Page 1

GALERIA PĂšBLICA DE ARTE(S) Daiane Caroline Macagnan Moreno


Galeria Pública de Arte(s).

Universidade Centro Universitário Central Paulista Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo

Trabalho Final de Graduação Daiane Caroline Macagnan Moreno Orientadora: Ana Lúcia Cerávolo

São Carlos | Novembro de 2019


AGRADECIMENTOS


À Deus que me iluminou no decorrer do curso. Ao meu marido Silas Moreno, em especial, pelo apoio incondicional e paciência durante os caminhos da graduação. À minha mãe Vera Lucia Macagnan, pela base e força ao longo de todos estes anos. À minha amiga Bruna Galvão, pelo suporte e companheirismo . À professora e orientadora Dra. Ana Lúcia Cerávolo pelo respeito e paciência de me orientar. E ao Leandro Schenk e à Jéssica Seabra por terem aceitado fazer parte da composição e avaliação da minha banca. Muito obrigada!


Arquitetura e qualquer arte podem transformar uma pessoa, atĂŠ salvar alguĂŠm. Frank Gehry


SUMÁRIO


Introdução............................................13 Apresentação......................................................................15 Tema...................................................................................16 Problemática.......................................................................18 Justificativa..........................................................................21

Referências Projetuais..........................25 MASP...............................................................................27 MAC................................................................................31 Robie House...................................................................35 Área de Intervenção.............................39 Terreno e pontos culturais............................................40 Acessibilidade................................................................46 Infraestrutura................................................................48

Projeto...................................................51 Partido Arquitetônico....................................................53 Programa de necessidades...........................................54 Condicionantes..............................................................56 Topográfica Modificada.................................................58 Implantação...................................................................60 Cobertura.......................................................................62 Estrutura........................................................................64 Plantas e Perspectivas..................................................66 Cortes.............................................................................82 Bibliografia............................................97


Introdução 13


Galeria Vermelho | São Paulo | São Paulo | Brasil Autor(es) das obras: Dora Longo Bahia Disponível em: https://ceugaleria.com.br/galeria-de-arte-contemporanea/

Apresentação 15


Galeria Pública de Arte(s), é um espaço de exposições, introduzido no parque linear urbano da cidade de São Carlos, para complementar os demais equipamentos culturais existentes. Inserido às margens do Rio Monjolinho,

o projeto tem a intenção de conectar-se com o bioma local.

Com ambiente público acessível, este é um projeto dedicado a eventos, debates e principalmente exposições de artes plástica socialmente engajada, para artistas recém ingressados no mercado de trabalho. Além disso, conta

com espaços equipados para palestras, cursos para iniciantes e aulas práticas referentes ao tema correlatado e cultura,

visando

a

formação

populacional

e

a

democratização das artes plásticas no município.

A edificação proposta, oferece também ambientes externos. Mantendo assim, a estreita sintonia com a área ecologicamente preservada da região e acolhendo a população local para uso diário do seu entorno.

Palavras-chave: arte, cidade, cultura, espaço urbano, galeria, infraestrutura, parque. 14


Galeria Luciana Brito | São Paulo | São Paulo | Brasil Arquiteto(s): Piratininga Arquitetos Associados Autor(es) da Foto: André Scarpa e Romulo Fialdini Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/867909/ galeria-luciana-brito-piratininga-arquitetos-associados?ad_medium=gallery

Tema 17


Galeria de arte é um espaço arquitetônico destinado a exposição de pinturas, esculturas, instalações e todas as formas de expressão das artes visuais.

A Galeria é aberta para qualquer interessado visitar, por isso seu espaço considera o posicionamento, iluminação e circulação desses espectadores.

Possui como objetivo principal a organização da carreira do artista, representando, expondo e vendendo suas obras. Mas, seu papel vai muito além, realizando um trabalho cultural de formação de novos artistas e de público.

As galerias privadas são mais comuns nos grandes centros produtores, mas hoje já existem algumas experiências de galerias públicas que ampliam a atuação desses espaços, focando no grande público e não apenas no público especializado. A preocupação dessas instituições com a formação, cursos, trocas entre artistas jovens e mais experientes é uma marca que distingue os espaços públicos e privados. 16


PROBLEMÁTICA O espaço urbano é a manifestação física dos grupos sociais que o constituem e o promovem. É o espaço das manifestações sociais e no qual parte das expressões culturais ocorre. O espaço urbano é, portanto, o espaço onde se revelam os conflitos entre grupos sociais, conforme afirma Bourdieu (1997). É na mediação desses conflitos, a partir da promoção dos debates entre os

diferentes atores de uma sociedade, que o poder público pode atuar na construção de uma sociedade mais justa.

A estrutura do espaço social se manifesta assim, nos mais Os espaços públicos, em particular os espaços culturais –

diversos contextos, sob a forma de oposições espaciais, o espaço habitado (ou

considerando sua vocação como espaços que excluem as camadas

apropriado) funcionando como uma espécie de metáfora espontânea do espaço social.

sociais menos desprovidas -, podem auxiliar na promoção de uma cidade mais democrática, rompendo com as “fronteiras naturais” construídas pela livre atuação dos agentes no espaço urbano.

Em uma sociedade hierarquizada, não existe espaço que não seja hierarquizado e que não exprima as hierarquias e as diferenças sociais de um modo deformado (mais ou menos) e, sobretudo, mascarado pelo efeito de naturalização

Se observarmos os espaços culturais da cidade de São

acarretado pela inscrição durável das realidades sociais no mundo físico: diferenças

Carlos , a grande maioria está localizada na região centra. Entre os

produzidas pela lógica social podem, assim, parecer emergidas da natureza das coisas

principais equipamentos, pode-se citar: CEMAC (Centro Municipal de Arte e Cultura), Centro de Divulgação Científica e Cultural, da Universidade de São Paulo (CDCC USP), Biblioteca Municipal, Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira, Estação Cultura (Fundação Pró-Memória e Museu de São Carlos), Museu da Ciência Mario Tolentino, Teatro Municipal, além das principais praças públicas, confirmando as proposições de Pierre Bourdieu. 18

BOURDIEU, 1997, p. 01


A região escolhida, embora não se caracterize como uma área periférica, constitui um importante corredor viário da cidade, sendo de fácil acesso a toda população. Há carência de espaços públicos que dialoguem com os trechos do Parque Linear já implantados e seus usuários. A exceção, nesse sentido, é o SESC, instalado às margens do Córrego do Gregório e que promove algumas atividades abertas na área.

A falta de espaços públicos abertos são um agravante

Cultura está no centro das questões relativas à redução da pobreza, bem como

no direito à cidade, como afirma David Harvey (2015), que

da melhoria da qualidade de vida. O autoconhecimento e orgulho que derivam da identidade

define o direito à cidade como o direito de tomada de

cultural dos povos são ingredientes fundamentais se a intenção é que as comunidades assumam sua

decisões sobre ela, construindo-a a partir de uma ação

autonomia e façam suas escolhas.

coletiva.

James D. Wolfensohn apud CULTURA E MERCADO, 2002l

Sendo assim, o projeto busca valorizar suas imediações,

caracterizando

espaços

para

encontros,

exposições artísticas que dialoguem e estimulem os debates sobre as questões sociais da cidade, além de estimular a integração do cidadão com a natureza e estimular o trajeto a pé e por ciclovia. 19


20


(...) a galeria exerce um papel central tanto na construção e projeção da carreira de artistas quanto na preservação e difusão de legados artísticos de enorme importância, (...). Sem falar, é claro, na divulgação de nomes já estabelecidos (...). BRITO, s/d

O Parque conta com 24 esculturas da exposição “Memórias do Boto” e um pavilhão com intervenções desenvolvidas pelo Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO) e pelo Laboratório de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/UFRJ). A exposição é permanente, gratuita e aberta ao público. Fonte: PARQUE TECNOLÓGICO UFRJ.

Justificativa 21


O objetivo central da Galeria Pública de Arte é promover as artes no município de São Carlos, oferecendo um local para os artistas darem visibilidade a seus trabalhos, mas também promovendo a troca de experiências entre artistas da cidade e artistas de outras localidades, artistas mais experientes e iniciantes, além de fomentar a formação de público e de novos artistas.

Essa atuação deve ocorrer por meio de editais, que deem

Uma das poucas experiências de galerias públicas,

transparência à ação da Galeria, permitindo também uma ação

como a proposta, é a Galeria Curto Circuito de Arte Pública,

equilibrada com a presença de artistas já consagrados e outros

que é uma iniciativa do Parque Tecnológico da UFRJ em

emergentes, cujos nomes ainda são desconhecidos, apoiando e

parceria com a Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ) e a

auxiliando a estruturar a carreira desses artistas quanto à

empresa Vallourec. Essa galeria expõe as obras de “professores e

preservação e difusão de suas obras, fazendo uma articulação com

alunos da EBA e de artistas reconhecidos nacional e internacionalmente”,

galeristas importantes da cena nacional.

Além

de

representar

os

transformando uma área de 350 mil metros quadrados artistas

nacional

e

internacionalmente, uma Galeria, como explica a Galeria Luciana Brito (s/d), também auxilia na organização da carreira dos artistas a ela ligados.

Nesse sentido, um artista iniciante, de uma cidade do interior, tem muita dificuldade de acessar as galerias consagradas, situadas nas grandes capitais, sendo a Galeria Pública uma forma de acesso e início da carreira desses artistas. 22

“ em uma área de experimentação da arte aliada à tecnologia e inovação.” PARQUE TECNOLÓGICO UFRJ, s/d.

Outro aspecto que nos interessa nessa experiência é a articulação entre a Galeria, o espaço do Parque, as

universidade e entidades ou empresas de São Carlos, e a paisagem no seu entorno da Galeria, visando à preservação e à conscientização sobre questões sociais atuais, como a diversidade

étnica,

cultural

sustentabilidade ambiental.

e

de

gêneros,

ou,

a


O sentido em que procuramos usar é, assim, o de um espaço

mais suave e integrada com o exterior, incentivando de

abstrato e interpretativo, mas também físico e material aberto, de interações

forma indireta a permanência e uso mais acentuado do

e encontro de diferenças sociais, étnicas e culturais que, aí, tendem a

equipamento, dando maior oportunidade dos usuários

suspender ou a reduzir sua desconfiança mútua que se condensa sobretudo na

cidade contemporânea. Abreu, Ferreira e Fortuna, 1999.

dialogarem com as atividades da Galeria. É importante ressaltar também que através da

implantação do equipamento dar-se a qualificação urbana, a preservação e a recuperação ambiental que integra o córrego Monjolinho com o cotidiano dos usuários dessa região e não mais como uma barreira física.

Em dezembro de 2018 inauguramos o terceiro ciclo da Galeria Curto Circuito de Pretende-se, portanto, oferecer um equipamento de

Arte Pública. Nesta nova fase, os artistas Joana Perez, Paula Peregrina, Matheus

exposições voltado integralmente para a fruição da

Simões, Fátima Aguiar e o coletivo composto por Julie Pires, Marcelo Ribeiro,

população, que permita a sua apropriação por parte dos

Francisco Freitas e Danielle Mendes apresentam cinco novas obras com inspirações que

artistas locais e que promova futuros artistas na cidade.

vão do tema diversidade de gênero à sustentabilidade ambiental. Foram utilizadas técnicas variadas como a bi construção e a realidade aumentada, com suporte do

A Galeria deve articular o espaço público com o seu

Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia.

espaço interno, criando diálogos diretos com o entorno do edifício e com essa região da cidade.

(COPPE/UFRJ). (PARQUE TECNOLÓGICO UFRJ, s/d)

Dessa maneira, a espacialidade se constrói a partir de um núcleo central, distinguido apenas por diferentes patamares, o qual segue a topografia natural do lote onde está inserido e que cria um passeio pela Galeria de maneira 23


24


REFERÊNCIAS PROJETUAIS 25


MASP Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand| São Paulo | São Paulo | Brasil Arquiteto(s): Lina Bo Bardi Disponível em: https://abravidro.org.br/blog/sede-do-masp-50-anos-de-vidro-econcreto/ . Acesso em 15 novembro 2019

26


MASP Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Local:

Arquitetura: Lina Bo Bardi São Paulo, São Paulo, Brasil Ano Projeto: 1967 Área do Projeto: 10.000m² 27


No centro de São Paulo surge uma grande caixa de concreto

de estrutura e materialidade em concreto e vidro; ideia de

sustentada “apenas” por dois pórticos vermelhos. Esse é o

vazios – conceito de tempo no qual o espectador é quem

contraste impactante que o MASP causa nas pessoas que estão a

domina e gera o espaço; áreas externas e internas livres –

caminhar pela Avenida Paulista.

espaço gerido pelo visitante, sem obriga-lo a tomar uma direção ou outra, permitindo sua livre movimentação;

Com uma arquitetura simples, a ideia de criar um grande vão livre para dar a visão para o Belvedere, foi a resposta da

MASP é composto de quatro níveis, sendo que os

arquiteta para esse fator decisivo, que estava escrito no contrato

dois níveis acima do nível da rua, tem o ímpeto de romper

de doação do terreno para a execução do museu.

com a cronologia da história da arte e da a base para um novo diálogo entre as peças e os usuários. E nos pavimentos

28

Diante de tais informações, foi possível usufruir de ideias

abaixo do nível da Avenida Paulista existe um programa que

para a formação do projeto Galeria de Arte(s), como: ponto

abraça a questão educativa do museu, fomentando debates

privilegiado da cidade – cruzamento de dois eixos viários: Avenida

sobre as temáticas e abrindo suas portas para a formação

Dr. Francisco Pereira Lopes e Rua Carlos Sasso Garcia; arquitetura

de novos pensadores.


O MASP tem a missão de [...] ampliar, preservar, pesquisar e difundir seu acervo, bem como promover o encontro entre públicos e arte por meio de experiências transformadoras e acolhedoras. Lina Bo Bardi

MASP Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand São Paulo | São Paulo | Brasil Arquiteto(s): Lina Bo Bardi Disponível em: https://abravidro.org.br/blog/sede-domasp-50-anos-de-vidro-e-concreto/ . Acesso em 15 novembro 2019

29


MAC Museu de Arte Contemporânea de Niterói | Rio de Janeiro | Brasil Arquiteto(s): Oscar Niemeyer Disponível em: MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Impressionismo. Disponível em: http://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo19/impressionismo/. Acesso em 15 novembro 2019.

30


MAC Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Local:

Arquitetura: Oscar Niemeyer Niterói, Rio de Janeiro, Brasil Ano Projeto: 1996 Área do Projeto: 2.500m²

31


Com um programa diverso e uma forma poética, o MAC é um dos museus mais emblemáticos do Brasil. Construído à margem da Baia de Guanabara, sua forma surge como uma taça que pousa sobre a pedra do mirante da Boa Vista em Niterói.

Seu diálogo com a paisagem é pautado pelo contraste e pela grande praça que esta “espaçonave” está pousada. Com 2.400 metros quadrados de área livre, a

praça faz com que o museu dialogue com o entorno da baía de maneira direta, sendo assim, a orientação articuladora de todo o projeto da Galeria de Arte(s). Aprofundando-se na ação da paisagem, buscando a invasão do parque linear urbano às margens do Rio Monjolinho ao interior, numa tentativa de transformar a natureza em arte.

MAC Museu de Arte Contemporânea de Niterói | Rio de Janeiro | Brasil Arquiteto(s): Oscar Niemeyer Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-81036/ classicos-da-arquitetura-museu-de-arte-contemporanea-de-niteroi-oscar-Niemeyer Acessado em: 15 novembro 2019.

32

Ao anoitecer, suas luzem criam a ilusão que o museu está flutuando na paisagem pois está a 10 metros do nível da baia de Guanabara.


MAC Museu de Arte Contemporânea de Niterói | Rio de Janeiro | Brasil Arquiteto(s): Oscar Niemeyer Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-81036/classicos-da-arquiteturamuseu-de-arte-contemporanea-de-niteroi-oscar-Niemeyer Acessado em: 15 novembro 2019.

Eu não queria um museu de vidro, mas uma grande sala de exposições rodeada por paredes retas e por uma galeria que protege e permite que os visitantes façam uma pausa de vez em quando para apreciar

Dividido em três níveis, no subsolo, se encontra um

a bela vista.

auditório para 60 pessoas, o restaurante e sanitários. Já no primeiro pavimento tem-se o salão principal e sua varanda

Oscar Niemeyer

de 360° que mostra todo o entorno do museu. E no ultimo nível, ficam as cinco galerias com a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil. 33


Robie House / Chicago / Ilinois / Estados Unidos Arquiteto(s): Frank Lloyd Wright DisponĂ­vel em: https://www.archdaily.com.br/br/01-94257/classicos-daarquitetura-frederick-c-robie-house-slash-frank-lloyd-wright/. Acesso em 15 novembro 2019.

34


Robie House Frederick C. Robie House

Arquitetura: Frank Lloyd Wright Local: Chicago, Illinois, Estados Unidos Ano Projeto: 1910 Área do Projeto: 1.214m² 35


Reconhecida como o melhor exemplo da Prairie School, a Robie House foi um marco para a arquitetura moderna

estadunidense.

Construída com linhas planas e diversas camadas, portanto, um conjunto de sobreposições de planos horizontais, o desenho da casa parte do centro. Ou seja, é a partir da área da lareira, que saem os demais programas da casa.

Sem uma entrada definida ou um ponto de referência específico, a casa toda é vista pelas suas grandes lajes em balanço nas diversas sacadas que a casa tem em prol de proteger seu interior.

Além disso, assim como o projeto proposto de uma Galeria de Arte(s), a arquitetura desta casa apresenta janelas fora do padrão compostas por peças de vidro transparentes, geralmente com representações da natureza. 36


Robie House / Chicago / Illinois / Estados Unidos Arquiteto(s): Frank Lloyd Wright DisponĂ­vel em: https://www.archdaily.com.br/br/01-94257/classicos-da-arquiteturafrederick-c-robie-house-slash-frank-lloyd-wright/. Acesso em 15 novembro 2019.

37


38


ÁREA DE INTERVENÇÃO 39


TERRENO E PONTOS CULTURAIS

A área do projeto está próxima à região onde o

A área escolhida para a intervenção é o Parque Linear do

Córrego do Monjolinho encontra o Córrego do Gregório e o

Córrego do Monjolinho, na cidade de São Carlos, próximo dos

Mineirinho. Próxima à chamada “curva do Joinha” e do

principais polos de educação do Estado de São Paulo (USP, UFSCar

bairro Vila Pureza, região historicamente ocupada por

e UNICEP).

negros, desde o final do século XIX.

São Carlos, fundada em 1857, está localizada na região

Deve-se observar que a crescente urbanização dessa

central do Estado. O cerrado foi a vegetação original

região a partir dos anos 1990, com a instalação do SESC São

predominante, ocorrendo nos terrenos arenosos do planalto.

Carlos e do Shopping Iguatemi, além de condôminos de alto

Sobre as manchas de solos férteis existia uma exuberante

padrão e de classe média, refletiu-se numa expansão com

vegetação da Mata Atlântica. “A vegetação atual encontra-se

um ordenamento da cidade difuso. É necessário a ação do

bastante fragmentada e empobrecida predominando cerrado com

governo local para requalificar essa área, carente de

diferentes fisionomias, floresta estacional sem decídua, mata

espaços públicos, dotando a área de equipamentos que

ripária e capoeira”. Mas, ainda são encontrados vários exemplares

permitam

de araucária de grande porte, árvore-símbolo da cidade. (SOARES,

desenvolvimento da vida humana em sua plenitude, com as

SILVA e LIMA, 2003)

possibilidades de avanço tecnológico, progresso material e

que

a

cidade

cresça,

possibilitando

o

intelectual de todos os estratos sociais, conforme nos No local, pode-se observar uma vegetação bastante densa

numa das áreas mais preservadas do córrego.

ensina Frederick Law Olmsted, um dos pioneiros no planejamento da paisagem nos Estados Unidos.

Destaca-se também que o córrego do Monjolinho é, historicamente, um curso d’água importante que liga a região noroeste da cidade com o centro e que com o passar dos anos sofreu várias intervenções que não beneficiaram os córregos fazendo com que a cidade desse as costas para seus cursos d’agua 40

Segundo Olmsted, a cidade como um conjunto de casas alinhadas e geminadas e de ruas em malhas ortogonais serviria somente à propósitos militares, além de não permitir soluções espaciais adequadas à


vida humana. A inexistência de espaços livres entre as residências também não propiciaria o surgimento de áreas livres para a implantação de lugares para a realização de atividades ao ar livre ligadas à vida cotidiana dos moradores, além de gerar uma melhor definição da forma urbana. A introdução destes elementos presentes na vida rural (espaço, insolação, ventilação) na organização do tecido urbano seria implementada pelo arquiteto paisagista, efetivando a Metrópole como o lócus ideal para o Homem. (GALENDER, 2003, p. 2)

Ainda segundo o plano diretor, esta é uma zona caracterizada pela disponibilidade de infraestrutura já existente, porém ainda possui diversos vazios urbanos dispersos que podem ser usados para parcelamento do solo ou edificações, como é o caso do terreno escolhido para a

A área escolhida faz parte da área de APP (área de

Galeria, que se encontra numa área pública vazia.

preservação permanente) do Córrego do Monjolinho. Nela existe uma massa arbórea densa que será preservada.

Nesse sentindo a zona um deve ser mais densamente ocupada, visto que há uma infraestrutura existente e que

O plantio de novas mudas nas margens do Córrego

segue o eixo de expansão da cidade (sentido Noroeste) e

será intensificado, de forma que ajude a proteção de suas

que haja um investimento na parte de mobilidade urbana

margens, melhorando a qualidade de suas águas. Para os

pois a região carece de meios mais fluidos de circulação.

canteiros projetados foram escolhidas plantas resistentes ao sol intenso, e espécies nativas que sejam de fácil adequação ao solo e ao clima da cidade.

De maneira geral, o perfil da cidade possui diversos pontos culturais, como os exibidos em mapa. Porém nenhuma com caráter, inovador, onde os espaços

A região do projeto é de uso misto, com

comportem obras de diversos artistas emergentes, ou seja,

concentração de classes mais abastadas á sul e menos

artistas que ainda não se consolidaram e estão começando

abastadas a norte. De acordo com o mapa, a área de

no mundo da arte. Além disso, a Galeria de Arte(s) dará aos

intervenção está localizada na Zona 1 (um), que conforme

novos artistas a chance de expor, vender e ter um primeiro

plano diretor trata-se de uma área de ocupação induzida.

contato com o público. 41


9 10

7 6 5 12

11 4 8

Zona 1

3

2

Terreno de Intervenção

42

1

Estação Ferroviária

2

CEMAC | Centro Municipal de Arte e Cultura

3

Orquidário Municipal Maria de Lourdes Bertolani Pereira

4

Centro Municipal de Cultura Afro-brasileira Odette dos Santos

5

Museu da Ciência Professor Mário Tolentino

6

Teatro Municipal Doutor Alderico Vieira Perdigão

7

Praça XV de Novembro

8

CDCC Centro de Divulgação Cientifica e Cultura da USP

9

USP Universidade de São Paulo

10

São Carlos Clube

11

SESC São Carlos

12

Shopping Iguatemi

1

N ESC 1:30000 Planta Baixa Mapa Geral Cidade de São Carlos Fonte: Acervo Pessoal 2019 – AutoCAD


Parque Santa Felícia

USP

Planalto Paraíso

Jardim Alvorada

Jardim Paraíso

Parque Santa Mônica Parque Santa Mônica

Condomínio Residencial Faber II

Parque Santa Mônica II

Imagem da área de intervenção Fonte: Google Earth Acesso em 05 novembro 2019

SESC

43


Área de intervenção

Av. Francisco Pereira Lopes (sentido USP)

Imagem da área de intervenção Fonte: Google Earth Acesso em 05 novembro 2019

44


Córrego do Rio Monjolinho

Rua: Carlos Sasso Garcia

Av. Francisco Pereira Lopes (sentido Rotatória do Cristo) Imagem da área de intervenção Fonte: Google Earth Acesso em 05 novembro 2019

45


ACESSIBILIDADE De fácil acesso, a Galeria localiza-se em uma área de médio e alto fluxo de pessoas e carros. Nota-se ao visualizar o mapa ao lado direito, que pelo projeto estar situado nas proximidades de

locais já citados anteriormente na página X, a via de principal acesso – Avenida Doutor Francisco Pereira Lopes, que tem apenas um sentido, é utilizada por pessoas que tem esses locais como

Área de Intervenção do Projeto A

Rodovia Washington Luiz

B

Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Júnior Rua Doutor Marino Costa Terra

principal destino, ou partida, obrigando-as passar em frente ao

Rua Lourenço Inocentini

projeto.

Avenida Capitão Luíz Brandão Avenida São Carlos Rua Miguel Petroni Avenida Morumbi Rua Coronel José Augusto de Oliveira Salles Avenida Getúlio Vargas Avenida Doutor Germano Fher Júnior Avenida Comendador Alfredo Maffei Rua XV de Novembro Avenida Doutor Carlos Botelho Rua Monteiro Lobato Rua Doutor Walter de Camargo Schultzer Avenida Trabalhador São Carlense Avenida Francisco Pereira Lopes Rua João Miguel Avenida Bruno Ruggiero Filho Avenida Parque Faber Avenida Henrique Gregori Avenida Grécia Rua João Lourenço Rodrigues Avenida Doutor Heitor José Reali Rua Visconde de Inhaúma Rua Monteiro Lobato

46


B

A

N ESC 1:30000 Planta Baixa Mapa Geral Cidade de São Carlos Fonte: Acervo Pessoal 2019 – AutoCAD

47


INFRAESTRUTURA De fato, a revitalização destas áreas pode tanto remediar uma serie de carências urbanas, como a falta de equipamentos urbanos e habitações, ausência de vida econômica local e áreas de lazer, quanto contribuir para a preservação das identidades Depois de uma análise local mais detalhada, foi possível

locais, ao mesmo tempo que se modifica o tecido urbano.

perceber que a área apresenta um caráter fortemente residencial, com tudo, é importante destacar que há uma diferença social ao

Mendonça, 2001

longo do córrego. Na região ao Sul e Oeste, a partir da Galeria, as residências são de renda mais alta, enquanto que ao Norte e a Leste estão localizadas residências de rende média ou baixa.

A área está localizada no Eixo Estruturante 1 (da Avenida Miguel Petroni e Avenida Miguel João, entre a Avenida Francisco Pereira Lopes e a rotatória com a Avenida Bruno Ruggieiro Filho.) e próximo ao Eixo Estruturante 3 (da Avenida Comendador Alfredo Maffei, da Rotatória do Cristo até a Rua Visconde de Inhaúma), portanto é enobrecida com vias de fluxo intenso e de uso misto como a Av. Miguel Petroni, Av. Bruno Ruggiero e a Av. Comendador Alfredo Maffei.

Área de Intervenção do Projeto Comércio

Dessa maneira o projeto provê a qualificação da estrutura

48

Residencial Misto

urbana, consolidando uma ocupação dos vazios urbanos que

Institucional

estão próximos a esses Eixos Estruturantes de modo a atrair a

Hospital – Santa Casa Vegetação

população para essa região.

Córregos


N ESC 1:30000 Planta Baixa Mapa Geral Cidade de São Carlos Fonte: Acervo Pessoal 2019 – AutoCAD

49


50


PROJETO 51


52


PARTIDO ARQUITETÔNICO A primeira escala em que o projeto se insere é o urbano, apresentando uma proposta que ultrapassa seus limites físicos e considera o meio que está inserido tendo com contexto a paisagem para incentivar a reconexão do usuário com a natureza ao seu redor.

A cidade não pode ser vista meramente como um mecanismo físico e uma construção artificial. Esta é envolvida nos processos vitais das pessoas que a compõem: é um produto da natureza e particularmente da natureza humana.

Se o homem utiliza e molda a cidade, a recíproca é totalmente verdadeira. Garnier 1997.

Park, 1973.

A proposta urbana consiste em três questões principais: primeiro, incentivar o uso dos pedestres e ciclistas da estrutura do parque linear para mobilidade e lazer e priorizar o meio ambiente e suas condições pré-estabelecidas.

Segundo, ressignificar determinados espaços da cidade, os

transformando em espaços públicos de qualidade; e por fim, o ultimo ponto, que busca a ocupação de áreas institucionais vazias

Estes novos espaços, junto com os espaços e equipamentos já existentes, como as universidades, praças, e os demais equipamentos culturais podem formar um sistema de lazer para a cidade, possibilitando o acesso a áreas qualificadas e democratizando o ambiente urbano e o acesso a equipamentos públicos de qualidade.

Comer, sentar, falar, andar, ficar sentado um pouquinho tomando sol... A arquitetura não é somente uma utopia, mas um meio para alcançar certos resultados coletivos. A cultura como convívio, livre escolha, liberdade de encontros e reuniões.

contemplando com uma Galeria de exposições artísticas, incentivando ações culturais que possam melhorar a vida pública e

Lina Bo Bardi.

cotidiana da população além de criar uma plataforma de apoio para novos artistas.

53


20.5m²

1

secretaria

18m²

1

diretoria

21.5m²

1

reunião

36m²

1

reserva técnica – acervo

84m²

1

almoxarifado

10m²

1

bilheteria

13.6m²

1

sanitário feminino

9m²

1

sanitário masculino

9m²

1

descanso

30m²

1

copa

30.5m²

2

118m²

1

hall externo

890m²

1

hall interno

382m²

1

guarda volumes

42m²

2

café

54m²

110m²

2

exposições interna

785m²

953m²

1

exposições externa

336m²

3

exposições vertical

21.3m²

17m²

44m²

1

auditório

75.7m²

circulação interna horizontal

141m²

91m²

1

sala de aula

35m²

circulação interna vertical –

150m²

1

laboratório de produção

71.4m²

1

sanitário feminino com PNE

36m²

1

sanitário masculino com PNE

36m²

1

sanitário família

9m²

287m²

circulação externa vertical –

221m²

estacionamento

917m²

ponto de ônibus

36.6m²

743m²

apoio

circulação externa horizontal seguimento de 4 rampas com 4.88% de inclinação; 3 lances de escadas com H=0.18 e L=0.3

54

área de estar livre

sala apoio das exposições

seguimento de 3 rampas com 4.88% de inclinação

1

3

131m²

21.5m²

137m²

48.7m²

social

recepção

funcionários

1

administração

PROGRAMA DE NECESSIDADES


Avenida Francisco Pereira Lopes

0

5

10

20

30

55


CONDICIONANTES

O terreno escolhido, para implantação do projeto, carrega as características da cidade de São Carlos, possuindo clima tropical de altitude com inverno seco e verão chuvoso.

A principio, antes das alterações para execução de projeto, o terreno apresentava topográfica fortemente declivada rumo Avenida Francisco Pereira Lopes, onde foi planejada para abrigar a entrada principal da Galeria.

Neste ponto – de nível mais baixo – do terreno, ficam os ruídos mais altos, providos de movimentação veicular e humana.

Condicionada por estes fatos, e pela afirmação do plano diretor – avenidas posicionadas no eixo estruturante, não pode haver construções com no mínimo 10 metros de testada – a proposta projetual propõe hall de acesso principal recuado, consequentemente beneficiado por áreas de estar para usufruto da população local e legalização da Galeria de Arte(s). 56


PĂ´r do Sol

Ventos Dominantes

maiores ruĂ­dos Nascer do Sol 0

5

10

20

30

57


TOPOGRÁFICA MODIFICADA

A proposta de acompanhar a topografia ao máximo faz com que a galeria possua vários níveis diferentes, sendo assim, as ligações são feitas através de rampas, essas com inclinação suave abaixo de 5% , e são acessíveis a todos que desejem circular verticalmente. Também foram criadas escadas, mas estas se dão apenas no acesso esterno da galeria. A Galeria possui dois patamares em que a edificação acontece, que são eles: Patamar Nível 4.00: com área administrativa, educativa,

sanitários , almoxarifado, café externo, galeria I, sala de apoio I, chapelaria, café interno, hall interno, bilheteria, área de convivência e carga e descarga. Patamar Nível 6.00: com exposição vertical, hall interno, galeria II, sala de apoio II, exposição externa, circulação externa e carga e descarga. Já o acesso á edificação se dá através de rampas e escadas que ligam o passeio público do nível 1.00 ao nível 4.00, patamares e estares desenham um acesso descontraído, e fácil de ser trajeitado. 58


14 13 12 11 10 9 8 7 6 5

4 3

2

1

0 59


IMPLANTAÇÃO

Perspectiva Sudoeste - Conveniência As margens da Galeria, do lado sudoeste, a comunidade local e os visitantes podem desfrutar de uma área de descanso, guarnecida com arborização, canteiros, bancos e acesso fácil. O ambiente é público e sem restrição de acesso podendo ser usado em qualquer período do dia.

Na região nordeste encontra-se o acesso para automóveis

ao

estacionamento,

estação

de

embarque e desembarque ao transporte público ponto de ônibus, para integrá-lo a galeria foi usada a mesma linha projetual, com brises (fig.1) de madeira, proporcionando melhor conforto.

(fig.1)

implantação 0

60

10

20

40

60


61


COBERTURA Detalhe Laje

Capa de concreto

Placa de EPS

Vigota treliçada

Armadura transversal

Detalhe Condutor Pluvial A cobertura escolhida para a edificação foi Laje com 3% de inclinação, impermeabilizada e com enchimento de EPS. Neste

Grelha Metálica Inoxidável

formato busca-se um menor peso sobre a estrutura de apoio,

Anel PVC corte vertical

menor custo e trabalho de manutenção após construído, redução PVC

na quantidade de materiais utilizado com a inexistência de telhas,

250mm

madeira e metal pro telhado. Foram levados em consideração para uso dessa cobertura: • Maior vão a ser vencido; • Peso; • Conforto térmico;

planta cobertura

• Conforto acústico; 0

62

2.5

5

10

15


63


ESTRUTURA Esquema Estrutural

Laje Inclinada Viga

A escolha do concreto propendido leva em consideração o menor custo construtivo, facilidade de contratação de mão de obra, além de trazer benefícios para pontos como climatização, resistência a fogo, facilidade para ampliações e intervenções uma vez que ele pode ser usado em estruturas monolíticas tendo bom desempenho na transferência de esforços do concreto novo para o concreto velho. Sapata Baldrame

Para vencer o vão de doze metros foi calculado foram

Pilar

calculados as seguintes medidas: Contrapiso

• Laje 0.40; • Viga 0.96; • Pilar 0.30 x 0.30 x 6.00;

planta estrutura

• Contrapiso 0.15 0

64

2.5

5

10

15


65


PLANTAS 1

recepção

2

secretaria

3

19

área de estar livre

diretoria

20

hall externo

4

reunião

21

hall interno

5

reserva técnica – acervo

22

guarda volumes

6

almoxarifado

23

café

7

bilheteria

24

8

sanitário feminino

exposições interna

9

sanitário masculino

25

exposições externa

10

descanso

11

copa

26

exposições vertical

12

sala apoio das exposições

27

auditório

13

circulação interna horizontal

28

sala de aula

29

laboratório de produção

30

sanitário feminino com PNE

31

sanitário masculino com PNE

14 15

circulação interna vertical – seguimento de 3 rampas com 4.88% de inclinação

circulação externa horizontal circulação externa vertical –

16

66

seguimento de 4 rampas com 4.88% de inclinação; 3 lances de escadas com H=0.18 e L=0.3

17

estacionamento

18

ponto de ônibus

32

sanitário família

planta baixa 0

2.5

5

10

15


15

25 13

26 14

12

24

14

26 26 14 24

24 22

23

27

21

12

7

15

30 31 20

19

17

13 16

16

16 16

19

5

32 8 9

23

10

2

11

3

1 6 28

17

29

4 17

19

16

17 18

67


Perspectiva Sudeste Entre as duas vias da Av. Francisco Pereira Lopes, passa o Rio do Monjolinho e, para interligar os dois lados da via o projeto inclui esta ponte, que acontece em generosos patamares, facilita o acesso dos pedestres que estão no sentido Sul/Norte da avenida à Galeria, além de permitir o

trânsito da comunidade local entre os dois lados da via.

A ponte também conta com áreas de descanso equipada com Guarda-corpo e corrimão de vidro, bancos e bicicletário, paisagismo e acessibilidade são os itens de destaque neste conjunto.

Perspectiva Sul Ciclovia a esquerda, e ponte sobre o córrego do Rio Monjolinho ao centro.

planta | ponte de acesso 0

68

2.5

5

10

15


69


Perspectiva Sudeste

Como já mencionado, o acesso da Galeria se dá através de escadaria e rampa. Para proporcionar um deslocamento suave os dois acessos compartilham do mesmo patamar no nível 1.75 m. e 3.25m. A rampa com inclinação de 4.88% dispõe de bancos e vegetação

em

suas

extremidades

horizontais,

acompanhando sua inclinação de forma suave., e separando cada lance.

Esquema calçada Intertravado

Areia média

Guia de concreto

Bica corrida Solo compactado

planta | áreas de estar externas

Perspectiva Norte 70

0

2.5

5

10

15


71


Perspectiva Café Externo Espaços confortáveis, com iluminação e ventilação natural, aproveitando da agradável temperatura que confere à cidade de São Carlos o titulo de “Cidade do Clima”, permitem ao Café Externo ser um ambiente despojado para refeições rápidas.

Perspectiva Circulação Interna Horizontal Acesso às áreas educativas, administrativas, almoxarifado, sanitários

e demais áreas internas

estão concentradas em uma único setor da edificação. As áreas estão interligadas através de um amplo corredor que privilegia a circulação.

planta | aproximação 0

72

2.5

5

10

15


73


Perspectiva Sudoeste – Fachada Através da perspectiva sudeste, do lado direito encontra-se o estacionamento nos níveis zero e dois. Seu acesso para pedestres se dá através da calçada e escadaria para o segundo patamar. A partir dele podese ter acesso à Galeria através das rampas ou escadas. Na parte central da perspectiva encontra-se um dos patamares de descanso das rampas, ao fundo está a

parede de brise e pele de aço da fachada do Café Externo.

Do lado esquerdo a fachada perpendicular facilita a entrada da luz nos brises feitos em madeira contribuindo para a iluminação interna e conectando a extremidade sudoeste da Galeria ao Hall Externo

onde estão o setor administrativo, educativo, sanitários e almoxarifados, bilheterias, e o principal acesso à Galeria.

planta cobertura 0

74

2.5

5

10

15


3

1

4

5

2

6

7

1 – Recepção 2 - Almoxarifado 3 - Secretaria 4 - Administração 5 - Sala de reunião 6 - Sala de curso 7 – Lab. de produção Porta Camarão Divisor de ambiente articulável.

75


Perspectiva Auditório A Galeria I está localizada no patamar nível 4, ela conta com espaço expositivo, auditório, sala de apoio à exposição, chapelaria, café interno e acesso a Galeria II no patamar nível 6. Janelas altas percorrem a galeria propondo leveza da cobertura, compondo assim o espaço de forma harmônica e minimalista. Com iluminação natural que favorece a fidelidade das cores, o seus 6 metros de pé direito acomodam obras de arte dos mais variados tamanhos, além de transformar o espaço em um ambiente arejado.

Perspectiva Hall Interno Janelas e brises fazem parte da fachada da galeria. Madeira e vidro foram escolhidos para estar em sintonia com o entorno e permitem ao visitante acompanhar o cenário externo. Café interno e Chapelaria levam a uma visita agradável através da comodidade que eles proporcionam, seja pelo posicionamento estratégico do café ou pelo caminhar de mãos vazias proporcionado pela chapelaria.

planta | aproximação 0

76

2.5

5

10

15


77


Perspectiva Rampas - Exposição Vertical A rampa que liga a Galeria I à Galeria II tem inclinação abaixo de 5% e com os seus 2.40 metros de largura transformam o deslocamento em um momento de contemplação das artes ali expostas. Sua exposição acontece de maneira vertical apoiadas em placas de vidro suspensa, que tem como plano de fundo o jardim interno.

Perspectiva Galeria II Assim como acontece no patamar 4, na Galeria II, no patamar 6, a iluminação, ventilação e pé-direito alto são características marcantes. A Galeria II oferece espaço expositivo, sala de apoio à exposição, Hall de circulação interna e rampas com exposição vertical. A conexão entre a área de exposição horizontal e vertical é interrompida apenas por um guarda corpo de vidro e aço que setoriza os ambientes e preserva a segurança dos que por alí circulam.

planta |aproximação 78

0

2.5

5

10

15


79


Galeria II

Galeria II 80


Exposição Externa Perspectiva Noroeste

Exposição Externa Perspectiva Nordeste 81


82


83


84


85


86


87


88


89


BIBLIOGRAFIAS 90


91


ABREU, Paula; FERREIRA, Claudino; FORTUNA, Carlos. Espaço público urbano e cultura em Portugal. Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 52/53, novembro 1998/fevereiro 1999.

BOURDIEU, Pierre. Espaço físico, espaço social e espaço físico apropriado. Estudos Avançados, vol.27 no.79, São Paulo, 2013. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010340142013000300010 Acessado em 05/09/2019.

BRITO. Luciana. Site oficial da Galeria Luciana Brito. Disponível em http://www.lucianabritogaleria.com.br. Acessado em 15/11/2019.

CULTURA E MERCADO. Cultura e Desenvolvimento Social. Cultura e Mercado, 2002. Disponível em https://www.culturaemercado.com.br/site/cultura-edesenvolvimento-social/ Acessado em 22/09/2019.

GALENDER, Fany Cutcher. A Ideia de Sistema de Espaços Livres Públicos na Ação de Paisagistas Pioneiros na América Latina. Paisagens em Debate: Revista Eletrônica da área Paisagem e Ambiente, São Paulo: FAU.USP, n. 03, 2005, nov. Disponível em. http://www.fau.usp.br/depprojeto/gdpa/paisagens/artigos/2005 Fany-AmericaLatina.pdf. Acesso em 15/11/2019.

GARNIER. J. B. Geografia Urbana. 2ª Ed. Paris. 1997.

HARVEY, David. A Economia Política da Urbanização. Palestra proferida em Brasília, 2014. Publicada em24/06/2015. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=6wWUdFXVXrw Acessado em 08/09/2019.

92

PARK. R. E. A cidade: sugestão para investigação do comportamento humano no meio urbano. In: VELHO, Otávio Guilherme. O fenômeno urbano. 2ª Ed. Zahar Editores. Rio de Janeiro, 1973.

PARQUE TECNOLÓGICO UFRJ. Galeria Curto Circuito de Arte Pública. Site oficial. Publicado em 31/08/2017. Disponível em https://www.parque.ufrj.br/programasespeciais/ galeria-curto-circuito-de-arte-publica/. Acesso em 15/11/2019.

SOARES, J. J.; SILVA, D. W. da and LIMA, M. I. S.. O município de São Carlos, São Paulo, Brasil: vegetação original e situação atual. Braz. J. Biol. [online]. 2003, vol.63, n.3, pp.527-536. ISSN 1519-6984. http://dx.doi.org/10.1590/S151969842003000300019.


São Carlos 2019

Profile for daiane.macagnan

Galeria Pública De Arte(s)  

Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI)

Galeria Pública De Arte(s)  

Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI)

Advertisement