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Junho de 2012

Jornal da Civil Jornal da Civil

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Universidade de Santa Cruz do Sul - Ano II, Número III, Santa Cruz do Sul, junho de 2012

Veteranos dão boas-vindas aos calouros FOTOS: BANCO DE IMAGENS

Como ocorre tradicionalmente em todos os cursos de ensino superior do país, inclusive nos cursos da Unisc, os veteranos se organizam e preparam aquela recepção para os acadêmicos que estão ingressando no curso, em clima de muita brincadeira e integração. Os “bixos” do primeiro semestre de 2012, do curso de Engenharia Civil, foram surpreendidos no dia dois de março, com muita farinha, tinta, músicas e, é claro, muitas brincadeiras.

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No murão! O Centro de Treinamento da Tigre esteve na Unisc ministrando cursos da área de instalações hidrossanitárias para acadêmicos e profissionais da construção civil. Veja mais na PÁGINA 12.

Lajes apoiadas em obras de alvenaria estrutural: evita fissuras PÁGINA 5

Última aula da disciplina de Estradas recebe palestrante da UFRGS, em 2011

DA promove o primeiro torneio de futsal Abril foi o mês do futsal e também da solidariedade. No primeiro torneio de futsal promovido, pelo Diretório Acadêmico da Engenharia Civil, foram arrecadados agasalhos e entregues a entidades carentes.

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Jornal da Civil

Editorial

Por Daiana Carpes

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Enfim, o primeiro jornal de 2012 Após alguns percalços no caminho, está aí a primeira edição de 2012 do Jornal da Engenharia Civil. Nesta edição publicamos o artigo dos engenheiros civis João Rodrigo Mattos e João Fortini Albano, que analisam as possíveis causas do elevado

número de acidentes de trânsito nos feriados. Vale a pena ler a matéria que explica como funciona o projeto Praticando Engenharia: da teoria à prática. Além disso, apresentamos as dicas de livro, vídeos e as atividades realizadas pelo curso. Boa leitura a todos!

Vovô

Hum

or

Estavam o avô e o neto conversando, quando o neto diz: - Ah vovô eu vou desistir de engenharia, não consigo terminar! E o avô retruca para o neto: - Você pode desistir, mas eu e seu pai vamos continuar tentando!

Charge Expediente

Jornal da Civil Curso de Engenharia Civil da UNISC DA FALCÃO BAUER PRESIDENTE: Daniel Henrique Schwendler VICE-PRESIDENTE: Felipe Augusto Bonzanini TESOUREIRA: Fernanda Inês Schwingel VICE-TESOUREIRO: Caio Schuck SECRETÁRIA: Gabriela Grützmacher VICE-SECRETÁRIO: Roger Lehmen Landim ASSESSORA DE COMUNICAÇÃO: Thaís Couto Diretora de Assuntos Gerais: Geliane Mahl Diretor de Eventos Acadêmicos: Aldo Werle VICE-DIRETORA DE EVENTOS ACADÊMICOS: Vanessa Marilia Kaufmann Mergen DIRETOR DE EVENTOS ESPORTIVOS: Maurício Anton COLABORADORES: Danusa Vanessa Beise, Ariane Sterz COORDENADORA DO CURSO: Letícia Diesel SUBCOODENADOR DO CURSO: José Antonio Rohlfes Junior PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO: Daiana Carpes REPORTAGEM: Daiana Carpes e Daniel Henrique Schwendler REVISÃO: Roque Neumann e Beatriz Menezes Sperb IMPRESSÃO: Gráfica e Editora Pale TIRAGEM: 500 exemplares E-mail: danielhs2000@hotmail.com SITE: http://www.unisc.br/portal/pt/cursos/graduacao/engenharia-civil/apresentacao.html ENDEREÇO: Av. Independência, 2293, bloco 52, sala 5220 Santa Cruz do Sul/RS TELEFONE: (51) 3717 - 7382

Se você optou por cursar Engenharia Civil... Se, no processo seletivo para mente quando se está cursando cursar Engenharia Civil, você pas- engenharia. sou para um dos cursos de granDedicação - Um curso de engede probabilidade de ascensão de nharia requer dedicação exclusiva. mercado e de oportunidades de Se você está pensando em cursar trabalho, então siga essas dicas: outro curso, com o perdão do reuso da palavra, em paralelo com o de Relacionamento - É importan- engenharia, saiba que isso requer tíssimo estar antenado e conver- esforços heroicos para ser realizado. sando com as pessoas que fazem Estágio - Fique sempre atento o mesmo curso que você e os que para as oportunidades de estáfazem parte da coordenação do gio da sua região. Existem sites curso. Seu professor pode ser de cadastramento de estagiários sua primeira janela para o merca- como o CIEE que lhe darão um do de trabalho. Procure participar belo suporte na hora de procurar de projetos de pesquisa e exten- um estágio, inclusive ligando para são. Além de lhe dar acesso a você nas datas de seleções. Porvários professores e profissionais tanto, é importante manter seus que você não conhecia, poderá dados atualizados, e sempre dar ainda faturar um extra. uma olhada no site. Organização - Procure ser orAh, mas nunca coloque o estáganizado com seus afazeres, e gio na frente de seus estudos. Se busque sempre estar em dia com o horário de estágio impossibilita os assuntos passados em aula. que você pegue alguma disciplina Pode parecer uma repetição do importante para o andar do seu que você costumava ouvir duran- curso, eu recomendo que você te o período de colégio, mas esse converse com a pessoa que lhe conselho se aplica melhor à uni- ofereceu o estágio, e combine um versidade que à escola, especial- horário diferente.


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assadas as comemorações de Natal e fim de ano, mais uma vez a sociedade contabiliza o número de mortes nos feriados. As estatísticas são alarmantes, recorrentes e parecem fazer parte do dia a dia. No próximo ano, a história deve ser parecida. O Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN/RS contabiliza um total de 26 mortes nas rodovias gaúchas nos quatro dias do período de Natal e 10 mortes em quatro dias no Ano Novo, o que resulta em 6,5 mortes/dia no Natal e 2,5 mortes/dia nas comemorações do Ano Novo. Embora mortes sejam sempre indesejáveis, constata-se que a média de mortos no período de Ano Novo foi a menor dos últimos 11 anos, embora a média de mortos no Natal tenha sido a maior dos últimos 11 anos, de acordo com levantamentos feitos pela imprensa. Apresentados os dados de mortes em rodovias gaúchas nesse final de ano, resta tentar identificar quais são as possíveis causas para o seu elevado

número nos feriados. Cabe ressaltar que há um consenso de que um elemento causador de mortes nunca ocorre de forma isolada. Em geral, para ocorrência de um acidente, existe a interação motorista-veículorodovia-meio ambiente. Sendo assim, destacam-se as seguintes causas: - Quanto ao comportamento dos usuários, destacam-se a falta de habilidade dos motoristas da cidade ao conduzir veículos nas rodovias, a imprudência de muitos ao excederem a velocidade regulamentada, as ultrapassagens em locais proibidos, a falta de uso do cinto de segurança nos bancos dianteiros e traseiros, a desobediência às regras elementares de condução de veículos, a desatenção, o cansaço, a sonolência, entre outros; - Mesmo sendo uma causa de origem comportamental, destaca-se a ingestão de álcool e condução de veículos como uma causa importante de óbitos nas rodovias. Observa-se que a

fiscalização vem atuando bem como no caso da “balada segura”, porém tem sido insuficiente para conter e inibir motoristas transgressores que persistem em dirigir alcoolizados, notadamente nas festas de fim de ano e no carnaval, colocando sua vida e a de outros usuários da via em situações de risco; - Mais veículos por quilômetro de via significa maior potencial de acidentes. Assim, devido a facilidades de financiamentos e o cenário econômico favorável, ocorreu o aumento na frota de veículos nas vias, particularmente de motocicletas. Este dado explica parcialmente o maior número absoluto de acidentes e mortes; - As precárias condições das rodovias também constituem causa de acidentes e mortes. Poucas ampliações e duplicações, falta de conservação rotineira, periódica e restauradora do pavimento, raras remoções de objetos fixos próximos às faixas de rolamento como árvores, essas são algumas ações que a sociedade deve cobrar com mais veemência dos gestores das vias; - A fiscalização deve ser mais atuante. Sem dúvida, o medo da multa inibe a prática da infração de trânsito! Uma aposta na maior utilização de tecnologia de ponta como monitoramento da via, dispositivos eletrônicos de controle de velocidade, pesagem de veículos de carga, etc. constituem uma modernização e ampliação da fiscalização, extremamente necessária. Após a quantificação e identificação das causas dos acidentes com o devido tratamento estatístico, não fica difícil planejar uma ação sistêmica que possa minimizar o número de mortes após os feriados. Cabe então a pergunta: - Será que a solução da questão está na tomada de algumas medidas isoladas como remover as placas que sinalizam a existência de fiscalização eletrônica?

Artigo técnico

Possíveis causas do elevado número de mortes em acidentes de trânsito nos feriados

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Artigo de João Rodrigo Mattos,

M. Sc., Eng. Civil - Especialista em Pavimentação. Professor da disciplina de Estradas na Unisc.

João Fortini Albano, D. SC., Eng. Civil - Especialista em Sistemas de Transportes. Professor da disciplina de Rodovias na UFRGS


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Formatura Primeira turma da Engenharia Civil recebe diploma de graduação Após cinco anos de estudos, primeira turma do curso realiza o grande sonho

O

dia mais esperado chegou para Alexandre Käffer, Aurélio Nilsson, Bruno Feron Bisognin, Carnielo José Schuh, Charles Alexandre Anderson Luciano, Glaycon Matheus Cofferri, João Paulo Zuchetti, José Carlos dos

Santos Rosa, Josiane Luiza Frantz, Josué Goelzer, Mariana dos Santos Rüdiger, Samuel Augusto Schneider, Vinicius Schimuneck e Zuleica Margô Ripplinger. Essa foi a primeira turma do curso que colou grau. A formatura foi realizada no dia 11 de fevereiro e as comemorações aconteceram no salão do Complexo Gazeta Inside. O paraninfo da turma foi o professor José Antonio Rohlfes Junior; o patrono foi o professor Marco An-

BANCO DE IMAGENS

Formandos da Engenharia Civil brindam pela conquista

tonio Pozzobon; os pro- Leandro Olivio Nervis e Henrique Wild Stangarlin; fessores homenageados Leticia Diesel; o profes- e a funcionária homenaforam Christian Donin, sor amigo da turma foi geada Natalia Steinhaus.

Praticando Engenharia: da teoria à prática No ano passado, surgiu a ideia de um projeto direcionado para os acadêmicos da Engenharia Civil, com o intuito de suprir uma necessidade que muitos têm em comum: colocar a teoria em prática. Alguns alunos possuem dificuldade de assimilar a matéria teórica com sua aplicação prática, no caso em situações reais, às quais os acadêmicos, quando formados serão submetidos. Então surgiu o projeto intitulado Praticando Engenharia, que visa atender a essa necessidade, tentando aproximar os acadêmicos das situações reais. O objetivo principal é iniciar de forma experimental o projeto, para atender inicialmente a essa necessidade, e também podendo ser estendido como forma de desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa e extensão, de maneira articulada. Dessa forma,

permite uma formação global, tanto do aluno que participa, quanto dos demais alunos do curso. Ao mesmo tempo, a multiplicidade de experiências contribui para reduzir os riscos de uma especialização precoce.

Como funciona? Um grupo de alunos, com supervisão de um professor do curso, que seria o orientador do projeto, como: * Propostas para melhorias do município ou da região, direcionadas à engenharia civil, através de estudos e levantamentos promovidos pelos estudantes. * Criação de uma proposta, desenvolvendo um projeto de edifício ou habitação popular, visando à sustentabilidade. * Desenvolvimento de projetos de edifícios residenciais, utilizando propostas para alteração de processos cons-

trutivos, diminuindo custos e impactos ambientais. * Levantamento da compatibilidade de criação de usina de reciclagem de resíduos na região. * Análise de pontos de conflito de trânsito, para avaliar o que pode ser feito nos casos mais críticos. * Avaliar índices de

abastecimento e saneamento básico para detectar onde o investimento terá melhores efeitos. * Criar núcleo jovem do CREA. * Desenvolvimento de projetos e estudos que visam ao crescimento sustentável da região. Criação de um núcleo de estudos e de pesquisas. O projeto visa estender-se a todos os aca-

dêmicos, devendo ser iniciado com um grupo pequeno, por tratar-se de algo novo e desconhecido. Após determinado tempo, e conforme evolução e conhecimento adquiridos neste período experimental, estenderse aos demais alunos.

Texto produzido por Aldo Werle Acadêmico de Eng. Civil


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Saiba mais Etapas de fabricação são importantes para um concreto de qualidade Dicas essenciais para ter bons resultados durante o processo de fabricação do concreto

O

concreto é um material composto basicamente por cimento, agregados miúdos e graúdos, água, podendo conter outros elementos importantes como aditivos e adições. Uma grande parte dos problemas de patologia é causada pelas características desses materiais, quer pelas suas qualidades, como também pelo seu manuseio. A patologia, portanto, está relacionada a esses materiais. Uma adequada escolha do traço do concreto e as fases de concretagem são essenciais para garantir a qualidade e durabilidade da estrutura de concreto. A planificação de uma concretagem é essencial também para o bom desempenho e a durabilidade do concreto. A compacidade do concreto é a sua propriedade mais importante para resistir à penetração dos meios agressivos externos, minimizando significativamente a proteção das armaduras, a penetração dos agentes agressivos, como a carbonatação, o cloreto e/os sulfatos, que são os elementos agressivos mais importantes e comuns. Ela é expressa pela quantidade de matéria sólida contida em um determinado volume, ou a relação entre o volume sólido e o volume apa-

rente total. Sua função depende, principalmente da qualidade e quantidade dos materiais e da adequada proporção entre os mesmos. No entanto, à compacidade também pode ser afetada pelo transporte ou vibração inadequada, que causam a segregação do concreto. Normalmente, o controle de endurecimento do concreto compreenderá os seguintes pontos: 4 Assegurar um processo adequado de endurecimento, de maneira a evitar fissuras precoces; 4Manter segurança frente às distribuições de temperatura que se desprende durante o endurecimento do concreto, que possam acarretar em movimentos diferenciais durante a expansão térmica do concreto e que podem causar fissuras precoces; 4Atentar para a cura do concreto, muitas vezes é desprezada; 4Evitar eventual temperatura muito baixa durante a concretagem (<7°C) pode acarretar a inibição das reações químicas de endurecimento do cimento e, ao mesmo tempo, permitir a evaporação da água de mistura. Deve-se, portanto, assegurar que o concreto esteja maturado por pelo menos, 15 a 20 horas, antes de submetê-lo a temperaturas mais baixas. A velocidade de endurecimento se deve em grande parte à temperatura do concreto. Se a temperatura sobe, o endurecimento se acelera e vice-versa. Durante o endurecimento, o con-

BANCO DE IMAGENS

A qualidade do concreto está relacionada com o meio ambiente em que ele se encontra

creto gera calor. O vento e a temperatura acarretam a evaporação rápida da água de mistura do concreto. Um dos objetivos da cura do concreto é de assegurar que o concreto não seja submetido a tensões que originem fissuras devido a diferenças térmicas e à retração de secagem. Outro objetivo da cura é garantir que o concreto não seque e assegurar que a reação do cimento e água ocorra em toda a seção transversal e que a resistência corresponda à dosagem do concreto. A água livre do concreto é um pré-requisito importante para conseguir a resistência e a densidade desejadas. A falta de cura do concreto faz com que a sua primeira camada perca a água de hidratação, tornando-a fraca, de baixa resistência à abrasão, porosa e permeável aos agentes agressivos.

Dados a serem observados 4Se a evaporação da água for mais rápida que o aumento da resistência, a retração ocorrerá e a fissuração será factível. 4Se o ressecamento for grande, aumentando na medida do vento mais seco e da temperatura elevada, é possível que não haja água residual suficiente para a hidratação do cimento, com o que haverá perda de resistência, principalmente na região da superfície superior do concreto, tornando-a degradável e de menor resistência. Este fato acarreta também baixa resistência à abrasão em pisos industriais. 4Em temperaturas muito baixas e clima seco, haverá a hidratação muito lenta do cimento e a rápida evaporação da água, fatores (de perda de resistência) que provocam baixa resistência superficial do concreto à abrasão de pisos e pavimentos. 4A cura do concreto deve ser efetuada até que o mesmo atinja 70% do previsto noprojeto. 4O estudo das características mínimas de qualidade do concreto está relacionado com o meio ambiente a que o mesmo estará exposto. Fonte: http://tecnico-em-edificacoes.blogspot. com/2011/09/patologia-das-construcoes-iii.html


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Esporte Diretório Acadêmico promove o primeiro torneio de futsal Além das atividades esporti- a partida, os gols foram marvas, acadêmicos arrecadam cados por Caio Schuck, para a agasalhos para serem doados equipe D2, e Carnielo Schuh,

D

isputas acirradas e muitos gols marcaram o primeiro torneio de futsal da Engenharia Civil. O evento foi realizado no dia 14 de abril, no Ginásio da Unisc. Com uma média de 2,67 gols por partida, número que, se divididos pelo tempo jogado, será de um gol a cada três minutos e quarenta e cinco segundos. Do torneio participaram oito equipes de alunos da Engenharia Civil, podendo cada equipe contar com dois alunos de outro curso. As equipes foram divididas em duas chaves. Os dois melhores colocados se classificaram para as semifinais e, após, para a final. Os jogos da primeira fase começaram bastante disputados, com alguns atritos e cartões, tanto amarelos como vermelhos. Alguns jogos impressionaram pelo equilíbrio das equipes; outros pelo placar elástico, sendo a maior goleada de 8x2. Os jogos das semifinais foram bastante disputados. Após uma série de empates, ficaram definidos os finalistas. A partida final também foi decidida nas penalidades, após empate de 1x1. Durante

para a equipe C2. Na decisão por pênaltis, Caio Schuck, Pedro Radunz e Rodrigo Radunz, da equipe D2, converteram. Na equipe C2, Roberto Mainardi converteu, Carnielo Schuh errou e Johnatan da Cas converteu. Sendo assim, a equipe D2 se sagrou campeã. As equipes: Equipe D2: Rodrigo Radunz Pedro Back Radunz Marcelo Santos Roger Felipe Doss Jefferson Weirich Caio Augusto Schuck Equipe C2: Johnatan da Cas Paulo Roberto Becker Carnielo Schuh Gerson Ari Endler Lucas Rachor Fernando Moser Jonas Davi Helfer Roberto Schmid Solidariedade: A coordenação do evento solicitou a doação de agasalhos no ato da inscrição das equipes, para serem repassados a entidades carentes.As acadêmicas Fernanda Schwingel e Geliane Mahl entregaram os donativos no bairro Bom Jesus.

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Aula Acadêmicos da disciplina de Estradas I prestigiam palestra Professor Washington Peres Núñez explana sobre o Laboratório de Pavimentação da UFRGS

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a noite do dia 14 de dezembro de 2011, foi realizada na sede da SOAT, a aula final da disciplina de Estradas I, ministrada pelo professor João Rodrigo Mattos. Os acadêmicos assistiram uma palestra ministrada pelo professor Washington Peres Núñez, responsável pelo Laboratório de Pavimentação – LAPAV, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Após uma breve apresentação, o professor falou do LAPAV e de seus resultados. Comentou sobre o estado geral das rodovias pavimentadas no país e sobre as novas formas e os materiais usados na pavimentação. Um dos materiais estudados e que trouxe bons resultados, sendo que 1 km de pavimento com basalto equivalente a 2,2 km de pavimento com basalto alterado. Também é fruto de estudo, no LAPAV, a aplicação de geotêxteis (conhecido também por manta de Bidim) em camadas asfálticas trincadas como parte do recapeamento. Os estudos demonstraram que esse uso retardou em mais de cinco vezes o aparecimento de trincas na ca-

mada de recapeamento com geotêxteis. Foi também alvo de estudos a aplicação do chamado asfalto-borracha, que consiste na utilização de borracha na composição da camada asfáltica. Nesse estudo, observou-se que, no recapeamento com asfalto-borracha, a reflexão de trincas ocorreu 5 vezes mais lentamente do que no recapeamento com asfalto convencional. Segundo o professor, o próximo estudo terá como alvo o desempenho de misturas asfálticas produzidas e aplicadas a temperaturas intermediárias, misturas essas que apresentam redução de emissões (redução de aproximadamente 25% de CO2, 25% de SO2 e 20% de CO). Por fim, Washington apresentou algumas transparências sobre sustentabilidade voltada à área da pavimentação. Após a palestra, foi a vez da janta, ocasião em que todos puderam saborear alguns petiscos e carnes, além de trocar ideias com o professor Washington, quando surgiu o convite para que os alunos fizessem uma visita ao LAPAV, visita essa que será realizada e publicada neste jornal.

Após palestra, acadêmicos saborearam um delicioso jantar

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Dicas de Leitura Estruturas de Madeira Os autores apresentam os produtos de madeira e seu emprego em estruturas civis, as propriedades físicas e mecânicas da madeira e a metodologia de dimensionamento dos elementos estruturais no contexto do assim chamado método dos estadoslimites. As matérias são expostas de modo a considerar, ao mesmo tempo, as finalidades didáticas e profissionais da obra. Os critérios de dimensionamento são introduzidos a partir dos conceitos teóricos e dos resultados experimentais em que se baseiam, seguidos de aplicações práticas na forma de problemas resolvidos. PFEIL, Walter; PFEIL, Michèle. Estruturas de madeira. 6. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: LTC, 2003. 223 p. ISBN 978-85-216-1385-5 Localização na estante: 620.12 P527e 2003-6.ed.

Estruturas de aço: Dimensionamento prático O presente trabalho destina-se aos estudantes dos cursos elementares de estruturas de aço e também aos engenheiros projetistas. Os assuntos abordados são introduzidos com uma breve apresentação dos conceitos teóricos e dos desenvolvimentos em pesquisa que fundamentam os procedimentos adotados atualmente no projeto de estruturas de aço de edificações. Os critérios de projeto são apresentados focalizando- se a norma brasileira NBR 8800/2008 e, em alguns casos, referindo-se às normas americanas aisc e europeias eurocode 3 e eurocode 4. Todos os capítulos incluem uma série de problemas resolvidos, em ordem crescente de dificuldade e com aplicações práticas dos critérios de projeto expostos no texto. Cada assunto é encerrado com uma série de problemas propostos e/ou perguntas para reflexão e verificação de assimilação de conteúdo. PFEIL, Walter; PFEIL, Michèle. Estruturas de aço: dimensionamento prático. 8. ed. atual Rio de Janeiro: LTC, 2009. 357 p. ISBN 978-85-216-1611-5 Localização na estante: 691.7 P527e 2009-8.ed.


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Trote Calouros são recepcionados pelos acadêmicos da Engenharia Civil Veteranos do curso deram as boas-vindas aos novos colegas, em clima de integração

N

a noite do dia dois de março, a turma de veteranos deu as boas-vindas aos calouros do curso. O trote dos acadêmicos envolveu brinca-

deiras de integração entre os estudantes, tintas e atividades no campus da Universidade. Entre as tradicionais brincadeiras que os “bixos” tiveram que realizar estava a apresentação de cada estudante para a turma. Alguns veteranos também acabaram entrando na brincadeira e foram pintados pelos colegas.

FOTOS: BANCO DE IMAGENS

O trote aos “bixos” contou com diversas brincadeiras

Acadêmico relata sobre sua profissão de técnico em edificações O calouro do curso de Engenharia Civil, Rafael Ribeiro Lubarino, 25 anos, é técnico em edificações. Lubarino conta que deixou sua terra natal para estudar na Unisc, pois conseguiu uma bolsa do Prouni. Confira a seguir a entrevista que o Jornal da Civil fez com o técnico em edificações:

Está na rede!

Jornal da Civil - Conte onde atua o técnico em edificações: Lubarino - Em resumo, é um auxiliar técnico. Digamos que é um substituto para o mestre de obras. Em parceria com engenheiros civis, eletricistas e agrimensores, os técnicos em eificações desenvolvem

atividades tais como: levantamento topográfico, elaboração de planilhas de orçamento e controle da obra, bem como supervisionam a execução de obras, providenciando suprimentos e serviços necessários para o andamento dos trabalhos. Podem desenvolver e elaborar projetos, seguindo normas e especificações técnicas fornecidas por superiores e encaminhando projetos para a aprovação dos órgãos competentes. Além dessas atividades, podem, inclusive, inspecionar a qualidade dos materiais e serviços, bem como realizar a apropriação de máquinas e equipamentos. De um modo

geral, é o técnico em edificações que treina, coordena e efetiva o pagamento da mão de obra. Os técnicos em construção civil podem, também, vender produtos e serviços, elaborando propostas comerciais e demonstrando a viabilidade do produto ao cliente. JC - Você já trabalhou nessa área? Lubarino - Já trabalhei fiscalizando obras do Governo do Nordeste. Tive que interromper para poder cursar a graduação. E com essa oportunidade da bolsa, resolvi vir para Santa Cruz do Sul.

JC - Onde fez o curso de edificações? Lubarino - No Instituto Federal de Pernambuco (IFET), no Sertão Pernambucano. E só para lembrar, sou baiano, com mistura de pernambucano e o coração gaúcho JC - Qual a duração do curso? Lubarino - Dois anos JC - O que está achando do curso de Engenharia Civil? Lubarino - Acho que poderiam ver a questão de aulas diurnas que ficam ruins de ser cursadas por quem trabalha. Seria interessante serem ofertadas aos sábados.

Lubarino: “gosto da construção civil, projetos, estradas...

JC- Qual é a área da eng. civil em que gostaria de atuar? Lubarino - Sou bem eclético. Mas gosto mais da construção civil, de projetos, gestão de obras, estradas, pontes...

Dicas de vídeos na internet Arranha-Céu na Suécia: Os engenheiros têm o desafio de construir o mais alto, mais estreito e mais estranho arranha-céus. http://www.youtube.com/watch?v=MqlllVdTVKs

Aeroporto de Hong Kong: Mostra todas as etapas de construção e dificuldades do Aeroporto de Hong Kong.

http://www.youtube.com/watch?v=dn4-Kxt_Uro

A Pirâmide Urbana de Tóquio Cidade na Pirâmide - Imagine uma cidade em forma de pirâmide suspensa no ar. Imagine ainda que essa cidade foi construída por robôs com uma pequena ajuda de trabalhadores humanos. http://www.youtube.com/watch?v=M75WoE-f8TE


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Saiba mais Lajes apoiadas em obras de alvenaria estrutural: evita fissuras BANCO DE IMAGENS

grauteamentos dando a As lajes podem ser apoiadas sobre ele- rigidez da estrutura junto mentos, como o isopor com os blocos cerâmicos

É

fácil observar patologias nas lajes de cobertura de edifícios, como trincas e fissuras a 45º nos cantos, de encontro às paredes. Além de rachaduras horizontais nas paredes do último pavimento, essas patologias ocasionam infiltrações de água e umidade em épocas de chuva intensa. A correção desse problema muitas vezes não é fácil. Por se tratar de trincas ativas, com um alto custo monetário. Esse fenômeno acontece principalmente em obras de alvenaria autoportantes, onde se eliminam as vigas e os pilares que seguiriam ao longo da altura do edifício, fazendo as lajes serem apoiadas diretamente em cima das paredes de tijolos ou blocos. No caso dos blocos, tem-se o sistema de alvenaria estrutural, com as cintas e os

ou de concreto. O sistema de alvenaria estrutural tem como vantagens o menor desperdício de materiais, o menor custo e a maior velocidade de execução. Como desvantagens está a falta de liberdade do projeto arquitetônico. Para construções mais altas e esbeltas, de alto padrão, como o caso de edifícios comerciais, ainda é mais viável utilizar o sistema de concreto armado. Mas para obras residenciais, a alvenaria estrutural se torna muito vantajosa. Isso é observado facilmente na etapa de dilatação dos materiais, em especial na laje de cobertura, que recebe a incidência direta do sol, e que suporta grande amplitude térmica e, consequentemente, uma maior dilatação superficial, expandindo principalmente no sentido dos seus maiores comprimentos longitudinais (considerase a laje como um ele-

Obra “Morada do Montanha”, localizada em Lajeado/RS, com as lajes sendo apoiadas em cima de placas de isopor envolvidas e protegidas por plástico transparente

mento estrutural plano, ou seja, de duas dimensões principais). Com isso, a laje expandida tende a abrir as paredes que a suportam, e essas, que por sua vez não possuem vigas rígidas, acabam cedendo e provocando fissuras. Para minimizar esse problema, atualmente é adotada a seguinte solução: a laje de cobertura fica “solta” em cima das paredes, apoiada sobre um material que deixa a

laje se movimentar no seu trabalho de dilatação, evitando tentar travar esse movimento e aliviando os esforços de cisalhamento nas paredes. A laje, não estando engastada, trabalha livremente e evita as indesejáveis trincas, fissuras e infiltrações nos apartamentos do último pavimento dos edifícios. As lajes podem ser apoiadas sobre elementos como EPS – Poliestireno Expandido (popularmente conhecido como isopor), borrachas, neoprene, mantas asfálticas ou qualquer elemento que permita a movimentação das lajes, diminuindo consideravelmente os esforços

laterais na alvenaria. É importante frisar que o engenheiro, ao escolher o material mais apropriado para o caso, deve ter o conhecimento do comportamento e das características do mesmo, garantindo que a solução de uma patologia não ocasione outro problema. Portanto, essa solução mostra-se bastante funcional, com resultados muito satisfatórios na prevenção de patologias, sendo adotada em muitas obras de alvenaria estrutural da atualidade.

Texto produzido por

Felipe Bonzanini

Acadêmico de Eng. Civil


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Artigo Acidentes na construção civil e a responsabilização dos profissionais

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ssim como a Medicina, as Engenharias, a Arquitetura e a Agronomia também lidam com a vida e a saúde das pessoas. Essa relação pode não se apresentar tão aparente a um primeiro olhar, mas é possível tomar consciência exata dessa relação quando observam acidentes, como os ocorridos em obras de Porto Alegre, em São Paulo, em um parque de diversões, onde morreu uma adolescente; ou nos bondinhos do Rio de Janeiro, quando cinco pessoas perderam a vida num acidente ocorrido em Santa Teresa. E o número de sinistros na área da construção civil, principal-

mente, tem aumentado. Segundo dados do Ministério do Trabalho, 376 pessoas perderam a vida no ano passado em canteiros de obras. E são os empregados da construção civil os que mais morrem. No último ano, a taxa foi de 19,79 para cada 100 mil empregados, sendo, no conjunto dos empregados do setor formal da economia, esse número de 9,49 por 100 mil. Para o Juiz Federal do Trabalho, José Augusto do Nascimento, autor do livro Responsabilidade Civil e Criminal dos Profissionais do Confea/ Crea, um ponto crítico “é o ritmo acelerado de obras em todo o Brasil e, ao mesmo tempo, as empresas não estarem

treinando os trabalhadores”. Também cita o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) “que tem um índice de mortes considerado altíssimo pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), tendo 40 trabalhadores já perderam a vida em acidentes desde 2008”, afirma. De acordo com o Juiz, que participou do estudo “Radiografia da Engenharia no BR”, as mortes decorrem principalmente de soterramentos, quedas e choques elétricos. Já o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Eng. Paulo Vanzetto, considera difícil a obtenção de dados concretos sobre acidentes de trabalho

na Construção. “O que é um acidente? Em outros países, a consideração de acidente é diferente da nossa. Em alguns casos, um fato só passa a configurar acidente quando o afastamento do trabalho é maior do que quatro dias. No Brasil, ao contrário, tudo é considerado acidente, até mesmo quando não há afastamento. Acidentes de trajeto, em que o empregador não tem qualquer ingerência, também são considerados como acidente de trabalho. Os dados disponíveis são somente os oficiais e divulgados com defasagem. E esses, de acordo com determinação do INSS, são agrupados em função do tipo de trabalho,

Artigo escrito pela jornalista Luciana Patella. Publicado na revista do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Sul, em novembro de 2011.

sem levar em conta segmentação. Assim, um acidente relativo a uma reforma feita pelo proprietário vai parar na conta da construção civil”, destaca. Para ele, não existem dados que identifiquem as características do acidente, com a separação dos ocorridos em situações informais e dos acidentes da obra formal. “Sem esses dados, desaparece qualquer possibilidade de um planejamento eficiente”, critica. Vanzetto salienta ainda que é preciso considerar outro fator: “O Brasil, em comparação a países como a Espanha e os Estados Unidos, tem o índice de morte na construção civil relativamente inferior. Como


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não há questionamentos sobre como computar morte, esse é um item que se torna efetivamente comparável e, portanto, inquestionável”, conjetura. No entanto, o Juiz José Augusto do Nascimento cita algumas situações que considera como causas do aumento dos acidentes na área da construção civil, como terceirização da mão de obra; excesso de jornada de trabalho; a falta dos equipamentos de proteção (EPI e EPC) ou o mau uso dos mesmos; precariedade das instalações de refeitórios e dormitórios; desqualificação profissional dos trabalhadores dos canteiros de obras e pressa em realizar a obra e terminar o serviço. O Eng. Vanzetto compartilha com o Juiz problemas como o aumento do número de trabalhadores no setor, em função da demanda, e a sua desqualificação. Para ele, ainda falta uma política nacional eficaz e sistêmica para qualificação da mão de obra. “Temos também um problema crônico, que é a forma de atuação dos agentes governamentais, pois se percebe uma intensificação nas ações punitivas, em detrimento das ações educativas. Assim, a falta de uniformização nos critérios de segurança coletivos a serem adotados em canteiros de obras torna o ambiente da obra frágil, uma vez que o construtor não sabe o que efetivamente implantar.” Prazos e garantias Existem prazos para

cobrança dessas responsabilizações. O presidente do IbapeRS, Eng. Marcelo Saldanha, explica que os prazos de garantia, decadência e prescrição aplicáveis à construção civil são contados a partir da data da entrega da obra e/ ou a partir do aparecimento do dano, conforme a jurisprudência, e se, a relação for de consumo, prevalecem as regras do Código de Defesa do Consumidor, com aplicação subsidiária do Código Civil Brasileiro. O Código Civil estabelece, como regra geral, a responsabilidade do empreiteiro pela solidez da obra no prazo de cinco anos, explica o juiz Nascimento. “Esse dispositivo legal se aplica à empreitada de material e de execução, sendo responsável o empreiteiro pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como solo, exceto quanto a este, se, não o achando firme, preveniu em tempo o dono da obra.” O juiz atenta que durante esse prazo, independentemente de qualquer prova de culpa, haverá responsabilidade do construtor. “É o caso de culpa presumida ou de responsabilidade objetiva, sem prejuízo do exercício posterior da ação provocando-se a culpa do empreiteiro”, detalha. Atenta, ainda, para obras que são executadas por terceiros, por exemplo, na chamada subempreitada – total ou parcial –, destacando, que se a execução da obra for confiada a terceiros, a responsabilidade do autor do

projeto, desde que não assuma a direção ou a fiscalização da obra, ficará limitada ao prazo de garantia de cinco anos pela solidez da obra. “Devemos ter em mente, no entanto, que a obrigação do Engenheiro, Arquiteto, Construtor etc. não se caracteriza como simples obrigação de meio, como ocorre, em geral, com os médicos e advogados, mas devem responder pelo resultado de seu trabalho. Assim, além da responsabilidade geral, no caso de culpa ou dolo, a lei obriga esses a indenizar o dono da obra quando a construção não tiver solidez, cessando, todavia, tal obrigação após o decurso do prazo de três anos a partir da conclusão da construção, pois o Novo Código Civil diz que o prazo prescricional para as ações que tenham por objeto a pretensão de reparação civil ou de obrigação de indenizar pelo cometimento de ato ilícito é este.” O Juiz ressalta, ainda, que, diferentemente do que diz o Código Civil, a prescrição da pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço, prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC), é de cinco anos, iniciandose a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. “Entendemos que é a natureza da relação jurídica firmada entre as partes que vai definir a prescrição que irá incidir no caso concreto, ou seja, se for uma relação de consumo, prazo prescricional de cinco anos. Se for uma relação contratual, prazo de três anos”, resume o

11 FOTOS: BANCO DE IMAGENS

Civil promove curso de TQS Na tarde do dia 31 de maio e nas manhã e tarde do dia 01 de junho, realizou-se, nas dependências do Laboratório de Informática da UNISC, o curso TQS. Este foi ministrado pelo Engenheiro Civil Herbert Jun Maezano, e assistido por alunos da Engenharia Civil, bem como por funcionários e professores. Nas aulas, o Engenheiro Herbert apresentou o software de Cálculo Estrutural CAD/TQS, o mais renomado software de cálculo estrutural da atualidade no país. Durante as cerca de 10 horas de curso, os participantes tiveram a oportunidade de modelar uma pequena estrutura no software, fazendo posteriormente sua análise e plantas, tudo com a explicação do Engenheiro Herbert, que também respondeu aos questionamentos dos presentes. Herbert é representante do software TQS e um exímio conhecedor desse software, palestrando em diversos cantos do Brasil. Um pouco mais sobre TQS: O software foi adquirido recentemente pelo curso de Engenharia Civil, em parceria com a Arquitetura. Ele está disponível em cerca de 17 máquinas no Laboratório de Informática. Esse foi adquirido na sua versão para estudantes, sendo limitado a estruturas de até 5 pavimentos.


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No murão O que as pessoas pensam quando os engenheiros falam...

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FOTOS: DAIANA CARPES

Caminhão do Tigre A Unidade Móvel do Centro de Treinamentos Tigre esteve na Unisc nos dias 14 a 18 de maio. Profissionais e acadêmicos da área da construção civil participaram da capacitação e aperfeiçoamento. O curso completo tem duração de 15 horas e abordou as técnicas de Condução de Água Fria, Condução de Água Quente, Esgoto, e Águas Pluviais e Drenagem. As aulas foram ministradas pelo instrutor técnico da Tigre, Rodrigo Gauss, em uma carreta equipada para aulas práticas e teóricas. Ao final, os participantes receberam um certificado de formação básica de Instalador Hidráulico Predial. A Unidade Móvel é composta por carretas equipadas com cadeiras, datashow, tela de projeção ajustável, showroom, ar condicionado e ferramentas e amostras de produtos da Tigre.


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