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Pindorama modernista - influência indígena no Art Déco brasileiro

notar que em vez de nomes indígenas dos prédios nas cidades brasileiras, e também “Brasil”, “Amazonas”, “Ceará”, orgulhos nacionais, hoje todos têm nomes franceses ou americanos: “Manhattan”, “Chateau Chambord”, e por aí vai... No texto de Paulo Herkenhoff, “Amazônia e Modernidade”, encontramos o fecho para esse estudo abençoado por Tupã: Falava-se de índio e dançava-se sob o tantã da vanguarda parisiense. Há um perfil ético na arte modernista de dotar um projeto cultural para o país, de formular o homem brasileiro. O primitivismo no Brasil não é, como na Europa, uma busca do outro. Buscar o índio em cada brasileiro transformou, portanto, tal primitivismo na busca de um ‘si mesmo’ no outro. No Brasil, a busca modernista da história, de um passado significante, a selva – que em Hegel era espaço “fora da história” – encontrava na Amazônia, com sua herança arqueológica, a única possibilidade de história. (HERKENHOFF, 1992)

Bureau em imbuia e cadeira em couro lavrado, dos Anos 1930, da firma carioca de decoração Laubisch-Hirth, com inspiração Marajoara, procedente da coleção do Prefeito Luiz Paulo Conde, hoje Coleção Berardo. Foto Nelson Monteiro.”

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Revista Postais 05 - 2015  

Revista Postal N. 5 - 2015 Dossiê Documentos Fundadores Artigos de Bernardo Arribada, Candida Malta Campos, Diego Salcedo, Luiz Guilherme...

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Revista Postal N. 5 - 2015 Dossiê Documentos Fundadores Artigos de Bernardo Arribada, Candida Malta Campos, Diego Salcedo, Luiz Guilherme...

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