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Quaraí Dados gerais População - 24 987 Censo 2007 DDD: 55 CEP: 97.560-000 Altitude: 112 metros Clima: subtropical Site Oficial: www.quarai.rs.gov.br

PREFEITURA MUNICIPAL DE QUARAÍ Av. Artigas, 310 - Centro - 97560-000 – Fones: 55. 3423.1001 - 3423.1301 Quaraí - Rio Grande do Sul - Brasil Fonte: setur

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Quaraí A cidade Quaraí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com o Uruguai através da localidade vizinha de Artigas. Localiza-se a uma latitude 30º23’15” sul e a uma longitude 56º27’05” oeste, estando a uma altitude de 112 metros. Sua população estimada em 2004 era de 24 987 habitantes. Os limites geográficos são: ao norte o município de Uruguaiana; ao sul o município de Santana do Livramento e a República Oriental do Uruguai; a leste o município de Rosário do Sul e o município de Alegrete Norte - Município de Alegrete Sul - República Oriental do Uruguai Leste - Município de Santana do Livramento Oeste - Município de Uruguaiana

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Quaraí História O município de Quaraí foi criado no dia 8 de abril de 1875. O município de origem é Alegrete. O município tem origem e marca da cultura indígena. Nesta terra viveram Jaros, Guenoas, Minuanos e Charruas. A palavra Quaraí é uma composição de origem indígena que pode significar: “Rio das Pedras ou buracos”, ou “das garças”, ou ainda “Rio do Sol”. Jarau, “Fogo da noite” na língua chaná identifica nosso município através da lenda “Salamanca do Jarau”.

de meteóro há 117 milhões de anos) que é o cenário da lenda Salamanca do Jarau recolhida por João Simões Lopes Neto. É terra natal do regionalista gaúcho Luiz Menezes. A ação diplomática do Tratado de Badajós assinado no ano de 1801, deu ao Rio Grande do Sul o atual território, estabelecendo o rio Quaraí como limite. Para efetivar a ação iniciou-se no ano de 1814, a doação de sesmarias e, consequentemente o surgimento das primeiras estâncias.

Faz divisa com o município de Artigas, Uruguai, estando ligado a esse município irmão pela Ponte Internacional da Concórdia de 750 metros. A amizade entre as comunidades assinala uma fronteira livre que abriga famílias que se mesclam em convivio harmonioso.

A área entre os rios Arapeí e Quaraí era o reduto de concentração das tropas orientais e para impedir a ação republicana de José Gervásio Artigas foi determinado pelo império a instalação de uma guamição militar no ano de 1816, sob o comando de José de Abreu, que deu origem ao povoamento urbano nos campos do sesmeiro João Batista de Castilhos.

O município é banhado pelo Rio Quaraí. Em seu território está localizado o Cerro do Jarau[5] (cratera com 5,5 quilômetros de diâmetro formada provavelmente por queda

Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Quaraí

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Quaraí Salamanca do Jarau No tempo dos padres jesuítas, existia um moço sacristão no Povo de Santo Tomé, na Argentina, do outro lado do rio Uruguai. Ele morava numa cela de pedra nos fundos da própria igreja, na praça principal da aldeia.

Teiniaguá - os padres diziam isso!- tinha partes com o Diabo Vermelho, o Anhangá-Pitã, que tentava os homens e arrastava todos para o inferno. Mas sabia também que a Teiniaguá era mulher, uma princesa moura encantada jamais tocada por homem. Aquele pelo qual se apaixonasse seria feliz para sempre.

Ora, num verão mui forte, com um sol de rachar, ele não conseguiu dormir a sesta. Vai então, levantouse, assoleado e foi até a beira da lagoa refrescar-se. Levava consigo uma guampa, que usava como copo.

Assim, num gesto rápido, aprisionou a Teiniagá na guampa e voltou correndo para a igreja, sem se importar com o calor. Passou o dia inteiro metido na cela, inquieto, louco que chegasse a noite. Quando as sombras finalmente desceram sobre a aldeia, ele não se sofreu: destampou a guampa para ver a Teiniaguá. Aí, o milagre: a Teiniaguá se transformou na princesa moura, que sorriu para ele e pediu vinho, com os lábios

Coisa estranha: a lagoa toda fervia e largava um vapor sufocante e qual não é a surpresa do sacristão ao ver sair d’água a própria Teiniaguá, na forma de uma lagartixa com a cabeça de fogo, colorada como um carbúnculo. Ele, homem religioso, sabia que a

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Quaraí Salamanca do Jarau vermelhos. Ora, vinho só o da Santa Missa. Louco de amor, ele não pensou duas vezes: roubou o vinho sagrado e assim, bebendo e amando, eles passaram a noite. No outro dia, o sacristão não prestava para nada. Mas, quando chegou a noite, tudo se repetiu. E assim foi até que os padres finalmente desconfiaram e numa madrugada invadiram a cela do sacristão. A princesa moura transformou-se em Teiniaguá e fugiu para as barrancas do rio Uruguai, mas o moço, embriagado pelo vinho e de amor foi preso e acorrentado. Como o crime era horrível - contra Deus e a Igreja! - foi condenado a morrer no garrote vil, na praça, diante da igreja que ele tinha profanado.

No dia da execução, todo o Povo se reuniu diante da igreja de São Tomé. Então, lá das barrancas do rio Uruguai a Teiniaguá sentiu que seu amado corria perigo. Aí, com todo o poder de sua magia, começou a procurar o sacristão abrindo rombos na terra, um valos enormes, rasgando tudo. Por um desses valos ela finalmente chegou à igreja bem na hora em que o carrasco ia garrotear o sacristão. O que se viu foi um estouro muito grande, nessa hora, parecia que o mundo inteiro vinha abaixo, houve fogo, fumaça e enxofre e tudo afundou e tudo desapareceu de vista. E quando as coisas clarearam a Teiniaguá tinha libertado o sacristão e voltado com ele para as barrancas do rio Uruguai. Vai daí, atravessou o rio para o lado de cá e ficou uns

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Quaraí Salamanca do Jarau três dias em São Francisco de Borja, procurando um lugar afastado onde os dois apaixonados pudessem viver em paz. Assim, foram parar no Cerro do Jarau, no Quaraim, onde descobriram uma caverna muito funda e comprida. E lá foram morar, os dois.

com sorte no amor e no dinheiro para o resto da vida. Na Salamanca do Jarau a Teiniaguá e o sacristão se tornaram os pais dos primeiros gaúchos do Rio Grande do Sul. Ah, ali vive também a Mãe do Ouro, na forma de uma enorme bola de fogo. Às vezes, nas tardes ameançando chuva, dá um grande estouro numa das cabeças do Cerro e pula uma elevação para outra. Muita gente viu.

Essa caverna, no alto do Cerro, ficou encantada. Virou Salamanca, que quer dizer “gruta mágica”, a Salamanca do Jarau. Quem tivesse coragem de entrar lá, passasse 7 Provas e conseguisse sair, ficava com o corpo fechado e

Fonte: http://www.paginadogaucho.com.br/lend/sala.htm

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Quaraí Nomes ilustres e vídeo - Miguel Proença, pianista - Cyro Martins, escritor - Dyonélio Machado, escritor - Setembrino Pinto, futebolista

http://www.youtube.com/watch?v=1OJiZ15MAgY

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Barra do Quaraí Dados gerais População: 3 776 Censo de 2007 CEP: 97.538-000 Clima: subtropical Site: www.barraquarai.famurs.com.br Site da prefeitura: http://www.barradoquarai.rs.gov.br/ Secretaria de Educação: Ângela Carvalho Fone: (55) 34191403 Endereço da prefeitura municipal: Av. Quarai – 88 Cep: 97.538.000 Telefone: (55) 3419 1001 – 34191002 9


Barra do Quaraí História Devido a sua posição geográfica privilegiada, a margem de dois rios importantes, navegáveis em épocas passadas, e na fronteira com dois importantes países platinos (Uruguai e Argentina), o município da Barra do Quaraí haveria de conquistar a sua independência administrativa e política, através de plebiscito, realizado em 22 de outubro de 1995, onde a maioria esmagadora dos eleitores votaram favoravelmente à criação do novo Município, cuja instalação dos Poderes Legislativo e Executivo se deu no dia 1° de janeiro de 1997.

apesar das frequentes investidas espanholas na área. Compartilha, então, com a história de toda a região, sob o domínio dos Charruas. E com a destruição das reduções jesuíticas, o gado veio ocupar livremente estas paragens, constituindo se como veremos, no mais importante produto econômico, com a instalação da indústria saladeril.

Os registros históricos mais remotos de ocupação da Barra do Quaraí indicam o ano de 1814, com a instalação na região, de uma Guarda Portuguesa de Fronteira, cujo objetivo era garantir a defesa do território conquistado,

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As fronteiras definitivas entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, seriam definidas em 1851, sendo a Barra do Quaraí elevada à categoria de Vila pelo Decreto n° 7199, de 31/03/1938. Em sua história, rica de acontecimentos de grande relevância merecem destaque os seguintes aspectos:


Barra do Quaraí História Ilha Brasileira

importância do lugar para o Brasil. O primeiro, conhecido como Marco Grande ou Principal (atual P13), foi colocado a SW da Ilha Brasileira, em janeiro de 1862 e corresponde à demarcação de fronteira entre o Brasil e o Uruguai. Foi feito com mármore, transportado em carretas até o local.

Localizada na foz do rio Quaraí e incorporada ao território do município de Uruguaiana em 21/12/1887. Na década de 1930 passou a ser objeto de diversos litígios entre os governos brasileiro e uruguaio e, ainda hoje, considerado território questionado por este. A discussão se deu por conta de pontos de vista e estudos geográficos diferentes, entre estes dois países.

O segundo foi construído em 1901, na foz do rio Quaraí, e corresponde à demarcação entre a Argentina e o Brasil; edificado com pedra lavrada. Saladero Barra do Quaraí: Edificado sobre a margem direita do rio Quaraí, a uns 7km de sua foz, e fundado por Hipólito Lessa em 1887, sendo um dos primeiros na zona fronteiriça com o Uruguai, aproveitando a matéria-prima abundante na região.

A Ilha Brasileira possuía uma área aproximada de 200 hectares e era considerado ponto estratégico em termos militares, daí a sua disputa.

Marcos de Fronteira

Mais tarde, passou para a propriedade da Companhia

Existem dois na Barra do Quaraí e demonstram a

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Barra do Quaraí História Industrial de Quarahim e, depois, para as firmas Minelli González & Cia., Manuel Lessa & S. Frias, de Montevidéu e João Peró & Cia., de Uruguaiana.

Grande, cujo sistema de refrigeração viria a eliminar as técnicas primitivas utilizadas nos saladeros em geral.

O Saladero Barra do Quaraí foi o mais importante empreendimento industrial em toda a região, trazendo trabalho e prosperidade, chegando a abater mais de 90.000 cabeças de gado nas melhores safras e empregando mais de 250 trabalhadores, em turnos ininterruptos, por volta de 1908. Sua produção era exportada pela via do Prata, para os mercados nacionais e estrangeiros.

O trecho ferroviário da Barra do Quaraí a Uruguaiana foi construído pelos ingleses da “Brazil Great Soutern”, concedido pelo Decreto n°8.312, de 19 de novembro de 1883. A inauguração deste ramal se deu em 20 de agosto de 1887.

Ferrovia

O declínio de tão importante empreendimento começou em 1917, com a instalação do primeiro frigorífico, em Rio

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A Ferrovia e o Saladero constituíram o mais importante fenômeno econômico em toda a região, no final do século XIX. Com ela, o transporte e a comunicação ficavam resolvidos e a produção regional, importação e exportação assegurados.


Barra do Quaraí História O mais importante monumento que registra esta história é a ponte ferroviária sobre o rio Quaraí, ligando a Barra do Quaraí a Montevidéu e daí, com o resto do mundo, construída em aço e inaugurada em 1915.

fundado em 1896, o Curtume do Cel. José Lagraña, fundado em 1901 a Fábrica de Velas de João Peró & Cia., cujos produtos eram registrados sob a marca “Gladiador”, utilizando sub-produtos do Saladero.

Em 1952, permitia o tráfego misto (rodo ferroviário), possível mediante a adaptação do piso. Depois, em 19 de fevereiro de 1976, com a inauguração da ponte rodoviária internacional “Rio Quaraí”, construída ao lado, perdia importância este símbolo da grandeza econômica do Município.

Além destes, desenvolveu-se, neste século, importante atividade madeireira, com o recebimento de material bruto, que era serrado e exportado através do rio, inicialmente, e através da ferrovia, posteriormente. Como se vê, a Barra do Quaraí é um dos importantes Municípios do Estado do Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento econômico, político e social precisam ser retomados.

Entre outros prósperos negócios desenvolvidos em nossa cidade, na época da ferrovia, merecem destaque, além do Saladero, a Fábrica de Queijos de Lagraña,

Fonte: http://www.barradoquarai.rs.gov.br/PDF/historia.pdf

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Barra do Quaraí Cultura As entidades culturais mais importantes e em atividade, na Barra do Quaraí, são os Centros de Tradições Gaúchas Rincão do Saladeiro e Piquete Porteira do Rio Grande.

e argentinas, sediadas em Bella Unión e Monte Caseros, graças ao crescente processo de integração fronteiriça.

Outras instituições religiosas ligadas a Igreja Católica, como o Centro de Pastoral São José Operário, e a Igreja do Evangelho Quadrangular e Assembleia de Deus desenvolvem intensa atividade espiritual, que muito contribuem para a formação e educação da comunidade. Diversas Associações e Entidades existem no Município, desenvolvendo importantes experiências de convivência social, cultural, desportiva, entre outras. O aperfeiçoamento artístico, musical e intelectual é buscado, com freqüência, junto às instituições uruguaias

Em passado recente, foi criada a Associação de Artesãos da Barra do Quaraí e o Atelier Saladero, com expressiva atuação na comunidade local e regional. Fontes: História Político-Administrativa da Barra do Quaraí. Hamilton Santos Rodrigues. Itaqui, RS. NOVIGRAF. Site Prefeitura Mun. de Bara do Quarai.

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Barra do Quaraí Economia Agricultura e Pecuária

Comunicação e Transporte Sua principal via de comunicação do restante do país é a BR 472 e, através da Ponte Internacional “RIO QUARAÍ”, inaugurada em 19/02/1976 com uma extensão rodoviária de 672,87 metros, comunica-se com os grandes centros platinos: Montevidéu e Buenos Aires. Dois importantes rios definem estes limites: o rio Uruguai, que o separa da República Argentina e o rio Quaraí, que o separa da República Oriental do Uruguai.

As principais atividades econômicas desenvolvidas na Barra do Quaraí são as ligadas ao setor primário, comercial e de prestação de serviços Na agricultura destaca-se a lavoura de arroz irrigado, com uma área superior a 22.000 ha e produção total de 143.000 toneladas. Conforme dados oficiais a Barra do Quaraí temAs principais atividades econômicas desenvolvidas na Barra do Quaraí são as ligadas ao setor primário, comercial e de prestação de serviços.

As dificuldades de telecomunicações foram superadas, existindo no Município telefonia convencional e celular e recursos de internet.

Na agricultura destaca-se a lavoura de arroz irrigado, com uma área superior a 22.000 ha e produção total de 143.000 toneladas. Conforme

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Barra do Quaraí Economia dados oficiais a Barra do Quaraí tem apresentando a melhor média por hectare em todo o estado, com rendimento de mais de 130 sacas por hectare.

Neste setor, há um enorme cuidado por parte dos produtores com o nível genético de seus rebanhos, colocados entre os melhores do mundo, e com a pastagem que garante, junto com outras técnicas, significativo ganho de peso.

Nos últimos anos, vem crescendo a produção de hortigranjeiros, com a utilização da técnica da plasticultura, representando um aumento significativo na produção de tomates (300 ton/ano), pimentão (143 ton/ano), entre outros, como verduras, legumes, etc.

O rebanho bovino da Barra do Quaraí fica em torno de 14.000 cabeças. Além destes, existem mais de 3.400 eqüinos e os búfalos, antes em grande número, ocupam espaço inexpressivo na pecuária local.

De grande expressão econômica é a pecuária, com destaque para os rebanho bovino (64.000 cabeças), com o predomínio das raças de origem européia, cujos cruzamentos seletivos buscam uma melhor qualidade da carne para o consumo interno e externo.

Indústria e Comércio

Outra atividade econômica desenvolvida é a comercial, com bom número de lojas e mercados, atendendo às necessidades básicas da população. Atualmente,

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Barra do Quaraí Economia este comércio tem sofrido os reflexos das políticas internas e externas, passando por grande recessão.

hoteis-fazenda, na sua paisagem natural e no seu subsolo, com a constatação da existência de águas minerais em diferentes temperaturas e profundidades

A indústria é ainda inexistente no município, merecendo destaque a de produção de leite, cujo resultado diário é superior a 5.500 litros. Algumas micro-empresas, prestadoras de serviços buscam atender às demandas da comunidade, diretamente atingida pelos efeitos da crise econômica pela qual passam ospaíses fronteiriços.

Estes fatores, se bem explorados, poderiam colocar o município em local de destaque na área turística, que é o grande negócio do momento. Conta, atualmente, com um Posto Bancário, que tem facilitado enormemente todos os tipos de operações bancárias.

A grande riqueza da Barra do Quaraí, ainda inexplorada, está na sua cultura de campanha, cujos estabelecimentos poderiam ser transformados em

Fonte: http://www.barradoquarai.rs.gov.br/PDF/economia.pdf

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Uruguaiana Dados gerais População: 123 743 / Censo: 2007 CEP: 97.500-000 Clima: subtropical Site Oficial: www.uruguaiana.rs.gov.br Secretário Municipal de Cultura: César Lafayette Blanco de Lima Fonte: http://www.turismo.rs.gov.br/portal/index.php?q=cidade&mun=300&cod=1&opt=2&D=u&regiao=1&fg=2

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Uruguaiana A cidade Uruguaiana é um município brasileiro, situado no extremo ocidental do estado do Rio Grande do Sul, junto à fronteira fluvial com a Argentina e Uruguai. É o único município brasileiro que forma a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Uruguai. Fisicamente está localizada na microrregião denominada Campanha Ocidental, mesorregião Sudoeste RioGrandense. Sua sede está localizada 66 metros ao nível do mar.[5]A cidade tem grande importância estratégica comercial internacional, tendo em vista que está localizada equidistante de Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires e Assunção; bem como a importância na produção agropecuária nacional, ostentando a liderança na produção do grão de arroz.

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Uruguaiana História Fundação e emancipação

29 de maio de 1846 quando desvinculou se do município de Alegrete, município ao qual anteriormente pertencia.

A história inicial do município remonta ao início do século XIX, a 30 quilômetros de Uruguaiana, uma localidade chamada Santana Velha, onde no local funcionava um posto fiscal, um acampamento militar e onde existiam alguns ranchos com moradores. O local estava onde as tropas e comerciantes atravessavam o rio Uruguai. No ano de 1840 o povoado foi destruído por uma violenta inundação.

Perto de sua emancipação, alguns viajantes da época relatam ter encontrado no local não uma cidade brasileira, mas sim uma hispano francesa em suas relações de vida e comércio, apoiada naquele tempo mais em Buenos Aires e Montevidéu do que Porto Alegre. O município de Uruguaiana, primeiro e único filho da Revolução Farroupilha.

Pelos motivos da inundação e procurando um local melhor para estabelecer-se, em 24 de fevereiro de 1843 foi estabelecida em outra localidade foi fundada, onde atualmente se encontra, emancipando-se mais tarde em

Ao emancipar-se e desenvolver-se, do outro lado da costa do rio Uruguai também se emancipa Paso de Los Libres, município localizado na província de Corrientes/Argentina.

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Uruguaiana História Brasão

se à proclamação da Lei Áurea (ano de 1888), efetua a abolição da escravidão no território Municipal, conforme Ata da Sessão Extraordinária Comemorativa da Redenção dos Escravos da Cidade e Município de Uruguaiana.

As duas espadas de ouro, situadas no primeiro quadrado, simbolizam a criação da cidade na época da Guerra Farroupilha. Seguindo, os medalhões significam a rendição na cidade. No terceiro, há uma corrente partida, significando a libertação dos escravos, 4 anos antes da lei Áurea. E, enfim, 3 ondas de prata, em homenagem ao Mar del Plata

Conflitos - Guerra do Paraguai Entretanto, como Uruguaiana é uma cidade encravada entre solos argentino, uruguaio e antigo solo paraguaio, não foi tão fácil estabelecer as fronteiras do Brasil, tampouco manter-se a cidade sobre eterna paz. A cidade foi invadida em 5 de agosto de 1865, a partir da ambição de Francisco Solano Lopes de aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, estoura a Guerra do Paraguai, envolvendo

Escravidão Uruguaiana, como presente no brasão, orgulha-se de ter sido a primeira cidade do Brasil a libertar seus escravos, sendo que em 31 de dezembro de 1884, antecipando-

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Uruguaiana História tropas brasileiras, argentinas, uruguaias e paraguaias, tornando Uruguaiana eixo e palco da maior batalha campal que a América tem em seus registros. O desfecho da guerra foi na própria cidade, que só ocorreu em 18 de setembro, culminando com a rendição dos paraguaios, totalizando 44 dias de sitiamento da cidade. Na época a cidade contava com cerca de 2.500 habitantes, após a invasão e rendição dos paraguaios, a cidade encontrou a maioria das residências e demais estabelecimentos destruídos porém, aos poucos, a cidade foi se recuperando e até 1900 a cidade já possuía cerca de 23.194 habitantes.

importante no comércio riograndense, sendo que através de seus portos circulavam por ali materiais provindos da Europa, sendo que os produtos vinham de Caseros e subiam o rio Uruguai via barcos, gerando um comércio alternativo ao de Porto Alegre. Em 1892, a cidade aprovou sua primeira lei orgânica, sob o regime dos republicanos e em 1896 foi nomeado o coronel Gabriel Rodrigues Portugal como seu primeiro intendente (prefeito).

Desenvolvimento

Por ter sofrido por várias incursões militares, se tornou uma importante peça no cenário militar da América Latina por parte dos militares brasileiros,

Pelos anos de 1890 a 1900 a cidade era um ícone

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História recente


Uruguaiana História rota de cargas e, mais tarde, turismo. Atualmente ostenta hoje o título de maior porto seco da América Latina e terceiro maior do mundo.

Possui altitude de 74 metros e temperatura média máxima de 26,2c e a mínima de 12,96c.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Uruguaiana

Dados Históricos Uruguaiana, fundada em 24 de fevereiro de 1843, emancipou-se em 29 de maio de 1846. Situada na microregião campanha ocidental, limitando-se ao norte: município de Itaqui, ao sul com a República Oriental do Uruguai, ao leste com Alegrete e Quaraí e a oeste com a República Argentina. Sua área é de 5.452 Km2 com uma população de 136.364 habitantes (Fonte IBGE/ 2006).

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Sua etnia foi originada por grupo nômades indígenas e posteriormente os elementos colonizadores foram os espanhóis, portugueses e africanos. As correntes migratórias modernas são representadas por italianos, alemães, espanhóis, franceses e árabes. Distante 634 Km da capital do Estado, com acessos pela BR 290 e BR 472. A principal atividade econômica é agropecuária, com sua extensa lavoura de arroz e gado de corte e reprodução. Uruguaiana é a maior porta de entrada de turistas do


Uruguaiana História Estado, registrando mais de 100.000 turistas do prata, chilenos, paraguaios e demais países. Nesta terra foi destilado o primeiro litro de petróleo, banhado por um pampa privilegiado, onde a tendencia é desenvolver o turismo rural, e com uma ampla rede hoteleira.

terras que dali se estendiam para o sul, até o rio prata.

Em 152 anos de existência, o nosso Município figura como 4º maior do Estado, o maior porto-seco da America Latina,com 80% da exportação nacional atravessando a Ponte Internacional e certamente, caminha para solidificar-se como a “Capital do Mercosul”.

Em 1735, quando o brigadeiro José da Silva Pais assumiu o comando da província do Rio Grande de São Pedro, mandou construir uma fortificação na entrada do canal que liga a lagoa dos patos ao atlântico, o que possibilitou o desligamento dessa província da ingerência paulista em 1738, passou à juridição do governo constituído em Santa Catarina, que abrangia os atuais territórios deste estado e do Rio Grande do Sul, porém na dependência da capitania do Rio de Janeiro.

As terras que hoje constituem o município Uruguaiana, no início do século XVI, integravam-se na Captania de São Paulo, pois a ela estavam subordinadas todas as

Em 1760, com a nomeação do coronel Inácio Eloi de Madureira, para o governo do Rio Grande de São Pedro, estas terras foram desligadas da jurisdição

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Uruguaiana História de Santa Catarina, passando a formar uma província autônoma no período do Brasil colônia.

de fundar uma povoação à esquerda do Uruguai, conveniente tanto do ponto de vista militar como fiscal por ser fronteira, lugar de contrabando. Tal atitude deve-se a domingos José de Almeida.

As terras pertencentes ao município de Alegrete, que antes pertenciam ao de Cachoeira, é que surgiu Uruguaiana, como município independente.

Após uma série de diligências, foi escolhido o local, denominado “Capão do Tigre”, nas terras de Manoel Joaquim Couto Rico. Quem mais influenciou na escolha do novo local foi o general Davi Canabarro, que era o comandante militar desta fronteira.

A concessão mais antiga das terras na paróquia de Uruguaiana foi feita por D. Diogo de Souza Silveira de Souza, em 1814, entre Ibicuí e Ibirocai. Inumeras outras terras foram concedidas ou compradas nesta região.

Pelo decreto n° 21 de 24.02.1824, o General Bento Gonçalves da Silva, então Presidente da República do Rio Grande de Piratini, autorizou a criação de uma “capela curada” denominada “Capela do Uruguai”

A partir de 1835, com o desenrolar da revolução farroupilha, tinha o governo republicano apoderado se de toda a margem do Ibicuí, daí a necessidade

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Uruguaiana História no “Capão do Tigre” cujo território, assim como o de Santana faziam parte de 2° distrito de Alegrete.

Em 24.04.1847, instalou-se a Câmara Municipal de Uruguaiana com os seguintes vereadores: Venâncio José, Manoel Tomás do Prado Lima, Manoel Dória da Luz, Narciso Antônio de Oliveira, Francisco José Dias, Teoldino de Oliveira Fagundes e José Pereira da Silva.

O novo povoado chamava-se, no início, Santana do Uruguai, a posterior demarcação das divisas da cidade e o traçado das ruas , deve-se a Duque de Caxias e a Domingos José de Almeida.

Pela lei n° 898 de 06.04.1874, Uruguaiana foi elevada a categoria de cidade. Através da lei n° 965 de 31.03.1938, foi estabelecida a divisão administrativa e judiciária do estado, pela qual o município dividiu se em seus distritos a saber: Uruguaiana, Ibicuí, Colônia das Rosas, Plano Alto e Ipané, a sede do distrito de Ibicuí foi elevado a categoria de vila.

A lei provincial n° 58 de 29 de maio de 1846, elevou à categoria de vila a povoação de Santana do Uruguai, a qual passou a chamar-se Uruguaiana, cabendo ao presidente da província marcar provisoriamente os limites do município, sendo assim desmembrado seu território do de alegrete, a que pertencia e de onde veio uma comissão para instalar o novo município.

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Uruguaiana Hino e símbolo LOGOTIPO DA PONTE INTERNACIONAL BRASIL – ARGENTINA

“Simbolo de Uruguaiana” a Ponte Internacional Agustin Justo, que interliga as fronteiras de Brasil e Argentina, marco histórico, Colocar a fotografia da Ponte. entre as cidades de Uruguaiana e a vizinha Paso de los Libres.

HINO DE URUGUAIANA (Letra e Música de Silvio Rocha) Uruguaiana Feliz tu nasceste À beira de um rio Sorrindo ao luar Uruguaiana Cidade alegria Ouve a melodia Deste meu cantar É um canto modesto Que é o manifesto Do meu coração Ele quer adorar-te

Pois tu fazes parte Do nosso torrão No jardim de meu país És também uma flor O teu povo é feliz Vivendo neste esplendor Cidade Fronteira És toda coberta De um céu cor de anil Tens a honra mais bela De ser sentinela Do nosso Brasil Lei n° 1.064/71 de 04/08/1971

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Uruguaiana Nomes ilustres Alceu Wamosy - escritor Alice Soares - artista plástica Ayres Câmara Cunha - sertanista, escritor e poeta Eustáquio Ormazabal - fundador do grupo Ipiranga Gonçalves Vianna - poeta João Baptista Lusardo - embaixador João Francisco Tellechea - fundador do grupo Ipiranga Luiz de Miranda - poeta

Raul Pont - historiador Ricardo Duarte - escritor Soares Tubino - poeta Tabajara Ruas - escritor Urbano Lago Villela - escritor Urbano Lago Villela Filho - artista plástico Vasco Prado – esculto Fonte: http://www.uruguaiana.rs.gov.br/

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Uruguaiana Geografia O Município de Uruguaiana está localizado no extremo Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, a 29º 46’ 55” de latitude Sul e 57º 02’ 18” de longitude Oeste, na fronteira com a Argentina.

Km de estradas rurais, cuja manutenção repercute significativamente na Despesa Pública Municipal.. A área urbana do Município é de 45,3 Km2 dividida em 36 bairros com 270 Km de ruas, sendo 70 Km pavimentados. O cadastro de imóveis indica a existência de 25.083 economias prediais e 6.044 terrenos não ocupados. A ociosidade do espaço urbano é da ordem de 40% gerando deseconomias de escala urbana, pois a densidade populacional é de apenas 25 habitantes por hectare.

Uma ponte de 2,4 Km sobre o Rio Uruguai, liga a cidade de Uruguaiana no Brasil a Cidade de Paso de Los Libres na Argentina. O Município possui 126.936 habitantes, de acordo com a contagem de população do IBGE realizada em 2000, distribuídos em uma área de 5.713 Km2 . A população urbana é de 118.538 habitantes e a rural é de 8.398. É o quarto Município em área territorial do Estado, sendo sobrepujado apenas por Alegrete (7.808 Km2), Santana do Livramento (6.963 Km2) e São Gabriel (6.011 Km2). Essa extensão resulta em 1.714

Possui uma moderna estação aduaneira, das maiores do Brasil, próxima a ponte internacional. O trabalho aduaneiro faz com que o comércio sobre rodas do MERCOSUL passe preferencialmente por Uruguaiana, tendo seu porto seco se mantido como o maior da América Latina. É cortado

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Uruguaiana Geografia pelas BRs 290 e 472 e interliga-se a Argentina através de ponte internacional rodo-ferroviária sobre o Rio Uruguai com 2,4 Km de extensão. Está estrategicamente situado no sistema de transportes integrando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos do Mercosul.

de carga aérea. O terminal de passageiros funciona em instalações de boa qualidade operando vôos diários. O Rio Uruguai, apesar do calado pouco profundo, é navegável, podendo ser explorado como Hidrovia Turística.

O Aeroporto local é Internacional, posuindo uma pista pavimentada com 1.500 metros de extensão por 30 metros de largura. Em 15/01/1999 a INFRAERO aprovou a mudança do Plano Diretor do Aeroporto que previa expansão da pista para 1.800 metros por 45 metros de largura. Atualmente opera com linhas de cargas courrier (pequenas encomendas), mas está habilitado a receber aviões cargueiros do porte do Boeing 737. Existe projeto para construir o terminal

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A rede ferroviária possui um terminal de cargas em Uruguaiana, com capacidade para estocagem e transbordo, com conexão à Argentina, através de ferrovia pela Ponte Internacional, dando assim plenas condições de uso desse tipo de transporte. A América Latina Logística que opera as ferrovias do Sul do Brasil tem um programa de investimentos para modernizar os serviços, melhorar a infraestrutura e o padrão de segurança de tráfego, tornando-se assim competitiva com as melhores ferrovias do mundo.


O gaúcho Gaúcho é uma denominação dada às pessoas ligadas à atividade pecuária em regiões de ocorrência de campos naturais do Vale do Rio da Prata, entre os quais o bioma denominado pampa, descendente mestiço de espanhóis, indígenas, portugueses e africanos. As peculiares características do seu modo de vida pastoril teriam forjado uma cultura própria, derivada do amálgama da cultura ibérica e indígena, adaptada ao trabalho executado nas propriedades denominadas estâncias. É assim conhecido no Brasil, enquanto que em países de língua espanhola, como Argentina e Uruguai é chamado de gaucho. O termo também é correntemente usado como gentílico para denominar os habitantes do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Além disso, serve para denominar um tipo folclórico e um conjunto de tradições codificado e difundido por um movimento cultural agrupado em agremiações, criadas com esse fim e conhecidas como CTGs. Um estudo genético realizado pela FAPESP revelou que os gaúchos, assim como a maioria dos brasileiros, são descendentes de uma mistura de europeus, índios e africanos, mas com algumas peculiaridades. O estudo apontou que os ancestrais europeus dos gaúchos eram principalmente espanhóis, e não portugueses. Isto porque a região foi por muito tempo disputada entre Portugal e Espanha, e só foi transferida da Espanha para o Brasil em 1750. O estudo também revelou um alto grau de ancestralidade indígena nos gaúchos pelo lado materno (52% de linhagens ameríndians), maior do que dos brasileiros em geral. O estudo também detectou 11% de linhagens africanas pelo lado materno. Desta forma, os gaúchos são fruto sobretudo da miscigenação entre homens ibéricos, principalmente espanhóis, com mulheres indígenas e, em menor medida, com africanas.

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O termo originou-se no Uruguai em 1780 em um documento de Montevideu “que el expresado Díaz no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos.” (8 de agosto de 1780). Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canarias na fundacao de Montevideu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevideu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recém-fundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos. Existem várias teorias conflitantes sobre a origem do termo“gaúcho”. O vocábulo pode ter derivado do quíchua (idioma ameríndio andino) ou de árabe “chaucho” (um tipo de chicote para controlar manadas de animais). Além disso, abundam hipóteses sobre o assunto. O primeiro registro de seu uso se deu por volta de 1816, durante a independência da Argentina, com o qual se denominavam os índios nômades de pele escura, os gaúchos ou“charruas” (dai o chá - chimarrão, infusão de erva-mate verde seca e moída, tomada com água quente em cuia de cabaça ou porongo, sorvida por uma bomba de bambu ou metal), cavaleiros que domavam e cavalgavam “em pelo” os animais selvagens desgarrados das estâncias espanholas, que procriavam nos pampas argentinos. [carece de fontes] Segundo Barbosa Lessa, em seu livro Rodeio dos Ventos, publicado pela Editora Mercado Aberto, 2a edição, o primeiro registro da palavra se deu em 1787, quando o matemático português Dr. José de Saldanha participava da comissão demarcadora de limites Brasil-Uruguai. Em uma nota de rodapé do seu relatório de trabalho, o luso teria anotado a expressão usada pelos da terra para referir-se àqueles índios cavaleiros.


O gaúcho História O termo originou-se no Uruguai em 1780 em um documento de Montevideu “que el expresado Díaz no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos.” (8 de agosto de 1780). Guanches ou Guanchos gentílico dos habitantes das Ilhas Canarias na fundacao de Montevideu. Gaúcho foi o Guancho fugido de Montevideu. Quando o Rei da Espanha mandou casais de agricultores das ilhas Canárias povoarem a recémfundada Montevidéu, eles transplantaram a palavra pela qual identificavam os habitantes autóctones das ilhas: guanches, ou guanchos. Foi esta a origem da palavra gaúcho, com pequena distorção de pronúncia: guanches ou guanchos. Próximo ao Río Cebollatí no Uruguai, foi formada uma espécie de republiquinha fortificada gaúcha de contrabandistas canarios como uma forma de defesa das tropas de Portugal e Espanha. . m Rocha e toda a área da Lagoa Mirim e Bagé (agora no Brasil), onde os gaúchos são nascidos. Os Gaúchos (fugidos) da fronteira Portugal - Espanha nao eram guanchos, eles eram Gaúchos descrição de pessoas de hábitos nômades, ciganos, moradores em barracas ou tendas, brancos pobres, de miscigenação moura, vinda da Espanha - fugidos que viraram índios ou índios aculturados pelas missões que não possuíam terras e vendiam sua força de trabalho a criadores de gado nas regiões de ocorrência de campos naturais do vale da Lagoa Mirim, entre os quais o pampa, planície do vale do Rio da Prata e com pequena ocorrência no oeste do estado do Rio Grande do Sul, limitada, a oeste, pela cordilheira dos Andes.

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O gentílico “gaúcho” foi aplicado aos habitantes da Província do Rio Grande do Sul na época do Império Brasileiro por motivos políticos, para identificá-los como beligerantes até o final da Guerra Farroupilha, sendo adotado posteriormente pelos próprios habitantes por ocasião da pacificação de Caxias, quando incorporou muitos soldados gaúchos ao Exército ao final do Confronto, sendo Osório um gaúcho que participou da Guerra do Paraguai e é patrono da arma de Cavalaria do Exército Brasileiro, quando valores culturais tomaram outro significado patriótico, os cavaleiros mouros se notabilizaram na Guerra ou Confronto com o Paraguai. Também importante para adoção dessa imagem mítica para representação do Estado do Rio Grande do Sul é a influência do nativismo argentino, que no final do século XIX expressa a construção de um mito fundador da cultura da região. Na Argentina, o poema épico Martín Fierro, de José Hernández escrita em Santana do Livramento R.S. a patria gaúcha onde ele aprende a palavra Gaúcha do uruguaio Lussich (livro deo treis Gaúchos Orientales) e dos próprios riograndeses, exemplifica a utilização do elemento gaúcho como o símbolo da tradição nacional da Argentina e Uruguaia, em contradição com a opressão simbolizada pela europeização. Martín Fierro, o herói do poema, é um “gaúcho” recrutado a força pelo exército argentino, abandona seu posto e se torna um fugitivo caçado. Os gaúchos apreciam mostrar-se como grandes cavaleiros e o cavalo do gaúcho, especialmente o cavalo crioulo, “era tudo o que ele possuía neste mundo”. Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, atualmente conhecida como Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por gaúchos.


O gaúcho Música

Vestimenta ou indumentária

Existem vários ritmos que fazem parte da folclore riograndense, mas a maioria deles são variações de danças de salão centro-européias populares no século XIX. Esses ritmos, derivados da valsa, do xote, da polca e da mazurca, foram adaptados como vaneira, vaneirão, chamamé, milonga, rancheira, xote, polonaise e chimarrita, entre outras. O único ritmo riograndense é o bugio, criado pelo gaiteiro Wenceslau da Silva Gomes, o Neneca Gomes, em 1928, na região de São Francisco de Assis. Inspirado no ronco dos bugios, macacos que habitam as matas do Sul da América, o ritmo foi banido por ser considerado obsceno, mas foi mantido em São Francisco de Paula, onde hoje se realiza um festival “nativista” conhecido como “O Ronco do Bugio”. Começaram a surgir os festivais, que serviram de incentivo para músicos e compositores lançarem novos estilos, popularmente chamados de “música nativista”. Essa música é formada por ritmos pré-existentes, especialmente a milonga e o chamamé, porém com canções mais elaboradas e com letras quase sempre dedicadas ao Rio Grande do Sul. Também é comum neste estado, entre os descendentes de alemães, a Música folclórica alemã, em festivais como a Oktoberfest de Igrejinha

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Os gaúchos usam as roupas originárias da Alemanha e da Itália nos dias de hoje, e a bombacha e saia ficaram no passado, sendo que hoje menos de 10 % da população gaúcha ainda usa este tipo de roupa, por ter ocorrido uma grande banalisação das roupas gaúchas, as pessoas criaram novas tradições. A bombacha é muito utilizada nas regiões da campanha e dos campos de cima da serra.

O falar gaúcho O modo de falar do Rio Grande do Sul, a exemplo do de outras partes do Brasil, possui expressões próprias diferenciadas da linguagem padrão, algumas próprias de outros países do Prata ou da cultura urbana do Estado, não necessariamente fazendo parte da cultura original dos camponeses originalmente denominados “gaúchos”. Porém, vale lembrar a forte influência do sotaque espanhol. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%BAcho


O gaúcho O gaúcho no passado

“Quem nasceu no Rio Grande do Sul, pode ou não ser gaúcho, pois gaúcho não é pátria e sim tradição”

Artigo e pesquisa de Evaldo Muñoz Braz

O Gaúcho não é unicamente o indivíduo natural do Estado do Rio Grande do Sul. O Gaúcho é o homem cavaleiro das Américas, que recebe na Argentina e no Uruguai o nome de Gaucho, no Brasil de Gaúcho, no Chile de Guaso, na Venezuela de Ilanero, no México Charroe, nos Estados Unidos de Cowboy. O Gaúcho é o vaqueiro, é o homem ligado ao campo e ao gado é o homem que existe para enfrentar a intempérie, o vento, a chuva, o trovão e tomar conta dos animais. Ele que inicialmente era simplesmente um caçador, tornou-se um verdadeiro protetor da ecologia. Para o Gaúcho, a única forma de viver é no campo e ao ar livre, no lombo do cavalo. Algumas características do Gaúcho - Apego ao rural, ao cavalo, ao boi, à natureza; - Apego à querência, à pátria, aos valores de tradição; - Preservação da cultura; - Apego ao fogo-de-chão, ao mate, à tertúlia, ao churrasco; - Apego à família; - Apego aos bailes e cantorias. Fonte: http://www.sougaucho.com.br/gaucho/ogaucho.htm

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Liberdade Saint-Hilaire (início do século passado, livro Viagem ao Rio Grande do Sul) dá esta descrição que mencionada agora, parece fanfarronada: - “Chamou-me a atenção desde minha entrada nessa Capitania, o ar de liberdade de todos que tenho encontrado e a destreza de seus gestos, livres da languidez que caracteriza os habitantes do interior do país. Seus movimentos têm mais vivacidade e há menos afabilidade em suas maneiras. Em uma palavra: são mais homens.” Em Purple Land, segundo Borges, a mais completa literatura gauchesca sendo (para este) fundamentalmente criolla, Hudson (1885) nos dá esta opinião: “(o gaúcho da Banda Oriental) possui uma liberdade que seria difícil encontrar em qualquer outra parte do globo. O próprio beduíno não é tão livre, pois rende uma supersticiosa reverencia a seu xeique.” Nicolau Dreys (1839) no Rio Grande, nos diz do gaúcho: “ (...) sem ordem e sem destino, com o gosto tão geral de uma vida fácil e de perfeita liberdade. Sem chefes, sem lei e sem polícia, os gaúchos não tem, da moral social, senão as idéias vulgares.” O capitão Head da marinha inglesa diz no início do século IXX que o “ Gaúcho


O gaúcho vive de privações, mas seu luxo é a liberdade. Fiel a uma independência sem limites, seus sentimentos são selvagens como sua vida, são portanto nobres e bons.” (Segue) Modernamente, Webber identifica muito de gaúcho na origem da musica engajada politicamente nos anos de ditadura da América Latina. Para Webber, “foi com José Hernández que a poesia gauchesca atingiu o seu ponto mais alto e marcou o segundo momento desse estilo: o compromisso com os movimentos sociais, com as classes oprimidas e exploradas do campo argentino daquele século. Publicado pela primeira vez em 1872, Martín Fierro denunciava as duras condições em que viviam os gaúchos, perseguidos pelos juízes e chefes de polícia, reduzidos a réles capangas dos poderosos locais nas épocas de eleição, submetidos a tratamentos brutais e condições de vida sub-humanas nos fortins militares e tantas outras humilhações, perseguições e rebaixamentos, durante os governos liberais de Mitre, Sarmiento e Avellaneda, por representarem a barbárie que precisava ser extirpada, qual câncer, para que uma Argentina civilizada pudesse nascer do solo adubado com sangue deles.” Fonte: http://www.riogrande.com.br/historia/temas_gaucho10.htm

pela primeira vez em 1872 com o título El gaucho Martín Fierro, e sua continuação, La vuelta de Martín Fierro, surgiu em 1879. Através deste livro, o autor conseguiu fazer-se escutar e ter eco para suas propostas a favor da causa do gaúcho. Sua obra narra o caráter independente, heróico e sacrificado dos habitantes dos pampas, e os situam como os verdadeiros representantes do caráter argentino, algo que contrariou os interesses políticos vigentes na época de Hernández. O Martín Fierro tem a peculiaridade de não estar escrito na forma culta do espanhol, mas sim, copiando foneticamente a forma de falar dos gaúchos. O prestigioso escritor Leopoldo Lugones, em sua obra El payador qualificou este poema como “o livro nacional dos argentinos” e reconheceu no gaúcho sua qualidade de legítimo representante do país, símbolo da argentinidade. Para Ricardo Rojas, representava o clássico argentino por excelência. O gaúcho deixava de ser um homem “fora-da-lei” para converter-se em herói nacional. Leopoldo Marechal, num ensaio intitulado Simbolismos del “Martín Fierro”, buscou-lhe uma interpretação alegórica. José María Rosa viu no “Martín Fierro” uma interpretação da história argentina. Este livro foi traduzido em mais de 30 idiomas.

Análise de “Martín Fierro”

Martin Fierro O Gaúcho Martín Fierro (ou, simplesmente, Martín Fierro) é um poema de José Hernández, obra literária de grande popularidade na Argentina. Foi publicada

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“O gaúcho Martín Fierro” passou a ser considerada – além de um clássico e expoente máximo da literatura daquele país – patrimônio cultural da Argentina. Isso, por narrar ao longo de 395 estrofes-sextilhas a vida de um gaúcho da região dos pampas, com estrofes recheadas por um vocabulário popular, que expressa seus


O gaúcho sofrimentos, indignações, contestações, esperanças etc. Ao longo de seus 13 capítulos, Hernandéz nos conta a história de um gaúcho que “perde sua liberdade” ao ser convocado à força para servir ao exército . Sendo vítima de inúmeras arbitrariedades de seus superiores, em pouco tempo se transforma em um desertor e, depois, ao regressar para casa, descobre que esta havia sido destruída e sua família tinha desaparecido. Tomado pelo desespero, o desertor, e também payador (“trovador”), se une aos índios e se torna um fora-da-lei. O sargento Cruz, que o persegue, acaba por se tornar seu grande amigo e, ambos partem em busca de um lugar para viver em paz, na esperança de um dia poderem rever seus entes queridos. Porém, a sorte não os ajuda e vêem-se cativos de índios selvagens. Escrito sob uma métrica octassilábica e composta por sextilhas, brotam do poema de Hernandéz elementos líricos e satíricos sob uma perfeita unidade entre forma e conteúdo, que sintetizam da forma mais magnífica a representação de um homem em uma dada época e lugar. O ponto-chave da obra está intimamente ligado à exaltação da figura do gaúcho rebelde, e sumariamente, às questões universais que o circundam, como a vida, a morte, a injustiça, o sofrimento, a crueldade, a violência, a liberdade e o destino de um homem. Proclamando, com isso, uma espécie de literatura popular independente dos modelos empregados na literatura daquele momento.

Contexto histórico No século XIX, na Argentina, uma ruptura definitiva com a Espanha veio com a

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revolução de 25 de maio de 1810, e a independência formal em 9 de julho de 1816, fazendo brotar uma guerra civil que perdurou por anos. Os federalistas, do interior, exigiam autonomia provincial, enquanto que os unitaristas, de Buenos Aires, defendiam um governo forte e centralizado na capital. É nessa dialética angustiantemente tensa entre capital e interior que se criam certas “diretrizes na literatura da Argentina”. Em 1852, o unitarista Domingo Faustino Sarmiento integrou o chamado Ejército Grande - sob a liderança de Justo José de Urquiza - que derrubou a ditadura do caudilho federalista Juan Manuel de Rosas. Após a queda de Rosas, o unitarismo portenho veio a prevalecer, impulsionando uma era de crescimento econômico com a adoção de um modelo primário-exportador, no qual o cultivo de cereais e a criação de ovelhas tiveram um papel preponderante. Deve-se também ressaltar que a imigração européia em massa, os volumosos investimentos estrangeiros e o superávit da balança comercial foram os pilares do novo liberalismo impulsionados pelo governo unitarista. Na década de 1860, Sarmiento, que compartilhava do ideário “civilizatório” que buscava europeizar os países latino-americanos além de imprimir uma aversão ao gaúcho nativo e selvagem, tornou-se governador de sua província natal, San Juan e depois, embaixador da Argentina junto aos Estados Unidos da América. Enquanto exercia tal função, foi eleito presidente da Argentina para o período 1868-1874, e deu continuidade a política [[unitarista de imigração européia e negação à cultura do interior do país. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mart%C3%ADn_Fierro


O gaúcho Dicionário -A-

-C-

A meia guampa, Meio bêbado Alçar a perna, expr. Montar a cavalo. Andarengo, s. e adj. Caminhador, andador, andejo; pessoa que viaja constantemente a cavalo. Aprochegar, v. Aproximar-se, chegar perto.

Caborteiro, s. e adj. Cavalo ou outro animal, manhoso, arisco, infiel, velhaqueador, que não se deixa pegar. // Indivíduo velhaco, esperto, manhoso, mau, mentiroso, trapaceiro, tratante, que vive de expedientes. // Var.: Cavorteiro. Cabrestear, v. Andar o animal cavalar ou muar conduzido pelo cabresto, sem resistir. Obedecer, o vacum, ou qualquer animal, facilmente, à tração do laço ou de qualquer corda. // Permitir o indivíduo que outro o conduza, sem nenhuma resistência. Campanha, s. Zona de campo, apropriada à criação de gado. Local distanciado da cidade; interior. // Parte baixa do Estado. Campo Santo, Cemitério. Cancela, s. Porta gradeada, em geral de madeira e de pequena altura, porteira. Cancha, s. Lugar plano, com várias léguas de comprimento por algumas braças de largura, com duas trilhas, preparado especialmente para corridas de cavalos; lugar apropriado para jogar a péla; lugar apropriado ao jogo da tava ou jogo do osso. Candeeiro, s. Pequena lâmpada de folha, para alumiar, afunilada, abastecida com querosene ou óleo vegetal, antigamente muito usada na campanha. Lamparina. O mesmo que candieiro ou candiero. Canga, Peça de madeira da carreta ou do arado que prende o boi pelo pescoço. Capivara, (ou Capincho) Do tupi “comedor de capim”. O maior dos roedores, podendo pesar mais de 50 quilos. Carona, s. Peça dos arreios, constituída de uma sola ou couro, de forma retangular, geralmente composta de duas partes iguais cosidas entre si, em um dos lados, a qual

-BBagual, 1. Cavalo arisco, selvagem. 2. Fig. Pessoa grosseira, pouco sociável, rude. Baguala, s. e adj. Feminino de bagual. Bonito, vistoso, muito grande. // Equino selvagem, isto é, ainda não domado. Cavalo novo e arisco. Potro domado recentemente. Cavalo manso que se tornou selvagem. Reprodutor, pastor, animal não castrado. // Aplica-se também a pessoas, tanto no sentido pejorativo como elevado. Balaio, 1. Cesto. 2. Dança antiga introduzida no RS pelos Açorianos. Bem querer, a pessoa amada. Bochincho, 1. Baile popular. 2. Desordem, briga, bagunça. Boi Barroso, Bovino com pêlo branco-amarelado. Boiguaçu, s. Cobra grande. (Do Tupi). Bolear-se, v. Jogar-se ao solo o cavalo com o cavaleiro, com os arreios, ou mesmo desencilhado. Bolicho, s. Casa de negócio de pequeno sortimento e de pouca importância.

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O gaúcho Dicionário é colocada por cima do baixeiro ou xergão, e por baixo do lombilho, e cujas abas são mais compridas que as deste. Carpeta, s. Jogo, jogatina; casa onde se joga; a mesa de jogo; pano que cobre a mesa de jogo. Carreira, s. Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia. Carreta, Carroça de 2 rodas, tosca e pesada, puxada por juntas de bois. Carro de Boi, Carreta. Cartear, v. Jogar, dar as cartas no jogo. Castelhano, s. O natural do Uruguai ou da Argentina. // adj. Relativo ao Uruguai ou à Argentina. Catre, s. Cama rústica. // Espécie de jangada ou balsa, preparada com madeira destinada ao uso das populações da beira do Uruguai e do Ibicuí, descidas no tempo das enchentes. Causo, s. Caso, conto, acontecimento, história, narrativa. Cerro, s. Elevação, monte, morro. Chapadão, s. Chapada muito extensa. Chapéu de Vaca, Fig. Chifres, cornos. Um par de guampas. Chilena, s. Espora com roseta muito grande. Chimarrita, s. Denominação de uma antiga dança popular e de uma poesia cantada com acompanhamento de viola ou violão. É denominada também chamarrita. Prace provir dos Açores, onde existe, segundo o Sr. Josino dos Santos Lima, a sua ascendente com o nome de Chama a Rita.

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Chimarrão, Bebida quente e amarga, típica do gaúcho. Infusão de erva mate (Ilex Paraguayensis) preparada em cuia de porongo e sorvida através da bomba (tubo metálico com um ralo na extremidade inferior). China, s. Descendente ou mulher de índio, ou pessoa do sexo feminino que apresenta alguns dos característicos étnicos das mulheres indígenas. // Cabocla, mulher morena. // Mulher de vida fácil. // (Parece provir do quíchua, xina, que significa aia). Chinoca, Diminutivo de china (mulher descendente de indios, morena, cabocla). Chote, Ritmo e dança de origem européia muito comum nos fandangos gaúchos. Churrasco, Carne assada no calor da brasa. Clavada, s. O fato de, quando se atira o osso, no jogo desse nome, cair ele de ponta e, depois, lentamente, deitar-se dando a “sorte”. Ato de clavar. // Logro, velhacada. Colorado, Torcedor do Sport Club Internacional. Cordeona, s. Gaita de foles, sanfona, acordeona, acordeom. Var.: Cordiona. Coronilha, s. Árvore (Scutia Buxifolia, Reiss) cuja madeira é muito resistente. // Em sentido figurado, indivíduo forte, guapo, disposto, resistente, valente. Corredor, s. Estrada que atravessa campos de criação, deles separada por cercas em ambos os lados. Coxilhão, s. Coxilha muito extensa. Coxilhas, s. Grandes extensões onduladas de campinas cobertas de pastagem, que constituem a maior parte do território rio-grandense e onde se desenvolve a atividade pastoril dos gaúchos. Cruzada, s. Encruzilhada, cruzamento, encruzada, ato de cruzar. //Passagem, travessia. Colorado, Torcedor do Sport Club Internacional.


O gaúcho Dicionário Coxilhas, Grandes extensões onduladas de campinas, típicas da planície sulriograndense, cobertas de pastagem onde se desenvolve a pecuária.

lavouras, banheiro carrapaticida e outras instalações. Fazenda de criação. Fazenda. Encilhar, Colocar os arreios no animal. Apertar com a cilha.

-D-

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De relancina, loc. adv. Repentinamente, de relance, fugazmente, ligeiramente, velozmente, num repente.De valde, expr. Sem uma razão específica. // O mesmo que de balde.

Fandango, s. Denominação genérica de antigos bailes campestres, constituidos de danças sapateadas, executadas alternadamente com canções populares, com acompanhamento de viola. Entre essas danças estão as seguintes: anu, balaio, bambaquerê, benzinho-amor, cará, candieiro, cerra-baile, chimarrita, chará, chicopuxado, chico-da-ronda, feliz-amor, feliz-meu-bem, galinha-morta, joão-fernandes, maia-canha, pagará, pega-fogo, recortada, retorcida, sarrabalho, serrana, tatu, tirana. Trata-se de danças portuguesas, alegres e ruidosas, trazidas pelos reinóis ou açorianos, as quais se arraigaram aqui no Rio Grande, tomando feições características do nosso meio. Hoje essas danças estão quase abandonadas nos bailes populares, sendo praticadas, porém, nos centros de culto às tradições gauchescas, que existem em grande número em todo o território do Estado. Atualmente o termo fandango serve para designar qualquer baile ou divertimento. Farrapo, s. e adj. Alcunha deprimente que os imperiais davam aos revolucionários de 1835. O apelido aviltante, alusivo à miséria em que se encontravam os farrapos, transformou-se, porém, em vista do civismo e da bravura que sempre demonstraram, em legenda de glória e heroísmo de que se orgulham todos os seus descendentes. Fazer cosca, Fazer cócegas. Flexilha, s. Ou flechilha. Grama ou capim muito comum em várias zonas do Estado

-EEh-cuê, interj. Exprime admiração, espanto. O mesmo que cuê-pucha, cuê, cuêpuna, epucha. Embretar-se, Fig. Meter-se em apuros. Entrevero, s. Mistura, desordem, confusão de pessoas, animais ou objetos. // Recontro em que as tropas combatentes, no ardor da luta, se misturam em desordem, brigando individualmente, corpo a corpo, sem mais obedecer a comando, usando predominantemente a arma branca. O entrevero é uma luta de extermínio, onde o sangue corre com abundância e os mortos e feridos são inumeráveis, pois, em geral, cada participante briga com fúria e decisão, preferindo morrer a recuar ou entregar-se. Estância, s. Estabelecimento rural destinado à criação de gado, constituído de grande extensão de campo dividido por cercas de arame, em diversas invernadas, casa de residência do proprietário, casas de empregados, currais, mangueiras, galpões,

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O gaúcho Dicionário do Rio Grande do Sul (Stipa neesiana). É de superior qualidade para a criação de gado. Fraldão, s. O sopé da coxilha.

-GGalego, s. Alcunha que os farrapos davam aos legalistas. O mesmo que absolutista, camelo, caramuru, restaurador corcunda. Galpão, Construção rústica, geralmente coberta de Santa-Fé, com chão de terra batida ou madeira bruta. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância. É nele que nas horas de folga, ao redor do fogo de chão, acontecem churrascos e rodas de chimarrão, com muita música e gente contando causos. Gauchada, Grande quantidade de gaúchos. Gauchesco, adj. Relativo ao gaúcho. Gaúcho, 1. Habitante do Rio Grande do Sul. 2. O homem do interior do estado, dedicado às lides campeiras. Gauderiar, v. Vagabundear, andar errante, de casa em casa, sem ocupação séria, vivendo às expensas de outrem. Gandular, filar. Vagamundear. Viver sem eira nem beira. Tornar-se gaudério. Gaudério, s. e adj. Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa. Denominação dada ao antigo gaúcho, em sentido depreciativo. // Índio-vago, andarengo. // Pessoa que viaja muito. Gaúcho. Graxaim, (Canis azaraé) É uma variedade de raposa. Pequeno animal do campo semelhante a um cão. Também chamado de guaraxaim, sorro ou zorro.

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Grossura, Ato ou expressão grosseira. Guacho, s. e adj. Animal ou pessoa criado sem mãe ou sem leite materno. Guaiaca, s. Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos. Guaíba, Rio que banha Porto Alegre. Há uma grande discussão a respeito de sua verdadeira classificação: rio, lagoa, estuário, delta, etc. Guasquear, v. Dar com guasca (tira de couro cru) num animal. Castigar uma pessoa. Guasquear no chão: cair, tombar.

-HHabanera, s. Dança de origem afro-cubana, difundida na Espanha, e cuja forma rítmica influenciou o maxixe, o tango e a música popular de quase todos os países hispano-americanos. É em compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, e consiste, em geral, numa curta introdução, seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom menor para maior. // Canção que acompanha essa dança. Haragano, 1. Cavalo arisco, que dificilmente se deixa agarrar. 2. Fig. Pessoa que vive vadiando, sem ocupação.


O gaúcho Dicionário -I-

-L-

Índio, s. Homem do campo. Peão de estância. Indivíduo valente, bravo, disposto, destemido, valoroso. Invernada, 1. Inverno rigoroso. 2. Grande extensão de campo cercado usado para criar, engordar, cruzar, etc.

Lá de fora, Lá do campo. Laço, s. Corda trançada de tiras de couro cru, de comprimento que varia entre oito e dezoito braças, ou seja, de dezessete a quarenta metros; é constituido de argola, ilhapa, corpo do laço e presilha. Lau Sus Cri, expr. Laus’ Sus-Chris’, corruptela de “louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”.Libres, s. Cidade do Uruguai que faz fronteira com Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Lindeiro, s. Ao lado de, vizinho. Lombilho, Peça principal dos arreios. Espécie de sela.

-JJacutinga, Ave galiforme da família dos cracídeos. João-Barreiro, s. Ave da família dos Dendrocolaptídeos (Furnarius rufus Gm.), muito comum no Rio Grande do Sul, também chamada de joão-de-barro, barreiro, forneiro, horneiro. Jogo do osso, s. Jogo muito usado na fronteira, principalmente pela baixa camada social. Consiste no arremesso de um osso de garrão de vacum, chamado tava ou taba, sobre uma cancha plana, de chão nem muito duro nem muito mole. Se o osso com o lado arredondado para baixo é culo e perde quem o arremessou. Se fica para baixo o lado chato do osso é suerte e ganha quem efetuou o lançamento. Se ficar equilibrado sobre uma das extremidades, ocorre uma clavada. Ao lado da raia fica o depositário da parada, chamado coimeiro. Jujos, s. Ervas, em geral medicinais, que se usam em chás caseiros.

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-MMalacara, Animal de testa branca com uma listra da mesma cor descendo até o focinho. Maleva, s. e adj. Bandido, malfeitor, malfazejo, desalmado, perverso, desapiedado, malévolo, mau, genioso, velhaco, cruel, de maus instintos. //Cavalo infiel que por qualquer coisa corcoveia. // O mesmo que malevo e malebra. Mamona, s. e adj. Diz-se de ou a terneira de sobreano que ainda mama. Manantial, s. Sumidouro, tremedal, paul, pântano. // Nascente, vertente. Mangueira, s. Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras.


O gaúcho Dicionário Manotaço, s. Pancada que o animal cavalar ou muar dá com uma das patas dianteiras ou com ambas. // Bofetada, pancada com a mão, dada por pessoa. // Em sentido figurado, desfeita, afronta. Matungona, adj. Ordinária, comum, velha, feiosa, ridícula. Milonga, s. Espécie de música crioula platina cantada com acompanhamento de guitarra (violão). Minuano, s. Vento frio e seco que sopra do sudoeste no inverno. Vem dos Andes, passando pela região onde habitavam os índios minuanos dos quais tomou o nome. // Indígena dos minuanos, tribo que antigamente habitava o sudoeste do Rio Grande do Sul; relativo aos minuanos. Missioneiro, s. e adj. Indígena das antigas missões jesuíticas. // Habitante da região Missioneira do Estado. // Relativo às missões. Mundeo, s. O mesmo que mundéu, armadilha para apanhar caça. // Traição.

-NNegrinho do Pastoreio, Lenda gaúcha que conta a história dos maus tratos sofridos por um menino escravo que acabou se transformando numa espécie de anjo bom dos pampas. Diz a lenda que acendendo uma vela ao Negrinho, ele nos ajuda a encontrar o que procuramos.

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-OOigalê!, interj. Exprime admiração, espanto, alegria. Olada, s. Ocasião, oportunidade, sorte, potra, momento propício que deve ser aproveitado para se conseguir algo. Estar de olada significa estar com sorte, sobretudo no jogo.

-PPago, s. Lugar em que se nasceu, o lar, o rincão, a querência; o povoado, o município em que se nasceu ou onde se reside. Geralmente usa-se no plural. Pala, s. Poncho leve, feito em geral de brim, vicunha ou seda, de feitio quadrilátero, com as extremidades franjadas. Usa-se enfiado em torno do pescoço, como cachecol. (Etim.: Provavelmente vem do castelhano palio, capa, que por sua vez vem do latim pallium). Palanque, s. Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, cura de bicheiras ou outros serviços. // Moirão. Pampa, s. Denominação dada às vastas planícies do Rio Grande do Sul e dos países do Prata, cobertas de excelentes pastagens, que servem para criação de gado, principalmente bovino, cavalar e lanígero. Apesar de haver sido usado algumas vezes no feminino, o termo, é considerado do gênero masculino pela maioria dos estudiosos da matéria. // Nome dado aos antigos índios que habitavam o pampa. (É palavra da língua quíchua: pampa, campo aberto, planura, savana).


O gaúcho Dicionário Pangaré, 1. Cavalo cujo pêlo é de um tom vermelho amarelado. 2. Matungo, cavalo ruim. Parada, s. Importância em dinheiro pela qual se contrata uma corrida de cavalos ou uma rinha de galos. Valor da aposta. Uma jogada. // Um encontro entre adversários. // Fanfarrice, presunção, pedantismo, jactância, vanglória, gabolice, farroma, bravata, conversa fiada. Parar rodeio, Reunir o gado no rodeio para marcar, castrar, examinar, etc. Parelheiro, s. Cavalo preparado para a disputa de carreiras. Cavalo de corrida. (Deve provir de parelha, já que a maioria das corridas realizadas, anteriormente, no Rio Grande do Sul, eram apenas de dois cavalos). Pastoreio, s. Lugar em que se pastoreia o gado. O gado submetido a pastoreio. Pastorejo. // Negro Pastoreio, imagem poética referente à lenda do Negrinho do Pastoreio (J. Simões Lopes Neto, Contos Gauchescos e Lendas do Sul). Pealar, 1. Laçar um animal que está correndo pelas patas da frente. 2. Fig. Pegar alguém de surpresa. Pealo de cucharra, Ato de arremesar a armada de laço de modo a colher o animal pelas patas dianteiras e derrubá-lo, para castrar, curar ou amansar. O pealo de cucharra se executa imprimindo à laçada uma ligeira torção que, à maneira de uma colher, apanhe as patas do animal pela frente. Pelechar, v. Mudar o animal o pêlo, o que acontece, geralmente, no princípio do verão. Peleia, s. Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate, luta entre forças beligerantes. Perau, s. Despenhadeiro, itaimbé, precipício, declive áspero que dá para um rio.

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Pericon, s. Dança originária do pampa platino. Pesqueiro, s. Lugar onde se costuma pescar. Pingo, s. Cavalo bom, corredor, bonito, fogoso, vistoso, árdego. Pitanga, Fruto da pitangueira. Poncho, s. Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É o agasalho tradicional do gaúcho no campo. // O poncho é utilizado também como arma, pois, com ele, o gaúcho se protege nas brigas de ferro-branco, enrolando-o no braço ou jogando-o ao solo para, com um tirão, desequilibrar o adversário que nele pisar inadvertidamente. Posteiro, s. Agregado de estância que mora geralmente nos limites do campo, o qual é incumbido de zelar pelas cercas, cuidar do gado, não permitir invasão de estranhos, ajudar nos rodeios e executar outras tarefas. Prenda, s. Jóia, relíquia, presente de valor. // Em sentido figurado, moça gaúcha.

-QQuadrilha, s. Contradança de salão, de origem francesa, muito em voga no século XIX, e de caráter alegre e movimentado, na qual tomam parte diversos pares. // A música que acompanha essa contradança. Quebrar o cacho, expr. Atar a cola do cavalo, fazendo um tope. Quebrar o queixo, expr. Dar tirões, puxando fortemente as rédeas, no queixo do potro que está sendo domado, para que fique doce de boca. O mesmo que quebrar a boca. Querência, s. Lugar onde alguém nasceu, se criou ou se acostumou a viver, e ao


O gaúcho Dicionário qual procura voltar quando dele afastado. // Lugar onde habitualmente o gado pasta ou onde foi criado. //Pátria, pagos, torrão, rincão, lar (Etim.: É vocábulo castelhano; entretanto, há, em português, querença, com a mesma significação).

-RRamada, s. Cobertura de ramas à frente dos ranchos, à sombra da qual descansam os campeiros nas horas de sol ardente. // Cobertura de tabuinhas, para dar sombra, semelhante à latada. Rancho, s. Casebre de pau a pique, coberto de santa fé, com um couro como porta, onde moram peões ou gente pobre. Qualquer morada humilde. Palhoça, choupana. Redomona, s. Feminino de redomão, cavalo novo que está sendo domado. Relho, Chicote pequeno com cabo de madeira e couro torcido. Repontar, 1. Começar a surgir, despontar. 2. Tocar o gado de um lugar a outro. Restinga, Mata de árvores de pequeno porte à margem de rios, arroios ou sangas. Retouçar, v. Faceirar, namorar, brincar. Retoçar. Rincão, s. Ponta de campo cercada de rios, matos ou quaisquer acidentes naturais, onde se pode pôr os animais a pastarem em segurança. Lugar mais ou menos resguardado na campanha. Qualquer trecho de campo onde haja arroio, capões ou simples mancha de mato. // É sinônimo de pagos e de querência. Rodeio, s. Lugar no campo de uma estância onde habitualmante se reúne o gado para contar, apartar, examinar, marcar, assinalar, castrar, vacinar, dar sal, curar bicheiras, etc. É também o conjunto de reses reunidas no rodeio. // Figuradamente, conjunto, grupo.

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-SSalamanca, s. Salamandra. Furna encantada. A Salamanca do Jarau é uma bonita lenda do tempo das missões jesuíticas, descrita por J. Simões Lopes Neto em seu livro Contos Gauchesco e Lendas do Sul. Sanga, s. Pequeno curso d’água, menor que um regato ou arroio. Ribeiro pequeno que seca facilmente. Escavação profunda feita por chuvas ou correntes subterrâneas de água. Lugar fundo e pantanoso, desbarrancado pelas chuvas, com grandes poças d’água. Saracura, Ave gruiforme, da família dos ralídeos. Sesmeiro, s. Dono de sesmaria. (É palavra portuguesa em desuso nos outros Estados). Sinuelo, s. Animal ou ponta de animais mansos ou habituados a serem conduzidos, utilizados para juntar aos xucros, com a finalidade de acalmá-los e levá-los, em sua companhia, para onde se deseje. Sirigaita, Mulher assanhada, tagarela, escandalosa. Sobreano, adj. Diz-se da rês com mais de um ano de idade e menos de dois. Solito, adj. Isolado, sozinho, sem companhia. Sorongo, s. Arrasta-pé, baile de baixa classe, caroço. O mesmo que surungo ou sorungo. Sorra, s. Feminino de sorro, guaraxaim. O mesmo que zorro. // Adj. Em sentido figurado, manhoso, matreiro, dissimulado, astuto, matreiro. Sorro manso: Indivíduo falso, com aparência de bom, mas pérfido no fundo. Sovéu, s. Corda de três tiras de couro, torcidas e não trançadas como o laço.


O gaúcho Dicionário -TTapera, s. Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. // Adj. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste. Taura, s. e adj. Diz-se de ou indivíduo valente, arrojado, destemido, valoroso, forte, guapo, resistente, enérgico, folgazão, expansivo, perito em algum assunto, que está sempre disposto a tudo. Tava, s. O mesmo que jogo do osso. O osso com que se pratica esse jogo. Diz-se, também, taba. Tchê, interj. Equivale a tu, aí ou tu simplesmente. Usa-se também como vocativo: “Como vai, tchê?”; para chamar a atenção: “Tchê!, que mulher bonita!”. Pode indicar espanto ou zombaria. O mesmo que chê, ché e tiê. Terneiro mamão, Bezerro, novilho. Filhote da vaca de mais de um ano que mama. Tirador, s. Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger a roupa e o corpo do atrito do laço. Tirana, s. Cantiga e dança popular, acompanhada de viola. Variedade do fandango. Tirar talo, Tomar a dianteira sobre os adversários numa corrida de cavalos. Tocar por diante, expr. Expulsar, enxotar, correr. // Conduzir, repontar, levar por diante. Tordilho, Cavalo cujo pêlo lembra a plumagem do tordo (fundo branco encardido salpicado de pequenas manchas escuras). Tranquear, v. Andar o cavalo em marcha natural, no tranco. Tropeada, s. Ato de tropear. Caminhada com a tropa.

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Tropeiro, s. Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. Trotear, Andar a trote. Trova, Desafio em versos improvisados onde cada trovador tem que criar uma resposta a partir do último verso da estrofe do outro. Truco, s. Jogo de baralho, entre dois ou quatro parceiros, cada um dos quais recebe três cartas. O mesmo que truque. Tundo, Dou uma surra, bato.

-UUmbú, s. Árvore da família das Fitolacáceas, de grande tamanho, cujas raizes saem à flor da terra, muito copada, de folhagem espessa, que produz excelente sombra. É, como o pinheiro e a figueira, uma das árvores simbólicas do Rio Grande do Sul .

-ZZaino, adj. Diz-se do animal cavalar ou muar de pêlo castanho escuro. Há as seguintes variedades: zaino-negro, zaino-pangaré, zaino-pinhão, zaino-requeimado.


Etapa 02 - A Busca de um Teatro de Rua Pampiano