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Informativo Oigalê www.oigale.com.br

Ano 4 | Edição 7 | 1º semestre de 2012 Porto Alegre/RS | Distribuição Gratuita

Oigalê – a Busca de um Teatro de Rua Pampiano

desde 1999 Arte de Vera Parenza

Foto de Vera Parenza

Foto de Vera Parenza

Foto de Tiago Alves

Foto de Tiago Alves

Foto de Kiran


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Porto Alegre 2012 | Distribuição Gratuita

editorial

a busca de um teatr

2 Foto: Arquivo/Oigalê

Chegou a hora de ir pra

sala de ensaio Foto: Arquivo/Oigalê

Processo de criação musical do novo espetáculo de rua com Simone Rasslan e Mateus Mapa

C

om o passar dos anos de trabalho contínuo a Oigalê reafirma a sua busca estética mantendo o foco no desenvolvimento de projetos fundamentais para a Cia, como a ocupação artística de espaços públicos ociosos e os corredores culturais. Este ano de 2012 será marcante, pois estamos comemorando uma década de ocupação artística no Hospital Psiquiátrico São Pedro (Porto Alegre) e a realização do IV Corredor Cultural de Teatro de Rua – Interiorização (do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso do Sul). Além disso, muitas novidades no processo de pesquisa “A busca de um teatro de rua pampiano” que contou nesta fase com a colaboração e parceria de Alexandre Mate, Fábio Resende, Sergio Etchichury e Luis Alberto de Abreu. Tem também a agenda do semestre, o retorno às ruas Brasileiras do espetáculo “Miséria Servidor de Dois Estancieiros” e as novidades na página do grupo: WWW.oigale.com.br. Te aproxega vivente!!!

Foto: Arquivo/Oigalê

Oficina com Fábio Resende da Brava Cia

e x p e d i e n t e Jornalista Responsável: Carlos Ismael Moreira - MTB 15.021 • Coordenação do Informativo: Giancarlo Carlomagno • Revisão: Paola Opptiz Projeto Gráfico e Diagramação: Carlos Tiburski • Colaboradores da Edição: Di Machado, Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite, Ilson Fonseca, Paulo Brasil, Thiago Alves e Vera Parenza • Impressão: Jornal Pioneiro • Tiragem: 5.000

Oficina de capacitação com Alexandre Mate

Paulo Brasil | ator do grupo Oigalê

D

o Latim PARTIALIS, “divisível, pedaço de”, de PARS, “parte”. “Parceiro” e “parceria” derivam daí; um parceiro “faz parte” das intenções de outra pessoa. Assim fizeram os nossos “parceiros” ao entrar de coração aberto e com muita generosidade para compartilhar seus conhecimentos e práticas teatrais nesta nova etapa. Após termos realizado a pesquisa de campo e catalogado todo material, começamos o processo de ensaios em sala para construção do novo espetáculo. Nosso primeiro “comparsa” foi Alexandre Mate, mestre, doutor e militante do teatro de rua, que nos orientou no trabalho prático sobre “teatro épico”, “uso de coro no teatro”, “gestos” e “guestos” após a participação do “III Encontro de Estudos Teatrais e 2º Fórum de Teatro de Rua – As Formas Fora da Forma”, em julho de 2011, no Instituto de Artes da UNESP em São Paulo. Deste encontro, surgiu a indicação para termos o prazer e a honra de trabalhar com Luis Alberto de Abreu na construção da dramaturgia do espetáculo.

As primeiras orientações de Abreu serviram de referência no processo de improvisação dos primeiros ensaios. “(...)O primeiro passo é o grupo começar a experimentar, transformar em material cênico cada um daqueles pontos elencados. Ressalto que neste processo é talvez menos importante a organização cênica já vislumbrando o espetáculo, mas principalmente cada ator ser absolutamente fiel às primeiras e vivas impressões do processo de pesquisa... Se houver vislumbres de organização do espetáculo, apenas anote num caderno de direção(...)” Outro grande “parceiro” da pesquisa foi a Brava Cia de São Paulo. O trabalho prático foi orientado em dezembro de 2011 por Fábio Resende, ator e diretor da companhia, em um intensivo de uma semana com encontros de quatro horas por dia da seguinte forma: Treinamento físico: tempo, espaço, intensidade e fluência. Treinamento expressivo: movimento, gesto e gesto contraditório. Coro – campo de visão. Criação de cenas a partir de improvisações e aplicação das técnicas para clari-

ficar os conteúdos. É necessário destacar que todo o encontro foi pensado levando em conta a participação efetiva de todos os envolvidos no processo, e que a técnica serve e serviu para que conseguíssemos empregar maior qualidade às escolhas formais e discursivas. Outro importante parceiro foi o ator e diretor Sergio Etchichury, que ministrou uma oficina de capacitação com três encontros semanais de três horas, durante todo o mês de janeiro de 2012, trabalhando a expressividade do ator, visando o treinamento corporal, trabalhando tônus muscular, tensões, equilíbrio e desequilíbrio, visando um corpo mais expressivo para o ator de teatro de rua. Destacando a construção de um corpo “extra-cotidiano” para os personagens na construção do novo espetáculo. Por toda generosidade que tiveram nossos parceiros nessa pesquisa, temos a satisfação de compartilhar com você, leitor, um pouco da nossa trajetória, que tenta transpor a linha do regional para o universal... “Em busca de um teatro de rua pampiano”.


Informativo

ro de rua pampiano

“O Baile dos Anastácio”

(um registro histórico)

Q

uem conta um conto, lhe aumenta um ponto, diz a sabedoria popular. Assim, muitos acontecimentos, de passado mais ou menos longínquo, e que não foram registrados graficamente para historia, muitas vezes são aumentadas ou deturpados pela tradição oral. Não é este, no entanto, o caso do fato histórico que vamos narrar agora e que chegou até a nossa época sem grandes discrepâncias, quanto a sua autenticidade, segundo diversos depoimentos que colhemos e pesquisas que realizamos.

O fato Em fins do século passado, provavelmente em meados da última década do mesmo, neste município de Dom Pedrito (então, 69° Freguesia da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul), realizou-se na propriedade do Sr. Victor Anastácio – e de sua esposa, Dona Angélica – um baile que durou trinta dias. È isso mesmo. Trinta dias (um mês), foi o tempo de duração desse baile que, por isso

ficou famoso. O pessoal da casa revezava-se: enquanto uns tomavam conta do baile, dançavam e atendiam os convidados, outros dormiam. O mesmo acontecia com os músicos que foram diversos. Algumas moças que se encontravam no baile, procuravam não retornar às suas residências, receando não obter licença por voltar ao mesmo. Outro caso foi o de uma das filhas de Dona Firmina, que tendo gasto, de tanto dançar, os seus sapatos, mandou pedir à sua mãe um novo par de calçados. Como respostas Dona Firmina mandou o negro Gido, de relho na mão, pra trazer suas filhas de volta. Consta, também, que durante a realização dessa festa haviam competições de danças e demonstrações de habilidades de alguns famosos dançadores. Segundo se diz, eram capazes de dançar até maneados. Uma carreta de mantimentos chegava por semana no estabelecimento. A cada dois dias uma rês era abatida, no mínimo! Para alimentar os participantes da festa, a cada dois dias, no mínimo, uma rês era abatida

e uma carreta de mantimentos chegava ao estabelecimento toda semana. As consequências de festa tão duradoura foram, como se pode imaginar, desastrosas para família festeira. Ramão Torres, dono do armazém que fornecia os mantimentos para a estância, ao final da festa, recebeu o gado da mesma (ou grande parte dele) em pagamento do que havia fornecido. Uma das filhas da casa, em consequências da festa, contraiu séria doença pulmonar que acabou roubando-lhe a vida.

Folclore

“Esta festa está durando mais que o Baile dos Anastásio!” O (fulano) dança que é uma barbaridade. Certamente tem sangue de Anastácio, nas veias!” “Esta história esta mais comprida que o Baile dos Anastácio!” Da obra “O Baile dos Anastácio – Um relato histórico” de Maurício Munhoz

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Porto Alegre 2012 | Distribuição Gratuita

poesias

História Antiga

Natalino Gaiteiro

Era um ceguinho campeiro Que andava pelas estradas Com uma cerração nos olhos E a alma de preto tisnada

Acordeona de doze baixos

Órfão sozinho no mundo Sem padrinho, nem madrinha Se criou igual um guaipeca Entre o galpão e a cozinha

Tres hileiras, alemã Ele ganhou domando potros Na costa do Icamaquã Uma cordeona só pra ele Ìndio bagual sem costeio Que tocava como poucos Sempre em instrumento alheio

As gotas mágicas do orvalho O perfume das flores do coentro A brisa e o canto das aves Lhe iluminavam por dentro Dia quente ou noite escura Como um tonto pirilampo Ia o ceguinho num petiço Assobiando e cortando campo Carmen a filha do estancieiro Linda igual flor do brejal Um dia presenteou o ceguinho Com um violão da capital Um dia tocando pra ela Um xote antigo largado Sentiu dois braços no pescoço E um beijo quente molhado O ceguinho se apaixonou De maneira brutal Mas nunca mais tocou pra ela Debaixo do parreiral

Andava por todo o pago O Natalino Gaiteiro Espichando a gaita uma braça E lidando com caborteiro. Conheceu Maria Luiza Num baile aonde foi tocar E nessa noite a sua gaita Por Deus! Só faltou falar! Quando ela foi pra cidade Em busca de melhor vida A gaita falou por ele Na hora da despedida Enquanto a carreta sumia Ele um crioulo Romeu Numa toada de tristeza Co’a gaita lhe dava adeus... Envelheceu solteirão Amasiado co’a rebeldia

Foto: Arquivo/Oigalê

Ela sumiu por encanto Nunca mais ouviu-lhe a voz E aquele beijo molhado Virou num feitiço atroz! E o pobre cego, coitado Solito com o violão Cada nota era um ai Pingando na escuridão... Como andorinha solitária Ela voltou num verão E o ceguinho sentiu o beijo Lhe orvalhando o coração... Uma tarde ela lhe chamou Debaixo do parreiral E disse: ESTE É O MEU NOIVO E SE CHAMA PEDRO LEAL!

Oficina de capacitação com Sergio Etchichury

Vamos casar segunda-feira E em nome do teu talento É que eu quero que tu toques Pra mim no meu casamento...

E a gaita era a única china Que lhe amava e lhe entendia. Já velhusco, melena moura Nunca deixou de domar Mas rodou galopeando um baio E quebrou o braço em “dois lugar”! Os doutores da cidade Lidaram e não teve jeito Cortaram o braço do pobre Bem rente ao ombro direito! E ali está o velho gaiteiro Solito com seus tormentos A cordeona num saco de estopa Embaixo do catre de tentos... Criação livre poética rimada em cima do conto Cordeona de Apparício da Silva Rillo Da obra “João Sampaio Reinterpreta” – Vol. I Coleção Rincão da Cruz - de João Sampaio


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agenda

Fotos de Tiago Alves

Porto Alegre 2012 | Distribuição Gratuita

corredores culturais

Arte pública na veia Fotos: Arquivo/Oigalê

Joaçaba/SC

Passo Fundo/RS

Abril 01 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 17h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Chafariz da Redenção - Porto Alegre/RS 13 - Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Praça da Alfândega - Porto Alegre/RS – 18h20 15 - Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre - Miséria servidor de Dois Estancieiros – Brique da Redenção - Porto Alegre/RS – 11h 17 - A Máquina do Tempo - SESI brincando com arte Teatro do SESI - Porto Alegre/RS 20 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 9h - Exibição e bate papo do DVD Oigalê – Uma década de teatro/PF-RS 15h30 - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Pça Capitão Jovino/PF-RS 21 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 18h30 - Miséria servidor de dois estancieiros – Praça Central Sílvio Ughini - Tapejara/RS 22 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 16h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Praça Adolfo Konder/Joaçaba/SC 20h - Exibição e bate-papo do DVD Oigalê 23 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 16h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Praça Cel. Ernesto Bertaso - Chapecó/SC 20h - Exibição e bate-papo do DVD Oigalê 24 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 14h15 - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Escola Estadual Prof. Olavo Cecco Rigon - Concórdia/SC 15h40 - Exibição e bate-papo do DVD Oigalê – Uma década de teatro/ Escola Estadual Prof.Olavo Cecco Rigon - Concórdia/SC 26 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 10h - Exibição e bate papo do DVD Oigalê – Uma década de teatro - Paço das Artes - Cascavel/PR 17h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Calçadão Av. Brasil - Cascavel/PR 28 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 10h - Exibição e bate-papo do DVD Oigalê – Uma década de teatro - SESC Dourados - Dourados/MS 17h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Rua Joaquim Teixeira Alves, s/nº - Dourados/MS 29 - IV Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua 17h - Miséria Servidor de Dois Estancieiros – Orla Morena - Campo Grande/MS

Maio De 06 a 20 de maio – Festival de Teatro Brasileiro – Cena Gaúcha Miséria Servidor de Dois Estancieiros Goiás e Distrito Federal

Junho 07 – Exibição do DVD Oigalê Uma década de Teatro – SESC Alegrete - Alegrete/RS 08 – Oficina de Teatro de Rua - SESC Alegrete - Alegrete/RS 09 – O Negrinho do Pastoreio - SESC Alegrete - Alegrete/RS 10 – Miséria Servidor de Dois Estancieiros - SESC Alegrete - Alegrete/RS De 20 a 24 – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte Miséria Servidor de Dois Estancieiros OCUPAÇÃO CÊNICA

APOIO

PATROCÍNIO

Bertioga/SP

Paranavaí/PR

Porto Alegre/RS

Hamilton Leite e Giancarlo Carlomagno | atores do grupo Oigalê

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estes últimos 13 anos, um dos projetos desenvolvidos de forma sistemática pela Oigalê é o Corredor Cultural de Teatro de Rua. Executado de forma simples, otimizada, com baixo custo orçamentário, realiza gratuitamente apresentações, oficinas, seminários e bate-papos sobre o teatro de rua com a população das cidades escolhidas. Para entendermos melhor essa história, é importante voltarmos um pouco ao passado: Em março 2000, a Oigalê faz sua primeira incursão além “Mampituba”. Foi participar do Festival de Teatro de Curitiba – Fringe com o espetáculo “Deus e o Diabo na Terra de Miséria”. Na capital paranaense, fomos convidados para participar em agosto do mesmo ano do FIT BH. Avaliamos que o custo das passagens aéreas para Belo Horizonte nos bancaria alguns dias na estrada se fôssemos de carro. Havia possibilidades de apresentações nas cidades de Santos e São Paulo, mas o custo de transporte do RS para SP sempre foi um complicador. Trabalhamos a ideia de que poderíamos chegar a Belo Horizonte de forma “mambembe”, deslocando atores e cenário, em uma camionete dirigida pelos próprios atores/produtores, de cidade em cidade, estado por estado, otimizando uma circulação e viabilizando apresentações em função da redução e divisão dos custos. Tínhamos construído o I Corredor Cultural de Teatro de

Rua da Oigalê saindo de Porto Alegre, passando por Curitiba, Santos, Piracicaba, São Roque, São José do Rio Preto, São Paulo e Belo Horizonte, totalizando muitos quilômetros em trinta e oito dias de estrada. Em 2003, a experiência do II Corredor Cultural foi um pouco diferente. Foram dois carros com elenco e cenário de dois espetáculos: “Deus e o Diabo na Terra de Miséria” e “O Negrinho do Pastoreio” além de agregarmos oficinas. Dessa vez, nosso destino foi o estado de São Paulo (São José do Rio Preto e mais quatorze cidades do interior de São Paulo e capital). O II Corredor finalizou com mais de trinta apresentações em sessenta e três dias. O III Corredor Cultural Oigalê de Teatro de Rua foi planejado e pensado, em 2007, para a região sul do nosso país. A ideia foi sair do RS pelo litoral (BR-101) e voltarmos do PR pela serra (BR-116). Lançamos o projeto em Porto Alegre, passando por Capão da Canoa, Torres, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Rio do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves. Dessa vez, a estrutura usada foi de camionete van, reboque e motorista, amenizando significativamente o desgaste dos atores durante a circulação. Pois bem, é chegado o momento do IV Corredor. A proposta deste ano de 2012 é a interiorização do Brasil. Propomos uma circulação de Porto

Alegre/RS até Campo Grande/ MS pelo interior dos quatro estados (RS, SC, PR e MS) contemplados. Saindo do RS (Porto Alegre, Guaíba, Passo Fundo e Tapejara), passando por Santa Catarina (Joaçaba, Chapecó e Concórdia), Paraná (Cascavel) e Mato Grosso do Sul (Dourados e Campo Grande), apresentaremos o espetáculo “Miséria Servidor de Dois Estancieiros”, realizaremos a exibição do DVD “Oigalê - Uma Década de Teatro de Rua” e a realizaremos o Seminário de Teatro de Rua. Os Corredores Culturais têm provado que trabalhando de forma mais organizada e integrada entre as cidades, regiões e instituições, conseguimos ser mais econômicos, dinâmicos e versáteis, oferecendo mais atividades culturais e proporcionando um maior intercâmbio com outros grupos, assim como com a população, por um custo muito menor. Não se trata apenas de uma turnê, de um circuito artístico, mas sim de uma vivência do artista com a estrada e as cidades. “E corre o mundo Miséria e com ele nós vamos também, Com uma ponta de saudade pra uma próxima cidade, Já é hora de ir embora em busca de novos aplausos, Uma gargalhada sonora, contando um outro causo Quem quiser venha com a gente com um balde e uma vasoura E com o lombo resistente Pra encarar, pra viver, pra tocar Essa vida boa... Oigalê!”


Informativo Oigalê 07