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O texto, de Ana Paula Baltazar dos Santos, se apóia em algumas questões muito presentes na arquitetura moderna: o virtual, o digital, e a interatividade. Através de uma rápida cronologia, apresenta o início do uso dos computadores na arquitetura, nos anos 60, até o surgimento dos programas CAD, e sua evolução. Contudo, a presença indiscutível dos computadores acaba por gerar uma confusão entre o que é digital, e o que é virtual: “Virtual não é necessariamente digital, embora possa ser. E o digital, na maioria das vezes, não é virtual.” A virtualidade tem muito mais a ver com o “evento”, ou seja, com o uso que se faz do espaço ou objeto, do que propriamente com o digital. Um objeto ou espaço realmente virtual “promove uma interatividade [...] entre sujeito, objeto e mundo”.

seminário virtualidade No que tange à arquitetura, a virtualidade estaria em espaços que permitam usos diferentes para necessidades diferentes, flexibilidade e interação entre os usuários. O texto finaliza com uma análise das facilidades que o digital pode criar na arquitetura virtual, citando dois exemplos bastante didáticos dessa interação: o Fresh Water Pavilion, na Holanda, que depende da interação dos visitantes para que surjam alterações temporárias no ambiente; e a Tenda Digital da escola de arquitetura da UFMG, que objetiva modificar virtualmente um espaço já existente, através de projeções e sons que interagem à presença e movimentos dos usuários.

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Ipod

Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/

Seguindo essa linha de pensamento, escolhemos o celular como objeto a ser problematizado e o Museu do Futebol no Pacaembu como espaço. O celular sofreu uma modificação significativa, através dos anos. É só observar um aparelho de dez anos atrás para perceber. O celular acumulou tantas funções em um único aparelho, que sua real função perdeu espaço, que é receber e fazer ligações. E isso gera um outro problema do mundo moderno e globalizado, que é o consumismo. Mesmo tendo um celular que faça e receba ligações, quando sai um modelo novo as pessoas colocam o seu de lado e compram o mais moderno.


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O futebol é uma paixão nacional que atinge todas as classes sociais. O Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, junta toda a história do esporte mais praticado no país, até a história de quem faz ele acontecer. Sendo um esporte que vai a todos os lugares e atinge a todas as pessoas, o Museu do Futebol também deveria ser itinerante e ir a todos os lugares, até mesmo pela analogia das partidas em si, que não são feitas em um estádio fixo, mas cada jogo em um estádio, em uma cidade. O museu não tem uma sequência de visitação linear, podendo os usuários andarem livremente pelas galerias, e interagirem com algumas de suas salas.

Museu do Futebol

Fonte: http://facomdpm.zip.net/arch2009-03-01_2009-

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