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O Selo Postal: Entre o Documento e o Monumento

o século 19. Influenciado por este contexto, Adolf Hitler a adotou como símbolo do movimento nacional-socialista em 1920 (SHIRER, 1963).

Considerações finais. Em um artigo, a historiadora Edithe Pereira (2014, p. 32) afirmou que, os “selos são, efetivamente, um documento e como tal refletem o momento histórico de um país”. A autora desenvolve esta ideia ao longo de um estudo sobre as representações acerca da arqueologia brasileira presentes nas emissões de selos postais no Brasil desde 1966, quando foi lançada uma série comemorativa alusiva ao centenário do Museu Emílio Goeldi, no Pará. O selo postal como documento histórico remete ao processo de revisão e ampliação do conceito e da tipologia próprios documentos históricos, iniciado pioneiramente com o movimento dos “Annales”, na França, durante o final da década de 1920. Tratou-se da “revolução documental” da qual a História Nova (final da década de 1970) é herdeira. Para seus autores, em particular, Jacques Le Goff (1996), o documento deixou de ser um mero vestígio do passado, para se tornar uma representação do passado, algo que possui intencionalidade. Ou seja, corroborando com Pereira (2014), os selos refletem o momento histórico do país e estabelecem uma forma de memória acerca deste próprio momento.

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