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www.facebook.com/fapepi.pi Teresina, Piauí, dezembro de 2015 Ano 1 • Nº 3 • Edição trimestral

FAPEPI APOIA EVENTOS CIENTÍFICOS POR TODO O ESTADO 2e3

Fórum discute inovação no Piauí Página

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Presidente da SBPC visita Teresina Página

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Foto: Marcelo Cardoso

Foto: Mario David Melo

Foto: Afonso Rodrigues

Páginas

Fapepi lança edital de bolsas Página

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EXPEDIENTE José Wellington Barroso de Araújo Dias Governador do Estado do Piauí Margarete de Castro Coelho Vice-Governadora do estado do Piauí Francisco Guedes Alcoforado Filho Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí - Fapepi Albemerc Moura de Moraes Diretor Técnico-Científico da Fapepi Wellington Carvalho Camarço Diretor Administrativo-Financeiro da Fapepi

Teresina, Piauí, dezembro de 2015 Ano 1 • Nº 3 • Edição trimestral COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO: Michelly Samia EDITOR-CHEFE: Afonso Rodrigues MTE 2054/PI REDAÇÃO: Afonso Rodrigues Allan Campêlo (estagiário) Mário David Melo Vanessa Soromo FOTOS: Afonso Rodrigues Allan Campêlo Mário David Melo Vanessa Soromo Marcelo Cardoso PUBLICITÁRIA: Patrícia Carvalho REVISÃO: Antônio Aílton Ferreira Cerqueira DIAGRAMAÇÃO: Luiz Carlos IMPRESSÃO: Gráfica Realce TIRAGEM: 10 mil exemplares Publicação Trimestral fapepi.pesquisa@gmail.com www.fapepi.pi.gov.br Av. Odilon Araújo, 372, Piçarra Teresina-PI • CEP 64017-280 Fone: (86) 3216-6090 Fax: (86) 3216-6092

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Foto: Afonso Rodrigues

MATÉ R I A

Púbico acompanha palestra durante o XIV Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SB Games)

FAPEPI APOIA EVENTOS CIENTÍFICOS EM VÁRIOS MUNICÍPIOS DO ESTADO

Por Allan Campêlo

Programa permite consolidar a divulgação científica por todo o Piauí

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ma das missões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) é o apoio a eventos científicos buscando incentivar o desenvolvimento da pesquisa e potencial inovador de nosso estado. Dentro dessa proposta, a Fundação conta com um edital específico, de fluxo contínuo, referente ao Programa de Auxílio para Organização de Reunião Científica. Somente neste ano, mais de 30 eventos de diferentes áreas do conhecimento e sediados por todo o Piauí estão sendo auxiliados pela Fapepi, sendo congressos, simpósios e workshops. Com o objetivo de dar suporte efetivo aos eventos apoiados, com proposta deferida no edital específico, entre os itens classificados como financiáveis, estão: material gráfico para divulgação do evento como: banners e faixas de divulgação, folders e cartazes, convites, certificados, crachás, pastas para os par-

ticipantes e/ou qualquer outro item relativo à atividade de divulgação técnica do evento; materiais de consumo relativo e necessários ao desenvolvimento do evento, e despesas com alimentação. “Dentro da nossa missão de promover a divulgação científica tecnológica e de inovação, nós ficamos felizes de participar ativamente dos eventos apoiados. Com os estudiosos mostrando os resultados das pesquisas é possível buscar aplicabilidade dos projetos em benefício da população”, avalia o presidente da Fapepi, Francisco Guedes. Além da troca de experiências, os eventos promovem discussões acerca de temas relevantes para o desenvolvimento do Estado, visando à solução de problemas do cotidiano através da pesquisa científica e o incentivo a novos estudos. Entre as cidades que receberam, em 2015, os eventos apoiados pela Fapepi, estão: Bom Jesus, Campo Maior, Flo-

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chance de expor suas produções sem a necessidade de deslocamento a outros Estados. “Encontros como esse são importantes para os alunos, pois fomenta a pesquisa científica, e também tem relevância para o estado, se considerarmos que é possível aplicar os conhecimentos obtidos em projetos para o Piauí”, comenta o aluno do 7º período do curso de Licenciatura em Geografia da UFPI, Ricardo Anastácio, que participou da III Jornada de Estudos de Geografia Física, evento que contou com o apoio da Fapepi.

IX Jornada de Estudos em Representações Sociais, em Teresina Foto: Vanessa Soromo

Foto: Allan Campêlo

riano, Parnaíba, Picos, Piripiri, São Raimundo Nonato, Teresina e Uruçuí. A gerente-técnico científica da Fapepi, professora doutora Eliana Abreu, ressalta a grande procura pelo fomento a realização de eventos científicos. “Ocorreu uma grande procura no que diz respeito ao apoio à realização de eventos científicos, é interessante destacar também que com muitas propostas, a Fapepi esteve presente em diversas regiões do Estado”. Outro objetivo do apoio a esses eventos é oportunizar aos estudantes a

Foto: Vanessa Soromo

MATÉ RIA

Encontro Unificado de Computação em Parnaíba

Arte: Patrícia Carvalho

10º Congresso de Enfermagem do Piauí, em Teresina

FAPEPI INFORMA

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Foto: Mário David Melo

E NT R E V I S TA

Por Afonso Rodrigues

José Eloy dos Santos Júnior (de camisa vinho) com equipe da Fapepi e consultores convidados durante o Seminário de Avaliação Final do PPSUS, em Teresina.

BALANÇO DAS AÇÕES DO PPSUS NOS ÚLTIMOS ANOS

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os dias 07 e 08 de outubro, a Fapepi promoveu em Teresina o Seminário de Avaliação Final do Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS): gestão compartilhada, para divulgar e avaliar os resultados das pesquisas científicas financiadas pelo Edital nº 003/2013 do Programa, fruto de uma parceria entre a Fapepi, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Saúde (MS). Em entrevista ao Fapepi Informa, o consultor técnico do Ministério da Saúde, José Eloy dos Santos Júnior, que é graduado em Ciências Biológicas pela Unisinos/RS, mestre em Zoologia pela PUC/RS e doutor em Ciências da Saúde pela Fiocruz/MG, faz um balanço das ações do PPSUS nos últimos anos e destaca a contribuição da pesquisa para a melhoria nos serviços oferecidos pelo SUS

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O Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) foi criado em 2004 pelo Ministério da Saúde. Qual o balanço que o senhor faz desse tempo e da contribuição do programa para a melhoria dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS)? José Eloy: Ao observarmos os últimos 10 anos do Programa, é possível ressaltar uma maior aproximação entre pesquisadores e gestores da saúde, tanto na definição das prioridades a serem trabalhadas como na incorporação dos resultados nos serviços de saúde. A possibilidade de promover a interlocução entre o meio acadêmico e o serviço em saúde é um aspecto importante do PPSUS e tem favorecido a incorporação dos diferentes resultados ao longo do país. O PPSUS tem permitido um investimento contínuo no fomento de pesquisa em saúde para cada UF do país, a fim de apoiar a ampliação do conhecimento em torno dos problemas de saúde apontados pelos serviços de saúde e favorecer a tomada de decisão com base em evidências científicas. Um diferencial do PPSUS é o seu modelo de gestão compartilhada, que envolve os âmbitos estadual e federal. Como essa parceria acontece na prática?

JE: A gestão compartilhada do PPSUS ocorre no âmbito federal com a participação do Ministério da Saúde (MS), por meio do Decit, que é o coordenador nacional do Programa, e o CNPq, que é a instituição responsável pelo gerenciamento técnico-administrativo do PPSUS em nível nacional. No âmbito estadual, o Programa é operacionalizado por meio das Fundações de Apoio/Amparo à Pesquisa (FAP) e as Secretarias de Estado de Saúde (SES). Para operacionalização do Programa são transferidos recursos financeiros do Ministério da Saúde ao CNPq, que, por sua vez, repassa esses recursos às FAP de cada UF. Essas Fundações são os agentes executores do Programa em cada estado. Na sequência, as FAP publicam editais para seleção de projetos de pesquisa em temas considerados relevantes para o sistema local de saúde. A operacionalização do programa ocorre por meio da parceria entre todas as instituições envolvidas. Além da gestão do Programa, o recurso para cada edição também é compartilhado. Cada UF por meio da FAP e/ou SES participa com um recurso proporcional ao investido pelo MS. No caso do estado do Piauí (PI), a proporcionalidade é de 1x3, ou seja, para cada R$ 1 investido pelo PI o MS participa

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com R$ 3 reais. Acredita-se que, por meio dessas ações, seja possível realizar um trabalho de produção de conhecimento mais participativo, tendo por base as necessidades reais de saúde da população. Além do modelo de gestão compartilhada descrito acima, o PPSUS também favorece a participação de diversos atores envolvidos na área da saúde, como gestores, pesquisadores e sociedade civil. Como é feito esse trabalho de ouvir as diferentes demandas? JE: Umas das etapas iniciais do lançamento de uma nova edição do PPSUS é a realização das Oficinas de Prioridades de Pesquisa em Saúde em cada estado. Essa etapa deve ser organizada pelas SES conjuntamente com as FAP. Os problemas de saúde levantados e apontados previamente às oficinas pelas SES dão apoio às discussões das oficinas. As problemáticas são apresentadas no início da Oficina para gestores em saúde, pesquisadores e controle social em geral. Após as apresentações iniciais, são formados grupos de discussão envolvendo os participantes para a definição das linhas de pesquisa que irão compor o próximo edital. Desta maneira, as linhas de pesquisas são definidas com base nas prioridades em saúde de cada UF, considerando a magnitude do problema, a transcendência, a capacidade instalada, a expertise dos grupos de pesquisa locais e o grau de conhecimento existente sobre os problemas de saúde apontados. Qual a avaliação que o senhor faz da Oficina de Prioridades de Pesquisa em Saúde para o PPSUS, evento que aconteceu aqui no Piauí no último mês de agosto? JE: O Piauí é um estado que vem participando do Programa desde seu início. Desta maneira, nota-se uma expectativa dos pesquisadores no PPSUS e uma grande participação destes nas edições que foram lançadas até o momento. Na Oficina de Prioridades de Pesquisa em Saúde realizada neste ano para a próxima edição do Programa (PPSUS 2015/2016), foi possível constatar essa parceria com a comunidade científica local, que colaborou com a definição de 20 linhas de pesquisas distribuídas em cinco eixos temáticos: atenção à saúde com equidade e integralidade; inovação tecnológica em saúde; vigilância de riscos e agravos à saúde individual e coletiva; gestão e organização das redes de assistência de média e alta complexidade; e Gestão do trabalho e da educação permanente em saúde. Dado o caráter participativo das Oficinas, acredita-se que as pesquisas que FAPEPI INFORMA

“ ” É imprescindível tratarmos a gestão da saúde do Brasil com base nas evidências científicas produzidas nas instituições de pesquisa do país

serão financiadas na próxima edição do Programa contribuirão para responder as necessidades do SUS.

O Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS) tem como atribuição coordenar a formulação, implementação e avaliação da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS). Como se dá essa atuação? JE: A PNCTIS, voltada para as necessidades de saúde da população, tem como objetivos principais desenvolver e otimizar os processos de produção e absorção de conhecimento científico e tecnológico pelos sistemas, serviços e instituições de saúde, centros de formação de recursos humanos, empresas do setor produtivo e demais segmentos da sociedade. Compete ao Departamento realizar a coordenação e execução de ações no campo da pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde (CTS). Essas ações ocorrem de diferentes formas, sendo as principais: a) articulação intersetorial no âmbito do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia; b) gestão do conhecimento em CTS entre instituições de pesquisa e agências de fomento; c) políticas e programas de avaliação de tecnologias no SUS; d) cooperação técnica para o aperfeiçoamento da capacidade gerencial; e) suporte aos agentes dos municípios e Unidades Federativas (UF); f) acompanhamento das atividades da Secretaria-Executiva da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa; e g) acordos e convênios com as UF e os municípios para a execução descentralizada de programas e projetos especiais. Um das iniciativas do Decit na promoção do conhecimento científico é o Prêmio de Incentivo à Ciência e Tecnologia

ENTRE VISTA para o SUS. Que resultados o prêmio tem dado para o desenvolvimento da área de CT&I em saúde? JE: O Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS é uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), representada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit). O objetivo principal do prêmio é reconhecer pesquisadores que desenvolvem projetos voltados para a área de Ciência e Tecnologia em Saúde com potencial de incorporação pelo SUS. Por meio dessa iniciativa espera-se estimular a produção científica direcionada às necessidades de saúde da população. Considerando que as atividades do Decit têm como foco promover e viabilizar a utilização de evidências científicas nos processos de tomada de decisão em políticas de saúde, viabilizando a prestação de serviços mais eficiente e efetiva, o Prêmio vem como um estímulo para a implementação das ações propostas nas Pesquisas Estratégicas para o Sistema de Saúde (PESS), a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PNCTIS) e a Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde (ANPPS). Criado em 2002 e instituído oficialmente pela Portaria GAB/MS n° 1.419, de 24 de julho de 2003, o Prêmio teve sua primeira edição em 2002. Desde então, foram inscritos 5.010 trabalhos e 322 pesquisadores foram premiados. Deste total, 55 receberam prêmio em dinheiro e 267 receberam menção honrosa, consolidando o compromisso do Ministério da Saúde de incentivar a produção científica voltada para o SUS. Para o senhor, qual o papel da pesquisa e do conhecimento científico para a gestão dos serviços de saúde pública? JE: Acreditamos que no cenário de saúde que vivemos atualmente, torna-se imprescindível tratarmos a gestão da saúde do Brasil com base nas evidências científicas produzidas nas instituições de pesquisa do país. Os serviços de saúde possuem extensa informação sobre a ocorrência das enfermidades e rotinas de trabalho que facilitam a aproximação com a população. Essas características tornam-se importantes ferramentas para a comunidade científica, que podem resultar em medidas mais eficazes para a melhoria da situação de saúde das diferentes populações. Observa-se que a distância entre gestores e pesquisadores tem reduzido ao longo dos anos, e temos certeza que a criação do PPSUS, em 2004, tem colaborado em muito para esta nova realidade.

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Foto: Mário David Melo

MATÉ R I A

Solenidade de abertura do I FORTIC´s em Parnaíba

FAPEPI MARCA PRESENÇA NO PRIMEIRO FÓRUM DE TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E CIÊNCIAS DO PIAUÍ

Por Mário David Melo

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Tecnologia da Informação (TI) tem sido bastante discutida no Piauí por colocar ciência e inovação à serviço da população. Já existem diversos grupos que desenvolvem pesquisas com o objetivo transformar realidades locais em diversos setores da sociedade piauiense. Atenta a essa tendência da pesquisa científica, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) deu apoio à realização do Primeiro Fórum de Tecnologia, Inovação e Ciências do Piauí (FORTIC´s) que aconteceu na cidade de Parnaíba nos dias 25 e 26 de setembro. O evento teve o objetivo de discutir a TI desenvolvida por esses grupos e mostrar casos de sucesso. O presidente da Fapepi, Francisco Guedes, coordenou uma mesa redonda intitulada “As potencialidades do Piauí em TI, compartilhando casos de sucesso das experiências no Piauí”. A mesa contou com as presenças de representantes do Delta TIC’s, Instituo Delta, Instituto Multicom, Lagoas Digitais, Interage e APISOL. Para Francisco Guedes, foi uma oportunidade de conhecer o cenário atual de TI no estado. “A Fapepi se sente muito honrada em participar da organização desse evento junto com várias instituições do governo, da academia e do setor empresarial. Conseguimos reunir aqui todas as pessoas que vêm trabalhando com Tecnologia da Informação. Fico maravilhado com a execução de ideias e com a aplicação dos resultados das pesquisas. E a Fapepi continuará fazen-

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do sua parte para que a população se beneficie desses trabalhos”, comemorou. A programação do FORTIC’s reuniu durante diversas autoridades que ouviram a palestra de abertura do ex-ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso, sobre a Tecnologia da Informação como solução para o cenário nacional atual. Estiveram presentes o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, José Icemar Lavor Neri (Nerinho), o secretário estadual de Administração e Previdência, Francisco José Alves da Silva (Franzé), o diretor-geral da Agência de Tecnologia da Informação do Piauí (ATI), Avelyno Medeiros da Silva Filho, além do professor doutor José Arimatéia Dantas Lopes, reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A solenidade também contou com a inauguração da primeira escola de robótica do Piauí (Delta Tron). O professor doutor Gildário Dias Lima, fundador do Delta Tics e um dos organizadores do FORTIC’s, explicou que a robótica pode ser uma solução tanto para facilitar o aprendizado dos jovens, como também para afastá-los da marginalidade. “A robótica tem uma ‘mágica’ que encanta os jovens e os convida para o aprendizado. Com os problemas sociais de hoje como as drogas e as dificuldades na educação, precisamos de medidas rápidas e podemos conseguir isso com robótica. O próximo passo é ter mais turmas e mostrar que queremos mais escolas de robótica pelo estado e não apenas projetos”, destacou.

Foto: Mário David Melo

Presidente Francisco Guedes integrou debate sobre potencialidade do estado em TI

Alunos do Delta Tron, a primeira escola de robótica do Piauí Durante a realização do FORTIC´s, a Fapepi propôs um debate sobre a importância da criação de uma lei estadual de incentivo à Ciência, Tecnologia e Inovação baseada no projeto de lei 2177/11 que irá alterar a atual Lei de Inovação Tecnológica Brasileira, a Lei nº 10.973/04. No FORTIC’S também houve a participação de convidados de outros estados. O consultor de cenários e gestão estratégica da Porto Marinho Ltda, Claudio José Marinho Lúcio, proferiu palestra sobre o Porto Digital Recife, o maior parque tecnológico de empresas de Tecnologia de Informação do Brasil. Já o empresário Fábio Pagani, presidente da im@ Informática, explanou sobre a questão do Marco Regulatório utilizando o exemplo da cidade de Campinas, em São Paulo. Segundo Fábio, o Marco Regulatório é importante para definir claramente as regras e modelos para empresas que venham a se estabelecer na região.

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MATÉ RIA

PRESIDENTE DA SBPC VISITA TERESINA E MINISTRA PALESTRA NA FAPEPI

Por Vanessa Soromo

FAPEPI INFORMA

Da esquerda para direita – Francisco Guedes, presidente da Fapepi; Merlong Solano, secretário de Governo e Helena Nader, presidente da SBPC – crédito Afonso Rodrigues Foto: Allan Campêlo

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os dias 28 e 29 de setembro, a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), professora doutora Helena Nader, esteve na cidade de Teresina cumprindo uma extensa agenda com autoridades locais e membros da comunidade científica do Piauí. “Considero um marco histórico essa vinda da doutora Helena Nader, para ampliar as parcerias, para fortalecer as nossas lutas em prol do desenvolvimento da pesquisa, da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Ela veio fortalecer uma luta antiga da academia, de professores, de pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e de tantos outros”, comentou Francisco Guedes, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). O primeiro compromisso da presidente da SBPC aconteceu na Assembléia Legislativa do Piauí. Durante a sessão foram discutidas a instalação de museus de ciência no estado, a revitalização do Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato e do Parque Floresta Fóssil, em Teresina. No Palácio do Karnak, Helena Nader foi recebida pelo secretário de Governo, Merlong Solano, que representou o governador do estado do Piauí, Wellington Dias. “Na era em que a gente vive, o conhecimento aliado à tecnologia e à inovação é a grande ferramenta do desenvolvimento”, frisou o secretário. Na ocasião, Helena Nader e o secretário da SBPC Piauí, Willame Carvalho, divulgaram e pediram apoio para realização do Encontro Regional da Sociedade, que será promovido, em 2016, no município de São Raimundo Nonato. Helena Nader também participou de uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina, onde recebeu da Fapepi uma placa em sua homenagem. O objetivo do evento também foi discutir o atual contexto da CT&I no país e os investimentos para o setor. No segundo dia de compromissos na capital do Piauí, a presidente da SBPC acompanhada pelo presidente

Foto: Afonso Rodrigues

Helena Nader se reuniu com autoridades e pesquisadores do estado do Piauí

Presidente da SBPC conversa com pesquisadores após apresentação de palestra da Fapepi e outros atores locais ligados ao ensino e a pesquisa se reuniu com o prefeito de Teresina, Firmino Filho, no Palácio da Cidade. Helena Nader apresentou ao prefeito uma proposta de construção de um museu a céu aberto no Parque Floresta Fóssil. A série de reuniões foi finalizada com um encontro na sede da Fapepi, onde Helena Nader ministrou a palestra “O Papel da Pesquisa e da Pós-

-graduação para o Desenvolvimento Econômico e Social do País” a representantes da comunidade científica piauiense. “Nós vamos aproximar a população do professor universitário, do pesquisador. Isso é fundamental para a divulgação científica. Ela acaba sendo uma prestação de contas também. A maioria da população não tem ideia de quanto a ciência está no dia a dia dela”, destacou a presidente da SBPC.

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N OTAS

FUNDAÇÃO LANÇA EDITAL PARA ESTUDANTES DOS NÍVEIS MÉDIO E SUPERIOR

Por Vanessa Soromo

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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) lançou, no dia 25 de setembro, em Parnaíba, o edital nº 007/2015 referente ao Programa de Bolsas de Iniciação Científica, Tecnológica e de Inovação. Os recursos do edital são oriundos do Tesouro Estadual e serão aplicados em duas modalidades de bolsas: uma voltada para alunos do ensino médio e outra para estudantes do ensino superior. Dentre os objetivos do Programa estão o fomento às linhas de pesquisa e inovação de interesse do Governo do Estado, nas áreas estratégicas de Tecnologia da Informação, Energias Renováveis e Popularização da Ciência e o fortalecimento do Sistema Local de Inovação, dos Polos de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação. Além disso, o Programa visa

fortalecer os grupos de pesquisa de instituições de ensino e pesquisa, pública ou privada sem fins lucrativos, sediadas no Piauí. Durante o lançamento do edital, que aconteceu na solenidade de abertura do I Fórum de Tecnologia, Inovação e Ciências do Piauí (FORTIC’s), o presidente da Fapepi, Francisco Guedes, ressaltou a importância de estimular os estudos científicos entre graduandos e alunos do Ensino Médio.

SAPIÊNCIA CHEGA À EDIÇÃO Nº 39 E TRAZ COMO TEMA PRINCIPAL A INOVAÇÃO A primeira publicação impressa sobre divulgação científica do Piauí chega a sua edição nº 39. A revista Sapiência é uma publicação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí e tem por objetivo ser um canal de promoção das pesquisas que contribuem com o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no estado. Muitas dessas pesquisas são frutos do apoio da Fapepi através de vários editais lançados. Na edição atual, a temática principal abordada na seção dossiê é inovação. Da criação de negócios promissores ao desenvolvimento de novas técnicas para os diversos setores produtivos, a inovação tecnológica é uma realidade já presente entre os pesquisadores piauienses. A revista traz ainda uma entrevista com a pesquisadora Marcia Chame, que desenvolveu um aplicativo que monitora a saúde de animais silvestres. Ainda sobre a mesma temática, há uma matéria sobre os resultados de uma pesquisa com base no estudo de carcaças de animais vítimas de tráfico. A Sapiência nº 39 apresenta também a Coleção de História Natural da Universidade Federal do Piauí em Floriano. E, como em todas as edições, a revista traz uma seleção de artigos, teses e livros do universo acadêmico piauiense.do aplicativo, disponível no Google Play, você pode ler nossas publicações e ainda baixar em seu aparelho o conteúdo da Fapepi.

SAPIÊNCIA JÚNIOR GANHA MAIS PÁGINAS E TRATA DA ENERGIA SOLAR O suplemento infantil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), O Sapiência Jr., está com muitas novidades para a criançada. A nova edição conta com mais páginas para passatempos, curiosidades e muita informação. O tema é a energia solar, fomentando temas de sustentabilidade. A garotada pode agora interagir enviando cartas e desenhos para a Fapepi que serão publicadas nas edições seguintes do suplemento. Além de desenhos para colorir e atividades lúdicas, a revista apresenta três personagens que vão ilustrar situações de aprendizado através de tirinhas de histórias em quadrinhos.

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FAPEPI NAS ONDAS DO RÁDIO O rádio é um dos veículos de maior propagação da comunicação e da informação. Ciente da importância desse meio, a Fapepi busca ampliar suas ações voltadas à difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) com dois programas que são veiculados às terças e quintas, no Piauí Notícias da Rádio Ccom (Coordenadoria de Comunicação do Estado).

Com o intuito de informar sobre as pesquisas científicas financiadas pela Fapepi, o programa destaca, com linguagem direta e simples, estudos realizados em nosso Estado nas mais diversas áreas do conhecimento.

O quadro apresenta curiosidades sobre temas que vão desde a ciência até datas comemorativas. O “Minuto Fapepi Sapiência” e o “Você Sabia?” estão disponíveis na plataforma de compartilhamento de áudio SoundCloud, no endereço: www.soundcloud.com/fapepi-pi. Os programas podem ser encontrados também na nossa fanpage no Facebook. Curta, comente e compartilhe! Envie sua sugestão para o nosso e-mail: fapepi.pesquisa@gmail.com.

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Edição 03 - 2016  
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