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MONITORAMENTO HIDROLÓGICO

2013 Boletim No. 38 – 01/11/2013


Boletim de acompanhamento - 2013 1. Figura 01: Mapa de estações estratégicas

2. Comportamento das Estações monitoradas De acordo com as tabelas I e II, em termos estatísticos, verificamos: - Bacia do Purus – estações monitoradas em período de vazante. O nível do Rio Acre em Rio Branco – AC está 1,11m acima do nível mínimo registrado em 2011 (Maior vazante). - Bacia do Negro – estações monitoradas em período de vazante. No Porto de Manaus, o nível do Rio Negro está 2,32m acima do registrado no mesmo período do ano passado. - Bacia do Solimões – estações monitoradas em período de vazante. Na estação de Tabatinga o nível do Rio Solimões baixou 1,04 m nos últimos sete dias. - Bacia do Amazonas – estações monitoradas em período de vazante com níveis elevados em relação ao mesmo período do ano passado. Na estação de Parintins o Rio Amazonas baixou 36 cm nos últimos sete dias. - Bacia do Madeira – Estações monitoradas em processo de enchente. Em Humaitá, o nível do Rio Madeira subiu 80 cm nos últimos sete dias. Salientamos que os níveis d’água apresentados na coluna “informação mais recentes” da tabela podem eventualmente ser alterados em função de verificações “in loco” realizadas pelos Técnicos em Hidrologia que operam trimestralmente a rede hidrometeorológica, ocasião em que são executados os trabalhos de manutenção das estações, bem como o nivelamento das réguas.


Tabela I: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento Hidrológico – Enchente Enchente Máxima ESTAÇÃO

RIO

Ano

Cota (cm)

Relação com maior enchente (cm)

Informação mais recente Data

Cota (cm)

Palmeiras do Javari

Javari

1993

1692

-

n/disp

-

Eirunepé Montante

Juruá

1986

1731

-

n/disp

-

Gavião

Juruá

1986

1488

-

n/disp

-

Vila Bittencourt

Japurá

1989

1526

-

n/disp

-

Rio Branco

Acre

1997

1766

-1505

30/10/2013

261

Boca do Acre

Purus

1971

2183

-1631

31/10/2013

552

São Gabriel da Cachoeira

Negro

2002

1217

-529

29/10/2013

688

Tapuruquara (S.I.R. Negro)

Negro

1976

890

-562

31/10/2013

328

Barcelos

Negro

1976

1032

-662

30/10/2013

370

Moura

Negro

1989

1544

-866

23/10/2013

678

Boa Vista

Branco

2011

1028

-808

01/11/2013

220

Caracaraí

Branco

2011

1114

-916

31/10/2013

198

Tabatinga

Solimões

1999

1382

-882

31/10/2013

500

Itapeuá

Solimões

2012

1765

-938

31/10/2013

827

Manacapuru

Solimões

2012

2068

-1056

31/10/2013

1012

Careiro

Pr. do Careiro

2012

1743

-1014

31/10/2013

729

Manaus

Negro

2012

2997

-1058

01/11/2013

1939

Parintins

Amazonas

2009

938

-766

31/10/2013

172

Humaitá

Madeira

1993

2458

-974

31/10/2013

1484

Estações em período de enchente


Tabela II: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento Hidrológico – Vazante Vazante Máxima ESTAÇÃO

RIO

Ano

Cota (cm)

Relação com maior vazante (cm)

Informação mais recente Data

Cota (cm)

Palmeiras do Javari

Javari

1991

365

-

n/disp

-

Eirunepé Montante

Juruá

1995

143

-

n/disp

-

Gavião

Juruá

2005

-97

-

n/disp

-

Vila Bittencourt

Japurá

1985

314

-

n/disp

-

Rio Branco

Acre

2011

150

111

30/10/2013

261

Boca do Acre

Purus

1998

349

203

31/10/2013

552

São Gabriel da Cachoeira

Negro

1992

330

358

29/10/2013

688

Tapuruquara (S.I.R. Negro)

Negro

1980

28

300

31/10/2013

328

Barcelos

Negro

1980

58

312

30/10/2013

370

Moura

Negro

2009

235

443

23/10/2013

678

Boa Vista

Branco

2003

10

210

01/11/2013

220

Caracaraí

Branco

1998

-10

208

31/10/2013

198

Tabatinga

Solimões

2010

-86

586

31/10/2013

500

Itapeuá

Solimões

2010

131

696

31/10/2013

827

Manacapuru

Solimões

1997

495

517

31/10/2013

1012

Careiro

Pr. do Careiro

2010

125

604

31/10/2013

729

Manaus

Negro

2010

1363

576

01/11/2013

1939

Parintins

Amazonas

2010

-188

360

31/10/2013

172

Humaitá

Madeira

1969

833

651

31/10/2013

1484

Estações em período de vazante


3. Dados climatológicos (SIPAM) Anomalia e Acumulado de Precipitação

Figura 02 – Anomalia e acumulado de precipitação na Amazônia Legal Fonte: http://www.cpc.ncep.noaa.gov (dados processados na DivMet –MN)

A partir do mês de outubro, a climatologia de precipitação da Região Amazônica apresenta os valores máximos de chuva no sentido noroeste sudeste da Amazônia, onde compreende grande parte do Amazonas, sul do Pará e os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Os valores mínimos de chuva, a partir deste mês, segundo a climatologia encontram-se na porção norte e nordeste Amazônia, abrangendo o norte dos estados de Roraima, Pará e Maranhão e o estado do Amapá. A Figura acima mostra a anomalia categorizada da precipitação e a chuva acumulada em outubro de 2013, onde observa-se o predomínio de áreas com déficit de precipitação em grande parte das bacias hidrográficas da região, exceção por conta de áreas isoladas no Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Maranhão e norte do Amapá. Os maiores registros de precipitação concentram-se no Estado do Mato Grosso, por conta do estabelecimento de uma Zona de Convergência de Umidade (ZCOU), associada à presença de sistema frontal que atuou no sudeste do Brasil.


Figura 03 - Anomalia semanal de TSM (°C) outubro de 2013. Fonte: Dados do NWS/CPC processados pelo SIPAM.

A Figura 03 apresenta o padrão oceânico semanal observado em outubro de 2013. As áreas monitoradas na região do Pacífico Equatorial mostram o predomínio de neutralidade na região do Niño 4 e 3.4. Na região de Niño 3 e 1+2 houve manutenção das anomalias negativas de TSM ao longo de todo o mês, áreas com águas superficiais mais frias que a média. Na bacia do Atlântico Tropical Norte houve grande variabilidade espaço-temporal na Temperatura da Superfície do Mar, alternando áreas com anomalias positivas de TSM e padrão de neutralidade. No Atlântico Subtropical Sul com predomínio de águas com temperaturas próximas a climatologia. Pode-se destacar que o padrão de anomalias de TSM no Pacífico tende a um quadro de normalidade, ficando por conta apenas dos padrões observados no Oceano Atlântico a influência sobre o padrão de circulação que possa significar alterações no regime de precipitação durante os próximos meses.


Fonte: http://wxmaps.org/pix/clim.html Figura 04 - Prognóstico climático para o período 01 a 08 de novembro de 2013.

Segundo o COLA (Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies) o prognóstico de precipitação para o período de 01 a 08 de novembro de 2013, indica a possibilidade do estabelecimento de uma zona de convergência de umidade sobre o sudeste da região, ocasionando acumulados significativos de precipitação para o período sobre os estados do Amazonas, Mato Grosso, Acre e Rondônia. No período de 09 a 17 de novembro indica possibilidades de manutenção no padrão das chuvas sobre grande parte da região, com deslocamento para áreas mais a leste, podendo influenciar os registros sobre o estado do Pará e sul do Tocantins.


4. Cotagramas Rio Negro em Manaus – 14990000 Nº de ordem

Ano

Cota mínima (cm)

Mês

01 02 03 04 05

2010 1963 1906 1997 1916

1363 1364 1420 1434 1442

Outubro Outubro Novembro Novembro Outubro

Tabela IV: Maiores Vazantes no Porto de Manaus

Curvas envoltórias das cotas diárias observadas em Manaus – 14990000

Gráfico 01: Cotagrama do Rio Negro em Manaus. Cota em 01/11/2013: 19,39 m

Obs.: As cotas indicadas no gráfico acima são valores associados a uma referência de nível local e arbitrária, válida para a régua linimétrica da estação. Para referência ao nível do mar, devem ser subtraídos 7,00 m às cotas lidas na régua. As curvas envoltórias representam os valores máximos, mínimos e de 10% e 90% de permanência para os valores de cotas já ocorridos em cada dia do ano.


Os valores associados à permanência de 10% ou 90% são os valores acima dos quais as cotas observadas estiveram em 10% ou 90% do tempo do histórico de dados. A zona de atenção para o período de cheia corresponde à faixa entre 10% de permanência e o valor máximo já ocorrido. Para o período de vazante, a zona de atenção corresponde à faixa entre 90% de permanência no histórico e o valor mínimo já ocorrido. Características das cheias e vazantes em Manaus – 14990000

Gráfico 02: Distribuição histórica (%) de cotas máximas e mínimas (atualizado até 2012).

Na série histórica das cotas em Manaus, 75,45% tiveram o valor máximo anual no mês de junho, 18,18% em julho e 6,36% em maio e 43,24% tiveram o valor mínimo anual no mês de outubro, 35,14% em novembro, 9,91% nos meses de janeiro e dezembro e 0,90% nos meses de fevereiro e setembro.


Gráfico 03: Cotagrama com as cheias e vazantes observadas em Manaus no período 1903-2012 (atualizado até 2012).

Gráfico 04: Cotagrama das maiores vazantes observadas em Manaus no período 1903-2012 comparadas com o ano 2013.


4.1. Bacia do Rio Javari

Atualização não disponível

4.2. Bacia do Rio Juruá

Atualização não disponível (obs: dados corrigidosde acordo com banco de dados da ANA)

Atualização não disponível

4.3. Bacia do Rio Japurá

Atualização não disponível


4.4. Bacia do Rio Purus

Cota em 30/10/2013: 2,61 m

Cota em 31/10/2013: 5,52 m

4.5. Bacia do Rio Negro

Cota em 29/10/2013: 6,88 m

Cota em 31/10/2013: 3,28 m


4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)

Cota em 30/10/2013: 3,70 m

Cota em 23/10/2013: 6,78 m

Cota em 01/11/2013: 2,20 m

Cota em 31/10/2013: 1,98 m


4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)

Cota em 01/11/2013: 19,39 m

Cota em 31/10/2013: 8,27 m

4.6. Bacia do Rio Solim천es

Cota em 31/10/2013: 5,00 m

Cota em 31/10/2013: 10,12 m


4.7. Bacia do Rio Amazonas

Cota em 31/10/2013: 1,72 m

Cota em 31/10/2013: 7,29 m

4.8. Bacia do Rio Madeira

Cota em 31/10/2013: 14,84 m


Os dados hidrológicos utilizados neste boletim são provenientes da rede hidrometeorológica de responsabilidade da Agência Nacional de Águas, operada pelo Serviço Geológico do Brasil e os dados de climatologia foram fornecidos pelo SIPAM.

Manaus, 01 de novembro de 2013. _______________________________________ Marco Antônio de Oliveira Superintendente Regional da CPRM/Manaus CPRM – Serviço Geológico do Brasil


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