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As transformações da vida atual, que parecem ter iniciado na Modernidade com o intenso emprego da ciência e da técnica que desenraizou valores e hábitos da sociedade antiga, propôs novas formas de organização e compreensão histórica com a expectativa de um novo enraizamento. O que se observa na Contemporaneidade é a falta da capacidade para as ações se manterem de forma alongada no tempo, não há permanência, não há tempo para solidificar costumes, estilos de vida, instituições, crenças, convicções, pois tudo é temporário e provisório. O emprego, os relacionamentos, know-how tornam-se flu4

xos voláteis, desregulados e flexíveis. Não há mais a expectativa em longo prazo. Antigamente, o empregado permanecia por praticamente toda a vida na indústria. Havia uma relação cooperativa entre os trabalhadores, gerentes e donos. Todos sabiam que dependiam uns dos outros e se encontrariam ali por muitos anos. Na atualidade, a chamada terceira revolução industrial – a da microeletrônica – quem trabalha, por exemplo, para empresas multinacionais de tecnologia, ganhe talvez um salário cem vezes maior do que o trabalhador fabril de outrora, mas não sabe o que lhe acontecerá em um ano e meio e isso tem um impacto incrível em todos os aspectos da vida humana. A imprevisibilidade de não poder planejar


a vida com prazos longos, não formar raízes no local de trabalho, viver na liquidez do mundo contemporâneo traz mudanças em todas as relações: empregatícias, afetivas e sociais. Os novos modelos de emprego exigem a criatividade e a inovação como condições obrigatórias. Não basta fazer bem uma coisa, é preciso fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mesmo que não se conheça em profundidade cada uma delas. Não basta estar empregado. O que se espera hoje é ser empregável. Esse termo se refere à agilidade de adaptação rápida, da mudança permanente, do fluxo contínuo, da capacidade de assimilar e reagir imediatamente às, sempre, novas situações. Daí a demanda por uma formação permanente. O sujeito

nunca está formado, está sempre em formação. O anseio pelo novo traz a necessidade de se buscar incessantemente a atualização, mesmo que se saiba que esta também se desatualiza rapidamente. O homem contemporâneo, por meio da técnica e da ciência, amplia a sua visão, a sua capacidade de ir mais longe, o seu controle da natureza e a sua compreensão do universo. Faz de suas teorias e de sua técnica uma extensão de si mesmo. A ciência e a técnica são produtos do homem e possuem o mesmo estatuto cultural, e é a partir delas que ele compreende o mundo e a si mesmo. Há uma crescente demanda no uso da tecnologia para gerir a vida de cada pessoa, de pequenos e grandes grupos, de empresas, de escolas, em

que cada instituição é ligada a outra e outra. Para se conviver é necessário estar “em rede”. É importante considerar que para compreender o homem e o mundo do trabalho na atualidade é preciso ter em pauta que a humanidade foi atravessada pela história, pela ciência e pela técnica. A própria tecnologia nos permite viajar no tempo e na cultura, nas formas de vida de outrora e nas mais remotas relações com o trabalho. A ciência e a técnica permitiram a construção de instrumentos para facilitar e agilizar os meios de produção, mudando a relação do homem com a natureza e consigo mesmo. É impossível analisar qualquer tema na atualidade sem considerar o atravessamento tecnológico da humanidade. 5


O JOVEM NA CONTEMPORANEIDADE E SUA RELAÇÃO COM O TRABALHO Com o mundo do trabalho cada vez mais es­­pe­ cializado, acirrado e competitivo, a edu­cação formal acaba perdendo espaço na preparação dos jovens para esta sociedade em constante transformação, uma vez que esta já não é uma característica passageira, é o modus operandi da sociedade contemporânea, e é baseada na rapidez, na fluidez e na inconstância. Por essas características, as instituições preocupadas com a juventude não podem ficar ao largo desse panorama e devem proporcionar formação compatível com as necessidades de atuação no século XXI. Há grande preocupação da sociedade em relação à formação do aluno do ensino médio, quanto à definição do tipo ensino que deve ser oferecido para essa população de jovens na última etapa da educação básica. A Constituição de 1988, no inciso II do Art. 208, aponta para a garantia da institucionalização dessa etapa de escolarização como direito de todo cidadão. A LDB estabeleceu a condição de norma legal, quando atri6

buiu ao ensino médio o estatuto de Educação Básica (Art. 21). Os Estados deverão “assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio” (Ad. 10). Segundo a LDB: “A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar- lhe a formação comum para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.” (Art. 22). Ser cidadão é antes de tudo participar do mundo presente com responsabilidade social, ter clareza de que todo comportamento tem um viés social, que as deliberações pessoais devem atender às necessidades sociais e que o objetivo pessoal é também social. Mesmo vivendo em uma sociedade altamente diferenciadora, a condição para a participação deve ser coletiva e, portanto, o conhecimento deve ser partilhado e, mais do que isso, deve ser construído conjuntamente, de forma colaborativa. Isso significa poder participar e aprender a ser e viver em consonância com a contemporaneidade. Ao final do Ensino Médio (EM), espera-se que o cidadão demonstre competências cognitivas, sociais


e individuais, dentro de determinado sistema de valores e juízos, ou seja, aquele referente a tradições públicas. Espera-se que o aluno possa dar continuidade aos estudos com qualificação, disputar uma posição no mercado de trabalho e participar plenamente da cidadania, compartilhando dos princípios éticos, políticos e estéticos da unidade e diversidade nacional, sabendo colocar-se como ator neste contexto, como agente de preservação e transformação. Além disso, não se quer apenas transmitir conhecimento pela prática ou pela teoria, mas, fundamentalmente, fornecer aos alunos as condições necessárias para que saibam entender e atuar no encadeamento técnico e científico de suas profissões, desde as características ocupacionais às condicionantes tecnológicas, econômicas e sociais de seus meios e objetos de trabalho. Quer-se que os alunos não apenas aprendam a executar os seus trabalhos, mas que compreendam suas determinações gerais e específicas, no processo de desenvolvimento da sociedade em que vivem. Não basta que se saiba como produzir com determinada tecnologia, mas também

porque produzir. Neste sentido, a escola tem um papel relevante porque agrega conhecimento em qualquer nível de ensino que o aluno possa refletir e compreender a complexidade do meio em que está inserido e a sua relação com o trabalho. A ela cabe a tarefa humanizadora e civilizatória de formar as habilidades de aprender a participar de uma sociedade de forma cidadã, de poder propor inovações, interpretar eticamente a realidade, de desenvolver o espírito da ciência e pesquisa, assim como formar o gosto pelas artes, de dominar e produzir conteúdos e significados para as tecnologias. São raros os espaços educativos e formativos onde os jovens em idade escolar possam se aproximar do mundo do trabalho e de suas contradições de forma crítica, acompanhada pela oferta de saídas para os desafios existentes, que devem ser enfrentados não somente pelo estado, e pela escola, mas também por cada cidadão que entra nos limiares da preparação e da decisão profissional. Neste quadro cabe à escola, a toda a sociedade 7


e ao Estado mostrar aos jovens os caminhos para o futuro profissional, instrumentalizá-los, dar-lhes o senso de cidadania, curiosidade e esperança. Frente a esse cenário, deve-se propor e assegurar aos jovens um espaço que proporcione, ao mesmo tempo, o conhecimento acumulado pela humanidade e os instrumentos de interação na sociedade atual, para que seus projetos de realização pessoal tenham ótimas chances de sucesso. Isso significa instrumentalizar a nova geração para a aprendizagem permanente em que a cultura, as tecnologias e o conhecimento sejam também as bases para a preparação do jovem no mundo do trabalho. Partindo desse pressuposto, o Portal Escola do Trabalho propõe ser o espaço que congregue a experiência humana pautada na cultura acumulada na relação de trabalho, a criação e a sua forma de atuação no mundo contemporâneo partindo dos pressupostos aqui destacados em quatro faces: • o crescimento acelerado da massa de jovens que, a cada ano, busca no trabalho seu sustento 8

e sua realização; • os avanços da medicina, aumentando não só a expectativa de vida da população, mas também garantindo que este envelhecimento seja saudável, permitindo aos mais velhos continuar no mercado de trabalho e de consumo por mais tempo, impedindo a abertura de novas vagas aos mais jovens; • ampliações e retrações repentinas dos mercados, cada vez mais globalizados, que se deslocam de acordo com as conveniências e necessidades inusitadas; • o uso cada dia mais intenso das tecnologias na relação com o trabalho, criando novas profissões e extinguindo antigas. O Portal da Escola do Trabalho não vem substituir o papel da escola formal, mas complementar a tarefa inicial de formação em nível básico com a aproximação ao mundo do trabalho contemporâneo e posicionar a escola e os estudos como elemento fundamental nesta caminhada. A relação com o trabalho, seus


instrumentos, e as novas profissões eram impensáveis e aqui podem ocorrer como uma “viagem no tempo”. O futuro do mercado de trabalho, por vezes só alcançado como meras impressões do que virá, poderá ser criado neste espaço. Muitas profissões do futuro ainda são inimagináveis, por isso, a preparação do jovem para o mercado profissional futuro está necessariamente relacionada às tecnologias, à nova concepção de homem e ao desenvolvimento de competências do século XXI: criatividade, inventividade, colaboração e liderança. OBJETIVOS DO PROJETO • Aproximar os jovens do mundo do trabalho, de suas possibilidades, de seus desafios, de suas riquezas e de suas exigências. • Criar ambientes virtuais para que possa experimentar relações de trabalho, colaboração e liderança. • Compreender a necessidade da educação formal como base para o mundo do trabalho e para o exercício da cidadania.

• Possibilitar aos jovens o experimento de forma lúdica e visual do mundo do trabalho a fim de articular a formação geral, a cidadania criativa e o interesse pela preparação das competências, das habilidades e de suas relações com a escola e com outros agentes sociais. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O Portal Escola do Trabalho será aberto ao público em geral, mas com o foco na juventude inserida no Ensino Médio, principalmente, alunos de escolas estaduais - que serão envolvidas na preparação, acompanhamento e resultados da visita ao Portal Escola do Trabalho. A intenção é relacionar a vida escolar com a vida do trabalho, fazendo com que os jovens “experienciem” o mundo profissional e retornem à escola sabendo que para alcançarem bons resultados no mercado de trabalho precisam, além de criatividade, inventividade, colaboração e liderança, do conhecimento formal que acontece escola. As visitas serão programadas para as escolas de Ensino Médio da rede pública estadual e do Centro 9


Paula Souza, aos programas de formação da Secretaria de Emprego e relações de Trabalho - SERT. Elas farão parte do projeto elaborado pelo Portal Escola do Trabalho em parceria com as escolas, destas nascendo – com projetos de aproveitamento das visitas - e a estas voltando, com atividades e aprofundamento do que foi visto e “experienciado”. O projeto é elaborado pelos educadores, construindo uma proposta articulada com alguma área curricular, que possa ser materializada no espaço do Portal Escola do Trabalho. As visitas serão programadas pelas estruturas da Secretaria de Estado da Educação - SEE garantindo uso pleno dos espaços disponíveis no Portal Escola do Trabalho, que oferecerá atendimento com monitores para melhor aproveitamento das atividades propostas pelo professores que acompanharão seus alunos. Os monitores apoiarão os professores de EM que acompanharão os alunos ao espaço para que estes possam utilizar da melhor forma possível as tecnologias nessa ponte entre conhecimento e trabalho. Prevê-se para o registro da passagem de cada jovem pelas atividades do Portal que haja sistemas 10

virtuais de documentação ao modelo do museu da Pessoa, em que sua história possa ser gravada e cada um se sinta participante não apenas do espaço, mas do desenvolvimento da história do Trabalho no Estado. OS CONCEITOS DE TRABALHO E DO ESPAÇO Nortearão a visita: imersão por conceitos, reflexões e experimentos. Conceitos • Trabalho como elemento de construção do homem na história. [BENO e etc]. • Trabalho como construção coletiva e solidária. • Trabalho como cultura e linguagem: o resultado de seu esforço acumulado na história é patrimônio coletivo. Suas conquistas e melhorias são transmitidas pela linguagem e se aperfeiçoam na História. Reflexões • Para aonde vai o trabalho? • Quais são os sonhos dos jovens em relação ao trabalho?


Experimentos • A visita será uma imersão baseada na cooperação lúdica e também na construção da solução de pequenos desafios feitos coletivamente. • As atividades serão provocativas para que se verifique a ligação das habilidades e conteúdos com as tarefas/conteúdos da escola. A Física, a Língua, a Matemática, a Química, as linguagens e códigos, a Geografia, a Biologia, a História e as línguas estrangeiras na escola.

multaneamente 200 jovens, em cinco turnos diários. As tendas são interligadas, mas independentes, podendo ser transferidas para eventos fora do espaço. ATIVIDADES NAS TENDAS “O meio é a mensagem”, formulação que celebrizou Marshal McLuham, reflete o conceito maior do “Portal Escola do Trabalho”, cujo engajamento dos jovens e educadores nessa mensagem do futuro do trabalho e a importância da escola e a interpretação tecnológica serão vivenciados nos espaços das tendas.

O ESPAÇO O espaço do Parque Belém, resultado da desativação das antigas instalações da FEBEM no Tatuapé, será ocupado por programas e ações de várias instituições governamentais, entre elas as Secretarias do Planejamento, da Educação, do Emprego e das Relações do Trabalho e da Coordenadoria de Estado da Juventude. A implantação do programa “PORTAL ESCOLA DO TRABALHO” será feita gradualmente, iniciando-se com a instalação de seis tendas interligadas – conforme planta anexa – cuja capacidade é de receber si11


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O Portal do trabalho tem como missão: 1. abrir novos horizontes sobre as exigências e desafios do mundo do trabalho das próximas décadas; 2. favorecer a percepção das habilidades para o trabalho que estão sendo vividas e exigidas pela organização social; 3. colocar de modo vivo, interativo, lúdico e provocante as questões do futuro das tecnologias para formação do trabalhador; 4. recuperar a percepção da importância da escola no papel da formação profissional do jovem, da construção da sua autonomia e protagonismo na busca de novas oportunidades; 5. estimular a reflexão crítica sobre novas possibilidades de atividades profissionais que existem ou ainda virão a existir. 6. desenvolver um roteiro de atividades que devam ser completadas, exploradas e percorridas de forma propositiva para construir um percurso sólido para construir uma interação do sucesso com o futuro mundo do trabalho.

O portal do trabalho é o encontro entre a escola, o trabalho e o futuro. O início dessa viagem se dá na recepção, primeiro vértice do pentágono. Este é espaço social que recebe, integra e alimenta os jovens que vêm de escolas situadas em diversos locais do estado. São vários exemplos contextualizados promovendo um novo quadro nas relações com currículo, a complexidade do futuro do mercado de trabalho e das demandas educacionais. TENDA 1 – Identificação e início da construção de um currículo pessoal Na primeira tenda os visitantes identificam-se, são fotografados com câmeras digitais e registram suas informações básicas pertinentes a um curriculum vitae pré-formatado (com opção de ser redigido em português e inglês). A inclusão de elementos que possibilitem a redação do currículo em inglês complementaria o trabalho proposto nos Cadernos dos Alunos . Os visitantes complementarão o seu currículo no decorrer do percurso. A versão final será enviada a eles por e-mail ao final da visita, incluindo em 13


sua qualificação essa experiência. Podemos detalhar cada crescimento/ experiência de cada espaço e cada situação vivida. Para que possam montar esse currículo, serão disponibilizados 40 tablets ou netbooks (ou tecnologia similar / touch screen). Enquanto alguns visitantes elaboram o seu currículo outros realizam atividades paralelas de registro na tenda. Este currículo estará pré-formatado para rapidez da escrita. Haverá a produção de um roteiro de atividades

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pré e pós-visita como forma de apoiar os professores no percurso a ser seguido e explorado durante a visita para propiciar a exploração e integração dos conteúdos, futuro e trabalho e enriquecer a experiência da visita em atividades de reflexão e debate sobre a temática “educação e trabalho”. Além disso, pode-se alimentar periodicamente o “portal de suporte” O “Portal Virtual” Escola do Trabalho com temas pertinentes à esfera do trabalho em fóruns de discussão estabelecendo vínculos com alunos/ visitantes para auxiliá-los na elaboração de um projeto pessoal de desenvolvimento e inserção no mundo do trabalho – e com professores – para apoiá-los com conteúdos relativos às diferentes áreas de atuação humana bem como metodologias para a sala de aula, enriquecendo o conteúdo educacional e contexto com o mundo profissional com assuntos atuais. Ainda nesta tenda o aluno receberá uma proposta de roteiro da visita que foi enviado pelo professor já com a integração curricular e os resultados que este percurso deve produzir.


TENDA 2 – Projeção 3 D Este ambiente é destinado à projeção 3D. Nele os visitantes assistirão a projeções que tem como foco as transformações que se processaram nas formas de produção, relacionadas às mudanças que elas provocaram nas relações de trabalho. A tenda poderá exibir vídeos ligados a diversos temas sobre o trabalho como: • a história do trabalho, sua origem e desenvolvimento nas sociedades humanas - o uso de ferramentas, os processos de desenvolvimento dos objetos, a revolução industrial, fordismo, taylorismo e as transformações advindas com a revolução tecnológica no século XX e XXI; • as relações homem-natureza vinculadas ao trabalho, às transformações no espaço natural e suas implicações para o meio-ambiente; • as mudanças na vida social promovidas pelo mundo do trabalho e pelas transformações nas formas de produção e consumo; • o trabalho escravo na antiguidade e na idade moderna, as mudanças provocadas pela revolu-

ção industrial nas relações de trabalho na Europa e no restante do mundo; • as conquistas trabalhistas em diferentes épocas no Brasil e no mundo - as relações entre capital e trabalho, as lutas, avanços e recuos nos direitos dos trabalhadores, os movimentos sociais e as relações de trabalho, as greves, os sindicatos, o trabalho no campo e na cidade. • as novas profissões surgidas em função das transformações decorrentes das novas tecnolo15


gias e aquelas que deixaram de existir; • temas diversos - trabalho infantil, flexibilização dos direitos trabalhistas, terceirização dentre outros assuntos vinculados às diferentes áreas do currículo escolar. Os vídeos assistidos nesta tenda terão como objetivo informar, sensibilizar, estimular e promover a reflexão sobre a temática do trabalho nas sociedades humanas e fomentar o interesse do visitante pelo tema no tempo, no espaço e nas relações sociais. TENDA 3 – Jogo das profissões (Meio-ambiente Saúde e Energia) Em um mundo com rápidas e substanciais mudanças, cada vez mais os profissionais se deparam com problemas interdisciplinares e multidisciplinares, impondo-lhes tomada de decisões que envolvam diversos critérios além dos conteúdos disciplinares, como a ética, o ambiente, a cooperação, os valores. Neste sentido, o profissional de qualquer nível deve lançar mão de um vasto conhecimento que requer habilidades e competências para analisar, refletir e tomar 16

de decisões. Assim, ele deve reconhecer no cotidiano e em seu trabalho a pertinência dos conhecimentos escolares. A atividade a ser desenvolvida nesta tenda esta apoiada neste pressuposto, cujo profissional deverá ser capaz de repensar o seu entorno, bem como as consequências dessa decisão. Com base nessa afirmação, as atividades nessa tenda se desenvolverão da seguinte maneira: a realização das tarefas nessa tenda será feita em grupos de aproximadamente cinco integrantes. A partir de


um cardápio cada um escolherá a profissão desejada. Cada grupo terá o seu próprio touch screem. Depois de cadastradas as profissões individualmente, os estudantes receberão as instruções iniciais do jogo: seu o funcionamento e suas regras, como por exemplo: “Vocês formam agora um conselho de gestão mista envolvendo meio ambiente, saúde e energia. Este grupo gestor deve tomar as decisões e resolver problemas envolvendo um país, um estado ou uma cidade”.

DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES LÚDICAS: Em seguida, os estudantes navegarão pelo ambiente virtual, recolhendo as informações que julgarem pertinentes. Uma sugestão seria a utilização da cidade montada como no jogo “Sim City” com duração média de dez minutos. Este momento inicial serve apenas para a ambientação. Nesse caso, o ideal seria disponibilizar uma cidade real, como por exemplo, São Paulo, Santos ou Campinas. Após o reconhecimento inicial, os estudantes receberão no centro da tela uma notícia de jornal em forma de manchete, referente ao primeiro problema. Este problema será escolhido com base nas profissões indicadas pelos estudantes no cardápio inicial. Haverá na manchete duas ou três propostas de soluções (em forma de múltipla escolha), como indica o diagrama 1. A solução escolhida irá acarretar em outras questões que serão os desdobramentos da opção escolhida. Cada resposta a opção gerará outras questões e problemas em que os estudantes deverão

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Diagrama 1 – Exemplos de questões e desdobramentos.

* Os números propostos são fictícios, em uma pesquisa posterior esses valores devem se aproximar de valores reais.

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novamente fazer suas opções. As escolhas acarretam em alterações dos diversos índices do país, do estado ou da cidade. No diagrama 1, por exemplo, apresentamos um desenvolvimento possível para a escolha do trabalho e seus desdobramentos. O encadeamento das questões e sua inter-relação tentam mostrar ao estudante a complexidade das escolhas reais e seus impactos sobre diversas outras áreas da vida humana. Cada questão acarreta em uma resposta que será expandida, fazendo com que os estudantes tenham elencados ao menos 8 alternativas possíveis. Ao final aparecerá aos estudantes um balanço de suas escolhas para que possam se auto-avaliar. As questões problematizadoras pertencentes a este portal deverão estar presentes na mídia e tecnologia a partir do contexto atual, da realidade e de interesse dos estudantes, proporcionando o reconhecimento dos conteúdos que fazem parte do universo da sala de aula, nas diferentes disciplinas do currículo da educação básica do Estado de São Paulo. Este “jogo” é um exercício destinado a exercitar a cidada-


nia e explicita a relação do homem, da tecnologia, do meio ambiente e sua opção de trabalho/profissão para sua vida. Tenda 4 – O universo da comunicação Nesse espaço serão instalados recursos adequados para produções de rádio e TV em estúdio, produções em mídia impressa e internet, que permitirão aos alunos compreender a atuação profissional nos meios de comunicação, sua função social, contextos de produção, formas de elaboração discursiva e intencionalidades, com vistas a um determinado leitor/ espectador. Os roteiros são criados a partir de assuntos que permitam a reflexão de temas estudados na escola, a importância disso para a inserção social do aluno, em especial, na esfera da produção e do consumo. Nessa tenda, será possível ao visitante, relacionar os significados / sentidos nos discursos que circulam nas diferentes mídias e identificar semelhanças e diferenças de intencionalidade.

Nessa instalação, serão também, disponibilizados recursos para a produção dos gêneros que circulam nos mídias de comunicação e marketing como anúncios publicitários, comerciais ou institucionais, usando a língua inglesa. A finalidade é possibilitar escolhas práticas para a montagem dos anúncios, levando em conta elementos como mensagem, emissor e receptor e aspectos éticos envolvidos. 19


Diagrama 2

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Tenda 5 – Jogo das profissões (propondo soluções) Com princípios e explicações semelhantes aos da Tenda 3, os estudantes divididos em grupos deverão propor soluções a diversas questões que lhes serão apresentadas a partir do contexto de uma empresa. Observe o diagrama 2 ao lado. As empresas podem ser: hospital, montadora de automóveis, fábrica de cosméticos, ONGs. Nesta proposta, as tarefas terão um caráter independente, isto é, os estudantes irão resolvendo os problemas/tarefas por eles próprios e não por cardápios previamente existentes na matriz do programa. Outro ponto relevante é a formação das equipes que ocorrerá por segmentos, isto é, após a escolha da empresa e da equipe, as questões a serem resolvidas aparecem. Vale ressaltar que as tarefas, neste modelo, serão mais complexas e demandarão alguns conhecimentos específicos de cada departamento. Os estudantes passarão por 3 ou 4 problemas/tarefas. Neste caso, os problemas resolvidos são os da empresa e, portanto, mais específicos.


As questões e respostas serão expandidas, fazendo com que os estudantes tenham que elaborar ao menos 4 respostas. Ao final aparecerá aos estudantes um balanço de suas respostas, para que eles possam se auto-avaliar. As questões e problemas a serem elaborados serão retirados da Proposta Curricular do Estado de São Paulo, tendo como eixo norteador as relacionadas ao meio ambiente. Este “jogo” deve explicitar a relação do homem com a natureza e com outros homens, fazendo com que seja um treinamento para o efetivo exercício da cidadania.

Os alunos serão convidados a criar um personagem virtual (avatar) que realizará um percurso pré-definido em um simulador virtual de uma vida alternativa, (modelo - secondlife). O aluno inicia o jogo em uma entrevista profissional, e no decorrer do jogo suas respostas e desempenhos serão fator determinante para a sua realização pessoal e profissional.

Tenda 6 – Simulador Second Life ou RPG – Desafio do Futuro Essa tenda possuirá vários computadores com um ambiente virtual criado para propiciar a alunos em dupla construam um percurso que os conscientizem que cada atividade profissional requer o desenvolvimento de diferentes habilidades e competências para que se desempenhe efetivamente a profissão escolhida no futuro. 21


O objetivo principal é o de construir a consciência no jovem que diferentes atividades profissionais nos expõem a novos problemas desafios que requerem diferentes conhecimentos. Nossos escolhas impactam na nossa participação na sociedade e na definição de rumos pessoais e coletivos A busca de perspectivas para si mesmo e para a comunidade, é tão importante ,quanto o desenvolvimento de conhecimentos culturais e técnicos. Ou seja, o que sabemos é tão importante quanto como fazemos. Ao final do percurso da tenda 6, o visitante, após vivenciar várias possibilidades sobre qual área/ profissão quer seguir em seu projeto pessoal, poderá simular o currículo desejável, o currículo dos sonhos. Além disso, apresentar-se-ão aos visitantes quais equipamentos públicos (FATEC, faculdades públicas, centros de línguas e outras possibilidades) já existem na região em que moram para que pensem nas alternativas de já começar a realizar o desenvolvimento do seu futuro e preparo profissional. 22


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Parceria

Produção

Contribuir para a formação crítica do homem para a cidadania é a missão da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Televisão Cultura, Rádio Cultura Brasil e Rádio Cultura FM, Cultura Marcas, Cultura Serviços, Cultura Data, RadarCultura e TV Rá Tim Bum. É uma organização sem fins lucrativos, cujos resultados são revertidos integralmente na produção de conteúdos.


CATALOGO PORTAL ESCOLA DO TRABALHO  

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