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Deborah Silva Santos

demonstrações públicas ou, no caso de isso não ser possível, colocá-los no interior das fileiras, onde seriam menos vistos. Havia ainda total exclusão dos negros na formação de guardas de honra, em particular aquelas que se destinassem à recepção de autoridades estrangeiras. Enfim, apesar da integração, a FEB padecia do mesmo tipo de racismo que era típico da sociedade brasileira naquela época.

Enfermeiras da FEB.

Para os negros brasileiros, americanos e africanos, a Segunda Guerra Mundial foi uma luta contra a implantação de uma política racista dos países do Eixo e o início da luta contra o racismo nos seus países. Luta contra o mito da democracia racial no Brasil; luta pelos direitos civis nos Estados Unidos; e luta pelo fim do Colonialismo nos países africanos. Sem concluir No início da década de 1950, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) patrocinou um conjunto de pesquisas sobre as relações raciais no Brasil. A origem deste projeto estava associada à agenda antirracista formulada pela Unesco no final dos anos 1940 sob o impacto do racismo e da Segunda Guerra Mundial. O Brasil – considerado uma espécie de "laboratório" – desfrutava àquela época de uma imagem positiva em termos de relações inter-raciais, se comparado com os Estados Unidos e com a África do Sul. Esta pesquisa posteriormente muda o rumo dos debates sobre as relações raciais no Brasil.

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Revista Postais 07 - 2016  

Revista Postal N. 6 - 2016 - Restauração da Agência Central dos Correios de Petrópolis. Artigo de Andréa Fernandes Considera, Erika Pereira...

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