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Crise mundial... O pior ainda não passou! A crise econômica capitalista abriu um novo período na situação mundial. Mesmo com dados alarmantes, muitos têm dito que o pior da crise já passou. Entretanto, os fatos desmentem esta análise. Recentemente a GM, uma das maiores montadoras do mundo, entrou em concordata. A OIT diz que até o fim de 2009 mais de 50 milhões de postos de trabalho fecharão. Porém, a crise não é apenas econômica, é também política. O imperialismo tem enormes dificuldades para aplicar seus planos. Em suas investidas militares o imperialismo não consegue derrotar a resistência afegã. Sofreu mais uma derrota no Iraque, as tropas dos EUA acabam de deixar as cidades

iraquianas como parte da retirada total de seu exercito daquele país. Na Palestina, Israel ataca, mas não consegue acabar com a resistência. Na América Latina não conseguiu derrotar os processos revolucionários da Venezuela e Bolívia. A eleição de Obama é uma tentativa das grandes corporações de dar um novo rosto para sua política imperialista desgastada na gestão Bush, a prova clara é que nos EUA 12 milhões de crianças passam fome e a população não possui saúde pública. Os grandes capitalistas jogam todos os custos da crise nas costas da juventude e dos trabalhadores por meio do arrocho salarial e das demissões. E para isto contam com

o apoio dos governos que destinam trilhões para salvar as empresas, dinheiro que poderia acabar com a fome no mundo, segundo a ONU. Infelizmente, nenhum governo do mundo apresentou um plano alternativo. Nem mesmo os governos

que tomaram posturas independentes, como Chávez. Na Venezuela o plano “anti-crise” permite demissões livremente, aumenta o imposto sobre o consumo, impõe perda salarial de 20% e intervenção nos sindicatos classistas.

Marolinha para o Presidente... Tsunami para a juventude e os trabalhadores! Aqui a crise econômica chegou de forma brutal. Longe da marolinha do presidente Lula, assistimos a um Tsunami na vida dos brasileiros. Até o final de maio já eram mais de 1 milhão de trabalhadores demitidos. Apesar de Lula afirmar que a crise não diminuiria os investimentos do Governo, os cortes de verbas da saúde e educação somaram R$ 1,8 bilhões. O país está em recessão. São dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Isso significa mais ataques contra a juventude, como a proposta do governo de restrição da meia-entrada e o aprofundamento do caos social.

Unificar as lutas para não pagar pela crise! Os ataques produziram uma forte intensificação dos conflitos sociais. Os trabalhadores, a juventude e o povo pobre têm demonstrado que não estão dispostos a pagar a conta da crise. Na França já tivemos duas greves gerais e uma greve nas universidades. Na Grécia, após uma forte luta da juventude, os trabalhadores fizeram também uma greve geral. Na Itália e Espanha a juventude ocupou ruas, escolas e universidades. Na Alemanha vemos fortes lutas operárias nas montadoras. No Leste Europeu as mobilizações já derrubaram um governo na Letônia. Na China aumentam os distúrbios sociais contra a

ditadura capitalista do Partido Comunista. No Irã as lutas por democracia também refletem a crise social. Na América Latina os estudantes no Chile tomam as ruas. Operários argentinos tomaram algumas fábricas e conseguiram reverter demissões. No Peru os indígenas se levantam contra a opressão do governo Alan Garcia. Na Venezuela as lutas operárias e populares enfrentam a burocracia do governo Chavez e as multinacionais. Esses exemplos deixam claro que é necessário unificar as lutas para enfrentar os governos e os patrões e não pagar a conta da crise.

Nenhum centavo para o FMI! Seguir o exemplo do Equador: Auditoria da dívida já! Em meio à crise Lula corta recursos da educação e saúde. No entanto, destina 10 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Absurdo não é? Com esse dinheiro poderíamos evitar todos os cortes nas áreas sociais. De janeiro até 7 de maio de 2009, a dívida pública consumiu R$ 81,5 bilhões do orçamento federal, ou seja, 10 vezes o que se gastou com educação. Diante da gravidade da crise devemos nos espelhar na América latina. Os trabalhadores e o povo

do Equador acabam de realizar uma auditoria da dívida. Comprovou-se que os contratos são ilegítimos e ilegais e a dívida foi reduzida. Esse é o caminho que devemos seguir. O Vamos a Luta é contra o pagamento da divida interna e externa. Defende a realização de uma auditoria na dívida brasileira, combinada com a suspensão imediata de todos os pagamentos. Os recursos devem ser destinados a um plano alternativo de emergência que enfrente a crise em favor dos trabalhadores e a juventude.


Outro fato que também marca a agenda nacional é uma profunda crise da falsa democracia dos ricos. No Senado presidido por José Sarney os escândalos não param. O último começou com a comprovação de que o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia -indicado por Sarney - não havia declarado a Receita Federal uma mansão de R$ 5 milhões. Depois, descobriu-se que o motorista que atende a filha de Sarney recebe R$ 12 mil por mês. Agora são mais de 300 boletins não publicados com mais de 600 atos secretos. O presidente Lula sabe de tudo e é o chefe da gang. Não é a toa que destinou a Collor a pasta de infra-estrutura do senado, cuja responsabilidade é administrar verbas do PAC. Seria cômico se não fosse uma verdadeira tragédia! Collor, um dos maiores corruptos do país volta à cena, convidado por Sarney e Lula para administrar dinheiro público.

Lula defende Sarney. Não deixaremos acabar em pizza!

Fim do Senado CorruPTo! O Senado, além de corrupto, é oligárquico e antidemocrático: Todos os estados elegem o mesmo numero de senadores, independente da população! Trata-se de uma casa revisora de leis no interesse das oligarquias regionais de cada estado. O mandato dura 8 anos enquanto o do presidente da república é de apenas 4. O senado custa aos cofres públicos 2,7 bilhões anuais. Um senador recebe 16.500 reais, tendo direito a 14º e 15º salários, enquanto o povo vive com salário de fome. Além disso, para ter plano de saúde familiar vitalício, basta passar 6 meses no cargo de senador.

Uma casa completamente inútil, deveria ser extinta. Chamamos à população a se mobilizar pelo Fora Sarney e todos os corruptos! A impor o Fim do Senado, para ser substituído por uma nova Câmara Única Proporcional, sem mordomias, eleita através de campanha sem financiamento de empresas; é necessário conquistar a revogação dos mandatos daqueles que se utilizam do cargo em benefício pessoal; a abertura dos sigilos fiscal, telefônico e bancário de todos os políticos; a fixação do salário dos parlamentares por meio de plebiscitos.

Sarney é o representante do que há de pior das oligarquias nacionais. Homem da Ditadura, esteve com os generais torturando e assassinado os guerrilheiros do Araguaia. Quando era presidente do Brasil foi duramente criticado pela UNE, CUT e o PT, agora é um dos principais conselheiros de Lula. Lula defende a bandidagem instalada em Brasília e "blinda" o coronel Sarney para que tudo termi-

ne em pizza. Infelizmente a direção majoritária da UNE (PC do B/PT) é cúmplice da operação abafa para salvar Sarney. A juventude precisa tomar as ruas novamente, com as caras pintadas, para colocar para Fora Sarney, Collor e os 80 picaretas do senado. Devemos repetir a campanha da UNE, que em 1992, incendiou o país, na campanha do Fora Collor!

Em defesa da Petrobras 100% estatal. Lula, chega de leilões para vender nosso petróleo! A campanha "o petróleo é nosso" com apoio da UNE conquistou a Petrobras. Na era FHC perdemos o monopólio estatal do setor, iniciaram os leilões do petróleo e do gás. Hoje 60% de suas ação são privadas. Lula nada mudou nesse quadro. Pelo contrário, aprofundou a privatização, na contra-mão do processo de lutas que percorre a América latina. A prova está na 10ª Rodada de Licitações para Exploração de Petróleo e Gás realizada 2008 ANPAgência Nacional do Petróleo. Venderam-se 130 blocos do nosso subsolo, para dezessete empresas sendo 6 estrangeiras. Houve protesto contra os leilões em Brasília, no RJ, e paralisações de petroleiros em 5 estados. No entanto, Lula seguiu a mesma intransigência de FHC. Sua traição contra a Petrobras faz com que siga de pé a campanha contra os leilões Nesse marco de privatização, ocorrem escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras. Tucanos

trataram de impor uma CPI, tentam desgastar o governo em função da disputa de 2010. PT, PC do B e entidades atreladas ao governo, como CUT e UNE, foram contra e realizaram protestos em repúdio a CPI. Ao longo dos últimos três anos a Petrobras apoiou com R$ 11,9 milhões projetos desenvolvidos por CUT e UNE. Além disso, governistas querem defender sua boquinha nos cargos de estatais. O DiretorGeral da ANP, responsável pelos leiloes que privatizam o petróleo, é Haroldo Lima, do PC do B. Nem tucanos, nem governistas defendem a Petrobras. Só com fortes mobilizações independentes reverteremos o processo acelerado de privatização de nossa empresa. Reivindicamos a reestatização da Petrobrás, fim dos leilões e anulação dos anteriores; retorno do monopólio estatal; redução de preços da gasolina, imediata instalação de comissão de base formada por funcionários da empresa para averiguar as irregularidades no interior da empresa.


Lula cortou 1,2 bilhões da educação A prioridade do gov. Lula no pagamento de juros da divida externa e interna aprofunda o caos na educação. No ano passado, com o pagamento de juros e amortizações, foram 30% do orçamento nacional. Com educação gastou-se apenas 2,57%! Um absurdo que demonstra qual a prioridade deste governo, que segue cortando recursos das universidades em 2009. O Plano Nacional de Educação previa que 7% do orçamento fosse destinado à educação. No entanto, FHC e Lula vetaram este dispositivo. Diante da crise econômica Vamos à Luta para derrotar a política do gov. Lula e garantir 10% do PIB à educação. Só lutando teremos educação de qualidade. Lula aprofunda o projeto neoliberal na educação Lula reforça o esquema neoliberal da educação. A lógica é a da educação bancária, voltada para o mercado, contrária à produção do conhecimento crítico. O discurso do governo não passa de propaganda enganosa. As medidas implementadas não avançam na possibilidade de ampliação do acesso. Aos que entram no ensino superior não é garantida a qualidade do ensino e a complementação do tripé com pesquisa e extensão. O único tripé que o governo aplica é o da expansão precária atra-

vés do Ensino à distância-EaD, Programa Universidade Para Todos PROUNI e Plano de Reestruturação da Universidades FederiaisREUNI. Essa proposta de expansão encara os estudantes como meros números. Somos tratados como simples estatísticas para fazer cumprir

a meta do Plano Nacional de Educação de 30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Meta que o governo não cumprirá com a manutenção de uma política de corte de verbas e pagamento dos juros da dívida pública. Para o Vamos à Luta a prioridade deve ser aumento de investimentos públicos, democratização e expansão das vagas estatais garantindo contratações de pessoal, assistência estudantil, laboratórios e novas estruturas nas instituições públicas.

O novo ENEM: um passo atrás na democratização do acesso ao ensino superior O governo apresentou uma falsa proposta de fim do vestibular. Na prática, os vestibulares locais de cada instituição serão substituídos pelo ENEM. Mantém-se as provas de acesso, que nunca serviram para avaliar a capacidade intelectual de ninguém. O número raquítico de vagas permanecerá intocado. Isso manterá milhares de jovens fora das universidades públicas. A proposta é de um único padrão de prova desconsidera as diferenças regionais que existem entre uma escola no Acre e outra em São Paulo. Desconsidera a dis-

paridade de qualidade que separa as escolas publicas e privadas de ensino médio. Dificultará ainda mais a entrada de estudantes das regiões periféricas do país na universidade, favorecendo uma pequena parcela dos estudantes dos grandes centros, que tem condições econômicas de se manter financeiramente em outro estado. O movimento estudantil tem que responder contra essa proposta já que várias universidades já o aprovaram. O melhor exemplo de resposta foi dado na UFMT, que teve a reitoria ocupada contra a

aprovação anti-democrática do “novo” vestibular. O Vamos à Luta, batalha por uma lógica inversa. Combate o vestibular e reivindica o livre acesso a todos os que concluírem o ensino médio. Queremos mais investimentos no ensino fundamental, médio e superior público. Reivindicamos qualidade na educação em todos os níveis e a garantia das especificidades curriculares de cada região. Vamos à luta por expansão emergencial das vagas do ensino superior em 2009, com garantia imediatamente de cotas para os estudantes de escolas públicas.


REUNI – queda na qualidade acadêmica e científica das universidades Como parte da reforma universitária o governo Lula aprovou o REUNI – Plano de Reestruturação das Universidades. O REUNI foi empurrado goela abaixo da comunidade universitária por meio de um decreto, ferindo a autonomia universitária. Nas federais foi imposto através dos antidemocráticos conselhos universitários compostos por apenas 15% de par-

ticipação estudantil. Combatemos o REUNI porque sua ampliação de vagas se dá por meio de uma expansão precária. Aumentam os alunos sem aumento do número de professores, laboratórios, técnicos-administrativos, bibliotecas. Não há garantias de novos recursos. Além disto, para que as universidades mantenham os poucos recursos que tem, o governo

as obriga a cumprir diversas metas inalcansáveis, como a de aprovação de uma média de 90% dos alunos. A medida significa salas superlotadas impedindo a produção de conhecimento. Professores sobrecarregados, impedidos de realizar projetos de pesquisa e extensão, pois o projeto obriga cada professor a dobrar o número de alunos

que atende. Com essa medida o governo destrói a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Fica claro que o REUNI impõe uma queda na qualidade acadêmica e cientifica das universidades. É a aplicação do velho sonho de transformação das universidades em escolões de ensino superior, voltados para a formação rápida de mão-deobra barata.

A majoritária da UNE apóia o projeto neoliberal de educação O projeto neoliberal e privatista é aplicado com o apoio entusiasta da direção majoritária da UNE (PC do B, PT e PMDB). Esse apoio hoje é promovido por meio da proposta de reforma universitária da UNE. A reforma da UNE nada diz sobre quem é o responsável pelos problemas do ensino superior do Brasil. O problema é que o atrelamento da majoritária com o governo Lula impede que ela faça uma avaliação independente. Os 10 milhões que Lula deu a direção majoritária neste primeiro semestre aprofundam ainda mais esta lógica. Para piorar se propõe nos próximos dois anos ficar mais enfiada ainda nos gabinetes dos parlamentares corruptos em Brasília. Ao invés de propor planos de lutas efetivos dizem que a luta estudantil passa “por pressionar os deputados” a votar no projeto. Como se não bastasse a burocratização da luta estudantil, dizem que nosso

eixo deve ser a Conferencia nacional de educação em 2010. Nada para agora, para nacionalizar lutas atuais como a que ocorreu na USP e nas estaduais paulistas. Na conferencia de educação em 2010 o governo pretende aprovar um novo plano nacional de educação para entrar em vigor a partir de 2011. O problema desse evento é que busca o dialogo com o governo e os empresários. Dois setores claramente privatistas e neoliberais. Diferente do que propõe a majoritária, não esperaremos até 2010, nem subordinaremos nossa luta ao parlamento corrupto. Através das ocupações de reitoria, atos, mobilizações e marchas, devemos nacionalizar a luta dos estudantes para barrar a privatização da educação, por mais professores, verbas para assistência estudantil e pela regulamentação do ensino privado contra o aumento das mensalidades.


Para onde vai o ensino pago? "Ô Lula não leve a mal: o filho do pedreiro tem que ir pra Federal!"

Desde muitos anos a educação paga virou uma corrida pela "mina de ouro" para os empresários da educação. Segundo últimos dados do Inep, hoje no Brasil, 89% das Instituições de Ensino Superior são particulares (IES). É resultado da política de FHC e Lula com os empresários. Através de anos de repasse de verba pública e perdão de dívidas para os empresários da educação que disseminaram as "fábricas de diplomas". Todos os dias surgem uma nova "Uni-esquina" com baixíssima qualidade e que o único que cresce é o preço das mensalidades.

“Educação de qualidade sem aumento da mensalidade...” Seguir o exemplo dos estudantes da Unama, Unimep e Unisantos! Por não haver praticamente nenhuma regulamentação no Ensino Superior Privado os estudantes ficam a mercê dos desmandos dos sócios de suas faculdades. Todos os anos são aumentos abusivos de mensalidade e que não são revertidos na qualidade do ensino. Aumenta a mensalidade, mas os laboratórios e bibliotecas continuam deficientes. Para a garantia de uma educação com qualidade nas pagas, é fundamental a organização dos estudantes no movimento estudantil. Os exemplos demonstram: no DCEUnama, por exemplo, quando a majoritária da UNE perdeu as eleições os estudantes ganharam e muito. Após diversas mobilizações foi possível conquistar data-show em todas as salas de aula, melhorias infra-estruturais, compra de exemplares para a biblioteca, etc. Estudantes na Unimep e Unisantos também já provaram que é possível ter conquistas através do o caminho é a organização e mobilização. Hoje, quase 90% dos estudantes do ensino superior pagam para ter acesso à educação, e na maioria das vezes não é garantida a qualidade na nossa formação. Ao lado dos empresários a direção majoritária do UNE faz todo tipo de acordos contra os estudantes, como a exemplo do Pará, onde a representante da UNE, que faz parte da UJS (PCdoB), em mesa de negociação com o sindicato dos empresários

aprovou o reajuste do valor das mensalidades acima da inflação – enquanto os estudantes faziam mobilização pelas ruas de Belém, contra o aumento da mensalidade. Para garantir qualidade no Ensino Superior é fundamental a organização e mobilização dos estudantes pela qualidade no ensino e contra o aumento das mensalidades, para isto propomos a construção do Comitê Nacional de Luta nas Pagas. Com um calendário de mobilização unificado em todo o país. Começando pelo dia 11.08, dia do estudante. Propomos a unificação das lutas por um plano emergencial: - Congelamento imediato de todas as mensalidades; pois na prática o aumento não é revertido na qualidade do ensino. - Extinção das taxas extra-mensalidades; - Aumento imediato das verbas para assistência estudantil; - Garantia de re-matrícula dos inadimplentes; - Garantia de 15% do orçamento das IES para assistência estudantil e 30% para pesquisa e extensão; - Democracia interna: eleições diretas e no mínimo paritárias para coordenadores de curso e todos os cargos da administração superior; - Abertura das contas e controle público das universidades particulares; - Estatização das instituições que estejam endividadas.

É necessário e urgente combater os anos de favorecimento aos empresários da educação que Lula faz através de isenções fiscais. Segundo dados do próprio Ministério da Educação com as verbas do Prouni era possível quadruplicar o número de vagas nas universidades públicas. Hoje, pela falta de assistência estudantil nas universidades privadas (bolsas, Restaurantes Universitários, etc,), muitos bolsistas do PROUNI têm que largar o curso por

falta de condições. Para que isso pare de ocorrer, o movimento estudantil deve construir uma campanha nacional para que as vagas do PROUNI, assim como todas as bolsas e a política de assistência estudantil venham do lucro dos empresários da educação e a verba pública vá para a universidade pública. Vamos À Luta: as nossas bolsas do PROUNI devem vir dos lucros das instituições particulares e não da verba pública.

Chega de repressão homofóbica aos GLBT!

Em 2009 comemoramos os 40 anos de Stonewaal, símbolo da resistência dos LGBT. Ainda temos uma grande desafio de transformar a sociedade brasileira. O Brasil é hoje um dos maiores países em assassinatos de homossexuais. Nas universidades brasileiras a situação não é diferente. Ano passado um estudante da USP foi expulso de uma festa por se beijar com o namorado e outro da casa do estudante da UFMG sofreu agressores. No Brasil, o gov. Lula, ao invés de investir em programas sociais que sigam na linha de acabar com o preconceito, prefere destinar dinheiro para Paradas que perderam seu caráter nos últimos anos e estão completamente subservientes aos empresários. Esta política tem acarretado num crescimento muito grande de atentados contra manifestações de livre orientação sexual. Uma bomba jogada na Parada de SP deixou dezenas de feridos e um homossexual assassinado após o evento. Em Curitiba, um militante histórico do Movimento GLBT foi assassinado. São expressões de que a luta contra a homofobia deve ser de todos que lutam pelos Direitos Humanos. A UNE, mesmo tendo criado a diretoria LGBT no 50º Conune, nada avançou neste debate. A direção majoritária/kizomba não é conseqüente nas lutas, pois não há como combater a opressão sem criticar o governo homofóbico e machista de Lula. Por isso queremos reafirmar que é necessário um movimento GLBT independente, como o Grupo Desobedeça GLBT de Porto Alegre, que sem dinheiro de governos e grandes empresas vem, desde 2007, realizando a MINI PARADA, que na sua última edição reuniu mais de 10 mil pessoas em uma manifestação política, contra a crise econômica e os governos capitalistas como o de Lula.


1979 – 2009: após 30 anos de refundação da UNE, é preciso resgatar a memória estudantil da década de 60 Em 1979, o país vivia os anos de chumbo da Ditadura militar. A recessão econômica corroia o salário dos operários. A UNE e as demais entidades estudantis estavam na ilegalidade desde outubro de 1964. Todas foram substituídas por entidades controladas pelos militares. A destruição do movimento estudantil foi uma das maiores necessidades para a aplicação dos acordos com os EUA (acordo MECUSAID) visando reformar a educação do país a adequando as necessidades dos agentes do “tio Sã”. Foi um ato heróico dos universitários, enfrentando a fúria dos Generais a retomada da Une, cuja sede foi incendiada em 1964 para simbolizar o esmagamento das lutas no país. Há 30 anos ressurgia e demonstrava que o fim da Ditadura estava próximo. A carta de princípios votada no congresso de reconstrução era bastante avançada é deixava claro que a UNE era uma entidade livre e independente, subordinada unica-

mente ao conjunto dos estudantes, que defendia a luta dos trabalhadores e ensino público. Hoje diante do avanço brutal da privatização da educação, dos cortes de verba, da falta de assistência estudantil é preciso resgatar a rebelião da década de 60. É urgente combater o atrelamento da UNE ao governo e ao Estado capitalista. Lula para aplicar seu projeto de desmonte da educação de qualidade conta com seu braço direito – a direção majoritária da UNE (UJS/ PC do B/ PT / PMDB). Aos 30 anos da re-fundação da UNE, lutamos para que a mobilização dos estudantes seja livre e independente do governo. Somente assim poderemos conseguir vitórias. A greve geral da USP e UNICAMP é o maior exemplo de como podemos construir pela base uma nova direção para o movimento estudantil. Uma direção que tenha como alicerce os princípios votados em 1979, durante a reconstrução da UNE.

Para não pagar pela crise é preciso uma nova direção para o Movimento Estudantil Nas centenas de ocupações de escolas e faculdades na França, Itália, Espanha e Grécia e Chile surgem novos organismos que coordenam as lutas. São espaços democráticos de articulação da juventude em luta. Tudo se decide pelo voto da base e os representantes tem mandatos revogáveis. Desse modo as lutas de cada universidade e escola se coordenam a nível nacional. No Brasil o motivo de ainda não termos uma campanha nacional e unificada da juventude é porque as direções majoritárias da UNE e da UBES defendem o governo. Fazem de tudo para confundir e desviar nossa luta. Seguir o exemplo da greve da USP! Durante os últimos meses a juventude brasileira voltou atenções a São Paulo. Estudantes aliados aos trabalhadores enfrentaram a reitoria e o gov. neoliberal de José Serra (PSDB). O início foi uma greve dos funcionários fortemente atacada pela polícia tucana. Logo após, professores decidiram parar atividades até que fossem atendidas as reivindicações. Em seguida, em as-

A direção majoritária transforma a UNE em sub-secretaria do governo Lula! A direção majoritária da UNE (UJS/PC do B, PT e PMDB) atua para tentar calar a juventude que se levanta contra os projetos do governo. Apóia as isenções fiscais para os tubarões do ensino privado, impedindo que se aumentem as vagas nas universidades públicas. Também apóia o projeto do Reuni que trilha a destruição das universidades federais. E se calou diante da tentativa de Lula de intimidar o

ANDES-SN (sindicato dos professores) e dividir o sindicato. Financeiramente a UNE depende integralmente de recursos federais para realizar suas atividades. Antigos presidentes da entidade tornam-se ministros. A integração da atual direção nos cargos do governo Lula é total. Por esses motivos, a direção majoritária da UNE trai as principais lutas estudantis do país.

É preciso, necessário e possível unificar a oposição

de esquerda contra o governo Lula/Sarney!

sembléia com mais de mil estudantes se decidiu pela greve estudantil em apoio à luta dos demais setores. Esse é o exemplo nacional de como enfrentar a crise! Após 57 dias de greve, diversas reivindicações foram arrancadas. Como por exemplo, o aumento do auxílio-alimentação em 25%, e o não desconto dos dias parados. Todos os DCE”s, coletivos estudantis, Executivas e Federações de Cursos devem fazer uma ampla campanha nacional mostrando o exemplo de luta na USP.

O ano de 2007 simbolizou a retomada da luta estudantil com as ocupações de reitoria da Unicamp e a explosão da USP. Assim como a luta contra o REUNI. Em 2008, a ocupação da UnB fortaleceu ainda mais o movimento estudantil combativo. Porém, na ausência de um pólo unitário da esquerda que coordenasse as lutas, o governo conseguiu atuar e a majoritária tomou fôlego. A majoritária navegou no fortalecimento do governo do segundo semestre do ano passado. Nessa esteira ganhou DCE’s de públicas. Porém agora a situação é outra. Em 2009 a crise econômica pegou o Brasil em cheio. As lutas estudantis retomam a cena nas federais. Mais uma vez tudo se inicia nas estaduais paulistas. As lutas tendem a crescer. Em todos os processos, na base a esquerda da UNE luta ao lado dos companheiros que constroem a ANEL-Assembléia Nacional dos Estudantes. Nesse sentido, é necessário avançar nacionalmente num espaço comum de articulação da esquerda da UNE e das entidades que constroem a ANEL. Apesar do equívoco dos companheiros que constroem a ANEL, que com sua ruptura com a UNE acabaram se isolando; e apesar das vacilações de setores que constroem a esquerda da UNE; acreditamos que devemos estar unidos pra lutar contra o governo Lula. Para unificar todos os que lutam contra o governo é necessária uma plenária nacional unificada no final de julho entre todos os setores combativos do movimento estudantil e o ANDES-SN (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior) para a organização de um calendário unitário nacional, propomos também que o dia 11/08, dia dos estudantes, marque a primeira de muitas lutas unitárias ao longo do 2ª semestre e o outro ano.


Fundações Privadas: apoio a quem? As fundações de “apoio” voltam ao centro do debate depois de protagonizarem vários escândalos, pois na UnB está se discutindo o re-credenciamento da FINATEC. Vivenciamos, ano passado, várias lutas contra a corrupção dessa fundação de apoio. De todo o dinheiro arrecadado da

FINATEC, menos de 1% era destinado a projetos de pesquisa. Prioridades um pouco “estranhas” para os estudantes, como mobiliar um apartamento funcional, participar da construção de um Shopping Center e prestar consultorias a prefeituras com contratos superfaturados são ape-

nas parte do problema. No Final das contas, essas entidades servem como instrumento político de controle e beneficiamento de determinados grupos - no intuito de priorizar o interesse destes em detrimento da coletividade. Defendemos o fim dessas funda-

ções e o repasse dos projetos para as universidades após uma criteriosa análise das finalidades e objetivos desses projetos; Defendemos a disponibilização de mais verbas para pesquisa parte do Governo Federal. Defendemos o reaproveitamento das suas estruturas para Fins realmente públicos.

GOIAS UFG-Geografia: Genivaldo Fernandes(Jonte)

(CA de Economia), Luiz Henrique (Geologia), Pablo (Engenharia Sanitária), Elho (DCE-UFPA), Adriano Egito (CA Ciências Sociais - Marabá), Carla Cunha (Geologia), Simei (Geologia), Fernanda (Diretora de Públicas UNE – Oposição de Esquerda), Abdik Araújo. UEPA - Luiz (DCE-UEPA), Samuel (DA Conceição de Araguaia), Samuel Nunes (Matemática UEPA conceição), Genival Rodrigues (Pedagogia Uepa Conceição),

Assinam esta tese: RIO DE JANEIRO UFF: Psicologia: Cinthia Quintanilha, Rafael Lazari, C. Sociais: Claudia Pessi, Marco Antonio, Natalia Pereira, Renato Reis, Jéferson, Enfermagem: André Carvalho “Mesquita”, Ciane dos Santos, Hercules Rigoni, Letras: Juninho, Layziane, Rafael Faria, Egley Amarolina, UERJ FFP: Bernardo D2, Charles Pimenta, Josilane Campos UNIRIO: Artes Cênicas: Bárbara Sinedino, Biblio: Jose Warley UFRJ: João Erthal, CEFET Roberto Lima UNIVERCIDADE: Aaron Araújo dos Santos RIO GRANDE DO SUL UFRGS: Pedagogia: Cleber Melo, Tiago Cortina, Elaine Luiza, Ana Carolina, Ângela Marin, Èder Propp, Michelle Teixeira, Douglas Brandão; História: Diego Vitello, Alex Renato, Rodrigo Zuchelli; Geografia: Matheus Schneider, Franco Machado; Ciências Sociais Fabiano Elias, Jorge Nogueira; Medicina Veterinária: Nilson Junior; Física: Ivan Rodrigo; Artes Visuais: Jéssica Camejo; UNIRITTER: Roberto Seitenfus, Dalmor Eduardo, Ariane Faria, Ramon Pinto,

Rodrigo de Lima, Tâmara Dutra, Bruno César. UERGS – Luis Pércio. UPF: Guido Luccero. ULBRA: Jonas Batista PUC: Fernando Dornelles. UNISINOS: Deivid Junior

MINAS GERAIS UFOP: Filosofia: Danilo Bianchi, Nutrição: Ana Luiza Soares SÃO PAULO UFSCAR: Letras: Júlio Cezar Bastoni ESPIRITO SANTO UFES: Biologia: Roger Guiimarães, Geografia: Thiago Peixoto, Pedagogia: Waleska Timoteo. DISTRITO FEDERAL UniCeub: Thiago Carvalho (Direito) UnB: Fábio Felix (Serviço Social), Lorena Fernandes (Serviço Social), Keka Bagno (Serviço Social), Renan Alves (Serviço Social), Marleide Gomes (Serviço Social), Camila Inácio (Serviço Social), Adriano Dias (Executiva Nacional de Letras), Poliana Farias Letras, Maiane (C.Sociais), Luis Fernando (Agronomia),Ramayana (Artes Cênicas), Nara Justiniano (Letras)

PARÁ UNAMA – DCE: Júlia (Presidente); Denis Vale, Alexandre; Mírian; CA de Direito: Gabriel, Dândara, Olenka, Marcely, Ierecê, Virgílio, Rodrigo, Duda, Mari, Carlos Felipe; CA de Comunicação: Felipe (Coordenador Geral da ENECOS), Bernard, Jamile, Abbade, Cynthia; CA de Psicologia: Max, Renan; CA de enfermagem: Rogério; CA de Relações Internacionais: Chris, Samanta, Derly, Thiago, Mayane; CA Artes Visuais: Lorena; CA de Serviço Social: Verena. FAP – DCE: Júlio (Presidente), Diogo, Dezinho; CESUPA: CA de Direito: José (Presidente); Aline, Clayton; Ciência da Computação: Samires. FACI - Thiago UFPA – Zaraia (Coordenador-Geral DCE e CA Serviço Social), Pedro (DCE e CA Ciências Sociais), Tailson (DCE e CA de Geografia), Amanda (CA Ciência Sociais), Emerson (CA de Geografia), Silvio (CA de Geografia), Gilson (Geografia), Maurício (Conselheiro Discente) Talison (Matemática), Ricardo (DCE CA de Turismo), Jesuline (CA de Turismo), Camila (Direito), Dito (Ciências Sociais)Tayná (CA de Economia), Juliana

AMAPÁ Unifap - Thaís Sá (CA de Geografia), Joana (DCE-Unifap),Gabriela (DCEUnifap), Yosef (CA de História), Samila (Unifap), Alline Maria (DCE UNIFAP), Arleson Coelho (DCE UNIFAP) Rogério Serrão (CA de História), Karina Araujo (CA de Enfermagem), Samila Trindade (CA de Enfermagem) AMAZONAS Uninorte - Raoni Lopes (CA de História), Geraldo Fernandes (CA de História), Leo Pessoa (CA de História), Irineu (CA de História), Karen Janayna (História) MARANHÃO Clístenes (CA de Design - UFMA)


Tese Vamos à Luta - 51 CONUNE