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Fausto Weiler

Joutard apresenta uma cronologia da presença da História Oral com contrastes geográficos, ou seja, enquanto nos Estados Unidos essa metodologia de pesquisa histórica conta já com quatro gerações, no Japão existe apenas uma geração em atividade. A primeira geração surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 com um objetivo simples: colher material para os historiadores futuros. No México, os arquivos sonoros do Instituto Nacional de Antropologia registram recordações dos chefes da revolução mexicana; na Itália, sociólogos e antropólogos, próximos dos partidos de esquerda, utilizam a pesquisa oral para reconstituir a cultura popular. A primeira experiência da História Oral como uma atividade organizada é de 1948, quando o Professor Allan Nevis lançou o The Oral History Project, na Columbia University, em Nova Iorque. Hoje, o Oral History Research Office da Columbia University, possui uma coleção de mais de 6.000 fitas gravadas e mais de 600.000 páginas de transcrição. Esse material é consultado anualmente por mais de 2.500 pesquisadores segundo informações do próprio órgão. O OHRO tornou-se uma referência fundamental na área, quer pelo seu expressivo acervo, quer pelo dinamismo de seus projetos voltados à temática e linguagem bem atuais, tais como a questão das minorias, multiculturalismo, movimento estudantil, etc. O boom da História Oral nos Estados Unidos deu-se no final dos anos 60 e início dos 70. Em 1967 foi fundada a Oral History Association (OHA), que publica, anualmente, a Oral History Review. (FREITAS, s.d. p. 12) A segunda geração desenvolveu

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[...] uma nova concepção mais ambiciosa: não mais se trata apenas de uma simples fonte complementar do material escrito, e sim “de uma outra história”, afim da antropologia, que dá voz aos “povos sem história”, iletrados, que valoriza os vencidos, os marginais e as diversas minorias, operários, negros, mulheres. Essa história se pretende militante e se acha à margem do mundo universitário (ou é por este rejeitada). É praticada por não-profissionais, feministas, educadores, sindicalistas (FERRERA; AMADO, 2006, p. 45).

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Revista Postais 07 - 2016  

Revista Postal N. 6 - 2016 - Restauração da Agência Central dos Correios de Petrópolis. Artigo de Andréa Fernandes Considera, Erika Pereira...

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