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Cultura no Mundo Cultura en el Mundo Setembro 2014 ’ Septiembre 2014

02 Revista Multilingüe

Literatura Cine e Video Teatro Artes Plásticas Dança Musica Jornalismo

Revelación

“Abra as portas de sua mente e deixa fluir as luzes da imaginação pela janela de sua alma.“

“Abre las puertas de tu mente y deja que el flujo de las luces de la imaginación entre por la ventana de tu alma.”

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“Ouvrez les portes de votre esprit et laisser couler les luminères de l’imagination par la fenêtre de votre âme.” (Robert Sodré)


Número 02 • Septiembre 2014

Revista

Cultura no Mundo

Cultura en el Mundo

Uma publicação independente destinada aos amantes e protetores das expressões artísticas culturais espalhadas pelo mundo.

Una publicación independiente para los amantes y protectores de expresiones artísticas culturales en todo el mundo.

Sumario

IDEALIZADORES

Jorge Marques da Silva (Brasil) Carme Barba (Espanha) Isabel de la Granja (Uruguai) Gloria Fuentes (México) María José Soto (Espanha) maryjoesoto1974@gmail.com

COLABORADORES Brasil

Maria José Vital, Mauricio Antonio Duarte, Lira Vargas, Simone possas, Leonardo Lisbôa, Liduina do Nascimiento, Rita Ramos, Suely Sette, José Lopes, Mauricio Antonio Duarte.

México

Rubén G. Oropeza, Carlos F. Sáenz.

Uruguai

Pedro Valverde, Fernando Corbo, Norma Ricardi.

Espanha

Mariola Díaz-Cano, Màrius Krmpotic, Adolf, Pere Pèries.

Gestão Editorial

Mundo Produções (Brasil)

Projeto Gráfico e Diagramação

María José Soto (Espanha)

Fale conosco

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Para anunciar

revistaculturanomundo@gmail.com

Literatura • Literatura

Jorge Marques da Silva..........................05 Maria José Vital Justiniano....................06 Gloria Fuentes Sáenz..............................08 Mauricio Antonio Duarte.........................10 Lira Vargas...............................................13 Simone Possas Fontana.........................14 Leonardo Lisbôa......................................16 Carme Barba Garrido..............................18 Liduina do Nascimento...........................20 Rita Ramos...............................................21 Pedro Valverde Caramés........................22 Suely Sette...............................................24 Isabel de la Granja...................................26 Mariola Díaz-Cano Arévalo.....................30 Rubén G. Oropeza...................................32

Cine e Video • Cine y Vídeo

Mil veces buenas noches.......................35 Daens........................................................36 José Lopes...............................................38

Teatro • Teatro

El Mago Pop.............................................41

Artes Plásticas • Artes Visuales

Fernando Corbo/Carlos F. Sáenz...........43 Màrius Krmpotic......................................46 Mauricio Antonio Duarte.........................48 Adolf.........................................................50

Dança • Danza

Ahnsooyoung Company.........................53

Musica • Música

Édith Piaf..................................................55 Pere Pèries...............................................56

Jornalismo • Periodismo

www.osnossosescritos.blogspot.com.br mundoproducoes65@gmail.com

A pedra filosofal......................................59 Metamorfose mundial.............................60 El camino del alquimista........................62 -2-


E

ditorial

Para este segundo número de Cultura en el Mundo hemos elegido como hilo conductor para compilación de contenidos un tema tan amplio como inquietante: la revelación.

Para esta segunda edição de Cultura no Mundo escolhemos como elo condutor da compilação dos conteudos um tema tanto amplo como inquietante: a revelação.

Dejando al margen el sentido religioso del término, bajo la sospecha de que Dios habla poco y entre dientes con los hombres, abogo por ceñirnos a una interpretación libre del término entendiéndolo como un proceso mental y emocional que surge de improviso, un chispazo que nos alborota el cerebro, tan difícil de retener como un orgasmo, y que propicia en el sujeto que lo experimenta un verdadero despertar. Una suerte de clarividencia que llega sin previo aviso, que se materializa en palabras insólitas que son aceptadas incondicionalmente por quienes las reciben como un don.

Deixando de lado o sentido religioso do tema sob a suspeita de que Deus fala pouco e murmura com os homens, convido a nos ater a uma interpretação livre entendendo-o como um processo mental e emocional que surge de improviso, uma faísca que desperta o cérebro, tão difícil manter como um orgasmo, e que promove na pessoa que o experimenta um verdadeiro despertar. Uma espécie de clarividência que chega sem avisar, materializada em palavras incomuns que são aceitas incondicionalmente por aqueles que recebem como um presente.

No todos estamos preparados para captar una auténtica revelación. Pocos somos capaces de asimilar en toda su extensión y profundidad la verdad universal, cruda y desnuda, cuyos efectos pueden provocar un cataclismo en nuestro modo de percibir y sentir el mundo, que tendría a partir de entonces un antes y un después.

Nem todo mundo está preparado para captar uma autentica revelação. Poucos são capazes de assimilar toda a sua extensão e profundidade, a verdade universal nua e crua, cujo efeitos podem causar um cataclismo em nosso modo de perceber e sentir o mundo, que sempre tendo do principio de um antes e um depois.

Es mucho más cómodo quedarnos a dos velas, velando principios muertos y depuestos que pervivieron ocultos por los velos del miedo a la realidad, la mentira piadosa y las medias verdades que nos permite ver la botella medio llena.

É muito mais confortável acendermos velas velas, velando princípios mortos e depostos que permanecem ocultos pelos véus do medo, da realidade, da mentira piedosa e das meias verdades que nos permitem ver o copo pela metade.

Puede que con esta revista no logremos provocar ese estado tan anhelado de lucidez y discernimiento, pero no matéis al mensajero. Cada colaborador ha aportado su fósforo encendido que ha prendido en estas páginas digitales repletas de historias susurradas, mensajes intuidos y soñados, deseos desbocados que han dado forma a este nuevo trabajo colectivo y, por qué no, en cierta medida revelador.

Pode ser que com essa revista não conseguiremos alcançar este estado tão desejada de lucidez e discernimento, porém não mate o mensageiro. Cada colaborador contribuiu com seu fosforo aceso que se prendeu a estas páginas digitais repletas de histórias sussurradas mensagens intuídas e sonhadas, desejos descontrolados que moldaram esse novo trabalho coletivo, e porque não, na medida certa revelador.

Isabel de la Granja -3-


Literatura

Literatura

“El aprendizaje de las letras es un auténtico placer y los éxitos que se obtienen, una plena satisfacción. ” Carme Barba

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Um

Desabafo delirante

© Jorge Marques da Silva

Podem me falar de insanidade Podem me falar de loucura Mas me pergunto O que é insano O que é loucura Podem até dizer que é estar na madrugada escrevendo Delirando entre um copo e outro Tenho motivo Estou distante daquilo que quero e desejo Me tolheram o direito de estar perto Tenho que ser socialmente acreditado Não posso ser aquilo que realmente quero Voar bem alto Me jogar no abismo Me arrebentar E quando o sangue estiver escorrendo A distancia poderá corromper e destruir Mas o suave toque daquele lindo sorriso Irá curar estar dor. Que dói no ultimo suspiro de um coração que clama por ser amado. ’

Jorge Marques da Silva

(idealizador)

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Literatura

Literatura

As máscaras do amor

© Maria josé Vital Justiniano

Não te entendo meu querido Até quando serás uma incógnita? Tenho medo dessas máscaras Que tu colocas ao sair Conversas com todos Tu és até mesmo gentil. No entanto, quando estás comigo Realmente não te conheço Não mereço este disfarce Nem mesmo qualquer máscara Os palhaços é que brincam Com todos, no grande circo Porém na realidade, nem mesmo palhaço Você consegue ser. Não entendo quem é você. Por isso não te quero Pois não sei qual é a máscara que usas Quando comigo estás. ’

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Coração inquieto

© Maria josé Vital Justiniano

Converse comigo coração Não fique inquieto Tudo passará...

Se pensas que é tarde Procure recordar, então, da aurora que todos os dias renova...

Não posso te sentir Assim inquieto...

As manhãs são claras são belas e poderosas O sol é um convite

Se ele não te ama Alguém vai amá-la

Tire esta inquietação de teu coração Vá viver outra emoção... ’

Maria josé Vital Justiniano

N

ascida em Minas Gerais, atualmente mora na Paraíba, estado que adotou de coração. Possui graduação em Licenciatura Plena em Letras pela Fundação Francisco Mascarenhas com especialização em Educação (UFPB), especialização em Metodologia do Ensino Superior (UFPB-FIP) e mestrado em Ciências da Sociedade pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Professora titular das Faculdades Integradas de Patos. Tem experiência na área de Letras, Linguística com ênfase em linguística, atuando, principalmente, nas seguintes temáticas de pesquisa: discurso-persuasãodireito, diagnose-leitura-ensino, linguística, gramática, leitura dificuldades texto, poesias em sala de aula. Desenvolveu projetos nas escolas públicas e privadas. É amante incondicional da literatura.

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Literatura

N

Literatura

egros reflejos

L

os dioses, aunque mucho trabajaban, se aburrían. Congregáronse en el quinto inframundo y Quetzalcóatl habló, mientras pasaba la humeante pipa llena de tabaco y plantas sagradas a Xipetótec: —Me pregunto si los humanos han mejorado en algo. Me gustaría que así fuera… —¡Apostemos, hermanos! —exclamó Huitzilopochtli—. Yo digo que siguen igual, si no es que peor.

Foto: Kóncavo y Konvexo, blog de Karina Donangelo karinadonangelo.blogspot.com

© Gloria Fuentes Sáenz

—Hagamos una prueba —sugirió Xiuhtecuhtli, señor del centro de la Tierra—. Yo también digo que no han cambiado. —Esconderé mi espejo en una gruta —dijo Tezcatlipoca—. Ustedes corran la voz de que, quien logre sacarlo de allí, tendrá fama y fortuna. Así lo hicieron. Transcurrido un año, muchos nobles, guerreros y ricos mercaderes de diferentes partes del Anahuac, en su afán de hacerse con aquel espejo de obsidiana, habían muerto. Mas no en el intento, sino poco después. Al salir de la gruta caían enfermos y no había medicina que los curara. Un día, un humilde alfarero entró a la gruta para guarecerse de la tormenta. Vio, recargado sobre una piedra, el reluciente objeto. Lo contempló unos minutos y luego, con reverencia, lo enterró para devolverlo a los dioses y que no cayera en manos de algún hechicero. Poco después los hermanos divinos volvieron a reunirse, el plazo se había cumplido. Luego de preparar la mezcla para fumar, Quetzalcóatl dijo: —Creo que es tiempo de terminar con esto, sólo ha causado enfermedad y muerte. Entonces, del suelo surgió Mictlantecuhtli, señor de los muertos. Se veía molesto. Y así les habló a los cuatro dioses: —Su tonto juego me tiene harto, hermanitos. En este último año, han llegado a mis dominios un montón de espíritus que -8-


lo único que hacen es merodear por los alrededores, llorar y lamentarse pidiendo que los admita. Pero no tienen cabida. Molestan mucho a todos los demás, así que les aviso que voy a convertirlos en tecolotes para que en el mundo humano lloren cuanto quieran. Xipetótec aspiró profundamente de la pipa, reflexionó unos segundos y dijo: —A mí ya me dio tristeza ver lo que pasa con esa gente. Y pidió a Tezcatlipoca recoger su espejo de la gruta. En un santiamén, el dios fue y regresó. Frente a sus hermanos, guardó el espejo en un saquito y lo colgó de su cinturón. Luego, muy parsimoniosamente, tomó asiento sobre una piedra, pidió la pipa de hierbas sagradas, fumó y tomó la palabra: —Hace un año, Quetzalcóatl, tan idealista siempre, preguntó si la humanidad habría cambiado. Huitzilopochtli dijo que estaban peor que antes, y nos invitó a apostar. He aquí que se ha cumplido el plazo. Ustedes se quejan de que el juego sólo trajo muerte y quizás habrán pensado que hice magia oscura para jugar una broma pesada. Y no es así. —Pero entonces, ¿por qué sucumbieron todos los que tocaron tu espejo, a excepción de un pobrecito alfarero? —preguntó Huitzilopochtli.

—Queridos hermanos —respondió Tezcatlipoca—, voy a revelarles algo. Los númenes se acomodaron en sus asientos y se dispusieron a escuchar. —En esta ocasión —prosiguió—, no hice magia, ni hechizo. El espejo actuó por sí mismo. Todos cuantos en él se reflejaron, miraron sus bajas pasiones: la soberbia, la codicia, la envidia, el odio, en forma de terribles monstruos cuya sola vista descompuso sus hígados, cerebros y corazones. Por eso murieron. —¿Y el alfarero? —preguntó Xiuhtecuhtli. —Él es un hombre sencillo y justo, respetuoso de sí mismo y de los demás. Sólo vio su propia imagen —respondió Tezcatlipoca. Los dioses quedaron en silencio, pensando cómo los humanos se aniquilan a sí mismos. ’

Fin

Gloria Fuentes Sáenz (idealizadora)

Investigadora, escritora, lexicógrafa, editora, locutora y periodista.

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Literatura

Literatura

Reencontro

© Mauricio Antonio Duarte

– Como a gente pôde fazer isso com a gente mesmo, hein? Como pudemos nos separar por tanto tempo? – É a Dwapara Yuga. Estamos na Dwapara Yuga. – Hein? – A era da energia, ao contrário da era das trevas que já passou, a Kali Yuga – reiterou Paulo a Tânia enquanto acabava de tomar mais um gole de cerveja. – E o que isso tem a ver? - perguntou Tânia entre curiosa e galhofeira. – Nada. Mas bem que poderia ter, já que está rolando uma energia entre nós. – disse abraçando-a e rindo do gracejo. – Tá bom. A conversa se desenrolava sobre vários mistérios esotéricos e enveredava por um papo literalmente hermético (acabaram falando de Hermetismo também) entremeada por beijos e carícias. Difícil dizer o que os impulsionava nessas conversas, pelo ponto de vista de alguém que é pouco afeito ao oculto e ao esotérico, sem levar em conta que estavam no impulso da criação artística (ambos eram artistas, sendo que Paulo já tinha participado de exposições importantes, até mesmo, internacionais; embora fossem muito mais estudantes da Faculdade de Belas Artes do que profissionais de arte propriamente ditos) e sob a influência do álcool que faziam uso em doses generosas de cerveja em lata. Eles tinham duas caixas de lata na geladeira.

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Brahmacharyas, samadhis, samsaras kundalinis e satsangs entremeavam o diálogo dos dois e o assunto do hermetismo tinha surgido a partir da constatação de Tânia de que todo aquele vocabulário, termos e mentalidade mesmo, eram muito antigos, remontavam às antigas civilizações dos sumérios e dos acádicos, por exemplo, quando do tempo da Torre de Babel, “para situar numa referência bíblica”, quis enfatizar Tânia como quem quer por um pé na realidade normal dos mortais e afastar-se dos voos imaginativos. E afastarse-ia se fosse o caso, mas naquela noite estavam perto das mil e uma referências, parafraseando as mil e uma noites. O Hermetismo tinha surgido na Atlântida e na Lemúria há muito mais de 30 mil anos? Ou seria um engenho do Egito, o Inhotep? Quem saberia, aliás, quem quereria saber? Afinal de contas, os dois estavam juntos e era isso que importava, se continuavam com o assunto era porque tinham vontade de jogar conversa fora. Depois dos inúmeros reveses que tinham passado para reatar o namoro desfeito – inúmeras vezes por sinal – não era para menos a comemoração caseira que se estendia pela madrugada toda de sexta-feira até a manhã de sábado. Terminaram fazendo sexo quatro vezes naquela noite e, à medida que a madrugada avançava mostravam-se mais dispostos do que no começo. Queriam demonstrar um ao outro que o longo tempo separados não tinha destruído o afeto que sentiam; pelo contrário, a longa espera tinha feito aumentar a ânsia do relacionamento, o que era verdade. Sempre tinham tido uma relação conturbada, cheia de idas e vindas, mas nos últimos anos, havia se tornado alguma coisa à enésima potência do que fora. Ela

queria que Paulo viesse morar com ela no seu apartamento, mas ele tinha receio de terminar em briga e discussão o que estava somente começando... Paulo temia que o namoro acabasse (dessa vez, para sempre) se os dois fossem morar juntos, como da última vez com o seu primeiro namoro sério, Marta. A que sempre dizia: “Você vai sempre ser um meninão.” A contenda não se resumia a isso. Sobretudo, estendia-se à crises de ciúme de Tânia, onde a moça não suportava olhares que amigas e Paulo davam, sendo esses olhares reais ou frutos da imaginação ciumenta dela. Isso deixava o homem inseguro quanto a uma vida verdadeiramente a dois num apartamento compartilhado. O desgaste de ambos era grande, mas tudo fora esquecido a partir do último reatar que tiveram. De repente, os rompantes românticos do relacionamento não eram mais rompantes, eram a regra e não a exceção, tudo tinha voltado ao normal da cegueira da paixão. Quando era a metade da manhã, estavam dormindo, o que fizeram até o meio-dia. – Acho que eu fui um druida nalguma vida passada minha. – Tem certeza? Você não acha que você ficaria melhor como faraó? – caiu na pilhéria Tânia ao perceber o namorado se levando tão a sério. – Não estou brincando. Os druidas eram os intelectuais da época dos celtas. Eles eram bardos, poetas, juristas, não só magos ou médico-curandeiros. Eu sou um intelectual. – Até que nem tanto... – Ah, para o nível de hoje em dia, eu sou sim. – Tá, para a nossa década de 90, dá pro gasto. Mas também é só isso, você não sustenta seus argumentos num embate sério com esses intelectuais que tem por aí.

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Literatura

Literatura

– Pseudo-intelectuais, Tânia... A maioria deles cospe e vomita o que leu como quem só pode fazer aquilo mesmo. Diga lá, o que mais eles fariam com todo o conhecimento que acumularam a não ser reproduzir o mesmo sistema que os criou? – Eles fariam trouxas como você e eu engolirmos tudo o que eles, pseudointelectuais, falam. O sábado, depois do 12:00 hs, dava cara de quem ia passar às pressas, com muitas coisas para resolver como os quadros de Paulo que tinham que ir para uma exposição e as fotografias artísticas de Tânia que já estavam prontas e ela tinha que ir buscar. Muito do que acontecia, naquele dia, era fruto do trabalho incessante dos dois em seus ateliês improvisados dentro de seus apartamentos. Como Paulo estava no de Tânia, aproveitou para descansar um pouco e ver os quadros para exposição noutro dia.

Folheava os livros de arte dela, enquanto a moça foi buscar as fotos. Quando ela chegou decidiram ir ao parque próximo para discutir o que Paulo tinha que mandar para a exposição. Passearam pelo jardim do parque durante um bom tempo sem chegar a nenhuma conclusão final sobre o que Paulo deveria fazer ou não e, por fim, foi o que menos interessou, pois começaram a trocar carícias e beijos no parque mesmo. Perceberam, enfim, que o que menos importava, na verdade, era toda aquela parafernália artística. – Como a gente pôde fazer isso com a gente mesmo, hein? Como pudemos nos separar por tanto tempo? - perguntou novamente Tânia. – É a Dwapara Yuga, é a Dwapara Yuga... ’

Mauricio Antonio Duarte

M

auricio Duarte é natural de Niterói, RJ. Tem duas antologias de contos publicadas sob demanda, além das coletâneas de poemas, Poesia Brutista, Simultaneísta e Estática ; Pedaços de uma vida . antologia de poesia e O teu silêncio gritou . antologia de poesia. Foi premiado pela ABD com medalhas de prata e de destaque concernentes a sua participação em salões de arte e literatura como poeta. Foi premiado também com a menções honrosas em poesia nos concursos XXXV Concurso Hermando Continentes da Argentina e XLI Concurso Internacional El Poder de La Palabra 2014. Foi premiado ainda, com a menção honrosa,

no XXIV Concurso de Poesia da ALAP em dezembro de 2013. Teve sua biografia incluída no livro Perfis Biográficos de artistas gonçalenses pela São Gonçalo Letras e Prefeitura de São Gonçalo em 2011.

http://www.recantodasletras.com.br/autores/mauricioduarte

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Celeste escreveu para Evaristo

A carta que

mas não enviou

S

© Lira Vargas

audade de você. Muitas vezes senti vontade de dizer ao mundo o tamanho de meu amor. Lembro-me de uma tarde, acho que era primavera, mas chovia muito. Da vidraça da janela, eu tentava decifrar as figuras que se formavam pelos pingos de chuva que embaçavam o vidro. Abri a janela e aspirei à brisa fresca perfumada de flores. O caminho estava deserto, as flores do flamboyant cobriam a varanda, eu tinha treze anos, ainda na inocência da juventude que chegava devagarzinho em minha vida, e eu teimava em brincar de boneca, uma boneca que já estava gasta pelo tempo. Você chegou ao carro de seus pais, de chapéu Panamá, cabelos pretos e uma pele tão branca quase rosa. Os empregados da fazenda ajudavam a tirar as malas, que jovem lindo! Pensei. E entre a vidraça e a chuva meu coração disparou de emoção diante sua figura em pé abraçando sua mãe e olhando para mim. Saltei da janela, sorri sem entender que naquele momento o amor visitou meu coração, e minha alma pulava de alegria. E nosso namoro aconteceu às escondidas, meus pais eram empregados da fazenda. Foi um amor tão imenso, que muitas noites eu ficava contando as estrelas no céu, para que o dia chegasse, e de mãos dadas subíamos o Monte dos Trovoes para nos abraçar, e entre beijos e juras, selar nosso amor. Evaristo foi à outra primavera, você partiu para a Europa, seus pais não permitiam nosso namoro. Lembro que você disse. Ano

que vem, me espere no Monte dos trovoes, estarei de volta! Quantas tempestades passaram no Monte dos Trovoes, os relâmpagos iluminavam o horizonte e eu tentava imaginar onde seria a Europa, que país o acolhera. Muitos outonos e primaveras viram mudar o cenário das estações na fazenda. Esperei você todos os verões. O riacho ainda corria límpido e apressado, tudo era igual, mas você não voltou. Anos depois fui estudar na capital. Soube que você morreu num acidente de avião na França. Casei, tenho netos e bisnetos, mas ainda lembro-me do Monte dos Trovoes que guardou nossas juras de amor.’

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Lira Vargas

N

ascida em Pernambuco em 1952. Formada em Licenciatura curta em Letras e Literatura. Publicações: Contos - Kátia você não morreu e Colunas para o céu Romance - Cravos vermelhos e De bem com a cadeira de rodas Drama paradidático - Meu segredo no diário Infantil - Juju e a gargalhada do palhaço Zizo, Um cogumelo muito engraçado e Joaninha azul.

www.paralerepensar.com.br/liravargas.html


Literatura

Literatura

elcyr

Meu tio

© Simone Possas Fontana

N

a verdade, ele não é meu tio; não tem meu sangue, mas é meu tiozinho de coração, de amor e de família! Foi casado durante muitos anos com minha tia (esta sim, tia verdadeira) e me deu três primas-lindas-amigas. Vejam que alegria! E como se isso não bastasse, casou-se novamente e me deu mais duas primas-lindas-amigas. Alegria novamente! Recordo-me com muita saudade desse tio tão querido; dos meus tempos de infância, quando chegou a Rio Grande-RS para visitar-nos. De longe já se sabia que era ele quem havia chegado, pois trazia sempre pendurado no cinto, um chaveiro com muitas chaves, que faziam muuuuuuito barulho (hehehehe). Uma vez chegou com seu carro (um Chevette cor de caramelo), todo faceiro, ansioso para mostrar o novo som que havia instalado. Entramos no carro, estacionado em frente a nossa casa, no Bairro Lar Gaúcho. Ele ligou o carro e disse: “- Olha como é potente! Escuta só como é bom este som! Ele circula dentro do carro, fazendo a volta nos quatro alto-falantes! É estéreo! Uma maravilha!”. Eu ficava como se estivesse encantada; de olhos (e ouvidos) bem abertos! Sempre que meus pais e eu íamos a Pelotas, passávamos na casa dele para visitá-lo. E como eu ficava feliz quando isso

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acontecia! Ele era pura gentileza, alegria, elogio, contentamento e amizade! Adorava conversar com as filhas – minhas primas Adriana, Andréia e Carla – e eu adorava ficar escutando essa conversa. Nunca o vi brigar, gritar ou bater nelas; apenas conversava, explicava a diferença entre o certo e o errado e dava conselhos. Meu tio é sabedoria, paciência, alegria, gentileza, elogio e… música! Ah! Ele adora ouvir uma boa música! Mesmo não sabendo tocar qualquer instrumento, sabe ouvi-la. É versátil! Gosta tanto de guarânia, polca paraguaia e música sertaneja de raiz quanto gosta de rock e música clássica. Nos nossos passeios de carro, sempre cantava uma música que era mais ou menos assim: “Lua bonita se tu não fosses casada, eu pegava uma escada para ir no céu te beijar. Porque casar-se com um homem tão sisudo que come, dorme e faz tudo dentro do teu coração?”. Há uns três anos, tive a satisfação de recebêlo em minha casa. Eu e meu marido tivemos a oportunidade de viajar com ele. Essa é outra de suas paixões: viajar! Sempre achei engraçado quando passávamos em alguma

cidade com cemitério pequeno e ele dizia: “- Ah! Aqui eu quero morar! Não morre quase ninguém nessa cidade! Olha só o tamanho desse cemitério!” Minha infância foi muito feliz por vários motivos – e um deles foi a existência do tio Elcyr! Ah! Se toda criança tivesse a alegria de ter a presença dele em sua vida! Tenho certeza de que sua infância seria bem melhor! EU TIVE ESSE PRIVILÉGIO! Pois esse meu tio querido do coração foi acometido de uma grave doença e esta manhã recebi a notícia de que está hospitalizado. Por esse motivo estou triste. Deus sabe o que faz! Se Ele achar que meu tio já cumpriu sua missão aqui na Terra, vai levá-lo para usufruir de sua companhia. Que vá em paz e até breve! Por outro lado, se Deus achar que meu tio querido deve permanecer aqui conosco e continuar a nos alegrar com sua companhia, que seja assim: vamos continuar viajando – Foz do Iguaçu, Ponta Porã, Concepcion, Assunção, etc. Venha logo! Estamos lhe esperando! Então, até breve tio: seja aqui na Terra ou lá no Céu! ’

Simone Possas Fontana

G

aúcha de Rio Grande - RS, membro correspondente da Academia Riograndina de Letras, desde os doze anos de idade escrevia contos e crônicas; aos quinze publicava-os nos jornais locais e já participava de torneios literários. Aos 18 anos mudou-se com seus pais e irmãs para Campo Grande-MS onde vive até hoje. Formou-se no Curso de Letras em 1986 pela FUCMT. Trabalhou como recepcionista e secretária em escritórios de advocacia e cooperativa. Em 2002 ingressou no quadro de servidores do Tribunal de Justiça do MS e em 2003 encontrou sua “cara metade”. Atendendo aos pedidos de amigos e familiares, em 2011 lançou o romance autobiográfico

“MOSAICO” e em 2012 “A MULHER QUE RI”. Atualmente dedica-se a elaboração de seu terceiro romance que terá como título: “PCC”. Em breve!

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simonepossasfontana.wordpress.com


Literatura

Literatura

Solitários

© Leonardo Lisbôa

Horas ocas: bocas de vazios infindáveis sugam como turbilhão do olho de um furacão

de saco sem fundo

dos instantes sem ti.

consomem o sonho a fantasia e a realidade.

Horas ocas... Sei que tu também sentes.

o redor e o longe nada escapa.

Horas ocas: bocas famintas beijos sem lábios sorrisos tristes.

Horas ocas: bocas

Horas ocas: revelação

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Tu negas com os lábios fechados! Teu olhar revela o desejo de pôr fim neste vazio de capricho sem beijo. ’


Estética

© Leonardo Lisbôa

a Memória nos devora: nos leva embora do presente para o tempo que se perdeu. ponte do agora para o antes. estrada que se reconstrói do fim para o princípio.

(existiu como o fato foi ou outra forma reconstruída?)

Nova Arquitetura reformulada de sedimentos trazidos pela ideia

invenção de sonho que se sonha acordado: Orquestra da Imaginação.

Reinvenção Impressa pelos medos, gozos, saudades, nostalgias sem obrigação de realidade fidedigna.

tela que se tece com pontos reais e outros tantos que se reinventa: Tapeçaria Ovacionando o Eu Herói e banindo o Eu Bandido. orquestra-se a Memória mostrando-se o íntimo: Revelação da Arte. ’

Leonardo Lisbôa

E

m janeiro de 1959 cheguei para esta festa chamada Vida. E aqui estou. Desde menino sentia um impulso para escrever. Diversas vezes projetei diários que fui escriturando e refazendo. Quis ser professor. Desde cedo, ao entrar na escola, as viagens de descobertas de outros continentes pelos europeus me encantaram. Queria ser Descobridor de Novas Terras – descobri Mundos. Depois me encantei pela história dos Bandeirantes excursionando o interior do Brasil, onde nasci na cidade mineira de Barbacena – conhecida como Princesa das Alterosas, dos Loucos e das Rosas conforme os estigmas que lhes queriam imprimir. Mas ela é mesmo uma mistura de cada coisa destas e arrematada pela sua politicagem. E por isto acabei me tornando professor de História no ensino fundamental e médio e na faculdade local lecionei História da Arte. No íntimo, lá estava o poeta e o cronista

adormecido querendo sua voz. O professor se aposentou e deixou as mãos livres para este poeta e o contador do cotidiano e de memórias se manifestarem.

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Literatura

R R

Literatura

evelación en tres actos

© Carme Barba Garrido

etiré la cortina y una suave bruma de vapor me envolvió. El espejo había quedado cubierto por una fina capa de vaho que poco a poco se fue desvaneciendo, revelando lo que era imposible ocultar. Me sequé la cabeza con la toalla y una vez más eché de menos la larga melena oscura que había desaparecido bajo los devastadores efectos de la quimioterapia. No me acostumbraba. Froté el cristal con la mano y observé mi demacrado aspecto, acariciando el incipiente pelo pincho que asomaba. Ya llevaba algunos días imaginándome de rubio platino, con unos grandes pendientes, ropa provocativa y tacones altos. Parecía una frivolidad preocuparme por aquellas banalidades, pero me resultaba imperioso compensar la deteriorada autoestima y no se me ocurría mejor forma que recuperando la feminidad y las miradas masculinas. “Quince días”, me pronosticó la oncóloga después de la primera sesión en aquella sala de hospital que olía a destrucción humana. Y acertó: ni un día más ni uno menos, el tiempo justo para poder impartir mi última charla en público. Allí, de pie ante una multitud, con un par de pinzas estratégicamente colocadas en la cabeza, conseguí mantener la melena unida, encubriendo su inminente suicidio. Bordé mi presentación, como si me fuera la vida en ella, y me llevé las felicitaciones a casa donde en la intimidad, retiré las pinzas y con ellas los mechones sin vida. Fue

entonces cuando el cansancio cayó sobre mi maltrecho cuerpo como una losa en forma de lágrimas de impotencia que había guardado junto con mi secreto. Pero era demasiado joven para darme por vencida y mi naturaleza de coqueta empedernida se negaba a pasear la calva al aire y mucho menos con un pañuelo atado a la cabeza y, a pesar de no entrar en mis planes de futuro, me decidí por una peluca a lo Cleopatra con la que interpretaría mi papel en la vida durante los meses siguientes. El persistente goteo de la ducha captó de nuevo mi atención. El vaho había desaparecido por completo y el espejo se empeñó en revelarme el resto de una realidad que me costaba aceptar. Todo estaba muy tierno todavía, demasiado reciente. Tres agresiones quirúrgicas no me habían dado tregua y los meses de inactividad habían debilitado la musculatura, aunque la peor parte se la había llevado el pecho derecho. Con nostalgia recordé los buenos tiempos en los que junto a su homónimo habían conquistado deseos y lujurias. Pero tras desaparecer en combate, parecía una colina herma surcada por una grieta profunda y dolorosa que reivindicaba protagonismo a gritos. Me sentía en deuda con él y decidí que había llegado el momento. Cogí una cajita del estante, la abrí y extraje un pezón de silicona artificial. Parecía de verdad, con una generosa areola ligeramente rugosa y un tamaño acorde al difunto. Lo coloqué en el centro de la inerte mama postiza y como por arte de magia la

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convirtió en un pecho, se podría decir que virgen, deseoso de ser descubierto, y por qué no,… de volver a ser tocado. Hechizada por mi propio conjuro, el resto del cuerpo pidió equidad. Era justo y seguí el rastro de las gotas de agua que me cosquilleaban el abdomen y que a falta de vello púbico, continuaban su camino deslizándose a lo largo de unas piernas largas, ahora demasiado delgadas por el peso perdido. Y entonces me di cuenta de que nada en aquel cuerpo delataba la madurez de la edad sino los efectos de un holocausto que no podía eliminar, pero sí reconstruir. Entre en la clase de spinning de rubio platino y con el pezón artificial ajustándose a la perfección bajo la ceñida camiseta de licra. Escogí una bicicleta frente al único espejo de la sala, por si algo se descontrolaba, y me monté en ella. A mi lado, un hombre de unos sesenta años regulaba la bicicleta contigua. Tenía un perfil agradable de contemplar y un cuello de ensueño. Vestía un conjunto muy ceñido que le insinuaba una generosa entrepierna y yo, que había estado demasiado tiempo “fuera de circulación”, fui poco prudente con la mirada. Él se percató y me ruboricé al ser descubierta sintiendo, por primera vez en mucho tiempo, el cosquilleo de la libido. Solo empezar la sesión, su olor corporal y las descaradas miradas me hicieron perder el dominio de los pedales y latir el corazón como si fuera su último aliento. Hacía tanto tiempo que no me sentía deseada por un hombre… “Pero, ¿y si creía que me estaba insinuando y al descubrir la verdad se echaba atrás por asco o pena?”, me alarmé, perdiendo el ritmo. Él se percató de mi descontrol y, ajeno a mis miedos y perjuicios, puso una mano sobre la mía, incitándome a seguir y empeñado a resucitar tantos deseos sexuales olvidados… Nuestras siluetas se reflejaban en el espejo,

Autor: José Manuel Fuentes Fernández. “Despertar” publicado en el libro VIVIR por el Grupo de Investigación en Actividad Física y Salud (GIAFyS). http://www.giafys.es/component/content/article/14sample-data-articles/116-vivir

revelando el movimiento sinuoso de nuestros cuerpos, pedaleando acompasadamente, al igual que cuando se cabalga uno sobre el otro. No estaba preparada para sucumbir a aquella condena, ni para escuchar sus palabras cargadas de sensualidad. Tanta carga emocional requería de una dosis de energía de la que no disponía si quería consumar el sprint final. Cuando la sesión acabó, el sudor me resbalaba por el escote y él acercó su toalla para secarlo. —Tienes unos pechos preciosos. Hasta mañana, princesa… Su voz ronca me acompañó hasta la ducha donde la llama del deseo se reveló después de aquella larga y obligada abstinencia. ’

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Carme Barba Garrido (idealizadora)

http://www.erotica-carmebarba.es


Literatura

Literatura

Você

© Liduina do Nascimento

Você... Tanto voa voa feito pássaro Quanto mais voa, tanto a mim encanta! Tão precioso e livre em meu peito Bastaria existir assim Nem precisava ser tão perfeito. Quando vem, de mim toda tristeza espanta. O amor faz milagres... É tão sublime. Nos deixa em estado de graça. Com alegria acompanho os seus voos. Você me traz tanta felicidade Por me dar essa liberdade de lhe amar, Você é um amor de verdade... De vontades De sempre para as suas asas querer voar! Por me fazer voltar a sorrir. Chega arranca do meu peito a saudade. Você é o céu pra onde sempre Sempre vou querer fugir E em seu céu Me reencontrar e deixar o amor existir. ’

Liduina do Nascimento

C

earense de Fortaleza. Cursou Secretariado pelo CETREDE Centro de Treinamento e Desenvolvimento e Inglês no IBEU. Atualmente é estudante de Filosofia. A sua maior felicidade são os seus três filhos. Vive o amor com intensidade como se fosse o ultimo dia. Adora a natureza, ama o mar, as estrelas, as pessoas e acredita que o amor dos contos de fadas existe. Escreve poesias, contos prosas.

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Não ser Gostaria de poder gritar, não posso! Gostaria de dizer, não digo! Gostaria de jurar mil vezes, silencio! Gostaria de não sofrer, padeço! Gostaria de não de amar, deliro!

tua

A forma exata de te amar, me faz... Sou tua...prisioneira livre! Amo-te em segredo, na penumbra. Quero-te no silêncio imaginário Que me cobra a postura De uma amante sincera... Aquela que berra, e não cala! Revelar-me é castigo contrito! Revelar-me é liberdade sonhada! Revelar-me é cantoria muda! Revelar-me é ser tua em conflito! Sigo muda, Sigo tua, Sigo triste Sigo amando, Conformada... Apaixonada... Esperando... Eternamente... hoje! ’

Rita Ramos

P

rofessora Universitária de Língua Portuguesa. Casada e mãe de dois filhos, reside em Guarapuava – Paraná. Ama a poética em todas as formas, a linguagem e a metalinguagem. Poeta por adoção, convicção e emoção. Valoriza a plurissignificação da palavra e do pensamento poético.

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© Rita Ramos


Literatura

Literatura

xorcismo E …

U

© Pedro Valverde Caramés

n café, por favor… Paso, abran paso… Ay, hija, yo lo cuidé hasta el final, eso sí… Niño sal de ahí… Joder, qué mal está todo, así va este país. No te lo vas a creer… ¡Taxi, aquí, taxi…! Todo el mundo dormía en su casa menos él. Incapaz de aguantar en la cama y decidido a desintoxicarse de todas aquellas pastillas de mierda que sólo lo atontaban, se había ido a la sala de estar, a ver si todavía podía entretenerse frente al televisor. …¡Menuda tía acabo de ver! Se derretían las baldosas de la acera con cada paso que daba… ¿Sabes?, las cosas van mal en el trabajo. ¿Estás preocupada…? Aquel torrente de palabras de las que era incapaz de alejarse lo volvió a sumir en un estado de profunda ansiedad y sin tomar la medicación aquello podía llegar a ser insoportable. A pesar del cansancio era incapaz de quedarse dormido… …no lo sé chica, a mí él me gusta, lo que pasa es que… por favor, no me jodas Rocío, es un cabrón… la situación en el África subsahariana amenaza con desencadenar un… no se me levanta, tío… no sé qué hacer… Barbitúricos y dosis al alza de tranquilizantes parecían ser la única solución que la ciencia médica podía ofrecerle para acallar aquel rumor que amenazaba con volverle loco. Expresiones como trastorno bipolar, hipersomnia recurrente o esquizofrenia, se habían hecho cada vez más frecuentes en su vocabulario.

Algo no iba bien en su cabeza y eso estaba destrozando su vida… …sin duda la situación económica del país tiende a mejorar, dijo el ministro en su comparecencia… vamos a tomarnos unas cervezas, invito yo… hay que estudiar más, cariño, si no vas a repetir curso… Al acostarse lo estaba esperando la pesadilla y con ella su maldición. Regresó a su cabeza, siempre regresaba, aquel coro entrecortado de voces dispersas que se apelotonaban para formar un fondo continuo, un murmullo que se repetía una y otra vez, como si se tratase de una cinta magnetofónica que al llegar al final se rebobinase para volver a comenzar. …Son dos kilos justos, gracias… Ayúdame con las bolsas, coño, ¿no ves que voy muy cargada…? A pesar de su nocturna reiteración tardó mucho en caer en la cuenta de que él no inventaba esas voces, no. No venían de él, sino a través de él. Se lo había intentado explicar al último psiquiatra al que había visitado: ―He descubierto que las voces que escucho por las noches las he oído de día; en la calle, en los pasillos de la facultad, en el metro, en la radio, en un bar… Yo no invento nada, doctor. ¿Y si algo en mi cerebro fuese como una tela de araña viscosa en la que se enredan palabras que vuelan por ahí sueltas? «Ahora que lo pienso ―se dijo resignado―, soy como una vaca que al final del día regurgita lo que ha comido en el prado para volver a masticarlo.»

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Una sonrisa de incredulidad se había desprendido del rostro del galeno mientras garrapateaba en el talón de recetas la enésima dosis de benzodiacepinas… …Juan, no corras, espérame… Adela, debería habérmelo contado… no entiendo nada… ¿de qué va esa tía…? ―Tienes que hacer algo que no has hecho nunca ―le dijo muy seria aquella mujer mientras muy concentrada interpretaba un amplio abanico de cartas desparramadas sobre el tapete verde de una mesa. ―¿Qué quiere que haga? ―Eso no lo sé ―respondió la pitonisa―. Tendrás que descubrirlo tú. No le quiso cobrar la consulta. Era ya muy tarde y en el primer canal la emisión había finalizado. Pasó a la segunda cadena. Un programa de esos de entrevistas, ya empezado, era toda la distracción que podía ofrecerle. Necesitado de oír otras voces, se sentó en un sillón a escucharlo. Dos tipos charlaban al lado de una mesita atestada de libros. El que parecía el personaje invitado era un argentino, muy maduro, de sobria elegancia y que se adivinaba seco como el esparto, de pelo canoso repeinado hacia atrás para realzar una frente despejada, ojos encarcelados tras unos gruesos lentes de pasta negra y mostacho regio teñido en escala de grises. Le enganchó la voz del tipo, su aire de profunda seguridad y a la vez de enorme fragilidad. Le pareció como que si estando de

vuelta de todo nunca hubiese ido a ninguna parte. Tantas visitas al diván del psiquiatra le habían conferido un indudable bagaje para el análisis de la personalidad humana. Era un escritor, seguro, pero no sabía de quién se trataba. Con una fluidez verbal envidiable, éste le contaba al otro su vida y obras: sus miserias surrealistas en el París de los años treinta, su accidentada ruptura con el comunismo, la renuncia voluntaria a su prometedora carrera de físico de partículas, el desprecio por la modernidad, su recelo ante una ciencia sin «rostro humano» y su pasión por la literatura y el hecho estético. También su propensión a ver devorados por lenguas de fuego los papeles de su escritorio. ―Cada vez que leo a Cervantes ―contó―, me siento anulado como escritor. He publicado tres novelas y me parecen demasiadas. ―¿Por qué escribe usted? ―le espetó de repente el entrevistador. El otro, sin pensárselo, remachó: ―Para liquidar fantasmas. Escribo por pura necesidad, por una cuestión de mera supervivencia… es ―vaciló― como un exorcismo; escribo para espantar a los demonios para acallar a los fantasmas que llevo dentro. Es la única manera de alejarlos de mí. No conozco mejor psicoterapia que escribir mucho… El sol entraba a raudales por la ventana. Cuando despertó, tirado sobre un revoltijo de papeles, todavía conservaba el bolígrafo entre los dedos de su mano derecha. ’

Pedro Valverde Caramés

P

edro Valverde Caramés, Montevideo 1969. Soy hijo de una larga tradición de emigrantes gallegos en América, lo que siempre le imprime a uno cierto carácter y marca tendencias. He estudiado Ciencias Económicas y Físicas y soy funcionario de carrera en la Administración Tributaria española. Sin saber muy bien ni cómo ni por qué me he convertido en un devoto de la escritura de cuentos, aunque lo que realmente puedo decir de mí con cierto orgullo, es que yo soy lector, quizás incluso hasta un buen lector. F(r)icciones es mi primer libro de relatos, al que quiero creer que le seguirá pronto un segundo.

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Literatura

Literatura

Revelação

© Suely Sette

R

evelação é bem mais do que ditam seus sinônimos. Ao revelarmos algo bom, damos as mãos a euforia e a alegria que portam as boas notícias. Em contra

partida se o que temos a revelar é ruim, vem a tristeza dar-nos as mãos, precisaremos então lidar com ela. Enfim, revelação seja qual for traz sempre uma gama de novas sensações para as quais temos que estar preparados.

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Ao nos predispormos a fazer uma revelação, um segredo de família, vale ponderarmos antes se esta verdade a ser mostrada trará benefícios a alguém. Vale aqui a lei do custo benefício. A verdade liberta sempre! Então, pensando assim o melhor é desnudar de vez a alma entulhada de segredos que aprisionam e fazem pesar a cruz de cada dia. Encararmos o espelho da verdade de frente e olharmos para ele sem máscaras pode doer a principio, mas depois trará benefícios para a saúde física, mental e espiritual, já que somos corpo, mente e alma. Vejo e assusto-me com a velocidade do mundo virtual ao qual pertenço. Conhecemos hoje uma pessoa que só por afinidade vem fazer parte de nosso rol de amigos. De um minuto para o outro “eu te amo” soa como a mais absoluta verdade! São as faces da vida escondidas no conforto do lar e pretensamente protegidas pela tela de um computador.

Quantas verdades seriam reveladas se eu pudesse olhar nos olhos de quem me chama de amiga! Mas de face em face segue a vida que com a tal modernidade, nunca será revelada. Veladas são as vidas que partilham nosso mundo virtual. Eis a nova realidade obscura com a qual convivemos no hoje da vida. Revelação, bem vinda seja ao meu mundo sem nada que me detenha o passo! Sou como a água cristalina da nascente, que vive na transparência sua vontade de fazer a diferença, num mundo tão conturbado. Mas eu sei que a nascente ainda preservada segue seu curso e mais a frente deixa de ser pura. Assim é a vida e assim são as revelações que cercam nossos dias. Que saibamos fazer o bem revelando ou não o que temos a ocultar. É só nossa esta escolha! Bem vinda revelação de ontem que fez mais leve o hoje de minha vida! ’

Suely Sette

S

uely Lage Soares Sette, Artesã, Professora e poetisa mineira, 56 anos casada, mãe de três filhos, avó. Escrever é um dom que desde criança esteve ao seu lado. Possui uma Fan page onde estão seus poemas, sonetos, crônicas e textos são sempre muito visitados e comentados por Escritores, visitantes e amigos. Escrever para ela é um Dom que exerce com muito amor e cuidado. Suely consegue traduzir em textos aspirações, angústias, inquietações, rebeldia e seu inconformismo diante dos conflitos existenciais que permeiam este mundo.

Esta é Suely Sette . Bem vindos a sua literatura recheada de sentimentos e emoções.

https://www.facebook.com/pages/Pensamentos-e-Poemas-de-SuelySette/513804255299307?sk=info

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Literatura

El cielo del

Literatura

M

inotauro

H

abía llegado su hora. El Minotauro esperaba ansioso a Teseo que vendría a poner fin a su eterna soledad. No conocía otra vida más que aquella. Las paredes rugosas de su laberinto eran su mundo, y él, su rey. Siempre miraba el suelo, conocía al detalle cada piedra que pisaba. Eran su reloj, su calendario de sol, frío y lluvia. A veces alguna flor silvestre brotaba entre ellas, y las horas transcurrían plácidamente en su contemplación. Se sentía más cómodo mirando el mundo como un toro, un dios de la fuerza bruta a cuatro patas, con la vista en la tierra, sintiendo los límites de su casa, midiendo el mapa de su pequeña existencia. Erguirse como un hombre le dolía: la espalda parecía no soportar el peso de su enorme cabeza, los hombros se doblaban hacia delante y el pecho se plegaba provocándole un terrible dolor en el corazón. Sólo se levantaba para ellos, sus jóvenes ofrendas. No sabía quién se los enviaba ni porqué, pero rompían su rutina y le alejaban de sí mismo por un tiempo. El ritual era muy sencillo: ellos, aterrorizados y desarmados, se internaban tímidamente en el laberinto. Al traspasar el umbral y acceder al primer pasillo, comenzaba el juego. Él se les mostraba de refilón, les obligaba a

© Isabel de la Granja

escapar de su sombra y a olvidar así el camino de vuelta. La persecución podía durar noches y días hasta que se encontraban cara a cara en el centro del laberinto: un círculo perfecto, sin aristas, sin rincones, sin escapatoria. Muchos lloraban, otros gritaban hasta perder la conciencia y la existencia. Muy pocos estaban aún vivos cuando les partía el cuello y con ello finalizaba el juego. Ya no recordaba cuántos habían pasado por sus manos: algunos o infinitos. No importaba, los olvidaba en cuanto les daba la espalda. Y entonces volvía el abatimiento, la soledad, el silencio. El último al que mató le juró que su fin estaba cerca, que Teseo vendría a vengarlos, alentado por el amor de una cretense, Ariadna. Otra enclenque, sollozante y desmayada damisela, como las que entraban a conocerle. Una noche fresca de verano llegó Teseo. Lo percibió en el aire caliente que le traía un olor nuevo a salitre, arena y valentía. Le esperó de pie en el centro del laberinto. Su aspecto debía ser imponente, lo vio en los ojos de su matador, que se detuvo ante él con la espada en una mano y un hilo de plata en la otra. Tras un instante de silencio, Teseo se abalanzó contra él. La espada se clavó en el centro de su pecho, al lado del corazón. El corte fue profundo y certero; le hizo caer al suelo sobre su espalda, mortalmente herido.

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Y entonces, lo vio: sobre él se extendía como una manta infinita, el cielo, cuajado de incontables estrellas parpadeantes que lo adornaban como un fino trabajo de orfebrería. No tenía límites: necesitaría otra vida inmortal para descifrarlo, conocer toda su belleza y poder nombrar cada una de sus pequeñas joyas. Se sintió muy triste: todo ese tiempo el cielo le había acompañado y él no lo había sentido. Y ahora ya era demasiado

A

tarde. Tras una nube apareció la luna, iluminando de plata la espada clavada en su pecho y el charco de sangre que lo envolvía. La claridad inmaculada cubrió el centro del laberinto. Un sentimiento de ira y frustración le recorrió todo el cuerpo con el último estertor: “¿Por qué tuve que verte ahora?”. - ¿Lo creerás, Ariadna? –dijo Teseo-. El minotauro apenas se defendió. ’ (Fragmento de La casa de Asterión, relato incluido en El Aleph de J.L. Borges.)

Micrísimo

dvenimiento

© Isabel de la Granja

Exclamación de un carpintero sexagenario al que le cayó del cielo un tipo barbudo de 33 años ensangrentado y con taparrabos, mientras paseaba por el monte: ¡Cristo! ’

Isabel de la Granja (idealizadora)

http://about.me/delagranja

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Literatura

Literatura

ios es azul D

E

© Isabel de la Granja

stambul es un hechizo. Su geografía lo propicia: la lengua de agua del cuerno dorado, el Mar de Mármara encerrado entre tres penínsulas que juntan Europa con Asía, y su arquitectura ecléctica la hacen única. Pero además destila música. Puede que sea, junto con New York, la ciudad más musical del planeta. Por la calle flotan melodías mezcladas con aromas de kebap. Pero lo divino supera a lo profano, también en este terreno. Paseaba por la Mezquita azul a mediodía. Lucía un sol dulce de primavera y algunos turistas tomaban el aire en el patio interior recostados sobre el mármol templado. Salí a los jardines paseando con calma mientras observaba cómo los hombres se acercaban al templo.

Y entonces su voz rompió el silencio. No era una simple llamada a la oración. Era arte, espíritu, vocación. Grabada o en vivo, no importaba. Sus frases, largas y acompasadas, se sostenían solas con un cuerpo casi tangible que dejaba marcas en el aire como la estela de un avión. El canto viajaba a paso lento a través de la ciudad buscando a cada alma como una invitación personalizada. Le contestaron de otra mezquita, pero la réplica no estaba a la altura. Cada vez que él cantaba, el universo contenía la respiración, en vilo. Me senté en un banco, emocionada. Frente a mí, los fieles se lavaban los pies sigilosamente antes de entrar a orar ordenada y respetuosamente. Cuando no quedó nadie, el silencio volvió a la Mezquita. Ese día sentí a Dios entre los versos del Corán. ’

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Fricciones Pedro Valverde

Fricciones ​es un cautivador libro de relatos que extrae la fina capa de ​irrealidad que ​envuelve la vida​cotidiana​, transformando la normalidad en ​insólita​​ficción PUNTOS DE VENTA http://www.libreriaproteo.com/libro/ver/id/1367941/titulo/fricciones.html http://www.bohodon.es/libro.php?id=435&tag=fricciones http://www.libreriarayuela.com/libros/FRICCIONES/874084/978-84-15976-64-6 http://eljardindeloscuriosos.com/libreria.autor.php?id=356 http://www.casadellibro.com/ebook-fricciones-ebook/9788492926534/2352698

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Literatura

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Literatura

arie

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o dijimos nada mientras un taxi nos llevó al hotel. Imagino que pensábamos en las siguientes palabras. Yo debí haberlo sabido, debí haberle dicho que noal padre Martin, debí haberlo hablado mejor, debí no haber creído. O pude haber sabido la verdad. —Lo siento. Te dije que cada cual su vida y ya ves, pero al no conocer nada y ver esas cerillas… Y si no hubiera sido por ese idiota... —No me tienes que dar ninguna disculpa. No ha pasado ni pasa nada. —Abrí la puerta, la hice entrar. La habitación de repente me pareció un hogar al que había deseado regresar fervientemente—. Soy yo el que debió decirte dónde estaría. —No, pude haber ido a cualquier otro sitio. Pregunté en recepción y luego pensé que, por la hora, ya podrías estar tomándote una copa y quizás no te importara. —Marie, escucha, me parece perfecto que cada uno haga su vida pero supongo que, por tu tío, me siento responsable en la medida que puedo. No eres una cría y puedes ir donde quieras

© Mariola Díaz-Cano Arévalo

pero tienes razón, no conoces la ciudad y no se te ha ocurrido nada más. Ya está. Ella resopló. —No sé si nos vamos a poner de acuerdo. —Eh, es muy tarde. Revisemos el trato mañana, ¿quieres? Marie afirmó, echó una ojeada a las dos camas de la habitación, un acogedor rincón de escritorio y sillón y un armario empotrado al lado de la ventana. —Sí, está bien. Además estoy algo cansada. —Me quedé medio parado de camino al pequeño cuarto de baño a la derecha de la entrada. Retrocedí los pasos dados y ella me vio la cara—. Hemos caminado mucho esta mañana, ¿verdad? Ah, no te he preguntado cómo te ha ido. ¿Has ganado? Los ocho mil de Xavier. De pronto sentí tener que ir a por ellos porque no estaba muy seguro de cuánto me importaban. Mis haberes totales seguían indemnes. Si quisiera, podría dejarlo todo, olvidar a tanto bastardo. La humillación y la ira percibida me bastaban, y aquel dinero también tenía buena parte de limpieza pero lo más importante es que era mío. Las deudas de juego siempre se pagan si no son perdonadas, y yo de repente no sabía lo que quería. —Mucho —respondí. —Vaya, enhorabuena otra vez. Así que mi tío tenía razón: eres de los chicos malos pero con la suerte a su favor —comentó borrando de un plumazo el algo pesaroso gesto anterior y cambiándolo por una duda—. Por cierto, ¿qué parecemos?, ¿de - 30 -


verdad llamamos la atención? —Para gilipollas de garitos, sí. Venga, pasa al cuarto de baño. Durmamos hasta tarde, no hay prisa. —De acuerdo. Ah, déjame sobre la silla la ropa sucia que tengas. Hay servicio de lavandería y ya nos hace falta una buena colada. Con esas palabras se despidió hasta por la mañana o eso creí yo. Terminaba de dormirme cuando me despertó deslizándose dentro de la cama. El corazón se me disparó por pensar que le ocurría algo. Fue un pánico absoluto que jamás había sentido y no antepuse ni quise creer en ninguna otra razón que bien sabía ya el puto Dios cómo la deseaba. ¡Cómo no si le hablé en francés! —Tu es bien, Marie? Dis moi, cherie, tu es bien, n’est pas? —Le abrí los brazos para rodearla y acoplarla en la reacción más natural del mundo, sin una pizca de la más primaria y violenta que hubiera podido sentir. —Sí, sí, no te preocupes —contestó—. Tengo algo de frío y me está costando dormir. El pavor me consumió por su débil voz. La mano se me fue a su frente. —¿Te duele algo? ¿Necesitas…? —No, no, sólo es frío. —Y como si hasta entonces hubiera salido de su cuerpo y volviese a él sin haber reparado en su acción, quiso apartarse terriblemente avergonzada—. ¿Pero qué estoy haciendo? ¡Lo siento! ¿Qué vas a pensar? ¡Soy una descarada! Por favor, perdóname. La detuve al momento. —No pienso nada. Tranquila, pas de problem. Quédate. Era más de mediodía cuando nos despertamos. No nos habíamos movido, no habíamos hecho más que dormir abrazados. Yo no me podía creer lo que me pasaba. Cuando ella levantó la vista y le dio la luz del día sí que lo sabía pero sólo se quedó

mirándome, estudiándome, observándome en el cuello y la cara la sombra de la barba entrecana y medio dorada. Con los dedos, me rozó suavemente el mentón dividido, las ligeras arrugas en la frente y los labios finos de mi boca que pareció contemplar ensimismada para quedarse prendida a mis ojos que le devolvieron su hermosa mirada. Después me levantó una mano para ponerla en su cabeza, me hizo llevarla a su lado izquierdo para que se la palpara: un extraño surco, un desnivel provocado y aún ligeramente esponjoso. —Hace tres meses —murmuró. Y sin tristeza ni autocompasión ni miedo, angustia o dolor, únicamente con rabia, añadió—: Sólo quiero seguir viviendo. —Después me soltó, se acercó más y me dejó sin palabras—. Caresse sur l’océan —pronunció acariciándome los párpados y llevándose mi corazón. Pero ni ese día ni todavía pude tocarla por más que ya, a partir de esa mañana, la deseé siempre con todas mis fuerzas porque pensé que, también siempre, querría dormir con ella, enamorarme y amarla. ’

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Mariola Díaz-Cano Arévalo

www.aire.jimdo.com http://www.bubok.es/libros/227289/MARIE


Literatura

El

Aspirante

A —

Literatura

© Rubén G. Oropeza

migo Lucio, nunca imaginé conocer alguien tan interesante en este maravilloso carnaval de Rio. Llevamos dos horas conversando y siento como si nos conociéramos de años. El interlocutor, halagado, dio un sorbo a su whisky. Respondió: —Tú también me resultas familiar, como si fueras mi hermano. Y a todo esto, ¿cuándo publicarás la obra que mencionas? —Te parecerá increíble —replicó Benito—, pero no tengo nada que publicar. Lo que te platiqué acaba de nacer en esta mesa. —Pero… ¿quiénes te inspiran? —Tengo cinco ídolos. Aspiro a ser una mezcla de todos ellos: Jorge Amado, João Guimarães Rosa, Jorge Luis Borges, Juan Rulfo, Jorge Ibargüengoitia… —Quintilla de ases, querido Benito. —Mi estimado Lucio, no estoy ebrio, lo aclaro; te confesaré que vendería mi alma al Diablo por conocer en persona a mis

ídolos y que me revelaran sus técnicas que llevaron sus plumas a la inmortalidad. Lucio lanzó una sarcástica carcajada. Pero de inmediato asumió una actitud grave y susurró: —¿Y si yo te dijera que podemos hacer realidad ese sueño tuyo, me creerías? Benito rió con nerviosismo y repuso: —Amigo, creo que el ebrio eres tú… Pero Lucio, al tiempo que sacaba una laptop de su portafolios y la abría sobre la mesa, replicó: —Casualmente aquí tengo un contrato; basta hacer unos cambios para especificar en él tu encuentro con estos grandes escritores. Sólo necesito escanear tu huella digital. —¡Muy buena broma! —dijo Benito, al tiempo que pensaba, para divertirse, seguirle la corriente a su casual amigo—. Pero… ¿qué este tipo de pactos no se firman con sangre? —Estamos en el 2014, amigo —sonrió Lucio—. Eso ya no es necesario.

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Benito puso su pulgar en la pantalla del miniescáner; en cuanto la imagen de su huella digital fue registrada, el bullicio del bar desapareció. Azorado, miró a su alrededor: él y Lucio estaban solos. De pronto, un hombre se acercó a la mesa y tomó asiento. Se presentó como Jorge Amado. —¡Estoy soñando, no puedo creerlo! —exclamó Benito. —Al grano, amigo —lo apresuró Lucio, al tiempo que le tendía una pluma y un cuaderno—; pregunta y anota, el tiempo apremia. Y así transcurrió la noche. Uno a uno, los escritores pasaron a entrevistarse con Benito. El último en acercarse fue Borges, quien garrapateó un esquema en el cuaderno. —¿Qué no era usted ciego? —preguntó azorado Benito. El hombre palmeó su hombro y antes de retirarse le dijo: —Uno no es lo que es por lo que escribe, sino por lo que ha leído. Benito lo vio desaparecer. Luego, alborozado, agradeció a Lucio:

—¡Tengo oro molido en esos apuntes! ¡Publicaré, seré rico y famoso! ¡Y pasaré a la historia como ellos! Al guardar el cuaderno en una bolsa de su saco, se percató de que la habitación donde se hallaban no tenía puertas ni ventanas. Miró su reloj: eran las tres de la mañana. Súbitamente se sintió inmovilizado. Perplejo, preguntó a su amigo: —¿Qué sucede?... Tengo que irme. Lucio, con una sonrisa, le respondió: —Es el momento de pagar, hermano… —No entiendo nada —gimió Benito—. ¿Pagar qué?, todavía no alcanzo fama y fortuna. Con actitud burocrática, Lucio señaló: —El compromiso fue que conocieras a los cinco escritores. Tu contrato no dice nada sobre eso. —Bueno, es que se sobreentiende, no tenía que especificarse… —No, no, no —dijo Lucio, al tiempo que comenzaba a bañarlo con una luz que salía de la laptop. El cuerpo de Benito se volvió una imagen holográfica. Al tiempo que la pantalla de la computadora la absorbía, sólo se escuchó un lloriqueo: —¡No es justo, no es justoooo! ’

Rubén G. Oropeza (colaborador)

Los caprichos matan

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Cine e Video

Cine y Vídeo

“Tú no buscas la verdad. Tú fabricas tu propia verdad.” Memento

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Revelando vidas

E

© MaryJoe Soto

l noruego Erik Poppe es el director de este film, donde una fotógrafa de guerra, interpretada por Juliette Binoche, se verá obligada a elegir entre su vocación o la familia. Rebecca es una mujer valiente que se juega la vida cada vez que va a cubrir una noticia; ella se siente con la obligación de dar

voz a aquellos que no la tienen; por eso viaja a zonas conflictivas del mundo, para hacer fotografías que después saldrán a la luz. El problema es que también es esposa y madre de dos niñas; y se verá forzada a elegir entre su trabajo o la familia. Esta historia es una maravilla que no te deja indiferente, que nos habla de la pasión por el trabajo y el amor a la familia. ’

https://www.youtube.com/watch?v=ulxbMRieVzo

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Cine e Video

Cine y Vídeo

Daens

UM GRITO DE JUSTIÇA © Jorge Marques da Silva

L

ançado em 1992 e dirigido pelo Belga Stijn Coninx, o filme remete ao final do século XIX em plena revolução industrial, na pequena cidade Belga chamada Aalst, onde os trabalhadores da indústria de tecelagem começaram a pleitear melhores condições de trabalho, pois se encontravam em um estado de miséria por conta dos baixos salários que recebiam. Neste período não haviam leis trabalhistas que garantissem a dignidade dos trabalhadores, a Igreja com a doutrina social da encíclica “Rerum Novarum “ do Papa Leão XII tinha um papel muito importante na sociedade e o socialismo começava a nascer na Europa. A população era dona somente da sua força de trabalho, recebendo por isso salários miseráveis. Para que uma família sobrevivesse era necessário que todos trabalhassem, inclusive as mulheres e as crianças. Além de trabalharem 15 horas por dia as instalações fabris não garantiam nenhuma segurança desses trabalhadores.

A exploração das mulheres como simples instrumento de satisfação masculina é claramente apresentada quando o contramestre tenta seduzir uma operária e não conseguindo a estupra, por outro lado as crianças também eram exploradas quando mostra uma criança que mesmo com sono é obrigada a trabalhar causando a sua morte entre as máquinas. Além destas cenas apresentadas no filme existe mais uma que demonstra a total exploração de mulheres e crianças, que é quando os empresários com o objetivo de aumentar seu mercado de atuação e seus lucros decidem que só as mulheres e crianças iriam trabalhar, pois ganhavam bem menos que os homens. A história da cidade de Aalst começa a se transformar com a chegada do Padre Adolf Daens em sua chegada a cidade se sensibiliza com as condições de pobreza e miséria que a cidade se encontra. Através do jornal católico, começa a escrever artigos contra a política e o sistema trabalhista da época tentando mudar a consciência da população de Aalst que era oprimida pela burguesia, e

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passar a exigir melhores salários e condições de trabalho. Em sermão realizado na igreja cita a encíclica “Rerum Novarum que em português significa “Das Coisas Novas”. Esta encíclica demonstra a preocupação da Igreja com a condição de miséria dos trabalhadores. Na visão do Papa Leão XII o progresso estava levando a humanidade ao caos, inclusive o socialismo que nascia como uma opção para os trabalhadores foi colocada como uma alternativa herege, que levava a sociedade a violar os direitos sagrados da propriedade privada e doméstica. “... eis aqueles que dizem respeito ao pobre e ao operário: deve fornecer integralmente e fielmente todo o trabalho a que se comprometeu por contrato livre e conforme à equidade; não deve lesar o seu patrão, nem nos seus bens, nem na sua pessoa; as suas reivindicações devem ser isentas de violências, e nunca revestirem a forma de sedições; deve fugir dos homens perversos que, nos seus discursos artificiosos, lhes sugerem esperanças exageradas e lhes fazem grandes promessas, as quais só conduzem a estéreis pesares e à ruína das fortunas. Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objeto de vergonha, faz honra ao homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida. O que é vergonhoso e desumano e usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços.” (Leão XII, 1891:12)

Com a promulgação do sufrágio universal pelo parlamento Belga que deu ao povo o direito de soberania pelo voto sem distinção de classes, o Padre Daens se candidata a deputado pelo Partido Social Cristão para defender e representar os interesse dos trabalhadores contra as injustiças, obtendo apoio inclusive dos socialistas e dos liberais. Nesse momento os empresários através da sua influência política questionam a influência da Igreja perante a sociedade, primeiramente tentam fraudar as eleições evitando assim a eleição do Padre Daens, não tendo sucesso utilizam a sua força politica e financeira juntamente ao episcopado Belga que de uma forma politicamente correta deve influenciar o padre Daens a desistir, mas o episcopado não assume nenhuma por saber que uma decisão contraria aos anseios do povo levaria a perda de fiéis, passando a decisão ao sumo Pontífice. Ele então é chamado ao Vaticano pelo próprio Pontífice, que numa atitude de persuasão e humilhação lhe deu um chá de cadeira e não o recebeu, para que desistisse de seu clamor por justiça social. Neste momento o Padre Daens fica dividido entre a sua fé cristã e sua consciência politica. Apesar de todos os esforços da burguesia e da Igreja padre Daens prosseguiu com a sua luta por justiça social. Morreu em 1907, em um enterro simples poucos trabalhadores apareceram e a Igreja não lamentou a sua morte. ’

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Cine e Video

Cine y Vídeo

Poesia Vídeo também pode estar em

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© Adelina Antunes

atural do Concelho Ílhavo, situado no norte de Portugal, vive atualmente em França mas é em Portugal e no Brasil que os seus trabalhos têm conseguido

maior visibilidade. É impossível dizer onde ou como começou a escrever pois é algo que faz desde sempre. A sua busca por palavras começou muito cedo através de jornais e revistas onde procurava palavras lhe chamassem a atenção e a partir das quais desenvolvia “pensamentos” que anotava num caderno e que um dia um professor de filosofia leu. Como consequência aconselhou-o a explorar mais o seu lado filosófico e levou-o a ler filósofos como Platão, Nietzsche ou mesmo Voltaire. Apesar de todo o gosto pela escrita a certa altura para de escrever e só passados cerca de dez anos volta a mergulhar nessa paixão. A poesia surgiu pela primeira vez num ensaio de como se faria um poema e fê-lo em quadra mas, tal como refere, não lhe dizia nada pelo que o reescreveu ensaiando outro modo de escrita. Algo em que se revisse e que “sentisse” ao declamar. Surge assim “Ser poeta”,

o seu primeiro poema, onde apresenta uma visão do que é, ou deveria ser, “Ser poeta”: É possível encontrar esse “fogo na alma” nos poemas que espalha pelo Facebook, no seu livro “O meu silêncio” editado em dezembro de 2013 pela Pastelaria Studios. Nas participações nas Antologias de Poesia “Diga não, diga sim, em dia de S. Valentim” editado pela Notag, e “Poesia Sem Gavetas - parte II”, também da Pastelaria Studios, ou mais recentemente, nos vídeos que cria e que nos levam a ver a poesia com outros olhos. “Poeta do silencio”, o nome, surge em plena capital portuguesa, Lisboa, local em que teve a sua primeira experiencia no campo da declamação e onde alguém conseguiu ver o quanto a sua alma cala. Chamou-lhe “Poeta do silencio” pois não é de silêncio que ele fala mas de “silêncios”. Aqueles silêncios que calam fundo dentro de nós. Que ferem. Que magoam. Que levam por vezes às maiores loucuras e que não somos capazes de exteriorizar porque é mais fácil ficar em silêncio. Ao criar no Facebook a página “Poeta do silencio” José Lopes oferece-nos um espelho em que é possível vermos, sentirmos, interiorizarmo-nos com esses mesmos silên-

“... Ser poeta é ter fogo na alma ter fome de loucura e ser um homem mais simples, capaz de amar da maneira mais pura...”

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cios. Um espelho em que cada um verá, não o autor, mas a si próprio, pois cada imagem corresponderá ao reflexo de cada leitor. Não há uma imagem assim como não existe um sentimento refletido! O mesmo poema, o mesmo vídeo, têm a capacidade de devolver imagens, reflexos, sentimentos tão díspares quantas as pessoas que os leiam e se consigam rever no que está, e no que não está, escrito. Quando questionado sobre a complexidade dos seus trabalhos, o que sente o poeta ou mesmo o que procurar naquilo que escreve, aconselha a que ponham uma música a tocar e se deixem interiorizar por esta enquanto leem o poema em voz alta. O declamam para si mesmos... Se conseguirem interiorizar a música com o poema conseguirão por certo perceber o que lá está escrito. Não os sentimentos do poeta mas sim o que as suas palavras despoletam em quem as lê. E foi ao escolher músicas, no Youtube, para acompanhar a leitura deste ou aquele poema que teve a ideia de realizar os seus próprios vídeos, de mostrar o que tantas vezes aconselhou a que fizessem. Juntar o poema, a música e imagens que, de um ou outro modo, mostram sentimentos. Transmitem sensações. Evocam fantasias, sonhos, ilusões que, embora patentes no que escreve, não são suas mas de quem consegue perceber a sintonia do que lhe é oferecido desta forma. O primeiro vídeo divulgado “Inspiração” teve uma aceitação surpreendente mas foram comentários como este“… Que inova-

ção. Puro incentivo a leitura…”, que fizeram com que continuasse e se sinta cada vez mais motivado a não parar. E, a julgar pelo número de visualizações atingida por cada vídeo (até ao momento em que escrevo este artigo: “Inspiração” 6.288; “Quem sou eu” 7.556; “Grito” 4.290; “Dias e noites” 4.036; “Rosa negra” 9.260; “A essência do poeta” 4.784; “Hino ao amor”, 13.536; “Sabores” 8.636; “Balada de fogo” 9.312); e o mais recente “Reflexos” 4.596, é algo que deve continuar a fazer. Sem programas que lhe permitam fazer um vídeo “profissional” recorre ao PowerPoint por considerar que lhe dá uma liberdade de expressão que outros mais sofisticados não conseguiriam. Porque cada tela tem a sua própria intensidade. O seu tempo e o sem modo de se desenvolver. Se nos primeiros vídeos utilizou fotos da autoria de outras pessoas (Ana Correia e Adelina Antunes) “Hino ao amor”, “Sabores”, “Balada de fogo” e “Reflexos” foram feitos apenas imagens captados por si, fruto da sua mais recente descoberta: a Fotografia e que, a julgar pelas imagens apresentadas, é outro dos seus talentos. Filósofo em formação, como já alguém o definiu, continua em busca de conhecimento e de novas formas de crescer naquilo que mais gosta de fazer: escrever. ’

José Lopes http://lopesjose827.blogspot.pt/ Facebook:

https://www.facebook.com/pages/Poeta-do-silencio/424274114331150?ref_type=bookmark Wix: http://viagensdonossosilenc.wix.com/poeta-do-silencio Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCD4Y98EtzgBn_8STALr70lg

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Teatro

Teatro

“La vida es como el teatro, unos pocos son actores y la mayoría son espectadores que juzgan y critican a los que viven.” Hector Tassinari - 40 -


Antonio Díaz es

P

El Mago op https://www.youtube.com/watch?v=aQVj-WtOvcY

en espacios cerrados, vivir tres años en el interior de una ballena e inventar un código de comunicación entre humanos y peces. Actualmente, Antonio Díaz está representando en Barcelona, su nueva función: “La Gran Ilusión“ . Un espectáculo muy visual y espectacular, donde la música y la Magia son los protagonistas. Un show que tiene como objetico ilusionar, tanto con precisos números de cartas como con espectaculares teletransportes.

A

ntonio Díaz, Premio Nacional de magia 2008 y más conocido como el Mago Pop, es un joven que dedica su vida al mundo de la magia y la ilusión. Sólo tiene 27 años pero ya hace 10 que se gana la vida con su compañía de teatro. También tiene su propio programa de televisión, ‘El Mago Pop’, un formato que se emite en la cadena española ‘Discovery Max’. Hace un par de años presentaba en los escenarios de España, su espectáculo “La Asombrosa Historia de Mr. Snow“, una función dedicada a un ilusionista que vivió más de 100 años y que ayudaba a John Lennon a componer sus canciones. Entre los mayores logros de Mr Snow figuran hacer nevar

“Ha llegado el momento de que la magia vuelva a los escenarios , que abandone la etiqueta de pasatiempos de bar y se convierta en lo que siempre ha sido; un arte escénico”. ’

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Artes Plásticas

Artes Visuales

“La pintura nunca es prosa, es poesía, está escrita en verso con rimas plásticas.” Pablo Picasso

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“UN ALTER EGO QUE BUSCA ROSTROS QUE NO MIENTAN”

FernandoCorbo Entrevista con

© Carlos F. Saénz

Montevideo, Uruguay 18 de julio de 2014

E

ncuentro a Fernando Corbo durante la inauguración de la muestra “Memoria en baja resolución”, montada por el Colectivo CorTo, donde participa junto con el artista visual Martín Torija. Además de este trabajo colectivo, personalmente desarrolla el proyecto “Alter Ego” y le pido nos cuente algo al respecto de este peculiar trabajo individual; fotografías de rostros usados en la publicidad son intervenidas para crear una propuesta visual de estética poderosa y actual. Uruguayo nacido en Rocha y domiciliado en Montevideo, Fernando Corbo es artista visual y Docente de Arte, Licenciado en Artes Plásticas por el Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes de Uruguay, IENBA. Recientemente ha sido seleccionado al 56º Premio Nacional de Artes Visuales “José Gamarra” otorgado por el Ministerio de Educación y Cultura de Uruguay.

Entre otras actividades además de la docencia y la creación plástica, es murguista desde los 15 años, cantando y libretando para diversas compañías de este arte.

Carlos F. Saénz

C

arlos F. Sáenz, (1964) mexicano, con 32 años de carrera dentro de las Artes Plásticas. Ha realizado exposiciones en Holanda, Italia, Alemania, Suiza, Uruguay, y México. También desarrolla el periodismo cultural con un enfoque social y humano. A la par de lo anterior, hace diseño editorial y da cursos de elementos relacionados con el arte.

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Artes Plásticas

Artes Visuales

-Todos hemos pintado alguna vez las fotografías de una revista (bigotes y gafas, todo un clásico). ¿Quién en la consulta del dentista no ha pintarrajeado alguna revista? ¿Quién no le ha puesto unos dientes negros a Luis Miguel en una portada o le ha pintado un bigote, a lo Frida Kahlo a Susana Giménez en una revista? Fernando nos revela su modus operandi, pero nos aclara: - esta intervención es una reflexión sobre la contaminación visual generalizada, producto del cañoneo publicitario. Resuelvo tomar el arte como instrumento propio de comunicación y proponer una zona de extrañeza, maquinación y meditación. -Puede haber algún rostro conocido. Pero lo que yo pretendo es trabajar sobre propaganda. Está mucho la imagen de la mujer, para convertirse en un objeto de consumo o de belleza, y ahí es donde trato de intervenir yo. ¿Crítica, reflexión o ejercicio? -Creo tiene parte de las tres cosas. Si no fuera porque es un ejercicio que todos los días me planteo realizar, tampoco podría realizar

la crítica; lo tomo como un ejercicio porque dentro de la realidad, de tiempo, que tengo de trabajo la conclusión a la que llegue es lo que puedo trabajar, porque es algo que ya viene pre hecho digamos, pero es algo que me interesa de cómo estamos atomizados todo el tiempo con un montón de propaganda de todo tipo; en revistas, al prender la tele, salimos a la calle y todo el tiempo estamos ante carteles y letreros luminosos que están todo el tiempo como maquinando en nuestra cabeza. - Entonces quiero hacer esta pequeña intervención de cambio. ¿Tiene metas o plazos este proyecto? - Creo que no tiene fin. Por ahora me lo planteo simplemente como un ejercicio que me sirve para plantearme cosas nuevas en cuanto a la creación propia. Empecé hace meses (en mayo de 2014) y tengo una por día. -Para difundirlo, el hecho de crear un Facebook y una página, me exige a mí tener un público que quiera que todos los días tenga algo que mostrarles. Estos medios que citas, ¿son más poderosos que el Estado como administrador de la cultura en materia de difusión?

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-Los medios virtuales son más poderosos, influyen mucho las redes sociales, que si bien no te dan contacto físico con la gente, sí son directos y llegan hasta la casa de las personas. ¿Tu propuesta es un espejo para la gente o es el retrato de una mente colectiva? -Creo que va por el lado de una búsqueda personal, lo que no quita que mucha gente se identifique con ella. Empezó como un ejercicio personal, y esto nos llevó a una búsqueda de esta manera de crear, que tiene vinculación con la propaganda y la publicidad, es algo que está metido en nuestras vidas, como el Facebook. ¿Te ha influido la cultura popular uruguaya? -Bueno, soy uruguayo, y como tal hay algo de Murga, pero como parte de una identidad, es decir, no está tan pensado, sale naturalmente. Además me gusta el tema de las máscaras, que bajo ellas hay un rostro que no miente; me puse a jugar sobre esto y llegué a este tipo de máscaras que no dejan ver el rostro, con ojos siempre negros, vacíos, con un interior vacío como es lo que se envía con la publicidad. ¿Pintar sobre algo ya existente te aproxima al grafiti? -Tiene algo. La diferencia es que el grafitero tiene que salir a la calle. Yo no me animaría a ir a la calle; al ir en la calle veo mucho sobre lo que me gustaría intervenir pero me tienta más hacer algo dentro de la casa.

¿A dónde quieres que llegue “Alter Ego”? -Mi meta es el camino. Me esfuerzo mucho en el camino, esto me ha funcionado mucho con el Colectivo CorTo. Yo creo que el artista tiene que estar siempre trabajando, hacer es lo más importante. ¿Y si otro artista crea interviniendo sobre tu creación? -No me molestaría, depende cómo lo hiciera. Me lo tomaría con humor…creo que estaría bueno. Yo tengo mucho de esto de la creación colectiva, tanto en el colectivo como en grupos culturales; estoy acostumbrado a trabajar en colectivo. -No habría problema si un artista me lo plantea, es más, me abriría puertas nuevas hacia algo nuevo. ¿Qué viene? -Algo que está en proceso de planeación aún, te puedo adelantar que se trata de algo con arte en la calle. Me gusta llevar las ideas hasta verlas en la realidad y ahora estoy “craneando” esto que te digo. Nos despedimos de Fernando, quien regresa a la inauguración.’

Fernando Corbo

S

i desean conocer más sobre este artista visual y su obra, pueden acceder al sitio: https://www.facebook.com/FernandoCorvoV

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Artes Plásticas

Màrius

E

K

rmpotic

soymarius@gmail.com http://photowriters.blogspot.com http://krmpoticartworks.blogspot.com http://newyorkbarna.blogspot.com

impresoras y tintas de calidad inalterables con el tiempo, las monta sobre bastidores de madera reforzada y finalmente da toques de pintura acrílica, que confiere a cada obra cualidades únicas aún cuando realiza series limitadas, numeradas y firmadas de cada trabajo. ’

“LeWante” 160 x 60 cm.

“Park Güell skyline” 180 x 90 cm.

l trabajo de Màrius Krmpotic se caracteriza por ser poco clasificable. Parte de sus excelentes fotografías y las trata digitalmente para dar un acabado pictórico. Posteriormente imprime sobre tela con

Artes Visuales

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“Lenin legacy” 220 x 140cm.

“Colorful NY” 150 x 100 cm.

“DKNY” 150 x 80 cm.

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Artes Plásticas

M

Artes Visuales

AURICIO ANTONIO DUARTE

E

http://www.coroflot.com/anuraghi/portfolio http://www.arteparaenlevo.blogspot.com.br http://desenhosdeilustracaoanuraghi.blogspot.com

scritor, poeta, artista visual e ilustrador, é formado em Desenho Industrial – Programação Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2011 teve sua obra

publicada no Catálogo Anuário Brasileiro de Artes Plásticas Consulte da Editora Roma, em São Paulo, neste mesmo ano participou da exposição Livre para Criar, da NG Arte Galeria. Em 2013 participou da exposição virtual coletiva Legado da Arte. ’

Mulher no Monte Kalais

Alice no país das Maravilhas

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Navalha na carne

O Negrinho do Pastoreio

Tocando djaling no Nepal

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Adolf Artes Plásticas

B

Artes Visuales

art@adolf.cat www.facebook.com/adolf.art

sesión de fotos, donde ella venció su timidez y se reveló tan natural y sensual como la pintura pretende mostrar. Un contraste entre la belleza natural y la degradación de un espacio antes habitado, un contraste entre su cara serena y la cara explosiva en color del grafiti de la ventana. ’

“ÈRATO” 2011. Óleo sobre tela, 55 x 46cm

ajo el tema “Revelación”, una de las primeras imágenes que me vinieron a la memoria es la de este cuadro que realizé el año 2011. Con la modelo fuimos a una casa abandonada para hacer una completa

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“LA NÚRIA DESPUÉS DEL INSTITUTO. ADOLESCENCIA” 2010. Lápiz sobre papel, 100 x 70cm

Adolf

N

acido en Barcelona en 1965, vive en Valldoreix (Sant Cugat del Vallès), Catalunya, donde tiene su estudio (ADOLF taller d’art) abierto al público. En 1987 crea el término “Arte Secuencial” para denominar un cierto tipo de obras que contienen seriaciones de imágenes, y realiza la primera exposición individual. Su obra se divide en 9 ámbitos diferenciados, tal y como se puede ver en su página web: Pintura - Dibujo - Grabado - Fotografía - Exlibris - Libros de artista Ilustración - Diseño - Poesía. Ha realitzado más de 150 exposiciones entre colectivas e individuales en diversas galerías de arte y otros espacios expositivos de Sant Cugat, Barcelona, Catalunya, España, Inglaterra, Italia, Japón... Ha realizado más de 400 retratos a lápiz o óleo.

“LA CHICA DEL TELESCOPIO TIENE CONSTELACIONES SOBRE SU CUERPO” 2007. Lápiz y tinta sobre papel, 65 x 72cm

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http://www.adolf.cat


Dança

Danza

“Al compás del corazón, el cuerpo revela lo que el alma esconde.” Isabel de la Granja

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ACompany

hnsooyoung https://www.youtube.com/watch?v=wbN131xkl-s

A

hnsooyoung es una joven compañía de danza Coreana, que ha conseguido llegar a todo tipo de públicos, en especial los jóvenes, con una mezcla de danza contemporánea y hip-hop. Este julio pasado presentaron su espectáculo en el GREC de Barcelona, donde mostraron algunas de sus coreografías más famosas. Ahn Soo-young, empezó su carrera como street dancer antes de crear su propia compañía y triunfar por el mundo, de ahí que domine el hip-hop. Esta coreografía se estrenó en el Festival Across Hip-Hop (SIDANCE) en el 2011, y fue toda una revelación; y este año la hemos podido disfrutar en Barcelona. Sus espectáculos tienen un marcado mensaje medioambiental mostrando unos cisnes que,

entre asfalto y rascacielos, buscan los hogares que les han sido arrebatados. Chaikovsky y el break dance van de la mano en una coreografía que está entre las más conocidas de la compañía junto con Viaje en el tiempo 7080. Otras de sus piezas nos transportan a una Corea del Sur en los años setenta y ochenta; una época en la que vivía frecuentes disturbios y protestas. Por último, el programa incluye una invitación a los jóvenes de hoy a pensar en el significado de la vida a partir de la asunción de una muerte inminente. ’

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AHNSOOYOUNG COMPANY.


Musica

Música

“Corcheas sobre papel, acordes entre dedos, sonidos en el aire, melodías que afloran nuestros secretos más íntimos.” Carme Barba

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Édith

É

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iaf

Source: Wikipedia

dith Giovanna Gassion, (Paris 19 Décembre 1915 Plascassier, le 11 Octobre, 1963), ou tout simplement, Édith Piaf était une chanteuse française de music-hall et de la variété, mais a été reconnu internationalement pour son talent dans le style français de la chanson. Son chant a clairement exprimé son histoire de vie tragique. Parmi ses plus

grands succès sont «La vie en rose” (1946), “Hymne à l’amour” (1949), “Milord” (1959), “Non, je ne regrette rien” (1960). Participé à des jeux et filmes.Édith Piaf est enterré dans la nécropole parisiens les plus célèbres, le cimetière du Père Lachaise. Ses funérailles a été suivie par une foule rarement vu dans la capitale française. Aujourd’hui, sa tombe est l’un des plus visités par les touristes du monde entier.’

L’hymne à l’amour

Le ciel bleu sur nous peut s’effondrer, Et la terre peut bien s’écrouler, Peu m’importe si tu m’aimes, Je me fous du monde entier. Tant qu’ l’amour innondera mes matins, Tant qu’mon corps frémira sous tes mains, Peu m’importent les problèmes, Mon amour, puisque tu m’aimes. J’irais jusqu’au bout du monde, Je me ferais teindre en blonde, Si tu me le demandais. J’irais décrocher la lune, J’irais voler la fortune, Si tu me le demandais. Je renierais ma patrie, Je renierais mes amis, Si tu me le demandais. On peut bien rire de moi, Je ferais n’importe quoi, Si tu me le demandais. Si un jour, la vie t’arrache à moi, Si tu meurs, que tu sois loin de moi, Peu m’importe si tu m’aimes, Car moi je mourrais aussi. Nous aurons pour nous l’éternité, Dans le bleu de toute l’immensité, Dans le ciel, plus de problème, Mon amour, crois-tu qu’on s’aime? Dieu réunit ceux qui s’aiment

Escuchar en Youtube

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Musica

Música

P ere Pèries Entrevista a

¿

Se puede ver en música o escuchar en colores? Eso es lo que siente Pere Pèries, músico y compositor barcelonés del barrio de Gràcia que después de estar siete años en Madrid y volver a Cataluña lo hace con ganas renovadas y mucha música “in mente”, publicando temas en catalán, inglés e instrumentales. ¿Qué es eso de ver en música y oír en colores, Pere? ¿Suena freaky verdad?, o metafórico, según se mire. Pero es lo que siento, literalmente. Hace poco descubrí que hay quien tiene los sentidos entrelazados o intercambiados. No es una enfermedad, sino una alteración que está descrita y se conoce como Sinestesia: ver sonido, oír colores, degustar tactos,... Al fin y al cabo los sentidos nos dan a todos una percepción del mundo. En mi

caso, plasmo la música que percibo y solo quiero que, cuando escuches mi música, sientas. Pere, vuelves a Cataluña pero no a Barcelona, te afincas en Sant Carles de la Ràpita ¡Cierto! Es un entorno maravilloso. Salvaje. Por descubrir. Naturaleza a flor de piel. Me quita el “mono” de mar que tenía en Madrid y me inspira como pocos lugares. El Delta de l’Ebre tiene una energía latente brutal. ¿Desconectado del mundo en este rincón paradisíaco, Pere? Tampoco es eso. Pero es verdad que estoy lejos del meollo. Internet ayuda mucho a existir en casos así. Y tus canciones están teniendo mucho éxito en Internet. Lo cierto es que ha sido una sorpresa. Hacía tiempo que no componía y recientemente, colaborando con algunas letristas, gente brillante, vi que salían cosas publicables incluso con letras mías, y han gustado. Al final, el público es el juez. En Twitter la liaste con los Twitpoemas. Cuéntanos Me gustó especialmente componer música para algunos Twitpoemas. Ya sabes, poemas con menos de 140 caracteres. No sé si habré sido el primero en publicar un Twitpoema musicado en YouTube, seguramente no, pero me encantó hacerlo. Además, confieso que me aficioné a publicar los que yo mismo escribía y también gusta-

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ron mucho. Mi equipo está negociando con editoriales para publicar los mejores en un libro, quizá a final de año. ¿Y siempre trabajas solo? Sí, aun no tengo banda y en la fase de composición, mejor solo. Luego, cuando empiecen los conciertos ya será diferente. Aunque recientemente he tocado en solitario y ha tenido mucho éxito. Me gusta ofrecer lo que llamo “Ensayos abiertos” a los que invito a público escogido con quien comparto unos minutos muy especiales. Hablemos de proyectos, ¿qué se está cociendo en tu estudio, Pere? Pues aunque tengo material como para publicar dos álbumes en estos momentos trabajo un concepto diferente. El formato álbum languidece. Voy a publicar mis canciones single a single y que el público haga su propio playlist, su propio álbum. Que solo consuman las canciones que les gusten. He colgado “demos” en mi página www.pperies.com. Pronto anunciaremos su descarga desde las principales tiendas online. ¿Es verdad que estás poniendo un pie en el cine con las bandas sonoras? (Se ríe) Bueno, estoy colaborando en un corto en inglés que cuenta una historia alucinante. El guión es muy bueno. Lo cierto es que me encanta este mundo. Tiene una expresividad diferente. Álbumes, libro, un corto, ¿algo más? También intento dormir algo (se ríe de nuevo) y cuando no puedo dormir, publico Twitpoemas. Si me sigues en Twitter los podrás leer gratis pero para los que no

tengáis Twitter, aquí van dos de mis preferidos en catalán.

Dubtes encara? Et vull Tota, sencera, íntegra, com ets tu, sense dualitats

Quan somiar-te ja no és prou. Sols tenir-te m’apaivaga. Un petit bocí

absurdes, sabent qui ets, sempre segura de tu mateixa. Et vull com ets.

de sol i un racó on estimar-te. No ens cal més que un tros de calma

Antes de acabar la entrevista, me gustaría, Pere, que nos regalaras una de tus composiciones, la que más te guste y desearte mucho éxito. Ha sido un placer conocer a alguien que ve en música y que oye en colores Escoge tú misma… Pues ahora me quedo con estas: https://soundcloud.com/pere-peries/nothing-at-all http://soundcloud.com/pere-peries/la-planta/s-4a1TG http://soundcloud.com/pere-peries-green/tiny-plant-demo-version

Pere Pèries Sigue a Pere Pèries en:

www.pperies.com http://soundcloud.com/pere-peries Twitter: @pere_peries Facebook: https://www.facebook.com/pages/Pere-Peries

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Jornalismo

Periodismo

“Cuando se trata de controlar a las personas, no hay mejor instrumento que las mentiras.� Michael Ende

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A PEDRA

filosofal

© Jorge Marques da Silva

“Tudo o que está em cima é como o que está embaixo”. Preceito hermético de Hermes

P

or várias vezes ouvimos alguém falar ou comentar sobre filósofos, químicos, intelectuais de outrora que passaram a maior parte de sua existência tentando criar a pedra filosofal. Esse trabalho era muito difundido na Idade Média dentre os chamados alquimistas, os quais o classificavam como sendo “A Grande Obra”, uma alusão à origem do universo tal qual o conhecemos, ou seja, queria criar em pequena escala o que Deus fez em grande escala. Este contexto remete ao entendimento de que o homem é um microcosmo que carrega dentro de si o reflexo do poder da criação do macrocosmo. Alguns dos alquimistas da época revelaram aos quatro cantos que teriam depois de varias tentativas, criado a famigerada pedra filosofal, e que era capaz de transformar cobre em ouro, ou até mesmo terem criado um elixir da eterna juventude. Não devemos nos atentar a confecção de fato da pedra filosofal e sim o desenvolvimento espiritual que os alquimistas puderam alcançar através desta busca, em resumo, a vivência e a experiência levaram estes a concluir que a busca da criação da pedra filosofal era muito mais subjetiva do que objetiva. A mistura de alguns componentes químicos e reagentes em um destilador, obtinhase deste o chamado “espirito”, o mesmo era misturado com os resíduos do processo e destilado novamente, e repetido até a sua

purificação. Neste processo o alquimista conseguia através da paciência e insistência atingir o que podemos chamar de “elevação do seu ser”. Através do passar dos anos através da sua persistência em criar a pedra filosofal acabava se tornando cada vez mais purificado e por consequência tornava sua personalidade melhor, e com essa melhora percebia que o seu entorno mudava. Então concluía que o mundo exterior nada mais é que o reflexo do nosso mundo interior, e assim, descobria que podia sim transformar cobre em ouro, não só em seu aspecto físico como também no aspecto espiritual, já que acreditava que os minerais também possuíam “espirito”. Neste momento o alquimista abandonava a sua busca, pois tinha descoberto que o maior tesouro que possuímos é o nosso brilho interior. Com isso podemos concluir que a “descoberta” da pedra filosofal se resume em conhecer e reconhecer os segredos da sabedoria universal. Através da espiritualização o alquimista descobre que é capaz de criar e modificar a natureza já que foi criado a imagem e semelhança de Deus. Esse é o ponto que eleva o homem á capacidade de criação, através da persistência que os místicos chamam de “fé”. E como já dizia Jesus, “Tudo é possível àquele que crê”, o qual pode ser considerado como sendo o maior alquimista de todos os tempos, pelo simples fato que agindo em sintonia absoluta com o princípio criador universal, transformou água em vinho. ’

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Jornalismo

Periodismo

Metamorfose mundial

© Simone Possas Fontana

Tenho dezessete anos e este é meu desabafo! Estou impressionada e decepcionada com o mundo atual. Tudo gira em torno de dinheiro. DINHEIRO, DINHEIRO E MAIS DINHEIRO! Queria que houvesse mudança: uma metamorfose mundial!

S

e vou ao médico queixandome de um resfriado, ele aceita e receita alguns remédios, sem avisar-me que esses medicamentos são fortes, que podem causar distúrbios intestinais, problemas no fígado, etc., e não adianta reclamar, pois o dinheiro da consulta já está nas mãos desses profissionais desumanos que não se importam com o sacrifício que fazemos para pagá-los. Parece que não sabem que é necessário trabalhar metade do mês para pagar o que se gasta em uma hora num consultório médico. Isso sem falar que o preço das consultas cresce assustadoramente!!!

gira em torno do dinheiro, onde o pobre é massificado cada vez mais e sufocado por esse bando de desumanos como canibais esfomeados.

Só querem o dinheiro. DINHEIRO, DINHEIRO E MAIS DINHEIRO! E assim vai aumentando minha raiva do mundo. Este mundo cão onde só o potencial é aceito, onde a fama é glorificada, onde tudo

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Se vou ao dentista para obturar um dente, saio de lá com várias consultas marcadas para extrair um aqui, ajeitar um ali, tratar uma pequena cárie ou um canal, etc. E assim vai todo nosso esforço quinzenal em uma cadeira de dentista. Tudo gira em torno do dinheiro. DINHEIRO, DINHEIRO E MAIS DINHEIRO! Aí eu me pergunto: por que não existem mais profissionais honestos? Profissionais humanitários? Por que tornar as coisas mais difíceis? Poderiam ser tão fáceis! Tão simples! Talvez a resposta do porquê esteja acontecendo tantas barbaridades contra nós, seja que eles (os poderosos) já tenham passado por isso; já tenham sofrido o bastante e agora queiram se vingar, escravizando o pobre operário. É a única razão que encontrei! Algumas pessoas culpam a Deus, mas Ele não tem culpa do que está acontecendo. Ele nos deu um mundo maravilhoso onde só existia paz, onde tudo era amor e harmonia. O mundo está mudado! Acontecem muitas lutas e imperam o ódio, o rancor e o egoísmo. O capital reina. Violência gera violência e assim o pobre fica por baixo de toda essa podridão, onde o superficial domina. Pobre esse que tem que fazer milagres para sustentar sua família e, ainda por cima, existe um tipo de profissional que tira, desonestamente, o que resta desse infeliz, para encher os próprios bolsos e gastar em supérfluos, apenas para dizer que possui. Estou com raiva deste mundo! Tenho vontade de chorar, gritar, de falar tudo o que tiver vontade para esses falsos profissionais. Sei que se fizer isso certamente serei processada por calúnia ou difamação. Estou cansada de ver tanta gente humilhada pelos poderosos que se dizem profissionais.

Tudo gira em torno do dinheiro. DINHEIRO, DINHEIRO E MAIS DINHEIRO! Estou procurando um lugar onde não se precise de dinheiro. Talvez encontre. Quem sabe encontre no campo? Convidar minha família para passar algumas horas no campo. Livres, despreocupados e agradecer por esse tempo de permanência juntos, sem falar em dinheiro. Quem sabe encontre na criança? Ela é pureza e alegria. Não existe maldade. Passar a tarde brincando com essa criança, talvez me liberte, me sinta mais gente e esqueça um pouco esse terrível problema. Quem sabe encontre no ombro amigo? Tenho muitos amigos e orgulho-me disso. Sempre que precisam correm a pedir meu auxílio e sempre que noto que precisam de ajuda, vou socorrê-los. Só que desta vez, eles estão com o mesmo problema que eu: procuram um lugar onde não se fale somente em dinheiro; onde o dinheiro não seja o essencial; onde exista paz! Já sei onde encontrarei essa paz que procuro: EM MIM! No silêncio do meu coração converso com Deus! Não preciso de hora marcada para chegar nem para sair. Não preciso pagar consulta, pois a única forma de pagamento que Ele exige é amor! E amor tenho bastante para distribuir a todos! Conversamos mansamente. Será uma consulta onde a palavra dinheiro não entrará em cogitação. Somente amor, muito amor. Nessa conversa silenciosa agradeço Sua existência; agradeço por este “lugar” só nosso onde consigo me sentir em paz, longe do barulho ensurdecedor das máquinas de fabricar dinheiro! Agradeço por existirem os campos, as crianças, os amigos e, sobretudo, por Você existir. Você é minha segurança, minha paz, o meu TUDO! ’

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Jornalismo

Periodismo

Alquimista

El camino del

© Norma Ricardi

Cada civilización tiene su ascenso en la escala evolutiva hasta alcanzar la meseta del esplendor que implica inevitablemente el descenso. Ha ocurrido con los egipcios, celtas, mesopotámicos, romanos, mayas, etc. Por eso, cuando el hombre vivió la Edad de Oro (antes de la fundación de las religiones y las filosofías cuyas diferencias separaron a los hombres) poseía un conocimiento superior, simbólico, abstracto, uno y único de la creación, el creador, el cosmos y el hombre.

E

n la oscuridad de los tiempos, la religión no tenía razón de ser pues no se comprendía el mundo cotidiano separado del mundo divino: todo convivía en una unidad, apacible y natural. Pero la ignorancia comenzó su descenso y con ella los hombres entraron en las tinieblas de su inconsciencia. Entonces el conocimiento simbólico y sagrado se hizo inalcanzable por su profundidad y contenido. Los dioses se retiraron y ya no hablaban con ellos, ni descendían sobre sus altares. Para tentarlos a descender, comenzaron rituales y sacrificios vitales como forma de comunicación y los dioses comenzaron a ¡responder! Sin embargo, no eran los dioses de sus ancestros sino dioses menores, ávidos de sangre. Así pues el hombre comenzó a mimetizarse con estos dioses, dotados de poderes sobrenaturales, que en lugar de ayudarles en su evolución personal buscaban el compromiso personal. De esa forma, el hombre descendió y con él sus dioses, que se hicieron “a su imagen y semejanza”, cubiertos de ropajes y rituales humanos. Cuando una civilización llega a esos

extremos de envilecimiento, la creación la hace desaparecer para proteger a los demás seres humanos de la degradación. La alquimia no escapa a esta degradación filosófica, surgiendo en la edad media toda suerte de charlatanes -simples hombre castigados por la vida y las circunstancias- que prometían la transformación del plomo en oro para llenar las arcas de los reyes. Por ese motivo los verdaderos textos alquimistas debieron esconderse y hacerse incomprensibles a la ignorancia del momento. Como un modo de proteger lo sagrado, las verdades se dejaron a la vista de todos pero en forma enigmática y simbólica, práctica que se mantiene hasta el momento. Así como la moneda falsa anuncia la existencia de la moneda verdadera, fue en esa época de falsos alquimistas cuando florecieron en buhardillas y secretas cofradías los verdaderos cultivadores del alma que llegaron hasta nosotros: Paracelso, Fulcanelli, Jacob de Bohme, Nicolás Flamel, Arnaldo de Vilanova y tantos otros que hicieron del arte real de la alquimia, el arte de la trasmutación del hombre en el HOMBRE, cambiando

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el plomo de la personalidad en el oro filosófico del alma. La alquimia ha sido desde siempre un arte simbólico que persigue “espiritualizar la materia y materializar el espíritu”; un arte que requiere paciencia, trabajo, compromiso y perseverancia, que logra a través del símbolo hermético enseñar al aprendiz los secretos de la madre naturaleza, que son sus mismos secretos. Partiendo de su materia prima, su psique, deberá transformar el plomo de sus imperfecciones en el oro de sus actitudes, para ascender por la escalera evolutiva, la escalera de Jacob, que convierte al aprendiz en maestro de su propia obra. En un solve et coagula (disuelve y coagula) que parece casi interminable, logra en años lo que a la madre naturaleza le demoró milenios realizar.

La buena noticia es que desde la antigüedad el arte real no murió, sigue tan vigente como antes. Ya no es un arte secreto pero sí es un arte discreto, que con sus escritos -enigmáticos y profundos- consigue espantar curiosos, a aquellos que sólo persiguen el poder, purgar su curiosidad o el vil metal. Pero para aquellos que son simples de corazón y poseen una voluntad férrea para lograr su desarrollo personal, se abre como una rosa, revelándole su esencia y cubriéndolo con su delicado perfume. Y el paciente alquimista, que ha logrado poco a poco expandir su conciencia personal quitando uno a uno los velos del arte real, ve así descender el cielo atrayendo su luz sobre su cabeza y hermanándose al fin con la luna, el sol y las estrellas.’

Norma Ricardi Norma Ricardi es profesora de psicoespeleología, arquetipos universales, kabalah esotérica y alquimia hermética, celta y medieval. Es además, terapeuta transpersonal. Actualmente realiza paseos alquímicos por el Uruguay, realiza conferencias talleres, cursos y seminarios a grupos reducidos en varios espacios elegidos de Montevideo como la librería Mundos Invisibles, Poonam o el Castillo Pittamiglio, que lleva el nombre del famoso alquimista que lo construyó. https://www.facebook.com/norma.ricardi

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“Revelada y a contraluz, la vida es una película”

Si te supo a poco, aquí tienes nuestro número anterior:

Nº 1

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Cultura no mundo 02  

Revista digital independiente para los amantes y protectores de expresiones artísticas culturales en todo el mundo.

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