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02 OPINIÃO

:: GAZETA DO OESTE :: DIVINÓPOLIS - QUARTA-FEIRA, 26/10/11

editorial

O Sândalo e o Machado

Q mocracias.

uando o poder sobe à cabeça, mostra sinal de fraqueza do seu portador. Essas emissões funcionam a exemplo de um radar. Nesta dimensão vigora o autoritarismo, através do qual se pode tudo. As ditaduras brancas se desenvolvem assim. Negaceiam para privilegiar. São frágeis como ditaduras e mais ainda como de-

Ou teriam as autoridades explicação plausível para manterem-se de olhos fechados sem fiscalizar o Código de Posturas do Município, ou as leis ambientais, retirando a poluição visual dos outdoors há muito condenados pelas exigências legais. A exibição de publicidade invasiva em locais públicos já foi banida da maioria das cidades de grande e médio porte. A capital paulistana foi das primeiras, quando desentupiu a Praça da Sé escondida por trás de uma floresta de placas. Sua exuberante arquitetura de variadas escolas europeias foi mascarada por dezenas de anos, na política que prestigiou o poder econômico em detrimento da população. A era Kassab marcou o fim dos homens/sanduíche vagando pelas ruas, das placas dependuradas em lajes e janelas, da algaravia de vozes misturadas à panfletagem ingente. Mas os administradores de Divinópolis são tolerantes. O prefeito deixa que interesses amigos se sobreponham às leis. E os outdoors estão por toda parte. Na Sete de Setembro, Paraná, JK, onde exista uma paisagem descortinada, erguem-se esses monumentos à insensatez, que “A rua comporta ainda a parecem festejar a amizade inpanfletagem profissional, teresseira. O favorecimento ilícito cografitagem, placas com bra mais tarde o justo preço. ofertas de produtos nas O protecionismmo bipolar não calçadas, autossom, garante estabilidade. As vozes ademais da famigerada roucas das ruas são sementes propaganda sonora, tudo ao vento, que irão fertilizar os óvulos da insatisfação popular. A sob o olhar compassivo autossuficiência de quem o poder das autoridades, como subiu-lhe à cabeça não tem olhos em qualquer interiorzão de ver e nem ouvidos de escutar. brabo.” Desposa a versão adulativa dos acólitos, mais digerível, ornada com os elogios de praxe, na dose exata com que deseja ver-se inoculado. As incúrias administrativas ferem e torturam as plateias. E podem, em dado momento, voltar-se contra os que as adotam como filhas naturais. Como o machado, que ferindo, ganha o perfume do sândalo. A rua comporta ainda a panfletagem profissional, grafitagem, placas com ofertas de produtos nas calçadas, autossom, ademais da famigerada propaganda sonora, tudo sob o olhar compassivo das autoridades, como em qualquer interiorzão brabo. Fica difícil, senão impossível, disciplinar as demais posturas, acaso haja na composição administrativa favorecimentos evidentes e privilégios indevidos. Está na aceitação tácitas da ilegalidade dos outdoors, nas vistas grossas feitas pelos subalternos, a demonstração de autoritarismo viciadamente político. Mais que aceitar, é compactuar-se com o indevido, percorrendo a contramão da verdade, onde somar parece dividir. Uma cidade imensa a fervilhar na paisagem do oeste de Minas, às vésperas do seu centenário, vivendo ainda o tempo da política dos coronéis, onde as oligarquias reaparecem se reformando através do acumpliciamento de castas, na troca de favores, na aceitação da improbidade. Uma daquelas sementes lançadas ao vento germina em algum lugar, com o propósito tão firme quanto singular, de exigir respeito com Divinópolis.

ÓRGÃO Do grupo Gazeta do Oeste de comunicação ltda

Marcos Fábio

Conversa com a Presidenta

olharempreendedor@formatar.com.br

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff

OLHAR EMPREENDEDOR

Caros leitores, a partir de hoje passamos a contribuir com o Jornal Gazeta do Oeste, com a coluna Olhar Empreendedor. À convite da direção do jornal, estaremos presentes aqui todas as quartas-feiras apresentando, debatendo e discutindo temas ligados ao Empreendedorismo; Gestão de negócios e suas áreas (financeira, marketing, comercial, gestão de pessoas, gestão e sucessão familiar; processos, produção, estoques, contabilidade; etc.); Oportunidades de mercado; Comentários de assuntos ligados às empresas, economia e negócios; dentre outros temas afins, além das respostas às perguntas que os leitores enviarão para o e-mail olharempreendedor@formatar.com.br . As perguntas serão separadas por áreas afins e analisadas pela equipe de profissionais da Formatar Consultoria Empresarial para posterior construção das respostas. Dessa forma, as respostas sempre partirão de profissionais especialistas no assunto e que fazem parte do quadro da nossa empresa. A Formatar Consultoria Empresarial é uma empresa prestadora de serviços de consultoria empresarial que atua em todas as áreas da gestão (finanças, comercial, marketing, gestão de pessoas, produção, suprimentos, tec.), com clientes de porte e ramos diversificados em Belo Horizonte e centro-oeste de Minas Gerais. Por isso, os temas abordados, bem como as respostas aos leitores serão baseadas em nossa experiência de mercado. Assim, se você tem uma dúvida ou gostaria que algum assunto fosse abordado por nós, envie o seu e-mail para olharempreendedor@formatar.com.br e nos ajude a construir nossa coluna. Vocês poderão também nos seguir pelo Twitter (@formatar), pelo facebook (formatar@formatar.com.br) ou pela nossa página na internet (www.formatar.com.br). Após as apresentações, vamos ao tema de hoje, ou melhor, à provocação inicial. Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial - IEMI, em pesquisa encomendada pelo SEBRAE, Minas Gerais hospeda o segundo maior polo brasileiro de confecções em faturamento. Temos concentrações de empresas no Sul, Centro-oeste e Zona da Mata com mais de 5 mil empresas. Segundo este mesmo estudo, a cadeia produtiva (1) da confecção de Divinópolis-MG possui cerca de 3 mil empresas formais e informais. Muito se fala de Divinópolis como um polo produtivo com relevância significativa na produção nacional, mas apesar desses impressionantes números, muito nos falta para verdadeiramente ganharmos expressão nacional, a exemplo dos Arranjos Produtos locais - APL (2) de Santa Rita do Sapucaí-MG (eletrônica) ou do Vale dos Sinos nos sul do país (calçados). Possuímos poucas empresas de expressão nacional que levem nosso nome, da forma como pensamos merecer, para além de nossas fronteiras. Mas a pergunta que fica e que todos aqueles que são ligados ao tema devem se fazer todos os dias é: o que nos falta para chegarmos ao objetivo de sermos reconhecidos e respeitados como um APL da confecção? Na próxima edição aprofundaremos o tema, mas vocês já podem se manifestar pelo e-mail olharempreendedor@formatar.com.br. Aguardamos vocês. (1) Cadeia produtiva são todas as empresas que fazem parte de um segmento produtivo. Assim, confecções, estamparias, facções, lavanderias, prestadoras de serviço e bordados integram a cadeia produtiva da confecção de Divinópolis-MG. (2) Arranjo Produto Local-APL é uma definição de Porter (1999), professor da universidade Harvard. Trata-se concentrações de empresas de um mesmo ramo e que competem entre si, mas com objetivos comuns, produzindo valor agregado para toda a cadeia. Marcos Fábio Administrador de empresas e mestre em administração profissional com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas; É professor empreendedor pela Babson College em Boston/USA. Sócio-Diretor e fundador da FORMATAR Consultoria empresarial e consultor organizacional com vasta experiência em negócios. Atua também com palestrante e Instrutor de cursos, além de professor de cursos de graduação, pós-graduação e MBA´s

Surian Fernanda de Almeida, 16 anos, estudante em Ponta Grossa (PR) – Quais são as ideias da presidenta para melhorar a educação em nosso país? São muitas as ações já em andamento para melhorar a educação brasileira, Surian. Nós iniciamos esse processo histórico de transformação do sistema educacional já no governo do Presidente Lula, com a criação do Fundeb, a implantação do piso nacional para os salários dos professores, a expansão da rede federal de ensino tecnológico e superior e a criação do Prouni, entre outras iniciativas. Desde o início de meu governo, demos sequência a este processo e já lançamos importantes medidas, como a seleção dos municípios que terão o apoio do governo federal para a construção de creches e pré-escolas – serão seis mil novas unidades até 2014. Já definimos os municípios e os estados que receberão recursos para a construção e cobertura de quadras escolares. Lançamos o Pronatec, que oferecerá oito milhões de vagas em cursos de educação profissional técnica de nível médio e em cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores. Iniciamos uma nova etapa do Plano de Expansão da Rede Federal de Ensino, que prevê 208 novos Institutos Federais de Educação Tecnológica; 47 novos campi universitários; e 4 novas universidades. E com o programa Ciência sem Fronteiras vamos oferecer 75 mil bolsas de estudos, até 2014, para que estudantes brasileiros possam adquirir formação e experiência internacional nas melhores universidades do mundo. Eu tenho a convicção, Surian, de que a educação é fundamental para a construção de uma sociedade justa, formada por pessoas com valores e com ética. Por isso, todo o meu esforço será para assegurar educação de qualidade desde a creche até a pós-graduação. Ricardo Luciano da Silva Peixoto, de Uberlândia (MG) – No financiamento da casa própria pelo PAC é possível fazer um escalonamento no valor do subsídio, conforme a renda da pessoa? Sim, Ricardo, o Programa Minha Casa Minha Vida oferece subsídio que varia conforme a renda das famílias. Quanto menor for a renda da família, maior é o subsídio, ou seja, a parte que o beneficiário não precisa pagar. Esse é um critério adotado para as moradias construídas com recursos do governo federal e também para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS. No caso do Minha Casa Minha Vida 2, por exemplo, do total de R$ 125,7 bilhões que serão investidos na construção de moradias, mais da metade - R$ 72,6 bilhões - será destinada a subsídios. E as famílias mais beneficiadas serão aquelas com renda de até R$ 1.600,00, que pagarão prestações mensais de R$ 50,00 a, no máximo, R$ 160,00 por dez anos. Isso significa que o beneficiário receberá subsídio de pelo menos 70%, podendo chegar a 90% do valor do imóvel. Para renda entre R$ 1.600,00 e R$ 3.100,00 o subsídio varia entre R$ 23 mil e R$ 2 mil. Ao fornecer mais subsídios para famílias mais pobres, o governo federal está direcionando o apoio para a parcela da população mais necessitada, e atuando de forma efetiva para reduzir o déficit de moradias em nosso País, pois é nas faixas de menor renda que o déficit se concentra. Amarildo Henrique, 23 anos, desenhista em São Lourenço do Oeste (SC) - O Pronaf ainda ajuda o agricultor a financiar carros utilitários?Como funciona? O Pronaf continua sim, Amarildo, a financiar a compra de veículos utilitários para o desenvolvimento de atividades rurais da agricultura familiar. Isto pode ser feito por meio do Pronaf – Mais Alimentos, com juros de 2% ao ano. O Programa financia caminhões, inclusive frigoríficos, isotérmicos ou graneleiros, e motocicletas adequadas às condições rurais. Para ter acesso ao financiamento, o agricultor familiar deve obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf, a DAP, e comprovar que o veículo será utilizado nas atividades agropecuárias e não agropecuárias geradoras de renda do empreendimento durante, pelo menos, 120 dias por ano. Esses procedimentos devem ser realizados na empresa de assistência técnica de seu município, sendo que a DAP pode ser obtida também em outras entidades credenciadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. De posse da DAP e da comprovação do uso do veículo para suas atividades produtivas, o agricultor deve, então, procurar o agente financeiro credenciado para tratar das condições do financiamento. Mande sua pergunta para a coluna “Conversa com a Presidenta” pelo endereço eletrônico g37@g37.com.br, dando seu nome, endereço, idade e ocupação.

FUNDADOR: Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro (1947 2004)

Diretor PRESIDENTE Fernando Marcos Rodrigues

Diretor DE MARKETING Leonardo Marcos Rodrigues

EDITORA CHEFE Liziane Ricardo

Assessores Jurídicos Dr. Márcio F. Vaz • Dr. Mauro M. Nogueira • Dr. Breno M. de Faria Administração, Redação E GRÁFICA: Rua Rio Branco, 948 - Porto Velho • Divinópolis (MG) • CEP 35.500-430 TELEFONE: (37) 3222-6322 • www.g37.com.br • gazeta@gazetaoeste.com.br O jornal não é solidário com conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

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