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Taya dá a volta ao mundo

- Taya estás amaldiçoada com um coração de gelo - disse Alissa. Taya, ao ouvir estas palavras da fada Alissa, teve a ideia de dar a volta ao mundo à procura de uma cura. Todos concordaram com a ideia de Taya: As fadas, o pai e a sua mãe. A rapariga correu para o seu quarto e fez as malas, para a longa viagem. Ela só voltaria a casa quando tivesse encontrado a cura para o seu problema. Ela despediu-se de toda a gente e partiu. Sentia-se triste e contente ao mesmo tempo: triste porque estaria muito longe dos pais e da família, contente porque iria tentar livrar-se daquela maldição. O seu pai tinha-lhe oferecido um pombo-correio, que ele comprara na feira. Assim ela poderia mandar-lhe notícias, a sua mãe oferecera-lhe um colar com uma pedra mágica, quando Taya a apertasse, ela poderia voar como uma borboleta, era assim que ela conseguia percorrer um país, a seguir ao outro. Taya partira da Rússia e seguia em direção a Berlim, capital da Alemanha. Quando chegou, ela foi procurar um mágico alemão, ele vivia na zona Este de Berlim. Nessa altura havia um muro muito longo que dividia a cidade de Berlim. Lá, havia muitos guardas e tropas armadas, não deixavam atravessar ninguém, Taya teve de usar a pedra mágica. Foi uma viagem perigosa, mas ela tinha conseguido voar sem ser vista e seguia a caminho da casa do mágico. Quando chegou, Taya explicou-lhe porque ali estava e o que queria. O mágico disse-lhe que não conseguia fazer uma tal poção. Taya implorou, mas o mágico disse-lhe que não tinha esse poder. Antes que Taya partisse, o mágico disse-lhe que havia um druida muito famoso em França, nos arredores de Paris. Ela voou muitas horas, durante a noite, pois queria chegar a Paris ao amanhecer do dia seguinte. Quando chegou, ela dirigiu-se à catedral de Notre Dame, junto ao rio Sena. Lá em cima, na torre dos sinos da catedral, ela viu as gárgulas. Dali, ela avistava completamente a cidade, sentiu-se maravilhada com aquilo que via; a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, os barcos que navegavam no Sena, dali as pessoas pareciam formigas. Mas ali não havia mágico nenhum, ela dirigiu-se à Basílica de Saint Denis. Quando lá chegou estava tudo deserto, numa folha afixada à porta ela ficara a saber que o druida partira para Inglaterra. Ela estava cansada e decidiu passar a noite ali, na Basílica de Saint Denis. No dia seguinte bem cedo, Taya partiu para Londres. Em Inglaterra, Taya dirigiu-se ao palácio da rainha, como ela era uma princesa, foi bem acolhida. Os reis de Inglaterra fizeram uma festa em sua honra e mandaram chamar todos os magos, feiticeiros, bruxas e druidas que conheciam, pois estavam decididos a ajudá-la no que fosse preciso. Durante a festa gerou-se uma grande confusão, porque cada pessoa apresentava uma solução diferente. Taya ficou tão confusa e baralhada que fugiu dali, aterrorizada ela foi esconder-se no relógio Big Bem e aí passou a noite. Passaram muitos dias, até Taya decidir que direção iria tomar, ela começava a sentir-se cansada e, a pouco e pouco começava a perder a esperança. Ela decidiu voar até aos Estados Unidos da América, iria a Nova York à procura de novos feiticeiros. Em Inglaterra, Taya ouvira falar num grupo de feiticeiros famosos que se reuniam no Central Park, nesta altura do ano. Quando chegou a Nova York, Taya ficou boquiaberta. Nunca tinha visto tantos arranha-céus. Ela estava deslumbrada com a cidade. Quando se dirigia para o Central Park, ela viu as torres gémeas (que ainda não tinham sido destruídas), o Empire State Building, a estátua da Liberdade e a famosa praça Time Square. Quando finalmente chegou ao Central Park, ela não viu ninguém, pois já era noite.


Decidiu voar para a Amazónia, no Brasil, onde havia uma tribo muito antiga, com poderes mágicos. Essa tribo chamava-se “Pigmeus”, porque eles eram muito pequeninos e viviam na selva. Taya ficou a viver com eles durante algum tempo. Ela aprendeu a caçar, a pescar e a colher os frutos. Ainda teve tempo de aprender com o mágico da tribo a fazer poções mágicas não muito poderosas. Até ao dia em que decidiu partir, desta vez iria para o continente africano. Quando chegou Taya sentiu-se muito, muito exausta e cansada. Desmaiou quando chegou a Angola, pois o calor era imenso, o ar era pesado e húmido. Kota Simão levou-a para sua casa, deu-lhe água e comida. Kota Simão era um pescador que tinha uma cabana junto à praia. Ele era um velho muito engraçado, inteligente e sempre de bom humor. Ele contou muitas histórias africanas a Taya e a outros jovens que viviam por ali perto. O tempo que ela passara com Kota Simão fora maravilhoso, ela divertira-se muito, mas sentia-se preocupada, pois ainda não tinha encontrado a cura, ninguém conseguia ajudá-la. Certa noite, após tanta desilusão Taya foi procurar um eremita, ela foi às montanhas do Kilimanjaro. O eremita estava a fazer meditação, Taya muito curiosa, quis aprender. O eremita ensinou-lhe muitas coisas; ele ensinou-lhe a fazer yoga, a apreciar o silêncio, a contemplar a natureza e a respeitar os animais e as plantas. Algum tempo depois, o eremita disse a Taya para ir à China e comprar um bonsai. Ela deveria transportar o bonsai até à Rússia, se na viagem a árvore não secasse, ela estaria curada. Taya contentíssima partiu de imediato para a China, voou até Pequim. Lá, ela procurou em todas as lojas o bonsai indicado pelo eremita, mas não encontrou nenhum. Alguém lhe dissera que só iria encontrar esse bonsai num precipício, junto à grande muralha da China. Quando chegou ao grande rochedo, ela calcou na pedra mágica para conseguir voar até junto do bonsai. Depois de ter desenterrado as suas raízes, Taya acondicionou-o na sua mochila e partiu rumo à Rússia. Na Rússia, ela abriu a sua mochila e viu o bonsai muito verdejante. As fadas vieram vê-la e confirmaram que ela já não tinha o coração de gelo. No lugar do gelo, estava agora muito amor e amizade, muitas experiências e aventuras, muita sabedoria e conhecimento. Taya tinha-se tornado famosa, ela era a princesa que tinha dado a volta ao mundo.

Fim

AT – CM2 do LI


estória 8