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Altemar Henrique de Oliveira

Do dia 19 a 26 de novembro de 2013, o Pier Mauá, no Rio de Janeiro recebeu a Exposição Filatélica Mundial BRASILIANA 2013. Mas, afinal, de que se trata esse evento? Em um mundo em que até mesmo o e-mail já pode ser considerado ultrapassado, na medida em que a comunicação escrita praticamente se resume a posts em redes sociais, faz sentido se falar em carta, cartão-postal e, principalmente, selo postal? Ao refletir sobre tais questões é imprescindível lembrar que a mesma era eletrônica em que boa parte das pessoas entende como meramente obsoletos discos de vinil, fitas VHS ou K7, filmes em Super 8, fotografias de Polaroid teria decretado o fim da cultura de massa tal como se manifestava na segunda metade do século XX. Apesar de os elementos da massificação cultural sobreviverem e, sob determinados ângulos, até se exacerbarem em determinados ambientes da internet, a era eletrônica é, ambivalentemente, uma catalizadora das condições que fazem com que segmentos específicos atribuam, a determinados itens, valores muito maiores do que os que são pagos por produtos padronizados empurrados, em larga escala e baixo preço, para uma espécie de rebanho que engole sem ruminar o capim pobre em nutrientes de uma terra seca. Eventos, como a BRASILIANA, são oportunidades importantes de se repensar tais valores. Exposição filatélica de âmbito mundial realizada com o reconhecimento da Federação Internacional de Filatelia (FIP), a BRASILIANA ocorreu, pela primeira vez, no final dos anos de 1970, pouco depois de os Correios do Brasil se reestruturarem como empresa e de experimentarem um momento de grande avanço em gestão e tecnologia. O evento foi idealizado com o objetivo de promover o estreitamento das relações entre os colecionadores e de desenvolver a filatelia do Brasil, projetando-a no cenário mundial. 102

Revista Postais 02 - 2014  

A Revista do Museu Correios Dossiê - Arte Postal Artigos de Adriana Santana, Almerinda da Silva Lopes, Altemar Henrique de Oliveira, Antonio...