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Zé Carioca contra os Tedescos

do Brasil durante a blitz nazista. Foi exatamente no momento em que essa campanha atingiu o seu ápice, com um milhão de toneladas de navios torpedeados e afundados mensalmente, que o Brasil entrou na guerra. Algumas decisões foram então tomadas pelo Governo brasileiro, tais como: a cessão de bases e outras facilidades aos norte-americanos, bem como artilhar, camuflar e escurecer os navios mercantes nacionais, antes de declarado o estado de beligerância. Mesmo com estas medidas, os torpedeamentos sucederam-se numa grande seqüência, causando inúmeros danos materiais e humanos ao país. A primeira vítima dessa campanha foi o navio brasileiro Cabedelo, desaparecido a 14 de fevereiro de 1942, quando se dirigia da Filadélfia (EUA) para o porto de Cabedelo (Brasil), carregando carvão-de-pedra. A causa do desaparecimento ficou incógnita, porém, ninguém, conscientemente, poderia admitir outra hipótese, que não a do torpedeamento. Seguiram-se ainda o Buarque e o Olinda. Em represália a estes ataques, algumas medidas foram tomadas visando cobrir os prejuízos materiais. Entre elas, destacava-se o “Decreto-Lei nº 4.166, de 11 de março de 1942, dispondo sobre as indenizações devidas por atos de agressão contra bens do Estado brasileiro e contra a vida e bens de brasileiros ou de estrangeiros residentes no Brasil” (CASTELO BRANCO, 1960, p. 55). No Art.1º deste Decreto, lia-se: Os bens e direitos dos súditos alemães, japoneses e italianos pessoas físicas ou jurídicas, respondem pelo prejuízo que, para os bens e direitos do Estado Brasileiro, e para a vida, os bens e os direitos das pessoas jurídicas ou físicas brasileiras, domiciliadas ou residentes no Brasil, resultaram, ou resultam, de atos de agressão praticados pela Alemanha, pelo Japão ou pela Itália. 163

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Revista Postais 07 - 2016  

Revista Postal N. 6 - 2016 - Restauração da Agência Central dos Correios de Petrópolis. Artigo de Andréa Fernandes Considera, Erika Pereira...

Revista Postais 07 - 2016  

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