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FORTALEZA HISTÓRICA Tombamento X Destruição PROJETO MAR E a harmonia dos os opostos

SLIMESTONE A beleza da pedra natural

ENTENDA A RESOLUÇÃO 51


TECNOLOGIA

SLIMSTONE A beleza da pedra natural em 5mm de espessura.

O mercado de design e decoração de interiores já está de olho no SLIMSTONE, a pedra natural (mármore ou granito) na espessura de cinco milímetros, que estruturada por uma composite adquire grande resistência à flexão e ao impacto. O produto, que é produzido na Serra Gaúcha, possui corte exclusivo que o torna setenta por cento mais leve e mais resistente que a pedra natural convencional, normalmente usada na versão vinte milímetros, mais pesada e limitada. Devido às vantagens de leveza, resistência e translucidez, o SLIMSTONE consegue atender a uma versátil gama de possibilidades, inclusive fonte de inspiração e matéria-prima para profissionais consagrados. Além de ser amplamente utilizado nas áreas de arquitetura de interiores e construção civil, o produto também atende perfeitamente como material principal no desenvolvimento de peças

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Na versão Lúmen, Slimstone ainda permite a passagem de luz, criando efeitos cênicos através da retroiluminação. Tem se tornado uma tendência cada vez mais forte quando o assunto é sofisticação sem as limitações da pedra convencional. Slimstone pode ser aplicado diretamente no mobiliário, desde frentes de gavetas, portas, bancadas, tampos e painéis e pode ser utilizado tanto em áreas externas como internas. Principalmente direcionado aos segmentos da arquitetura, decoração de interiores, construção civil e mercado corporativo, seu maior diferencial competitivo está relacionado ao fato de permitir estruturas mais leves usando a pedra natural. Slimstone é tão versátil que pode ser aplicado em elevadores, revestimentos de lareiras, paredes, luminárias e pisos. Objetos de decoração e design já exploram o material em suas criações e é a solução ideal, também, para pisos elevados e para aplicação na área náutica e aeronáutica, trazendo beleza e sofisticação. Para a limpeza, é necessário apenas a utilização de um pano macio com detergente neutro incolor. Para conservação, faz-se necessário a aplicação de uma fina camada de cera incolor comum. Existem hoje no mercado algumas marcas que desenvolveram produtos específicos para limpeza e manutenção de pedras naturais. Estes produtos podem ser detergentes que limpam a superfície do material sem remover a cera ou detergentes que limpam. fonte: http://www.slimstone.com.br/

Mirella Moretti Viviane Mendes

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PROJETO

PROJETO MAR: A HARMONIA ENTRE OS OPOSTOS O museu ocupa dois edifícios na Praça Mauá, entre o Centro e a Zona Portuária. Um dos prédios é o Palacete Dom João VI, construído em estilo eclético. O outro, adjacente ao palácio, era utilizado como terminal rodoviário antes de ser integrado ao museu, projetado pelo escritório Bernardes+Jacobsen.

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O objetivo primordial do projeto é tornar um edifício e o outro o mesmo, apesar das diferentes estéticas. Isso é permitido através da cobertura que requalifica os espaços vazios em comum. O circuito de circulação foi o elemento fundamental para unir dois inimigos históricos da arquitetura, o modernismo e o ecletismo. Entre os edifícios, encontra-se a bilheteria e há elevadores que levam os visitantes até o terraço do prédio modernista, onde inicia-se a visitação. Imediatamente há um deslumbramento da paisagem e reitera a cidade como obra de arte.Para acessar o pavimento abaixo, a grande escada em forma de caracol, faz a transição gradativa entre o exterior para o interior do edifício. A partir da entrada propriamente dita do Museu, a sensação de liberdade se inverte, pois entra-se em um túnel profundo e fechado que nos leva aos espaços expositivos. Inicia-se ai as exposições de imagens para representar o Rio de Janeiro com a intenção de demonstrar que a


paisagem é construída a partir do olhar de quem a vê. Nos andares inferiores são expostas artes de real valor e importância para a história.

O MAR conta com as melhores coleções públicas e privadas do Brasil e já nasceu com o propósito de inovar o desenvolvimento de um programa educativo e referência para ações no

O Museu foi tratado como uma forma de recuperar a cidade, o qual, faz parte do projeto de revitalização do Porto Maravilha. As mídias hoje o tratam como um ícone dos novos tempos. Possui 15 mil metros quadrados que incluem oito salas de exposições (somam cerca de 2.400 metros quadrados), divididas em quatro andares; área educativa; auditório; biblioteca; restaurante-mirante; café; loja; áreas administrativa e de reserva técnica.

Brasil e no exterior, conjugando arte e educação, e usando como base o programa cultural que norteia a instituição. A Escola do Olhar trouxe uma nova utilização e a valorização do Palacete Dom João VI. A edificação tanto conserva o passado, quanto acrescenta uma estética contemporânea e exuberante.

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O palacete de Dom João VI, construído entre 1913 e 1918 e uma das construções mais clássicas da região portuária do Rio, depois de anos de degradação passou por uma restauração e a primeira parte da reforma, a fachada, foi entregue em 2011. o arquiteto, c o o r d e n a d o r e restaurador do trabalho foi Walace Caldas. a decisão de fazer do palacete sede do MAR veio logo após a prefeitura decidir recuperar o prédio. Na marquise tombada do antigo terminal rodovia rio ficam a área técniao e a bilheteria do museu e onde funcionou o hospital da policia civil agora fica a escola do olhar, que é voltada para a formação continuada de educadores das escolas da prefeitura do rio e para o incentivo de experiencias coletivas.

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Plantas

DĂŠbora Rodrigues Rayanara Santos Luana Costa Mayara Leite

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URBANISMO

Viaduto: sim ou não ? Mobilidade Urbana Com o crescimento descontrolado do número de habitantes dentro das cidades, cade vez mais faz-se necessário novos planejamentos urbanos para esses grandes aglomerados afim de se obter uma boa mobilidade urbana. Tal planejamento leva em consideração o espaço da cidade, o número de habitantes e o número de veículos. Além desses fatores, ele possui um conjunto de políticas que visam o conforto dos cidadãos dentro dos grandes centros urbanos. A população mundial, se encontra em um período de ascensão social, onde existe um grande fluxo de pessoas indo morar e trabalhar nas cidades, porém, muitas delas não estão acompanhando esse crescimento demográfico, e acabam tendo que enfrentar grandes problemas urbanos, como: grandes congestionamentos, poluição, segregação dos bairros, acidentes, entre outros. Um dos problemas mais graves sobre a mobilidade urbana, é justamente o carro particular, pois

Fonte: Google.

Fonte: Google.

Uma boa mobilidade urbana, leva em consideração todos os meios de transporte que possam vagar pela cidade, carros, motocicletas, bicicletas e ônibus, entretanto, boa parte das cidades brasileiras, fecham os olhos para outros meios de transporte e visam apenas os carros particulares, construindo vias com calçadas mínimas para os pedestres e sem ciclovias para os ciclistas. A questão da mobilidade urbana é um problema enfrentado por milhares de pessoas hoje em dia, e só se resolve problemas relacionados a ela, com planejamentos de vias que abriguem todos os meios de transporte e proporcionem conforto e segurança para os cidadãos.

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Situação dos viadutos nas grandes cidades Desde sua criação, os viadutos são questionados pela sua eðcácia e solução de problemas. Criados para, em teoria, diminuir o tempo do percurso de um lugar à outro. Ao longo do tempo, sua existência mostrou que não resolve os problemas do trânsito, e pode até agravar a situação. Os viadutos não diminuem os enormes engarrafamentos de carros das grandes cidades, e sim o transferem para outro lugar, as modernas teorias de "ondas" aplicadas à analise da circulação tem mostrado este fato de forma clara. Sendo assim, apenas uma solução temporária. Além disso, a construção de um viadutos tem muitos pontos negativos, como a desvalorização do valor fundiário de uma área, a degradação das fachadas de ediðcações que perdem acessibilidade e recebem ruídos e poluição. Com isso, atualmente, as grandes cidades do mundo estão demolindo seus viadutos. O primeiro país a demolir seus

Antes e depois do viaduto de Boston.

O viaduto de Boston foi demolido em 2003, cinquenta anos após sua construção. Deu início ao Projeto Big Dig, que fez várias vias expressas se tornarem subterrâneas. Resultando no Rose F. Kennedy Greenway, que abriu em diferentes fases começando em 2008. O espaço inteiro de 2,4km inclui cinco parques e até um carrossel.

A NÃO DERRUBADA High Line é um parque suspenso, localizado na cidade de Nova York, construído sobre um antigo viaduto ferroviário, de quase dois quilômetros de comprimento, que deixou de ser utilizado em 1980. Ficou sem utilidade e com planos de demolição, até que em 2003 foi decidido pela não demolição, já que o antigo viaduto faz parte do histórico da cidade, com mais de um século de antiguidade.

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URBANISMO Novo viaduto em Fortaleza A obra tinha um prazo de 14 meses, devido as greves a obra se atrasou. Segundo o prefeito de Fortaleza Roberto Claúdio, a obra será concluída em 12 meses. A data prevista da obra é para setembro de 2014. A obra de viadutos avançará sete metros em área do Parque do Cocó. De acordo com a Prefeitura, as obras custarão R$ 17,3 milhões e avançarão sete metros dentro do Parque do Cocó, está provocou a derrubada de 90 árvores. Foram retiradas na ação 98 árvores, mas, segundo o prefeito, 500 foram replantadas na área do parque. O presidente do Conselho de Políticas de Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Paulo Lustosa afirmou que o alargamento vai avançar sete metros da área do Parque do Cocó em toda a extensão na Av. Engenheiro Santana Júnior entre as vias Antônio Sales e Israel Bezerra. No entanto, revelou que o projeto atualizado dos viadutos irá atingir de forma menos intensa a vegetação do Parque do Cocó em comparação ao projeto antigo, aprovado na última gestão. "Antes, uma das alças do viaduto precisariam passar sobre a vegetação do Parque do Cocó, mas o projeto foi atualizado. Mesmo avançando esses 7 metros, a intervenção não entra na área de preservação de mangue", defendeu Paulo Henrique Lustosa. A ordem de serviço da construção foi assinada pelo prefeito Roberto Cláudio e pelo titular da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), Samuel Dias. O projeto tem como objetivo otimizar o trajeto no corredor de tráfego entre os bairros Antônio Bezerra e Papicu. A primeira etapa da intervenção contempla o alargamento, numa extensão de aproximadamente um quilômetro, do lado direito da Engenheiro Santana Júnior em direção ao Papicu. Já o segundo viaduto vai permitir que os veículos sigam para a Av. Washington Soares. Os dois viadutos que irão ter 300 metros de comprimento. Eles funcionarão em dois níveis.Haverá três níveis de escoamento. Um ao nível do terreno, um outro ao nível do primeiro viaduto e outro ao nível do segundo.

Esquema do novo viaduto.

A vereadora Toinha Rocha (Psol) também é contra a construção dos viadutos no Cocó, ela argumenta ilegalidade na obra. Toinha diz que aquela área é uma Zona de Proteção Ambiental (ZPA) e seu índice de aproveitamento é zero. A solução proposta pela Prefeitura de Fortaleza para melhorar a mobilidade urbana é criticada pela vereado ra. "Tem que existir uma solução pe la lei. A zona é protegida pela lei. O prefeito tem que cumprir a lei". Ela res salta ainda que a obra não resolve o problema, "a construção de viadutos não resolveu em nenhum lugar do mundo". (jornal o povo)

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Projetos alternativos ao viaduto do Cocó Em Fortaleza depois de uma grande discursão de como melhorar a mobilidade entre as avenidas no Cocó, estudantes e arquitetos criaram projetos que possa privilegiar o pedestre, o ciclista e o transporte público. Uma das alternativa criada é o circuito. Essa proposta pretende resolver o engarrafamento entre o cruzamento da Av. Ant. Sales e Av. Eng. Santana Jr., onde todas as direitas serão livres e a preferência é quem está no circuito. Será incluso uma faixa para ciclistas e o aumento da calçada,garantindo mais

Outra proposta foi o projeto do arquiteto José Otávio que visa a construção de túneis que levam a uma rotatória subterrânea e dando prioridade na superfície aos pedestres e ciclistas. Podendo melhorar o ðuxo de carros e garantindo uma área livre para os pedestres a ter acesso ao Parque do Cocó. Os projetos alternativos combatem o uso de viadutos e utilizam outras alternativas viáveis e mais baratas.

Projeto de túneis do arquiteto José Otávio.

Indicações das faixas na Av. Antônio Sales com Eng. Santana Junior.

Abner, estudante de Arquitetura da UFC que apresentou proposta junto com o Vitor Xavier falou que “Todas as propostas estão lutando por um espaço mais democrático, que ofereça alternativa ao uso do carro particular”. Para Vitor, “Fortaleza tem defasagem de mais de 20 anos em seu planejamento urbano, o que impacta na qualidade de vida, na economia e diversos setores”.

Equipe: Jéssica Alice Raísa Braga Rebeca Praxedes Rebeca Pinheiro Maquete eletrônica do projeto de circuito das avenidas.

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Institucional

Cada macaco no seu galho por João Victor Menezes Kahena Gadelha Marcela Ribeiro Thalita Nogueira

Entenda a Resolução 51

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Aos estudantes das áreas e engenharia, arquitetura e urbanismo, levará ao pelo conhecimento de suas futuras atividades profissionais, possibilitando a especialização e formação de competentes profissionais, como quer o mercado consumidor. Para as engenharias será oportunidade de se esclarecer suas atribuições, formas e interações com arquitetos e urbanistas, procurando sempre melhorar as relações entre os profissionais, levando ao bem estar geral de profissionais envolvidos, como também ao público consumidor. Possibilitará, enfim, as autoridades fiscalizar a formação e desenvolvimento das atividades exclusivas de casa área, impedindo que falsos profissionais exponham a risco a população usuária das obras elaboradas e construídas para seu bem estar. Assim como sugestão de possíveis edições de novas resoluções corrigindo distorções detectadas. A partir do conhecimento dessas atividades poderão ser traçadas as minúcias das atividades de engenharia, bem como as formas de atuação desses profissionais na satisfação dos clientes.

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Desde a criação dos Sistemas Reguladores Profissionais em 1933, criou-se também uma lacuna, onde não se tinha a regulamentação de quais seriam as verdadeiras atribuições profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, urbanismo e design de interiores. A edição da Resolução 51 do CAU, que atribuiu às competências exclusivas dos arquitetos e urbanistas, chocou com atividades onde antes não havia uma necessidade de profissionalismo ou não se cobrava o mesmo, que permitiam pessoas não habilitadas profissionalmente intervirem em situações que poderiam colocar a população em risco. Para os arquitetos será oportunidade de se conhecer suas atribuições exclusivas, ainda em sedimentação no mercado profissional. Assim como também melhorar a interação profissional com engenheiros e urbanistas, levando a plena satisfação do público alvo das referidas profissões. Aos urbanistas, levará de forma esclarecedora, suas atribuições dentro de sua área de atuação, bem como aos demais profissionais envolvidos nos projetos de construção, reforma e reordenamento ambiental.


Foto: reunião do CAU em Pernambuco

Explicitará aos arquitetos e urbanistas, onde, como, quais atividades poderão exercer sem haver choques de competências com as engenharias e outros profissionais envolvidos em obras e intervenções no meio ambiente. Alertará as autoridades competentes, quais atividades estão regulamentadas e de exercício privativo, possibilitando fiscalizações mais detalhadas, impedindo o exercício profissional irregular. Possibilitará a edição de novas resoluções, pelos sistemas Confea/CREA e CAU, corrigindo e/ou esclarecendo pontos faltosos. A partir do conhecimento das atividades exclusivas das engenharias, poderá haver um melhor desempenho desses profissionais, desde sua formação acadêmica, até o pleno desenvolvimento da atividade profissional. Permitirá aos arquitetos e urbanistas analisarem melhor as possibilidades de desenvolvimento acadêmico e profissional, levando-os a criarem mais e melhores obras e intervenções ambientais. Sabendo-se que transitam entre a arte e a ciência, melhor atenderiam à demanda da população.

Veja abaixo alguns exemplos de atribuições exclusivas da profissão: - projeto arquitetônico de edificação ou de reforma - relatório técnico referente a memorial descritivo, caderno de especificações e de encargos e avaliação pós-ocupação - projeto urbanístico e de parcelamento do solo mediante loteamento - projeto de sistema viário urbano - coordenação de equipes de planejamento urbano ou de regularização fundiária - projeto de arquitetura de interiores - projeto de arquitetura paisagística - direção, supervisão e fiscalização de obras referentes à preservação do patrimônio histórico, cultural e artístico - projetos de acessibilidade, iluminação e

“A melhor definição dessas atividades tem um ganho direto para os profissionais que ficam mais seguros na sua atuação e para a sociedade, que ganhará com a qualificação da produção da arquitetura e do espaço urbano.” John Silveira

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PATRIMÔNIO

TEXTO - Rebeca Mesquita, Victor Seledonio, Joel Neves e Diana Bezerra.

FORTALEZA HISTÓRICA: TOMBAMENTO X DESTRUIÇÃO

A situação do Patrimônio Histórico Material da capital cearense.

O tempo sempre tem o dom de carregar o peso da história e de mostrar de forma espontânea suas características que por certas vezes são positivas outras negativas mas nunca omitindo do seu direito dizer e mostrar algo. A preservação do Patrimônio Histórico e tão importante quanto o seu surgimento, é a forma mais concreta de está no presente cuidando do passado e alimentando o futuro é levar as outras culturas um pouco da sua.

postar fotografias antigas do Patrimônio Material Histórico de Fortaleza. Existem inúmeros exemplos que podem ilustrar a realidade do Patrimônio Histórico de Fortaleza, como veremos a seguir. Te a t r o

J o s é

d e

A l e n c a r

É um teatro construído no estilo Art Noveau. Considerado uma referência artística e turística nacional, o Theatro José de Alencar desempenha importantes papéis na vida cultural cearense. Na qualidade de TeatroPor fatores diversos o Patrimônio Monumento oferece não só a mais seleta Material Histórico de Fortaleza não é programação cênica do Estado, mas, formado por todas as edificações O também, a mais ativa e diversificada antigas que mereciam permanecer crescimento pauta de atividades sócio-culturais e na paisagem da capital. O urbanístico da artísticas do eixo central de crescimento urbanístico da cidade, assim como Fortaleza. O Theatro José de cidade, assim como o interesse o interesse por Alencar é tido como espaço p or nov a s e d i f i c a ç õe s, novas edificações, acabou aglutinador de pesquisa, acabou levando abaixo levando edifícios que deveriam abaixo edifícios que deveriam hoje f o r m a ç ã o , p r o d u ç ã o e difusão artística, se hoje existir e estarem existir e estarem tombados. transforma em palco de tombados. Os que inclusão social e firma seu a s s i m e s t ã o compromisso com o futuro. O Theatro José de atualmente não recebem a atenção da Alencar passou por obras para se enquadrar sociedade em geral e do poder público dentro das exigências de acessibilidade a quanto as suas preservação e restauração, portadores de necessidades especiais, porém exceto as edificações que se tornaram seu ultimo grande restauro foi em 1991, e, pontos turísticos e que retratam um pouco atualmente, o governador Cid Gomes da história da capital cearense (Em alguns anunciou outra internvenção, como objetivo casos, nem mesmo por ser histórico ou de reparar vidraças, portas, cadeiras e outras tombado o prédio está sendo conservado, estruturas do prédio principal e dos jardins. A como veremos adiante). Na internet, restauração será acompanhada de um plano cresce a procura por recordações de uma de manutenção – iniciativa inédita para Fortaleza que já não existe mais ou que equipamentos culturais geridos pelo Estado. vem sendo esquecida. É a Fortaleza antiga, com seus prédios que pertenciam a cidadãos comuns de outras épocas da cidade e que preservam – ou preservavam – estilos arquitetônicos. Nas redes sociais, por exemplo, é possível encontrar facilmente páginas que se dedicam a 14


Farol do Mucuripe

Passeio Público Seu nome oficial é Praça dos Mártires, mas é conhecida pelos fortalezenses como Passeio Público. Ela data de 1890, possui um estilo neoclássico e seu nome oficial é homenagem aos líderes da Confederação do Equador que foram executados no local. O lugar passou algum tempo abandonado, já chegou Passeio Público em 1919 a virar referência de marginalidade, mas passou por reformas. Nos dias de hoje, a praça conta com programação cultural e voltou a ser ponto de encontro dos moradores da cidade e de turistas. Passeio Público atualmente. Bangalô azul (Colégio Nossa Senhora da Assunção) Começando a funcionar em 1957, a arquitetura original do prédio era refinada e muito bela. Em 2007, veio a triste notícia que o colégio seria fechado, pois pertencia a uma área nobre e seria vendido, dando lugar a um prédio residencial. Embora houvesse esforço para trazer melhorias para a escola, ao fim de sua existência o descaso estava em seu ápice - sua estrutura estava mal conservada. O edifício tinha ares de abandono. Houve um pedido de tombamento, que o transforma em patrimônio oficial. Porém, em abril de 2013, a justiça concedeu uma liminar que permitiu sua demolição. O Professor de Arquitetura e Urbanismo da UFC, Romeu Duarte deixou uma reflexão interessante: "É a lógica do arrasa quarteirão. Não sou contra a construção, mas acho que há terreno demais para o empreendimento. Poderia preservar a contemporaneidade e o passado. Seria até um diferencial. Falta um pouco de inteligência e sensibilidade ao mercado imobiliário." Ao lado, uma foto do processo de demolição do Bangalô.

Foi construído entre 1840 e 1846 por escravos em uma época pouco desenvolvida.

Tinha muitos usos, embora o marítimo estivesse descartado desde 1957: foi Museu de Fortaleza, do Jangadeiro e vitrine do parque eólico. Porém, atualmente, é gritante o péssimo estado de conservação no qual se encontra. Em 1982 foi feita uma reforma e instituído o Museu do Jangadeiro. Infelizmente, o local que era para ser ícone da cultura e história cearense, tornou-se um local marginalizado. A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) afirmou que a responsabilidade pela manutenção do Farol é da Secretaria de Turismo (Setur), que rebateu ao afirmar que devolveu os cuidados a Secult. PLANEJAMENTO

Diante de tantos exemplos de desinteresse pelo Patrimônio Material Histórico de Fortaleza, surge o seguinte questionamento: o que está sendo planejado para os prédios históricos, tombados ou não, que ainda mal conservados permanecem resistindo ao tempo? Em outubro de 2013, os membros do Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (COMPHIC), que se diz “parte integrante da estrutura institucional da Secretaria de Cultura de Fortaleza”, assinaram uma carta aberta, na qual intencionavam “manifestar preocupação face a práticas de órgãos da Prefeitura de Fortaleza que vêm de encontro ao papel do Município em garantir a proteção do patrimônio cultural da cidade”. Na carta, os membros solicitavam esclarecimentos quanto “a demolição da Chácara Flora e no questionamento dos processos de tombamento do Náutico Atlético Clube e d a I g r e j a d e S ã o P e d r o ” . Quanto à preservação de imóveis privados, o programa PAC - Cidades Históricas traz uma novidade a Fortaleza. A Secretaria de Cultura de Fortaleza recebeu documentações dos proponentes que obtiveram financiamento do programa acima citado para revitalizar prédios da região do Centro da cidade.

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Empresa dinamarquesa de arquitetura cria Playgrounds para crianças Fique de A empresa Monstrum faz playgrounds a partir do olhar de quem realmente importa: a criança. Monstros, castelos deformados, perspectivas distorcidas, labirintos em 3D, tudo aquilo que faz tanto sentido porque não faz sentido nenhum, a não ser para quem sabe brincar e fantasiar.

Inscrições abertas para o 2º Prêmio Arquitetura Catarinense A produção de arquitetura catarinense vai ganha destaque. Inscrições para o Prêmio Arquitetura Catarinense até o dia 22 de novembro. Distinção organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento Santa Catarina (IAB/SC) e Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (Asbea/SC). As inscrições para o prêmio podem ser feitas através do site: www.sc.asbea.org.br

João Pessoa vai sediar Workshop internacional de arquitetura e Urbanismo O diretório acadêmico, com o apoio do Unipê, promove, nos dias 22 e 23 deste mês, o I Workshop internacional de arquitetura e urbanismo, no auditório Sérgio Bernardes, do Hotel Tropical Tambaú. O tema do evento será Arquitetura e Urbanismo e seus novos desafios. As inscrições acontecem na coordenação da Faculdade de Arquitetura de Urbanismo Unipê. Outras informações, através do os telefones: 2106-9278.

Conselho de Arquitetura e Urbanismo abre concurso para 33 vagas O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais abriu inscrições nesta terça-feira (12) para o concurso de 33 vagas de nível médio e superior. Os salários vão de R$ 975 a R$ 5.763. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 janeiro de 2014 pelo site: w w w. g e s t a o d e c o n c u r s o s . c o m . b r. As taxas variam de R$ 65 a R$ 95.

Charge do Mês


Projectare