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Deborah Silva Santos

Introdução

Foto mostra a miscigenação, o tenente Diniz à direita, que era o Oficial branco, junto com um soldado negro, ao centro, na beira do Lago de Como, na Itália. Na esquerda um outro Oficial. Foto sem data.

A Força Expedicionária Brasileira (FEB) contou com um contingente de 25 mil homens e 67 mulheres de várias regiões do Brasil. Eram soldados descendentes de alemães, italianos, espanhóis, asiáticos e africanos. Identificado como o único exército racialmente integrado, os “[...] expedicionários brasileiros apresentaram ao mundo a possibilidade de extinguir com eficácia a segregação no meio militar” e quiçá em todos os setores da sociedade. (MAXIMINIANO, 2010, p.342). O contingente negro (pretos e pardos) na FEB foi calculado em 30%, sem precisão. "Não se tem estatística porque uma lei de 1937 proibia documentos oficiais de mencionarem raças, mas o provável é que o número de negros e mulatos estivesse em torno de 30%" A presença das tropas brasileiras integradas racialmente chamou a atenção de todos no Teatro das Operações, pois o comum era brancos, negros e asiáticos segregados. Assim, consideramos que este feito influenciou os debates sobre as relações raciais no mundo, pois, se de um lado o conflito bélico buscava a aniquilação de uma política baseada no racismo, a imagem do Exército brasileira apresentava a possibilidade de criação de um mundo racialmente integrado, sem racismo.

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