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Sinopse Do autor do best-seller pelo New York Times e USA Today a série With Me em Seattle chega ao fim de uma saga... Dominic Salvatore aparentemente tem tudo que um homem poderia querer. Ele encontrou uma nova relação com seu pai e toda a família Montgomery. Sua vinícola, Cuppa di Vita, é um sucesso. Há apenas uma coisa que lhe escapa: uma certa impulsiva, inteligente e loira sexy como inferno chamada Alecia. Alecia trabalha incansavelmente para construir sua empresa de planejamento de eventos. É a parte mais importante da vida dela. Apesar dos casamentos bonitos, luxuosos que ela organiza, Alecia está convencida de que a ideia do verdadeiro amor é um mito. Embora Dominic seja um sexy, intrigante homem, acolher o italiano bonito em sua cama e em sua vida, é um risco que ela não tem tanta certeza que está disposta a correr. No entanto, Dominic não está acostumado a tomar um não como resposta, e não é muito depois que estes dois estão esquentando os lençóis e descobrindo uma conexão que não podem negar. Mas será forte o suficiente para durar para sempre? "Eu vou, eventualmente, fazer você entender o quão incrível você é, tesoro"– Dominic Salvatore


Prólogo "Acorde, meu amor." O que—? Lábios suaves roçam do meu pescoço até minha clavícula, fazendo-me gemer e arquear as costas. Uma mão forte puxa a lateral das minhas costas, e aqueles lábios deslizam para trás até o pescoço, até o ponto certo atrás da minha orelha que faz com que todos os nervos do meu corpo acordem. "O que você está fazendo?" Meus dedos encontram o caminho para seu cabelo grosso, escuro enquanto o sinto sorrir contra a minha pele. Meus mamilos endurecem quase dolorosamente. Seu corpo está deliciosamente firme e quente ao meu lado. Consigo abrir os olhos pesados para encontrar Dominic sorrindo para mim, com seu olhar azul gelo brilhante sob o luar. "Acho que é bastante óbvio o que estou fazendo, bella." Ele segura meu rosto em suas mãos grandes e coloca seus lábios nos meus, beijando-me suavemente no início, os lábios deslizando para trás e para frente em toda a minha extensão, e, em seguida, ele se instala contra mim, com uma perna plantada entre as minhas coxas, sua coxa dura pressionando contra o centro da minha boceta, com pressão suficiente para fazer meus quadris se inclinarem contra ele, e ele me dá o mais sexy beijo que eu já tive. Ele tem gosto de vinho, hortelã e homem sexy. Ele está me devorando da maneira mais deliciosa. Eu sabia que Dominic Salvatore seria um excelente beijador.


Minhas mãos vagueiam de seu cabelo macio até os ombros e os braços... incrivelmente fortes e esculpidos.

"Não me diga que não, bella." Sua voz é áspera enquanto ele beija seu caminho do meu colo para um seio onde ele coloca meu mamilo na boca e puxa suavemente, fazendo-me esfregar meu núcleo contra sua coxa nua novamente. "Por favor. Eu preciso de você." "Isso é loucura." Mas não vou afastá-lo. Em vez disso mergulho meus dedos em seus cabelos novamente e o arrasto para outro beijo profundo e faminto por muito tempo. Deus, eu não posso ter o suficiente de sua boca. Ele muda, fixando sua pélvis contra a minha. Seu pênis é longo e grosso, e se move facilmente entre as minhas pregas lisas, a cabeça massageando o meu clitóris em um movimento entorpecente. "Você está tão molhada", ele sussurra duramente. "Abra os olhos." Não é um pedido. Ele está olhando para mim com uma intensidade que eu nunca vi antes em qualquer pessoa. Deus, ele é tão bom. Arrasto minhas mãos em suas costas para sua bunda e aperto firmemente quando levanto os meus joelhos contra sua cintura, abrindo-me para ele. "Eu não ia fazer isso com você." Ele aperta os olhos e inclina a testa contra a minha. "Eu não posso ficar longe de você. Eu tentei bella." Eu posso ouvir o italiano em sua voz. Seu corpo está tenso com saudade, mas ele está se contendo, esperando a minha decisão. Cada músculo está bem firme. Ele está tremendo. Como posso dizer não a isso? Eu não quero dizer não a isso!


"Dom?" "Qualquer coisa. Qualquer coisa que você queira." Eu circulo meus quadris. Um sorriso lento se espalha sobre meus lábios, sua mandíbula aperta e ele murmura um palavrão italiano com os dentes cerrados. "Sim." Eu sussurro. Sua mão espalma meu peito; o polegar circula meu mamilo rígido. "Você tem certeza?" Sua mão desliza para meu lado e em volta da minha bunda, puxando-me com mais força contra ele. "Sim." "Você está tão molhada, Alecia." "Eu sei." Ele sorri para mim, puxa seus quadris para trás, e então desliza para dentro de mim em um movimento suave, enchendo-me completamente. Nós dois suspiramos, olhos presos um no outro, enquanto ele acalma enterrado dentro de mim, e juro por Deus, enterrado no meu coração. Exceto, eu não sou toda corações e flores. "Não faça eu me apaixonar por você", imploro. Seus olhos amolecem, mas ele não responde, ele simplesmente puxa pra fora, olha para baixo entre nós e empurra para dentro de mim repetindo o movimento mais duas vezes. "Mais rápido", eu imploro. "Não." Olho para ele, mas ele simplesmente sorri para mim antes de beijar a minha testa, unindo os dedos com os meus e prendendo minha mão acima da minha cabeça. E então ele começa a realmente mover os quadris, criando um ritmo punitivo. Seu pau cutuca meu clitóris com cada impulso de seus quadris, empurrando-me mais perto do gozo.


"Você sabe o quanto eu queria você, Alecia?", ele sussurra em meu ouvido enquanto sua mão livre continua segurando minha bunda e ele controla a velocidade e profundidade de seus impulsos. "Não." Ele beija minha orelha, meu rosto, meu nariz, e, finalmente, meus lábios enquanto pega velocidade, fodendo-me mais forte, mais rápido, fazendo-me contorcer e gemer alto. Jesus Cristo, porra, não posso aguentar. Os meus apertos em sua mão ficam mais fortes, meus dedos brancos. "Você está quase gozando, bella." "Sim." "Goze. Faça isso." Estou quase lá. Só estou no limite. Foda-me, se ele continuar batendo em meu clitóris exatamente assim... BEEP BEEP BEEP!! Sento-me, suada, ofegante, cada nervo do meu corpo em chamas, os olhos freneticamente percorrem meu quarto. Tudo está normal. Exceto que todas as cobertas foram empurradas para o chão, meu pijama e calcinha se foram, e eu estou à beira do orgasmo mais explosivo da minha vida. E muito sozinha. Eu golpeio minha mão no botão de despertador, xingando muito e alto. Sério? Sério?! Ele está em cada devaneio que tenho, e agora ele está invadindo o meu sonho também? E eu estou a ponto de gozar sem ele nem ao menos me tocar. Filho. De. Uma. Puta.


Capítulo 01 Estou atrasada. Eu nunca estou atrasada. Eu não nunca me atraso. É culpa de Dominic Salvatore. Ok, talvez seja exagero, até mesmo para mim, mas sério, que ele tem que se infiltrar em cada pensamento? Até nos meus sonhos? Sonhos que me deixam suada e ofegante e... e... droga. Olho para mim no espelho e balanço a cabeça. Concentração. Não tenho tempo para isso. Não tenho tempo para ele. Tenho um dia cheio de reuniões e compromissos com clientes potenciais. Sem tempo para me aprofundar sobre o italiano quente que não consigo tirar da minha cabeça. Meu cabelo não quer colaborar quando faço o coque de costume e prendo com grampos. O que se passa com o meu cabelo hoje? Faço o meu melhor para alisá-lo e tentar novamente, e são apenas 07:30h, e o meu dia já parece estar na merda. Sopro uma mexa do cabelo rebelde da minha testa com um suspiro profundo e coloco minhas mãos em meus quadris, olhando para o meu cabelo. Uso desta forma todos os dias. Todo. Dia. É profissional. Não estou vou usá-lo solto hoje. Então, faço o meu melhor, em seguida, me visto com o meu terno de verão favorito rosa que talvez melhore a minha sorte, com sapatos rosa Jimmy


Choo de saltos e volto para passar minha maquiagem e sair correndo. Mas só depois que termino com o meu rímel, espirro, deixando marcas pretas molhadas no meu rosto maquiado. Sério? Se esta é a forma como o meu dia está começando, deveria voltar para a cama. Meu telefone toca enquanto enxugo as marcas pretas e vou em direção à porta. "Aqui é Alecia." "Ei, patroa. Já estou aqui. Onde você está?" "Desejando que estivesse de volta na cama", respondo secamente, e pressiono o botão de chamada para o elevador. "Este dia está uma merda. O cliente está aí?" "Ainda não. Você está saindo agora de seu apartamento?" Emily, minha assistente, soa chocada. E por um bom motivo. Eu não chego atrasada. O elevador chega e quando eu piso, o salto da minha sandália fica preso no trilho da porta e prende bem firme. "Filho da puta!" "O que há de errado?" "Eu só quebrei minha sandália favorita Jimmy Choo." Jogo o meu braço para impedir as portas de se fecharem, arranco meu salto precioso fora do trilho e caminho de volta à minha porta, para cima, para baixo, para cima, para baixo, xingando baixo todo o caminho. "Uau, isso é algum idioma que você está falando aí." "Oitocentos dólares as sandálias, Em." "Provavelmente, você pode consertá-las", diz ela. "Eu posso ouvi-la rindo de mim."


"Eu não estou. Juro. Acho que o cliente acabou de chegar aqui, e você já está 30 minutos atrasada?" "Isto é, se eu não pegar engarrafamento. Caramba. Comece sem mim. Compre o seu café. Converse com ela. Chegarei aí em vinte minutos." "Uma multa por excesso de velocidade não vai ajudar." Desligo sem responder e tomo dois minutos preciosos para lamentar a perda dos meus sapatos. A quebra no salto não é corrigível. Foi muito para o meu terno favorito transformar a minha sorte para o dia de hoje.

A multa por excesso de velocidade que peguei na Interestadual 5 me segurou por um tempo adicional de 15 minutos, colocando-me quase 45 minutos atrasa. Emily me amaldiçoou. Maldita. "Sinto muito," Eu começo, enquanto ando rapidamente para a mesa onde Emily e uma cliente potencial, Summer James e seu noivo, Robert, estão sentados. Estendo a minha mão para apertar a deles e sorrio brilhantemente. "O trânsito a esta hora do dia é horrível." "Acho que você deveria ter se programado para o trânsito", Robert responde e olha para baixo em seu telefone, verificando o tempo todo. Summer fecha a cara para ele e então sorri para mim. "Entendo. Emily já nos deu muitas informações importantes." "Perfeito." Sorrio para Emily, que está de olho em meu cabelo como se fosse um bicho-preguiça, e eu viro minha atenção para o casal. "Tenho certeza que vocês já discutiram algumas de suas ideias e planos com Emily, mas apreciaria se vocês pudessem resumir pra mim rapidamente."


Ao pedir o casal sobre sua data e passar por cima de algumas de suas preferências sobre o tamanho da festa de casamento e contagem de hóspedes, Emily me traz um café muito necessário. Trinta minutos mais tarde, depois que nós cobrimos o básico e eu já ter passado o orçamento dos meus serviços, Robert parece levemente ruim do estômago com a sobrecarga de informação e choque em seu bolso, enquanto Summer está radiante. Típico. "Eu acho que..." Robert começa, mas Summer interrompe. "Acho que devemos contratá-la também!" "Não, querida, eu ia dizer que acho que nós podemos fazer isso nós mesmos." Seu queixo cai e ela pisca rapidamente. "Sério? Quando teremos tempo?" "Você tem fins de semana livres", ele lembra. "Assim como você. Mas este é um trabalho de tempo integral. Eu não posso fazer isso sozinha!" Ela está se tornando muito estridente, fazendo as dores nas minhas têmporas ainda piores, então faço o que eu faço. Intervenho para evitar uma crise. "Eu entendo", começo com calma e coloco minha mão sobre o braço de Summer. "Isto pode ser esmagador e é um grande compromisso financeiro. Tire o final de semana para pensar sobre isso e nos chame na próxima semana." "Absolutamente", Emily concorda com um largo sorriso. "Vocês não tem que decidir hoje." "Sério?" Parece que Summer que está à beira das lágrimas e Robert agora parece levemente em pânico. "Sim." Eu aceno e toco levemente seu braço, em seguida, passo-lhe um arquivo completo das informações do que conversamos. "Tenha um fim de semana maravilhoso. Aproveite a sua festa de noivado."


"Obrigado", responde Robert e leva Summer para fora do café. "Aposto com você mil dólares que ele vai convencê-la a não fechar", diz Emily, quando eles estão fora do alcance da voz e estamos reunindo nossas coisas para sair. "Vou levar essa aposta. Eu preciso de novo Choos." "Você acha que ela vai convencê-lo?" "Ela vai." Suspiro e dou mais um gole do meu café agora-frio. "Eu não acho que peguei minha cartela de Advil esta manhã." "Você está bem?" "Recebi uma multa de excesso de velocidade, graças a você me azarando." Me viro e olho para ela, mas ela ri. "Não estou achando nada engraçado." "Você não parece muito bem hoje." Em inclina a cabeça e me olha pensativa. "Será que você foi a alguma festa noite passada?" Ri e balancei minha cabeça. "Eu gostaria. Não, não dormi bem." Não posso dizer a ela que tive sonhos eróticos selvagens com o homem mais sexy que já vi. "Insônia." Ela acena com sabedoria. "Você deve tomar melatonina. Ela faz maravilhas." "Vou me lembrar disso", murmuro e verifico o meu telefone. "Tenho que estar em Olympia ao meio-dia." "Vai se encontrar com Will Montgomery?", pergunta. Ela sorri suavemente e suspira. "Sim." "Posso..." "Não, eu não preciso que você venha comigo."


Ela faz beicinho, me fazendo rir. Emily nunca fez segredo de que ela tem uma queda pelo bonito astro do futebol. Inferno, todos nós temos paixões por toda a família Montgomery. Eles são todos belos exemplares de homens e suas mulheres são doces e engraçadas. O que há para não gostar? Eles também são os meus melhores clientes, e são a razão pela qual eu posso pagar meu apartamento e meu fetiche por sapatos. E eu gosto de pensar que eles se tornaram amigos também. "Você fica com toda a diversão", diz Emily. "Eu fico. E também terei de lidar com todas as bizarrices e reclamações. Acredito que isso caia na minha descrição de dona do negócio." "Sim, você pode mantê-los. Vou encontrá-la na sua casa hoje à tarde?" "Sim. Você vai se encontrar com o casal Peterson para falar sobre as flores, certo?" "Sim. As MOB1 são um pé no saco." "A mãe da noiva está pagando por um casamento de cem mil dólares. Ela pagou pelo direito de ser um pé no saco." "Verdade." Emily levanta seu punho para tocar com no meu e sorri. "Tenha um bom tempo com o gostoso Will Montgomery." "Eu vou. Eu vou estar com meu celular se você precisar de mim." "Até mais." Com isso, Emily sobe em seu Honda Civic e vai embora. Faço uma pausa e respiro fundo antes de eu ir para o meu SUV e seguir em direção a Olympia. Ainda é cedo, mas tudo bem. Eu deveria chegar cedo a alguma coisa hoje.

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Cadelas cheias da grana, do original em inglês Money Over Bitches.


"Você parece... interessante." Blake, meu fornecedor e meu melhor amigo, inclina a cabeça para o lado e me observa com os olhos cheios de humor enquanto ando em seu escritório e sento na borda da cadeira em frente a sua com tanta dignidade quanto eu posso reunir. "Foda-se." Sorrio docemente e puxo o meu iPad da minha bolsa. "Nós já fizemos isso. Acho que você ainda tem algumas das minhas camisetas." "Eu durmo com elas." O lembro e trago o meu iPad para a vida, folheando arquivos dos clientes até que encontro casamento de McBrideMontgomery. "Mas você pode tê-las de volta se você quiser." "Eu não dou a mínima para as camisetas." Olho para cima para encontrar seu olhar marrom chocolate me assistindo. Blake é um espectador. Ele não é Dominic Salvatore, mas como ele, são poucos. Blake é alto e magro. Seus braços são musculosos, graças a todas essas horas na cozinha. Ele tem uma base sólida, queixo quadrado, cabelo loiro escuro e curto. Ele é a única pessoa que eu já me permiti confiar plenamente na minha vida. "Você está pronto para Will e Meg?" Pergunto, na esperança de mudar de assunto. "Estou pronto para você me dizer o que está acontecendo com você hoje. E o que se passa com o seu cabelo?" "Não está tão ruim assim." Rolo meus olhos, mas Blake sorri. "Não é o seu penteado de costume. O que significa que você estava nervosa esta manhã." "Tem sido um dia ruim. Dia do cabelo ruim. Quebrei o salto do meu sapato." Faço biquinho e Blake me olha sorrindo. "Os caros?" "Eles são todos caros."


Ele sorri novamente. Blake é bom sorrindo tolamente. Ele pode ser um idiota arrogante. "Isso é tudo?" "Tenho uma multa por excesso de velocidade e estava quase uma hora atrasada para uma reunião com um cliente." "Uau." O humor deixa seu rosto e ele levanta uma sobrancelha. "Mau dia." "Sim." Limpo minha garganta e olho de volta para o meu iPad. "Vem acontecendo muito ultimamente." O ignoro e olho cegamente as palavras sobre o Ipad no meu colo. Ele está certo. Estive fora do meu normal nos últimos meses, não sei por que. A vida é boa. Meu negócio está prosperando. Amo isso. Tenho um belo apartamento à direita das águas do Puget Sound2 e bons amigos. Mas algo parece... fora. "Quer falar sobre isso?" "Eu realmente só quero falar sobre Will e Meg, Blake. Eles estarão aqui em poucos minutos." "Tenho a equipe na cozinha dando os toques finais sobre os pratos que você falou. O vinho arrolhado e pronto. Estamos prontos." "Ótimo." "Olá?" A voz de Megan McBride chama no lobby dos escritórios de Blake. Eu pulo feliz por vê-la, e grata pela mudança de assunto. Chego até ela e Will, com Blake em meus calcanhares. "Oi." Sorrio e abraço Meg e ofereço minha mão a ele tremendo, mas ele apenas ri e me puxa para um grande abraço também. Ele é surpreendentemente

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Puget Sound (em português: estuário de Puget, ou, menos comumente, estreito de Puget ou enseada de Puget) é o nome de uma profunda enseada estuarina do oceano Pacífico localizada na costa noroeste dos Estados Unidos.


suave para um homem tão grande. Tendo pelo menos 1,93 metros, ele nada é senão puro músculo e travessos olhos azuis brilhantes. Will é o meu favorito dos irmãos por causa de sua atitude e senso de humor divertido. Meg é uma mulher de sorte. "Desculpe, mas é cedo", diz Meg com um encolher de ombros. "Sempre chego cedo quando tem comida envolvida," Will acrescenta, e esfrega as mãos. "Pode mandar." "Ele é tão elegante." Meg balança a cabeça e desliza seu braço por Will e beija seu bíceps. "Estamos quase prontos", diz Blake, e convida Meg e Will a nos seguirem para a sala de jantar. Os funcionários de Blake a prepararam para parecer exatamente como a mesa que Meg escolheu para sua recepção, completa com a peça central e as flores que ela escolheu. "Oh, baby! Olhe o quão bonita está." Meg sorri e estende a mão para tocar um lírio tigre alaranjado. "Sente-se." Me sento e coloco o guardanapo de linho no meu colo e sorrio para o casal feliz. Meg está surpresa e encantada pelas flores, as porcelanas chinesas, até mesmo com os bem-casados de festas em todos os outros lugares, Will está olhando para ela com olhos suaves e cheios de amor. A família Montgomery quase me faz acreditar que o verdadeiro amor realmente existe. "Ok, primeiro, temos o bolinho de caranguejo Dungeness 3 com salada Washington de repolho com maçã, combinado com Riesling 4 de Dominic." Os garçons tomam o seu lugar, cada um a nossa esquerda, em seguida, em perfeita sincronização, colocam nossos pratos na frente de nós.

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Pequeno caranguejo da costa do Pacífico Vinho branco de primeira classe, feito com uvas Riesling


"Uau, isso parece incrível." Meg sorri e levanta o garfo, então ri quando ela olha para Will, apenas para descobrir que ele já comeu um bolo de caranguejo inteiro. "Bom?" "Mm..." Ele revira os olhos e escava a próxima. "Boa ideia com esse menu, gata, do Pacifico Noroeste." "Porém nós adicionamos o bife para quem não gosta de peixe", acrescenta ela, olhando para Blake para confirmação. "Sim, você vai ter de provar tanto o salmão quanto o filé mignon hoje também." "Oh, Deus, eu não vou ser capaz de comer tudo. Tenho que caber em meu vestido de noiva em duas semanas." "Basta dar uma mordida ou duas de cada um", sugiro com um sorriso. "Blake não ficará ofendido. Dessa forma, você pode provar tudo e aprová-lo para seus convidados." "Boa ideia." "Eu vou comer tudo," Will que nos informa e bebe seu vinho. "Eu não tenho que caber em um vestido. Porra, este vinho é bom." "Caranguejo e salada de repolho estão ok pra mim", Meg concorda e toma seu vinho. "Prontos para o próximo?" Blake pergunta, e Meg e Will ambos acenam com a cabeça. Blake sinaliza, os garçons retornam com um tipo de salada. "Ok, aqui temos uma salada de frango grelhado com vinagrete de mandarina." Os garçons novamente passam pelo ritual de colocar os nossos pratos diante de nós em perfeita sincronia. "Oh, hummm", sussurra Meg, e escava a sua salada. "É tão bom." Will acena com a cabeça, com a boca cheia demais para falar. Blake e eu piscamos um para o outro. Blake é um mestre na cozinha e meu fornecedor de escolha, sobretudo para grandes eventos como este.


O casamento de Will Montgomery estará em todos os noticiários e em todas as grandes revistas que existem. Este é um grande negócio para todos os fornecedores envolvidos, inclusive eu. É importante que eu só trabalhe com os fornecedores tradicionais que estão no topo de seu trabalho. E ninguém é melhor do que Blake. "O acompanhamento de vinho com esta é o pinot gris5?" Eu pergunto e saboreio o delicioso vinho. "É." Blake acena com a cabeça e dá algumas mordidas na salada, aparentemente satisfeito com o resultado. "Eu amo tudo isso até agora", diz Meg com um sorriso e olha para cima para Will. "E você?" "Eu amo isso também." Ele sorri e se inclina para beijar seus lábios suavemente. "O que você quiser, querida. Você sabe disso." "Agora vamos começar com o prato principal. Primeiro vamos tentar o salmão."Blake acena para o garçom trazer o prato. "Este é um grelhado de salmão rei com tomates, cogumelos marinados no balsâmico e salada de pancetta6, emparelhado com merlot7 de Dom." Nós todos cortamos uma fatia de salmão e gememos de euforia. Blake cozinha tão bem. "Oh meu Deus", Meg murmura com um gemido e coloca a mão em seu peito. A pedra em seu dedo brilha. "Continue gemendo assim Megan, e nós vamos sair antes do próximo prato." Will não olha para Meg, mas ela cora furiosamente e se contorce em seu assento. Tenho que morder os lábios para não rir em voz alta. Adoro a forma como os homens Montgomery e Williams não têm medo de deixar claro que eles não só amam as suas mulheres, como eles não podem ter o suficiente delas fisicamente.

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Pinot gris é uma uva rosada da família da Vitis vinifera, originária da região da Alsácia, França. A famosa barriguinha de porco. 7 Tipo de Uva. 6


Eles estão em uma liga própria. "E agora o filé", diz Blake, seus olhos também cheios de humor."Eu tenho esses ao ponto. É servido com um molho de amora e batata cozida." O corte de carne bovina com o molho, faz com que todos nós suspiremos de prazer. "E o vinho?" Meg pede. "Cabernet sauvignon de Dom." Meg come algumas mordidas da carne e batata e fecha os olhos enquanto ela levanta seu copo de vinho aos lábios. "Isso foi tão bom." Will conseguiu, é claro, limpar cada prato apresentado na frente dele. Ele só bebeu um vinho, porém, depois optou por beber água. "Nós temos uma surpresa", eu respondo com um sorriso, enquanto os garçons limpam nossos pratos. "Há mais?" Meg pergunta com olhos cor de avelã arregalados. "Minha barriga está cheia." "Acho que você vai ter espaço para isso." Os garçons retornam e colocam os pratos para cada um de nós, com quatro mini cupcakes em cada um. "Você pediu Nic para fazer cupcakes?" Meg pergunta, referindo-se a Nic Dalton, a proprietária de Succulent Sweets, e namorada do irmão de Will, Matt. "Sim, ela os fez mini para a degustação de hoje, para que você possa prová-los depois que você acabasse a refeição. Todos os quatro sabores que você escolheu estão aqui. Limão com framboesa,"Aponto para cada sabor enquanto vou nomeando. "Tiramisu, Morte por Chocolate e Baunilha com cobertura de baunilha." "E Dom os tem acompanhando com uma safra de Riesling", Blake acrescenta. "É doce e vai muito bem com qualquer um destes sabores." "Uau", murmura Meg e ela dá uma mordida no de framboesa com limão e bebe seu vinho. "Isso é incrível."


"Megan," Will suspira e cerra os olhos fechados. Meg ri e lambe a cobertura fora do bolinho de chocolate, olhando para ele com olhos arregalados e inocentes, claramente apenas provocando. "O que eu fiz?" Will ri e come os cupcakes restantes em seu prato, em seguida, limpa a boca. "Acho que vou te levar para casa e te mostrar o que você fez." Meg levanta uma sobrancelha. "Parece divertido." "Oh, vai ser mais do que divertido." Will vira olhos azuis quentes para mim e não posso deixar de morder o lábio. Os homens Montgomery são gostosos, mas acrescentem olhar excitado e eles são apenas... uau. "Será que temos alguma coisa que precisamos discutir hoje?" "Presumo que você queira aprovar o menu?" Pergunto, e saboreio meu Riesling, enquanto olho para o contrato de fornecimento no meu iPad. "Eu amo isso", Meg confirma. "Nós ainda estamos esperando alguns RSVP8," Os informo com um encolher de ombros. "Mas isso não é incomum. A maioria das pessoas os confirmo após a data de vencimento." "Quantos você tem até agora?" "Temos 232 confirmados", respondo, Meg suspira e Will dá de ombros. "Isso é um monte de gente." Meg olha nervosamente para Will. "Isto vai ser muito caro." Will ri e beija a testa de Meg suavemente. "Isso não vai quebrar a gente." "Eu posso cortar as flores." Blake e eu compartilhamos um olhar, pensando que devemos sair e deixá-los conversar, mas Will apenas ri e se inclina para sussurrar no ouvido de Meg.

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RSVP é a sigla da expressão francesa “Répondez S’il Vous Plait” que em português significa "Responda Por Favor." É muito comum ver essa sigla em convites para eventos como casamento, onde a confirmação da presença é essencial.


Seu rosto preocupado relaxa e ela morde o lábio e acena quando Will beija sua testa e se afasta, balançando a cabeça como se ele descobrisse que ela é adorável. "Estamos bem. Continuo tendo alguns momentos de pânico", ela admite. "E, em seguida, Will tem que me fazer ficar calma." "Perfeitamente normal", respondo com um sorriso. "Este é um grande negócio." "Sim." Meg concorda e toma mais um gole de vinho. "Ênfase em grande. Mas a equipe de Will é grande, temos uma grande família e muitos amigos. Eu tenho tantos colegas e amigos do hospital. Não quero deixar ninguém de fora." "Ei, você deve comemorar com todos que você ama." Blake sorri gentilmente para Meg, e me lembro do porquê o amo muito. Ele é um cara legal. "Obrigada." Ela sorri de volta para ele e, em seguida, olha para Will, que continuou a observá-la. "Então, nós estamos nos reunindo nesta quarta-feira na vinícola?" "Sim. Vamos caminhar e falar sobre a decoração e todos os detalhes finais. Mas você não tem nada para se preocupar. Todos os vendedores estão prontos e a comida agora está aprovada e pronta para ir. A parte mais difícil já passou." O sorriso de Meg é amplo e feliz. "Ok. Vamos nos casar." "Graças a Deus. Este tem sido o noivado mais longo já registrado." Will faz uma carranca para Meg, que apenas ri e esfrega a mão ao longo do braço duro. “Está quase no fim, estrela do futebol." "Vamos para casa." Abraços e apertos de mão são trocados, e quando Will e Meg viram para ir embora, volto para o meu lugar, tomo meu vinho, e peço a Blake para olhar o contrato final comigo. Ele dá um passo atrás de mim e massageia os meus ombros para que possamos lê-lo juntos e derreto contra ele. "Então, esse preço deve funcionar até


250 convidados. Mas preciso que você trabalhe até o preço adicional, poderá passar dos 300." "Há ainda lá fora muitos RSVP?" "Infelizmente." "Ei, o que você está fazendo aqui, cara?" Ouço Will dizer quando ele e Meg chegam ao saguão. "Tenho uma reunião com Blake." A voz de Dominic. "Você deve ver se eles têm algum dos pratos que eles serviram. São impressionantes." "Estou bem, mas obrigado. Você gostou da combinação de vinhos?" "Eles são perfeitos. Obrigado, Dom."Meg responde. "Eu gostaria que você nos deixasse pagar pelo vinho." "Não, bella. É um presente. Tenha um bom dia. Eu vou te ver este fim de semana." Um arrepio percorre minha espinha enquanto Blake se inclina sobre mim para apontar para algo sobre o contrato. Ele ainda está amassando o meu ombro com a outra mão. Não tenho ideia do que ele acabou de dizer, então apenas aceno. "Sinto muito que você está tendo um dia difícil", ele murmura e beija o topo da minha cabeça. "Melhorou da dor de cabeça?" "Sim", minto, e lhe dou um pequeno sorriso de agradecimento, em seguida, olho por cima do ombro para ver Dom nos observando. Suas mãos estão pesando no bolso de sua calça. Ele descartou o paletó há muito tempo e rolou as mangas de sua camisa branca abotoada até os antebraços, mostrando sua pele bronzeada. Sua gravata está solta. Seu cabelo escuro está confuso, como se ele tivesse passado os dedos por ele em frustração. Sua mandíbula está fechada e seus profundos olhos azuis estão cheios de calor e raiva.


Minhas coxas involuntariamente apertam com a visão dele, e minha mente vai imediatamente para o meu sonho desta manhã. Aquelas mãos e sua boca na minha pele. O que ele realmente está fazendo comigo? Me afasto e tomo uma respiração profunda, calmamente Blake atravessa a sala até Dom e o cumprimenta. "Nós apenas estamos encerrando aqui." "Sem problemas. Estou um pouco adiantado. Vou me encontrar com minhas irmãs para o almoço, em poucas horas, então pensei em ver se você poderia me encaixar." "Absolutamente." "Nós terminamos aqui", ouço-me dizer, enquanto desligo o iPad e fico de pé, preparando-me para os usuais flertes que vêm de Dom e seu sorriso encantador. Eu posso ficar profissional. Vou ficar profissional. Sorrio para ambos os homens bonitos, mas em vez de me oferecer um sorriso arrogante, Dom simplesmente balança a cabeça para mim e sai do local. "Vou encontrá-lo em seu escritório", ele diz para Blake, que volta com um olhar interrogativo para mim. Eu simplesmente dou de ombros. “Quem sabe? Mas preciso de minha bolsa que está no seu escritório." Caminho com minha cabeça erguida para o escritório de Blake e recupero minha bolsa de mão, enfio meu iPad dentro e viro para Dominic. "Os vinhos que você escolheu são perfeitos. Obrigada." Ele balança a cabeça. “Disponha." Não sei mais o que dizer, então finalizo com "Desfrute de suas irmãs. Obrigada mais uma vez, Blake." Antes que possa virar para ir embora, Blake me puxa para seus braços e me dá um grande abraço, balançando-me para frente e para trás.


"Te ligo mais tarde. Tome algo para a dor de cabeça." Me afasto e novamente Dom está me observando com quentes olhos azuis. Ele esfrega as mãos sobre a boca e parece que ele quer dizer alguma coisa, mas ele não o faz. E não consigo descobrir por que eu o quero. É bom que ele não esteja me pedindo para sair ou flertando comigo. Eu apenas teria de recusá-lo como sempre faço. "Eu vou." Aceno com a cabeça e saio do escritório de Blake e me pergunto o que no inferno era tudo isso.


Capítulo 02 Dominic

Alecia me envia um último longo olhar e, em seguida, sai do escritório de Blake, cabeça erguida e cabelo puxado para cima em um coque bagunçado. Ela está vestindo um terno cor de rosa que se encaixa como uma luva, moldando seu corpo incrível, completando com os sapatos mais sexys que eu já vi. A confusão em seus olhos castanhos envia uma dor inesperada através do meu peito, mas eu rapidamente a rejeito. Eu posso entender que por uma razão de profissionalismo ela tenha recusado meus avanços ao longo do ano passado, mas ela nunca mencionou que estava em um relacionamento. Se eu soubesse, teria desistido há muito tempo. Não entraria em território de outro homem. Nunca. Certamente não de um homem que tenho considerado meu amigo e um colega respeitado. "Então, como Alecia disse, os vinhos foram um sucesso com seu irmão e Meg", diz Blake, enquanto ele se senta atrás de sua mesa. "Fico feliz em ouvir isso", respondo e sorrio. É ainda surpreendente ouvir as palavras "seu irmão." Tenho quatro deles, e apesar de conhecê-los a mais de um ano, há momento em que ainda fico um pouco apreensivo. Tenho aprendido a amar a


família Montgomery, e para minha surpresa absoluta, eles me acolheram na família como se estivesse com eles desde o nascimento. Mas eu não estava. "Quantas garrafas vou precisar pedir?" Blake pergunta, trazendo-me dos meus pensamentos. "Nada. Minha equipe vai cuidar disso. Nós temos muito em estoque." Blake ergue uma sobrancelha em surpresa. "É uma grande quantidade de vinho." "Eu tenho muito vinho", respondo com um sorriso. "Tudo bem, uma coisa a menos para me preocupar." Ele dá de ombros e bate em algumas teclas em seu computador. "Então, nós precisamos conversar sobre o evento que será a reunião de família no próximo mês." "Sim." Ato meus dedos e cruzo as pernas. "Será que eles decidiram sobre um menu?" "Eles não conseguem chegar a um acordo." Ele revira os olhos. "Alguns são vegetarianos. Alguns não são... blá blá blá." Rio e balanço minha cabeça. "Você vai encontrar um jeito. Posso escolher um tinto e um branco que acompanha quase tudo e chamá-lo um dia." "Isso funciona." Ele balança a cabeça. "Você sabe, você deveria contratar alguém para lidar com tudo isso pra você." "Eu não me importo." "Sério. Alecia faz essas coisas. Você deveria contratá-la para organizar seus eventos." De jeito nenhum. "Tenho certeza que Alecia está ocupando seu tempo com o seu próprio negócio e seu relacionamento." Ele arregala os olhos pra mim com as mãos ainda em seu teclado. "Alecia está em um relacionamento?"


Inclino minha cabeça de lado e estreito meu olhar sobre meu amigo. "Você vai me dizer que não está dormindo com ela?" Blake pisca e depois ri, batendo palmas como seu tivesse acabado de contar a melhor piada do ano. Particularmente não achei nada engraçado. "Não." Ele balança e cabeça e volta a digitar em seu computador. "Esse barco já partiu, cara." "Isso significa?" "Significa que eu e ela tivemos uma foda de amigos e descobrimos que realmente gostamos um do outro, mas não éramos apaixonados um pelo outro. Deus, eu não durmo com Leash... quase dois anos." Ele balança a cabeça novamente entre risadas. "Você é muito carinhoso para um amigo." Ele para de digitar novamente e me olha por um momento antes de responder. Não deixo de cair o meu olhar. "A amo como uma irmã. Sei quem ela é por dentro e por fora, e faria qualquer coisa por ela. Ela é, provavelmente, umas das melhores pessoas que eu conheço. Teve um dia de merda, precisava de um abraço. Então, dei-lhe um." "Sinto muito que entendi errado." Blake se encosta-se à cadeira e junta os dedos. "Você está interessado." "Me interessei por um longo tempo", admito, esfregando minha mão sobre minha boca em agitação. "Ela deixou claro que não sentia o mesmo por mim." "Hummm." Ele se concentra em algo sobre o meu ombro, brevemente perdido em pensamentos. "Não é uma má ideia." "O que?" "Você e Alecia."


"Será que você apenas não ouviu o que eu disse?" Balanço minha cabeça e volto minha atenção para o meu telefone, abrindo minhas notas sobre a reunião de família. "Então, um branco e um tinto..." "Alecia diz não a todos", ele me interrompe. "Ela não confia tão facilmente. Mas acho que vocês seriam bons juntos." "Muito obrigado por sua aprovação", respondo secamente. "Oh, você precisará dela", ele diz com toda calma. "Porque sem ela, você estaria ferrado." Simplesmente olho para ele, esperando que ele continue. "Alecia não tem contato com sua família. Eu sou isso. Se eu não gostasse de você, seria um problema." "É inútil de qualquer maneira. Ela.Não.Está.Interessada." Ele dá de ombros e retorna ao seu computador. "Parece-me que uma mulher como Alecia pode valer um pouco de esforço extra." A raiva e frustração vêm rapidamente. Esforço extra? Eu tentei convencê-la a sair comigo pela porra de um ano. A resposta é sempre a mesma: "Obrigada, mas não!" Eu odeio ouvir essa maldita palavra. Não.

"Ei, irmão bonito!" Jules sorri, seu cabelo loiro solto em torno de seu rosto bonito. Ela está usando um vestido florido vermelho e parece incrível. "Ciao, bella", eu respondo e beijo sua bochecha. "Eu também!", diz Natalie se inclinando para me beijar, em seguida, apertando-me em um longo abraço.


Junto com quatro irmãos e todas suas mulheres bonitas, ganhei duas belas irmãs também. Natalie, como eu, foi trazida para o rebanho mais tarde na vida, depois que seus próprios pais morreram em um acidente. Parece que os Montgomerys apreciam adicionar novos membros à sua ninhada. "Ciao, cara", sussurro em seu ouvido. Seu cabelo escuro está trançado em suas costas. Ela está de jeans e uma camiseta regata, parecendo feliz e bonita. "A que devo a honra de ser convidado para almoçar com vocês duas?" "Nós só queríamos vê-lo", Natalie responde inocentemente. "O que ela quer dizer é:" Jules começa e depois de dar uma olhada rápida no menu, joga-o em cima da mesa, se inclinando para mim, com os cotovelos plantados no ferro forjado. "Precisamos de fofoca." "Fofoca?" Eu rio, deixando meu menu de lado também. "Nós não o conhecemos suficientemente bem." "Você me conhece há mais de um ano, bella. Nós passamos bastante tempo juntos." "Você o está assustando", diz Natalie em uma voz esganiçada, olhando para Jules, fazendo-me rir. Estas duas são engraçadas. "Oh, pelo amor de Deus." Jules revira os olhos. "Eu não o estou assustando." "Depende onde isso vai dar", respondo secamente, mas não posso deixar de manter o sorriso em meu rosto. "Você é tão bonito", diz Natalie e sorri suavemente enquanto me olha. "Eu amo sua covinha." "Agora você apenas quer uma coisa." "Ele está ficando bom na coisa de irmão," Jules diz a Natalie, fazendo meu coração parar.


Acredito que sim. "Então, nós somos suas irmãs", diz Natalie acenando entre ela e Jules. "E nós te amamos." "Eu amo vocês também", murmuro, já amolecendo. Meu Deus, se eu tivesse crescido com eles, teria sido envolvido em torno de seus dedos a partir do momento que colocasse os olhos sobre elas. Quem estou enganando? Tenho sido envolvido em torno de seus dedos desde que coloquei os olhos sobre elas. Ambas, juntamente com todas as mulheres desta família incrível. "Vocês sabem que qualquer coisa que vocês precisarem é seu. Basta dizer isso." "Oh, você é um doce", diz Jules, enquanto a garçonete coloca águas sobre a mesa. "Sim, ele é", diz a garçonete e pisca pra mim. "Ele está disponível?" "Bem..." Nat começa, mas eu a interrompo. "Não." "Isso é ruim. Desculpe se eu demorei muito, o lugar está bem ocupado o que é bom para nós. O que eu posso fazer por vocês?" Nós pedimos drinques e quando ela se foi, olho para as duas a minha frente. "Nós realmente queríamos apenas conversar com você", diz Natalie, colocando sua mão pequena por cima do meu braço. "Nós não temos muito tempo sozinhas com você." "E precisamos de fofoca." "Jules!" Natalie ri de sua frustração. "Que tipo de fofoca você quer?" Saboreio minha água e sufoco quando Jules responde com: "Você está transando com alguém?"


"Você está tentando matá-lo" Questiona Natalie, me dando tapinhas nas costas com força enquanto não paro de tossir. "Que diabos?" Pergunto, empurrando a água longe de mim. Acho que preciso de algo mais forte e pego a carta de vinhos, satisfeito quando vejo vinhos Mama Salvatore listados. "Bem, você sempre foi muito sigiloso quanto a sua vida sexual, e eu sei que você não é celibatário, então quero saber."Jules dá de ombros, como se esta fosse a conversa mais normal do mundo e Natalie me oferece um sorriso, mas não tenta dissuadir Jules de sua linha de questionamento. "Não acho que terei essa conversa com vocês", respondo lentamente. De jeito nenhum, não mesmo. "Por quê?" Jules pergunta inclinando a cabeça para o lado. "Porque vocês são minhas irmãs." "Sim, mas nós somos adultas. Fazemos sexo. Nós temos bebês, pelo amor de Deus." Natalie concorda e sou salvo graças à garçonete que entrega nossas bebidas. Peço um copo de Merlot de minha vinícola e nós fazemos os pedidos de nossos pratos também. "Vamos mudar de assunto", sugiro. "Desmancha prazeres" murmura Jules, fazendo-me rir. "Como estão às coisas com Alecia?" Natalie pergunta. Só estou sendo lembrado dela em todo lugar que vou hoje. "Não há coisa com Alecia", respondo. "Oh, há coisas," Jules responde presunçosamente. "Eu vi a maneira como você olha pra ela." Franzo minha testa, mas antes que possa responder, Natalie diz, "E sabemos que você a convidou para sair."


"Que ela prontamente recusou", respondo. "Então?" Por que todos não entendem o significado da palavra não? "Fui ensinado a recuar educadamente quando uma senhora diz não", digo e saboreio meu vinho. "Mas você só pediu a ela para sair, o que, jantar?" Jules pergunta claramente confusa. "Sim, acredito que eu pedi pra sair e jantarmos. Três vezes." Tremo e balanço minha cabeça. "Um homem não aguenta tanta rejeição de uma mulher." "Mas o que você fez?" Natalie pergunta. Faço uma pausa franzindo minha testa para ela. "O que você quer dizer?" "O que você fez para mostrar a ela que não era apenas uma questão de querer entrar em suas calças?" O que estou fazendo aqui? "Um jantar não significa necessariamente que eu queira entrar nas calças dela." "Claro que sim", diz Jules com um aceno de mão. "Por exemplo," Natalie continua, "naquela época, Luke teria meu café entregue a mim. Ele ainda faz isso às vezes." "Ah, e lembra quando ele deixou todas aquelas flores em nossa varanda da frente depois que ele estragou tudo naquela época?", diz Jules com uma risada. "Sim," diz Nat com um sorriso. "Para mim, foi cheesecake de chocolate", diz Jules. "Nate sempre teve cheesecake de chocolate em seu apartamento, que é nosso agora, porque ele sabia que eu adorava."


"Sério? Café e cheesecake foram os caminhos para seus corações?" Eu ri, mas Jules me dá um soco no ombro. "Ai!" "Você não está ouvindo! Não é sobre o café e cheesecake." "É o fato que eles prestaram atenção às pequenas coisas", Natalie concorda. "Eles não disseram apenas: ‘Hey, baby, quer ir jantar e depois ir a minha casa foder como coelhos?’." "Apesar de nós totalmente fodermos como coelhos", Jules acrescenta. "Eles nos mostraram que eles estavam interessados em nós." "E isso funcionou para vocês." Minha voz é cheia de sarcasmos, mas o que elas dizem faz sentido. Tudo o que tenho feito é pedir Alecia para sair quando nós estamos em uma reunião da família, geralmente enquanto ela estava trabalhando. Nunca tinha tirado um tempo para fazer um esforço. Não que eu vá admitir isso para estas duas. "Então, o que você vai fazer?", Natalie pergunta. "Quem disse que vou fazer alguma coisa?" Jules me dá um soco no braço novamente. "Faça isso de novo, Sorellina, e vou te colocar sobre meus joelhos." "Não pense que você me encanta com suas extravagantes palavras em italiano," Jules responde, claramente não tendo medo de mim. "Mas o que foi que você disse?", Nat pergunta, inclinando-se pra mim. Faz-me rir toda vez que uso palavras em italiano que elas querem saber o que significam. "Eu disse irmã mais nova." "Ownnn", diz Nat. "Eu amo isso." "Sim, sim, é doce", Jules diz impacientemente. "Mas o que você vai fazer?" "Vou pagar o almoço e ir pra casa."


"Nós falhamos com você", diz Jules, e seu lábio treme como se ela fosse chorar. Ela não está me enganando. Rio quando a garçonete entrega nossos sanduiches e Jules enxuga lágrimas imaginárias de suas bochechas perfeitamente secas. "Será que os outros irmãos caem nessa?" "Eles acreditavam quando éramos crianças", ela responde e sorri quando coloca uma batata frita em sua boca. "Costumava produzir lágrimas de verdade também." "Só queremos que você seja feliz", diz Natalie. "Honestamente, nós queremos. Nós te amamos." "E nós amamos Alecia. Vemos como vocês olham um para o outro." Jules, está seria agora e coloca meu rosto em suas mãos. "Pense um pouco. Alecia não é o tipo de garota que você pode simplesmente pedir pra jantar enquanto ela está trabalhando em um chá de bebê." Natalie desliza um cartão sobre a mesa com um pequeno sorriso. "Apenas no caso de você precisar de seu número de telefone e endereço." Ela pisca e troca um olhar com Jules. "Ela coloca o endereço em seus cartões de visita?" Olho feio para o cartão. Se assim for, ela e eu vamos ter uma conversa. "Não, eu escrevi na parte de trás", Nat responde. "Então, você gosta dos Mariners9?" Jules pergunta. "Mudando de assunto agora, não estamos?" Ambos sorrimos ao mastigarmos a comida. "Sim, eu gosto dos Mariners." "Bom. Estamos todos indo a um jogo em algumas semanas." "Estamos?"

9

Referência a um time do futebol americano.


"Sim," responde Jules. "Noite dos adultos. Nada de crianças." "Você deve convidar Alecia." Natalie sugere. "Como é que digo grande irmão em Italiano?" Dio, elas me fazem rir. "Grande fratello." Ela sorri e repete massacrando a língua, mas eu não me importo. Nada nunca soou tão doce.

Dirigi todo o caminho de casa e caminhei em volta do meu escritório por uma hora antes de sair novamente, colocando o endereço de Alecia no GPS e indo em direção a sua casa, fazendo uma parada no caminho. Com o tráfego de sexta-feira acumulado, levei duas horas para chegar a Ruston Way, a rua em que ela mora. Ela vive perto da águas, uma vista incrível do Puget Sound e Mount Rainer, com quilômetros e quilômetros de trilhas para caminhada passando por restaurantes e píer que conduzem até seu prédio. Estaciono e fico parado por um instante, questionando esta decisão. Mas não posso deixar de pensar no olhar que ela me deu quando deixou a sala de Blake hoje, ou o conhecimento de que ela teve um dia ruim. Ela tinha uma dor de cabeça. Posso não ser bem vindo, mas gostaria de ajudá-la a se sentir melhor. Chego a sua porta, toco a campainha e espero. Quando estou começando a pensar que ela não está em casa, a porta se abre e ela franze a testa para mim, confusão enchendo seus incríveis olhos castanhos. "Dominic?"


"Natalie me deu seu endereço", respondo suavemente. Ela tirou o paletó e seus sapatos caros, mas ela ainda está com sua saia. A blusa branca é pregueada, moldando seus seios fartos e mostrando sua cintura estreita e quadris redondos. Meu pau se agita em minhas calças, mas tomo uma respiração profunda e foco na tarefa em minha mão. "Como você está se sentindo?" "Oh, eu estou bem...", ela começa, mas recua e pressiona dois dedos em sua têmpora. A dor de cabeça ainda está machucando. "Tenho uma puta de uma dor de cabeça", ela admite. "Tenho remédios." Seguro o saco em minha mão e ofereço um sorriso. "Por que?" Boa pergunta. "Porque não gostei de ver você sofrendo hoje cedo, e tenho a sensação de que sou responsável por isso." Ela sorri e se afasta do batente da porta, permitindo-me entrar. "Isso é muito presunçoso de sua parte." "Estou errado?" Ela encolhe os ombros e me leva passando por uma pequena cozinha, impecável assim como sua sala de estar. Sua casa é voltada pra a água e a vista é de tirar o fôlego. "Você já tomou qualquer coisa pra dor?" Ela se senta no sofá e fecha os olhos. "Esqueci que estou sem Advil, e simplesmente não tenho forças para sair e comprar alguns." Pobre bambina. "Onde está seu closet?" Ela aponta para o corredor e vou à busca de uma toalhinha. Quando encontro uma, volto para cozinha e a mergulho em água fria, encho um copo, pego


o Advil que trouxe comigo, apenas por caso, e volto para ela. Seus olhos ainda estão fechados. Seu cabelo ainda está preso. Meus dedos estão ansiosos para mexer no cabelo dela por meses. Em vez disso, me sento ao lado dela. "Aqui, pegue esses." "Você tem que gritar comigo?", ela pergunta com uma carranca. "Estou sussurrando, minha cara." Ofereço um sorriso e Advil, junto com a água. "Por que você está segurando estas folhas?" "Elas são folhas de violetas." Forrei o pano dobrado com as folhas e levo o copo dela."Incline a cabeça para trás na almofada e feche os olhos, por favor." "Por que você tem folhas violeta?" "Vai ajudar. É um antigo remédio italiano para dores de cabeça." Ela faz o que peço, recostando-se contra as almofadas suaves de seu sofá e fecha os olhos. Coloco o pano frio contra sua pele, sobre a testa e olhos pressionando com firmeza. "Ohhh", ela suspira. Não resisto a tocá-la, então escovo meus dedos sob sua bochecha murmurando pra ela. "Isso vai ajudar, cara." "Meu nome não é Cara," ela sussurra, fazendo-me rir. "Cara em italiano quer dizer querido ou querida", respondo com um sorriso. "Oh, isso é bom", ela diz. "Temos uma reunião na segunda-feira, certo?" "Sim. Mas não pense em trabalho agora. Apenas relaxe." Sentamo-nos em silêncio por um longo tempo, enquanto continuo pressionando o pano contra sua testa e roço meus dedos ao logo da pele de seu rosto, pescoço, colocando os fios de seu cabelo que se atreveram a se soltarem atrás


de sua orelha. Ela relaxa, a tensão deixando seu corpo visivelmente. Quando o pano aquece com o calor de seu corpo, volto para cozinha para colocá-lo sob a água fria novamente e, em seguida, sento-me ao seu lado, mais uma vez o colocando sob sua cabeça. "Como você se sente?", Sussurro. Ela treme. "Você está com frio?" "Não", responde ela suavemente. "Acho que a dor de cabeça está indo embora." "Há mais folhas frescas no balcão da cozinha, junto com mais Advil e sopa." "Sopa?" "Você tem que comer, Alecia." Seus lábios se inclinam em um sorriso quando ela levanta a mão e cobre a minha, puxando o pano longe de sua cabeça. "Obrigada." "Prego", eu respondo. "De nada." Ela olha por cima no balcão da cozinha e, em seguida, volta a olhar para mim. "Tulipas rosa?" "Acho que você gosta de rosa." Ela pisca rapidamente e antes que ela possa se afastar, roço meus dedos por seu rosto uma ultima vez, empurrando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha e me inclino para beijar sua bochecha. Merda, ela cheira como violetas e sabonete, seu cheiro é simplesmente incrível. "Coma a sopa, cara. Use as folhas se você precisar delas." Me levanto para ir embora e ela me segue. "Fique aí, posso encontrar a saída." "Dom?" Paro e olho para trás e a vejo com a sobrancelha arqueada.


"Gosto de rosa. Muitíssimo." Sorrio e aceno pra ela enquanto ainda posso. Porque cada instinto em mim está gritando para eu pegá-la e encontrar seu quarto, ficar lá com ela pelo resto do fim de semana.


Capítulo 03 Alecia

Ele me fez sentir melhor. E ele me trouxe flores. Tulipas cor de rosa. Não as rosas vermelhas estereotipadas ou o que quer que estivesse disponível na floricultura. As tulipas estão fora da época. Ele teve que encontrá-las. O sol está lá fora esta manhã, mas ainda não está quente aqui no meu condomínio na margem do rio perto de Tacoma. Estou caminhando rapidamente ok, eu estou praticamente passeando- só o suficiente pra sentir meu coração acelerar. Ou talvez aqueles pensamentos em Dominic Salvatore estejam fazendo isso comigo. Isso não é apenas ridículo? Então, ele foi legal. Não posso acreditar que deixei meu estoque de Advil acabar, tanto em casa no meu kit de emergência quanto os que carrego comigo em todos os lugares. Esse vai ser o primeiro assunto hoje depois de minha caminhada: ‘repor o fornecimento de analgésicos.’ Ajusto meus fones de ouvido em minha orelha e mudo para a música Plain White T, uma águia americana sobe majestosamente sob as águas calmas do oceano. A maré está baixa, revelando todos os tipos de iguarias para os animais selvagens, e com certeza, dentro de instantes as águias irão mergulhar para pegar alguma coisa com suas garras. Provavelmente um caranguejo. A águia voa com seu café da manhã e meu estômago ronca, enquanto alcanço um restaurante perto do caís, cerca de três quilômetros de condomínio.


Viro a cabeça pra trás e tento não pensar em Dom. Não vou pensar sobre o sexy italiano que pode curar dores de cabeça e, no entanto, me faz doer em outros lugares mais interessantes. Não, não quero pensar nisso. Merda. Sempre pareço pensar nisso por estes dias. Mesmo com uma dor de cabeça classificada como onze na escala de um a dez, seus dedos deslizando sob minha pele e sua voz sussurrada em meu ouvido, fez minhas partes de menina acorda e tomar nota. E então ele tinha que colocar os lábios em mim, e estava tudo acabado. Eu não estive tão fisicamente atraída por um homem em... Anos. Não me lembro da última vez. Talvez nunca. E não é que a minha sorte mudou? Porque Dominic não é o tipo de cara que você ter como amigo com benefícios e não se apaixonar por ele. Isso simplesmente não é possível. E não há nenhuma maneira no inferno que eu vá me apaixonar por ele. Não me apaixono. O amor não é real. Afeto, luxúria.Estes são reais. E na minha linha de negócios, vejo o quão rápido eles desaparecem. Foda-se, eu vivi isso. Meu vizinho do andar debaixo — Ray? Ralph? Rob? — dirigia por aí, tirando onda, com seu conversível chamativo. Ele deixou bem claro que gostaria de ser meu amigo com benefícios se eu quisesse tentar. Ele é bom de se olhar. Mas ele não é memorável, afinal nem consigo lembrar seu nome direito. Eu não ficaria terrivelmente impressionada com o que ele pode fazer no quarto também. Aceno pra trás e respiro profundamente de alívio quando viro a esquina do meu condomínio. Odeio exercício. Odeio usar tênis. Odeio suar. E tenho uma bunda e quadris enormes para mostrar.


Dou de ombros mentalmente e pressiono o botão do elevador quando Hey Soul Sister começa a tocar em meus ouvidos. Agora, isso que eu gosto. Poderia dançar durante todo o dia. Desde que estou sozinha no elevador, começo a dançar em torno do tapete, em seguida, faço um parada completa dos meus atributos de dança assim que as portas se abrem completamente, no caso de alguém estar de pé do outro lado esperando para entrar. Meus movimentos de dança são melhor apreciados em local privado. Não sou nenhuma Meredith Summers. "Ai está você." Emily exclama e empurra seu telefone na bolsa. Ela está encostada em minha porta. "Por que você está no meu apartamento a esta hora da manhã?", Pergunto, enquanto abro a porta e entro com Emily logo atrás de mim. "Temos dois chás de bebê e uma festa de senhoras de idade hoje." "Festa do Red Hat Society10", respondo, tirando os pés para fora do meu tênis assim que for humanamente possível. "Como as pessoas conseguem usar essas coisas?" "A irmã da que vai ser mãe, a número um da festa, me ligou três vezes esta manhã", Emily continua. "A grávida é alérgica a melancia." "Nós não estamos servindo melancia." Rolo meus olhos e tiro minhas calças de ioga e camiseta velha de Blake, passo por Emily e entro no meu chuveiro."Ela vai ficar bem. Todos os detalhes estão no local para as três partes." "Eu sei, só percebi que se estou recebendo chamadas desde a porra da madrugada, eu poderia muito bem estar com você quando chegarmos lá." "Isso é bem seu tipo", eu murmuro, e passo para o chuveiro. "Como foi com Will ontem?" Emily grita do meu closet onde ela está ajeitando o cabelo dela.

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A Red Hat Society ( RHS ) é uma organização social fundada originalmente em 1998 nos Estados Unidos para as mulheres acima de 50 anos, mas agora está aberta a mulheres de todas as idades.


"Ele estava com fome, como de costume", eu respondo com uma risada. "E Dominic?" Faço uma pausa enquanto depilo minhas pernas e faço uma carranca para a porta do chuveiro toda embaçada. "Como você sabe que eu vi Dominic?" "Porque você está praticamente bem disposta esta manhã. Blake não faz isso com você." "Estou sempre bem disposta," minto, e volto a depilar minhas pernas. "Não, você não está. Eu amo essa sombra de olhos! Então? Dominic estava sexy ou o quê?." Sexy como você nunca iria acreditar. "Ele está bem, se você gosta desse tipo de coisa." Emily se acaba de rir, e não posso deixar de sorrir com ela. Quem não gosta desse tipo de coisa?

"Senhoras de idade são melhores do que as mulheres grávidas emocionais em qualquer dia da semana", Emily sussurra para mim quando ela passa, para recarregar as xícaras de chá das senhoras com água quente. Estamos em nosso terceiro e último evento do dia, um chá da tarde com a Red Hat Society local. Oito mulheres estão presentes hoje, com idade variando entre 55 a 105 anos. E Wilma, a senhora de 105 anos é uma pessoa agitada. "Eu belisco seu traseiro!" Ela canta e cacareja com alegria, seu chapéu de abas largas que protege seu rosto feliz. A festa ocorre sob uma tenda para evitar o calor e a anfitriã, Senhorita Kitty, também alugou aparelhos de ar condicionado portáteis para o evento.


"Oh meu Deus Wilma, ele é pelo menos vinte anos mais jovem que você!" Betty, irmã mais nova de Wilma, sorri e bebe seu chá delicadamente. "Você vai ter a minha idade, eles são todos vinte anos mais jovens que eu. Tenho que me divertir onde eu puder" Sorrio, enquanto coloco um novo prato de bolinhos sobre a mesa. "Estes biscoitos estão deliciosos", comenta Wilma e pega a minha mão na dela, segurando forte. "Você é uma boneca por trazê-los pra nós Alecia." "O prazer é meu", respondo com um sorriso e esfrego seu ombro delicado com a mão livre. "Todas vocês estão se divertindo, senhoras?" "Oh, sim!" Todas as mulheres, em seus chapéus vermelhos bonitos e vestidos roxos acenam e sorriem e se estiver sendo honesta, este é o tipo de festa que gosto de cuidar. "Bem, nós temos surpresas para vocês este mês." Aceno para Emily, que traz um carrinho cheio de sacolas roxas de presente com papel de seda vermelho recebendo um suspiro coletivo de emoção. "Oh, você não tem que fazer isso", Leona, uma mulher de setenta anos, doce e com a pele morena, cabelo perfeitamente penteado e sorrindo num batom vermelho brilhante, como uma criança na manhã de Natal. "Eu sei disso, mas vocês são minhas senhoras favoritas, então eu pensei em lhes trazer algo extraespecial." "Será que é o livro Cinquenta Tons de Cinza?" Senhorita Kitty pergunta ansiosamente. "Uh, não", eu respondo e mordo o lábio para não rir enquanto Emily e eu passamos para cada uma as embalagens dos presentes. "Eu tenho ouvido o livro em áudio," Senhorita Kitty informa a suas colegas. "Esse Christian é algo bom de se ler." "Meus filhos me compraram um desses e-readers de Natal", uma senhora chamada Beth acrescenta. "Eu adorei. Dessa forma eu posso ler todos


aqueles livros impertinentes e ninguém fica sabendo." Ela acena de forma conspiratória com Senhorita Kitty, em seguida, todas as senhoras voltam à atenção para seus presentes. "Vá em frente, podem abrir." As mulheres começam a abrir as embalagens e delas retiram lindos cachecóis de seda tingidos à mão em vermelho e roxo. "Eu sei que é verão, então vocês provavelmente não conseguirão usá-los por um tempo, mas eu não pude resistir." "Oh, querida, eles são lindos!" Exclama Wilma, imediatamente envolvendo o dela em volta do pescoço. "Eu estou sempre com frio. Eu tenho má circulação." Ela pisca pra mim e depois faz um gesto para eu me inclinar e lhe dar um abraço. "Eu tenho um encontro hoje à noite!" Leona anuncia. "Vou usar o meu lindo cachecol novo." "Quem é o sortudo?" Emily pergunta. "Ed Brenner", ela responde. "Ele é voluntário na sociedade histórica comigo, e depois de fazê-lo esperar por um tempo, eu finalmente disse sim para o jantar." "Bom para você," eu digo a ela, alegremente. "E você, querida?" Wilma pergunta. "Você tem um encontro hoje à noite?" Dirijo meus olhos arregalados para Emily, que apenas sorri e espera por minha resposta com as outras. "Não senhora." "Eu tenho um neto muito bonito", Wilma responde. "Ele tem sessenta anos, então ele pode ser um pouco velho demais pra você." "Só um pouco", eu repondo com uma risada.


"Meu neto tem trinta anos," Senhorita Kitty diz com um olhar pensativo em seu rosto. "Ele está passando por um divórcio conturbado e tem três filhos, mas eu acho que vocês dois seria dariam maravilhosamente bem." Nem mesmo se fosse o Armageddon e ele o último homem na face da Terra. "Oh, não, Obrigada!" "Então, você está indo para casa sozinha esta noite?" Wilma pergunta com uma cara triste. "Bem, não, eu vou passar a noite com Ben& Jerry", eu respondo. "Ela lê os livros impertinentes também," Senhorita Kitty diz por trás da mão para a irmã, não se preocupando em falar baixo11. Se apenas minha vida sexual fosse realmente muito interessante.

Ele vai se atrasar. Eu verifico o tempo no meu celular pela décima quinta vez nos últimos vinte minutos e faço uma carranca. Eu odeio atraso. A porta da frente da Starbucks perto do meu apartamento se abre e eu olho para cima. Meu queixo cai e minha boca fica seca com a visão de Dominic quando ele tira os óculos do rosto e fazendo uma varredura pelo pequeno café até chegar a mim, seus olhos ficam aquecidos quando ele me olha.

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Fazendo referência ao livro 50 tons de cinza.


Ele está de camiseta preta e calça jeans. O tipo de jeans que molda em torno de suas coxas firmes e uma bunda dura que fazem uma menina esquecer a forma de pensar. Porra, o que este homem faz em um par de jeans. Eu raramente o vejo em jeans. É um espetáculo a ser visto. "Você está quase atrasado," Eu informo, enquanto ele se aproxima da minha mesa, fazendo com que seus lábios se contorçam. "Mas não é bem assim," ele responde e se inclina pra beijar minha bochecha, em seguida, coloca um saco no chão ao lado da cadeira. "Você se importa se eu pedir um rápido café?" "Nem um pouco", eu respondo e ponho minhas mãos no meu colo para que eu não cubra minhas bochechas onde seus lábios acabaram de estar. Eu sou como uma adolescente apaixonada pirando. Corrigindo. Adolescente com tesão. É nojento. Eu abro as minhas anotações no meu iPad e leio, enquanto Dom pede seu café e retorna para mim, trazendo dois copos, colocando um ao meu lado. "O que é isso?" "Chá", ele responde e bebe seu café. "Como é que você sabe o que eu bebo?" "Eu perguntei ao barista", ele responde com um sorriso. "Não é uma bebedora de café?" "Eu odeio isso" eu respondo com um encolher de ombros. "Eu prefiro chá forte com mel." "Tão notável," ele responde suavemente. "Como está a sua cabeça?"


Eu inclino minha cabeça e o olho por um momento. "A dor de cabeça foi embora.Suas folhas mágicas funcionaram." Ele sorri e balança a cabeça. "Não há nenhuma mágica. Minha avó costumava fazer isso por todos nós." "Nós?", pergunto antes que possa me segurar. O que aconteceu com me manter estritamente profissional? "Meus dois primos e eu. Todos nós vivemos na vinícola do meu avô." "Na Toscana." "Na Toscana." Ele acena e pega minha mão na sua, como se fosse a coisa mais natural do mundo e entrelaça seus dedos com os meus. "Eu tenho certeza que é bonito lá." Meus olhos estão fixos em nossas mãos. Afaste Alecia Marie. Agora mesmo. "MmmMmm." Meus olhos encontram o dele novamente e eu tenho que piscar e apertar minha cabeça para me tirar do transe. Este homem é potente. Eu me afasto e volto para o meu iPad. "Então, temos que passar por todos os fornecedores do casamento." "Eu gostaria de uma lista de funcionários dos fornecedores também", ele responder se perder uma etapa. "Por que?" "Eu quero que a minha equipe de segurança execute verificações de antecedentes sobre todos." "Isso não será necessário." "Sim, será." Ele segura meu olhar com firmeza. "Esta é a minha família, Alecia. Minha muito pública, rica e cheia de celebridades família. Eu contratei


segurança, e eles vão executar verificações afundo de todos os fornecedores. Mesmo você." "Eu!?" Eu lanço minha cabeça pra trás e começo a rir. "Eu tenho trabalhado com as famílias Montgomery e Willians por dois anos." "Por que isso?", Ele pergunta e o sorriso sai imediatamente do meu roso. "Desculpe?" "Eu acho que é uma pergunta válida." "Eu acho que é uma pergunta idiota." Ele peculiarmente levanta uma sobrancelha. "Se você acha isso." Eu me inclino para trás em minha cadeira e cruzo meus braços sobre meu peito, todos os sentimentos quentes para Dom acabam de ser jogados pela janela. "Eu trabalho para eles, porque eu faço um trabalho muito bom. Eu sei de suas preferências, tenho um bom relacionamento com eles, especialmente com as meninas. Eu não fico afetada por serem celebridades e não permito que minha equipe fique. Eu gosto deles, vá se danar então se você acha que eu iria contratar fornecedores que iriam colocar qualquer um deles em risco—" "Eu não disse que você iria." "Mas você acha que eu continuo trabalhando para eles, porque me dá abertura para trabalhar com celebridades? Deixe-me te atualizar, Sr. Salvatore, eu planejo casamento e eventos para políticos, atletas profissionais, atores e proprietários de emprestas da Fortune 500 que você não pode sequer pronunciar seus nomes..." "Eu sou muito bom com línguas, na verdade." "Foda-se. Você acha que eles continuariam me contratando se eu não fosse excelente no que eu faço?" "Não."


Ele está perfeitamente calmo, tomando seu café enquanto eu olho pra ele, irritada e ofendida e me ocorre que se trata de um teste. Eu suspiro e coloco minha cabeça entre as mãos. "Passei por este teste, presumo?" "Com toda certeza do mundo, sim." Eu olho por entre meus dedos, para encontrá-lo sorrindo pra mim. "Você não é engraçado." "Eu gostei." Ele dá de ombros, os músculos esticando-se sob sua camiseta. Seus braços são bronzeados e fortes, com as mãos e dedos longos e eu não posso evitas, mas pergunto se ele toca piano. "Você toca piano?" "Sim. Por que?" "Você tem mãos pra isso." "Isso não é tudo em que minhas mãos são boas." Eu mordo meu lábio e continuo a olhar para as mãos enquanto ele corre as pontas dos dedos descendo em sua caneca e café. Aposto que aquelas mãos são boas em muitas coisas. "Será que você também contratou sua própria segurança?", Pergunta ele. "MmmMm" "Desculpe-me?" Ele sorri e eu coro furiosamente. "Sim, eu já fiz isso." "Eu vou ter o contato do meu segurança com o seu para que eles possam se coordenar." "Eu vou querer encontrar com ambas as equipes na próxima sexta-feira no local e passar todos os passos. Nada pode estragar isso."


"Concordo" Ele puxa um muffin de um saco de papel marrom e descasca o papel do fundo, então me passa a metade. "Aqui." "Eu estou bem." "Será que você tomou café da manhã?" "Não" "Aqui" Eu suspiro e pego o Muffin dele, sabendo que é inútil discutir. "Obrigada." "Eu espero que você goste de chocolate." "Eu sou do sexo feminino." Eu rio e dou uma mordida no muffin delicioso. "Está no meu DNA apreciar chocolate." "Eu tenho um vinho que vai perfeitamente com um bom chocolate." "Eu sei. A colheita tardia Cabernet Sauvignon. Você não engarrafa muito esse." Ele aperta os olhos e toma um gole de café antes de responder. "Você sabe qual é o vinho." "Sim, eu sei. Eu amo vinho, mas também é parte do meu trabalho saber. Eu não posso servir vinho ruim em eventos." Ele se abaixa e pega o saco e o coloca em cima da mesa diante de mim. "Pra você." Lá dentro está a edição limitada do vinho branco que eu cobiço a cada verão. "Oh", eu respiro, atordoada. "Eu amo isso." "Eu sei." Eu olho pra cima surpresa.


"Quando eu levei para Brynna e Caleb de casamento no verão passado você praticamente babava sobre ele." "É tão bom. Eu tento pedir alguns todos os verões. Eu vou compartilhar isso com Emily." "Quem é Emily?" "Minha assistente. Este é o seu favorito também." Ele corre o dedo indicador sobre o seu lábio inferior. "Eu tenho certeza que posso encontrar uma garrafa pra ela também." "Obrigada." Como posso resistir a um homem que me traz meu vinho favorito e é generoso o suficiente para oferecer o mesmo para o meu pessoal? "Quando é que você vai vir para minha vinícola trabalhar?", ele pergunta tranquilamente. Tenho evitado isso. Eu amo a sua vinícola. E eu estou atraída por ele. E isso não é uma combinação que me deixa confortável. Mas ele está certo. Eu tenho que ir até lá. "Quarta-feira está bom para você? Você não precisa me mostrar o local. Tenho certeza de que você tem o pessoal que pode me ajudar." "Eu vou ter certeza de que você estará bem cuidada", e responde sem se comprometer. "Obrigada. Bem, eu tenho outra reunião em Seattle em uma hora, por isso eu tenho que ir." "Claro." Ele se levanta e estica a mão para a minha, me ajudando a levantar. "Você precisa de direções para chegar a vinícola?" "Não, eu sei onde fica." Ele acena e mantém a porta aberta para mim. "Onde você deixou seu carro?"


"Oh, não havia qualquer estacionamento quando eu cheguei aqui, então estou a uma quadra. Você não tem que me acompanhar." "Eu faço questão." "Você é um pouco teimoso, não é?" Eu pergunto, enquanto caminhamos em direção a minha SUV. "Isso é o que mamãe sempre disse", ele responde com uma risada. "Mas ela também me ensinou a ter certeza de que uma mulher chegaria com segurança ao seu destino." E, as borboletas fazem fila. "O cavalheirismo não está morto, afinal," murmuro. "Não deveria estar." Eu destravo as portas e ele abre o lado do motorista para mim, se inclina para colocar o vinho no banco do passageiro e olha a parte de trás do meu veículo lotado. "O que você tem aí, cara? Está cheio." "Decorações, amostras, coisas. Eu nunca sei quando eu poderia precisar de alguma coisa." Ele se vira pra mim com um sorriso, mas quando seus olhos encontram os meus, seu rosto fica sóbrio. Ele chega até mim e enfia uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, em seguida, delicadamente segura meu queixo na palma da mão e levemente traça círculos na minha bochecha. Meus mamilos endurecem, minha respiração aumenta, e ele lambe os lábios enquanto seus olhos caem sobre meus lábios. Ele vai me beijar. Eu me inclino apenas uma polegada, desejando seus lábios nos meus, mas sabendo que isso é uma ideia ruim. A pior ideia do mundo. Eu não quero que ele me beije. Eu quero que ele tão fodidamente me beije.


Mas ao invés de inclinar o rosto para baixo sob o meu, ele se afasta e respira fundo, puxa gentilmente seus dedos longe do meu rosto, deixando-me ansiando por ele. "Vejo você na quarta, cara." Eu mordo meu lábio em decepção, mas ofereço-lhe um sorriso rápido. "Quarta-feira." E com isso, ele se vira e caminha de volta pelo caminho que viemos, com as mãos nos bolsos, o jeans que se desloca deliciosamente sobre sua bunda e sua camiseta preta mostrando todos os músculos de suas costas e ombros, cada parte de mim está gritando por ele. Essa é uma péssima ideia.


Capítulo 04 Alecia

"Bom dia", digo com um sorriso, enquanto atendo meu telefone via Bluetooth no meu carro. "Olá Alecia, é Meg." "Como você está hoje?", pergunto e mudo de faixa. O tráfego na rodovia Interestadual 5 está surpreendentemente leve em direção ao sul nesta manhã. Eu estou apenas passando por Fort Lewis, e a cada milha que passa, eu me sinto cada vez mais nervosa. Esta é uma distração bem-vinda. "Estou estressada. Por que ninguém me disse que casar era um pé no saco? Eu deveria ter apenas seguido os passos de Leo e me casado em Las Vegas." "Casar em Vegas foi adequado para Leo e Sam, mas não acho que é o seu estilo." Meg é irmã de uma megaestrela do rock, Leo, que se casou com sua namorada de longa data Samantha Williams no mês passado em Las Vegas, quando toda a tripulação, todos os irmãos Montgomery e Williams e os seus respectivos pares, foram para lá para uma despedida de solteiro/solteira conjunta para Will e Meg. Era para eu me juntar a eles, e estava ansiosa para ir, mas acabei pegando um casamento no último minuto e tive que recusar. Em seguida, Leo e Sam aproveitaram e se casaram, e eu perdi! Malditos sejam. "Bem teria sido muito menos estressante, deixe-me lhe dizer."


"Ok, fale comigo. O estresse é o meu trabalho. O que está acontecendo?" Meg respira fundo. "Vinte e oito novos RSVP desde que a vi na semana passada." "Ok." "Ok? O que está errado com as pessoas? Todos os RSVP deveriam ser devolvidos há seis semanas! Isso são vinte e oito pessoas a mais que precisamos acomodar, Blake tem que cozinhar para mais pessoas e precisamos de mais bemcasados! Oh, meu Deus, mais vinte e oito lembrancinhas!" "Respire fundo, Meg." Minha voz é concisa agora e toda negócios. "É para isso que você me contratou, lembra? Eu tenho isto sob controle." "São vinte e oito pessoas a mais para pagar, Alecia. Eu sei que Will diz que ele não se importa com dinheiro, mas este casamento se transformou num caso extremamente caro, com celebridades e muitas pessoas, e é ele quem vai gastar uma fortuna!" Concordo com a cabeça, sabendo que ela não pode me ver. Isto está custando uma fortuna. "Meg, Will quer te dar o casamento. Ele te ama demais. Qualquer um pode ver isso." "Ele faz tudo grandioso", ela sussurra, e eu posso ouvir as lágrimas em sua voz. Todas as noivas ficam nervosas e se preocupam com o seu dia, e poucos lidam muito bem com o estresse de um evento deste tamanho. "É um monte de gente. Irão celebridades e pessoas ricas, sim, mas Meg, eles são seus amigos. Você conhece cada pessoa que você convidou." "Eu sei. Eu me certifiquei disso. Nós não estamos transformando isso em um circo de mídia. Apenas os amigos que conhecemos e se preocupam conosco vão estar lá." "Exatamente."


Eu a ouço tomar outra respiração profunda. "Eu estou sendo ridícula." "Você está sendo uma noiva", eu respondo com uma risada. "Está tudo bem. Haverá vários outros momentos como este entre agora e o próximo sábado, mas a sério, não se preocupe. Tudo está sob controle. Nós temos espaço para acomodar as pessoas extras. Isso não me preocupa de jeito algum." Isso não é inteiramente verdade, mas ela nunca saberá. "Ok. Eu me sinto melhor." "Deus. Na verdade, estou prestes a chegar à adega de Dom agora. Eu vou repassar os planos para me organizar e começar a por as coisas em andamento." "Meu Deus! Está acontecendo! Frio na barriga está de volta." "Por que você está com frio na barriga, querida?" Will pergunta a ela. Ele deve estar a abraçando, porque a sua voz está muito perto do telefone. "Alecia está indo para a adega hoje para começar as coisas." "Oi, Alecia", ele diz ao telefone. "Diga a ele Olá. Vá atacá-lo ou fazer algo para se distrair. Eu tenho isso sob controle. Eu prometo." "Sim, vá atacá-lo," Will concorda. "Tchau, Alecia." "Tchau pessoal." Eu rio e encerro a chamada, enquanto estaciono na área circular em frente à grande vila diante de mim. Meg vai ter sexo com Will Montgomery. Cadela sortuda. Desligo o motor e olho para a vila por um momento, respiro fundo, e rezo para que a assistente de Dom me acompanhe. Ele é uma distração que não preciso hoje. E ele me distrai.


Mas a sorte não está funcionando a meu favor, pois quando a porta se abre para a vila vejo Dom vindo para fora e abrindo a porta para mim. Você pode fazer isso! Você é uma profissional! "Bom dia", ele murmura e estica a mão para mim. "Bom dia", eu respondo. Eu coloco minha mão na sua e permito que ele me ajude a sair do carro, e imediatamente me amaldiçoo quando a corrente elétrica passa pelo meu braço e desce em cheio na minha barriga, me deixando quente. Porra de italiano sexy. "Você chegou mais cedo do que eu esperava." "Há muito a ser feito, e tenho alguns fornecedores chegando esta tarde para deixar suprimentos. Eu queria dar início a isto." Ele acena com a cabeça e me leva ao longo da calçada, para longe da porta da frente da casa. "Vamos dar uma olhada em tudo do lado de fora em primeiro lugar, então vou lhe mostrar a casa." "Soa bem", respondo e puxo minha mão da sua para ligar meu iPad e abrir as minhas anotações. "Gostaria de mudar seus sapatos?", Ele pergunta, fazendo-me parar de andar. Eu pisco para ele em confusão e, em seguida, olho para os meus saltos pretos. "Por quê?" "Nós vamos andar um pouco e eles parecem ser terrivelmente desconfortáveis. São sexy pra caralho, mas não exatamente práticos." Eu sorriso. Sim, meus sapatos são sexy pra caralho. "Isto são sapatilhas para mim, Dom. Eu estou bem." "Como quiser", ele responde com um meio sorriso, mostrando a covinha na bochecha e fazendo meus mamilos enrugarem.


Malditos mamilos. Ele está com calças cinza escuro hoje. Eu decido que sua bunda parece fantástica em qualquer coisa. Jeans, calças sociais, isto não importa. E ele está usando uma camisa branca de botão, com riscas cinza, mangas arregaçadas, e o botão de cima desfeito. Eu quero me inclinar e respirá-lo. Recue menina. "Para onde vamos primeiro?"pergunto, olhando para o meu ipad. "Onde você prefere?" "Vamos olhar onde a pista de dança e o palco vão ficar. Esse é o maior projeto a ser construído, e quero ter uma ideia dele em primeiro lugar." Eu olho para cima para encontrá-lo sorrindo para mim com olhos quentes. "O quê?" "Eu gosto quando você se coloca no seu lado profissional." "Estou tão aliviada", respondo secamente. Pare de flertar comigo! Ele apenas ri e me leva ao redor da casa. Há calçadas que serpenteiam através da bonita e exuberante grama verde, jardins e lagos artesanais. A propriedade da vinícola é simplesmente linda. Ainda está no início do dia, por isso não está muito quente, mas estou feliz por ter colocado um vestido de linho claro, em vez de um terno, uma vez que vou estar do lado de fora na maior parte do dia. "Você vive tão longe da cidade", eu digo, precisando cortar o silêncio em que ele parece estar perfeitamente à vontade. Ele olha para mim com um sorriso fácil. "Espere até você ver o porquê." "Bem, posso ver que é bonito aqui." "Oh, você nem sequer viu as melhores partes." "Lidere, senhor."


A parte de trás da casa é tão bonita como o da frente. Existem amplas janelas, abrindo o interior para uma incrível vista das vinícolas e jardins. Cerca de cinquenta metros de distância, situada perpendicularmente à vila principal, existe uma menor, um edifício de um andar com portas largas de celeiro, atualmente abertas. "Isso vai ser uma loja", diz Dom. "Eu tenho uma equipe lá ajustando. Eu gostaria de tê-la instalada e funcionando na semana após o casamento." "Essa é uma ótima ideia", respondo. "Parece diferente, desde que estivemos aqui brevemente no ano passado, quando Meg e eu saímos para olhar ao redor." Ele balança a cabeça. "Tenho andado com a reforma. Eu aumentei a parte de trás da casa, ampliando meus aposentos privados. Esta é a minha asa", ele aponta para a parte da casa que estamos passando agora. "E este lado vai ficar para os hóspedes. Eu poderia começar a usá-lo como acomodações e hospedagem." "Você pode até mesmo sediar shows e eventos aqui. Há uma abundância de espaço." Seus olhos caem nos meus. "Talvez, eventualmente. A ala de hóspedes está acabando, e vou levá-la para lá mais tarde para lhe mostrar onde estão as suítes do noivo e da noiva." "Ótimo. O que há por lá?" Eu aponto para além do novo edifício que abriga a loja. "As vinhas crescem por esse lado da propriedade. Que é montanhosa, e as condições de crescimento perfeitas. A tenda de recepção vai ficar por aqui." Ele me leva para a esquerda, onde a calçada termina, e por um caminho de terra longo para um campo gramado, com pelo menos dois hectares quadrados. "Isso é perfeito." A terra está nivelada, para que as pessoas não estejam tentando dançar em terreno irregular e caindo depois de muitas bebidas. "Eu vou têlos construindo o palco nesta extremidade." Eu ando por todo o caminho para a


esquerda, xingando quando um dos meus saltos afunda na grama e tiro meus sapatos, para não arruiná-los. "Eu sabia que você ia tirar os sapatos." "Meus pés não doem, eles são muito caros para arruinar na grama", respondo distraidamente, e mantenho meus olhos no prado, medindo mentalmente o espaço. "Sim, o palco vai se encaixar perfeitamente aqui. E com o equipamento de som de frente para a vila, todo mundo será capaz de ouvir a música, mesmo se optar por caminhar pelos jardins e tal." Eu mordo meu lábio e me viro para olhar para o resto do espaço. "Este é um lugar perfeito para colocar a pista de dança. Há muito espaço para mesas ao redor." "Você disse que haverá uma tenda?" Dom pergunta atrás de mim, assustando-me. "Sim. Ela protegerá os convidados do sol e da chuva, e por aqui, você nunca sabe o que você vai ter." "Vai ser uma grande tenda." "É por isso que eles estarão vindo amanhã para começar a construir", eu respondo e busco meus sapatos. "Aqui tem muito espaço tanto para um jantar formal sentado quanto para a dança. Eu amo isso. Ok, vamos passar para o local da cerimônia." Eu começo a ir embora, e depois percebo que ele não está ao meu lado. Viro-me para encontrá-lo em pé, com as mãos nos bolsos, observando-me. "O quê?" "Você é boa nisso." "É claro que eu sou." Seus lábios se contorcem enquanto ele se aproxima de mim. "Isto fica bem em você." "Estou trabalhando." "Significado?"


"Não flerte." "É isso o que eu estava fazendo?" "Você não estava?" Ele ri e se aproxima para arrastar o dedo no meu pescoço, logo abaixo da minha orelha para a minha clavícula. "Sim, mas não de propósito." "Bem, pare com isso." Eu me viro e começo a andar de novo, ignorando a forma como a minha pele ferve onde a ponta do seu dedo estava. "Local da cerimônia?" "Por aqui", ele responde, e me leva de volta por um caminho calçado por cerca de uma centena de metros, passando por um grande celeiro marrom escuro. "Os barris ficam lá, juntamente com o equipamento de engarrafamento." "Oh, isso é legal. Eu adoraria verificar isso." "Eu vou te mostrar", ele diz, e me leva para um campo logo após o celeiro, onde as videiras de uvas crescem em linhas perfeitas. "Oh, isso é bonito." Ele sorri e acena com a cabeça. "Meg queria se casar na vinícola. Então, ela vai. Como você pode ver, há um amplo espaço no meio das vinhas onde montamos os suprimentos de colheita. Eu acho que será um bom lugar para prepararmos para a cerimônia." Meus olhos estão esbugalhados sobre as lindas videiras de folhas verdes, pesadas com uvas roxas, e meu coração anseia por isso. Quem me dera poder fazer todo o casamentos bem aqui. É incrível. No fundo, há uma colina íngreme com mais vinhas crescendo, e as Montanhas Cascade são o pano de fundo, proporcionando uma gloriosa pintura colorida.


"Isso é lindo", eu sussurro. "Onde é o pôr do sol?" Eu protejo meus olhos e olho em volta para o sol. "Atrás de nós. Assim, os convidados não estarão olhando para o sol." "Perfeito." Eu sorrio e tomo notas no iPad, fazendo uma dança feliz por dentro. "Com as cores das videiras e as montanhas, não precisamos de muitas flores aqui fora. Eu vou ter a minha equipe de construção construindo um caramanchão simples naquele extremo e vou ter o florista tecendo algumas flores para isso." Voltamos para repassar o posicionamento das cadeiras e, em seguida, viramos para caminhar de volta para a vila. "Quando você vai colher as uvas?", Pergunto. "A colheita geralmente começa no final de agosto e vai até setembro", ele responde. "É um tempo ocupado para mim." "Por quê?" "Estou colhendo uvas?" "Sozinho?" Pergunto incrédula. "Não", ele ri. "Eu contrato cerca de cinquenta pessoas para virem ajudar. Mas eu amo isso, então trabalho lado a lado com eles." "O que você ama sobre isso?", Pergunto. "A sensação das uvas em minhas mãos. Elas são mais pesadas do que você pensa. Observar os baldes encherem. Sujar as mãos. Eu não me importo com as bolhas." "É um trabalho duro," eu falo baixinho. "Muito. Mas gratificante." Sua voz é suave como chocolate, cheia de carinho e paixão por esta vida que ele ama. E o que há para não amar? Este lugar é simplesmente de tirar o fôlego. "Ok, eu acho que nós podemos entrar agora e dar uma olhada nas suítes nupciais."


Dom acena com a cabeça e gesticula para que ande com ele de volta para a vila. "Vou levá-la pela parte de trás." "Eu amo este pátio." O pátio de trás é coberto, com uma bonita cozinha ao ar livre e área de estar. Azulejo Toscano é colocado do chão e sobe até a parede exterior, e emoldurando uma grande lareira a gás. "Você poderia fazer alguns marshmallows nessa lareira." "Eu nem sequer a acendi ainda." Ele ri. "Mas eu acho que é uma ótima ideia. Eu não acredito que já comi marshmallows." Ele abre a porta de trás e me orienta para um grande jardim de inverno aberto, decorado com móveis profundos em tons de terra. Uma pequena fonte gorjeando no canto. É o espaço perfeito para se enrolar e ler um livro. Não que eu tenha tempo para ler livros. Isto leva para a cozinha. Tenho certeza de que Blake chorará lágrimas de pura alegria quando ele trabalhar aqui. É industrial e enorme, mas ainda consegue ser convidativa e aconchegante. "Gostaria de algo para beber?" Dom pergunta. "Eu adoraria um pouco de água, por favor." Ele vai buscar uma garrafa da geladeira e torce a parte superior abrindoa, em seguida, entrega-a para mim. "Algo mais?" "Não, obrigada." "Ok. As suítes ficam por aqui." Eu sigo Dom passando por uma sala de jantar para doze pessoas, para uma escada que leva ao segundo andar. "Este corrimão e corredor separam as duas alas aqui em cima", diz Dom, apontando para o corrimão de carvalho escuro que abre o corredor até o hall de entrada abaixo. "Minha ala pessoal fica lá em baixo", ele aponta para a direita "e a ala de hóspedes fica por ali."


Seis pesadas portas estão abertas para seis suítes completamente mobiliadas, cada uma decorada com as cores da Toscana, mas cada uma em seu próprio estilo. Algumas possuem camas king size, algumas duas camas de solteiro, e uma menor tem uma cama queen-size aconchegante, complementado com uma cadeira estofada e um pufe que está apenas implorando pra eu me enrolar nele. Outro ponto de leitura. "Estes quartos são lindos, Dom." "Obrigado." Ele sorri e me leva para a sala no final. "Esta será a suíte da noiva." Eu suspiro quando entro. As janelas são do chão ao teto e preenchem o comprimento da sala, enchendo o espaço com luz. No interior tem uma área de estar com lareira. Existem duas portas, uma em cada extremidade da sala. "O banheiro é por ali", Dom aponta para a esquerda, e eu imediatamente abro a porta e suspiro novamente com os acessórios instalados. Você pode nadar na banheira de imersão. "E outro quarto por aquela porta, mas a cama ainda não foi entregue. Em vez disso, coloquei sofás, cadeiras e mesas lá, assim entre estes dois quartos, deve haver muito espaço para todas as meninas fazerem seja lá o que for que as meninas fazem no dia do casamento." Eu sorrio, mas meu coração apenas se derreteu e se eu fosse esse tipo de garota, eu deixaria escapar um "Ahhh!" Ele fez tudo perfeitamente, e colocou tanto sentimento e amor para sua família. "É perfeito, Dom." "Você acha?" "Eu sei." Ele acena com a cabeça uma vez e olha ao redor da sala com satisfação. "Onde os meninos estarão?" "Nós vamos ficar lá embaixo na sala de entretenimento." Deixei escapar uma gargalhada. "Bem, isso é apropriado."


"Eu não poderia ter nos colocado do outro lado do corredor. Eu nunca seria capaz de manter Will fora daqui." "Você está absolutamente certo", eu concordo. "Lidere, então." Uma vez lá embaixo, Dom me leva para o lado oposto da casa e abre uma porta para uma grande sala de entretenimento, com duas mesas de sinuca, assentos de cinema que ficam em frente a uma grande tela e um bar com pia. "Isso é um quarto de menino." As palavras estão na minha boca antes que eu possa pará-las, e eu imediatamente sinto minhas bochechas vermelhas. "Sinto muito—" "Não, você está certa", diz Dom com uma risada. "Eu tive meus irmãos durante uma hora ou duas para me ajudar a reformá-lo." "Também é perfeito para os caras no dia do casamento. Eu vou ter o bar abastecido com lanches e bebidas, e eu vou fazer o mesmo lá em cima." Eu adiciono as notas no meu iPad. "A partir de amanhã, vou estar aqui das seis da manhã até tarde da noite, todos os dias, até o dia após o casamento." "Por que você vai estar aqui até um dia depois?" "Para supervisionar a limpeza. Um evento desse porte faz uma bagunça, confie em mim." "Isso é um trajeto grande para se fazer todos os dias", diz ele e enfia as mãos nos bolsos. "Está tudo bem." Eu olho de volta para o iPad. "Fique aqui." Minha cabeça chicoteia para cima e eu franzo a testa para ele. "Por quê?" "É mais conveniente. Eu tenho muito espaço. Não há nenhuma necessidade de você ir e voltar todos os dias." "Dominic, estou bem com isso. É parte do trabalho."


"Deixe-me colocar desta forma", ele responde e dá uns passos pra mais perto de mim. Ele segura meu rosto na palma da mão, e seus olhos azuis brilhantes estão intensos enquanto olham fixamente para os meus. "Eu preferiria que você ficasse comigo. É mais seguro." "Desculpe-me, Sr. Salvatore?" Nós dois viramos para a voz na porta. Uma mulher pequena, em seus quarenta e poucos anos, vestindo um terno preto distinto e cabelo preto azeviche em um corte curto sorri para Dom. "Celeste", diz Dom, e coloca uma mão na parte inferior das minhas costas. "Esta é Alecia. A partir deste momento, qualquer coisa que ela precisar é prioridade número um." "É claro", ela responde com um sorriso e um aceno de cabeça. "Desculpe-me interromper, mas você tem uma chamada da Itália, senhor." "Eu atendo em meu escritório." Dom se vira para mim e sorri. "Não vá ainda." "Eu estarei aqui por mais algumas horas." "Bom." Ele sai rapidamente, e Celeste sorri para mim. "Posso te oferecer alguma coisa, Alecia?" "Não, obrigada. Eu vou andar lá fora." "Apenas deixe-me saber se você precisar de alguma coisa." Ela pisca e segue o caminho de Dom à esquerda. Eu caminho lentamente pela casa e volto para fora através da sala clara, do espaço de refeições ao ar livre, e passando pela loja de vinhos para ver as vinhas que eu não vi antes. Quando eu me viro no final do prédio, minha respiração pega na minha garganta. O terreno é montanhoso, certamente, mas dá para ver tão longe quanto os olhos podem ver, e ele está coberto de linhas perfeitamente retas de vinhas. O sol está batendo nas folhas verdes enquanto elas balançam com a brisa leve. Uvas roxas e verdes pesadas estão penduradas nas videiras.


As cores são espetaculares. A brisa é leve e refrescante. Eu posso sentir o cheiro da terra e do ar puro e limpo de tudo isso, e neste momento, eu sei por que Dom escolheu se estabelecer, tão longe da cidade. É puro céu. De repente, sinto um deslocamento de ar, e posso sentir o calor dele nas minhas costas. Ele corre um dedo ao longo da minha nuca quando chega mais perto, e apenas com isso, todo o meu corpo está em sintonia com o dele, pedindo para eu ceder à atração que eu sinto quando estou perto dele. "Esta é a mais bela vista que eu já vi." Ele põe a mão no meu ombro, dá-lhe um aperto reconfortante, e, em seguida, vira-me para encará-lo. Eu mantenho meus olhos presos em seu peito até que ele ergue meu queixo para cima com o dedo. Seus olhos estão brilhantes e aconchegantes, de carinho, que me derruba. Como ele pode me conhecer bem o suficiente para olhar para mim com tanto maldito carinho? "Fique aqui esta semana, cara." Diga não. O trajeto não é assim grande coisa. Mas em vez disso, eu me sinto dando um aceno de cabeça e seus olhos caem para meus lábios. Suas mãos seguram meu queixo, as pontas dos dedos percorrem meu cabelo, e ele inala profundamente antes de inclinar seu rosto para o meu. Seus lábios escovam sobre minha boca suavemente, mal tocando a minha pele. Ele fuça meu nariz antes de voltar para os meus lábios, beijando-me com ternura, como se nós pudéssemos ficar aqui e nos beijar o dia todo. Sua língua atravessa meus lábios e mal toca a minha antes de recuar novamente, e, em vez de tornar o beijo mais profundo, ele se afasta, pressiona os lábios úmidos na minha testa, e depois sorri para mim. "Obrigado", ele sussurra. Por quê? Eu quero perguntar. Por concordar em ficar? Por retornar o seu beijo? Meu corpo está vibrando com antecipação. Seu calor, sua força, seu


cheiro me rodeiam, e eu tenho que me afastar antes que eu faça algo realmente constrangedor, como pular em cima dele. De repente, há um caminhão buzinando alto da frente da casa. "O empreiteiro está aqui." Minha voz soa forçada, mesmo para os meus próprios ouvidos. "É melhor começar a trabalhar então." Ele me dá um sorriso rápido, com a covinha sexy aparecendo para mim, enquanto se afasta e simplesmente ata seus dedos nos meus e me leva para longe da vista de tirar o fôlego.


Capítulo 05 Alecia

"Este é um grande começo", digo a Scott, o encarregado da minha equipe de construção na manhã seguinte. Ele é um dos homens de Isaac Montgomery, e dado que Isaac é o irmão mais velho de Will Montgomery, eu sei que toda a equipe estará prestando adicional atenção especial a este projeto. "O palco é chique." "É resistente", ele me corrige com um sorriso. "Conhecendo a família Montgomery, haverá um monte de gente indo e vindo por ele e dançando também. Nós não podemos tê-lo caindo sobre eles." "Não, não podemos." Eu rio, sabendo que ele está certo. "Além disso, alguns dos companheiros de equipe de Will pesam uns bons 136 quilos cada." "Eu vou adicionar mais apoio", ele diz enquanto seu rosto empalidece, fazendo-me rir de novo. "Será ótimo. Obrigada, Scott. Vejo você de manhã." Scott acena e se movimenta para longe para falar com sua equipe, e eu viro em direção a casa, sorrindo quando vejo Dominic. "Como foi o primeiro dia?", Ele pergunta enquanto se aproxima vindo no sentido que estou indo. "Ocupado, mas produtivo." Eu aperto meu pescoço na minha mão e estico a cabeça de um lado para outro. Estou exausta, e estou secretamente aliviada que ele me convenceu a ficar aqui. Conduzir todo o caminho para casa estando cansada, provavelmente, não seria a coisa mais segura a fazer.


"Acabou?" "Sim." Eu sorrio e respiro fundo. Eu amo o jeito que cheira aqui. "Como foi seu dia?" "Movimentado também." Ele se estica e passa seu dedo no meu pescoço, fazendo-me tremer. Jesus, tudo o que ele tem de fazer é me tocar com um dedo e eu quero pular nele. "O que você fez?" Eu pergunto, tentando manter minha voz firme. "Você nunca usa o cabelo solto?", Pergunta ele, ao invés de responder a minha pergunta. "Não nos dias de trabalho", respondo com uma careta. "Por quê?" "Porque é mais profissional e mais fácil de usá-lo preso." Ele me oferece um meio sorriso travesso e se inclina como se ele fosse me contar um segredo. "Eu não posso esperar para estragar tudo." Meu queixo cai, e antes que eu possa responder, ele sorri e pega a minha mão na sua, gesticulando para eu andar com ele. "Eu gostaria que você jantasse comigo no pátio hoje à noite." "Eu não espero que você vá comer comigo todas as noites, Dom." "Eu acho que eu apenas lhe pedi para se juntar a mim." Não, obrigada, Dom. Eu apenas quero ir para o meu quarto agora. Eu olho para cima para encontrar a sua mandíbula contraída e seus lábios pressionados em uma linha, como se ele estivesse se preparando para mais uma rejeição. Mas se estou sendo honesta, estou morrendo de vontade de comer naquele pátio. O sol vai baixar em breve, e a vista vai ficar incrível. Eu vou ficar por aqui uma semana inteira. Eu poderia muito bem tirar proveito dela.


"Eu gostaria disso." Seu queixo e lábios se soltam, e ele olha para mim com um sorriso. "Excelente." "Então, o que você fez hoje?" Pergunto de novo, enquanto ele segura uma cadeira para mim junto à mesa no pátio. "Eu providenciei vinhos Cuppa di Vita para estarem disponíveis para uma nova cadeia de lojas de bebidas de Washington, Oregon e Idaho, ouvi a minha prima, Gianna, queixar-se por cerca de uma hora sobre seu irmão, Marco, sobre o que, eu não estou totalmente certo, porque estava com a mente longe. Então Jules ligou e queria saber se eu estava sendo bom para você", ele levanta uma sobrancelha para mim enquanto se senta na minha frente e começa a desarrolhar uma garrafa de vinho. Suas mãos parecem incríveis, e ele trabalha com muita eficiência, tendo a garrafa aberta em segundos. "O que você disse a ela?", Pergunto com uma risada. "Que eu quase não tinha visto você desde que você chegou esta manhã." "Eu recebi o mesmo telefonema." Ele me passa um copo de vinho, e eu o pego com satisfação. "Mm cheira bem." "A parte de Jules ou minha prima Gianna?" Dom pisca para mim enquanto eu rio. "Jules. Mas ela queria saber se eu estava sendo agradável para você." "O que você disse a ela?" "Que você é um menino grande e que pode cuidar de si mesmo." "Aposto que ela não gostou desta resposta." "Eu acho que ela poderia ter ameaçado vir aqui amanhã para nos verificar, mas fingi que estava sendo chamada por um membro da equipe e desliguei." Eu pisco para ele e tomo meu vinho.


"Minha família é... tenaz." Dominic começa a levantar as cúpulas de prata revelando os pratos, e meu estômago ronca alto. "Com fome?" "Oh, Deus, sim. Eu apenas percebi que não comi nada desde esta manhã." "Bem, há muito." Ele serve grandes porções de macarrão com molho de tomate nos pratos e me passa um. "Esta é uma receita da minha mãe." "Você cozinhou isso?" "Não é difícil." Ele dá de ombros e me oferece pão, olhando-me cheio de humor nos olhos azuis. Seu cabelo está um pouco bagunçado hoje, como se tivesse corrido os dedos por ele algumas vezes. Eu como uma mordida da massa e me inclino para trás em minha cadeira, de olhos fechados, degustando os sabores e temperos batendo na minha língua. "Caramba, isso é bom." Ouço Dom inalar bruscamente e abro os olhos para encontrá-lo me observando com olhar aquecido. "Eu acho que adoro assistir você comer", ele murmura. "Eu sou boa no que faço", respondo com uma risada, e saboreio o meu vinho. "Este vinho é excelente, com o molho." "Eu sei." Seu sorriso é presunçoso. "Então, sua família foi um pé no saco, hoje," eu digo, incentivando-o a continuar a falar. Eu amo o som de sua voz. Ele para girando o macarrão no seu garfo e olha para mim com um olhar severo. "Não. Minha família nunca é um pé no saco. Eles podem ser um desafio, frustrante até, mas nunca um pé no saco." Ele abaixa o garfo e toma um gole de vinho. "Minha família é a melhor parte da minha vida." "Melhor do que a vinícola?" "Melhor do que qualquer coisa."


"Isso deve ser bom", murmuro, e dou uma mordida na massa para dar a minhas mãos algo para fazer. De repente me sinto constrangida e ciumenta, e isso é apenas ridículo. Nem todo mundo tem uma família unida. "Conte-me sobre sua família." "Oh, confie em mim, você não quer ouvir essa história." "Eu confio em você, e quero essa história." Eu respiro fundo e tomo outro gole de vinho. Este homem é bom com as palavras. "Nós não somos próximos." "Por que?" Eu dou de ombros e mantenho meu olhar sobre o meu jantar. "Não houve um motivo específico, nós apenas nunca fomos muito próximos. Eu não falo com eles agora. Por que você esperou tanto tempo para encontrar Steven?" Eu pergunto, e imediatamente desejo tomar as palavras de volta. "Sinto muito. Você não tem que responder a isso." "Eu não me importo." Ele usa o seu pão para pegar qualquer molho restante em seu prato, coloca em sua boca, e se senta para trás na cadeira. Ele empurra seus dedos pelos cabelos, enquanto ele pensa sobre a minha pergunta. Steven Montgomery é o patriarca da família Montgomery, e ele contou apenas cerca de um ano atrás que Dominic era o filho que Steven nunca conheceu. "Quando minha mãe estava viva, parecia uma traição a ela eu querer encontrá-lo", confessa, e roda o vinho no copo distraidamente. "Ela me deu uma grande vida, Alecia. Ela era tão jovem." Acabo com a minha própria refeição, eu empurro meu prato, pego o meu copo, e levanto. "Vamos nos sentar ao lado da lareira para a hora de contar histórias." "Boa ideia." Ele sorri e me segue até a lareira, aperta um botão que faz com que as chamas ganhem vida, antes de se sentar ao meu lado em um sofá


aconchegante. Ele se desloca em direção a mim, com um joelho em cima da almofada, para que ele possa me olhar nos olhos. "Ela era jovem," eu o lembro. "Muito. Tinha vinte e dois anos quando eu nasci. Ela estava aqui nos Estados Unidos com uma bolsa para a faculdade, e com a intenção de sempre ficar por aqui. Ela não queria voltar para a Itália. Mas, ela não tinha família aqui, e ser uma mãe solteira é difícil, então quando eu tinha cinco anos, voltamos a viver com a sua família na Toscana." "Minha avó e avô nos acolheram e nos amaram. Vivíamos em sua vinícola, que é onde eu aprendi a amar o estilo de vida." Ele se estica e empurra uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha e esfrega minha orelha entre o polegar e o dedo indicador. O homem está sempre me tocando. E eu não pareço me importar. "Mama trabalhou como assistente pessoal para um hoteleiro com uma grande rede com base em Florença, que ficava cerca de 20 minutos de nossa casa. Quando eu tinha dezesseis anos, o hoteleiro decidiu vir para os Estados Unidos para construir um novo resort, e ele esperava, claro, que Mama viesse com ele, de modo que ambos viemos." "O que você achava disso?", Pergunto. Eu não posso tirar meus olhos dele. Ele é tão expressivo enquanto fala; seu sotaque é mais pronunciado quando fala de sua família e da casa de sua infância. "Eu não queria vir. Eu era horrível para ela. Eu tinha receio de que ela estava tendo um caso com ele, e é por isso que ele queria que ela viesse com ele." Minhas sobrancelhas subiram ate meu cabelo. "Ela tinha?" "Provavelmente. Mas se tinha, era discreta. Eu sei que eles tinham uma grande quantidade de carinho e respeito um pelo outro." "Isso é bom", murmuro.


"Então, nós viemos para a Califórnia. O chefe de Mama, Arturo Baldovini, veio para construir um grande resort perto de Sonoma." "Região do vinho", murmuro com um sorriso, Dom encheu novamente os nossos copos, esvaziando a garrafa. "Exatamente. Uma vez que nos instalamos, eu fiquei bem. Peguei trabalhos nas vinícolas durante a colheita e ganhava o meu próprio dinheiro. Eu me formei no ensino médio lá e depois fui para a faculdade na Universidade Estadual de Sonoma." "Por que lá?" "Eu não queria estar longe da minha mãe, apenas no caso dela precisar de mim." Ele dá de ombros. "Mas, então, o resort foi concluído em meu segundo ano, e Arturo e Mama voltaram para a Itália." "E você ficou." "Eu fiquei. Eu amo isso aqui. Eu trabalhei meu caminho através de vinhedos em toda a Califórnia, aprendendo tudo o que podia, então poderia um dia possuir um meu." "Você realmente não têm mesmo muito sotaque a menos que você fale italiano." "Moro aqui há muito tempo. Bem, até Mama ficar doente há cerca de cinco anos. Eu tinha trinta anos, e recebi um telefonema de Gianna que Mama estava doente com câncer, e que eu deveria ir para casa. Então eu fui." Ele bebe seu vinho e se encolhe. "Ela morreu menos de seis meses depois." "Sinto muito." "Bem, o ponto de tudo isso é que, enquanto ela estava viva, nunca realmente me ocorreu procurar pelo meu pai biológico. Minha vida era feliz e completa, e eu tinha uma família maravilhosa. E durante os poucos momentos que pensava sobre isto, parecia que eu estava sendo desleal com ela."


"Cerca de um mês depois que ela faleceu, estava passando por algumas de suas coisas e achei uma caixa cheia de revistas. Eu as coloquei de lado, com a intenção de lê-las um dia, mas eu ainda não estava pronto." "Arturo veio me ver, e disse que Mama lhe pediu para ajudá-la a investir seu dinheiro, e que ele fez, e para minha surpresa absoluta, tinha feito isso bem. Ela me deixou milhões, Alecia." Meu queixo cai, enquanto eu assisto a admiração e o amor cruzarem o seu rosto. "Arturo disse: 'Seu único sonho sempre foi o de possuir sua própria vinícola. Esta é sua chance para fazer isto em qualquer lugar do mundo que você quiser'." "E você escolheu aqui." "Eu escolhi esta terra antes de saber sobre Steven." "De jeito nenhum! Isso é uma coincidência muito grande." "É verdade." Ele levanta uma garrafa do chão a seus pés e habilmente a desarrolha, então serve em cada taça. "Eu já possuía este lugar há cerca de dois anos, quando me deparei com aquela caixa de revistas novamente. Puxei uma para fora da caixa, e uma carta endereçada a mim caiu fora dela. Ela dizia que estava arrependida por não me contar mais cedo sobre o meu pai, mas que ela não sabia como poderia afetá-lo. Ela não me deu todos os detalhes, e Steven me deixou a par do que ela não disse desde então, mas ele estava em uma viagem de negócios e a conheceu em um bar. Foi uma coisa de uma noite, e depois de terem tido relações sexuais, ele confessou que estava separado de sua esposa, e que ele sentia falta dela e de seus filhos." "Uau." "Sim. Ele tinha deixado o seu cartão de visita, para que ela soubesse como encontrá-lo, e quando ela descobriu que estava grávida, ela ligou para o número do cartão, mas sua esposa respondeu." "Eles tinham se reconciliado", eu falo.


"Sim, e mamãe não podia suportar a ideia de afastá-lo de sua família. Então, ela não disse a ele." "Eu quase não procurei por ele ou quis saber sobre sua família. Eu não queria que eles pensassem que eu estava tentando começar algum drama, ou interromper suas vidas. Mas eu admito, eu estava curioso." "Eu ficaria muito", acrescento eu. Este vinho está indo para a minha cabeça. "Então,

eu

contratei

um

detetive

particular,

e

dentro

de

aproximadamente um mês, ele o encontrou." "E todo esse tempo, você estava a menos de uma hora de distância." Ele balança a cabeça, pensativo e depois balança a cabeça. "Eu estava nervoso pra caramba. Fomos através dos exames de sangue para verificar a paternidade, mas essa não foi a parte mais difícil." "O que foi?", Pergunto, esperando que ele dissesse que foi encontrar seus irmãos. "Encontrar com Gail." "Sério? Gail é ótima!" "Eu sei agora, mas Alecia, como você vai dizer olá para uma mulher, sabendo que seu marido teve um caso com sua própria mãe há mais de 30 anos atrás, que você é o produto disso?" "Diga-me você." Ele balança a cabeça novamente e bebe seu vinho. "Ela me abraçou." Seu olhar se volta para o meu e ele franze a testa maravilhado. "Deu uma olhada para mim e apenas colocou os braços em volta de mim e disse: 'Eu sinto muito que você perdeu a sua mãe, menino doce'." "Oh meu." Lágrimas enchem meus olhos com o pensamento.


"Sim." Ele pega a minha mão na sua e entrelaça nossos dedos. Sua mão parece fresca e suave contra a minha. "Eu sei que devia que machucá-la, Alecia. Mas ela nunca me tratou com qualquer tipo de malícia." "Ela nunca faria isso." "A segunda parte mais difícil foi encontrar com meus irmãos." Ele ri agora, e escova os nós dos dedos no meu rosto. "Isso não foi fácil. Mas em relação ao ano passado, temos vindo a nos conhecer e, mais importante, confiar uns nos outros." "É uma grande, esmagadora e incrível família." Eu sorrio, quando penso em toda a família. "Eles são as pessoas mais divertidas que eu conheço." "Eu também." Ele ri. "Tenho a sorte de tê-los. Eles nunca vão ser um pé no saco." "Eles tem sorte de ter você", eu sussurro. "O Chá de bebê de Natalie para Olivia foi o meu primeiro trabalho com eles. Isso foi há mais de dois anos atrás agora. Eu ajudei em cada casamento, chá, festa de aniversário, e grande evento desde então. Eu acho que você tem muita sorte." "Quem tem sorte de ter você, cara?" Eu pisco para ele, e só então o meu telefone toca com uma mensagem texto. Salva pelo gongo. Eu olho para baixo e depois rio. "O que é isso?" "Uma das minhas noivas. Ela mudou suas escolhas de flores quatro vezes já, e seu casamento será em três meses. Eu nem sei por que ela está se incomodando. O casamento vai acabar dentro de 18 meses." "Essa é uma atitude cínica para uma planejadora do casamento," Dom diz secamente.


"Só porque eu planejo uma boa festa, não significa que eu acredito no amor." Eu olho para cima para vê-lo levantar uma sobrancelha e esperar por mim para continuar. "Vamos apenas dizer que eu não sou uma crente firme em felizes para sempre, e sim, eu estou falando por experiência própria, e não, eu não estou dizendo que é história para hoje à noite." "Uma história para outra noite, então." "Ou uma história para nunca." Eu respiro fundo e me estico, e quando olho em volta, percebo que a noite caiu e as estrelas estão brilhando cintilantemente em torno de nós. "Está tarde. Eu tenho que acordar cedo." Dom levanta e me ajuda a ficar de pé, então me acompanha para dentro, até ao meu quarto, no fundo do corredor de seu próprio quarto. Espero que não escolha agora para começar a ter sonambulismo, porque ele me tem tão amarrada em nós que eu provavelmente vou acabar no quarto dele e rastejando na cama com ele. "Obrigada por me acompanhar", eu digo, quando chegamos a minha porta. "E obrigada pela história. Eu gostei." "Para minha surpresa, eu também. Nunca contei essa história antes." Eu estou de frente para ele, mas não o toco. Eu posso sentir o cheiro do seu corpo arrastar e aquele perfume dele que é simplesmente Dominic, e todo o meu corpo aperta. O que se passa com a química entre nós? Antes que eu possa virar, ele desliza suavemente os nós dos dedos no meu rosto, em seguida, levanta a outra mão e segura meu pescoço e mandíbula, e o ar que nos rodeia está brilhando de desejo e luxúria. Ele se inclina e varre os lábios levemente sobre os meus e, em seguida, assim como ontem, beija-me com ternura, mordendo os meus lábios suavemente. Finalmente, ele puxa para trás apenas uma polegada para recuperar o fôlego e encostar sua testa contra a minha própria. "Durma bem, cara", ele sussurra, quando ele me puxa contra ele para um longo abraço apertado. Mesmo nos meus saltos, eu encaixo apenas sob seu queixo, e


sendo pressionada contra seu peito é o melhor sentimento de todos. Ele é duro e quente e confortável... Eu poderia ficar aqui a noite toda. Então eu faço a única coisa que faz sentido e me afasto lentamente, nem mesmo tentando mascarar a confusão e a saudade que deve estar no meu rosto. "Durma bem, Dominic." Ele me olha com olhos azuis aquecidos enquanto eu viro e fecho a porta do meu quarto atrás de mim, então inclino as costas contra a madeira lisa. Como pode um homem me beijar como se fosse à primeira vez... outra vez?


Capítulo 06 Alecia

Eu limpo o embaçado do espelho do meu banheiro que é gigante e fico encarando meus olhos injetados de sangue. Maldição de italiano sexy. Eu dormi como merda porque tudo o que eu conseguia pensar era na forma como seus lábios pareciam nos meus, como se estando em seus braços fosse o mais segura que já me senti, e o sotaque sexy dele quando ele fala italiano fosse o suficiente para derreter a calcinha de uma menina a vinte passos. Tenho muita coisa para fazer hoje para tê-lo em meu pensamento. Eu tenho que me manter focada. Focada no resultado. Meu... porcaria, como é que é a metáfora sobre o alvo? De qualquer maneira, não tenho tempo para ficar toda sonhadora sobre Dominic Salvatore. Exatamente quando começo a esfregar loção nas minhas pernas ainda molhadas, há uma batida na minha porta. Enquanto me esforço para entrar num robe, atravesso o quarto e abro a porta para encontrar uma Celeste sorridente segurando uma bandeja de café da manhã. "Senhor Salvatore me pediu para lhe trazer algo para comer. Eu posso colocar isso ali dentro para você?" "Você não tem que fazer isso", respondo, e me aproximo para tomar a bandeja dela. "Obrigada, eu a levo."


"Não há problema. E só entre mim e você?" Ela ri e cruza os braços sobre o peito. "Ele escolheu tudo nessa bandeja. Foi realmente muito... surpreendente." "Surpreendente?" "Eu nunca o vi ter tanto interesse em um café da manhã antes. Tenha um bom dia." Ela acena e sai, e eu carrego a bandeja para a área de estar diante da janela. A bandeja de prata está coberta por um pano de cor creme, e possui um pequeno vaso com uma única tulipa cor de rosa, fazendo-me sorrir e meu coração amolecer, só um pouquinho. Sob a tampa da cúpula prateada, acho ovos mexidos, bacon e iogurte. E ele ainda se lembrou de como tomo o meu chá. Ele não é apenas um italiano sexy. Ele é um doce italiano sexy. Enquanto mordo um pedaço de bacon e cheiro as pétalas da tulipa rosa suaves, noto um pequeno cartão branco com o meu nome escrito em negrito. Dentro está uma nota.

Alecia, Bom dia. Eu espero que você tenha dormido mais profundamente do que eu. Não consegui parar de pensar no quanto eu queria continuar a beijar você, e estragar o seu cabelo lindo. Obrigado por me ouvir ontem à noite. Dom

Eu li isso mais três vezes com um sorriso bobo no rosto, e senti a minha barriga se encher com borboletas gigantes. Oh cara! Que diabos é que eu vou fazer com ele?


"Eu não dou a mínima se cada buraco foi escavado, você está indo para preenchê-los e novamente escavá-los." Isaac Montgomery, o mais velho do clã Montgomery, está furioso, e por boas razões. A pessoa encarregada de cavar buracos para a tenda mediu de forma incorreta. "Você manda, chefe." "Mark", ele chama por Mark Williams, outro membro da enorme família, e uma parte da equipe de Isaac. "Quando é que o caramanchão vem?" Mark se encolhe e se junta a nós. "Ei, Alecia." "Oi, Mark. O que você está fazendo aqui hoje?" "O filho de Scott está com apendicite, por isso estou assumindo este trabalho." Ele se vira para Isaac. "Não temos suprimentos suficientes. Um dos rapazes se esqueceu de reabastecer o seu caminhão na noite passada." "Que porra é essa?" Isaac pergunta, e coloca as mãos nos quadris. "Desde quando isso se tornou um serviço de amador?" "Ele está voltando para a cidade para obter o que precisamos, mas vamos perder duas horas." Isso significa que todos nós vamos ter que trabalhar mais duas horas hoje. "Tudo bem, é o que é." Eu consulto o meu iPad e faço anotações. "Mark, você sabe quando os banheiros ao ar livre serão entregues?" "Meu irmão apenas acabou de encomendar os banheiros, que pretensioso," Isaac ri.


"Eu sinto muito, mas me recuso a colocar um balde de mel para os convidados usarem", respondo, e balanço a cabeça. "Inferno, os homens poderiam encontrar um arbusto," Mark diz com um sorriso, e depois ri quando vê a carranca no meu rosto. "Só estou brincando." "Esta não é uma festa da fraternidade, você sabe." "Espere até que a música e as bebidas alcoólicas iniciem." Isaac dá um tapinha no meu ombro quase se desculpando. "E não é com os meninos que você tem que se preocupar." "Nossas meninas sabem como se divertir", Mark acrescenta com um sorriso. "Oh, eu estou ciente, e estou ansiosa por isso", respondo. As meninas são uma explosão, suponho que um pouco difícil. "Você sabe que você as ama." "Nós não as teríamos de nenhuma outra maneira", Isaac confirma com um meio sorriso. "Eu vou ver os outros detalhes antes de deixá-los nas mãos capazes de Mark." "Deixe-me saber se você precisar de alguma coisa." Eu aceno para os caras e me afasto, exatamente quando meu telefone começa a tocar. "Olá, Tonya." "Que porra é essa, Alecia? Eu mandei mensagens para você nove vezes hoje!" "Eu estou ciente. Eu não tive a chance de responder." "Eu preciso de mais atenção do que isto! Isso é ridículo! Eu preciso me sentir como se fosse a sua única cliente!" Eu rolo meus olhos e esfrego a parte de trás do meu pescoço. "Seu negócio é apreciado e importante, Tonya, mas você não é minha única cliente. O que está acontecendo hoje?" "Se você lesse meus textos, você saberia. A irmã de meu noivo é uma cadela. Eu não a quero no meu casamento."


"Ok." Eu respiro fundo e mentalmente penso,O sujo falando do mal lavado. Tonya é a minha cliente mais desafiadora. Se você procurar bridezilla12 no dicionário, sua foto estará exatamente ali. "Você já a informou que ela não vai estar na festa de seu casamento?" "Esse é o seu trabalho." "Não, Tonya, não é o meu trabalho. Este é um assunto de família." "E eu a contratei para que?" Eu respiro profundamente e conto até dez. "Você sabe o que, se você não fizer o seu trabalho, não preciso de você porra! Eu não preciso deste estresse! Você está fodidamente demitida!" Ela desliga o telefone na minha cara, e eu exalo. Essa comissão era enorme, mas doce Jesus, isso não vale a merda que esta menina pode lançar. "O que está errado?" Minha cabeça chicoteia e encontro Dominic parado há três metros de distância, com as mãos nos bolsos, olhando-me tranquilamente. "Eu estou bem." Sua mandíbula treme, e a próxima coisa que sei é que ele pega a minha mão na sua e me conduz pelo gramado, na parte de trás da vila para o jardim de inverno, fechando a porta atrás de nós. "Você não está bem." Ele me espreita, alto, musculoso com olhar azul intenso, e apenas assim, minha respiração aumenta e eu não posso me lembrar porque estou frustrada e chateada. Eu vou pra trás à medida que ele avança, até que minhas costas estão contra a parede. Ele suspende uma mão na parede ao lado da minha cabeça e segura minha bochecha com a outra. "Você não está bem," ele sussurra, pouco antes de seus lábios encontrarem os meus em um beijo lento e preguiçoso, assim como os dois últimos. Mas não estou me sentindo lenta ou preguiçosa. 12

bridezilla é o adjetivo normalmente utilizado em inglês para as noivas neuróticas.


Eu gemo e enterro meus dedos em seus cabelos, pegando-os em meus punhos e pressionando-me contra ele, levo o beijo de suave para quente em três segundos. Mordo seus lábios, em seguida devoro sua boca, chupando e mordendo, e eu simplesmente não consigo estar fodidamente perto o suficiente dele. Ele rosna quando se inclina para mim, me pressionando entre seu corpo duro e a parede em minhas costas. Suas mãos viajam de meus ombros para os meus seios e pelos meus lados, e então ele reúne minha saia em suas mãos, puxando-a em volta da minha cintura. Eu deslizo uma perna para cima dele, prendo a minha perna ao redor de seu quadril, e gemo de prazer quando suas mãos seguram firme minha bunda, inclinando-me contra sua ereção dura. "Dane-se, cara", ele sussurra, enquanto beija seu caminho do meu queixo até o meu pescoço. Oh, Deus, meu pescoço! É o meu doce local. Eu não sou mais responsável por minhas ações se ele beijar a porra do meu pescoço. De repente, de algum lugar atrás dele, alguém limpa sua garganta ruidosamente, fazendo-nos chegar a um impasse. Dom capta o meu olhar no seu azul fundido e ligeiramente balança a cabeça, avisando-me para não me mover. Graças a Deus ele está me protegendo de ser vista pela pessoa atrás dele. "Sim, Celeste." "Precisamos de você no celeiro, senhor." "Obrigado." Podemos ouvi-la ir embora e então ele abaixa minha perna até o chão. Nós dois estamos ofegantes, meus mamilos são saliências rígidas, apunhalando seu peito, e meu Deus, eu nunca ansiei alguém do jeito que estou ansiando por ele agora. "Você está bem?", Ele pergunta.


"Nós nem sequer a ouvimos", murmuro com frustração. O que estou fazendo? Graças a Deus as persianas estão fechadas nas janelas desta sala; caso contrário, toda a equipe teria tido uma visão. "Você está bem?", Ele pergunta novamente. "Tudo bem." Foda-se, eu não estou bem. Ele me olha por um instante, em seguida, pressiona os lábios na minha testa. "Isso foi uma mentira. Você está apenas deixando passar, cara." "Não estou..." "Vamos conversar hoje à noite." Ele dá um passo para trás, garante que estou firme em meus pés, e depois arrasta as pontas dos dedos pela minha bochecha. "Não deixe que ninguém fale com você do jeito que esta mulher fez novamente." Eu levanto uma sobrancelha questionando. "Ela estava falando alto. Eu podia ouvi-la como se estivesse com minha própria orelha ao telefone. Você não tem que sofrer abusos semelhantes de seus clientes." Eu coro e aliso minha saia pelas minhas pernas. "Não importa. Eu não estou mais trabalhando para ela." "Bom." Ele inclina meu queixo para cima e estou presa em seu ousado olhar azul. Porra, eu gosto dele. "Obrigada pelo café da manhã." "Não há de que." Ele sorri agora, um completo sorriso brilhante e contagiante que ilumina a sala antes de se inclinar e pressionar um beijo iluminado nos meus lábios. "Hoje à noite." Ele pisca e em seguida caminha para fora em direção ao celeiro. Eu tenho que esperar um momento para recuperar o fôlego. Que diabos foi isso?


Eu não consigo me controlar em torno deste homem. Ele mal me beijou e eu o escalei como se fosse uma árvore. E, Deus me ajude, eu quero fazer isso de novo. Eu balanço minha cabeça e caminho até a cozinha. Eu preciso de uma garrafa de água STAT, e depois preciso voltar ao trabalho. Eu paro quando vejo Blake na cozinha movimentada e assobiando alegremente. "Eu não estava esperando você aqui hoje." "Eu precisava falar com Dom sobre algumas coisas e decidi começar a organizar as coisas aqui do jeito que eu quero." Ele inclina a cabeça e aperta os olhos para mim e, em seguida, um sorriso malicioso e lento se espalha sobre seus lábios. "Você vai receber por isso." "Cale a boca." Eu rolo os meus olhos e vou até a geladeira para pegar a água. "É por isso que você está me evitando?" Ele pergunta, e faz uma nota em seu bloco de notas. "Eu não estou evitando você." Exatamente. "Liguei para você duas vezes", ele murmura, e evita o meu olhar enquanto abre uma porta do armário para contar panelas. "Eu estive ocupada. Você sabe que este é o meu maior evento este ano." Ele acena com a cabeça e franze os lábios. "O que são os seus sentimentos feridos?" eu sorrio e tomo um longo gole na água. "Bem, já que nos últimos três anos, você nunca deixou de me retornar uma ligação, eu poderia estar um pouco chateado." "Eu não estou fodidamente a sua disposição," respondo com veemência, e imediatamente me odeio.


O que diabos está errado comigo? Eu estou muito frustrada sexualmente e tendo um dia de merda. "Então, o que mordeu a sua bunda hoje, Leash? Porque o que quer que seja, podemos puxá-lo para fora, para que você possa parar com esta atitude de mula ranzinza?" Dominic Salvatore é o meu problema. Então, não lhe digo isso. "Eu sinto muito." Eu suspiro e contorno à ilha para dar um abraço em Blake, e suspiro quando seus fortes braços circulam em volta de mim e me abraçam forte. "Eu sou uma cadela." "Você não é uma cadela. Mas você não está sozinha." "É um grande evento", digo novamente. "Você nunca costumou mentir para mim." Eu tremo e penso nas palavras de Dom sobre a mentira no jardim de inverno. "É só um dia ruim. Honestamente." Eu engesso um sorriso no meu rosto e olho para cima em seus grandes olhos castanhos. "E eu sinto muito por não ligar de volta. Eu estava distraída na noite passada." Ele levanta uma sobrancelha. "Não gosto disso." Eu me afasto e recupero a minha água antes de ir em direção à porta e para longe de Blake e de seu olhar onisciente. "Eu te ligo mais tarde." "Tenha cuidado, Leash." "Eu estou bem." Eu rolo os meus olhos para fazê-lo sorrir e volto a trabalhar lá fora.


Eu não consigo dormir. Mais uma vez. Não houve mais problemas com a equipe de construção, esta tarde, mas retrocedemos tempo suficiente para que todos nós trabalhássemos durante o jantar, e no momento em que terminei o dia, eu simplesmente não tinha em mim forças para enfrentar a frustração sexual que vem quando estou com Dom. Fiz uma rápida retirada para o meu quarto para retornar minhas chamadas, verificar meu e-mail, e me preparar para amanhã. E agora que meu trabalho estava todo acabado, já está tarde, e eu deveria estar dormindo. Em vez disso, tudo o que posso pensar é no sexy italiano provavelmente dormindo a apenas dois minutos de distancia. Eu sopro um tempestuoso suspiro e atiro as cobertas de lado, jogo meu cabelo para cima em um nó bagunçado no topo da minha cabeça, e puxo um par de shorts de yoga com minha camiseta branca lisa antes de abrir a porta do meu quarto e espiar com minha cabeça para fora para me certificar de que ninguém está andando pelo corredor. Ninguém, ou seja, Dominic. Assegurando-me de que o caminho está livre, passo pelo corredor até o armário de roupas e quase pulo de alegria quando encontro os materiais de limpeza. Eu carrego meus braços com esponjas e produtos de limpeza e volto para o meu quarto, fecho a porta, e marcho para o banheiro. Quando estou estressada, eu limpo. É calmante, e raciocino melhor enquanto estou esfregando o inferno fora de alguma coisa. Eu puxo os alto-falantes de viagem para fora da minha bolsa do computador e conecto o Bluetooth do meu iPhone neles, em seguida, defino a minha música na minha lista pessoal de limpeza com raiva. Eminem e Rhianna começam a cantar sobre monstros e para longe eu vou, balançando os quadris com a música aos berros.


É uma coisa boa que eu sou a única pessoa deste lado da vila. Ninguém será capaz de ouvir a minha música. Meia hora mais tarde, eu limpei a pia, o vaso sanitário e o chuveiro e estou em minhas mãos e joelhos, limpando o chão em volta da banheira de imersão. O que Dominic quer, sempre dando em cima de mim de qualquer maneira? Eu já disse que não a seus avanços no passado. Você acha que o homem iria entender uma indireta, para chorar no meio da noite! E o que se passa com seus braços? Por que eles têm que ser tão... definidos? Aposto que ele nem sequer nota isso. Ele apenas se parece com isso. Eu danço em direção à porta e faço uma carranca. "E qual é o segredo dos remédios caseiros italianos?" Pergunto a sala em geral, apenas para ouvir Lady Gaga cantando para Alejandro. "Eu me pergunto, qual é o remédio caseiro italiano para a frustração sexual?" Uma voz grave, do sexo masculino ri atrás de mim, fazendo-me ficar imóvel, e depois abaixo a cabeça em resignação. "Merda." Eu olho para trás por cima do meu ombro e com certeza, lá está ele, encostado à ombreira da porta do banheiro, com os braços cruzados sobre o peito nu e um sorriso malicioso em seus deliciosos lábios. "Você não sabe bater?" "Você não me ouviu por causa da música." Eu paro e desligo a música, imediatamente enviando a sala para um silêncio chocante. "O que posso fazer por você?", Você pode, por favor, cobrir o peito ridiculamente musculoso? Jesus, e este peito, é mesmo legal? "Você não desceu para o jantar."


"Eu tinha trabalho." Eu cruzo meus braços sobre o peito, esperando encobrir o fato de que eu não estou vestindo um sutiã e tirar meu olhar de seu torso. "E era tarde quando terminei." "Você sabe, eu tenho pessoas que fazem isso." Ele aponta para os produtos de limpeza no chão. "Eu limpo quando estou estressada." Seu rosto fica sóbrio. "O que está te estressando, cara? Eu vou cuidar disso." Eu dou uma risada sem graça. "Certo." "Fale comigo." Eu mordo meu lábio e, em seguida, aperto a minha cabeça. "Eu estou bem." "Esta é a número dois." Sua voz normalmente calma e descontraída agora é dura, assim como os seus olhos. "Ok, você quer saber o que há de errado comigo?" Eu vou para longe da pia e passo para o outro lado do banheiro. "Eu tive muitos problemas com a construção para lidar hoje, o que nos atrasou por horas as coisas que tinham que ser feitas hoje, a fim de permanecermos dentro do prazo." Eu caminho de volta em direção a Dom e me arrependo imediatamente quando vejo seus olhos estreitos e seus bíceps inchando quando ele cruza os braços novamente. "Eu perdi o casamento de Tonya. Sim, ela é uma dor de primeira classe na bunda, mas a comissão era boa." Eu caminho de novo. "Eu feri os sentimentos de Blake, e eu nunca o magoei. Eu às vezes me esqueço de que ele tem sentimentos. E eu fui insensível e vadia com ele, e ele não merecia isso."


Viro-me para Dom, toda irritada e incapaz de parar de regurgitar as palavras da minha boca. "E aqui está você todo sexy, engraçado e gentil, e você faz o meu corpo ficar louco! Eu estou tão frustrada sexualmente que não posso ver nada direito." Meu peito está arfando com respirações pesadas enquanto eu olho para ele, mortificada que eu disse o que disse e ainda chateada. De repente, ele caminha para mim com passos medidos, cuidadosamente controlados e coloca a mão no meu quadril, me puxando para ele. "Você acha que você é a única, cara?" Seus olhos caem para os meus lábios e depois volta para os meus. "Eu quero você desde o momento em que a vi." Ele me apoia, como ele fez mais cedo no jardim de inverno, e de repente meus quadris estão pressionados na sua ereção. "Por quê?"Eu sussurro. "Eu reconheci você, e eu nunca a tinha visto antes. Meu corpo anseia por você. Eu não posso ter o suficiente da sua risada. E se eu não colocar minhas mãos em seu maldito cabelo agora, eu vou ficar fodidamente louco." Com meus olhos preso às suas mãos, eu estendo a mão e puxo o nó do meu cabelo e o deixo cair em volta dos meus ombros. Dominic toma uma respiração longa e profunda enquanto aperta as mãos suavemente nele na base do meu pescoço e inclina a cabeça para trás. "Se você for dizer não, diga-o agora, Alecia."


Capítulo 07 Dominic

Seus olhos se dilatam enquanto seu peito arfa com sua respiração dura, e eu nunca vi nada tão fodidamente sexy em toda a minha vida. Seu corpo está em chamas, pressionado contra o meu. Minhas mãos estão agarrando em seu cabelo longo, macio, puxando sua cabeça para trás para que eu possa olhar em seus olhos cor de chocolate. Ela engole em seco e lambe os lábios, e estou segurando minha sanidade pela porra de um fio. Eu inclino minha cabeça para baixo, mas não para beijá-la. Ainda não. Meus lábios estão pairando sobre os dela, meu nariz escova levemente sobre a ponta do dela, e seus olhos estão vibrando. "Sim ou não, cara?" "Dominic-" "Responda-me." "Sim!" Ela se eleva e leva os meus lábios com os dela em um beijo frustrado, coloca uma mão no meu pescoço, mantendo meus lábios nos dela, e sua outra mão pequena vai em uma longa jornada por todo o meu torso nu, pelo meu peito, através do meu estômago e em volta do meu lado nas minhas costas, em seguida, de novo, como se ela simplesmente não pudesse esperar para me tocar em todos os lugares, todos de uma vez. E foda-se se eu não me sinto exatamente da mesma maneira.


Eu a pressiono contra minha virilidade, em seguida, escovo o cabelo para trás sobre os ombros e permito que as minhas mãos viajem para baixo sob seus braços e o tecido fino de sua blusa branca. Ela não está usando a porra de um sutiã. Eu não acho que o meu pau poderia ficar mais duro, e, em seguida, escovo meus polegares sobre os mamilos duros e seus quadris vão de encontro a minha pélvis, e é isso. Fim de Jogo. Ela consegue chegar à cintura de meu short e puxa para baixo em torno do meio da minha bunda, apenas o suficiente para liberar o meu pau, e nossos olhos se cruzam quando ela bombeia meu pau em dois movimentos fluidos e longos. "Jesus, Alecia." Minha voz é áspera. "Sua pele é morena em todos os lugares", murmura, seus olhos observando a mão que está envolvida em torno de meu eixo. Eu não vou durar se ela continuar assim. Tomo suas mãos nas minhas, beijo as duas, em seguida, prendo atrás das costas, empurrando os seios pra cima, perfeito para os meus lábios. "Quero tocar em você", ela engasga, em seguida, deixa a cabeça cair para trás com um longo gemido quando eu puxo um mamilo perfeito em minha boca e sugo, em seguida, solto-o com um estalo alto antes de voltar minha atenção para o outro. "Amo os seus seios, cara", eu sussurro. Eu olho para cima para encontrar seus olhos fechados e seu lábio inferior preso entre os dentes. Seu top é empurrado acima dos seus seios, sob as axilas, e seus quadris estão se movendo em um círculo rítmico. Eu toco seu sexo, ao longo de seu short de yoga e sorrio quando ela engasga e olha para mim com os olhos arregalados. "Você gosta disso?"


"Toque-me", ela sussurra. "Oh, eu pretendo fazer muito mais do que isso", eu respondo, liberando as suas mãos. Ela imediatamente suspende-se em meus braços enquanto eu alcanço entre as pernas e arranco seu short e calcinha de cima dela, deixando-os em pedaços sob seu doce traseiro. "Eu teria tirado se você me pedisse", diz ela com um sorriso irônico. "Não há tempo", eu respondo, e tiro o meu pau na minha mão, mas em vez de mergulhar direto dentro dela, eu arrasto a ponta do meu pau através de suas dobras molhadas, em torno de seu clitóris e volto para baixo novamente, e então eu o deixo simplesmente descansar contra sua boceta e inclino-me para tomar a sua boca de novo. Eu empurro meus quadris contra ela, cutucando seu clitóris com cada impulso, fazendo-a se contorcer e cerrar as pernas em torno dos meus quadris, suas mãos nas minhas costas, puxando-me para mais perto dela. Mas eu não estou afundando em seu interior. Ainda não. "Dom", ela diz com um grunhido. "Sim." "Dentro. De mim. Agora." "Ainda não." "Oh, meu Deus!", Ela chora enquanto eu caio de joelhos, espalho a sua abertura, e sinto meu coração gaguejar. Mãe de Deus, ela é deslumbrante. Ela cobre o estômago com uma mão e se esconde com a outra, e eu franzo a testa para ela em confusão. "Esse não é o meu melhor ângulo", ela diz com o rosto vermelho. "Você está brincando comigo?" Ela é insegura?


Eu seguro a sua mão e pressiono um beijo molhado na palma da mão, em seguida, pressiono-as contra a minha bochecha enquanto eu olho para cima em seus olhos castanhos profundos, cheios de luxúria e emoção, e apenas um pouco de medo. "Você é linda, tesoro. Não se esconda de mim." Eu levanto e beijo os seus seios, a barriga e mais para baixo em seu umbigo e sobre a leve ondulação de seu abdômen até a sua boceta nua, e só quando eu descanso os meus lábios contra seu clitóris, seu quadril impulsiona novamente e ela enterra suas mãos no meu cabelo, mantendo-me pressionado contra seu sexo. Eu respiro fundo, inalando o seu cheiro almiscarado, e a beijo longa e profundamente, arrastando minha língua por suas dobras e abrindo seus lábios com os meus, até que ela está prestes a desmoronar no chão do banheiro. "Dominic", ela geme. Suas coxas começam a tremer incontrolavelmente, e eu sei que ela está próxima. Eu empurro um dedo em sua boceta molhada e prendo meus lábios em torno de seu clitóris, e ela goza espetacularmente, gritando, e puxando meu cabelo. É a reação mais incrível que eu já presenciei. Antes que ela possa se recuperar completamente, eu a estou levanto em meus braços e a levo para a cama, deito-a de costas e a cubro completamente, minha pélvis encaixada entre as pernas, meu pau pulsante aninhado em suas dobras. Eu escovo o cabelo do seu rosto enquanto ela olha para mim, tentando recuperar o fôlego. "Esse foi um deles." "Um o quê?"ela pergunta, sem fôlego. "Um orgasmo." "Você está contando?" Ela ri, o que faz com que ela flexione seu núcleo contra meu pau, roubando a minha respiração.


"Oh, sim, eu estou contando. Você não terá as células do cérebro para manter o controle." "Em quantos vamos parar?" Ela empurra os dedos no meu cabelo, escovando-o da minha testa. Nada nunca me fez sentir tão bem. Eu amo o jeito que ela me toca. "Tantos quantos possível." "Eu estou bem com um." Ela encolhe os ombros, mas eu sorrio para ela. "Eu não estou." Eu descanso meus lábios contra os dela, escovando-os bem delicadamente. Eu puxo meus quadris para trás e a ponta do meu pau está prestes a deslizar para dentro dela quando seus olhos se arregalam. "Pare!" "O quê? O que está errado?" "Camisinha!" Eu inclino a minha testa contra a dela com um gemido frustrado. "Eu não estava exatamente esperando por isso." "Eu tenho um DIU por um tempo. Eu não posso engravidar. Você está limpo?" "Limpo como é possível." Um leve sorriso se espalha por seu lindo rosto, enquanto suas mãos deslizam pelas minhas costas, aperta a minha bunda, sob o elástico do meu short, desde que eu não tive o tempo para removê-los, ela me puxa para dentro dela em um longo e vagaroso movimento, nos fazendo gemer e estremecer. "Tão apertada", eu sussurro, mantendo-me o mais imóvel possível. Meus dedos acariciam seu rosto, e eu não posso evitar, mas deixo que os meus lábios nos dela movam-se levemente conforme seu corpo se ajusta para mim. "Tão, fodidamente pequena." "Eu acho que você que é grande", ela responde com uma risada, jogando as pernas para cima em torno de meus quadris, abrindo-se mais, e fazendo-me


gemer sob a minha respiração. Eu não posso ficar parado, eu preciso me mover; eu tenho que sentir como é entrar e sair de sua carne quente e molhada. "Si Sente così fottutamente incredibile." Dio, eu não posso segurar. "Inglês", ela diz com uma risada sem fôlego. "Mi dispiace." Eu ri e balancei minha cabeça. "Sinto muito. Eu disse: Você é tão incrível." "Oh, eu gosto disso", ela diz, e junta as mãos no meu peito. "Deus, você me faz esquecer o meu Inglês. Eu nunca esqueci o meu Inglês." Eu quero levantar e olhar entre nós, para assistir o impulso do meu pênis dentro e fora dela, mas eu não posso resistir a cobri-la de beijos, segurando seu belo rosto em minhas mãos conforme meus quadris pegam velocidade. Sinto-a tensa, sua boceta está ordenhando meu pau fortemente, e eu sei que ela está prestes na iminência de cair em outro orgasmo. "Goze", eu sussurro contra seus lábios. "Goze." "Oh, meu Deus", ela choraminga. "Si", eu respondo. Ela balança a cabeça para trás e pra frente e olha para mim quase desesperadamente quando sua boceta aperta e as ondulações começam. Seu corpo arqueia de volta e eu tomo um de seus mamilos em minha boca e rolo a ponta com a minha língua quanto ela grita, cheio de energia pura. "Ou seja, dois", eu digo com um grunhido, puxo para fora dela e a viro sobre seu estômago. Eu retiro fora meu short impaciente e espalho suas pernas, abro as nádegas, e guio o meu pau de volta para dentro dela, fazendo-a gritar, e eu quase explodo quando ela aperta em torno de mim. Ainda não.


Eu começo a foder com ela de verdade, meus quadris batendo em sua bunda dura. Eu escovo o cabelo dela para trás, expondo um ombro e me inclino sobre ela para mordê-la, onde seu pescoço e seu ombro se encontram, e os espasmos de sua boceta em torno de mim começam novamente. Seu pescoço é seu ponto fraco. Eu sorrio e repito o movimento, cuidando para não deixar marcas. Seus quadris impulsionam pra trás, arqueando as costas lindamente. Agarro um quadril em minha mão para segurá-la enquanto eu meto com força e sinto minhas bolas se apertarem e endurecerem; a base da minha espinha formiga, e eu sei que estou prestes a gozar. "Goze de novo, Alecia," Ordeno-lhe com uma voz firme. Ela suspira e aperta em torno de mim. "Mais uma vez," Eu repito conforme eu empurro o mais longe que posso e a seguro firme. "Agora!" Ela grita quando o terceiro orgasmo a leva, e eu gozo com ela, forte. Destruído. Desfeito. Dios, o que ela fez comigo? Quando eu posso respirar de novo, eu puxo para fora dela e vou para o banheiro, molho um pano e quando eu ando de volta para o quarto, eu sorrio quando vejo que ela não se moveu um centímetro. "Será que você adormeceu?", Pergunto suavemente, e pressiono o pano quente entre as pernas dela, assustando-a. "O que você está fazendo?" "Limpando-a", eu respondo com calma. Ela suspira e me deixa terminar limpar tudo e então eu jogo o pano no chão e volto para ela. "Como você está se sentindo?" "Completamente fodida", ela responde com um sorriso conforme eu a empurro para seu lado da cama para que eu possa deslizar ao seu lado em minhas


costas e puxá-la contra mim, a cabeça descansando no meu peito. Eu afundo meus dedos em seu cabelo e assisto os fios loiros escorregarem sob meus dedos. "Bem, você estava completamente fodida", eu respondo com um sorriso. "Foi um pouco inesperado", ela diz baixinho. "Você perguntou qual remédio caseiro italiano é para a frustração sexual. Achei melhor ir em frente e lhe mostrar." "Mm", murmura. Eu posso sentir seu sorriso contra meu peito. "Eu estava tão irritada." "Então eu vi." Eu beijo a cabeça e tomo uma respiração profunda de seu shampoo cítrico. "Você parece estar mais calma agora." "Mm", murmura novamente. "Vai ser um grande prazer mantê-la na expectativa." Eu não posso deixar de sorrir com o pensamento. "Sim, claro", ela responde, e fuça o nariz contra o meu peito, fazendo com que meu pau se mexa. "Basta esperar e ver, tesoro." Ela respira fundo e arrasta a perna até a minha, ligando-as juntas. Seu braço envolve em torno de meu estômago e sua orelha é pressionada para o meu coração. Estou contente em simplesmente me deitar com ela, escovando meus dedos pelo seu cabelo. Estou exausto, mas eu não quero dormir. Finalmente estou na cama de Alecia, e eu não pretendo perder um momento. "Eu deveria ir dormir", ela sussurra contra a minha pele. Eu sorrio e beijo sua cabeça. "Vá em frente."


Ela fica tensa, cada músculo em seu corpo acorda, e ela levanta a cabeça para franzir a testa para mim. "Nós não estamos dormindo juntos." Golpe no estômago. "Desculpe-me?" Eu mantenho a minha voz calma, mesmo que levante a sobrancelha de forma arrogante. "Nós fodemos, mas isso não significa que nós vamos passar a noite juntos." Ela se senta e tenta pular para fora da cama, mas eu sou mais rápido. Eu a puxo de volta na cama e cubro seu corpo com o meu, o meu rosto a centímetros do dela. "Nós não apenas fodemos." "Sim. Nós fizemos." Ela tenta mexer debaixo de mim, mas eu sou muito mais forte. "Dominic, você está me machucando." Você que está fazendo isso querida. Eu a liberto imediatamente e balanço a cabeça. Meus sentimentos estão feridos. Isso é novo. Eu olho para ela para ver que ela está envolta em sua coberta e ela está olhando para mim com incerteza. Não é medo, é como se ela não tivesse certeza do que vou fazer a seguir. "Eu vou." Eu puxo o meu short e olho para ela. "Mas eu me juntarei a você no café da manhã." "Isso não é –" "É necessário para mim, Alecia", eu respondo e me inclino para baixo para capturar seus lábios inchados com o meu. "Vejo você na parte da manhã."


Eu me viro e saio sem olhar para trás e caminho o longo corredor de volta para o meu quarto. Ela fodidamente me expulsou. Isso nunca aconteceu antes. Eu deito em minhas costas na cama e olho para o teto. Eu ainda posso sentir o cheiro dela, e isso me faz desejar que ela ainda estivesse pressionada contra mim. Eu repasso a noite, querendo saber onde as coisas deram errado. O sexo foi... Incrível. Fantástico. O melhor que eu fodidamente já tive. E eu sei que eu não estava sozinho nessa. O jeito que ela respondeu ao meu toque foi extraordinário. Mas foi quando estávamos abraçados, prontos para dormir, que ela entrou em pânico. Meu piccolo tesoro13 é desconfortável com intimidade. Eu sinto meus lábios se curvarem em um sorriso, quando eu percebo o quanto de prazer que vai ser mantê-la na expectativa. Assim como ela está me mantendo no meu. E foda-se se isso não é sexy.

13

Pequeno Tesouro.


É cedo quando vou ao quarto de Alecia. Ela ainda está na cama, debaixo dos lençóis, enrolada como uma bola do lado dela. A ascensão e queda suave de suas deliciosas curvas são delineadas com o lençol branco. Seu cabelo loiro-mel está jogado atrás dela no travesseiro, suas bochechas são rosadas com o sono, e seus lábios rosados estão separados e molhados. Ela é um anjo. Eu deixo a bandeja de café da manhã na mesa ao lado da cama, conecto meu iPhone com seus alto-falantes sem fio via Bluetooth e pressiono play na nova lista com nome Alecia. Está cheio de músicas suaves, temperamentais como Sarah Bareilles e Adele. Incapaz de resistir, eu arranco uma tulipa rosa de seu vaso e deslizo sob o lençol ao lado dela quando Adele começa a cantar Chasing Pavements. Eu ainda estou vestindo meu short. Eu preferia estar nu, mas eu não tenho certeza se ela não vai gritar e me expulsar quando ela perceber que eu estou na cama com ela. Eu chego mais perto, arrasto as pétalas da flor, depois meus dedos pelo seu rosto macio e sorrio quando ela pressiona para mais perto do meu toque, como se mesmo durante o sono ela fosse atraída para mim. "Alecia", eu sussurro antes de pressionar meus lábios em sua testa. "Mm." Ela franze a testa em seu sono. Ela é adorável. "Alecia," Eu repito...e beijo seu nariz. "Acorde." "Não." Ela abre uma fresta do seu olho, chega mais perto da flor e a aconchega ao lado de seu rosto, cheirando-a, em seguida, mexe-se mais para as cobertas. Eu rio e envolvo meus braços em torno dela, puxando-a contra meu peito. Ah, isso é melhor. "Eu trouxe o café da manhã." "Por que você está na cama comigo?"


Eu sorrio contra sua cabeça e pressiono um beijo em seu cabelo enquanto ela envolve seus braços em volta da minha cintura e se agarra sonolenta. "Porque é de manhã; Eu não dormi aqui como você pediu, e eu precisava ver você." "Eu não posso resistir ao seu charme quando estou meio dormindo", murmura e beija meu peito docemente. "Se você me trouxe chá, eu vou deixá-lo viver." "Chá, frutas e algumas outras coisas deliciosas." "Morangos?", Ela pergunta. "Você gosta de morangos, querida?" "Sim. Eu gosto mais quando você usa as palavras italianas." Eu rio e bato na bunda dela através do lençol. "Vou me lembrar disso." "Eu pensei que você estivesse com raiva de mim", admite, com uma voz baixa. Eu jogo a cabeça para tr��s para que eu possa olhar para o seus olhos castanho profundo e balanço a cabeça. "Confuso, mas não estou bravo." "Dormir juntos nos empurra a uma categoria que eu não tenho certeza se estou pronta pra estar." "Estamos quase lá, Alecia." Ela começa a endurecer novamente, mas eu beijo sua testa e a seguro contra mim, não disposto a permitir que ela se afaste novamente. "Mas isso não significa que não iremos ao ritmo que você esteja confortável. Temos todo o tempo do mundo." "E se o sexo for tudo o que sempre eu posso lhe dar?" Meu coração dói por ela. Quem lhe ensinou que o amor significa dor? Por que ela está com medo de ver onde isso leva? "Então eu vou ser um homem muito satisfeito sexualmente", eu respondo, ao invés de fazer minhas perguntas. Ela suspira profundamente e relaxa


contra mim de novo, e eu não posso deixar de sorrir de satisfação. "Alecia, contanto que eu possa sentir você se desfazendo em meus braços, e compartilhando momentos como este, e como o da outra noite na minha lareira com você, eu estou contente." "Por enquanto." "Hey." Eu me inclino para trás para que eu possa olhá-la nos olhos. "Agora é tudo o que importa. Eu não estou pedindo para colocar um anel em seu dedo." Ela morde o lábio e parece tão incerta. "Eu preciso ser honesta, Dominic." "Sempre", eu concordo. "Eu acho que eu não acredito no amor. Se você acha que isso é aonde você quer me levar, você deve saber que eu não sou capaz de fazer isso." Besteira. Em vez de discutir, eu suspiro profundamente e esfrego seu braço suavemente. "Entendido." "Sério?" Porra, não. "Sério." Ela suspira de alívio e me oferece um sorriso doce. "Ok. Estou com fome." "Eu também." "Estou com fome de frutas e chá", ela esclarece com uma risada, e meu estômago aperta. Eu amo sua risada e seu sorriso quando ela está feliz e despreocupada como agora. Isso acontece tão raramente. Eu quero lhe dar muitos sorrisos.


"Vamos alimentá-la em seguida, tesoro." "O que aconteceu com cara?" Eu tenho me apaixonado lentamente por você por um longo tempo, e eu tenho medo que eu tenha me apaixonado por você totalmente ontem à noite, e você é muito mais do que a minha querida. Você é meu tesouro. Mas isso iria mandá-la gritando de volta para Tacoma. Em vez disso, eu simplesmente rio e balanço a cabeça conforme eu derramo seu chá. "Você é muito autoritária, quando se trata de termos carinhosos." Ela encolhe os ombros e bebe seu chá. "Eu gosto do italiano." "E você vai adorar, cara. Eu estou bem aqui." Ela coloca uma fatia de abacaxi em sua boca e me olha especulativamente. "O que você quis dizer ontem à noite, quando você disse que eu te faço esquecer o seu Inglês?" "Só isso", eu respondo, e espalho geleia de morango em um muffin Inglês tostado. "Eu nem percebi que eu não estava falando Inglês, eu estava tão perdido em você." Este pensamento parece fazê-la feliz. Ela sorri suavemente. "Há quanto tempo você fala Inglês?" "Desde que eu aprendi a falar. Minha mãe me criou para ser bilíngue." Ela toma esta informação enquanto ela mastiga a sua fruta, em seguida, dá uma mordida em meu muffin, lambe a geleia fora do lábio, e depois sorri para mim. "Então, isso foi bom?" "Bom?" Eu balancei minha cabeça. "Não." "Não?" Eu balancei minha cabeça novamente e coloquei seu chá na bandeja, movendo-o para fora do meu caminho para que eu possa pegá-la e puxá-la para o meu colo. Ela envolve seus braços em volta dos meus ombros. Depois que eu saí


ontem à noite, ela deve ter colocado sua camiseta limpa e calcinhas novas. Seu cabelo está solto, caindo em ondas em torno de seu rosto sem maquiagem. Ela é tão linda que ela faz meu coração parar. "Isso foi –" Eu deslizo a ponta do dedo para baixo sua testa, em seguida coloco o cabelo atrás da orelha. "Isso foi a mais incrível", eu beijo seus lábios, "excitante", beijo a bochecha dela, "sensação", beijo-a da mandíbula e até seu pescoço, "de toda a minha vida." "Você deve saber que se você beijar meu pescoço, eu não sou responsável por minhas ações." Eu sorrio contra a pele macia de seu pescoço e deslizo as mãos sob seus braços. "Desafio aceito, tesoro."


Capítulo 08 Alecia

Deus, eu adoro quando ele está sem camisa. Eu mergulho meus dedos nos cabelos de Dom e seguro firme quando ele move as mãos por baixo da minha camiseta, dos lados e em torno dos meus seios suavemente, os polegares mal roçando meus mamilos, já enrugados e preparados para sua atenção. "Eu amo o jeito que você me toca," murmuro contra seus lábios. É a mais pura verdade. Suas mãos fazem coisas para mim que eu nem sabia que era possível. E eu não sou nenhuma virgem. "Sua pele é tão macia", ele sussurra, e mordisca seu caminho do meu queixo ao meu pescoço, provocando-me arrepios. Sarah Bareilles começa a cantar Gravity através de alto-falantes e eu sorrio baixinho. "Eu amo essa música." "É apropriada", ele responde antes de mordiscar meu queixo. "Como assim?" Ele me puxa para perto, segura minha bunda em suas mãos, e mói sua ereção contra mim. "Eu não posso ficar longe de você, Alecia. Sabendo que você podia me expulsar daqui esta manhã, eu ainda não conseguiria ficar longe, mais do que eu posso lutar contra a gravidade." E isso me apavora porque o sentimento é totalmente recíproco.


Antes que eu possa responder, ele empurra minha camiseta sob minha cabeça, atira para o chão e cobre meu peito com os seus lábios; suas mãos estão vagando em minhas costas, as pontas dos dedos cavando em minha carne deliciosamente. Sua paixão é inebriante. Quando ele me toca, ele me toca. Não há meio termo sobre isso, não há duvidas do que ele está pensando. É perfeitamente claro o que ele está pensando. Ele está pensando em mim. E foda-se se eu posso pensar em alguma coisa senão nele. Eu envolvo minhas pernas em volta de sua cintura e aperto o meu centro contra ele, sorrindo quando ele libera um longo rosnado baixo. Há algo decididamente emocionante sobre como fazer um homem forte, controlado como Dominic Salvatore perder totalmente o controle. Ele se move rapidamente, colocando-me na cama, agarra minha calcinha em meus quadris e, lentamente, guia-a pelas minhas pernas, joga-as por cima do ombro e olha para mim como se eu fosse um banquete e ele não comesse há dias. "Você tem alguma ideia", ele murmura e vai beijando o interior da minha coxa, "de como você é linda? Você é toda macia e quente, e ainda um pouco sonolenta e eu vou me impregnar em você, Alecia." Eu só posso morder o lábio e ver como ele continua a beijar a minha pele, até o quadril, a minha barriga e entre os meus seios. Minhas mãos vagueiam sobre seus ombros musculosos, braços, costas. Sua pele é suave e quente e tão masculino, eu não posso tirar meus olhos dele. Engancho meus dedos em seu short e empurro para baixo em seus quadris, e ele sorri para mim maliciosamente, com a covinha sexy em sua bochecha aparecendo para mim. "Você não é tão ruim, você sabe." Minha respiração trava quando as pontas dos dedos roçam a lateral do meu corpo, a minha barriga e entre as minhas pernas, e respirar está fora de controle por completo quando seus dedos tocam minha boceta como um instrumento musical. "Puta merda", eu sussurro. Seus lábios


estão colados ao meu pescoço, causando todos os tipos de estragos, e ele tem a coragem de rir quando eu estou pronta para sair da minha pele. "Você quer eu pare?", Pergunta ele. "Não se atreva", eu digo, e aperto em cima dele com mais força, com medo de que ele vá fazer exatamente isso. Seus dedos estão deslizando através das minhas pregas, espalhando minha umidade ao redor, e se eu não estivesse tão malditamente excitada agora, eu poderia estar apenas um pouco envergonhada com o quão molhada eu já estou. Meus quadris estão se movendo por vontade própria, circulando, seguindo o seu exemplo. E assim quando eu estou prestes a desmoronar, ele para. Mas que porra. "Mas que diabos?" Meus olhos voam para os seus. Espero encontrá-lo sorrindo presunçosamente, mas ele é intenso e quente, e respira tão forte quanto eu. "Por que você parou?" "Eu não quero que você goze ainda." "Por quê?" Ele balança a cabeça e beija minha bochecha suavemente. "Eu tenho um plano." "Existe um plano?" Eu coloco seu rosto em minhas mãos e olho enquanto ele paira sobre mim, pegando sua própria respiração. Seu pau está deitado, pesado e cheio, contra a minha barriga. "Talvez você devesse reavaliar o plano." "É um bom plano, tesoro." Ele morde bem devagar meus lábios, quase preguiçosamente, e meu corpo ainda está cantarolando. Ele enterra suas mãos no meu cabelo e apenas me beija por longos minutos, suavemente a princípio, e depois profundamente e apaixonadamente, esfregando o peito contra o meu, movendo seu corpo em cima de mim em uma dança sensual. Eu alcanço entre nós e tomo o seu pau na minha mão, eu só dou duas boas bombadas e já sinto a gota de sêmen com meu polegar, antes dele se afastar, enlaçar seus dedos com os meus e colocar minhas mãos acima da minha cabeça.


"Não tocar é parte do plano?", Eu sussurro. "Você me tem no meu limite." "Eu quase não toquei você." Eu procuro seus olhos azuis brilhantes e sinto meu coração bater quando ele inclina sua testa contra a minha e respira fundo. "Tudo o que você tem a fazer é olhar para mim e eu me sinto como um adolescente." "Agora você está apenas sendo encantador." Ele ri quando ele eleva os quadris para trás e lentamente desliza direto dentro de mim, todo o caminho até o final e em seguida, todas as risadas desaparecem de seu rosto quando ele olha para mim. Meu corpo treme e se move sob ele, se ajustando a ele, até sua mandíbula enrijecer. "Deus, você é apertada, cara." Eu respiro fundo. "Eu vou gozar", eu digo, e fecho os olhos. Deus, eu não posso evitar. Ele mergulhou em todo o caminho, ele está pressionando contra o meu clitóris, puta merda. "Vá em frente", ele sussurra, e começa a impulsionar seus quadris, empurrando a raiz de seu pênis contra o meu doce ponto, mais e mais, e eu não posso parar a erupção que começa no meu âmago e atira para fora da mim cada nervo, fazendo-me apertar em cima dele e montá-lo em seguida. Ele geme sob sua respiração, mas ternamente toca meu rosto com uma das mãos, libera a outra mão, apertando minha bunda, puxando-me ainda mais firmemente contra ele. "Abra os olhos." Eu concordo e olho para cima pra encontrar seu olhar azul gelo, ele começa a se mover mais rápido, seus quadris bombeando, seu pau mergulhando dentro e fora de mim, e sua mão segurando na minha bunda tão forte, eu tenho certeza que eu vou ter contusões lá mais tarde. Eu não posso esperar para vê-las.


"Mais uma vez", ele rosna. "Eu não posso." Eu balanço minha cabeça, mas ele me beija forte e mói seu púbis contra o meu clitóris. Cada músculo em seu corpo impressionante está tenso, flexionado na necessidade sexual crua. Ele é simplesmente de tirar o fôlego. "Mais uma vez", ele insiste. "Oh Deus, Alecia." O sussurro rouco de meu nome é tudo o que preciso para gozar novamente. Eu grito, segurando-o por tudo o que é mais sagrado quando meu mundo desmorona debaixo de mim. Dominic dificilmente faz um som, além de sua respiração dura, difícil, quando ele sucumbe à sua própria libertação. Jesus. Nenhum de nós pode respirar. Estamos ofegantes, tremendo. Eu nunca tive um orgasmo assim. Nem esse como os últimos seis que ele me deu nas 12 horas passadas. Uma menina pode se tornar viciada nisso. "Esse é o plano", diz ele, com um sorriso arrogante. Devo ter dito essa última parte em voz alta. "Preciso de um banho." Seus olhos brilham de emoção, como uma criança na manhã de Natal, e eu rio e golpeio seu braço. "Nós temos trabalho, maníaco sexual." "Nós poderíamos conservar a água." Eu balanço minha cabeça, mas não posso deixar de sorrir quando ele se inclina e me beija como ele sempre me beija, com uma confiança preguiçosa, como se fosse o nosso primeiro beijo de novo. Ele é bom pra caralho nisso. "Você está bem?" Ele escova os nós dos dedos no meu rosto e me observa atentamente.


"Sim", eu respondo, e percebo que eu quero dizer isso. Eu estou bem. Ele me estuda por um pouco mais de tempo, e em seguida, beija meu nariz e rola para longe, dando-me espaço para me sentar e me esticar. "Mas você tem que ir embora. Chega de me distrair. Eu tenho que começar a trabalhar." "Isso dói." Eu giro e depois relaxo quando vejo que ele está mentindo com as mãos atrás da cabeça, um sorriso confiante nos lábios. "Eu pensei que eu era mais do que uma distração." "Você é uma distração sexy", eu qualifico, sem cobrir a minha nudez, faço meu caminho para o banheiro. Eu ligo o chuveiro e estou prestes a entrar no jato quente quando Dominic entra no banheiro, vestindo o calção de novo, e me arrebata em um grande abraço. Suas mãos deslizam sobre em minhas costas, até a minha bunda, e de novo, mas ao invés de se juntar a mim no chuveiro, ele planta um beijo na minha cabeça e murmura: "Tenha um bom dia. Vejo você mais tarde." Dominic Salvatore dá os melhores abraços que eu já vi. Agarro-me por um momento, absorvendo seu calor, sua calma, seu cheiro almiscarado, antes de me afastar e lhe dar um sorriso brilhante. “Tenha um bom dia você também." Ele inclina a cabeça para o lado e aperta os olhos. "Obrigado." Ele vê muita coisa. Concordo com a cabeça e volto para entrar no chuveiro, mas ele pega a minha mão, fazendo-me olhar para ele por cima do meu ombro. "Sim?" "Termine o seu café da manhã quando você estiver pronta." "Sim, senhor." Eu bato levemente o peito duro, então entro no chuveiro e fecho a porta de vidro. "Até logo." "Até mais tarde."


Ele sai e fecha a porta do banheiro atrás dele, e eu imediatamente esvazio como um balão. O que diabos eu estou fazendo? Ontem à noite foi... Deus. Eu nem sei como classificá-lo. Eu nunca me senti conectado a ninguém na minha vida. Nem mesmo Blake. Nem mesmo o meu ex-marido. Eu queria que ele ficasse. Eu queria deitar em seus braços e sentir sua respiração durante toda a noite, então eu fiz a única coisa que fazia sentido para mim e o mandei embora. A mágoa em seus olhos sempre estará queimado em minha mente. Eu queria dizer não vá. Pedir-lhe para voltar para a cama. Mas ele me assusta! Ele me faz sentir coisas que eu não tenho nenhum controle. E ele pode negar o quanto ele quiser, mas ele, eventualmente, vai querer ir mais longe do que apenas sexo. Inferno, eu poderia eventualmente levá-lo mais longe do que apenas sexo. E isso seria um desastre, porque eu não faço amor. Eu não posso. Como Jonathan costumava dizer, eu não sou capaz disso. Eu não posso fazer isso. Não posso enfrentar Dominic hoje. Eu tenho que descobrir como eu vou lhe dizer que isso foi um caso de uma só vez. Ok, um contrato de dois tempos. Eu termino o banho, minha mente a mil por hora,visto-me rapidamente com um vestido de verão azul e saltos pretos, torço meu cabelo para cima, pego o meu computador e minha bolsa, e vou para o térreo. "Isaac!" Eu chamo o homem alto quando me aproximo do local da recepção. "Ei, Alecia", diz ele com um sorriso. "As coisas estão indo bem tranquilas hoje. Eu prometo." "Ótimo." Eu sorrio e olho sobre a área, satisfeita com o progresso de hoje. "Parece que as coisas estão muito bem sob controle hoje."


"Sim, estão." Ele olha para minha bolsa e inclina a cabeça. "Você precisa ir embora?" "Eu preciso." Então eu falo. "Mas eu vou ter meu celular comigo, e se precisar de mim para qualquer coisa, eu posso estar de volta aqui em uma hora." "Nós vamos ficar bem", ele me assegura. "Até amanhã?" "Você está vindo todos os dias?", Pergunto com surpresa. "Sim. Este é o casamento do meu irmão. Não haverá mais nenhum erro. Entre Mark e eu, nós temos tudo sob controle." "Soa bem." Eu aceno, não prestando muita atenção a ele, apenas a necessidade de ir. "Obrigado por tudo, e não hesite em chamar se precisar de mim." Ele acena com a cabeça eu viro e ando rapidamente ao redor da vila, quase correndo para Celeste conforme ela está chegando para o dia. "Oh! Oi, Alecia." "Olá, Celeste." "Você está indo embora?" Ela levanta a sobrancelha. "Está tudo bem?" "Sim", eu minto. "Eu tenho alguns negócios para resolver. Você pode, por favor, passar a mensagem para Dominic? Eu não vou estar de volta até amanhã." Covarde, minha mente me insulta. "Claro, eu vou deixá-lo saber. Tenha um bom dia." Ela acena e desaparece e eu faço uma retirada apressada, fugindo, imediatamente lamentando, mas incapaz de voltar.


Quatro horas mais tarde, estou marchando em minha sala de estar. Eu tentei persuadir a mim mesma sobre buscar um relacionamento físico com Dominic seis vezes. Seis. Vezes. Estou cansada de mim mesma. Eu pego o meu telefone, e antes de eu completar a ligação, ele toca e eu pressiono ao meu ouvido. "Então, você se lembra de que eu existo", a voz seca de Blake vem através do alto-falante e tenho vontade de chorar. Eu mordo meu lábio e olho pela minha janela para os barcos que flutuam na água azul do Puget Sound e me concentro na respiração. "Olá?" "Estou aqui." "O que há de errado?", ele pergunta, imediatamente, e isso me faz querer chorar também. "Droga, Leash, fale comigo." "Eu sou uma idiota." "Às vezes", ele concorda, e, em seguida, dá uma risadinha, e eu tomo uma respiração profunda. "Por que isso agora?" "Você não está ajudando." "Comece pelo começo. O que está acontecendo?" "Eu dormi com ele." eu caminho entorpecida até o vidro e inclino minha testa contra ele. O frio é bem vindo à minha pele quente. "E eu gostei." "Espero que tenha gostado. Se não, qual o sentido disso?" "Não está ajudando." "Com quem, exatamente, você dormiu?" "Dominic Salvatore." Eu engulo e fecho os olhos. "Eu dormi com ele ontem à noite, e, novamente, esta manhã, e então eu corri de lá e voltei para casa. Eu sou uma idiota."


Eu posso ouvir Blake se movimentar por sua mesa então o rangido da sua cadeira enquanto ele se inclina para trás nela. "Por que estar dormindo com Dominic é uma coisa ruim? Ele é um cara legal." "É exatamente isso. Ele é um bom rapaz. E ele é sexy e quente e o melhor sexo que já tive." "Ei!" "Oh, pare com isso." Eu rolo meus olhos e ando para trás em direção à cozinha. "Então, eu vou perguntar de novo. Qual é o problema?" "Esta não é apenas uma situação de foda entre amigos, Blake. Eu sou muito..."Eu aceno meu braço em volta de mim, tentando chegar com as palavras certas. "Linda? Incrível? Maravilhosa?" "Eu ia dizer incapaz de ter um relacionamento real." Eu mordo meu lábio e depois começo a sorrir. "Mas obrigada pelos elogios." "Eu não sei que diabos Jonathan fez com você, mas eu sei que ele fez um estrago em seu ponto de vista sobre os relacionamentos. Leash, é claro que você é capaz de ter um relacionamento. Você e eu estamos em um por mais de três anos." "Isso começou como sexo, e agora nós somos apenas amigos. E eu te amo, mas não dessa forma." "E você acha que você poderia amar Dom dessa maneira?" Minha angustia está no limite, lágrimas enchem meus olhos. "Eu gosto dele." "Você acha que ele gosta de você de volta, ou ele só quer transar?" Você me faz perder o meu Inglês. "Ele gosta de mim."


"Ele seria estúpido se não gostasse." Blake ri com tristeza. "Alecia, você é uma mulher bonita, inteligente, sexy. Nem todos os relacionamentos românticos funcionam, mas alguns dão certo." "Não para mim." "Ahh cala a boca. Jesus, você é fodidamente teimosa." "Você acabou de me dizer para calar a boca?" "Sim, e você não é boa em seguir ordens, obviamente." Bem, Alecia. Você é boa em receber ordens de Dominic. "Basta dar uma respiração profunda, Leash. Você está pensando demais nisso. Eu conheço você. Você teve um bom tempo, e isso assustou você, e agora você está fazendo essas coisas de menina, analisando tudo excessivamente." "Eu sou uma menina." "Eu estou ciente", ele diz com uma risada. "Eu amo você, garota. Você é a melhor amiga que já tive. Você ainda é o melhor sexo que já tive." "Blake –" "Você merece ser feliz. Basta ser feliz, Leash." "Eu quero ser feliz também", eu sufoco. "Então, basta fazer isso. Seja feliz. Transe com ele sem sentido. Ria com ele. Deixe-o te ensinar sobre vinhos e todos os outros divertimentos de merda e não se preocupe com o resto." "Quando você ficou tão inteligente?" "Eu fui apaixonado por você por um longo tempo, e você não podia me amar de volta." Meu coração tropeça a uma parada enquanto meus olhos se arregalam e meu queixo cai. "Eu tenho sorte por ter você em minha vida. Eu superei isso, e agora eu penso em você mais como uma irmã, mas não feche Dom do jeito que você me fez. Não, se você acha que isso poderia dar certo entre vocês." "Blake."


"Quero dizer. Volte pra lá agora." "Eu estou indo ajudar a Emily hoje à noite no casamento Haverland." Eu ainda estou pensando em como estúpida eu fui quando pensei que eu estava apaixonada por você por um tempo. "Blake, eu não sabia." "Então, você não estava em um momento, garota. Você está bem agora. Eu estou bem." "Nós estamos bem?" "Vamos estar se você voltar para a vinícola esta noite. Emily não precisa de sua ajuda. O casamento Haverland é pequeno, e ela tem tudo sob controle." "É o meu negócio. Eu deveria estar lá." "É o seu negócio, e você contratou pessoas boas. Você está sendo teimosa novamente." "Eu também te amo, você sabe." "Eu sei. Vá para a vinícola." "Não." "Eu vou dar-lhe mil dólares." "Eu não preciso disso." Eu começo a rir e caio no meu sofá, sentindome mais relaxada do que eu me sentia desde esta manhã quando eu estava nos braços de Dom. "Você é mandão." "Bem. Faça o que quiser."Ele suspira dramaticamente. "O que me importa se Salvatore transa?" "Ele já transou hoje. Ele está bem." "Eu não quero saber disso." Eu rio de novo e, em seguida, respiro profundamente. "Então, eu exagerei." "Provavelmente. O que se passa com as mulheres? Por que vocês não podem apenas foder como coelhos e, em seguida, continuar com o seu dia? Por que


vocês têm que traçar um plano de três anos e falar sobre ele até a morte? Apenas desfrute do sexo, pelo amor de Deus." "As pessoas deveriam pagar por este conselho," eu digo secamente. "Falando de sexo, você está vendo alguém?" "Eu saio com algumas", ele responde com um sorriso em sua voz. "Eu não tenho problemas emocionais com sexo." "Você é nojento. Diga-me que você está sendo cuidadoso." "Eu compro preservativos variados." "Eca." "Você perguntou, querida."


Capítulo 09 Dominic

"Bom dia, Sr. Salvatore." Eu olho para cima do meu computador quando Celeste caminha rapidamente para o meu escritório. "Bom dia." "Acabei de ver Alecia", ela começa, e abre seu iPad para repassar as notas comigo, como é nossa rotina matinal. "Ela estava de saída." Meu coração para. "Saída?" "Ela disse que tem algum negócio que exige sua atenção, então ela me pediu para passar a mensagem para você." "Tudo bem." Eu aceno, e o resto de mim suspira de alívio. Negócios. Sim, é assim que minha Alecia escaparia a qualquer momento, se sua empresa precisasse dela. Amo sua ética de trabalho, sua paixão pelo negócio. No entanto, é interessante que, enquanto ela ama o planejamento, ela é tão cínica quando se trata de amor. Gostaria de saber se eu posso mudar sua mente nessa área. Começo despejando os deveres para Celeste ver durante o dia. "Mick, o chefe da segurança, estará aqui amanhã de manhã, e todos os dias até o casamento." "Sim, tenho isso anotado," Celeste responde com um aceno de cabeça. "Você quer que eu traga o almoço para seus irmãos hoje?" "Meus irmãos?", Pergunto com uma sobrancelha levantada. "Sim, todos eles estão aqui."


Pisco para Celeste em confusão. "Todos eles?" "Seja por sangue ou casamento, eles estão aqui. O quintal é uma enorme massa de testosterona. Você pode trazê-los mais vezes?" Rio enquanto balanço a cabeça para minha assistente. "Eles são completamente apaixonados por suas mulheres, você sabe." "Não preciso tocá-los para apreciá-los. Tenho certeza de que suas mulheres iriam entender." "Será que Clay entenderia?" Pergunto, referindo-me a seu marido a mais de uma dúzia de anos. "Clay não tem que saber." Ela sorri e me segue para fora do meu escritório. "Então, o almoço?" "Sim, mande vir sanduíches trazidos do café que gosto em Olympia. Estarei no quintal." "Bastardo sortudo", escuto-a murmurar, e não posso conter o sorriso que surge em meus lábios. Sou seguro o suficiente da minha masculinidade para admitir que o lado Montgomery da minha família é belo. Não vejo nenhum deles quando passo os olhos pela área da recepção, mas posso ouvir vozes vindas do local da cerimônia na vinícola. "Por que você cheirar como eu?" Isaac pergunta a Matt, o segundo irmão mais velho, com uma carranca. "Tive que usar o seu sabonete quando tomei uma ducha no escritório antes de virmos aqui," Matt responde calmamente, com um pouco mais de alegria em sua marca registrada Montgomery, os olhos azuis. "Você está brincando comigo?" Isaac grita, e o resto dos meninos riem. "Você não pode usar o meu sabonete!" "É sabonete, cara", diz Caleb com um aceno de cabeça. Caleb é apenas um ano mais velho que eu. "Tenho que queimar o sabonete agora, porra", murmura Isaac.


Permaneço atrás e observo todos eles. Não são só meus quatro irmãos estão aqui, mas Luke e Mark Williams estão aqui, junto com Leo Nash e Nate McKenna também. Toda a porra da família. Mark está medindo placas e Isaac está equipado com uma serra. Franzo a testa, pois percebo que todos eles estão em jeans, segurando ferramentas, martelando as placas. Até mesmo McKenna. "Estamos tendo uma festa que eu não estava ciente?", pergunto enquanto me aproximo. "Oh, bem, você está aqui." Will sorri e aperta minha mão, em seguida, bate no meu ombro. "Estamos fazendo o caramanchão." "Estamos?" Olho para Isaac. "Você não tem uma equipe para isso?" "Nós decidimos que seria mais significativo", Luke responde com um sorriso. "Estamos fazendo o caramanchão, e Will vai levar para casa após o casamento e colocá-lo em seu jardim." "É algo dos irmãos," Leo acrescenta com uma careta. "Tentei convencêlos a apenas me deixar escrever uma canção, mas Will tem na sua bunda que o amor perfeito é definido em algo bonito para o jardim." "Foda-se, cara, Meg ama jardim," Will responde, e então pega Leo em uma chave de braço e esfrega a cabeça com os nós dos dedos. "Você está me dizendo que se Sam dissesse que queria muito um no jardim, você não daria a ela?" "Eu daria a ela tudo o que ela pedisse," Leo responde enquanto luta para sair da chave de Will. "E fiz exatamente isto esta manhã." "Cuidado," Luke aconselha. "Ela pode ser sua esposa agora, mas ela é minha irmã, e eu ainda posso chutar o seu traseiro se for necessário."


Matt sacode a cabeça e revira os olhos. "De qualquer forma," ele diz, e sorri para mim. "Nós estávamos esperando por você. Você tem que martelar alguns pregos para a sua, em breve, cunhada também." Enrolo as mangas e pego um martelo oferecido por Mark. "Como está o bebê?" Caleb pergunta a Nate, e todos nós rimos quando o ex-lutador pretensioso e duro irrompe em um sorriso bobo. "Stella é impressionante." Nate enxuga a testa suada em sua camiseta preta e toma um longo gole de água. "Ela é linda, porra." "Bem, olhe para a mãe dela", diz Mark bem imparcial enquanto mede mais placas, ganhando uma sobrancelha levantada de Nate. "Você tem olhado para a mãe dela?" Nate pergunta, e todos nós olhamos um para o outro, tentando segurar o riso. "Claro, quer dizer..." Mark para de repente e franze a testa e, em seguida, olha para Nate. "Cara, não gosto disso. É Jules, porra, pelo amor de Deus." "Estou bem ciente de quem é a mãe de Stella," Nate responde com uma risada. "E você está certo. Ela é linda, por isso faz sentido que eu vou ter minhas mãos ocupadas com Stella." "Esta família é boa em produzir lindos bebês," Isaac concorda. "Acho que é um pouco preocupante quando não há mulheres ao redor e estamos falando de bebês", diz Will. "Não deveríamos estar falando sobre sexo, carros e futebol?" "Se você falar sobre sexo," Leo começa: "você estará falando sobre a minha irmã, e não estará tudo bem." "Como estão às coisas com Meredith?", pergunto a Mark, desviando a conversa para longe de sexo e bebês. "Ótimas." Ele sorri e passa uma placa para Isaac para o corte. "E como você está se sentindo?" Caleb pergunta a ele. Todos nós estamos sérios enquanto esperamos a sua resposta. Mark foi atropelado por um


carro enquanto trabalhava há mais de um mês, e mesmo os ferimentos não sendo graves, foi um momento assustador para a família. "Estou bom como novo", ele responde. "Mas não me importo de ter Meredith ao redor para me mimar de vez em quando." "Como estão exatamente todas as lindas mulheres de vocês?", Pergunto. Todos os caras acenam a cabeça e sorriem pensando em suas mulheres. Não posso deixar de pensar em minha mulher e sorrir. "Minha mulher amará isso", diz Will, enquanto aponta para a madeira que se encontra em uma pilha no chão. "Ela não tem ideia. E isso vai significar ainda mais para ela, porque todos vocês fizeram isso por ela."O rosto de Will é sério enquanto olha para cada um de nós. "Ninguém nunca precisou mais de uma família do que a minha Megan." "Bem, agora ela tem isso de sobra", Caleb responde e retira sua camisa suada, jogando-a de lado. "Ok, as placas estão cortadas," Isaac anuncia e, em seguida, começa nos dando todas as instruções sobre a forma mais eficiente para montá-la, e nos dividimos em equipes. "Você está quieto hoje", comenta Caleb enquanto ele, Matt e eu trabalhamos em cima do caramanchão. "Estou quieto todos os dias", respondo. "Além disso, você é quem fala." Caleb dá de ombros e me passa um punhado de pregos. "Quem é ela?" Matt pergunta baixinho. "Quem é quem?" "A mulher que colocou esse sorriso de comedor de merda em seu rosto." "Essa é uma expressão bem infeliz em uma frase," respondo. "É uma mulher", Caleb confirma. "Ele está fugindo." "Não estou fugindo."


Ambos param o que estão fazendo e olham para mim, então explodem em risadas. "Apenas comecei a ver Alecia." "Puta merda! Você a convenceu?"Matt pergunta. "Está mais para ele a arrastou ou a venceu pelo cansaço." Caleb responde, em seguida, bate os punhos com Matt. "Ela é uma mulher interessante", respondo, ao invés de morder a isca e ficar com raiva.Posso não ter crescido com meus irmãos, mas cresci com meus primos. Sei quando eles implicam. "Interessante como?" Nate pergunta a alguns metros de distância. Olho em volta para descobrir que todo mundo parou, para me ouvir. Estes homens são piores do que um bando de mulheres fofocando. Balanço minha cabeça e martelo um prego. "Ela é sexy pra caralho, mas ela não sabe," começo, em seguida, coloco mais um prego no lugar. "Ela é feminina, mas resistente como pregos." "Eu não queria ser o cara a tentar com ela" Luke acrescenta. "Já vi outros que tentaram, e ela pisou sob cada um deles com seus lindos saltos sem suar a camisa." Concordo com a cabeça. "Ela é excelente no seu trabalho, mas ela não acredita no amor." "Espere." Caleb fica de pé e se vira para mim. "O que diabos isso significa? Ela planeja casamentos para ganhar a vida." Balanço minha cabeça, tão confuso quanto o resto deles. "E ela ama, mas diz que não acredita em felizes para sempre." Os caras franzem a testa, e gemo sob a minha respiração. "Isso não significa que você deva demiti-la sobre o planejamento de eventos familiares. Ela faz um excelente trabalho –"


"Ninguém vai demiti-la de qualquer coisa", Nate responde calmamente, e os outros acenam a cabeça em concordância. "Mas é definitivamente uma surpresa." "Só mostra que ela é profissional", diz Mark. "Verdade", diz Leo com um encolher de ombros e puxa sua camiseta regata do Metallica por sua cabeça. "Quero dizer, eu nem sempre amo todas as musicas lá fora, mas tenho uma paixão pela minha. Ela é boa no planejamento de casamentos, e ela obtém resultados." "Ela é mandona," Will acrescenta com um sorriso. "E ela é sexy, quando está fazendo isso." "Acho que todos podemos concordar que estamos atraídos por mulheres fortes, uma vez que é o que todos nós temos," Luke concorda com um sorriso. "Meg não é mandona", diz Will com uma carranca. "Isso é o que ela deixa você acreditar", diz Caleb e dá um tapa no ombro de Will. "Bem, ela não é mandona na cama." "Não imagino que qualquer um de nós iria deixá-las assumir o controle no quarto", digo com um sorriso. "Você vai convencê-la a dar uma tentativa para o amor, ou você está nisso apenas para transar?" Nate pergunta. Estreito meus olhos para ele e fecho minhas mãos em punho. "Ele está esperando muito tempo por ela para que seja apenas sobre sexo", diz Isaac. Nate não responde; ele simplesmente continua a me ver com calma nos olhos cinzentos. "Não estou apenas transando com ela." "Ok, então." "E se eu estivesse?", Pergunto por curiosidade.


"Bem, isso é problema seu", Nate responde, e volta a martelar mais pregos. "Mas eu acho que Alecia vale mais do que isso." "Ela vale tudo", murmuro baixinho antes de tomar um longo gole de água. "Estamos indo ao jogo do Mariner na semana após o casamento, certo?" Mark pergunta. "Sim, nós temos ingressos", Matt responde. "E posso precisar de sua ajuda com alguma coisa nesse dia." "Não faça isso assim, cara", diz Caleb com um rolar de olhos. "É brega pra caralho." "Não é a maneira que estou pensando em fazer isso", Matt responde com uma carranca. "Será que ele vai propor em um jogo de beisebol?" Will pergunta. "Cara, você deveria ter feito isso na porra do Super Bowl. Nós ganhamos, pelo amor de Deus." "Eu não estava pronto", Matt responde. "Não faça isso em público", diz Luke, e passa a mão sobre a placa de madeira que tem os nomes de Meg e Will e a data de seu casamento entalhado nele. "Torne mais especial do que isso." "Oh! Eu sei! Desde que Nic possui a loja de cupcake, peça para assar alguns bolinhos e coloque o anel em um deles e ela vai encontrá-lo enquanto come."Mark parece satisfeito com a sua ideia, mas Caleb bate na parte de trás da cabeça. "Isso é ridículo", diz Leo. "Ele vai sufocá-la." "Confie em mim, eu tenho uma ideia." Assim quando Matt começa a delinear sua brilhante ideia para sua proposta à Nic, meu telefone vibra no meu bolso. Blake.


Ando para longe dos meus irmãos e atendo o telefone. "Olá." "Ei, cara, este é um momento ruim?" "Não. O que está acontecendo?" Blake suspira fortemente na outra extremidade da linha e, em seguida, amaldiçoa fortemente. "Não, eu não acredito que estou interessado em te foder de lado", respondo com um sorriso. "Eu não deveria ter ligado para você." Algo em sua voz faz o cabelo na parte de trás do meu pescoço arrepiar. "O que está errado?" Ele xinga novamente, e agora estou zangado. "Blake, que porra é essa?" "Em primeiro lugar, deixe-me dizer o seguinte:Tudo que Leash me diz é na confiança, e não tenho o hábito de quebrar essa confiança." "Entendido." Eu me viro para ver os meus irmãos, não realmente os vendo, e estreito meus olhos. "O que está acontecendo?" "Acabei de desligar o telefone com ela. Você falou com ela?" "Eu a vi apenas esta manhã. Ela saiu para algum trabalho que ela precisava cuidar." "Isso é besteira", Blake diz severamente. "Ela fugiu, cara." "O que exatamente você quer dizer com ela fugiu?" "Ela não está trabalhando, ela está em seu apartamento pensando demais sobre o fato de que ela dormiu com você. Ela está assustada. Ela tem seus motivos, e são suas razões para eu lhe dizer, mas a intimidade a assusta demais."


"Eu percebi isso", respondo, e sinto o calor do meu sangue. Não tem nada a ver com o calor do verão. "Sim, bem, eu pensei que você deveria saber." "Por quê?" "Por quê?" "Por que você está me dizendo isso?", Viro as costas para os meus irmãos novamente e pego distância. "Porque eu acho que você vai ser bom para ela, e porque quando eu desliguei o telefone com ela há pouco tempo, ela parecia arrependida porque saiu, e sei que ela não vai corrigi-lo por conta própria." Passo a mão pelo meu cabelo e balanço a cabeça, exasperado. "Estou indo para casa dela." "Acho que ela estava indo para ajudar com um casamento hoje à noite, mas você pode pegá-la se você sair agora." "Obrigado, cara." Desligo e volto, e encontro Matt com uma carranca em gritos com Caleb, "Você só vai ficar em torno de todos a tarde toda, porra?" "Não", responde Caleb sarcasticamente: "Eu vou fazer a porra da Riverdande14, imbecil." Os caras riem da resposta espirituosa de Caleb enquanto guardo meu telefone no bolso. "Eu tenho que ir, pessoal." "Tudo bem?" Will pergunta. "Não, mas vai ficar. Se precisarem de alguma coisa, Celeste está lá dentro."

14

Riverdance é um espetáculo de sapateado irlandês, reconhecido pelo rápido movimento de pernas dos dançarinos e aparente imobilidade da cintura para cima.


"Nós estamos bem", diz Isaac. "Nós vamos terminar em uma hora, no máximo." "Ela está bem?" Caleb pergunta. "Eu não sei." passo minhas mãos pelo meu cabelo novamente. "Estou indo descobrir isso." "Deixe-nos saber se você precisar de alguma coisa", diz Matt. "Boa sorte", diz Luke com um sorriso, enquanto os outros acenam. Corro pela casa, pego minhas chaves e carteira, e parto para o apartamento de Alecia. Ela fugiu, porra.

Subo as escadas até o andar de Alecia, ao invés de esperar pelo elevador. Assim que passo através das portas da escada, Alecia está saindo de seu apartamento e seus olhos se ampliam quando me vê indo em sua direção. "O que você está fazendo aqui?" "Essa é a minha pergunta", respondo, e paro a poucos metros de distância dela. "Eu moro aqui", ela responde e apoia as mãos nos quadris, puxando a blusa rosa apertada sobre seus seios cheios, e fazendo meu pau tomar conhecimento. "Mas eu estou prestes a ir para o trabalho" "Não, você não está." Seu queixo cai com o tom duro na minha voz. "Sim, eu acredito que eu estou."


"Você vai me convidar para entrar, para que possamos trabalhar e colocar para fora todas as razões por que fugiu da vila de hoje." Seus olhos se fixam no meu rosto. "Não fugi de qualquer lugar." "Como o inferno." Paro na sua frente e a prendo contra a porta, minhas mãos em ambos os lados de seu rosto, e me inclino, mas não a toco. Ainda não. Ela respira fundo e coloca a mão no meu peito para me afastar, mas em vez disso, engole em seco e olha para a minha boca. "Eu não podia ficar lá", ela sussurra antes de travar. Ela agarra minha camisa em seu punho e faz uma carranca para mim com olhos castanhos brilhantes e irritados. "E isso não é da sua conta, se eu decidir voltar para casa para o dia." "É meu negócio, tesoro, certificar de que está tudo bem, e você claramente não estava, se você sentiu que não podia ficar na minha casa depois que eu só passei a maior parte da noite passada e esta manhã dentro de você." Incapaz de resistir tocá-la por mais um momento, arrasto meus dedos por sua bochecha, e sinto a chama de satisfação, quando seus olhos se fecham e ela se inclina para o meu toque. "Convide-me para entrar, por favor." "Eu disse a Emily que iria ajudá-la hoje à noite." "Você pode desmarcar." "Você não vai embora, não é?" "Não, cara, não estou indo embora." Ela abre a porta às suas costas e gesticula para eu segui-la, fecha e tranca a porta e pega seu telefone de seu sutiã. "Emily, desculpe-me, algo aconteceu e não serei capaz de ajudá-la hoje." Ela sorri enquanto me olha, inclino meus quadris para trás contra seu balcão da cozinha. "Eu sei que você realmente não precisa de mim em primeiro lugar. Mas você sabe onde me encontrar se você precisar de alguma coisa. Boa sorte." Ela desliga seu telefone e o coloca junto com sua bolsa em cima da mesa ao lado da porta. "Feliz?"


"Não." Suspiro e cruzo os braços sobre o peito. "Não, não acho que feliz seja a palavra certa para descrever como me sinto." "Como você está se sentindo?" "Frustrado. Preocupado. Confuso. Para começar." Ela acena com a cabeça lentamente e passa por mim para a cozinha, enche duas taças de Merlot, em seguida, passa uma para mim. "Este não é um dos meus," comento com ironia e tomo um gole. "Não, mas é bom." Ela caminha para fora da cozinha em direção à sala de estar e eu posso sentir seu shampoo cítrico enquanto ela passa. "Hmm." O vinho é bom, e tenho a sensação de que ela precisa para reforçar sua coragem. "Sente-se", ela diz, apontando para o sofá, e tenho que tomar um fôlego para controlar meu temperamento. Esta manhã, ela estava se contorcendo embaixo de mim e agora ela está falando comigo como se eu fosse um parceiro de negócios. Então, sento-me ao lado dela e coloco meu braço sobre o encosto do sofá atrás de sua cabeça e puxo os grampos de seu cabelo, deixando-o cair em meus dedos. "Levou-me um tempo para colocá-los", ela diz. "Eu gosto dele solto." "Tenho notado." "Fale comigo, cara." "O que você quer que eu diga?" "Porra." Pego sua taça e coloco na mesa de café, em seguida, embalo seu rosto em minhas mãos e a beijo arrebatadoramente. Ela suspira e agarra minha camisa em seus punhos ao meu lado e se mantém firme enquanto eu deixo o beijo quente e difícil, suave e preguiçoso e de volta outra vez, antes de me afastar e olhar


em seus olhos. Eles estão suaves e vidrados, fazendo-me sentir satisfeito. "Assim está melhor." "Você é bom nisso", ela sussurra com um suspiro. "Assim como você. Não quero você se afastando de mim, tesoro. Não agora. Não depois de ontem à noite." Ela tenta olhar para baixo, mas pego seu queixo com o polegar e o dedo e a mantenho com o olhar fixo no meu. "Se você ficar com medo ou nervosa, ou tiver dúvidas, você corre para mim, não de mim, entendeu?" "Estou tão fora da minha zona de conforto, não sei o que fazer." "Acho que é a coisa mais honesta que você já me disse:" murmuro e beijo sua testa. "Não vou deixar você escapar por entre os meus dedos, Alecia. Não vou a lugar nenhum, hoje ou em qualquer outro dia. Mas não consigo entender se você não falar comigo." Ela acena com a cabeça e fecha os olhos, mas não antes de eu ver a dor lá, e meu coração quebra por ela. "Estar nua com você é fácil em comparação a falar com você sobre o meu passado." "Eu adoro quando você está nua comigo", murmuro com um sorriso. Ela abre os olhos e sorri de volta para mim. "Mas eu preciso que você fale comigo. Vamos começar com o que estávamos falando na outra noite. Acredito que você disse algo sobre não acreditar no felizes para sempre."Ela se contorce e, finalmente, me empurra, e, em seguida, fica de pé. E justamente quando eu acho que ela vai me jogar para fora de seu apartamento, ela me surpreende com: "Vamos tomar um banho."


Capítulo 10 Dominic

Ela não para pra ver se estou a seguindo enquanto ela anda propositadamente para o banheiro, vinho na mão, e liga as torneiras da banheira. "Banheiro bonito", comento com calma enquanto inclino meu ombro contra o batente da porta, observando-a quando ela se movimenta, mantendo as mãos ocupadas prendendo o cabelo para trás em sua cabeça e colocando toalhas. "Desde que comprei este lugar," ela responde com um sorriso. "não usei a banheira ainda. Não tenho tempo." Ela chuta para fora seus saltos pretos sensuais e começa a tirar a roupa enquanto a banheira enche e o banheiro se aquece, e eu só posso ficar aqui e vê-la. Ela não está tentando me provocar, ela não está tentando ser sedutora. E ainda assim eu quero correr para ela, tê-la nua e fodê-la contra a bancada mais do que nunca quis algo. Exceto para ouvir o que ela tem a dizer. Ela não faz contato com os olhos, e a deixo tomar o seu tempo para se sentir confortável. Ela derrama algo na água que faz o banheiro ter cheiro de jasmim. Virando de costas para mim, e esta será a última vez que ela fará isso, ela termina de tirar as próprias roupas, ficando nua e afunda na água. "Você só vai ficar aí olhando para mim?", pergunta irritada. "Isso foi um convite?" Ela exala profundamente e fecha os olhos, em seguida, oferece-me um sorriso tímido. "Sinto muito. Sim, por favor, junte-se a mim."


Afasto-me da porta e desabotoo a camisa, deslizo-a dos meus ombros e a penduro no gancho atrás da porta. Não tiro os olhos dela enquanto me dispo, e não posso conter o sorriso que vem quando seus olhos seguem minhas mãos, deslizando pelo meu corpo. Ela lambe o lábio inferior, enquanto seus olhos se arregalam e sua respiração fica rápida. Ando em direção a ela, mas ao invés de sentar atrás dela, afundo na água em frente a ela, pego seu pé e começo a massagear o meu polegar na sola de seu pé, ganhando um gemido baixo de seus doces lábios. "Oh, Deus, isso é bom." Não sei o que fazer para ela, e isso é novidade pra mim. Então, eu, simplesmente sento e espero, deixando a água quente trabalhar a sua magia, relaxando nós dois, e, finalmente, depois de longos minutos massageando seus pés e panturrilhas, ela inclina a cabeça para trás na borda da banheira, fecha os olhos, e começa a falar. "Eu não sou uma pessoa particularmente amável, Dominic." E me irrito desde as primeiras palavras que saem da sua boca linda. "Minha mãe nunca fez segredo que ela não queria ter filhos." "Você é filha única?", Pergunto tranquilamente e casualmente. "Sim. Meus pais não planejaram ter filhos, e eu fui um erro." Você não é um erro, porra. "Desde pequena, era claro que eu era uma interrupção. Eles se amavam, muito mesmo, e pretendiam ser sempre um casal."Ela faz uma pausa e morde o lábio, uma pequena carranca entre as sobrancelhas, como se ela estivesse escolhendo as palavras com cuidado. "Não era como se não me amassem, a seu modo, eles simplesmente não estavam interessados em mim." Esfrego minhas mãos para cima em suas panturrilhas, massageando os músculos em suas pernas delgadas e me concentro em manter a minha respiração e até mesmo meu rosto calmo.


"Desde que eu tinha idade suficiente para comer sozinha, minha mãe me arranjava um prato e me colocava para comer na frente da televisão, para que ela e meu pai pudessem ter uma refeição juntos na cozinha. Isso foi há um tempo. E ainda é." Ela encolhe os ombros, fazendo seus mamilos aparecerem na superfície da água e se endurecem com o frio. Suas bochechas estão rosadas por causa do calor da água. Ela é rosa em todos os lugares. Linda. "Eles me mantiveram ocupada na escola", ela continua. A voz dela é perfeitamente calma. Não há raiva, nem tristeza. Apenas compostura. "Também toco piano. Tive aulas duas vezes por semana desde que fiz quatro anos até eu me formar no ensino médio. Então, quando eu não estava envolvida com piano, eles me colocaram no futebol, basquete e softball." Ela se encolhe e depois ri. "Odeio correr." "Você odeia correr?" Pergunto com um sorriso. "Sim. Eu odeio isso. E eles sempre me inscreveram para as coisas que envolviam ação. Perguntei se poderia ser animadora de torcida ou qualquer outra coisa, mas esses esportes estavam em uma rotação regular, então estava sempre fazendo alguma coisa depois da escola."Ela suspira. "Deve ser por isso que não gosto de fazer qualquer exercício agora e minha bunda é muito grande." "Sua bunda não é muito grande", respondo com calma, mas por dentro eu quero espancar seus pais. Quem diabos trata os seus filhos como se eles fossem uma imposição? "Além disso, você corre muito no seu trabalho. De salto alto, nada menos."Arrasto o meu polegar ao longo de seu arco, ganhando um gemido dela. "Estou acostumada com os saltos", ela responde e sorri para mim, depois inclina a cabeça para trás de novo e continua a sua história. "Então, estava na escola durante todo o dia, praticando algo, todas as tardes, em seguida, fazendo um trabalho escolar até dormir a cada dia." "Certamente, seus pais assistiram seus jogos. Os seus recitais?"


"Não, essas eram as suas noites de encontro", ela responde calmamente. "Não me lembro deles jamais indo para um evento." Minhas mãos ainda estão em seu pé e simplesmente apertam um pouco mais quando uma pura fúria pagã me atravessa. Alecia levanta a cabeça e ela franze a testa para mim. "O que está errado?" Balanço a cabeça e continuo esfregando o pé dela. "Nada. Vá em frente." Seus olhos se estreitam nos meus por um momento, então ela dá de ombros e inclina a cabeça para trás novamente. "Você tem boas mãos." "Você tem bons pés", respondo, esperando-a prosseguir. "Então, quando estava no último ano do ensino médio, conheci Jonathan. Ele foi ... atencioso." "Atencioso?", Pergunto. "Ele me deu atenção. Sempre fui meio tímida. Não fiz muitos amigos, principalmente porque estava sempre ocupada demais para passar tempo com eles depois da escola. Mas Jonathan prestou atenção. Ele também era um veterano. Ele costumava dizer que gostava do que via."Ela ri. "Por que ele não gostaria da sua aparência?" "Foi a forma que foi colocada a frase que me fez rir. Ele poderia ser encantador. E ele estava interessado em mim." E você absorveu aquilo como uma esponja no oceano, fiorellino15. "Meus pais alegremente me enviaram para a faculdade. Nunca se importaram comigo, desde que fui embora." Como na porra do inferno ela pode estar tão calma? Meu coração está doendo por ela, e ela é tão tranquila quanto pode ser. Continuo a massageá-la, certificando de ficar quieto, assim não a assusto. Tenho uma sensação neste momento que ela está apenas relaxada e falando no piloto automático.

15

Flor.


"Então, Jonathan e eu fomos para a mesma faculdade, e fugimos para Vegas no nosso primeiro ano." Ela ri e balança a cabeça. "Achava que ele era a pessoa mais sexy e mais engraçada do mundo. Eu era uma idiota, uma menina." "Quanto tempo durou?", pergunto calmamente. "Mais tempo do que nunca deveria ter acontecido", ela responde com um suspiro. "Jonathan deixou claro desde o início da relação que eu era uma grande decepção." Não aguento mais. Aperto seu pé com força e a puxo para mim, agarrando-a, e a colocando entre as minhas pernas, envolvo meus braços em volta dela e planto beijos em sua cabeça. "Continue." "Você está bem?", ela pergunta com surpresa. "Agora estou." Não, eu não estou fodidamente bem. Tenho que tomar outra respiração profunda, inalando o doce aroma dela, sentindo-a contra mim, quente, forte e inteira, para me acalmar. "O que ele fez para você se sentir uma decepção?" Minha voz é enganosamente calma. "Eu era uma decepção, Dom." "Por quê?" Ela encolhe os ombros e enlaça seus dedos com os meus, então abraça nossas mãos contra o peito. "Não gostava das mesmas coisas que ele." Ela fica em silêncio por um minuto e, em seguida, xinga austeramente, surpreendendo-me demasiadamente. "Ele gostava de ir a clubes de sexo, shows, lugares onde a roupa era opcional. Não me sentia confortável em ir a esses lugares." "Ok." claramente faltando algo. "Não, não está bem." Ela beija meus dedos. "Ele queria que eu usasse roupas provocantes com as quais eu não estava confortável. Sei que não sou horrível para os olhos, mas eu tenho curvas, e não sinto que é apropriado andar


seminua na frente de pessoas que não conheço. Inferno, particularmente não gosto de andar seminua na frente de pessoas que eu conheço."Ela ri, mas eu não acho engraçado, porra. "Deixava-o com raiva. Ele não gritava comigo, no entanto. Não, ele só me ignorava." "Ignorava você?" não consigo evitar o aperto na minha voz. "Sim." Ela suspira. "Ele sabia que me ignorando era a melhor maneira de me machucar. Eu tinha sido ignorada a maior parte da minha vida." "Então, ele a ignorou como um castigo?" "Sim. E com o tempo, ficou pior. Ele dormia no sofá, porque sabia que me deixava louca. Não falava comigo por dias, às vezes semanas. Quando comecei o negócio, e concluí meu primeiro casamento, pedi para que ele me levasse para um jantar divertido para comemorar." Puxei-a para um abraço mais apertado. "E ele disse, 'Por quê? É apenas um trabalho do caralho'."Ela ri e balança a cabeça, em seguida, olha por cima do ombro para mim. "Ele era um idiota", murmuro. "Sim. Mas –" "Mas?" "Bem, não vou dizer que merecia isso, porque isso é ridículo, mas ele estava certo.Era apenas um trabalho." "Era algo que você trabalhou duro, e você queria comemorar. Não era apenas um trabalho para você. E se ele te amava do jeito que ele deveria ter amado sua esposa, ele teria visto isso." "Hmm," é a sua única resposta. "Então, de volta para a coisa do amor." "A coisa do amor?" pergunto com uma risada. "Só não é para mim", ela responde e encolhe os ombros, mas, em seguida, dá mais um beijo na minha mão. "Então, estou confortável com a busca de


uma relação física, se você ainda estiver interessado nisso, mas não espere muito mais de mim, porque você só vai ficar desapontado." A voz dela é perfeitamente calma e razoável e eu quero apenas... sacudila. O quê? Ela inclina sua cabeça loira para trás e olha para mim. "Dom?" "Ah, tesoro", murmuro e deslizo meus dedos molhados pelo seu rosto suavemente. "Vamos adiar essa discussão, por agora, está bem?" aperto seus quadris em minhas mãos e a levanto, em seguida, ergo-me por trás dela, ajudo-a sair da banheira e pego uma toalha. Coloco em torno de seus ombros, e segurando cada extremidade em minhas mãos, puxo-a contra mim, fazendo-a sorrir timidamente. "Chega de falar?", Ela sussurra, os olhos preso em meus lábios. "Talvez menos conversa." Abaixo meus lábios suavemente e os escovo sobre os dela, mal tocando sua pele, antes de mordiscar o canto de sua boca e, em seguida, deslizando minha língua ao longo de seu lábio inferior para o outro lado, onde eu possa beliscar um pouco mais. Ela treme, então deixo minhas mãos vagarem sobre a toalha, secando-a. Quando nós dois estamos secos, levanto-a em meus braços, pego sua loção que está na pia e a levo para o quarto dela. Está escuro agora. Com Alecia embalada em meus braços, puxo o lençol de sua cama, ligo a luz lateral e a coloco cuidadosamente sobre a cama, colocando-a de costas. Ela está me olhando com olhos sonhadores, relaxados do banho quente. "Você é tão bonito de se ver," ela murmura, levando a mão aos lábios. "Você tem um coração tão doce", sussurro, enquanto me inclino e beijo sua testa. "Feche os olhos." "É muito cedo para dormir", ela responde.


"Eu não estou tentando colocá-la para dormir." Esfrego a loção entre minhas mãos, aquecendo-a, em seguida, começar a massagear na pele macia e lisa de Alecia. Corro minhas mãos sobre o braço, ombro e mão e sorrio quando ela suspira profundamente e fecha os olhos. "Você é bom com as mãos", diz ela. "Elas gostam de tocar em você", respondo, quando passo para o outro lado, em seguida, coloco um pouco mais loção e deslizo as mãos sobre a parte superior do tórax, entre os seios e suas laterais. "Você tem a pele mais suave que eu já vi." "A pele é o maior órgão do seu corpo. Você deve cuidar dela", ela diz afetadamente, fazendo-me rir. "Inteligente, assim como um rosto bonito." Trabalho o meu caminho por suas pernas e dou aos seus pés outra boa massagem, ganhando um longo suspiro de satisfação dela. "Os sapatos que você usa não machucam seus pés?" "Não", ela responde imediatamente, então morde o lábio e aperta os olhos, um de seus olhos está aberto para olhar para mim com cautela. "Tudo bem, você pode guardar um segredo?" "Qualquer coisa que você diga ficará entre nós, cara." "Eles me matam", ela diz, e fecha os olhos novamente, mas os cantos dos lábios sobem em um sorriso. "Mas eu os amo demais para usar qualquer outra coisa." "Você parece fodidamente incrível neles", respondo, quando peço para que ela vire de barriga para baixo. Ela embala a cabeça nos braços e suspira profundamente quando minhas mãos deslizam para cima e para baixo em sua esbelta forma, amasso e estico seus músculos. "Você tem pernas grandes." "Que vem de andar em saltos de dez centímetros todos os dias. Doce Jesus, como isso é bom." Sigo para seu ombro direito novamente, e se não me engano, ela ronrona. "Nunca pare de me tocar", ela sussurra com um suspiro de felicidade, e meu coração para.


"Esse é o plano."Inclino-me e beijo seu pescoço, bem no ponto atrás da orelha que a deixa louca. Ela suspira de novo, e eleva seus quadris, escova sua bunda por cima do meu pau, já duro. Seus lábios ainda estão curvos nos cantos, e um rubor se arrasta até seu rosto enquanto ela gira os quadris, mais uma vez, sentindo o peso do meu pau contra a sua bunda. Sorrio e beijo seu pescoço novamente, em seguida, arrasto os meus lábios até os ombros e mais entre as omoplatas. Sua mão agarra o travesseiro, mas eu sussurro em seu ouvido: "Relaxe, querida", e ela o faz, em seguida, franze a testa para mim. "Eu prefiro o italiano." Levanto uma sobrancelha. "É assim mesmo?" "Você sabe que é." Ela franze os lábios em um beicinho e fecha os olhos novamente enquanto meus dedos trilham levemente pelas costas e até sua lateral, fazendo-a se contorcer. "Isso faz cócegas." "Você vai aprender, querida," começo, e continuo a fazer sua pele formigar, "que você não vai me superar na cama." mordo seu ombro enquanto ela suspira rapidamente e morde o lábio. "Eu sei o que você gosta, e pretendo continuar aprendendo. Seu corpo é expressivo."Escarrancho minhas pernas e sento em meus quadris, seguro sua bunda em minhas mãos e aperto suavemente, ela treme e solta um gemido baixo que dispara energia direto para meu pau, torno a bater em sua bunda. "Veja, você gosta disso." "Sim", ela concorda com um sussurro. "E você gosta disso." cubro seu corpo novamente, mordo seu pescoço e escorrego a mão entre suas pernas fechadas, acariciando seu clitóris com as pontas dos dedos, espalhando seus sucos através de seus lábios. "Oh, Deus, eu amo tanto isso." Seguro sua mão na minha, e ela rapidamente enlaça os dedos e enfia a mão sob o rosto. Aperto meu pau e o oriento para baixo em sua fenda e dentro


dela, e nós dois gememos com o quão incrível é a sensação de tê-la enrolada em torno de mim, ainda mais apertado por causa de suas coxas pressionadas juntas entre minha própria. "Porra, você é incrível, Alecia." "Como é possível que você tenha aumentado desde esta manhã?", Pergunta ela com admiração. "É o ângulo", respondo com um sorriso, e quando ela aperta em torno de mim, sinto meus olhos rolarem para trás da cabeça. "Deus, tem alguma ideia do que você faz para mim?" "Eu tenho uma boa ideia", ela responde de forma inteligente e rola seus quadris. "Está dentro de mim enquanto falamos." "O fato de que você possa falar significa que não estou fazendo o meu trabalho", respondo e com a mão livre tiro o cabelo para fora de seu rosto, em seguida, arrasto pelas costas, em sua lateral e seguro seu quadril com firmeza, impedindo-o de se mover, e começo a empurrar os quadris para valer, amando-a longa e lentamente, apenas mais lento do que eu sei que ela quer. Ela rosna e vira o rosto, descansando a testa contra a minha mão. "Mais forte," ela geme. "Ainda não", respondo e mantenho o ritmo longo, lento. "Eu vou, eventualmente, fazer você entender o quão incrível você é, tesoro", sussurro em seu ouvido. Ela franze a testa de surpresa, mas está presa embaixo de mim. Ela não pode fazer nada além de me sentir e ouvir tudo ao seu redor, e tiro o máximo de proveito de sua vulnerabilidade. "Você não é uma transa rápida para mim. Se fosse esse o caso, não teria vindo até aqui hoje." Ajustar meu aperto na sua bunda, espalhando suas bochechas mais distantes para que eu possa mergulhar mais profundo, mas não mais rápido. "Você é sexy, sim, e Deus sabe que eu te quero tanto, mas isso não é tudo que você é, Alecia." "Dominic."


"Eu não disse que você poderia falar." mordo sua orelha. "É a sua vez de ouvir." Ela morde o lábio enquanto entro o mais fundo que posso e bato meus quadris, atingindo o ponto G e o clitóris ao mesmo tempo. Posso senti-la a ponto de gozar. "Sim, isso é assustador", sussurro. "Não é exatamente a minha zona de conforto, mas o pensamento de não ter você me aterroriza. Se você pensou que iria me assustar mais cedo, você estava errada. Não vou a lugar nenhum." "Não estava tentando assustá-lo", diz ela, enquanto sua boceta pulsa em torno de mim. "Estava sendo honesta." "E eu aprecio sua honestidade, cara." Puxo para trás, arrastando meu pau até quase sair dela, então mudo a intensidade e tomo meu tempo para me afundar nela. Ela está ofegante, e seus lábios estão molhados e se separaram. "Você é preciosa. Você é merecedora de muito mais do que você imagina. Sabendo que os outros fizeram você se sentir insignificante me irrita, mas eles que perdem." Pressiono meus lábios em sua orelha. "Eles que perdem." "Dominic", ela sussurra enquanto seu corpo começa a se contorcer e tremer debaixo de mim. "Sim, tesoro", respondo e, finalmente, dou ao seu corpo o ela deseja, me movendo mais rápido, um pouco mais duro, dentro dela. "Goze pra mim." "Oh, Deus", ela respira e seu corpo estremece, enrijece e se desfaz embaixo de mim, gritando meu nome. O meu nome. "Isso mesmo", digo asperamente. Puxo para fora dela e a viro de costas, me acerto entre suas pernas, e afundo dentro de sua vagina ainda tremendo quando seus braços e pernas me envolvem com ternura. Ela afunda os dedos no meu cabelo e me observa com seus olhos grandes e castanhos vidrados quando ela engata os joelhos para cima em torno de meus quadris, se abrindo completamente. "Este sou eu com você, Alecia. Não é o seu ex, ou qualquer outro idiota que te deixava ficar


longe dele. Somos só você e eu." Mordisco os lábios dela e faço amor lento e doce com ela, embriagando-me nela. Empurro uma mão sob sua bunda, trazendo-a contra mim. "Você e eu, entende?" "Você e eu", ela concorda, antes de puxar o meu lábio inferior entre os dentes, e eu não consigo me segurar por mais tempo. Enterro meu rosto em seu pescoço enquanto o orgasmo dispara através de mim. Balanço minha pélvis contra a dela e gozo dentro dela enquanto ela grita e aperta em torno de mim mais uma vez, gozando junto comigo. Depois de recuperar o fôlego, apoio-me em meus cotovelos, levantando o meu peso de cima dela e sorrio para ela suavemente. "Acho que precisamos de outro banho." "Acho que você está certo." Ela ri e sua boceta me aperta, me tornando, instantaneamente, duro novamente. "Mais tarde," murmuro com um sorriso e puxo sua perna por cima do meu ombro. "Parece que não terminei com você."


Capítulo 11 Alecia

"Somos só você e eu." As palavras de Dom ecoam na minha mente enquanto lentamente escorrego em um sono preguiçoso. Seu braço está apoiado delicadamente em torno da minha cintura, o peito pressionado contra minhas costas. Mesmo dormindo, ele está me segurando contra ele. Você e eu. Sorrio e respiro fundo, então, me remexo e assim estou de frente para ele. Seu rosto está relaxado durante o sono, com os lábios fechados, seus cílios quase escovam suas bochechas. O que se passa com os homens para terem cílios melhores do que as mulheres? Passo a ponta do seu nariz no meu, em seguida, coloco um beijo em seus lábios e fujo para fora de seu braço e "travesseiro sonolento" para o banheiro. Preciso desesperadamente de um banho, aquele que não chegamos a ter na noite passada. Não que eu esteja reclamando. Meu corpo está cantarolando, extremamente sensível de toda a atenção de Dominic quando entro no jato de água e sorrio para mim mesma quando começo a ensaboar meu corpo. Ainda estou com medo da minha mente. Não vou mentir para mim e tentar pensar que, de repente, sou um tipo de garota de corações e flores. Ainda não estou tão certa que merda seja isso, mas o que Dom disse ontem à noite fez muito


sentido. O que eu sinto por ele é exclusivo para ele. Para nós. Não tem nada a ver com nenhum dos nossos passados. Ele não tem nada a ver com Jonathan, ou meus pais. Somos só ele e eu. E maldição, se não é o sentimento mais seguro que eu já tive. Termino de raspar minhas pernas, sorrindo quando vejo marcas de seus dedos nos meus músculos da coxa. Sim, muito sexy. É estranho que eu ache que é quente Dominic ter deixado marcas de dedos na minha pele? Dou de ombros, fecho a torneira, rapidamente seco minha pele e me cubro com uma grande e macia toalha azul, então me inclino na bancada e passo a mão no espelho antes de hidratar meu rosto. Se ele me tocar da maneira que ele fez na noite passada, ele poderá deixar marcas onde quiser. Sorrio e escovo meu cabelo, em seguida o torço para a parte de trás da minha cabeça, prendendo-o com grampos. Quando eu abaixo meus braços, Dom aparece atrás de mim no espelho. Ele não diz nada, mas seus olhos estão fixadas nos meus enquanto ele aperta suavemente meus ombros e beija o meu pescoço, naquele lugar que ele sabe que me faz fraquejar nos joelhos. Suas mãos deslizam pelos meus braços, para as minhas mãos, e as guiam para cima do balcão. "Deixe suas mãos aqui", ele sussurra em meu ouvido. Mordo meu lábio e fecho os olhos, mas ele se inclina sobre mim, seu braço longo se aperta em torno de mim e enxugando o nevoeiro que se formou no espelho afastado. "Mantenha os olhos abertos, cara." Encontro seu olhar no espelho mais uma vez. Seus lábios se contorcem com humor, sua covinha aparece para mim, e a próxima coisa que sei é que minha


toalha se foi e está jogada no chão. Minhas sobrancelhas sobem enquanto seus olhos fazem uma varredura em mim, no meu rosto, meu peito, minha barriga pelo espelho, então ele se afasta e seus olhos fazem o mesmo passeio pela parte de trás do meu corpo. E assim, de repente, estou em chamas, porra. "Dom..." "Não disse que você poderia falar", ele murmura preguiçosamente, mas seus olhos estão francos e firmes quando encontram os meus no espelho. Adoro quando ele fica mandão. Ele arrasta a ponta do seu dedo para baixo na minha nuca, e continua na minha espinha, enviando arrepios sobre a minha pele. Quando ele chega às minhas costas, ele agarra meus quadris com as duas mãos e me puxa para trás, inclinandome e levantando minha bunda no ar. Suas mãos deslizam em volta da minha bunda e segura suavemente, com reverência, e já posso sentir a umidade formando entre as minhas coxas. Jesus, eu o quero como uma louca, e o tive apenas algumas horas atrás. "Pensei em te foder assim na última noite", diz ele em voz baixa, as pontas dos dedos deslizando para cima e para baixo nos meus lados. Normalmente faria cócegas desesperadoras em mim, mas tudo que faz é deixar meus mamilos rígidos em antecipação. "Mas decidi que isso não era o que você precisava." Ele se inclina sobre mim e plantas seus lábios na curva do meu pescoço, em seguida, encontra o meu olhar com o seu enquanto ele segura as minhas mãos e as move da bancada para o espelho. "Apoie no vidro", ele me instrui com firmeza. Ele segura meus seios e belisca meus mamilos duros com os dedos. "Gosto de você nesta posição. Com sua bunda empinada e espalhada para mim." Meu queixo cai, enquanto assisto suas mãos bronzeadas se movem sobre a minha pele branca.


"Quero que você mantenha suas mãos no espelho, cara. E não quero que me veja." Franzo a testa para ele, sem entender. "É para manter os olhos abertos, mas quero que você se observe." Ele beija minha espinha, entre minhas omoplatas enquanto seus polegares continuam a torturar meus mamilos. "Quero que veja o que eu faço com você." Eu sei o que ele faz comigo. Ele me faz completamente louca. Ele me faz sentir como se meu corpo virasse do avesso. Ele me faz me perder. Abro a boca, mas antes que eu possa falar, ele diz: "Não discuta comigo, a menos que você queira que isso pare." Esqueça o mandão. Tente tirânico. E com essas últimas palavras de instrução, ele beija seu caminho pelas minhas costas e agacha atrás de mim. É uma sensação estranha ver o meu próprio rosto quando estou ficando excitada. "Como está?", ele pergunta, antes de depositar um beijo na minha nádega esquerda, como se estivesse lendo minha mente. "Tímida", respondo imediatamente. "Boa menina", ele diz e arrasta a mão até o interior da minha coxa direita e desliza as pontas dos dedos através das minhas pregas e contra o meu clitóris, em seguida, retira-se imediatamente. Suspiro, meus lábios se separam, e posso ver o pulso em meu pescoço pegar velocidade. "Olhe como você cora", ele sussurra. As pontas de seus dedos e suas unhas curtas, passam para cima e para baixo em minha bunda devagar e suavemente, fazendo-me recuperar o fôlego. "Eu adoro quando seu rosto fica vermelho com a excitação." Nunca notei isso antes. Não sabia que eu fazia isso. Um rubor se espalha pelo meu rosto, pescoço e peito, minhas mãos se fecham em punhos, ainda


encostada no espelho. Posso ver os ombros de cada lado do meu quadril, e mordo meu lábio com o pensamento de seu rosto estar ao nível de olhar para minha boceta. "Você cora até aqui, também, você sabia?" Ele planta um beijo molhado na nádega oposta, enquanto sua mão faz outra viagem até o interior da minha coxa esquerda e em minhas dobras molhadas. Gemo e solto minha cabeça, meus olhos se fecham, e de repente... ele para. "Se você parar, eu também paro,cara." Levanto minha cabeça. Ele se deslocou para o meu lado esquerdo, me olhando no espelho. "Sério." Mordo meu lábio novamente e aceno a cabeça, e ele se move atrás de mim mais uma vez, agarra meus quadris em suas mãos, e sem mais delongas, se inclina e passa sua língua, a partir de meu clitóris ao meu ânus, em um longo, movimento firme e molhado. Estou ofegante agora, o sangue pulsando em meus ouvidos. Ele pressiona o dedo em meu clitóris e puxa meus lábios em sua boca, vibrando suavemente, então sua língua afunda dentro de mim. Ele esfrega o nariz contra o meu ânus enrugado, mas, em seguida, ele muda de novo, arrasta os lábios para baixo em meu clitóris, sacudindo-o suavemente, pouco antes de afundar dois dedos dentro de mim e fazer um movimento de ir e vir, batendo em meu maldito ponto doce. "Dom!" Eu grito, contraindo meu quadril. Deus, meus olhos estão vidrados, pupilas dilatadas. Minha pele está brilhando com um leve brilho de suor, e meu lábio inferior está inchado de meus próprios dentes. Ele vai me matar, porra. "Isso aí, baby", diz ele em voz alta, antes de agarrar o meu clitóris com os lábios mais uma vez, sugando com firmeza, virando-me do avesso. Assisto com


admiração quando eu gozo, gritando, batendo o punho contra o espelho enquanto fico cega, vendo apenas estrelas quando gozo duro. Não posso respirar, porra. Antes que eu saiba o que está acontecendo, Dom me ergue e me vira em seus braços, apoiando-me na bancada e empurra dentro de mim, enterrando-se suavemente em minha umidade escorregadia. Ele cobre minha boca com a dele, inclina-se com as próprias mãos contra o espelho e começa a penetrar dentro e fora de mim, violentamente, como se ele fosse um homem possuído. Estou me agarrando a ele, minhas pernas enrolada em sua cintura e minhas mãos segurando seus braços enquanto sua boca saqueia a minha. Posso sentir meu gosto nele e só me faz o querer ainda mais. Com uma mão, alcanço entre nós e pressiono a ponta dos dedos no meu clitóris, então os afundo mais baixo e pressiono contra a base de seu pau enquanto ele se move dentro e fora de mim. Ele rosna e tira sua boca da minha para que ele possa ver minha mão, então vira aqueles olhos azuis selvagens nos meus. "Che è così fottutamente sexy", ele geme. "Deus, você é sexy pra caralho." Posso sentir o meu corpo apertando com outro orgasmo que começa a se formar em meu núcleo, em seguida, explode através de mim. Inclino-me e mordo o ombro de Dom enquanto contraio e estremeço contra ele. "Porra! Sim," ele rosna, uma mão plantada na minha bunda enquanto ele me puxa ainda mais firmemente contra ele, rangendo o púbis contra o meu clitóris, e goza longo e duro, esvaziando-se dentro de mim. Nós ficamos parados por um longo tempo, me agarro a ele, para não cair para trás, Dom agarra minha bunda quase dolorosamente, enquanto se inclina sobre o espelho com a outra mão, buscando ar. Finalmente, ele inclina a testa contra a minha e balança a cabeça. "Você vê como é malditamente sexy?" "Eu vejo", começo, mas ele me interrompe com um olhar firme.


"Nenhuma resposta espertinha." "Sim. Eu vejo isso." "Graças a Deus." Ele beija a minha testa com ternura e se afasta, ajudando-me a descer do gabinete. "Quero passar o dia com você", diz ele. "Bem, nós vamos para a vinícola, então –" "Não, longe da vinícola." Viro-me para olhar para ele. "Dom, passei o dia longe do vinhedo ontem. Tenho trabalho a fazer." "É domingo, cara." Ele me lança um sorriso arrogante. "Ninguém mais está trabalhando hoje." Mastigo meu lábio quando penso em todas as coisas que deveria fazer hoje, mas ele levanta uma sobrancelha para mim, e eu desisto. Quero passar o dia com ele. "O que você tem em mente?" Ele liga a água no chuveiro antes de me puxar contra ele e dar um beijo no meu nariz, então nos meus lábios. "Quero levá-la em um lugar especial."

Coloco bolachas e uvas na cesta que estou montando para o nosso dia de folga, balanço a minha bunda em sincronia com Matt Nathanson, cantando "Faster." Adiciono queijo, salame e morangos, em seguida, rebolo até minha adega e escolho uma garrafa de vinho tinto, de Dom, duas taças, e depois salto em torno da cozinha, cantando junto com Matt.


De repente, a mão forte de Dominic pega a minha, e ele graciosamente me gira em seus braços, balançando-nos pela cozinha. "Adoro te ver dançando", ele sussurra contra minha têmpora enquanto me segura mais perto. Rio e movo meus quadris sugestivamente, de brincadeira, assim como quando ele me empurra para longe dele novamente, então me puxa de volta, minhas costas contra a sua frente, minha bunda pressionada contra sua virilha. Envolvo meu braço em volta do seu pescoço e inclino a cabeça para trás para que ele possa beijar meu nariz, e, em seguida, no estilo Patrick Swayze, ele me gira mais uma vez, em seguida, mergulha-me para baixo quando a música chega ao fim. "Muito bom, Sr. Salvatore." Seus lábios se contraem, e sua covinha aparece para mim enquanto ele me puxa de volta para os meus pés e coloca um beijo rápido e duro em meus lábios. "Você está pronta para ir?" Ele pergunta. Meus olhos passeiam para baixo em seu jeans sexy e casual branco, com os botões abertos e, em seguida, cubro o rosto ao encontrar um meio sorriso naqueles lábios incríveis e seus olhos brilhando com... luxúria. "Continue olhando para mim desse jeito, cara, e nós não vamos a lugar algum." Simplesmente mordo o lábio e continuo avaliando, apreciando a forma como ele olha para mim. Por fim, ele balança a cabeça e ri. "Nós estamos indo. Para fora. Agora."Ele pega a cesta, então pega a minha mão em sua mão livre e planta um beijo molhado em meus dedos. "Vamos lá."

"Não sabia que isto estava aqui", comento, quando Dominic e eu andamos lado a lado até um longo píer com vista para o Puget Sound. Está um


pouco nublado hoje, bem fresco, mas o cenário não se torna menos impressionante. "É apenas a alguns quilômetros do meu condomínio." Ele balança a cabeça e olha para a água, em seguida, franze a testa para a cerca de arame com fechaduras de todas as formas e tamanhos diferentes penduradas. "Cadeados do amor?", murmuro com um sorriso. "Acha que eles estão tentando copiar o lugar em Paris?" "Não entendo", ele diz, antes de olhar para mim com uma sobrancelha levantada. "É para ser romântico?" "É para ser simbólico", respondo com um encolher de ombros. "Você sabe, obviamente, se colocarmos um cadeado aqui com as nossas iniciais com todo o resto, o nosso amor é verdadeiro." Sorrio e balanço a cabeça. "É como Dia dos Namorados." Ele pisca de surpresa. "Ok, você tem que me explicar isso." Inclinamo-nos contra a grade e assistimos os veleiros flutuarem. A água é de um azul profundo e agitado. Nós colocamos nossos sapatos na base do píer, junto com a cesta e o vinho. Dom pega a minha mão na sua e a levanta aos lábios, plantando um beijo firme na parte de trás enquanto inclino a bochecha no seu ombro e puxo uma profunda respiração do ar salgado. "É um truque," digo simplesmente. "Você não é tão romântica, tesoro." Ele ri e beija minha mão de novo, e eu não sei por que, mas isso não cai bem em mim. "Eu sou", insisto, e inclino minhas costas na grade para encará-lo. "Sou quando importa." "Quando importa?" Sua voz é calma, mas insistente, e seus profundos olhos azuis estão presos aos meus. "Romance não é para provar a alguém que você o ama com flores, cartões e chocolate. Ou até mesmo um cadeado em uma cerca. É um lembrete


diário. É dizer, eu escolhi você. Hoje e todos os dias." Dou de ombros, e olho para baixo, envergonhada agora. Por que diabos disse isso? Mas Dom inclina a cabeça e sorri para mim dessa maneira gentil que ele faz. "Entendi." Volto a olhar para a água e respiro fundo. "Deus, eu amo isso aqui." "Por quê?", ele pergunta de repente. "Por quê?" Repito e franzo a testa para ele. "Por que você ama isso aqui?" Olho de volta para a água e, depois, para o homem moreno e alto ao meu lado "Não estamos olhando para a mesma paisagem?" "Não seja difícil. O que sobre lugar, esta água, que você ama?" Suspiro e dirijo o olhar para a água, as ilhas, os pássaros, os barcos. "Ele me concentra. Eu sabia que quando comprasse o meu apartamento tinha que ser perto de água, e economizei e poupei até que pudesse ter o meu lugar. Não havia nenhum outro lugar onde eu quisesse estar." Pego a mão de Dom e o levo do píer em direção à grama. "Amo tudo sobre o mar. O cheiro, a forma como o vento bate no meu rosto e filtra pelo meu cabelo. Não há nada como assistir a um parasailer16 ou um vislumbre de um leão-marinho na água." Dom levanta a cesta e o vinho e eu tiro meus sapatos e pego as taças e o sigo para a grande área gramada, onde nós colocamos as coisas e sentamos de frente um para o outro. "Esta é a minha casa." Encolho os ombros e arranco uma folha da grama. "Entendo", ele responde com um aceno de cabeça. "É onde você se encaixa." "Exatamente." 16

Parasailer: voo de paraquedas que é aberto com a lancha em movimento, o praticante é conectado ao paraquedas por uma cadeira usando colete salva-vidas.


"É como a vinícola é para mim", ele diz, e aperta os olhos enquanto olha para a água. "E a Itália." "Adoraria conhecer a Itália. Fale mais sobre ela." Ele sorri, e, em seguida, antes que eu possa reagir, ele me puxa em seus braços, deixando-me com as costas na grama e seu grande corpo me cobrindo. "Feche os olhos." "Há crianças por perto", respondo secamente, fazendo-o rir. "Feche os olhos", ele repete. Enrugo o nariz para ele e, em seguida, faço o que me pediu, relaxando na grama. "Não vou nem pensar nos insetos que poderiam estar rastejando no meu cabelo agora", comento levemente. "Irei te proteger", ele responde e, de repente, as pontas dos dedos estão passando ao longo da minha bochecha, e eu derreto. "A Itália é diferente de qualquer outro lugar. Toscana, especificamente, é o lugar mais bonito que eu já estive." Seus dedos viajam até minha têmpora, ao longo da minha testa, e sobre minhas sobrancelhas, fazendo-me suspirar de contentamento. Querido Jesus, o homem é bom com as mãos. "As vilas estão ocupadas, repleta de pessoas, mas eles são as pessoas mais simpáticas que você vai encontrar." Seu dedo flutua para baixo do meu nariz. "E as cores são apenas espetaculares. As colinas são de um verde vibrante. O céu é de um azul ousado, mas quando o sol está se pondo, tudo é ouro."As últimas palavras são sussurradas enquanto ele traça meus lábios com a ponta do polegar. "Ver a luz do sol se pôr sobre o orvalho nas minhas videiras é o mais próximo ao céu, como nunca estarei. Tem um cheiro... limpo. Novo. Cada dia é novo." Agora, ele afunda a outra mão no meu cabelo, escovando pequenos cachos da minha testa e das bochechas, envia faíscas de consciência através de mim, mas estou mais confortável do que já estive.


Sua voz é suave. Suas mãos são calmantes. Não posso acreditar o quão suave o toque dele é quando sei o quão duro ele pode ser. Não posso ter o suficiente dele. Ele se inclina mais perto e sussurra em meu ouvido: "Mal posso esperar para mostrá-la a você. A Itália vai amar você." Antes que possa responder, ele cobre meus lábios com os seus, em um beijo longo, lento e doce, que faz parecer que é a primeira vez que ele me beija. Seus dedos continuam a acariciar a minha testa, enquanto a outra mão deriva pelo meu lado, quase roçando meu seio, até o meu quadril, enquanto me abraça e roça seus lábios contra os meus. Ele mordisca seu caminho para o canto da minha boca, em seguida, lambe meu lábio inferior, puxa-o com os dentes, e volta a me beijar, longo e lento, mais uma vez. Quando ele finalmente se afasta, não posso abrir os olhos. Minhas pálpebras estão pesadas com desejo e necessidade, e as pontas dos dedos na minha pele estão me deixando louca. Ele beija minha bochecha, em seguida, meu nariz, e sussurra: "Abra os olhos, cara." Eles se agitam e abrem e estou olhando para os mais brilhantes olhos azuis que já vi, cercados por cílios escuros, pele morena e cabelos negros. "Como é que você sempre consegue me beijar como se fosse a primeira vez?", pergunto sem fôlego. Seus olhos piscam até meus lábios, em seguida, de volta para os meus olhos. Em vez de responder, ele me oferece um sorriso que faz meu coração parar, e se move para me beijar de novo. Aperto forte suas costas e o abraço, desfrutando de seus lábios nos meus, seu corpo cobrindo-me, seu perfume viril que flui ao redor de mim. Estou perdendo a minha cabeça. E eu não quero ser salva.


Capítulo 12 Alecia

Esta semana tem voado. No segundo que Dominic e eu voltamos para a vinícola, a loucura com os preparativos para o casamento Montgomery voltaram a todo vapor. "Estamos saindo, Alecia, a menos que tenha algo mais que você precise", diz Mark, enquanto acena um adeus para sua equipe. "Não preciso de nada", asseguro-lhe com um sorriso. Meus saltos clicam sobre a pista de dança de madeira enquanto eu me aproximo dele. "Isto está lindo." Seus olhos azuis observam a enorme tenda, piso e palco, e ele me dá um aceno satisfeito. "Mandamos bem." "Vocês foram excelentes", concordo. "Nós vamos pendurar as luzes sobre as mesas amanhã, e isso é tudo." Já posso imaginar as luzes cintilantes brancas amarradas ao longo da tenda na minha cabeça, as mesas organizadas e decoradas com belas flores, pessoas dançando e rindo. Mal posso esperar. "Jantar de ensaio, amanhã à noite,"lembro-o, quando ele se vira para sair. "Como eu poderia esquecer isso." Ele balança a cabeça e ri. "Espero que você esteja pronta para a festa que está prestes a acontecer amanhã à noite." Levanto as sobrancelhas e inclino minha cabeça em questionamento.


"As meninas vão beber e comemorar, se soltar. Nossa família não se sentiria confortável em deixá-las soltas na recepção, mas dado que amanhã à noite é privada, bem..." Ele dá de ombros e me oferece um sorriso maroto. "Que comece o jogo." "Obrigada pelo aviso." aceno para ele e caminho em direção a casa, entro pela porta lateral e corro para a direita quando Dominic sai de seu escritório. "Ei você, gato." Um leve sorriso se espalha por todo o rosto, e antes que ele possa responder, levanto-me em minhas pontas dos pés, envolvo meus braços em volta do seu pescoço e pressiono meus lábios nos dele em um beijo rápido e casto, em seguida, afasto-me e arrasto minhas mãos firmemente abaixo de seus braços para as mãos dele e aperto firmemente na minha. "Oi", ele responde. "Como foi seu dia?" "Tem corrido bem. Estou supondo que o seu tem também?" Concordo com a cabeça e beijo sua mão, pouco antes dele envolver minha bochecha e esfregar o polegar sobre a maçã do meu rosto. "Tenho mais algumas coisas para resolver." "Vejo você em breve, então." Sorrio e aperto as mãos mais uma vez antes de me afastar em direção à cozinha. Incapaz de resistir, lanço um olhar por cima do ombro para encontrá-lo me observando em pé, com uma mão apoiada no peito sobre o seu coração, seus profundos olhos azuis sorrindo para mim. Doce Jesus, meu homem é quente. E a forma como o meu coração salta com o olhar de seu rosto é quase repugnante. E eu nem ligo. Mexo meus dedos em uma onda e passeio alegremente pela cozinha onde Blake está assobiando enquanto ele trabalha, bonito em sua jaqueta de chef,


com as mangas arregaçadas até os cotovelos, mostrando seus antebraços flexionados. "Algo cheira bem," comento levemente, e me inclino sobre o fogão, estendendo a mão para a tampa de uma panela. "Tire as mãos, irmã." "Estou com fome." "Vou alimentá-la, mas tire o seu nariz das minhas panelas." Mostro minha língua para ele e atravesso para a geladeira. "A comida para o jantar de amanhã já chegou?" "Sim, chefe." "São alcachofras frescas?" Cutuco os grandes e belos legumes. "Tire suas mãos das minhas coisas." Fecho a geladeira e me viro para encontrar Blake olhando para mim enquanto ele corta algo rapidamente. "Você vai cortar seus dedos fora se não prestar atenção ao que está fazendo." "Por que você está aqui me importunando pra caralho?" "Porque eu te amo?" Bato meus cílios para ele e depois rio quando ele levanta uma sobrancelha e sorri. "Porque estou checando para ver se você tem as coisas sob controle." "Quando foi que eu não tinha as coisas sob controle?" "É o meu trabalho verificar." "Então, você checou. Você já fez sua microgestão do resto da equipe durante o dia?" "Sim." Chego perto dele e arranco um pedaço de pimenta vermelha de sua tábua de corte e coloco em minha boca. "Você foi a minha última parada."


"Bom", diz Dom, enquanto ele passeia para a cozinha com duas garrafas de vinho nas mãos. "O jantar está quase pronto?", Pergunta à Blake. "Sim." "Espere. Teremos uma festa?", pergunto. "Vamos jantar", Blake responde com um sorriso. "Eu sei como você fica quando trabalha. Esquece-se de comer, e depois fica com fome e enche o saco de todos perto de você." "Isso não é verdade", insisto. "Qual parte?" Dominic pergunta, quando ele puxa três taças para fora de um armário. "Se vocês vão conspirar contra mim, vou para casa." "Não, você não vai", Blake responde, quando Dom apenas estreita os olhos para mim e balança a cabeça lentamente de um lado para o outro. "Fiz seu prato favorito. E se você sair, você não poderá comer." "Macarrão com queijo caseiro?", Pergunto com entusiasmo, fazendo Dom sorrir amplamente. "E..." Blake diz em uma voz cantante. "E peito de peru?" Bato palmas em emoção. "E..." "Se você disser couve, vou te beijar." "Não", Dom me interrompe preguiçosamente, enquanto puxa a rolha da primeira garrafa, "você não vai." "Vou te dar de graça", diz Blake com uma risada. "E está quase pronto." "Uhuu!" Bato os punhos contra Blake e ajudo os homens a levar tudo para a mesa de fora perto da fogueira. Todos nós sentamos, Dom senta ao meu lado direito e Blake em frente a nós, servindo nossos pratos, bebendo nosso vinho, e eu


não posso deixar de perguntar se isso vai ser... estranho. Eu dormi com ambos os homens, e eles são muito especiais para mim. "Então, parece que está praticamente pronto lá atrás", diz Blake, enquanto ele dá uma mordida no macarrão com queijo, apontando para a tenda. "Sim, apenas algumas retoques e acabamos amanhã", respondo, e coloco um pedaço de peru, verduras, e macarrão com queijo tudo no meu garfo, então gemo alto quando todos eles atingem a minha língua. "É tão bom", digo, minha boca cheia de comida. "Você é uma dama", Blake sorri. "Não consigo ser uma dama quando você me alimenta com isso", digo, e tomo um gole de vinho, olhando para Dom por cima da minha taça. "Ele não me alimenta frequentemente," informo ao meu italiano sexy. "Você sempre me diz que o macarrão vai fazer você ganhar cinquenta quilos," Blake me lembra. "Ele vai." "Mulheres", diz Blake com um aceno de cabeça. Dominic se inclina e sussurra em meu ouvido: "Seu corpo é perfeito." Ele beija minha bochecha e retorna à sua refeição. Blake não perde nada. Ele sorri amplamente. "Isso é bom." "Emily estará aqui amanhã de manhã", digo, tentando mudar de assunto. "Eu e ela vamos começar a tratar das coisas minuciosas." "Coisas minuciosas?" Dom pergunta com um sorriso. "As pequenas coisas", respondo. "Lembrar o florista sobre as flores de amanhã, e reunir-me com ela sobre as flores de sábado. Fazer chamadas. Pegar os bem-casados, confirmar novamente a lista de convidados e encaminhar para a segurança." Saboreio o meu vinho e continuo a marcar os itens em minha cabeça, em seguida, pisco e olho ao redor. "Sinto muito."


"Já falei com Emily," Blake diz calmamente, e nem me olha nos olhos enquanto ele corta o peru. "Quando?", Pergunto. "Ontem à noite", ele responde. Ontem à noite? "Não houve um evento na noite passada", digo, e mastigo meu peru. "Não, não houve." Blake responde. Olho para Dominic e o encontro me observando de perto. Não posso dizer o que ele está pensando, mas ele levanta uma sobrancelha para mim e eu dou de ombros. "Mas você a viu ontem à noite?", Pergunto em confusão. "Sim." "Vocês se divertiram?" Dominic pergunta e bebe seu vinho enquanto olho para Blake em estado de choque. Blake e Emily? "Muito", diz Blake com um sorriso. "Você está vendo Emily." Não é uma pergunta. "Algum problema?" Blake pergunta desafiadoramente. Descanso meu garfo e limpo minha garganta. "É a Emily." "Nós estabelecemos isso, Leash." A boca de Blake está definida em uma linha firme. "Eu conheço você", murmuro baixinho. "Assim como eu", Dominic interrompe, ainda o epítome de calma. "E porque eu conheço, sei que Emily será bem cuidada." Ele pega a minha mão na sua e beija meus dedos, e depois diz em voz baixa, "Não diga algo que você vá se arrepender." Olho para trás e para frente entre esses homens e engulo em seco.


"Ciúmes?" Blake pergunta e pisca para mim, tentando ser engraçado. "Eu te amo tanto", respondo com sinceridade. "Vocês são dois dos meus dois melhores amigos, e não tenho muitos desses, Blake. Então, se isso cair por terra, e eu tiver que escolher –" "Deus, como você é dramática", diz Blake com um rolar de olhos. "Estou sendo honesta", insisto. "Estou saindo com ela, sim." "Você está transando com ela?" "Alecia", Dom diz, com um aceno de cabeça. "Sim, estou, Leash," Blake responde com franqueza. "Isso tem desastre escrito por toda parte", murmuro, e tomo um longo gole do meu vinho. "Ela é diferente", diz Blake, e olha para baixo em seu vinho. "Não tenho o desejo de fugir dela." "Há coisas que você não sabe, Blake." balanço minha cabeça e pensando nas longas conversas que tive com Emily sobre seu passado abusivo. "Eu sei", ele responde e me prende com seu olhar sóbrio, o que eu não vejo muitas vezes. "E ficarei durante o tempo que ela quiser ficar comigo." Olho para o meu amigo, a mão de Dom ainda na minha, segurando-me com força. "Seja gentil com ela", digo em voz baixa. "Ela merece ter alguém que seja bom para ela." "Eu fui muito bom para ela", ele responde com uma piscadela arrogante. "Deus, você é um porco." olho feio para ele, mas amoleço quando ele solta uma gargalhada. "Você nunca me alertou sobre uma mulher antes", diz ele.


"Sempre descobri sobre elas muito tempo depois que elas deixaram a sua cama", lembro-o, e depois viro para Dominic. "Se eu soubesse de antemão, teria dito a elas para correr gritando na outra direção." "Oh, elas gritam bem." "Eca," resmungo, e depois rio quando bebo mais vinho. "Você sempre foi tão nojento?" "Praticamente", ele responde, enquanto limpa seu prato. "Não se preocupe, Leash." "Preocupação é o meu nome do meio," o lembro. Ele suspira e termina o seu vinho. "Estou indo." Ele pega seu prato, mas Dominic acena para ele. "Lidarei com isso", diz ele. "Você cozinhou", digo com um sorriso. "Costumo cozinhar e limpar quando você está por perto", ele diz quando para. "Isso é besteira. Eu gosto de limpar." Blake ri. "Vejo você amanhã." "Dirija com cuidado", diz Dom com um aceno, quando Blake sai. Ele bebe seu vinho pensativamente enquanto termino o meu jantar e suspiro de contentamento. "Gostaria que ele me dissesse como ele faz esse macarrão com queijo," resmungo, enquanto reúno os pratos. Dom se levanta e me ajuda, e logo estamos nos movimentando sobre a cozinha em silêncio, cada um de nós perdidos em nossos pensamentos enquanto limpamos. Empilho o último prato na máquina de lavar, fecho a porta e olho para cima para encontrar Dom inclinando seus quadris contra o balcão, os braços cruzados sobre o peito, observando-me calmamente.


"O que há de errado?", Pergunto. Ele balança a cabeça e franze a testa. "Nada está errado." "O que está em sua mente?" "Vocês realmente são apenas amigos. Com Blake." Inclino minha cabeça. "Não me diga que você estava se sentindo ameaçado por Blake." "Eu não chamaria de ameaçado", ele responde e esfrega os dedos sobre os lábios. "Eu nunca tinha passado algum tempo significativo com vocês antes. Posso ver que vocês se preocupam um com o outro, mas não em um nível íntimo." Concordo com a cabeça lentamente. "Como eu disse, ele é um dos meus amigos mais queridos. Tivemos uma relação física há muito tempo."Suas narinas se abrem para isso, os olhos apertados, só um pouco, mas ele ouve com calma. "Era óbvio que éramos muito melhor como amigos. Ele significa muito para mim. Ele é a única pessoa na minha vida que sei que nunca vai me deixar." Os olhos de Dom estreitam enquanto me observa. "Eu não vou deixar você, Alecia." Engulo em seco e encolho um ombro, sem saber o que dizer. "Ok." Ele acena com a cabeça, como se isso resolvesse alguma coisa e cruza para mim. "Ok?" "Ok", ele repete e me puxa para um abraço, beija minha testa e inspira em um movimento suave. "Você tem um cheiro incrível." Sorrio e desfruto da sensação de seus braços em torno de mim, me puxando firmemente para ele. "Você está um pouco tensa", ele continua. "Foi um longo dia." "Vem." Ele enche uma taça de vinho, em seguida, pega a minha mão e me leva pela casa e subimos as escadas para a seu banheiro principal. Ele


magicamente produz uma única tulipa rosa e me entrega com um sorriso suave. Esfrego as pétalas contra o meu nariz e respiro o doce aroma enquanto ele gira e me prepara um banho, acende velas, e, em seguida, volta sua atenção para mim. Com dedos certeiros, ele abre meu vestido e o empurra pelos meus ombros, deixando-o cair em torno de meus tornozelos. "Você é linda, cara." Seus olhos vagueiam subindo e descendo no meu tronco. "Este sutiã é bonito." Seus dedos roçam minha pele sobre o bojo cor de rosa do meu sutiã, fazendo meus mamilos franzirem antes que ele o desabotoe entre meus seios e junte-o ao vestido no chão. Com seus olhos nos meus, ele conecta os dedos em minha calcinha e a puxa pelos meus quadris e pelas minhas pernas. "Saia desses saltos assassinos, por favor." Ele pega a minha mão na sua e me leva para a banheira, observando enquanto eu afundo na água fumegante e resolvo deixar a cabeça inclinada sobre o parapeito de sua enorme banheira. "Aqui está o seu vinho", ele diz com um sorriso enquanto ele se senta na borda. "Está bom aqui." "Com você aqui, sim, está." "Você é encantador." "Só estou falando como a vejo", ele responde com um meio sorriso, mostrando aquela covinha sexy. "Gosto da sua covinha." "Espero que isso não seja tudo o que você goste." Dou de ombros. "Provavelmente não." Ele ri e arrasta a ponta do dedo no meu rosto. "Na verdade, há muito mais sobre você do que o italiano galanteador e charmoso que eu vejo que você é." Seus olhos azuis encontram os meus, e ele me observa calmamente enquanto tomo um gole de vinho.


"Você não vai me perguntar o que eu vejo?", Pergunto corajosamente. "O que você vê, tesoro?" Pego a sua mão seca nas minhas molhadas e planto um beijo na palma da dela. "Eu vejo um profissional inteligente –" "Só não me chame agradável." "Um homem doce e sexy." "Você é a única doce, Alecia." "Este banho é bom." "Vou acreditar em sua palavra para isso." "Você não vai me acompanhar?" "Não." Ele retira o meu cabelo da minha testa com a ponta do dedo. "Quero que você relaxe. Respire fundo."Ele se inclina e beija minha cabeça, depois se levanta e sai do banheiro. Porra, ele é doce. Coloco a taça de vinho na borda da banheira e afundo tanto na água quanto posso sem afundar minha boca e nariz sob a água, respiro fundo, e a próxima coisa que eu sei, é que braços fortes estão me levantando da banheira. "Sem cair no sono e se afogar, querida." "Estou te molhando", murmuro contra seu peito e me envolvo para mais perto dele, colocando meus braços ao redor dele, meu nariz pressionado em seu pescoço. "Mas não me coloque no chão." Ele ri e beija minha testa. "Tenho que te colocar no chão por um segundo para te secar." Ele me seca rapidamente, e antes que eu possa sentir frio, estou de volta em seus braços, sendo levada para o quarto, onde ele gentilmente me coloca na cama e puxa as cobertas sobre o meu corpo nu.


Observo-o com as pálpebras pesadas quando ele sai rapidamente de suas roupas e se junta a mim, puxa-me contra ele, para ele, seus braços ficam em torno de mim e me abraçam com força, como se tivesse medo que fosse rolar para longe dele. Sem chance no inferno disso acontecer. Nunca soube que adormecer nos braços de alguém poderia ser tão reconfortante. Porque nunca foi antes. Suspiro profundamente e pressiono um beijo no pescoço de Dominic. "Isso é delicioso." "Mm", ele responde e beija o meu cabelo. "Durma,doce menina." "Nós não vamos fazer sexo?", pergunto com surpresa, e me afasto o suficiente para olhá-lo nos olhos. As pontas de seus dedos dançam para baixo até encontrar o ponto fraco no meu pescoço, provocando arrepios por meus braços, assim como a outra mão pega a minha e ele entrelaça os meus dedos nos dele, em seguida, o leva até seus lábios. "Quero dormir com você", ele sussurra secamente. "Não quero só fazer sexo com você, embora eu sempre queira estar dentro de você. Quero dormir com você, na minha cama, com sua cabeça no meu peito e meus braços em volta de você. Com o meu nariz enterrado em seu cabelo para que eu possa respirar você a noite toda."Ele toma uma respiração profunda e beija meus dedos novamente. "Quero dormir com você, aqui neste quarto frio, por isso temos que nos aconchegar mais perto. Sem falar, só estar aqui, com você. Só quero ficar com você, Alecia." Engulo em seco, meus olhos fixados em seus lábios enquanto ele fala, e sinto meu coração tropeçar e meu estômago apertar com as suas palavras. "Posso viver com isso", sussurro rouca. "Ótimo. Durma, cara."Ele beija meus dedos novamente, repousa nossas mãos em seu peito e orienta a minha cabeça para baixo em cima dele, onde eu só pareço me encaixar perfeitamente, apesar de nossa imensa diferença de altura.


Respiro fundo e me sinto relaxar contra ele. Sinto-o sorrir contra a minha cabeça, quando as pontas dos dedos fazem cócegas no meu pescoço novamente. "Continue a fazer isso e eu não vou dormir", sussurro. "Você vai dormir", ele responde com confiança. Não falo novamente. Simplesmente deito com ele. Estou com ele, e depois de longos minutos o sinto cair no sono, mas fico acordada por um tempo, ouvindo-o respirar, ouvindo seus batimentos cardíacos contra a minha bochecha. Ouvindo o silêncio em torno de nós. É essa a sensação de estar apaixonado? Esse contentamento, essa atração? Essa confiança? Não consigo resistir e dou um beijo em seu peito, e sinto seus braços apertarem em volta de mim durante seu sono. Tenho certeza de que, se isso é amor, tropecei e caí direto nele.


Capítulo 13 Alecia

"Sério, isso é como uma overdose de homens quentes," Emily sussurra para mim quando nos sentamos nas cadeiras brancas no caramanchão que os irmãos de Dominic fizeram para o casamento de Will e Meg. A família toda está aqui para o ensaio. Todos os irmãos Montgomery e seus cônjuges, todos os pais, até mesmo as crianças. É uma grande festa de família, e eles estão se divertindo implicando uns com os outros. "E aqui," disse o pastor diz pacientemente, quando dois dos irmãos, Matt e Caleb, murmuraram algo e Isaac sussurra para eles de volta na primeira fila."É onde vocês recitam seus votos um para o outro. Will, você primeiro." Will, com uma expressão perfeitamente sóbria e séria no rosto incrivelmente bonito, pega as mãos de Meg nas suas e olha para ela atentamente. "Megan, prometo nunca fazer você trabalhar comigo. Sei como você valoriza a sua preguiça." Seus lábios se contorcem quando seus irmãos soltam risadinha. "Comprometo-me a enviar cupcakes para o seu trabalho regularmente." Ele sorri maliciosamente, e eu sei que estamos prestes a obter uma bronca por algo divertido. "Comprometo-me a lembrar de onde todos os seus pontos fracos estão sobre esse seu corpo fantástico, e dar a quantidade adequada de atenção a eles regularmente." "Você é a razão pela qual temos que colocar instruções nos frascos de shampoo neste país," Samantha grita, ganhando uma batida do punho de Brynna. "Não vou dizer os votos reais hoje," Will diz, seus olhos ainda fixados em sua noiva. "Eles são para sábado."


"Sua vez, Meg." "Não vou dizer os meus também," ela diz com um sorriso. "Quero chegar à parte do beijo." "Essa é minha garota," Will concorda e se inclina para beijá-la, mas ela coloca a mão sobre os lábios de Will e se inclina para trás, olhando para o pastor. "Espere! Como deve ser o beijo?" "Sem nenhuma língua!" Leo grita, fazendo todos darem risadas. "Uhumm, não press de inst, quirininha," Will diz contra a mão de Meg. "O quê?" Pergunta ela, puxando a mão com um sorriso. "Não preciso de instruções sobre como beijar você, querida." Will desliza as mãos em volta da cintura de Meg e puxa seu rosto contra o dele, dobrando os joelhos para deixar seus lábios na altura dos dela, e de repente estão em um abraço apaixonado, se beijando com grande entusiasmo. "Pare com isso agora!" Jules resmunga e cobre os olhos de sua filha bebê que está dormindo, empoleirada no ombro de Nate. "Há crianças aqui!" Will inclina Meg dramaticamente, sem tirar a boca da dela. Dominic se vira em seu assento e sorri para mim, balança a cabeça, e depois dá de ombros, como se dissesse: "O que você pode fazer?" "Ok, nós entendemos, você a ama," diz Steven enquanto se levanta. "Deixe a pobre mulher respirar, meu filho." "Doce Jesus, se um homem me beijasse desse jeito, eu morreria," sussurra Emily com admiração, fazendo-me rir. "Ouvi dizer que Blake tem te beijado muito bem," murmuro, e observo seu rosto corar. "Eu ia te contar." Nós assistimos em silêncio, não olhando uma para a outra, quando a família Montgomery se levanta e conversa, as meninas brincando com os bebês e as crianças, os homens admirando a obra deles do caramanchão.


"Contanto que você esteja feliz, estou feliz," digo a ela honestamente. "Estou feliz." Aceno com a cabeça uma vez...e deixo o assunto, ficando de pé para voltar ao trabalho. "Ok, pessoal, bom trabalho." Bato palmas quando ando para o casal feliz. "O jantar está sendo servido na tenda. Nós também podemos testá-la, certo?" "Alecia, isto está espetacular," diz Meg com um largo sorriso."Está tão bonito." "Se vocês gostaram disso agora, esperem só até sábado." "Vocês ouviram a mulher!" Will anuncia quase urgentemente. "Comida!" "Will não comeu nada por cerca de uma hora," diz Isaac com um revirar de olhos. "Ele acha que está morrendo de fome." "Seja legal com meu menino," Gail, sua mãe, adverte Isaac quando ela levanta a filha de Luke e Natalie, Olivia, nos braços e beija sua bochecha, em seguida, segue os outros em direção à tenda, onde os garçons criaram um vasto buffet. O DJ está tocando uma música suave, e as luzes brilhantes foram ativadas, dando ao espaço uma iluminação sonhadora. Emily segue à frente, falando em seu fone de ouvido, alertando o pessoal da cozinha que estamos nos movendo para dentro da tenda e prontos para as bebidas. Fico na retaguarda, mas antes que possa ir longe, Dominic se junta a mim e passa as pontas dos dedos no meu pescoço, provocando, dessa forma, arrepios na minha espinha. "Como você está?" "Estou bem. Meg e Will estão felizes, isso é tudo que importa." Sorrio para ele quando ele pega a minha mão na sua, beija meus dedos, e caminha comigo para dentro da tenda.


Ficamos para trás, observando a cena diante de nós. As mesas foram criadas para sábado, e cinco das mesas-redondas foram cobertas e elegantemente encapadas para o jantar de hoje à noite. As flores que Meg escolheu como suas flores do casamento, lírios-tigre, rosas e lírio de cala, servem como centro de mesa. As luzes penduradas acima são bonitas e lançavam um brilho sobre o espaço. Os pais estão sentados em uma mesa juntos, rindo e conversando, segurando alguns dos bebês. Steven tem seu braço envolto frouxamente ao redor dos ombros de sua esposa, e ele está olhando para ela com olhar de amor, enquanto ela conta para todos da mesa uma história. Os outros estão espalhados pelas outras mesas. Meg e Will convidaram toda a sua família, inclusive o melhor amigo de Meredith, Jax e seu noivo, Logan. É uma festa pequena, mas cheia de amor e diversão. Will já está sentado com um prato com uma bela porção na frente dele, comendo e brincando com seu irmão Caleb na mesa ao lado. "Cara, você deu um banho de língua em Bryn quando vocês se casaram!" Diz ele. "Inferno sim, eu dei, e faria isso de novo." "Vocês são todos nojentos," Jules resmunga, mas sorri para o garçom que lhe entrega uma bebida, quase o fazendo tropeçar sobre si mesmo."Oh, muito obrigada. Você é o meu mais novo amigo." "Não flerte com o garçom, baby," diz Nate com uma risada."Você vai fazê-lo tropeçar." "Ele está bem,"responde e ignora Nate. "Alecia! Venha se sentar conosco." "Oh, eu tenho que trabalhar." "Não",Meg sacode a cabeça e aponta para a cadeira vazia ao lado de Jules. "Você já trabalhou. Está lindo. Agora quero que você seja minha convidada."


Eu franzo a testa, mas Emily fala no meu fone de ouvido: "Deixe comigo, chefe. Está tudo certo. Divirta-se." "Excelente ideia," Dom concorda, e coloca a mão na parte inferior das minhas costas, guiando-me para a mesa com Jules, Nate, Luke e Natalie. Ele puxa a cadeira para mim, e quando eu sento, ele se inclina e sussurra em meu ouvido: "Eu vou pegar algo para você comer." Franzo a testa, mas ele já está marchando em direção ao buffet. "Isso é estranho," anuncio, e olho ao redor da mesa. "Eu deveria estar trabalhando." "Você é nossa amiga," diz Natalie com um sorriso e beija a bochecha de seu filho recém-nascido. "Queremos que comemore com a gente. Você estará bastante ocupada no casamento." Concordo com a cabeça e olho ao redor da sala, vendo a forma que a mão de Matt repousa sobre sua namorada, no pescoço de Nic. É um toque suave, mas quase... dominante. A bela mulher está sorrindo para Stacy, a esposa de Isaac, e Stacy e Brynna estão discutindo sobre qual dos cupcakes de Nic elas gostam mais. Isaac, Caleb, e Matt estão assistindo suas meninas com sorrisos satisfeitos. Parece que o tiramissu ganhou o concurso de cupcake. "Vou querer um daqueles martinis com gotas de limão, Linus," digo ao meu jovem garçom, que ainda está corando com a atenção Jules. "Papai!" Olivia chama dos braços de Gail do outro lado da sala, segurando as mãos para fora e sorrindo para Luke. "Beijar você, papai!" "Eu acho que isso significa que ela quer você," diz Nat, quando Luke se levanta e atravessa a tenda até sua filha, levantando-a facilmente em seus braços e enterrando seu rosto em seu pescoço, fazendo barulho. Sério, isso poderia fazer os meus ovários explodirem. Isso poderia fazer os ovários de qualquer mulher explodirem.


Luke Williams, antiga estrela de cinema, é talvez a coisa mais quente no planeta. Não que eu vá admitir isso em voz alta. "Precisamos discutir a primeira festa de aniversário de Stella," Jules diz para mim. "Ela não tem nem seis meses de idade," Nate responde, quando ele esfrega a mão pelo cabelo de sua esposa. "Deixe que ela seja pequena, Julianne." "Ela vai precisar de uma grande festa," Jules insiste, mas se inclina para o lado do seu homem. "Ela vai ter uma," a asseguro. "Mas ele está certo. Que ela seja um bebê por mais um tempo." Olho para o bebê bonito com o laço rosa na cabeça, em seu pequeno vestido rosa e grandes olhos azuis me encarando. "Você gostaria de segurá-la?" Nate pergunta, quando Luke retorna com Livie. "Oh, eu não acho que –" "Aqui." Jules passa o bebê para mim, e de repente estou sentada aqui, nessa festa que planejei, na qual deveria estar trabalhando, com um bebê lindo em meus braços e meu homem fazendo um prato com uma bela porção de alimentos atrás de mim. "Quem temos aqui?" Dominic pergunta quando se senta ao meu lado. Ele beija Stella no rosto, em seguida, dá a mim a mesma atenção. "Olá, bella," canta para o bebê,"il mio dolce bambino." "Adoro quando você a chama de seu doce bebê," diz Jules com um sorriso. "Soa bem." "Ela é bonita," murmuro e instintivamente deito Stella contra o meu peito, beijo sua cabeça e enterro meu nariz em seus cachos loiros, inalando seu cheiro do bebê. "Os bebês sempre cheiram tão bem." "Nem sempre," diz Jules com uma risada.


"Bem, eu não tenho que mudar as fraldas," respondo com um sorriso. "Você fica bem com ela," diz Natalie, e bebe sua bebida. "Deixe-me segurá-la, tesoro, para que você possa comer," Dom pede, e suavemente leva o bebê dos meus braços. "O que isso significa?" Nat pergunta. "O que significa o que?" Dominic pergunta e sorri para Stella. "Meu Deus, você está ficando grande, bella." "Você chamou Alecia de tesoro," responde Jules. "Nós nunca ouvimos você falar essa palavra. Você sempre nos chama de bella ou cara." Dom esfrega o nariz contra Stella e depois ri com o bebê, mal prestando atenção às suas irmãs. "Tesoro significa meu tesouro," diz ele, e olha para mim com os olhos quentes. "Estou a chamando de meu tesouro." Sinto meus olhos arregalarem enquanto tento engolir o pedaço de comida que tinha acabado de por na boca e o encaro. Seu tesouro? Seu tesouro. Bem, se isso não desencadeou borboletas no estomago, eu não sei o que o faria. E, em seguida, ocorre-me, ele está me chamando de seu tesouro desde a primeira vez que fizemos amor. "Charme italiano," sussurro, ganhando um riso de Jules. "Oh, ele definitivamente tem isso," ela concorda. "Eu acho que é muito doce," diz Nat com um sorriso. Posso sentir Dom me observando enquanto eu me concentro em minha comida. "Por que isso te deixa tímida?" Ela me pergunta. Eu dou de ombros, lanço um olhar severo e bebo o resto de meu martini, então gesticulo para Linus trazer outro.


"Nós sabemos que vocês estão vendo um ao outro," Jules me garante feliz, e quero que o chão se abra e me engula, mas eu sorrio brilhantemente, não querendo que ninguém ache que estou desconfortável. Não tinha ideia de que estávamos deixando nosso relacionamento público. "E, eu posso apenas dizer, já estava na hora." "Com licença," murmuro e me levanto. "Você está bem?" Dominic pergunta. "Claro." Sorrio de novo e aceno com a cabeça. "Só preciso verificar algumas coisas." Vou para fora da tenda e ao redor do prédio da loja, onde as colinas se estendem, cheias de videiras, tanto quanto o olho pode ver e tomo uma longa e profunda respiração. Sua família sabe que estamos vendo um ao outro. Não é muito cedo para isso? "Aqui está ela," diz Natalie quando ela e Jules me veem ao virar a esquina e ficam cada uma de um lado meu, cercando-me, olhando para a terra de Dominic. "É lindo aqui," digo. "Você muitas vezes tem o desejo incontestável de sair de uma festa e ficar olhando a paisagem?" Jules pergunta, enquanto ela coloca o braço em volta dos meus ombros. "Talvez," respondo empertigada. "Nós não queríamos assustá-la," diz Natalie. "Só precisava de um pouco de ar fresco," minto. "Nós assustamos você," diz Jules. "Será que é porque sabemos que você está fazendo sacanagem com nosso irmão?"


"Bem, estou assustada agora," respondo e abano a cabeça tristemente. "Eu não tinha ideia de que vocês conversavam com seus irmãos sobre com quem eles têm relações sexuais." "Ew." Jules torce o nariz e finge calafrios. "Nós não fazemos isso. Mas podemos dizer que vocês estão fazendo os negócios sexuais." "Negócios sexuais?" Eu bufo. "Esse é o termo científico para isso?" "Ele esteve interessado em você por um longo tempo," Natalie diz suavemente, olhando para o horizonte, enquanto desliza sua mão na minha. "Houve momentos em que eu o observava olhando você com tanto desejo nos olhos, que era quase doloroso." "Então, ele queria transar comigo." "Você é uma garota inteligente," diz Jules. "Sabe que não é só isso." Não digo nada em troca. O que há para dizer? Não é só sexo, para nenhum de nós. Ele me chama de seu tesouro, pelo amor de Deus. "Se isso é tudo que é para você–" Natalie começa, mas eu imediatamente a interrompo. "Não é," digo com firmeza. "Bom." Jules beija minha bochecha, exatamente quando o DJ muda a música para Blurred Lines. "Agora, vamos começar a beber e dançar, amigas. Temos um casamento para comemorar."


"Amo a sua mãe," digo para Jules, enquanto balançamos na pista de dança, e não como estudantes do ensino médio em uma escola de dança. Tivemos inúmeros drinques de limão, e se nos separássemos, não tenho tanta certeza de que ficaríamos na vertical. Ok, definitivamente não ficaríamos na vertical. "Eu a amo muito!" Jules grita bem no meu ouvido. "Não, você não entende." Levo minhas mãos para seu rosto e a seguro firme para que possa falar com ela. "Quando ela estava saindo para levar os bebês para casa, ela me abraçou e me agradeceu por este jantar. Ela é a pessoa mais doce que já nasceu. Sempre." "Eu sei." Jules encosta a testa na minha e agora ela está ainda mais séria do que antes. "Ela arrasa. Eu amo a minha mãe." "Mudando de time agora, Jules?" Mark pergunta de uma mesa próxima. "Seria mais quente, se vocês tirassem a roupa." "Os homens dessa família são todos pervertidos," Jules me avisa. "É preciso estar ciente disto agora." "Vamos sentar, Julianne." De repente, Nate está em pé ao nosso lado, puxando-nos de cada lado dele; seus braços fortes envolvem nossos ombros, e ele nos leva a uma mesa onde a maioria dos outros estão sentados e conversando. Todos, exceto o melhor amigo de Meredith, Jax, e Brynna, que estão atualmente dançando como loucos na pista de dança. "Espere. Onde estão Will e Meg?" Pergunto, quando continuo a analisar a mesa. "Eles desapareceram há poucos minutos," Isaac me informa. "Orgasmos," Stacy suspira. "Ela está tendo um agora mesmo, eu aposto." "Vadia sortuda," Sam resmunga de seu lugar no colo de Leo."Você vai me dar alguns orgasmos hoje à noite, estrela do rock?"


Leo sorri e sussurra algo no ouvido de sua mulher que faz seu rosto ficar rosa e ela morde o lábio. "Inferno, sim," ela diz, feliz. "Você sabe o que são os orgasmos?" Pergunta Nic de repente. "Sério, por que estas mulheres falam apenas sobre sexo quando bebem?" Caleb pergunta, quando Dom pega minha mão e me puxa para seu colo. Ele fuça meu pescoço e facilmente me enrolo contra ele, feliz por estar com álcool em excesso no organismo. "Sei o que os orgasmos são." Ouço-me dizer, e, em seguida, bato minha mão sobre minha boca. Posso sentir Dominic rir debaixo de mim. Porra, ele é forte. "Você é forte," digo, tentando sussurrar, mas eu não acho que sai dessa forma, com base na forma como todas as garotas dão risadinha do meu comentário. "Orgasmos" Nic continua,"são a maneira da natureza de dizer: 'Sim, a vida é uma merda, mas aqui, pegue alguns doces'." "A sua vida é uma merda, pequena?" Matt questiona Nic, dando um beijo em seu cabelo. "Nem um pouco, mas você tem que admitir, essa merda é engraçada." "Os orgasmos são totalmente como doces!" Jules exclama. Brynna e Jax voltam à mesa, suados e ofegantes. Brynna cai no colo de Caleb e beija sua bochecha enquanto Jax senta ao lado de seu noivo, Logan, que tem se contentado em sentar e ouvir em silêncio, com um leve sorriso em seu rosto bonito. "Há alguns homens seriamente quentes nesta mesa." Estou mortificada ouvindo as palavras realmente saírem da minha boca. "Era para dizer, para meu próprio cérebro, mas minha boca não recebeu o memorando. Desculpe." "Você está certa," Brynna responde com um sorriso de satisfação. "Nós poderíamos abrir uma loja. Nós Temos Homens Quentes." "Você está tentando nos vender?" Isaac pergunta.


"Aposto que poderíamos receber um monte de dinheiro por vocês," diz Natalie, e sorri para o marido. "Especialmente você." "Além disso, Dominic fala em italiano de uma forma sexy. As garotas iriam adorar isso," acrescento, e me mexo no colo do meu homem. Ele aperta seus lábios contra meu ouvido. "Continue se movendo assim, e vou ter de encontrar um local privado para te foder, sua boba," ele sussurra. E assim, de repente, minhas partes femininas estão bem acordadas e estou completamente sóbria. Meu cérebro não está sóbrio, mas tudo bem. "Estou tão bêbada," murmura Stacy, e esfrega o nariz no ombro de seu marido vigorosamente. "E o meu nariz coça sempre quando fico bêbada." "Então você não está bêbada o suficiente," diz Jules com os olhos fechados. "Por que seus olhos estão fechados?" Pergunto. "Eles pararam de funcionar." "Acho que você está bêbada demais," respondo com um sorriso, balançando levemente no colo de Dom e sentindo-o rosnar em meu ouvido. "Vocês sabem o que rima com bêbado?" Sam pergunta. "Sexo!" "Não uh," Meredith responde com uma careta. "Mas foda sim!" "Bêbado e foda não rimam," Mark diz com uma risada surpresa. "Mas combina melhor do que com sexo," diz ela defensivamente. "Tudo rima com sexo quando você começa a tê-lo com um apa", diz Jules. "Julianne," Nate a avisa. "É verdade!"


"De qualquer maneira, como é? Eu sempre quis saber." "Você não pode ter relações sexuais com o meu marido." Jules franze a testa por um segundo, em seguida, um sorriso se espalha por seu lindo rosto. "Bem, talvez você possa." "Não," Nate responde baixinho. "Não, ela não pode. Sem ofensa, Alecia." "Não ofendeu." Eu sorrio para o homem louco-quente. "Você é quente pra caralho, apesar de tudo." "Ele realmente é," Jules concorda alegremente. "E o apa... Uau." "Você vai ter um?" Pergunto para Dominic, enquanto ele toma um gole de vinho, e ele imediatamente engasga. "Foda-se, não." "Talvez eu tenha que encontrar alguém com um," digo, pensativa. "Só para lhe dar uma chance." "É isso aí." Dominic se levanta comigo em seus braços, e nem sequer me põe no chão quando a sai da tenda. "Para onde estamos indo?" Olho por cima do ombro e vejo os outros rindo e assistindo enquanto nos afastamos. Aceno feliz e todos eles acenam de volta. Eles são tão amigáveis. "Vou te ensinar uma lição, tesoro." "Uma lição?" Rio e enterro meu nariz em seu pescoço, sentindo seu cheiro. "Estou meio tonta." Passamos pelo celeiro. Posso ouvir vozes, respiração pesada e Meg rindo. "Acho que encontramos Meg e Will," sussurro no ouvido de Dom, enquanto ele se apressa.


"Merde, eu não tinha necessidade de ouvir isso," Dominic resmunga, fazendo-me rir mais. Ele caminha ao redor do prédio da loja, onde eu estava há algumas horas com Jules e Natalie, coloca-me em pé, e me prensa contra a parede. "Atreva-se," ele começa com fogo em seus olhos azuis brilhantes, "a dizer mais uma vez que você vai encontrar outro homem para foder." "Hum, era uma piada, baby." Seus olhos se estreitam e suas narinas se abrem, e sei que estou em apuros. "Você está com ciúmes?" Pergunto, incrédula. "Geralmente, não," responde. "Não sou o tipo ciumento, mas o que é meu é meu, Alecia. E você é minha. O que tenho com você, não quero com mais ninguém. Você é tudo que eu penso." Ele está reunindo minha saia em suas mãos até que ele a levanta em volta da minha cintura, e desliza o dedo dentro do elástico da minha calcinha e acaricia os lábios da minha boceta, me fazendo ofegar. "Dom!" "Isso é certo." Ele morde meu lábio inferior, em seguida, o acalma com a língua e empurra o dedo mais para dentro da minha calcinha. "Eu. Sou a única pessoa que pode te tocar aqui, ou em qualquer lugar. Isso é meu." Com essas palavras, o dedo desliza para dentro de mim profundamente e ele pressiona nesse ponto que ele conhece tão intimamente, enviando-me sobre as pontas dos pés. "Puta merda," sussurro. Ele envolve o braço livre em volta da minha cintura, puxando-me contra ele enquanto seu dedo me fode, arrastando a palma da mão contra o meu clitóris no processo, deixando-me completamente louca. "Vou gozar," choramingo, mas ele puxa sua mão. "Ainda não," ele rosna.


"Hey!" Mas antes que eu possa dizer mais alguma coisa, ele me gira, inclina-me, e empurra minha calcinha de lado, enquanto ouço o zíper de calça ser abaixado e ele de repente está batendo dentro de mim. Tenho que apoiar minhas mãos no prédio para me segurar enquanto ele me fode com força e rápido. Sua respiração é dura, com as mãos quase causando hematomas em meus quadris. Mordo meu lábio, mas não posso ficar quieta enquanto ele me fode de um jeito diferente de como já fez antes. É primitivo. Áspero. Incrível pra caralho. Ele se inclina sobre mim e geme, pressiona os lábios na minha orelha e sussurra. "Você. É. Minha. Isto é meu. Nunca se esqueça disso, tesoro." Empurro minhas costas contra ele e sorrio quando o faço gemer, mas de repente seus dedos estão pressionando meu clitóris enquanto ele fode com força, e isso é tudo o que preciso. Gozo brutalmente, mordendo meu próprio braço para não gritar, tendo espasmos em torno dele. "É isso mesmo," diz e empurra em mim mais duas vezes antes que se acalme e se renda ao seu próprio clímax, apoiando a testa na minha nuca. Finalmente, desliza para fora de mim e me vira para encará-lo. Ele segura meu rosto com ternura em suas mãos e me beija suavemente, mas quando se inclina para trás, seus olhos não estão menos ferozes. "Minha."


Capítulo 14 Dominic

Ela é magnífica pra caralho. "Eu quero seis homens no estacionamento", Alecia diz enquanto anda de um lado para outro na minha área dos fundos. Ela está segurando a atenção de cada um dos vinte e quatro homens. Sua voz é nítida e sensata. As costas retas. Seus olhos duros. Eu nunca vi nada parecido em minha vida. "Eu estava pensando em quatro", Derek, meu chefe de segurança, responde. Derek é um ex-ranger do Exército, de 1,96 metros de altura e construído como uma maldita casa de tijolos. Não, Alecia nem mesmo pisca. "Eu preciso de seis." "Ninguém sabe onde o casamento será realizado", Jason, o chefe da segurança de Alecia, aponta logicamente. "Os convidados vão estacionar há 16Km de distância e nós vamos trazê-los." "Eu estou ciente", Alecia responde. "Olha, gente, eu vou ser durona no momento. Will Montgomery venceu o Super Bowl do ano passado, e não é só nele em que os paparazzi estão interessados. Vocês estão conscientes de que temos estrelas do rock vindo, estrelas de cinema, produtores e outros jogadores de futebol. A segurança não pode ser violada. Se ao menos um paparazzi seguir um ônibus aqui, ou descobrir o local e espalhar fotos não autorizadas, eu vou ter todos os seus paus em uma bandeja."


"Montgomery foi esperto sobre isso", Derek lembra a ela. "Aos convidados foi dado, simplesmente, um endereço para estacionar seus carros. Mesmo eles não sabem para onde estão indo." "Eu estou ciente. Eu fiz esse arranjo", ela responde. Eu inclino meu ombro contra a parede, cruzo os braços sobre o peito, e assisto minha mulher assumir o controle sobre duas dúzias de homens fortes. Eu quero enchê-la de beijos. "Se colocarmos mais dois caras no estacionamento, são dois a menos que estarão aqui." "Você vai ter dezoito homens aqui", ela responde com um aceno de cabeça. "Você está sendo um pé no saco porque eu sou uma mulher, ou só é sempre teimoso?" Derek aguarda, sua mandíbula começa um tique e ele observa Alecia por um longo minuto. Ela o está encarando e é a luta mais incrível que eu já vi na minha vida. "Tudo bem", diz ele, por fim. "Você vai ter os seus seis." "Sim, eu vou. Siga a lista de convidados. Eu não me importo se alguém afirma ser uma avó perdida há muito tempo e se romper em grandes lágrimas de crocodilo. Se eles não estiverem na lista, eles não entram. Tempo. Se tiver dúvidas, fale comigo. Eu vou ter o meu fone de ouvido em todos os momentos." "Você sabe, eu gosto de uma mulher mandona." Isto vem de um garoto mais jovem, com altura e construído como Derek, mas claramente muito jovem para saber manter sua boca fechada. Alecia para em seu caminho, estreita os olhos e segura em seu olhar. "Você?" "Sim, senhora", ele responde com um sorriso arrogante. Oh, você jovem idiota.


"Qual é seu nome?", Pergunta ela. "Stokes", ele responde. "Stokes." Ela passa por ele, coloca a mão em seu quadril e sorri docemente para ele. "Você tem problemas com sua mãe, Stokes?" Os outros homens sorriem, mas os olhos de Stokes endurecem enquanto seu rosto fica sóbrio. "Não, eu só acho que é muito sexy quando uma mulher tem uma espinha dorsal." Alecia inclina a cabeça para o lado e, em seguida, acena com a cabeça. "Bom. Porque eu tenho uma. Não foda isso, Stokes." Ela se afasta e acena para Derek e Jason. "Isso é tudo. Deixem-me saber se houver algum problema." "Não haverá," Jason responde, e se vira para continuar instruindo seus homens enquanto Alecia vai embora. "Ela deveria estar no serviço militar", diz Stokes com novo respeito em sua voz. Ela é muito boa para os militares. "Bom trabalho, Tenente," eu sussurro enquanto sigo ao lado dela. "Eu vou cortar o pau de alguém se eu descobrir que eles só colocaram quatro homens lá fora", ela resmunga. "Você está terrivelmente irritada com a genitália masculina hoje, cara." Ela sorri e depois solta uma risada curta. "Estou em torno de um monte de homens hoje." "Tudo funcionará como um relógio." "Não diga isso. Você vai azarar o dia. Eu deveria ir ver Blake." "Blake me pagou cinco mil dólares para mantê-la fora da cozinha hoje." Ela franze a testa e pisca para mim.


"Ele não fez." "Ele o fez." Ok, ele não o fez, mas ela só vai deixá-lo louco se ela pisar lá e assediá-lo hoje. "Tudo está definido. A comida já cheira incrível. As mesas estão organizadas, e o florista está trabalhando sua mágica na caramanchão e na tenda." "Os cupcakes..." "Chegam aqui em poucas horas e Nic vai organizá-los. Ela é incrível." Eu seguro seus ombros em minhas mãos e beijo sua testa suavemente. "Mas eu entendo. Isto é o que você faz. Então, vá pegá-los, tigresa." Ela sorri para mim, antes de agarrar a minha camisa em seu punho, puxando-me para um beijo rápido. "Obrigada. Eu vou pegar você mais tarde." "Alecia." Ela para cerca de vinte metros de mim e se vira com uma sobrancelha levantada. "Este seu lado feroz? É sexy pra caralho." Ela não responde; ela simplesmente sorri antes de se virar e ir embora, com apenas um pouco mais de domínio em seus quadris magníficos. Deus, eu a amo, porra.

Eu não tenho falado com Alecia desde aquele momento esta manhã. A família começou a chegar, e o caos se abateu sobre a vinícola. E eu adoro isso. Os caras estão na minha sala de jogos, jogando sinuca e gritando insultos para o outro, o que é praticamente parte do percurso com os meus irmãos. As meninas estão lá fora na tenda ajudando Nic a organizar os cupcakes. Ou, ficando em seu caminho e ela é muito agradável para lhes dizer para darem o fora.


Meg se prepara na suíte nupcial, e para escapar do caos, eu decido ir até lá para dizer Olá. Alecia abre a porta para minha batida e dá um passo para trás, deixandome entrar. Natalie tem sua câmera pressionada em seu rosto e está tirando fotos rapidamente. E Meg está de pé em frente ao espelho, vestida com seu vestido lindo. É rendado, mas não com babados. É sem mangas e um decote mergulha profundamente entre os seios. A saia desce reta, sem volume. É elegante, chique e completamente perfeito para a nossa Meg. "Você está deslumbrante", eu digo a ela, quando me inclino e beijo sua bochecha, com cuidado para não borrá-la. "Obrigada." "Eu não sabia que você fosse a fotógrafa," Eu digo a Natalie. "Só nesta parte", Nat me assegura. "Eu não queria um estranho tirando fotos minhas me vestindo." Meg franze o nariz e se vira para o espelho. "É bonito, não é?" "É perfeito", eu a asseguro. "Eu nunca vi uma noiva mais bela." "Não me faça chorar!" Meg murmura. "Demorou muito para deixar minha maquiagem como está." Há outra batida na porta e, em seguida, Leo entra e para no meio do caminho, os olhos arregalados enquanto olha Meg da cabeça aos pés. E, em seguida, um sorriso lento se espalha sobre sua boca enquanto ele enfia as mãos em ambos os bolsos e bate seus calcanhares. "Ah, Meg-pie", ele sussurra. "Será que o vestido é ruim?", Pergunta ela, fazendo com que ambas, Nat e Alecia, revirem seus olhos.


Leo atravessa até ela, delicadamente a envolve nos braços e a balança para frente e para trás lentamente. "Você está tão bonita, Meg-pie." "Você vai me enrugar", diz ela em seu peito. "Não, eu não vou." Há lágrimas em seus olhos quando ele pressiona a sua face em seu cabelo. "Eu te amo pra caramba. Você sabe disso, certo? Não há nada que eu não faria por você, Meg." "Eu sei." "Você é minha irmã em todos os sentidos que importa. Você é a minha constante. Antes de Sam, era você e música, e eu preciso que você saiba que eu não me esqueci disso, Meg." "Leo", ela sussurra, e eu aceno a Alecia enquanto Natalie rapidamente tira fotos. Alecia e eu escapamos para fora, deixando Meg e Leo ter o seu momento especial. Ela inclina as costas contra a parede e fecha os olhos com força. "Ei, você está bem?" Seguro seu rosto suave na palma da minha mão e vejo quando ela vira pra mim com os olhos cheios de lágrimas. "Eu não sei o que é ser amada assim", ela sussurra, quebrando meu coração. "Caramba", diz Natalie quando ela foge para fora do quarto e fecha a porta atrás dela. "Esse foi o momento mais doce que eu já presenciei. Estou tão feliz que eu o capturei." "Essas fotos vão agitar", Alecia concorda e enxuga as lágrimas dos seus olhos. Meu instinto dói de ver a dor em seus belos olhos castanhos. "Alecia." Ela balança a cabeça e me oferece um sorriso tímido. "Eu estou bem. Foi apenas um momento muito emocional. Você pode, por favor, ir ver os


meninos?"Seus olhos estão me implorando para soltá-la, então eu faço, mas eu me inclino e beijo sua bochecha. "Vamos conversar mais tarde", murmuro, e beijo a testa de Nat enquanto ando de volta pelo corredor. Ela vai saber o que é a sensação de ser amada assim, mesmo que essa seja a última coisa que eu faça.

Aperto a mão de Alecia firmemente quando Leo anda com uma Meg nervosa até o altar. Falei com Alecia sobre se sentar ao meu lado durante a cerimônia, durante nosso encontro ontem à noite, enquanto eu estava enterrado dentro dela e ela não conseguia sequer lembrar seu nome. Jogando sujo? Isso mesmo. Funcionou. O sol está se pondo atrás de nós, colorindo tudo em ouro, fazendo brilhar o cabelo ruivo de Meg. Ela está de braço dados com Leo, caminhando, Baby, I Love Your Way sendo tocada pela banda de Leo Nash. O guitarrista, Jake, está cantando as letras em sua voz áspera, perfeita para a música e para Meg. Ela está sorrindo de forma brilhante, os olhos presos ao meu irmão mais novo, cujos olhos estão vidrados. De todos os meus irmãos, eu vim a saber que Will é aquele que não tem medo de mostrar suas emoções. Se ele está feliz, triste, com fome, com raiva, isso não importa. Ele não se segura. Eu não poderia respeitá-lo mais.


"Quem dá esta mulher a este homem?" O pastor pergunta quando a música termina. "Eu faço," Leo responde, beija Meg, em seguida se junta a sua própria esposa ao meu lado. "Tii Will!", exclama Olivia e aponta para Will animadamente. "Sim, bebê", sussurra Nat no ouvido de sua filha quando Will vira e pisca para a criança. "Amados." O pastor fala de amor. Compromisso. A santidade do casamento. A promessa. E eu posso ouvi-lo, mas tudo o que posso focar é nessa mulher ao meu lado, com a mão na minha, e todas as promessas que eu quero fazer a ela. Dizer-lhe isso agora iria mandá-la correndo para as colinas, mas Alecia é tudo para mim. Eu a amo. Eu não posso imaginar minha vida sem ela. Se isso não é compromisso, eu não sei o que é. "E agora, os votos. Megan, eu vou lhe pedir para recitar seus votos em primeiro lugar, por favor." O pastor dá uma passo para trás e todos os nossos olhos estão presos a Meg quando ela respira fundo e olha nos olhos de Will. Ela sorri. "Eu escrevi tudo, mas eu apenas percebi que eu não preciso ler um pedaço de papel para lhe dizer como me sinto sobre você." Ela engole em seco e seu rosto fica sério. "Eu aceito você, Will, para ser meu marido. Eu me comprometo a ser sempre honesta, ser justa, ser espontânea e sempre mantê-lo na mais alta consideração. Comprometo-me a sonhar com você, a apoiá-lo e ser sempre a sua maior fã. Eu serei sua fiel parceira, sua incentivadora inflexível e o seu para sempre amor." Ela pisca e uma lágrima cai pelo seu rosto, mas Will pega com o polegar e esfrega a maçã de seu rosto com ternura. "Eu prometo isso hoje, e todos os dias, para o resto da minha vida."


"Will, seus votos, por favor", o pastor diz gentilmente, como Will escovas uma lágrima de seu próprio rosto. "Megan", ele começa e tem que fazer uma pausa para engolir em seco. "Eu espero que você entenda hoje o quanto eu te amo. Gostaria de saber se você vai sempre verdadeiramente entender o quanto de mim pertence a você. Você é a alegria da minha vida. Amar você é uma aventura que eu não trocaria por nada nesse mundo. Sinto-me honrado, meu amor, para levá-la como minha esposa hoje. Eu me comprometo a passar o resto da minha vida dando de volta para você o que você me dá todos os dias. Ser seu companheiro constante, seu confidente mais confiável e seu melhor amigo. Eu me comprometo a nunca me acomodar. Eu me comprometo a aceitá-la, honrá-la como você é, para o resto da minha vida. Eu serei fiel a você, abandonando todas as outras. Eu vou escolher você, sempre." "Uau", sussurra Jules e enxuga as lágrimas do rosto. Meg e Will trocam os seus anéis, seus rostos brilhantes com sorrisos e lágrimas, e, finalmente, o pastor diz: "Agora você pode beijar sua noiva." Will varre Meg direto para fora de seus pés para seus braços, beijando-a profundamente e fazendo todos rirem. "Atta17 menino, Montgomery!" Grita seu companheiro de equipe, quando todos nós nos levantamos e aplaudimos. "É a minha honra de apresentar o Sr. e a Sra. Will Montgomery!"

É hora de tomar a minha mulher lá em cima. A multidão está diminuindo consideravelmente. É pouco depois das duas da manhã, Will e Meg ainda estão dançando no meio da pista. A maioria dos 17

Espécie de grito de guerra.


companheiros de Will ainda está aqui, conversando, se misturando, e pegando algumas das enfermeiras que trabalham com Meg no hospital. Todos os alimentos e os cupcakes foram há muito tempo devorados. Perdi, horas atrás, a contagem de quantas garrafas de vinho que passaram por esta noite. Eu sei que é na casa das centenas. Eu estou tão orgulhoso de Alecia, não só por realizar o evento, mas por torná-lo espetacular. Meus olhos a encontram, sorrindo e falando com Blake e Emily, na mesa da cupcake vazia. "Emily", eu digo quando me aproximo, "você pode terminar aqui?" "Eu não posso deixar..." "Sim", diz Emily, interrompendo Alecia com um largo sorriso. "Blake vai me ajudar." "Ainda há pessoas aqui. Eu tenho que ficar." "Não, você não tem." Blake a puxa para um abraço. "Você arrebentou hoje, Leash. Vá comemorar." "Você tem certeza?" Alecia pergunta a Emily. "Absolutamente." Alecia se vira para mim, e pela primeira vez hoje, eu posso ver o esgotamento aparecer. Se for do meu jeito, ela vai dormir por três dias seguidos. "Deixe-me dizer boa noite para Will e Meg." Concordo com a cabeça e a vejo andar para o meu irmão e minha nova cunhada. Ambos a abraçam com força, e acenam para mim enquanto ela volta, enfia a mão na minha e diz: "Eu estou pronta." Ela não fala enquanto nós caminhamos para a casa e subimos as escadas. O silêncio é confortável. Bem vindo.


Chego ao redor dela para abrir a porta da minha suíte master e aponto para ela ir antes de mim e sorrio quando ela solta um suspiro de surpresa. "O que é isso?" Ela vira aqueles grandes olhos castanhos para mim com admiração. "A celebração, tesoro." Eu fecho e tranco a porta atrás de mim e a levo para dentro do quarto. Velas piscam ao redor da sala, a única luz no espaço. Tulipas com pétalas cor de rosa formam um coração sobre a cama, e no centro delas estão... "Sapatos!", Ela exclama e corre para a cama. "Meu Deus." "O que é isso?", Eu pressiono o meu peito em suas costas, minhas mãos segurando seus ombros, e beijo o topo de sua cabeça. "Há caixas azuis com esses sapatos rosa bonitos." Eu sorrio. "De fato." "E os sapatos rosa têm tiras." "Certo de novo." Ela cruza os braços e aperta minhas mãos com as dela, segurando forte. "Estamos celebrando Will e Meg com sapatos de grife e caixas azuis da Tiffany?" "Não." Dirijo-me a ela para enfrentá-la com seu rosto em minhas mãos. "Nós não estamos celebrando o casamento, cara. Estamos celebrando você." Ela franze a testa em confusão. "Você foi incrível, não só hoje, mas durante todo esse processo. Você deve estar muito orgulhosa de si mesma, querida." Eu beijo sua testa macia, seu nariz, e em seguida, coloco suavemente meus lábios nos dela, beijando-a levemente antes de me afastar. "Você não quer abrir as caixas?" "Desesperadamente." Ela ri, e volta para a cama. "Espere. Vamos ficar confortáveis. Eu vou esfregar seus pés enquanto você abre as caixas." "Uau. Isto é um monte de mimos, Dominic."


"Você ainda não viu nada." Eu pisco para ela e a ajudo a ficar mais confortável, inclinando-a contra os travesseiros. Eu puxo os sapatos fora de seus pequenos pés, sento-me na cama e começo a massagear os arcos. "Oh, Deus." Seus olhos se fecham e ela inclina a cabeça para trás contra a cabeceira. "Você é realmente bom com as mãos." "Se você cair no sono, você não vai ver o que está nessas caixas." Ela morde o lábio e levanta a cabeça e olha para mim. "Você não tem que fazer isso." "Sim, eu tenho. Abra-as." Em primeiro lugar, ela examina os sapatos, os olhos brilhantes de luxúria feminina para essas coisas, o que me faz rir. "Eu meio que gosto de olhar para eles como estão", ela confessa. "Eu quero dizer, o azul parece tão bonito com esses sapatos cor de rosa." Eu levanto uma sobrancelha e espero que ela termine de admirar os sapatos, e, finalmente, ela não pode resistir por mais tempo. Ela puxa uma caixa do sapato. "Oh meu", ela respira, quando ela abre a caixa. "Há um monte de rosa acontecendo por aqui esta noite." Ela fica em silêncio por um longo minuto, o lábio preso em seus dentes enquanto ela simplesmente fica olhando para o colar de diamantes branco e rosa situado na caixa azul. Seu olhar marrom dispara até os meus quando ela chega para a outra caixa. "Muito cor de rosa", ela diz, novamente, quando ela vê a pulseira combinando. "Eles combinam com os sapatos cor de rosa", eu sussurro, e continuo a massagear os músculos em suas panturrilhas. "Os seus pés estão rígidos." "Eu estive andando em saltos por cerca de 14 horas hoje."


Finalmente, sem dizer mais nada, ela simplesmente sobe em mim, no meu colo, e se envolve em torno de mim, agarrando-me firmemente. "Eu não sei o que dizer", ela sussurra. "Você não tem que dizer nada." "Eles são tão lindos. Muito obrigada." "Eles vão parecer surpreendentes contra a sua pele, cara. É por isso que eu escolhi rosa. Você veste rosa tão bem." Ela esconde o rosto no meu pescoço e me beija suavemente. Agora é a hora de dizer a ela o quanto eu a amo. Mas em vez disso, eu fico quieto, arrancando grampos de seu cabelo, até que ele está caindo em torno de seus ombros, e mergulho meus dedos nele, puxando-o para o meu nariz. "Você tem um cheiro incrível." "Você tem um cheiro incrível", ela responde, o nariz ainda pressionado na minha pele. "Você foi notável de assistir hoje. Você estava tão no controle, tão focada." "Esse é o meu trabalho." "Você é excelente no que faz." Ela sorri contra o meu pescoço. "Você vai me deixar te deitar e ajudá-la a se sentir mais confortável?" "Eu vou deixar você me deitar e fazer amor comigo", ela diz com um fio de voz. Você nunca tem que me pedir duas vezes. Eu a coloco de costas e passo minhas mãos sobre ela, ajudando-a a sair de seu belo vestido azul e calcinha combinando, até que ela se espalha debaixo de


mim, as pétalas de tulipas cor de rosa ao redor dela, seu cabelo loiro dourado espalhados ao redor da cabeça, parecendo um anjo. "Você tira meu fôlego", eu sussurro. Ela sorri enquanto trabalha nos botões da minha camisa, empurrando-a sobre meus ombros e jogando-a de lado, em seguida, faz o trabalho rápido na minha calça. Quando estou nu, finalmente, eu me acomodo em cima dela, apoiando-me em meus cotovelos, meu pau pesado aninhado em suas lisas e quentes dobras. Eu escovo pelinhos imaginários de cabelo de sua testa e bochechas com os meus dedos, varro o meu nariz sobre o dela, qualquer coisa para tocá-la. Eu nunca vou ter o suficiente de sentir sua pele na minha. "Dominic", ela sussurra, então suspira quando eu movo meus quadris, apenas um pouco, deslizando através de sua umidade. "Sim, meu tesouro." Seus olhos se alargam no termo carinhoso. "Você se sente mais confortável ouvindo-o em italiano, tesoro?" "Eu acho que eu estou surpresa de ouvi-lo em tudo", ela responde com sinceridade. "Você é meu tesouro." Eu beijo sua bochecha, em seguida, arrasto os meus lábios até o ponto sensível por trás de sua orelha. "Você é a melhor parte da minha vida." Suas mãos deslizam para cima e para baixo em minhas costas, em seguida, as pontas dos dedos seguem o mesmo caminho, fazendo-me ainda mais duro. Eu recuo e me afundo lentamente dentro do seu calor, observando seus lindos olhos enquanto pressiono, na medida em que posso, em seguida, descanso ali, olhando para ela. "Tão orgulhoso de você, Alecia." "Obrigada." As lágrimas enchem seus olhos e ela os fecha.


"Não feche seus olhos", eu sussurro e escovo uma lágrima de lado. "Você nunca tem que se esconder de mim." "Eu não estou." Ela balança a cabeça levemente, em seguida, olha de volta para mim, com o coração aberto pela primeira vez. É magnífico. "Você sabe o quanto você me assusta?", ela pergunta, com a voz quase um sussurro. Eu começo a me mover, enchendo-a, em seguida, puxando para fora, com movimentos lisos e longos. A sua respiração engata, seus dedos escavam minhas costas, e ela aperta em volta do meu pau da maneira mais deliciosa. "Você é tudo", eu lhe digo ao ouvido, enquanto faço amor gentil com ela. "E sim, tesoro, isso me assusta muito, mas não ter você me assusta ainda mais." "Eu também." Eu aperto sua mão na minha, entrelaçando os dedos, e pressiono-a para baixo na cama enquanto eu começo a montar mais duro, mas não mais rápido. Eu pressiono a base do meu pau contra seu clitóris e esfrego para baixo, e isso é tudo o que preciso fazer para ela cair sobre o limite, gozando duramente, levando-me com ela. Eu te amo.


Capítulo 15 Alecia

Estive acordando com seu rosto bonito por mais de duas semanas, e nunca deixa de tirar o meu fôlego. Ou me fazer contorcer em pura luxúria não adulterada. Quero dizer, olhe para ele. Ele tem toda essa pele bronzeada e cabelos escuros contra os meus lençóis brancos, reunidos na sua cintura, dando-me uma visão privilegiada de seu abdome definido, braços esculpidos e mãos mágicas com os dedos longos. Ele me mostrou para que meu corpo foi feito. Na semana depois do casamento, ele passou toda noite aqui na minha cama comigo, saindo todas as manhãs para ir de volta para a vinícola, mas ele sempre retorna todas as noites para o jantar, vinho, conversa, e o melhor sexo da minha vida. Eu não posso resistir arrastar meus dedos pelo seu rosto áspero, apreciando a forma como sua nuca fica com meu toque. Com os olhos ainda fechados, ele sorri, mostra sua covinha, e capta a minha mão na sua, trazendo-a para seus lábios. "Bom dia", ele sussurra contra minha palma. "Bom dia", eu respondo e me inclino para beijar seu ombro. "Precisamos sair em breve. Jogo de beisebol hoje, lembra?" "Eu me lembro." Ele me puxa para seus braços, o que considero o meu lugar, encaixa-me contra o seu lado, a minha cabeça em seu peito e meus braços


envoltos em torno de suas costelas, onde eu simplesmente me encaixo bem. "Mas devemos fazer isso por algum tempo em primeiro lugar." "Fazer o quê?" Eu acaricio meu nariz em seu pescoço e respiro fundo, apreciando-o. "Apenas ficar assim", ele diz, e beija minha cabeça. "Isso é bom", eu sussurro. "Mm." "Eu não vou estar disponível todas as noites na próxima semana", eu digo com pesar. "Ah, é?" "É verão, por isso tenho eventos todas as noites na próxima semana. Exceto quarta-feira." "Eu tenho um evento no vinhedo na quarta-feira", diz ele com um suspiro. "Nós vamos sobrevir a cinco dias de intervalo, cara." Sua mão percorre das costas para minha bunda e volta, novamente, em meu cabelo, em seguida, para baixo mais uma vez, me embalando no sono. "Tesoro", ele sussurra em meu ouvido enquanto ele me rola sobre minhas costas. Seus dedos escovam minha têmpora e bochecha. "Acorde." "Hmmm." "Dormimos mais uma hora." "Nós fizemos?", Pergunto grogue e alongo, ainda não abro os olhos. "Precisamos ficar prontos para ir." "Ok." Eu não me movo. Eu simplesmente deito aqui e desfruto de suas mãos em mim, neste espaço certo entre o sono e a vigília. "Isso não é estar acordada", ele diz secamente. "Eu estou acordada."


"Eu gostaria que pudéssemos ficar aqui o dia todo, cara, mas é uma espécie de grande dia para Matt e Nic. Temos que ir." "Eu quero ir", eu respondo e abrindo um olho para encontrar Dom pairando acima de mim, essa covinha piscando para mim, seus olhos azuis felizes e presos nos meus. "Olá, bonito." "Ciao, bellissima", ele responde e lança um encantador sorriso para mim. "Querido Deus, eu amo o seu italiano. É sexy como o inferno." "É?" Sua voz é carregada de sarcasmo. "Você sabe que é." Ele escova as pontas dos dedos do meu peito para o meu estômago. "Hai la pelle più Morbida." "O que é que foi isso?" "Você tem a pele mais suave", ele sussurra e planta um beijo no meu ombro. "Nós não temos tempo para isso", eu o advirto com um sorriso. Jesus, os lábios dele são incríveis. Em vez de me responder, ele sorri como lobo e de repente está me puxando com ele. Ele me joga por cima do ombro e segue para o banheiro, liga o chuveiro e quando a água está quente o suficiente, coloca-me para baixo no grande chuveiro. "Eu poderia ter andado", eu o informo. "Mas, então, eu não teria levado você", ele responde, e estende a mão para o meu gel de banho. "Será que estamos conservando a água?" "Menina esperta." Ele ensaboa as mãos junto com uma toalha e começa a arrastar sobre a minha pele, me limpando.


"Isso é bom", murmuro, olhando para ele. Seus lábios se contorcem enquanto suas mãos deslizam ao sul, ao longo da minha barriga, por cima do meu púbis liso e na parte mais sensível de mim. "Dom!" Eu suspiro e o prendo em seus braços, segurando forte. "Sim?" "Puta merda, você é bom nisso", eu gemo quando a mão livre desliza para baixo na minha bunda, e agora ele está me atingindo de ambos os lados, esfregando meu clitóris de frente e mergulhando os dedos dentro de mim pelas costas, e é a mais incrível sensação. Ele planta seus lábios no meu pescoço, em seguida, me morde lá, lambe seu caminho até meu ouvido e diz com o tom direto, "Goza." Jesus, quem poderia recusá-lo? Gozo duro, estremecendo contra ele. Se ele não estivesse me segurando, eu ia cair em uma massa sem ossos no chão de ladrilhos. Com minha testa inclinada sobre o peito dele, eu me esforço para encontrar minha respiração, e as minhas pernas. "Porra, baby", eu digo, com uma risada. "Isso foi divertido." "Sim, foi. Agora, não há mais distrações. Temos que ir." "Mas, e você?" Ele pisca e dá um tapa em minha bunda, brincando. "Eu vou cobrar mais tarde. Confia em mim."

"Heyyyyy, batta, batta, batta!"


"Hum, Bryn, esta é uma prática de rebatidas. Você não pode importunar os jogadores durante os treinos." Matt balança a cabeça para sua cunhada, de brincadeira. "Eu posso. É a porra do White Sox, Matt." "Hey! Eu amo o White Sox", diz Nic com uma careta. Estamos todos aqui, todos os irmãos com seus cônjuges, e Nic é a única que veste uma camisa White Sox. O resto de nós está em nossas roupas dos Mariners. "Eu não sabia que você gostava de baseball," Stacy diz a Nic com um sorriso. "Eu gosto mais de futebol", Nic admite, e depois ri. "E eu só posso dizer isso porque Will e Meg ainda estão em sua lua de mel." "Sou tão reveladora", diz Jules. "Não, você não é", diz Nate, e beija sua esposa nos lábios. Estes homens, a sério, nunca param de tocar suas mulheres. É impressionante. Como que para provar meu ponto, Dom envolve o braço em volta dos meus ombros e se inclina para beijar minha têmpora. Eles são muito carinhosos, isso é certo. "Como chegamos a esses lugares?" Meredith pergunta, olhando para o campo de nossos assentos na primeira fila. Estamos bem entre a primeira base e placa da casa, e temos uma vista privilegiada. "Eu posso sentir o cheiro do suor praticamente." "Eca", Sam diz, franzindo o nariz. "Ninguém disse nada sobre o suor." "Você é casada com uma estrela do rock, Sam." Stacy balança a cabeça para Sam. "Você deveria estar acostumada a suor agora." "Eu sou casada com uma estrela do rock", Sam repete com orgulho. "Meu marido é uma estrela do rock." "É recente ainda", murmura Nat.


"Ainda fico nocauteado chamando você de minha esposa", Luke diz para ela. "E não é tão recente mais." "Está ficando realmente feminino por aqui", diz Mark com uma carranca. "Nós temos conexões", Jules diz para Meredith. "Isso não é ruim." "Nem um pouco", Meredith concorda. "Parece que os Sox estão terminando com o treino", diz Matt e puxa Nic para seus pés. "Vamos lá, vamos ter uma bola assinada." "Rhys O'Shaughnessy está jogando", diz Nic, e bate palmas animadamente. "Ele é o meu favorito." Matt a leva para longe, e todo mundo entra em ação, puxando seus celulares para tirar fotos. "Estou colocando Will e Meg no FaceTime agora", diz Jules, e então sorri quando seus rostos aparecem em sua tela. "Oi pessoal! Ele simplesmente a levou para o campo." "Jules, desligue a câmera. Eu quero ver meu irmão ficar noivo, não o seu rosto." Jules mostra a língua para o irmão dela, então vira a câmera em torno de modo que Will e Meg possam assistir. "Ele conseguiu seu jogador favorito nessa?", Pergunto animadamente. "Ele fez," Dom confirma, segurando a minha mão, como se ele estivesse tão nervoso como seu irmão mais velho. "Rhys está correndo com a bola!", Diz Natalie. Nic é toda sorrisos quando o alto, jogador bonito entrega a ela uma bola, beija a bochecha dela e aperta a mão de Matt. "Eu gostaria que pudéssemos ouvir o que eles estão dizendo," Jules resmunga.


"Ele quis assim", Caleb diz suavemente. Rhys aponta para a bola na mão de Nic, e ela olha para ele, então seu queixo cai quando Matt se abaixa em um joelho e pega a mão dela na sua. "Sou só eu, ou isso é brega pra caralho?" Mark pergunta. "Cale a boca, não é brega. É brilhante." Brynna empurra o braço de Mark, fechando-o. Não podemos ouvir o que está acontecendo, mas de repente, Nic está acenando furiosamente, e Matt coloca um anel em seu dedo, então se levanta e a ergue do chão, abraçando-a com força, sussurrando em seu ouvido. Rhys e seus companheiros de equipe começam a aplaudir rodeando em torno deles para felicitar o casal feliz. "Foda-se! Eu quero abraçá-los agora também!" Jules, cuidando para não diminuir o telefone dela, salta por cima de tudo e vai para baixo no campo. Stacy, Brynna e Meredith pulam o muro, chamando a atenção dos segurança, mas Dom levanta a mão. "Esse é o irmão dela. Elas estão apenas ansiosas para parabenizá-lo." "Chega de pular o muro," o segurança alto diz com firmeza, então seu queixo cai quando vê Leo. "É o Leo Nash?" Eu ando imediatamente para o homem e falo rapidamente, em minha voz que não aceita nenhuma merda. "Este é um passeio em família. Não é uma sessão de fotos. Espero que você entenda, por favor." "Claro." Ele balança a cabeça e vai embora, cuidando de seu próprio negócio. Quando sigo para me juntar aos outros, Nic e Matt estão rodeados pela família e pelos jogadores, mas Dom está esperando por mim com uma cara séria. "O que está errado?" Ele balança a cabeça. "Nenhuma maldita coisa."


Ele pega a minha mão e me leva para os outros. "Ele escreveu Você Quer Se Casar Comigo em uma bola de beisebol!", Exclama Nic e mostra a todos. "Aww, e fez o seu jogador favorito dar para você", diz Stacy sonhadora. "Eu sou o seu jogador favorito?" Rhys pergunta, como se já não soubesse. "Talvez", diz Nic, e depois ri. "Sim, você definitivamente é." "É minha inegável boa aparência?", Pergunta ele. "Não, é o seu recorde de rebatidas. Sério, você tem a maioria dos hits deste ano, em toda a MLB18, e assistir você acertar é como assistir a uma dança. Você é muito bom." Rhys inclina a cabeça para o lado e olha Nic mais sério. "Obrigado." "Eu sinto muito por quebrar esse momento, caras", o segurança diz, "mas eu preciso que vocês tomem seus lugares. Vamos começar em breve." "Ok, isso foi legal", Mark admite quando nós vamos encontrar nossos lugares. "Eu quero nachos," Brynna anuncia. "E um cachorro-quente." "Pizza!" Stacy concorda. "Nós vamos sair para jantar, depois disto," Nate lembra as meninas. "Estamos em um jogo de beisebol", eu digo, como se fizesse todo o sentido. Porque faz. "Precisamos de pipocas também", diz Sam. "E algodão doce." "E um dentista", diz Luke com um encolher de ombros. "Cerveja." Acrescento. 18

Major League Baseball


"A cerveja aqui é quente", diz Dominic. "Eu não me importo. Eu estou em um jogo. Eu preciso de cerveja e amendoins." "Espere!" Meredith está de pé, olhando em volta. "Onde estão Matt e Nic?" Todos nós viramos e pesquisamos a área e, de repente, Caleb aponta de volta para o campo. Matt e Nic estão saindo do esconderijo subterrâneo do White Sox, dirigindo-se para o campo. "Senhoras e senhores", o locutor começa. "O primeiro lançamento de hoje é uma jovem que acabou de ser pedida em casamento no campo! Seattle, dê as boas vindas para Nic Dalton!" "Oh, meu Deus, eu tenho que ligar de novo!" Jules está furiosamente tocando na tela de seu telefone, enquanto todos nós saltamos para cima, torcendo ruidosamente. "Atta menina!" Brynna grita para o campo. Dom e seus irmãos estão assobiando alto. "Isso é tão divertido!" Eu bato palmas, pulando sobre meus pés. Nic vai para a primeira base, bola na mão, mas em vez de ficar na frente da base, ela fica em cima dela e dá ao apanhador um olhar arrogante. Seus lábios se contorcem, mas então ela acaba e joga a bola com perfeição, à direita na luva do apanhador, como se ela fosse uma profissional que tem estado atirando bolas de beisebol durante anos. "Puta merda, Will, você não é o único na família com um inferno de um braço direito", diz Isaac animadamente. "Isso é tão foda!", Exclama Will através do telefone. Matt e Nic acenam para a multidão, em seguida, se juntam a nós na arquibancada.


"Você foi malditamente bem", Luke diz para Nic quando ele a puxa para um abraço. "Eu sei", responde Nic, e ri quando ela é passada de irmão para irmão. "Ok, vocês todos têm suas próprias meninas", diz Matt finalmente. "Mãos fora da minha." "Agora, de volta à comida", diz Brynna, acenando para um cara carregando uma caixa cheia de amendoins. "Vai nos custar mil dólares comer todo esse lixo", diz Nate. "Você pode pagar, Ace," Jules responde alegremente, e estica o pescoço à procura de outro fornecedor. "Onde está o cara da pizza?" "Foram os seguranças que pegaram você quando pulamos para abraçar Nic e Matt?" Meredith pergunta a Natalie. "Sim." Nat dá de ombros e balança a cabeça. "Eles não sabiam de nada." "Eles sabem agora", Luke responde suavemente. "O que você disse?" Stacy pergunta. "Ele não disse nada", Nat responde e coloca a cabeça no ombro do marido. "Ele olhou para eles como um homem das cavernas e aquele cara o reconheceu e eles calaram a boca." "Eu sou um homem das cavernas?" Luke pergunta, surpreso. "Vocês são todos um bando de homens das cavernas," Meredith responde. "Eu sou um homem das cavernas, cara?", Murmura o Dom no meu ouvido. Eu rio e o olho, em seguida inclino-me para falar em seu ouvido. "Eu acredito que foi você quem me fodeu contra o edifício em sua propriedade porque eu brinquei sobre foder com um apa."


Eu puxo para trás e vejo os olhos apertados. "E só de ouvir você dizer isso me faz querer fazer isso de novo."

"Está vendo? Homem das cavernas."

"Eu estou tão cheia", diz Brynna enquanto caminhamos pela calçada do lado de fora do estádio em direção a um pub nas proximidades. "Isso é porque você comeu tudo, exceto o banco em que estava sentada, pernas", Caleb diz com uma risada e pega a mão dela na sua. "Eu não comi qualquer pizza de Jules –", ela responde com um biquinho. "Eu teria cortado sua mão fora se você tentasse roubar minha pizza", diz Jules. É uma bela noite de verão. Não está tão escuro lá fora ainda, está quente com uma brisa leve. Perfeito tempo em Seattle. "Eu amo noites como esta," eu respiro, enquanto os outros brincam e conversam em torno de nós. Dominic está andando ao meu lado, retardando seus passos para coincidir com os meus. Ele beija minha mão, depois enfia na dobra do cotovelo, contente por me deixar apoiar nele enquanto caminhamos. "Seattle é bonita no verão." "Seattle é sempre bonita", ele responde em voz baixa. "Mesmo quando chove." "É certamente sempre verde", eu respondo com um aceno de cabeça. "Não é tão diferente de San Francisco."


"Por que eu não sabia que você é de San Francisco?", Diz ele com uma careta. "Eu não sei." Eu dou de ombros e rio quando Sam pula nas costas de Leo, fazendo-o dar-lhe uma carona. "Não é um segredo. Eu acho que nunca veio à tona." "Quando você se mudou para Seattle?" "Logo depois que deixei Jonathan." Eu me inclino a minha cabeça no ombro de Dom. "Não havia nada para mim lá. E eu sempre gostei de Seattle." "É uma sorte para mim que você amava aqui." "Voltei para você", eu respondo com sinceridade. "Quais são as chances de nós dois estarmos de lados opostos do mundo e acabarmos na mesma cidade?" "Não é chance, tesoro, é destino." Eu inspiro e balanço a cabeça, mas quando eu olho de volta para ele, eu vejo que ele está completamente sério. "Você não acredita em destino?", ele pergunta. "Não é isso realmente. Eu acho que eu realmente nunca pensei sobre isso." Ele balança a cabeça, pensativo. "Eu acho que, se alguma vez houve um casal fadado a ficar juntos, seríamos eu e você. Como você disse, nós estávamos de lados opostos do globo, nenhum de nós nasceu aqui, e ainda assim, aqui estamos nós." "Vocês dois são lentos!" Sam fala para nós quando Leo anda para trás. "Se você tropeçar e cair e me derrubar, estrela do rock, nós vamos ter problemas." "Eu não vou deixá-la cair, luz do sol." "Eu quero um passeio também", diz Stacy exigindo ao marido. "Eu vou te dar uma carona, tudo bem", Isaac responde com um sorriso arrogante.


"Pare com isso!" Jules grita, assim como Luke para no centro da calçada, puxa sua esposa em seus braços e deixa cair um beijo nela que faria os deuses chorarem. "Pelo amor ao Natal, estamos em público!" "Eu não dou a mínima", Luke responde calmamente, ainda olhando nos olhos de Nat. "Deus, você é bruto", Jules resmunga. "Eu preciso de cheesecake." "Vamos pegar um pouco", Nate responde com uma risada. "Apenas ignore a demonstração pública de afeto. Ou se junte a ela." Ele enterra o rosto em seu pescoço e morde sua carne, fazendo-a gemer. "Oh isso, não chupe." "Vocês são um grupo muito carinhoso de pessoas," eu observo, enquanto caminhamos para o pub e pegamos uma grande mesa perto da parte traseira. "Isso te incomoda?" Meredith pergunta. "Não, é apenas incomum." Nós nos estabelecemos, olhamos o menu, pedimos bebidas e só quando eu acho que o meu comentário foi esquecido, Luke continua. "Se isso a incomoda, Alecia, é só dizer." "Hey! Digo isso o tempo todo e você faz de qualquer maneira,"Jules reclama. "Eu estou bem", eu respondo com uma risada. "Não é que isso me incomoda. Eu só não estou acostumada com isso." "Seus pais eram carinhosos?" Nic pergunta. "Eles eram um com o outro", eu digo lentamente. "Mas não com você", responde Nic. Eu dou de ombros e aceno com a cabeça, como se isso não fosse grande coisa.


"Minha mãe não me tocou em seis anos", diz Nic quando a garçonete coloca um copo de água diante dela. "O quê?" Eu franzo a testa para a mulher bonita, surpresa. "Nós não nos damos bem. Nunca realmente. Então, toda essa afeição é nova para mim também."Matt beija sua testa suavemente. "Você vai se acostumar com isso," Jules acrescenta. "Eu bebo muito, para aliviar a grosseria." Natalie ri e joga um guardanapo para sua melhor amiga. "Quero asinhas", Brynna anuncia. "Eu pensei que você estava cheia?", Diz Caleb. "Eu estou com vontade de sugar a porra de um osso", ela responde, e minhas sobrancelhas sobem em meu cabelo. "Desculpe-me?", Pergunto. "Oh, é só esperar", Sam diz com um sorriso. "Você ainda não viu nada até que você tenha visto Brynna sugar a porra de um osso."


Capítulo 16 Alecia

"Mas eu odeio correr", eu reclamo enquanto estaciono na garagem e desligo o motor. "Não seja uma covarde," Blake responde em meu ouvido. "Eu preciso de uma corrida e eu quero falar com você, por isso eu vou te buscar." "Você está me usando como uma desculpa porque tenho as melhores pistas de corrida em meu bairro." "Isso dói, Leash", diz ele. "É verdade, mas dói." "Você é um espertalhão." Eu rio e ando até o meu prédio. "Eu sou um espertalhão que já está quase na sua casa." "O quê? Eu estou apenas chegando em casa." "Bem, apresse-se e troque de roupa. Acabei de sair da rodovia. Vejo você em alguns minutos!" "Pô, Blake!" Mas não adianta. Ele já desligou. Corro para o andar de cima e começo a mudar as roupas imediatamente. Meus sapatos saem primeiro, jogo-os ao lado da porta, então eu abro e arranco a minha saia, deixando-a amontoada pela cozinha. Minha blusa e sutiã são arremessados de lado, um terminando no sofá, e eu não tenho nenhuma ideia de onde o outro foi. Vou pegá-los mais tarde.


Pego um sutiã esportivo, camiseta e uma calça de ginástica, e Blake irrompe através da minha porta da frente, assim que estou calçando os sapatos. "Você é uma bagunceira, Leash." "Aff, você. Você não me deu qualquer tempo." "Você vai guardar suas roupas?" "Eu vou mais tarde." Eu suspiro e aceno para ele. "Eu tenho que levá-las para lavar a seco de qualquer maneira. Você realmente vai me fazer correr?" "Sim, senhora." Ele pisca para mim e passa o braço em volta do meu pescoço, beija a minha cabeça com um barulho alto e me empurra. "Por que eu tenho que ir? Você não pode correr sem mim e só voltar aqui quando tiver acabado?" "Deus, pare de choramingar", ele diz e revira os olhos. "Vai ser bom para você." Deixamos o meu apartamento, descemos o elevador e caminhamos até a calçada, em seguida, saímos em uma corrida lenta. "Isto é o mais rápido que você vai?" Blake me pergunta com um sorriso. "Se você não gosta, vá por conta própria." Eu reclamo e já odeio a maneira como me sinto ao correr. Eu sempre odiei. "Como está Emily?" "Por que temos que falar sobre isso?" "Porque me distrai do fato que eu não queria estar correndo." "Então, vamos falar sobre a sua vida amorosa." "Claro que não, você é o único que me fez correr. Então, comece a falar." Ele suspira e olha para a água, assistindo a um barco a deriva por. "Nós estamos bem." "Bem, isso foi informativo."


Blake ri com tristeza. "Uma das coisas que eu amo sobre você é que você não aceita a minha merda." "Você não precisa que eu aceite sua merda. Você tem um número suficiente de pessoas em sua vida que fazem isso para você." "É verdade." Ele pega o ritmo, apenas um pouco, e eu rosno para ele, fazendo-o rir de novo. "Você é uma espécie de cachorrinho da weenie19, Leash." "Emily." "Ela é ótima." Ele suspira de novo, não porque ele está sem ar, mas porque ele não quer falar sobre isso comigo. Eu não me importo. "Ela é engraçada. Inteligente. Tem um corpo perfeito pra foder." Balanço a cabeça e olho para cima em direção ao céu. "Sério." "Ela tem um corpo realmente fodível." "Será que tudo sempre se resume a sexo para homens?" "Praticamente, sim." Ele parece pensar sobre isso e, em seguida, dá de ombros. "Então, eu gosto de sexo. Processe-me." "Eu gosto muito, mas não está entre as três principais coisas que eu falo sobre quando discuto com quem estou namorando." "Ok, quais são as suas três principais coisas?" "Ele é inteligente, doce e engraçado." "O que é o número quatro?" "Ele é incrível na cama." Ele ri muito e alto, em seguida, batemos as mãos. "Você é engraçada." "Eu sei."

19

Marca de salsicha que tem na propaganda um cachorrinho basset.


"Eu realmente gosto da Emily", ele diz, sério agora. "Ela é divertida e ela também não aceita minha merda. Se eu cozinho algo que ela não gosta, ela é honesta sobre isso. Ela é doce." "Ela é doce," Eu concordo. "Estou feliz que está indo bem." "Você está?", Pergunta ele, surpreso. "Claro. Eu quero que os dois sejam felizes." "Quando estávamos no Dom, você não parecia tão convencida." "Eu admito, eu sempre imaginei que vocês seriam mais felizes com pessoas diferentes," Eu admito com um encolher de ombros. Estou respirando mais difícil agora e isso me irrita. "Mas vocês são adultos." "Como estão as coisas com Dom?" Eu sorrio antes que possa me parar e, Blake sendo Blake, ele pega. "Que bom, hein?" "Eu gosto dele." "Obrigado, capitã óbvia." Eu rio e dou uma cotovelada. "Ele é bom para mim." "É melhor que ele seja, ou eu vou chutar a bunda dele, amigo ou não." "Isso é doce." "A título de curiosidade mórbida, o que você gosta sobre ele?" Eu franzo a testa e reflito sobre a questão, correndo em sintonia com ele, nossos pés batendo na calçada. Passamos por um homem mais velho passeando com seu cachorro, e uma jovem mãe com um bebê em um carrinho. "Eu o respeito," Eu começo. "Quando eu o conheci, pensei que ele era apenas um paquerador. Algum charmoso italiano que derrete calcinhas de mulheres com apenas algumas palavras bonitas e faz o seu caminho de cama em cama."


"Uau, você pegou tudo isso por encontrá-lo em reuniões de família?" Eu dou de ombros e continuo falando. "Mas ele não é essa pessoa. Ele ama sua família ferozmente. Ele é orgulhoso de seu negócio. Ele é muito bom para mim." "Estou feliz." Olho para encontrar Blake me olhando com olhar sério. "Você merece ser feliz também, você sabe." Concordo com a cabeça e depois rio. "E por mais ridículo que pareça, eu acho que estou apaixonada por ele." "Oh, eu poderia ter lhe dito isso." "O quê? Como?" "Você deveria ver o olhar no seu rosto quando você fala sobre ele", diz ele com um sorriso. "Você é toda menininha." Eu balanço minha cabeça quando voltamos em direção ao condomínio. "Eu não acho que eu já estive apaixonada antes, B." "Você foi casada", diz ele. "Estou aprendendo que isso não significa muito", eu respondo com sinceridade. "Quer dizer, eu pensei que amava Jonathan quando me casei com ele. Espero que eu tenha amado, mas não foi nada comparado a isso. E isso vai parecer bobagem, mas eu estou sentindo falta dele." "Por que é assim tão estúpido?" "Eu só o vi na segunda de manhã. Eu estive muito ocupada esta semana para vê-lo e eu sinto falta dele." "Por que você está correndo comigo em sua noite livre esta semana, em vez de gastá-la com Dom?" "Porque ele tem um evento na vinícola, então ele não está livre esta noite."


"Você já disse a ele que você o ama?" "Você está louco?" Eu grito. "De jeito nenhum." "Por que não?" "Porque só estamos juntos por algumas semanas. É muito cedo." "Mulheres." Ele revira os olhos e acelera mais quando meu prédio aparece, mas eu o deixo ir à minha frente, e fico no meu ritmo. Quando me aproximo do meu prédio, ele está ofegante, esticando as pernas na porta da frente. Eu imediatamente começo a me alongar com ele. "Você deveria ir ver Dom hoje à noite, Alecia." "Ele está ocupado." "Não muito ocupado para você aparecer e dizer a ele que você o ama." "Eu posso lhe dizer este fim de semana." "Por que esperar? Você sente falta dele. Você o ama. Vá vê-lo. Sério, a vida é curta demais para essa merda." Eu sigo para o meu apartamento, franzindo a testa para o meu amigo. "Quando você se tornou um especialista em namoro?" "Olha." Ele leva meus ombros em suas mãos e me obriga a olhar nos olhos dele. Isto é muito não-Blake. "E se você não tiver a chance de dizer a ele? Você sempre vai se arrepender." "Você já disse a ela que está apaixonado por ela?" "Inferno sim, eu disse." Estou muda. Eu olho para ele e, em seguida, arremesso meus braços em volta do pescoço, abraçando-o com força. "Estou tão feliz por você." "Vá ser feliz por você. Ele vai adorar ver você." "Você está tentando me expulsar do meu próprio apartamento?" "O inferno, sim, eu quero usar o seu chuveiro. A ducha lá é fantástica."


Eu rio e ando até o meu armário do quarto, cegamente troco de roupa, e, em seguida, faço cara feia quando percebo que estou suada. "Eu deveria tomar um banho." "Sim, ninguém quer ouvir a sua mulher dizer eu te amo, enquanto ela cheira como um rato de academia." Eu mostro a minha língua para ele e marcho de volta para o meu quarto, tirando minhas roupas no meu caminho para o chuveiro. Que diabos é que eu vou fazer, apenas aparecer em seu escritório e deixar escapar: "Eu te amo! Surpresa!" Isso é ridículo. Talvez eu deva levá-lo para jantar ou algo assim. Exceto, que ele disse que tem que trabalhar hoje à noite, de modo que não vai funcionar. Por que eu estou exagerando tanto? Basta ir dizer ao homem que você o ama! Mas e se eu digo, e ele só olha para mim, confuso. Ou pior ainda, diz obrigado. Querido Deus, eu morreria de horror. Talvez esta não seja uma boa ideia. Eu deveria esperar. Ainda é cedo em nosso relacionamento. Não há necessidade de apressar isso. Você é meu tesouro. Será que um homem diria isso para alguém que ele não ama? Eu não penso assim. Eu desligo a torneira, e assim que pego a toalha, há uma comoção na sala de estar, e eu ouço um Dominic muito irritado gritar: "Que merda está acontecendo aqui, caralho?"


Capítulo 17 Dominic

Eu sinto falta dela. Faz menos de três dias desde a última vez que a abracei, provei-a, e sinto sua falta, como se ela fosse uma parte de mim. Porque ela é. Estou tentado a dizer foda-se e apenas ir até ela esta noite. Deixar que Celeste lide com o evento. Afinal é para isso que eu a pago, não é? Estendo a mão para meu celular para enviar um texto para Alecia quando minha linha no escritório toca. "Salvatore", eu respondo rapidamente. "Ciao", minha prima Gianna diz no meu ouvido, mas posso ouvir a irritação em sua voz, com apenas essa palavra. "O que há de errado, Bella?" "Eu preciso de você aqui, Dom." "Você faz isso a cada três meses como um relógio, Gianna. Eu não posso simplesmente arrumar as malas e ir para a Itália. Eu tenho um negócio aqui. Uma vida." "Marco tem nos roubado por não estarmos olhando." Sento-me em frente na minha cadeira, franzindo a testa, com certeza eu ouvi o que ela disse errado.


"Mi scusi?" "Você me ouviu." Ela suspira o suspiro de alguém que está cansada até os ossos. "A vinícola está quebrada, Dominic." "Como?" "Um pouco de cada vez. Eu acho que ele está apostando de novo." Eu fecho os olhos e tudo em mim extravasa. Aquele pequeno filho da puta. "Onde está o Marco, Gianna?" "Eu não consigo encontrá-lo." "Filho da puta!" Eu aperto a ponta do meu nariz, já fazendo planos para voar para a Itália hoje. "Dom, você é o único que pode calcular. Você é o único que pode corrigir isso. Eu preciso de você aqui." "Eu estou no meu caminho." "Grazie", ela começa, mas eu a corto. "E quando eu chegar aí, nós vamos ter uma longa conversa sobre o motivo do caralho que a levou a demorar tanto tempo para me chamar." "Basta chegar aqui." Ela desliga o telefone, e estou tentado a arremessar meu telefone pela sala, mas ao invés disso grito por Celeste. "O que há de errado?", Pergunta ela, enquanto vem ao meu consultório. "Eu tenho que partir para a Itália esta noite." "Está tudo bem?" "Não." Eu praguejo e passo atrás da minha mesa. "Eu preciso que você fique esta noite no evento. Quero alguém aqui para supervisionar." "Eu posso fazer isso." "Bom. Vou subir para fazer as malas."


"Você quer que eu reserve sua passagem aérea?" "Não, eu vou fazê-lo. Você poderá me contatar na Itália, se precisar de alguma coisa." "Quanto tempo você vai ficar fora?" "Eu não sei." Suspiro, já mal do estômago da bagunça que me espera lá. "Pode ser algumas semanas. Um mês, no máximo." "Não se preocupe com nada. Tudo vai ficar bem aqui." "Obrigado, Celeste." Eu rapidamente reúno meu laptop, iPad, cabos e coloco na minha pasta, embolso o meu telefone e corro para o andar de cima, tomando dois degraus de cada vez. Eu disco para a companhia enquanto arrumo uma mala e começo a preenchê-la com roupas e itens essenciais. Eu sou um excelente multitarefa. "Eu preciso estar em um avião para a Itália, esta noite, partindo de SeaTac20, de primeira classe." Eu posso ouvir a agente começar a trabalhar, suas unhas clicando em seu teclado enquanto trabalha para me encontrar um voo, e me lembro de que Alecia tentou me ligar enquanto eu estava conversando com Gianna. Alecia. Foda-se, tenho que lhe dizer que estou partindo. "Eu tenho um voo disponível às oito da noite", diz o agente. Eu verifico o meu relógio. Isso me dá uma hora para terminar aqui antes de ter que sair para o aeroporto. E eu preciso falar com Alecia, de preferência pessoalmente.

20

Aeroporto Internacional de Seattle.


Ou, poderia apenas levá-la comigo. Ela tem uma equipe de pessoas que podem gerir o seu negócio sem ela por algumas semanas. Eu sorrio para essa ideia na minha cabeça. "Isso funciona, mas vou precisar de dois assentos, por favor." "Eu tenho isso", ela responde. Dou-lhe as informações dos passageiros, pago com o meu cartão de crédito, e termino de fazer a mala, de repente animado com a viagem inesperada de volta para casa. Eu estive ansioso para mostrar a Alecia de onde venho e para ver seu rosto se acender quando ela olhar a terra dos meus avós, ou quando eu levá-la para fazer compras em Roma. Com energia renovada, checo tudo mais uma vez com Celeste, então vou para fora, dirigindo em direção a Seattle. Eu não posso esperar para vê-la, mas primeiro faço uma chamada para Steven. "Olá." "Ei, é Dom. Eu queria que você soubesse que estou indo para a Itália de forma inesperada." "Está tudo bem?" A preocupação na voz de Steven sempre me faz dar uma pausa. A forma como ele me aceitou, tão rapidamente, sempre me desarma. "Não, mas estará. Há problemas na vinícola, e precisam de mim lá." "Claro. Fique seguro, filho, e me avise quando você chegar lá, e se há qualquer coisa que você precise." "Obrigado." Eu aceno e sorrio para mim mesmo. "Eu estou levando Alecia comigo." "É mesmo?" Eu posso ouvir o sorriso em sua voz. "Então, não é somente uma viagem de trabalho?" "Não, eu quero mostrar a ela."


"Bom para você. Esteja seguro." Eu termino a chamada e chamo imediatamente Matt, dando-lhe a mesma informação. "Você a está levando para a Itália? Ela está animada?" "Ela não sabe. É uma surpresa." "Agora, isso é um inferno de uma surpresa." "Eu sei." Eu rio. "Mulheres gostam de merda como esta." "Você parece mais americano a cada dia, irmão. Divirta-se. Ligue se precisar de alguma coisa." Eu termino a chamada, assim que eu saio da rodovia, indo para o condomínio de Alecia. Minha família Montgomery é especial, não há nenhuma dúvida sobre isso. Eu ando rapidamente para o prédio de Alecia, checando meu relógio. Temos apenas o tempo suficiente para ela fazer a mala e irmos de carro até o aeroporto. Espero que eu não tenha que tomá-la nua para convencê-la a ir comigo. Não porque eu não queira levá-la nua, e afundar dentro dela durante a maior parte da noite, mas porque simplesmente não há tempo. Eu verifico o meu relógio novamente. Ok, talvez eu só vá levá-la seminua. Eu estou sorrindo com a perspectiva de levá-la duro e rápido na cozinha, quando me aproximo de sua porta, e a abro sem bater, surpreso que ela está desbloqueada. Eu olho para baixo e franzo a testa quando vejo os sapatos que dei a ela na noite do casamento de Will jogado apenas no interior da porta da frente. Então minha carranca aumenta, quando vejo a saia amassada no chão da cozinha, e sua blusa e sutiã arremessados na sala de estar.


Sentado no sofá, com um tornozelo apoiado no joelho oposto, com os braços esticados na parte de trás do sofá, suado e vestindo apenas shorts de ginástica está Blake. Sua camisa foi jogada no braço do sofá. Ele está suado, seu cabelo uma bagunça, e ele parece... satisfeito. E eu vou ter que matá-lo. "Ei, cara. Alecia vai se surpreender ao vê-lo." "Que merda está acontecendo aqui, caralho?" Eu grito e vou em direção a Blake. Ele imediatamente franze a testa, como se estivesse confuso, o que só me faz querer socá-lo mais. O quê? Ela não me viu por três dias e decidiu chamar Blake para parar seu tesão? Eu sou tão estúpido. "Dom?" Alecia diz de sua porta. Ela está molhada, fresca do chuveiro, vestindo apenas uma toalha, e o mundo cai debaixo de mim. "Você está brincando comigo?" "Ei, cara, não é o que você pensamento." Blake começa, mas avanço, pressionando meu rosto perto do dele. "O que eu acho é que pensei que poderia confiar em você. Você mentiu para mim porra." "Não, Dominic", Alecia diz, enquanto ela coloca a mão no meu braço. Eu olho para a mão dela e, em seguida, em seu rosto, e ela imediatamente se afasta. Eu olho para ambos e me distancio, passando minhas mãos pelo meu cabelo. "Do que, exatamente, você está me acusando?" Alecia pergunta com raiva. Seus olhos castanhos estão em chamas, suas faces coradas, enquanto ela coloca as mãos nos quadris e me olha.


"Você está prestes a perder sua toalha", eu digo, tentando manter minha voz calma. "Eu não me importo. Apenas diga isso." "Isso é certo." Eu balanço minha cabeça e rio sem humor, andando pela sua sala de estar. "Por que você deveria se preocupar de perder a toalha? Nós todos já vimos os seus bens, certo?" "Hey", Blake começa, mas eu volto para ele, mãos em punhos nos meus lados, e, de repente, Alecia está entre nós com as mãos em nossos peitos. "Nós não..." "Esta não é minha primeira vez, Alecia. Eu passei por isso antes, só que da última vez foi a minha noiva com meu primo." "O quê?" Seu rosto empalidece enquanto ela olha para mim. "E você acha que eu faria isso?" Seu rosto avermelha com raiva. Eu simplesmente dou de ombros com Blake praguejando sob sua respiração e se distanciando. "Você sabe o quê?" Alecia pisa até a porta e a abre. "Eu acho que você deve ir." "Diga que você não transou com ele", eu respondo e avanço sobre ela. "Jesus, Dom –" Blake começa, mas Alecia interrompe. "Eu não deveria ter que explicar isso! Quero você fora do meu apartamento. Agora." "Isto não é o fim disto", eu digo, olhando em seus olhos irritados. Estou tão chateado. Eu quero que ela diga não. É claro que eu não dormi com ele. E se ela não tivesse me traído, isso não deveria ser tão difícil de dizer. "Eu não estou falando com você agora." Ela balança a cabeça com firmeza. "Vamos terminar isso mais tarde."


Quando eu saio para o corredor, ela bate a porta atrás de mim. Corro para o meu carro e dirijo às cegas para o norte, através de Tacoma, para o aeroporto, ficando mais irritado a cada quilômetro. Ela me traiu porra. Eu quero voltar e confrontá-la novamente. Chutar o traseiro de Blake. Mas não há tempo. Precisam de mim na Itália agora. Minha família precisa de mim. Preciso de Alecia. Ou eu pensei que precisava. Ela praticamente admitiu que me traiu com Blake por não negá-lo. Leia a escrita na parede, cara. Meu celular toca, mostrando o nome de Gianna. "O que?" "Nossa, esta é uma boa maneira de atender ao telefone." "O que você quer, Gianna? Eu estou no meu caminho para o aeroporto agora." "Eu quero dizer obrigado novamente. Estou animada para vê-lo, e gostaria que fosse em circunstâncias diferentes." Eu suspiro e esfrego minha mão sobre meu rosto. "Eu estarei aí amanhã à noite." "Além disso, eu acabei de falar com Liliana, e eu poderia ter mencionado que você está vindo." Eu balancei minha cabeça e praguejei sob a minha respiração com a menção de minha ex-noiva. "Gianna." "Ela adoraria ver você." "Eu não estou interessado, Gianna."


"Tem sido um longo tempo, Dom. Eu não estou sugerindo que você se case com ela. Basta falar com ela. Ela também sentiu sua falta." Ela fodeu Marco, é tudo em que posso pensar, mas estou muito puto para discutir. "Tudo bem." Uma ideia começa a se formar. "Na verdade, Gianna, vou falar com Liliana. Convide-a para jantar na sexta-feira." "Eu estava esperando que você dissesse isso! Eu já a convidei." "Bom. Eu vejo você quando chegar aí." Eu desligo e toco em meus lábios com os dedos, pensando sobre as duas mulheres que eu já fui estúpido o suficiente para dar o meu coração. Uma me traiu com meu próprio primo, nem mesmo se preocupando em tentar ser discreta. Tenho certeza de que ela queria que eu os encontrasse na noite anterior ao nosso casamento. Funcionou. E graças a Cristo eu descobri a verdade antes de me casar com ela. Mas quando penso em Alecia, há uma dor física em meu peito. Como ela pôde fazer isso? Por quê?


Capítulo 18 Alecia

"Eu não posso acreditar nele!" Eu grito e chego ao meu quarto para vestir alguma roupa – qualquer roupa, eu nem sequer me preocupo em ver o que eu estou colocando e volto para a sala de estar, onde Blake já colocou a camisa e está olhando para fora da janela. "Eu não posso acreditar que eu ia dizer a ele que eu o amo!" "Você o ama", diz Blake calmamente, e se vira para olhar para mim. "E ele obviamente te ama." "Me ama? Ele me ama e me acusa de estar trepando com o meu melhor amigo?" "Olhe ao seu redor, Leash." Seus olhos varrem ao redor da sala. "Suas roupas estão em todos os lugares. Eu estava seminu, e você saiu do chuveiro. Se tivesse sido eu entrando aqui, eu o teria matado. Tenho sorte que minha mandíbula não está quebrada agora." "Ele deve confiar em mim!" Eu grito em resposta. "Eu nunca faria isso com ele!" "Eu concordo, mas você sabia sobre a ex-noiva?" "Não." Eu balancei minha cabeça e caminho para a cozinha para abrir um vinho. "E isso é outra coisa que me irrita. Ele estava noivo? Como ele nunca mencionou esse pequeno detalhe antes?" E por que diabos o pensamento de outra mulher usando um anel dele me fazer homicida?


"Parece que isso não é exatamente uma boa memória para ele", ele responde secamente. "Além disso, você alguma vez perguntou se ele tinha sido noivo antes?" "Por que eu iria perguntar isso a ele?" Dirijo-me encarando Blake como se tivesse crescido uma cabeça extra, mas tudo o que ele faz é dar de ombros. "Você não ajudou as coisas, você sabe." "Você está dizendo que a culpa é minha?" Eu exijo. "Parte disso, sim. Ele tirou conclusões precipitadas, mas você se recusou a negar, Alecia. Sério, vocês estão ambos muito fodidos." Eu suspiro e jogo minha cabeça para trás de quão louca ele me deixa. "O que ele nos acusou é horrível." "Definitivamente", ele concorda. "Mas você não disse, Dominic, eu nunca iria transar com Blake. Ele é muito bom para mim e o sexo era incrível, mas eu não posso fazer isso de novo." Eu reviro meus olhos, mas ele apenas sorri. "Não, em vez disso você disse, e esta é a versão resumida, mas como um homem, isso é o que ele ouviu, foda-se. Eu não tenho que justificar nada para você. Dê o fora daqui." "Merda." "Eu tenho um jantar com Emily hoje à noite, então eu vou sair agora. Sugiro que você vá para a vinícola e peça desculpas, Leash." Eu enrugo meu nariz, mas eu sei que ele está certo. "Eu odeio o gosto de dar o braço a torcer." "Pegue um saleiro."


Tento ligar no celular de Dom, mas não há resposta. Na verdade, ele vai direto para a caixa postal. Ele está tão irritado que ele desligou o telefone? Merda. Eu estaciono na garagem de Dom e entro sem bater. "Dom!" Eu procuro por ele na sala de jogos, sala de jantar, a cozinha. Sem sorte. "Dom!" Eu estou andando rapidamente pelo corredor até seu escritório quando Celeste sai da sala, surpresa está escrito em seu rosto bonito. "Alecia." "Ei, o Dom está em seu escritório?" "Não, eu sinto muito." "Oh." Dirijo-me em direção à parte de trás da casa. "Ele está no celeiro?" "Não, ele está a caminho da Itália." Eu pisco e volto para ela, com certeza eu ouvi mal. "Desculpe?" "Ele está em um avião, Alecia. Ele foi chamado em casa." Esta é a sua casa. "Quando?" "Não faz muito tempo." Ele está em seu caminho para a Itália, e ele não me disse? "Quando ele vai voltar?" "Ele não sabe. Pode ser em algumas semanas. Talvez um mês."


"Ele está indo para a Itália por um mês." Eu pareço uma idiota, repetindo tudo o que ela está dizendo, mas eu não posso fazer diferente. Itália vai amar você. "Poderia ser menos." Concordo com a cabeça e, em seguida, balanço a cabeça, tentando limpála. Ele partiu para a Itália sem me dizer. "Você está bem, querida?" "Oh, eu estou bem." "Você quer que eu dê algum recado?" "Não." Eu balanço minha cabeça e ofereço um sorriso brilhante. "Nenhuma mensagem. Obrigada." Viro-me e ando o mais rápido que eu posso para fora da casa de Dominic, volto para o meu carro, passo a marcha e pego velocidade conforme me distancio, mal sentindo as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Tento ligar para seu celular novamente, mas ele vai direto para o correio de voz. Ele está em um filho da puta de uma avião. Eu ligo para Blake. "Se você está me ligando, as coisas não vão bem." "Ele está indo para a Itália", eu respondo, odeio o som de lágrimas na minha voz. "Sério?" Blake pergunta. "Eu não posso resolver essa porcaria. As coisas ficam difíceis e ele foge para a Itália em pânico. Ele nem sequer ficou e lutou por mim, Blake. O que diabos está acontecendo?" Blake está tentando falar, mas eu estou confusa, irritada e frustrada e tão fodidamente magoada que eu não sei o que fazer comigo mesma.


"Eu quero dizer, eu sou uma grande idiota? Eu sou tão indigna de ser amada que as pessoas podem simplesmente me deixar sem nem mesmo olhar para trás?" "Alecia, pare. Respire." Eu faço o que ele diz e limpo com raiva as lágrima

s

no

meu

rosto. "Ele deveria me levar para a Itália com ele, e em vez disso, assim que ele pensa o pior de mim, ele pula em um avião." Eu não posso acreditar nisso. "Alecia, eu não acho que isso tenha tanto a ver com Dominic quanto com você e seus próprios problemas." "Eu não tenho problemas", eu respondo com teimosia. "Oh, querida, você tem mais problemas do que qualquer uma das galinhas dos Real Housewive21." "Eu vou dizer a Emily que você assiste essa porcaria." "Sério, Alecia. Você não sabe se Dom te abandonou." "As pessoas não ficam na minha vida, Blake", eu respondo suavemente. "Elas simplesmente não ficam." Eu termino a chamada e olho cegamente para a estrada conforme eu dirijo para casa. Não há mais lágrimas, apenas silêncio atônito. Estaciono e ando até o meu apartamento, entro e olho fixamente com descrença para os sapatos que Dom me deu e onde os deixei, quando eu apressadamente os tirei para me preparar para minha corrida com Blake. Eu caminho ao redor da sala, olho pela janela o veleiro flutuando, e depois ando um pouco mais. As pessoas não ficam na minha vida.

21

Série de TV americana.


E por que não? Eu nunca falo com os meus pais. Meu ex-marido se afastou de nosso relacionamento sem olhar para trás. Eu estou cansada de ser descartável. Você é meu tesouro. Deus, ele era um sedutor malditamente talentoso, pagarei na mesma moeda. Com a mente no lugar, eu pego meu telefone fora da minha bolsa e disco o número de Emily. "Ei, chefe." "Hey," eu respondo, coloco um sorriso na minha voz, muito orgulhosa por ela não estar tremendo. "Eu tenho algo para resolver. Importa-se de assumir para mim pela próxima semana ou algo assim?" "Claro", ela responde, e eu posso ouvir as perguntas em sua voz. "Está tudo bem?" "Está sim, claro", eu minto. Eu só tenho que ir conversar com os meus pais, o que é muito tarde. "Eu só tenho algumas coisas pessoais para resolver." "Ok. Não se preocupe com nada." Eu engulo o caroço na minha garganta e tomo uma respiração profunda e silenciosa. "Você é a melhor. Obrigada." "Não se preocupe."


Capítulo 19 Dominic

Gianna está mexendo o molho de tomate de nossa avó no fogão, cantarolando baixinho, então tira o pão fresco do forno. Eu senti falta dessa cozinha. Ela me faz pensar em Nonna, risadas e lar. Nosso avô remodelou essa cozinha anos atrás, instalando um fogão industrial, forno e geladeira, e Nonna fez um bom uso de tudo isso, sempre na cozinha, sempre alimentando alguém. Se tivéssemos sido espertos, teríamos engarrafado e vendido seu molho de tomate enquanto ela estava viva, ao invés de vinho. Provavelmente teria vendido melhor. Mas ela não teria nada disso. Eu saboreio meu vinho, um consideravelmente raro Merlot que veio desta terra, e avalio as finanças da minha prima no notebook dela mais uma vez. "Então, ele estava fazendo retiradas de mais de dez mil Euros a cada vez, e você não notou? Vamos lá, Gianna, eu não sou estúpido." "Ele sempre tinha motivos,"ela diz, balançando seus braços enquanto anda pela cozinha. Chequei a hora, consciente que Liliana estaria aqui em breve, e eu queria isso resolvido antes dela chegar. "Seu carro tinha quebrado. Ele tinha contas médicas." "Marco nunca esteve doente um dia em sua vida." "Por que eu o questionaria?" ela pergunta, seus olhos marrons profundos em chamas. "Por que? Ele é meu irmão, certo?"


"Você o questionaria porque ele já fez isso antes." "Mas nunca desse jeito!" Eu suspiro e passo meus dedos pelo meu cabelo. Ainda estou exausto do fuso horário, de estar zangado com Alecia. De me preocupar com essa vinícola. "Vou ao banco na próxima semana, Gianna. Vou consertar isso. Ainda estou analisando seus registros, que aliás, são uma bagunça, e tentando descobrir exatamente o quanto ele te deve." "Ele não irá devolver o dinheiro, Dominic." "Oh, sim," eu rebati, minha voz dura como aço."Ele vai. E quando eu encontrá-lo, vou chutar seu traseiro." "Esse não é o motivo pelo qual te chamei aqui." "Bem, está acontecendo de qualquer jeito. Você queira minha ajuda, e você a conseguiu." Ela para perto da mesa, torcendo a toalha em suas mãos e finalmente coloca seus braços ao redor dos meus ombros e me abraça forte. "Obrigada por ter vindo, Dom. Obrigada por ajudar." "Você deveria ter me ligado meses atrás." "Eu pensei que isso iria parar. Pensei que talvez eu pudesse ajudá-lo." "Ele não quer ajuda, Gianna. Isso é algo que você precisa se lembrar." Ela sorri para mim tristemente. "Ele é meu irmão." A campainha soa e Gianna se afasta. "Vou atender." Eu fecho o notebook e afasto os papéis de negócios antes de Gianna guiar Liliana para dentro da cozinha, ambas conversando excitadas. "Você está aqui!" Liliana exclama e se joga em meus braços, colocando seus lábios em minha bochecha e se aconchega em mim. Isso quase embrulha meu estômago.


"Estou" respondo e a tiro de cima de mim e me movimento para ela sentar à mesa."Como você está, Liliana?" "Oh, estou ótima!" Ela sorri e não posso evitar fitá-la, da cabeça aos pés. Ela está com roupas elegantes, com cores brilhantes que se encaixam ao seu corpo longo e esguio como uma luva. Ela sempre foi magra, quase magra demais. Mas seus seios estão grandes e quase saltam para fora da blusa. Ela os aumentou. Seus lábios são de um vermelho brilhante, sua pele pálida e perfeita. Seu cabelo preto se espalha por seus ombros em cachos soltos, e seus olhos azuis são brilhantes enquanto ela me olha, seus lábios subindo em um sorrio malicioso. "Eu senti sua falta, Dominic." Levanto uma sobrancelha."Você sentiu?" "Muita." Ela se inclina e segura minhas mãos nas dela, mas eu lentamente me afasto de seu alcance. Eu não a quero me tocando. Gianna serve o jantar, e as duas conversaram animadamente, fofocando sobre amigos em comum, dando-me a oportunidade de observar Liliana. Eu realmente estava atraído por ela? É claro que eu estava, porém os motivos do porquê são um mistério para mim. Ela obviamente se esforça muito para parecer bonita, e ainda assim ironicamente, ela é inacreditavelmente nãoatraente. Ser uma vadia trapaceira faz isso, eu acho. "Oh, Dom, você se lembra daquela viagem de fim de semana que fizemos para Roma? Aquela última de quando ficamos noivos?" Eu fisicamente recuo antes que possa me parar. É claro que me lembro daquele final de semana em Roma. "O que tem ela?"


"Bem, eu estive lá há algumas semanas, e aquela pousada em que nos hospedamos está à venda. É claro, eu almejava comprá-la, puramente por razões sentimentais." Ela bate seus cílios para mim. "Você poderia fazer isso." "Por que diabos eu faria isso?" "Porque é nosso lugar especial, é claro." Gianna franze o cenho para Liliana, e depois me olha com cautela. Coloco meu garfo no prato, inclino-me em meus cotovelos, e observo Liliana sobre a borda da minha taça de vinho. "Qual é o seu jogo, Lil?" "Jogo?" Seus olhos se arregalam, inocentemente, e quatro anos atrás, eu teria comprado essa história. "Não há nenhum jogo. Aquele lugar é especial para mim. Eu odiaria se alguém comprasse e transformasse em alguma coisa horrível." "Gianna," eu começo e me levanto, gesticulando para que Liliana segure a minha mão, o que ela fez sem nenhuma hesitação. "Eu vou levar Liliana lá fora para conversarmos em particular." "É claro," Gianna responde, e começa a limpar a mesa. Tento puxar minha mão da de Liliana, mas ela segura firme, com um sorriso malicioso, do jeito que costumava fazer quando ela não podia esperar para me levar para casa e balançar meu mundo, enquanto eu a levo para fora e a conduzo para a varanda coberta. "Graças a Deus, finalmente estamos sozinhos," ela ronrona e coloca suas mãos em meu peito, apoiando-se em mim e inclinando a cabeça para trás em um convite. "Estou tão feliz que você está em casa, mi amore." Eu recuo de seu toque e tiro suas mãos de meu peito. "Não sou seu amor, Liliana. Não sou nada para você." "Isso não é verdade." Eu inclino minha cabeça para o lado, analiso-a minuciosamente. "Você fodeu com meu primo. Na noite anterior ao nosso casamento."


Seus lábios tremem e lagrimas surgem em seus olhos, mas não acredito nem por um minuto que aquilo seja genuíno. Liliana é uma mestra em manipulação. "Eu estava com um frio na barriga." "Ou frio no coração," respondo calmamente. "Eu apenas gostaria que você tivesse me perdoado, Dominic. Foi apenas um momento de fraqueza. Não significou nada." Aceno, considerando suas palavras. "Sim, Marco me contou que vocês vinham fodendo por três meses. Então, foram só longos três meses de fraqueza?" Ela estreita os olhos e franze os lábios."Você veio aqui para se reconciliar ou não?" "Não." Passo meu dedo sobre meus lábios, analisando-a. "Vim aqui porque minha prima precisava de mim." "Então porque me convidou para jantar?" Ela coloca as mãos em seus quadris e me encara. "Por duas razões." Encosto no balaústre casualmente. "Primeira, eu gostaria de saber quanto dinheiro você convenceu Marco a te dar ao longo dos últimos seis meses." Ela começa a falar, mas eu ergo minha mão, interrompendo-a. "Eu também queria que você finalmente admitisse que fodia com ele desde antes de ficarmos noivos. E simplesmente queria perguntar o porquê." "Por que o que? Por que Marco me dá dinheiro? Por que eu estava fodendo com ele?" "Tudo isso." Ela inclina a cabeça para a trás e ri. Não a sexy e amável risada que eu conhecia, mas a vingativa e maliciosa que apenas a faz parecer mais feia.


"Oh, vamos lá, Dominic. Você é um adulto. Nós tivemos um bom momento juntos. O sexo era espetacular, fizemos um ao outro rir." "O sexo era medíocre." Eu a corrijo e sorrio. Sexo com Alecia era espetacular. "Isso nunca foi sobre você," ela cuspe. "Assim que coloquei os pés nessa vinícola para cuidar de sua mama, que Deus a tenha, eu soube que a queria." "Você queria a vinícola?" Pergunto surpreso. "Para que? Você é enfermeira." Eu vasculho meu cérebro, pensando em todos aqueles meses quando Liliana veio aqui para cuidar da minha mama quando ela estava morrendo, o quão compassiva ela era. Ela tinha sido minha força durante todo aquele tempo, e foi por isso que tinha me apaixonado por ela. "Eu sou uma ótima enfermeira, mas você realmente pensou que isso é o que quero para sempre? Ver pessoas morrerem?" "O que você quer?" "Eu quero dinheiro!" Ela balança as mãos para mim como se eu fosse estúpido."Você estava sempre falando sobre se mudar para a América, recomeçar, e isso não era o que eu queria. Eu amo esse lugar. Este aqui. E eu sabia que Marco nunca iria partir." "Então, você o seduziu." "E ainda o faço" ela responde com um sorriso presunçoso. "E ele faz qualquer coisa que eu o peça para fazer." "Inclusive roubar dinheiro da irmã," eu rosno. "Hey, eu tenho pedido para Gianna te convencer a voltar para casa por um longo tempo, Dominic. Você era quem eu queria, mas eu queria você aqui. E queria direito sobre esta vinícola."


"Você se esqueceu que tinha assinado um acordo pré-nupcial, Lil?" sorrio afetadamente, quando sua face fica pálida e ela me encara. "E além disso, Marco e eu não somos os únicos proprietários que controlam isso aqui. Ele e eu temos apenas vinte e cinco por cento. Gianna tem cinquenta por cento. A vinícola é dela." "Bem, então é algo bom que eu tenha mantido uma desmiolada como amiga todos esses anos, não é?" "Você não é minha amiga." Nós dois nos viramos, chocados em ver Gianna parada no final da varanda, uma garrafa de vinho em suas mãos, tremendo de raiva. "Gianna, bella, você me entendeu errado." "Não, eu não entendi errado." Gianna balança sua cabeça e joga a garrafa na balaustrada. "Todo esse tempo, eu pensei que você estava apaixonada pelo Dominic" Ela vira seus doces olhos para Liliana e suspira. "Eu senti pena de você." "Bom, alguma coisa nós temos em comum." Liliana replica friamente. "Você vai sair da porra da minha propriedade agora." Gianna fala, nos surpreendendo com sua linguagem. Liliana vira para mim em um acesso de raiva. "Você vai deixá-la falar comigo assim?" "Com certeza. Cai fora." "Dom," ela começa, e suaviza o rosto em um suave e auto depreciativo sorriso. "Quando sua mama estava morrendo, ela me disse que esperava que você encontrasse uma boa mulher como eu. Ela queria que nós ficássemos juntos." "Minha mãe não sabia quem você é, Liliana. Eu sei. Caia fora da propriedade de Gianna antes que eu a denuncie por invasão." Liliana olha para nós dois, entra na casa para pegar sua bola e sai batendo a porta da frente. Gianna e eu nos olhamos silenciosamente enquanto ouvimos o carro dela ligar e depois cantar pneus na garagem. "Você está bem, bella?" Eu pergunto a ela.


Ela franze a testa e acena com a cabeça, mas depois seu rosto se desfaz e ela balança a cabeça negativamente. Eu me aproximo e a puxo para perto, balançando-a para frente e para trás enquanto ela chora. "Pensei que ela era minha amiga." "Eu sei. Sinto muito." "Pensei que ela o amava, e senti pena dela, é por isso que sempre te chamo para vir pra casa." "Eu sabia disso também." "Deus, ela é uma vadia." Eu rio e beijo sua cabeça, em seguida a levo para o balanço da varanda e a ajudo a secar suas bochechas. "Você sabia de tudo isso," ela diz calmamente."Você sabia que ela estava ajudando Marco a roubar de mim, e todo o resto." "Sabia." "Então porque não me contou?" Eu inclino minha cabeça e a observo silenciosamente, até que ela funga e acena. "Você tentou. Assim que tudo aconteceu, você tentou, e eu disse que você estava imaginando coisas e não acreditei em você." "Ela era sua amiga." "Você é minha família," ela responde. Eu dou de ombros e balanço a cabeça, exatamente quando meu celular toca em meu bolso. "Olá, Celeste." "Oi, Dominic. Estou anotando a ordem dos pratos para a reunião de família que será realizada aqui no próximo fim de semana, e eu queria ter certeza que você não tem nada a acrescentar."


"Não, o último e-mail que te mandei tinha tudo. Confira com Blake, também. Ele deve ter alterado um pouco o menu." "Sim, senhor. Oh, e Alecia te encontrou no outro dia antes de você chegar ao aeroporto?" Franzo a testa, ignorando o olhar surpreso de Gianna ao ouvir o nome de Alecia. "Do que você está falando?" "Oh, ela estava procurando por você. Ela não deixou uma mensagem, mas parecia importante." É claro que era importante. Eu a tinha pego com Blake. "Obrigado, Celeste." "De nada. Vejo você em algumas semanas." Ela desliga e eu coloco meu celular em meu bolso. "Quem é Alecia?" "Ninguém." Tudo. "O que dizem os americanos? Oh sim, besteira. Quem é ela?" Respiro fundo, e antes que eu saiba o que estou fazendo, derramo tudo sobre ela. Sobre como a conheci, sobre como ficamos juntos, o quanto ela significa pra mim, e tudo o que aconteceu no dia que estava vindo para a Itália e descobri que ela estava dormindo com o melhor amigo ela. "Mas ela estava tentando te encontrar quando você estava no caminho pra cá. Celeste acabou de dizer." "É claro que estava," eu cuspo. "Ela foi pega e estava tentando implorar pelo meu perdão, que ela não vai ter." "Então, você não falou com ela." "Não."


Gianna suspira e murmura alguma coisa sobre homens estúpidos. "Talvez você devesse falar com ela antes de tirar conclusões precipitadas." "Eu sei o que eu vi, Gianna." "Você viu o melhor amigo dela sentado no sofá." "Seminu, suado e as roupas dela estavam todas espalhadas pela porra da sala de estar. Isso não era exatamente inocente." "Bem, tenho que concordar com isso." Ela morde seus lábios."Desculpeme. Eu claramente não sou a melhor julgadora de caráter, e eu nunca conheci sua Alecia." "Ela não é minha." corrijo rapidamente. "Ela não é?" Gianna sorri e coloca meu rosto entre suas mãos. "Você ama tão intensamente, Dominic. Você sempre faz isso. É uma das coisas que tanto lhe dá chance para uma grande mágoa quanto lhe traz tanta alegria." Liliana diminuiu sua luz por um tempo, mas eu posso ver que ela está de volta. "Há raiva aí, e eu não estou dizendo que não deveria ter, mas talvez você devesse tentar falar com ela." "Ela também não tentou entrar em contato comigo, Gianna." "Você está do outro lado do mundo. Já se passou dois dias. Os telefones celulares nem sempre são confiáveis." Ela se inclina e beija meu rosto e se levanta. "Ti amo." "Eu também te amo." Beijo sua mão antes que ela se afaste, pega a garrafa de vinho esquecida no chão, e retorna para dentro. Eu sei o que eu vi. Não havia nenhuma maneira de ter me confundido. Suas roupas estavam em todos os lugares; Blake estava seminu. E porra, ela se recusou a dizer que não estava com ele. Ela não negou. Se ela veio me procurar, foi porque eu descobri sobre isso.


Certo? Balanço minha cabeça e esfrego meu couro cabeludo em agitação, e então decido dizer foda-se e puxo meu celular do bolso e disco rapidamente o número dela. Vai direto para o correio de voz. Franzo a testa e tento mais uma vez, mas foi novamente para o correio de voz. Acabou a bateria ou ela o desligou. Respiro fundo e, finalmente, encontro Jules nos meus contatos e disco o número dela. "Olá." "Hey, Jules, estou tentando ligar para Alecia e ela não atende. Você falou com ela?" "Dominic?" "Quem mais poderia ser?" "Seu número apareceu como desconhecido. Você tem sorte que eu atendi." "Você falou com ela?" Pergunto novamente. "Não, eu não falo com ela desde o jogo de beisebol. Está tudo bem?" Resmungo sob a minha respiração e esfrego os dedos em meus lábios. "Não, não está tudo bem. Mas eu vou dar um jeito." "Tenho certeza que ela está bem, Dom." "Obrigado, bella." Ela provavelmente está certa. Tenho certeza que ela está bem. Mas agora a preocupação se instalou. Preciso ter Gianna de volta em seus pés e ter uma conversa, que pode virar briga, com Marco, para que eu possa ir para casa e descobrir o que diabos está acontecendo.


Capítulo 20 Alecia

Eu não sabia que poderia odiar uma cidade tanto quanto odeio São Francisco. E realmente nem é culpa da cidade. É uma bela cidade, com prédios amáveis e pessoas interessantes. Ótima comida. Sempre tem alguma coisa acontecendo aqui, não importa se é a exibição de um artista ou um festival. E a vista da Golden Gate Bridge e do Oceano Pacífico são deslumbrantes. Mas não tem nada aqui além de más recordações para mim. Dirijo meu carro alugado através da vizinhança onde eu cresci. Eu conheço essas ruas como a palma da minha mão. Caminhei para casa inúmeras vezes, sozinha, quando um dos meus pais se esqueceu de me buscar depois da escola, ou simplesmente não apareciam porque eu era inconveniente. Eu poderia encontrar a casa deles de olhos vendados. Puxo o freio de mão, desligo o motor, e apenas olho ao redor do bairro arrumado, classe média. É um lindo, ensolarado dia de verão. As árvores estão carregadas de folhas verdes, as calçadas estão cheias de crianças em suas bicicletas ou correndo por aí com seus amigos. Dois dos vizinhos estão cortando suas próprias gramas. Saio do carro e encaro a casa de meus pais. Ela deve ter sido pintada recentemente. Ao invés do sólido e frio cinza escuro da minha infância, é agora cor ferrugem, e os arbustos verdes em ambos os lados da pequena varanda parecem ainda mais brilhantes em contraste com a casa.


Respiro fundo e subo lentamente as escadas da varanda, e toco a campainha. Meus olhos não podem deixar de viajar para o canto da varanda onde eu costumava me sentar por horas a fio, observando as outras crianças do bairro, desejando que eu não tivesse que ir para outra aula de piano ou a de basquete ou de prática de acampamento. A porta se abre e minha mãe, com seu cabelo loiro curto e um pouco rebelde ao redor de seu rosto, vestida com uma simples camiseta e jeans enrolado até o meio das pernas, abre a porta com um sorriso surpreso. "Alecia! Oh meu Deus, o que você está fazendo? Entre, querida." Ela recua, deixando-me entrar e beija minhas bochechas. "Alan! Alecia está aqui." "Oi, mãe." "Bem, essa é uma ótima surpresa. Você está vindo da Sedona?" "Seattle,"eu a corrijo e entrelaço meus dedos. "Eu moro em Seattle." "Tem razão, querida. Vamos para a cozinha. Seu pai e eu estávamos prestes a almoçar." Os móveis são os mesmos. Sofás de couro marrom e uma TV de tubo de, pelo menos 15 anos de idade ainda está na sala de estar. O mesmo conjunto de jantar gasto na cozinha. Mesmo a caneca em que meu pai está bebendo na cozinha é uma que lhe dei no Natal, quando eu tinha nove anos. "Alecia," ele diz amavelmente, e beija minha bochecha. "Que gentil da sua parte vir nos visitar. Faz, o que, seis meses no mínimo?" "Três anos," eu respondo e pisco para afastar as lágrimas. Por que isso sempre me surpreende? Com uma carranca, mamãe pega os ingredientes, queijo, e pão para fazer sanduíches. "Não, não pode ser tanto tempo," ela diz e balança a cabeça. "Estou certa que falamos com você no Natal."


"Não, não falaram," respondo firmemente. É por isso que estou aqui, certo? Posso muito bem começar a defender a mim mesma agora. "Bem, é bom ver você." Meu pai diz com um sorriso. "Como está Sedona?" "Seattle." Corrijo entre dentes. "Por que nenhum de vocês consegue se lembrar que vivo em Seattle?" "Você quer presunto ou peru, querido?" Mamãe pergunta ao meu pai. "Peru, por favor. Alecia, venha se sentar. " Ele gesticula para a cadeira à sua esquerda, e eu me obrigo a ir até lá, deixando minha bolsa no chão e respirando profundamente. Eu queria ter uma boa e forte bebida. "Não vou ficar por muito tempo," começo, e mordo meu lábio, reunindo alguma coragem. "O que foi, querida?" Mamãe pergunta gentilmente e corta o sanduíche do meu pai em dois, na diagonal, do jeito que ele gosta. "Se vocês não me queriam, por que me tiveram?" Os dois se olharam, então me encararam, espantados. "Do que você está falando?" Papai pergunta. "Eu sei que não fui planejada," continuo, traçando uma rachadura na mesa com meu dedo. "Isso nunca foi um segredo. Mas se vocês não me queriam, e fui um acidente, por que não me entregaram para a adoção, ao invés de me manter e me ignorar a minha vida inteira?" "Ignorar você?" Mamãe repete e senta à mesa, esquecendo o sanduíche. "Não meçam palavras," eu digo e olho para ambos nos olhos. "Nunca me deixaram comer com vocês. Vocês me mantinham ocupada na escola para me manter longe do caminho de vocês. Eu odeio esportes. Eu nem mesmo gostava do piano também."


"Tem alguma ideia do quanto custou para manter você nas aulas de piano? Nos esportes?" Mamãe se reclina, irritada agora, seus olhos marrons dilatados e frustrados. "Nós te demos tudo. Nós lhe mandamos para as melhores escolas. A melhor faculdade." "Eu tinha tudo, então vocês não teriam que se preocupar comigo," a interrompo. "E isso é passado, não vai mudar nada. Eu só quero saber, por quê? O que em mim era tão ruim que vocês não suportavam nem fazerem as refeições comigo?" Eu odeio a mágoa que ouço em minha voz, mas mantenho meus lábios firmes, recusando-me de recuar. "Não era isso," papai diz calmamente. "Você sempre foi uma criança muito auto suficiente, Alecia. Você se saía bem sozinha." Eu balanço minha cabeça e não posso evitar rir sem humor. "Pai, eu aprendi a ser auto suficiente. Vocês nunca fizeram segredo do fato que vocês queriam que fosse apenas vocês dois. Eu sempre, sempre me senti como uma terceira peça. Vocês não me queriam." Encolho-me com os arquejos da minha mãe, cobrindo a boca com a mão com a surpresa. "Sério, mãe? Você nem sabe em qual cidade eu moro." "Talvez nós deveríamos ter prestado mais atenção," papai diz pensativo. "Mas eu, por mim, achei que estivéssemos te dando o melhor de tudo. As melhores lições de piano e programas de esporte. A escola. Sua mãe e eu trabalhamos muito duro para sermos capazes de dar todas essas coisas para você, Alecia." "Eu trabalhei muitas horas extras só para pagar a mensalidade da escola particular," mamãe acrescenta. "Não estou dizendo que cresci sem nada," eu suspiro e encaro minhas mãos, com raiva porque elas estão começando a tremer. "Tive muitas coisas. Mas nunca tive afeto. Não me sinto amada. E eu só queria saber o que em mim é difícil de amar."


"Meu Deus, Alecia!" Mamãe exclama. "É claro que nós te amamos! Você é nossa garotinha!" "Eu não me lembro nem de vocês me dizendo "eu te amo" para mim. Vocês não me abraçaram. Vocês nunca disseram que tinham orgulho de mim." Eles olham um para o outro em confusão, então olham de volta pra mim. "Vocês se abraçavam. Eu vim de um casamento muito amoroso," continuo. "Mas eu não vinho de uma família carinhosa." "Eu acho que não éramos bons em demonstrar quando se trata de afeto." Mamãe diz. "Algumas pessoas não são" papai diz com um suspiro. "Mas nunca te destratamos. Não te batemos ou gritamos e nem te punimos muitas vezes." Eu suspiro e passo minhas mãos pelo meu rosto. "Por que estou sentindo que estou desperdiçando meu tempo?" "Está dizendo que somos péssimos pais, Alecia?" Papai pergunta. "Estou! E tudo que quero é saber por que vocês não me amam!" Eu grito e me levanto, minhas em mãos punhos do meu lado. "Quero sabe por que nunca me seguraram ou por que nunca disseram a porra das coisas doces pra mim! Quero entender por que vocês sempre preferiram me mandar pra longe do que me manter por perto!" "Olha a boca, mocinha." Mamãe diz nervosa, mas apenas balanço minha cabeça e coloco minhas mãos na mesa. "Eu não mereço isso." "Nós não fizemos nada de errado." Mamãe diz fungando, e sei que eles não vão me responder. "Talvez," começo pensativa, "vocês eram apenas tão centrados em si mesmos para perceberem que fizeram algo errado. Talvez seja mais fácil viver em negação, na sua pequena casa perfeita, sua pequena bolha perfeita, e acreditar que


me trataram bem. Mas eu vim aqui para falar que não trataram. E não está tudo bem. Isso fez eu me questionar minha vida inteira." Sento de novo na cadeira e cruzo minhas mãos. "Sempre me perguntei por que era tão difícil me amar. O que eu tinha feito? Corri para os braços do primeiro homem 'ou garoto' que me deu atenção, e fugi tão depressa e pra tão longe quanto eu podia quando me graduei para escapar da solidão dessa casa. Vocês não querem aceitar que não foram bons pais? Tudo bem." Levanto-me e pego minha bolsa. "Vocês foram péssimos pais. Mas eu amo vocês, porque vocês são meus pais." Viro-me para partir, mas quando chego à porta da cozinha, viro-me para eles. "Se vocês quiserem algum relacionamento com sua única filha, liguem-me. Não irei atrás do amor de vocês. Não vou implorar por isso. Pela primeira vez na minha vida, estou no topo da lista de prioridades de alguém: a minha." Com as pernas trêmulas, me afasto da casa da minha infância, para fora da porta e para o meu carro. Tenho que tentar três vezes até o carro pegar, mas finalmente consigo, respirando com dificuldade, tremendo, mas com um orgulho pra caralho de mim mesma. Já é hora de eu me reerguer. Vou até o final do quarteirão quando meu celular toca. Jules. Mando pra caixa postal e balanço a cabeça. Não posso lidar com nenhum dos Motgomerys hoje. Ao invés, procuro por outro contato e aperto ligar. "Alecia?" "Olá, Jonathan," respondo e limpo minha garganta. "Você estaria disposto a se encontrar comigo no café da manhã de amanhã?" "Você está em São Francisco?" "Sim." Não, seu imbecil, eu quero que você voe para Seattle e que me encontre lá.


"Onde?" "No nosso lugar, às nove horas." "Estarei lá." Ele faz uma pausa. "Você está bem?" "Vou ficar." Termino a chamada e guio meu carro para o hotel. O telefone toca novamente. Número Desconhecido. "Telemarketing do caralho", murmuro, e mando para o correio de voz, e logo o telefone toca novamente. Jules. "O quê?" Respondo. "Hum ... Olá." Consigo ouvir barulho no fundo. Pessoas rindo. "Desculpe, Jules. O que posso fazer por você?" "Bem, nós estamos tendo um jantar em família, e Jax e Logan estão aqui, e eles decidiram se casar em duas semanas, e eu sei que o prazo é curto, mas queremos ter certeza de que se você não puder planejar, você possa, pelo menos, ir." Ela faz uma pausa para tomar fôlego e eu posso ouvir alguém, Sam? – gritando: "É melhor trazer sua bunda sexy para cá!" Oh, inferno não. "Eu sinto muito, Jules, eu tenho certeza que eu tenho um evento nesse dia." "Não, você não tem. Eu conversei com Emily." "Então por que você acabou de me perguntar se tenho?" "Bem, eu sou educada, não sou?" Eu não posso deixar de sorrir. "Se não há nenhum evento, deve ser porque eu tenho outra coisa para fazer. Obrigada por pensar em mim, mas eu vou ter que recusar."


Eu posso ouvir o movimento, e o ruído de fundo diminuir até que é inexistente, e, em seguida, Jules diz: "Ok, para de palhaçada. O que está acontecendo?" "Eu não sei o que você quer dizer." "Você não soa como você mesma em tudo. Você parece... triste. Fale comigo, amiga." Ela teve que jogar "amiga" lá, não é? "Eu não acho que seja uma boa ideia estar em uma das festas da sua família agora para mim, Jules." "O que foi que o meu irmão idiota fez?" Eu franzo a testa e estaciono no hotel. "Quem disse que ele fez alguma coisa?" "Eu não sou estúpida, Alecia. Fale comigo." Respiro fundo. Meus nervos já estão em fúria da minha visita aos meus pais, e eu não tenho dormido há dias. Para meu horror, sinto meus olhos se encherem de lágrimas. "Eu só não acho que isso vai funcionar entre o seu irmão e mim." "Por quê?" Jules pergunta com uma voz suave. "Eu acho que vocês são perfeitos juntos." "Preciso estar com alguém que me faça uma prioridade, Jules." "Ok." Ela parece confusa. "Qual é o problema?" "Eu não sou isso para Dominic. E eu mereço isso, Jules. Eu preciso disso." "Todo mundo merece isso, mas eu não entendo por que você acha que não é uma prioridade para o Dom. Espere um pouco." Ela puxa o telefone longe de seu rosto e murmura para alguém baixinho antes de retornar. "Por favor, não diga a sua família sobre isso."


"Era o meu pai. Está apenas garantindo que está tudo bem. Ele não vai dizer nada." "Eu espero que você ainda pense em mim quando os eventos vierem." "Garota, você está fazendo o casamento de Jax e Logan. Nós não vamos aceitar um não como resposta." Mordo meu lábio quando a saudade me enche. Amo trabalhar com esta família. Não é só por causa do dinheiro, mas porque eles são divertidos e os meus melhores clientes. Não quero abandoná-los. E por que eu deveria? Não fiz nada de errado! "Ok. Vou ligar para vocês na próxima semana. Estou fora da cidade no momento." "Onde você está?" "São Francisco. Tenho alguns demônios para eliminar." "Alecia, eu estou preocupada com você." "Não fique. Vou ficar bem. E vou falar com você na próxima semana." Ela suspira em meu ouvido. "Bem. Vamos conversar na próxima semana. E eu quero dizer conversar, Alecia." "Vejo você em breve."

Quando chego ao Alley Cat, a lanchonete que Jonathan e eu estivemos em cada domingo para o café da manhã a cada semana durante todo o nosso casamento, ele já está sentado em nossa cabine, perto do fundo, parecendo nervoso enquanto olha para sua caneca de café. Tomo um minuto para explorar a visão dele. Seu cabelo meio marrom está maior do que ele costumava usá-lo, quase


desgrenhado. Ele ainda é magro, quase magro demais, sem definição muscular em seus braços. Ele está usando uma camiseta larga de bandas de metal e seu jeans habitual. Ele parece jovem. Despreocupado. Sento-me em frente a ele, ao contrário de quando éramos casados. "Você costumava se sentar ao meu lado," ele diz com um meio sorriso e se inclina para trás na cabine com arrogância. Não sorrio de volta. Em vez disso, sento-me e digo a primeira coisa que vem à mente. "Você deveria ter vergonha do jeito que me tratou." Seus olhos se arregalam, mas eu vejo que eu o acertei, então continuo. "O modo que você depreciou o meu trabalho? Não foi legal." Minha voz é perfeitamente calma, mas meus olhos estão presos aos seus. "O jeito que você me tratou com o silêncio quando eu o desapontei? Definitivamente não foi legal. Fazendo-me sentir pequena, ou que seus defeitos eram minha culpa, não foi bem." A garçonete traz a minha bebida, mas eu simplesmente balanço a cabeça, dispensando-a. "Você me afastou quando tentei lhe dar carinho. Você fez com que eu soubesse que eu era a última pessoa na sua lista de prioridades. Você transou com mulheres que não eram casadas com você." Eu me inclino para frente, apoiando-me em meus cotovelos. Seu rosto empalidece, mas sua boca está apertada, e eu posso ver que estou acabando com ele. "E me fazer sentir como um pedaço de merda, porque os meus apetites sexuais não eram os mesmos que os seus, não foi nada legal mesmo." Ele engole em seco. "Você terminou?" Eu balanço minha cabeça para trás e para frente, dando-lhe algum tempo. "Por enquanto." "É bom ver você também. Você está linda, por sinal."


Eu pisco e franzo a testa para ele. "Estou fora daqui." "Espere." Sua mão cobre a minha antes que eu possa deslizar para fora da cabine. "Não vá. Você está certa. Nada disso estava bem." "Ok." Eu puxo minha mão da dele e digo em voz baixa. "Desde que nós concordamos com isso, agora eu começo a lhe perguntar o porquê." Ele ri e balança a cabeça. "Por que eu era um imbecil?" "Você foi um idiota, Jonathan. E eu quero saber por que. O que havia em mim que era tão indigno de ser amada? O que lhe deu o direito de me fazer sentir menos do que sou, especialmente sabendo o meu passado com os meus pais." "Oh, Alecia, você é digna de amor. Eu vou pedir desculpas, em primeiro lugar, se eu alguma vez fiz você se sentir assim." Minhas sobrancelhas se levantam de surpresa. "Eu estava tão apaixonado por você que não conseguia enxergar direito. Você era linda e inteligente e talentosa pra caralho." Meu queixo cai, e então eu me recupero e simplesmente olho de cara feia para ele. "Se é assim que você trata alguém que você ama, eu realmente não quero saber como você tratar alguém que você não goste." "Nunca fui bom o suficiente para você, Alecia. Eu sabia disso. Não sei por que você estava comigo. E quando você começou o seu negócio e se tornou bem sucedida, fiquei preocupado." "Preocupado?" "Que você descobriria que eu não era bom o bastante para você. Eu atenuei isso, fiz parecer insignificante, porque era muito covarde para simplesmente ter orgulho de você. E o resto?" Ele dá de ombros e balança a cabeça. "Tenho passado por algum tipo de terapia para descobrir isso. Eu sabia que eu estava te machucando, e eu odiava isso, mas não conseguia parar." "Qual é o veredicto?"


"Sou um idiota egoísta." "Muito perto," respondo com um aceno de cabeça. "Você percebe que ser um idiota completo para alguém que você está com medo de perder não é a maneira de ficar com eles." "Ei, ninguém disse que eu era inteligente." Seu rosto fica sóbrio. "Seus pais não te mereciam, loira. Tenho certeza, eu não merecia você também. Mas isso não tem nada a ver com você não ser amável." "Parece que eu sou o denominador comum aqui, J." Ele balança a cabeça com firmeza. "Você teve uma sorte de merda quando se trata das pessoas que estavam em sua vida. E eu queria vê-la por um longo tempo para dizer que sinto muito." "Bem, isso não é o que estava esperando." "Você estava vindo para me xingar e jogar meu café no meu colo, e marchar para fora?" "Algo parecido com isso." "Bem, antes de fazer isso, só sei que eu sinto muito por ser um imbecil. Você merece alguém que te ame e a aprecie de maneira que ninguém nunca fez antes. Eu quero isso para você, loira." "Obrigada," sussurro, e mordo o lábio para manter as lágrimas. "Você nunca chegou a ir buscar o seu piano ou suas outras coisas. Eles ainda estão na casa. Você pode vir buscá-las sempre que quiser." "Você não vendeu a casa?" "Não." "Eu não quero o piano." Fungo e balanço a cabeça, olhando para fora da janela para o mar. "Sério? Mas você é tão boa no que faz."


"Eu sempre apenas o toquei para os meus pais. Não vou tocá-lo novamente." Olho para o meu ex-marido e, finalmente, ofereço-lhe um sorriso suave. "Foi bom te ver também, J." Ele pega a minha mão, e apenas por este momento, eu deixo. Parece familiar, mas não é a mão que eu quero que segure a minha. Nem perto disso. "Eu quero que você brilhe, Alecia. E eu quero dizer a você, aqui em nosso lugar, eu estou tão orgulhoso de você." Eu me inclino e beijou sua mão, então sorrio para ele. "Obrigada." E com isso, levanto e vou embora, sem olhar para trás.


Capítulo 21 Dominic

Deus, estou tão cansado. Estar longe da minha vinícola por dez dias é muito tempo. Celeste é fantástica, mas eu gosto das coisas sendo feitas de certa maneira, então não fiz nada nas últimas 48 horas, mas muito trabalho e pouco sono, tentando acabar com essa maldita diferença de fuso. Clico em enviar e-mail, consolidando uma parceria com um novo restaurante na área de Portland chamado Seduction, curioso com os cinco proprietários, e faço uma nota mental para fazer uma viagem até lá em breve para dar uma olhada. Começa a ler o pedido de um evento para este outono, e tropeço quando vejo que é Alecia quem está planejando o evento. Gostaria que ela falasse comigo. Tentei ligar para ela várias vezes ao longo das últimas semanas, mas ela não respondeu, e eu me recuso a lhe pedir para atender o maldito telefone por mensagem. Isso é simplesmente ridículo. Olho meu telefone e me pergunto o quão ridículo realmente é, e há uma batida em minha porta, e estou surpreso de encontrar Steven do lado de fora do meu escritório. "Está tudo bem?" Pergunto e aceno para ele entrar. Fecho a porta atrás dele. "Oh, sim, eu liguei mais cedo e Celeste disse que você estava aqui hoje, então eu pensei em passar e ver como foi sua viagem."


"Foi necessária..." respondo e sento na minha cadeira enquanto ele toma um assento diante de mim. "Mas o problema parece estar resolvido agora." Consegui um empréstimo para Gianna, sem lhe dizer que eu sou o único a suportá-lo, então ela pode se reerguer. E eu consegui ter uma conversa franca com Marco, certo, logo depois eu chutei a sua bunda. Ambos foram muito gratificantes. "Estou feliz por você estar em casa," meu pai responde com um sorriso. Ele cruza suas mãos. "Será que Alecia gostou da Itália?" Eu me inclino para trás em minha cadeira e balanço a cabeça. "Ela não foi." "Por que não?" Eu olho meu pai e considero mentir, mas ao invés disso eu simplesmente digo: "Eu acho que fiz uma asneira, e Alecia e eu terminamos." Ele ergue uma sobrancelha. "O que você fez?" Levanto e viro as costas para ele, empurrando minhas mãos nos bolsos e olho para fora da janela, com vista sobre a minha terra. Os vestígios do casamento de Will são coisa do passado, e é como se Alecia nunca tivesse estado aqui. Só que eu a vejo em todos os lugares para onde olho. "Eu pensei que a peguei tendo um caso com seu melhor amigo," admito suavemente. "Eu estava com raiva. Muita, na verdade." "Claro." "Mas agora, eu não estou tão certo de que o que eu vi era o que parecia, e ela não atende minhas chamadas. Tenho a sensação de que ela terminou comigo." Eu suspiro e me volto para ele. "Então, agora, eu preciso saber como eu deveria tirá-la do meu sistema e seguir em frente."


"Bem, você sabe o que eles dizem sobre ter uma mulher fora de sua mente, filho. Coloque outra em sua cama." Meus olhos se estreitam quando a raiva me atravessa. "Eu não estou interessado em transar com outra pessoa. Não posso pular da cama da mulher que eu estou apaixonado para a de outra. Talvez você possa me dizer como fazer isso, pai." Steven nem sequer pestanejou. "Eu mereço isso." Ele acena com a cabeça lentamente por um momento. "Sim, você merece." "Acho que é muito revelador que você não esteja interessado em outras mulheres, Dom. Talvez não seja tão difícil quanto você pensa que é. Parece uma vergonha desistir de algo que você trabalhou tão duro para ter em sua vida." "Ela não vai falar comigo," eu o lembro. "E agora que estamos no assunto, como você pôde fazê-lo? Como você saltou da cama de Gail para a da minha mãe?" "Eu não saltei em qualquer lugar," ele responde com frieza. "Eu pensei que meu casamento tinha acabado, e eu era um idiota. Eu me arrependi por um longo tempo. Mas não me arrependo mais." "Por quê?" Pergunto com surpresa. "Por causa de você." Ele dá de ombros e, em seguida, suspira. "Você foi a melhor parte da vida de sua mãe, Dominic. Eu nunca mais a vi, mas posso garantir-lhe isso. E agora nós temos você em nossa família, e eu não poderia estar mais agradecido." "Interrompi sua vida, e eu tenho certeza que eu coloquei um estresse em seu casamento no ano passado." "Você não fez nada disso." Ele acena e ri com tristeza. "Minha esposa sabia tudo sobre sua mãe, não muito tempo depois do que aconteceu há mais de trinta anos. Não era um segredo entre nós. Foi uma surpresa? A maior da minha


vida. E foi um ajuste para os meus outros filhos, mas eu acho que é óbvio que você é aceito e amado, Dominic." Amado? Pensando no ano passado, a forma como os Montgomerys me incluíram em sua família, aceitando-me incondicionalmente. Sou seu irmão, sem hesitação. Mesmo Gail não foi nada além de graciosa. Sim, eles são minha família e eu os amo de volta. Faria qualquer coisa para qualquer um deles. "Sou grato por todos vocês," murmuro. "Não há necessidade de ser grato, filho." Ele sorri para mim com o sorriso de um homem que tem tudo o que poderia querer. "Família simplesmente é. Agora, sobre a sua Alecia." "Ela não é minha." "Você não está interessado em qualquer outra pessoa. Você tem que falar com ela." Ele parece estar lutando com o que dizer, e ele finalmente diz: "Dêlhe algum tempo." "O que você sabe?" Pergunto, e suspeito que ele não esteja me contando tudo. "Sei que não é a minha história para contar. Alecia teve um tempo duro ultimamente, e talvez ela só precise de algum espaço." "Foda-se. Se ela precisa de mim, eu vou cuidar dela." "Não disse que ela precisava de alguém para cuidar dela," ele responde com firmeza. "Disse que ela precisa de tempo." "Eu não sou um homem paciente." "Bem, você tem de quem puxar," ele diz com uma risada. "Eu gostaria que você me mostrasse seu trabalho aqui, e então eu gostaria de almoçar com o meu filho, se você ainda puder."


Minhas sobrancelhas sobem em meu cabelo em surpresa. "Eu definitivamente posso." "Excelente." Nós caminhamos pela propriedade, o celeiro, onde os barris são armazenados, o celeiro de produção, a loja. Ele está envolvido em tudo isso, assim como ele faz, cada vez que ele vem aqui fora. "Eu gostaria de desenvolver um vinho especial para as mulheres da nossa família. O que você acha?" Eu sorrio lentamente, e então amplamente. "Eu acho que é uma excelente ideia. Poderíamos surpreendê-las com ele para o dia das mães do próximo ano." "Perfeito." Steven balança a cabeça e bate a mão no meu ombro."Estou tão feliz que você nos encontrou, filho. Eu deveria ter dito isso meses atrás, mas acho que você não estava pronto para ouvi-lo ainda. Eu estou orgulhoso de você." Eu pisco duro e olho para minhas videiras, meu coração na minha garganta. "Eu estava apavorado quando o investigador particular me deu suas informações." "Eu estava um pouco nervoso quando te conheci pela primeira vez," ele responde. "Mas, assim como é com todos os meus filhos, inclusive Natalie, você é importante para a nossa família. Você é importante para mim. Sinto muito que eu perdi tantos anos com você, mas eu espero que possamos ter uma relação com o outro daqui para frente." Concordo com a cabeça, sem saber o que dizer, sabendo que qualquer coisa que eu diga vai soar áspero. "Bom." Ele dá um tapinha no meu ombro novamente e caminha de volta para a vila. "Vamos pegar o almoço. Estou morrendo de fome."


Ela está me evitado todo maldito dia. Estou de pé no quintal de Steven e Gail, enquanto as crianças correm ao redor, minhas irmãs riem, e Jax e Logan são recém-casados. O feliz casal está alimentando um ao outro com cupcakes, passando glacê no nariz um do outro. "Eu nunca entendi essa coisa de vamos partir o bolo jogando-o um no outro," diz Will com uma careta. "Eu não entendo por que você não está lá tentando pegar um pouco de bolo," respondo secamente. "Puta merda, você está certo!" Ele corre pelo gramado para o pátio como se tivesse um linebacker em seus calcanhares. "Acho que ele já roubou um mais cedo," diz Caleb com um aceno de cabeça. "Como ele não está gordo?" "Porque ele malha seis horas por dia," Leo responde e puxa sua esposa para seus braços e beija sua cabeça. "Esta é a seção dos homens" diz Sam com uma careta. "Onde estão as meninas?" "Eu não sabia que tínhamos seções." Steven diz quando ele se junta a nós, entregando-me uma cerveja. Alecia passa perto, ignorando-me completamente, assim como ela fez durante todo o maldito dia. "Desculpe-me," murmuro e começo a segui-la. "Problemas no paraíso?"Ouço Sam perguntar. "Alecia," digo e me apresso para alcançá-la. "Pare."


"Não tenho tempo." Ela aumenta seus passos, e fala em sua manga. "Preciso de mais champanhe aqui fora, e a mãe de Logan está bebendo de um copo de plástico, Em. Isso não é certo. Dê a ela uma taça de vidro." "Eu realmente gostaria de falar com você, cara." Ela para e se vira para mim, finalmente me olhando pela primeira vez hoje, e ela tira todo o meu maldito fôlego. Seu cabelo está em seu nó de costume, seus olhos castanhos estão dilatados, mas sérios. Parece que ela pode ter perdido alguns quilos pela forma como seu vestido verde paira sobre seu pequeno corpo doce. Mas ao invés de me responder, ela simplesmente balança a cabeça e se afasta, falando rapidamente com Emily em sua manga. Que porra é essa que eu estou fazendo? Por que eu estou correndo atrás dela? "Quer falar sobre isso?" Natalie se junta a mim, Keaton no ombro dela dormindo pacificamente, e continuo observando Alecia de pé. "Não muito." "Ela parece triste." Eu não tiro meus olhos dela. "Eu não vejo tristeza." "Então você não está olhando de verdade." Nat responde e beija a cabeça de seu filho. "O que você fez?" "Por que tem sempre que ser eu?" Ela apenas levanta uma sobrancelha. "Porque se ela tivesse sido a única a estragar tudo, você não estaria a perseguindo do jeito que você está fazendo." "Eu não estou correndo atrás dela," "Estou apenas tentando ter uma conversa com ela." Nat apenas acena. "Tente de novo."

eu respondo com frustração.


Eu olho para ela. "Muito obrigado." "De nada." Ela sorri amplamente e vai embora, como a espertinha que ela é. Tente de novo. Suspiro e, em seguida, sigo o caminho de Alecia e vou para a casa, para encontrá-la na cozinha. "Alecia," digo calmamente. "Gostaria de um momento, por favor." Emily sorri e acena com a cabeça, em seguida, às pressas sai da sala, deixando-nos em paz. Alecia balança a cabeça e vira as costas para mim, desarrolhando mais champanhe. "Alecia," tento de novo. "Não!" Ela se vira para mim, estreitando seus olhos. "Eu. Não. Tenho. Tempo. Estou trabalhando, Dominic. Apenas me deixe em paz." Estudo seus olhos, e agora eu posso vê-la. A tristeza. Mas também vejo uma nova determinação que não estava lá há algumas semanas. E é isso que me assusta como a merda. Será que ela resolveu viver sem mim? "Eu vou te deixar por agora, tesoro." Ela começa a discutir, mas eu me inclino e a faço me olhar nos olhos. "Por enquanto. Mas vamos conversar." "Tudo bem." Ela se afasta de novo e retoma seu trabalho. Jesus, tudo em mim quer puxá-la para meus braços e enterrar meu nariz em seu cabelo, respirá-la, senti-la contra mim. Tenho saudades dela. Mas sei que isso não seria bem-vindo agora. Não só isso, eu não tenho certeza de que eu seria bem-vindo. Não até eu saber o que diabos está acontecendo.


Viro-me e deixo a cozinha, dirijo-me para Jules quando volto para o quintal. "Ei, irmão mais velho." Ela sorri docemente, e eu tenho a nítida sensação de que estou prestes a cair em uma cilada. "Olá, bella," respondo. "O que você quer?" "Só quero conversar." Ela entrelaça seu braço no meu e caminha comigo para nos juntar a Meg, Will, e Nate que estão em pé perto do mais novo lago de carpas de Steven. "Do que estamos falando?" Pergunto. "Gostaríamos de arrecadar fundos para o hospital," diz Meg com um sorriso suave. "Nate pensou que seria uma boa ideia ter um jantar, baile e um leilão fechado, que eles já fazem todos os anos, mas..." "Mas, em vez de fazê-lo no centro de Seattle este ano, nós estávamos pensando se podemos reservar a vinícola. Incluir pacotes no leilão de vinhos, e talvez um dia de hospedagem lá. Coisas assim." "Claro. A vinícola está sempre aberta para vocês. Vocês sabem disso." "Incrível!" Meg me abraça forte, em seguida, pressiona a mão no meu peito. "Você é meu cunhado favorito." "Eu era o seu favorito 10 minutos atrás, quando eu sugeri isso," Nate diz com um sorriso. "Shh," diz Meg, segurando sua mão sobre os lábios de Nate. "Não estrague isso." Alecia passa correndo com Meredith, falando rápido e me ignorando completamente. Essa é a última maldita vez que ela vai fingir que eu não estou aqui. "Ela foi para São Francisco, você sabe," Jules diz calmamente. Meu olhar se volta para baixo, para ela.


"Quando?" "Algumas semanas atrás." Ela encolhe os ombros e toma um gole de sua bebida. "Ela não vai dizer o porquê. Só que ela tinha algumas coisas para resolver." A família dela. Ela foi sozinha. Que diabos está acontecendo? Jules me observa por um longo minuto, o seu sorriso habitual se foi, substituído por um olhar sério. "Eu preciso ir falar com Natalie," ela suspira, finalmente, e vai embora. "Então, o evento será na primavera," diz Meg animadamente, e nos próximos 30 minutos, ela e eu trocamos ideias um com outro para tornar o evento novo e fresco. "Dom, você pode me ajudar com algo?" Natalie pergunta quando se aproxima de mim. "Sinto muito interromper. Isso não vai demorar muito." "Claro. O que está acontecendo?" "Há um livro na prateleira de cima do escritório de Steven que eu quero mostrar para Luke, e eu não posso alcançá-lo. Você pode pegá-lo para mim? Eu vou lhe mostrar onde ele está." Eu franzo a testa para ela. "E quanto ao Luke?" "Ele está ocupado com os bebês," ela responde e agarra meu braço, não me dando tempo para olhar ao redor, e praticamente me arrasta para dentro da casa, pela cozinha e pelo corredor até o escritório do meu pai. "Certo, é aqui –" Parece que ela está olhando para a estante de livros, em seguida ela se vira quando ela ouve vozes. "Oh, espere. Fique aqui." "Nat, o que está acontecendo?" De repente, Jules e Alecia aparecem na porta.


"O que está acontecendo?"Alecia pergunta quando Jules a empurra na sala, em seguida, Nat e Jules agarraram cada uma das maçanetas das portas francesas e puxam-nas para fechá-las. "Isso!" Jules grita através da porta. "Agora vocês têm que conversar! Então conversem!"


Capítulo 22 Alecia

"Alecia!" Jules grita e corre até onde estou falando com Jax e Logan no jardim de Steven. "Hey, Jules." "Vocês são tão quentes." diz Jules, enquanto ela se aproxima de nós, então abraça cada um deles. "Tipo, super quentes. Eu amo os ternos de vocês." Jax e Logan optaram por ternos cinza, sem o paletó, com um colete de três botões e uma camisa branca de botões enrolada sobre os antebraços. Jax está usando uma gravata verde e Logan está vestindo uma rosa suave, em homenagem a sua mãe, que está lutando contra o câncer de mama. Eles formam um casal jovem e completamente bonito. "Obrigado, linda" responde Jax e beija sua bochecha. "Vocês estão felizes?" Jules lhes pergunta. "Não poderia estar mais feliz," diz Logan com um sorriso, em seguida, beija seu noivo na bochecha. "Este dia foi perfeito, e sua família é realmente hospitaleira." "Bem, nós estamos felizes em sê-lo." Ela suspira feliz. "É tão romântico. Alecia," ela se vira para mim. "Posso te roubar por um minuto? Gostaria de discutir algo com você." "Claro."


"Obrigado novamente, Alecia." Logan diz e me abraça apertado. "Você fez um trabalho extraordinário." "O prazer é meu." Eu retribuo o abraço do incrivelmente sexy Jax, em seguida, sigo Jules em direção à casa. "O que está acontecendo?" "Oh, vamos entrar e sair do sol" ela responde e pega a minha mão na sua. "Está tão quente hoje." Eu franzo a testa para ela. "Não está tão quente." "Você não está sentindo? Oh, eu estou assando." Ela abana o rosto e revira os olhos. "Talvez meus hormônios ainda estejam fora de ordem por ter tido Stella." "Ela tem cinco meses de idade." lembro a ela. "Bem, de qualquer forma, eu gostaria de entrar. Muito sol provoca rugas." Ela pisca para mim e me leva até a cozinha. "Vamos para o escritório do meu pai. É tranquilo lá dentro." Ela está tramando algo. Uma coisa que Jules não é, é uma boa mentirosa. Antes que eu perceba, ela está com a mão nas minhas costas e me empurrando não tão suavemente para o escritório, e ela e Natalie puxam as portas fechando-as atrás de mim, deixando-me com um igualmente surpreso Dominic. "Isso!" Jules grita. "Agora vocês têm que conversar! Então conversem!" Fecho os olhos e suspiro em derrota. Malditas sejam. "Nós te amamos!" Natalie canta em voz alta. Dominic inclina os quadris para trás na mesa de Steven e cruza os braços, olhando-me em silêncio. Resignada, vou até o sofá, que está de frente para a mesa, e inclino meus quadris me apoiando nele, de frente para ele, espelhando sua postura. "Por que eles não estão falando?" Resmunga Jules. Os lábios de Dom se contorcem com humor.


"Então, como foi na Itália?" Pergunto, quebrando o silêncio. Ele franze a testa e pisca. "Foi tudo bem." Concordo com a cabeça, pensativa. "Legal." "Como está Blake?" Ele questiona de repente. Eu faço uma carranca. "Está bem, eu acho. Por que não estaria?" "Você está transando com ele?" Ele pergunta baixinho, e eu estou muda. Estou transando com Blake? "O que ele perguntou?" Natalie murmura em voz alta. "Eu não sei, não estão falando alto o suficiente," Jules responde. "Se estou transando com Blake?" repito. Ele só levanta a sobrancelha e espera, mas seus olhos se suavizaram quando ele me observa. "Você acha que eu estou transando com Blake?" Odeio o tremor na minha voz. Detesto. Como ele poderia pensar isso? "Deixe-me ver se entendi." Afasto-me do sofá e vou até perto dele. "Você vem para o meu apartamento e deduz algo que você não compreendeu totalmente, fica com raiva, faz acusações, e depois deixa o maldito país. Eu não vi você em semanas, não tive noticias suas, e a primeira coisa que me pergunta é se eu estou transando com meu melhor amigo?" "Eu vi." ele responde. "O que, exatamente, você acha que viu?" "Fui ao seu apartamento para lhe pedir para ir à Itália comigo, e eu entrei e encontrei Blake seminu, você no chuveiro, e suas roupas jogadas por toda a sala de estar." "Você ia me levar para a Itália?" Meu coração para. Ele queria que eu fosse com ele?


"Ia." "Eu estava no chuveiro," eu respondo, o sangue saindo do meu rosto. "Preparando-me para ir vê-lo." Ele inclina a cabeça. "Desculpe?" "Blake e eu saímos para uma corrida, e então ele me falou para ir à sua casa." Ele engole em seco, processando as minhas palavras, e eu ainda estou presa como uma estúpida na parte que ele ia me levar para a Itália com ele. "E então você me irritou para caramba com a sua acusação insana, que a razão pela qual eu ia para a sua casa deixou completamente o meu cérebro." "Por que você estava indo me ver?" Ele pergunta em voz baixa. Eu não posso lhe dizer isso! "Acho que não há mais nada a dizer." Eu me viro para ir embora, mas ele me para com a mão no meu braço. "Oh, há muito a dizer." "Você pensou que eu era infiel a você!" Eu jogo sobre ele, furiosa. "Você tirou conclusões precipitadas sem falar comigo!" "Eu tentei ligar para você," ele responde, com a voz dura e fria. "Você não respondeu. Eu tive que ir à Itália. Eu tive uma emergência familiar." "Você partiu sem mim! Eu pensei que você apenas tinha saído porque as coisas ficaram difíceis! Que eu não significava o suficiente para você lutar por mim. Assim como todos os outros na minha vida." "Alecia, não." Ele balança a cabeça em descrença. "Eu acho que é óbvio que isso não vai funcionar." Escondo minhas lágrimas e engulo em seco, determinada a passar por isso sem deixá-lo me ver chorar. "Você, obviamente, não confia em mim, e o que eu preciso, você não pode me dar."


"Apenas me diga o que você quer! Diga-me como você se sente, porra!" "Eu me apaixonei por você!" Eu grito de volta com raiva. "Eu estava tão apaixonada por você que meu coração doía. E então eu descobri que, assim como todos os outros na minha vida, você me colocou por último em sua lista de prioridades!" "Isso é besteira!" Ele exclama. "Você é a minha prioridade. Você é minha única prioridade, porra!" Ele põe as mãos em meus ombros e me mantém na frente dele. "Eu estava indo para levá-la comigo." "Eu estava indo ver você para dizer que eu te amo," respondo antes que eu possa parar as palavras, e sinto meus olhos se enchem de lágrimas. "E quando eu cheguei lá, disseram-me que você tinha ido à Itália. E você nem sequer me ligou para dizer que estava indo embora." "Oh, baby, não." Ele me puxa contra ele, e me abraça com força, da maneira especial que ele faz. "Eu sinto muito por isso. Por tudo isso. Nós estivemos nos machucando durante semanas sem nenhum motivo." "Eu não transei com Blake," eu digo, a ira surgindo através de mim de novo quando me afasto dele. "Eu nunca faria isso. Como você pode pensar uma coisa dessas?" "Parecia muito ruim," ele responde com um suspiro. "E eu já passei por isso antes." "A ex." Eu cubro minha boca com a mão. "Depois que minha mãe morreu, eu estava noivo de uma mulher, e eu a vi tendo um caso com o meu primo na noite anterior ao nosso casamento." "Oh, meu Deus", eu sussurro e olho para longe, cobrindo minha boca com a mão, mas então fiquei chateada novamente. "E você imediatamente assumiu que eu faria o mesmo?"


"Eu estava preocupado com Gianna na Itália. Eu estava animado para vê-la e levá-la comigo em uma viagem romântica para a minha casa, e quando eu entrei sem aviso prévio em seu apartamento, eu senti como se estivesse revivendo a cena na Itália tudo de novo." "Mas nada aconteceu," eu insisto. "Nem iria acontecer. Blake está apaixonado por Emily." Ele simplesmente balança a cabeça, os olhos tristes, boca sombria. "Tem sido uma merda as últimas semanas." diz ele em voz baixa. Eu simplesmente aceno. "Uma coisa boa veio delas, apesar de tudo." "O que?" "Fui para casa também. Para São Francisco. Fui confrontar meus pais e Jonathan." Seus olhos ficaram quentes. "O que aconteceu?" Eu me inclino contra o sofá novamente e cruzo os braços, querendo tocá-lo. Dolorida para ele me abraçar novamente. "Meus pais são meus pais. Eles não mudaram, e, honestamente, eu não sei se eles irão, mas eu disse como eles me fizeram sentir e fiquei muito orgulhosa de mim mesma quando saí." "Você deve estar orgulhosa de si mesma. Você é tão forte. E Jonathan?" "Isso foi uma surpresa." Eu franzo a testa. "Ele me pediu desculpas." "Sério?" "Ele foi, na verdade... doce. E foi bom colocar um ponto final nisso." Ele acena com a cabeça e sorri suavemente. "Estou tão feliz por você, Alecia." "Então, o que agora?" Pergunto, esperando ele fazer um movimento.


"Bem, eu não posso deixar de amar você, cara. Confie em mim. Eu tentei. As últimas semanas têm sido um inferno que eu não desejo ao meu pior inimigo." "Você me ama?" Pergunto com um sussurro. Finalmente, finalmente, ele se aproxima, esmagando-me contra ele e me mantém firme. "Amar você é como respirar, Alecia. Estar longe de você, pensando que eu nunca mais ia te abraçar assim de novo, era uma agonia. Eu te amo tanto, e eu sinto muito que eu não disse isso antes." "Tenho tanto medo que você vá me machucar," sussurro contra seu peito. "Eu sei que soa estúpido, mas eu não posso evitar." "O amor não machuca, tesoro. As pessoas que não sabem amar é que machuca. Você tem tanto amor para dar, e confie em mim quando eu digo, eu nunca vou deixar de te amar. Nunca vou me afastar de você e saiba que vou lutar por você. Lembre-se do que eu disse naquela noite em seu condomínio? Somos você e eu." "Eu senti sua falta", murmuro com um aceno de cabeça. "Senti falta de nós." "Essa é a última vez que nos afastamos." Ele inclina meu queixo para cima e sorri para mim suavemente. "Sinto muito." "Eu também." "Aqui!" Jules chama do outro lado da porta. "Vocês vão precisar disso!" Ela desliza um preservativo por baixo da porta, e Natalie ri. "Espere!" Natalie desliza outro. "Tome dois. Vocês merecem." "Elas ainda estão lá fora." murmuro com uma risada. "Nós não vamos fazer sexo aqui!" Dom grita. "E vocês precisam ir embora!" "Desmancha prazeres!" Jules grita. "Vocês deveriam estar nos agradecendo!"


"Obrigada!" Digo. "Agora vá embora!" "Nós não somos apreciadas," diz Natalie."Vamos comer cupcakes." "Will provavelmente já reivindicou todos eles."

"Eu acho que correu tudo bem," digo, com Dominic me acompanhando para o meu apartamento depois da recepção. "Estou aqui com você, então sim, eu diria que o plano de Jules e Nat funcionou bem." "O casamento, bobo." Eu o cutuquei com meu cotovelo e depois ri e coloquei meus braços em volta de sua cintura, inclinando meu rosto em seu peito e respirando-o enquanto esperamos o elevador. "Ok, isso foi muito bem." "Você está cansada?" Ele pergunta baixinho, seus lábios no meu cabelo. "Estou bem." respondo e o levo até a minha porta. "Você está cansado?" Ele balança a cabeça lentamente, seus olhos presos aos meus quando ele lentamente me segue pelo meu apartamento. "Você está com fome?" Pergunto. Ele sorri lentamente, com a covinha piscando para mim, quando ele balança a cabeça novamente e pega a minha mão, puxa-me para ele e baixa seus lábios nos meus e me beija suavemente, levemente, a boca dele dançando com a minha, no silêncio escuro de meu apartamento. Meus dedos encontram cada um dos botões de sua camisa e depois a empurro sobre seus ombros para o chão. Ele pega o zíper do meu vestido, mas eu rapidamente me afasto, ajoelhando-me diante dele, e fazendo o trabalho rápido em seu cinto, desabotoando as calças, plantando um beijo em sua barriga, entre o umbigo e seu pênis quando o acaricio já semiduro, beijando meu caminho até ele.


"Alecia." Ele sussurra, quando lambo ao redor da cabeça, e sorrio quando ele suga a respiração e se contrai. "Porra." "Eu nem sequer fiz nada ainda," digo e sorrio para ele. "Você respira e eu fico duro, cara." Ele é tão encantador. Vamos ver se posso fazê-lo perder o seu inglês. Porra, adoro quando fala italiano para mim. Planto um beijo doce na ponta, bem em cima da ranhura e, em seguida, sorrio inocentemente, observando-o, enquanto abro minha boca e vou para cima dele, puxando-o todo o caminho em minha boca. "Gesù hai intenzione di uccidermi," ele sussurra, e mentalmente me dou um cumprimento, apertando minha boca em torno dele e puxando para cima, rodando minha língua ao redor da ponta e repetindo o movimento, uma e outra vez. Ele tira os grampos do meu cabelo, impaciente, jogando-os no chão, em seguida, afunda as mãos nos fios, puxando ligeiramente, fazendo minha calcinha ficar encharcada. Eu amo deixá-lo louco. De repente, ele me puxa para os meus pés, beija-me duro, levanta-me em seus braços e me leva para o quarto. Ele me coloca em pé, e antes que eu perceba estou completamente nua, ele me deita de costas no meio da cama, arrastando-se sobre mim com seus olhos azuis brilhando com pura luxúria masculina. "Eu amo ter intimidade com você," sussurra contra os meus lábios quando ele coloca sua pélvis contra a minha. "E eu não me refiro apenas a isto, embora, seja fodidamente incrível. Quero dizer íntimo", beija-me profundamente, sua língua enroscando com a minha, então mordisca seu caminho para baixo do meu queixo para meu ouvido. "Explique, por favor," eu sussurro, e depois suspiro quando sua mão viaja para meu peito e seu polegar encontra meu mamilo.


"Intimidade é você acordar pensando nela às três da manhã" ele diz, em seguida, lambe minha orelha. "É estar falando sobre seus medos e esperanças no escuro." Belisca meu mamilo novamente, depois sua mão percorre o outro lado, descendo. "É a única para quem você dá de graça a sua atenção enquanto outras dez pessoas estão lutando por isso." Eu suspiro quando seus dedos encontram meu clitóris e pressionam levemente, em seguida, deslizam para baixo em minhas pregas e simplesmente deslizam para trás e para frente através da umidade. "É essa pessoa, sempre no fundo de sua mente, não importa o quanto você esteja distraído." "Deus, você é bom com ambas, boca e mãos." Digo, e mordo o lábio enquanto ele se inclina sobre o cotovelo para olhar para mim. "Você diz essas coisas tão bonitas." "Você gosta da minha boca, mi amore?" Pergunta, fazendo-me sorrir. "Eu sei que o que essa palavra significa," eu digo baixinho. "Qual?" "Amore." "Você sabe?" Pergunta e fuça meu nariz com o seu antes de beijar meu pescoço, e pontos de eletricidade se espalham para meus membros. Querido Deus, sua boca é incrível. "Eu também te amo," sussurro, fazendo sua cabeça vir para cima e seus olhos azuis ampliarem. "Diga isso de novo." Coloco minhas mãos ao redor de seu rosto. "Eu te amo." Ele suspira e arrasta os dedos pela minha bochecha. "Mais uma vez." Eu te amo. Repito silenciosamente.


Ele fecha os olhos por um instante, em seguida, abre-os e seu sorriso impertinente que parece dizer, você está prestes a ter o momento de sua vida. Ele beija meus lábios firmemente, morde o lábio inferior, e depois beija meu queixo suavemente. "Eu te amo, Alecia," diz e enterra o rosto no meu pescoço, chupando e mordendo a carne macia. "Vou passar o resto da noite lhe mostrando o quanto." "Isso tem possibilidades," respondo secamente, mas minha respiração fica presa na minha garganta quando ele morde meu mamilo, então o chupa em sua boca, puxando para trás com um estampido alto. "Possibilidades?" "Mm." Remecho meus quadris em convite, mas ele só se move preguiçosamente para o outro seio, contorna-o com seu nariz, morde-o, e o observa tornar-se duro. "Seu corpo é tão sensível," sussurra, e sopra no meu âmago molhado, fazendo-me gemer. "Dom," suspiro. "Sim, amore." "Você com certeza sabe onde estão meus botões." Ele sorri. "E, no entanto, eu encontro outros o tempo todo." Ele se move para baixo da cama, espalha-me completamente, e antes que eu perceba, sua boca está fechada no meu clitóris e ele está me mandando em mais um clímax entorpecente. Eu aperto em seu cabelo e grito, aproveitando a onda do orgasmo, então suspiro quando ele se move mais baixo, beijando-me intimamente. Sua língua está dentro de mim, e então mordisca meus lábios. "Você é tão linda aqui embaixo," ele diz, observando seus próprios dedos através das minhas dobras. "Tão rosa." A ponta do seu dedo cutuca meu clitóris, e estou tensa novamente, meus quadris se impulsionam, e ele ri "Sensível." "Talvez um pouco," eu concordo.


Ele ergue uma sobrancelha e abaixa a cabeça para pressionar um beijo em meu clitóris, fazendo-me suspirar de prazer. "Ok, muito." "Eu estou sempre lhe desejando", sussurra e desliza dois dedos para dentro de mim, movendo-os lentamente para dentro e para fora. "Oh, meu Deus." Eu jogo a cabeça para trás, fecho os olhos, e seguro os lençóis. Jesus, as sensações que ele envia através do meu corpo deveriam ser ilegais. "Olhe para mim," ele exige. Eu sou uma bagunça ofegante, tremendo quando levanto a cabeça para vê-lo pressionar seus lábios em mim, primeiro suavemente enquanto seus dedos ainda estão se movendo levemente, mas depois ele fica mais áspero, mais forte, mais urgente. "Oh, doce Jesus." Gemo, incapaz de olhar para longe dele. "Você é tão bom nisso." "É você," ele murmura ao meu redor. "É você." Eu grito quando gozo de novo, empurrando meus quadris, balançando descaradamente contra o seu rosto, e, finalmente, ele está subindo e deslizando dentro de mim em um movimento fluido. Ele se apoia em cima de mim, não se movendo, tira meu cabelo do meu rosto, e pressiona seus lábios nos meus. "É tudo para você." Ele me beija profundamente, e eu posso provar a mim mesma, e ele, e é o melhor beijo que já tive. Ele começa lento e preguiçoso, mas meus quadris não ficam parados. Começam a pulsar debaixo dele, apertando, rolando, até que ele rasga os lábios dos meus em um gemido longo e começa a me foder duro, rápido e claro, olhando nos meus olhos. Ele coloca um braço na cabeceira da cama, e a visão de seu corpo tonificado, sexy tira o meu fôlego. "Você é incrivelmente quente," digo-lhe sinceramente. "Sério, o seu corpo é incrível."


Ele sorri com arrogância, mas quando eu giro meus quadris para cima e aperto em torno dele, ele fecha os olhos e pragueja sob sua respiração em italiano, excitando-me ainda mais. "Foda-se," eu concordo. Abaixo minha mão e pressiono meu clitóris, e é isso, eu voo, gozando em voz alta, violentamente. Seus olhos se abrem e ele me olha embevecido, e quando termino, ele puxa para fora, vira-me, coloca minha bunda para cima e bate de volta dentro de mim. Ele cheira minha bunda e me monta forte e rápido. "Você é minha, Alecia." Ele aperta os lábios contra meu ombro, em seguida, morde-me delicadamente e gemo quando ele goza. "Minha."


Capítulo 23 Alecia Três meses depois ...

Posso ouvi-lo assobiando no banheiro, o chuveiro ligado. Imagino seu corpo duro, nu, com sabão e pele bronzeada sob a água. Estou tentada a levantar meu rabo preguiçoso e me juntar a ele, mas a cama está tão agradável, e não estou ansiosa para começar o dia de hoje. Estou nervosa. Rolo e vejo a foto ao lado da cama do Dom, de nós dois na Itália e sorrio. Eu acho que é a selfie mais cafona que já tiramos, mas é a sua favorita de nós, então ele emoldurou e a colocou ali, ao lado de sua cama. Descanso minha cabeça em minhas mãos, e como ele continua a assobiar afastado no banheiro, sonho alegremente com o dia em que ele me surpreendeu com essa viagem...

"Feche os olhos, amore," ele sussurra contra minha bochecha. O verão está apenas começando a dar forma para sair, e o ar é mais leve, quase fresco, aqui perto da água. Ele me trouxe de volta para o cais perto do meu condomínio, com os cadeados de amor que ele ainda zomba, e estamos aproveitando nosso vinho na grama. Sigo suas instruções, esperando ele me contar uma história sexy, mas ao invés disso eu o sinto colocar algo no meu colo.


"Se isso é um filhote de cachorro, você pode levá-lo de volta para onde você conseguiu. Eu não tenho animais de estimação." Meus lábios se transformam em um sorriso quando ele ri. "Não é um animal de estimação, filhote de cachorro ou de outro animal, cara", ele me assegura. "Abra os olhos." No meu colo está um envelope branco liso, sem nada escrito na parte externa. "Uma carta Querido John?" Pergunto secamente. "Você está engraçada hoje," diz com um sorriso e põe meu cabelo atrás da minha orelha. Eu amo que ele está sempre me tocando. Nunca vou cansar disso. "Abra-o." Dentro é um itinerário, para duas pessoas, para a Itália. "Puta merda," sussurro. "Quero lhe mostrar a Itália. Quero que você conheça Gianna." "Eu quero muito conhecê-la," respondo, e, em seguida, jogo meus braços em torno dele. "Nós vamos para a Itália!" "Vamos." "Quando?" "Quando você quiser. Os bilhetes estão em aberto, para que possamos ir quando for conveniente para você." "Você é o melhor namorado italiano do mundo." Ele ri, coloca-me de volta na grama, e me beija devagar, enviando arrepios através de mim. Charme italiano.

"Você tem que sair da cama," Dominic chama do banheiro. "Eu vou," eu respondo. "Esta foto é brega." Ele enfia a cabeça para fora da porta e faz uma careta para mim. "Eu amo essa foto. Você está linda nela."


Em seguida, ele desaparece novamente, movimentando-se em torno do banheiro. A água está caindo. Posso ouvi-lo tirar sua escova de dente do armário. Honestamente, eu amo essa maldita foto, é apenas divertido provocá-lo sobre isso. Esse foi o meu dia favorito na Itália.

"Eu vou esmagar as uvas com os pés?" Pergunto animadamente. "Assim como em 'I Love Lucy?'" "Algo assim," Dom responde e me leva para um celeiro com uma grande banheira que se parece com um bebedouro. Um homem despeja um balde de uvas nele e sorri para Dom. "Tutti Pronti,"o homem diz e vai embora. "O que ele disse?" Pergunto. "Tudo pronto," responde Dom. "Você está pronta?" "Vou pisar nas uvas?" "Sim." Seus olhos estão cheios de malícia quando ele me leva a um balde de água quente, e me ajuda a lavar os pés, em seguida, segura a minha mão quando eu subo na grande banheira e piso nas uvas. "A sensação é ... estranha." Ainda estou de pé, de frente para as portas abertas do celeiro, onde posso ver as colinas da Toscana e linhas e linhas de videiras. É a mais bela vista que eu já vi. Com exceção de Washington, no vinhedo de Dominic. "Você tem que pisar neles, tesoro," diz ele. "Por que você não está fazendo isso comigo?" Pergunto, desconfiada quando ele aponta seu telefone para mim e tira uma foto. "É mais divertido dessa forma." "Uh huh." Começo a andar, enrugando meu nariz com a forma como as uvas esmagam entre os meus dedos. Tem um cheiro bom de terra, mas é tão estranho. "Isso é meio nojento."


"Você é tão engraçada," ele dize com um sorriso. "Eu não posso acreditar que você faz todo o seu vinho desse jeito," digo, quando continuo a marchar sobre as uvas. "Nós não fazemos," responde Gianna da porta. "Não posso acreditar que você a está deixando fazer isso." "Eu sabia!" Dominic se curva, rindo. "Você é um merda," digo, com uma risada. "Meus pés vão ficar roxos para sempre." "Só por alguns dias," ele diz, e enxuga os olhos. "Parece que você está se divertindo." "Por favor, tire-me daqui." Ele me levanta para fora da banheira, me coloca de pés, e suspende seu telefone, tirando uma selfie de nós com a Toscana ao fundo, rindo, encantados um com o outro. "Você sabe," comenta Gianna quando ela nos encara. "Eu não acho que já tenha visto você tão feliz, Dominic." "Eu não era," ele responde, e descansa sua testa na minha. "Até que a encontrei."

"Tire sua bunda da cama!" Dom chama do banheiro. "Você é mandão." eu resmungo, quando rolo para fora da cama e coloco minha calcinha e sutiã, em seguida decidido, que se dane, e ponho sua camisa branca de ontem e me junto a ele no banheiro. Ele está de pé em frente ao espelho, sem camisa, e se inclina com mãos sobre a bancada enquanto ele me observa. "Você vai vestir minha camisa suja para encontrar seus pais?" Ele pergunta com um sorriso quando eu pulo para cima da bancada ao lado dele e balanço os pés. "Você sabe, você não tem que ir," eu respondo razoavelmente. "Eles são bastante agradáveis, mas você não tem que suportar. Posso ir sozinha." "Não," ele responde simplesmente, e penteia o cabelo.


"Eu ainda não posso acreditar que eles ligaram," digo com o cenho franzido, olhando Dom. "Quer dizer, eu disse a eles para fazerem isso, se ainda quisessem ter um relacionamento comigo, mas eu não esperava que eles fossem realmente fazê-lo." Grande, borboletas gigantes alcançam voo na minha barriga quando penso sobre o encontro com os meus pais para o almoço. Eles voaram até aqui só para me ver. "Eu não posso acreditar que eles sequer sabiam que o aeroporto era para voar." Dom ri e puxa o seu material de barbear de uma gaveta. "Quero dizer, isso é meio ridículo." "Alecia." "Sim?" Ele me desliza para sua frente e me prende aqui, com as mãos solidamente em meus quadris, e beija o meu nariz levemente. "Pare de se preocupar." "Não estou preocupada." "Você está." Ele beija minha testa, depois me entrega o seu creme de barbear. "Ensaboe-me." "Isso pode ser divertido." Eu sorrio e coloco a espuma branca em minhas mãos, em seguida, esfrego-as e começo a espalhar em seu belo rosto. Eu sou só sorrisos, encantada por ele, quando ele cerra os lábios fechados para que eu possa passar sobre a área entre o nariz e os lábios, então ri quando passo no nariz. "Desculpe. Eu não passo creme de barbear no rosto muitas vezes." Ele ri comigo quando me concentro na minha tarefa, fazendo uma bagunça completa nele. "Espalhe-a sobre meu pescoço." Eu sigo as instruções dele, então se inclina para trás e toca na minha obra.


"Eu sou péssima nisso." "Isso vai fazer o trabalho," ele responde, e me entrega a navalha. "Você quer que eu coloque um instrumento afiado contra seu pescoço?" Pergunto, incrédula. "Não me faça me arrepender disso." Antes que eu possa começar, ele se inclina e planta um beijo na minha bochecha direita, deixando um montão de creme na minha pele, fazendo-me rir. "Você está fazendo uma bagunça!" "Vamos fazer alguma coisa a esse respeito depois." Ele observa meu rosto com calma, e se mantém perfeitamente imóvel, quando deslizo a lâmina pelo seu rosto, fazendo o meu melhor para retirar todos os pelos. Quando chego a seu pescoço, eu desisto. "Você termina. Essa parte me deixa nervosa. " Ele sorri e pega a navalha, desliza-me para o lado, e se inclina para o espelho para terminar. "Você fez um bom trabalho, amore." "Estava preocupada que ia te cortar, meu amor." Ele aprecia minhas palavras. Sempre faz isso quando o chamo de meu amor. Ele limpa o rosto com uma toalha, e eu me inclino para beijá-lo na bochecha, descansando contra ele por um momento. Ele joga a toalha de lado, e me desliza para frente dele. "Você não pode usar isto," ele diz e desliza sua camisa de cima de mim, em seguida, para minha surpresa, simplesmente envolve seus braços em volta de mim e me abraça apertado. "Seu corpo é tão esguio," ele murmura. "Minhas mãos parecem tão grandes sobre ele."


"Eu amo o jeito que suas mãos ficam nas minhas costas," respondo suavemente, e respiro fundo. "Você cheira bem." "Alecia, você tira o meu fôlego." Ele enterra o rosto no meu pescoço e, ainda me segurando firmemente, respira fundo. "Você é tudo de bom na minha vida." "Você está bem?" Pergunto, um pouco preocupada. Ele está se segurando em mim quase desesperadamente. "Eu preciso que você saiba," ele começa e beija minha bochecha, em seguida, afasta-me apenas o suficiente para olhar nos meus olhos. "Eu não quero apenas passar minha vida com você. Eu quero passar a minha única vida só com você. Todos os dias." Ele engole em seco e arrasta as pontas dos dedos pelas minhas costas, em seguida, de novo, acariciando-me docemente. "Eu sei que sempre é muito tempo, mas se você me disser que eu vou acordar com o seu sorriso doce todos os dias, nunca será o suficiente." Ele varre meu cabelo para trás da minha orelha. "Uma mulher inteligente me disse uma vez que o amor é um lembrete diário. É dizer, eu escolhi você. Hoje e todos os dias. Passe o para sempre comigo, Alecia." Meu coração para, então acelera em dobro. "Você acabou de me pedir para casar com você?" Eu sussurro. "Preciso de você para me casar, ser minha parceira, minha amiga, meu amor. Você é tudo, amore. Eu te amo mais do que você jamais vai entender." "Eu também te amo," respondo e beijo seus lábios suavemente. "Isso é um sim?" "Inferno, sim."


Epílogo Dez Anos Depois

Steven Montgomery

O dia está apenas clareando enquanto desço as escadas da casa do meu filho, Dominic, em direção à cozinha. Hoje, minha noiva por 50 anos, ainda está dormindo como um anjo no andar de cima, e ao invés de fazer amor com ela, que foi o meu primeiro pensamento, como é em todas as manhãs, decidi deixar a pobre mulher dormir. Será um dia agitado. Estou surpreso de ouvir vozes tranquilas na cozinha, estava supondo que eu seria o primeiro a levantar. "Bom dia, pai", Natalie diz com um sorriso. Ela e Luke estão sentados na bancada, tomando café. Nunca me cansarei de ouvir essa menina doce me chamar de pai. Não sou o homem que a concebeu, mas ela tem sido minha por mais de 20 anos, e eu não poderia amá-la mais. Ela me dá um grande abraço, e quando eu aponto a minha bochecha, ela planta um beijo lá também. "Vocês dois acordaram cedo." Eu me sirvo uma xícara de café e me inclino contra o balcão. "Josie e Maddie chegaram tarde, por isso, ficamos acordados com Brynna e Caleb esperando por elas", diz Luke. "E então Haley acordou esta manhã com sonhos ruins, por isso, decidimos apenas ficar acordados. Ainda não me acostumei com as gêmeas dirigindo."


"Nem o Caleb", respondo. "Nenhum pai está realmente pronto para ver os filhos crescerem." "Olivia decidiu que ela está apaixonada", diz Natalie com uma careta, e ri quando Luke simplesmente olha pra ela. "São apenas hormônios." "Vou trancá-la no quarto dela." "Não, você não vai." "Ela tem doze anos," diz Luke com firmeza. "É tudo só vai ladeira abaixo a partir daqui, filho," informo de bom humor. "Antes que você perceba, vai ser o seu quinquagésimo aniversário de casamento e você terá dezessete netos." Luke empalidece e eu rio, apreciando seu pânico. "Nós temos algum tempo antes que isso aconteça", Nat o lembra, acariciando seu rosto. "É claro que isso não ajuda quando você tem três filhas." "Estou cercado por mulheres", ele concorda, e eu sorrio enquanto penso nas duas mais novas, Chelsea e Haley, que são duas feras, mesmo com nove e sete anos. "Keaton é todo rapaz, porém, e ajuda a equilibrar as coisas." "Como vai o trabalho?", Pergunto ao Luke. "Está bem." "Ele está colaborando com algumas pessoas incríveis em seu próximo projeto," Nat acrescenta com orgulho. "Tenho a sensação de que ele vai ser indicado para o Oscar novamente no próximo ano." "Eu não preciso de Oscar", diz Luke com um aceno de cabeça. "Embora, não seja ruim ter um desses no currículo." "Estou tão orgulhosa de você, bonitão." Ela se inclina para beijá-lo, e volto a encher minha xícara e pisco para eles, então saio pela porta de trás e me sento no pátio, antes que eles se empolguem.


O fogo já está crepitando, e Isaac, Stacy, Caleb e Brynna estão reunidos em torno dele, bebendo seu próprio café, meus meninos se aconchegam em suas mulheres. Criei rapazes inteligentes, com certeza. "Bom dia", cumprimento-os e me sento na única cadeira desocupada. "Parece que todo mundo resolveu acordar cedo." "É um bom dia para isso," Isaac responde, apontando para o sol nascendo sobre as montanhas, lançando na vinícola uma luz solar rosa suave. "É lindo", Stacy concorda. "E a maioria das crianças ainda estão nas camas da sala de jogos, por isso estamos aproveitando o silêncio." "Bom plano. Ouvi dizer que as gêmeas chegaram tarde." Caleb franze a testa e suspira. "Elas chegaram na hora certa, só odeio que elas estão dirigindo, e elas vieram para cá, então estavam na estrada à noite." "Eles são boas meninas", Brynna diz, e esfrega sua mão na perna do marido. Meus rapazes escolheram bem quando se tratava de suas mulheres. Mulheres fortes, bonitas, inteligentes, todos eles. "Maddie ainda insiste que quer ir para Nova York depois de se formar para dançar?" Stacy pergunta. "Sim", Brynna responde com um suspiro. "Não acho que vai ser fácil convencê-la do contrário." "Ela é tão boa", diz Stacy. "Ela poderia fazer grandes coisas com isso." "Nova York é longe demais, porra" Caleb rosna. "Temos tempo", Brynna sussurra. "Um ano", ele diz. "Vai passar como se fosse dez minutos." Você não tem ideia, meu rapaz. Mais como um piscar de olhos. "E quanto a Josie?", pergunto.


"Ela tem um namorado, você sabe", Brynna diz e os olhos do marido se contraem em uma carranca novamente. "Ela provavelmente irá para a faculdade aqui em Seattle." "Se ele tocá-la, quebrarei seus braços." Brynna revira os olhos. "Irei ajudá-lo", diz Isaac casualmente. "Ah, que bom, você vai começar também?", diz Stacy. "Sophie é uma adolescente agora. Posso precisar da ajuda dele em pouco tempo." "Estarei lá, irmão". Caleb saúda Isaac com sua caneca, fazendo-nos rir. "Liam e Michael foram até altas horas da manhã jogando videogame. Nós podemos não vê-los até o jantar hoje à noite", Isaac diz, referindo-se aos seus dois meninos mais jovens. "Estamos aqui para comemorar, então por que eles não deveriam fazer o que eles gostam?", Pergunto com um encolher de ombros. "Estou tão feliz que você e mamãe quiseram fazer isso", diz Isaac. "De todas as coisas que vocês poderiam ter feito para o seu quinquagésimo aniversário, vocês escolheram ter todos nós aqui para o fim de semana." "Nós os teríamos enviado em um cruzeiro, ou para a Europa, ou em algum lugar calmo e divertido", acrescenta Caleb. "Não há nenhum lugar que sua mãe e eu preferiríamos estar do que com os nossos filhos." E essa é a verdade de Deus. "Você me odeia!" Grita uma voz alta e uma pequena menina loira corre para fora em velocidade, chorando. "Erin! Volte aqui!" Meg grita, correndo atrás de sua filha mais velha.


"Odeiam-nos!", A mais nova, Zoey, concorda e corre atrás de sua irmã, rindo. "Parem de ser dramáticas e voltem aqui!" Meg para, com as mãos em seus quadris e olha para suas filhas. "Por que elas têm que ter a velocidade do seu pai?" "Está tudo bem, preguiçosa, eu faço isso." Will passa por ela e corre para o quintal atrás de suas filhas. "Quando sua mãe chamar, venham! Estão me ouvindo?" "Elas não são crianças", diz Meg. "Elas são alienígenas." "É por isso que eu não tive nenhum", diz Sam com um bocejo enquanto ela sai com Leo ao seu lado. Ela envolve seu braço em volta de mim e beija minha bochecha. "Obrigada por nos incluir neste fim de semana." "Você e Mark são uma parte desta família, doce menina. Não seria de nenhuma outra maneira. Aqui, sente-se." Levanto e aperto a mão de Leo. "Eu vou acordar minha esposa." Leo cai na cadeira, sorrindo quando ela balança, em seguida, puxa Sam em seu colo. "Balance comigo por um tempo, luz do sol." "Quando é que sai o novo álbum, Leo?" Will pergunta enquanto carrega suas meninas, uma em cada braço, de volta para a casa. "No mês que vem", diz Leo com um sorriso. Entro em casa, e no curto espaço de tempo desde que saí da cozinha, ela se tornou uma zona de guerra. "Mamãe, não estou com fome!" Abigail chora para Nic, que está segurando sua filha mais nova, Finn, em seu quadril. "Você precisa comer de qualquer jeito", diz Nic pacientemente. "Café da manhã é a refeição mais importante do dia." "Ouça a sua mãe", diz Matt, impulsionando Abbi para o seu colo, e lhe oferece um pedaço de waffle no garfo. "Ela sabe dessas coisas."


Faz bem ao meu coração ver Nic e Matt com seus filhos. Agradeço a Deus pela adoção. Eles compartilham um sorriso, do tipo que também aquece meu coração. Eles se amam. E no final do dia, o que mais se pode pedir? "Sério que você apenas bebeu do meu copo, seu pirralho?" Lucy, a mais velha de Mark e Meredith, pergunta para seu irmão mais novo, Hudson. "Você é nojento!" "Hud", diz Mark amarrotando o cabelo de seu filho, "não seja nojento." "Quero que você dance comigo", Emma exige de sua tia Meredith. "Emma". Alecia dá a sua filha um olhar severo enquanto Dominic atravessa a cozinha e agarra sua adorável esposa em um abraço. "Tia Meredith acabou de acordar. Vamos lhe dar algum tempo, ok?" "Ok", diz Emma, derrotada. "Bom dia", diz Dominic, enquanto ele se move em meio ao caos, então explode em gargalhadas. "Nunca existe momento de tédio quando a família se reúne." "Amo isso", respondo e puxo meu filho para um abraço. "Obrigado por isso." "Bobagem," Dom responde. "Nós não ficamos juntos com a frequência que deveríamos." "Onde está a vovó?" Lucy pergunta. "Ela ainda está na cama", respondo com uma piscadela. "Vocês a esgotaram ontem, quando jogavam futebol." "Vovó é boa no futebol", diz Liam quando entra na cozinha, à procura de comida. "Ela é," concordo, e de repente quero abraçá-la. "Vou ver como ela está."


"Ei, pai", diz Dominic, e o sorriso automático que vem quando ele me chama de pai, desliza por todo meu rosto. "Feliz Aniversário." "Feliz aniversário!" Os outros ecoam e batem palmas. "Obrigado. Acho que vou dar a avó de vocês seu presente de aniversário", digo, assim que Jules e Nate entram na cozinha com a filha, Stella. "Pai", diz Jules com uma carranca. "Eca." "Nate", digo, com uma risada enquanto passo por eles. "Vou deixar você lidar com a sua esposa." "Tenho tentado lidar com ela por mais de uma década, Steven. Aprendi que não é possível." "É isso mesmo." Jules sorri e beija minha bochecha. "Amo você, papai." "Amo você, menina." "Oh, pelo amor de tudo que é mais sagrado", ela diz, quando vê Luke e Natalie se beijando na geladeira. "Depois não sabem como vocês tem quatro filhos?" Rio enquanto subo as escadas para o quarto. Minha família é grande e caótica e por vezes esmagadora, mas eles são perfeitos. Entro no quarto e sorrio suavemente para a mulher que está dormindo tranquilamente. Esta pessoa aqui é o centro do meu universo. Deito ao lado dela e apenas olho para seu doce rosto. Após 50 anos de casamento, ela ainda me tira o fôlego. Pode haver mais algumas rugas em seu rosto, e alguns fios de cor cinza no seu cabelo, mas eu a amo com o amor de um homem jovem. Ela me deu todas essas pessoas bonitas lá embaixo. Ela me deu uma vida. A melhor vida que um homem poderia desejar. Como estamos no inverno de nossas vidas, percebo o quão rico nós somos. O dinheiro não é nada; são nossos filhos, nossos netos, nossos amigos, que nos respeitam.


E acima de tudo, um ao outro. Arrasto meus dedos pelo seu rosto suave e sorrio quando seus olhos se abrem e ela pressiona seus lábios na minha mão. "Bom dia, meu amor." "Obrigado", sussurro. "Pelo quê? Eu nem sequer deixei a cama ainda." "Por me amar. Por nossos filhos." pressiono meus lábios em sua testa. "Por ser minha." "Tenho sido sua por um tempo muito longo." "Não por tempo suficiente."

Fim



Forever With Me