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PRESSÃO DE BASE ARRANCA 7% DE AUMENTO Após três meses de negociação, campanha salarial termina com aumento de 7%, enquanto a cesta básica em Blumenau subiu 19% segundo a FURB e está custando R$ 261 (set), o transporte teve alta de 12% e o salário mínimo cresceu 14%. Cada vez mais nosso salário se aproxima do mínimo, pois é uma política consciente dos patrões e seus governos para nivelar para baixo nossas condições de vida. O setor têxtil está perdendo espaço por causa da política econômica do governo Dilma/PT, que faz acordos com a China, que são a grande fábrica têxtil e de eletrônicos do mundo e nós fornecedores de matérias-primas como soja, ferro e carnes. Por isso, mesmo o Brasil sendo um dos grandes produtores de alimentos, o preço da comida dispara. Os 7% de aumento só foram conquistados pela pressão dos trabalhadores e isto mostra que podemos conquistar um aumento maior. Mas para isto a diretoria do sindicato deve começar a mobilizar a categoria antes das negociações para termos mais força. Com o fim da campanha salarial, as atenções se voltam para 2 assuntos: a luta pelo Sábado Livre com redução da jornada de trabalho sem redução de salário e sem banco de horas e o Acordo Coletivo Especial que será o maior ataque à nossa classe desde o fim da ditadura militar, pois mexe em todos os direitos conquistados até hoje, inclusive a CLT que garante os direitos mínimos. Veja a matéria na próxima página.


UNIR E FORTALECER Em um mundo globalizado nós trabalhadores precisamos de um Sindicato forte e unido para defender e organizar as lutas. Somos contra qualquer tentativa de dividir os trabalhadores, criando outro sindicato em Gaspar e Indaial. Isto só traria benefícios e cabide de empregos para uma diretoria pelega. É preciso unir nossa categoria com a dos trabalhadores do vestuário, mas a diretoria dos dois sindicatos, que são da mesma Central Sindical (UGT), não querem e não unem a força dos trabalhadores. A patronal há muito tempo está unida, só assim conseguem manter nossos salários baixos. A nossa força esta em nossa união.

TEKA JOGA TRABALHADORES NA RUA DA AMARGURA As centenas de demissões na Teka mostram a face cruel dos patrões com a cumplicidade da Justiça e da Prefeitura. A empresa demitiu e não pagou nada! Esta é mais uma prova de que eles não estão interessados se nós temos filhos para criar, dívidas a pagar ou se precisamos nos alimentar. O lucro da empresa está acima de tudo e este é o significado mais profundo do que é o capitalismo para o trabalhador. A diretoria do SINTRAFITE organizou assembléias e junto com os trabalhadores fizeram uma passeata para denunciar esta tragédia. Este é um momento importante para iniciar um debate na base da categoria sobre a luta pela estabilidade no emprego. Nós trabalhadores sofremos com as constantes demissões, gerando uma rotatividade muito grande, pressionando ainda mais os salários para baixo, enquanto as grandes empresas investem cada vez mais em países como a China, onde os trabalhadores são tratados como escravos. A direção do Sindicato precisa realizar uma campanha em defesa dos postos de trabalho e estabilidade no emprego, pois só com a mobilização da categoria podemos garantir o direito a uma vida digna.


CAMPANHA CONTRA O ACORDO COLETIVO ESPECIAL E ANULAÇÃO DA REFORMA DA APOSENTADORIA Os trabalhadores não podem aceitar um ataque a seus direitos trabalhistas. Está sendo discutido no governo um projeto de lei que autoriza os chamados Acordos Coletivos Especiais. Isso significa uma reforma trabalhista disfarçada, que possibilita que acordos entre dirigentes sindicais pelegos e os patrões ignorem as leis trabalhistas e possam, por exemplo, acabar com as férias e com o décimo terceiro salário. Essa proposta veio de quem deveria estar defendendo os trabalhadores, mas na verdade está do lado dos patrões. Foi o sindicato dos metalúrgicos do ABC, dirigido pela CUT, quem fez essa proposta para o governo e o congresso. Os trabalhadores têm que exigir que Dilma rejeite essa ameaça de retrocesso. Nem os governos do PSDB conseguiram impor um ataque tão grande aos trabalhadores. Chamamos todos os sindicatos e entidades representativas a se manifestarem contra essa proposta reacionária. No dia 28 de novembro ocorrerá um ato em Brasília pela rejeição dessa reforma trabalhista disfarçada. Já vimos como um governo petista impôs no congresso uma reforma da previdência, que atacou a aposentadoria integral do funcionalismo público. Agora, no julgamento do mensalão, o STF comprovou que a votação dessa reforma no congresso foi fraudada pela compra de votos dos parlamentares. Por esse motivo, a CSP Conlutas e várias entidades estão exigindo também anulação dessa reforma. Junte-se a essa luta! A diretoria do SINTRAFITE deve levar a discussão ao local de trabalho para trazer os trabalhadores para a luta em defesa de seus direitos, além de organizar plenárias e seminários. Chamamos os metalúrgicos de Campinas e também os demais trabalhadores de Blumenau e região a se somar a esta mobilização.


MULHERES VAMOS À LUTA! Todos os dias, milhares de mulheres são agredidas e mortas, na maioria das vezes por seus companheiros, e o que o governo Dilma está fazendo para combater toda essa violência?? Mesmo com a Lei Maria da Penha, nós mulheres continuamos apanhando. Este governo cortou recursos para aplicação da lei, não constrói casas abrigo, falta acompanhamento especializado e medidas de conscientização. Por isso, nosso sofrimento continua aumentando. Dentro das fábricas, o assédio sexual, as cantadas, as piadinhas machistas são muito comuns. Os patrões lucram com o machismo pagando em média 30% a menos para as mulheres. Dentro do Sindicato, infelizmente também estão presentes práticas violentas, tanto que os diretores liberados Moreno e Luiz Carlos Thomaz tentaram agredir militantes da Oposição Linha Operária enquanto distribuíam panfletos. Denuncie toda forma de agressão! Não se cale!! Pedimos aos trabalhadores que cobrem da Presidente Vivian uma posição contra as atitudes de violência que sofremos. O grupo de mulheres é um dos poucos espaços que permite a participação da base para organizar as nossas reivindicações específicas na luta contra a violência doméstica e a exploração. Devemos realizar marchas, palestras, para mudar nossa triste realidade. A secretaria de mulheres deve organizar uma campanha para ampliação de creches públicas, gratuitas, de qualidade e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora, pois em época de eleição, os políticos prometem que vão resolver os problemas, mas não fazem nada e na eleição seguinte voltam com as mesmas promessas. Dilma prometeu 6000 creches e apenas algumas saíram do papel, Kleinubing pouco fez para melhorar nossa situação. Faltam muitas creches em Blumenau, vamos a luta por uma vida melhor!

Linha Operária Nº 07  

Linha Operária Nº 07: - Campanha Salarial Têxteis - Demissões na Teka - Tentativa de divisão do Sindicato - Acordo Coletivo Especial (ACE) -...

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