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Sumário ...........................................................................................................................................2 Introdução...........................................................................................................................5 Etimologia ...........................................................................................................................6 História................................................................................................................................8 Pré-história e povos pré-romanos ...................................................................................8 Reino visigodo e Ibéria muçulmana ................................................................................8 Queda dos muçulmanos e unificação ..............................................................................8 Espanha imperial...........................................................................................................9 Domínio napoleônico, Guerra Hispano-Americana e Guerra Civil .................................. 10 Geografia........................................................................................................................... 11 Clima ......................................................................................................................... 12 Meio ambiente ............................................................................................................ 12 Demografia ........................................................................................................................ 14 ...................................................................................................................................... 14 Distribuição geográfica da população espanhola em 2008................................................. 14 Idiomas.............................................................................................................................. 15 Religião ............................................................................................................................. 16 Política .............................................................................................................................. 17 A Espanha é uma monarquia parlamentaria, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de Estado – o Rei da Espanha, e um parlamento bi-cameral, as Cortes Generales. .... 17 Divisão de poderes ...................................................................................................... 17 Relações internacionais ............................................................................................... 17 Subdivisões........................................................................................................................ 19 Estado das Autonomias ............................................................................................... 20 Congreso de los Diputados, parte das Cortes Españolas. ................................................... 20 Movimentos separatistas .............................................................................................. 21 Economia........................................................................................................................... 22 Turismo...................................................................................................................... 24 Infraestrutura ..................................................................................................................... 25 Energias renováveis .................................................................................................... 25 Transportes................................................................................................................. 26 3


Cultura .............................................................................................................................. 27 ...................................................................................................................................... 27 Museu Guggenheim Bilbao.............................................................................................. 27 Desporto..................................................................................................................... 28 Tauromaquia............................................................................................................... 28 Meios de comunicação ................................................................................................ 28 HINO DA ESPANHA ........................................................................................................ 31 Seleção Espanhola de Futebol ............................................................................................. 33 História.............................................................................................................................. 34 Títulos ............................................................................................................................... 35 Seleção principal ......................................................................................................... 35 Mundiais........................................................................................................................ 35 Olímpicos....................................................................................................................... 35 Intercontinentais ............................................................................................................ 35 Eurocopa: 2 (1964; 2008). ............................................................................................... 35 Seleção Sub-21 ........................................................................................................... 35 Seleção Sub-20 ........................................................................................................... 35 Seleção Sub-19 ........................................................................................................... 35 Seleção Sub-17 ........................................................................................................... 35 Seleção Sub-16 ........................................................................................................... 35 Campanhas de destaque ................................................................................................. 35 Real Federação Espanhola de Futebol .................................................................................. 37 Historial no Campeonato da Europa..................................................................................... 37 Bibliografia........................................................................................................................ 38

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Introdução A Espanha (em castelhano e galego: España; em catalão/valenciano: Espanya; em basco: Espainia; em aranês: Espanha), oficialmente Reino de Espanha, é um país situado na Europa meridional, na Península Ibérica. Seu território principal é delimitado a sul e a leste pelo Mar Mediterrâneo, com exceção a uma pequena fronteira com o território britânico ultramarino de Gibraltar; ao norte pela França, Andorra e pelo Golfo da Biscaia e ao noroeste e oeste pelo Oceano Atlântico e por Portugal. O território espanhol inclui ainda as Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, as Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, próximas da costa Africana e duas cidades autônomas no norte de África, Ceuta e Melilla, que fazem fronteira com o Marrocos. Com uma área de 504 030 km², a Espanha é, depois da França, o segundo maior país da Europa Ocidental e da União Europeia. Devido à sua localização, o território da Espanha foi sujeito a muitas influências externas, muitas vezes simultaneamente, desde os tempos préhistóricos até quando a Espanha se tornou um país. Por outro lado, o próprio país foi uma importante fonte de influência para outras regiões, principalmente durante a Era Moderna, quando se tornou um império mundial que deixou como legado mais de 400 milhões de falantes do espanhol espalhados pelo mundo. A Espanha é uma democracia organizada sob a forma de um governo parlamentar sob uma monarquia constitucional. É um país desenvolvido com a nono PIB nominal mais elevado do mundo e elevado padrão de vida (a Espanha possui o 20º melhor IDH do mundo). É um membro das Nações Unidas, da União Europeia, da OTAN, da OCDE e da OMC.

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Etimologia O nome Espanha deriva de Hispania, nome com o qual os romanos designavam geograficamente a Península Ibérica. O nome Ibéria era o que os gregos davam à península. Fato do termo Hispania não ter uma raiz latina resultou na formulação de diversas teorias sobre a sua origem, algumas controversas. A opção mais aceita seria a de que o nome Hispania provém do fenício i-spn-ea. Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos cartaginenses, interpretando o prefixo i como costa, ilha ou terra, e o sufixo ea com o significado de região. O lexema spn foi traduzido como Coelhos (na realidade Dassies, animais comuns no norte da África). Os romanos, portanto, deram ao nome Hispania o significado de terra de coelhos abundantes. O nome de Espanha, evolução da designação do Império Romano Hispania era, até o século XVIII, apenas descritivo da península Ibérica, não se referindo a um país ou Estado específico, mas sim ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. A Espanha é unificada durante o Iluminismo, até então era um conjunto de reinos juridicamente e politicamente independentes governados pela mesma monarquia. Até à data da unificação a monarquia era formada por um conjunto de reinos associados por herança e união dinástica ou por conquista. A forma de governo era conhecida como aeque principaliter, os reinos eram governados cada um de forma independente, como se tivesse cada reino o seu próprio rei, cada reino mantinha o seu próprio sistema legal, a sua língua, os seus foros e os seus privilégios. A constituição de 1812 adopta o nome As Espanhas para a nova nação. A constituição de 1876 adopta pela primeira vez o nome Espanha. Os termos "as Espanhas" e "Espanha" não eram equivalentes, e eram usados com muita precisão. O termo As Espanhas referia-se a um conjunto de unidades jurídico-políticas, ou seja, referia-se a um conjunto de reinos independentes, primeiramente apenas aos reinos cristãos da península Ibérica, depois apenas aos reinos unidos sobre a mesma monarquia. O termo Espanha referia-se a um espaço geográfico e cultural que englobava diversos reinos independentes. A partir de Carlos V o uso do título Rei das Espanhas, referia-se à parte da Espanha que não incluía Portugal, mas esta designação era apenas uma forma de designar colectivamente um extenso número de reinos, uma abreviação, que não tinha validade jurídica, para uma longa lista de títulos reais cuja forma oficial era rei de Castela, de Leão, de Aragão, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Menorca, de Sevilha, etc. (da mesma forma utilizava-se o título Sua Majestade Lusitâna para o rei de Portugal, ou rei Lusitano) 6


A partir de 1640, com a Restauração da Independência de Portugal, a designação "Rei da Espanha" manteve-se, apesar de a união dinástica já não englobar toda a Península.

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História A História da Espanha é a própria de uma nação europeia, que compreende o período entre a pré-história e a época atual, passando pela formação e queda do primeiro Império espanhol.

Teatro romano em Mérida.

Pré-história e povos pré-romanos Os primeiros humanos chegaram à Península Ibérica no território da atual Espanha há 35 mil anos. Durante os milênios seguintes o território foi invadido e colonizado por celtas, fenícios, cartagineses, gregos e, por volta de 200 a.C., a maior parte da península Ibérica começou a formar parte do Império Romano.

Reino visigodo e Ibéria muçulmana Após a queda de Roma, a península foi dominada pelo Reino suevo (na Galiza) e pelo Reino visigodo no embrião da atual Espanha. Tal reino foi estabelecido no século V e se manteve até os começos do século VIII. Em 711 aconteceu a primeira invasão de muçulmanos, vindos do Norte da África, e que em poucos anos dominaram grande parte da Península Ibérica. Durante os 750 anos seguintes, se estabeleceram pequenos reinos independentes, chamados Taifas, ainda que a área total de controle muçulmano se conhecia com o nome de Al-Andalus.

Queda dos muçulmanos e unificação Enquanto o resto da Europa permanecia na Idade das Trevas, Al-Andalus florescia cultural, científica e artisticamente. As contínuas disputas entre muçulmanos e cristãos tiveram como consequência a Reconquista, 8


começando no século VIII com a resistência cristã no norte da Espanha e através dos séculos seguintes com o avanço dos reinos cristãos ao sul, culminando com a conquista de Granada e com a expulsão dos últimos mouros em 1492. Durante este período os reinos e principados cristãos se desenvolveram notavelmente, incluídos os mais importantes, a Coroa de Castela e o Reino de Aragão. A união destes dois reinos através do casamento em 1469 da Rainha Isabel I de Castela e o Rei Fernando II de Aragão levou à criação do Reino da Espanha.

La Giralda, a torre do sino da Catedral de Sevilha.

Espanha imperial O ano de 1492 é também lembrado como o ano em que os "reis católicos" enviaram o explorador Cristóvão Colombo através do Oceano Atlântico em busca de uma nova rota comercial com a Ásia. A chegada de Colombo ao Novo Mundo e o posterior desenvolvimento do Império espanhol levaram a Espanha a uma era dourada. Durante os séculos seguintes, a Espanha como uma potência colonial se alçou como a mais importante nação europeia no cenário mundial, assim como ator principal nos assuntos europeus. A literatura e as belas artes na Espanha floresceram de maneira muito significativa durante este período, conhecido pela expulsão dos judeus e dos mouriscos e pelo estabelecimento da Inquisição. Durante os seguintes trezentos anos, o império colonial espanhol cobriu a maior parte de América do Sul, grandes porções de América do Norte, as Filipinas na Ásia, assim como porções de costa na África, convertendo-se em um dos maiores impérios da história. Financiado sobremaneira pelas 9


riquezas obtidas em suas colônias, a Espanha entrou em guerras e intrigas na Europa continental, incluindo, por exemplo, a obtenção e perda de posses nos atuais Países Baixos e Itália e mantendo guerras com Inglaterra (incluindo o famoso fracasso da conhecida como Armada Invencível) e França. Com a morte de Carlos II, a dinastia de Habsburgo se extinguiu, para deixar lugar aos Borbões, após a Guerra de Sucessão. Como consequência dessa guerra, a Espanha perdeu sua preponderância militar e, após sucessivas bancarrotas, o país foi reduzindo paulatinamente seu poder, convertendo-se, no final do século XVIII, em uma potência menor.

Extensão dos Impérios Espanhol e Português durante a União Ibérica (1580-1640), período de união pessoal da monarquia espanhola.

Domínio napoleônico, Guerra Hispano-Americana e Guerra Civil O século XIX foi testemunha de grandes mudanças na Europa, acompanhadas pela Espanha. Na primeira parte desse século, a Espanha sofreu a independência da maioria de suas colônias no Novo Mundo. O século também esteve marcado pelas intervenções estrangeiras e os conflitos internos. Napoleão chegou a colocar seu irmão José Bonaparte no governo da Espanha. Após a expulsão dos franceses, a Espanha entrou em um extenso período de instabilidade: se sucederam continuas lutas entre liberais, republicanos e partidários do Antigo Regime. A chegada da Revolução Industrial nas últimas décadas do século, levou algo de riqueza a uma classe média que se ampliava em alguns centros principais, porém a Guerra Hispano-Americana, em 1898 levou à perda de quase todas as colônias restantes, restando apenas os territórios na África. Apesar de um nível de vida crescente e uma integração maior com o resto de Europa, no primeiro terço do século XX, seguiu a instabilidade política. Espanha permaneceu neutral durante a Primeira guerra mundial. Em 1936 Espanha se submergiu em uma terrível guerra civil. A guerra deu lugar a uma ditadura fascista, conduzida por Francisco Franco que controlou o país com mão de ferro até 1975.

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A Espanha foi oficialmente neutra durante a Segunda Guerra Mundial; as décadas seguintes à guerra foram relativamente estáveis apesar da tremenda pobreza e destruição, e ainda que durante as décadas dos 60 e os 70 o país experimentou um crescimento econômico assombroso permaneceu culturalmente e politicamente reprimido. Após a morte de Franco em 1975, a quem sucedeu o Rei Juan Carlos I, e a aprovação da Constituição de 1978, no transcurso do que historicamente é conhecido como a Transição, foi realizada uma transformação sem precedentes do país.

General Franco e o então presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, em Madrid (1959). Geografia Situada na Europa Ocidental, a Espanha ocupa a maior parte da Península Ibérica e, fora dela, dois arquipélagos principais (Ilhas Canárias no Oceano Atlântico e as Ilhas Baleares no Mar Mediterrâneo), duas cidades (Ceuta e Melilla, no Norte da África), a Ilha de Alborão e uma série de ilha e ilhotas que se encontram frente às costas peninsulares, como as Ilhas Columbretes. Ademais, consta de possessões menores continentais, como as Ilhas Chafarinas, o Ilhote de Vélez de la Gomera e o Ilhote de Alhucemas, todas elas frente à costa africana. Em extensão territorial, é o quarto maior país da Europa, atrás apenas da Rússia (que é o maior país do mundo, tendo em conta apenas a parte europeia), Ucrânia e França, e o segundo maior da União Europeia, atrás apenas da França. Os limites físicos da Espanha são os seguintes: Portugal e Oceano Atlântico a oeste; o Mar Mediterrâneo a leste, o Estreito de Gibraltar, Mar Mediterrâneo e Oceano Atlântico a sul; e os Pireneus, junto com o Golfo da Biscaia e o Mar Cantábrico a norte.

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Clima A Espanha tem um clima variado ao longo do seu território. Predomina o tipo mediterrânico em quase toda a sua geografia. As costas mediterrânicas do sul e o o vale do Rio Guadalquivir têm um clima denominado mediterrânico costeiro: temperaturas e precipitações suaves quase todo o ano, exceto no verão. À medida que se avança para o interior, o clima é mais extremo, passando o clima a ser do tipo clima mediterrânico continental, predominante em quase toda a península: temperaturas altas no verão, baixas no inverno e precipitações irregulares (dependendo da posição geográfica).

A cidade de San Sebastián em Guipúzcoa Meio ambiente Desde 1996 o índice de emissões de CO2 subiu notavelmente na Espanha, descumprindo os objetivos do Protocolo de Quioto sobre emissões geradoras do efeito estufa e contribuintes da mudança climática. Ban Kimoon, secretário geral da ONU, pediu à Espanha uma ‘‘liderança mais ativa’‘ na luta contra a mudança climática. A Espanha é um país especialmente afetado pelo fenômeno da seca: durante o período 1880-2000, mais da metade dos anos foram classificados como secos ou muito secos. Sete anos da década dos 80 e cinco da década de 90 foram considerados secos ou muito secos. A mudança climática prevê para a Espanha gravíssimos problemas meio ambientais, agravando as características mais extremas. Segundo Al Gore, a Espanha é o país europeu mais vulnerável ao efeito estufa.

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Emissões de CO2 durante a década de 1994 a 2004 FONTE: Ministério do Meio Ambiente.

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Demografia Os movimentos migratórios, tanto internos quanto externos, foram determinantes na composição demográfica moderna da Espanha. Entre o final do século XIX e início do século XX, houve uma significativa corrente imigratória da Espanha para países ibero-americanos. Entre os principais destinos estavam Cuba, Porto Rico, Argentina e Venezuela. A densidade populacional da Espanha é menor que a da maioria dos países europeus. As populações rurais estão se movendo para as cidades. Nos últimos anos a Espanha apresenta uma considerável diminuição na taxa de imigração neta, deixando de possuir a maior taxa de imigração de Europa (em 2005 de 1,5% anual somente superado na UE pelo Chipre) atualmente sua taxa de imigração neta chega a 0,99%, ocupando a 15ª posição na União Europeia. além disso, o 9° país com maior porcentagem de imigrantes dentro da UE, abaixo de países como Luxemburgo, Irlanda, Áustria o Alemanha. Em 2005 a Espanha recebeu 38,6% da migração para a União Européia, principalmente de cidadãos de origem latino-americana, de outros países da Europa Ocidental, da Europa Oriental e do Magrebe. A população estrangeira na Espanha em 2007 cifrava-se em 4 144 166, um incremento de 11,1% em reação ao ano anterior. Este valor representa 9,3% dos 44 708 964 habitantes na Espanha. A comunidade marroquina, com 563 mil residentes, é a mais numerosa, seguindo-se os equatorianos (461 mil), romenos (407 mil) e britânicos (274 mil).

Distribuição geográfica da população espanhola em 2008.

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Idiomas O idioma oficial e o mais falado no conjunto da Espanha, por 99% da população, é o espanhol, língua materna de 89% dos espanhóis, que pode receber a denominação alternativa de castelhano. A estimativa do número de falantes em todo o mundo vai desde os 450 aos 500 milhões de pessoas, sendo a segunda língua materna mais falada depois do Chinês. Prevê-se que se torne a segunda língua de comunicação internacional depois do inglês no futuro e é a segunda língua mais estudada após o mesmo. Além disso, falam-se outras línguas que podem ser oficiais em suas regiões, de acordo com a Constituição e os Estatutos de Autonomia de cada Comunidade Autônoma, e co-oficiais para o resto do país. Ordenadas por número de falantes, estas Línguas são: Catalão (9% da população), oficial na Catalunha e nas Ilhas Baleares e, sem estatuto oficial, na chamada "Faixa de Aragão" e na comarca de "El Carche", em Múrcia. Oficialmente, se denomina valenciano na Comunidade Valenciana, onde também é oficial. Galego (5% da população), oficial na Galiza. É falado também em algumas zonas das províncias de Astúrias, Leão e Zamora, sem estatuto de oficialidade. Basco (1% da população), oficial no País Basco e terço norte de Navarra, onde se denomina estatutariamente "vascuence". É falado também na chamada zona mista de Navarra (onde o basco, sem ser oficial, tem certo reconhecimento) e de forma muito residual no resto de Navarra (sul). Também se falam uma série de línguas ou dialetos românicos que não tem estatuto de língua oficial: o asturiano, falado nas Astúrias (chamado Bable), Leão, Zamora (chamado "leonês"), Salamanca e Estremadura (chamado "estremenho") e o aragonês no norte de Huesca. O aranês, variante do occitano, é considerada co-oficial na Catalunha, onde é e falada nos municípios do Vale de Arão (Lérida). Igualmente, o português é falado em algumas localidades fronteiriças estremenhas, principalmente por portugueses ali residentes. A Espanha ratificou em 9 de abril de 2001 a Carta Europeia das Línguas Minoritárias ou Regionais do Conselho Europeu 15


Religião O artigo 16.3 da Constituição Espanhola vigente define o país como um Estado sem confissão: ‘‘Nenhuma confissão terá caráter estatal‘‘. Porém, é garantida a liberdade religiosa e de culto dos indivíduos e é assegurada uma relação de cooperação entre os poderes públicos e todas as confissões religiosas. O catolicismo é a religião predominante no país. A Igreja Católica é a única mencionada expressamente na Constituição, no mesmo artigo 16.3: ‘‘… e manterão as conseguintes religiões de cooperação com a Igreja Católica e as demais confissões‘‘. 77,3% dos espanhóis se consideravam católicos, segundo um estudo do Centro de Investigações Sociológicas realizado em 2007. Seguindo aos católicos, o ateísmo e o agnosticismo supõe 18,9% e outras religiões minoritárias 1,7%. não obstante, o porcentagem de praticantes é menor. Segundo o mesmo estudo, do total, 18,5% vai a missa de forma regular: 2,3% vão à missa varias vezes na semana, e 16,2% aos domingos e dias festivos. Este grupo cumpre as disposições da própria Igreja Católica sobre fluência. Também existem 11,3% que vão algumas vezes ao mês. Perfazendo um total de 48,3% de frequentadores regulares às missas. Em quanto a membros, a segunda religião em importância é a muçulmana. Calcula-se que há cerca de 800 000 fiéis, vindos fundamentalmente das recentes ondas de imigração. Há também um número crescente de igrejas protestantes, que somam cerca de 400 000 fiéis (a estatística própria dos protestantes em Espanha indica 1 200 000, dos quais 400 000 são espanhóis e o resto são estrangeiros que residem na Espanha durante pelo menos seis meses ao ano),. Em terceiro lugar vêm as Testemunhas de Jeová com 103 784 fiéis e logo após, com cerca de 20 000 fiéis, o mormonismo. A comunidade judia na Espanha não supera os 15 000 fiéis.

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Política A Espanha é uma monarquia parlamentaria, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de Estado – o Rei da Espanha, e um parlamento bicameral, as Cortes Generales. Divisão de poderes O poder executivo é formado por um Conselho de Ministros presidido pelo Presidente do Governo, que exerce como Chefe de Governo, e o poder judicial está formado pelo conjunto de Juizados e Tribunais, integrado por Juízes e Magistrados, que têm a potestade de administrar justiça em nome do Rei. O poder legislativo se estabelece nas Cortes Gerais, que é o órgão supremo de representação do povo espanhol. As Cortes Gerais são compostas de uma câmara baixa, o Congresso dos Deputados, e uma câmara alta, o Senado. O Congresso dos Deputados é formado por 350 membros eleitos por votação popular, em listas fechadas e através de representação proporcional mediante circunscrições provinciais, para servir em legislaturas de quatro anos. O sistema não é absolutamente proporcional, já que existe um número mínimo de cadeiras por circunscrição (3) e se usa um sistema proporcional levemente corrigido para favorecer as listas majoritárias (o Sistema d'Hondt). O Senado possui 259 membros, dos quais 208 são eleitos diretamente mediante voto popular, por circunscrições provinciais, em cada uma das quais se elegem 4 senadores, seguindo um sistema majoritário (3 para a lista majoritária, 1 para a seguinte), exceto nas Ilhas Baleares e nas Ilhas Canárias, onde cada circunscrição é uma ilha. Os outros 51 são designados pelos órgãos regionais para servir, também, por períodos de quatro anos. Na Espanha o sistema de votação é diferente de países como o Brasil: não se vota no candidato, mas sim no partido, que já tem listas provinciais predefinidas. À medida que cada partido recebe seus votos, os integrantes da lista vão sendo eleitos. Em 2011, uma série de protestos pede uma democracia direta e mais livre no país. Relações internacionais O único litígio internacional diz respeito ao município de Olivença. Português desde 1297, o município de Olivença foi cedido à Espanha no âmbito do Tratado de Badajoz, em 1801, após a Guerra das Laranjas. 17


Portugal alegou que lhe pertencia, em 1815, no âmbito do Tratado de Viena. No entanto, as relações diplomáticas bilaterais entre os dois países vizinhos são cordiais, bem como no âmbito da União Europeia. O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até a atualidade, tal ainda não aconteceu.

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Subdivisões Desde a Constituição de 1978 que a Espanha está dividida em 17 Comunidades Autônomas e as duas cidades autônomas de Ceuta e Melilla, gozando estas de estatuto intermediário entre o município e a Comunidade. Das 17 comunidades autônomas, quatro delas (Galiza, País Basco, Andaluzia e Catalunha) possuem condição de "Nacionalidades Históricas" reconhecidas na Constituição, juntamente com um "Estatuto de autonomia", o que reverte num maior poder e capacidade de decisão e soberania com respeito às outras comunidades. As Comunidades dividem-se ainda em cinquenta províncias. Eis uma lista das comunidades e cidades autônomas: Andaluzia (Andalucía) (capital: Sevilha) Aragão (Aragón) (capital: Saragoça) Principado das Astúrias (capital: Oviedo) Ilhas Baleares (capital: Palma de Maiorca) País Basco (capital: VitóriaGasteiz) Ilhas Canárias (capitais das províncias): (Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife) Cantábria (capital: Santander) Castela-La Mancha (capital: Toledo) Castela e Leão (capital: Valladolid)

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Catalunha (capital: Barcelona) Ceuta (cidade autônoma) Estremadura (capital: Mérida) Galiza (capital: Santiago de Compostela) Comunidade de Madrid (capital: Madrid) Melilha (cidade autônoma) Região de Múrcia (capital: Múrcia) Comunidade Foral de Navarra (capital: Pamplona) La Rioja (capital: Logronho) Comunidade Valenciana (capital: Valência)


Estado das Autonomias A Espanha é na atualidade o que se denomina um "Estado de Autonomias", um país formalmente unitário, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, cada uma delas com diferentes níveis de autonomia. As diferenças dentro deste sistema são provocadas pelo processo de transferência de responsabilidades do governo central para as regiões foi pensado em um principio como um processo, que garantisse um maior grau de autonomia somente àquelas comunidades que buscavam um tipo de relação mais federalista com o resto da Espanha (as chamadas comunidades autônomas de regime especial: Andaluzia, Catalunha, Galiza, Navarra e País Basco). Por outro lado, o resto de comunidades autônomas (comunidades autônomas de regime comum) teria uma menor autonomia. Porém, estava previsto que ao longo dos anos, estas comunidades fossem adquirindo gradativamente maior autonomia. Hoje em dia, a Espanha está considerada como um dos países europeus mais descentralizados, pois todos os seus diferentes territórios administram de forma local seus sistemas de saúde e educativos, assim como alguns aspectos do orçamento público; alguns deles, como o País Basco e Navarra, administram seu orçamento sem praticamente contar, excetuado em alguns aspectos, com a supervisão do governo central espanhol. Catalunha, Navarra e o País Basco possuem suas próprias polícias totalmente operativas e completamente autônomas. Excetuando Navarra (cuja polícia se chama Policía Foral de Navarra), tanto a policia da Catalunha (Mossos d'Esquadra) como a polícia do País Basco (Ertzaintza) substituem as funções da Polícia Nacional da Espanha em seus respectivos territórios. Navarra ainda está em processo de transferência de funções.

Congreso de los Diputados, parte das Cortes Españolas. 20


Movimentos separatistas Existem na Espanha diversos movimentos políticos de posição separatista, ligados a nacionalismos periféricos, como o nacionalismo basco, o nacionalismo galego, o nacionalismo catalão, que reclamam a independência da Espanha dos territórios em que são ativos. Estes movimentos acontecem na Catalunha, Galiza, Navarra e no País Basco, onde existem partidos explicitamente separatistas como a "União do Povo Galego" (UPG), "Esquerda Republicana de Catalunya", "Aralar", o "Eusko Alkartasuna", assim como os seguidores da chamada "abertzale" que não se desvinculam do ETA (sua última denominação formal é Batasuna, partido ilegalizado em Espanha, mas legal em França). Por outro lado, partidos como o "Bloco Nacionalista Galego" (BNG), "Partido Nacionalista Basco" (PNV) e "Convergència i Unió" (CiU) oscilam entre posturas autonomistas e abertamente separatistas.

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Economia A economia mista capitalista da Espanha é a décima segunda maior economia do mundo em PIB (PPC), a nona maior por PIB nominal e a quinta maior na União Europeia, bem como a quarta maior da Zona Euro. O país é também o terceiro maior investidor do mundo. O governo de centro-direita do ex-primeiro-ministro José María Aznar teve sucesso para ser admitido no grupo de países que lançaram o euro em 1999. A taxa de desemprego situava-se em 7,6% em outubro de 2006, uma taxa que comparavelmente favorável a de muitos outros países europeus e especialmente com o início dos anos 1990 quando se situava em mais de 20%. Os pontos fracos perenes da economia espanhola incluem alta inflação, uma grande economia informal e um sistema educativo que os relatórios da OCDE classificam entre os piores entre os países desenvolvidos, em conjunto com os Estados Unidos e o Reino Unido.[46] No entanto, a bolha imobiliária que começou a se formar a partir de 1997, alimentada por taxas de juros historicamente baixas e uma onda imensa de imigração, implodiu em 2008 e levou a economia a um rápido enfraquecimento e a um aumento do desemprego. Até o final de maio de 2009, o desemprego atingiu 18,7% (37% para os jovens). Antes da atual crise, a economia espanhola era creditada por ter evitado uma taxa de crescimento virtual zero como alguns de seus maiores parceiros na União Europeia apresentaram. Na verdade, a economia do país criou mais de metade de todos os novos postos de trabalho na União Europeia durante cinco anos até 2005, um processo que está sendo rapidamente revertido. A economia espanhola, até pouco tempo, era considerada uma das mais dinâmicos da União Europeia, atraindo uma quantidade significativa de investimentos estrangeiros.

Área empresarial de Cuatro Torres, em Madrid.

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O crescimento econômico mais recente foi grandemente beneficiado pelo boom imobiliário mundial, com o setor de construção civil representando surpreendentes 16% do PIB do país e 12% dos empregos no seu último ano. Segundo cálculos do jornal alemão Die Welt, a Espanha estava a caminho de ultrapassar países como a Alemanha em renda per capita até 2011. No entanto, o PIB per capita da Espanha ainda era inferior à média da União Europeia, que era de US$ 29.875 dólares em 2010, tornando-se o segundo mais baixo da Europa Ocidental, depois do de Portugal. O lado negativo do agora extinto boom imobiliário é também um correspondente aumento nos níveis de endividamento pessoal: o nível médio de endividamento das famílias triplicou em menos de uma década. Isto pôs grande pressão em cima de uma renda mais baixa para os grupos de renda média; até 2005, o nível médio de endividamento em relação a renda havia crescido para 125%, devido principalmente ao boom de hipotecas caras, que hoje muitas vezes excedem o valor da propriedade. Em 2008/2009, o arrocho do crédito e a recessão mundial manifestaram-se na Espanha através de uma enorme recessão no setor imobiliário. Contudo, os bancos da Espanha e os serviços financeiros evitaram os problemas mais graves dos seus congéneres nos Estados Unidos e no Reino Unido, devido principalmente a um regime financeiro conservador e regulamentado rigorosamente respeitado. Na verdade, o maior banco da Espanha, o Banco Santander, participou da ajuda do governo do Reino Unido ao sector bancário britânico. A Comissão Europeia previu que a Espanha iria entrar em recessão econômica até o final de 2008. Segundo o Ministro das Finanças da Espanha, "a Espanha enfrenta a sua pior recessão em meio século".

Porto de Barcelona, um dos principais do Mediterrâneo.

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Turismo Durante as últimas quatro décadas, a indústria turística espanhola cresceu e se tornou a segunda maior do mundo, alcançando o valor de cerca de 40 bilhões de euros, cerca de 5% do PIB do país, em 2006. Hoje, o clima da Espanha, a história e os monumentos culturais e sua posição geográfica, juntamente com as suas instalações, fazem do turismo uma das principais indústrias nacionais da Espanha e uma grande fonte de emprego estável e de desenvolvimento.

Panorama do Parque Nacional Picos da Europa.

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Infraestrutura Energias renováveis O território espanhol carece de petróleo, o que faz das fontes alternativas de energia um fator estratégico para o país, sendo registrados importantes recordes pela Espanha. Em 2010, os espanhóis superaram os Estados Unidos como líderes mundiais em energia solar, com uma planta de grande potência na estação chamada La Florida, perto de Alvarado, Badajoz. Em 2009, mais de 50% da energia produzida em Espanha foi gerada por moinhos de vento e o registro de maior produção total de energia eólica foi alcançado com 11,546 megawatts.

Torre de energia solar PS10, em Sevilha.

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Transportes O sistema viário principal espanhol é centralizado, com 6 auto-estradas ligando Madrid ao País Basco, Catalunha, Valência, Andaluzia Ocidental, Estremadura e Galiza. Além disso, existem auto-estradas ao longo das costas do Atlântico (Ferrol a Vigo), Cantábria (Oviedo para San Sebastián) e Mediterrâneo (Girona para Cádiz). A Espanha tem atualmente um total de 1 272 km de comboio de alta velocidade que ligam Málaga, Sevilha, Madrid, Barcelona e Valladolid. Se os objetivos do ambicioso programa AVE (comboios de alta velocidade espanhóis) forem cumpridos, em 2020, a Espanha terá 7000 km de trens de alta velocidade que ligarão quase todas as cidades da província de Madrid em menos de 3 horas e Barcelona, dentro de 4 horas. O aeroporto mais movimentado na Espanha é o Aeroporto de MadridBarajas, com 50,8 milhões de passageiros em 2008, sendo 11º aeroporto mais movimentado do mundo. O Aeroporto de Barcelona também é importante, com 30 milhões de passageiros em 2008. Outros aeroportos estão localizados em Gran Canaria, Málaga, Valência, Sevilha, Maiorca, Alicante e Bilbao. A Espanha pretende colocar 1 milhão de carros elétricos na estrada até 2014, como parte do plano do governo para economizar energia e aumentar a eficiência energética. O Ministro da Indústria, Miguel Sebastian, disse que "o veículo elétrico é o futuro e o motor de uma revolução industrial."

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Cultura A Espanha é conhecida pelo seu patrimônio cultural diversificado, tendo sido influenciado por muitas nações e povos ao longo de sua história. A cultura espanhola tem suas origens nas culturas ibérica, celta, celtibera, latina, visigótica, católica romana, e islâmica. A definição de uma cultura nacional espanhola tem sido caracterizada pela tensão entre o Estado centralizado, dominado nos últimos séculos por Castela, e muitas regiões e povos minoritários. Além disso, a história da nação e de seu ambiente mediterrânico e atlântico desempenharam papéis fortes na formação de sua cultura. Depois da Itália, a Espanha tem o segundo maior número de Patrimônios Mundiais da UNESCO no mundo, com um total de 40.

Museu Guggenheim Bilbao.

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Desporto A Vuelta a España é um dos principais eventos esportivos do país, que junto ao Giro d’Italia e o Tour de France, é uma das três "Grandes Voltas" do ciclismo mundial. A Vuelta teve sua primeira edição em 1935, porém não houve edições durante a 2ª Guerra Mundial. Teve seu retorno em 1955 até atualmente. Até 2009 foram 63º edições da Vuelta a España. Os esportes na Espanha são dominados, principalmente, pelo ciclismo, o futebol (desde o século XX), o basquete, o ténis, o andebol, e pelos esportes de motor, principalmente o Motociclismo. A partir dos Jogos Olímpicos de 1992, disputados na cidade de Barcelona, o país entrou na elite mundial em diversos esportes. Tem como maior ídolo no esporte Alberto Contador, da equipe Astana Pro Cycling Team. Contador é vencedor do Tour de France 2007 e 2009, além do Giro d'Italia 2008 e Vuelta a España também em 2008, entre outras vitórias em voltas. É considerado o melhor ciclista da atualidade, e um dos grandes nomes do esporte de todos os tempos. Espanha é a atual campeã de futebol mundial.

Estádio Santiago Bernabéu, sede do Real Madrid Club de Fútbol. Tauromaquia Na Espanha se conserva a tradição de realizar diversos espetáculos taurinos, tais como os encierros (corridas nas quais as pessoas correm junto aos touros pelas ruas) e as ‘‘corridas de toros’‘ (touradas), que fazem parte da identidade de numerosas festas populares. As plazas de toros com maior transcendência na temporada taurina são a de ‘‘Las Ventas’‘ em Madrid, a Plaza Monumental em Pamplona, a Plaza de la Maestranza em Sevilha e a Plaza de Valência. Meios de comunicação A televisão é o principal meio de comunicação audio-visual do país, com emissoras nacionais, regionais e locais. As principais emissoras são a La 1, La 2, Antena 3, Cuatro, Telecinco e La Sexta.

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Na imprensa, os principais jornais de circulação nacional são El País, El Mundo, ABC, La Razón e La Vanguardia. Na imprensa esportiva destacam os jornais Marca e As.

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ÁREA: 505.954 km² CAPITAL: Madri POPULAÇÃO: 47,19 milhões de habitantes (2011) MOEDA: Euro - EUR NOME OFICIAL: Reino da Espanha (Reino de España). NACIONALIDADE: espanhola DATA NACIONAL: 12 de outubro - Aniversário do Descobrimento da América

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HINO DA ESPANHA Versão em espanhol Gloria, gloria, corona de la Patria, soberana luz que es oro en tu Pendón. Vida, vida, futuro de la Patria, que en tus ojos es abierto corazón. Púrpura y oro: bandera inmortal; en tus colores, juntas, carne y alma están. Púrpura y oro: querer y lograr; Tú eres, bandera, el signo del humano afán. Gloria, gloria, corona de la Patria, soberana luz que es oro en tu Pendón. Púrpura y oro: bandera inmortal; en tus colores, juntas, carne y alma están.

Versão em português Glória, glória, coroa da Pátria soberana luz que tem ouro em tua bandeira Vida, vida, futuro da Pátria que em teus olhos tem aberto coração Púrpura e ouro: bandeira imortal em tuas cores, juntas, carne e alma estão. Púrpura e ouro: querer e conseguir; Tú és, bandeira, o sinal do trabalho humano

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Glória, gloria, coroa da Pátria, soberana luz que tem ouro em sua Bandeira. Púrpura e ouro: bandeira imortal em tuas cores, juntas, carne e alma estão.

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Seleção Espanhola de Futebol A Seleção Espanhola de Futebol, gerida pela Real Federação Espanhola de Futebol, representa a Espanha nas competições de futebol da UEFA e FIFA. Em Jogos Olímpicos, o maior êxito da Espanha ocorreu em 1992, quando foi ganha a medalha de ouro, em Jogos sediados em Barcelona. A Seleção Espanhola também já conseguiu duas medalhas de prata, em 1920 (Jogos de Amberes) e em 2000 (Jogos de Sydney). Participou de 13 edições da Copa do Mundo FIFA, sendo campeã da edição de 2010. Nesta Copa do Mundo, a Espanha quebrou um tabu: foi a primeira seleção que perdeu seu jogo de estréia(0x1 para a Suíça) e terminou campeã. É também a atual campeã da Eurocopa, vencendo a edição de 2008, além da edição de 1964. Atualmente, é uma das melhores seleções de futebol do mundo, estando na 1ª colocação do Ranking da FIFA.

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História A seleção espanhola é organizada pela Real Federação Espanhola de Futebol. É uma das confederações fundadoras da FIFA e um dos países com mais participações em Copas do Mundo. Entre os seus títulos, destacam-se o Eurocopa de 1964, a UEFA Euro 2008 e a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1992, além de outras duas de prata em 2000 e 1920. Em 1999 a seleção espanhola sub-20 ganhou o Campeonato Mundial Sub20 de 1999, realizado na Nigéria. Nesse mesmo ano conquistou a medalha de ouro na Universíada. Em 1991, 2003 e 2007 obteve o 2º lugar no Campeonato Mundial Sub-17. A Espanha é uma potência do futsal sendo a bicampeã do mundo em 2000 e 2004. Na Copa do Mundo de 2010, fez história se classificando pela primeira vez para uma final contra a Holanda. Num jogo dramático e violento, cheio de faltas e cartões amarelos para todos os lados, Iniesta entra para a história ao fazer o gol do inédito título no segundo tempo da prorrogação após receber passe de Cesc Fàbregas, após Espanha e Holanda terem empatado em 0x0 no tempo normal. Em 2012, a seleção foi considerada a mais cara do mundo, em relação à soma dos valores de mercado de cada jogador.

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Títulos Seleção principal Mundiais Copa do Mundo: 1 (2010) Olímpicos Olimpíadas: Medalha de ouro em 1992 Intercontinentais Universíada: Medalha de ouro em 1999. Eurocopa: 2 (1964; 2008). Seleção Sub-21 Eurocopa Sub-21: 3 (1986; 1998; 2011). Seleção Sub-20 Copa do Mundo Sub-20: 1 (1999) Jogos Mediterrâneos Sub-20: 1 (2009) Seleção Sub-19 Eurocopa Sub-19: 7 (1952; 1954; 1995; 2002; 2004; 2006; 2007). Seleção Sub-17 Eurocopa Sub-17: 2 (2007; 2008). Meridian Cup: 3 (1999; 2001; 2003). Seleção Sub-16 Eurocopa Sub-16: 6 (1986; 1988; 1991; 1997; 1999; 2001). Campanhas de destaque Seleção Principal 35


2º lugar na Eurocopa em 1984. Medalha de prata nas Olimpíadas em 1920 e 2000 3º lugar na Copa das Confederações em 2009. Seleção Sub-21 Vice-campeonatos europeus: 1969, 1984 e 1986. Seleção Sub-20 Vice-campeonatos mundiais: 1985 e 2003. 2º lugar nos Jogos do Mediterrâneo: 2005 Seleção Sub-17 Vice-campeonatos mundiais: 1991, 2003 e 2007. 2º lugar na Meridian Cup: 1997. Vice-campeonatos europeus: 2003, 2004 e 2010. Seleção Sub-16 Vice-campeonatos europeus: 1992 e 1995.

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Real Federação Espanhola de Futebol A Real Federação Espanhola de Futebol (em espanhol: Real Federación Española de Fútbol, RFEF) é o órgão dirigente do futebol na Espanha. A entidade organiza o Campeonato Espanhol (espanhol: La Liga) e a Seleção Espanhola de Futebol. Está sediada em Madrid. Historial no Campeonato da Europa Organizações: 1 o 1964 Participações: 7 o 1964, 1980, 1984, 1988, 1996, 2000 e 2004 Títulos: 2 o 1964, 2008 Finais: 2 o 1964 e 1984 Ronda de qualificação: o Presenças: 12 o Jogos: 107 o Vitórias: 62 o Empates: 22 o Derrotas: 23 o Golos marcados: 235 o Golos sofridos: 98

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Bibliografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Espanha http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_Espanhola_de_Fute bol http://pt.wikipedia.org/wiki/Real_Federa%C3%A7%C3%A3o_Espanhola_ de_Futebol

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Espanha  

Historia da Espanha