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Bom dia, bom dia a todos,

Gostaria de saudar as presenças de dois deputados combativos que tem nas conversas eventuais comigo demonstrado um inequívoco espírito público de certa forma até surpreendente. Um muito voltado para as questões interioranas, dadas as suas origens e seu exercício de vida já que praticamente na juventude foi um dos pioneiros no processamento da borracha; Não perde seu vínculo, seu amor, sua preocupação pelo povo do interior. M inha homenagem a você deputado Orlando Cidade. Por outro lado conheci um moço em campanha política. Não imaginava honestamente que ele, aquele jovem que vinha sendo derrotado em eleições sucessivas, tivesse o denodo, a persistência, a determinação de tal modo, que se transformou num dos maiores líderes e organizadores políticos no Estado do Amazonas. Foi chefe de um partido pequeno, enquanto esse partido no conserto político e hoje é uma referência, além de ser um deputado extremamente atuante, deputado Abdala Fraxe. Igualmente o doutor Sérgio Fontes que abrilhanta essa turma como paraninfo, os agradecimentos da Prefeitura pela honraria que empresta a essa turma. M eu caro coronel e entusiasmado competente coronel comandante aí no trânsito, é uma das esperanças desta cidade, eminente secretário de administração, competente e eficiente secretário que muito colaborou e contribuiu pra que esse momento acontecesse, meu ilustre - prefeito de M anaus que divide o seu sofrimento comigo no dia a dia desta cidade, tem a difícil missão de impor a ordem, impor as posturas municipais e o tem feito com muita dignidade emprestando ao setor uma referência nova de respeito, seriedade inabalável honestidade, é o nosso querido M anoel Ribeiro. Quero saudar David que eu conheci como tenente. Tivemos a oportunidade de trabalharmos juntos, inclusive com a minha família e que hoje é coronel comandante da nossa PM . Quero saudar o nosso querido amigo que representa aqui, os diretores lojistas junto com Alonso os companheiros... Cumprimentar os pais, mães, as esposas, os esposos, os filhos, parentes dos formandos e por fim trazer a minha palavra de alento, solidariedade, parceria e companheirismo todos os novos agentes de trânsito de M anaus. Um momento como este, meus senhores e senhoras, é um momento especial para qualquer cidade, sobremodo como uma cidade como a nossa. Isto porque a cidade de M anaus é uma cidade singular, diferente, completamente diferente. O nosso composto social é diferente. A nossa situação é extremamente me perdoe o palavrão, idiossincrática. É uma coisa única. É uma cidade enquistada no meio da selva, num raio de dois milhões e meio de quilômetros quadrados. Eu não diria raio, mas numa área física de 2 milhões e meio de quilômetros quadrados onde só ela, só essa cidade oferece universidade, emprego, trabalho, hospitais. É, portanto, uma cidade que atrai necessariamente uma grande corrente migratória. E essa corrente migratória em sua esmagadora maioria composta de pobres, desvalidos, pessoas desassistidas na Amazônia perdida, na Amazônia Ocidental.


Pessoas que jamais tiveram experiência urbana. Pessoas como nós, amazônidas, onde eu me incluo, quase que anfíbias, porque são pessoas que dependem dos rios, muitas vezes moram nas palafitas às margens dos rios, dos flutuantes, nas estrias d’água que fartam o nosso mapa. E pra cá chegam também os nossos irmãos nordestinos. Por igual originários da extremada pobreza, da desassistência absoluta. São eles os enteados desse País. Todos correm pra cá. O resultado é que essa cidade cresceu assustadoramente. É seguramente a cidade que mais cresce na América Latina. Não há paralelo, não há exemplo. Se de um lado essa cidade incha, cresce e de consequência aumenta os seus problemas, as demandas dos problemas, por outro lado a máquina pública, a Prefeitura se retrai, se minimiza, sem meios, sem recursos, sem técnicos, sem qualificações, sem estrutura, que vive totalmente desaparelhada para confrontar este problema crescente em escala praticamente geométrica. M anaus, tenho dito, e eu falo com a experiência acumulada de quem governou três vezes, foi prefeito três vezes, foi senador da República: M anaus é o maior desafio administrativo do País. Enquanto o Estado tem cinco vezes mais recursos financeiros e cuida de uma população de três milhões e oitocentos mil habitantes, a Prefeitura de M anaus, cuida de praticamente dois milhões de habitantes com um quinto dos recursos. E aqui nesta cidade estão 90% dos problemas, das doenças, das carências, dos crimes, esse problema terrível do trânsito, escolas, hospitais, enfim todas as demandas públicas municipais de M anaus somadas dão seguramente dez vezes mais do que as demandas encontradiças nos demais municípios que compõe o Estado. É portanto um paradoxo meus amigos. Um absurdo, um paradoxo. M anaus com os problemas gigantescos sem dinheiro, sem meios, sem uma tradição de técnicos, de estrutura administrativa. Não gosto de falar muito porque as pessoas interpretam equivocadamente. Quando começo a falar de como recebemos esta Prefeitura. As pessoas pensam logo que é uma argúcia política, que é politicagem. Não é minha gente. M anaus, quando recebemos, a capacidade de investimento da cidade de M anaus, investimento, para atender tudo isso era de 111 milhões de reais. Um pingo d’água num mar revolto de problemas. Nada, nada! Hoje a nossa capacidade de investimento com as mudanças, com as modificações, um trabalho árduo, difícil, silencioso, que não aparece, que ninguém vê, ninguém examina, ninguém analisa, já de 600 milhões. Para o ano será de 800 milhões que ainda é pouco, não é nada. Nada.


Temos todos os problemas que vocês possam imaginar. E muitos deles são problemas que nós não temos jurisdição, mas cujos reflexos na vida urbana e nas ações municipais são terríveis. O índice de criminalidade em M anaus é assustador. Aqui mesmo neste auditório muitos podem se perguntar e vão descobrir. É muito difícil numa roda de cinco pessoas não encontrar alguém que já foi assaltado, teve um amigo ou parente que não foi assaltado. Isso é fato. O dia a dia, a convivência em M anaus está ficando quase que impossível. Não há segurança para os pais e as mães que veem a filha se deslocar pras escolas à noite; não sabe se volta, como volta, o que vai acontecer. O Comércio começa a se isolar colocando grade. Atende atrás e por debaixo das grades. Hoje um cidadão é que se vê necessário de se auto isolar. Ele virou um preso e o bandido livre, na liberdade. Os problemas acontecem na cidade. O prefeito ele é o gerente. Ele é o alvo natural de tudo que acontece de ruim. Para tornar a situação mais crítica temos uma performance política das piores que se possa ter notícia num País subdesenvolvido. Por quê? Ninguém estuda, ninguém analisa, ninguém mergulha nos problemas. Fala-se com base nas aparências. Nas tribunas, nos parlamentos fala-se do que se ingrinde e se deva dizer para o povo sem compromisso de que aquela fala pode confundir, prejudicar até de forma inapelável o mesmo povo. Usa-se de todo tipo de artimanha para confundir, para enganar. Por exemplo: a nossa cidade meus amigos, é uma cidade condenada a talvez passar 30, 40 anos no caos no transporte coletivo. Porque o que fizeram, o que deixaram, como ficou, era para ficar 30, 40 anos numa situação de caos completo, total, absoluto do sistema. A começar por algo extremamente grave, mas cujas as aparências eram invertidas. Refiro-me a prática criminosa, silenciosa mas brutal do uso de 500 mil meias passagens que eram usadas diariamente no sistema de transporte coletivo. Vamos parar e vamos raciocinar um pouco: O sistema de Curitiba por exemplo deve ter, acho que não deve ter 30 mil. São Paulo não tem 30 mil que é uma das maiores cidades do mundo, não sei quantas vezes maior do que M anaus; Rio de janeiro não tem; Belo Horizonte nem meia passagem tinha. E aqui você tinha por dia 500 mil. Ora meus amigos, prestem atenção no que eu vou falar, é muito importante. Um ônibus como um avião, como um táxi, como um caminhão, para se locomover, ele gasta. Ele gasta diesel, peças, custo com pessoal, com motorista, cobrador, o custo de amortização do investimento, enfim impostos, tributos. Quando ele se desloca, ele gasta. E como é que se paga um ônibus? Os modernos cálculos tarifários, usados no mundo inteiro, é uma fórmula, você levanta o quanto um ônibus custa para andar um quilômetro. Faz os cálculos, xis de diesel, xis de peças, xis do custo de pessoal, xis disso, xis daquilo e aí você encontra um valor de gasto.


Aí você vai faz outro cálculo para encontrar a tarifa. Qual é a média de passageiros que andam naquela quilômetro, que está naquele quilômetro, ou dois quilômetros, três quilômetros, quatro ou cinco ou dez. Com o número de passageiros aí deve ver quanto deve custar a passagem para poder pagar aqueles custos de deslocamento e o resíduo que a gente pode chamar de lucro que é para o reinvestimento da compra de frota, ônibus novos, manutenção, etc, etc. Uma coisa civilizada e que tem regra. Está é a forma. Não tem saída. Quando não se age assim, além do valor, você está criminosamente enriquecendo as empresas em detrimento do povo que não pode pagar. Quando você dá a tarifa a menor, você está criminosamente acabando com o sistema que não vai ter dinheiro para renovar a frota, os ônibus vão virando calhambeque, vão caindo aos pedaços. Então não tem jeito, não tem saída, é matemática. É uma lei de economia. Tem que dar aquilo que é certo, justo. Quando além da inobservância deste preceito fundamental, você tem outras anomalias, como a meia passagem que me referi, você tem 500 mil. Olha 500 mil meias passagens significam 250 mil passagens de graça. Significam que 250 mil pessoas andavam de graça todos os dias nos ônibus, sem pagar os ônibus. E o que é mais grave é que era fraude, tudo era falso. Quando assumi a Prefeitura encontrei este quadro horroroso e com muitos outros problemas que eu ansioso... eu aqui me reportar. Primeira coisa que se impunha para um Prefeito que queria consertar era resolver esse problema da meia passagem. Diziam que eu não tinha coragem. A coragem nunca me faltou. Eu sempre fui assim. Enfrentei. Vocês se lembram que eu fiquei sozinho. Jornais bateram em mim; editorial em jornais, os políticos, os picaretas da política; aqueles que usavam a tribuna pra falar das aparências fizeram uma festa. Jogaram os estudantes nas ruas, paralisaram o trânsito e diziam: prefeito, o prefeito é um criminoso. O prefeito está metendo a mão no bolso do pai do estudante. E a população, em razão das aparências, embarcava. E este homem aqui ficou sozinho, pegando editoriais de jornais, críticas da imprensa, pronunciamentos dos vereadores, deputados etc. Ninguém queria saber da verdade. Ou não queriam estudar, ou não estudavam simplesmente, não examinavam. Simplesmente queriam ver o circo pegar fogo. Não me faltou coragem. Eu enfrentei e resolvi. O interessante é o seguinte: hoje temos 169 mil meias passagens. Não há um estudante reclamando. Todos foram contemplados. Não se meteu a mão no bolso de pai de nenhum estudante. Todos sem exceção ficaram muito bem contemplados. E 331 mil meias passagens desapareceram do sistema porque eram falsos, eram fraudulentas. E não vi o M inistério Público em nenhum momento se levantar contra isso. Eu não vi a Justiça se levantar contra isso. Eu não vi um vereador fazer um discurso sobre isso de forma positiva e concreta pra apoiar a Prefeitura. Eu não vi um deputado. Houve um silêncio do governo contra a atitude da Justiça que inclusive deu liminar para que não se extinguisse aquele abuso, aquela fraude. M as amigos, é muito espinhosa essa missão para quem quer fazer as coisas direito. É preciso ter muita paciência, muita determinação e muito espírito público.


Depois de muita luta, gigantesca, depois de encontrar uma solução que parecia impossível para dotar esta cidade de ônibus novos, usando-se de criatividade para poder impor uma certa credibilidade em relação a um sistema desmoralizado perante toda a nação brasileira, para poder se sensibilizar este ou aquele empresário no Brasil que pudesse ter confiança de fazer investimentos na ordem de 300 milhões de reais pra trazer ônibus novos para esta cidade e ter feito o que jamais foi feito na história do País: cinco dias de reunião na Câmara no debate de uma tarifa que se discutiu em março deste ano com as planilhas, com os cálculos de forma aberta, convidando pra aquela discussão, o M inistério Público, o Poder Judiciário, a Associação de Estudantes, sindicatos, Assembleia Legislativa, até a Fundação Getúlio Vargas, entregando-se a todos os cálculos e as planilhas de uma tarifa que seria cobrada ad-futuro, lá na frente, com uma cláusula condicional prevista no Edital. Se trouxerem ônibus novos somente aqueles que teriam uma idade de frota no primeiro lote do Edital, mesmo com o advento da tarifa somente esses receberiam a tarifa integral. Aqueles que ainda não tinham renovado sua frota, ou não tivessem ônibus com a idade média de quatro anos, a diferença do valor da tarifa iria para os cofres públicos para engordar um fundo que se destinaria a fazer abrigos que nós não temos, consertar os nossos terminais que estão caindo aos pedaços. Enfim melhorar um sistema. M eses depois enfrentando todo tipo de problema, inclusive os bancos que não queriam financiar porque tinham medo do sistema de M anaus; tinham medo de como M anaus sempre tratou isso; tinham medo da nossa irresponsabilidade; da nossa incompetência; da nossa omissão. Nenhum banco queria financiar. Nenhuma encarroçadora queria fazer, nem Comil, M arco Polo, nenhuma. Fiz várias viagens ao Rio Grande do Sul, conversei com os bancos. M ostrei o edital que tinha feito. Selei aqui, botei no Edital, confiem neste prefeito. Por favor confiem, financiem, deixe que eu garanto, eu sou o prefeito, eu quero os ônibus novos na minha cidade. M inha cidade não aguenta mais. Chegaram os ônibus novos. M uito fáceis de serem reconhecidos. Todos eles vem com uma porta especial destinada a cadeirante. É fácil. E foi cumprida a primeira fase. O primeiro lote do Edital. Foi dada a tarifa portanto. Era a prova mais justa, correta até porque faltam os outros ônibus. Vem a Justiça em cima da coxa e cassa como se fosse uma brincadeira, como se fosse uma irresponsabilidade essa tarifa, como se fosse uma molecagem e cassa em cima da coxa, em cima do laço sem um estudo, uma análise, Nada! Recebi hoje dos bancos e mandei pedir por escrito a informação que não vão financiar mais, que sabem que os ônibus não serão pagos, que a tarifa não dá pra pagar. Não vão mais financiar e eles estão querendo que as empresas que foram financiadas e com os ônibus novos que já chegaram pra vender esses ônibus para outros lugares. M eus amigos: eu não aguento mais. Eu não aguento mais. Vocês desculpem esse desabafo desse prefeito que não aguenta mais. A gente sabe que tem forças ocultas, que isso não é de graça. A gente sabe. A gente não pode acusar, mas a gente sabe.


Da mesma forma que fizeram com o camelódromo. M anaus hoje não era para ter mais camelô no centro, não era. Era para estar tudo resolvido, o centro restaurado, o centro histórico, tudo bonito, M anaus bonita. Com 15 dias antes da inauguração vem a maldade. O povo não sabe. E fica a palavra fácil contra o prefeito. M eus queridos formandos, me perdoem porque nesse momento de formatura que é um momento inesquecível pra cada um e extremamente importante pra cidade, venha o prefeito neste momento fazer a sua jeremiada. M as entendam que eu sou o prefeito. Eu tenho sobre esses ombros uma carga muito pesada e lamentavelmente eu não tenho tido apoio, pelo contrário, tenho tido muita perseguição. Recordo-me que quando era governador, a cidade de M anaus era contemplada com ajuda do meu governo. Eu ajudava. M uitas obras que tem aqui da Prefeitura eram pagas por mim, pelo meu governo. Eu não perseguia, pelo contrário eu ajudava. Fazia as obras entendia daquilo que eu falei no início da minha fala, que M anaus tem pouco dinheiro e muito problema. O Estado tem muito dinheiro, tem problema? Tem. M as tem dinheiro demais. Além de ter muito dinheiro, o Estado ainda brinca com dinheiro. Esta é a verdade dos fatos. O estado resolve demolir um estádio pronto de futebol pra uma cidade que não tem nem a terceira divisão, pra fazer um monumento gigantesco. É um triunfalismo pra dizer que fez. Um absurdo! Estamos cheios de problemas. As estatísticas estão nos dando conta de coisas terríveis. O IBGE mostra uma faceta que não existia no Amazonas. E hoje nós somos campeões. A faixa da miséria no Amazonas é maior do que a média nacional. De primeiro isso era um privilégio do Nordeste, do pobre do Nordeste. Hoje é nosso. É nosso, meus amigos. Há mais de 600 mil pessoas vivendo com menos de 70 reais, famílias aqui no Amazonas. É grave. O nosso problema social está se agravando cada vez mais e a gente teima em fazer obras monumentais desnecessárias. Quando aparece um prefeito que quer resolver os problemas, o mundo desaba em cima daquele prefeito e não é qualquer prefeito. Veja bem: é um cara que já foi três vezes governador. É isso que acontece. Sinto-me às vezes sindico de uma cidade condenada, inapelavelmente condenada, que está proibida de sair do buraco, não pode sair, porque suas elites não permitem. Não é o povo. M as o povo, ninguém mais conhece o povo do que eu. Já fui acusado de ser o pai do povo, já fui acusado de ser populista. Um cara que distribuía lotes de terras, casa, moto-serra, motor de popa, sei lá. Todos já me acusaram. Já me acusaram do Cartão Direito à Vida que hoje é o bolsa-família do Lula que todo mundo aplaude, mas naquele tempo me acusaram e fizeram a Justiça tirar. É meus amigos, eu lamento muito. Perdoem esse desabafo, mas é um desabafo de quem quer fazer. É um desabafo de um pai que quer trabalhar pela família, que quer ajudar a família, que quer resolver os problemas da família e não deixam. M anaus é a minha família.


Não estou atrás de honrarias. Prestem atenção. Eu não vou nem às minhas inaugurações. Quem não vai às inaugurações mão está fazendo política. Eu só penso em trabalhar. Tem gente que inaugura até poste. M as eu estou trabalhando na Prefeitura que a carga é muito pesada. Acabei de dizer pra vocês que o trabalho interno lá que ninguém vê, o ano que vem M anaus terá a capacidade de investir R$ 800 milhões. Vai sair de um orçamento de dois bilhões para três bilhões. Isso é trabalho nosso, suado, com muita dificuldade lá dentro, organizando. É uma família. Uma família desorganizada, uma empresa desorganizada não vai pra frente. Primeira coisa que o empresário faz é organizar a empresa. É isso que estou fazendo. M anaus era buraco só. Hoje ninguém nem se lembra mais. M as era só buraco. Nós temos problemas demais. Ainda temos tantos problemas. A única força possível para inibir, para algemar essas forças ocultas, poderosas que agem pra evitar o progresso administrativo, a única força é o povo. E se o povo não for devidamente comunicado, esclarecido jamais acontecerá. Então a primeira coisa que fazem os inimigos ocultos é tomar conta da imprensa para que as informações não cheguem, que as informações sejam deturpadas. Eu sofro muito quando vejo um jovem fazendo uma análise completamente equivocada. Porque o jovem é puro, ele é influenciado, existe uma osmose negativa muito bem orquestrada. Não quero insultar ninguém. Não me cabe e não me interessa. Amanhã espero que os jornais recebam, e eu vou pagar, uma nota oficial extensa. Eu acabei de redigir antes de chegar aqui, por isso que atrasei um pouco, dando conta desta situação incrível, absurda, dos ônibus. Sei que por trás tem forças ocultas. Não posso falar, não posso dizer, mas sei. Espero portanto, que amanhã a população, vou pedir para também ser lida nas rádios, dando conhecimento da gravidade, da extrema gravidade do que está acontecendo. É comum se procurar os juízes, os desembargadores. “Ah, juiz fulano de tal, por favor, não faça isso”. “Atenda isso aqui”. Não é assim “Vou procurar o desembargador: desembargador por favor”. Vocês não verão o Prefeito fazer isso. Eu não vou fazer isso. Eu acho um absurdo. Todos têm que cumprir o seu dever. Senhores formandos, Senhoras formandas, quero cumprimentar mais uma vez os que tiraram os primeiros lugares, que ao primeiro lugar perguntei a média foi 92, 9,2, uma média alta. Sei que vocês fizeram um curso primoroso. Estive aqui na abertura. Sei que vocês se prepararam, sei que vocês vão se comportar nas ruas de M anaus com a dignidade necessária, a competência necessária.


E de mim vocês terão o seguinte: vocês não terão o Amazonino prefeito. Vocês terão o Amazonino companheiro, amigo, aquele que compreende a situação de vocês. Quando eu cheguei o salário de vocês era ínfimo. Eu dobrei o salário. M andei fazer esse concurso. M andei equipar. Estão chegando as motocicletas, já tem 20 viaturas, estão chegando as motocicletas e ao mesmo tempo contratei as melhores empresas do Brasil para as sinalizações de trânsito, tanto vertical como horizontal, fazer estudos de engenharia de trânsito, pela primeira vez essa cidade vai ter. E M anaus já está dotada de um sistema cibernético de controle que não há nenhum igual no Brasil. Já começamos a avançar. Estou esperando agora a colocação dos famosos sinais inteligentes e prestem atenção. M anaus tinha radares cegos escondidos apenas pra multar, não para educar o trânsito e com o agravante de que aqueles radares, as multas resultantes daqueles radares eram divididas com a empresa, que era uma vergonha, inclusive foi objeto de uma grande reportagem nacional. Hoje vocês têm radares luminosos, educativos, lombadas eletrônicas, o que há de mais moderno. M anaus deverá ter alguns radares cegos ainda, mas não com participação de multa por parte da empresa, mas tão somente nos casos mais graves em que eles têm que existir por recomendação técnica. A cidade se prepara pra ter um novo momento em termos organizacionais, em termos de trânsito. E em vocês que não sei como chamá-los agora, eles eram os azuizinhos... eu fui brincar com o coronel eu disse: eram os azuizinhos e agora são os caquinhos. E ele disse: “não, pelo amor de Deus. São os beginhos”. Então que eles sejam os ‘beginhos’ agora espalhados nessa cidade levando mais tranquilidade, orientação, para uma cidade melhor. Um abraço, que sejam felizes. Obrigado.

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