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ÍNDICE

Texto sobre a mostra 6

Apresentação 8

Poemas 11

Autobiografia de um só dia 12

A imaginação do pouco 13

Tecendo a manhã 14

O artista inconfessável 15

Biografia 17

Coleção Objetiva 25

O Centro Cultural da Justiça Eleitoral 30


UM POEMA POR DIA

No ano em que completaria 90 anos, o poeta João Cabral de Melo Neto é homenageado com mostra multimídia no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (CCJE). Aberta ao público no dia 03 de março, UM POEMA POR DIA está dividida quatro temas: Vida e Infância; Amigos e Vida profissional; Paixões; e Museu do Tudo. “O título da mostra é um dos últimos títulos escritos por ele para um ‘possível’ novo livro”, conta a curadora da exposição, Inez Cabral. O sobrenome não é coincidência. Inez é filha de João Cabral de Melo Neto. A mostra conta com fotos, projeções, exibição de vídeos, entrevistas com o escritor, curiosidades, e, principalmente, textos originais: manuscritos, poemas e cartas – em parte inéditos – do acervo pessoal da família, aberto por Inez especialmente para a exposição. “Além de poeta, diplomata, pai, filho, avô, João foi também homem simples, que via na palavra concreta uma ferramenta para o que queria dizer”, explica a curadora. Aliás, é o próprio poeta quem dá o tom da trilha sonora da mostra. Crítico da leitura de seus poemas por outros, o áudio da exposição será formado por gravações recuperadas de João Cabral lendo suas poesias.

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As seções: Vida e Infância – um recorte de fotos, poemas e depoimentos em vídeo do próprio João Cabral sobre sua vida e, principalmente, sua infância. Uma “autobiografia” selecionada pela curadora. Amigos e Vida profissional – Primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre, João Cabral não era bem relacionado apenas em família. Fora de casa, manteve laços de amizade com o escritor Carlos Drummond de Andrade, com o poeta e compositor Vinícius de Moraes, com o ator e diretor Antônio Abujamra e, apaixonado pela Espanha (país onde morou como embaixador), João Cabral também foi amigo do pintor Joan Miró. A sessão está composta de fotos, depoimentos em vídeo e cartas ao poeta brasileiro. Paixões – Textos, poemas, trechos de filmes diversos; áudio original da peça Morte e vida Severina _ trilha composta por Chico Buarque, complementando as fotos da histórica montagem do TUCA (Teatro da Universidade Católica) para o texto em 1965_; o time do América (aliás, “os Américas”: do Rio e de Recife); a mulher; Sevilha e o Recife. Museu do Tudo – Título de uma das obras do escritor, Museu do Tudo será a seção da mostra onde se encontrará a parte “física” do acervo, como os manuscritos, as primeiras edições, os textos inéditos e a obra completa reeditada pela editora Objetiva.

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Apresentação “COMPREENDE?” João Cabral “falava pelos cotovelos”. Essa expressão cai como uma luva se entendida não metaforicamente, mas aferrada à imagem, tal e qual, “sem plumas”. Semelhante ao rio interior, escrito e escarrado, jamais copioso, com a sua água na conta certa, que vai a passo, lajeada, pari passu, com a outra água do rio externo, passando no pensamento. Pois o que eles, o rio e o homem, dizem, sai em linha reta, sem floreios, e vai até o fim do fôlego, e em vez de deter-se, vira a esquina - súbito, citadino - e continua o ditado, sempre em frente. Daí os cotovelos de suas sentenças, iguais ao traçado à régua dos seus versos, só admitindo ângulos bem medidos no firmamento, sem a incalculável nuvem indecisa: e mesmo se ela ousar, céu afora, João só vê o sol de acetilsalicílico, não dando atenção à sua possível trovoada, ao seu provável barulho de chuva, à sua sombra, mesmo que de passagem, porque teme – se parar a fim de esclarecer e cuidar para que nada saia do curso, pingue e derrame – ter que cortar o rio, submeter-se à sombra, interromper o que é tão imperativo, claro e firme, isento, na superfície, de escuro e umidade. Porque teme, enfim, esquecer-se, ou deixar que enguice e enferruje o discurso-escudo, há muito decorado, com o qual se defende não apenas do interlocutor buscando entrar na área interdita, até para o pessoal mais íntimo, como também de algo contraditório - assim como de si mesmo, extremamente. De algo que o salve da fuga do seu destino, por opção fabricado, de sua vida-ultimato. De algo que o desarrume e duvide, o tire da linha, onde o vento não sopra, onde Drummond não passa.

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Armando Freitas Filho

COMPREENDO. João Cabral “falava pelos cotovelos”, metaforicamente, também. Longe do rigor da composição, jamais confundido com a rigidez, era um homem idiossincrático, opinativo, engraçado, à Buster Keaton. Quando topei, pela primeira vez, com alguns poemas seus, em 1953, na Antologia da poesia brasileira moderna, tive uma sensação ambígua: se ele, naquela pequena mostra, passava em revista a dicção do Modernismo, eu não podia abrir mão da mão despenteada modernista nem queria largar essa outra, nova em folha, que se penteava tão impecavelmente, como aparecia no retrato da antologia citada. Três anos mais tarde, em Duas águas, livro onde reuniu sua poesia até aquela data, pude beber em fontes diferentes: na que brotava em silêncio e na que jorrava em voz alta. O poeta, aparentemente, inflexível, tinha, pelo menos, dois ramais distintos. Essa constatação fez com que os bons leitores da minha geração chegassem ao seu manancial sem se sacrificar na leitura menos imaginativa, mais ocorrente e reducionista, pois não esterilizavam seu verso fluvial, que não rejeitava impurezas, igual ao Capibaribe, em nome de uma “secura” higienizada, que nada tinha a ver com a sua visceralidade de origem. Não caímos na armadilha simplificadora de sua recepção: a de que escrevia sem as plumas das nuvens. A ameaça delas sempre esteve no céu limpo à força. Sua poética é feita desse duelo, entre sol e sombra, e seu autor, por essa razão, não podia se seguir ou ser seguido, ao pé da letra, já que era despenteado por dentro. Por isso mesmo amou, nunca de maneira resignada, mas com fúria, Drummond até o fim.

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Poemas

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Autobiografia de um Só Dia A Maria Dulce e Luiz Tavares No Engenho Poço não nasci: Minha mãe, na véspera de mim, veio de lá para a Jaqueira, que era onde, queiram ou não queiram, os netos tinham de nascer, no quarto-avós, frente à maré. Ou porque chegássemos tarde (não porque quisesse apressar-me, e se soubesse o que teria de tédio à frente, abortaria) ou porque o doutor deu-me quandos, minha mãe, no quarto-dos-santos, misto de santuário e capela, lá dormiria, até que para ela fizessem cedo no ouro dia o quarto onde os netos nasciam. Porém em pleno Céu de gesso, naquela madrugada mesmo, nascemos eu e minha morte, contra o ritual daquela Corte que nada de um homem sabia: que ao nascer esperneia, grita. Parido no quarto-dos-santos Sem querer, nasci blasfemado, Pois são blasfêmias sangue grito em meio à freirice de lírios, mesmo se explodem (gritos, sangue), de chácara entre marés, mangues.

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A Imaginação do Pouco Siá Floripes veio do Poço Para Pacoval,, Dois Irmãos, Para seguir contando historias de dormir, a mim, meu irmão. Sabia apenas meia dúzia (todas de céu, mas céu de bichos); nem precisava saber de outras: tinha fornido o paraíso. Os bichos eram conhecidos, e, os que não, ela descrevia: daqueles mesmo que inventava (colando uma paca e uma jia) dava precisa descrição tanto da estranha anatomia quanto da fala, religião, dos costumes que se faziam. Só parecia saber pouco do céu zoológico da história: onde as festas, onde as intrigas, como era, e o que era, isso de Glória. Fora do céu de um dia azul (sempre dia, porém de estrelas) era a mais vaga descrição da horta do céu, da Glória aérea. Para compor-me o céu dos contos, no começo o vi como igreja; coisas caídas no contar fazem-me ver é a bagaceira. Marianne Moore a admiraria. Pois, se seus jardins eram vagos, eram altos: o céu rasteiro era o meu, parco imaginário.

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Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão.

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O Artista Inconfessável Fazer o que seja é inútil. Não fazer nada é inútil. Mas entre fazer e não fazer mais vale o inútil do fazer. Mas não fazer para esquecer que é inútil: nunca o esquecer. Mas fazer o inútil sabendo que ele é inútil, e bem sabendo que é inútil e que seu sentido não será sequer pressentido, fazer: porque ele é mais difícil do que não fazer, e difícilmente se poderá dizer com mais desdém, ou então dizer mais direto ao leitor Ninguém que o feito o foi para ninguém.

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Biografia

João Cabral de Melo Neto

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1920 – Na rua Jaqueira, depois Leonardo Cavalcanti, em Recife, nasce, a 9 de janeiro, João Cabral de Melo Neto, segundo filho de Luiz Antonio e Carmem ( o primeiro foi Virgínio; o casal terá ainda os filhos Leda, Maurício e Cláudio, já falecidos, e Maria de Lourdes e Evaldo José). A exemplo de Virgínio, João Cabral também nasce na casa do avô materno, que não existe mais ( por lá passa hoje um viaduto). Até os dez anos, João Cabral vive em engenhos de açúcar – primeiro, no Poço do Aleixo, em São Lourenço da Mata, e depois no Pacoval e no Dois irmãos, ambos no município de Moreno. 1930 – A família Cabral de Melo volta para Recife. João Cabral entra para o Colégio de Ponte d´Uchoa, dos irmãos Maristas, onde ficará até concluir o secundário, aos quinze anos. 1935 – Atuando com a camisa número cinco, na posição de center half, é campeão juvenil pelo Santa Cruz Futebol Clube. 1938 – Freqüenta o Café Lafayette – na esquina da rua do Imperador com Primeiro de Março - , ponto de encontro da intelectualidade recifense, que se reúne em volta do escritor e crítico Willy Lewin e do pintor Vicente do Rego Monteiro, recém-chegado de Paris. O grupo inclui, entre outros escritores, Ledo Ivo e Gestão de Holanda. 1940 – João Cabral viaja com a família para o Rio de Janeiro. Lá conhece Murilo Mendes, que apresenta a Carlos Drummond de Andrade e outros escritores e intelectuais que se reúnem no consultório do poeta e médico Jorge de Lima. 1941 – Apresenta a tese “ Considerações sobre o poeta dormindo” no Congresso de Poesia de Recife. 1942 – Lança seu primeiro livro de poemas, Pedra do Sono, em edição custeada por seu pai e tiragem de 340 exemplares (trezentos foram doados para amigos e quarenta, com tratamento de luxo, vendidos para os “primos ricos”, a fim de custear as despesas de publicação). Instala-se no Rio de Janeiro. Convocado para a Força Expedicionária Brasileira (FEB), é dispensado por motivo de saúde.

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1943 – Através de concurso, é nomeado para o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Começa a freqüentar as rodas literárias dos cafés Amarelinhos e Vermelhinhos. Publica, na Revista do Brasil, “Os três mal-amados”, de Carlos Drummond de Andrade. 1945 – Lança O engenheiro, em edição paga por Augusto Frederico Schmidt. Presta concurso para a carreira diplomática. Aprovado, é nomeado em dezembro. 1946 – Casa-se em fevereiro com Stella Maria Barbosa de Oliveira. Em dezembro, nasce o primeiro filho do casal, Rodrigo. 1947 – Transferido, como vice-cônsul, para o Consulado Geral de Barcelona. Compra uma pequena impressora manual Minerva e começa a editar obras de poetas brasileiros e espanhóis sob o selo O Livro Inconsútil. É nela que imprime o seu Psicologia da composição. Conhece os catalães Joan Brossa, poeta, e Antoni Tàpies, artista plástico, com quem manterá intenso relacionamento intelectual. 1948 – Nasce sua filha Inez. 1949 – Nasce o filho Luiz. Morando na Catalunha, trava amizade com o pintor Joan Miró. Escreve um ensaio sobre sua obra, que é publicado com gravuras originais do artista. 1950 – Publica O cão sem plumas, cuja a inspiração veio depois que o poeta leu numa revista que a média de vida na Índia era de 29 anos, enquanto em Recife não passava de 28. È transferido para o Consulado Geral de Londres. 1952 – Acusado de subversão, é convocado ao Brasil, a fim de responder a inquérito. Profere, na Biblioteca Municipal Mario de Andrade, São Paulo, a conferência “Poesia e composição”. 1953 – Colocado em regime de disponibilidade pelo Itamaraty, trabalha como o secretário de redação do jornal A Vanguarda, dirigido por Joel Silveira. Escrevendo o poema “O rio”. Arquivando a inquérito, vai para Pernambuco com a família.

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1954 – “O rio” recebe o prêmio José de Anchieta, instituído pela Comissão do IV Centenário de São Paulo, e é publicado em edição comemorativa à data. Participa do Congresso Brasileiro de Poesia, onde apresenta a tese “Da função moderna da poesia”, e do Congresso Internacional de Escritores, ambos realizados em São Paulo. A Editora Orfeu, do Rio de Janeiro, publica os seus poemas reunidos. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, é reintegrado a carreira diplomática. 1955 – Nasce sua filha Isabel. A Academia Brasileira de Letras concede-lhe o prêmio Olavo Bilac. 1956 – A Editora José Olympio, do Rio de Janeiro, lança Duas águas, reunindo todos os livros anteriores do poeta, mais os inéditos Morte vida Severina, Paisagens com figuras e Uma faca só lâmina. Nomeado cônsul-adjunto, João Cabral segue para Barcelona. Sua missão: fazer pesquisas históricas no Arquivo das Índias de Sevilha, cidade onde passa a residir. 1958 – Transferido para o Consulado-Geral de Marselha. 1960- Sai em Lisboa, pela Guimarães Editores, o livro Quaderna. Nomeado primeiro secretário da Embaixada, muda-se para Madrid. 1961 – Publica em Madrid, por conta própria, Dois parlamentos. Volta ao Brasil para assumir a função de chefe de gabinete do ministro da Agricultura Romero Cabral da Costa. Com a renuncia de Janio Quadros, retorna à embaixada em Madri. A Editora, do Autor, Rubens de Braga e Fernando Sabino, lança terceira feira, reunindo Quaderna, Dois parlamentos, ainda inéditos no Brasil, e ainda uma nova coletânea de poemas, Serial. 1962 – Transferido para Sevilha 1964 – Nomeado Conselheiro para a Delegação do Brasil junto a Organização das Nações Unidas, segue para Genebra. Nasce seu filho João. 1966 – Transferido para a Embaixada em Berna, no cargo, ministro-conselheiro. O Teatro

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da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Tuca) monta Morte e vida severina, com musica de Chico Buarque de Holanda. Depois de encenada em varias cidades brasileiras, a peça participa do Festival de Nancy, onde João Cabral recebe o prêmio de Melhor Autor Vivo. Lança, pela Editora do Autor, A educação pela pedra, que lhe rende os prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira de Livros; Luísa Cláudio de Souza, do Pen Club; e o do Instituto Nacional do Livro. 1967 – Nomeado cônsul-geral em Barcelona. 1968 – Sai, pela Editora Sabiá, Rio de Janeiro, a primeira edição de suas Poesias completas. É eleito para a vaga de Assis Chateaubriand na Academia Brasileira de Letras. 1969 – Toma posse na Academia, onde é recebido pelo romancista José Américo de Almeida. Removido para a embaixada em Assunção, Paraguai, no posto de ministroconselheiro. 1972 – Nomeado embaixador do Brasil para o Senegal – fixando-se em Dacar -, Mauritânia, Mali e Guiné. 1974 – Condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. 1975 – Lança, pela Editora Jose Olympio, Museu de tudo, premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). 1976 – O governo senegalês concede-lhe a comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito do Senegal. 1979 – Nomeado embaixador em Quito, Equador. Publica, pela José Olympio, A escola das facas. 1980 – Faz em Recife o discurso inaugural da Ordem do Mérito, de Guararapes, sendo condecorado com a Grã-Cruz da Ordem. 1981 – Nomeado embaixador em Honduras. Lança, pela Editora José Olympio, a antolo-

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gia Poesia crítica. 1982 – Recebe o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade do Rio Grande do Norte. É removido para porto, Portugal, no posto de cônsul-geral. Publica, pela Editora Nova Fronteira, do Rio de Janeiro, O auto do frade. 1985 – Lança, pela Nova Fronteira, Agrestes. 1986 – Recebe o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco. Sua mulher morre no Rio de Janeiro. Volta para o Consulado-Geral do Porto. Casa-se com a poetisa Marly de Oliveira. 1987 – Publica, pela Nova Fronteira, Crime na Calle Relator. Recebe o prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores. É transferido para o Rio de Janeiro. 1988 – Lançamento, no Recife, a antologia Poemas pernambucanos, editado pela Fundação José Mariano e pela Nova Fronteira. Publica por esta editora Museu de tudo e depois, segundo volume de poesias completas. 1990 – Aposenta-se como embaixador. Lança, pela Nova Fronteira, Sevilha andando. É eleito para a Academia de Pernambucana de Letras. Recebe o prêmio Luis de Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil. 1992 – Recebe o prêmio O Estado de São Paulo, do governador paulista, e o Neustadt, da Universidade de Oklahoma. Representa o Brasil em Sevilha nas comemorações do Sete de Setembro, ocorridas durante a exposição do IV Centenário da Descoberta da América. No pavilhão brasileiro, é distribuída a antologia Poemas sevilhanos, uma edição especial feira pela Nova Fronteira e o Itamaraty. De volta ao Brasil, recebe no Rio de Janeiro a Grã Cruz Católica , concedida pela Casa Espanha. 1993 – Recebe o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. 1994 – A Editora Nova Aguilar, do Rio de Janeiro, publica sua Obra completa.

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Coleção Objetiva

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O artista Inconfessável

O cão sem plumas 26 – UM POEMA POR DIA


Morte e vida severina

A educação pela pedra João Cabral de Melo Neto – 27


A escola das facas – Auto do frade

Museu de tudo 28 – UM POEMA POR DIA


Agrestes

Editora Objetiva Rua Cosme Velho, 103, 22241-090 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2199-7824 - Fax: (21) 2199-7825 João Cabral de Melo Neto – 29


Sobre o Centro Cultural da Justiรงa Eleitoral


Foto: Berg Silva


Foto: Berg Silva

Inaugurado em abril de 2008, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral – CCJE – fica na Rua Primeiro de Março, ao lado dos principais centros culturais e museus da cidade do Rio de Janeiro. No prédio projetado em 1892 para ser a agência central do Banco do Brasil (atualmente em processo de restauração) foram criados diferentes ambientes: duas salas de exposições, sala de leitura, espaços multifuncionais de dramaturgia, um centro de documentação digital e o Museu da Justiça Eleitoral. A curadoria do CCJE está a cargo da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura. O prédio antigo se manteve sob a posse do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1896 a 1909. Até 1946, foi temporariamente utilizado como Caixa de Conversão até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assumisse o local. De 1960 a 1996, o 32 – UM POEMA POR DIA


Tribunal Regional Eleitoral (TRE) assumiu o prédio que ficou fechado por 12 anos até se tornar o CCJE. Do ponto de vista arquitetônico, a edificação é uma das precursoras do estilo eclético no Brasil, combinando elementos do neoclássico e do barroco com toques de art nouveau.

Serviço: Centro Cultural da Justiça Eleitoral – CCJE Horário: 12 às 19h - quarta a domingo Rua Primeiro de Março, 42 – Centro – Entrada franca. Telefone: 021 2253-7566.

Foto: Berg Silva

O CCJE funciona de quarta a domingo, de 12h às 19h, e possui oito educadores, estudantes ou graduados em História, que realizam visitas guiadas, contando a história do local e apresentando as exposições vigentes. A entrada é franca. O projeto Eleitor do Futuro levou, ao final de 2008, 32 escolas públicas para uma visita à exposição permanente A História do Voto.

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Agradecimentos Agência Riff América Football Club Antônio Augusto Fontes Armando Freitas Filho Arnaldo Antunes Bebeto Abranches Chico Buarque de Hollanda Editora Objetiva Hiroto Yoshioka Isa Pessoa José Elias Neto Família Cabral de Melo Neto Fundação Casa de Rui Barbosa Fundação Joaquim Nabuco Instituto Moreira Salles Marcelo Ferroni Marcelo Migliaccio Maureen Bisilliat Ministério da Educação TV Escola Selo Festa – Gracita Garcia Bueno Som Livre


Projeto Gráfico Cultura Feita em Casa / Marketing TV Cultura Vinícius Lourenço Costa

Apoio

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Patrocinadores

Realização


R. Primeiro de Março, 42 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

CATALOGO JOAO CABRAL  

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