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História Postal Oral: um bem intangível precioso dos Correios

A História Oral passou a ser utilizada a partir dos anos 50, com a invenção e difusão do gravador de fita na Europa, América do Norte e América Central, por historiadores, antropólogos, cientistas políticos, sociólogos, pedagogos, teóricos da literatura, psicólogos e outros profissionais que, por meio de relatos orais, buscam compreender o passado, ao lado de outros documentos, como fotografias e documentos escritos. (Figuras 2 e 3) O termo “história oral” é novo, assim como o gravador de fitas, e traz implicações radicais para o futuro. Mas isto não significa que ela não tenha um passado. De fato, a história oral é tão antiga quanto a própria história. Ela foi a primeira forma de história.

Figuras 2 e 3 – Com o gravador e a filmadora, a História Oral passa a ser mais uma fonte de pesquisa.

As palavras acima, de Paul Thompson, nos sugerem que a História Oral é tão velha quanto a própria História. Heródoto (Figura 4) ouviu testemunhos de seu tempo, Michelet colheu depoimentos dos que vivenciaram a Revolução Francesa, Oscar Lewis sobre a Revolução Mexicana, Ronald Fraser sobre a Guerra Civil Espanhola. Denominamos de moderna História Oral aquela cujo método consiste na realização de depoimentos pessoais orais, por meio da técnica de entrevista que utiliza um gravador, além de estratégias, questões práticas e éticas relacionadas ao uso desse método (THOMPSON, apud FREITAS, s.d. p. 12). 55

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Revista Postais 07 - 2016  

Revista Postal N. 6 - 2016 - Restauração da Agência Central dos Correios de Petrópolis. Artigo de Andréa Fernandes Considera, Erika Pereira...

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