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Candido Malta Campos

Nacional, a reutilização das grandiosas sedes dos Correios e Telégrafos edificadas entre os anos 1910 e 1920 enquanto centros culturais correspondeu à reestruturação da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em face de propostas de privatização, passando a franquear parte de seus serviços e a pleitear recursos da política nacional de incentivo à cultura, como os mecanismos da Lei Rouanet e outros. No caso de São Paulo, onde a ECT inaugurou desde 1978 uma moderna nova sede central em torre de 28 pavimentos na Vila Leopoldina, a destinação do edifício da Praça Pedro Lessa/Avenida São João, agora apenas Agência Central, passou a ser debatida. Sua transformação em Centro Cultural dos Correios seguiu a tendência que ganhava corpo nos anos 1990, além de adequar-se às políticas estadual e municipal de requalificação do centro histórico paulistano, e foi objeto de um concurso aberto de projetos arquitetônicos lançado em outubro de 1996 como Concurso Nacional de Arquitetura para a Reciclagem do Prédio da Agência Central de São Paulo, prevendo a modernização da agência existente, espaços culturais, centro filatélico e de convenções. Suas diretrizes foram determinadas pelo arquiteto César Galha Bergstrom Lourenço: manter as linhas arquitetônicas e os elementos preservados do edifício, melhorar o acesso para veículos, e criar cinemas, teatro, auditório e salas para exposições (ALVAREZ, 2007).

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Dos 172 estudos preliminares apresentados, cinco foram selecionados e outros dez receberam menção honrosa. Para a fase final, os cinco projetos prepararam um anteprojeto mais detalhado: A comissão foi composta por dois arquitetos da ECT e cinco professores da FAU / USP e da FAU / Mackenzie (Abrahão Sanovics, Antonio Carlos Sant´Anna, Carlos Lemos, Paulo Bastos, Pedro Paulo de Melo Saraiva, Maria Aparecida Segre e Antonio Luiz Winter). O vencedor foi o escritório Una Arquitetos, que priorizou a permeabilidade e a travessia do edifício entre a Avenida São João, o Anhangabaú/ Praça Pedro Lessa e o Beco do Paissandu ou do Piolim, atual Rua Abelardo Pinto. Dessa maneira serviria como galeria de circulação de pedestres do Anhangabaú ao Largo do Paissandu. Também teria acesso de veículos pela praça. Os desníveis seriam resolvidos

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Revista Postais 05 - 2015  

Revista Postal N. 5 - 2015 Dossiê Documentos Fundadores Artigos de Bernardo Arribada, Candida Malta Campos, Diego Salcedo, Luiz Guilherme...

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