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ColunaModa Juliana Cordeiro

Foto: Divulgação

AUTOIMAGEM: VOCÊ ESTÁ DE BEM COM A SUA? As roupas que vestimos podem fazer milagres por nossa autoestima e servir de inspiração para quem nos vê

Q

uando você se olha no espelho, o que você vê? Quando se descreve para os outros, como você fala de si mesma? Será que a imagem que retrata é fiel ao que você de fato é? Uma recente campanha publicitária de uma marca de cosméticos, com o slogan “você é mais bonita do que pensa”, mostrou, por meio de retrato falado, a diferença entre o que vemos e descrevemos de nós mesmos (a nossa autoimagem) e o que os outros veem. Eles colocavam homens e mulheres em contato por certo tempo e pediam para que uma dessas mulheres se descrevesse e outra pessoa que teve contato com ela também a descrevesse. O resultado era sempre muito diferente e bastante impactante. As mulheres, ao se olharem em retratos falados por outras pessoas, entendiam o quanto a percepção de si mesmas era dura. Além de na maioria do tempo sermos muita rígidas conosco no quesito imagem, passamos muito tempo olhando para a beleza alheia ou para o que acreditamos ser o belo (e que normalmente não encontramos em nós mesmas). Crescemos nos comparando às modelos de passarela e dos editoriais de moda, às atrizes de TV ou às amigas mais belas e esbeltas, somos bombardeadas por informações diretas e subliminares sobre o que é o belo e nem mesmo paramos para pensar no que é belo para nós. Esquecemos de prestar atenção no que gostamos e passamos um tempo enorme nos punindo pelo que não gostamos e desejando o que é dos outros. Nós nos boicotamos. Apesar de nossa autoimagem ser tão determinante quanto a ideia que os outros fazem da gente, somos muito mais carrascos do que benfeitores quando nos olhamos e nos definimos. Não seria melhor lançamos um olhar de amor e descoberta sobre nós mesmas e paramos de gastar energia nos colocando para baixo? Com um exercício simples de parar em frente ao espelho e se olhar, descobrindo cada ponto de si mesma. Entendendo o que já é bom, selecionando o que pode melhorar e aceitando o que não pode

ser mudado. Usar essa energia que desperdiçamos para o aperfeiçoamento das muitas características físicas que podem ser modificadas ou ocultadas. A aceitação e o autoconhecimento vão lhe dar ferramentas para o aperfeiçoamento. Pense assim: nosso guarda-roupa é nossa mensagem não verbal para o mundo. É a maneira de nos comunicarmos com todos que estão a nossa volta e lhes passar um pouco do que somos, causar impressões e julgamentos. Por que, então, não dar aos habitantes do mundo uma mensagem positiva? As roupas que vestimos podem fazer milagres por nossa autoestima e podem ainda servir de inspiração para quem nos vê. Olha que presente! Estamos habituadas a usar as roupas para esconder imperfeições e esquecemos que elas podem também enaltecer o que temos de belo e único. Geralmente, nem sabemos direito do que gostamos em nós mesmas, que estilo de roupa nos agrada vestir. Nós nos vestimos porque precisamos cobrir o corpo e compramos meio que no modo automático ou no impulso, sem parar muito para pensar e avaliar se aquela peça realmente reflete quem a gente é. Não existe nenhum outro ser neste planeta com características idênticas às suas. Aprendamos, então, a enaltecê-las. O que não estiver em proporção equilibramos. A tecnologia e a moda estão a nosso favor. Nunca houve um tempo tão democrático e tão flexível na história da vestimenta. Podemos o que queremos, encontramos de tudo de todas as formas. Não há ninguém ditando o que devemos vestir. Há escolhas para todos. Só precisamos nos entender para escolher de acordo. A vida é muito curta para você perder tempo querendo ser quem não é. Você pode reformular a imagem que faz de si mesma e dizer ao mundo o que quer que ele pense de você também! O visual tem este poder. A grama do vizinho que você tanto admira pode não ser tão verde assim. No fundo, o que mais tememos é a nossa opinião sobre nós mesmas. Na maioria das vezes, o que a gente acha que vai acontecer é muito pior do que a experiência em si. ▪

Juliana Cordeiro – Formada em Direito, descobriu a moda como profissão quando morou em Florença, na Itália. Escreve também no site Sem Espartilhos (semespartilhos.com.br), colabora com o blog Sobre a Vida, o portal Papo de Homem e o PepperBlog e é figurinista do programa Escolhas da Vida da Rede Vida. Agosto | Setembro 2013

Estilo Damha | 137

Revista Estilo Damha Nº 6  

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