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GOIÂNIA, JULHO DE 2013.

A influência dos meios de comunicação na cultura de massa

OS DIFERENTES TIPOS DE CULTURA

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UM POUCO DE HISTÓRIA... EM DEFESA DA INDÚSTRIA CULTURAL ENTRETENIMENTO Página 3

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TELEVISÃO: PRINCIPAL MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA Página 5

AS IDEIAS DE... Página 7

A MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA ATRAVÉS DO RÁDIO Página 6

PASSATEMPO Página 6

FIQUE POR DENTRO Página 7


grandes metrópoles, os trabalhadores deslocaram-se das zonas rurais passando a residir nas periferias das grandes cidades e a trabalhar nas fábricas. Tendo sido forçados a deixar o campo, deixava também para traz sua cultura (que os intelectuais haviam denominado de folclore). Nas cidades, dois fenômenos aconteceram: Os operários e suas famílias foram criando uma cultura própria (POPULAR) e também o surgimento da cultura de massa. Exemplo: O samba de morro e o rap (quando não são apropriados pelas empresas de cultura de massa).

EDITORIAL Sempre em nossas discussões, nos debates que travamos nas aulas de conhecimento e diversidade cultural, vez ou outra, caímos na questão das mídias e da manipulação das massas. Da forma que vivemos no mundo em que as informações atingem rapidamente a população, as mídias têm papel fundamental de levar os fatos, de informar e consequentemente de formar opiniões. O rádio, a televisão, e a internet tornaram-se fontes não somente de informação, garantindo aos usuários e telespectadores a possibilidade de acompanhar de forma praticamente instantânea o que acontece ao seu redor ou do outro lado do mundo. A outra face dessas mídias é o que chamamos de entretenimento, o que garante que a população esteja sempre “acompanhada” de acordo com o que for conveniente. O que nos motivou na escolha do tema cultura de massas, foi justamente a percepção da importância desses recursos na sociedade atual ao mesmo tempo em que nos parece evidente a forma como eles são utilizados para formar opiniões, formar uma sociedade cada vez mais consumista e escrava de padrões de beleza impostos e cidadãos cada vez mais alienados ou educados para reproduzir aquilo que é veiculado e que é determinado por aqueles que estão no poder. Esse jornal traz ideias, música, charge, conceitos que abrangem, quase sempre com um olhar crítico, as mídias disponibilizadas para as massas. Esperamos que apreciem criticamente! Um grande abraço. Camila, Darlene e Luciene

Cultura folclórica são as tradições coletivas nacionais populares. Exemplo: bumba-meu-boi, congada, dentre outros. Cultura de massa é o resultado da ação dos operários, que com o advento da industrialização, também passaram a fazer parte da grande massa de consumidores dos produtos industriais para os quais começaram a ser reproduzidas, em larga escala, versões simplificadas e inferiores dos produtos e das criações da cultura de elite. Exemplo: A música sertaneja (que imita a música country norte americana), a música dos DJs, as novelas de televisão e a maioria dos filmes. A cultura de massa é constituída por aqueles produtos da indústria cultural que se destinam à sociedade de consumo e que visam satisfazer ao “gosto médio” da população de um país ou, em termos de multinacionais da produção, do mundo. A cultura de massa caracteriza-se por: Ser produzida por um grupo de profissionais que pertence a uma classe social diferente daquela do público a que se destina; Ser dirigida pela demanda, passando, portanto, por modismos; Ser feita para um público sem muita informação e mais passivo; o “povo”, nesse caso, é só o alvo da produção, não sua origem; Visar o divertimento como meio de passar o tempo.

Você Sabia? Que existem diferentes tipos de culturas? Nessa seção você poderá conhecer um pouco mais sobre elas...

Cultura erudita (de elite) é aquela própria dos intelectuais e artistas da classe dominante da sociedade. Exemplo: um quadro de Tarsila do Amaral; uma escultura de Lygia Clark. Cultura popular é própria dos trabalhadores urbanos e rurais. Com o desenvolvimento da sociedade industrial e das

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inglês, o francês e o holandês e as imprimiu nessas línguas. Para difundir a religião reformada e combater a Igreja Católica Romana (chamada de “papista”), os protestantes afirmaram que todos os cristãos eram capazes de compreender os ensinamentos bíblicos, sem precisar que padres e teólogos os explicassem. Para isso, iniciaram um processo de alfabetização nos países reformados a fim de que todos os fiéis pudessem ler as Sagradas Escrituras. Como escreveu um historiador inglês, com a imprensa e a Reforma Protestante, a Bíblia foi democratizada. Essa leitura da Bíblia fez com que camponeses, na Alemanha e na Holanda, assim como trabalhadores do campo e das cidades, na Inglaterra, percebessem que suas sociedades e seus governantes não seguiam os ensinamentos bíblicos, eram injustos, cruéis, tirânicos, anticristãos. E as massas populares se rebelaram em toda parte, exigindo justiça, igualdade e liberdade. A leitura das Sagradas Escrituras teve, assim, um efeito de conscientização popular. Baseado nesse contexto histórico, da divulgação de ideias, de pensamentos e das artes é que defendo a cultura de massa, o problema é que a reprodução e a distribuição das obras são feitas por empresas capitalistas, visando ao lucro e não à democratização das artes. É lamentável, em lugar de difusão cultural, o que vemos é uma grande vulgarização de informações, transformando as artes em moda, que desaparece sem deixar rastro.

PENSE NISSO... "A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa." George Orwell

ARTIGO DE OPINIÃO Luciene Gonçalves Especial para

UM POUCO DE HISTÓRIA... EM DEFESA DA INDÚSTRIA CULTURAL! É possível perceber aspectos positivos da indústria cultural. Ela difunde bens culturais antes inacessíveis à grande massa, tornando-os mais próximos ao difundi-los. Para a constatação desse fato levei em consideração os efeitos sociais e políticos do primeiro grande meio de comunicação de massa, isto é a invenção da imprensa por Gutemberg, no século XV, na qual podemos verificar sua importância para a democratização da cultura. A cultura europeia, entre os séculos I e XVII era eminentemente cristã, isto é, ideias, valores, costumes, leis, instituições sociais e políticas, instrução e conhecimentos eram aqueles instituídos pelo ensinamento cristão por meio da igreja. Essa cultura fundava-se inteiramente na interpretação eclesiástica da Bíblia. Ora, o primeiro livro impresso foi a Bíblia, que até então existia em forma de manuscritos existentes apenas em igrejas e sinagogas e só era lida por especialistas (rabinos, sacerdotes, teólogos), enquanto o restante da sociedade a recebia oralmente, lida em voz alta pelos letrados durante as liturgias religiosas e, com o passar do tempo, em línguas inexistentes, que somente uns poucos compreendiam. Ao iniciar o movimento religioso conhecido como Reforma Protestante, no final do século XV, Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão e foi essa tradução que Gutemberg imprimiu. Pela primeira vez, o texto sagrado podia ser adquirido e lido por todos os que conheciam o alemão. Da mesma maneira a Reforma Protestante inglesa, francesa e holandesa realizou as traduções da Bíblia para o

Xanéu nº 5 (O Teatro Mágico) A minha tv não se conteve Atrevida passou a ter vida Olhando pra mim. Assistindo a todos os meus segredos, minhas parcerias, dúvidas, medos, Minha tv não obedece. Não quer mais passar novela, sonha um dia em ser janela e não quer mais ficar no ar. Não quer papo com a antena nem saber se vale a pena ver de novo tudo que já vi. Vi. A minha TV não se esquece nem do preço nem da prece que faço pra mesma funcionar. Me disse que se rende a internet em suma não se submete a nada pra me informar. Não quis mais saber de festa não pensou em ser honesta funcionando quando precisei. A notícia que

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esperava consegui na madrugada num site, flick, blog, fotolog que acessei. A minha TV tá louca, me mandou calar a boca e não tirar a bunda do sofá. Mas eu sou facinho de marréde-sí, se a maré subir eu vou me levantar. Não quero saber se é a cabo nem se minha assinatura vai mudar tudo que aprendi, triste o fim do seriado, um bocado magoado sem saber o que será de mim. Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua (Shedoesn'tspeakmytongue). Não. "Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!" Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não? Até porque não acredito no que é dito, no que é visto. Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto. Falou e disse... Num passado remoto perdi meu controle... Num passado remoto... Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz. Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua. Ela não SAP quem eu sou, (Sabe nada...) Ela não fala a minha língua. Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua. (Quem te viu, pay-per-view.) Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua. Eu não sei se pay-per-view ou se quem viu tudo fui eu. A minha tv tá louca.

3. O mesmo que nenhures: a) ao lado b) em outra parte c) partir para o exterior d) nenhuma coisa

PENSE NISSO... Será que perguntas desse tipo levam à alguma reflexão? Ou será que são só entretenimento e diversão para as horas de lazer? Como escrevem Adorno e Horkheimer, hoje, a obra de arte não transcende o mundo dado, é “arte sem sonho” e por isso mesmo é sono, ou seja, adormece a criatividade, a consciência, a sensibilidade, a imaginação, o pensamento e a crítica tanto do artista como do público.

Estragou a televisão!!! Luís Fernando Veríssimo

-- Iiiih... -- E agora? -- Vamos ter que conversar. -- Vamos ter que o quê? -- Conversar. É quando um fala com o outro. -- Fala o quê? -- Qualquer coisa. Bobagem. -- Perder tempo com bobagem? -- E a televisão, o que é? -- Sim, mas aí é a bobagem dos outros. A gente só assiste. Um falar com o outro, assim, ao vivo... Sei não... -- Vamos ter que improvisar nossa própria bobagem. -- Então começa você. -- Gostei do seu cabelo assim. -- Ele está assim há meses, Eduardo. Você é que não tinha... -- Geraldo. -- Hein? -- Geraldo. Meu nome não é Eduardo, é Geraldo. -- Desde quando? -- Desde o batismo. -- Espera um pouquinho. O homem com quem eu casei se chamava Eduardo. -- Eu me chamo Geraldo, Maria Ester. -- Geraldo Maria Ester?! -- Não, só Geraldo. Maria Ester é o seu nome. -- Não é não. -- Como, não é não? -- Meu nome é Valdusa. -- Você enlouqueceu, Maria Ester? -- Pelo amor de Deus, Eduardo... -- Geraldo. -- Pelo amor de Deus, meu nome sempre foi Valdusa. Dusinha, você não se lembra? -- Eu nunca conheci nenhuma Valdusa. Como é que

O QUE É, O QUE É 1. Coletivo de chave: a) chaveiro b) molho c) chaves d) chaverada 2.Cor predominante da bandeira da Áustria: a) azul b) vermelho c) amarelo d) verde

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ARTIGO DE OPINIÃO

eu posso estar casado com uma mulher que eu nunca... Espera. Valdusa. Não era a mulher do, do... Um de bigode... -- Eduardo. -- Eduardo! -- Exatamente. Eduardo. Você. -- Meu nome é Geraldo, Maria Ester. -- Valdusa. E, pensando bem, que fim levou o seu bigode? -- Eu nunca usei bigode! -- Você é que está querendo me enlouquecer, Eduardo. -- Calma. Vamos com calma. -- Se isso for alguma brincadeira sua... -- Um de nós está maluco. Isso é certo. -- Vamos recapitular. Quando foi que casamos? -- Foi no dia, no dia... -- Arrá! Tá aí. Você sempre esqueceu o dia do nosso casamento... Prova de que você é o Eduardo e a maluca não sou eu. -- E o bigode? Como é que você explica o bigode? -- Fácil. Você raspou. -- Eu nunca tive bigode, Maria Ester! -- Valdusa! -- Tá bom. Calma. Vamos tentar ser racionais. Digamos que o seu nome seja mesmo Valdusa. Você conhece alguma Maria Ester? -- Deixa eu pensar. Maria Ester... Nós não tivemos uma vizinha chamada Maria Ester? -- A única vizinha de que eu me lembro é a tal de Valdusa. -- Maria Ester. Claro. Agora me lembrei. E o nome do marido dela era... Jesus! -- O marido se chamava Jesus? -- Não. O marido se chamava Geraldo. -- Geraldo... -- É. -- Era eu. Ainda sou eu. -- Parece... -- Como foi que isso aconteceu? -- As casas geminadas, lembra? -- A rotina de todos os dias... -- Marido chega em casa cansado, marido e mulher mal se olham... -- Um dia marido cansado erra de porta, mulher nem nota... -- Há quanto tempo vocês se mudaram daqui? -- Nós nunca nos mudamos. Você e o Eduardo é que se mudaram. -- Eu e o Eduardo, não. A Maria Ester e o Eduardo. -- É mesmo... -- Será que eles já se deram conta? -- Só se a televisão deles também quebrou.

Darlene Rodrigues Especial para

TELEVISÃO: PRINCIPAL MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Que a televisão é qualificada como principal meio de comunicação devido sua acessibilidade a todas as camadas da sociedade todos nós já sabemos. E que, para uma parcela significativa da coletividade brasileira, é a única forma de acesso à informação, também não é novidade. Mas, será que podemos confiar em tudo o que é vinculado e exposto nesse “maravilhoso” e “fantástico” meio de comunicação? A televisão é o meio de comunicação que mais influencia diretamente no pensamento e na ação das pessoas. Os indivíduos assistem televisão para satisfazerem seus interesses e necessidades, suprimindo por vezes aspectos desagradáveis de suas vidas como aborrecimento e solidão. Para os menos favorecidos socialmente, a televisão se torna a única opção de lazer e talvez até mesmo de instrução, já que “ensina” sem exigir habilidades acadêmicas. Desse modo, essa parcela de espectadores se torna dia após dia mais vulnerável a ação da influência e manipulação televisiva, nutrindo assim as emissoras que vem transformando sua programação a cada dia. O papel que mídia brasileira vem desempenhando, sobretudo com a televisão, combina produção e reprodução cultural, informando e formando o cidadão, contribuindo para a formação de um consenso e exercendo descaradamente o autocontrole da sociedade em que vivemos. E com isso me pergunto: até quando vamos servir de massa de manobra? Até quando?

PENSE NISSO... “A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão.” Malcolm X

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propaganda e da difusão de políticas-ideológicas do Estado. Esse papel estratégico foi desde cedo percebido pelos governos, e em alguns países somente foi permitida a criação de emissoras de rádio estatais. O rádio ao longo do seu tempo, exerceu varias funções, lançou modas, revolucionou práticas cotidianas, venceu barreiras geográficas, inventou e consolidou gêneros de programas, que se mantiveram como sucesso de audiência durante décadas. Apesar de sua relevância, a relação mídia e cultura no Brasil, ainda é um tema pouco explorado pelos acadêmicos de Ciências Sociais e Humanas, sendo que grande parte dos estudos baseiam-se à analise da linguagem deste meio de comunicação. O rádio entre os anos 20 e 60 do século XX foi o principal veículo de comunicação de massa do Brasil. Estes foram anos de mudanças profundas nas estruturas sociais, culturais, econômicas e politicas da sociedade brasileira. Mudanças das quais o rádio participou ora cumprindo papéis secundários e ora fundamentais. Um conceito a ser estudado quando se analisa a Produção Radiofônica no Brasil é o da indústria cultural, onde Adorno e Horkheimer afirmam que o cinema, o rádio e as revistas contemporâneas conferem a tudo um ar de semelhança, dá-se o reino da imitação como algo absoluto. A cultura atuaria então sob formas fixas. A liberdade seria a de escolher sempre a mesma coisa, se traduzindo na fusão atual da cultura e do entretenimento que não se realiza apenas como espiritualização forçada da diversão. (A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas, da obra Dialética do Esclarecimento” – Adorno e Horkheimer). Getúlio Vargas foi um dos maiores políticos adeptos ao uso do rádio como meio de manipulação das massas, através da criação do DIP(Departamento de Imprensa e Propaganda), órgão para reprimir os meios de comunicação opositores ao seu governo ditatorial durante o Estado Novo(1937 – 1945), sendo a Rádio Nacional a grande emissora das ideias e feitos do governo estadonovista. A Rádio MEC, Radionovelas, Rádio Nacional, Repórter Esso, Hora do Brasil foram meios criados para a manipulação das massas em torno de seu governo. O crescimento do rádio brasileiro se deu lentamente na década de 20 e foi acelerado na década de 30 com a industrialização e com a liberação da propaganda. Em todas as localidades do imenso Brasil, onde só com atraso de muitos dias circulavam os órgãos de imprensa das capitais, é o radio o único veículo que existe. Com a popularização do rádio, houve uma má qualidade de parte da programação. Problemas coma linguagem, qualidade de vocabulário,

PENSE NISSO... “A televisão é o chiclete dos olhos, mesmo sem sabor você continua mascando.” Fernando Sabino

Mafalda

Calvin e Haroldo

ARTIGO DE OPINIÃO Camila Braz Especial para

A MANIPULAÇÃO IDEOLÓGICA ATRAVÉS DO RÁDIO O rádio sempre foi um grande veículo de manipulação das massas, através do recurso da

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pronuncia e concordância em geral. Talvez estejamos desperdiçando a ação de um dos mais valiosos auxiliares para a educação do povo, o que se passa em certos programas de rádio no Brasil é incrível. Mas também há de se relatar que a língua segunda Mario de Andrade é propriedade priedade de todo o grupo social que a emprega, não que se pretenda negar a existência da língua culta, mas ele afirma que esta se restringe a um grupinho do grande grupo social. O rádio por ter que alcançar o maior número possível de pessoas, o obriga a uma um linguagem mista e se tornou um grande veículo de diversão. Os projetos de utilização com finalidades estritamente culturais ou politicas fracassaram. O Estado terminou por adaptar ou mesmo abandonar alguns de seus projetos frente ao crescimento do modelo de rádio comercial.

ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira - Cultura brasileira e Indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 1988. 1988 ADORNO, Theodor. HORKHEIMER, Max. A indústria cultural: "o esclarecimento como mistificação das massas".

CALABRE, Lia. A era do radio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2002.

AS IDEIAS DE... Theodor Adorno e Max Horkheimer

A ROSA PÚRPURA ÚRPURA DO CAIRO Sinopse:Com uma abordagem da sociedade do século XIX, o filme A Rosa Púrpura do Cairo retrata a influência da comunicação de massa no cotidiano das pessoas, focando especificamente as mulheres desta época. Mostrando o comportamento da sociedade por meio do dia-dia dia de um casal (personagens principais), o filme retrata temas como a subordinação da mulher, o machismo, o preconceito e as constantes humilhações sofridas pela categoria feminina. Além disso, é mostrada a influência que o cinema exercia sobre estas mulheres, visto que este era uma das únicas formas de diversão da época.

QUIZ SHOW - A VERDADE DOS BASTIDORES Nos anos 50, um advogado idealista (Rob Morrow) que trabalha para o Congresso descobre que um famoso quiz show, programa de perguntas e respostas da TV, é uma armação.O filme mostra os bastidores, como amanipulação era feita e os interesses por trás disso, e expõe também os valores da época, os preconceitos e a importância da ética. Indicado a quatro Oscars: melhor filme, diretor, roteiro adaptado e ator coadjuvante (Paul Scofield).

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A indústria cultural vende imagens do mundo e faz propaganda desse mundo tal como é, para que assim permaneça; A indústria cultural retiraria a seriedade da erudita e autenticidade da popular; A indústria cultural é equivalente a qualquer indústria e o público receberia o “produto” sem questionar seu conteúdo; cont A produção em série banalizou a arte; Tem como objetivo a dependência e alienação dos homens.


Walter Benjamim

Cria a ilusão de que todos têm acesso aos mesmos bens culturais, cada um escolhendo livremente o que deseja, como o consumidor em um supermercado. Na verdade, as empresas de divulgação cultural já selecionaram de antemão o que cada grupo social pode e deve ouvir, ver ou ler; Em se tratando dos meios de comunicação, meio, em latim, se diz médium e, no plural, meios se diz media. Com o surgimento da indústria cultural, inventou-se uma figura chamada “espectador médio”, “ouvinte médio” e “leitor médio”, aos quais são atribuídas certas capacidades mentais “médias”, certos conhecimentos “médios” e certos gostos “médios”, oferecendo-lhes produtos culturais “médios”. Que significa isso? A indústria cultural vende cultura. Para vendê-la, deve seduzi-lo e agradá-lo, não pode chocá-lo, provocá-lo, fazê-lo pensar, fazê-lo ter informações novas que o perturbem, mas deve devolverlhe, com nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez. A “média” é o senso comum cristalizado que a indústria cultural devolve com cara de coisa nova; Define a cultura como lazer e entretenimento, diversão e distração, de modo que tudo o que nas obras de arte e de pensamento significa trabalho da sensibilidade, da imaginação, da reflexão e da crítica não tem interesse, não “vende”.

Assumia uma posição otimista, pois considerava que a sociedade industrial levara à reprodução das obras de arte (pelo livro, pelas artes gráficas, pela fotografia, pelo rádio e pelo cinema) e que isso permitiria à maioria das pessoas o acesso a criações que, até então, apenas uns poucos podiam conhecer e fruir; Esperava que a reprodução técnica das obras de arte promovesse a democratização da cultura e das artes.

OS “MALEFÍCIOS” DA ...

PENSE NISSO... “Aviso aos intelectuais: não deixe que ninguém vos represente.”

Separa os bens culturais pelo seu suposto valor de mercado: há obras “caras” e “raras”, destinadas aos privilegiados que podem pagar por elas, formando uma elite cultural; e há obras “baratas” e “comuns”, destinadas à massa. Com isso, introduz a divisão social entre elite “culta” e massa “inculta”;

Theodor Adorno

Jornal Cultura é Massa Julho de 2013 Edição Única – Tiragem 150 cópias Editado por: Camila Braz Costa Darlene Rodrigues de Melo Luciene Pereira da S. Gonçalves

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Cultura é massa