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Almanaque Cultural

Informativo mensal da Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’

2ª Edição

• História de Paraibuna • Aconteceu na Fundação Cultural • Entrevista com Ítalo Junqueira • Folia do Divino ‘‘Alferes Bento’’


Índice Pag 02..... Conheça a Fundação Cultural Pag 03..... CMS de Arquivo e Patrimônio Histórico Pag 04..... Paraibuna de Outr’ora Pag 06..... Entrevista com Ítalo Junqueira Pag 08..... Breve História de Paraibuna Pag 11..... Folia do Divino ‘‘Alferes Bento’’ Pag 12..... Oficinas de Dança / Premiação Litoral Dance Festival Pag 13..... Aconteceu na Fundação Cultural Pag 14..... Você Sabia? Pag 15..... Agenda Cultural de Junho

Conheça a Fundação Cultural

A Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’, en dade cultural sem fins lucra vos, ins tuída pela Lei Municipal 1598/94 é formada por três órgãos dirigentes; Diretoria Execu va, Conselho Delibera vo e as Comissões Municipais Setoriais. Tem por finalidade o desenvolvimento da cultura, pesquisa e ensino. A Diretoria Execu va funciona em caráter permanente e é composta pelo Diretor Presidente, Diretor Cultural e Diretor Administra vo. O Conselho Delibera vo é presidido pelo Diretor Presidente da Fundação Cultural, e é composto pelos coordenadores das Comissões Municipais Setoriais que tem, dentre outras atribuições, discu r e aprovar projetos apresentados pelas CMS, aprovar o orçamento anual e fiscalizar a aplicação financeira da Fundação. O obje vo maior da Fundação Cultural é a democra zação da cultura através da par cipação dos cidadãos nas Comissões Municipais Setoriais. As Comissões Municipais Setoriais são: Literatura; Música; Artes Plás cas; Foto; Cinema e Vídeo; Folclore e Tradições Populares; Arquivo e Patrimônio Histórico e Artes Cênicas. Compostas por membros da sociedade civil as CMS realizam suas reuniões de forma aberta a par cipação popular. Há ainda os Núcleos de Acompanhamentos das CMS; Núcleo de Comunicação, Criação e Arte; Núcleo de Eventos; Núcleo de Oficinas e Núcleo de Patrimônio Histórico. A Fundação Cultural funciona de segunda a sexta das 08h00 às 22h00 e sábado das 09h00 até o término dos eventos culturais.

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CMS de Arquivo e Patrimônio Histórico Na edição anterior do Almanaque Cultural falamos um pouco sobre cada Comissão Municipal Setorial e seu papel dentro da Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Siqueira. Nesta edição faleremos sobre a CMS de Arquivo e Patrimônio Histórico que desenvolve e es mula as a vidades que visam a elaboração da Arquivo e Patrimônio Histórico história e reconhecimento da memória do patrimônio material e imaterial do município. Conheça os projetos e a vidades que vem sendo realizados através da Comissão Municipal Setorial de Arquivo e Patrimônio Histórico e sua importância para a cidade de Paraibuna. City Tour: Monitorado por Célio de Abreu, Assessor de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’, leva os munícipes e turistas para os principais pontos históricos de Paraibuna falando sobre sua história e importância. Desses principais pontos estão: Mercado Municipal e Largo do Rosário, Largo da Matriz, Bica D’água, prédio da Prefeitura Municipal e sede da Fundação Cultural e Cemitério Municipal.

Exposição ‘‘Paraibuna, Ontem e Hoje’’: O obje vo desta exposição é contrapor fotos atuais nos mesmos ângulos de fotos an gas para ilustrar as mudanças pelas quais vem passando a cidade deste o século XIX.

Exposição ‘‘Profissionais Liberais e Comerciantes. Anúncios Publicitários em Paraibuna’’: A exposição mostra como eram feitos, an gamente, os anúncios publicitários no século XIX em Paraibuna.

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- Antigas fotogra as e suas contextualizações históricas -

A

s contextualizações históricas escritas nas úl mas décadas, bem como fotografias an gas que ilustram os mais diversos veículos de comunicação, vêm se apresentando sempre de forma superficial, pois ainda pouco se conhece sobre Paraibuna, uma cidade que tem 437 anos de história. Vem sendo indispensável para tanto o registro oral, que compreende em se obter dados históricos em conversas com an gos moradores, já que as fontes escritas como atas, livros de história, impressos comemora vos, manuscritos e jornais an gos, já que são raros de se encontrar e, em alguns casos, não estão acessíveis à pesquisa, pois fazem parte de coleções par culares.

Praça Canuto Do Val

Hotel na Praça da Matriz

Por isso, quanto maior o interesse da população em disponibilizar cópia de documentos pessoais, álbuns fotográficos, registrar suas lembranças, dar seus testemunhos e depoimentos, maior e mais diversificadas serão as contextualizações históricas e informações sobre nossa história, melhorando com isso o elo de ligação entre o passado e o presente desta cidade. Mas, mesmo os que não viveram em tempos mais an gos e acreditem que pouco tenham a acrescentar ao banco de dados elaborado por este Núcleo de Patrimônio Histórico, sugerimos que se coloquem dentro dos cenários retratados, deem asas à imaginação e procurem a Fundação Cultural para registrar seus depoimentos.

Ponte Velha

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Avenida Beira Rio


Faz‐se de extrema importância a colaboração dos moradores da zona urbana e rural para que auxiliem no enriquecimento deste acervo público, que poderão num futuro próximo, acrescentar novas páginas a memória histórica de nosso município.

Armazém de secos Rua e molhados da Bica na rua Coronel Martins

José Moraes, Idazil Peixoto, Hermínio Lima e Zézinho Rocha

Rua Coronel Carmargo (rua do meio)

Rua de terra na Praça da Matriz

Rua Coronel Martins (rua de baixo)

Rua Coronel Camargo (rua do meio)

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Workshop ‘‘Up The Irons’’ A Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva" realizou no dia 17/05/2013 o Workshop UP THE IRONS II com Ítalo Junqueira e Juliano Cardoso. Nele, foram apresentadas músicas da banda Iron Mainden, entre elas os sucessos “The Trooper” e “The Number of the Best’’, mostrando para o público os arranjos e detalhes que não são possíveis de serem analisadas quando se toca com banda ou nos shows da mesma. Ítalo Junqueira interagiu com o público respondendo a dúvidas e esclarecendo‐as através de suas apresentações. O evento ainda contou com a abertura da banda paraibunense, The Creeping. Confira abaixo a entrevista com o guitarrista que fala sobre seus projetos e dicas para os músicos paraibunenses. FCBSS: Quando começou seu interesse pela música e, principalmente, pela guitarra? Ítalo Junqueira: Comecei muito cedo, minhas primeiras aulas de violão foi quando nha 10 para 11 anos e desde então o que era para ser um lazer acabou virando minha profissão. Meu irmão sempre me mostrava os sons que ele ouvia desde muito criança e foi daí que veio o meu gosto pelo som pesado em especial pela guitarra graças ao mestre Eddie Van Halen, para ser bem específico, a música ‘‘Hot For Teacher’’. FCBSS: Quais projetos você par cipou? Ítalo Junqueira: Fui integrante da banda de Heavy Metal chamada ‘‘SOLARIUM’’ entre os anos de 2004 e 2006. Conseguimos muitas coisas como o lançamento de um EP no Japão e uma divulgação muito forte na Europa. Par para a música instrumental logo em seguida, no ano de 2007. Sempre gostei de guitarristas como Yngwie Malmsteen, Van Halen, Joe Satriani e decidi direcionar minha carreira para esse lado. Gravei meu primeiro Cd solo lançado pela ‘‘Oversonic Music’’ in tulado ‘‘The Last Cigarrete’’ em 2010, fiz uma turnê pelo país no mesmo ano e algumas músicas do Cd foram direcionadas para coletâneas nacionais e internacionais de música instrumental. Prolonguei esse tour para 2011 e acabei visitando dois países maravilhosos, Argen na e Chile, uma experiência muito legal, ainda mais ver seu Cd nas lojas de lá e o pessoal rando fotos ou pegando seu autógrafo, sem palavras. FCBSS: Como surgiu o UP THE IRONS e qual seu obje vo? Ítalo Junqueira: O projeto foi idealizado pelo guitarrista e grande amigo Mateus Yokote. Tivemos a idéia de realizar dois ‘‘workshows’’, um em minha cidade natal (Jacareí) e outro na cidade natal do Mateus (São José dos Campos). O projeto tomou grandes poporções e acabamos agendando mais datas. Conseguimos os apoios de nossos respec vos patrocinadores e acabamos seguindo o ano de 2012 focados nisso. Acabamos realizando uma filmagem profissional para a música ‘‘Powerslave’’ além de visitar várias cidades do vale e fora dela também. A idéia sempre foi demonstrar para as pessoas os arranjos e detalhes que não são possíveis de serem analisadas quando se toca com banda

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indo aos shows do Maiden, foi, e está sendo um projeto bem minucioso, e o feedback das


pessoas tem sido maravilhoso, muito trabalho mas no final de cada show temos a sensação de dever cumprido. FCBSS: Qual experiência você obteve ao realizar workshops na Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’? Ítalo Junqueira: Tenho um carinho muito especial por todos dessa cidade, fiz muitos amigos e sempre que vou entrar em um projeto a qual a turnê terá datas agendadas pelos patrocinadores ou por mim, incluo Paraibuna no meio. A cena cultural é muito forte, além de possuírem um arsenal de grandes músicos a Fundação abre espaço para todos mostrarem seus talentos e direcionar o melhor caminho a seguir. Aprendi muitas coisas e devo muito ao carinho de todos. FCBSS: Qual dica você deixa para os jovens músicos de Paraibuna? Ítalo Junqueira: Aproveitem a cultura que a cidade lhes oferece, frequentem o máximo possível de eventos musicais indiferente de es los, estudem muito acima de tudo, tenham respeito ao colega de profissão. Todos procuramos e queremos o mesmo espaço na mídia ou apenas sermos felizes na profissão, é muito mais fácil se unirem do que ficarem criando brigas ou disputas. FCBSS: Até onde quer chegar com o UP THE IRONS? Ítalo Junqueira: Pretendo levar esse projeto adiante e cada vez mais profissionalizá‐lo, tentar com que a produção melhore cada vez mais e que possamos levar isso para o Brasil inteiro. Temos para esse ano de 2013 muito mais datas e nossos patrocinadores estão acreditando ainda mais no projeto. Temos alguns convites para irmos para fora do país, como já ve esse experiência de tocar fora, tenho alguns contato e lugares para tocar, estamos analisando os contratos e as melhores formas de irmos levar toda a produção junto, não apenas ir para tocar mas sim a qualidade esté ca ir também, já que faz parte de um todo. FCBSS: Quais são suas influências e a importância deles para você? Ítalo Junqueira: Sempre fui muito mais influenciado por bandas do que guitarristas solos. Tenho o Iron Maiden como minha maior influência. Adoro essa banda desde de moleque com as músicas e capas de cada disco. Gosto de Jimi Hendrix, Van Halen, Megadeth e por aí vai, mas o Maiden mudou minha visão musical desde a primeira vez que eu ouvi. Criei meu primeiro Cd solo me baseando em solos e levadas da banda, complementando algumas coisas mas sempre ouvindo algum disco do Maiden como referência. O guitarrista Adrian Smith é completo, quando é para se tocar um bom riff, um solo rápido ou melodioso ele faz com maestria e sempre com um mbre de guitarra único, é a peça principal da banda junto com o baixista Steve Harris. FCBSS: O que você tem ouvindo ul mamente? Ítalo Junqueira: Escuto todas as bandas da época que comecei a tocar, Iron Maiden, Megadeth, Van Halen, Deep Purple, Ozzy entre outras. O que anda me atraindo mais hoje em dia são dois guitarristas, Joe Bonamassa e Jeff Healy, esse úl mo sendo pela superação, ele veio a falecer em 2008, um guitarrista de blues rock cego com frases e mbres impressionantes. O úl mo do Van Halen (’’A Different Kind Of Truth’’) me levou ao começo de tudo, sorri da primeira a úl ma faixa do Cd, impressionante com o passar dos anos só faz as coisas melhorarem, fiquei surpreso e muito animado, espero ficar assim quando mais velho, um pouco mais bonito também (risos).

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Breve História de Paraibuna

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vidências arqueológicas nos trazem à luz a presença de aldeamentos indígenas por toda extensão do município de Paraibuna não temos certeza, no entanto, quando estes silvícolas teriam chegado a esta região do alto do Paraíba. Ao tratarmos dos índios ‘tamuya’ (Tamoio), cremos que chegaram a foz do rio Paraibuna após a expulsão dos franceses - amigos dos Tamoios - que pretendiam fundar a França Antártica onde está hoje a cidade do Rio Janeiro, mas foram vencidos pelas tropas de Estácio de Sá. Os portugueses já teriam expulsado os hostis silvícolas da região do litoral norte e do planalto do alto vale do Paraíba paulista, sendo primeiro relato - em língua espanhola - escrita sobre a região da nascente do rio Paraíba, feita no ano de 1561. Antes mesmo das violentas investidas dos portugueses para com os franceses, moradores de São Paulo de Piratininga acompanhando o rio Tietê, já vinham se utilizando dos mesmo recursos para guerrear e escravizar os Tamoios.

Antropofagia

Índio Tamoio

Machadinha de pedra

Embora tenha havido muita resistência por parte deste Tupinambás, tal como lemos nos livros de história do século XVI, foram derrotados e nas sangrentas batalhas relatadas e enviados à Europa. Em nosso particular, cremos que chegaram as margens do rio Paraibuna subido por picadas da praia da Mococa em direção ao Bairro Alto, a procurar local escondido e seguro para fugir das

agressões impostas pelos colonizadores portugueses. Vinham em grupos acompanhando as praias do litoral; Itacurussá, Mangaratiba, Angra dos Reis, Mambucaba, Parati, Ubatuba, Caraguatatuba e provavelmente São Sebastião. Procurando a região onde se forma o rio Paraíba, espalharam-se para outros pontos, preferindo sempre locais protegidos de vento, fatura de caça, evitando áreas alagadiças e sempre córregos, ribeirões e rios piscosos. Não tardou para que fossem descobertos e prosseguiram com a caça ao índio, onde portugueses e paulistas os faziam escravos para trabalharem nos engenhos de açúcar de São Paulo e os Jesuítas procurando convertê-los a fé cristã.

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Já no século seguinte, começando o ano 1700, acredita-se que não haveriam mais índios a vagar pela serra do mar neste região do rio Paraibuna. Da miscigenação de índias com aqueles homens brancos vão surgir os caipiras, que traziam seus costumes da civilização e alguns hábitos tradicionais dos ‘homens da floresta’. O século XVII passa silencioso, com garimpeiros a batear córregos e ribeirões atrás das faíscas de ouro na região norte da futura cidade de Paraibuna, e é neste período, no ano de 1666, que se observa a existência de algum aglomerado populacional na região, o qual se refere o ‘Almanack Parahybuna’ de 1909. A descoberta de ouro por taubateanos nas Minas Gerais em 1696 acabará por conduzir todos os homens e mulheres sadias para a região de Ouro Preto, e, Paraibuna, torna-se completamente desabitada. Só no século XVIII, quando os paulistas são expulsos das Minas é que pequenos aglomerados populacionais vão novamente se formar no Vale do Paraíba com a chegada de ‘gente de fora’ e Ouro Preto - MG Garimpo de Ouro seus antigos habitantes. No transcorrer do século XVIII começaram a ser distribuídas oficialmente grandes extensões de terra chamadas Sesmarias para interessados com posses suficientes para administrá-las e prover-lhes de culturas e criatório. Em 1775 Manoel Antônio de Carvalho funda oficialmente Paraibuna com ordem do governador da Província, Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, e, com o passar do tempo, haverá o aquecimento da economia devido ao trânsito de tropas de muares ao longo da nova povoação de Santo Antônio da Barra do Paraibuna.

Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão

Posseiros continuam a chegar com freqüência, principalmente das localidades de Taubaté, Jacareí e São Sebastião atraídos pelas movimentadas atividades marcantis estabelecendo-se ás margens das estradas, montando pouso de tropas, currais, fazendo plantações de milho, mandioca, posteriormente estabelecendo armazéns e oferecendo outros produtos aos viajentes. Paraibuna com o passar dos anos, vai se enriquecendo economicamente, levando os moradores a revoltarem-se quanto ao recolhimento dos pesados impostos e taxas cobradas sobre o tráfego de tropas, serviços e produtos produzidos em seu solo.

Não houve demora para que se presenciasse acaloradas discussões por partes destes paraibunenses em várias sessões da Câmara Municipal da então Nossa Senhora da Conceição de Jacarehy, a qual figurava com ‘‘Cabeça de Termo’’. Depois de elevada à Capela Curada e posteriormente á Freguesia, em 1832 os ‘homens bons’ do subdistrito da Paraibuna, conseguem finalmente sua indepedência administrativa elevando-a a condição de Vila a 10 de julho deste ano.

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Tal ‘status’ lhe proporcionava direito de construir prédio próprio para servir de sede do poder Judiciário, Legislativo, e cadeia e pelourinho na praça.

Matriz Jacareí

Cadeia Velha

Pelourinho

O café, que aos poucos vinha migrando da região do Vale do Paraíba fluminense, chega a Paraibuna por volta de 1830 proporcionando impressionante aquecimento a economia local. Cem anos depois a superprodução mundial desta apreciada rubiácea, em 1930, quebra a bolsa de valores de Londres, abaixando por demais o preço da arroba, acarretando enormes prejuízos a todos os cafeicultores.

Comissário de Café

Faz. São João do Salto

Vila Camargo

A abolição da escravatura, que refletiu igualmente na produção de café em Minas Gerais, obrigou os mineiros a voltarem sua força de trabalho à produção de leite e seus derivados, os quais vão estender seu conhecimento ao vale do Paraíba paulista, comprando fazendas e muitas terras em Paraibuna. Onde se via morros cobertos com extensos cafezais, após a década de 1920, passou a ser coberto por braquiária e Paraibuna passa a produzir milhares de litros de leite por ano, inaugurando uma cooperativa de laticínios par atender os produtores rurais. E assim se deu até a inundação das terras férteis após a construção da represa em 1974, mas a causa da queda da produção leiteira não intimidou os retireiros e a produção de gêneros alimentícios ganha novo impulso até o final de década de 1980.

Usina Vigor

Barragem do Paraitinga

Construção da represa

De lá, pra cá, a cidade vem seguindo a vocação turística procurada por muitas outras cidades da região, promovendo com freqüência, atividades voltadas a esportes de aventura, agroecologia, gastronomia, turismo rural e atividades culturais diversas. Bairro da Varginha

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Folia do Divino ‘‘Alferes Bento’’ A Folia do Divino é realizada durante vários meses do ano, tendo foco principal no mês de maio. Seguindo a tradição portuguesa remontando o período do Brasil Colônia. Embora as folias do Divino tenham par cularidades em cada região, conservam elementos em comum, o uso da cor vermelha, a bandeira com a pomba branca, a santa coroa e o recolhimento de esmolas. Podemos dividir o culto ao Divino Espírito Santos dois momentos diferente: • As apresentações da Folia Divino, onde os foliões percorrem as ruas dos bairros visitando residências, entoando cân cos, desejando prosperidade, abundância e esperança na chegada de uma nova era para toda a família. • E a festa de bairro, tradicionalmente realizada no bairro do Espírito Santo, que começa cinqüenta dias após a Páscoa, popularmente conhecida como sexta‐feira de pentecostes, contando com cortejo da Folia e a cantoria ao Divino Espírito Santo sempre no Domingo.

r í p it s o E S o a n i nto v i D Em 1999 a Folia do Divino foi remontada neste bairro por integrantes do Batalhão de Moçambique, já que esta havia sido ex nta completamente com o falecimento de seus integrantes. Desde então, a Folia do Divino ‘‘Alferes Bento’’ vem se apresentando freqüentemente em festas locais e cidades da região. Fotos: Acervo IH&HF

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Oficina Cultural de Dança Dentre as Oficinas Cultural oferecidas a população, a Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’ oferece, oficinas de dança, onde as professoras ensinam e desenvolvem diversas técnicas nas áreas de Ballet, Jazz, Sapateado, Dança Contemporânea e Danças Populares a através das apresentações ao público, as alunas mostram seu talento na arte da Dança.

Fotos da apresentação de encerramento das Oficinas de Dança

Premiação do 16º Litoral Dance Festival No dia 27 de maio, o Núcleo de Dança da Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’ se apresentou no 16º Litoral Dance Fes val, na cidade de São Sebas ão/SP. O núcleo representou a ins tuição em duas modalidades: Moderno ‐ Categora Solo Amador e Contemporâneo ‐ Categoria Conjunto Misto, ambas pela coreógrafa e professora Mônica Alvarenga. A aluna Maria Roberta chamou a atenção dos jurados com sua apresentação e conseguiu a 4ª colocação na categoria Solo Amador. ‘‘Eu gostei, foi muito legal porque foi o primeiro fes val que par cipei e consegui, fiquei surpresa. Servirá de experiência, bem dizer, currículo e tudo mais’’, diz Maria Roberta. Também, no úl mo 01º de junho, o Núcleo se apresentou no Fest Dança em São José dos Campos mostrando a coreografia ‘‘Cálice’’, ao som de Chico Buarque de Holanda, a apresentação foi no Cine Santana pelo projeto ‘‘Impressões Contemporâneas de Dança’’.

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Aconteceu na Fundação Cultural

Realizado pela Secretaria do Estado da Cultura com apoio de 90 municípios, o Circuito Cultural Paulista promove aproximadamente 630 espetáculos gratuitos de teatro, música, dança e circo no interior e litoral do Estado de São Paulo. Em Paraibuna, foi apresentado o espetáculo teatral ‘‘A Farsa dos Opostos’’ com o Grupo Imbuaça, de Aracaju/SE. A peça, escrita pela paraibana Clo lde Tavares, tratou de uma história contada por um poeta popular, que através do folheto de cordel, discute os contrastes co dianos, vistos de sua janela: do preto e do branco, da alegria e da tristeza, do bondoso e do malvado. o espetáculo intera vo proporcionou diversão e alegria ao público que se encantou com a peça.

Arte na Praça

O Arte na Praça reuni alunos da Oficina Cultural de Pintura em Tela para expor à população todo o trabalho desenvolvido em sala de aula. O evento foi realizado no dia 19 de maio no Largo do Mercado.

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Você Sabia?

CINEMA ... Que as sessões de cinema ocorriam no interior do Mercado Municipal e era costume após o encerramento das projeções cinematográficas os espectadores dirigiremse à banca do Bento Maia. Era hábito comum pedirem chouriço e na banca da senhora Nhana Nóbrega, lombinho assado e bolo de penca feito na fornalha.

Soneto XV Benedicto Siqueira e Silva

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Agenda Cultural de Junho Espetáculo Chapéuzinho Vermelho Le Plat du Jour

Dia 23 de junho às 16h00 na Praça da Matriz Praça Monsenhor Ernesto Almírio Arantes - centro Paraibuna/SP Sinopse: Tudo começa como uma grande brincadeira, onde suas palhaças descobrem um armário cheio de chapéus. Estes chapéus as conduzem por uma ‘‘viagem de brincadeiras’’, onde o fio condutor é dado pela história de Chapeuzinho Vermelho. Os chapéus definem os personagens. Quando os colocam, tornam‐se a Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, a Mãe, a Avó e o Caçador. Quando os ram transformam‐se em palhaças, tornando‐se clara a ‘‘brincadeira dentro da brincadeira’’, assim como a linguagem do teatro dentro do teatro.

Classificação: 3 ANOS

Foto: Divulgação

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facebook.com/ cultura.paraibuna

Acesse: www.culturaparaibuna.org.br

Diretor Presidente: Fábio Rocha Diretor Cultural: Mathias Neto Diretor Administrativo: Marcio Mayo

Textos: Vânia Silva Célio de Abreu Arte e Diagramação: Gustavo Barbosa Fotos: Acervo Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’ Núcleo de Patrimônio Histórico Coleção ‘‘Walter Santos’’ Gustavo Barbosa Capa: Matriz Antiga (Acrílico sobre tela 40x60) Célio de Abreu

www.culturaparaibuna.org.br

CMS

Comissão Municipal Setorial

PREFEITURA DE

PARAIBUNA

Almanaque 2 pag a pag  

Segunda edição do Almanaque Cultural realizado pela Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva" de Paraibuna/SP, Brasil.

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