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O Nosso

Livro de Encerramento


Os alunos do 7º ano (5e) da Secção Portuguesa do LI, depois de terem lido e estudado a obra de Cláudio Fragata, Seis Tombos e Um Pulinho, foram no dia 5 de Dezembro de 2008 visitar o Musée de l’Air et de l’Espace, nos arredores de Paris. Ali tiveram a oportunidade de assistir a duas visitas guiadas, uma sobre os primórdios da aviação e outra sobre Saint-Exupéry. Puderam assim inserir Santos-Dumont na história da aviação e alargar os seus conhecimentos.

Neste livro de encerramento da nossa actividade sobre a obra de Cláudio Fragata queremos, alunos e professora, dar-vos um cheirinho do que vimos e ouvimos neste museu que nos mostra belos momentos da história da aviação, comercial e militar.


Criado em 1914 pelo Ministério da Guerra, o campo de aviação do Bourget vai tornar-se, no período que decorre entre as duas guerras mundiais, o primeiro terreno de aviação comercial de Paris e o ponto de partida e de chegada de numerosos raids aéreos (1927, Charles Lindberg – 1930 Costes e Bellonte). Em 1937, aquando da Exposição Internacional de Paris, é inaugurada a aerogare onde hoje podemos revisitar aos primórdios da aviação e da aviação durante a Grande Guerra. Ocupado pelos alemães e bombardeado pelos Aliados, o terreno do Bourget é o destino de uma verdadeira ponte aérea que se organizou para o repatriamento dos prisioneiros de guerra, após o Armistício de 1945. Recebe de dois em dois anos, desde 1953, o Salon International de l’Aeronautique et de l’Espace que constitui a maior manifestação aeronáutica e espacial a nível mundial. Em 1973, com a abertura do aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, as grandes companhias aéreas deixam o Bourget que vê surgir o Museu do Ar e do Espaço que vai ocupando progressivamente os locais que se vão disponibilizando. Pela sua actividade industrial e pelos voos de negócios, o aeroporto de Paris-Le Bourget é um sítio histórico ainda activo. (nossa tradução a partir da brochura francesa do museu Plan audioguide)


O 14-Bis no Musée de L’Air et de l’Espace, oferta brasileira aquando da visita do Presidente da República .


O sonho de voar existe desde a noite dos tempos...

No dia 21 de Novembro de 1783, pela primeira vez na história, dois homens viajam pelo ar. Tendo saído do castelo da Muette, Pilâtre de Rôzier e o marquês de Arlandes vão posar –se junto do moinho de Croulebarbe (perto da actual Place d’Italie, a sul de Paris). Este modelo reduzido à escala de 1/6,3 do ilustre balão – monglofière – de Pilâtre de Rozier, este balão eleva-se apenas sob o efeito do ar quente mais leve do que o ar ambiente.


No hall dedicado aos primórdios da aviação...


Aqui estamos n贸s no rasto de Saint-Exup茅ry e n茫o s贸...


Este ano novos desafios de leitura nos são propostos e um dos livros que já tivemos de ler é da autoria da escritora portuguesa, Sofia Ester, sobre uma bruxinha que tem mais ou menos a nossa idade e, entre outras coisas, vai voando pelos céus lisboetas. Depois de termos ido ao museu do Bourget e de termos lido Adozinda, fomos desafiados a cruzar conhecimentos levando os dois protagonistas de Sofia Ester até ao museu francês. Adozinda, a bruxinha, e o amigo Zulmiro tinham de visitar este museu sem perderem as suas características e revelando as descobertas que foram/fomos fazendo visitando a exposição dedicada aos primórdios da aviação. Aqui ficam alguns dos nossos trabalhos. De salientar que os trabalhos aqui apresentados foram realizados no dia 5 de Janeiro de 2009, uma segunda-feira bem fria e cheia de neve, o que explica determinadas alusões ao tempo.

A Adozinda e o Zulmiro vão visitar o Museu do Bourget hoje e descobrem alguns pioneiros da aviação…


- Despacha-te, Adozinda! Vamos perder o comboio. - Já vou! Já vou. – respondia Adozinda – Estou a pôr o casaco. Eu fiquei com a ideia de que íamos de vassoura. Ir de comboio não é muito boa ideia. Há lá gente estranha e malcheirosa! - Deixa-te de coisas e despacha-te. Ainda por cima está a nevar, não podes conduzir a vassoura! - Que seca! Além disso vamos ter que andar a pé até à estação. - Adozinda, não exageres, a estação fica a cem metros daqui. Depois de meia-hora de comboio, o Zulmiro e a Adozinda chegaram ao Museu do Bourget onde começaram por observar um balão. - Estás à espera do quê para anotar as informações, Adozinda? Afinal viemos aqui por causa de um trabalho da tua escola. - Está bem! Está bem! - Os inventores do balão foram os irmãos “Mongolfier”, já viste? - Já, já... Diz-me lá uma coisa, Zulmiro, quem inventou o balão? - Adozinda, francamente! Os irmãos “Mongolfier”! O balão estava cheio de hidrogénio. Naquela época, a invenção destes irmão fascinou toda a gente. Os balões eram representados em todo o lado: quadros, objectos da vida quotidiana... Zulmiro e Adozinda também viram uma reconstituição do atelier dos irmãos Wright que há quem pense terem voado antes de Santos-Dumont. Depois, passaram para uma sala enorme, cheia de aviões. Adozinda começou a correr por todo o lado, a tocar nos aviões... - Adozinda! Cuidado, não faças isso, é proibido! – avisou Zulmiro. Viram aviões que haviam sido realmente utilizados e outros que eram reproduções de originais bastante conhecidos. - Zulmiro, Zulmiro! Está aqui o avião de Saint-Exupéry! Eu li o livro dele O Princepezinho, no 7° ano. Até que enfim que vejo uma coisa que conheço! Um pouco mais tarde viram alguns objectos pertencentes a Saint-Exupéry que foram encontrados no fundo do mar. Yoyox

A Adozinda e o Zulmiro no Bourget Hoje a Adozinda decidiu de ir ao Bourget, mas não quis ir sozinha e convidou o Zulmiro a quem telefonou:


- Olá, Zulmiro! - Bom dia, que queres? - Queres ir comigo hoje ao Museu do Bourget? - Hoje? Mas tenho de ir ao observatório... - Não, vem comigo. Tu podes ir ao observatório noutro dia. - Sim, mas... - Não há mas nem meio mas! - Está bem, está bem! Mas não me faças asneiras! - Não te preocupes. Pouco tempo, depois no museu: - Olha ali, aquele avião em forma de barca. - Sim, é muito bonito. - Vês o Santos-Dumont com a “Demoiselle”? - Sim, sim. - Já reparaste que todos os aviões têm a mesma cor? São todos castanhos! Vou dar-lhes mais cores com o meu novo feitiço... - Ainda vais fazer asneiras, deixa os aviões em paz! - Não, vais ver, vai ficar tudo mais bonito! E nesse instante Adozinda lançou o seu feitiço. Todos os aviões começaram a fazer barulho e depois levantaram e começaram a voar. O guarda acorreu imediatamente e perguntou: - O que se passa aqui? - Nada, eu explico tudo - disse a Adozinda - Mas antes, deixe-me pôr ordem nestes aviões! Ela bem lançava feitiços, mas os aviões não queriam aterrar. Só passadas duas horas regressaram às paredes da sala de exposição. O Zulmiro teve de pagar todos os estragos, porque a Adozinda não tinha dinheiro. Depois foram embora e não voltaram mais àquele museu! ezkeziel

Visita da Adozinda ao Museu do Bourget


Hoje, dia 5 de Janeiro, a Adozinda convidou Zulmiro para ir visitar o Museu de Bourget. Como está a nevar, Zulmiro não queria ir, para não haver disparates. Mas a Adozinda acaba por convencê-lo. Viram os horários dos autocarros e foram apanhar o que lhes convinha. A estrada estava coberta de neve. Como o autocarro andava muito devagar, porque havia muito trânsito, Adozinda pegou no braço do Zulmiro, subiu para cima da vassoura e voaram pelos ares parisienses. Chegaram ao museu num instante. A primeira reacção de Adozinda foi de espanto: - Uau!! Que giro!! - baixou-se, pegou na neve, fez uma bola e atirou-a para o casaco de Zulmiro que estava a tirar uma fotografia à entrada do museu. Zulmiro virou-se para Adozinda e disse-lhe com um ar calmo: - Estamos num museu, não se brinca com a neve. Se mandas uma bola para cima de uma pessoa o que pensas que ela te dirá? Não ficarias contente se fosses tu a recebê-la! Adozinda baixou a cabeça e suspirou, como se estivesse arrependida. Entraram os dois no museu, compraram os bilhetes e iniciaram a visita. Começaram por visitar os balões que sobem e descem. Zulmiro estava a tirar notas e Adozinda, muito admirada, perguntou-lhe a dada altura: - Como é que os balões sobem e descem? - É muito simples: têm ar quente que vem por baixo, o que os faz subir, para descerem a pessoa que está no balão pára a injecção de ar quente e o balão vai descendo. Continuaram a visita indo visitar mais tarde as “maquettes” dos primeiros aviões. Mais veio um guia que os fez visitar o Hall dedicado a Saint-Exupéry. Ficaram a saber que foi na América que o escritor francês escreveu o livro O Princepezinho. Também ficaram a saber que ele trabalhava para a companhia “Air Bleu”, e tinha por missão transportar o correio de um país para o outro. Adozinda adorou ter visitado o museu com Zulmiro. Pelas 17 horas voltaram para casa na vassoura de Adozinda. O nevão que se abatera de manhã sobre a capital francesa havia parado. Caro

A Adozinda e o Zulmiro vão visitar o Museu do Bourget hoje e descobrem alguns pioneiros da aviação No dia 5 de Janeiro, Adozinda e Zulmiro vão visitar o Museu do Bourget na vassoura mágica. Mas como está a nevar muito, Zulmiro não quer viajar de vassoura. Por isso têm de viajar de autocarro. Quando, depois de uma longa viagem, chegam enfim ao Museu do Bourget, Adozinda diz:


- Finalmente! Já chegámos! Estava a morrer de calor. Eu bem te tinha dito que devíamos continuar a viagem de vassoura… - Está bem, tinhas razão, mas pelo menos agora já estamos no museu! Em primeiro lugar, a Adozinda quer ir ver os pioneiros da aviação. - Que avião é este amarelo? – pergunta Adozinda. - Este foi o primeiro avião a levar correio de Paris para Nova Iorque, chama-se “Oiseau Canari” e foi Bernard e um outro piloto, seu companheiro que voou nele. – reponde Zulmiro. - Quem é que voou neste avião tão pequenino que mais parece um pássaro? – pergunta Adozinda rindo. - Foi nesse avião que Saint-Exupéry transportou o correio. – reponde Zulmiro. Mais tarde visitam uma sala reservada aos objectos que haviam pertencido a Saint-Exupéry. - O que são estas coisas? – pergunta Adozinda. - São alguns pertences que ele usava. – responde Zumiro cansado de ouvir Adozinda. Adozinda quis então tocar no material exposto, mas fez cair tudo no chão. Veio logo ter com eles um guarda do museu e expulsou Adozinda e Zulmiro do recinto. - Desculpa, Zulmiro! - Que pouca sorte temos, cada vez que saímos juntos acontecem-nos sarilhos!

MAXPT

Adozinda e Zulmiro no Bourget - Olha, Zulmiro, este aviador é Santos Dumont.


O Zulmiro já sabia tudo sobre os aviadores e a Adozinda estava a aborrecê-lo. - Adozinda, eu conheço a história de Santos Dumont! - Mas não conheces a de St Exupéry! Olha, encontraram a pulseira com o nome dele! E sabes que ele escreveu um livro muito conhecido? - O Principezinho... Adozinda, eu já estudei os aviadores... - Mas sabes que ele estava no serviço do transporte postal aéreo, a famosa aéropostale? Uma companhia que assegurava o transporte de correios entre vários países por avião? - Por acaso não sabia. - Estás a ver que não sabes tudo? Mas voltando a Santos Dumont, esta é a reprodução do 14-bis, o avião onde conseguiu voar pela primeira vez. - Porque é que começamos por visitar a exposição: "Mais pesado do que o ar"? - Porque havia uma turma na outra. Ouvi dizer que eram do Liceu Internacional. Anda, se já não estiverem lá, podemos visitar essa outra exposição "Mais leve do que o ar"-sugeriu Adozinda. - Vamos ver balões, não é? - Sabes que mais? Este assunto esteve tanto em destaque quando os homens começaram a levantar voo que ninguém falava noutra coisa. Toda a gente tinha o desenho de um balão em qualquer lugar. - Pois, parece que sim, em caixinhas, anéis, pratos, cerâmica… Um pouco como o novo Presidente dos Estados Unidos... vêem-se t-shirts com a cara do Barak Obama em todos os países, por todo o lado. - Ai que exagero a tua comparação! Voltando à história da aviação, fizeram-se grandes invenções. É incrível o trabalho de todos estes pioneiros. - Santos-Dumont, os irmãos Wright e tantos outros. - recordou Zulmiro - Acho que vimos tudo. O que fazemos agora? - Podemos ir embora. - Ai, eu não me vou embora sem visitar, os dois Concordes que estão neste museu. Quero entrar lá dentro, ouviste Adozinda? Quero entrar no primeiro e no último Concorde que voaram pelos céus durante o século XX. - Está bem, Zulmiro. Acalma-te! Nem pareces tu, sempre tão calmo. Parece-me que te ando a influenciar...

alimacak

Uma ida ao Museu do Ar e do Espaço


A Adozinda e o Zulmiro vão hoje visitar o Museu do Bourget e vão descobrir alguns pioneiros da aviação. Durante a viagem, Zulmiro senta-se ao lado da jovem bruxinha e começa a preparar o caderno e a caneta para poder anotar as informações todas. Adozinha olha para ele com uma cara espantada e vira-se para a janela; respira fundo e suspirou. Sinceramente, ela pensava que ir a museus não tinha interesse nenhum! Pouco tempo depois, chegaram ao Bourget e toda a turma gritava e pulava até que a Directora se zangou. Um senhor veio ter com eles: - Sou o vosso guia. Acompanhem-me, por favor! Adozinha mais uma vez, como sempre, não estava contente e seguiu o guia contrariada, ao contrário de Zulmiro que estava ansioso por aprender coisas novas. O guia começou por dizer que não se podia fazer barulho e que tinham que estar quietos. A primeira coisa que fizeram foi ver um balão de ar quente que estava exposto logo à entrada. O guia explicou que o balão de ar quente flutua e o avião não. Adozinda fez logo uma das suas perguntas: - O avião faz o quê ? - Voa ! - responde o guia. - Como ? - perguntou Adozinha. - Os motores dão-lhe força permitindo-lhe avançar com muita velocidade. Mais tarde, passaram para outra sala. Adozinda estava com uma cara aborrecida porque não gostava nada do museu. Voltou-se para Zulmiro dizendo: - Que perda de tempo! - Eu não acho, estou a adorar! - respondeu o amigo. Mais à frente pararam para ver um filme que Adozinda achou "uma verdadeira seca". Logo de seguida foram ver uns aviões muito antigos que tinham sido realmente pilotados. O guia confirmou até que um deles tinha sido utilizado por Santos-Dumont, o que espantou a turma toda. Adozinda, ainda com a cara de quem está farto de ouvir o que está ouvindo, disse para Zulmiro: - Eu não vejo o que há de tão espantoso; não foi o único a cair e a conseguir voltar a levantar-se! - Bom, lá isso é verdade, mas eu até acho que ele fez um óptimo trabalho! Pouco depois, o guia deu por terminada a visita e perguntou se tinham gostado. Toda a turma respondeu afirmativamente à excepção de Adozinda. E assim acabou esta visita de estudo tão interessante para Zulmiro, mas bastante aborrecida para Adozinda.

Vicky

Indo até ao Bourget


Adozinda estava a sair da escola e dirigia-se para a camioneta com as colegas. Hoje é que era a visita ao Museu do Bourget, estava contente: havia uma saída com a escola e havia as colegas com quem podia passar o dia de forma diferente. Mas algo que a irritava: é que a bruxinha sentia falta do seu amigo Zulmiro, queria muito que ele estivesse ali. De repente teve uma ideia: se eu não posso ir a ele, ele há-de vir até mim! Falou com uma amiga para lhe perguntar se achava bem que usasse a magia para trazer o Zulmiro. A amiga respondeu-lhe negativamente, mas Adozinda, teimosa como era, utilizou na mesma as suas artes especiais repetindo a fórmula secreta: « Se não posso ir a ele, ele há-de vir até mim, tiro liro lim! » Estas palavras pronunciadas, era demasiado tarde para voltar atrás… Estavam todos sentados na camioneta, quando um rapaz da turma, o José, desapareceu do autocarro! A Adozinda compreendeu logo que tinha feito asneira. Assustada, não parava de olhar para o lugar do José que tinha desaparecido, quando repentinamente viu aparecer o Zulmiro no lugar dele. Toda a gente entrou em pânico com a história do desaparecimento do José, que ninguém deu pelo aparecimento do Zulmiro. A Adozinda fez-lhe um sinal para ele vir ter com ela, mas o Zulmiro estava sem compreender o que se passava. - O que é que fizeste desta vez, Adozinda? - perguntou ele enervado. - Bem, é que eu… queria… mas afinal deve-me ter… então não fiz de… - Vá lá, responde-me: o que é que fizeste? - Portanto, eu queria ver-te, mas também não queria que o José desaparecesse… eu só queria que tu viesses comigo ao Museu do Bourget, mas parece que me enganei na fórmula mágica e fiz desaparecer o José ao fazer-te aparecer no lugar dele. - Pois, contigo é sempre a mesma coisa! Adozinda virou-se para a professora e para os colegas que andavam à procura do José: - Ora bem, escutem-me todos, o José telefonou-me agora mesmo, disse-me que apareceu em casa e que ia com a mãe ao médico, porque está doente. Apanhou uma ‘Desaparacidice’. Não é grave, mas tem de ficar o dia todo em casa, mentiu ela. E virando-se para Zulmiro, murmurou-lhe: - Nós vamos encontrá-lo no meio de tantas fórmulas mágicas. O mais provável é que ele apareça daqui a uma hora. - Espero bem que não te enganes! Agora vamos lá à tua visita do museu. O condutor ligou o motor da camioneta e arrancaram para o Museu do Bourget. Uma hora depois chegaram ao Museu e começaram a visita de estudo. A professora deu a cada um uma folha e um lápis para tomarem notas, incluindo o Zulmiro que ela pensava ser o irmão da Adozinda. Eis as notas que Zulmiro tirou: «Primeira parte: apreciámos um grande balão que sobe com ar quente e desce com ar frio (sistema de hidrogénio); vimos as réplicas dos aeroplanos dos pioneiros da aviação, até vimos um de Santos-Dumont! (o 14-bis) Segunda parte: vimos aviões já mais desenvolvidos que permitiam voar mais longe com mais velocidade. (neste sector do museu havia umas passarelas que subiam e desciam e nos deixavam apreciar bem os aviões expostos. Gostei bastante!) Terceira parte: visionámos um filme sobre a aviação na segunda guerra mundial com o guia, que nos deu informações sobre esses aviões e o papel que desempenharam durante a guerra. Alguns até podiam transportar bombas e outros transportavam pára-quedistas. Quarta parte: depois da hora do almoço, a visita era livre, podíamos ver o que quiséssemos e ir aos departamentos do museu que desejássemos.» Eis agora as notas da Adozinda:


«Primeira parte: fomos ter com o guia que nos mostrou um balão de ar que tinha um mecanismo especial, ou seja, um sistema par subir com ar quente e descer com ar frio. Segunda parte: fomos admirar aeroplanos numa secção ao ar livre do museu, estes aeroplanos foram utilizados durante a guerra (lançamento de bombas e de pára-quedistas). Interrupção para almoçar. Em que não tínhamos direito de comer batatas frita (a directora proibiu-nos)! Última parte: esta parte que foi a melhor! Era visita livre, podíamos visitar o que queríamos!» Para além destas notas muito semelhantes dos dois amigos, há que dizer que a visita da secção do museu dedicada a St. Exupéry também foi muito apreciada. Tão apreciada que nem houve tempo para tirar notas. Puderam visionar um filme sobre o escritor-aviador, autor de O Principezinho. Puderam igualmente ver as capas das numerosas traduções deste livro. Também tiveram a oportunidade de ouvir falar dos irmãos Wright que para alguns não foram os primeiros a voar. Voaram sim, mas depois de Santos Dumont!!! E é assim que acaba a história da visita ao Museu do Bourget… Ah! Não, já me ia esquecendo do José. Afinal, ele não tinha desaparecido! Adozinda transformara-o, sem querer, num rato que percorria o corredor do autocarro de trás para a frente e da frente para trás, no momento em que os alunos terminaram visita! A Adozinda teve que mandar embora o Zulmiro para fazer reaparecer o José com estas palavras: «A ausência do nosso amigo há-de terminar e o José vem já cá parar.» elo_fervença


Adozinda e o Zulmiro no museu - Ó Zulmiro, tu sabes quem inventou estes aviões todos? – perguntou a Adozinda cheia de curiosidade. - Sabes, eu nunca fui perito em aviões nem nada do género, mas aquela maqueta que está ali em cima foi o Presidente do Brasil que a ofereceu a este museu e penso que o avião foi inventado por Santos-Dumont. – respondeu-lhe Zulmiro sem hesitações. - E quem é esse tal Santos não sei das quantas? – perguntou a Adozinda, desta vez com uma cara muito confusa. - Ele chamava-se Santos-Dumont e não Santos não sei das quantas – corrigiu-a ele a rir antes de continuar a sua explicação – e foi um grande aviador. Construiu muitos aviões, balões e dirigíveis, mas ficou famoso com o seu 14-bis. - Ah! Na escola a nossa professora falou-me nisso! Ambos ficaram um bocado a olhar para as outras maquetas que estavam penduradas no teto do museu e depois foram ver os balões e os dirigíveis. Adozinda estava muito enérgica e não parava de saltitar de um lado para o outro e de fazer perguntas ao guia que entretanto já se tinha fartado de lhe responder sempre à mesma questão. Quando a visita ao museu do Bourget terminou, Zulmiro perguntou à Adozinda: - Então, gostaste de visitar o museu? - Se gostei? Claro que gostei! – respondeu-lhe ela muito contente – Mas o nosso guia era um bocadinho lento, não achas? Ele estava sempre a molengar e a engonhar! - Hum!!! Sinto que é melhor eu regressar contigo no avião. E vê lá se não voltas a incendiar nada…! – disse-lhe Zulmiro com um ar sério e engraçado ao mesmo tempo. E dito isto, dirigiram-se para o aeroporto depois daquela interessante visita ao museu. danu


Estamos muito contentes pelo trabalho que, todos juntos, concebemos. Foi muito interessante e divertido. Aprendemos muito sobre Santos-Dumont duma maneira sempre divertida. É pena esta última vídeo-conferência não ter bem funcionado muito bem (devido a alguns problemas de som...), mas tentaremos para a próxima. Agradecemos muito ao Cláudio Fragata que nos dedicou tempo, a todas as turmas e às professoras. Um grande beijo para todos.


Este trabalho ensinou-nos muita coisa sobre a aviação e não só. No nosso livro de encerramento podem ver-se imagens sobre algumas invenções importantes para a aviação. Também se podem ler algumas das nossas composições sobre a Adozinda, uma heroína do livro da Sofia Ester que tivemos de ler, e que tivemos de levar até ao Musée de l’Air et de l’Espace. E por fim podem ver as nossas fotos!


Neste nosso livro podem ter um cheirinho de uma visita lúdica e cheia de informações sobre Santos-Dumont, Saint-Exupéry e outros génios da Aviação!


Aqui estamos todos, felizes, com o TrofĂŠu que o nosso trabalho colaborativo ganhou no Concurso Microsoft Brasil.


Livro de Encerramento