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Lula cortou 1,2 bilhões da educação A prioridade do gov. Lula no pagamento de juros da divida externa e interna aprofunda o caos na educação. No ano passado, com o pagamento de juros e amortizações, foram 30% do orçamento nacional. Com educação gastou-se apenas 2,57%! Um absurdo que demonstra qual a prioridade deste governo, que segue cortando recursos das universidades em 2009. O Plano Nacional de Educação previa que 7% do orçamento fosse destinado à educação. No entanto, FHC e Lula vetaram este dispositivo. Diante da crise econômica Vamos à Luta para derrotar a política do gov. Lula e garantir 10% do PIB à educação. Só lutando teremos educação de qualidade. Lula aprofunda o projeto neoliberal na educação Lula reforça o esquema neoliberal da educação. A lógica é a da educação bancária, voltada para o mercado, contrária à produção do conhecimento crítico. O discurso do governo não passa de propaganda enganosa. As medidas implementadas não avançam na possibilidade de ampliação do acesso. Aos que entram no ensino superior não é garantida a qualidade do ensino e a complementação do tripé com pesquisa e extensão. O único tripé que o governo aplica é o da expansão precária atra-

vés do Ensino à distância-EaD, Programa Universidade Para Todos PROUNI e Plano de Reestruturação da Universidades FederiaisREUNI. Essa proposta de expansão encara os estudantes como meros números. Somos tratados como simples estatísticas para fazer cumprir

a meta do Plano Nacional de Educação de 30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Meta que o governo não cumprirá com a manutenção de uma política de corte de verbas e pagamento dos juros da dívida pública. Para o Vamos à Luta a prioridade deve ser aumento de investimentos públicos, democratização e expansão das vagas estatais garantindo contratações de pessoal, assistência estudantil, laboratórios e novas estruturas nas instituições públicas.

O novo ENEM: um passo atrás na democratização do acesso ao ensino superior O governo apresentou uma falsa proposta de fim do vestibular. Na prática, os vestibulares locais de cada instituição serão substituídos pelo ENEM. Mantém-se as provas de acesso, que nunca serviram para avaliar a capacidade intelectual de ninguém. O número raquítico de vagas permanecerá intocado. Isso manterá milhares de jovens fora das universidades públicas. A proposta é de um único padrão de prova desconsidera as diferenças regionais que existem entre uma escola no Acre e outra em São Paulo. Desconsidera a dis-

paridade de qualidade que separa as escolas publicas e privadas de ensino médio. Dificultará ainda mais a entrada de estudantes das regiões periféricas do país na universidade, favorecendo uma pequena parcela dos estudantes dos grandes centros, que tem condições econômicas de se manter financeiramente em outro estado. O movimento estudantil tem que responder contra essa proposta já que várias universidades já o aprovaram. O melhor exemplo de resposta foi dado na UFMT, que teve a reitoria ocupada contra a

aprovação anti-democrática do “novo” vestibular. O Vamos à Luta, batalha por uma lógica inversa. Combate o vestibular e reivindica o livre acesso a todos os que concluírem o ensino médio. Queremos mais investimentos no ensino fundamental, médio e superior público. Reivindicamos qualidade na educação em todos os níveis e a garantia das especificidades curriculares de cada região. Vamos à luta por expansão emergencial das vagas do ensino superior em 2009, com garantia imediatamente de cotas para os estudantes de escolas públicas.

Tese Vamos à Luta - 51 CONUNE  

Tese do Coletivo Vamos à Luta - Movimento Estudantil - Oposição de Esquerda da UNE

Tese Vamos à Luta - 51 CONUNE  

Tese do Coletivo Vamos à Luta - Movimento Estudantil - Oposição de Esquerda da UNE

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