quaisquer. Constantemente, falava que harmonia era um complexo de multi-sons e não apenas a manutenção de consonâncias. os sons afinados agradam os sentidos. Os sons não temperados podem desagradar os sentidos? Intervalos dissonantes em exposições largas anulam a dissonância, porque o conflito da dissonância foi espalhado. (inversão de micros em macrosintervalos, metros em anos-luz). Usando (...) as duas (escalas), a afinada e a desafinada, isto é, simplesmente escalas constituídas de microtons, teremos a graça de enormes contrastes e dinâmicas. E ainda mais, conseguindo bem aplicar o silêncio dos sentidos. Os sentidos da pele exterior e os sentidos da pele interior. Para ser mais claro nós temos que ouvir e analisar os sons que saiam da caixa para fora e os sons que ficam na caixa. Se pudesse usar os sons que ficam dentro da caixa para fora, teria ganhado uma outra música. Seria esta um tipo de arquétipo da estruturação física dos sons (s/data:8).

Cria em ciclos de transformação e as músicas, seus estilos e suas sistematizações (tonal, atonal, microtonal) expressavam estágios da evolução humana. Dizia mais, falava em uma formação humanística para que o homem pudesse seguir sua evolução musical sem se sentir fragmentado. Na verdade, não se trata de estilos e sim da evolução de estados de consciências, pelos quais passam todos os homens nascidos na terra, para abrangerem totalmente este imenso quadro de frequências (1981:9).

* Texto originalmente publicado em: SCARASSATI, M. Walter Smetak: O alquimista dos sons. SP: Perspectiva/Sesc, 2008.

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Mais uma vez Smetak coloca o fazer musical no centro das preparações ritualísticas de um processo de transformação. Para ele, cada composição musical, no seu sentido formal, nada mais era do que uma peça menor de um organismo vivo maior, restos de uma unidade que se perdeu e que busca se restabelecer na obra total humana. A improvisação seria o fluxo contínuo criativo, devendo “...correr como as águas de um rio, as águas sempre são novas, embora que o rio é o mesmo. As águas conservam o rio, o seu nome e o batizam constantemente...” (s/d:3), responsabilizando cada um de seus criadores ao restabelecimento da ordem caótica dos sons, a caossonância.


Para o suíço, o improvisador deve estar preparado para o ofício, ou seja, ter cultura elevada, acumular experiências e portar-se como um compositor. No entanto, deve também ser disciplinado e vigilante dos sentidos para que possa se libertar da escrita. Cornelius Cardew, um dos fundadores do grupo de improvisação AMM, também fala em disciplina na conformação à habilidade de trabalhar coletivamente como sendo o pré-requisito essencial da improvisação (PAES, 2003:60). É interessante a distinção entre o sentido que o senso comum atribui ao que é improvisar e o que é dado pelo improvisador. Para Smetak a boa improvisação é repentina, porém, uma ação intelectual inspirada na própria ocasião já que, para ele, na improvisação, valem as intensidades do pensamento, as memórias dos participantes — tanto individuais quanto coletivas —, um domínio do fluxo temporal em relação aos acontecimentos musicais e a confiança em uma direção superior que conduz o seu destino. Entretanto, quando se pergunta se a improvisação substituirá a composição, responde a si mesmo: Não, ela é um gênero à parte. Os acontecimentos na improvisação são quase imprevistos, na composição são previstos; o improvisador não tem tempo suficiente para pensar, embora que ele sempre organiza. O compositor tem tempo, dias, meses e anos para complementar sua obra. O sentido de tempo na improvisação é outro. Se ela acontece com felicidade não há percepção de tempo, explica isto, que o tempo do relógio foi bem consumido — não resta tempo. O astronauta sabe da anulação do tempo como o improvisador se ele se coloca em outro estado de consciência. O tempo torna-se volúvel (s/data:4).

O sentido da improvisação no gesto criativo ultrapassa a sessão musical; para ele, os atos da vida cotidiana são impulsionados pela força da imprevisibilidade e, sobre ela, deve-se transbordar a força da improvisação acumulada na preparação. Quem improvisa não deve se limitar, deve “improvisar os silêncios, as palavras e os sons”. A criação é como fluxo contínuo, a experiência é como a totalidade da existência e da transcendência. O desenvolvimento da intuição é também tema das reflexões de Smetak. Assim, com Stockhausen que, posteriormente, as suas obras estruturalistas produz peças brilhantes dentro do campo da aleatoriedade, diz que “a intuição coletiva produz qualidades de que um compositor não é capaz” (PAES, 2003:67), Smetak crê numa comunicação do grupo através da intuição. Aliás, ela é necessária ao mesmo tempo em que se desenvolve na prática da improvisação coletiva.

Smetak diferencia e classifica quatro modos de improvisação: 1. Improvisação profunda que no fundo é uma meditação mística, tendo um centro imóvel; 2. A improvisação periferal que causa movimento (dançante); 3. A improvisação de contrapontos rítmicos sem ou com altura determinada de sons. Se for melódica, em repentina variação do tema; 4. A construção inteligente, sensível, de formas pré-estabelecidas com caráter universal se desprendendo de qualquer conteúdo que liga ao passado e de formas conhecidas, guardando porém uma temática segura (SMETAK, s/data:1).

Como complemento a essa tipologia smetakiana, citarei aqui a distinção de três modelos de “descoberta do coletivo” feitas pelo músico e historiador da improvisação Nick Couldry1 que se aproximam de uma determinação de modos de improvisação coletiva: O Parallel Voices, que incide sobre a igualdade de papéis das vozes instrumentais e sua simultaneidade no decorrer dos eventos sonoros; o Group Voice, cujo objectivo é diluir todas as intervenções individuais num fluxo global em que, idealmente, as contribuições de cada um são indiscerníveis; e, por fim, o StyleMixing, combinatória da abordagem interindividual com constantes mudanças de direcção ao nível colectivo, de maneira a não se distinguir uma linha condutora definida (PAES, 2003:65).

É evidente que os dois autores miram seus objetos através de olhares distintos. Diante da conformação mística em torno de aspectos formantes da improvisação como derivados dos formantes do corpo humano, o mental, o copóreo/sensual, o racional e o sensível, que traz Smetak, considerei importante relevar a maneira como o fluxo de informações sonoras e de interatividade entre as singularidades percorre a temporalidade da improvisação coletiva. Isto pode ser chamado a solidão do improvisador, ou a solidão na multidão. As pessoas que tomam parte neste conjunto devem estar bem alertas nestes minutos para se encaixarem devidamente em trabalhos desindividualizados e com egos subdivididos nesta unidade muito complexa. Porque efetuam o trabalho a construir uma obra no espaço mental temporariamente (SMETAK, s/data:11).

Para Smetak, a individualidade não deve ser aniquilada e a liderança está nos sentidos. Os indivíduos, agora juntos num grupo, devem sempre considerar que são visíveis durante a improvisação e que representam uma idéia pré-existente. Parece paradoxal que o gesto libertário da improvisação livre obedeça a regras pré-estabelecidas, mas, aqui também, Smetak é apolíneo e dionisíaco, experimental e conservador, sacro e profano. Propõe o caos para que uma ordem que

Artigo intitulado Turning the Musical Table – Improvisation in Britain 1965-1990 e publicado na revista Rubberneck, apud Paes (2003). 1

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paira velada sobre ele, se restabeleça. Propõe a tradução de luzes em sons, referindo-se à transfiguração das estrelas, agrupando-as em projeções geométricas e representando-as em intervalos de inúmeras densidades. Toma, desse modo, o céu como partitura, o pré-estabelecido que ressoa no microcosmo. Sugestão de estrutura:

Smetak. Em potencial, sem realidade porém..., 27 de julho de 1983. Disponível em www.gilbertogil. com.br/smetak/takgil.htm 2

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Idem.

Bibliografia BRITO, Teça A. de. Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical, São Paulo: ed. Peirópolis, 2001. CAMPOS, Augusto de. Música de invenção, São Paulo: Editora Perspectiva, 1998. PAES, Rui E. Stravinsky morreu: devoções e utopias da música, Lisboa: ed. Hugin, 2003. SMETAK, Walter. Simbologia dos instrumentos, Salvador: ed. Omar G., 2001. _______________. O retorno ao Futuro, Salvador, Associação dos amigos de Smetak, 1982. _______________. A arte transcendental da improvisação, Salvador/Curitiba/Vila Velha, 1975, manuscrito. _______________. Ensaio para o artesanato da improvisação, s/data, manuscrito.

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O CAOS : plano indiferenciado O seu extrato: o monoísmo Divisão ao dualismo Coagulação (pleno domínio da forma) Ordem esquerda, Ordem no meio, Ordem na direita, Ordem na Ordem Dissolução Volta ao caos Síntese Continuação num plano paralelo Modulado para planos cada vez mais altos Etc, etc. (sem fim e finalidade concreta) Ou com finalidade concreta... Metástase. Avatara. (manifestação total) (SMETAK, s/data:11)

Smetak destaca, sempre, o uso da voz e que a música tem caráter provisório, embora esteja sujeita ao envelhecimento quando a unidade triádica instrumento-homem-som é abalada pela desunião do grupo. Sua improvisação dissonante, a caossonância usando os microtons, tem como fundamento o mesmo som gerador do som contínuo do interior do instrumento e do giro mecânico do instrumento cinético. O homem é, para ele, veículo de uma obra superior a ele como instrumento também é veículo do som. É o cavaleiro que anda em cima do cavalo e os sons, da caixa. Dividindo-se também (sem separar porém) em SONS QUAISQUER e SONS LINGUAGICOS (SMETAK, s/data:5).

Outra questão interessante é que as Plásticas Sonoras de Smetak, como instrumentos singulares, obrigam o músico ao desafio da exploração quase lúdica na procura dos sons. Não há, nem deve haver um virtuosismo individual, o que seria uma contraditória ação do ego musical em algo que se propõe vir a ser. Tampouco há um

virtuosismo de grupo, há sim a tentativa, a incorporação do erro, o devir comunicacional e a coragem do silêncio. No final de seu percurso criativo, Smetak retornou ao seu instrumento de formação do qual havia se distanciado por 15 anos, o violoncelo. Durante as gravações do LP Interregno, gravou duas músicas intituladas Fachos de Luz que, por um descuido da produção, não foram incluídas no disco. Esta “síntese de todas as experiências adquiridas no trabalho anterior”2, deste modo, ficou guardada silenciosamente, anônima para o público. Já no final de sua vida, a pouco menos de um ano de sua morte, Smetak silencia, meditativo. Parece mesmo que seu intenso período de criação nos anos de sua passagem por Salvador, foi uma janela aberta, um portal adentrado no território da transcendência. Retorna à vida, contemplando-a como um visitante, desfrutando a plenitude de cada micro-intervalo da existência, esperando o momento de sua passagem, com a lembrança quase onírica de uma fase de intensa produção... ...Será que tocar significa viver com intensidade artisticamente, ou é uma falsa projeção entre o não ser das artes e a vida? Esta pergunta não me foi respondida até hoje. Senti uma força desconhecida chegar com tanta veemência, não era eu, virei público ouvindo alguém. A música era um ser bem superior a mim, entretanto tomou conta de mim integralmente, como se fosse eu mesmo. Mas ao terminar, voltei a ser um homem comum como qualquer outro, sem poder me manter neste alto nível anterior. Tive a nítida noção de que era necessário fazer aquilo, pouco importando quem servia de instrumento. Vivi, daí adiante, como espectador, observando as emoções, vibrando às vezes, ouvindo música como se fosse minha. Soube, finalmente, apreciar tudo que era nobre e raro, e senti de fato um gênio dirigindo as coisas belas que acontecem no palco da vida. Embora me sentindo um miserável mortal, senti a celebração da imortalidade. (...) Vi com toda a clareza que nada de novo tinha sido criado, apenas redescoberto por iniciativa própria, com a única pretensão de conquistar e descobrir sozinho os novos continentes, tateando do conhecido para o desconhecido. Este caminho traz muitas felicidades, muitas angústias também, porque, como foi dito anteriormente, a realidade não corresponde ao potencial, mas o Som, também invertido em Luz, pode levar o homem a Ter um vislumbre da Existência3.


conto colar — suicídio da série o que é da história está guardado

Campos | Glória Versiani | Adriana

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já houve aqueles que num naufrágio se encontraram em estado de linguagem se achavam perdidos imersos em seus problemas já houve os que a nave sempre adoraram partiram o seu instrumento no rebentar das ondulações densas em busca de um fundo sobre o qual queriam existir agora surfar é o que faz a sinuosa deslindar o estado em si seja em qual sentido for deslizar é solução sim um modo de experimentar o movimento constelar incertezas factuais adensadas em suas relações até ao trânsito incessante dos estelares ritmos desdobrados em exponenciais logaritmos em uma dança das matérias se lançam no ir e vir umas sobre as outras rarefazendo as distâncias vizinhanças a dar os nomes que sempre forma no momento o instante a diferença uma constante que se desfaz ao aumentar o espaço entre o que se cerca e o que escapa para o plano ao longo fora de alcance outra coisa o que se acha em outro instante ponto dessemelhante a suscitar conexão com o que lhe é não se dobrar para alcançar a cercania falta se achar na diferença a oposição e a semelhança do que nunca e sempre fora o que não é e tornou a ser estar peregrinação para a ruína em si escombro tudo escombro fragmento invisível no molejo intenso a urdir uma visualidade frágil precisa em sua imprecisão o sensível a dizer o que está ao seu alcance lenta adoração do material na qualidade regular de sua lei agora agora instante para a rosa furta cor belinógrafa a espacializar o som em salto drible sensual pelo que não há

Wagner

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para se fintar a ginga sempre a ginga desconcertando o ponto pixel fixo do baile sideral tudo está sideral o navegar mais distante errante que jamais olvidaria o giro curto sobre si lançado meio de lado uma perna a descrever grafia desengonçada em sua obliquidade fenomenal escrita flor rol flébil a dar a morte alada célere rocio molhado frio série aberta em si um deslizar ritmado volvendo sinuosamente o gesto mais que trasladado em estriamento vibrante a colocar a massa volumosa na visibilidade do se ir estribilhando o que está a se fazer sensível intensificação breve experimentar alternativo fazer o que se deseja pois é tudo da vez só para variar lindo perigoso o que se quer conseguir vibra vibra a associação alternativa fumegando a passagem sorridente céu carregado de sinal em brumas de mil megatons romance astral banho beijo a esperar a dissonância a alegria de mundo sem ficar aí parado animal escancarado densa sombra sonora a procurar calado metais a cornetear o medo amar o blefe sangue terra fogo raso largo ar mar amargo língua saliva estuporada pelo universo viajar é preciso agora é free tudo free vai-se embora pensa a pressa passagem malandra slider slider acontecer alguma coisa só para variar botando para quebrar requebrar rush estelar mais perigoso o que se quer conseguir tudo pede mais pede mais nuvem de poeira que pintou para ficar forte linda assustadora pede mais estridência cadenciada lado a lado sorrindo um filme de terror o tempo nu majestade sem vigor dançando alcoólica cena em frente avante avante sempre erógeno resta o amor incenso a buscar o fazer zôo luta inteira já passou perdido presente sair sair força a descontrair aracnideamente o serpentear o balanço da manha surgindo de longe os quarks fumegantes está chegando está chegando último sertão não é mais o mesmo céu carregado rajado suspenso os metais os metais brumas de mil megatons abraços beijos em um romance astral a se emendar furo com furo a desorientar os sentidos se liga se liga

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Versiani | Adriana

orlando

No dia em que li Orlando Virgínia me arrebatou: o mistério da linguagem, suas “dualidades”, a mágica da forma que transformou aquilo que foi dito no que eu vi. Andei com livro emprestado, a capa colada com durex, dias, semanas, meses. Li devagar cada vestido, cada sombra do imenso carvalho.

Osvaldo da Turquia me deu notícia das flores, dos canteiros, das alamedas por onde visitou persona e personagem: VirgíniaOrlando: ClaroEscuro: AmargoDoce: RoxoAmarelo.

No Caraça, os rios vermelhos de minério, metáforas delirantes de Francisco, calvário, a mística da pedra de onde Orlando pulou.

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Entendi a trágica nobreza no silêncio de uma xícara de chá. Coisa emprestada, capa colada com durex que rendeu a descoberta para uma outra escrita, para a escrita do mistério, tudo ali com a força da história que escorreu dos dedos de Virgínia. Ela pulsando na construção das imagens, na forma que transformou aquilo que foi dito no que eu vi.

Esquecendo-me por dias, semanas, meses, vesti devagar cada vestido, cada sombra do imenso carvalho, me perdi com Osvaldo no jardim: Flores da Turquia. Métaforas vermelhas de Francisco: xícaras quebradas, claroescuro, amargodoce, capa colada com durex.

A mística do minério: Rios delirantes do caraça: Calvário: A pedra.

Ironia do destino: Quando flertei com a loucura, Virgínia me salvou.

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Almeida | Márcio

as presenças impuras

Por que fica uma palavra perdida, sem função, a mais, a apodrecer a lavra do poema com um mas? Que pensar permite o ruim na surpresa da emoção? Por que, se rígido, o sim condena à exceção? É desse consentir o erro que a poesia faz sua função: ser o sujeito da falta, semente do nada, paixão? Por que tantas perguntas, dúvidas latifundiárias, se a poesia é coisa junta de seus exemplos e párias?

Se não existisse, a poesia faria alguma diferença, ao fundar signos de pia com seus ócios e ciência? Mas o que fundar num tempo alvo de pleno desígnio, o universo a vão do vento, a filosofia do signo? A contradição, a profecia belomaldita da vida, paródia, secular via já do que antes era dúvida? A poesia serviu ou servil à semelhança do criado serviço de linguagem — fio fundo a destino do dado?

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fase

ni Adriana Versia eiro Alessandra Cord Novais Carlos Augusto aoliello Flávia Neves P Sachetti Powel Gabriela Novais ais Vieira Heanrique Nov Hélio Tanaka sa Mário Alex Ro de Novais Rafaela Cossão Rodrigo Soares

Belo Horizonte agosto/setembro 2011


minha professora Dona Zuma me ensinou Que para a letra ser bonita Tem que ter lápis e apontador Dona Zuma me ensinou Que a luz que sai do sol É mais velha que meu tetravô

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voam todos para o céu

e quando eu caio no sono em fila,

Meu pai trouxe do Japão Pendurados no cordão Tsurus de papel Alessandra Cordeiro

De noite, na parede fazem sombra

móbile

Hélio Tanaka


Adriana Versiani

de

caminho da formig o l a por on e a t p r a o l i t n h a dei ela n A vai e Vol tei pel o mi n ho da for

vol

ta

ca

mi

r riu ão ab

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a o p or o n de fui e pisei na cabeç

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ai a m h carna n ção deve ter sido a mi

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lá de dent ro q ue

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ti na porta e d e

inh cam elo tei p Vol

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Gabriela Novais Sachetti Powel Heanrique Novais Vieira Rafaela Coss達o de Novais

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Mário Alex Rosa

sono de criança

ao Pedro Henrique

Amanhã demora? Quanto tempo demora o sono? Quanto tempo tem o dia? E a noite? Por que o dia é diferente da noite? A noite dura mais que o dia? — Então vou dormir de dia. Mas de dia tem noite pra dormir? Se eu dormir de dia amanhã amanheço De dia ou de noite? Por que tem que dormir de noite? Se dormir agora, Amanhã demora?

Poemas inéditos do livro infantil Zoo de mim

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Na lama o porco deita na sua cama. A cobra nas suas dobras vira obra. A aranha pela manh達 cheia de manha arranha.

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Carlos Augusto Novais

mamãe pega no meu pé papai é um chato de galocha minha irmã pisa no meu calo meu irmão é pedra no sapato e eu sou uma pedrinha no meu caminho

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Até a próxima!


cunilínguaPortugueza

eu pouco

eu pouco

           me habito

           me habito

Barroso | Carlos

como se entre mim e o pego carona em tanino

                      perigo

                 entre tormentas e algum martírio

não houvesse pele            não houvesse nicho só a revolta do inutensílio

eu pouco             me habito

só houvesse a fome                  do já-comido

vivo em recôndito do esconderijo

eu pouco

      que em mim não é abrigo

           me habito

apenas mais um lugar            para não haver destino

sequer o devaneio                      mora comigo mesmo porque o sentido é não                  sentir-me entre o incrédulo                        e o carcomido

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de Faria | Marcus Vinicius tradução

X

Yet, love, mere love, is beautiful indeed And worthy of acceptation. Fire is bright, Let temple burn, or flax; an equal light Leaps in the flame from cedar plant or weed: And love is fire. And when I say at need I love thee...mark!...I love thee — in the sight I stand transfigured, glorified aright, With conscience of the new rays proceed Out of my face toward thine. There’s nothing low In love, when love the lowest: meanest creatures Who love God, God accepts while loving so. And what I feel, across the inferior features Of what I am, doth flash itself, and show How that great work of Love enhances Nature’s. Elizabeth Barret Browning (Sonnets from the Portuguese)

Elizabeth Barret Browning nasceu na Inglaterra, em 1806, e morreu na Itália, em 1861. Desde que saíram seus poemas reunidos, em dois volumes, em 1844, tornou-se muito lida e famosa na Inglaterra e nos Estados Unidos. Escreveu sobre temas políticos e femininos, mas foram os sonetos de amor suas obras mais populares, sendo também apreciados por poetas como Raine Maria Rilke e muito provavelmente Emily Dickinson.

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Soneto 10

Assim, amor, amor mesmo, é bonito sim Digno de aceitar. Fogo é fagulha, Incendeia templo, ou linho, e enrodilha Flamas sobre flamas florestas sem fim: Amor arde. E quando eu disser assim Te amo...marca! Te amo — empilha Teu olhar no meu, glória em maravilha Sabendo que novos raios em estopim Passam de minha face à tua. Nada é mínimo No amor, mínimo que seja, o menor do ser Que ama Deus, Deus aceita o seu dízimo. O que sinto, pelo que de inferior fenecer Do que sou, faísca por si só, seja o máximo O amor traçar com a natureza o seu poder.

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Versiani | Adriana

transalucinação de uma alma surrealista

o diário secreto de remedios varo

Só existo na narrativa de mim, esse lugar. O outro é a máscara que me desfigura: Vermelhos são os anjos que me guiam Você perto e eu sorvo do seu vinho Vermelhos são os anjos que me guiam Você nectar e eu sorvo do seu vinho Vermelhos são os anjos que me guiam: Viajo ao impossível exílio: Ingresso na casa da memória: Pela janela entra uma revelação: A língua que encontra os dentes transforma: o que narra, no que é narrado, o que pressente, no que é sonhado, enquanto duplo me embriago com as cores do seu vinho: Vivo poços escuros entoando os cantos que compôs a monja Hildegarda. Sinos de Berlim, ecos na alma de água. Cavo túneis, a neve seca meus olhos, o fogo não me queima, apenas aquece: Beijo corrosivo de André, veneno de escorpião alado. Um inseto invade o sótão e deixa no espelho a sua marca: As damas arrastam pelo salão da noite suas caudas perfumadas. Esboçam-se sorrisos e os sons são areia, barro, tijolo, terra seca. Textura de pedra pome invade o fundo da tela. Lá fora reconheço o dono das algas. Lá fora taquicardia e a língua acesa. Hoje fada na pele de coruja. Amanhã bruxa que vai ao Sabath: Remedios Varo Uranga foi uma pintora surrealista. Nasceu em Anglés, Cataluña em 1908 e morreu de ataque cardíaco na Cidade do México em 1963.

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Vejo a rã assustada que pula para fora do sonho e sabe sua pele impermeável à tinta tóxica. A cor não penetra, mas fica. Aqui ao seu lado, o invisível respira:


Um mestre com dedos gelados me guia da escuridão à luz da tarde. No meio do caminho, essa mulher atormentada imagina pregos na parede e novelos com que tece. No meio do caminho mergulho. Seus olhos verdes, esmeraldas em brasa: Música, Um cachecol de seda no dorso da bomba Morte, A chuva que cai dos seus olhos tem sabor de lágrimas: Com microscópio perscruta a trama do manto. Uma lança atingiu em cheio a jugular do touro que, de joelhos, voltou-se para Meca: Invenção da substância, lugar do sacrifício, fluxo e refluxo cósmico. Um coração que sangra, um coração aflito, um coração devoto: Há uma forma correta de se organizar objetos para evitar catástrofes. É o que me diz essa capacidade para ver rapidamente as relações de causa e efeito fora dos limites ordinários da lógica corrente. Porque o estranho acontece sempre em casa e o objeto comum se transforma em extraordinário: Junto os remédios mágicos ao café, ao tabaco, a água do filtro. Um velho talismã azteca vibra dentro da caixa. Elixir do amor: Com um punhal o soldado atinge o lado do crucificado. Escorre um rio de tinta que umedece o chão seco do deserto. Pigmento, pedra de toque: O processo em si: meticulosidade enfurecida do primitivo flamenco, a serviço de uma imaginação banhada pela mais esquisita poesia. Asas na cabeça de Mercúrio, galinhas trazidas na coleira: Viajo à foz do Orinoco em busca de ouro. Com calda de peixe, dentro de um ovo me desloco: Relógio no pulso, na parede, no cesto. Olhos cravados na alma do relógio. Guardo-o porque tenho medo de chegar tarde, de perder a hora:

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Boaventura | Flรกvio

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arthur bispo do rosário

perdi todas as horas cosendo trapos achei seu labirinto de cacos repus cada lugar em sua coisa vesti seu manto de gritos escorracei todos os luxos pro fundo dos matos adulterei autorretratos roí a linha do pensamento em ziguezague colhi sua coroa de trastes desfiei cadarços de segredos em mil pedaços voo transverso gargalhada de caos e fogo tessitura do quase nada potência aguçada do ócio saber fragmentário

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Dui | Julio

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{poetas

de passagem na paisagem sob efeito da maresia}

Tonelli | Luciana

{enquanto}

enquanto nós marinhos na marina da poesia outros tantos terrenos estivadores dos dias enquanto nós serenos em cápsulas de tempo outros tantos sardinhas no engarrafamento enquanto nós metafóricos na dor do mundo outros tantos numerais em planilhas imundas enquanto nós metafísicos no café da manhã outros tantos maltrapilhos na noite eterna enquanto nós degredados em ilha atemporal outros tantos náufragos do tempo capital

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{no

entanto}

no entanto nós tão outros tão tantos tão parvos no espanto atônitos átomos derivas dos dias no po ro so ins tan te

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cais

Versiani | Adriana

sobre desenhos e pulsões

À noite, uma princesa veste-se de luz. Lá fora, o cheiro dos laranjais. Sonho, um sentimento me atravessa e a princesa orvalha em mim. essa língua ardendo essa língua ardendo essa língua ardendo Danço na praia ao som de um marulho que me pressiona as têmporas. Chamam-me louco, errático. Trago comigo o segredo do vento. Janelas vedadas com cera de mil abelhas para que o sol não desperte a memória da infância. Muro alto, floresta negra dos pesadelos, uma gata no cio me atormenta. Atravesso a rua, chove na minha aldeia. Algo que se repete em ondas curtas, falta-me o ar, o tato, o sono. Articulo umas palavras. Estrela, componente insano. Havia uma casa onde respirava uma velha senhora que não sabia do tempo. Duas vezes ao dia se banhava na bica do jardim e fazia orações. Não usava palavras porque não precisava delas. Dos pássaros só ouvia asas e o universo, superfície espelhada, era apenas uma sombra do que pulsava nela. Entrei no quarto escuro, cortinas cerradas e o lustre-pêndulo indicavam o fim das horas. Muitos olhos, mas dois especialmente verdes cravaram em mim suas vértebras Morte, noite da noite. Farol negro espreita a barca onde os amantes ainda respiram

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Barbosa | RogĂŠrio

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outrance

outro dia outra cor outra via outro amor outra vez outra sina outra vida outro som outra regra outro transe outra linha outra chance

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Dui | Julio

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Alessandra Cordeiro Aluna do ensino fundamental da Escola Municipal Tomás Antônio Gonzaga. Mora em frente à ponte dos Contos. Ana Caetano Nasceu em Dores do Indaiá-MG, em 1960. Publicou Levianas (1984) e Babel (1994) com Levi Carneiro; e Quatorze (1997). Participou da coordenação dos projetos Temporada de Poesia, em 1994, e Poesia Orbital, em 1997; do CD Cacograma (2001); e foi co-editora da revista Fahrenheit 451. Camilo Lara Nasceu em Itaguara-MG. É professor e coordenador de Atividades Culturais do Cefet-MG. Tem dois livros de poemas publicados em co-autoria. Foi um dos organizadores da Coleção Poesia Orbital em 1997. Carlos Augusto Novais João Monlevade-MG, 1958. Poeta e professor de Literatura e Filosofia. Livros de poesia: A de Palavra, 1989; alvo. s. m., 1997; Antologia Dezfaces, 2008. CD de poesia: Cacograma, 2001 (em parceria). Participações: Alegria Blues-Banda, 1979; Salto de Tigre, 1993. Co-editor: Mostra poética de BH, 19941996; Poesia Orbital, 1997 (coleção de livros de poesia), Inferno, 2000. 

Carlos Barroso Jornalista/escritor, trabalhou na Rede Bandeirantes, Hoje em Dia, Diário da Tarde e Estado de Minas. Prêmio Esso Regional em 2001. Atualmente, é comentarista político da BHNews TV e colunista da revista Fato Relevante. Do grupo fundador das revistas Cemflores, CemfloresPirata e AquiÓ, publicou: Poetrecos (Poesia Orbital/1997), Carimbalas, livro-objeto (Edições CemFlores/2008), Gelo (poemamóbile/2008). E os livros-objetos: Sãos, Usura e Livraria (Edições CemFlores/2010). Participou das Antologias Salto do Tigre (1993), Alécio Cunha (2009) e Pelada Poética II (Scriptum/2010). Poema publicado nesta edição integra CunilínguaPátria (inédito). carlosbarrozo@hotmail.com Clô Paoliello É companheira de viagem de Ibook. diOli David W. Oliveira — diOli, tem 29 anos e pouca barba. Gosta de usar camisas de malha, se possível sem estampa. Quando anda na chuva, sorri. É co-editor do Barkaça (www.barkaca.com). Flávia Neves Paoliello Olá, meu nome é Flávia, tenho 12 anos e sou muito sortuda, tenho os padrinhos mais maravilhosos de todo o mundo. E Clô, Ló, Luca e Sara, são os melhores primos que alguém pode ter. Particularmente, adoro massas, chocolate, sorvete e churros. (Flávia é proativa e especialista em redes sociais — na prática) Flávio Boaventura É poeta e docente permanente do Mestrado em Estudos de Linguagens do CEFET-MG. Publicou, dentre outros, os livros Delírio trêmulo (Ed. 7Letras, 2003), Elipses (Ed. 7Letras, coautoria, 2007), O amante da algazarra: Nietzsche na poesia de Waly Salomão (Ed. UFMG, 2009), A máscara inquieta: ensaios sobre filosofia e poesia (Ed. 7Letras, 2009) e Sombraluz: fragmentos (Ed. 7Letras, coautoria, no prelo). Gabriela Novais Sachetti Powel Nasceu em Belo Horizonte, tem 06 anos de idade e estuda no Centro Educacional Iza Rizzotti. Adora ler e colecionar livrinhos.

Glória Campos Formada em desenho, EBA/UFMG, atua como designer gráfico há 20 anos. Sócia-diretora da Mangá – Ilustração e Design Gráfico. Heanrique Novais Vieira Nasceu em Belo Horizonte, tem 10 anos. Estuda no Colégio Santa Maria – Pampulha. Atleticano, gosta de desenhar e de jogar futebol. Hélio Tanaka Nasceu em São Paulo, tem onze anos e mora no bairro da Liberdade onde seus pais têm uma loja de variedades. Julio Dui Nasceu em Belo Horizonte no dia 15 de junho de 1959, reside em São Paulo. Profissão: Artista gráfico. Luciana Tonelli Poeta e jornalista, atua na área de cultura e do Terceiro Setor. Fez parte da equipe de edição da revista de cultura Palavra. Trabalhos mais recentes realizados para o Ateliê Ciclope — Arte e Publicações em Meio Digital. Publicou Flagrantes do Poço, coleção Poesia Orbital (1997), da qual também participou como organizadora e Flagrantes do tempo (2011). Márcio Almeida Mestre em Literatura, professor universitário, jornalista e crítico de raridades. Publica com regularidade no Cronópios, Germina, Caos e Letras, SLMG, Iniciação Científica, Pensar, Gazeta de Minas (Oliveira), Agora (Divinópolis) e diversas revistas virtuais do exterior. Autor, entre outros, de Estranhos muito íntimos (bilíngue, Multifoco, Rio de Janeiro, final de 2010), A minificção do Brasil — em defesa dos frascos & dos comprimidos (crítica literária, Sociedade dos Escritores, São Paulo, final de 2010), entre muitos outros. marcioalmeidas@hotmail.com Marco Scarassatti Nasceu em Campinas-SP, 1971. Compositor e artista sonoro, professor de prática do ensino de música na FaE-UFMG. Autor do livro Walter Smetak: o Alquimista dos Sons, Ed. Perspectiva/Sesc, 2009.

Marcus Vinicius de Faria Publicou os livros de poemas Armadilha para hábil caçador pegar o bicho quanto antes, 1981. Desejo insano, 1987, e Outros tempos, 1997. Tem poemas e traduções publicados em diversos periódicos e antologias, dentre elas, Poesia jovem – anos 70 – Literatura Comentada.

minibiografias

Adriana Versiani Adriana Versiani dos Anjos. Nasceu em Ouro Preto–MG, 1963. Tem quatro livros de poemas publicados, dentre eles, A Física dos Beatles (2005), Conto dos dias (2007), o virtual Explicação do fato (2008. Germina literatura – Revista Virtual) e Livro de Papel (2009). Integrou o Grupo Dazibao, de Divinópolis/Belo Horizonte. Foi co-organizadora da Coleção Poesia Orbital e do jornal Inferno. Fez parte do conselho editorial da Revista de Literatura Ato.

Mário Alex Rosa (São João Del Rei) Doutor em literatura brasileira pela USP; Professor de Literatura Brasileira do UNI-BH. Publicou poemas e artigos em revistas e suplementos de literatura brasileiros. Rafaela Cossão de Novais Tem 06 anos e nasceu em Belo Horizonte. Estuda no Jardim de Infância Minha Vida. Gosta de conversar, contar histórias e dançar. Gosta muito de bolsas. Rodrigo Soares Olá, meu nome é Rodrigo, e fiz meu desenho com a minha amiga Flávia. Tenho 12 anos e adorei a ideia de mandar esse desenho para o jornal. Adoro chocolate e sorvete. (Rodrigo é o Senhor do Pincel Atômico) Rogério Barbosa da Silva (Belo Horizonte) Professor do CEFET-MG. Doutor em Literatura Comparada (UFMG). Colaborou no livros Interfaces do olhar [antologia crítica e poética sobre Ana Hatherly (Lisboa 2004)]. É um dos editores da Revista de Literatura Ato e em parceria com Camilo Lara, as edições SAC-DAZIBAO, no CEFET-MG. Vera Casa Nova É professora da Faculdade de Letras da UFMG, pesquisadora do CNPq, doutora em Semiótica pela UFRJ, pós-doutora em Antropologia Visual pela EHESS/Paris, poeta e ensaísta. Wagner Moreira poeta professor último livro: solamôna

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Versiani | Adriana diOli

Paoliello | Cl么

Patroc铆nio

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Dezfaces 5  

jornal de poesia do coletivo Dezfaces

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